DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Ética, Direitos Humanos e Cidadania Profª. Ms. Aline de Caldas Formação em Segurança Pública para a Guarda Municipal - Ilhéus Instituto Prosem/Ministério da Justiça

DIREITOS FUNDAMENTAIS

Direito ´é faculdade reconhecida, natural, ou legal, de praticar ou não praticar certos atos.µ Tem caráter histórico Exercem a função de defesa do cidadão
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Direitos civis e políticos: direitos dos indivíduos perante o estado (vida, segurança, propriedade, liberdade, nacionalidade, votar ou ser votado) Econômicos, sociais e culturais: prestação do Estado em relação ao indivíduo (educação, saúde, trabalho, lazer, previdência social, proteção à maternidade)

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DIREITOS FUNDAMENTAIS
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Coletivos: ligados ao conceito de pessoa humana e sua personalidade (qualidade de vida, paz, meio ambiente, defesa do consumidor, da infância e juventude, autodeterminação dos povos) Das minorias e relativos à informática: surgem no final do milênio (eutanásia, alimentos transgênicos, filhos gerados por inseminação artificial, clonagem)

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Não são absolutos Não são renunciáveis

GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Garantia é a exigência que cada cidadão faz ao Poder Público para proteger seus Direitos

Gerais:
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Normas que proíbem abusos de poder e violação dos direitos, limitando a ação do Poder Público

Específicas:
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Reconhecimento/ existência de meios processuais adequados para essa finalidade, como o Habeas corpus, ação popular etc.

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

Em 1994, foi aprovada a Política Nacional do Idoso, que reforçava as garantias à terceira idade Em 2003, foi aprovado o Estatuto do Idoso Amplia os direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos Prevê penas mais severas aos casos de violação Indica organismos responsáveis pelo acompanhamento do respeito ao Estatuto do Idoso

O ESTATUTO DO IDOSO

Disposições preliminares Idoso é o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos. Garantia de prioridade
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atendimento preferencial, preferência na formulação e na execução de políticas, destinação privilegiada de recursos públicos, viabilização de formas de participação, vedação à negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão

O ESTATUTO DO IDOSO

Parte I ² Dos direitos fundamentais (10 capítulos)
Vida 2. Liberdade e respeito à dignidade 3. Alimentos 4. Saúde 5. Educação, lazer e esporte 6. Profissionalização e trabalho 7. Previdência social 8. Assistência social 9. Habitação 10. Transporte
1.

O ESTATUTO DO IDOSO

Parte II ² Das medidas de proteção
Aplicáveis 1. por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; 2. por falta, omissão ou abuso da família, 3. curador ou entidade de atendimento; 4. em razão de sua condição pessoal.

O Ministério Público ou o Poder Judiciário podem adotar as medidas: encaminhamento à família ou curador, mediante termo de responsabilidade; orientação, apoio e acompanhamento temporários; requisição para tratamento de sua saúde, em regime ambulatorial, hospitalar ou domiciliar; inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas, ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação; abrigo em entidade; abrigo temporário.

DIREITOS DA PESSOA IDOSA

Parte III ² Da política de atendimento
1. 2.

Das entidades de atendimento Da Fiscalização (Conselhos do Idoso, Ministério Público, Vigilância Sanitária e outros previstos em lei.)

Parte IV ² Do acesso à Justiça
1. 2.

Do ministério Público Proteção judicial dos interesses

Parte V ² Dos Crimes
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pena máxima privativa de liberdade ao idoso não ultrapassa 4 (quatro) anos

Art. 96. Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade
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Pena - reclusão de 6 meses a 1 ano e multa.

Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado:
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Pena - detenção de 2 meses a 1 ano e multa.

Art. 99. Expor a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis, quando obrigado a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado:
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Pena - detenção de 2 meses a 1 ano e multa.

§ 1.º Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:
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Pena - reclusão de 1 a 4 anos.

§ 2.º Se resulta a morte:
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Pena - reclusão de 4 a 12 anos.

DADOS SOCIAIS DEPOIS DO ESTATUTO DO
IDOSO

Em 2006, as pessoas com 60 anos de idade ou mais alcançaram 19 milhões, correspondendo a 10,2% da população total do país. Um crescimento mais acentuado foi percebido no grupo com 75 anos ou mais.
avanços da medicina moderna; y melhores condições de saúde à população com idade mais avançada de uma forma geral.
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Em 1996, eles representavam 23,5% da população de 60 anos ou mais. Dez anos depois, eles já eram 26,1%.

