PROF. Esp.

: AUGUSTO TRINDADE

A Itália se localiza ao ocidente da Grécia, na península Apenina ou Itálica que, avançando pelo mar Mediterrâneo, divide-o em dois: Ocidental e Oriental, e está dividida em quatro regiões: •Norte, montanhosa e entrecortada de rios; •Planície do Pó, ao longo do caudaloso rio Pó; •Região Apenina; •Costa litorânea dos mares Adriático e Tirreno.

ORIGEM LENDÁRIA:

De acordo com a tradição, Roma teria sido fundada em meados do século VIII a.C. pelos irmãos gêmeos Rômulo e Remo, filhos da princesa latina Réia Sílvia e do deus Marte. Os gêmeos eram netos do rei Numitor que era rei de Alba Longa localizado as margens do rio Tibre, o tio das crianças usurpou o trono e mandou atirar as crianças no rio, logo após o nascimento.

As crianças foram levadas pela correnteza até as proximidades do monte Palatino. Aí foram amamentadas por uma loba e depois criados por um pastor. Adultos voltaram para Alba Longa, destronaram Amúlio e devolveram o trono a Numitor. Por causa de um desentendimento, Rômulo matou Remo e fundou, no ano de 753 a. C., Roma no monte Palatino.

ORIGEM REAL: A ocupação da península Itálica foi bastante complexo, distinguindo-se vários povos que ali se estabeleceram em diferentes épocas: • Os Sicanos, da Sicília, os Lígures, do noroeste e os Messápios e Iapígios, do sul, Por volta de 2200 a. C. chegam os povos de origem indo-européia, •Os Itálicos ou Italiotas ocupam o centro-sul da península, e nos séculos seguintes, a Sicilía, e estavam divididos em dois subgrupos: os Samnitas ao sul da Itália, organizados em clãs pastoris, na disputa pela riquíssima região da Campânia e os Latinos habitavam o curso inferior do rio Tibre, região que jamais foi conquistada pelos etruscos ou pelos gregos, •Nas montanhas habitavam também os Équos e Sabinos, tribos que viviam do pastoreio e do saque, também subgrupos dos itálicos. •Os Volscos, adversários dos Itálicos, tribo montanhesa que habitava os contrafortes dos Apeninos, entre o Lácio e a Campânia, que vivia do pastoreio.

EVOLUÇÃO POLÍTICA

De uma pequena fortaleza, Roma acabou se transformando no centro de um vasto império. Dividida em três momentos:
•MONÁRQUICO (753 – 509 a. C.)

•REPÚBLICA (509 – 27 a. C.)
•IMPÉRIO (27 – 476 d.C.)

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)

Iniciou-se com a fundação da cidade de Roma e terminou em 509 a.C., quando uma revolta da aristocracia depôs o último rei.

Reis de origem Latina e Sabinos
Rômulo (753-716 a.C.) Numa Pompílio ou Panfílio (716-673 a.C.) Túlio Hostílio (673-641 a. C.) Anco Márcio (641-616 a.C.)

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)

Reis de origem Etrusca Tarquínio Prisco (616 - 578 a.C.) Sérvio Túlio (Mastarna em etrusco) (578 - 534 a.C.) Tarquínio, o Soberbo (535 - 509 a.C.)

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)
ORGANIZAÇÃO SOCIAL

•PATRÍCIOS: Denominação derivada da palavra latina pater, que significa pai ou chefe da família, elemento que tinha direito de vida e morte sobre os outros membros.

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)
ORGANIZAÇÃO SOCIAL

•PLEBEUS: Homens livres; podiam possuir propriedades territoriais, pagavam impostos e prestavam serviços militares, sem o direito de exercer funções públicas ou partilhar da repartição das terras conquistadas pelo Estado Romano.

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)
ORGANIZAÇÃO SOCIAL

•CLIENTES: homens livres, dependentes de um aristocrata romano, que lhes dava um pedaço de terra em troca do pagamento de uma taxa e de prestação de trabalho.

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)
ORGANIZAÇÃO SOCIAL

•ESCRAVOS: Homens e mulheres obtidos através das guerras de conquista, por dívida ou por descendência.

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)

ORGANIZAÇÃO SOCIAL

A organização social básica do mundo romano, dessa fase, era a Gens. Constituía-se numa organização aristocrática, proprietária de escravos, conhecidos como patrícios, denominação derivada do latim Pater, que significa pai ou chefe da família, o qual tinha direito de vida e morte sobre os outros membros.

MONARQUIA (753 – 509 a. C.)

