Noções de metrologia

Metrologia é ciência que estuda a medição.

Vamos Pensar?
Um comerciante foi multado porque sua balança não pesava corretamente as mercadorias vendidas. Como já era a terceira multa, o comerciante resolveu ajustar sua balança. Nervoso, disse ao homem do conserto: Não sei por que essa perseguição. Uns gramas a menos ou a mais, que diferença faz?

Um breve histórico das medidas
Como fazia o homem, cerca de 4.000 anos atrás, para medir comprimentos? As unidades de medição primitivas estavam baseadas em partes do corpo humano, que eram referências universais, pois ficava fácil chegar-se a uma medida que podia ser verificada por qualquer pessoa. Foi assim que surgiram as medidas padrões como polegada, o pé, a palma, a jarda, a braça etc.

Jarda Inglaterra a jarda era a distância entre o nariz do rei e a extremidade de seu polegar .

Outras Medidas o pé era o comprimento de seu pé. Diversas outras unidades de comprimento tiveram os nomes de outras partes do corpo humano .

padrão da região onde morava Noé. aproximadamente. medidas em côvados. O côvado era uma medida. 66cm. lê-se que o Criador mandou Noé construir uma arca com dimensões muito específicas. E lá. Côvados da humanidade. . e é equivalente a três palmos.Um pouco de História O Antigo Testamento da Bíblia é um dos registros mais antigos da história. no Gênesis.

os egípcios usavam.Há cerca de 4. .000 anos. o cúbito: distância do cotovelo à ponta do dedo médio. como padrão de medida de comprimento.

então.Primeira Definição de Metro Metro: Estabelecia-se. que a nova unidade deveria ser igual à décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre. .

MÚLTIPLOS DO METRO .

.

Normalização e Qualidade Industrial). o padrão do metro em vigor no Brasil é recomendado pelo INMETRO. assim definiu o metro: . Hoje. outras modificações.Definição de Metro Hoje Ocorreram. baseado na velocidade da luz. de acordo com decisão da 17ª Conferência Geral dos Pesos e Medidas de 1983. O INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. ainda. em sua resolução 3/84.

Medidas Inglesas .

1 pé = 12 polegadas 1 jarda = 3 pés 1 milha terrestre = 1.760 jardas .

Leitura de medida em polegada .

Unidade de Massa .

Pressão .

Temperatura .

.

Força .

cuja finalidade principal era a de estabelecer padrões mínimos de aceitação referentes ao sistema da qualidade das empresas. . com a tarefa de elaborar um conjunto de normas. talvez não se imagina que tal conjunto de normas seria tão divulgado e aplicado ao redor do mundo.NBR ISO 9001:2000 Em 1979 um grupo de trabalho foi criado pela ISO (Organização internacional para Normalização).

O objetivo de tais normas é garantir o estabelecimento de critérios para as relações de clientes e fornecedoras. As outras normas existentes podem ser consideradas como guias de apoio à implementação do Sistema da Qualidade adotado. sendo as únicas que podem ser utilizadas para efeito de auditorias. . em um processo de venda e compra.

.O que significa ISO? ISO vem do grego ³isos´ e significa igualdade. homogeneidade ou uniformidade.

É a mais completa de todas. . ISO 9002 e ISO 9003) A ISO 9001 era aplicada quando a empresa necessitar garantir a conformidade em relação às atividades de projeto. instalação e serviços. desenvolvimento.Até a edição de 1994 existiam 3 normas (ISO 9001. possuindo 20 requisitos básicos. produção. instalação e serviços associados. A ISO 9002 era aplicada quando a empresa necessitar garantir a conformidade em relação às atividades de produção.

somente.A ISO 9003 era aplicada quando a empresa necessitar garantir a conformidade em relação. à inspeção e ensaios finais. .

.O que significa Certificado ISO 9001:2000 ? Consiste em uma avaliação geral do sistema da qualidade das empresas por uma entidade especializada e independente.

