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ë diferentes fenômenos transformaram a ecologia e a


necessidade de proteção do meio ambiente em
problemática internacional
¦ grande impacto junto à opinião pública

¦ integra diferentes esforços de regulação da


ordem
 0onferência das Nações Unidas sobre meio ambiente
humano (Estocolmo, 1972)
 0onferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente de
Desenvolvimento - RIO 92 (Rio de Janeiro, 1992)
 0onferência Mundial de 0úpula sobre o Desenvolvimento
Sustentável, RIO +10 (Johannesburg, 2002)
 Protocolo de Kyoto ² 0OPs
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Xpoluição do ar X0lima mundial
Xfauna e flora
Xnuclear Xcamada de ozônio
Xáguas/rios em regime de
Xflorestas Xpatrimônio genético
partilha
Xmatérias-primas Xflorestas tropicais
XAntártica
Xdesertificação '()*
Xaquecimento global
Xdesenvolvimento
sustentável

Dimensão Global Dimensão Global


Dimensão Nacional e
Regional Abordagens Abordagens:
científica e científica
Abordagens não-
conflituosa potencialmente
científica
consensual;
Fonte: Milani, 0arlos - Meio Ambiente e a Regulação da Ordem Mundial, 0ontexto
Internacional, Vol. 20, 2, 98, pp. 310 Política
ë 1971 - Programa Man and Biosphere (MAB) da Unesco - as
intervenções dos homem sobre a natureza provocariam
transformações importantes no funcionamento da biosfera

ë Dos anos 60 à 0onferência de Estocolmo houve uma movimentação


dos Estados em favor da regulamentação global do meio ambiente
¦ |ratado de Moscou (1963) - proscrição de experiências com armas
nucleares na atmosfera, no espaço e sob a água
¦ 0onvenção do Espaço 0 smico (1967)
¦ 0onvenção Internacional para proteção de novas variedades vegetais
(Paris, 1961)
¦ 0onvenção Africana para conservação da Natureza e Recursos Naturais
(Argel, 1968)
¦ 0onvenção Européia para Proteção de Animais durante transporte
Internacional (Paris, 1968)
¦ 0onvenção de Ramsar (Irã, 1974) ´relativa ás Zonas Úmidas de
Importância Internacional, particularmente Hábitat das Aves Aquáticas -
considera modelo de regulamentação do ecossistema
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ë Relat rio Meadows - |he Limits to Growth. 0lube de


Roma 1972
¦ ameaça da escassez e da degradação do meio ambiente
ë Divergências entre países desenvolvidos e em desenvolvimento
¦ desenvolvidos: ênfase na poluição da águas, do solo e da
atmosfera derivada da industrialização. Os países em
desenvolvimento deveriam fornecer os instrumentos
adicionais de preservação aos desequilíbrios ambientais em
âmbito mundial causados por desenvolvimento industrial
ca tico de séculos anteriores
¦ Em desenvolvimento: opuseram-se a eventuais políticas
preservacionistas que pudessem servir de instrumentos de
interferência nos assuntos domésticos, além de acarretar
em arrefecimento das políticas internas de desenvolvimento
industrial
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|emas centrais:
¦ proteção de espécies ameaçadas e a de
preservação de recursos naturais não-renováveis
ë Avaliações:
¦ mobilizar a opinião pública

¦ ´visionária e profética, mas também ingênua e


apocalípticaµ (Relat rio da Delegação Brasileira,
Eco92)
¦ força do movimento ecol gico
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ë Pesquisas alarmantes sobre os desequilíbrios ecol gicos


