CAP.

2 – A CABEÇA BEM-FEITA
• Segundo Montaigne: “ Mais vale uma cabeça bem-feita que bem cheia”, ou seja, não devemos acumular o saber e sim ser hábil para colocar e tratar os problemas e principalmente dispor de princípios organizadores para ligar os saberes e lhes dar sentido.

A aptidão geral
• A educação deve desenvolver a aptidão natural da mente para que os discentes possam colocar e resolver os problemas estimulando assim o pleno emprego da inteligência geral. • Para que o aluno utilize-se dessa plena inteligência geral ele deve ser curioso e para isso ele deve ser estimulado e não acorrentado intelectualmente pelas amarras da “instrução”. • A inteligência geral deve ser interligado ao mecanismo da dúvida que faz o indivíduo “repensar o pensamento”. • Todo educador deve acima de tudo ser um bom filósofo estimulando os seus discentes para o desenvolvimento do espírito problematizador

A organização dos conhecimentos
• Segundo Morin devemos desenvolver a aptidão para contextualizar e globalizar os saberes procurando as relações de reciprocidade de cada fenômeno com seu contexto, com isso para pensar localizadamente, é preciso pensar globalmente e vice-versa.

Um novo espírito científico
• De acordo com Morin, segunda revolução científica do século XX oferece atualmente a formação de uma “cabeça bem feita”, pois propiciou desdobramentos que permitem a globalização, a ligação e a contextualização dos saberes. • A revolução trouxe consigo novas ciências transdisciplinares como a Ecologia, ciências da terra e Cosmologia que tem por objeto não um setor ou uma parcela, mas um sistema.

CAP. 3- A CONDIÇÃO HUMANA
• “A condição humana”, o autor afirma que o estudo da condição humana depende da reflexão filosófica e das descrições literárias (ponto de vista das ciências humanas) e também está sujeito às ciências naturais renovadas e reunidas (a Cosmologia, as ciências da Terra e a Ecologia). • Segundo Morin todo o conhecimento para ser pertinente, deve contextualizar seu objeto, ou seja, “Quem somos nós?” é inseparável de “Onde estamos, de onde viemos, para onde vamos?” • De acordo com o autor, paradoxalmente, as ciências humanas oferecem a mais fraca contribuição para o estudo da condição humana, pois estão fragmentadas e compartimentadas. • Morin afirma que continua sendo fundamental a contribuição da cultura das humanidades para o estudo da condição humana, começando pela linguagem que nos leva ao caráter mais original da condição humana, pois nos distinguem da condição animal, não podemos nos esquecer da literatura, do romance, do filme, da poesia, das artes, música, pintura, escultura, etc...

CAP. 4 - APRENDER A VIVER
• Neste capítulo o autor deixa claro que o educador deve ter ciência de que ensinar a viver necessita não só dos conhecimentos, mas também da transformação, em seu próprio ser mental, do conhecimento adquirido em sabedoria científica e da incorporação dessa sabedoria para toda a vida. • Na educação segundo Morin devemos transformar as informações em conhecimento e o conhecimento em saber científico e incorporar e saber para toda a vida. • Morin denota ainda, que é necessário que a escola primária, desde o início, tenha uma boa percepção, para que se construa no indivíduo, uma tradução reconstrutora realizada pelo cérebro, a partir de terminais sensoriais, e que nenhum conhecimento possa dispensar interpretação. • Segundo o autor o aprendizado da vida deve dar consciência de que a “verdadeira vida” não está tanto nas necessidades utilitárias(as quais ninguém consegue escapar) mas na plenitude de si e na qualidade poética da existência, porque viver exige, de cada um, lucidez e compreensão ao mesmo tempo, e, mais amplamente, a mobilização de todas as aptidões humanas.

CAP. 5 –ENFRENTAR A INCERTEZA
“ Se não esperas o inesperado , não o encontrarás” HERÁCLITO

• Enfrentar a Incerteza, diz respeito ao uso de estratégias para se atingir a consciência das pessoas. • Diz que uma estratégia traz em si a consciência da incerteza que vai enfrentar e, por isso mesmo, encerra uma aposta. • Devemos estar plenamente conscientes para não cairmos em uma falsa certeza. Foi a falsa certeza que sempre cegou os generais, os políticos, os empresários, e os levou ao desastre.

• Morin afirma também, que cada um deve estar plenamente consciente de que sua própria vida é uma aventura, mesmo quando se imagina encerrado em uma segurança burocrática; • Todo destino humano implica uma incerteza irredutível, até na absoluta certeza, que é a da morte, pois ignoramos a data. • Cada um deve estar plenamente consciente de participar da aventura da humanidade, que se lançou no desconhecido em velocidade, de agora em diante, acelerada.