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PNLEM 2009

Biologia Biologia
José Mariano Amabis José Arnaldo Favaretto
Gilberto Rodrigues Martho Clarinda Mercadante

Oficina: Conhecendo a ADIn N. 3.510 e


a pesquisa com as CTE’s.
(Em discussão, a constitucionalidade do artigo 5º da Lei 11.105/05)
Lei Nº 11.105,
de 24 de março de 2005
Art. 5º É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de
células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por
fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas
as seguintes condições:

I. sejam inviáveis; ou

II. sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da


publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta
Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data do
congelamento.

§ 1º Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores...


www.planalto.gov.br/CCIVIL/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11105.htm
O que são células-tronco?

Células-tronco são células capazes de multiplicar-se e diferenciar-se


nos mais variados tecidos do corpo humano (sangue, ossos, nervos,
músculos, etc.). Sua utilização para fins terapêuticos pode representar
talvez a única esperança para o tratamento de inúmeras doenças ou
para pacientes que sofreram lesões incapacitantes da medula espinhal
que impedem seus movimentos. As células-tronco existem em vários
tecidos humanos, no cordão umbilical e em células embrionárias na
fase de blastócito.

Existem as células-tronco totipotentes ou embrionárias, que


conseguem dar origem a qualquer um dos 216 tecidos que formam o
corpo humano; as pluripotentes, que conseguem diferenciar-se na
maioria dos tecidos humanos, e as células-tronco multipotentes que
conseguem diferenciar-se em alguns tecidos apenas.
Os embriões inviáveis são aqueles Tipo A Tipo B
que:
a) Pararam de se dividir ou que estão
com uma morfologia anormal, por
exemplo, muito fragmentados (como o
embrião B da figura ao lado).
b) Aqueles que têm mutações
responsáveis por doenças genéticas.

Esses embriões que cessaram a divisão ou estão muito


fragmentados, classificados como tipo D, se transferidos para o
útero logo após a fertilização têm uma chance muito pequena
de gerarem uma vida. Mas se forem congelados ou
criopreservados essa probabilidade é praticamente zero.
Qual o motivo da polêmica em torno da lei?
Para explorar as células-tronco usando as técnicas
conhecidas hoje, é necessário retirar o chamado "botão
embrionário", provocando a destruição do embrião. Esse
processo é condenado por algumas religiões – como a
católica - que consideram que a vida tem início a partir do
momento da concepção. Há perspectivas de que no futuro
se encontrem técnicas capazes de preservar o embrião, o
que eliminaria as resistências religiosas.
O Decreto 5.591, no Art. 3º, XIII, definiu embriões inviáveis
como

“aqueles com alterações genéticas comprovadas por diagnóstico


pré-implantacional, conforme normas específicas estabelecidas
pelo Ministério da Saúde, que tiveram seu desenvolvimento
interrompido por ausência espontânea de clivagem após período
superior a vinte e quatro horas a partir da fertilização in vitro,
ou com alterações morfológicas que comprometam o pleno
desenvolvimento do embrião.”
Um dilema...
Afinal, quando começa a vida?
Não existe um consenso sobre quando começa a vida. Cada pessoa,
cada religião tem um entendimento diferente. Mas existe, sim, um
consenso de que a vida termina quando cessa a atividade do sistema
nervoso. Quando o cérebro pára, a pessoa é declarada morta. Pelo
mesmo raciocínio, se não existe vida sem um cérebro funcionando,
um embrião de até catorze dias, sem nenhum indício de células
nervosas, não pode ser considerado um ser vivo. Pelo menos não da
forma que entendemos a vida. Por isso, todos os países que
permitem pesquisas com embriões determinam que eles devem ter
no máximo catorze dias de desenvolvimento. Os embriões
congelados que se quer usar no Brasil têm ainda menos tempo, entre
três e cinco dias.
Dra. Mayana Zatz
Que avanços as pesquisas científicas com
células-tronco podem trazer para a medicina?
As células-tronco podem ser utilizadas para substituir células que
o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, ou em
tecidos lesionados ou doentes. As pesquisas com células-tronco
sustentam a esperança humana de encontrar tratamento, e
talvez até mesmo cura, para doenças que até pouco tempo eram
consideradas incontornáveis, como diabetes, esclerose,
infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson.
Links

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=47051
http://conjur.estadao.com.br/static/text/38560,1
http://www.drauziovarella.com.br
http://veja.abril.com.br/050308/entrevista.shtml
http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.
NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1298&textCode=134771&date=
currentDate
http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.
NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1298&textCode=137086&date=
currentDate
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=pubmed
http://200.181.15.9/ccivil/Constiuticao/Constitui%C3%A7ao.htm
http://www.biotecnologia.com.br/biocongresso/discursos_data.asp?id=326
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u378003.shtml
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2091734-EI312,00.html
http://www.petitiononline.com/pesqcel/petition.html
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3&noticia=300
http://www.celula-tronco.com/noticias.php?codigo=70
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u377749.shtml
http://www.ghente.org/temas/celulas-tronco/movitae_conep.htm
http://www.conectas.org/
http://www.cdh.org.br/principal.php
http://www.anis.org.br/