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Educação do Campo e processos

identitários
Sujeitos, trajetórias e emancipação
Universidade Federal do Recôncavo Baiano
Mestrado Profissional em
Educação Científica, Inclusão e Diversidades

Docentes:
Dra. Idalina Souza e Dra. Tatiana Polliana
Discentes:
Bianca Saionara, Eliana e Nilmar
Educação Básica do Campo
EDUCAÇÃO BÁSICA DO CAMPO
I Conferência Nacional 1998 Cenário da
Goiás Educação
Básica do
Campo

Surgimento da expressão
EDUCAÇÃO DO CAMPO:
Senado Nacional 2002 Educação: direito de
Brasília todos ao acesso e a
II Conferência Nacional em permanência na
2004 escola
Educação Básica do Campo

• O contexto educacional recente do mundo rural vem


sendo transformado pelos movimentos instituintes que
começaram se articular no final dos anos 1980.

• A formação do conceito de educação básica na


Constituição de 1988 deu legitimidade a vários
movimentos sociais.

• A década de 1990 foi importante para consolidar outros


movimentos pela universalização do direito a educação
básica e às diversas modalidades de educação.
Educação Básica do Campo
• O I Encontro de Educadores e Educadoras da Reforma Agrária
(Enera), realizado em 1997, foi um marco da luta política que
demonstrou a insatisfação do Movimento dos Trabalhadores
Rurais sem Terra (MST).

• O que diferencia a Educação do Campo da Educação rural, é


que a educação rural sempre foi instituída pelos organismos
oficiais e teve como propósito a escolarização como
instrumento de adaptação do homem ao produtivismo.
• Quando se discute educação do campo, estamos
falando de uma educação que se volta ao conjunto dos
trabalhadores do campo, incluindo quilombolas,
indígenas, entre outros que compõem a vida no meio
rural.

• As conferências por uma educação básica do campo


aconteceram na década de 1990, tornando-se espaços
de produção de conhecimento e de articulação de
saberes, com a participação campesina na construção
de um ideário político-pedagógico.
Educação Básica do Campo
• Ainda são muito acentuadas a desigualdade social e a
dificuldade de acesso aos direitos humanos, em educação
especial, por parte dos sujeitos do campo.

• Outro fator que dificulta o acesso, a inclusão e a permanência


dos jovens e crianças do campo nas escolas são as políticas de
fechamento das escolas do campo, por meio da nucleação e
da oferta de transporte dos educandos para as escolas
urbanas.
Ampliação da educação infantil, do
segundo seguimento do ensino
fundamental e do ensino médio

Luta contra o fechamento das


escolas
Investimento na formação inicial e
continuada dos educadores do
campo

Construção de materiais
didáticos e contextualizados
e a implementação de
metodologias ativas e
participativas
Constituição Implementação da
de pedagogia da
coordenações alternância nas
de Educação
do Campo
escolas do campo

Investimento na
formação dos
gestores

Institucionalização
de diretrizes e a
abertura de
concursos públicos
específicos.
Educação Omnilateral

“todos os lados ou dimensões”


Concepção de educação de formação humana
que busca levar em conta todas as dimensões
que constituem a especificidade do ser humano
e as condições objetivas e subjetivas reais para
seu pleno desenvolvimento histórico.
Educação Omnilateral

Educação omnilateral abrange


a educação e a emancipação
de todos os sentidos
humanos, pois os mesmos não
são simplesmente dados pela
natureza.
Educação Omnilateral
• A educação omnilateral propõe um novo projeto
societário, que liberte o trabalho, o conhecimento,
a ciência, a tecnologia, a cultura e as relações
humanas de uma sociedade capitalista, de uma
lógica mercantil.

• É necessário então, se combater todas as formas


de competição que estimulam o individualismo,
promovendo um acesso democrático ao
conhecimento.
Referências
CALDART, Roseli Salete, PEREIRA, Isabel Brasil, ALENTEJANO,
Paulo, FRIGOTTO, Gaudêncio. Dicionário de Educação do
Campo. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio,
Expressão pupular, 2012.