ë Discussões sobre a questão do desenvolvimento econômico e
utilização dos recursos naturais ² oposições entre países
desenvolvidos e em desenvolvimento
ë Em meados dos anos 80 a ONU encomendou ao Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) formulação de
estratégias ambientais para além do ano 2000
¦ O resultado foi o ´Relat rio Brundtlandµ ² necessidade de
promover um desenvolvimento sustentável. Definido como
´desenvolvimento que atende às necessidades do presente,
sem comprometer a capacidade das futuras gerações
atenderem às pr prias necessidadesµ
¦ Em 1988 a Assembléia Geral adotou Resolução 43/196 pela
decidia realizar ´até 1992µ uma nova conferência sobre a
questão ambiental.
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ë Prop sito a preservação de espécies animais e vegetais em


seu hábitat natural
ë O aproveitamento dos recursos da biodiversidade, em
particular na produção de medicamentos ou no
aperfeiçoamento da agricultura, exige tecnologia avançada,
que não alcance dos países detentores das florestas tropicais
ë a proteção dos direitos de propriedade intelectual (pelo fato
de os recursos genéticos naturais passarem a ser acessíveis
a quaisquer pessoas);
ë a proteção dos interesses dos países detentores dos
recursos genéticos, a 0onvenção lhes assegura direito à
transferência de tecnologias provenientes de sua utilização,
ainda que protegida pelo regime de patentes.
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ë Propõe reduções na intensidade energética da economia do


país, que é definido como razão do consumo total de energia
(E) para o Produto Interno Bruto de um país (PIB). O
Protocolo estabelece a emissão reduções na emissões de
carbono que está associado ao consumo de energia
ë O presidente Bush propôs que os Estados Unidos reduzam em
18% sua intensidade energética.
ë 0rítica: a proposta dá idéia de que as emissões de carbono
diminuíram, mas intensidade energética em 18% s implicaria
em queda das emissões de carbono se o PIB se mantivesse
constante. Se mantiverem as taxas médias do período de 50-
99 as emissões de carbono subirão 8,5%.
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ë Dez anos depois da Rio92, os objetivos da Agenda 21 não foram


completados;
- O mundo tem hoje 6,1 bilhão de indivíduos, 800 milhões a mais
do que na época da Rio-92
- Existem 1.200 bilhão de pessoas vivendo com menos de 1 d lar
diário e cerca de 50% da população mundial vive com menos de 2
d lares.
- Nos países em desenvolvimento: 800 milhões não tem alimentação
suficiente; 850 milhões são analfabetas; Mais de 1 bilhão não
tem acesso a água limpa; 2 bilhões não tem acesso a saneamento
básico; 36 milhões de pessoas estão vivendo com Aids.
- Os EUA não s não reduziram como ampliaram suas emissões de
carbono para 1,57 toneladas anuais - 18% a mais do que em 1990 .
- Em 1992 as áreas de bancos de coral gravemente degradadas
representavam 10%, hoje representam 27%.
 

ë reforçar os compromissos estabelecidos na Rio-92;


ë acordar uma agenda global que inclua ações concretas nos
níveis nacional e internacional;
ë estabelecer mecanismos para medir o cumprimento das
metas na área de desenvolvimento sustentável, além de
abordar com maior ênfase nos problemas sociais, como
pobreza, saúde e educação.

ë '   7biodiversidade; energia; mudanças


climáticas; subsídios agrícolas; água; pesca; combate à
miséria.
0 8 7

ë Austrália, 0anadá e Estados Unidos ("o bando do mal


ambiental" na avaliação das ONGs) encabeçaram a pressão
para que se priorizem iniciativas voluntárias em matéria de
desenvolvimento e proteção do ambiente.
- Esses três países impediram o estabelecimento de
metas e prazos para eliminar a contaminação, melhorar
os serviços de água potável e aumentar a produção de
energia limpa e barata.

ë Delegados do mundo em desenvolvimento enfatizaram que a


abertura comercial aos seus produtos por parte das nações
industrializadas é crucial para o desenvolvimento sustentável,
e criticaram, em especial, o protecionismo da União Européia
e dos Estados Unidos.
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ë Os Estados Unidos não aceitaram ratificar o Protocolo de Kyoto,


