Docente: Professor José Gomes Pereira

Segunda-Feira ² 10-01-2011

Mestrando: Paulo Pires

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* DEFINIÇÃO * EPIDEMIOLOGIA * CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO * PATOLOGIA NO MÚSCULO DA
FIBROMIALGIA

* ETIOLOGIA - CAUSAS DA SFM * AVALIAÇÃO E TRATAMENTO * FIBROMIALGIA E EXERCÍCIO FÍSICO * FIBROMIALGIA Vs SÍNDROME MIOFASCIAL

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* DEFINIÇÃO
Síndrome caracterizado por dor músculo-esquelética difusa e crónica, fadiga, cefaleias, parestesias e acompanhada por perturbações do sono. Fibromialgia (síndromas de dor miofascial, fibromiosite) é um grupo de perturbações caracterizadas por dor, por vezes muito intensa, acompanhada de rigidez dos tecidos moles como os músculos,tendões e ligamentos.

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* DEFINIÇÃO
‡ Deriva do latim ‡ FIBRO (tecido fibroso: tendões, fáscias) ‡ Do Grego ‡ MIO (tecido muscular); ‡ ALGOS (dor ± algós); ‡ IA (condição)

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* EPIDEMIOLOGIA
A Fibromialgia afecta cerca de 2% a 4% da População Portuguesa, e é uma condição sem cura. (1%-3% Da população em geral) As mulheres são 5 a 9 vezes mais afectadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas são 20 ² 50 anos. Existem casos em crianças com 2 anos de idade e em indivíduos com + de 50 anos.

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* CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO
O paciente precisa queixarse de dor ´generalizadaµ musculoesqueléticas em
4 quadrantes do corpo ² acima e abaixo da cintura 2 lados do corpo ² por mais de três meses.

O médico precisa excluir a possibilidade de possível lesão traumática, doença reumática estrutural, artropatia endócrina ou teste de laboratório anormal
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O diagnóstico depende principalmente das queixas ou sensações que o indivíduo relata

Actualmente o critério mais adotado tem sido o proposto, em 1990, pelo Colégio Americano de Reumatologia (ACR).

Os pontos de sensibilidade aguda ou de dor devem estar presentes em pelo menos 11 dos 18 pontos sensíveis que caracterizam a SFM. Os pontos sensíveis associados à fibromialgia ocorrem em localizações específicas.

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* Trigger points
Cervical baixa - face anterior no espaço inter-transverso de C5-C7 Se unda costela junção da se unda costocondral

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Trapézio - ponto médio da borda superior Occipital - inserção do músculo occipital Supra-espinhoso acima da borda medial da espinha da escápula

Epicôndilo lateral - a 2 cm do Epicôndilo

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Grande trocanter - posterior à proeminência trocantérica Joelho - re ião medial próxima à linha do joelho

Glúteos quadrante lateral e superior das nádegas

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Em adição à obrigatoriedade aos critérios descritos, Bates & Hanson (1998), acreditam que três de dez critérios menores também devem estar presentes para diagnosticar a SFM: ‡ Mudança num sintoma com a actividade; ‡ Mudança num sintoma com a mudança na temperatura ambiental; ‡ Mudança num sintoma com a ansiedade ou stress; ‡ Sono difícil; ‡ Fadiga geral; ‡ Ansiedade; ‡ Dor de cabeça; ‡ Síndrome da irritabilidade intestinal; ‡ Sensação subjetiva de inchaço

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* PATOLOGIA NO MÚSCULO DA FIBROMIALGIA
O músculo representa um importante órgão alvo na fibromialgia, pois muitos pacientes acreditam que esse músculo é responsável pela dor e rigidez que sentem. Isso ocorre devido ao facto da dor muscular ser o sintoma principal da SFM. Anormalidades funcionais incluem uma diminuiç o na concentraç o de fosfato de alta energia, reduzida oxigenaç o muscular e fluxo sanguíneo prejudicado. A dor músculo-esquel tica, a rigidez e a fadiga, sintom ticas na SFM, pode ser resultado de microtrauma muscular.

