Bomba de Argamassa

Bomba de Concreto

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Bomba de concreto (em Portugal: bomba de betão) é um equipamento destinado a impulsionar o concreto usado na construção civil, como complemento às atividades de uma betoneira, principalmente em construções de grande porte como edifícios e prédios em geral.

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Transporta o concreto através de uma tubulação metálica desde o caminhão betoneira até a peça a ser concretada, vencendo grandes alturas ou grandes distâncias horizontais.

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A bomba de concreto tem capacidade de lançar volumes elevados de concreto em curto espaço de tempo. Enquanto no transporte convencional se atingem 4 a 7 m³ de concreto por hora, com a bomba de concreto se alcançam produções de 35 a 45 m³ por hora.

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A utilização de bombas de concreto permite racionalizar mão-deobra e, ainda, sendo o concreto bombeado mais plástico, necessitará de menor energia de vibração.

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Isso se traduz em menores custos para a obra, menor quantidade de equipamentos e grande produtividade.

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Antes de Iniciar:
O bombeamento deve ser precedido de uma lubrificação da linha de tubos por meio de uma argamassa constituída de cimento e areia na proporção de 1:2 (para cada quilo de cimento deve-se adicionar dois quilos de areia) e na quantidade de 25 litros de argamassa por cada três metros de tubulação (com bitola de aproximadamente 125 mm ou 5 polegadas). Deve-se tomar o cuidado de não se utilizar esta argamassa nos elementos estruturais do edifício, caso contrário compromete-se a estrutura do prédio, podendo ocasionar sua destruição.

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Ao iniciar o bombeamento deve-se, anteriormente, fazer uma inspeção visual na linha de tubos fixa na obra, para verificar se não existem elementos estranhos no interior da tubulação, se não há juntas soltas ou canos furados.

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Na montagem de tubulação fixa na obra, as paredes dos tubos deverão ter espessura suficiente para suportar a pressão do concreto. A não observância de tais itens pode ocasionar sérios danos ao equipamento e aos usuários.

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Durante a Operação:
A manutenção do equipamento obedece às determinações do fabricante. O concreto deve ser bombeável, ou seja, na forma semipastosa, caso contrário entope a bomba causando danos irreversíveis ao equipamento. Seus componentes concreto, areia e cimento não podem se separar por segregação (movimento impulsionador de alta pressão utilizada pela bomba), o que causaria entupimento e interrupção do bombeamento. O fornecimento do concreto deve ser bem programado para que não haja interrupção do processo. As linhas de tubo devem ter extensão menor possível e o mínimo de curvas, para melhorar o rendimento do trabalho, devem ter apoios eficientes para que as juntas e conexões não se abram, normalmente anéis de ferro com junção dupla.

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Após finalizar a operação:
Após o término do bombeamento, os tubos devem ser bem limpos. Para tanto, usa-se água sob pressão em local apropriado, pois o concreto além de ser um agente isolante é prejudicial à natureza.

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Nesse caso pode-se reutilizar o concreto após a devida fragmentação no contra-piso da construção, removendo-se quaisquer detritos ou incrustações que poderiam, em outra concretagem, criar resistência ao deslocamento do concreto.

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No Brasil, os revestimentos à base de argamassa, industrializada ou não, são aplicados, em geral, de forma manual.

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Trata-se de uma etapa em que a qualidade e produtividade do revestimento dependem bastante da mão-de-obra, apresentando alta variabilidade e altos índices de perdas.

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Muitas vezes, torna-se um gargalo da obra. A produção de revestimentos de fachada muitas vezes é um gargalo na produção da edificação, refletindo-se no prazo de execução.

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Para melhorar o desempenho da produção, as empresas adotaram o uso de projetores mecânicos. Porém ainda é necessá-rio avaliar o desempenho do sistema de produção como um todo e não apenas do equipamento.

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As bombas de argamassa (figura 1) são utilizadas no transporte e aplicação mecanizados de argamassa para a produção de revestimento. Elas conduzem o material sob pressão do tanque da bomba até a pistola, por um mangote, e o compressor de ar projeta a argamassa.

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Há bombas de argamassa em uso em Salvador, Curitiba e Brasí-lia. Também estão sendo testadas por construtoras de Porto Alegre.

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Mas existe também no mercado um equipamento mais simples, o projetor com recipiente acoplado (canequinha), mais conhecido em São Paulo.

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O pequeno recipiente é abastecido pelo operá-rio no estoque de argamassa fresca, sendo necessá-rio parar a projeção para recarregá-lo. A argamassa é projetada em forma de spray por orifí-cios.

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Bomba e projetor com canequinha são dois modos de projetar argamassa, com diferentes graus de dificuldade, benefí-cios e produtividade.

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A escolha da argamassa para aplicação mecâ-nica deve considerar as características do equipamento de projeção e do compressor de forma conjunta. A argamassa para bombas possui características especiais para evitar o entupimento do mangote e a reflexão do material.

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A bombeabilidade é influenciada por características da pasta aglomerante (como teor e tipo), pela quantidade de ar incorporado e por características dos agregados (como granulometria, textura e morfologia). Em função do grande controle necessá-rio à produção da argamassa, na sua produção, é comum as empresas preferirem argamassa industrializada.

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Já a argamassa empregada na canequinha de projeção pode ser industrializada ou produzida em obra. No entanto, deve ter características que impeçam o entupimento do projetor e a reflexão do material. A possibilidade de usar argamassa produzida em obra pode ser uma vantagem desse sistema, porém é muito dependente da mão-de-obra.

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O desempenho de sistemas de produção de revestimento com bomba foi avaliado e comparado ao de sistemas convencionais em dois estudos realizados pelo Norie/UFRGS com apoio da Comunidade da Construção de Porto Alegre. Os dados completos desses estudos podem ser encontrados nas dissertações de mestrado de Paravisi (2008) e Costa (2005).

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Um dos argumentos favorá-veis ao uso de sistemas com projeção mecânica de argamassa é que apresentam menores índices de perdas que os sistemas convencionais.

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De fato, as duas empresas em estudo que utilizavam bomba e argamassa industrializada em sacos para a produção de revestimento de fachada obtiveram baixos índices de perdas de argamassa (medidos em relação ao volume) ao longo do fluxo do material: 9,1% na empresa ´Eµ e 31,1% na ´Vµ.

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Por outro lado, um sistema convencional com aplicação manual de argamassa industrializada em sacos, que foi utilizado na mesma obra da empresa ´Vµ, teve 88,6% de perdas, e outras oito empresas que também empregaram sistemas convencionais registraram perdas mé-dias entre 47% e 68%. Portanto, a redução nas perdas de argamassa foi um aspecto positivo dos sistemas com bomba.

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Embora a aplicação mecânica de argamassa tenha potencial para gerar melhorias na qualidade do revestimento, principalmente quanto à resistência, aderência à tração e à permeabilidade à água, a simples adoção de bombas de argamassa não garante a qualidade do produto final.

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Nas duas obras que utilizaram esses sistemas, a resistência de aderência à tração dos revestimentos foi satisfató-ria onde o substrato era bloco cerâmico.

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Além disso, o revestimento executado com bomba apresentou um nú-mero reduzido de fissuras, enquanto o dos sistemas convencionais apresentou locais com intensa fissuração por retração. Uma das causas do bom desempenho do sistema com bomba pode ter sido o uso de uma argamassa industrializada que permitia seu alisamento com régua.

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No entanto, verificaram-se problemas de descolamento onde o substrato era a estrutura de concreto e baixa resistência de aderência à tração quando projetada argamassa muito fluida.

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Os estudos apontaram que a bomba de argamassa apresenta potencial para melhorias de produtividade, desde que tomadas providências de organização das equipes de trabalho.

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A produtividade da etapa de produção de massa única para revestimento com bomba diferiu consideravelmente entre as empresas ´Eµ e ´Vµ (figura 2). O melhor desempenho foi da ´Vµ, com 0,83 Hh/m² (homens/hora por metro quadrado).

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Mas essa mesma empresa alcançou uma produtividade um pouco superior em seu sistema convencional e suas melhores equipes, 0,80 Hh/m². Em obra, observou-se que essas equipes estavam competindo com a bomba e apresentavam alto índice de tempos produtivos.

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Já a empresa ´Eµ obteve produtividade inferior em seu sistema com bomba, atingindo apenas 1,25 Hh/m². Em obra, observaram-se dificuldades no preparo dos equipamentos, entupimentos do mangote da bomba e problemas de planejamento do trabalho das equipes.

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Já a produtividade do sistema convencional das demais empresas variou bastante (entre 0,99 e 2,32 Hh/m²).

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Para utilizar as bombas de argamassa é fundamental projetar o sistema pensando no todo. Os grá-ficos de balanceamento, os mapeamentos do fluxo de valor e as simulações computacionais são ferramentas úteis no projeto do sistema. Já os diagramas de processo e mapofluxogramas são importantes para o projeto do processo. Alem disso, a padronização da produção pela determinação de procedimentos e o seu controle por ferramentas são importantes para aumentar o desempenho do processo e do produto. Para o levantamento da produtividade da mão-de-obra pode ser utilizado o cartão de produção. A qualidade do produto pode ser monitorada por mapeamentos do revestimento (figura 9), onde são registrados problemas percebidos durante a produção, os materiais e a mão-de-obra utilizados, as condições climá-ticas, bem como as manifestações patoló-gicas e os resultados dos ensaios no revestimento pronto. O levantamento de perdas pode ser feito pelo controle de quanto foi produzido e consumido. Mais informações sobre as ferramentas podem ser obtidas em Paravisi

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As melhorias na produção de revestimentos de argamassa não devem se restringir à mecanização da etapa de aplicação. Devem vir acompanhadas de mé-todos organizacionais que considerem o sistema como um todo. Já a escolha do sistema deve levar em consideração os benefí-cios e dificuldades de cada um, assim como as características da obra e as necessidades e objetivos da empresa.

