II Encontro Nacional de Museus de História da Medicina

Mini-Curso: Catalogação de Acervos Tridimensionais
Ana Ramos Rodrigues (MUHM)

Histórico
A preocupação com a identidade dos médicos do RS despertou o interesse pela memória destes profissionais por parte do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). Em 2004 teve início o “memória médica”, um projeto de pesquisa visando preservar esta memória. Em seguida esta memória passou a se materializar por meio de Acervos, dando origem a um outro projeto, o “Acervo Histórico SIMERS”.

Prédio Histórico do Hospital Beneficência Portuguesa
Com um Acervo cada vez maior, aprovou-se a criação do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM), que ocorreu oficialmente em 2007. Entre seus objetivos estão: Promover a preservação e divulgação do patrimônio histórico-cultural da saúde e da medicina, tanto no que diz respeito à profissão quanto de seus profissionais.

Av. Independência, 270 Centro – Porto Alegre/ RS

Modelo do Museu de História da Medicina do RS (MUHM) Tipologia do acervo: Instrumentos Médicos

Coleções: Especialidade Médicas e Áreas da Medicina
Classificação:Thesaurus Acervos Museológicos Banco de dados: muhmweb

Para quê registramos e documentamos?
• Administrar os objetos; • A localização onde encontra-se cada objeto; • Ajudar a planejar novas doações; • Serve de base para futuras pesquisas; • Segurança para os objetos.

Estatuto de Museus
• Subseção IV – Dos Acervos dos Museus • Art.39 - É obrigação dos museus manter documentação sistematicamente atualizada sobre os bens culturais que integram seus acervos, na forma de registros e inventários. • § 1o O registro e o inventário dos bens culturais dos museus devem estruturar-se de forma a assegurar a compatibilização com o inventário nacional dos bens culturais. • § 2o Os bens inventariados ou registrados gozam de proteção com vistas em evitar o seu perecimento ou degradação, a promover sua preservação e segurança e a divulgar a respectiva existência.

Política de Aquisição
A direção de cada museu deve instituir e utilizar normas que se refiram à aquisição, preservação e uso das coleções. As normas devem esclarecer a situação dos objetos que não serão registrados, conservados ou expostos.
CÓDIGO DE ÉTICA PARA MUSEUS – ICOM (2004)

Instrumentos Médicos
• O Acervo é composto de objetos sobre a história da medicina, instrumentos de cirurgia, de laboratório, farmácia e aparelhos de diagnósticos.

Documentação Museológica
A documentação de acervos museológicos é o conjunto de informações sobre cada um dos seus itens e, por conseguinte, a representação destes por meio da palavra e da imagem (fotografia).

(FERREZ, Helena Dodd. Documentação museológica: teoria para uma boa prática. In: FÓRUM NORDESTINO DE MUSEU, 4., Recife. Trabalhos apresentados. Recife: IBPC/Fundação Joaquim Nabuco, 1991. Disponível em:<http://www.crnti.edu.uy/02cursos/ferrez.doc>. Acesso em: 03 dez. 2006).

Os objetos são portadores de informações e na sua conservação e documentação, apresentam bases para se transformarem em fontes para a pesquisa científica e para comunicação, disseminando novas informações.
(FERREZ, Helena Dodd.)

Sistemas de Documentação Museológica
• • • • • • • • Identificação das aquisições; Termo da posse legal; Sistema de numeração; Inventário; Ficha de identificação; Ficha de localização; Registro fotográfico; Documentação de empréstimo

Entrada de doações

Modo de Aquisição
Doação Compra Coleta
Numeração

Legado

Permuta

Inventário

Termo de doação

Documento de Entrada

Sistema de Numeração
• Sistema alfa numérico

• Ex: MUHM0001.1
• Sigla da instituição • Número de registro • Desdobramentos quando temos

Inventário
• Dados gerais das peças: Número de Registro: Localização: Tipo de objeto: Medidas: AxLxCxD Material: Descrição Sumária: Inscrição: Coleção: Doador: Obsª

• • • • • • • • • •

Informatização de Acervos
• Para um sistema de banco de dados ser desenvolvido, em primeiro lugar a documentação museológica tem que estar organizada de firma correta, com dados coerentes e em ordem, a partir da qual será possível a escolha dos dados que melhor representem o acervo.

• http://www.muhm.org.br/muhmweb/login.php

Tabela I - Identificação

Coleções

Sub- coleções

Classificação

THESAURUS para acervos museológicos

• É um instrumento de controle da terminologia utilizada para designar os documentos/objetos, funcionando como um sistema internamente consistente de classificação e denominação de artefatos

Fotografia

Tabela II – Medidas

Localização do Acervo

Nº Registro: MUHM0221 Ex. Módulo: C vermelho P.3

Tabela III - Histórico do objeto

Tabela IV - Movimentação

Tabela V - Documentação

Documento de Movimentação

Responsável pelo registro

Livro Inventário
1. Instrumento coletivo, com valor legal, jurídico. 2. É preciso que a coleção esteja com a marcação definitiva para ter valor. 3. É necessário um livro de atas com folhas numeradas. 4. Caneta preta, azul, vermelha e verde.

Termo de abertura do livro de Inventário
Este Livro de Inventário, contendo “x” folhas numeradas, destina-se ao registro do Museu “x”. Suas folhas são rubricadas pelo Responsável pelo técnico e pelo Diretor do Museu. Data: Assinaturas:

Como registrar no Livro de Inventário
1. No máximo 8 itens. 2. Escolher itens que podem ser respondidos no momento. 3. Escrever com caneta esferográfica preta, letra cursiva sem abreviatura. 4. Espaços em branco completar com linha azul.

Acervo descartado
Nº Registro MUHM0001 Nome do objeto Fórceps Modo de aquisição Doação

Acervo roubado / desaparecido

Nº Registro

Nome do objeto X MUHM0001 Fórceps

Modo de aquisição Doação

Acervo recuperado

Nº Registro
X

Nome do objeto Fórceps

Modo de aquisição Doação

MUHM0001

Atividade: Vamos Catalogar?

2- Máscara de Ombredanne

1 - Estetoscópio de Pinard 3- Fórceps

Atividade – Vamos catalogar?

4 – Tonômetro

5 - Cureta

Atividade: Vamos Catalogar

6- Seringa

7- Espéculo

Referências Bibliográficas
• • Manual de Registro Básico – Centro Nacional de Conservación y Restauración FERREZ, Helena. BIANCHINI, M. H.; THESAURUS para acervos museológicos. 2V. Rio de Janeiro, MINC/IPHAN.1987


• • • •

Manual de higienização e acondicionamento do acervo museológico do SDM. – Rio de Janeiro: Serviço de documentação da marinha, 2006. 86 p.
CHAGAS, Mário. Museália.Rio de Janeiro: J C Editora, 1996. MORO, Fernanda C. Museus, aquisição e documentação. São Paulo; Livraria Eça Editora,1986.244p RAMOS, Francisco Régis Lopes. A danação do objeto: o museu no ensino de história. Chapecó: Argos,2004. 178p. http://www.muhm.org.br/muhmweb

Sede do Museu
Av. Independência, 270 – Centro – Porto Alegre-RS CEP 90035-070 Fone: +55 51 3029 2900 – E-mail: museu@ simers.org.br

Reserva Técnica Av. Bento Gonçalves, 2318 - Bairro Partenon - CEP 90650-001 Porto Alegre-RS Telefone: +55 51 3330-2963 E-mail: reservatecnica@simers.org.br E-mail: anarodrigues@simers.org.br Visite nosso site: www.muhm.org.br