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Prevenção e Combate a Incêndio

LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA

RESOLUÇÃO TÉCNICA 014/2009 DO (COMANDO DO CORPO DE BOMBEIROS) DO RS

CCB

Estabelece as condições de exigência do Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndios em suplementação ao Decreto nº 37.380/97, alterado pelo Decreto nº 38.273/98, para as ocupações classificadas na Tabela 1, da NBR 9077.

LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
DECRETO nº 37.380/97  alterado pelo DECRETO nº 38.273/98
Aprova as Normas Técnicas de Prevenção contra Incêndios adotadas pelo Corpo de Bombeiros no RS (exceto no Município de Porto Alegre).

NBR 9077/93
Fixa as condições exigíveis que as edificações devem possuir:
– a fim de que sua população possa abandoná-las,em caso de incêndio, completamente protegida em sua integridade física; – para permitir o fácil acesso de auxílio externo (bombeiros) para o combate ao fogo e a retirada da população.

NBR 9077
Tabela 1 – Classificação das edificações quanto à sua ocupação.

Grupo E

Ocupação/Uso Educacional e cultura física

Divisão E-1

Descrição Escolas em geral

Exemplos Escolas de 1º, 2º e 3º graus, cursos supletivos, préuniversitários e outros.

RISCO PEQUENO  5 horas-aula

TEORIA (3 horas-aula) •Prevenção e Combate à Incêndio (2 horas-aula) •Primeiros Socorros (1 hora-aula) PRÁTICA (2 horas-aula)

 Capacita o aluno a atender rapidamente e com técnica. .TREINAMENTO DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS  Ministrado por profissional habilitado  formação ou especialização em Segurança do Trabalho e os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar. os princípios de incêndios de forma a extingui-los ou mesmo diminuir sua propagação e danos até a chegada do socorro especializado.

BRIGADA DE INCÊNDIO  Grupo organizado de pessoas (voluntárias ou indicadas) treinadas e capacitadas para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio. . formada por colaboradores treinados e preparados para atuarem com eficiência na prevenção e controle de focos de incêndios e no abandono do prédio.  Organização interna. abandono de área e primeiros socorros. dentro de uma área pré-estabelecida.

 População fixa  aquela que exerce atividade laboral e que permanece regularmente na edificação. ÁREA TOTAL DO DMEC  3750 m2  6 pessoas treinadas.  Exigência mínima  2 pessoas treinadas por ocupação e no máximo de 50 % do quantitativo total da população fixa da ocupação. – – – – Secretarias Vigilantes Porteiros Manutenção e Limpeza .TREINAMENTO E-1  RISCO PEQUENO  1 pessoa a cada 750 m2.

TEORIA DO FOGO REAÇÃO QUÍMICA COM DESPRENDIMENTO DE LUZ E CALOR COMBUSTÃO .

QUADRADO DO FOGO REAÇÃO QUÍMICA EM CADEIA OXIGÊNIO DO AR COMBUSTÍVEL ENERGIA DE ATIVAÇÃO .

PROPAGAÇÃO DO FOGO O AR 1% 21% 78% OXIGENIO NITROGENIO OUTROS GASES Não existirá fogo em ambientes com menos de 13% de O2. .

PROPAGAÇÃO DO FOGO CONDUÇÃO CONVECÇÃO RADIAÇÃO Sol .

 PAPEL  BORRACHA  MADEIRA  OUTROS Exemplos:  TECIDO  PLÁSTICO .INCÊNDIO CLASSE A 1º 2º Queima na superfície e em profundidade. Queima deixando resíduos ou cinzas.

 GASOLINA  PIXE  ÁLCOOL  GÁZ DE COZINHA Exemplos:  ÉTER  ACETONA .INCÊNDIO CLASSE B 1º Queima somente na superfície e não queima em profundidade.