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O mercado brasileiro tem dois tipos de projetores: com recipiente acoplado, a canequinha, e as bombas de argamassa. Segundo a Abai (Associação Brasileira de Argamassas Industrializadas), as construtoras de São Paulo que utilizam o sistema de projeção optaram pelo primeiro tipo, enquanto o segundo tem uma adesão maior em Salvador,Curitiba e Brasília. A explicação da escolha paulista é a facilidade de operação da canequinha. O treinamento é simples, os riscos de entupimento menores e não exige argamassas especialmente fabricadas para esse uso - é praticamente a mesma usada na aplicação manual. É comum a argamassa composta para o revestimento externo ser usada também na área interna das construções, já que há uma certa resistência quanto ao uso de projetores para revestir a parte interna da obra - nesse caso, volta a força humana dos pedreiros e suas colheres. A conclusão de especialistas, no entanto, diverge desse relato. Segundo eles, a produtividade nas áreas internas seria maior com o projetor por não necessitar de logística mais sofisticada do que o próprio uso do equipamento. Já as bombas necessitam de argamassa industrializada, de uma composição própria, e por isso encontram resistência. ´A dificuldade é que a bomba precisa de uma argamassa muito particular. É difícil produzir uma argamassa em obra que passe por esse projetor. Quando o equipamento entope, pára o trabalho. No Brasil a variação dos materiais é grande, principalmente dos agregadosµ, analisa Mercia. ´Essa facilidade de adequação da argamassa para a canequinha faz com que seja mais utilizada.µ

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Por outro lado, a associação do ramo de argamassa industrializada acredita que esse tipo de projetor gera mais ganhos do que o primeiro. ´É nesse sistema que a gente apostaµ, afirma o presidente da Abai, Fabio Campora. Para ele, as bombas de argamassa são os verdadeiros projetores, já que as necessidades especiais do material fazem com que a massa seja bem produzida e, por conseqüência, bem projetada. ´Efetivamente, há um ganho de produtividade com as bombas de argamassa, pois trata-se de um sistema de maior tecnologia.Mas, por ser mais sofisticado, é mais sujeito às condições da obraµ, diz. Segundo Campora, outra vantagem das bombas em relação à canequinha é a forma como a argamassa é projetada enquanto a primeira é intermitente, com fluxos mais demorados de projeção, já que contam com tanques de argamassa, o equipamento mais simples tem limitações como o pequeno espaço para armazenamento da argamassa - uma pequena caixa acoplada à canequinha. ´O correto é aplicá-la sempre perpendicular à parede, o que o uso de jatos com os braços facilita. A canequinha requer muita movimentação do punho do operário.µ O vilão desmoldante Mais do que a forma de projeção - se mecânica ou manual -, os cuidados antes da projeção determinam a qualidade do revestimento de fachada. Para os consultores ouvidos pela reportagem, não há patologias claras de uso do projetor. Entre 30 serviços executados da mesma forma e acompanhados por um grupo de pesquisadores, porém, foi registrado um problema em uma da obras devido à lavagem malfeita da estrutura antes da aplicação da argamassa, resultando em diferenças no revestimento. Nesse caso, a aderência da argamassa - uma das vantagens da aplicação por projetores - foi prejudicada pois o produto não retirado impediu a argamassa de penetrar no concreto. Por isso, os pesquisadores recomendam a lavagem enérgica da estrutura, por hidrojateamento, com máquina de alta pressão (em torno de 2.000 libras/cm2), para garantir uma boa limpeza.

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Sobre Bomba de Concreto:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_de_concreto http://www.sitengenharia.com.br/diversosconcretodosado.htm

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Sobre Bomba de Argamassa:
Sandra Paravisi, arquiteta e urbanista, mestre em Engenharia Civil pelo PPGEC/UFRGS, sandraparavisi@gmail.com Angela Borges Masuero, engenheira civil, doutora em Engenharia Civil pelo PPGEM/UFRGS, bmasuero@cpgec.ufrgs.br Luis Carlos Bonin, engenheiro civil, mestre em Engenharia Civil pelo PPGEC/UFRGS, luis.bonin@.ufrgs.br Eduardo Luís Isatto, engenheiro civil, doutor em Engenharia Civil pelo PPGEC/UFRGS, isatto@cpgec.ufrgs.br

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http://www.faculdadedeengenharia.com/?p=634 € Tags: engenharia civil
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