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ü A distinção entre dolo eventual e culpa


consciente é muito complexa
ü Por isso, juízes têm feito uma interpretação
errônea para os delitos de trânsito motivados
sobretudo, pela opinião pública

    ! $  

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ü Trata-se de dolo eventual quando o agente tem


consciência de resultado, mas prefere deixar
por conta da eventualidade
ü De acordo com esta nova interpretação, devem
ser considerados como crime doloso, o que
significa penas mais rigorosas

    !   

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ü Existe um argumento decisivo para solucionar a dúvida
entre o dolo eventual e a culpa consciente: o risco para o
agente
ü Este é ignorado pelas novas interpretações
ü Suponha um motorista, que viaje com a sua família
ü Ao realizar uma ultrapassagem de forma imprudente,
provoca um acidente
ü Se admitirmos o dolo eventual, concluiremos que o
agente não se importa com sua vida bem como, de
seus familiares

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Legislação atual dos crimes de transito:
Capitulo XIX-
XIX- CTB ± ARTIGOS 291º -312º -

Para tal fim, o novo Código criou os


denominados crimes de trânsito, reservando
um capítulo especial onde foram relacionados
11 delitos elencados entre os arts. 302 e 312-
Dentre eles, previram-se os tipos específicos do homicídio
culposo de trânsito (art. 302), da lesão culposa de trânsito (art.
303) e da omissão de socorro  #)C!# =$)# 4M:?

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Em virtude destes novos regramentos, vislumbra-se


que os dispositivos assemelhados do Código Penal
caíram por terra. Adotando-se o Princípio da
Especialidade, contido no art. 12 do CP (lex specialis
derogat legi generali), tem-se que o agente provocador
de homicídio culposo no trânsito não mais se sujeitará
às sanções do art. 121, § 3º, do Código Penal, mas sim
ao tipo especial criado pela Lei 9.503/97.  "" 
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DA LEGISLAÇAO ± CRIMES DE TRANSITO.
CAPITULO XIX - CODIGO TRANSITO BRASILEIRO-
BRASILEIRO-LEI
9.503/97

Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos


automotores, previstos neste Código, aplicam-se as
normas gerais do Código Penal e do Código de Processo
Penal, se este Capítulo não dispuser de modo diverso,
bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no
que couber. Parágrafo único. Aplicam-se aos crimes de
trânsito de lesão corporal culposa, de embriaguez ao
volante, e de participação em competição não autorizada o
disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei nº 9.099, de 26 de
setembro de 1995.
    ! )  
      
      
ü o legislador dividiu o homicídio culposo em dois tipos
distintos, um primitivo e outro dele derivado, cada qual
com pena própria: o homicídio culposo "normal" (CP,
art. 121, §§3º a 5º) e uma nova espécie de homicídio
culposo, qualificado por ser praticado "na direção de
veículo automotor" (CTB, art. 302). O mesmo ocorreu
com o delito de lesão corporal culposa, que passou a
ter um tipo "normal" (CP, art. 129, §6º) e um novo tipo
qualificado (CTB, art. 303).

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üAnalogamente, diz o art. 303 do CTB:
"Praticar lesão corporal culposa na
direção de veículo automotor: Penas ±
detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois)
anos, e suspensão ou proibição de se
obter a permissão ou a habilitação para
dirigir veículo automotor". No crime
previsto no CP, a pena continua sendo
de detenção, de 2 meses $3$

    ! )  
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ü A nova lei estabelece uma presunção juris et de jure
de que o homicídio cometido na direção de um automóvel
é sempre de maior potencial ofensivo que qualquer outro
culposo.
ü Segundo Rui Stoco.
³O que impede considerar é a maior ou menor
gravidade da conduta erigida à condição de crime e não as
circunstâncias em que este foi realizado ou os meios
utilizados. (...) Nada justifica que para a mesma figura penal a
pena-base seja diversa. Tal ofende o princípio constitucional
da isonomia, e o direito subjetivo do réu a um tratamento
igualitário".
    !   

