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Fundação João Pinheiro (FJP/MG)

Núcleo de Estudos em Segurança Pública (NESP)

NESP / FJP – Núcleo de Estudos em Segurança Pública


Estruturação de atividades criminosas:
Gangues, Grupos Armados e Violência

Luís Felipe Zilli


Estruturação de Atividades Criminosas: Gangues, Grupos Armados e Violência

Estruturação de Atividades Criminosas


• Gangues e Grupos Armados:

NESP / FJP – Núcleo de Estudos em Segurança Pública


• Anos 1980/1990: fenômeno dos grupos armados e facções no
Rio de Janeiro;

• Poder Público: lógica da guerra, operações pontuais e sem


efeito. Uso abusivo e desproporcional da força;

• Questões:
• 1- Seria o problema carioca um caso sui generis, ou ele
antecipa processos já em curso em outras regiões?

• 2- Polarização dos debates: reformistas sociais x adeptos de


ações repressivas
Estruturação de Atividades Criminosas: Gangues, Grupos Armados e Violência

Estruturação de Atividades Criminosas

• Gangues e Grupos Armados:

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• Problema: conhecimento precário sobre fenômeno das
gangues e grupos armados;

• Teórico/Conceitual: emergências/manifestações x estruturas;

• Políticas Públicas: bases conceituais e variáveis relevantes


para sustentar intervenções.

• Questão de pesquisa: a despeito de multiplicidades de


manifestações, existem lógicas e estruturas comuns, passíveis
de identificação, sustentando processos de estruturação de
atividades criminosas com substrato territorial?
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Estruturação de Atividades Criminosas

• Gangues e Grupos Armados:

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• Dados e Metodologia:
• Trabalhos de campo em vilas e favelas da RMBH;

• Trabalhos de campo em centros socioeducativos de internação;

• Trabalhos de campo em favelas do Rio de Janeiro;

• Trabalhos de Pesquisa junto a órgãos de inteligência e


investigação das polícias Civil e Militar de Minas Gerais.
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Estruturação de Atividades Criminosas

• Gangues e Grupos Armados:

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• Contexto Urbano, Violência e Criminalidade:
• Contexto recorrente:
• Urbanização precária e exclusão socioespacial: territórios que
ocupam posição difusa no espaço urbano;
• Desigualdade no acesso e na provisão de bens públicos de
Justiça e Segurança Pública.
• Apelo a solução privada e violenta de conflitos  Territórios
vulneráveis à estruturação de atividades criminosas
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Estruturação de Atividades Criminosas

• Gangues e Grupos Armados:

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• Proposta de Investigação:
• Modelo analítico: processos de Estruturação de Atividades
Criminosas
• Quebrar perspectiva evolutiva clássica: sucessão linear de
estágios
• Sistemas Complexos: caráter de auto-organização
• Estruturação dos grupos  estruturação e complexificação de
atividades  estruturação dos grupos
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Estruturação de Atividades Criminosas

• 1ª fase: Conflitos interpessoais, gangues e crimes

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desorganizados

• Formação de grupos de jovens armados (resposta associativa


diferencial a ambiente hostil);

• Domínio territorial difuso;

• Empreendimentos criminosos frouxamente articulados;

• Conflitos seguem lógica societária/tradicional - Vendetas


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Estruturação de Atividades Criminosas

• 2ª fase: Competição e Extinção

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• Acirramento dos conflitos e da violência (tentativa de
eliminação de rivais)  lógica societária/econômica;

• Complexificação dos grupos e dos empreendimentos


criminosos (auto-organização);

• Polícia (ator com caráter predatório/simbiótico): enfrentamento


e/ou cooptação

• Sistema Prisional como espaço de organização/estruturação

• Confederações de grupos armados: CV, TCP, ADA.


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Estruturação de Atividades Criminosas

• 3ª fase: Mutualismo e controle de mercados

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• Primazia de grupos: processo de seleção que leva a formas
radicais de controle de mercados ilegais;

• Particionamento de territórios e produtos para mitigação de


conflitos: violência vista como disfuncional, cooptação do
poder público;

• Expansão e diversificação criminal (TV a cabo, gás, transporte,


política), lógica de estruturação em redes;

• Lógica econômica e penetração política: Milícias (RJ) e PCC.


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• Considerações Finais

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• Compreensão dos fenômenos: intervenções mais adequadas e
efetivas;

• Problematização da figura “mitológica” do “crime organizado”

• Estágios iniciais: intervenções sociais e baixos custos;

• Estágios avançados: agregam-se custos de restabelecimento de


ordem; alto grau de corrosão institucional.