II Encontro Nacional de Museus de História da Medicina

David Bichara bichara@oliberal.com.br

Agradecimentos
Federação Nacional dos Médicos - FENAM Presidente: Dr. Cid Carvalhaes e sua diretoria

Coordenador da Rede Nacional de Museus de História da Medicina Dr. Waldir Cardoso Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás
Apoiadores

Passos para Criação de um Museu de História da Medicina

Palacete do Médico – Sede da SMCP

Museu da Medicina do Pará Ato Legal
O Dr. Carlos David Araújo Bichara, Presidente da Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará, no uso de suas atribuições legais institui por este meio o Museu da Medicina do Pará que terá como sede provisória o conjunto de salas do Palacete do Médico, situado à Passagem Bolonha, 134, Belém-Pará.

MUMP

Belém, 14 de agosto de 1999

Dr. Carlos David Araújo Bichara Presidente da SMCP

M

Catálogo
1500 peças 13 coleções 197 páginas coloridas

Criação de um Museu de História da Medicina

1- Ter um médico interessado
2- Espaço físico + armários

3- Campanhas para obter doações
4- Busca ativa em hospitais e casas de saúde 5- Visitas aos estabelecimentos de saúde do interior 6- Convencimento de viúvas e viúvos

Criação de um Museu de História da Medicina
7- Faculdades de medicina 8- Santas Casas 9- Hospitais Militares 10- Instituto Histórico e Geográfico 11 – Arquivo Público 12- Acompanhamento da medicina em seu estado

Acervo do Museu de História da Medicina
1- Instrumental 2- Móveis hospitalares 3- Aparelhagem médica 4- Louças e utensílios 5- Equipamentos e vidrarias de laboratório 6- Objetos pessoais 7- Fotos 8- Documentos históricos, receituários, etc...

Acervo do Museu de História da Medicina 9- Condecorações e medalhas 10- Diplomas e certificados

11- Livros antigos
12- Teses

13- Vestuário
14- Bustos

15- Mobiliário
16- Vídeos – Depoimentos

17- Pinturas e esculturas

Como Gerir o Museu
1- Qual o real papel do Museu 2- Gestão do Acervo 3- Inventário e Documentação 3- Conservação e Preservação do Acervo 4- Exposição, Exibições e Mostras 5- Acolhimento do Visitante

Como Gerir o Museu
6- Educação - no contexto das funções Museológicas 7- Gestão do Museu 8- Gestão de Pessoas 9- Marketing 10-Segurança e Prevenção de Acidentes 11- Tráfego Ilícito

Museus
São casas que guardam e apresentam sonhos,

sentimentos,
formas.

pensamentos e intuições que

ganham corpo através de imagens, cores, sons e

Museus
Instituições sem fins lucrativos que conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem, para fins de preservação, estudo, pesquisa, educação, contemplação e turismo, conjuntos e coleções de valor histórico, artístico, científico, técnico ou de qualquer outra natureza cultural, abertas ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento.

Sistema Brasileiro de Museus
Decreto n° 5.264, de 5 de novembro de 2004 Cumpre uma das premissas na Política Nacional de Museus, ou seja, a constituição de uma ampla e diversificada rede de parceiros que contribuam para a

valorização,

a preservação

e o gerenciamento do

patrimônio cultural brasileiro sob a guarda dos museus, de modo a torná-los cada vez mais representativo da diversidade étnica e cultural do país.

Lei Nº 11.904, de 14 de Janeiro de 2009

Institui o Estatuto de Museus

Política Nacional de Museus
Apresenta sete eixos, que norteiam as ações a serem desenvolvidas: 1) Gestão e configuração do campo museológico 2) Democratização e acesso aos bens culturais 3) Formação e capacitação de recursos humanos 4) Informatização de museus 5) Modernização de infra-estruturas museológicas 6) Financiamento e fomento para museus 7) Aquisição e gerenciamento de acervos museológicos

Cadastro Nacional de Museus
Iniciativa do Departamento de Museus e Centros
Culturais do IPHAN, em consonância com as ações estabelecidas na Política Nacional de Museus.

Princípios fundamentais dos museus:
I – Valorização da dignidade humana II – Promoção da cidadania

III – Cumprimento da função social
IV – Valorização e preservação do patrimônio cultural e ambiental V – Universalidade do acesso, o respeito e a valorização à diversidade cultural

VI – Intercâmbio institucional

Interesse Público

Será declarado como de interesse público o acervo dos museus cuja proteção e valorização, pesquisa e acesso à sociedade representar um valor cultural de destacada importância para a Nação, respeitada a diversidade

cultural, regional, étnica e lingüística do País.

