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UNIDADE 4

Argumentação, retórica e filosofia


Lógica informal

A lógica informal estuda os argumentos particulares,


no contexto em que ocorrem e na linguagem em que
são formulados.
A lógica informal dirige a sua atenção para o que os
argumentos específicos dizem  para o seu conteúdo,
e não para a sua forma.

 Tipos de argumentos não dedutivos

Argumentos
não dedutivos

Argumentos Argumentos Argumentos


indutivos por analogia de autoridade

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Lógica informal

□ Argumentos indutivos
A conclusão de um argumento indutivo é Fracos
apenas provável. Por ser uma relação de
probabilidade, a validade indutiva tem graus. Argumentos Moderadamente
Por isso, há quem fale de força indutiva (e indutivos fortes
não de validade indutiva) para exprimir essa
Bastante fortes
relação de probabilidade.

Condições dos argumentos indutivos:


1. As premissas, se forem verdadeiras, fornecem boas razões para a verdade
da conclusão.
2. A verdade das premissas indicia que a falsidade da conclusão é improvável.
3. As premissas, se forem verdadeiras, são razões inconclusivas.
4. A sua força ou validade tem graus.
5. A sua força pode ser enfraquecida ou fortalecida (a validade indutiva não é
monotónica).

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Lógica informal

A avaliação de argumentos indutivos deve apoiar-se em três critérios, abaixo


exemplificados:

Critérios de avaliação de argumentos indutivos


Dimensão da amostra: Exemplificação do critério:

Quanto maior for a amostra observada, maior Uma amostra de 2000 pessoas que contraíram o vírus da gripe fornece
será a probabilidade da conclusão. uma probabilidade maior às conclusões sobre a eficácia de uma vacina
antigripe do que uma amostra de 200 pessoas.
Qualidade da amostra: Exemplificação do critério:

Uma amostra mais representativa proporciona Considerando que o vírus da gripe tem uma distribuição uniforme por toda
uma probabilidade maior do que uma amostra a população, se 80 % de uma amostra de pessoas infetadas com o vírus da
menos representativa. A qualidade de uma gripe for constituída por doentes pulmonares e renais crónicos, essa
amostra é mais importante do que a sua amostra é enviesada e não representativa.
dimensão.
Existência de contraexemplos específicos: Exemplificação do critério:

Quanto mais contraexemplos a uma conclusão Se o estudo acerca de uma vacina antigripe concluir que a sua eficácia é de
geral ocorrerem, menor será a sua 97 %, mas alguns casos conhecidos de crianças que tomaram a vacina
probabilidade. revelam sintomas de gripe, a probabilidade da conclusão geral sobre a
eficácia da vacina terá de ser sujeita a um novo estudo.

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Lógica informal

□ Argumentos por analogia

Os argumentos por analogia raciocinam a partir


de semelhanças relevantes entre duas ou mais
coisas para concluir que, por essa razão, uma
delas partilha ainda mais uma semelhança com
as outras coisas.

A conclusão de um argumento por analogia é


provável. Também os argumentos por analogia
têm diferentes graus de força.

A avaliação de argumentos por analogia deve


apoiar-se nos critérios apresentados no quadro
seguinte.

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Lógica informal

Critérios de avaliação de argumentos por analogia


Número de indivíduos considerados: Exemplificação do critério:

Quanto mais indivíduos forem A comparação em termos de semelhanças e diferenças entre o Filipe e 50 estudantes é
considerados, maior será a mais relevante do que a mesma comparação entre o Filipe e 20 estudantes.
probabilidade da conclusão.
Variedade dos indivíduos Exemplificação do critério:
considerados:
A comparação entre o Filipe e 50 estudantes muito diferentes entre si, a ponto de se
Quanto mais variedade se verificar nos incluírem nos mais diversos níveis socioeconómicos, é mais relevante do que a
indivíduos considerados, maior será a comparação entre o Filipe e um grupo de 50 estudantes homogéneo do ponto de vista
probabilidade da conclusão. socioeconómico.
Número de semelhanças: Exemplificação do critério:

Quanto mais aspetos forem As semelhanças entre o Filipe e o grupo de 50 estudantes em termos de escola
especificados como semelhanças, secundária, curso, universidade, nível socioeconómico e média final de secundário
maior será a força do argumento. envolvem mais aspetos do que as semelhanças apenas em termos de escola secundária e
universidade.
Relevância das semelhanças: Exemplificação do critério:

Quanto mais relevantes forem A relevância das semelhanças é tão ou mais importante do que o seu número. Assim,
as semelhanças apreciadas, maior será as semelhanças na média do secundário e no nível socioeconómico entre o Filipe e
a força do argumento. os 50 estudantes têm mais relevância para a defesa da conclusão do que as meras
semelhanças de escola secundária, curso ou universidade.

