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Universidade do Estado de Mato Grosso Campus de Cáceres “Jane Vanini” Departamento de Agronomia Manejo de Plantas Invasoras

Herbário Digital -CitrosDocente: Daniela S. A. Caldeira Discentes: Bruno Nicchio, Daniela Magalhães, Fernanda Ferreira, Leticia de Souza, Thais Barros e Yago Paulo;

Novembro de 2011 Cáceres - MT

Introdução
◦ A citricultura é uma das atividades agrícolas mais importantes pela geração de renda, valor social e empregos. (VITÓRIA FILHO et al., 1991)

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Introdução

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Segundo estudo sobre o Levantamento Florístico de Plantas Daninhas na Culturas da Laranja (Citrus sinensis) o que mais influencia na produção citros no país, são plantas daninhas (GOMES, 1989).
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Introdução
Algumas Consequências:
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Liberação de substâncias OLIVEIRA, 1978);

alelopáticas

(BLANCO

e

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Atuação como hospedeiras intermediárias de pragas e patógenos (CHIAVEGATO, 1986); Alteração da produtividade e a qualidade do fruto (JORDAN, 1981);

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diminui o rendimento, atrapalha a colheita, aumento do custo de produção (LORENZI, 2006);
Exige grande investimento para manutenção de altas produtividades.
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o

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Brevipalpus phoenicis 6 .

7 .

Potencial de utilização das plantas daninhas nos sistemas de manejo citrícola 8 .

é diretamente influenciado pela presença de plantas daninhas .o Controle biológico é o componente mais importante de manutenção das espécies em equilíbrio. o 9 . (1981). De acordo com MING-DAU et al. o controle biológico do ácaro vermelho dos citros pelo ácaro predador.

o A planta daninha pode ser usada como importante ferramenta para estabelecer-se grande população do predador antes mesmo da praga (Mc MURTRY et al. 10 .. 1970).

1988). na região de Jaboticabal (MARTINELLI et al.Relação de inimigos naturais de insetos-praga.Tabela 10 . 11 . associados às plantas daninhas..

Identificação da Área o Sentido Cuiabá. textura média/argilosa (EMBRAPA 2006). Assistência e Extenção Rural (EMPAER). o o Argissolo Vermelho-Amarelo Distroférrico chernossólico. com 11. 12 . A visita foi realizada na Empresa Matogrossense de Pesquisa.5 km da cidade de Cáceres na BR-070.

o Poaia branca: Richordia brasiensis – Família Rubiaceae. o Picão branco: Galinsoga parviflora – Família Asteraceae. o Capim carrapicho: Cenchrus echinatus – Família Poaceae. o Buva: Conysa canadensis – Família Asteraceae.Família Poaceae.Família Caryphyllaceae. o Capim Pé de galinha: Eulesine indica – Família Poaceae. o Falsa serralha: Emilia fosbergii – Família Poaceae. o Erva de passarinho: Stellaria media . o Capim brachiária: Brachiaria decumbes .Família Portulacaceae. o 13 .Principais Espécies Daninhas em Citros Beldroega: Portulaca oleraceae . o Capim amargoso: Digitaria insularis – Família Poaceae.

Manona: Ricinus communis L.Família: Malvaceae.Principais Espécies Daninhas em Citros o o o o o o o o o Assa peixe: Vernonia polysphaera – Família Asteraceae.Família: Poaceae. Hortelã do campo: Marsyphiantes chamaedrus – Família Labiatae. . Trapoeraba: Commelia begalhensis . Braquiarão: Brachiaria brizantha . Corda de viola: Ipomoea purpurea L. . Família: Amaranthaceae.Família: Convolvulaceae. Carurú: Amaranthus viridis L.Família Commelinaceae. 14 . Tiririca: Cyperus rotundus L. Vassoura: Sida rhombifolia .Família: Cyperaceae. Família: Euphorbiaceae.

Plantas Daninhas do Local Identificação e Classificação 15 .

 Família: Portulacaceae. Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  16 .  Género: Portulaca.Portulaca oleraceae.Beldroega .

Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  17 .Buva .  Família: Asteraceae.  Género: Conyza.Conysa canadensis.

Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  18 .  Género: Digitaria.Capim amargoso .Digitaria insularis.  Família: Poaceae.

Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  19 .  Género: Cenchrus.Cenchrus echinatus.  Família: Poaceae.Capim carrapicho .

Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  20 .Capim Pé de galinha: Eulesine indica  Família: Poaceae.  Género: Eulesine.

 Género: Galinsoga.Picão branco: Galinsoga parviflora.  Família: Asteraceae. Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  21 .

Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  22 .  Género: Amaranthus.  Família: Amaranthaceae..Amaranthus viridis L.Carurú .

Hortelã do campo – Marsyphiantes chamaedrys. Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  23 .  Género: Marsyphiantes.  Família: Labiatae.

Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  24 .Tiririca .  Família: Cyperaceae.  Género: Cyperus.Cyperus rotundus L.

 Família: Commelinaceae.Commelina benghalensis.  Género: Commelina. Distribuição no Brasil  Características gerais  Importância  25 .Trapoeraba .