Criação de Museus
A criação de museus por qualquer entidade é livre, independentemente do regime jurídico, nos termos estabelecidos pela Lei. A criação, a fusão e a extinção de museus serão efetivadas por meio de documento público.

Projetos para Museus

A elaboração de planos, programas e projetos museológicos, visando à criação, fusão ou à manutenção dos museus, deve estar em consonância com a Lei 7.287 de 18 de dezembro de 1984.

Registro de Museu
A criação, a fusão ou a extinção de museus deverá ser registrada no órgão competente do poder público.

Amigos do Museu
Os museus poderão estimular a constituição de associações de amigos dos museus, grupos de interesse especializado, voluntariado ou outras formas de colaboração e participação sistemática da comunidade e do público.
Os museus, à medida das suas possibilidades, facultarão espaços para a instalação de estruturas associativas ou de voluntariado que tenham por fim a contribuição para o desempenho das funções e finalidades dos museus.

Amigos do Museu
Serão entendidas como associações de amigos de museus as sociedades civis, sem fins lucrativos, que preencham os seguintes requisitos:

I – constar em seu instrumento criador, como finalidade exclusiva, o apoio, a manutenção e o incentivo às atividades dos museus a que se refiram, especialmente aquelas destinadas ao público em geral;
II – não restringir a adesão de novos membros, sejam pessoas físicas ou jurídicas; III – ser vedada a remuneração da diretoria.

Recursos Financeiros
As associações poderão reservar até dez por cento da totalidade dos recursos por elas recebidos e gerados para a sua própria administração e manutenção, sendo o restante revertido para a instituição museológica.

Direção do Museu
Compete à direção dos museus assegurar o seu bom
funcionamento, o cumprimento do plano museológico por meio de funções especializadas, bem como planejar e coordenar a execução do plano anual de atividades.

Segurança dos Museus

Os museus devem dispor das condições de segurança indispensáveis para garantir a proteção e a integridade dos bens culturais sob sua guarda, bem como dos usuários, dos respectivos funcionários e das instalações. Cada museu deve dispor de um Programa de Segurança periodicamente testado para prevenir e neutralizar perigos.

Segurança Pública
As entidades de segurança pública poderão cooperar

com os museus, por meio da definição conjunta do
Programa de Segurança e da aprovação dos equipamentos de prevenção e neutralização de perigos. Os museus colaborarão com as entidades de segurança pública no combate aos crimes contra a propriedade e tráfico de bens culturais.

Aquisição e Descartes

O estudo e a pesquisa nortearão a política de aquisições e descartes, a identificação e caracterização

dos bens culturais incorporados ou incorporáveis e as
atividades com fins de documentação, de conservação, de interpretação e exposição e de educação.

Parcerias
Os museus deverão disponibilizar oportunidades de prática profissional aos estabelecimentos de ensino que ministrem cursos de museologia e afins, nos campos

disciplinares relacionados às funções museológicas e à
sua vocação.

Livro Para Visitantes
Os museus deverão disponibilizar um livro de

sugestões e reclamações disposto de forma visível na
área de acolhimento dos visitantes.

Documentação Atualizada
É obrigação dos museus manter documentação
sistematicamente atualizada sobre os bens culturais que integram seus acervos, na forma de registros e inventários.

Inventários
Os inventários museológicos e outros registros que identifiquem bens culturais, elaborados por museus públicos e privados, são considerados patrimônio arquivístico de interesse nacional e devem ser

conservados nas respectivas instalações dos museus, de
modo a evitar destruição, perda ou deterioração.

Plano Museológico
É a ferramenta básica de planejamento estratégico, indispensável para a identificação da vocação da instituição museológica para a definição, o ordenamento

e a priorização dos objetivos e das ações de cada uma de
suas áreas de funcionamento, bem como fundamenta a criação ou a fusão de museus, constituindo instrumento fundamental para a sistematização do trabalho interno e para a atuação dos museus na sociedade.

