Turismo em Espaço Rural

Tra b a lh o re a liza d o p o r: An d ré Go n ç a lve s n º 3 Ch ris t o p h e r Ha rve y n º 8 De lt h a Lo we n º 1 0 Ra fa e l Ca va c o n º 2 3

Índice
— Turismo Em Espaço Rural
— Características — Diferentes modalidades — Interesse pelo turismo no espaço rural — Contribuições do TER para o desenvolvimento das áreas rurais

Ob je c t ivo : Eq u a c io n a r o im p a c t o d o t u ris m o n a s á re a s ru ra is
Ale n t e jo

O Turismo no Espaço Rural é o conjunto de actividades, serviços de alojamento e animação a turistas, em empreendimentos de natureza familiar, realizados e prestados mediante remuneração, em zonas rurais. O Turismo em Espaço Rural (TER) é uma das formas de turismo mais recentemente desenvolvidas em Portugal, aproveitando a disponibilidade de residências rurais tradicionais, por vezes monumentais e sempre de grande interesse patrimonial. Esta forma de turismo caracterizada fundamentalmente pelo acolhimento familiar, permite um contacto mais directo com a natureza, com as populações, seus usos e costumes. Os turistas dispõem de serviços especialmente personalizados e podem usufruir de um vasto património natural e cultural.

Turismo no Espaço Rural

Características do Turismo em Espaço Rural (TER)
Ø Situado sempre em zonas rurais compreendidas como as áreas com ligação tradicional e significativa à agricultura ou ambiente e paisagem de carácter vincadamente rural; Ø Considerado como um conjunto de actividades e serviços realizados e prestados mediante remuneração em zonas rurais, segundo diversas modalidades de hospedagem, de actividades e serviços complementares de animação e diversão turística, com vista a proporcionar aos turistas uma oferta completa e variada; Ø À escala rural do ponto de vista da dimensão e das características arquitectónicas e dos materiais construtivos típicos da região; Ø Ligado às estruturas sociais ditas tradicionais, isto é, as que conservam as características gregárias, os valores, modos de vida e de pensamento das comunidades rurais baseadas em modelos de agricultura familiar; Ø Sustentável, na medida em que o seu desenvolvimento deve ajudar a manter as características rurais da região, utilizando os recursos locais e os conhecimentos vindos do saber das populações e não ser um instrumento de urbanização; Ø Diferenciado de acordo com a diversidade do ambiente, da economia e com a singularidade da história, das tradições e da cultura populares;

Diferentes modalidades do TER

Tu ris m o Cu lt u ra l En o t u ris m o Tu ris m o Cin e g é t ic o Tu ris m o d e Na t u re za Tu ris m o d e Ave n t u ra

É possível isolar os principais factores que suscitam o desenvolvimento de uma procura crescente:

— Níveis de instrução da população; — Interesse crescente pelo património; — Aumento dos tempos de lazer; — Melhoria das infra-estruturas de acesso e das comunicações; — Maior sensibilidade para as questões ligadas à saúde e ao seu realcionamento com a natureza; — Abertura e receptividade ás questões ecológicas; — Maior interesse pelas especialidades gastronómicas de cariz tradicional; — Valorização da autentacidade; — Busca da paz e tranquilidade; — Procura da diferença e das soluções individuais por oposição ás proposições de massa; — Aumento do papel das entidades ligadas ao desenvolvimento rural.

Alc o u t im

Turismo Rural
— O serviço de hospedagem prestado a turistas em casas rústicas particulares, utilizadas simultaneamente como habitação do proprietário e que, pela sua traça, materiais construtivos e demais características, se integram na arquitectura típica regional. —

Qu in t a d a Me s q u it a -

Ca s t ro Ma rim – Qu in t a d a Fo rn a lh a

Ca s a Vin c e n t in a Od e c e ixe

Turismo de Habitação

Turismo de habitação é caracterizado por ter, principalmente, casas apalaçadas ou residências de reconhecido valor arquitectónico, artístico ou histórico. Normalmente estas casas são grandes, luxuosas, mobiladas e decoradas com classe, de modo a representar uma determinada época, normalmente solares e casas apalaçadas. Normalmente , o serviço de hospedagem de natureza familiar, prestado a turistas em casas antigas particulares.

Co n ve n t o d e Sa n t o An t ó n io - Ta vira Ca s a d a Tim p e ira – Trá s -o s Mo n t e s Ca s a d o Te rre iro d o Po ç o -

Casa de Estoi

Agroturismo

Agroturismo é o serviço de hospedagem prestado a turistas em casa particulares integradas em explorações agrícolas, que permitam aos hóspedes o acompanhamento e conhecimento da actividade agrícola ou a participação nos trabalhos aí desenvolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pelo responsável das casas e empreendimentos.

