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Ana Lorena Vasconcelos

Anelise Perondi
Beatriz Souza Renor
Bruna Gonçalves Cândido
Bruno Marques Chaves
Cynthia de Oliveira
Debora Bolonhesi
Grace Peliccioni
Kellyn Alves Ferreira
Natália Saraiva
Nídia Abreu
Renata Catiari
CONCEITO

A drenagem torácica tem como objetivo a manutenção


ou restabelecimento da pressão negativa do espaço
pleural. Ela é responsável pela remoção de ar, líquidos e
sólidos (fibrina) do espaço pleural ou mediastino, que
podem ser resultantes de processos infecciosos,
trauma, procedimentos cirúrgicos entre outros.
 Retirada de líquido – ar:
 Pós-operatório;
 Lesões provocadas;
 Normalização das pressões intra-torácica e
pulmonar;
 Re-expansão de pulmão colapsado;
 Normalização da respiração;
 Retirada de fator que está provocando as
alterações.
 Pneumotórax  Derrame Pleural
 Espontâneo  Exsudato
 primário  Empiema
 secundário  Quilotórax
 Hipertensivo
 Traumático
 Iatrogênico
Drenagem
Profilática
 Hemotórax
 Traumático
Fístula
 Residual broncopleural

Doentes sujeitos a
cirurgias
Material- Polivinil , siliconizado, poliuretano
 Diâmetro - de acordo com indicação (10 Fr - 38 Fr)
Kits prontos;
Dreno torácico tubular multiperfurado com filamento
radiopaco;
Dreno de Nelaton;
Dreno de Malecot;
Dreno de Pezzer;
Dreno de Blake.
Princípios: Classificações:
 Quanto ao método de
 Ação:
manutenção do sentido do
Gravitacional: circuito:
Diferença simples de  de selo d’água;
 valvulares.
níveis;
Pressão positiva intra-  Quanto ao processo de
pleural: drenagem:
 passivos;
Frasco coletor em  ativos.
selo d’água;
Pressão negativa no  Quanto ao equipamento:
 simples;
sistema de  de duplo frasco;
drenagem:  de triplo frasco;
 descartáveis.
Drenagem pleural comporta 2 modalidades:
 Drenagem Fechada ( selada em água): indicada
no empiema em fase aguda, no pneumotórax e
em certos casos de hemotórax traumático.

 Drenagem Aberta ou Pleurostomia: indicada


no caso de empiema crônico ( em fase
fibrinopurulenta)
Verificar a capacidade do frasco
coletor escolhido e colocar solução
Componentes: Frasco coletor (1), fisiológica ou água destilada estéril
Etiqueta volumétrica graduada (2), no frasco coletor, de modo a atingir
Tampa (3), Alça de transporte (4), a marca do nível líquido mínimo
Tubo de drenagem (5), Conector obrigatório para que seja formado o
cônico (6), Tubo selo d’água (7), selo d’água, conforme a capacidade
 É considerado procedimento cirúrgico;
 Assepsia local;
 Anestesia lidocaína 2% sem adrenalina;
 Incisão na pele com 0,5 a 1cm;
 Divulsão dos tecidos à nível da borda
superior da costela inferior;
 Perfura-se a cavidade pleural;
 Medir o cateter da porção médica da
clavícula até a incisão;
 Inserir o cateter clampeado até os últimos
orifícios;
 Conectar ao sistema de drenagem;
 Retirar o clamp do dreno e verificar seu
funcionamento (bolhas no frasco);
 Fixar o dreno com fio mononylon (sapato de
bailarina);
 RX de tórax obrigatório para verificação da
posição do dreno.
 Parada da drenagem.  Inspiração profunda.
 Citrino: ≤ 50 ml/dia.
 Purulento ou  Retirada do dreno.
hemorrágico: zero por
12 horas.
 Oclusão com gaze e
 Parada da oscilação do
esparadrapo INTEIRO por
nível líquido.
24 hs
 Indica que o pulmão
expandiu e “encostou”
na pleura.  Sutura do orifício:
 Expansão pulmonar controversa (desnutrido
x contaminação).
 Confirmação clínica e
radiológica.
Relativas:
 Pacientes com distúrbios de coagulação;
 Presença de aderências pleurais ou de
derrames loculados;
 Pacientes com bolhas gigantes;
 Presença de grande derrame pleural;
 Um hemotórax maciço - a inserção de um
dreno pode precipitar uma hemorragia difícil
de controlar;
Laceração ou perfuração pulmonar;
Perfuração e hemorragia de vasos intra-
torácicos;
Perfuração do fígado;
Perfuração cardíaca;
Lesão do tecido mamário;
Quilotórax;
Lesão do tecido frênico;
CONCEITO

A toracocentese ou punção pleural é um


procedimento realizado com a finalidade
de extrair líquido da cavidade pleural,
tanto com fins diagnósticos
(toracocentese diagnóstica) como
terapêuticos (toracocentese terapêutica).
Toracocentese diagnóstica Toracocentese
Derrames de causa indeterminada
terapêutica
análise citológica, bioquímica e
microbiológica
 Cultura  Alívio dos sintomas de
 Citología dificuldade
 Proteínas, respiratória
 LDH,
 Glucosa e amilase
Hemoglobina, hematocrito e

contagem de células vermelhas  toracocentese
Leucocitos seriadas en derrames
 Concentração de lípideos
(colesterol) de etiologia maligna
 Determinação de pH como tratamento
paliativo para aliviar a
sintomatologia
CONTRA-INDICAÇÕES