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU (1989) Constituição Federal (1988) Estatuto da Criança e do Adolescente ² ECA (1990)
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Atenção e proteção especiais Responsabilidade fundamental da família Proteção jurídica e não-jurídica antes e depois do nascimento Importância do respeito aos valores culturais da comunidade da criança cooperação para concretizar seus direitos

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DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Além dos direitos fundamentais inerentes a qualquer ser humano, a criança e adolescente têm alguns direitos que lhe são especiais pela sua própria condição de pessoa em desenvolvimento. Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até 12 anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre 12 e 18 anos de idade.

DIREITOS DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Direito à Vida e à Saúde Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade Direito à Convivência Familiar e Comunitária Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer Direito à Profissionalização e à Proteção ao Trabalho Dos direitos individuais Medidas sócio-educativas

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA

Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (1999) Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2007) tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei do Senado Nº 6 de 2003 - Estatuto do Portador de Deficiência

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA

Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
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Coordena e supervisiona o Programa Nacional de Acessibilidade e o Programa de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), órgão colegiado deliberativo Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), órgão executivo

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POLÍTICA NACIONAL PARA A INTEGRAÇÃO DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA

Instituída pelo Decreto 3.298/99 Tem como princípios a parceria do Estado e da sociedade civil no esforço de
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assegurar a plena integração das pessoas portadoras de deficiência no contexto socioeconômico e cultural; o estabelecimento de mecanismos e instrumentos legais e operacionais que assegurem a elas o pleno exercício de seus direitos básicos; e o respeito a pessoas que devem receber igualdade de oportunidades na sociedade por reconhecimento dos direitos que lhes são assegurados, sem privilégios ou paternalismos

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DEFICIÊNCIA

I - deficiência
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toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano; aquela que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos; uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar pessoal e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida.

II - deficiência permanente
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III - incapacidade
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DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Direito ao trabalho
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A Constituição federal proíbe qualquer discriminação ao trabalhador portador de deficiência. A Lei nº 8.112/90 assegura 20% dos cargos e empregos públicos para as PPD. A Lei nº 8.213/91 introduziu a reserva de mercado para as empresas privadas, o que veio a ser regulamentado pelo Decreto nº 3.298/99. Com ele, a empresa com cem ou mais funcionários é obrigada a preencher de 2% a 5% de cargos com pessoas reabilitadas ou portadoras de deficiência.

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DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Direito à educação

A Lei nº 4.024/61 diz que a educação de excepcionais deve, no que for possível, enquadrar-se no sistema geral de educação, a fim de integrá-los na comunidade Já a Lei nº 5.692/71, que trata do ensino de 1º e 2º graus, diz que os alunos que apresentem deficiências físicas ou mentais devem receber tratamento especial, de acordo com as normas fixadas pelos conselhos de educação. A Constituição prevê atendimento educacional especializado, de preferência na rede regular de ensino, para todos.

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Direito à saúde

Lei nº 9.656/98 - trata dos planos e seguros de saúde, proíbe que haja qualquer impedimento em decorrência da deficiência. Decreto nº 3.298 ² fixa garantias, como atendimento domiciliar, psicológico, reabilitação, ajuda técnica que inclui próteses e equipamentos. As vítimas da talidomida têm prioridade no fornecimento de próteses e demais instrumentos, bem como nas intervenções cirúrgicas e assistência médica pelo SUS

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Transporte gratuito

A Lei n° 8.899/94 concede passe livre aos portadores de deficiência, comprovadamente carentes, no sistema de transporte coletivo interestadual. O benefício é concedido junto ao Ministério dos Transportes.

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Assistência social

A Lei nº 8.742/93 assegura ao portador de deficiência o direito de receber um salário mínimo mensal, desde que comprove ter uma renda inferior a ¼ do salário mínimo. A Lei nº 7.070/82 assegura pensão especial vitalícia às vítimas da talidomida e o acesso, por todos, aos programas governamentais é garantido pela Lei nº 7.853/89.

