You are on page 1of 24

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE ENFERMAGEM COMPONENTE

CURRICULAR: Ensino e Pesquisa em Saúde I DOCENTE: Sheila Milena P. dos Santos Monitora: Julianne Naziazeno de Lima(Turma 2011.1)

ÉTICA E PESQUISA EM SAÚDE

1 IMPORTÂNCIA DA ÉTICA EM PESQUISA 1.1 Conceito: 2 ENFERMAGEM x PESQUISA 3 MARCOS HISTÓRICOS DA ÉTICA EM PESQUISA NA ÁREA DA SAÚDE 3.1 Código de Nuremberg 3.2 Objetivo do Código de Nuremberg 3.3 Princípios básicos do Código de Nuremberg 3.4 Declaração de Helsinque 4 ÉTICA EM PESQUISA NO BRASIL 4.1 RESOLUÇÃO N.196/96 4.2 Importância da Resolução n.196/96 4.3 SISNEP 4.4 Algumas atribuições do CEP 5 ASPECTOS FUNDAMENTAIS PARA À REALIZAÇÃO DA PESQUISA 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 7 REFERÊNCIAS

1 IMPORTÂNCIA DA ÉTICA EM PESQUISA
A pesquisa é uma atividade onde se busca aprimorar conhecimentos a respeito de um determinado tema, bem como o entendimento de fenômenos sociais.
1.1Conceito:

“Pesquisa: classe de atividades cujo objetivo é desenvolver ou contribuir para o desenvolvimento generalizável. O conhecimento generalizável consiste em teorias, relações ou princípios ou no acúmulo de informações sobre as quais estes estão baseados , os quais possam ser corroborados por métodos científicos aceitos de observação e inferência.”(OGUISSO; ZOBOLI, 2006).

 A pesquisa visa identificar os problemas de uma população, para que posteriormente, possa desenvolver benefícios para essa.  A pesquisa na área da Saúde tem por objetivo desenvolver melhorias na assistência a saúde da população, através da prevenção, controle, tratamento, reabilitação da saúde de um indivíduo ou comunidade.

2 ENFERMAGEM x PESQUISA  A Enfermagem necessita da realização de pesquisas científicas para aprimorar as suas práticas profissionais, o cuidar de um usuário necessita de habilidades práticas aliado ao conhecimento científico.

3 MARCOS HISTÓRICOS DA ÉTICA EM PESQUISA NA ÁREA DA SAÚDE 3.1Código de Nuremberg Conforme Castilho; Kalil(2005) por volta da metade do século XX, surgiu o primeiro documento de caráter internacional que estabelecia regras para a realização de pesquisas envolvendo seres humanos. O Código de Nuremberg, foi criado por médicos estadunidenses em 1947.

3.2 Objetivo do Código de Nuremberg

Visou dar subsídios aos juízes do Tribunal de Nuremberg , para a realização dos julgamentos dos crimes cometidos nos campos de concentração, onde os prisioneiros eram submetidos a experimentos cruéis.

3.3 Princípios básicos do Código de Nuremberg

 “o consentimento informado do sujeito humano é absolutamente essencial".  “ capacidade para consentir”  “liberdade de coerção”  “compreensão dos riscos e benefícios envolvidos”

Outros princípios: a minimização de riscos e danos, um balanço riscobenefício favorável, que os pesquisadores sejam qualificados e utilizem delineamentos/desenhos apropriados para pesquisa e, ainda, a liberdade do participante para desistir a qualquer momento.

3.4 Declaração de Helsinque
 Propôs princípios norteadores da pesquisa clínica voltada para seres humanos, revendo o Código de Nuremberg, aprimorando-o.  Conforme Oguisso; Schmidt (2007), a declaração de Helsinque sofreu várias modificações, a última no ano 2000, em Edimburgo, Escócia, trata os seguintes princípios éticos:  Todo o projeto de pesquisa clínica envolvendo seres humanos deve ser precedida por uma avaliação minuciosa dos possíveis riscos para os envolvidos.  A realização de uma pesquisa clínica justifica-se pelos benefícios que trará a população envolvida.  A participação dos sujeitos envolvidos nas pesquisas deverá ser voluntária.

4 ÉTICA EM PESQUISA NO BRASIL

No Brasil em 1988, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) elaborou a Resolução no 01/88, que estabeleceu normas para pesquisa na área da Saúde, principalmente tratando-se de estudos na área biomédica e farmacológica. Visando a reformulação dessa, criou-se a Resolução n.196/96 pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS) (OGUISSO; ZOBOLI, 2006).

4.1 Resolução n.196/96

 Na Resolução n.196/96, estão estabelecidos os critérios básicos para a realização de pesquisas envolvendo seres humanos. Foi construída baseando-se em documentos, destacando-se o Código de Nuremberg (1947), a Declaração dos direitos do Homem (1948). Envolve os princípios da Bioética: Beneficência; Não-maleficência; Justiça; Autonomia.

Beneficência: fazer o bem e evitar o mal para o sujeito ou participante na pesquisa e para a sociedade. O pesquisador deverá prever os possíveis benefícios para os participantes do estudo.

Não-maleficência: não causar dano aos participantes da pesquisa, deve-se ponderar os riscos e benefícios

Justiça: princípio de ser justo, isto é, tratar cada indivíduo de acordo com as suas necessidades, diferenças ou semelhanças.

Autonomia: garante aos participantes do estudo a determinar as suas próprias ações. O pesquisador deverá assegurar a liberdade e respeitar a privacidade do sujeito da pesquisa.

4.2 Importância da Resolução n.196/96

 Assegura os direitos e deveres da comunidade científica. Destaca-se as seguintes definições:  Toda pesquisa envolvendo seres humanos só poderá ser realizada quando submetida a um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), e mediante assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)  Toda pesquisa envolvendo seres humanos não poderá trazer riscos para os sujeitos pesquisas, salvo se os benefícios se sobressaiam.

4.3 TCLE
T R O E O S N I E T LV E EC A E I O E M D C NE TMN O I R E S L R C D Pl pee t Tr o d Cne t m t eo r s ne em e o s ni e o L r e Ecae i o e , n i e v s l r cd u _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ , m l n e eccod sm sdr io m ds o h _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _e pe o xr í i o e i et s e i p n o u apr cprd Ps us “ ati i a a eq i a S Ú EMN A N E T AÉ I S Ú E A AD E T L A S RTG AD D A C M E T O T A D O E F R ER S( S? O O S Ã AU N O S NE MI O A) ” D l r s recae i o et rd aod c mss g i t sp n s e ao e s l r cd e sa e c r o o o e une ot : c o Or bl ot r c m oj tv gr l d t a ah eá o o b i o ea e e Sú eM t l n Et a gaSú ed Fmi ( S ) a d e a a sr té i a d a a í a E F. n l pr r s odr a aa ep ne o s be v semt s u j ti a i a s enohvr nnu rs o u ã a eá e hmi c o A vl oo -T L CE FMI AÍ A L .

a ai r a a a ã d s Ef r er s ( s e v la tu ç o o nemi o a) m ut ros cbr aa t rzço nái ó a eá uoi aã

f r uái pe i mne ea oa o c mot p r q et e o j ti a , oml ro r va e t l b r d , o p so o u sõ s be v s d s o f roa v l n ro ec not o ou tái . ni e ca, fdni l

