You are on page 1of 52

Segurança e Saúde nos Trabalhos em Áreas Classificadas

Medidas Técnicas

Avaliação e Controle dos Riscos Atmosféricos em Áreas Classificadas

Instrutor: Guilherme Carvalho gsegtrab@hotmail.com Cel.: (0xx71) 8728 0627
MM

1

Espaço Confinado
(Definição) Área Classificada: Área na qual uma atmosfera explosiva de gás está presente ou na qual é provável sua ocorrência a ponto de exigir precauções especiais para construção, instalação e utilização de equipamento elétrico.

2

MM

2

Equipamento Intrinsecamente Seguro (Ex-i):
R L

3

C

Um equipamento é intrinsecamente seguro quando não é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para, em condições normais (isto é, abrindo ou fechando o circuito) ou anormais (por exemplo, curtocircuito ou falta à terra), causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento.

MM

3

Equipamento à Prova de Explosão (Ex d):

4

É todo equipamento que está encerrado em um invólucro

capaz de suportar a pressão de explosão interna e não permitir que
essa explosão se propague para o meio externo.

MM

4

Equipamento Intrinsecamente Seguro (Ex-i):
R L

5

C

Um equipamento é intrinsecamente seguro quando não é capaz de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para, em condições normais (isto é, abrindo ou fechando o circuito) ou anormais (por exemplo, curtocircuito ou falta à terra), causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento.

MM

5

Equipamento à Prova de Explosão (Ex d): 6 É todo equipamento que está encerrado em um invólucro capaz de suportar a pressão de explosão interna e não permitir que essa explosão se propague para o meio externo. MM 6 .

MM 7 .7 Zonas Áreas perigosas são classificadas de acordo com a probabilidade do perigo.

flanges e acessórios de tubulação para líquidos ou gases inflamáveis Zona 1 (gases) Zona 2 (gases) MM 8 .: Válvulas. Área onde é pouco provável ocorrer uma mistura explosiva condições normais de operação e se ocorrer será por um curto período. Ex.sala de tanques de lama.8 Classificação IEC Zona 0 (gases) Definição de Zonas Área onde uma mistura explosiva ar/gás está continuamente ou presente por longos períodos Ex.: sala de peneira de lamas. respiro de tanques de processo. superfície de líquido inflamável em tanques Área onde é provável ocorrer uma mistura explosiva em operação normal. mesa rotativa. Ex.: Interior de Vaso separador.

À PROVA DE EXPLOSÃO ³p´ . 9 . hidrogenio INDICA O TIPO DE PROTEÇÃO QUE O EQUIPAMENTO POSSUI: ³d´ .ENCAPSULADO ³e´ .IMERSO EM AREIA ³m´.SEGURANÇA AUMENTADA ³o´ .SEGURANÇA INTRÍNSECA NAS CATEGORIAS ³a´ e ³b´ ³n´ .NÃO ACENDÍVEL MM 9 Ainda.MARCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS CERTIFICADOS Br Ex ia IIC T6 TEMPERATURA CERTIFICAÇÃO INDICA QUE A CERTIFICAÇÃO É BRASILEIRA INDICA A CLASSE DE TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE DO EQUIPAMENTO T1 (450ºC). T4 (135ºC) T5 (100ºC). T2 (300ºC) T3 (200ºC). T6 (85ºC) PROTEÇÃO Ex INDICA QUE O EQUIPAMENTO POSSUI ALGUM TIPO DE PROTEÇÃO PARA ATMOSFERA POTENCIALMENTE EXPLOSIVA GRUPO TIPO DE PROTEÇÃO INDICA O GRUPO PARA O QUAL O EQUIPAMENTO FOI CONSTRUÍDO GRUPO IIC 180 propano GRUPO IIB 60 etileo GRUPO IIA 20 acetileno.PRESSURIZADO ³q´ .IMERSO EM ÓLEO ³i´ . existe o tipo de proteção ³s´ que indica um tipo de proteção ³especial´.