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Lógica informal

Critérios de avaliação de argumentos por analogia (cont.)


Existência de desanalogias Exemplificação do critério:
(diferenças relevantes):
Imaginemos que os critérios de avaliação da escola secundária mudaram
Se forem detetadas diferenças relevantes substancialmente quando o Filipe passou a frequentá-la. O peso dos testes na
entre o indivíduo a que se refere a avaliação final das disciplinas é de 50 % e não de 90 %, como era na altura dos outros
conclusão e os indivíduos considerados 50 estudantes. E imaginemos ainda que o grau de exigência médio dos testes é
apenas nas premissas, o argumento é menor. É de suspeitar que estas diferenças tenham implicações sérias no significado
consideravelmente enfraquecido. da média final de secundário. Isso poderá querer dizer, por exemplo, que o 15 de
média final do Filipe não envolve um domínio tão seguro de matérias importantes.
Talvez seja, então, de reavaliar a força do argumento, uma vez que a semelhança na
média do secundário, que parecia a mais relevante, pode ter um peso razoavelmente
menor na defesa da conclusão, que terá de ser encarada como menos provável.

Modéstia da conclusão: Exemplificação do critério:

Quanto mais modesta for a conclusão, Se a conclusão do argumento fosse modificada para que fizesse a afirmação mais
menor será a exigência que recai sobre as modesta «O Filipe tem condições para concluir o curso de economia.», as
premissas que a sustentam e mais forte semelhanças ganhariam relevância e o argumento evitaria a desanalogia referida
será o argumento; quanto mais ambiciosa anteriormente.
for a conclusão, maior será a exigência que Um argumento mais forte compensaria uma conclusão mais modesta.
recai sobre as premissas e mais fraco será
o argumento.

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Lógica informal

□ Argumentos de autoridade
Recorrer a autoridades nos mais diversos assuntos é uma maneira perfeitamente
sensata de sustentar uma conclusão.
Critérios de avaliação de argumentos de autoridade
Competência reconhecida no assunto: Exemplificação do critério:

Quanto mais competência for A comissão de especialistas designada pelo tribunal tem mais provas dadas na investigação
reconhecida ao autor do argumento, desinteressada da comunicação social do que Rupert Murdoch, que está limitado a apelar
mais força este terá. sobretudo à sua experiência e ao conhecimento que ela lhe permitiu adquirir.
Integridade ética: Exemplificação do critério:

Quanto mais integridade ética for O argumento que aconselha a não tomar banho nas praias do sotavento algarvio tem mais
atribuída ao autor do argumento, dada força do que o argumento das autoridades em comunicação social. Isto sucede porque um
a sua história e currículo, mais força terá assunto da área das ciências naturais se presta geralmente a um conhecimento mais
o argumento. seguro do que um assunto de comunicação social, que é uma área em que o conhecimento
está mais sujeito a controvérsia.
Capacidade de raciocinar a partir do Exemplificação do critério:
argumento apresentado:
Nas áreas em que o conhecimento está sujeito a controvérsia, este critério tem toda a
Quanto mais formos capazes de pertinência. Uma vez que há desacordo entre as autoridades nessas áreas, cada um tem de
raciocinar a partir do argumento ser o mais possível capaz de raciocinar pela sua própria cabeça sobre o assunto. A cada um
apresentado, mais forte ele será. cabe, portanto, um papel relevante na formação de um juízo informado. Ora, o argumento de
autoridade que se revelar mais útil na formação desse juízo será aquele que tem mais força.
É de esperar, por exemplo, que o argumento da comissão de especialistas em comunicação
social esteja mais à altura deste critério do que o argumento de Rupert Murdoch.
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Lógica informal

 Algumas falácias informais


As falácias informais são erros típicos de raciocínio e são incapazes de cumprir
o seu papel de sustentar uma conclusão.