Os seguintes documentos compõem a família ISO 9001:2000 NBR ISO 9001:2000 : Sistemas de gestão da qualidade .Requisitos NBR ISO 9004:2000 : Sistemas de gestão da qualidade Diretrizes para melhorias de desempenho NBR ISO 19011:2002 : Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou ambiental ABNT NBR ISO 10012:2004 : Comprovação Metrológica para Equipamentos de Medição NBR ISO 9000:2000 : Sistemas de gestão da qualidade Fundamentos e vocabulário .

coordenadores de setores. articulação e aprovação dos procedimentos.Indicação dos responsáveis: grupo dirigente.Inicio das auditorias internas. 4 .Procedimentos estabelecidos e documentados. e definição dos termos da auditoria.Etapas para obtenção do certificado 1 . implementação dos procedimentos.Primeiro esboço do Manual da Qualidade: procedimentos para as melhorias recomendadas. indicação das áreas a serem melhoradas e estabelecimento do grupo de documentação.Decisão e compromisso gerencial. 5 . divulgação para toda empresa. . 3 . 2 .

.6 . obrigatoriamente independente da ISO.Visita inicial do órgão certificador: revisão e aprovação do Manual da Qualidade. auditorias e ações corretivas. 7 .Pré-auditoria: correção das deficiências e não conformidades. 8 .Auditoria final. 9 . a ser efetuada por um órgão ou empresa credenciada como certificador.Certificação.

Operação destinada a fazer com que um instrumento de medição tenha desempenho compatível com seu uso. a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição ou sistema de medição ou valores representados por uma medida materializada ou material de referência. sob condições especificadas. CALIBRAÇÃO . . .I. e os valores correspondentes das grandezas estabelecidos por padrões.Conjunto de Operações que estabelece.Terminologia na metrologia Os termos mais utilizados dentro da área de instrumentação de acordo com V.M.Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia são: AJUSTE .

ESTABILIDADE .ERRO .Aptidão de um instrumento de medição em conservar constantes suas características metrológica ao longo do tempo.Grau de concordância entre o resultado de uma medição e um valor verdadeiro do mensurando. corpo ou substância que pode ser qualitativamente distinguido e quantitativamente determinado .Atributo de um fenômeno. GRANDEZA . EXATIDÃO .Resultado de uma medição menos o valor verdadeiro do mensurando.

Parâmetro. .Medida materializada. mas que afeta o resultado da medição deste. PADRÃO . realizar. instrumento de medição. associado ao resultado de uma medição.Grandeza submetida à medição.GRANDEZA DE INFLUÊNCIA . que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser fundamentalmente atribuídos a um mensurando. conservar ou produzir uma unidade ou um ou mais valores conhecidos de uma grandeza para servir como referência. INCERTEZA DA MEDIÇÃO . MENSURANDO .Grandeza que não é o mensurando. material de referência ou sistema de medição destinado a definir.

.PADRÃO PRIMÁRIO . PADRÃO SECUNDÁRIO .Padrão cujo valor é estabelecido por comparação com padrão primário da mesma grandeza.Padrão que é designado ou amplamente reconhecido como tendo as mais altas qualidades metrológicas e cujo valor é aceito sem referência a outros padrões de mesma grandeza.

medição e ensaios devem ser utilizados de tal forma. Os equipamentos de inspeção. medição e ensaios (incluindo software de ensaio) utilizados pelo fornecedor para demonstrar a conformidade do produto com os requisitos especificados.NBR ISO 9001:2000 e metrologia O fornecedor deve estabelecer e manter procedimentos documentados para controlar. que assegurem que a incerteza das medições seja conhecida e consistente com a capacidade de medição requerida. . calibrar e manter os equipamentos de inspeção.

contra equipamentos certificados que tenham uma relação válida conhecida com padrões nacional ou internacional reconhecidos. a base utilizada para calibração deve ser documentada . medição e ensaios com exatidão e precisão necessárias Identificar todos os equipamentos de inspeção. medição e ensaios que possam afetar a qualidade do produto e calibrá-los e ajustá-los a intervalos prescritos. Quando não existirem tais padrões.Procedimento de controle Determinar as medições a serem feitas e a exatidão requerida e selecionar os equipamentos apropriados de inspeção. ou antes do uso.

método de conferência. medição e ensaios. para mostrar a situação da calibração . freqüência de conferência. incluindo detalhes como: tipo do equipamento. localização. medição e ensaios com um indicador adequado. dentificação única.Definir os procedimentos empregados para a calibração de equipamentos de inspeção. critérios de aceitação e a ação a ser tomada quando os resultados forem insatisfatórios Identificar equipamentos de inspeção. ou registros de identificação aprovados.