Métodos de Controle 1. Controle cultural 3. Controle físico 5. Controle químico 26 . Controle preventivo 2. Controle biológico 4. Controle mecânico 6.

1.   limpar os equipamentos. Controle preventivo   usar mudas certificadas. evitar trânsito de animais de áreas infestadas para áreas livres de plantas daninhas. 27 . controlar essas espécies em canais e margens da lavoura e nos caminhos.

2. Controle cultural Cobertura Verde Feijão-de-porco Alelopatia Crotalária 28 .

caruru Dactylaria higginsi 29 . Controle biológico Fungos que causam doenças em plantas daninhas: Dactylaria higginsi – tiririca Trichoderma virens .3.

Controle físico Plantio Direto 30 .4.

Controle Mecânico  Capina manual Controle mais antigo Utilizado pelo homem Baixo rendimento operacional 31 .5.

Assim a máquina deve realizar um serviço econômico e com pouco ou nenhum dano à planta. 32 .5. Controle Mecânico  Capina mecânica De acordo com SILVEIRA (1991). a mecanização deve ser introduzida. visando-se à diminuição do custo de produção.

5. Controle Mecânico Enxada rotativa 33 .

Controle Mecânico Grades 34 .5.

4. Controle Mecânico Roçadeira 35 .

36 .5. Controle Químico Aspectos Positivos • Eficiente. • • Menor custo. Não causa danos à cultura.

Controle Químico Aspectos Negativos • Contaminação ambiental.5. • • Dependência de insumos externos. Qualificação do aplicador. 37 .

38 .

Controle químico Herbicidas registrados: AMETRYN ATRAZINE DIQUAT DIURON GLYPHOSATE MSMA NORFLURAZON PARAQUAT SULFOSATE TRIFLURALIN Fazer aplicaçoes dirigidas! Importante fazer rotação de princípio ativos! 39 .5.

40 .

Controle químico Herbicidas PRE: simazine. napropamide e oxifluorfen. bromacil.5. paraquat e MSMA. terbacil. diuron. dichlobenil. 41 . Herbicidas POS: glifosate.

GLYPHOSATE Herbicida não seletivo Classe toxicológica: IV Classe ambiental: III Nome comercial: Roundup Formulação: SA Fabricante: Monsanto Dose do produto comercial recomendada Formulação: 360g/l Aplicação: POSd Dose: 1.0l/ha Cuidado com a Resistência de plantas! (Durigan & Timossi.0 – 6. 2002) 42 .

Roundup: Plantas daninhas anuais controladas 43 .

Roundup: Plantas daninhas anuais controladas 44 .

Roundup: Plantas daninhas perenes controladas 45 .

Roundup: Plantas daninhas perenes controladas 46 .

89/ litro 47 .R$ 8.

5 – 3.PARAQUAT Herbicida não seletivo Classe toxicológica: I produto corrosivo Classe Ambiental: II Nome comercial: Gramoxone 200 Formulação: SA Fabricante: Syngenta Dose do produto comercial recomendada Formulação: 200g/l Aplicação: POSd Doses: 1.0l/ha 48 .

49 .

Formas de Aplicação dos Herbicidas 50 .

Formas de Aplicação dos Herbicidas 51 .

Formas de Aplicação dos Herbicidas 52 .

53 .

Controle mecânico + Controle químico 54 .

21. Campinas: Fundação Cargill. p..  LORENZI. POMPEU JÚNIOR. P. VIÉGAS. C. A. 22. JORDAN.1. 1986. J. Fruticultura Brasileira. v.& OLIVEIRA.. Weed control effects on tree physiology. n. 2000. L.493-518. H.. fruit yield. Manual de identificação e controle de plantas daninhas: plantio direto e convencional. H.2. 45. v. 1989. Biologia do ácaro Brevipalpus phoenicis em citros. growth. p. Abstracts.. Nova Odessa. O. 1991. J.A. R. G. Uso de herbicidas em citros. In: INT. 6ª ed.. p.A. A. F.    GOMES. 55  . São Paulo. orchard vegetation. p.. Arquivos do Instituto Biológico.Referências Bibliográficas  BLANCO. A. 2a Ed. G. DURIGAN. In: RODRIGUEZ. D. L. CITRUS CONG. fruit quality and “Valencia”. n. v. AMARO.813-816. VITORIA FILHO. 1981. Japan. 25-36. 1978. Pesquisa Agropecuária Brasileira. CAETANO.. Estudos dos efeitos da época de controle do mato sobre a produção de citros e composição da flora daninha.8. CHIAVEGATTO. São Paulo. Tokio. Citricultura brasileira. Nobel. S.

22. Rogério Zanarde. & TIMOSSI. Manejo de plantas daninhas em pomares cítricos. C. C. Bebedouro: EECB. Editora FAEF: Ano VII – Número 15 – pag. SALES.  56 . MINATEL. Tiago César. DURIGAN. Elvio Brasil. J. Garça/SP. BARBOSA. 2002. LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA LARANJA (Citrus sinensis).Referências Bibliográficas  PINOTTI. P. 2009. 3 e 4. Boletim Citrícola. Luis Felipe Clemente.

4/4807-.472./.8  .8/05..

.8/05./.472.4/4807-.8  .

 .

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