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Capacitação em Metodologia

para Projetos de Extensão

Unidade 1
Questões de metodologia
Michel Thiollent

UENF-2007 1
Objetivo
 Informar e capacitar docentes, técnico-
administrativos e alunos para a elaboração,
execução e avaliação de projetos de
extensão universitária, numa perspectiva de
participação e de construção coletiva do
conhecimento.

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Formato

 Cada sessão tem duas partes:


 1 – Parte expositiva

 2 – Trabalho em grupos

 No final, as principais conclusões dos


grupos são sintetizadas em plenárias.

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Ênfases da extensão
 Aspectos complementares da formação do aluno.
 Relação universidade/sociedades.
 Efeito compensatório: responsabilidade da
universidade para com as comunidades
 Prestação de serviços, com busca de recursos
complementares.
 Instrumento de política pública.
 Concepção integrada da construção e divulgação
de conhecimentos.

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Ação educativa em extensão

 O público não acadêmico não recebe


definições de conceitos preestabelecidos.
 O especialista compreende os problemas

e o mundo dos destinatários, se possível


"por imersão".
 Na relação, há co-construção de um

conhecimento, isto é, o design de uma


solução adaptada à situação-problema.
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Modelo de extensão

 Uma idéia fundamental, embora já antiga,


precisa ser reafirmada: a extensão não é
“transferência” ou "transplante" de
conhecimento, antes de tudo, é criação,
compartilhamento, co-construção, etc.
 Interação ensino-pesquisa-extensão

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Tipos de ações possíveis na interligação ent
pesquisa e extensão

 Modelo seqüencial difusionista.

 Modelos interativo, construtivista,


dialógico.

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Modelo difusionista

USUÁRIOS
PESQUISA EXTENSÃO RECEPTORES

• Difusão
• Transferência
• Informação unilateral

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Modelo interativo

Práticas e
Conhecimentos
construídos
Conhecimento elaborado Conhecimento local, prático

Universidade Atores externos


Pesquisa e Extensão INTERAÇÃO
Distância cultural
Aproximação
Intercompreensão
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Articulação

Problemas Áreas
detectados

Diagnósticos
e pesquisas

Ação
Cursos e capacitações comunicativa

Publicações
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Ação comunicativa

 Várias formas de sensibilização, prevenção.


 Divulgação em canais apropriados.
 Estabelecer vínculos, fóruns, redes de
informação, etc.
 Publicações científicas

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Metodologia de pesquisa-ação
aplicada na extensão

 Diretrizes e subsídios para vários aspectos de


investigação, ação, sensibilização, mobilização,
construção, divulgação, avaliação etc.

 Compromisso e interação dos atores.

 Geração de conhecimentos auto-aplicáveis nas


práticas dos interessados.

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Desafio

 A atualização da metodologia participativa /


pesquisa-ação pode ser o ponto de partida
de novos projetos universitários (pesquisa e
extensão) em várias áreas, com mais
efetividade e compromisso social.

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Aspectos educacionais e
comunicacionais

 Relações da metodologia de extensão com


os métodos de ensino, de pesquisa e
comunicação

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Projetos educacionais
 Voltados para grupos de alunos específicos
(jovens, adultos, idosos, grupos sociais, étnicos,
etc).
 Para objetivos específicos (trabalho, cidadania,
identidade cultural, luta contra desigualdades,
etc.).
 Para capacitação de profissionais da educação em
função desses objetivos.

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Projeto educacional baseado em
pesquisa-ação
 Renovar as práticas pedagógicas, dando
mais autonomia aos educandos.
 Aprender a identificar e resolver problemas
coletivamente, com observação e ação sobre
o entorno.
 Estabelecer uma dialética autores/atores
 Capacitar professores com prática educativa
aberta ao mundo circundante.

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PESQUISA-AÇÃO EDUCACIONAL

Realidade
Professores + Alunos
circundante

CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOSUENF-2007 20
Sintonia das pedagogias “abertas” com a
metodologia participativa
Autores clássicos:
 Paulo Freire: pedagogia da autonomia
 André Morin: pedagogia aberta
 Henri Desroche: auto-educação
 Célestin Freinet: pedagogia cooperativa
 Carl Rogers: atitude não-diretiva
 Vários pensadores libertários.

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Parcerias

Profes-
Alunos
sores

Atores
externos Famílias de alunos,
instituições, grupos,
vizinhança, etc.