.ABNT NBR ISO 10012:2004 Objetivo desta norma é : Assegurar que medições sejam realizadas com a exatidão pretendida. Aplicar-se apenas a equipamentos de medição utilizados na demonstração da concordância com a especificação. Especificar as principais características do sistema de comprovação a ser utilizado para os equipamentos de medição do fornecedor.

Prestadores de serviço de aferição. .Onde aplicar a ABNT NBR ISO 10012:2004 ? Laboratórios de ensaio. Outras organizações. Laboratórios possuidores de um sistema da qualidade em conformidade com o ISO Guide 25 Fornecedores de produtos serviços possuidores de um sistema da qualidade no qual resultados de medição são utilizados para demonstrar conformidade com requisitos especificados nas normas ISO 9001:2000.

Os mais importantes. são: tipo de equipamento recomendações do fabricante dados de tendência conseguidos por registros de aferições anteriores registro histórico de manutenção e assistência técnica . um grande número de fatores influência a freqüência de calibração.Quando devo calibrar meus instrumentos? De acordo com a Norma NBR ISO 10012:2004.

Escolha inicial dos intervalos de comprovação Recomendação do fabricante do equipamento Extensão e severidade de uso Influência do ambiente Exatidão pretendida pela medição .

Métodos para análise crítica dos intervalos de comprovação Método do ajuste automático Método do gráfico de controle Método do tempo de uso .

dentro de uma planta de processos. .Tagname O Tagname ou Tag é um código alfanumérico cuja finalidade é a de identificar equipamentos ou instrumentos.

de forma clara e objetiva uma dada área produtiva na sua totalidade ou parcialmente. uma fábrica em sua totalidade ou somente as partes de interesse. instrumentos.Estrutura hierárquica da planta 0bjetivos: Como objetivo de auxiliar a definição e os procedimentos que interligam uma planta de processo. vasos. . torna-se necessário adotarmos uma filosofia que permita dividir hierarquicamente todas as partes de uma planta de processos. com os recursos que este possui. explica quais são as divisões suficientes. painéis e outros. Esta filosofia a qual chamaremos de ESTRUTURA IERÁRQUICA DA PLANTA. em atendimento ao projeto a ser desenvolvido. para definir. ou seja. válvulas. tais como: tanques.

‡ PLANTA ‡ ÁREA ‡ SETOR ‡ GRUPO ‡ INSTRUMENTOS/ EQUIPAMENTOS .

. Dentro da planta estão envolvidos todos os demais locais que serão objetos de estudos de divisão para efeito de tagueamento. os contenham ou não elementos que serão objetos de identificação Intencional. a Planta concentra todos os locais existentes na implantação. Portanto. ou seja. que devem ser tagueados.Planta O termo Planta define por si só a implantação como um todo.

Área A área define dentro da região um setor específico. que será tomada como uma identidade e submetida a subdivisões que permitam de forma lógica uma divisão que procura contemplar a execução de atividades específicas do processo. .

Setor O Setor divide dentro da área locais específicos de execução de urna fase do processo. . Dentro do setor podem ou não existir vários equipamentos de operação diversificada que podem ter sua identidade própria.

Grupo
O grupo define o menor conjunto do processo que possui em geral a característica de executar urna tarefa definida. Assim sendo, pode ser urna máquina ou um conjunto de equipamentos que execute uma função específica. Por exemplo, um grupo de tanques que contenha suas bombas, agitadores, motores, indicadores, transmissores ou outros medidores ou ainda uma ou várias malhas de controles relativas a este grupo de tanques.