2-TRATAR DOS RISCOS COM EQUIPAMENTOS Ex Para Zona 0: Para Zona 1: ia (segurança intrínseca) d (a prova de explosão) e (segurança aumentada) ib (segurança intrínseca) p (pressurizados) o (imersos em óleo) q (imersos em areia) m (encapsulados) Para Zona 2: n (não acendíveis) MM TODOS OS EQUIPAMENTOS Ex DEVEM SER ³CERTIFICADOS´ 10 .

EXPLOSÃO DE ÁREA CLASSIFICADA (NR-10) Destruição Mortos Feridos EXPLOSÃO DE CALDEIRA (NR-13) Destruição Mortos Feridos MM Pelas responsabilidades decorrentes 11 11 .

poeiras ou fibras. (DE ORIGEM ELÉTRICA. podendo ser formada por gases.Área Classificada: É um local sujeito a ´probabilidadeµ da formação/existência de uma atmosfera explosiva. ETC) 12 MM 12 . vapores. ELETRÔNICA. MECÂNICA. ELETROSTÁTICA.

1980/84 CT-31 COBEI Década 40/50 1954 Primeira Refinaria 1980 Primeiras Plataf. (20 anos IEC) 2000 2001 NR-10 2006 Portaria Inmetro 176 Fundação ABP-Ex 30 anos NEC/API com instalações Ex-d (Todas as Refinarias. Terminais e Bases) Normas IEC com novas soluções Ex MM 13 .

ERA TUDO CLASSIFICADO!! COMO ERA TUDO ³CLASSIFICADO´. O SEGURO APLICAVA A TAXA PETROQUÍMICA (A MAIS ALTA DO MERCADO) MM 14 . ERA TUDO FEITO COM INSTALAÇÕES À PROVA DE EXPLOSÃO COMO CONSEQUÊNCIA FINAL.NEC E API ³MAL TRADUZIDAS E MAL APLICADAS´ SE O PRODUTO ERA CONSIDERADO ³INFLAMÁVEL´ A ÁREA ERA CLASSIFICADA COMO CONSEQUÊNCIA.

MM 15 .

E 4) ³QUALIFICAR´ OS PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS COM ASSUNTOS Ex POR MEIO DE PROGRAMAS DE TREINAMENTO.OS TRABALHADORES PODERÃO SER PENALIZADOS POR AÇÃO OU POR OMISSÃO. É POR ISTO QUE A NR-10 OBRIGA ÀS EMPRESAS A: 1) IDENTIFICAR OS RISCOS DE EXPLOSÃO EXISTENTES. 2) TRATAR DESSES RISCOS DA MANEIRA CERTA. 16 MM 16 . 3) APRESENTAR ANUALMENTE UM LAUDO DE REGULARIZAÇÃO (EQUIVALENTE AO DA NR-13).

E ESTES PODERÃO SER OS TRABALHADORES!!... E A RAZÃO DISTO SERÁ ANALISADA NA PRÓXIMA TRANSPARÊNCIA MM 17 .

O comprador?. A gerência?.etc.Em caso de acidente: quem é o responsável? A alta direção?. O eletricista?. 132 Código Penal 18 MM 18 ..O operador?. 1927 (reparação) Crimes contra as pessoas art. O técnico da manutenção?. 121 (homicídio culposo) Lesões corporais art.. Fundamentos: O Direito Civil (quando sem vítimas) O Direito Criminal (com mortos/feridos) Dos atos ilicitos art. 129 Dolo eventual art. 186 (ação ou omissão) Da obrigação de idenizar art. O engenheiro?.

Gases Conhecendo nossos inimigos!!! Gás = Caos Partículas se movimentando randomicamente e caoticamente. MM 19 . colidindo uma contra as outras e contra as paredes de um recipiente ou lugar. se dispersa e se mistura rapidamente em um ambiente.