ORGANIZAÇÃO SOCIAL

A reunião de dez Gens constituía uma Cúria, e da reunião de dez Cúrias formava-se uma Tribo. Cada Cúria tinha suas práticas religiosas, seus santuários e seus sacerdotes. Das tribos saía o chefe militar e o grande sacerdote. O conjunto das três tribos formava o populus romanus (povo romano).

MONARQUIA (753 – 509 a. C.) ORGANIZAÇÃO POLÍTICA •MONARQUIA: “Rex Sacrorum”, representante político máximo de Roma, (chefe militar, juiz supremo e sumo sacerdote).

MONARQUIA (753 – 509 a. C.) ORGANIZAÇÃO POLÍTICA

•SENADO: Composto por cem cidadãos com mais de 60 anos, eleitos pelos patrícios, de caráter vitalício, elaboravam as leis que eram aprovadas pelo Rei.

MONARQUIA (753 – 509 a. C.) ORGANIZAÇÃO POLÍTICA •ASSEMBLÉIAS: Compostas por duas; CENTURIAL: formada pelas unidades militares de patrícios conforme a condição social, eram responsáveis pela escolha dos Senadores CURIAL: composta pelos cidadãos, homens e mulheres de Roma, que deliberavam assuntos religiosos.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) ORGANIZAÇÃO SOCIAL

•PATRÍCIOS: Donos das principais terras, constituindo-se na Aristocracia que passa a governar Roma, reservando para eles o poder político.
•PLEBEUS: Homens livres, sem direitos políticos no princípio da República; donos de pequenas propriedades, pagavam impostos e prestavam serviços militares, sem no entanto, partilhar da repartição das terras conquistadas pelo Estado. •CLIENTES: homens livres, sem direitos políticos, dependentes de aristocratas, que trabalhavam em troca de proteção. •CAVALEIROS: enriquecidos com os negócios propiciados pelas guerras, emergiram como uma nova camada social. •ESCRAVOS: Homens e mulheres obtidos através das guerras de conquista, por dívida ou por descendência, constituindo-se na principal força de trabalho do Império.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
SENADO: Principal órgão político Roma, administrava a cidade e as regiões conquistadas, tinha como função votar e aprovar as leis. CONSULADO: Era composto por dois membros, chamados cônsules (do latim consulere = consultar; deliberar), cujo papel era governar Roma, sendo eleitos pela Assembléia Centurial por um mandato de um ano. Apresentavam projetos de lei, presidiam o Senado e a Assembléia Centurial e chefiavam o exército. MAGISTRADOS: Eleitos pelas Assembléias Centurial e Tribal composto por cinco membros, legislando sobre assuntos específicos: PRETOR: Cuidava da Justiça, QUESTOR: Cuidava das finanças, CENSOR: Cuidava do Censo e da Censura EDIS: Cuidavam das cidades, TRIBUNO DA PLEBE: Representante dos plebeus, DITADOR: Eleito por um período de 6 meses durante as guerras e as crises.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) CONQUISTAS PLEBÉIAS

Os Plebeus ao perceberem sua importância econômica e militar passaram a fazer diversas reivindicações e exigirem mais direitos.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) CONQUISTAS PLEBÉIAS

 494 a. C. realizaram a revolta do Monte Aventino ou Monte Sagrado, passando a exigir dois representantes no senado, os TRIBUNOS DA PLEBE,

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) CONQUISTAS PLEBÉIAS

450 a. C. os Plebeus passaram a exigir melhorias sociais e os Patrícios e Plebeus escolheram 10 Juristas (os Decênviros), encarregados de redigir um compêndio de leis gravado em 12 pranchas de bronze, era a LEI DAS 12 TÁBUAS, (primeiro código de leis escritas),

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) CONQUISTAS PLEBÉIAS
Temas Tábuas I e II - Organização e procedimento judicial; Tábua III - Normas contra os inadimplentes; Tábua IV - Pátrio poder;

Tábua V - Sucessões e tutela;
Tábua VI - Propriedade; Tábua VII - Servidões; Tábua VIII - Dos delitos; Tábua IX - Direito público; Tábua X - Direito sagrado; Tábuas XI e XII – Complementares. http://analgesi.co.cc/html/t23383.html

jus civile (direito civil)
jus gentium (direito das gentes) jus naturale (direito natural)

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) CONQUISTAS PLEBÉIAS

445 a. C. foi instituída a LEI CANULÉIA, estabelecia a igualdade social permitindo o casamento entre Patrícios e Plebeus,

