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Energia Potencial e Conservação da Energia

Profª Jusciane da Costa e Silva

Energia
 Energia potencial é a energia associada

com a posição da partícula.
 Existe energia potencial gravitacional

mesmo no caso de a mergulhadora ficar parada no trampolim.
 Nenhuma energia é adicionada ao

sistema mergulhadora –terra. Porém a energia armazenada é transformada de uma forma para outra durante sua queda.

Energia
 Como a transformação pode ser

entendida a partir do teorema trabalho energia.
 Veremos que a soma da energia

cinética e potencial fornece a energia mecânica total do sistema e essa energia permanece constante durante o movimento do sistema (lei da conservação da energia)

Energia Potencial Gravitacional
 Em muitas situações tudo se passa

como se “a energia fosse armazenada em um sistema para ser recuperado depois.”
 Garoto em um balanço: Nos pontos

mais elevados, a energia é armazenada em outra forma, relacionada com a altura do ponto acima do solo, e esta energia é convertida em K quanto atinge o ponto inferior do arco.

 Esse ex. da idéia de que

existe uma energia associada com a posição dos corpos em um sistema. Este tipo de energia fornece o potencial ou a possibilidade de realizar trabalho (W)

Energia Potencial Gravitacional  Quando um martelo é elevado no ar.  Existe uma energia potencial associada com o peso do corpo e com a altura acima do solo. Por esse motivo. existe um potencial para um trabalho sobre ele ser realizado pela força da gravidade. porém isso só ocorre quando o martelo é liberado. Chamamos essa energia de ENERGIA POTENCIAL GRAVITACIONAL. . a energia associada com a posição denomina-se ENERGIA POTENCIAL.

 Usaremos o teorema W-K para demonstrar que essas duas descrições de um corpo são equivalentes e para deduzir uma expressão para energia potencial.  Vimos “ usando o teorema do trabalho-energia para concluir que K do corpo em queda livre aumenta porque a força gravitacional realiza trabalho sobre ele. .Energia Potencial Gravitacional  Quando um corpo cai sem resistência do ar. a energia potencial diminui à medida que a energia cinética aumenta.

A força que atua sobre ele é a gravitacional. W g Fg d  Fg ( y1  y2 )  mg ( y1  y2 )  mg ( y1  y2 )  Equação também válida para quando y2 é maior que y1.Energia Potencial Gravitacional  Considere um corpo de massa m que se move ao longo de um eixo 0y. de modo Wg realizado sobre o corpo é positivo. Neste caso: .  Qual o Wg realizado pelo peso sobre o corpo qdo cai de uma altura y1 acima da origem até uma altura menor y2? O peso e o deslocamento possui mesmo sentido.

U aumenta (U >0). Wg (+).  Corpo se move de cima para baixo . U  U 2  U1  Podemos expressar Wg realizado pela força gravitacional durante o deslocamento de y1 a y2 como W  U1  U 2  (U 2  U1 )  U  Corpo se move de baixo para cima .y diminui. Wg (-). .Energia Potencial Gravitacional  Podemos expressar Wg em termos da quantidade mgy no início e no final do deslocamento. U  mgy Energia potencial gravitacional  Seu valor inicial é U1 = mgy1 e seu valor final U2 = mgy2. U diminui (U >0).y aumenta.

um trabalho resistente. .Forças conservativas e não conservativas  As forças que atuam num sistema. dizem-se conservativas quando. que se traduz na restituição à forma cinética do incremento de energia potencial que tinha sido armazenada. de B para A. um trabalho potente. e daí o seu nome. que se traduz num aumento de energia potencial do sistema. modificando-lhe a configuração. readquire também a energia cinética inicial. regressando o sistema à configuração inicial.  Fg realiza de A a B.  Isto significa que as forças conservativas conservaram a capacidade que o sistema tinha de realizar trabalho. depois. Segue-se.

realiza sempre trabalho resistente não traduzido em aumento de energia potencial .Forças conservativas e não conservativas  As forças que atuam num sistema dizem- se não conservativas ou dissipativas quando.  A força de atrito. o sistema ou não regressa à configuração inicial ou regressa a ela com energia cinética diferente da que tinha no princípio. ao deixarem de realizar trabalho.  Isto quer dizer que as forças não conservativas não conservaram a capacidade que o sistema tinha de realizar trabalho.

se o W realizado pela força neste percurso for nulo.” . Exemplo: O lançamento de um tomate.Independência da trajetória para o trabalho de forças conservativas  Consideremos uma partícula em movimento em um percurso fechado. a energia total que se transfere da partícula e para a partícula durante a viaje de ida e volta ao longo do percurso fechado é nula.  Ou seja. Wres  0 “O WR realizado pela força conservativa movendo-se entre dois pontos não depende da trajetória. então dizemos que as forças são conservativas.

