CAMPOS DE INVESTIGAÇÃO DA FILOSOFIA

Modernamente é a disciplina, ou a área de estudos, que envolve a investigação, a argumentação, a análise, discussão, formação e reflexão das idéias sobre o mundo, o Homem e o ser. Originou-se da inquietude gerada pela curiosidade em compreender e questionar os valores e as interpretações aceitas sobre a realidade dadas pelo senso comum e pela tradição

PERÍODOS E DESENVOLVIMENTO DOS CAMPOS 1. Períodos da Filosofia Greco-Romana • Períodos • Principais Filósofos • Conceitos 1. Campos da Filosofia • Antologia / Metafísica • Lógica • Epistemologia • Ética • Estética

Períodos da Filosofia
1. Período Pré-Socrático 2. Período Socrático ou Antropológico 3. Período Sistemático 4. Período Helenístico ou Greco-Romano

1-

PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO OU COSMOLÓGICO: Do final do século VII ao final do séc.v. a.C quando a filosofia se ocupa fundamentalmente com a origem do mundo e as causas fundamentais com a origem do mundo e as causas das transformação na natureza.

2-

PERÍODO SOCRÁTICO OU ANTROPOLÓGICO: Do final do séc. V e todo século IV a.C quando a filosofia investiga as questões Humanas, isto é, a ética, a política e as técnicas ( em grego, átropos que dizer homem, por isso o período recebeu o nome de antropológico)

3- PERÍODO SISTEMÁTICO: final do século IV ao final do século III a.C reunião e sistematização de tudo quanto foi pensado na cosmologia e antropologia.

4- PERÍODO HELENÍSTICO: ou greco-romano, do final do século III a.C até o século VI d.C. Nesse período a Filosofia se ocupa sobretudo com questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre o homem e a Natureza e de ambos com Deus.

PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO

Os principais filósofos pré-socráticos foram os da Escola Jônica (como Tales de Mileto), Escola Itálica (Pitágoras de Samos), Escola Eleata (Parmênides de Eléia) e Escola da Pluralidade (Demócrito de Abdera). As principais características da cosmologia são: Explicação racional e sistemática sobre a origem, ordem e transformação da Natureza, de modo que, ao explicar a Natureza, também explica a origem e as mudanças dos seres humanos.

Tales de Mileto foi o primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia. Ele é o marco inicial da filosofia ocidental. De ascendência fenícia, nasceu em Mileto, antiga colônia grega, na Ásia Menor, atual Turquia, por volta de 624 a.C. e faleceu aproximadamente em 558 a.C..

Pitágoras foi um filósofo e matemático grego que nasceu em Samos entre cerca do ano 570 a.C. e morreu em Metaponto entre cerca do ano 496 a. C. “terra, ar, água e fogo”

Parmênides de Eléia cerca de 530 a.C. - 460 a.C.) nasceu em Eléia, hoje Vélia, Itália. Foi o fundador da escola eleática (caminho da verdade -alétheia)
• Unidade e a imobilidade do Ser; • O mundo sensível é uma ilusão; • O Ser é Uno, Eterno, Não-Gerado e Imutável

Demócrito de Abdera (cerca de 460 a.C. - 370 a.C) contemporâneo de Sócrates. De acordo com essa teoria, tudo o que existe é composto por elementos indivisíveis chamados átomos "Tudo que existe no universo é fruto do acaso e da necessidade"

Os sofistas se compunham de grupos de mestres gregos que viajavam de cidade em cidade realizando aparições públicas (discursos, etc) para atrair estudantes, de quem cobravam taxas para oferecerlhes educação. O foco central de seus ensinamentos concentrava-se no logos ou discurso, com foco em estratégias de argumentação. Os mestres sofistas alegavam que podiam “melhorar” seus discípulos, ou, em outras palavras, que a “virtude” seria passível de ser ensinada

Isócrates 436 a 338

Os Sofistas foram os primeiros advogados do mundo, ao cobrar de seus clientes para efetuar suas defesas, dada sua alta capacidade de argumentação. São também considerados por muitos os guardiões da democracia na antiguidade, na medida em aceitavam a relatividade da verdade. Hoje, a aceitação do "ponto de vista alheio" é a pedra fundamental da democracia moderna.

PERÍODO

SOCRÁTICO OU ANTROPOLÓGICO
“conhece-te a ti mesmo”

Os principais filósofos socráticos Sócrates, Platão e Aristóteles. As principais características da ANTROPOLOGIA são: investiga as questões humanas, isto é, a ética, a política e as técnicas. Em grego, ântropos quer dizer homem, e por isso este período também é conhecido como antropológico
Sócrates – 470 a.C a 399 a.C Filósofo ateniense, um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental, e um dos fundadores da atual Filosofia Ocidental

Os diálogos de Platão retratam Sócrates como mestre que se recusa a ter discípulos, e um homem piedoso que foi executado por impiedade. Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos, todavia se escalava o belo entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo. Dedicava-se ao parto das idéias dos cidadãos de Atenas, mas era indiferente em relação a seus próprios filhos.
Vídeo sobre a filosofia socrática e ou antropológica

Aristóteles – 384 a.C a 322 a.C
Filósofo Macedônio, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico. Aristóteles figura entre os mais influentes filósofos gregos, ao lado de Sócrates e Platão, que transformaram a filosofia pré-socrática, construindo um dos principais fundamentos da filosofia ocidental. Aristóteles prestou contribuições fundamentais em diversas áreas do conhecimento humano, destacandose: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia, história natural. É considerado por muitos o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental.

