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POLUIÇÃO

ATMOSFÉRICA
E
MORBIDADE
CARDIORRESPIRATÓRIA

Dr. Paulo Gurgel
Biomassa

 Matéria de origem biológica utilizada
como fonte de energia.
 Pode ser renovável a curtos intervalos
de tempo, diversamente das fontes
fósseis de energia (carvão, petróleo e
gás natural).
Combustão da biomassa
Combustível + Comburente
+ Ignição
Reação em cadeia

Energia
A lenda de Prometeu
Há 1,5 milhão de anos...
Usos iniciais do fogo

 Aquecer
 Iluminar

 Cozinhar
Outros usos do fogo

 Transformação de matérias-primas
(metalurgia, cerâmica)
 Agricultura
Fases da combustão:
flaming e smoldering
CO2 + H2O CO
N2, NO e NO2 NH3
SO2 H2S
Outros Hidrocarbonetos
MP Outros
MP

O3
Camada de Ozônio

O Ozônio na Atmosfera

CETESB DIVISÃO DE QUESTÕES GLOBAIS
Chuvas ácidas
Produtos da combustão
da biomassa
 Material particulado
 Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos
 Monóxido de carbono
 Aldeídos
 Ácidos orgânicos
 Compostos orgânicos voláteis e semivoláteis
 Compostos de nitrogênio e enxofre
 Ozônio NICOTIN
 Outros A
Poluição “individual”
Tabagismo
Tabaco
Cultivo & Cura
Poluição ocupacional
Lenha

Outro elemento importante da história
é o relato de tabagismo, a principal
causa da DPOC, mas não é obrigatório.
Outras causas importantes são os pós,
fumos e a fumaça de combustão de
lenha.
Poluição ocupacional
Carvoaria
Poluição atmosférica

São Paulo - SP

Urbana
Combustíveis fósseis

carvão petróleo

gás natural
Fontes de emissão
industrial

veicular
Níveis de qualidade do ar
Cetesb
PARÂMETROS PADRÃO DE QUALIDADE
DO AR
SO2 - Dióxido de 365
Enxofre (µg /m³)
PI - Partículas Inaláveis 150
(µg /m³)
CO - Monóxido de 9
Carbono (ppm)
O3- Ozônio (µg /m³) 160

NO2 - Dióxido de 320
Nitrogênio (µg /m³)

ATENÇÃOALERTAEMERGÊNCIACRÍTICO
Inversão térmica
Inversão térmica
Relembrando...
1930 Vale de Meuse Indústrias com 60 mortes
- Bélgica fornos de
carvão e
gasogênio
1931 Manchester - Indústrias 592 mortes
Inglaterra Smog
1948 Donora, Siderúrgicas e 20 mortes
Pensilvânia - fábricas de Metade da
EUA produtos população
químicos com sintomas
cardio-
respiratórios
1952 Londres - Queima de 4000 mortes
Inglaterra carvão para o (DPOC e
frio cardiopatas)
Poluição do ar: câncer pulmonar e mortalidade cardiopulmonar
(JAMA 2002; 287: 1132-1141)

Um trabalho em recente edição de The Journal of the American Medical Association confirma
a relação entre poluição do ar com partículas finas ligadas à combustão e mortalidade
cardiopulmonar e, pela primeira vez, mostra associação significativa com a mortalidade por
câncer pulmonar.
O Dr. C. A. Pope III, da Brigham Young University, em Provo, Utah, EUA, e cols. usaram
dados do American Cancer Society’s Cancer Prevention Study II para determinar o efeito
sobre a mortalidade provocada pela poluição do ar com partículas finas relacionadas à
combustão, em áreas metropolitanas nos EUA.
O Cancer Prevention Study II incluiu cerca de 1,2 milhões de adultos recrutados em 1982. Os
investigadores ligaram fatores de risco de cerca de 500.000 destes adultos com dados de
poluição do ar e dados de condições vitais e de causa de morte até 31 de dezembro de 1998.
Verificaram que a poluição relacionada a material particulado fino e a óxido de enxofre
associava-se à mortalidade geral, ao câncer de pulmão e à mortalidade cardiopulmonar. Para
cada aumento de 10 g/m3 na poluição do ar com partículas finas, a mortalidade total
aumentou 4%, a mortalidade por câncer pulmonar aumentou 8% e a mortalidade
cardiopulmonar aumentou 6%.
O Dr. Pope relatou que há, atualmente, um acompanhamento de 16 anos com bons dados sobre
dieta, melhores medidas da exposição ocupacional e mais eficientes ferramentas de estatística,
que permitem avaliar melhor a estrutura espacial e a poluição do ar. Acrescentou que,
conquanto os resultados deste estudo sejam essencialmente os mesmos que os de outros
estudos, são muito mais definitivos.
Os resultados do estudo confirmam achados prévios de mortalidade cardiopulmonar, mas agora
a associação de poluição do ar e câncer pulmonar é consistente e estatisticamente significativa.
Mães expostas a maiores taxas de poluição do ar
tiveram bebês com menor peso na Capital