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Ca s a d a Ca c e la Alg a rve

Mo n t e d a s Co rt e lh a s

Olh o s d e Ág u a

Ca s a D’Alva d a

Este tipo de turismo tem preocupações ambientais e pretende gerar benefícios de forma a promover a conservação ambiental, a protecção de espécies vegetais e animais gerando, assim, um destino sustentável, ou seja, a satisfação das necessidades do Homem sem comprometer a satisfação das necessidades futuras. É necessário ter como apoio os recursos endógenos promovendo desta forma a interacção entre turistas e residentes.

Factores de desenvolvimento do agro-turismo:

— O agro-turismo está em permanente desenvolvimento e são vários os factores que estão na sua origem: — O aparecimento da circulação do automóvel — A evolução dos salários reais anuais — A tendência para um certo nivelamento económico, pela atenuação das grandes disparidades entre categorias profissionais — A redução da duração dos horários de trabalho — A extensão da escolaridade obrigatória, os seguros sociais, os abonos de família — A monotonia das profissões actuais — etc.

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Turismo de Aldeia

Este tipo de turismo está ligado às aldeias históricas. Estas aldeias têm de ter mais de 5 casas tradicionais da região, e as aldeias têm de ter interesse histórico e cultural. Neste tipo de turismo, os turistas têm a oportunidade de pernoitar numa dessas casas, possibilitando um conhecimento mais profundo acerca das tradições, da gastronomia, da cultura e de marcos e símbolos dessa aldeia. Este projecto pretende proporcionar aos turistas a descoberta de uma forma diferente de fazer turismo, convidando uma estadia em total independência na natureza. Isto proporciona alojamento típico, paisagens naturais e ambiente sereno.

Silve s

Hotel Rural

Este estabelecimento não tem que ser obrigatoriamente, uma casa ou palácio que já esteja construído, desde que tenha a arquitectura típica da região, pode ser um edifício novo, moderno, tem que a grandeza de um hotel.

Ho t e l Ru ra l Qu in t a d o s Po e t a s - Olh ã o

Hotel rural é um tipo de turismo rural, que consiste num estabelecimento hoteleiro situado num espaço rural.

Ho t e l Ru ra l d a La m e ira - Ale n t e jo

Quinta dos Poetas

Casas de Campo

Casa de campo são casas particulares, localizadas em zonas rurais (cidade histórica, numa aldeia, no campo). Estas casas prestam um serviço de hospedagem, embora normalmente os próprios proprietários habitam essa mesma casa. As casas de campo, são feitas de materiais típicos dessa zona e também apresentam uma arquitectura típica. Quando essa casa se situa numa aldeia e seja explorada de uma forma integrada, por uma única entidade, é considerado como turismo de aldeia. Normalmente estas casa, são casa que prestavam serviços (ex: casas de vigilância das fronteiras na Guadiana), que foram transformadas em casa de campos, estas casa as vezes apresentam paisagens espectaculares da zona. As casas de campo, são encantadas pela simplicidade do turismo rural e do agroturismo, estas casas são refúgios de famílias, que querem escapar das grandes cidades e viver um bocadinho dentro da beleza e tranquilidade do campo.

Ca s a Gra n d e d e Alc a ria Co va -

Ca s a d o La vra d o r Od e le it e

Turismo de Natureza

O turismo de natureza consiste no contacto dos turistas com a natureza. Estes, procuram paisagens maravilhosas, sossego, espécies únicas no seu habitat natural (como os lobos ibéricos e o cavalo garrano), e esperam sensações únicas ao contactar com a natureza. As actividades organizadas pelos impulsionadores do turismo de natureza são, principalmente, passeios pedestres, a cavalo, de bicicleta. No entanto, também são organizadas escaladas, encontros de parapente, entre outros.

Por exemplo, no Parque Natural da Serra da Estrela têm actividades que consistem em plantar um milhão de carvalhos, passeios pelo parque (com o objectivo de observar aves de rapina e outros animais na vida selvagem) em que muitas vezes se utilizam raquetas de neve, provas de orientação… Outros parques seguiram este exemplo, como o Parque Natural do Vale do Guadiana, Parque Natural da Peneda-Gerês, entre outros, e começaram também a organizar passeios, como os passeios a cavalo no território dos Lobos Ibéricos, que tem obtido excelentes críticas. Este tipo de turismo é, principalmente organizado por Parques Naturais, Reservas, e está aliado, de certa forma ao eco-turismo, pois nas excursões organizadas são passados ensinamentos acerca da preservação da natureza.