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POCESSO PEDAGÓGICO INCLUINDO PARCERIAS E REDES

E
CURSO OU A

DISCIPLINA

Discentes F
Docentes

D
G

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Interação Ensino, Pesquisa &
Extensão
PARCEIROS

EXTENSÃO

DISCIPLINA
ENSINO

PESQUISA

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Inserção em redes
Redes internas Redes internas

DISCIPLINA
ENSINO

Contatos
promovidos por
docentes e alunos
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Dimensões e modelo de ação
formativa

Nível institucional: Meso


Universidade (s), departamento

Educandos
Docentes

Contexto AtoresDispositivo de formação

Cultura do projeto Monitores, alunos


Representações e
valores Responsáveis de projetos/extensão
Habilidades e recursos
Locais físicos, escolas, trabalho, casas
Atitudes Micro
Sociedade, órgãos de governo
Práticas
Macro
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Formação permanente
 Vaivém entre prática e teoria
 Observação da prática e levantamento de problemas
(ou pontos críticos)
 Busca de conhecimentos no grupo e no entorno
científico
 Construção de planos de soluções (de acordo com a
teoria)
 Implementação das soluções (na prática)
 Avaliação de resultados entre os formandos
 Sistematização e divulgação
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Projetos cooperativos e solidários

 Criação e incubação de cooperativas populares.


 Articulação de arranjos e redes de cooperação e/ou
de solidariedade.
 Ações de formação promovendo a cooperação (nas
áreas de gestão e educação).
 Desenvolvimento da pedagogia e da metodologia
cooperativa.
 Ações comunicativas promovendo a cooperatividade
e a solidariedade.

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Inserção de iniciativas cooperativas e
solidárias na Universidade, com parcerias
externas
Ensino: Municípios,
Disciplinas (grad. e
pós-grad.) sindicatos, ongs,
políticas públicas

Projetos de Apoio ao
pesquisa, projeto Entidadades e
dissertações, parcerias
teses cooperativo cooperativas

(Ensino, pesquisa,
extensão) Redes
Pró-Reitoria e
programas de universitárias,
extensão fundações

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Novas ênfases
 Interdisciplinaridade
 Complexidade
 Reflexividade
 Multirreferencialidade
 Mobilização
 Emancipação/autonomia

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Relações interdisciplinares e
interculturais

 Projetos em equipes interdisciplinares.

 Diálogo saber científico/ saber popular.

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Aspectos organizacionais
 Equipes por áreas (ou departamentos)
 Equipes independentes das áreas
 Coordenação
 Projetos vinculados a ACC ou ACIEPE
 Programas de políticos públicas
 Pequenos e micro projetos.

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IMPORTANTES PASSOS

1. Ponto de partida do projeto:


Identificação dos atores e
levantamento de suas necessidades.
2. Negociação dos objetivos e formas de
participação dos atores sociais e dos
grupos universitários.
3. Formação de equipes
interdisciplinares.
4. Articulação dos aspectos
investigativos e formativos.
5. Avaliação permanente
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Como estimular a participação
dos alunos?
 Informação sobre habilidades e ganhos da
extensão
 Espontaneidade, criatividade, militância
estudantil
 Voluntariado
 Programas de bolsas
 Acoplamento a projetos de ensino (Lei dos
10%)
 Acoplamento a projetos de pesquisa.
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Henri Desroche (1914-1994)

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Concepção de Desroche
 Influência de Roger Bastide
 Influência da pedagogia de formação
permanente.
 Dialética do ator e do autor.
 Tipologia das participações.
 Escrita coletiva.

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Tipos de participação na pesquisa-ação Henri
Desroche

Explicação Aplicação Implicação

Sobre Para Por


Sobre a Ação e Para a Ação e seus Pela Ação e seus Tipo de
seus Atores Atores Atores participação

1 + + + Integral

2 + + - Aplicada

3 + - + Distanciada

4 + - - Informativa

5 - - + Espontânea

6 - + - Usuária

7 - + + Militante

8 - - - Ocasional

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André Morin

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Pesquisa-ação integral

PESQUISA-AÇÃO

EXPLICAÇÃO APLICAÇÃO IMPLICAÇÃO

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Aspectos éticos
 Aplicar regras de cooperação entre
pesquisadores e população, e entre os
atores.
 Não desapropriar mas sim restituir o
saber local (ou nativo).
 Esclarecer a questão de poder e
lideranças nas práticas comunitárias.
 Melhorar a transparência da gestão dos
projetos.

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Desdobramentos

 Novas formas de integração ensino-


pesquisa-extensão
 Projetos educacionais orientados pela
pesquisa-ação
 Busca de cooperatividade interna e externa,
relacionamento em redes com atores
externos.
 Novos projetos e programas de pesquisa
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