Monóxido de Carbono. Tóxicos Cloro. Gás Sulfídrico Asfixiantes Nitrogênio. Amônia. MM 20 . Hidrogênio. GLP. Vapor de Gasolina. Dióxido de Carbono. mas em geral.Riscos Atmosféricos A exata natureza do risco. Alcool. depende do tipo de gás que está presente. Butano. nós dividimos em três classes: Inflamáveis Metano. Argônio. Gás Natural.

9 % Oxigênio 1% Argônio 0.000 ppm) Riscos Atmosféricos Deficiência de Oxigênio AR ATMOSFÉRICO O ar que respiramos é formado por: 78 % Nitrogênio 20.1% Volume = 1. Maurício Torloni MM 21 .O2 1% volume = 10.1% Outros gases = 100% em Volume 1 PPM Fonte: Manual de Proteção Respiratória Prof.000 ppm (0.

Monitorando o Oxigênio Níveis de Alarme Os Alarmes de concentração de oxigênio devem ser ajustados para alarmar com valores abaixo de 19.0% 20.9% 19.5 % e acima de 23 % em volume. O2 23.5% Excesso de O2 Normal Deficiência de O2 MM 22 .

morte em minutos MM 23 . Teores abaixo de 19.5% podem causar: Alteração da respiração e estado emocional. possível inconsciência. incapacidade de realizar movimentos. possível colapso enquanto consciente mas sem socorro (6 a 10%). Aumento da respiração e pulsação. (< 6%)= Respiração ofegante. coordenação motora prejudicada. Náusea e vômitos. euforia e possível dor de cabeça (10 a 11%). paradas respiratórias seguidas de parada cardíaca.5% Volume ao nível do mar. fadiga anormal em qualquer atividade (12 a 16%).Monitorando o Oxigênio Deficiência Oxigênio (Efeitos) IPVS = < 12.

000 ppm LT (BRA) 4. dor de cabeça.290 ppm LT-TWA(EUA) 5.53 (Fonte CETESB) MM 24 . Pele cianótica (ou azulada) Onde encontramos: 5 Processos de Combustão 5 Respiração de grãos e sementes 5Inertização 5 Sistemas automáticos de extinção de incêndio 5 Resultante do processo Limites de inflamabilidade no ar: NÃO É INFLAMÁVEL Temperatura de ignição NÃO É INFLAMÁVEL Ponto de fulgor NÃO PERTINENTE Densidade relativa do vapor 1. sonolência e perda dos sentidos.000 ppm Se Inalado causará vertigem.Dióxido de Carbono ² CO2 Aparência: Gás sem coloração e sem cheiro Asfixiante Simples Limites de Tolerância IPVS 40.

Atmosfera de Risco Gases e Vapores Inflamáveis Princípio da Combustão Os Gases e Vapores Inflamáveis são substâncias que misturadas ao ar e recebendo calor adequado entram em combustão. MM 25 .

É usado para fazer tintas e vernizes.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Produtos Inflamáveis Gás Natural. e para limpar pincéis após o uso) Gasolina Álcool MM 26 . É uma mistura de hidrocarbonetos derivada do petróleo. Metano (CH4) Butano (C4H10) THINNER (líquido usado como solvente. GLP (Gás Liquefeito de Petróleo).

A presença de uma fonte de ignição.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Princípio da Combustão Para que ocorra a combustão de um gás são necessárias três condições: A presença de gás inflamável em quantidade suficiente. MM 27 . A presença de ar em quantidade suficiente.

MM 28 .Atmosfera de risco: (Poeiras Combustíveis) 2 8 Poeira combustível viável em uma concentração que se encontre ou exceda o Limite Inferior de Inflamabilidade LII ou Lower Explosive Limit LEL).

as explosões de pó serão evitadas". MM 29 .Atmosfera de risco: (Poeiras Combustíveis) 2 9 NOTA 1 : Misturas de pós combustíveis com ar somente podem sofrer ignição dentro de suas faixas explosivas as quais são definidas pelo limite inferior de explosividade (LIE) e o limite superior de explosividade(LSE). (em condições ambientais de pressão e temperatura) ao passo que o LSE situa-se entre 2 e 6 kg/ m3 (nas mesmas condições ambientais de pressão e temperatura) se as concentrações de pó podem ser mantidas fora dos seus limites de explosividade. O LIE está geralmente situado entre 20 e 60 g/m3.

pessoas. as camadas de poeira depositadas podem criar um risco cumulativo. não são diluídas por ventilação ou difusão após o vazamento ter cessado. criando nuvens de poeira. etc. pelo movimento de veículos. A ventilação pode aumentar o risco. MM 30 .Atmosfera de risco: (Poeiras Combustíveis) 3 0 NOTA 2 As camadas de poeiras. enquanto gases ou vapores não. Camadas de poeira podem ser objeto de turbulência inadvertida e se espalhar. diferentemente dos gases e vapores. resultando num aumento da extensão.

MM 31 . O combustível é comprimido até se tornar vapor. O oxigênio vai completar a mistura da câmara. tomamos como exemplo o funcionamento de um motor a combustão: A faísca é a fonte de ignição. O motor não funcionará (não há combustão) se: 5 não houver faísca.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Para entendermos melhor os limites de inflamabilidade. 5 não houver combustível. 5 a mistura ar e combustível estiver pobre ou rica.

I L.S. EXPLOSIVA RICA Muito Gás e pouco Ar 100% 100%Ar 0% Ar Flare MM 32 .I e L.S. é o ponto onde existe a mínima concentração para que uma mistura de ar + gás/vapor se inflame.I. EXPLOSIVA L.I.I.I.I.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade L. Combustível 0% POBRE Pouco Gás L.S. é o ponto máximo onde ainda existe uma concentração de mistura de ar + gás/vapor capaz de se inflamar.I.I. L.

Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Metano ² CH4 5% 0% POBRE EXPLOSIVA 15% 100% RICA EXPLOSIVA Metano L.I. L.I.I.I. 0% 50 % 100% L.I. L.I. = Limite Inferior de Inflamabilidade MM 33 .I.S.

L.I.2% 0% POBRE POBRE 6.I.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Limites de Inflamabilidade Hexano C6H14 1.I. = Limite Inferior de Inflamabilidade MM 34 . RICA RICA Hexano EXPLOSIVA L.I.S.I. 0% 100% L.9 % 100% EXPLOSIVA L.I.I.

9 % RICA 100% Hexano L. Limites de Inflamabilidade Metano x Hexano 0% 0.I.I..2% POBRE EXPLOSIVA 6. 0% 100% Cuidado ! Medindo Hexano com um Instrumento calibrado para Metano MM ALARMES 35 .Erros Comum.5 % 1..25% POBRE 5% 15% 100% EXPLOSIVA RICA Metano EXPLOSIVA 0% 1.

7% 1% 3% 1. dos gases inflamáveis MM 36 .8% 1.2% 6.4% 4% 5% Correlação entre L. Metano Propano Butano Pentano Hidrogênio Metanol Octano Etano Hexano 1.I.I.5% 1.Monitorando Gases e Vapores Inflamáveis Práticas Seguras .

Lei de Le Chatelier (Identificação Atmosfera Inflamável) 3 7 Quando na atmosfera se encontrar a presença de mais de um gás inflamável. LI = (% Vol) P1 + P2 + P3 P1 + P2 + P3 LIE1 LIE2 LIE3 (% Vol) LSE = P1 + P2 + P3 P1 + P2 + P3 LSE1 LSE2 LSE3 Sendo: Pn a fração de uma mistura MM 37 .

36 % Vol LIE = 60 + 20 + 20 60/1. LIE = 2.2 Vol 2) Propano 20%.5 MM 38 . LIE = 1. teremos o novo LIE na atmosfera acima: = 1.2 + 20/2. LIE = 1. aplicando-se a fórmula.Lei de Le Chatelier (Exemplo) 3 8 Caso você obtenha de uma análise por cromatografia os valores de: 1) Hexano 60%.0 + 20/1.5 Vol Então.0 Vol 3) Butano 20%.

Os efeitos dos gases tóxicos no organismo humano dependem diretamente da concentração (Risco Imediato) e do tempo de exposição ²TWA (Efeito Cumulativo).Atmosfera de Risco Gases Tóxicos Os gases tóxicos podem causar vários efeitos prejudiciais à saúde humana. Monóxido de Carbono (CO) Gás Sulfídrico (H2S) Dióxido de Enxôfre (SO2) Amônia (NH3) Cloro (Cl2) Gás Cianídrico (HCN) MM 39 .

Monitorando Gases Tóxicos Monóxido de Carbono . gasolina 5 resultante do processo MM 40 .CO Aparência: Por não possuir cheiro.3 °C Ponto de fulgor NÃO PERTINENTE Densidade relativa do vapor 0. nem cor. Limites de Tolerância IPVS 1200 ppm BRA 39 ppm 25 ppm Limites de inflamabilidade no ar: LSI: 75 % LII: 12 % Temperatura de ignição 609.97 (Fonte CETESB) Onde encontramos: 5 resultado de queima incompleta de combustíveis 5 fornos 5 caldeiras 5solda 5 Motores a combustão 5 Geradores a diesel. não prevendo a ventilação do local. podemos não perceber sua presença.

2 °C Ponto de fulgor GÁS INFLAMÁVEL Densidade relativa do vapor 1. 5 mecanismos de dissolução de sulfetos minerais. atividade da bactéria redutora de sulfato ² BRS. (Fonte: Mario Cesar .Monitorando Gases Tóxicos Gas Sulfídrico .. Onde encontramos: 5 industrias de papel 5 águas subterrâneas 5água e esgoto 5decomposição de matéria orgânica vegetal e animal 5 reservatórios de petróleo e nos campos onde há injeção de água do mar. no interior do reservatório.2 (Fonte CETESB) MM 41 .H2S Aparência: Apresenta cheiro de ovo podre inibe o olfato após exposição.3% Temperatura de ignição 260..Petrobras ²E&P-Serv) Limites de Tolerância IPVS 100 ppm BRA 8 ppm TLV(EUA) 10 ppm Limites de Inflamabilidade no ar: LSI: 45% LII: 4. 5formação bacteriológica.

Monitorando Gases Tóxicos Gas Sulfídrico H2S Considerado um dos piores agentes ambientais agressivos ao ser humano. garganta e pulmões tosse Perda da consciência Paralisia respiratória 1. Sintomas irritação dos olhos.000 ppm Fatal MM 42 .

5agente neutralizador na indústria de petróleo e 5como preservativo do látex.NH3 Aparência: Sem cor.Monitorando Gases Tóxicos Amônia . 5 Fabricação de fertilizantes 5 Fabricação de cerâmicas. Cheiro forte e irritante. Limites de Tolerância IPVS 300 ppm BRA 20 ppm TLV(EUA) 25 ppm Limites de Inflamabilidade no ar: LSI: 27. 5 na saponificação de gorduras e óleos. Onde encontramos: 5 industrias de frigoríficos.6 (Fonte CETESB) MM 43 . 5 corantes e fitas para escrever ou imprimir. na refrigeração.0 °C Ponto de fulgor NÃO É INFLAMÁVEL NA FORMA ANIDRA Densidade relativa do vapor 0.0% LII: 15.5% Temperatura de ignição 651.

queimadura da mucosa nasal. Concentrações mais altas conjuntivite.Monitorando Gases Tóxicos Amônia . eritema e vesiculação. Ingestão Náusea e vômitos inchação nos lábios. pode haver necrose dos tecidos e queimaduras profundas. erosão na córnea e cegueira temporária ou permanente. faringe e laringe. boca e laringe. Em altas concentrações. dor no peito e edema pulmonar. 2. Contato com a pele dor. catarata e atrofia da retina.NH3 Sintomas Inalação dificuldades respiratórias. broncoespasmo.500 ppm Fatal MM 44 . Reações tardias fibrose pulmonar.