1 • O W realizado da volta de b até a é.  A partícula se move do ponto inicial a para um ponto final b ao longo da trajetória 1 e retorna pela trajetória 2.Independência da trajetória para o trabalho de forças conservativas  Consideremos um percurso fechado arbitrário para uma partícula sujeita a uma ação de uma única força.2 . “A força realiza W sobre a partícula a medida que ela se movimenta ao longo de cada trajetória.” • O W realizado de a até b ao longo da trajetória 1 é: Wab. Wba.

Wab.  Consideremos o Wab.1  Wba . 2  0 Wab.2 realizado pela força sobre a partícula quando ela se move de a até b ao longo da trajetória 2.1  Wba . Wab. . 2  O W realizado ao longo da trajetória de ida é igual ao negativo do W realizado ao longo da volta. 2 Portanto o W independe da trajetória quando F for conservativa. Se F for conservativa.1  Wab. 2  Wba . Wab . 2 Substituindo a equação acima na equação anterior. Wres = 0.

 Encontrar uma relação geral entre uma força conservativa e a energia potencial a ela associada. a variação U na energia potencial associada ao sistema é o negativo do W. • Considere um objeto que se comporta como uma partícula e que é parte de um sistema no qual atua uma F conservativa.” W  U . “ quando esta força realiza W sobre o objeto.Determinando Valores de Energia Potencial  Encontrar a energia potencial dos dois tipos de energia discutido nesta seção: energia potencial gravitacional e energia potencial elástica.

temos: U    F ( x)dx xi xf Relação geral entre força e energia potencial. .U.Determinando Valores de Energia Potencial  No caso geral onde a força pode variar com a posição W   F ( x)dx xi xf Substituindo W = .

Portanto: U ( y)  mgy “a energia potencial gravitacional associada ao sistema partícula-terra depende apenas da Posição vertical y da partícula em relação à posição de referência y = 0. e não da posição. A medida que a partícula se move do ponto y1 para y2 a Fg realiza W sobre ela. U    F ( x)dy    (mg )dy  mg | y12  mgy y xi xi xf xf Podemos usar configurações de referência na qual a partícula esta em um ponto de referência yi que tomamos como U = 0.Energia Potencial Gravitacional  Consideremos uma partícula com massa m movendo-se verticalmente ao longo de y (positivo para cima).” . Horizontal.

a força da mola F = -kx realiza W sobre o bloco. U 0  1 1 2 kx  0.Energia Potencial Elástica  Consideremos um sistema massa-mola. Enquanto o bloco se move do ponto xi para o xf. com o bloco se movendo na extremidade de uma mola de constante elástica k. 1 U    F ( x)dx    ( kx)dx  kx |  kx 2 xi xi x2 x1 xf xf 1 2 1 2 U  kx f  kxi 2 2 Escolhendo um valor de referência U com o bloco na posição x na qual a mola se encontra relaxado x= 0. U  kx2 2 2 .

essa força transfere energia entre a K do objeto e a U do sistema.  Quando uma F conservativa realiza W sobre um objeto dentro de um sistema.Conservação da Energia Mecânica  A energia mecânica de um sistema é a soma da energia cinética e potencial dos objetos que compõem o sistema: Emec  K  U Energia mecânica: Forças conservativas e o sistema é isolado (Fext = 0). Pelo teorema W-K K  W .

Conservação da Energia Mecânica  Usando a equação da variação na energia potencial U  W Combinando as duas equações anteriores K  U Uma dessas energias aumenta na mesma quantidade que a outra diminui. . Podemos reescrever como K 2  K1  (U 2  U1 ) K 2  U 2  K1  U1 Conservação da energia mecânica.

Quando a energia se conserva. não pode variar” Este resultado é chamado de PRINCÍPIO DE CONSERVAÇÃODA ENEGIA MECÂNICA.Conservação da Energia Mecânica “Em um sistema isolado onde apenas forças conservativas causam variações de energia. a energia mecânica Emec do sistema. podemos a soma de K e U em cada instante com aquele novo instante sem considerar o movimento intermediário e sem determinar o WR das F envolvidas. mas a sua soma. a energia cinética e a energia potencial podem variar. Podemos escrever esse princípio de outra forma Emec  K  U Este princípio nos permite resolver Problemas que seriam difíceis usando apenas as Leis de Newton. .