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) CONQUISTAS PLEBÉIAS

367 a. C. os plebeus conseguiram a LEI LICÍNIA, que permitia que um dos Cônsules seria plebeu, permitindo que os mesmos também tivesse acesso às terras conquistados As conquistas sociais plebéias permitiram uma nova dimensão no contexto da expansão territorial, provocando transformações econômicas profundas dentro da república.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) GUERRAS PÚNICAS 264 – 146 a. C.
O conflito conhecido como Guerras Púnicas deriva Poeni, nome dado pelos romanos aos fenícios, a cidadeestado de CARTAGO, no norte da África pelo fato dos romanos desejarem dominar o comércio marítimo no mar Mediterrâneo. Cartago dominava as atividades comerciais em vários pontos do litoral Mediterrâneo, como Sicília, Sardenha, Córsega e a Península Ibérica, para isso os cartagineses contavam com uma poderosa esquadra de guerra.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) GUERRAS PÚNICAS 264 – 146 a. C.
Assim a partir do século III a. C., ocorreram três grandes guerras, merecendo destaque as Batalhas de Trébia e Canas, (218 e 216 a. C.) vencida pelo general Cartaginês Aníbal Barca, a frente de um exército de 50 mil homens e 37 elefantes usados em combate.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) GUERRAS PÚNICAS 264 – 146 a. C.

A posterior reação dos romanos na batalha de Zama (202 a. C.), que culminou com a destruição de Cartago, por Cipião, o Africano. O processo que permitiu aos romanos chamarem o mediterrâneo de

Mare Nostrum.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CONQUISTAS ROMANAS 197 a. C. conquista a Macedônia, e em 168 a. C. é transformada em província; 189 a. C. conquista a Síria, a Ásia Menor e o Egito; 146 a. Cartago; 140 a. Portugal; 133 a. Espanha; C. C. C. destruição conquista conquista de da de

51 a. C. conquista a Gália Transalpina.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) MAPA DAS CONQUISTAS ROMANAS

MAPA DAS PRINCIPAIS BATALHAS

Principais Batalhas de Aníbal e baixas romanas
• A batalha de Trebia – Contra Cipião e Semprônio
– Mais de 20.000 baixas romanas • A batalha do Lago Trasimeno – Contra Flamínio e Gémino – 30.000 mortos. Os poucos sobreviventes foram feitos prisioneiros – Outras fontes referem 15.000 mortos e 10.000 prisioneiros e mais 4.000 mortos da cavalaria Gémino • A batalha de Cannas – Contra Lúcio Emílio Paulo e Caio Terêncio Varrão – Cerca de 50.000 mortos e 20.000 prisioneiros • A batalha de Zama – Contra Cipião, o africano – 25.000 mortos cartagineses e 10.000 prisioneiros, contra 5.000 baixas romanas

O Fim de Anibal • O rei Prúsias da Bitínia viu-se obrigado a entregá-lo. Para não cair em mãos romanas, Aníbal suicidou-se em 183 a.C. dizendo: “Livremos os romanos de suas preocupações”

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CONQUISTAS ROMANAS CONSEQÜÊNCIAS DA EXPANSÃO ROMANA

Ao agrupar os territórios anexados em províncias, o sistema de exploração sofreu profundas transformações. Dando ênfase à conquista das terras incorporadas ao ager publicus, às alianças políticas e ao fornecimento de soldados, na fase posterior da expansão destaca-se a cobrança de tributos anuais, em espécie ou moeda, o pagamento de indenizações de guerra, a exclusividade na exploração das minas e o recrutamento de escravos entre a população dominada.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA Com o aumento do número de escravos, surge uma poderosa classe de comerciantes, os Nobilitas, os pequenos proprietários vendem suas propriedades aos latifundiários, migrando para as cidades, transformandose em mão-de-obra barata, aumentando o processo de proletarização.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA Para superar a crise de forma pacífica foi proposta uma Reforma Agrária pelos irmão Tibério e Caio Graco, Tribunos da Plebe, que viam na distribuição de terras uma forma de amenizar a situação. Conforme podemos observar nas palavras de Tibério: “os homens que combatem e morrem pela Itália têm o ar e a luz, mais nada (...). Lutam e perecem para sustentar a riqueza e o luxo de outros, mas (...), não têm um único torrão de terra que seja seu”.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA
Segundo Tibério Graco, a melhoria da combatividade do exército dependia da melhoria das condições de vida dos camponeses, pois, nesse período, o campesinato constituía a base do exército romano. Assim, resolveu conceder terras àqueles que não às possuíam em quantidade suficiente para sobreviver.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA
Com a lei frumental, iniciou-se a distribuição de trigo para a população romana, custeada pelo Estado. Esse hábito assumiu grande importância no século I a.C., tornando-se totalmente gratuito a partir do ano de 58 a.C.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA
Os únicos beneficiários foram os cavaleiros, que há muito pretendiam participar das estruturas efetivas de poder do Estado. Os camponeses, porém, continuaram a perder suas terras o para os latifundiários. O exército passou, progressivamente, a ser profissional, composto por mercenários que faziam da vida militar seu meio de sobrevivência.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA AS REVOLTAS ESCRAVAS

Dentre elas destacam-se as ocorridas na Sicília, entre 136 e 133 a.C., onde os escravos chegaram a tomar o poder, estabelecendo a monarquia. Também no reino de Pérgamo, na Ásia Menor, escravos e cidadãos pobres, liderados por Aristônico, revoltaram-se contra Roma, sendo derrotados em 130 a.C.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA AS REVOLTAS ESCRAVAS

Foi o que ocorreu, por exemplo, na Campânia, no ano 70 a.C., quando milhares de escravos, liderados por Espártaco e ajudados pelos proletários rurais da Itália, se rebelaram. Essa rebelião foi reprimida por Crasso, homem rico, saído da classe dos cavaleiros.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA AS REVOLTAS ESCRAVAS
Quanto às atividades nas quais a mão-de-obra escrava era utilizada, podemos afirmar que seu emprego eram amplo e diversificado. Segundo André Aymard e J. Auboyer, autores dos volumes dedicados a Roma e seu Império, da coleção História Geral das Civilizações. “Entre eles havia pessoas de todos os tipos que foram utilizadas

em todas as tarefas. Houve escravos de luxo servindo apenas para o prazer e ostentação do senhor, outros, domésticos bem adestrados; outros, operários especializados, etc. (...) Existiam, também, operários utilizados por possuidores de pequenas empresas. Principalmente nas cidades, quando conheciam bem o seu ofício era mais proveitoso permitir-lhes exercê-lo por conta própria mediante uma retribuição. (...) Mas houve outros ainda. Primeiramente, os gladiadores (...), atores que, destinados à morte, só poderiam ser escravos, na sua grande maioria. Em seguida, os operários das grandes empresas, trabalhos públicos e minas. (...) Enfim, os escravos rurais, certamente os mais numerosos dos escravos que viviam na Itália.”

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA AS DITADURAS MILITARES
Em meio aos conflitos dos plebeus e escravos, surgiram também as disputas pelo poder dos consulados que a cargo dos generais acabavam sendo estimuladas pelas lutas por melhorias de vida e recompensas pela participação nas guerras.  Caio Mário (104 – 86 a. C.) iniciou uma série de reformas no exército, ao perceber que sua base de recrutamento - os camponeses - não tinha grande interesse em lutar, o que provocava indisciplina e deserção. Passou também a convocar a classe dos proletarii (indivíduos sem bens e com prole para sustentar), passando a ser assalariados, passo decisivo para a profissionalização militar.

Sila ( 86 – 27 a. C.) com o apoio do senado e o título de ditador vitalício, perseguiu os aliados de seu antecessor , confiscou-lhe os bens e exclui-os dos cargos públicos, profissionalizou o exército anulou o poder dos tribunos, limitou os direitos da assembléia popular e entregou o controle da justiça à aristocracia senatorial. Em 79 a.C. abdicou.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA PRIMEIRO TRIUNVIRATO
CAIO JÚLIO CÉSAR: dominou os gauleses e a Gália Cisalpina e Transalpina: POMPEU: ficou em Roma e se aliou ao senado, que o nomeou único Cônsul;

CRASSO: foi combater no Oriente contra os Medos (Persas), onde morreu.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA

DITADURA DE CÉSAR

César perseguiu Pompeu matando-o no Egito, quando retornou foi recebido com honras e triunfo pela plebe e obrigou ao Senado a conceder-lhe o título de Ditador Perpétuo: CENSOR VITALÍCIO: que lhe garantia a hegemonia sobre as instituições republicanas; TRIBUNO da PLEBE: que lhe dava uma grande influência sobre a plebe urbana; IMPERATOR: cônsul vitalício, garantialhe a liderança sobre os militares; PONTIFICES MAXIMUS: A Chefia da região do Estado.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA PRIMEIRO TRIUNVIRATO

Assassinato de César 15-04-44 a. C.