Plano Nacional de Turismo de Natureza
— “Tendo em conta que a actividade turística necessita sempre de um espaço físico (natural e cultural) para o seu desenvolvimento, uma vez que é este que providencia as atracções para os turistas, a sua implementação deve ser baseada em critérios de sustentabilidade, pelo que face as estas duas ordens de razões foi criado o Programa Nacional de Turismo de Natureza, PNTN.

— O PNTN, que resultou de uma parceria pioneira em Portugal entre as Secretarias de Estado do Ambiente e do Turismo, foi definido através da Resolução de Conselho de Ministros nº 112/98, de 25 de Agosto, e é exclusivo da Rede Nacional de Áreas Protegidas, RNAP. O PNTN faz parte de um conjunto de orientações políticas internacionais direccionadas para o desenvolvimento sustentável destas áreas, que no caso particular do turismo visa permitir a recuperação e conservação do património natural e cultural apoiado em quatro vectores principais: conservação da natureza, desenvolvimento local, qualificação da oferta turística e Fo n t e : h t t p ://p o rt a l.ic n b .p t /ICNPo rt a l/vPT2 0 0 7 /O+ ICNB/Tu ris m o + d e + Na t u re za /?re s = 1 0 2 4 x7 6 8 diversificação da actividade turística.”

Turismo Cultural

O Turismo cultural é um turismo centrado na apreciação do património arqueológico (achados préhistóricos, grutas, gravuras, antas ou dólmenes, etc.), histórico (ruínas, castelos, muralhas, templos, etc.) e etnográfico (feiras temáticas, feiras medievais, romarias, etc.) das localidades. Com um vasto património edificado, estão a surgir por todo o país circuitos turísticos que exploram várias áreas deste património. A promoção de eventos culturais, como festivais de música, gastronomia, entre outros, deram visibilidade a muitas terras colocando-as no mapa nas rotas
turísticas.    

— NOTÍCIA — Loulé: um Concelho Cultural Segundo André Jordan, presidente do Conselho de Administração da Lusotur, “a Feira do Livro de Vilamoura é um dos eventos em que a Lusotur mais se tem empenhado, numa aposta na vertente cultural do turismo”. Para este responsável de um dos principais empreendimentos do Concelho de Loulé, o apoio da autarquia louletana à II Feira do Livro de Vilamoura é a prova de que “Loulé é hoje um dos municípios portugueses mais empenhados na área cultural, histórica, artística e no ensino”. Para o vereador José Graça, este evento surge na altura certa já que “este é o período do ano em que o Algarve é visitado por milhares de turistas”, daí que este seja um evento destinado não só aos residentes mas a todos os visitantes. A II Feira do Livro de Vilamoura é mais um evento que vem reforçar a actividade cultural no concelho de Loulé durante os meses de Verão, “altura em que muitas associações culturais e recreativas desenvolvem grande parte dos seus eventos”. José Graça salientou ainda o papel que a Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen tem desempenhado em termos culturais, nomeadamente no que respeita “ao lançamento de livros e à presença de muitos autores”. — Fonte: CM de Loulé, 24-Jul-2003~

— http://www.algarvedigital.pt/algarve/modules.php?op=modload&name=News

Turismo de Aventura
É uma forma de turismo, que tem como objectivo a prática de uma ou varias actividades de aventura de carácter recreativo. Estas actividades podem ocorrer em qualquer espaço, seja ele rural, construído, urbano, uma área protegida ou não. As actividades exercidas são normalmente desportos radicais (ex: rafting, BTT, rapel, mergulho, caminhadas, etc.). Em Portugal o turismo de aventura normalmente e praticado em quintas ou herdades.

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Turismo Cinegético
O turismo cinegético é o turismo realizado no espaço rural e que visa a pratica da caça desportiva estando muitas vezes ligado a pesca desportiva visto que a maioria dos caçadores também são pescadores aproveitando desta maneira uma deslocação para caçar e para pescar. O turismo cinegético é um tipo de turismo que é dirigido principalmente para os caçadores mas também para as suas respectivas famílias visto que muitas quintas, herdades de turismo cinegético oferecem inúmeras actividades para além das caçadas.

