Estrutura e Organização do Ensino Nacional

Constituição Federal de 1988 LDBEN 9.394/1996 Documentos curriculares: legais e norteadores

Unidade Curricular: Gestão e Organizaçã Escolar Professora: Viviane Grimm 2010/II

Educação na Constituição de 1988
Localização: CAPÍTULO III DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO Seção I DA EDUCAÇÃO Art. 205 ao Art. 214

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade. VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

VI . inclusive. alimentação e assistência à saúde. importa responsabilidade da autoridade competente. § 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica. § 1º É facultado às universidades admitir professores. § 1º .Art. administrativa e de gestão financeira e patrimonial. § 2º . pesquisa e extensão. III . adequado às condições do educando. pela freqüência à escola. no ensino fundamental. técnicos e cientistas estrangeiros. ou sua oferta irregular.atendimento ao educando.Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental.O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público. às crianças até 5 (cinco) anos de idade.oferta de ensino noturno regular. obrigatório e gratuito. através de programas suplementares de material didático-escolar.207.O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I . § 3º . segundo a capacidade de cada um.progressiva universalização do ensino médio gratuito. II .educação infantil. sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. na forma da lei. preferencialmente na rede regular de ensino.acesso aos níveis mais elevados do ensino. V . . assegurada. em creche e pré-escola. 208. Art. e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino. IV .ensino fundamental. As universidades gozam de autonomia didático-científica. VII . fazer-lhes a chamada e zelar. da pesquisa e da criação artística. transporte.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. junto aos pais ou responsáveis.

211. § 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular.Art.cumprimento das normas gerais da educação nacional. II . de matrícula facultativa. O ensino é livre à iniciativa privada. em matéria educacional. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. nacionais e regionais. (Parágrafo incluído pela Emenda constitucional nº 14. os Estados. . de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos. financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. atendidas as seguintes condições: I . os Estados e os Municípios definirão formas de colaboração. ao Distrito Federal e aos Municípios. § 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. Art. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental. 209. 210. A União.autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. Art.O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. § 1º . de 13/09/96) § 4º Na organização de seus sistemas de ensino. § 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. função redistributiva e supletiva. § 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios.O ensino religioso. § 2º .

nunca menos de dezoito. § 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação.Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. para efeito do cálculo previsto neste artigo. ou pelos Estados aos respectivos Municípios. anualmente. serão considerados os sistemas de ensino federal. nos termos do plano nacional de educação. e os Estados. . recolhida pelas empresas na forma da lei § 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social do salárioeducação serão distribuídas proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de ensino. § 1º .Art. na manutenção e desenvolvimento do ensino. VII. no mínimo. ao Distrito Federal e aos Municípios.Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo.A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório. 208. estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. 213. compreendida a proveniente de transferências.A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados. § 4º . não é considerada. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. A União aplicará. receita do governo que a transferir. § 2º . da receita resultante de impostos. 212. § 3º .

IV . II .promoção humanística. na forma da lei.As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Público. científica e tecnológica do País. § 2º . que: I .formação para o trabalho. visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I . 214.erradicação do analfabetismo.universalização do atendimento escolar. podendo ser dirigidos a escolas comunitárias. 213. definidas em lei. confessionais ou filantrópicas. para os que demonstrarem insuficiência de recursos. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas.Art. ou ao Poder Público. A lei estabelecerá o plano nacional de educação. ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio.assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária. quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando. filantrópica ou confessional. no caso de encerramento de suas atividades. § 1º . de duração plurianual. V . Art.comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação.melhoria da qualidade do ensino. III . II . .

pelas mãos do deputado Otávio Elísio. tendo como relator o deputado Jorge Hage (PSDB/BA). . . .158/88.978 emendas ao projeto.17 projetos correlacionados à proposta de LDB. A Comissão de Educação constitui grupo de trabalho. coordenado pelo deputado Florestan Fernandes (PT/SP).LDBEN 9. ‡ 1989: O projeto é examinado pelas comissões da Câmara os Deputados federais. O grupo de trabalho faz uma série de consultas à sociedade.394/1996 ‡ 1988: Como fruto de várias discussões na sociedade civil/educacional. há entrada na Câmara dos Deputados Federais o primeiro projeto de LDB. projeto 1.7 outros projetos complementos alternativos. surgindo delas: .