K 2  20 J . Como a massa pará momentaneamente no ponto mais alto. com a soma K+U permanecendo constante.Conservação da Energia Mecânica  Exemplo do princípio de conservação aplicado: Enquanto um pêndulo oscila.  Vamos escolher o ponto mais baixo como ponto de referência. K1 = 0. a energia do sistema pêndulo-terra é transferida entre K e U.  Se conhecermos a Ug quando a massa do pêndulo esta no seu ponto mais alto. com U2 = 0 e no ponto mais alto U1 = 20 J. a equação da conservação da energia nos fornece a K do ponto mais baixo. Qual a energia no ponto mais baixo? K 2  0  0  20.

.

 Vimos que se conhecemos a F(x) que atua sobre a partícula podemos encontrar a energia potencial U    F ( x)dx xi xf .  Podemos obter bastante informação sobre o movimento da partícula a partir do gráfico energia potencial do sistema U(x).Interpretando uma curva de energia potencial  Consideremos uma partícula que faz parte de um sistema no qual atuam uma força conservativa. O movimento da partícula se dar ao longo de um eixo x enquanto a F conservativa realiza W sobre ela.

o W realizado pela força que atua sobre a partícula se move através de uma distância x é F(x) x.Interpretando uma curva de energia potencial  Queremos fazer agora o contrário. isto é. Podemos escrever U  W   F ( x)x Passando ao limite diferencial dU ( x) F ( x)   dx .  Para o movimento em uma dimensão. conhecemos a energia potencial U(x) e queremos determinar a força.

Interpretando uma curva de energia potencial  Verificar este resultado U(x) = ½ kx2 que é a energia potencial elástica e U(x) = mgx.U versus x : podemos encontrar F medindo a inclinação da curva de U(x) em vários pontos.  A curva de energia potencial . .

Portanto no ponto x5 K ( x)  5  4  1J . a energia mecânica E de um Sistema possui um valor constante dado por K ( x)  U ( x)  Emec K(x) é uma função energia cinética de uma partícula no sistema. K ( x)  Emec  U ( x) Como Emec é constante. anterior igual a 5 J.Interpretando uma curva de energia potencial  Pontos de retorno Na ausência da força conservativas. pelo ex.

• K nunca pode ser negativo (v2). • Em x1 – a força é positiva (inclinação negativa). em sentido oposto ao seu movimento anterior. um lugar onde K = 0 (pois U = E) e a partícula inverte o sentido do movimento.Interpretando uma curva de energia potencial  Pontos de Retorno  O valor de K máximo (5J) é no ponto x2 quando U(x) é mínimo. Portanto x1 é um PONTO DE RETORNO. Significa que a partícula não permanece em x1. Emec – U(x) é negativo. . a partícula não pode se mover a para esquerda de x1. mas começa a se mover para direita. Quando a partícula se move em direção a x1 a partir de x2. K diminui até K = 0 em x1.

 Qualquer ponto a direita de x5. o ponto de retorno mudar de x1 para um valor entre x1 e x2.Interpretando uma curva de energia potencial Pontos de Equilíbrio  3 valores diferentes de Emec. a energia mecânica do sistema é igual a U(x). portanto. de modo que ela precisa está em repouso. . Diz-se que a partícula em tal posição está em EQUILÍBRIO NEUTRO.  Se Emec = 4 J. K = 0 e nenhuma força atua sobre a mesma.

Se ela for ligeiramente deslocada em qualquer um dos dois sentidos.Interpretando uma curva de energia potencial Pontos de Equilíbrio  Se Emec = 3 J. a F = 0 e a partícula permanecerá em repouso. uma força não nula a empurra no mesmo sentido e a partícula continua se afastando ainda mais do ponto inicial. . Uma partícula em tal posição é considerada em EQUILÍBRIO INSTÁVEL. Além disso x3 é um ponto onde K = 0. Se a partícula estiver neste ponto. existe dois pontos de retorno: um entre x1 e x2 e outro entre x4 e x5.

pois seria necessário uma K negativa.Interpretando uma curva de energia potencial Pontos de Equilíbrio  Se Emec = 1 J. aparece uma força restauradora que a faz retornar ao ponto x4. Se empurramos ligeiramente para a esquerda ou para direita. . Ela não pode se mover nem para direita nem para esquerda por sua conta própria. Se colocarmos em x4 ela permanecerá nesta posição. Uma partícula em tal posição é considerada em EQUILÍBRIO ESTÁVEL.