Falácia da petição de princípio

Esta falácia consiste em assumir como verdadeiro


aquilo que se quer provar. É como se disséssemos
«P. Logo, P.».
São argumentos circulares em que entre a primeira
premissa e a conclusão há uma ou várias premissas.

Exemplo:
(1) Ter livre-arbítrio faz com que cada um seja responsável pelas ações que realiza.
(2) Ter livre-arbítrio é ter a capacidade de escolher livremente as suas ações.
 Logo, ter a capacidade de escolher livremente as suas ações faz com que cada
um seja responsável pelas ações que realiza.
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Lógica informal

Falácia do falso dilema

Um dilema é um argumento que nos põe perante duas alternativas, geralmente


desconfortáveis para uma teoria, uma posição ou uma pessoa.

Um falso dilema põe-nos perante duas alternativas como se mais


nenhuma restasse, quando afinal dispomos de mais alternativas.

Exemplo:
(1) Ou cortamos na despesa ou aumentamos os impostos para
equilibrar o défice público.
(2) É errado aumentarmos os impostos para equilibrar o défice público.
 Logo, cortamos na despesa.

O erro que se verifica na primeira premissa fere sem apelo o argumento,


que assim é incapaz de sustentar a conclusão. Equilibrar o défice público é
uma questão mais complexa do que é sugerido na primeira premissa, que
por essa razão é questionável.
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Lógica informal

Falácia do apelo à ignorância

Esta falácia acontece quando se toma o facto de


não haver uma prova de que uma proposição é
falsa como uma justificação da sua verdade.

Mas ignorar que uma proposição é falsa, porque não se provou que é falsa, não
implica que ela seja verdadeira. Do mesmo modo que ignorar que uma proposição
é verdadeira, porque não se provou que é verdadeira, não implica que ela é falsa.

Exemplo:
(1) Não tenho mais informação a este respeito, exceto a declaração das
autoridades de que nada há nos ficheiros desta pessoa que desminta as suas
conexões comunistas.
 Logo, temos razões para considerar que esta pessoa é comunista.

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Lógica informal

Falácia ad hominem

Literalmente, «ad hominem» quer dizer «contra a


pessoa». Um argumento ad hominem é uma falácia na
medida em que se dirige à pessoa, diminuindo-a, e não,
como seria adequado, à conclusão por ela defendida e
que supostamente é disputável.

Um ad hominem diminui a pessoa fazendo pairar a dúvida, geralmente corrosiva,


sobre o seu carácter.

Exemplo:
(1) A renegociação imediata da dívida pública portuguesa é uma ideia de radicais.
 Logo, é uma má ideia.

Em vez de se discutir a ideia de renegociar imediatamente a dívida pública


portuguesa, argumenta-se contra aqueles que a defendem, dizendo que são
radicais. Sugere-se que um radical é uma pessoa de carácter duvidoso e pouco
razoável, uma espécie de extremista de quem podem vir apenas más ideias.
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Lógica informal

Falácia da derrapagem

A falácia da derrapagem ou da encosta escorregadia ocorre quando há a


invocação de uma cadeia causal despropositada para defender algo que não é
justificado, produzindo um resultado final devastador.

Exemplo:
(1) A adoção de um sistema público de saúde conduzirá à socialização dos seguros
de todo o tipo.
(2) A socialização dos seguros de todo o tipo conduzirá à socialização da indústria
farmacêutica.
(3) A socialização da indústria farmacêutica conduzirá à socialização das
companhias de aviação.
(4) A socialização das companhias de aviação conduzirá à socialização da habitação.
 Logo, a adoção de um sistema público de saúde conduzirá finalmente a uma
sociedade socialista.

Não se apresenta aqui qualquer justificação adicional para sustentar que a


derrapagem é inevitável.
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Lógica informal

Falácia do boneco de palha

A falácia do boneco de palha consiste em caricaturar a posição


do adversário, representando incorretamente uma posição.