‡ 1990: surge a 3ª versão do projeto. dá entrada ao Senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) ‡ 1993: a Comissão de Educação do Senador. indo à plenária no primeiro semestre/91. ‡ O projeto é encaminhado à Comissão de Finanças no segundo semestre/90. 1/10 dos senadores. ‡ Marco Maciel (PFL-PE) também tenciona entrar no Senado com outro projeto de LDB. no mínimo. Fórum Nacional em Defesa da escola Pública mobiliza-se e impede o trâmite. . ou seja 08 senadores). ‡ Senador Darcy Ribeiro (PDT-RJ) Apoiando por marco Maciel. dá parecer favorável ao projeto Darcy Ribeiro (reforma regimental = não precisa passar por plenária. tendo como relator Cid Sabóia de Carvalho (PMDB-CE). retornando à Comissão. sendo então aprovada pela Comissão de Educação => "substitutivo Jorge Hage". onde fica até o primeiro semestre/93. ‡ 1992: Jorge Bornhausen (PSDB-SC) dá entrada em novembro a projeto de lei para o Ensino Superior no Senado. exceto a pedido de. Acordos com Jorge Hage.

No senado. Ministro da Educação. . Projeto Darcy Ribeiro volta a Comissão de Educação e não mais retorna à plenária. o relator da Comissão de Educação para apreciação é Cid Sabóia (primeiro relator do projeto Darcy Ribeiro ) que apresenta novo substitutivo.‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ João Calmon encabeça movimento em prol de discussão em plenária. 1993: Projeto da Câmara é aprovado e vai ao Senado para avaliação final. Senador Jarbas Passarinho (PDS-PA) solicita "questão de ordem" e torna nula a decisão da Comissão de Educação por não ter constado em pauta de trabalhos do dia de sua aprovação. (Murilo Hingel-governo Itamar) é publicamente favorável ao projeto da Câmara dos deputados Federais. conseguindo o dobro de assinaturas. Darcy Ribeiro solicita pedido de "Urgência". preservando a estrutura da Câmara.

enviando-o à Comissão de Constituição e Justiça. O relator da Comissão de Constituição e Justiça é Darcy Ribeiro. é contra os dois projetos. Em dezembro de 1996 o projeto da Câmara. reforma constitucional. 1996: presidente FHC exige que se resolva o impasse. que declara a inconstitucionalidade do projeto.. com alterações do que se considerou inconstitucional. volta à Câmara para envio à presidência que aprova a LDB 9394/96.) Paulo Renato de Souza. O caso toma a mídia. . 1994: quadro político atrasa discussões (eleição FHC. Ministro da Educação de FHC.. Senador Beny Veras (PSDB-CE) alega inconstitucionalidade do projeto da Câmara discutindo no senado.‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Revisão constitucional: defesas sobre a necessidade de aguardo da conclusão de trabalhos de revisão para retornar à discussão do projeto de LDB..

Profissional. Ed.Educação Superior Modalidades .EJA.394/1996 TÍTULO TÍTULO I TÍTULO II TÍTULO III TÍTULO IV TÍTULO V ASSUNTO Da Educação Princípios e Fins da Educação Nacional Direito à Educação e Dever de Educar Da Organização da Educação Nacional Dos Níveis e Modalidades de Educação e Ensino Níveis .Educação Básica: EI.ESTRUTURA DA LDBEN 9. Ed. EF e EM . Indígena Dos Profissionais da Educação Dos Recursos Financeiros Disposições Gerais Disposições Transitórias ARTIGO Artigo 1º Artigos 2º e 3º Artigos 4º ao 7º Artigos 8º ao 20º Artigos 21º ao 60º TÍTULO VI TÍTULO VII TÍTULO VIII TÍTULO IX Artigos 61º ao 67º Artigos 68º ao 77º Artigos 78º ao 86º Artigos 87º ao 92º . Especial. Ed. EaD.