Platão – 428 a.C a 347 a.C
Discípulo de Sócrates, fundador da Academia e mestre de Aristóteles. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.

Período Socrático ou Antropológico tornou-se o centro da “Com o desenvolvimento do comércio e das artes militares, Atenas
vida social, política e cultural da Grécia, vivendo seu período de esplendor, conhecido como o Século de Péricles. É a época de maior florescimento da democracia, que possuía duas características de grande importância para o futuro da filosofia”. Em primeiro lugar, afirmava a igualdade de todos os homens adultos perante as leis e o direito de todos de participar diretamente do governo da cidade, da polis. Em segundo lugar, sendo direta e não por eleição de representantes, a democracia garantia a todos a participação no governo, e os que dele participavam tinham o direito de exprimir, discutir e defender em público suas opiniões sobre as decisões que a cidade deveria tomar. Surgia a figura política do cidadão (estavam excluídos da cidadania os chamados dependentes: mulheres, escravos, crianças e velhos. Também estavam excluídos os estrangeiros). Para conseguir que sua opinião fosse aceita na assembléia o cidadão precisava saber falar e ser capaz de persuadir. Com isso, uma mudança profunda vai ocorrer na educação grega. Quando as famílias aristocráticas dominavam a Grécia, elas, valendo-se de dois grandes poetas gregos, Homero e Hesíodo, criaram um padrão de educação que afirmava que o homem ideal ou perfeito era o homem bom e belo

Belo: seu corpo era formado pela ginástica, pela dança e pelos jogos de guerra, imitando os heróis da guerra de Tróia. Bom: seu espírito era formado escutando Homero e Hesíodo, aprendendo as virtudes admiradas pelos deuses e praticadas pelos heróis, a principal delas sendo a coragem diante da morte, na guerra. A virtude (Arete) era própria dos melhores (Aristoi). Quando a democracia se instala, o ideal educativo também vai sendo substituído por outro. O ideal da educação do Século de Péricles é a formação do cidadão. A Arete é a virtude cívica. A nova educação estabelece como padrão ideal a formação do bom orador, aquele que saiba falar em público e persuadir os outros na política. Surgiram então os sofistas, os primeiros filósofos do período socrático. Nomes como: Pitágoras de Abdera, Górgias de Leontini e Isócrates de Atenas. Os sofistas diziam que os ensinamentos dos filósofos cosmologistas estavam repletos de erros e contradições, não tinham utilidade para a vida da polis. Apresentavam-se como mestres da oratória ou de retórica. Ensinavam técnicas de persuasão para os jovens, que aprendiam a defender a posição ou opinião X e depois a posição ou opinião contrário, não-X, de modo que soubessem ter fortes argumentos a favor ou contra uma opinião e ganhassem a discussão.

Sócrates, considerado patrono da filosofia, rebelou-se contra os sofistas, dizendo que não eram filósofos, não tinham amor pela sabedoria nem respeito pela verdade, defendendo qualquer idéia, desde que lhes fosse vantajoso. Corrompiam o espírito dos jovens, pois faziam o erro e a mentira valerem tanto quanto a verdade. Sócrates concordava com os sofistas em um ponto: por um lado, a educação antiga do guerreiro belo e bom já não atendia às exigências da sociedade grega, e , por outro lado, os filósofos cosmologistas defendiam idéias tão contrárias entre si que também não eram uma fonte segura para o conhecimento verdadeiro. Sócrates propunha que, antes de querer conhecer a natureza e persuadir os outros, cada um deveria conhecer-se a si mesmo. Por fazer do autoconhecimento ou do conhecimento que os homens têm de si mesmos a condição de todos os outros conhecimentos verdadeiros, é que se diz que o período socrático é antropológico. Sócrates fazia perguntas sobre as idéias, valores nos quais os gregos acreditavam que julgavam conhecer. Suas perguntas deixavam os interlocutores embaraçados, irritados, curiosos, pois, quando tentavam responder ao célebre “o que é”, descobriam, surpresos, que não sabiam responder e que nunca tinham pensado em suas crenças, seus valores e suas idéias.