Quando a transferência de energia é DO o sistema.” Podemos extender esse conceito para uma Fext atuando sobre Um sistema. Quando a transferência de energia é PARA o sistema. .Trabalho Realizado por uma Força Externa sobre um Sistema vimos: “ O W é a energia transferida PARA um sistema ou DE um sistema devido a atuação de uma força externa sobre este sistema.

mas para qual sistema? . a F que vc aplica realiza W.Trabalho Realizado por uma Força Externa sobre um Sistema NA AUSÊNCIA DE ATRITO Num boliche quando você vai arremessar a bola. Depois você levanta rapidamente enquanto ao mesmo tempo puxa suas mãos bruscamente. ela é uma força externa que transfere energia. lançando a bola para cima no nível do rosto. isto é. Durante o seu movimento para cima. inicialmente você se agacha e coloca suas mãos em forma de concha por debaixo da bola sobre o peso.

Para incluir essas variações. e o W é W  K  U  Emec Energia equivalente para o W realizado por Fext sobre um sistema sem atrito. precisamos considerar o sistema bolaterra. .Trabalho Realizado por uma Força Externa sobre um Sistema NA AUSÊNCIA DE ATRITO Verificar quais energias se modificam: Há variação K da bola. e como a bola e a terra ficaram afastada. Assim F é uma Fext que realiza W sobre o sistema. também houve uma variação Ug do sistema bola-terra.

NA PRESENÇA DE ATRITO Consideremos um sistema onde uma F horizontal constante puxa o bloco ao longo do eixo x deslocando-o por uma distância d e aumentando a velocidade do bloco de v0 para v. Aplicando a segunda lei de Newton F  f c  ma . O bloco será nosso sistema.

Para incluir tal variação.2 Como as forças são constantes v 2  v0  2ad . pode haver uma variação na energia potencial. Portanto foi verificado experimentalmente que essa energia térmica é igual ET  f c d Portanto Trabalho realizado pelo sistema W  Emec  ET em presença de atrito. . temos Fd  K  f c d Numa situação mais geral (uma na qual o bloco esteja subindo uma rampa). temos Fd  Emec  f c d Verificamos experimentalmente que o bloco e a porção do piso ao longo do qual ele se desloca ficam aquecidos enquanto o bloco desliza.

que está relacionada com a energia total de um sistema. Assim. Essa energia total é a soma da energia mecânica com a térmica ou qualquer outro tipo de energia interna. “A energia total E de um sistema pode mudar apenas por quantidades de energias que são transferidas para o sistema ou delas retiradas.” O único tipo de energia de transferência de energia que consideramos e o W realizado sobre um sistema.Conservação da Energia Todos os casos discutidos até agora obedecem a LEI DE CONSERVAÇÃO. . esta lei estabelece W  E  Emec  ET  Eint A lei de conservação de energia é algo baseado em inúmeros experimentos.

Conservação da Energia SISTEMA ISOLADO Se um sistema está isolado de uma vizinhança.” Pode haver muitas transferências dentro do sistema. entretanto a energia total do sistema não pode variar. energia cinética em energia potencial ou térmica. . Para este caso a lei de conservação da energia diz: “A energia total E. de um sistema isolado não pode variar. não podendo haver trocas com a vizinhança.

Conservação da Energia A conservação da energia pode der escrita de duas maneiras: Emec  ET  Eint  0 W 0 e Emec.” .1  ET  Eint “Em um sistema isolado. podemos relacionar a energia total em um dado instante com a energia total em outro instante sem ter que considerar as energias em tempos intermediários. 2  Emec.

é a força responsável pela transferência de energia de uma forma para outra dentro do objeto. No entanto a F não transfere energia para o corrimão para ela. Ao contrário a K aumenta como resultado de transferências internas a partir da energia bioquimica contida nos seus musculos. .FORÇAS EXTERNAS E TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA INTERNA Uma força externa pode mudar a K ou U de um objeto sem realizar W. Assim a força não realiza W sobre ela. inicialmente em repouso. Patinadora no gelo. sem transferir energia para o objeto. isto é. Sua K aumenta porque o corrimão exerceu uma Fext sobre ela. Em vez disso. empurra um corrimão e passa a deslizar sobre o gelo.

não realiza W. podemos incluir a energia potencial K  U  Fd cos A força do lado direito dessa Eq. K  K 0  Fd cos K  Fd cos A situação também envolve uma variação na elevação do objeto. podemos considerar a aceleração constante. Durante seu empurrão e deslocamento de uma distância d.FORÇAS EXTERNAS E TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA INTERNA Nesta situação podemos relacionar a Fext que atua sobre um objeto com a variação da energia mecânica do objeto. com velocidade variando de v0 a v e a patinadora com uma partícula desprezando o esforço de seus músculos. mais é responsável pelas variações das energias. .

“Se uma certa quantidade de energia E é transferida durante um intervalo de tempo t. dt .POTÊNCIA Potência é a taxa com que uma força transfere energia de uma forma para outra. a potência média devida à força é” E  t Pmed E a potencia instantânea P dE .