Plano Museológico
Definirá a missão básica e a função específica do museu na sociedade e poderá contemplar os seguintes itens: I – o diagnóstico participativo da instituição, podendo ser realizado com o concurso de colaboradores externos;

II – a identificação dos espaços, bem como dos
conjuntos patrimoniais sob a guarda dos museus;

III – a identificação dos públicos a quem se destina o
trabalho dos museus;

Plano Museológico
IV – Detalhamento dos Programas: a) Institucional; b) de Gestão de Pessoas; c) de Acervos; d) de Exposições; e) Educativo e Cultural; f) de Pesquisa; g) Arquitetônico-urbanístico; h) de Segurança; i) de Financiamento e Fomento; j) de Comunicação.

Participação

O Plano Museológico será elaborado,

preferencialmente, de forma participativa,
envolvendo o conjunto dos funcionários dos museus, além de especialistas, parceiros sociais, usuários e consultores externos, levadas em conta suas especificidades.

Sistema de Museus
É uma rede organizada de instituições museológicas,
baseado na adesão voluntária, configurado de forma progressiva e que visa à

coordenação,articulação,mediação,à
cooperação entre os museus.

qualificação

e

à

Sistema Brasileiro de Museus
Finalidade de promover: I – a interação entre os museus, instituições afins e profissionais ligados ao setor, visando ao constante aperfeiçoamento da utilização de recursos materiais e culturais; II – a valorização, registro e disseminação de conhecimentos específicos no campo museológico; III – a gestão integrada e o desenvolvimento das instituições, acervos e processos museológicos;

Sistema Brasileiro de Museus
IV – o desenvolvimento das ações voltadas para as áreas de aquisição de bens, capacitação de recursos humanos, documentação, pesquisa, conservação, restauração, comunicação e difusão entre os órgãos e entidades públicas, entidades privadas e unidades museológicas que integrem o Sistema; V – a promoção da qualidade do desempenho dos museus por meio da implementação de procedimentos de avaliação.

Objetivos do Sistema Brasileiro de Museus
I – promover a articulação entre as instituições museológicas, respeitando sua autonomia jurídicoadministrativa, cultural e técnico-científica; II – estimular o desenvolvimento de programas, projetos e atividades museológicas que respeitem e valorizem o patrimônio cultural de comunidades populares e tradicionais, de acordo com as suas especificidades;

III – divulgar padrões e procedimentos técnicocientíficos que orientem as atividades desenvolvidas nas instituições museológicas;

Objetivos do Sistema Brasileiro de Museus

V – estimular e apoiar os programas e projetos de incremento e qualificação profissional de equipes e atuem em instituições museológicas; V – estimular a participação e o interesse dos diversos segmentos da sociedade no setor museológico; VI – estimular o desenvolvimento de programas, projetos e atividades educativas e culturais nas instituições museológicas;

Objetivos do Sistema Brasileiro de Museus
VII – incentivar e promover a criação e a articulação de redes e sistemas estaduais, municipais e internacionais de museus, bem como seu intercâmbio e integração ao Sistema Brasileiro de Museus;
VIII – contribuir para a implementação, manutenção e atualização de um Cadastro Nacional de Museus; IX – propor a criação e aperfeiçoamento de instrumentos legais para o melhor desempenho e desenvolvimento das instituições museológicas no País;

Objetivos do Sistema Brasileiro de Museus
X – propor medidas para a política de segurança e proteção de acervos, instalações e edificações; XI – incentivar a formação, a atualização e a valorização dos profissionais de instituições museológicas; XII – estimular práticas voltadas para permuta, aquisição,documentação,investigação,preservação, conservação, restauração e difusão de acervos museológicos.

Acesso ao Sistema Brasileiro de Museus

Poderão fazer parte do Sistema Brasileiro de Museus, mediante a

formalização de instrumento hábil, os museus públicos e privados,
instituições educacionais relacionadas à área da museologia e as entidades afins. Terão prioridade, quanto ao beneficiamento por políticas especificamente desenvolvidas, os museus integrantes do Sistema Brasileiro de Museus.

A Medicina na linha do tempo
2600 aC – Médico IMHOTEP (3rd dynasty Egypt)
IMHOTEP
Polímata egípcio, que serviu a Terceira dinastia do Rei Djoser. É considerado o primeiro arquiteto, engenheiro e médico

A Medicina na linha do tempo
1500 aC – Uso da planta SAFFRON
(Santorini, Grécia)

Figura obtida em uma escavação idade do bronze da cidade Minoan Akrotiri, na ilha de Santorini, Grécia ("Catadores Saffron“)

A Medicina na linha do tempo
500 aC– BIAN QUE (Médico chinês - acupuntura)

Médico chinês mais antigo 700 (aC). Tinha habilidades médicas surpreendentes . Possuía clarividência

A Medicina na linha do tempo
420 aC – HIPOCRATES (Pai da Medicina ocidental)
Mais antigo médico grego. Figura proeminente na história da medicina. Referido como o pai da medicina ocidental. Fundador da Escola de medicina de Hipócrates. Estabeleceu a medicina como profissão.

