FACULDADE MADRE THAÍS

Trauma Abdominal Enfermagem nas Emergências Profª Sonilda Mello

O trauma abdominal requer especial atenção na avaliação do paciente traumatizado. Todo traumatizado.sem exceção.em algum momento da avaliação.deverá ter .de exames propedêuticos complementares e de reavaliações periódicas.seu abdômen e pelve completamente examinados.lançandose mão. Traumatismo Abdominal .quando necessário.uma vez que o abdômen é sede frequente de lesões despercebidas responsáveis por mortes evitáveis no trauma.

b)Contuso.ou se dão por contragolpe ou desaceleração. Classificação do Trauma Abdominal .Os órgãos mais atingidos neste tipo de trauma são o fígado e o baço. Os efeitos do agente agressor são transmitidos às vísceras através da parede abdominal.traumatismo abdominal penetrante é aquele no qual ocorre penetração do agente agressor na cavidade peritoneal e esse agente exerce seus efeitos diretamente sobre as vísceras.cólon e fígado.Os órgãos mais lesados no trauma penetrante abdominal são intestino delgado.traumatismo abdominal contuso é aquele no qual não há penetração do agente agressor na cavidade peritoneal.a)Penetrante.

Trauma Abdominal Penetrante .

Trauma Abdominal Fechado .

Essa avaliação pode utilizar exames físicos seriados.além de recursos propedêuticos como a TC do abdômen e exames radiológicos contrastados.todo paciente traumatizado instável deve ter seu abdômen avaliado quanto á possibilidade de hemoperitônio.Na avaliação inicial do traumatismo abdominal.ou seja. após a avaliação das vias aéreas e ventilação. Abordagem Inicial . 2-O paciente estável hemodinamicamente nos permite uma avaliação mais minuciosa e tranquila. 1-No paciente instável hemodinamicamente.mesmo que existam outras fontes de sangramento evidentes já diagnosticadas.existem duas situações distintas: o paciente instável hemodinamicamente(choque hipovolêmico) e o paciente estável hemodinamicamente. e o abdômen deve ser sempre considerado como suspeito.deve-se definir a fonte de perda volêmica.

infundir líquidos adequados e evitar ambientes frios). .são regiões negligenciadas e deve-se proceder a avaliação das mesmas.fazendo com que essa primeira avaliação não seja muito sensível.orifícios de projéteis ou feridas por arma branca.indica laparotomia exploradora.Exame Físico 1-Inspeção.a palpação e percussão visam diagnóstico de irritação peritoneal que. È importante ressaltar que no exame físico inicial. 2-Palpação e percussão.o paciente pode ter seu nível de consciência alterado por drogas. O dorso do paciente e a região glútea.álcool ou mesmo por TCE.quando positivo. Deve-se procurar áreas de escoriações.equimoses.lembrando-se do cuidado com a prevenção da hipotermia( cobrir o paciente.o paciente deverá ser totalmente despido.

todo politraumatizado deve ser submetido ao toque retal.Deve ser pesquisada.principalmente os que apresentam traumatismo pélvico.de fraturas pélvicas. a presença de útero gravídico nas mulheres em idade fértil.também . 5-Toque vaginal.Portanto todo paciente portador de traumatismo abdominal deve permanecer em observação hospitalar durante as primeiras 24 horas.uma vez que os mesmos podem estar presentes na vigência de hemoperitônio ou de conteúdo gastrointestinal na cavidade.na maior parte dos casos. 4-Toque retal.a procura de ruídos hidroaéreos no traumatizado é inespecífica na avaliação inicial.com avaliações repetidas.em busca de lacerações vaginais decorrentes. Exame Físico . 3-Ausculta.deve ser realizado em todas as mulheres traumatizadas.

Nesses pacientes estão indicadas a uretrografia e.Trauma Abdominal B-Sonda Vesical de Demora.como uretrorragia.a realização de uma citostomia suprapúbica. que é o melhor indicador da perfusão tecidual na avaliação inicial.diante da confirmação de lesão uretral.geralmente repleto de alimentos e/ ou ar nos traumatizados. C-Sonda Nasogástrica .nesses casos a sonda poderá ser passada via orogástrica. A colocação da sonda vesical de demora deve ser evitada se existirem indicativos de lesão uretral.indicada pela hematúria ou pela ausência de urina na bexiga. .e a existência de lesões do trato geniturinário.a colocação da sonda vesical de demora permite 2 informações valiosas: a diurese.Contra indicações ao posicionamento de sonda via nasal são as fraturas de base de crânio e os traumas faciais graves.o uso da sonda nasogástrica nos informa sobre a possibilidade de sangramento no tubo gastrointestinal alto(diferenciar de sangue deglutido nos traumas da face) e descomprime o estômago. hematomas perineal e escrotal e fraturas pélvicas importantes.diminuindo o risco de aspiração.