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Para explicar o papel central do músculo na fibromialgia engloba, entre outros fatores, ‡ a microcirculação muscular; ‡ o microtrauma repetitivo do músculo.

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Factores préexistentes (alterações nos receptores de serotonina, endorfina);

factores precipitantes (trauma repetitivo, descondicionam ento, distúrbio do sono)

Poderiam activar nociceptores e mecanoceptores, que ocasionariam excitação na neurotransmissão da dor, por meio do SNC e SNS;

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A dor e a inactividade conduziriam ao descondicionamento do músculo e à fadiga, ficando o músculo mais exposto ao microtrauma. Os distúrbios do sono e outras condições orgânicas ou psicológicas poderiam agravar o microtrauma muscular. Na presença de neutrotransmissores, como a serotonina, as fibras tornam-se hipersensíveis a estímulos repetitivos ou nocivos e consequentemente

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A par r í i star .

s mi r tr mas aos mús ulos também apar t mente traumas res ltam de exer í i s e não são executados normalmente, es ecialmente contrações excêntricas s ialmente Existe, porém, uma diminuição da contração voluntária (provavelmente pela falta de esforço voluntário) e, em alguns casos, uma diminuição na capacidade de relaxamento durante os intervalos de contração muscular dinâmica

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* ETIOLOGIA - CAUSAS DA SFM
Para o estabelecimento do diagnóstico os exames auxiliares analíticos são de pouca relevância

‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡

Embora se desconheça a causa, podendo ser multifactorial, a fibromialgia pode ser desencadeada por: stress físico ou mental, por posturas inadequadas, pela exposição à humidade e ao frio, por certas infecções e, por vezes, pela artrite reumatóide ou uma perturbação reaumática similar.

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Alterações endócrinas (elevação do cortisol sérico) Mau funcionamento do Sistema Imunitário

Factores psicológicos ² depressão mascarada

Causas da SFM

Múltiplas infecções recorrentes ( vírus, bactérias, fungos, parasitas«)

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Insuficiência adrenal * causado pelo excesso de estimulantes (café, álcool, drogas«) Alergias; stress físico

á nutrição (factores emocionais, stress psicológico)

Causas da S

Anemias e níveis baixos de B12 e B6 (cobalamina ou cianocobalamina presentes em ovos, carnes vermelhas, leite, fígado e perixes )

* A insuficiência adrenal aguda ocorre quando, rapidamente, as glândulas adrenais (supra-renais) deixam de produzir suas hormonas característicos, que são a cortisona e/ou a aldosterona. )

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Perturbação da GH Sono e repouso de baixa qualidade / inadequado

Obesidade;

Alterações neurológicas elevação da substância P no liquor. Diminuição da serotonina cerebral.

Causas da SFM

Posturas inadequadas

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* AVALIAÇÃO E TRATAMENTO

PRINCIPAL ÊNFASE :

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Analgésicos / Anti-Inflamatórios

Relaxantes Musculares

Antidepressivos

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Os são os medicamentos mais frequentemente prescritos aos doentes com fibromialgia, para alívio da dor. No entanto, é frequente que durante as crises de agravamento da doença, sejam pouco ou nada eficazes. No entanto, existem situações em que os doentes com FM podem beneficiar pelo tratamento com anti- inflamatórios. Estão neste caso todos os doentes que apresentam situações de: (inflamação de tendões musculares), (inflamação dos tecidos moles em torno das articulações) ou .

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Estes fármacos são geralmente encarados como tendo um fraco efeito analgésico. No entanto, é frequente que os doentes com fibromialgia obtenham mais alívio com os relaxantes musculares do que com outros analgésicos mais potentes, nomeadamente os anti-inflamatórios. O problema da sua utilização deriva dos efeitos adversos que podem provocar, (e.g. sensação de boca seca, sonolência, dores de cabeça e tonturas)

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Os fazem habitualmente parte do conjunto de medicamentos que os doentes com fibromialgia tomam regularmente. Apesar de muitos dos doentes medicados com estes fármacos, não terem uma depressão que justifique terapêutica farmacológica. Nestes casos, os antidepressivos são prescritos porque têm também uma acção analgésica, em que facilitam a indução do sono e permitem obter um efeito de relaxamento muscular, diminuíndo a intensidade da dor.

