Prof.

Alencah

Produz células geneticamente iguais à célula que lhes deu origem. Contribui para a formação do corpo e também para o seu crescimento e regeneração. Nos procariontes, o DNA se duplica, o citoplasma se estrangula em duas partes, ficando cada parte com uma cópia do DNA. O Material genético dos eucariontes passa de filamentos de cromatina para a forma compacta de cromossomos.

O período que vai do início de uma mitose ao início de outra é chamado ciclo celular, durante o qual a célula cresce, prepara-se para a divisão e se divide. Inclui o período em que a célula não está se dividindo, intérfase; E as fases da divisão propriamente ditas: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

Aqui, o material genético está disposto em forma de cromatinas É subdividida em três períodos:

G1

 A fase anterior à duplicação do DNA. A célula cresce e

S (síntese)

realiza seu metabolismo normal, sintetizando RNA e proteínas.

 Ocorre a duplicação do DNA e dos filamentos de cromatina,

G2

além da síntese de histonas (as proteínas que fazem parte dos cromossomos) e da duplicação dos centríolos. celular.

 Intervalo entre a duplicação do DNA e o início da divisão

Os filamentos de cromatina começam a se desenrolar (o DNA fica inativo e não transcreve RNA), formando os cromossomos. Os filamentos estão duplicados e unidos no centrômero. Cada fio recebe o nome de cromátide, e o conjunto de duas cromátides presas pelo centrômero é chamado cromossomo duplicado. Os centríolos duplicados migram para os pólos rodeados por fibras, que, em conjunto, formam o áster.

É a partir da região onde está o centríolo, chamado centro celular ou centrossomo, que se forma o fuso acromático (fuso mitótico), conjunto de filamentos que levarão os cromossomos para os pólos da célula

Os centríolos ocupam pólos opostos na célula. Cada cromátide está presa às fibras do fuso pelo cinetócoro. Os cromossomos apresentam sua máxima concentração. Os cromossomos ocupam a região mediana da célula, formando a placa equatoriana ou metafásica e as cromátides irmãs se voltam uma para cada pólo da célula

As cromátides se separam (passando a ser chamadas cromossomos-filhos ou irmãos) e são levadas pelos pólos opostos da célula pelo encurtamento dos filamentos do fuso. A igualdade das cromátides-irmãs e a posição que ocupavam na metáfase garantem uma distribuição idêntica do material genético para os dois pólos, e consequentemente, para as duas células futuras.

Os cromossomos chegam aos pólos e começam a se desenrolar, adquirindo novamente o aspecto de cromatina. O citoplasma se divide, processo chamado de citodiérese ou citocinese.

Nos animais, a membrana plasmática sofre uma invaginação no final da divisão, provocada por um anel contráctil de filamentos de actina e miosina. Recomeça, então, a intérfase. Nos vegetais, não há centríolos e como é necessário construir novas paredes celulares, a telófase é um pouco diferente, sem estrangulamento do citoplasma. Vesículas do complexo golgiense formam as novas membranas plasmáticas. A celulose é depositada, formando a nova parede celular.

Como a matéria pode complicar ainda mais...

Tipo de divisão celular que produz células com metade do número de cromossomos das células originais. Os gametas formados da união de duas células reprodutivas não ficam com 4x cromossomos, mas apenas 2x, por causa da meiose. Nos animais, ocorre durante a produção de gametas e nos vegetais, durante a formação de esporos. Aqui há a formação de 4 células filhas para cada célula que inicia o processo.

Prófase I Metáfase I Anáfase I Telófase I

Ocorre nesta fase o pareamento de cromossomos homólogos: o cromossomo duplicado de origem materna fica alinhado com seu homólogo de origem paterna. Pode ocorrer troca de pedaços entre cromossomos, o chamado crossing-over ou permutação.

Leptóteno
  

Zigóteno

Cromossomos começam a se condensar e já estão duplicados Inicia-se o pareamento dos cromossomos Cada par de homólogos forma uma díade com quatro cromátides. O conjunto é chamado tétrade. Aqui inicia-se a permutação. Cromossomos começam a se separar, mas permanecem unidos nos pontos das cromátides em que ocorreram as mutações, ponto chamado quiasma. Cromossomos ficam mais condensados e os quiasmas deslizam para a extremidade da díade.

Paquíteno

Diplóteno

Diacinese

Por causa do emparelhamento, os cromossomos homólogos não ficam alinhados no mesmo plano, como acontece na mitose. Eles permanecem um de cada lado da região mediana do fuso acromático.

Os cromossomos homólogos se separam, indo para pólos opostos, por causa da redução do fuso. É importante observar que, ao contrário do que ocorre na mitose, as cromátides não se separam; os cromossomos que migram para os pólos são cromossomos duplos.

Os cromossomos atingem os pólos ainda duplicados, mas não chegam a se desenrolar completamente, como acontece na mitose. O citoplasma se divide, formando duas células-filhas. Ao terminar a primeira divisão, cada célula possui apenas um cromossomo de cada tipo; portanto, as células-filhas são haplóides. Como o número de cromossomos foi reduzido à metade, a meiose I é chamada de divisão reducional. Embora tenha havido redução, cada cromossomo se encontra duplicado. Isso significa que cada célula-filha possui duas cópias de cada molécula do DNA.

O intervalo entre a primeira e a segunda divisão é chamado intercinese. Aqui não ocorre nova duplicação do DNA. Como não existem cromossomos homólogos na mesma célula, também não haverá emparelhamento. Assim, a Meiose II será idêntica à mitose. Ao final da segunda divisão, o número de cromossomos não se reduz. Por isso, é chamada divisão equacional. No entanto, embora não haja redução, cada cromossomo duplicado separa-se em dois cromossomos simples e assim não haverá mais duas cópias de cada molécula de DNA por célula.