Enoturismo

O enoturismo é uma actividade turística que tem como principal objectivo a apreciação do sabor e do aroma dos vinhos bem como nas tradições e culturas das localidades onde são produzidos os vinhos. O enoturismo é dos tipos de turismo que mais contacto com a natureza e a cultura das regiões onde é praticada visto que através deste tipo de turismo, o turista tem a possibilidade de ficar a conhecer a historia, cultura, tradições das regiões bem como todo o processo de produção das viniculturas podendo inclusive participar nas etapas de produção sendo o mais comum os turistas participarem nas vindimas e na vinificação sendo a região dos Vinhos Verdes, Douro e Alentejo. O enoturismo surgiu como uma tentativa de dinamizar as regiões produtoras de vinho visto que estas na sua maioria são regiões com fracas densidades populacionais e bastante envelhecida não havendo portanto um investimento para a criação de empregos, assim o enoturismo surge como um complemento a vinicultura registando um papel bastante importante nas regiões sendo em muitas regiões a única fonte de rendimentos para a população juntamente com a vinicultura. Portugal sendo a quinto maior produtor de vinhos da união europeia e com fortes tradições nas culturas de vinhas o que se traduz em vinhos de grande qualidade faz com que Portugal seja dos países mais procurados para este tipo de turismo.

As Rotas do Vinho
Em Portugal. O projecto das rotas do vinho nasceu em 1993, com a participação do nosso país no programa Dyonisios promovido pela União Europeia. AS Rotas do Vinho são instrumentos privilegiados de organização e divulgação do Enoturismo, existindo actualmente 11 rotas do vinho em Portugal, sendo elas a Rota do Vinho do Porto, dos Vinhos Verdes, do Vinho do Dão, da Vinha e do Vinho do Ribatejo, do Vinho do Alentejo, do Vinho da Bairrada, do Vinho do Oeste, do Vinho da Costa Azul, das Vinhas de Cister, dos Vinhos de Bucelas e Colares e do Vinho da Beiro Interior. As Rotas do Vinho permitem que os visitantes contactem mais facilmente com o mundo rural e os produtores e engarrafadores. Contribuem para a preservação da autenticidade de cada região através da divulgação do património paisagístico, arquitectónico e museológico e da gastronomia, contribuindo para o combate à desertificação e aos constrangimentos de algumas zonas rurais. São também uma solução para a dinamização das regiões demarcadas e a promoção das variadíssimas castas.

— O Projecto – Valorizar o Algarve Rural, pleno de belezas naturais
— Objectivos globais do Projecto

— Dando continuidade ao que no primeiro Projecto estava proposto e não foi executado e tendo igualmente em conta a experiência adquirida trata-se agora de estabelecer um programa de intervenções muito centradas na promoção turística, articulando iniciativas dos principais agentes regionais e instituições, mas que contribuam também para o reforço das principais actividades de suporte e serviços ao turismo em espaço rural, contribuindo-se assim para uma melhoria do nível de vida das populações do interior do Algarve, assentes na valorização contínua e integrada dos seus recursos endógenos, a saber: — Manter uma linha de valorização e promoção do Mundo Rural do Algarve, nomeadamente através da associação ao Algarve Digital através da criação de um site; — Promover a valorização e revitalização do tecido económico, tornando mais competitivas as artes e ofícios tradicionais, assim como os seus produtos, através de uma política assente na revitalização, qualificação, certificação, divulgação e promoção dos mesmos, contribuindo dessa forma para a dinamização e consolidação da actividade económica, aumentando o seu rendimento e a fixação de população; — Promover e valorizar o património histórico, cultural e natural; — Estudo da Dieta Mediterrânica Algarvia; — Organização de um evento de grande impacto e visibilidade - Feira da Dieta Mediterrânica; — Aumentar a apetência turística destes territórios, sustentando o seu desenvolvimento nos recursos endógenos, na restauração recomendada e na promoção e recomendação do alojamento em Espaço Rural; — Aumentar o número de visitantes e dormidas nestes territórios; — Melhorar a qualidade e o nível de vida das populações locais, através da promoção do turismo e actividades relacionadas.

Bibliografia:
— — — — — — — — — — — — — http://www.montesevales.com/ http://www.natureinaction.com/actividades.html http://portal.icnb.pt http://www.agroportal.pt/Turismo/index.htm http://www.algarverural.globalgarve.pt http://www.feriasemportugal.pt http://www.wonderfulland.com http://www.casasnocampo.net http://www.cm-loule.pt http://wwwturihab.pt http://www.center.pt http://www.olhares.com “HORIZONTES” Geografia A 11º ano Porto Editora LOPES, ANTÓNIO ;CARVALHO, MARCO