Equipamentos
Bombas, vasos, tanques, vibradores, misturadores, pasteurizadores, silos, motores, clarificadoras, máquinas diversas e muitas outros. Equipamentos são todos os recursos que uma bomba, por exemplo, têm para realizar urna determinada tarefa produtiva mesmo que esta seja ligada indiretamente à fabricação de um determinado produto.

Instrumentos
Indicadores, controladores, registradores, sensores, variadores, atuadores, transmissores, conversores, válvulas de controle e etc. Instrumentos são, portanto, todos os dispositivos utilizados para medir, registrar, monitorar e/ou controlar as variáveis de processo de uma determinada planta industrial ou não.

são necessários: ‡ Lay-out Geral da Unidade Fabril (Planta) ‡ Fluxograma Operacional ou Fluxogramas de Processos .Divisão da fábrica para tagueamento A fim de que se promova o tagueamento. dois documentos básicos.

Este documento vai permitir definir a localização dos equipamentos e instrumentos de um modo geral.No primeiro documento deverão constar todos os locais onde serão implantados equipamentos instrumentos. sejam eles. que estejam ou não ligados diretamente ao processo. prédios ou parte de prédios. independentemente de vir a serem considerados objeto das regras de tagueamento. . por possuírem códigos que direcionam a sua localização.

para completar a identificação. poderá ser acrescido um sufixo. cada instrumento ou função programada será identificada por um conjunto de letras que o classifica funcionalmente e um conjunto de algarismos que indica a malha à qual o instrumento ou função programada pertence. .Tagname para instrumentação De acordo com a norma ISA-S5 e a Norma 8190 da ABNT. Eventualmente.

Formato do Tagname .

(3) Qualquer primeira letra se usada em combinação com as letras modificadoras D (diferencial) . representará uma nova variável medida e a combinação será tratada como primeira letra . F (vazão) ou Q (Totalização ou integração). ou qualquer combinação delas. em lugar de uma combinação de letras. é opcional. (2) A letra não classificada X é própria para indicar variáveis que serão usadas somente uma vez.Notas da tabela (1) O uso da letra U para variáveis ou instrumentos que executam multifunção. poderá ter qualquer significado. Se usada como primeira letra. e qualquer significado como letra subseqüente.

.

.

A figura abaixo mostra tal sistema de controle. O sistema de controle de nível básica mente aplicado é chamado de ³3 elementos´. Em caldeiras de maior porte e de altas pressões não é comum adotar-se um controle de nível. em seu nível médio.Controle de água de alimentação das caldeiras A finalidade deste controle é manter o nível no tubulão da caldeira. no sentido simples de um controlador normal. .

.

sendo tal resultado reajustado automaticamente.Em linhas gerais. . se necessário. pelo nível do próprio tubulão. tal controle consiste na comparação de vazão de demanda de vapor com a vazão de entrada de água para alimentação da caldeira.

.

Algarismos significativos .

6cm .5 u Fração de u = 0.4 u Nenhum dos três estada errado ! Portanto o comprimento AB pode ser: AB = 14.4 cm AB = 14.5 cm AB = 14.6 u Fração de u = 0. Mas poderiam avaliar a fração de u de 3 modos diferentes: Fração de u = 0.Se 3 observadores fossem anotar o comprimento AB: Todos anotariam 14 unidades completas.

Algarismos significativos. A medida do comprimento AB apresenta 3 algarismos significativos. sendo 2 corretos e 1 duvidoso . AB = 14.5 cm algarismo duvidoso .

2 a.4 a.3 a.4 a.s.10 .1 . 28.s. 134.3 a.4 a. 0. 26. 0.0105 .18 . a partir do primeiro não nulo.s.s. 78. 83 .Os algarismos significativos de um número contam-se da esquerda para a direita. Exemplos: 0.s.002500 .s.s. .3 a.0 .s.5 .2 a.

