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Aprimoramento filosófico

O pensamento ético contemporâneo


dos filósofos:
► KIERKEGAARD JÜRGEN HABERMAS
Soren Kierkegaard
5/5/1813, Copenhague, Dinamarca
11/11/1855, Copenhague, Dinamarca

• Filósofo e teólogo dinamarquês.


• Concluiu seus estudos de teologia com a
tese sobre o conceito de ironia (Sócrates).
• Com a morte de alguns familiares, dedicou-
se à religião.
• Em 1837 conheceu o seu grande e único
amor, Regina Olsen, de apenas 14 anos. Em
1840, ficaram noivos, e desfeito no ano
seguinte. O resultado dessa experiência
amorosa levou Kierkegaard a adotar hábitos
monásticos que perduraram por toda a sua
vida.
Kierkegaard
• Combateu a metafísica de Hegel,
que era abstrata e procurava o
universal, defendendo a
necessidade de uma “filosofia
existencial”, a do ser humano
concreto, daquele que vive
intensamente o aqui e o agora.
• Em Kierkegaard há dois tipos de
existencialismo: o humanista e
o cristão.
Pecado Original
Adão só pôde conhecer a sua condição
finita quando se rebelou contra Deus.
Antes disso, era inocente e ignorava a sua
própria condição.
Abraão
O saber filosófico dá passagem à vida
religiosa.
• A fé induz ao pavor,
porque além de não
contar com o apoio
da razão, exige que o
ser humano vá além
dela e caia no
absurdo.
SALVAÇÃO

• Para Kierkegaard, reportando-se ao exemplo


bíblico do sacrifício de Isaac por parte de seu
pai, Abraão, a fé que coloca a salvação da
própria alma acima de qualquer outra coisa,
tem em seu bojo um componente psicológico
egoístico.
• A fé o máximo amor de si mesmo convive com
o máximo temor de Deus. É um paradoxo, mas
a fé e isso mesmo, um paradoxo
LIBERDADE E ANGÚSTIA
• A existência é sempre liberdade.
• A escolha, porém, conduz o sujeito à angústia:
• “a angústia é a realidade da liberdade
quanto à possibilidade”, que entre todas as
possibilidades que se abrem diante do ser
humano encontra-se também a do nada. A
angústia nada mais é do que a “vertigem da
liberdade”.
OS TRÊS ESTADOS DA VIDA
• A passagem da ignorância à inocência, da inocência
ao pecado, realiza-se em três níveis de consciência:
• 1) estético, no qual o indivíduo busca a felicidade no
prazer, cuja fugacidade entretanto leva ao desespero
inevitável;
• 2) ético, em que procura alcançar a felicidade pelo
cumprimento do dever, sendo no entanto condenado
ao eterno arrependimento por suas faltas;
• 3) religioso, em que o homem busca Deus,
entretanto a verdadeira fé é angústia da distância de
Deus.
ESTÉTICO x ÉTICO
• Estético tem a ver com o
prazer imediato,
sensorial, físico ou
intelectual (ansiedade,
desesperança)
• Ético baseia-se nos
princípios morais e no
além.
Kierkegaard Soren
• a) Conhece-se o amor pelos
frutos

• b) O dever de amar ao
próximo

• c) Ética e fé
Jürgen Habermas
18/6/1929, Düsseldorf, Alemanha
• Filósofo e sociólogo alemão
• Teoria crítica e do pragmatismo
• Teorias sobre a racionalidade
comunicativa e a esfera pública.
• Um dos mais importantes
intelectuais contemporâneos.
• Associado com a Escola de
Frankfurt.
Jürgen Habermas
• O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas
(2003a), na obra Direito e democracia, identifica
a razão prática como uma faculdade subjetiva
constituída de um sujeito singular.
• Em Consciência moral e agir comunicativo,
Habermas (2003b, p. 62) já demarca, de forma
clara, o campo de sua teoria moral, no qual
defende que as proposições descritivas são
passíveis de racionalidade.
Habernas
• a) A ética do discurso: os juízos morais
• A busca pela verdade

• b) Prioridade do justo sobre o bem

• O discurso é uma negociação, não permitido excluir ou diminuir ninguém. (concordância


sem coerção, no consenso de todos os implicados)

• c) O consenso. Separação do ser e do valor


• A razão, no Ocidente, segundo Habermas, por ter tomado o rumo da racionalidade
instrumental, apresenta um déficit normativo.

• d) Ética da comunicação

• A tarefa da linguagem, no agir comunicativo, é fornecer o horizonte pré-estruturado a


partir do qual os sujeitos podem relacionar-se entre si e sobre o mundo. O entendimento
possível entre os sujeitos dá-se na linguagem porque nela está depositado o saber pré-
teórico específico do gênero humano.
A ética do discurso de Habermas:
fundamentação e aplicabilidade
• Como é possível, numa sociedade pluralista e
multicultural, sociedades e pessoas chegarem a
um consenso sobre o que é certo e errado /
bom e ruim?
• O que se entende por ética do discurso, teoria
que pode ser considerada como um programa
de fundamentação moral.
ÉTICA
• É possível afirmar que podemos
conhecer a verdade no campo da
ética?
• É possível afirmar que certas
proposições ligadas à moral são
verdadeiras ou falsas?
• O cognitivismo implica a crença de
que a razão pode ser um guia
adequado na identificação do que é
moralmente correto ou incorreto.
ÉTICA DISCURSIVA
• Habermas desenvolveu a ética, a
partir da análise da linguagem.
• A Ética discursiva teve em Habermas
um de seus maiores representantes.
• Uma ética discursiva fundada no
diálogo e no consenso entre os
sujeitos.
• O que se busca no diálogo é a razão
que, tendo sido reconhecida pelos
participantes do diálogo, que serviria
de base última para a ação moral.
Bibliografia

• MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Ética – De Platão a Foucault (Kierkegaard)


• RUSS, Jacqueline. O Pensamento ético contemporâneo, Cap. IV (Habermas) e Cap.
VIII (John Rawls) 5ª edição, 2011
• KIERKEGAARD, Soren. As Obras do amor, Primeira Série, Cap. I e II
• ARANHA, Maria L. de Arruda e Martins, Maria Helena Pires. Filosofando:
introdução à filosofia. Unidade V.8 – Concepções éticas:
• Habermas e a ética discursiva
• ARAUJO, Luiz Bernardo Leito. Uma questão de justiça: Habermas, Rawls e
MacIntyre, in FELIPE, Sonia R. Justiça como Equidade – Fundamentação e
interlocuções polêmicas (Kant, Rawls, Habermas).
• CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. Unidade 8: O mundo da prática – Capítulo 5
– Cultura e dever
• HABERMAS, Jurgen. Comentários à ética do Discurso. Tradução de Gilda Lopes
Encarnação
• INCONTRI. Dora e Bigheto. Alessandro Cesar. Filosofia: Construindo o pensar: V –
Santos e vilões: o bem e o mal existem? – A ética de Espinosa e IX: o poder: um
mal necessário – O neo liberalismo do século XX (John Rawls) e XI – por uma
filosofia do diálogo – a filosofia do dialógo do séc. XX