   

Tanto no art. 302 como 303 do CTB, aumentou a duração


da pena privativa de liberdade em relação ao CP, como
também foi cominada, de forma cumulativa, uma nova
pena restritiva de direitos ("suspensão ou proibição de se
obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
automotor"). pena esta que atinge tanto as quem já
possuem habilitação para dirigir, que ficam com este
direito suspenso, como as que ainda não possuem
permissão para dirigir, O art. 293 do CBT determina que
esta restrição terá duração de 2 meses a 5 anos, e que
este prazo não será contado enquanto o sentenciado
estiver no regime prisional.

    !   
    

Os parágrafos únicos dos dois artigos em comento
estabelecem que "a pena é aumentada de um terço à
metade", se o agente se enquadrar em alguma das quatro
circunstâncias:
I) não possuir permissão ou habilitação para dirigir;
II) ser cometido o crime sobre a faixa de pedestres ou na
calçada;
III) deixar de prestar socorro à vítima, qdo possível fazê-
lo sem risco pessoal;
IV) ser cometido o crime quando estiver conduzindo
veículo de transporte de passageiros, no exercício de
sua profissão ou atividade.
 
  
  9 N8M
  
 
ü O art. 305 do CTB cria um novo tipo penal, consistente
em "afastar-se o condutor do veículo do local do
acidente, para fugir da responsabilidade penal ou civil
que lhe crime de homicídio ou lesão corporal com pena
aumentada (CTB, art. 302, parágrafo único, III) com o de
fuga do local do acidente (CTB, art. 305), pois este
último tem como objeto jurídico protegido a tutela da
administração da Justiça. Anote-se que tal situação era,
no sistema anterior, simples causa de aumento da pena
do homicídio (CP, art. 121, §4º: "foge para evitar
prisão em flagrante").
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O art. 298 do CTB estabelece 07 circunstâncias agravantes
genéricas, aplicáveis a todos os crimes de trânsito,
quando o agente cometer o delito:
1. com dano potencial para duas ou mais pessoas, ou
com grande risco de grave dano patrimonial a
terceiros;
2. utilizando veículo sem placas, com placas falsas ou
adulteradas;
3. sem possuir permissão ou habilitação para dirigir;
4. com permissão ou habilitação de categoria diversa
da necessária para conduzir o veículo;
.   
5.no exercício de profissão ou atividade
que exija cuidados especiais com o
transporte de passageiros ou de carga;
6. utilizando veículo em que tenham sido
adulterados equipamentos ou
características que afetem a sua
segurança ou o seu funcionamento de
acordo com os limites de velocidade
prescritos nas especificações do
fabricante;
7- atropelar alguém na faixa de pedestre

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ü O art. 61 da Lei nº. 9.099/95 diz que os Juizados Especiais Criminais
são competentes para os delitos de menor potencial ofensivo, assim
considerados aqueles cuja pena máxima não seja superior a um ano.
Assim, o homicídio de trânsito continua excluído da competência dos
Juizados Especiais, pois sua pena máxima é de 4 anos (pelo CP,
eram 3 anos).
ü Quanto ao crime de lesão corporal culposa no trânsito, a pena
máxima passou de 1 para 2 anos, logo também ficou excluído da
competência dos Juizados. Contudo, o art. 291, parágrafo único, do
CTB admitiu, em enumeração exaustiva, que se lhe aplicassem
alguns institutos típicos dos Juizados Especiais, previstos em três
artigos da Lei nº. 9.099/95. São eles: arts. 74 (composição dos danos
civis), 76 (transação penal) e 88 (ação penal pública condicionada a
representação  ;!?
    ! $  

 