.Quando o algarismo imediatamente seguinte ao último algarismo por conservar é menor que 5.Regras básicas de arredondamento (NBR-5891) REGRA 1 . ele permanecerá conservado sem modificações.

REGRA 2 Quando o algarismo imediatamente seguinte ao último algarismo por conservar é superior a 5. ele deverá ser aumentado uma unidade. .

e for seguido de no mínimo um algarismo diferente de zero. .REGRA 3 Quando o algarismo imediatamente seguinte ao último algarismo por conservar é igual a 5 . o último algarismo por conservar deverá ser aumentado de uma unidade.

1.25 .650. 3.550.REGRA 4 Quando o algarismo imediatamente seguinte ao último algarismo por conservar é um 5 seguidos de zeros.750. por exemplo: 4. 2.

REGRA 4. aumenta-se de uma unidade o último algarismo por conservar. Exemplo: . arredonda-se para o algarismo par mais próximo. ou seja.1 Quando o último algarismo por conservar é ímpar.

REGRA 4. ele permanecerá conservado sem modificação. Exemplo: .2 Quando o último algarismo por conservar for par.

como o próprio nome indica. semelhantes aos usados em controle da qualidade. . análise e medições.Confiabilidade metrológica A confiabilidade metrológica é. uma confiança ou uma certeza nos resultado de testes. rotinas e métodos apropriados. A confiabilidade metrológica requer procedimentos. todos derivados de aplicações de técnicas estatísticas e análise de erros.

estabelecendo médias e desvios ‡ Verificar a estabilidade no decorrer do tempo ‡ Estabelecer a previsibilidade ‡ Obter coerência .O controle das variações dos resultadosde medições é importante para: ‡ Verificar a sua qualidade.

Os erros e desvios podem ser causadas por: ‡ Métodos e procedimentos inadequados ‡ Condições do operador ‡ Condições do ambiente ‡ Imperfeição do objeto a ser medido ‡ Variações causadas em função do tempo .

.Erros O erro consiste na diferença entre o valor medido e o valor real. É impossível medir sem cometer erros.

Os erros cometidos numa medição podem ser: Sistemáticos Aleatórios ou acidentais .

Exemplos: erros decorrentes da falta de aferição de instrumentos. por exemplo.Erros sistemáticos São erros que ocorrem com uma certa constância ou de forma previsível. São originários de falhas de métodos empregados ou de defeitos do operador. erros devido a influências do ambiente. erros devido a imperfeições dos procedimentos de medição (vício do operador). Podem ser corrigidos. uma vez identificados. . variação de temperatura.

influência do cansaço do operador ao longo de uma série de medições.Erros aleatórios ou acidentais São erros devido a causas sempre desconhecidas e imprevisíveis. do objeto que será medido e do ambiente onde é efetivada a medição. erro de paralaxe na leitura de uma escala. independentes do operador. em geral. mediante cálculos estatísticos. . Exemplos: erros de leitura de escalas. ou seja. do instrumento ou do método utilizado na medição. mas podem ser analisados quantitativamente. Os erros acidentais não podem ser determinados isoladamente. são erros provocados por alterações não perceptíveis dos aparelhos.

medição e instrumento. A exatidão está associada à média de uma série de medidas. método e operador). O termo "exatidão" pode ser usado para caracterizar processo (aparelho.Precisão e exatidão Grandezas precisas significam medidas com pouca dispersão e estão relacionadas com a repetitividade e estabilidade. . Na figura abaixo se tem um exemplo clássico de precisão e exatidão.

.