 Distúrbios da coagulação
 Tratamento com anticoagulante
 Lesões de pele
 Pacientes em ventilação mecânica* (pneumotórax)
 Derrames de pequeno volume
 Ruptura de diafragma
 Aderencias pleurais
MATERIAL

 luvas estéreis
 gaze;
 solução anti-séptica;
 campos estéreis;
 lidocaína a 2%
 agulhas calibres 10 x 4,5
mm, 30 x 8 mm e 30 x 10
mm;
 seringas de 10 e 20 ml;
 Jelco® calibres 14 e 16;
 frascos comuns ou a vácuo;
 Curativo oclusivo
TÉCNICA COMPLICAÇÕES
 Informação ao paciente e
consentimento informado  Pneumotórax
 Revisão da radiografia torácica e  Tosse
percussão
 Posicionamento do paciente
 Síncope
 Preparar o campo  Hemotórax
 Antisepsia  Enfisema subcutâneo
 Anestesia local  Perfuração/lesão de orgãos
 Punção
 Inserção do catéter  Lesão de órgãos
 Amostra para determinação abdominais
analítica  Edema de reexpansão
 Drenagem  Dispnéia
 Curativo oclusivo
 Infecções
CONCEITO

Criação cirúrgica de um orifício


(estoma) na cavidade torácica para
drenagem; a fim de remover sólidos,
líquidos e gases.
 Pneumotórax – acúmulo de ar dentro do espaço pleural;
 Hemotórax – acúmulo de sangue dentro do espaço peural;
 Empiema – infecção piogênica do espaço pleural;
 Quilotórax – acúmulo de linfa dentro do espaço pleural;
 Trauma torácico.
Aberta Fechada (com tubo)

Se refere ao acesso à
Se refere ao  acesso cavidade pleural através
à cavidade pleural de um espaço interscostal
mediante a com a inserção percutânea
de um tubo
ressecção de
segmento de
costela
 Reação adversa ao anestésico;
 Problemas respiratórios;
 Dor;
 Hemorragia;
 Infecção;
 Laceração pulmonar, colocação intra-
pulmonar ou extratorácica de um tubo
torácica;
Kentesis: punção; perfuração cirúrgica do
pericárdio.
 O saco pericárdico é o tecido fibroso que envolve o
coração;

 Auxilia sua fixação;

 Reduz o atrito com as estruturas vizinhas e previne


infecções pela formação de uma barreira física;

 Preveni a dilatação aguda do coração na diástole e,

 Distribui as forças hidrostáticas de maneira uniforme


durante o ciclo cardíaco. 
 A inflamação dos folhetos do pericárdio;

 transudação de líquidos e ↑ do volume normal do


liquido pericárdico  derrame pericárdico;

 ↑ da quantidade de liquido pericárdico  ↑ da


pressão intra pericárdica  alteração do ciclo
hemodinâmico cardíaco (tamponamento
cardíaco);

 Cronificação do processo inflamatório


enrijecimento do saco pericárdico, com perda de
sua distensibilidade, impedindo a diástole
ventricular (constrição do pericárdio ou
pericardite constritiva).
 As opções cirúrgicas
tradicionais são
pericardiocentese,
pericardiostomia e
pericardiectomia.

 Pericardiocentese 
indicada para avaliação
do fluido pericárdico e
para alívio do
tamponamento cardíaco.
Descrição Cronológica

 Doente em decúbito dorsal, em posição neutra;


 Monitorizar o doente (ECG, Part, e idealmente a PVC)
antes, durante e após a execução do procedimento;
 Manter o doente com suplemento de oxigênio (máscara
de alto débito ou ventilação com FiO2 de 1);
 Se tiver tempo, preparar área xifóideia e sub-xifóideia;
 Enfermeiro prepara a pele do doente no local de
inserção com Betadine espuma;
 Colocação dos campos
esterilizados;

 O médico desinfecta a
pele do local de
inserção com Betadine
dérmica;

 Anestesia no local da
pericardiocentese (1 a 2
cm internos da junção
xifo-costal esquerda)
com lidocaína a 1%;
Abordagem paraxifoide é a mais comum.
 Adaptar a torneira de 3 vias ao Angiocath.
Adaptar a seringa vazia de 10cc à torneira de 3
vias.

 Executar a pericardiocentese avançando o


Angiocath em aspiração continua, sobre
monitorização ECG continua, numa inclinação à
pele de 45º e na direção cefálica em direção à
extremidade da omoplata esquerda;

 Quando a agulha entrar no espaço pericárdico,


retirar mandril deixando o cateter. Aspirar o
máximo de sangue não coagulado;
 Após se completar a aspiração fechar a torneira de 3
vias, fixar o cateter com seda, e acoplar o saco de
drenagem à torneira de 3 vias;

 Avaliar e registar o valor da PVC que deverá ter


diminuído;

 Fazer o penso;

 Sempre que a PVC subir e existir sinais de novo


tamponamento, drenar abrindo a torneira de 3 vias.
O que se sente COMPLICAÇÕES
durante o exame?  Punção do
Pode haver uma miocárdio ou de
sensação uma artéria
coronariana;
de pressão no
momento da  Infarto do
miocárdio;
entrada da agulha.
 Arritmias induzidas
Alguns
pela agulha;
indivíduos sentem
 Infecção;
uma dor
 Punção de órgãos
no peito transitória,
como: pulmão,
que
fígado ou estômago
pode exigir o uso de
TOWNSEND, Courtney M. . BEAUCHAMP, R; SABISTON -
TRATADO DE CIRURGIA - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan ,
2004.

MONTEIRO, E. L. de C.; SANTANA, E. M. Técnica cirúrgica. Rio


de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

NETTINA, S. M. Prática de enfermagem. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 2007.

TIMBY, B. K. Conceitos e habilidades fundamentais no


atendimento de enfermagem. Tradução Margarida Ana Rubin
Unicavsky. 8 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

WAY, Lawrence; DORERTY, G. M. Cirurgia: diagnóstico e


tratamento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.