üO CP prevê esta causa de extinção da punibilidade


abstratamente na sua Parte Geral (art. 107, IX), e
especificamente nos crimes de homicídio culposo (art.
121, §5º) e lesão corporal culposa (art. 129, §8º). O
CTB silencia a respeito. O seu art. 291 determina a
aplicação subsidiária das "normas gerais do Código
Penal"; contudo, na P. Geral, o CP somente faz
referência à aplicação do perdão judicial "nos casos
previstos em lei". E o CTB não traz dispositivo
específico sobre o assunto, já que o texto original do
art. 300, que admitia expressamente o perdão judicial,
foi vetado antes da publicação.
    !   
 20 !+
ü Damásio E. de Jesus - acrescenta ainda mais um argumento a favor
da admissibilidade do perdão judicial. Segundo ele, os arts. 302 e
303 "tratam de µcrimes remetidos¶, hipóteses em que uma norma
penal incriminadora faz menção a outra, que a integra". A referência
se constata, no caso, pela inserção do nomen juris do crime da qual
derivam ("homicídio culposo" e "lesão corporal culposa"). Assim,
torna-se necessário buscar nos respectivos arts. 121 e 129 do CP as
normas que complementem seus sentidos. A remissão ao crime
principal traz para o especial não só as elementares do tipo, como as
demais causas e circunstâncias que o envolvem, como é o caso do
perdão judicial. Sem esta integração, restaria prejudicada a isonomia
processual e frustrada a intenção do perdão judicial, considerando
que a maioria dos casos em que é aplicado se referem a delitos de
trânsito.
    !   
 |   



ü ÿomicídio culposo na direção de veículo.


ü Detenção de 2 a 4 anos e suspensão ou proibição de se
obter a permissão de dirigir ou a ÿabilitação. A pena é aumentada de 1/3 a
até 50%, se o motorista:
ü - não possuir permissão para dirigir ou a ÿabilitação;
ü - praticar o homicídio culposo na faixa de pedestre ou na calçada;
ü - deixar de prestar socorro à(s) vítima(s);- estiver no exercício da sua
profissão conduzindo veículo de transporte de passageiros.
ü Lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
ü - Detenção de 6 meses a 2 anos e suspensão ou proibição de se obter a
permissão de dirigir ou a ÿabilitação. A pena é aumentada na mesma
proporção e nas mesmas condições do parágrafo anterior.
ü Deixar de prestar socorro à(s) vítima(s). Detenção de 6 meses a 1 ano ou multa,
dependendo da gravidade do acidente.

  
Dirigir sob a influência de álcool ou de substâncias de efeitos
análogos, expondo a dano potencial a integridade de outrem.
- Detenção de 06 meses a 3 anos, multa e suspensão ou
proibição de se obter a permissão ou a ÿabilitação para
dirigir.
Fugir do local do acidente; Detenção de 6 meses a 1 ano ou
multa.
Dirigir com a ÿabilitação cassada ou com a permissão
suspensa.
- Detenção de 6 meses a 1 ano, multa e nova suspensão ou
proibição para dirigir. Disputar ³pegas´ ou corridas em vias
públicas sem autorização da autoridade competente.
Detenção de 6 meses a 2 anos, multa e suspensão ou
proibição de se obter a permissão ou a ÿabilitação para
dirigir.
Entregar a direção para pessoa não-habilitada (ou com a
permissão/ÿabilitação suspensa ou cassada) ou sem *  
condição física e psíquica para dirigir.
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ü BASTOS JÚNIOR, Edmundo José. Dolo eventual, culpa consciente e
crimes de trânsito. Revista Àlter Àgora, Florianópolis, n. 3, ³não paginado´,
[199-].
ü CALLEGARI, Luís André. Dolo eventual, culpa consciente e acidentes de
trânsito. Revista Brasileira de Ciências Criminais, [S.l.], n. 13, p.191 - 197,
[199-].
ü Capez, Fernando. Direito Penal, parte especial. 6. ed. São Paulo, Paloma,
1999. pp. 39-40.
ü (3) Stoco, Rui. Código de Trânsito Brasileiro: disposições gerais e suas
incongruências. Boletim do IBCCrim, a. 5, n. 61, dez. 1997, p. 9.
ü (4) Jesus, Damásio E. de. Perdão judicial nos delitos de trânsito. [Internet]
Complexo Jurídico Damásio de
ü FRAGOSO, ÿeleno Cláudio. Lições de Direito Penal. 15.ed. Rio de Janeiro:
Forensez

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