. não apresenta repetitividade. também não é preciso. após três calibrações: 1a Medida: 40 psi 2a Medida: 45 psi 3a Medida: 50 psi Conclusão: O instrumento não é exato. apresentou o seguinte resultado. ou seja. pois a média dos valores não é 50. no valor de 50 psi.Exemplo 1: Um manômetro de range de 0 a 100 psi. quando comparado com o seu padrão. pois houve uma dispersão muito grande.

no valor de 50 psi. porém não é preciso. apresentou o seguinte resultado.Exemplo 2: Um manômetro de range 0 a 100 psi. pois a média dos valores é 50. . quando comparado com o seu padrão. pois houve uma grande dispersão. ou seja não apresenta repetitividade. após três calibrações: 1a Medida: 40 psi 2a Medida: 60 psi 3a Medida: 50 psi Conclusão: O instrumento é exato.

pois a média dos valores não é 50. apresentou o seguinte resultado. pois houve uma pequena dispersão. no valor de 50 psi. . porém é preciso.Exemplo 3: Um manômetro de range de 0 a 100 psi. após três calibrações: 1a Medida: 44 psi 2a Medida: 45 psi 3a Medida: 46 psi Conclusão: O instrumento não é exato. quando comparado com o seu padrão. ou seja apresenta repetitividade.

apresentou o seguinte resultado. após três calibrações: 1a Medida: 51 psi 2a Medida: 50 psi 3a Medida: 49 psi Conclusão: O instrumento é exato. quando comparado com o seu padrão. pois a média dos valores é 50. . no valor de 50 psi.Exemplo 4: Um manômetro de range de 0 a 100 psi. apresenta repetitividade. ou seja. pois houve uma pequena dispersão. também é preciso.

descrição. análise e interpretação de dados experimentais.Estatística aplicada à metrologia Estatística é ciência que se preocupa com a organização. com base na observação de amostras extraídas dessas populações . O objetivo da inferência estatística é tirar conclusões probabilísticas sobre aspectos das populações . .

Amostra é um subconjunto da população.População é o conjunto global de medidas. um pequeno número de elementos que serão examinados e medidos. .

.

x2. o resultado do valor mais provável para o conjunto. é expresso como sendo a média aritmética amostral dos ³n´ valores individuais. a qual é definida pela expressão: .Caracterização da amostra Média : Se um conjunto de medições de um mesurando fornece ³n´ valores individuais independentes x1. x3.

.

10 mA.Exemplo: Após o ajuste de um transmissor de pressão. a 2a foi 3. a 1a foi 4.99 mA e a 3a foi 4. Calcule a média das 3 leituras.02 mA. foram feitas três leituras seguidas. .

Variância da amostra A variância da amostra avalia quanto os valores observados estão dispersos ao redor da média. .

. a 1a foi 4.10 mA. a 2a foi 3. Utilizando-se a regra de arredondamento para 2 algarismos significativos o resultado da variância é de 0.02 mA.0032. foram feitas três leituras seguidas.Exemplo: Após o ajuste de um transmissor de pressão.99 mA e a 3a foi 4. Calcule a variância das 3 leituras.

.Desvio padrão A variância é uma média dos desvios ao quadrado .O desvio padrão é a raiz quadrada positiva da variância.

calcule o desvio padrão.Exemplo A partir da variância da amostra de 0.0032.057 mA. . Utilizando-se a regra de arredondamento para 2 algarismos significativos o resultado do desvio padrão é de 0.

A distribuição tem as seguintes características: ‡ Forma de sino ‡ Simétrica em relação á média ‡ A probabilidade tende a zero nas extremidades ‡ Altura ordenada no centro . Pequenos desvios em relação a este são mais freqüentes. Para estudar uma distribuição normal devemos conhecer dois parâmetros: média e desvio padrão.Distribuição normal Os valores das medições de um mesurando distribuem-se simetricamente em torno de um valor central (média).

.

há 68% de robabilidade de que novas leituras neste instrumento ocorram na faixa de 4. a 68% de probabilidade de ocorrer um evento nesta faixa. .04 mA.04 ± 0. para o exemplo utilizado no transmissor de pressão cuja média das leituras foi de 4.O gráfico acima nos mostra que para a faixa da (lê-se: a média ± um desvio padrão). ou seja.057 mA.

. recorre-se à operação com valores relativos. originando então a distribuição normal padronizada.Distribuição normal padronizada Para cada média e desvio padrão existe uma distribuição. Com o objetivo de se evitar a utilização de um número infinito de famílias de normais com seus números reais. conseqüentemente haverá tantas distribuições quantos forem os experimentos que têm o comportamento normal.

onde: z = número de desvios padrão a contar da média x = valor individual considerado µ = média da distribuição normal ó = desvio padrão da distribuição normal .

