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DOCENTE: GERLANE ÂNGELA

GRUPO: CLARISSA GOMES DE ARAÚJO JOSEANA DE ALMEIDA DIAS MARIA ANGÉLICA DA SILVA SANTOS RUAN TCHARLE PEREIRA DE SOUZA SUZANA WALESKA DA SILVA BARRETO

“ÉTICA NO CUIDADO DOS PORTADORES DO HIV”

A ética permeia todas as nossas atitudes e comportamentos, a preocupação com os aspectos éticos na assistência à saúde estende-se ao respeito à pessoa como cidadã e como ser social. (KOERICH; MACHADO; COSTA, 2004)

A AIDS, causada pelo vírus HIV, compromete o sistema imunológico ocasionando a sua deficiência e ataca o sistema nervoso. Com o enfraquecimento do organismo, o individuo fica sujeito a doenças graves, as chamadas doenças oportunistas. (OLIVEIRA; LIMA; SILVA, 2007)

Ao se reportar à ética voltada para o cuidado do portador do HIV/AIDS, constata-se a importância do cuidar ético dessas pessoas, tendo em vista as suas particularidades e a sua estigmatização, por parte da sociedade. Ao cuidar de um paciente é preciso que o profissional o veja como um ser humano, com suas necessidades básicas afetadas, encontrando-se fragilizado, portanto, merecendo mais respeito e atenção. É importante que os profissionais exercitem o autocuidado desses pacientes com o objetivo de incentivarem sua autonomia e sua autoestima. (PINHEIRO, et al, 2005)

Para que os pesquisadores possam realizar as pesquisas devem respeitar a Resolução 196/96, que dispõe sobre pesquisas envolvendo seres humanos, e cumprir o protocolo exigido pelos CEPs (Comitês de Ética e Pesquisa) o qual possui os princípios éticos (autonomia, beneficência, não maleficência, justiça e equidade) estabelecidos.

A luta contra a AIDS no Brasil passou a um novo patamar à medida que, em 1986, foi criado o Programa Nacional de DST e AIDS, o programa está calcado nos princípios e diretrizes propostos pela Constituição de 1988 e, posteriormente, pela lei 8080/90, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde. (OLIVEIRA; LIMA; SILVA, 2007)

Pela Constituição brasileira, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Em 1989, profissionais da saúde e membros da sociedade civil criaram, com o apoio do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais, a Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da AIDS. (Ministério da Saúde, 2011) Do qual destacamos os seguintes itens: •II – Os portadores do vírus têm direito a informações específicas sobre sua condição. •III - Todo portador do vírus da AIDS tem direito à assistência e ao tratamento, dados sem qualquer restrição, garantindo sua melhor qualidade de vida. •IV - Nenhum portador do vírus será submetido a isolamento, quarentena ou qualquer tipo de discriminação.

•Na justiça: Não existe legislação que dê prioridade às pessoas com HIV/AIDS no julgamento de processos judiciais, essa ausência deve-se ao fato de, atualmente, existirem medicamentos e tratamento que permitem à pessoa vivendo com HIV/AIDS ter uma vida com mais qualidade. •Nas finanças: É possível o saque integral do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); A pessoa que foi diagnosticada com AIDS pode receber os valores, em razão de aposentadoria, reforma ou pensão, isentos de imposto de renda. •No trabalho: O portador do vírus tem o direito de manter em sigilo a sua condição sorológica no ambiente de trabalho, como também em exames admissionais, periódicos ou demissionais. •Nos transportes: Alguns estados concedem gratuidade no transporte coletivo para pessoas que vivem com HIV/AIDS (transporte intermunicipal). Por sua vez, alguns dos municípios possuem legislação que isenta a pessoa vivendo com HIV/AIDS do pagamento da tarifa de transporte coletivo urbano.

Diagnóstico em crianças e adolescentes: O diagnóstico da infecção pelo HIV transforma a vida de qualquer um. Quando se trata de uma criança, o cuidado deve ser maior. Dependendo da idade, a revelação é fundamental para o sucesso do tratamento desses jovens. Quando a criança ou o adolescente não sabem da doença, o atendimento médico pode ficar prejudicado. Quando se fala de tratamento entre crianças e jovens, os adultos assumem um papel de grande responsabilidade. (Ministério da Saúde, 2011)

Diagnóstico de idosos: A fragilidade do sistema imunológico em pessoas com mais de 60 anos dificulta o diagnóstico de infecção por HIV. Isso ocorre por que os sintomas da AIDS podem ser confundidos com outras infecções comuns nessa faixa etária. Tanto a pessoa idosa quanto os profissionais da saúde tendem a não pensar na AIDS e, muitas vezes, negligenciam a doença. E o diagnóstico tardio permite o aparecimento de infecções cada vez mais graves e compromete a saúde mental. (Ministério da Saúde, 2011)

Diagnóstico em gestantes: A taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Mas em situações em que a grávida segue todas as recomendações médicas, a possibilidade de infecção do bebê reduz para níveis menores que 1%. As recomendações médicas são: o uso de remédios antirretrovirais combinados na grávida e no recém-nascido, o parto cesáreo e a não amamentação. Após o nascimento, a mãe não deve amamentar seu filho, pois o HIV está presente no leite materno. (Ministério da Saúde, 2011)

Como qualquer outra pessoa, a pessoa que vive com HIV/AIDS tem o direito de levar uma vida igual à de todo mundo. O preconceito e o estigma associado à AIDS são dificuldades freqüentemente encontradas pelos soropositivos para conseguirem manter a vida normalmente, por esse motivo os profissionais da saúde precisam tratá-los com igualdade sem demonstrar nenhum tipo de preconceito.

O maior dilema ético vivenciado pela equipe de enfermagem é referente ao sigilo , em relação ao sigilo profissional, o Código de Ética, em seu Art. 82, institui manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional, no Art. 81 abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de seu exercício profissional a pessoas ou entidades que não estejam obrigadas ao sigilo e no Art. 83 orientar, na condição de enfermeiro, a equipe sob sua responsabilidade, sobre o dever do sigilo profissional. (SORATTO; ZACCARON, 2010)

•Artigo 5 o profissional deve exercer a profissão com justiça, compromisso, eqüidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade.
•Artigo 6 deve fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica. •Artigo 15 deve prestar Assistência de Enfermagem sem discriminação de qualquer natureza. A penalidade se descumprir esses artigos vai desde uma advertência verbal até suspensão do exercício profissional.

OBRIGADO!!!