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* FIBROMIALGIA E EXERCÍCIO FÍSICO

Estado de imobilização
‡ Para não provocar dores

Vive com uma deficiente condição física

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Os músculos comprometidos, são:
Mais sensíveis ao esforço e ao movimento Podem sofrer pequenas lesões traumáticas com maior facilidade Desencadear novas crises de fibromialgia.

Prática de exercício físico
‡ Reduz a intensidade de dor e fadiga

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* EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO
O Exercício físico tem demonstrado ser seguro um eficaz em produzir os mesmos beneficios quer em indivíduos com SFM quer em individuos saudáveis. ESTUDO Treino aeróbio 20·, 2x semana Treino de força 2/3x semana , 8-12 reps 12 semanas

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ero e do ível de dor dos

Reduç

do

Di i uiç o da dor em geral Melhoria do ível de sono e diminuiç o do nível de fadiga Menor sentimento de desamparo e desesperança Interacções sociais mais frequentes e significativas Diminuiç o do impacto da doença nas actividades diárias

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* RECOMENDAÇÕES PARA EXERCÍCIO FÍSICO
MÉTODOS AERÓBIO Bike (protocolo ramp 120W/min; protocolo patamares 25-50W/3· estágio) Passadeira (0.5-1.0 METs/3· patamares) FORÇA Handgrip Isotónico RESISTÊNCIA 6· e 12· andar FLEXIBILIDADE Senta e alcaça goniometria FUNCIONAL Actividades de levantar
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MEDIDAS 12 ² lead ECG, FC PA RPE (6-20) METs Tempo à exaustão

TÉRMINO Disritmias sérias >2mmST ² elevação ou depressão segmentar Limite isquémico Onda T invertida com mudança significativa ST PS >250mmHg ou PD >115mmHg 3 tentativas MVC com ROM completo Distância total / parar

COMENTÁRIOS O Ponto glúteo poderá limitar na bicicleta

MVC 1 RM Distância

Poderá ser reflectido na força funcional Poderá ser mais essencial que os testes aeróbios Idetificar articulações especificas para exercícios de alongamento Útil para programas de manutenção AVD 28

Flexão e extensão completas

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* RECOMENDAÇÕES PARA A PRESCRIÇÃO
TIPO OBJECTIVOS INTENDIDADE/FREQUÊNCIA/DU RAÇÃO 50%-75% creserva 20·- 0· 2- dias / semana Uso de Cardiofrequêncimetro (polar) Primazia na duraç o do que a intensidade 1 s rie de 8-12 reps 0% - 1RM (inicio) Progress o pra 60%-70% Pausa entre s ries Minimizar a fase excêntrica At ser tolerada At ser tolerada Minimizar contracções excêntricas DURAÇÃO PARA OBJECTIVO Progredir muito gradualmente AER IO Activixcvdades grandes grupos musculares (marc ar, ciclismo, idroginástica FORÇA Hand grip isotonico Recuperar manter a abilidade funcional < dor < ansiedade/ depress o > O máx < risco DAC Ir longe e rápido > Do tempo at exaust o Manter ou mel orar a força muscular

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¤

¤

FUNCIONAL Actividades de levantar e individualizadas

Aumentar A D Devolver o potencial de trabal o Mel orar qualidade de vida 

§

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FLE I ILIDADE Senta e alcança goniometria 

Aumento do ROM (ombro, anca, joel o e tornozelos)

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Progredir muito gradualmente

Manter

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RESPIRAÇÃO

RELAXAMENTO

MATINAIS

EXERCÍCIOS

ALONGAMENTOS

CADEIRA

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* RESPIRAÇÃO 
A r ir lit rr r l rit . , fr q ê i 

S I i l ,

r rb ir

t r ir tóri ± Ex ir i tr ir lt r r tir

: t r i

r

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* RESPIRAÇÃO 
A respiração deve ocorrer ao ritmo, fre u ncia e amplitude pessoal de cada um.  A inspiração deve ser feita pelo nariz, uma vez, uando o ar entra nas possas nasais é filtrado, humidificado e a uecido Não devem ser feitas inspirações profundas continuamente - tonturas

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* RESPIRAÇÃO 
Posi oi i i l 

Respir r om b st o  Respir r om s m os em im d b rrig  Respir r de b rrig p r b ixo  Respir r om um eleir de de úbito dorsal

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* MATINAIS 
O objectivo é a uecer e preparar os músculos, tendões e articulações para o dia ue começa  Podem diminuir a rigidez muscular e dores.