pública e privada. *vinculação educ. . escolar X trabalho X prática social. *valorização da experiência extra-escolar. inspiradas nos princípios de liberdade e solidariedade humana. Título II . *respeito a liberdade/apreço a tolerância.Título I . *coexistência de inst.Da Educação Conceitua a educação na sua forma mais ampla vinculando-a ao mundo do trabalho e a prática social.Princípios e fins da educação Educação dever da família e do Estado.

Direito e dever de Educar Explicita os deveres do Estado para a educação pública: * EF obrigatório Extensão progressiva ao EM. * Inclusão das necessidades especiais na rede regular * Oferta do Ensino Noturno * Padrão de qualidade mínima * Ensino livre a iniciativa privada (desde que cumpra as normas gerais de seu sistema) * EJA com características e modalidades adequadas .Título III.

Lei 5169/98) Opção por integrar o sistema estadual ou com ele comporArtigo 11 Parágrafo Único LEI DO SISTEMA LEGISLATIVO MUNICIPALCÂMARA DOS VEREADORES .Sistema de Ensino SISTEMA FEDERAL LEI DO SISTEMA FEDERAL DE EDUCAÇÃO Decreto Federal 2306/97 SISTEMA ESTADUAL (em SC Lei 170/98) LEI DE SISTEMA Em cada Estado por seu respectivo poder Legislativo ± Câmara do Deputados Estaduais SISTEMA MUNICIPAL (em Blumenau.Título IV .Da Organização da Educação Nacional .

consultivo.CONSELHOS CONSELHOS CONSELHO MUNICIPAIS ESTADUAIS DE NACIONAL DE DE EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO Órgão normativo. deliberativo e Criação e deliberativo e fiscalizador funcionamento fiscalizador. deliberativo normativo. consultivo. Órgão Órgão normativo. e fiscalizador. consultivo. Criação e definidos por lei Criação e funcionamento própria em sua esfera funcionamento definidos por lei própria em sua definidos por lei esfera própria em sua esfera .

Integrantes de cada sistema: SISTEMA FEDERAL *Instituições de Educação Superior Privadas. *Instituições de Educação Federais (de qualquer nível). SISTEMA ESTADUAL *Instituições de Educação Públicas Estaduais. Privadas de EF e EM. . *Instituições de Educação Superior Públicas Municipais. *Órgãos Federais de Educação. *Secretarias e órgãos municipais de educação. *Secretarias e órgãos estaduais de educação. dos Sistemas Municipais que optarem por integrar-se /compor com. *Instituições de Ed. SISTEMA MUNICIPAL * Instituições de Educação Públicas Municipais. * Instituições Privadas de Educação Infantil. *Instituições de Ed.

sobre a freqüência e rendimento dos alunos.informar pai e mãe. 12. terão a incumbência de: I . conviventes ou não com seus filhos. ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual permitido em lei.velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente.articular-se com as famílias e a comunidade. respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino. e.Incumbência dos estabelecimentos de ensino Art. IV .administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. VII .elaborar e executar sua proposta pedagógica.prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento. VI . V .assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola.(Incluído pela Lei nº 10. Os estabelecimentos de ensino. criando processos de integração da sociedade com a escola.287. II . de 2001) . III . de 2009) VIII notificar ao Conselho Tutelar do Município. os responsáveis legais. se for o caso. (Redação dada pela Lei nº 12.013.

Os docentes incumbir-se-ão de: I . além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento. segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. observadas as normas gerais de direito financeiro público. VI ..Incumbência dos docentes e gestão Art. V .participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. II . de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I . IV . . Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica. 15.participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. III .participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino.colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. 13.zelar pela aprendizagem dos alunos.elaborar e cumprir plano de trabalho. Art. II .ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos. Art.estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. 14. à avaliação e ao desenvolvimento profissional.