.INCÊNDIO CLASSE C 2º Materiais elétricos energizados.

limalhas de magnésio. Exemplo: raspa de zinco.INCÊNDIO CLASSE D 2º Materiais pirofóricos: encontrados em indústrias automobilísticas. etc. .

EXTINTORES DE INCÊNDIO RESFRIAMENTO CLASSE A ALCANCE: DURAÇÃO: 8 à 10 m 90 s Água – 10 Kg .

EXTINTORES DE INCÊNDIO ABAFAMENTO E RESFRIAMENTO CLASSE B CLASSE C ALCANCE: DURAÇÃO: CO2 – 6 Kg 1à2m 30 s .

EXTINTORES DE INCÊNDIO ABAFAMENTO CLASSE B CLASSE C ALCANCE: DURAÇÃO: PQS – Pó químico seco 2à4m 30 à 40 s UTILIZAR O PÓ QUÍMICO EM MATERIAIS ELETRÔNICOS SOMENTE EM ÚLTIMO CASO. .

EXTINTORES DE INCÊNDIO ABAFAMENTO E RESFRIAMENTO CLASSE A CLASSE B ALCANCE: DURAÇÃO: Espuma líquida – 10 litros 8 à 10 m 90 s .

MODO DE USO DOS EXTINTORES 1º 2º Romper o lacre Colocar o difusor para a base do fogo 3º Apertar o gatilho .

MODO DE USO DOS EXTINTORES – CO2 1º Romper o lacre 2º Colocar o difusor para a base do fogo manuseando somente no punho de segurança do equipamento 3º Apertar o gatilho .

AGENTES EXTINTORES 1º 2º Extintores Componentes de rede de hidrante Sprinkler .

PRINCÍPIO DE INCÊNDIO  Identificar o local  Confirmar a ocorrência  Acionar o alarme Iniciar o combate / 193 Preparar abandono .

ABANDONO DO PRÉDIO  Liberar as saídas de emergência  Não utilizar elevadores  Manter-se vestido  Utilizar pano úmido para respirar  Andar próximo ao piso .

ABANDONO DO PRÉDIO  Não se trancar no banheiro  Evitar subir ainda mais  Não retornar ao prédio  Não se atirar nos bombeiros  Não se jogar do prédio .

desenvolver um trabalho efetivo para impedir que o incêndio aconteça. mas sim.” Fatos como estes podem ser evitados com prevenção e equipamentos adequados.LEMBRE-SE: “A essência da missão dos Brigadistas não é extinguir incêndios. .

Primeiros Socorros .

os primeiros socorros significam a diferença entre “vida e morte”.INTRODUÇÃO Chamamos de “Primeiros Socorros” os primeiros procedimentos efetuados a uma pessoa cujo estado físico coloca em risco a sua vida. “ invalidez temporária e invalidez permanente”. . “recuperação rápida e hospitalização longa”. Quando aplicados com eficiência.

ou quando o músculo cardíaco. em condições de debilidade não se contrai e não se distende com a força necessária para assegurar a quantidade suficiente de sangue à circulação.PARADA CARDÍACA Parada Cardíaca é a parada do bombeamento do coração. . assistolia ventricular). Possíveis causas: Cardíacas (fibrilação ventricular. intoxicação por CO2 ou medicamentosas). Traumatismo Raquimedular. Hemorragias graves e outras enfermidades. Estrangulamento. Obstrução das vias aéreas. Traumatismo Crânio Encefálico. Asfixia (afogamento.

Palidez e cianose. Morte aparente ou morte definitiva. Ausência de pulsos. Ausência de respiração. Ausência de sons cardíacos audíveis. PROCEDER COMO SE FOSSE.PARADA CARDÍACA Sinais e sintomas: Perda imediata da consciência. Dilatação das pupílas. NA DÚVIDA. .