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* MATINAIS (DECUBITO DORSAL) 
Rodar os s 

Elevar e baixar os ombros  Virar as mão ara cima e ara baixo  Adução e abdução dos MI e MS  i er ³sim´ e ³ ão´ com a cabeça  Fazer um 8 com o cor o  ³Ovo´  Espre uiçar-se
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* CADEIRA 
Objectivo de desenvolver a força e a coordenação motora 

Vantagens de exercícios na cadeira: Melhor controlo do movimento e e uilíbrio Menor impacto nas articulações Menor intensidade

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* CADEIRA (SENTADO ² PERNAS) 
Posição inicial (sentado na cadeira)  Estender a perna, mantendo o pé na vertical  Calcanhar e ponta do pé  Tocar na canela com o calcanhar  Pés para dentro ± pés para fora  Levantar joelho  Flexão do pé por baixo da cadeira  Enrugar a toalha com os dedos dos pés

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* CADEIRA (SENTADO ² EXERC. BRAÇOS PERNAS) 
Fazer subir e descer os ombros  Estender o braço à frente a para trás  Rotação dos ombros ³ para dentro e para fora´  Dar um ³murro´  Bater palmas atrás das costas  Flexão e extensão dos braços alternadamente  Elevar os braços lateralmente  Palma das mão para a frente e para trás  Rotação do tronco lateralmente

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* CADEIRA (EXERC. BRAÇOS E PERNAS) 
Braços e pernas alternados e paralelos ao solo  Afastar e juntar braços e pernas  Tocar com a mão no joelho oposto  Cruzar os braços à frente do peito e estender a articulação do joelho  Virar a palma da mão par acima e planta do pé para fora  Cruzar a perna e colocar as mãos atrás das costas

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* CADEIRA (EM PÉ) 
Estender a perna atrás da cadeira  Afastar a perna atrás da cadeira  Posição de repouso atrás da cadeira

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* ALONGAMENTOS 
³Childs Pose´ com almofada na barriga, ou sobre a almofada ± (coluna e ombros)  Sentada sobre os calcanhares com ou sem almofada ± (Quadriceps)  Sentada na cadeira com o braço junto ao peito ± (ombros)  Calcanhares para baixo (gémeos)  Apoiar as mãos na parede com dedos para cima, para fora, baixo ou dentro. ± (flexores do punho)  Sentada na cadeira, apoiar os dedos do pé por baixo da cadeira (tibial anterior)

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* ALONGAMENTOS 
De pé, frente à parede flectir os joelhos ( solear)  ³Flamingo´ ± pé apoiado na cadeira, frente á parede ± (Quadriceps)  Empurrar ³as paredes de um canto da casa´ ± (peitoral)  Deitada, puxar o pé com a toalha ± (Posteriores da coxa)  Deitada, ³ uadrado à volta da cabeça´ (triceps)  Sentada na ponta da cadeira, dorsiflexão com toalha ± (gémeos)

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* RELAXAMENTO 
Consciencialização da descontracção muscular contracção e 

A pessoa depois de relaxar e registar a posição em ue se encontra o membro, repetir o movimento e registar de novo a posição, para ver se sente mais relaxada.  Deitada em decúbito dorsal

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* RELAXAMENTO 
Apontar os dedos para a frente, para ci a  ³rodar os pés´  Afastar joelhos  Rodar a anca, com joelhos flectidos  Deslizar o braço no colchão  Afastar dedos, fechar dedos, apontar dedos para ci a, baixo  Deitada com braços para trás  Fechar os olhos

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* FIBROMIALGIA
Vs SÍNDROME MIOFASCIAL

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* FIBROMIALGIA
Vs SÍNDROME MIOFASCIAL

Conceito:

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* FIBROMIALGIA
Vs SÍNDROME MIOFASCIAL

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* FIBROMIALGIA
Vs SÍNDROME MIOFASCIAL

Quando uma pressão é aplicada ao ponto-gatilho pode ocorrer dor não somente no local da pressão mas, também, em local distante do ponto pressionado (área ou zona de dor referida).