à Distância e Ed.Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino Níveis de Ensino Educação Básica Educação Superior OBS: Nas disposições gerais a LDB fala da Ed. Indígena Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio Modalidades Educação Profissional Educação de Jovens e Adultos Educação Especial .Título V .

inclusive climáticas e econômicas. sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei. § 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais. períodos semestrais. ciclos. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior.Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino Capítulo II Da educação Básica Art. ou por forma diversa de organização.Título V . . na competência e em outros critérios. alternância regular de períodos de estudos. Art. a critério do respectivo sistema de ensino. tendo como base as normas curriculares gerais. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. grupos não-seriados. 22. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais. 23. § 1º A escola poderá reclassificar os alunos. com base na idade. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando.

que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada. para o ensino de línguas estrangeiras. com aproveitamento. a série ou fase anterior. quando houver. será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I . d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito. com alunos de séries distintas. VI . c) independentemente de escolarização anterior. observadas as normas do respectivo sistema de ensino. ou outros componentes curriculares. A educação básica. excluído o tempo reservado aos exames finais. de preferência paralelos ao período letivo. exceto a primeira do ensino fundamental. e) obrigatoriedade de estudos de recuperação. com as especificações cabíveis. III . exigida a freqüência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação. b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar. declarações de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de cursos. para candidatos procedentes de outras escolas.cabe a cada instituição de ensino expedir históricos escolares. ou turmas. II . para os casos de baixo rendimento escolar. o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial.nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série. 24. desde que preservada a seqüência do currículo. b) por transferência. V . artes. na própria escola.o controle de freqüência fica a cargo da escola.Art. a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. com níveis equivalentes de adiantamento na matéria. distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar. nos níveis fundamental e médio. pode ser feita: a) por promoção. c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado. . conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino. mediante avaliação feita pela escola.poderão organizar-se classes.a carga horária mínima anual será de oitocentas horas.a classificação em qualquer série ou etapa. para alunos que cursaram.a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno. com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais. IV . conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino. VII .

12.12. da economia e da clientela. o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o número de alunos e o professor. obrigatoriamente. Cabe ao respectivo sistema de ensino. § 5º Na parte diversificada do currículo será incluído. (Incluído pela Lei nº 10.Art.793. à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais. de 1º.793. (Incluído pela Lei nº 11. § 2º O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório. é componente curricular obrigatório da Educação Básica.12. de 2008) .2003) III ± que estiver prestando serviço militar inicial ou que. nos diversos níveis da educação básica. § 3o A educação física. de 1º.12.2003) § 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.793. (Incluído pela Lei nº 10. em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar. exigida pelas características regionais e locais da sociedade. dentro das possibilidades da instituição.12.793. integrada à proposta pedagógica da escola.2003) VI ± que tenha prole. 25.2001) § 3o A educação física. Parágrafo único. sendo facultativa nos cursos noturnos. de 1º.2003) IV ± amparado pelo Decreto-Lei no 1. de 12. a ser complementada. de 1º.769. cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar.2003) V ± (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10. § 6o A música deverá ser conteúdo obrigatório.793. da cultura. especialmente das matrizes indígena. de 1º. estiver obrigado à prática da educação física. sendo sua prática facultativa ao aluno: (Redação dada pela Lei nº 10. obrigatoriamente.12.12. 26. § 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger. mas não exclusivo. em situação similar. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum. a partir da quinta série. de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. é componente curricular da Educação Básica. de 1º.12. ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar. estabelecer parâmetro para atendimento do disposto neste artigo. africana e européia. especialmente do Brasil. sendo facultativa nos cursos noturnos. integrada à proposta pedagógica da escola. o estudo da língua portuguesa e da matemática.2003) I ± que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas. (Incluído pela Lei nº 10.2003) II ± maior de trinta anos de idade. é componente curricular obrigatório da educação básica. a carga horária e as condições materiais do estabelecimento. integrada à proposta pedagógica da escola.793. de 1º. por uma parte diversificada. (Redação dada pela Lei nº 10.328.793. de 21 de outubro de 1969. Art.044. (Incluído pela Lei nº 10. do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo. ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar. § 3º A educação física. (Incluído pela Lei nº 10. o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política.