mas quase todos os países da União Européia já ratificaram.
ë O Brasil já assinou a carta de ratificação (23 de julho) e liderou
o grupo dos países pobres cobrando a aplicação do acordo.
0anadá, Rússia e 0hina anunciaram que deverão ratificar o
Protocolo.
ë A entrada da Rússia garante que países que emitem mais de 55%
do gás no planeta assinaram o protocolo, sendo o volume mínimo
para que o acordo entre em vigor.
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- Grupo da América Latina e 0aribe, liderado pelo Brasil, queria
estabelecer uma meta de 10% de energias renováveis até 2010.
- A União Européia queria fixar em 15% a meta de energias
renováveis.
- Os Estados Unidos se aliaram a alguns países árabes contra a
proposta de metas para energia. Japão, 0hina, Austrália também
negaram estabelecer metas. A Índia se associou a este bloco
para derrotar a proposta brasileira e européia.
0  7
- Nenhuma meta de energias renováveis foi aceita. Será ampliado o
acesso a formas modernas de energia, mas sem prazos nem metas
específica.
- As regiões e países que quiserem poderão estabelecer metas.
- Anunciadas parcerias com países pobres no valor de US$ 769
milhões.
 

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- Países pobres são os que detém a mais rica biodiversidade do planeta, entre
eles, o Brasil. Propuseram receber os lucros pela utilização dos recursos,
gerando benefícios para as comunidades tradicionais que moram nas regiões
onde se localizam os recursos. Os ambientalistas propuseram metas e prazos de
redução da perda da biodiversidade. Os países desenvolvidos não queriam a
repartição dos lucros e as metas.
0  
- reduzir perda de espécies até 2004, mas sem meta específica;
- reconhecimento de que países pobres precisarão de ajuda financeira para
cumprir o objetivo
- reconhecimento do princípio da repartição de benefícios obtidos com espécies
de países pobres
- acordos entre 15 países, entre eles o Brasil, no sentido de assegurar estes
benefícios
- execução de programas visando a mudança nos padrões de consumo.
ë Os países se comprometeram a adotar políticas para diminuir os impactos de
produtos e serviços sobre o meio ambiente e a saúde, com as análises de ciclo de
vida (monitoramento desde a extração da matéria prima até o produto final e
destinação de seus resíduos).
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- Governos dos países desenvolvidos prometeram a
recuperação de áreas pesqueiras até 2015.
- Os países pobres solicitaram incentivos financeiros para
recuperação das áreas
0  
- restaurar estoques pesqueiros a níveis sustentáveis até
2015. Estabelecer áreas de proteção marinha até 2012.
- Promessa de incentivo e recuperação de áreas pesqueiras, o
que significa equilibrar a equação capturaXreposição.
M2   

ë Estados Unidos e outros países acreditavam que as metas


para saneamento eram muito difíceis de serem colocadas em
prática. Os países pobres esperavam ajuda monetária para
colocar em prática planos de saneamento.
- Os ambientalistas propuseram a ampliação do serviço, sem
privatização. Os países desenvolvidos achavam que seria
necessário a privatização
0  
- cortar pela metade, até 2015, número de pessoas sem acesso
a água potável e esgotos;
- anunciados projetos e parcerias que somam US$ 1,5 bilhão
para alcançar os objetivos. Desse total, US$ 970 milhões
virão dos EUA, em três anos (projeto Águas para os Pobres).
929

- União Européia e EUA defendem a política de


subsídios agrícolas. Os países pobres pediram o fim
desses subsídios
- Não houve qualquer compromisso dos países
desenvolvidos no sentido de eliminar os subsídios. O
documento menciona ´apoioµ à redução subsídios
agrícolas, que afetam exportações de países pobres,
mas sem metas nem prazos.
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- Países desenvolvidos demonstraram falta de vontade para
investir em programas de vulto de combate à pobreza e às
ameaças ao meio ambiente.
- O Brasil defendia a idéia da criação de um fundo de
solidariedade com que a ONU pretende combater a miséria.
O fundo seria criado por meio de um imposto de um d lar
para cada barril de petr leo vendido.
0  
- reafirmando compromisso da Rio92 de destinar 0,7% do PIB
dos países ricos para ajuda ao desenvolvimento. A meta não
foi cumprida, sendo que desde 92 o percentual de
transferência foi de 0,22%.
ë O Fundo Ambiental Global (GEF) receberá US$ 2,9 bilhões.