Não devem ser explorados ferimentos nas regiões lombar(baixa sensibilidade devido á espessa camada muscular) e torácica(risco de pneumotórax) Trauma Abdominal .no intuito de determinar a penetração na cavidade peritoneal(penetração além do plano muscular).no paciente estável hemodinamicamente.DExploração de ferimentosferimentos penetrantes(excetuando-se os decorrentes de projéteis de arma de fogo) na parede abdominal anterior devem .ser explorados cirurgicamente sob anestesia local.

b)Radiografia pélvica. a)Radiografia simples de tórax.esta radiografia pode informar sobre a presença de pneumoperitônio e mostrar sinais de herniação diafragmática.lavado peritoneal diagnóstico ou ultra-sonografia abdominal.também é realizada de rotina no trauma para avaliação da integridade óssea da pelve. Exames Propedêuticos . Além das lesões torácicas.Traumatizados instáveis hemodinamicamente com alto índice de probabilidade de lesão intra-abdominal devem ser encaminhados diretamente para a laparotomia exploradora ou podem ser investigados apenas com radiografia de tórax e pelve.deve ser realizada em todo paciente traumatizado.

utilizando-se um cateter de diálise peritoneal infra-umbilical ou através de técnica fechada.A US pode também fornecer indícios da presença de lesão em órgãos maciços e verificar a presença de hemopericárdio.O LPD é um exame invasivo para detecção de sangramento intraperitoneal altamente sensível(98%).Exames Propedêuticos c)Lavado peritoneal diagnóstico. d)Ultra.pois é executado na sala de emergência. O LPD pode ser realizado pela técnica aberta. . rápido.sonografia abdominal.é um exame que pode ser realizado na sala de emergência e é altamente sensível para a detecção de sangramento intraperitoneal(até 98%).na qual o cateter é inserido através da utilização de fio-guia inserido por punção também na linha infra-umbilical.e que pode ser realizado em qualquer paciente.

retroperitônio e lesões pancreáticas.mas só pode ser realizada em pacientes hemodinamicamente estáveis.uma vez que requer transferência para a sala de exame e consome maior tempo para sua realização. f)Exames laboratoriaispodem ser realizados hemograma completo.e)Tomografia computadorizada abdominal.glicemia.gasometria arterial. Exames Propedêuticos .a TC do abdômen é o exame mais sensível na detecção de lesões de órgãos maciços. pneumoperitônio.amilase(quando elevada sugere lesão de pancreática).

e)sinais de irritação peritoneal.g) retropneumoperitônio ao Rx de abdômen ou TC de abdômen.c)trauma penetrante no abdômen com choque hipovolêmico.b) trauma abdominal contuso com hipotensão e LPD ou US positiva para líquido livre na cavidade. f)pneumoperitônio ao Rx de tórax ou TC de abdômen.d)pacientes apresentando evisceração.h)extravasamento de contraste radiológico nos estudos radiológicos ou tomográficos gastrointestinais.são elas: a)trauma abdominal por arma de fogo com penetração do projétil na cavidade peritoneal(mais de 95% dos casos apresentam lesões intraperitoneais).Indicações de Laparotomia Algumas situações no trauma abdominal são indicativas de laparotomia exploradora sem outros exames propedêuticos. .

uma vez que é responsável por grandes perdas volêmicas e por graves lesões viscerais. O exame da pelve é baseado na palpação dos ossos(ílio.ísquio e púbis) á procura de fraturas e instabilidade do anel pélvico e deve ser completado com radiografia da pelve em AP. Trauma pélvico .de partes moles(musculatura pélvica)e do sistema vascular local(vasos ilíacos e plexo venoso sacral). As fraturas e/ou luxações pélvicas levam á hipovolemia pelo sangramento oriundo de extremidades ósseas.Todo paciente politraumatizado em hipovolemia deve ter sua pelve avaliada como possibilidade de fonte de sangramento.O trauma pélvico tem especial importância.

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