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Isenções e benefícios

Lei Complementar nº 53/86 e Lei nº 8.899/94 - Isenções de ICMS e IPI para veículos destinados a uso de paraplégicos ou de PPD. Lei n° 8.383/91 - Isenção de IOF para as operações de financiamento de automóveis de passageiros de fabricação nacional. Lei nº 8.687/93 - Isenção do Imposto de Renda pelos benefícios auferidos pelos deficientes mentais Instrução da Receita Federal nº 15/01 - deduções com aparelhos, materiais e despesas.

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Acessibilidade

Lei nº 10.098/00 estabelecem normas e critérios básicos para facilitar a locomoção e o acesso. A Lei nº 7.405/85 torna obrigatória a colocação do Símbolo Internacional de Acesso em todos os locais e serviços que permitam a utilização pelas PPD. A Lei nº 9.045/95 disciplina a obrigatoriedade de reprodução, pelas editoras de todo o país, de obras em braile, e permite a reprodução, para cegos, de obras já divulgadas, sem finalidade lucrativa.

DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA
Outras

A Lei nº 9.867/99 prevê a instituição de cooperativas sociais, visando à integração social das pessoas em desvantagem no mercado. A Lei nº 8.666/93 dispensa de licitações a contratação, pelos entes públicos, de associações de portadores de deficiência sem fins lucrativos para prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra. A Lei nº 10.436/02 garante o uso e a difusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

DIREITOS DO CONSUMIDOR

Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

DIREITOS DO CONSUMIDOR

a proteção da vida, saúde e segurança; a educação e divulgação; informação adequada e clara; a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva; a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

DIREITOS DO CONSUMIDOR

a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas
à prevenção ou reparação de danos a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DE RAÇA, COR E ETNIA

Raça "um grupo de pessoas de comum ancestralidade, diferenciada dos outros por características físicas tais como tipo de cabelo, cor dos olhos e pele, estatura, etc" Etnia "relativo ou característico de um grupo humano que tem certos traços raciais, religiosos, lingüísticos, entre outros, em comum" Dicionário Inglês Collins

DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DE RAÇA, COR E ETNIA

Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1968) "discriminação racial´ toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto ou resultado anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício em um mesmo plano (em igualdade de condição) de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública

DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DE RAÇA, COR E ETNIA

Não serão consideradas discriminação racial as medidas especiais tomadas com o único objetivo de assegurar o progresso adequado de certos grupos raciais ou étnicos ou de indivíduos que necessitem da proteção que possa ser necessária para proporcionar a tais grupos ou indivíduos igual gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades fundamentais, contanto que tais medidas não conduzam, em conseqüência, à manutenção de direitos separados para diferentes grupos raciais e não prossigam após terem sido alcançados os seus objetivos.

DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DE RAÇA, COR E ETNIA

Constituição Federal de 1988 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DE RAÇA, COR E ETNIA
- São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
yX

- A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
yXLI

- A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
yXLII

DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DE RAÇA, COR E ETNIA
A Lei 7.716, de 5 de janeiro de 1989 caracteriza crime de racismo:

Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de serviços públicos Negar ou obstar emprego em empresa privada.

Impedimento de acesso a
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Ensino público estabelecimentos ou espaços abertos ao público transportes serviço militar Casamento

Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional

DIREITOS DA MULHER

Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher (1979) "discriminação contra a mulher´ toda distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo e que tenha por objeto ou resultado prejudicar ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício pela mulher, independentemente de seu estado civil, com base na igualdade do homem e da mulher, dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural e civil ou em qualquer outro campo.

DIREITOS DA MULHER

Artigo 7º - Os Estados-partes tomarão todas as medidas apropriadas para eliminar a discriminação contra a mulher na vida política e pública do país e , em particular, garantirão, em igualdade de condições com os homens, o direito a: a) votar e ser elegível para todos os órgãos cujos membros sejam objeto de eleições públicas; b) participar na formulação e execução de políticas governamentais c) participar em organizações e associações nãogovernamentais que se ocupem da vida pública e política do país

DIREITOS DA MULHER

Artigo 13 - Os Estados-partes adotarão todas as medidas apropriadas para eliminar a discriminação contra a mulher em outras esferas da vida econômica e social, a fim de assegurar, em condições de igualdade entre os homens e mulheres, os mesmos direitos, em particular: a) o direito a benefícios familiares; b) o direito a obter empréstimos bancários, hipotecas e outras formas de crédito financeiro; c) o direito de participar em atividades de recreação, esportes e em todos os aspectos da vida cultural.