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina (FM) da USP mostra que as mães que
ficaram expostas a taxas maiores de poluição do ar, no primeiro trimestre de gravidez,
tiveram bebês com peso menor que as outras gestantes na capital paulista. Não foram
constatados efeitos significativos dos poluentes nos demais trimestres.
O epidemiologista Nelson Gouveia, um dos responsáveis pela pesquisa, acredita que a
variação de peso esteja associada, entre outras, à baixa oxigenação sanguínea provocada
pelos poluentes.
Para cada parte por milhão (ppm) de monóxido de carbono (CO) a que as mães ficaram
expostas, houve redução de 23 gramas no peso do recém-nascido, enquanto que para cada
10 miligramas por metro cúbico do material particulado PM10, a redução foi de 14
gramas.
A pesquisa envolveu 179 mil recém-nascidos, dos 214 mil registrados em 1997, de mães
que moram na cidade de São Paulo.
Segundo Nelson Gouveia, é o primeiro trabalho no Brasil a relacionar a poluição com o
peso de recém-nascidos, apesar de haver outros no País que já o relacionaram com a
mortalidade, problemas respiratórios, etc. Também há estudos de outros países que
demonstraram relações entre a poluição atmosférica e prematuridade, problemas
congênitos e mortalidade do feto.
O estudo foi realizado pelos médicos Nelson Gouveia e Maria Novaes, do Departamento
de Medicina Preventiva da FMUSP, e o britânico Steve Bremner, da St. George´s Hospital
Medical School University, de Londres, e foi publicado na edição de janeiro do Journal of
Epidemiology & Community Health, com o título "Association between ambient air
pollution and birth weight in São Paulo, Brazil".
Poluição atmosférica

Rural
Monitoramento
por satélite

 Revela a existência de cerca de 300
mil queimadas por ano no Brasil.
 Estados que mais contribuem: Mato

Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins.
Motivações

 Limpeza de terrenos para plantios
 Renovação de pastagens

 Eliminação de pragas

 Supressão de detritos

 Técnica de caça

 Etc
Avaliação dos efeitos do material
particulado proveniente da
queima da plantação
de cana-de-açúcar
sobre a morbidade respiratória
na população de Araraquara - SP

Tese de doutorado de Dr. Marcos Abdo Arbex,
apresentada na Faculdade de Medicina da USP,
em 2001
O estudo concluiu que:
 Há uma associação causal entre o material
particulado decorrente da queima de
plantações de cana-de-açúcar e um
indicador de morbidade respiratória na
cidade de Araraquara.
 Há relação entre poluição atmosférica e
efeitos sobre a saúde da população, que
mostrou ter um efeito agudo após curto
período de exposição, com um tempo de
defasagem de dois dias.
 A associação causal é dose-dependente.
Proporcionalidade dos efeitos
adversos à saúde da população geral
decorrentes da exposição aos
poluentes da queima de vegetação

Óbitos
Internações
Emergências
C/ Sintomas
C/ Alt. Func.
S/ Efeitos

OMS, 1999
Efeito estufa
GRATO
PELA ATENÇÃO

Dr. Paulo Gurgel
Hospital de Messejana
pgcs@ig.com.br