A Distribuição Normal Padronizada normalmente é utilizada quando trabalhamos com um número igual ou superior a 30 amostras. .

. a tabela permite com uma maior facilidade a determinação da probabilidade de ocorrer um evento.0000 e 0. É interessante salientar que a tabela da Distribuição Normal Padronizada (que se encontra no anexo 1. pois como a curva da Distribuição Normal é simétrica.Tabela de distribuição normal A tabela permite estimar a porcentagem de medidas que estarão contidas dentro de limites prédeterminados (através da área). ela pode ser utilizada para os dois lados a partir da média. no final da apostila).5000. ou seja. nos oferece valores entre 0.

Admitindo-se que o conjunto de temperaturas tenha uma distribuição normal. determinar a probabilidade de que a temperatura do laboratório seja menor que 20.2 °C e desvio padrão de 0.2 ° C .0 °C . . foram medidos valores que resultaram em uma temperatura média de 20.Exemplo de um cálculo de probabilidade utilizando a Distribuição Normal: Na medição da temperatura ambiente de um laboratório.

.

0 oC é de: % probabilidade = 0.5 0.87 % .5 unidade.3413. então o valor da Tabela de distribuição normal em anexo para z = 1 é de 0.A normal padronizada é simétrica em torno da média. concluise que a probabilidade para ocorrerem valores de temperatura abaixo de 20. Sendo a área sob a curva a partir da média igual 0.1587 % probabilidade = 15.3413 = 0.

Intervalo de confiança
Intervalo de confiança é aquele que, com probabilidade conhecida (chamada nível ou grau de confiança) deverá conter o valor real do parâmetro considerado. Limites de Confiança são os limites superior e inferior do intervalo de confiança. O estudo do cálculo do Intervalo de confiança fornecerá o embasamento teórico para a determinação das Incertezas de medição.

Exercícios Algarismos Significativos
a) b) c) d) e) 15,21m tem 42.020m tem 25,2s tem 25,20s tem e) 25,200s tem

Observe que 25,2 ; 25,20 e 25,200 não tem o mesmo significado.

450 reduzido a 2AS .fica 25.422 reduzido 2AS 25.551 reduzido a 2AS .fica 25.323 reduzido a 2AS .Arredondamento de AS 2.fica 25.fica 25.550 reduzido a 2AS .323 reduzido a 3AS .fica .

2cm a ultima parcela é a que tem menos AS logo .458cm + 3.Efetuar a soma dos comprimentos Para somar parcelas com AS. devemos inicialmente fazer o arredondamento de modo que todas as parcelas tenham o mesmo numero de casas decimais e igual à da parcela com menos AS.2cm+1.5cm 12.5cm+3.5cm = 17. 12.22cm + 1.

Subração 25.5cm = .482cm 10.

3m = 43m2 .O fator que possuir o menor número de AS é que vai determinar o número de AS do resultado.62m x 9. Ex: 4.

Calcule a variância das 3 leituras.10 mA. Calcule a variância das 3 leituras. Exemplo: Após o ajuste de um transmissor de temperatura. a 2ª foi 86.99 mA e a 3ª foi 7. Calcule o desvio padrão.99 mA e a 3ª foi 86.Exemplo: Após o ajuste de um transmissor de pressão. . a 2ª foi 7.10 mA. Calcule o desvio padrão.02 mA.02 mA. foram feitas três leituras seguidas. a 1a foi 85. foram feitas três leituras seguidas. a 1a foi 7.

2°C e desvio padrão de 0.2 °C . determinar a probabilidade de que a temperatura Do laboratório seja menor que 50.Na medição da temperatura ambiente de um laboratório. . Admitindo-se que o conjunto De temperaturas tenha uma distribuição normal. foram medidos valores que resultaram em uma temperatura média de 50.0oC .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful