Jeremy Bentham

Uma Introdução aos Princípios da Moral e da Legislação

. . que acabou se realizando no ano de sua morte.³Teoria dos Castigos e das Recompensas´ (1811). no dizer de um de seus biógrafos. ‡ Fundou a Westminster Review como contraponto às revistas mais conservadoras da época. ³o mais jovem graduado que as universidades inglesas jamais tinham visto´. ‡ Em 1760.³Um Fragmento sobre o Governo´ (1776). ‡ Algumas obras: . ‡ Fundou o Utilitarismo. . e bacharelou-se em Direito em 1763. ingressou no Queen`s College. Oxford. ‡ Dedicou-se ao estudo da legislação.³O Fundamento Racional da Recompensa´ (1825). ‡ Batalhou pela reforma constitucional na Inglaterra.³Uma Introdução aos Princípios da Moral e da Legislação´ (1789). . ‡ Exerceu uma enorme influência como líder de um grupo de ³radicais filosóficos´. tornando-se. pretendendo descobrir seus princípios.³O Fundamento Racional do Castigo´ (1830).Um pouco da História ‡ Jeremy Bentham (1748 ±1832) foi um filósofo e jurista inglês. . e foi fundador também da University College de Londres.

a dor e o prazer estão no centro das ações humanas e ‡ são os motivos que levam o homem a agir de certa forma e não de outra. ou seja.CONSTRUIR O EDIFÍCIO DA FELICIDADE ATRAVÉS DA RAZÃO E DA LEI ‡ Para Bentham. sob o aspecto de causas finais. (Consequencialismo) .

impedir que aconteça dano...) tende a produzir (. como também.. dor.PRINCÍPIO DA UTILIDADE ‡ O Princípio da Utilidade (ou a Maior Felicidade): ³aquele princípio que aprova ou desaprova qualquer ação. segundo a tendência que tem a aumentar ou a diminuir a felicidade da pessoa cujo interesse está em jogo´ ‡ O termo Utilidade relaciona a propriedade em virtude da qual o objeto tende a proporcionar benefício.) a infelicidade ‡ Alcance: Comunidade ou Indivíduo .. mal ‡ ou seja....) impedir que aconteça (. maximização do prazer e minimização da dor ‡ ³propriedade existente em qualquer coisa (.) felicidade ou (.. prazer. vantagem.

da sociedade e de seu legislador . ele é o princípio de tudo ± Deseja descartar? Se sim.APLICAÇÃO E CONTESTAÇÃO ‡ A contestação da precisão do princípio não é demonstrável. Bentham estuda a aplicação do Princípio da Utilidade como base para a ação do indivíduo. sob que argumentos? (políticos) ± Existe algum outro princípio? ± Esse princípio ³é Inteligível?´ ou apenas ³jogo de palavras´? ± O seu modo de pensar sobre certo e errado pode ser universalizado ± Despotismo? ± Cada um pode ser considerado como ³norma-padrão´ ± Há pontos particulares que justifiquem a não utilização do princípio ‡ Assim.

‡ análise ³sob o prisma da causalidade eficiente ou de meio´ ‡ quatro fontes das quais derivam o prazer e a dor: ± ± ± ± Física política moral religiosa ‡ ³emprestadas a qualquer lei ou regra de conduta´ é denominada sanção .CAUSALIDADE EFICIENTE OU DE MEIO ‡ O legislador. ao formular as normas para a sociedade. deve buscar a maior felicidade possível para o maior número possível de pessoas.

. As forças da natureza podem operar por si mesma´ .Prazeres e dores experenciados na vida presente e futura ³ .conforme acordo ou regra estabelecida ‡ Sanção Religiosa .. o mesmo acontecendo em relação à religiosa. na medida em que esta se relaciona com a vida presente..SANÇÃO ± DOR E PRAZER ‡ Sanção Física ± Curso ordinário da natureza.. Poder original ‡ Sanção Política ± Tem caráter particular ou de grupo para objetivos específicos de administrar de acordo com vontade do poder soberano ‡ Sanção Moral . A sanção física éo fundamento da política e da moral.

Sua duração 3.Método para medir uma soma de prazer ou de dor ‡ Para Bentham há uma construção de instrumentos que o legislador deve ater-se em relação à dor e ao prazer para uma melhor compreensão do valor em questão de cada pessoa: 1.Sua legitimidade 2.Sua certeza ou incerteza 4 -Sua proximidade no tempo ou a sua longinqüidade. .Pureza ± observação do real sentimento. dor e prazer.Fecundidade ± relacioná-los de acordo com o com as sensações (prazer e dor) 6 . 5 .

. referente ao modo com que o prazer ou a dor são produzidos: ‡ Extensão ± proporcionalmente ao número de pessoas que se estende a relação da dor e do prazer.‡ E uma consideração para avaliação.

aumento da felicidade. visa excluir na medida do possível o que tende a diminuição dessa tal felicidade ± pernicioso. ‡ Punição ± toda punição constitui um ato pernicioso (um mal). .Casos que não cabe punir ‡ Felicidade coletiva . No principio da utilidade a punição só poderá ser admitida par evitar um mal maior.

Casos que não se deve infligir punição ‡ Quando não haver motivos para punição ± prejuízo a ser evitado ‡ Quando a punição só pode ser ineficaz ± agir de maneira a evitar o prejuízo ‡ Quando a punição for inútil ou excessivamente dispendiosa ± se o prejuízo for maior que o prejuízo for maior que se quer evitar ‡ Quando a punição for supérflua ± prejuízo evitado ou cessado por si mesmo ± sem a punição. . ou seja. por um preço menor.

mattos@globo.com.com ‡ Carlos .Jeremy Bentham ‡ Mariana Michetti Sousa marimichetti@yahoo.comr ‡ Taciana Fonseca de Matos taci.araujo.br ‡ Fabiana Carneiro de Araujo Costa fabiana.costa@gmail.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful