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MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO

CARACTERÍSTICAS DE PLACA

PLACA DE IDENTIFICAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MOTOR

No

Noo N

DIMENSÕES
DIMENSÕES:

Número da Carcaça ABNT Distância do centro da ponta de eixo à base do pé do motor

NORMAS:

ABNT, IEC - Dimensões em mm; NEMA - Dimensões em polegadas.

DIMENSÕES

DIMENSÕES

Dimensões conforme NBR 5432

Dimensões conforme NBR 5432

Dimensões conforme NBR 5432

No

No

No

No

FREQUÊNCIA

REDE DE ALIMENTAÇÃO
TENSÕES NORMALMENTE UTILIZADAS EM FUNÇÃO DA POTÊNCIA DO MOTOR

Não há um padrão mundial para escolha da tensão de alimentação. Entre os principais fatores considerados, pode-se citar: Nível de tensão disponível no local; Limitações da rede de alimentação com referência à corrente de partida; Distância entre a fonte de tensão (subestação) e a carga; Custo do investimento, entre baixa e alta tensão.

REDE DE ALIMENTAÇÃO
TENSÕES USUAIS:

Baixa Tensão: 220, 380, 440, 660 V Média Tensão: 2.300, 3.300, 4.160, 6.600, 13.800 V

CORRENTE NOMINAL
CORRENTE NOMINAL:

É a corrente que o motor absorve da rede quando funcionando à potência nominal, sob tensão e frequência nominais.

NESTE CASO:

13,0/7,53A

No

CORRENTE DE PARTIDA
NA PARTIDA DOS MOTORES DE INDUÇÃO É SOLICITADA UMA CORRENTE MUITAS VEZES MAIOR QUE A NOMINAL. À MEDIDA QUE O MOTOR ACELERA, A CORRENTE VAI DIMINUINDO ATÉ ATINGIR VALOR PRÓXIMO AO DE REGIME NOMINAL. A CORRENTE DE PARTIDA É RELACIONADA À CORRENTE NOMINAL ATRAVÉS DOS VALORES DE IP/In DADOS NA PLACA DO MOTOR.

AS CONCESSIONÁRIAS DE ENERGIA ELÉTRICA LIMITAM A POTÊNCIA NOMINAL DE MOTORES PARA OS QUAIS PODEM SER DADA A PARTIDA DIRETA. É EXIGIDO ALGUM DISPOSITIVO DE PARTIDA. ALGUMAS CONCESSIONÁRIAS LIMITAM AS POTÊNCIAS EM 5 CV (PARA ALIMENTAÇÃO EM 220V) E 7,5 CV (PARA ALIMENTAÇÃO EM 380V) ACIMA DESTES VALORES TEM QUE SE USAR PARTIDAS INDIRETAS.

CURVA TORQUE/CORRENTE x VELOCIDADE

No

CLASSE DE ISOLAMENTO
A CLASSE DE ISOLAMENTO DIZ RESPEITO À MÁXIMA TEMPERATURA DE TRABALHO DOS ENROLAMENTOS DA MÁQUINA. AS CLASSES SÃO:

A E B F H
A ULTRAPASSAGEM DOS VALORES MÁXIMOS PARA CADA CLASSE PRODUZ A DEGRADAÇÃO DO ISOLAMENTO DOS ENROLAMENTOS, REDUZINDO A VIDA ÚTIL DO MOTOR E PODENDO PROVOCAR CURTO-CIRCUITOS.

Considerações Gerais sobre Sistemas Isolantes
Acréscimo para o ponto mais quente

H F
15 15

A confiabilidade do sistema isolante está associada a:
Fatores externos: tipo de externos: instalação, instalação, temperatura ambiente, umidade, etc. ambiente, umidade, etc. Fatores internos: causas internos: elétricas (ddp) e causas ddp) térmicas (elevação da temperatura) temperatura). 
Isolante

Elevação média de temperatura

(Método da Resistência)
Temperatura Ambiente Máxima

A
5

E
5

B
10

125 100

60 40

75 40

80

40

40

40

classe B: materiais a base de poliéster; poliéster; Isolante classe F: materiais a base de mica e amianto, epóxi; epóxi; Isolante classe H: arbesto, fibra de vidro, silicones. silicones.

CLASSE DE ISOLAMENTO
COMPOSIÇÃO DA TEMPERATURA EM FUNÇÃO DA CLASSE DE ISOLAMENTO:

Classe de Isolamento
Temperatura Ambiente (T = Elevação de Temperatura ( método da resistência ) Diferença entre o ponto mais quente e a temperatura média Total: Temperatura do ponto mais quente

ºC K ºC ºC

A
40 60 5 105

E
40 75 5 120

B
40 80 10 130

F
40 105 10 155

H
40 125 15 180

CLASSES DE ISOLAMENTO
Isolante Classe B (130rC) Isolante Classe H (180rC)

No

CATEGORIAS
CURVA DE CONJUGADO X ROTAÇÃO: Conjugado Cmáx Cp Cn Cmín s

Os valores de Cmáx, Cmín e Cp são especificados pela norma NBR 7094

CATEGORIAS:

Rotação

nn ns

N - Conjugados normais, Corrente de partida normal, Baixo escorregamento; H - Conjugados altos, Corrente de partida normal, Baixo escorregamento; D - Conjugados altos (Cp u 275% Cn), Corrente de partida normal, Alto escorregamento ( 5 a 8% e 8 a 13% ).

CATEGORIAS
CURVA DE CONJUGADO X ROTAÇÃO PARA AS CATEGORIAS ³ N ´, ³ H ´ E ³ D ´:
Conjugado (%) 300 275 200 150 100 50 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Rotação (%) Categoria N Categoria D Categoria H

Comparativo entre as normas NBR 7094 e EB 120 ( Baseada na norma NEMA )
NBR 7094 N H D **** EB 120 A B C D E F

CATEGORIAS DE DESEMPENHO

POTÊNCIA NOMINAL

No

POTÊNCIA NOMINAL

POTÊNCIA NOMINAL

VELOCIDADE NOMINAL
É AQUELA DESENVOLVIDA PELO MOTOR QUANDO UTILIZANDO SUA POTÊNCIA NOMINAL, VELOCIDADE SÍNCRONA (ns) ALIMENTADO POR TENSÃO E FREQUÊNCIA NOMINAIS. NÃO DEVE SER CONFUNDIDA COM A

Velocidade Nominal em rpm

No

FATOR DE SERVIÇO
FATOR DE SERVIÇO (FS):

É o fator que aplicado à potência nominal, indica a carga permissível que pode ser aplicada continuamente ao motor, sob condições especificadas. OBS.: até 10ºC. Por norma, um motor trabalhando no fator de serviço,

terá o limite de temperatura da classe do isolante acrescido de

No

CARACTERÍSTICAS EM REGIME
REGIMES DE SERVIÇO MAIS IMPORTANTES:

Regime S1: Regime contínuo

tn Carga Perdas Elétricas Temperatura Tempo U máx

CARACTERÍSTICAS EM REGIME
REGIMES DE SERVIÇO MAIS IMPORTANTES:

Regime S2: Funcionamento a carga constante durante um período inferior ao tempo necessário para atingir o equilíbrio térmico.
tn

Carga Perdas Elétricas Temperatura Tempo

CARACTERÍSTICAS EM REGIME
REGIMES DE SERVIÇO MAIS IMPORTANTES:

Regime S3: Sequência de ciclos idênticos, sendo um período a carga constante e um período de repouso. O ciclo é tal que a corrente de partida não afeta significativamente a elevação de temperatura.
Duração do ciclo tn tr

Carga Perdas Elétricas Temperatura Tempo

CARACTERÍSTICAS EM REGIME
REGIMES DE SERVIÇO MAIS IMPORTANTES:

Regime S4: Sequência de ciclos idênticos, sendo um período de partida, um período a carga constante e um período de repouso. O calor gerado na partida é suficientemente grande para afetar o ciclo seguinte.
Duração do ciclo

Carga Perdas Elétricas Temperatura

td tn

tr

Tempo

No

CLASSE DE PROTEÇÃO
GRAUS DE PROTEÇÃO
1º ALGARISMO ( indica o grau de proteção contra penetração de corpos sólidos e contato acidental) 0 1 2 3 4 5 6 Sem proteção Corpos estranhos de dimensões acima de 50mm - Toque acidental com a mão Corpos estranhos de dimensões acima de 12mm - Toque com os dedos Corpos estranhos de dimensões acima de 2,5mm - Toque com os dedos Corpos estranhos de dimensões acima de 1,0mm - Toque com ferramentas Proteção contra acúmulo de poeiras prejudiciais ao motor - Completa contra toques Totalmente protegido contra a poeira - Completa contra toques

2º ALGARISMO ( indica o grau de proteção contra penetração de água no interior do motor) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Sem proteção Pingos de água na vertical Pingos de água até a inclinação de 15° com a vertical Água da chuva até a inclinação de 60° com a vertical Respingos em todas as direções Jatos d¶água de todas as direções Água de vagalhões Imersão temporária Imersão permanente

A letra (W) entre as letras IP e os algarismos, indica que o motor é protegido contra intempéries (áreas classificadas)

No

No

LIGAÇÕES -

MOTOR DE 6 PONTAS

LIGAÇÕES -

MOTOR DE 9 PONTAS

LIGAÇÕES -

MOTOR DE 12 PONTAS

LIGAÇÕES
LIGAÇÕES:

Estrela - Triângulo - Segunda tensão ˜3 vezes maior que a primeira; - Tensões: 220/380 V, 380/660 V, 440/760 V - Cabos: 6 ( seis ) Série - Paralela - Cada fase é dividida em 2 partes; - Segunda tensão é o dobro da primeira; - Tensões: 220/440 V e 230/460 V - Cabos: 9 ( nove ) Tripla Tensão Nominal - Tensões: 220/380/440/760 V - Cabos: 12 ( doze )

MÉTODOS DE PARTIDA
MÉTODOS DE PARTIDA: 1 2 3 4 5
DIRETA ESTRELA - TRIÂNGULO SÉRIE - PARALELA CHAVE COMPENSADORA ELETRÔNICA

MÉTODOS DE PARTIDA
PARTIDA DIRETA

IDEAL (Sempre que possível); Nos casos em que a corrente de partida é elevada, podem ocorrer: Elevada queda de tensão no sistema de alimentação da rede; Imposição das concessionárias de energia elétrica, devido as implicações de variação na tensão da rede; Sistema de proteção dos motores (cabos, contatores) mais caro (superdimencionado);

MÉTODOS DE PARTIDA
PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO ESTRELA-

Utilizada em aplicações cujas cargas tem conjugados baixos ou partidas a vazio O motor deve possuir 6 terminais; Dupla tensão, sendo a segunda tensão ˜3 vezes a primeira. Ex.:(220/380Volts)
PARTIDA SÉRIE-PARALELA SÉRIE-

O motor deve possuir 9 terminais; Dupla tensão, sendo a segunda tensão 2 vezes a primeira. Ex.:(220/440Volts); Na partida o motor é ligado em série até atingir sua rotação nominal e, então, faz-se a comutação para a configuração paralelo.

MÉTODOS DE PARTIDA
PARTIDA COM CHAVE COMPENSADORA

Partida de motores sob carga; Reduz a corrente de partida, evitando sobrecarga no circuito; A tensão na chave compensadora é reduzida através de auto-transformador; Tap´s do auto-transformador: 50, 65 e 80% da tensão.

MÉTODOS DE PARTIDA
PARTIDA ELETRÔNICA POR SOFT-STARTER SOFT-

Método de partida suave; Controle apenas da tensão ( 25 a 90% da tensão nominal ); Tempo de aceleração regulável entre 1 e 240 segundos.

VARIAÇÃO DA VELOCIDADE DE MI
ROTAÇÃO SÍNCRONA E ROTAÇÃO NOMINAL :
120 . f ns ! p

120 . f n !( 1 s ) p
r

FORMAS DE VARIAÇÃO DA VELOCIDADE: 1 2
3 VARIANDO A FREQUÊNCIA VARIANDO O NÚMERO DE PÓLOS VARIANDO O ESCORREGAMENTO

VARIAÇÃO DA VELOCIDADE DE MI
VARIAÇÃO DA FREQUÊNCIA:

UTILIZAÇÃO DE INVERSORES DE FREQUÊNCIA

Variação : 6 a 30 Hz - Perda de ventilação; 30 a 60 Hz - Motores standard; 6 a 60 Hz - Depende da carga acionada. Acima de 60 Hz - Enfraquecimento de campo.

VARIAÇÃO DA VELOCIDADE DE MI
VARIAÇÃO DO NÚMERO DE PÓLOS:

Utilização de motores DAHLANDER; Utilização de motores de ENROLAMENTOS INDEPENDENTES.

VARIAÇÃO DO ESCORREGAMENTO:

Variação da resistência rotórica ( MOTORES DE ANÉIS ); Variação da tensão no estator.

No

RENDIMENTO

No

FATOR DE POTÊNCIA
FATOR DE POTÊNCIA:

Conforme Portaria do DNAEE (1569 - 23 de dezembro de 1993) cos N u 0,92; medição horo-sazonal; Faturamento da energia reativa capacitiva excedente; Correção: Utilização de Bancos de Capacitores

Circuito Resistivo (R)
V I

Potência Ativa
P

P= Vx Ix cos J

Circuito Indutivo ( L )
V I

Potência reativa Q = V x I x sen J

Circuito Capacitivo ( C )

V I

Potência reativa
Q = V x I x sen J

Circuito Misto (R-L-C) (RV I

P Q

Potência Aparente S=VxI Potência Ativa P = V x I x cos J Potência Reativa Q = V x I x sen J

AMBIENTE
CONDIÇÕES NORMAIS DE OPERAÇÃO:

De acordo com a norma NBR 7094: Altitude e 1000 m; Temperatura e 40 ºC; Atmosfera limpa
INFLUÊNCIA DA ALTITUDE:

A potência útil fornecida pelo motor reduz com o aumento da altitude.
AR + RAREFEITO

FORMAS CONSTRUTIVAS
FORMAS CONSTRUTIVAS NORMALIZADAS:

Com ou sem pés; Com ou sem flanges; Tipos de flanges: - FF ( ou FA ) - FC - FC DIN Vertical ou Horizontal.

Formas Construtivas Normalizadas (ABNT) posição de montagem : vertical ou horizontal tipo de apoio : com ou sem pés

Formas Construtivas Normalizadas (ABNT) flange : com ou sem flange

ENSAIOS
ENSAIOS DE ROTINA: ENSAIOS ESPECIAIS

Ensaio de resistência elétrica, a frio; Ensaio em vazio; Ensaio com rotor bloqueado; Ensaio de tensão secundária para motores com rotor enrolado; Ensaio de tensão suportável.

Ensaio de partida; Ensaio de sobrevelocidade; Ensaio de nível de ruído; Ensaio de tensão no eixo; Ensaio de vibração.

ENSAIOS DE TIPO:

Todos os ensaios de rotina; Ensaio de elevação de temperatura; Ensaio de resistência elétrica, a quente; Ensaios relativos a potência fornecida; Ensaio de conjugado máximo em tensão nominal ou reduzida;