a partir desses dois grupos étnicos. a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil.1.639.1. públicos e privados. em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. de 9.1. de 9. tais como o estudo da história da África e dos africanos.(Incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 11.2003) § 3o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10. em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. resgatando as suas contribuições nas áreas social.(Incluído pela Lei nº 10. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional. (Redação dada pela Lei nº 11. 26-A. de 2008). econômica e política.639.2003) § 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos.Art. de 9. oficiais e particulares. a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.645. de 2008).645. . § 1o O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira. 26-A. resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social. de 9. (Redação dada pela Lei nº 11.639. econômica e política pertinentes à História do Brasil.1.(Incluído pela Lei nº 10.2003) Art. a luta dos negros no Brasil. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio.2003) § 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar. pertinentes à história do Brasil.639. § 2o Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar. torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.645. de 2008).

28. IV .orientação para o trabalho. III . os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região. 27.consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento. ainda. III .adequação à natureza do trabalho na zona rural. II . Art.organização escolar própria.Art.a difusão de valores fundamentais ao interesse social. . as seguintes diretrizes: I . Na oferta de educação básica para a população rural.promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais.conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural. especialmente: I . aos direitos e deveres dos cidadãos. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão. de respeito ao bem comum e à ordem democrática. incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas. II .

.Título VI . Traz determinações de características básicas na formação.Profissionais da Educação Trata da formação mínima exigida para cada nível e em que prazo. Aponta políticas de valorização profissional. Aponta instituições formadoras de profissionais para a educação.

na modalidade Normal (art 62) SOMENTE   Até o final da década da educação quando somente será admitida a formação em nível superior ou por treinamento em serviço ( art 87. Básica far-se-á em nível superior de licenciatura e graduação plena em faculdades e instituições de educação superior (Art.FORMAÇÃO MÍNIMA EXIGIDA ‡ A formação dos docentes para aturar na Ed. 62) ‡ Na EI e quatro primeiras séries do EF:   no nível médio. . parágrafo 4º).

. INSPEÇÃO. 64)  ADMINISTRAÇÃO. ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL e ADMINISTRADOR ESCOLAR. a critério da instituição formadora. A PRÁTICA DE ENSINO NA FORMAÇÃO DOCENTE PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA (Art. SUPERVISÃO. 65) => Prática de ensino de no mínimo trezentas (300) horas. PLANEJAMENTO.FORMAÇÃO PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO PARA (Art. => Cursos de graduação ou pós-graduação.

‡ O notório saber.FORMAÇÃO PARA DOCÊNCIA NO ES (ART. poderá suprir estas exigências.66) ‡ Em nível de pós-graduação. reconhecido pela universidade que tenha doutorado em área afim. prioritariamente em programas de Mestrado e doutorado. .

‡ Condições adequadas de trabalho. inclusive com dispensa remunerada. .Os Sistemas de Ensino Promoverão a valorização dos profissionais da educação mediante (Art. ‡ Ingresso somente por concurso público de provas e títulos na rede pública. ‡ Aperfeiçoamento constante. incluídos na carga de trabalho. 67): ‡ Estatuto e plano de carreira próprio. planejamento e avaliação. ‡ Progressão funcional com base na titulação/habilitação/avaliação de desempenho ‡ Período reservado a estudos. ‡ Piso salarial.

quando exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e modalidades. de 2006) . além do exercício da docência. 201 da Constituição Federal. 40 e no § 8o do art. (Incluído pela Lei nº 11. nos termos das normas de cada sistema de ensino.301. incluídas.(Renumerado pela Lei nº 11.§ 1o A experiência docente é pré-requisito para o exercício profissional de quaisquer outras funções de magistério. são consideradas funções de magistério as exercidas por professores e especialistas em educação no desempenho de atividades educativas. de 2006) § 2o Para os efeitos do disposto no § 5o do art. as de direção de unidade escolar e as de coordenação e assessoramento pedagógico.301.