Avaliação Atmosférica Propriedade dos Gases Outras propriedades importantes que temos que conhecer: 5 Densidade 5 Ponto de Fulgor 5 Temperatura de Auto-Ignição MM 45 .

Densidade do ar = 1 Densidade < 1 Gás mais leve que o ar Densidade > 1 Gás mais pesado que o ar MM Leve ou Pesado ? 46 . ou depositar-se nas partes mais baixas do ambiente.Propriedades do Gás Densidade Conhecer a densidade de um gás é importante para podermos identificar se este gás . ao vazar. irá subir.

60 1.58 2.01 1. Densidades dos Gases Combustíveis GÁS Ar Hidrogênio Metano Etano Eteno (ou etileno) Gás natural de Campos Gás natural de Santos Gás natural da Bolívia Propano Propeno (ou propileno) n-Butano iso-Butano Buteno-1 GLP (médio) Acetileno Monóxido de carbono Densidade Absoluta (kg/Nm³) 1.83 0.91 0.17 1.25 Densidade Relativa ao ar (adimensional) 1.98 0.00 1.07 0.64 0.35 1.29 0.05 0.56 1.48 2.61 0.09 0.08 2.72 1.35 1.00 0.91 2.09 2.69 2.56 1.97 (Tabela) MM 47 .78 2.Propriedades do Gás Densidade TABELA 1.26 0.82 0.79 0.68 2.

que deve assegurar potencial de terra e proteção em caso de falha nos sistemas intrinsecamente seguros. Tensões induzidas em elementos metálicos. Aterramento para circuitos intrinsecamente seguros. Deve ser independente do aterramento de segurança. tubulações que manuseiem fluidos inflamáveis devem ser escoadas para a estrutura da plataforma. referenciado-as ao terra. A corrente deve ser drenada pelo cabo de aterramento ao invés de circular pelo corpo de uma pessoa que possa estar em contacto com o equipamento.Fontes de Ignição A Importância do Aterramento O aterramento deve limitar a tensão (´voltagemµ) que pode estar presente entre a carcaça metálica de um equipamento com falha de isolamento e a estrutura da plataforma. etc. devem ser eliminadas. MM 48 . como trechos de tubulação. eliminando possíveis fontes de ignição. Aterramento destinado à compatibilidade eletromagnética (CEM) para evitar interferências de/para equipamentos eletrônicos sensíveis. Fornecer um caminho de baixa resistência ou baixa impedância para as correntes de falha (curto-circuito) para a ´terraµ.. Cargas estáticas acumuladas em vasos. trança metálica de cabos elétricos.

provido de alarme.Detectores de gases k) utilizar equipamento de leitura direta. calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de rádio-freqüência. intrinsecamente seguro. MM 49 .

INMETRO. de 17/12/2000 ² Determina a CERTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA dos Equipamentos Elétricos para trabalho em atmosferas explosivas. MM 50 .Detectores de gases Equipamentos Elétricos para Áreas Classificadas (Certificação Inmetro) m) em áreas classificadas os equipamentos devem estar certificados ou possuir documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade . A Portaria INMETRO 176.

Detectores de Gases (Princípios de Medição) 5 Sensores Eletroquímicos (Gases Tóxicos) 5 Sensores Catalíticos (Gases Inflamáveis) 5 Infra-vermelho (Gases Inflamáveis ² Hidrocarbonetos) MM 51 .

Esta é a única maneira segura de garantir que os sensores estão ativos. assegurando que estes respondem à presença de gás. É de fundamental importância testar os sensores antes de cada aplicação. MM 52 .Detectores de Gases Teste de Resposta dos Detectores j) testar os equipamentos de medição antes de cada utilização Consiste em testar os sensores com gás padrão.