A Medicina na linha do tempo
280 aC – HEROPHILUS
Herophilos (335-280 aC), médico grego, nascido em Calcedônia. Foi o primeiro cientista a realizar dissecação científica de cadáveres humanos. É considerado o primeiro anatomista. Foi um dos pioneiros do Método Científico. É considerado um dos fundadores da grande escola médica de Alexandria.

A Medicina na linha do tempo
250 aC – ERASISTRATUS
Anatomista e médico grego real do Seleuco I Nicator da Síria. Um dos fundadores da Escola de anatomia em Alexandria, Descreveu as válvulas do coração. Distinguiu veias das artérias. Estabeleceu a diferença entre a função dos nervos sensoriais e motores. Descreveu com detalhes o cérebro e cerebelo.

A Medicina na linha do tempo
200 aC – CHARAKA SAMHITA (Texto indiano)
Antigo texto Ayurvedic de medicina interna. Considerado o mais velho dos três tratados antigos de Ayurveda. Identificada como uma importante fonte de compreensão da prática médica na Antiguidade.

A Medicina na linha do tempo
400 DC/1 dC – HUANGDI NEIJING (Texto chinês)

É um texto médico chinês antigo que tem sido tratado como fonte doutrinária fundamental para a medicina chinesa há mais de dois milênios. Comparável aos textos do Corpus de Hipócrates, ou com as obras de Galeno, da medicina européia.

A Medicina na linha do tempo
50–70 dC – PEDANIUS DIOSCORIDES
Médico grego, botânico e farmacologista; autor de uma enciclopédia de 5 volumes sobre medicina de ervas e substâncias medicinais relacionadas a farmacopéia, que foi lida por muitos durante mais de mil anos.

A Medicina na linha do tempo
180 dC – GALEN
O mais bem sucedido de todos os pesquisadores médicos da antiguidade. Contribuiu para a compreensão de várias disciplinas científicas, como anatomia, fisiologia, patologia, farmacologia e neurologia, bem como a filosofia e lógica.

A Medicina na linha do tempo
220 dC – ZHANG ZHONGJING
Famoso médico chinês dos últimos anos da Dinastia Han. Estabeleceu princípios da medicação e resumiu a experiência medicinais fazendo uma grande contribuição para o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa.

A Medicina na linha do tempo
270 dC – HUANGFU MI

Erudito chinês, Médico da Dinastia Han. Compilou o Canon de Acupuntura e Moxabustão, uma coletânea sobre a acupuntura escrito em períodos anteriores.

A Medicina na linha do tempo
400 dC – SUSHRUTA SAMHITA
Texto em sânscrito, atribuído a um Sushruta, fundamental para a medicina Ayurvédica . Tem 184 capítulos , descreve 1120 doenças e 700 plantas medicinais, anatomia, 64 preparações de fontes minerais e 57 a base de origem animal.

18 de Maio – Dia Internacional do Museu Sugestão: Criar o Dia Nacional dos Museus de História da Medicina Propostas: Data de fundação da primeira escola

médica no Brasil
Data da fundação do primeiro Museu de Medicina Brasileiro Outras datas

Ao circular em um Museu de História da Medicina, temos a oportunidade de lidar com o imaginário do médico do passado. Nos trás o pensamento da responsabilidade com o ser e o exercer a medicina, faz surgir um principio comum que nos une e que se reflete de uma forma surpreendentemente atual.

Drs. Argeu Castro Rocha (GO), Joffre Marcondes de Rezende (GO) e Ulysses Garzella Meneghelli (Ribeirão Preto-SP) Idealizadores da Sociedade Brasileira de História de Medicina.

O diferencial está mesmo nas pessoas

Fontes consultadas: MUMP – Museu da Medicina do Pará A Sociedade Médico-Cirúrgica e a Medicina no Pará Site: www.museus.gov.br Lei Nº 11.904, de 14 de Janeiro de 2009