Período Sistemático
Final ao Séc. IV ao final do século III. A.C, quando a filosofia busca reunir e sistematizar tudo quando foi pensado sobre Cosmologia e a Antropologia, interessando-se sobretudo em mostrar que tudo pode ser objeto do conhecimento filosófico, desde que as leis do pensamento e de suas demonstrações estejam firmemente estabelecidas para oferecer os critérios da verdade

Período Helenístico
do grego, hellenizein – "falar grego", "viver como os gregos"

Também conhecido com Greco-Romano, final do séc. -III A.C até o século VI depois de Cristo. Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento dos primeiros Padres da Igreja, a filosofia se ocupa, sobretudo com questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre o homem e a natureza e de ambos com Deus

Período Helenístico - Desenvolvimentos
O Ceticismo "olhar à distância", "examinar", "observar" é a doutrina que afirma que não se pode obter nenhuma certeza a respeito da verdade, o que implica numa condição intelectual de dúvida permanente e na admissão da incapacidade de compreensão de fenômenos metafísicos, religiosos ou mesmo da realidade. O Cinismo foi uma corrente filosófica fundada por um discípulo de Sócrates, chamado Antístenes, e cujo maior nome foi Diógenes de Sínope, por volta de 400 a.C., que pregava essencialmente o desapego aos bens materiais e externos.O termo passou à posteridade como adjetivação pejorativa de pessoas sem pudor, indiferentes ao sofrimento alheio. O Estoicismo é uma doutrina filosófica que afirma que todo o universo é corpóreo e governado por um Logos divino. A alma está identificada com este princípio divino, como parte de um todo ao qual pertence. Este lógos (ou razão universal) ordena todas as coisas: tudo surge a partir dele e de acordo com ele, graças a ele o mundo é um kosmos (termo que em grego significa "harmonia").

Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, Epicuro propunha
uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinônimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento, etc.

Campos da Filosofia

Metafísica: Concerne os estudos daquilo que não é físico (physis), do conhecimento do ser (ontologia), do que transcende o sensorial e também da teologia.

Ex.: psicologia, psicoanálise

Lógica: A busca da verdade, seu questionamento, a razão.
• regras gerais do pensamento correto e verdadeiro, independentemente dos conteúdos pensados; • regras para demonstração científica verdadeira; • regras para o pensamento não científico; • regras sobre o modo de expor os conhecimentos; • regras para verificação da verdade ou falsidade de um pensamento. etc

Epistemologia do grego ἐπιστήμη [episteme], ciência, conhecimento; λόγος logos], discurso : É um ramo da Filosofia que trata dos problemas filosóficos relacionados à crença e ao conhecimento Estudo do conhecimento, teoriza sobre a própria ciência e de como seria possível a apreensão deste conhecimento.

Ex.: descrição positivista da história

Ética: é parte do conhecimento prático já que nos mostraria como devemos viver e agir.
•Estudo dos valores morais (as virtudes), da relação entre vontade e paixão, vontade e razão; • Finalidades e valores da ação moral; • Idéia de liberdade, responsabilidade, dever, obrigação

Estética: A busca do belo, sua conceituação e questionamento. O entendimento da arte.
• Estudo das formas de arte, do trabalho artístico; • Idéia de obra de arte e de criação; • Relação entre matéria e forma nas artes; • Relação entre arte e sociedade, arte e política, arte e ética;

Filosofia Antiga •Os Pré-Socráticos •Sócrates e os Sofistas •Platão e Aristóteles •Helenismo Ceticismo Cinismo Estoicismo Epicurismo •Neoplatonismo Filosofia Medieval e Escolástica Renascimento e Humanismo Filosofia Moderna e Filosofia Contemporânea Racionalismo Empirismo Iluminismo Liberalismo Marxismo

Positivismo Utilitarismo Materialismo Idealismo Niilismo Pragmatismo Fenomenologia Existencialismo Estruturalismo Teoria Crítica e Escola de Frankfurt Pós-estruturalismo Pós-modernismo

Filosofia analítica Filosofia continental Filosofia da Libertação Filosofia da Arte Filosofia da Religião Antropologia filosófica Filosofia Política Filosofia da Economia Filosofia do Direito Filosofia da Educação Filosofia da Informação Filosofia da História Filosofia da Linguagem Filosofia da Matemática Filosofia da Mente Filosofia da Física Filosofia da Ciência Filosofia cristã

• O conhecimento sensorial ou sensação e percepção; • A Memória e a Imaginação; • O conhecimento intelectual; • A idéias de verdade e falsidade; • A idéia de ilusão e a realidade, formas de conhecer o espaço e o tempo, formas de conhecer relações; • Conhecimento ingênuo e o conhecimento cientificam; • Diferenças entre conhecimento científico e filosófico.

TEORIA DO CONHECIMENTO OU ESTUDO DAS DIFERENTES MODALIDADES DE CONHECIMENTO HUMANO:

• Estudo sobre a natureza do poder e da autoridade; •idéia de direito, lei, justiça, dominação, violência; •Formas de regimes políticos e suas fundamentações; •Nascimento e formas do Estado, idéia autoritárias, conservadoras, revolucionárias e libertárias; • Teorias da revolução e da reforma; análise critica das ideologias.

Filosofia Política