REGISTROS DE OCORRÊNCIAS Estupro

2007 5

2008 26

2009 23

FONTE: 7ª COORPIN - 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior - CEDEP - Centro de Documentação e Estatística Policial da SSP/BA.

DIREITOS SOBRE LIBERDADE RELIGIOSA

Constituição Federal de 1988 VI - É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias VII ² é assegurada nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei

DADOS SOBRE RELIGIÃO
Católicos Umbanda e Candomblé Outras Evangélicos Judaica Sem Religião

Fonte: IBGE, Censo 2000.

Espíritas Religiões orientais Não Determinada

2%

0% 7%

0%

16%

75%

Total da população 2000

Brasil 169.799.170

Nordeste 47.741.711

Bahia 13.070.250

DIREITOS SEXUAIS ² ORIENTAÇÃO SEXUAL

Declaração dos Direitos Sexuais XV Congresso Mundial de Sexologia, ocorrido em Hong Kong (CHINA), entre 23 e 27 de agosto p.p., a Assembléia Geral da WAS - World Association for Sexology) aprovou as emendas para a Declaração de Direitos Sexuais, decidida em Valência, no XIII Congresso Mundial de Sexologia, em 1997.

Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (IBISS)

O direito à liberdade sexual - A liberdade sexual diz respeito à possibilidade dos indivíduos em expressar seu potencial sexual. No entanto, aqui se excluem todas as formas de coerção , exploração e abuso em qualquer época ou situação da vida. O direito à autonomia sexual - integridade sexual e à segurança do corpo sexual - Este direito envolve habilidade de uma pessoa em tomar decisões autônomas sobre a própria vida sexual num contexto de ética pessoal e social. Também inclui o controle e o prazer de nossos corpos livres de tortura, mutilações e violência de qualquer tipo.

O direito à privacidade sexual - O direito de decisão individual e aos comportamentos sobre intimidade desde que não interfiram nos direitos sexuais dos outros. O direito à igualdade sexual - Liberdade de todas as formas de discriminação, independentemente do sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiências mentais ou físicas. O direito ao prazer sexual - prazer sexual, incluindo auto-erotismo, é uma fonte de bem estar físico, psicológico, intelectual e espiritual.

O direito à expressão sexual - A expressão sexual é mais que um prazer erótico ou atos sexuais. Cada indivíduo tem o direito de expressar a sexualidade através da comunicação, toques, expressão emocional e amor. O direito à livre associação sexual - Significa a possibilidade de casamento ou não, ao divórcio e ao estabelecimento de outros tipos de associações sexuais responsáveis.

O direito às escolhas reprodutivas livres e responsáveis - É o direito em decidir ter ou não filhos, o número e o tempo entre cada um, e o direito total aos métodos de regulação da fertilidade. O direito à informação baseada no conhecimento científico - A informação sexual deve ser gerada através de um processo científico e ético e disseminado em formas apropriadas e a todos os níveis sociais.

O direito à educação sexual compreensiva Este é um processo que dura a vida toda, desde o nascimento, e deveria envolver todas as instituições sociais. O direito à saúde sexual - O cuidado com a saúde sexual deveria estar disponível para a prevenção e tratamento de todos os problemas sexuais, preocupações e desordens.

DIREITOS SEXUAIS DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES Crianças e adolescentes têm o direito de serem ouvidos, respeitados e atendidos em suas legítimas reivindicações; Crianças e adolescentes têm o direito a uma educação que promova sua condição de ser em formação, garantindo um desenvolvimento pleno e saudável; Uma criança tem o direito de conhecer seu corpo;

DIREITOS SEXUAIS DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES

Uma criança tem o direito de descobrir sua masculinidade e feminilidade; Um adolescente tem o direito à descoberta e ao exercício de sua sexualidade junto a seus pares;

Um adolescente tem o direito a livre expressão de sua orientação afetivo-sexual; Uma criança tem o direito de conhecer seu corpo;

DIREITOS SEXUAIS DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES Um adolescente tem o direito a relação consensual amorosa; Crianças e adolescentes têm o direito a dizer não a toda forma de abuso e exploração sexual seja incesto, pornografia ou prostituição; Crianças e adolescentes têm o direito a dizer não a toda forma de violência e maus tratos seja verbal, físico ou psicológico.