. Traz o mínimo a ser aplicado anualmente pela União (18%). Órgãos fiscalizadores e funções.TÍTULO VII RECURSOS FINANCEIROS Determina a origem dos recursos públicos destinados a educação. Estados e unicípios(25%). Critérios de fixação de valores a serem aplicados. Critérios de consideração de despesas com o ensino.

Atribui a especificidade ao ensino militar de ser regulado por lei própria.TÍTULO VIII DISPOSIÇÕES GERAIS Contempla: * Ed. Define que serão os Sistemas de Ensino que estabelecerão normas para estágios no Ensino Médio e Ensino Superior. . Indígena e a Ed. Integra as Universidades as Instituições de Pesquisa e ao Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. à Distância. Permite a organização de cursos e instituições experimentais. Direitos na exigência de abertura de concurso público para docência.

Avaliação do Ensino: Uma das Políticas Educacionais da LDB 9394/96 As determinações dessa LDN estão amparadas numa política de educação processual uma vez que introduz mecanismos constantes de avaliação através de programas como SAEM/ENEM/SAEB e Avaliação do Ensino Superior: provão/formação docente/nível de pesquisa/currículo. Política que já traz reflexos. . Rompe com a cultura estanque... O poder público relega às instituições a inteira responsabilidade.

DOCUMENTOS CURRICULARES BRASILEIROS: UMA SOPA DE SIGLAS A documentação curricular produzida no âmbito do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação são as seguintes: DCN Diretrizes Curriculares Nacionais DON .Diretrizes Operacionais Nacionais OE .Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais PCN Parâmetros Curriculares Nacionais PCN:AC Adaptações Curriculares PROEJA Programa nacional de integração da educação profissional com a educação básica na modalidade de educação de jovens e adultos RCN Referenciais Curriculares Nacionais         .Orientações Curriculares OEC .

deverá freqüentar aulas extraclasse para recuperar os estudos. no máximo. foi estipulado para cada módulo. onde o aluno freqüenta núcleos de conteúdos.Estudo de caso A Escola Básica Municipal João Brasileiro com o objetivo de acabar com o problema do alto número de reprovações e de acordo com a proposta Pedagógica da rede municipal de ensino da cidade X promove uma forma de organização do processo ensino-aprendizagem diferenciada. porém ficará condicionado à freqüência e aprovação no núcleo em que não teve desempenho adequado para a conclusão do semestre. independente da escolarização anterior. são avaliados por uma equipe pedagógica da escola e a partir desses resultados. Se o aluno não atingir o mínimo estipulado para o núcleo todo. como forma complementar e optativa. os alunos deverão passar por um exame geral. Em relação ao calendário. 15 alunos. ± A artes não será oferecida. valendo essa nota final mais que as demais notas. o processo de avaliação leva em conta os resultados de cada núcleo de forma que ao final dos semestres. a escola cumpre 800 horas de trabalho em 180 dias de trabalho escolar no ano. . Em relação à transferência de alunos oriundos de outros estabelecimentos de ensino. Ainda. encaminhados ao núcleo/semestre mais adequado. Mas. sendo que o resultado deste exame final se sobrepõe ao do módulo. o ensino da música sim será obrigatório. seja numa unidade do núcleo ou nele todo. por conta do modelo semestral. No caso do aluno não atingir o mínimo estipulado. avança da mesma forma nos núcleos seguintes. O modelo organiza o processo em períodos semestrais. Os aspectos curriculares também sofreram alterações: ± A educação física fará parte dos conteúdos a partir do 6º semestres de estudos. de acordo com o desempenho demonstrado. ± O estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena fazem parte dos conteúdos da artes e da história. Para que a experiência dê certo. pois existem outros programas na rede municipal de ensino que podem ser freqüentados sem custo algum. Outra decisão da escola é sobre o número máximo de alunos por turma.