A ps u a o cbr o ds novm t d ps us d f r a c o eq i d r a eá s ee v l i e o a eq i a e om o n r vl noo r s la o a m i o i dv u eo f mi r s c m i d a e i ê ca d e ea d s eu d s o é c , n i í o / u a i ae, u p no s x ni s a t d d l r g Rs l ço 9/ 6 o o s l o ai nld Sú eMi t ro aSú e eouã 169 d Cneh Nco a e a d/ i séi d a d. n O out rop dr s r c s r apri i a, o r tr r s uc ne tm t aq aq e v l nái o eá e e ua atcpr u eia e o s ni e o ul ur n mo e t m o n peuz pr o r j í o aa pi a i a e rvcdd poeo r jt d r ai a ã d t a ah oa po ot , no hvno q aq e pnlz ç o o a e lz ç o o r bl o r r p so ã a e d ul ur e ai a ã u m m. e o s d sp ri i a t se mn rtasr s l d se c r te o at cp ne m a te i euta o m aá r Nohvr q aq e ds eao ô u fnner a s pri i a t s v l nái sdse ã a eá ul ur eps u ns i a c io o atcpne ou t ro et ce tí i oenohvr q aq e poe i e t q ep s ai c r e e d n sfsc s i n fc ã a eá u l ur r c dm o u os nor r m a o í i o n o fnner sa v l nái e p ra t ,nohvranc s i a ed u i a c i o o ou t ro , ot no ã a ei e esdd e e u ece tfc eo d I siu ã r s os vl q i i níi a / u a ntt i o epná e. p ç Qaq e d v ao s lct ç od ecae i e t s opri i a t p dr c naa a ul ur ú i u oi ia ã e s l r cm o, atcpne o eá o t t r d n eu e qi p ce tfc n nmo 03 80 i níi a o ú e ( 8) 83 r A fnld ps us o i a a eqi e da v seu adl sfcr e mh p se mus i a m ea i aá m i a os . n D t f r a u avzt nold ee t ni o e a om m e e d i o n dd s , e aod c m t o d m m dt easn et t r o ec ne tm t lveeecae i o c r o o o e r o e o ao si o se emd os ni e oi r s l r cd . s , n ____________ ___________ A i a r d p s us d rr s o s v l s n tua o eq i a o ep ná e s ____________ ____________ A i auad Pr cp n s n t r o ati i a te s t i ecae i e t se p ret rd p n as s l r cm o , o sa e l o n e -84,c mua n N i z n d L a 1 7 o J l ne a a e o e i . i z m a s f rd m i t r se t r ilveaes a c n úod m m , e o o e nees , ee i r cso o ot d a e a u e s , c ni e ca. o fd n i l Sr gr ni o o sgl d s r s la o otd s nse t a ah, as gr no asma eá aa td i io o eu d s bi o et r bl o se ua d si t

i dnz ç op rpred n e i a ã o at a

p dnod c tro dds c m ps u a o, vl s le t rqeet dc m t s r i pes o e d i ui s a o, o o eqi d r ae ai n u se ou e o eá m so s s a n r

4.4 Algumas atribuições do CEP:

 Emitir parecer em no máximo 30 dias.  Garantir a confidencialidade das pesquisas  Receber os sujeitos de pesquisa caso esses desejem efetuar denúncias a respeito da pesquisa.  Controlar irregularidades em pesquisas.

5 ASPECTOS FUNDAMENTAIS PARA À REALIZAÇÃO DA PESQUISA  Atenção na escolha dos sujeitos da pesquisa, respeitando o seu direito de recusar-se a participar;  Esclarecer ao sujeito da pesquisa os itens contidos no TCLE, o objetivo da pesquisa bem com a relevância da mesma.  Manter a privacidade do sujeito da pesquisa desde a suas etapas iniciais até a divulgação dos resultados;  Divulgar o resultado da pesquisa , podendo assim colaborar com a comunidade científica, sobretudo, beneficiará o sujeito da pesquisa.  Realizá-la conforme os princípios da Resolução n.196/96.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme Mascarenhas; Rosa (2010) , é importante o ensino da Ética na área da Enfermagem articulando-se a prática do estudante, para que o docente possa ter uma reflexão crítica sobre as suas atitudes, bem como aprimorar o enfrentamento dos problemas do cotidiano.

7 REFERÊNCIAS
CASTILHO, Euclides Ayres de; KALIL, Jorge.Ética e pesquisa média: princípios, diretrizes e regulamentações. Rev.Soc.Bras.Med.Trop, Uberaba, v.38, n.4, 2005. MASCARENHAS, Nildo Batista;ROSA, Darci de Oliveira Santa. Bioética e formação do enfermeiro: uma interface necessária.Texto contexto-enferm, Florianópolis, v.19, n.2, 2010. OGUISSO, Taka; ZOBOLI, Elma Lourdes Campos Pavone. Ética e Bioética : desafios para a enfermagem e a saúde.Barueri:Manole,2006. OGUISSO, Taka;SCHIMIDT, Maria José. O Exercício da Enfermagem: uma abordagem ético legal.2.ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2007