. Cianose. Inconsciência.PARADA RESPIRATÓRIA Parada Respiratória é a supressão súbita dos movimentos respiratórios. Dilatação das pupilas. podendo ser acompanhado ou não de parada cardíaca. Sinais e sintomas: Ausência de movimentos respiratórios.

 Soprar o ar até que o tórax da vítima se movimente.  Por uma mão na nuca e levantar o pescoço. Retirar sua boca. Se. afrouxar as roupas.PARADA RESPIRATÓRIA Seqüência no atendimento:  Checar se a via respiratória não está obstruída. abrir sua boca e colocá-la sobre a boca da vítima . abrir a boca. e 15 a 18 com crianças. mantendo esticado o pescoço da vítima e começar a respiração artificial.  Em seguida. para adultos. para que o ar possa passar. para que a pessoa possa expirar. Fechar as narinas da vítima usando os dedos da mão que está sobre a testa. apoiar a outra mão na testa e forçar a cabeça para trás. Removê-lo com os dedos. pressionar a língua para baixo e ver se não há algum objeto ou secreção impedindo a passagem de ar. . como em uma respiração normal.  Inspirar fundo. a pessoa não voltar a respirar.  Manter o ritmo de 18 a 20 respirações/min. com isso.

Seqüência no atendimento 1. Fazer a compressão – 2 insuflações x 30 compressões. Checar o estado da vítima (nível de consciência). . num ritmo de 100 compressões por minuto. Se a vítima não 2. 4. Posicionar as mãos sobre o tórax. Localizar o ponto MCE acima do apêndice xifóide. responder. 3.REANIMAÇÃO CÁRDIO-PULMONAR A Reanimação Cárdio-Pulmonar (RCP) consiste na combinação de respiração boca a boca com compressões externas sobre o peito. chamar o socorro e depois retornar à vítima. Colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura. 6. 5. Verificar a pulsação a cada 60 s. NUNCA TREINAR COMPRESSÃO CARDÍACA EM UMA PESSOA COM BATIMENTOS NORMAIS.

6° PASSO .

7° PASSO .

9° PASSO Artéria radial que se encontra na região do pulso. que podem ser encontradas tendo como referência o Pomo . . Artérias carótidas (na região do pescoço).de Adão.

Corpos estranhos. Patologias (enfermidades). A FALTA DE O2 PODE PROVOCAR SEQUELAS ENTRE 3 E 5 MINUTOS. Epiglote.OVACE A Obstrução das Vias Aéreas por Corpos Estranhos em adultos geralmente ocorre durante a ingestão de alimentos e. CASO NÃO HAJA ATENDIMENTO ADEQUADO. Possíveis causadores de obstrução: Língua. durante a alimentação ou a recreação (sugando objetos pequenos). . em crianças. Danos aos tecidos.

OVACE Procedimento:  Encorajar ou estimular a vítima a tossir.  Vítima inconsciente: aplicar duas insuflações e observar sinais da passagem do ar (expansão de tórax). manter 1 insuflação a cada 5 segundos até a retomada da respiração ou chegada do socorro especializado. percebendo a parada respiratória e notando sinais da passagem do ar. intercalar 5 Heimlich com a inspeção das vias aéreas para observar a expulsão do corpo estranho e 2 insuflações. .  Vítima consciente: aplicar 5 manobras de Heimlich. caso não haja.

OVACE Procedimento:  Lactentes conscientes: aplicar 5 compressões do tórax intercalado de 5 tamponagens e inspeção das vias aéreas  Lactentes inconscientes: aplicar duas insuflações (somente o ar que se encontra nas bochechas) e observar sinais da passagem do ar (expansão de tórax). . se perceber a parada respiratória e notar sinais da passagem do ar. intercalar 5 Heimlich com a inspeção das vias aéreas para observar a expulsão do corpo estranho. manter 1 insuflação a cada 3 segundos até a retomada da respiração ou chegada do socorro especializado. e 2 insuflações. Caso não haja.

Melissa Goulart Veridiana Zechin .