Deve evitar-se confundir esta falácia com os argumentos ad hominem. Enquanto a


falácia do boneco de palha é uma caricatura da posição do adversário, a falácia ad
hominem é um ataque ao próprio adversário, diminuindo o seu carácter.
Exemplo:
(1) John McCain votou a favor da utilização de bebés não nascidos na investigação
médica.
 Logo, não é razoável que vote nele nas primárias republicanas.

A premissa não exprime a posição de McCain, que apenas apoiou a investigação em


células estaminais colhidas em embriões. É uma distorção deliberada da sua
posição para diminuir o apoio que este poderia ter no eleitorado republicano mais
conservador. Ao distorcer a posição de McCain, um dos efeitos pretendidos da
falácia do boneco de palha é suprimir do debate a sua verdadeira posição.
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Da lógica informal à retórica

 Demonstração e argumentação

A demonstração e a argumentação são dois modos de discurso que se definem


pela relação que estabelecem com o auditório.

Discurso de justificação
Este modo de discurso esconde-se sob o conceito de demonstração.
O discurso de justificação apresenta uma justificação racional da igualdade entre
todos os seres humanos, qualquer que seja a sua raça. O objetivo é levar cada um
a uma posição de razoabilidade; só depois se está em condições de fazer uma
avaliação imparcial dos argumentos apresentados.
Dirige-se a um auditório universal, em que não se distinguem indivíduos
particulares, cada um com a sua identidade. Qualquer um, desde que seja
imparcial e abandone as suas preferências pessoais, pode ser membro desse
auditório universal.

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Da lógica informal à retórica

Os princípios da justificação não dizem quais são as ações corretas, mas definem
o modo pelo qual podemos ter a esperança de as descobrir e adotar.

Princípios da justificação

Igualdade Igual acesso à informação relevante.

Publicidade Tornar pública toda a informação relevante.

Transparência Tornar transparente toda a informação relevante.

Cogência Aceitar apenas o melhor argumento.

Debater com base num entendimento em pontos básicos e abraçar


Acordo
a possibilidade de um acordo universal acerca da questão em debate.
Definir que espécie de desacordo é razoável a partir do entendimento acerca de
Desacordo razoável
pontos básicos.

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Da lógica informal à retórica

Discurso de persuasão
Este modo de discurso esconde-se sob o conceito de argumentação.
O discurso de persuasão pede ao auditório que cada um se ponha numa
situação particular e que imagine o que sentiria. O objetivo é suscitar
sentimentos no auditório de modo a levá-lo a agir de uma certa maneira.

Este discurso dirige-se a um auditório particular. Pretende influenciar pessoas


com identidades específicas, formadas por crenças, desejos, paixões e
preconceitos. Não se espera que estas abandonem as suas emoções e
preferências pessoais para alcançarem uma posição de razoabilidade.

Discurso de justificação • Demonstração


• Dirige-se a um auditório universal
Modos
de discurso
• Argumentação
Discurso de persuasão
• Dirige-se a um auditório particular

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Da lógica informal à retórica

 As ferramentas da persuasão
As ferramentas da persuasão são tipos de argumentos distinguidos pela retórica.

Ferramentas da persuasão
(argumento pela lógica) Procura persuadir pedindo às pessoas que sigam as regras da lógica e deixem
conduzir os seus pensamentos. As pessoas gostam de pensar que são persuadidas apenas pela lógica
Logos
dos argumentos, mas são menos cerebrais do que julgam. Há, de resto, quem pense que, para ser
racional, a persuasão terá também de atender ao carácter e à emoção, e não apenas à lógica.
(argumento pelo carácter) Procura persuadir pela personalidade, pelo prestígio e pela capacidade de
gerar confiança do orador. O prestígio do orador é persuasivo. Um carácter duvidoso e dado à mentira
Ethos é incapaz de persuadir. O argumento de um orador que gera confiança tem uma probabilidade maior
de ser aceite. Há muito que se sabe que a vida de uma pessoa persuade melhor do que a sua palavra.
Os aspetos mais persuasivos do carácter são a virtude, o desinteresse e a sabedoria prática, que se
reflete no modo como uma pessoa experiente é moderada e flexível no uso de regras.
(argumento pela emoção) É o tipo de argumento que procura persuadir gerando emoções sedutoras.
As emoções motivam alterações de disposição, mas levam também um auditório a ser mais permeável
a mudar de ideias e a comprometer-se a agir de modo diferente. As emoções são vistas geralmente
Pathos
com suspeição, sobretudo por lógicos e por todos aqueles que se presumem capazes de pôr sempre a
linguagem ao serviço da inteligência. É provável que muitas vezes a lógica e o carácter sejam
suficientes. Todavia, quando se trata de levar as pessoas a mudar as suas ações, parece que a emoção
é indispensável e, por assim dizer, o combustível adequado a esse fim.
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Da lógica informal à retórica

□ Persuasão, manipulação e lisonja

O desejo de mudar as ideias do auditório esconde o risco de manipulação; e a


tentativa de ter em conta as suas opiniões e sentimentos esconde o risco de
lisonja.

Um auditório pode deixar-se manipular pelo medo, pela vaidade, pelo


desespero ou pela insegurança.
A lisonja é uma espécie de degradação populista da persuasão, pois trata-se de
seguir simplesmente o auditório, isto é, limitar-se a servi-lo, mesmo quando as
suas ideias são erradas e até nocivas.

Consiste no desejo de mudar as ideias


Manipulação
do auditório sem o seu consentimento
pode
Persuasão
levar a
Consiste em seguir o auditório e oferecer-lhe
Lisonja
apenas o que é do seu agrado

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Da lógica informal à retórica

□ Persuasão e educação democrática

A atividade de persuasão tem um papel valioso na formação do cidadão


democrático. Porém, com a manipulação ou a lisonja, a persuasão perde a sua
capacidade de educar para a democracia.
O cidadão democrático é o que governa de modo parcial e limitado; e o que é
governado de modo igualmente parcial e limitado.
A atividade de persuasão é inerente à democracia, que é justamente o governo
limitado.

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Da lógica informal à retórica

O debate entre os sofistas e Platão acerca da retórica

A Grécia clássica foi o palco da primeira disputa acerca do valor da retórica,


opondo os sofistas a Platão.

Sofistas Platão

• Os sofistam salientam os méritos da retórica. • Platão (427-347 a. C.) influenciou a opinião

• Destacaram-se como professores de retórica, negativa que se tem sobre a retórica.

que com eles ganhou o estatuto de ramo • Viu nos riscos inerentes à persuasão uma
distinto do conhecimento. característica do próprio exercício da retórica.

• Foram os primeiros estudiosos e professores • Considera que a retórica é uma forma de


de comunicação. manipulação e de lisonja.

• Platão foi o mais duro crítico dos sofistas.

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Da lógica informal à retórica

Sofistas: Platão:
O ensino da retórica habilita a usar Os governantes sábios resolveriam os
publicamente da palavra, uma problemas da sociedade recorrendo
capacidade muito importante em apenas à dialética (a argumentação
democracia. racional) e não à retórica.

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Platão
Da lógica informal à retórica

 Retórica e filosofia

A retórica foi vista por muitos filósofos como o estudo de uma atividade
duvidosa que não tinha por finalidade última a descoberta da verdade, mas
simplesmente a persuasão, fosse ou não acompanhada pela verdade.

Outros filósofos viram na retórica um estudo muito útil da nossa


capacidade de julgar. Entre estes filósofos salienta-se Aristóteles, que pensa
que não há vida ética ou política genuína que não se apoie na nossa
capacidade de julgar, mesmo não tendo a segurança de princípios gerais.

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Esquema-síntese

Argumentos indutivos

Lógica informal estuda aspetos centrais dos argumentos, Argumentos


Argumentos por analogia
especialmente importantes no caso dos não dedutivos
Argumentos de autoridade

Petição de princípio
Falso dilema
reconhece Falácias Apelo à ignorância
e analisa informais Ad hominem
Derrapagem
Boneco de palha

é complementada pela Retórica inerente à Democracia

Demonstração Discurso de justificação


distinguem-se
dois modos do
discurso Argumentação Discurso de persuasão

estuda a
Logos Argumento pela lógica

tem como
Persuasão Ethos Argumento pelo carácter
ferramentas

pode levar a Pathos Argumento pela emoção

Manipulação Lisonja

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