Os pontos-gatilho são encontrados nas bandas de tensão (faixas ou bandas de tecido mais tenso) no interior das fibras musculares e que são associados com a resposta de contractura súbita.

Essa resposta de contratura local é uma contracção transitória involuntária das fibras musculares da banda de tensão e que pode ser evocada ou produzida beliscando-se ou pinçando-se as bandas de tensão.

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* FIBROMIALGIA
Vs SÍNDROME MIOFASCIAL

A Síndrome da Dor Miofascial tem como componente essencial:
‡Ponto-gatilho, espasmo muscular segmentar, dor referida e o envolvimento de partes moles.

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* FIBROMIALGIA
Vs SÍNDROME MIOFASCIAL
1- Queixa de dor regional

SIMONS (1990) apud MUSSE (1995) estabeleceu cinco componentes que podem ser usados como critério diagnóstico:

2- Queixa dolorosa ou alteração sensorial na distribuição de dor referida esperada

4- Ponto dorido na banda muscular

3- Banda muscular tensa palpável

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* Ponto Gatilho
Localizado numa estrutura de tecido mole, mais frequenteme nte no músculo, Caracterizado por baixa resistência e pela alta sensibilidade em relação a outras áreas (FISHER, 1995a).

O ponto gatilho é um lugar irritável,

É dito activo quando é um foco de hiper-irritabilidade sintomática no músculo ou fáscia com padrão de dor referida (dor espontânea ou ao movimento, diminuição da ADM, diminuição de força, dor à palpação e bandas tensas).
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* FIBROMIALGIA
CARACTERÍSTICAS Distribuição Sexo Idade Localização Algometria Radiação Espasmos muscular Fraqueza muscular ADM Actividade muscular Contracção local à palpação Outros sintomas

Vs SÍNDROME MIOFASCIAL
FIBROMIALGIA Simétrica e dores difusas Mais mulheres (>80%) Preferencialmente 40-60 anos 18 tender points 4 Kg de pressão Espalhada / Crónica Geralmente não Incomum Não restrita Dor difusa Ausente Fadiga, distúrbio do sono, dor, rigidez matinal SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL Assimétrica e local em pontada Ambos os sexos Qualquer idade Pontos gatilhos / trigger points Limiar de dor - 2Kg Em pontos específicos Presente com encurtamento Comum Sempre restrita Dorida em áreas Frequente Baixa resistência da pele

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* Resumindo:
A Síndrome fibromialgia (SFM) é

Uma condição de dor crónica, generalizada e de difícil tratamento, com importante prevalência na população em geral.

A fibromialgia é mais do que um estado de dor músculo-esquelética crónica, porque a maioria destes pacientes também refere fadiga, distúrbios do sono, dor visceral, intolerância ao exercício e queixas neurológicas.

É uma síndrome caracterizada mais por sintomas, sofrimento e incapacidades do que por alterações orgânicas estruturais demonstráveis, podendo fazer parte do grupo de síndromes funcionais..
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* Resumindo
A fibromialgia pode ser compreendida à luz de fenómenos psicológicos e sociais que caracterizam os processos de somatização e comportamentos de doença, como um idioma de mal-estar ou sofrimento que desafia as conjecturas comuns da nossa prática clínica.

O tratamento da FM consiste em medidas educacionais, exercício aeróbico, terapia cognitivo-comportamental e tratamento farmacológico (antidepressivos, analgésicos).

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* ANEXOS
ANEXO I QUESTIONÁRIO - FIQ

ANEXO II QUESTIONÁRIO ² SF- 36

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