REPÚBLICA (509 - 27 a. C.) AS CRISES DA REPÚBLICA SEGUNDO TRIUNVIRATO
MARCO ANTÔNIO: foi para o Oriente no Egito onde se aliou a Cleópatra; LÉPIDO: foi nomeado Pontífice Máximo, chefe da religião; CAIO OTÁVIO: Sobrinho de César assumiu o governo em Roma, em 31 a. C. venceu seus rivais, sufocou as revoltas camponesas e escravas, recebendo o apoio da aristocracia e do senado que o aclamou com os títulos:

PRINCIPE: primeiro cidadão;
AUGUSTO: divino, majestoso, soberano; TRIBUNO da PLEBE: proximidade do povo; inviolável, garantia a

SUMO PONTIFICE: chefe da religião,
IMPERATOR: chefe soberano de todos os exércitos.

IMPÉRIO (27 - 476 d. C.) ALTO-IMPÉRIO (27 - 235 d. C.)
Otávio Augusto tornou-se, na prática, rei absoluto de Roma. Mas não assumiu oficialmente o título de rei e permitiu que as instituições republicanas (Senado, Comício Centurial e Tribal etc.) continuasse existindo na aparência. ACONTECIMENTOS E REALIZAÇÕES DO GOVERNO DE OTÁVIO AUGUSTO ☼Grandes obras públicas e a construção de novos e grandiosos monumentos: pontes, aquedutos, estradas, circos e anfiteatros; ☼Financiava artistas, poetas (Horácio e Virgílio), historiadores (Tito Lívio), com a ajuda de seu amigo Mecenas, século de ouro da literatura latina; ☼Para receber o apoio dos soldados distribuiu-lhes terras e controlava a plebe com a distribuição de alimento e diversão, com a política de Pão e Circo; ☼Nascimento de Jesus Cristo; ☼Firmou domínio sobre as populações conquistadas e tinha início o período de relativa prosperidade, conhecido como Paz Romana.

IMPÉRIO (27 - 476 d. C.) ALTO-IMPÉRIO (27 - 235 d. C.)

IMPÉRIO (27 - 476 d. C.) ALTO-IMPÉRIO (27 - 235 d. C.)
Após a morte de Otávio Augusto 14 d. C., o trono romano foi ocupado por vários imperadores, que podem ser agrupados em quatro dinastias: Ω Dinastia Júlio-Claudiana (14-68) – Tibério, (morte de Cristo), Calígula, Cláudio e Nero (perseguição aos cristãos) Galba, Oton e Vitélio; Ω Dinastia Flávios (69-96) –Vespasiano, Tito e Domiciano; Ω Dinastia Antoninos (96-192) – Nerva, Trajano, Adriano, Marco Aurélio (imperador filósofo), Antonino Pio e Cômodo; Ω Dinastia Severos (193-235) – Sétimo Severo, Caracala (212 – cidadania a todos os homens livres do império), Macrino, Heliogábalo e Severo Alexandre.

AS DINASTIAS

IMPÉRIO (27 - 476 d. C.)

BAIXO-IMPÉRIO (235 - 476 d. C.)

O baixo império corresponde à fase final do período imperial. Costuma ser subdividido em: Baixo Império pagão (235-305) – fase do domínio das religiões não-cristãs. Destacouse o reinado de Diocleciano (284-305), que dividiu o enorme império entre quatro imperadores (tetrarquia) para facilitar a administração, Mas esse sistema de governo não se consolidou. Baixo Império Cristão (306-476) – destaca-se o reinado de Constantino (313-337), onde pelo Édito de Milão (330), concedeu liberdade religiosa aos cristãos. Mudou a capital do império para o oriente. Remodelando Bizâncio (cidade grega) e fundou Constantinopla. Teodósio (378-395), pelo Édito de Tessalônica (380), transformou o cristianismo na religião oficial do império e o dividiu em Oriente (Constantinopla) e Ocidente (Roma).

IMPÉRIO (27 - 476 d. C.) BAIXO-IMPÉRIO (235 - 476 d. C.) Crise do Império
O Baixo Império foi sendo corroído por uma longa crise social, econômica e política. Entre os fatores que contribuíram para essa crise, destacam-se: Elevados gastos públicos para sustentar a imensa estrutura administrativa e militar; Aumento dos impostos para custear as despesas do exército e da burocracia administrativa; Crescimento do número de miseráveis entre a plebe, os comerciantes e os camponeses; Desordens sociais e políticas provocadas por rebeliões tanto das massas internas quanto dos povos submetidos, Pressões dos povos bárbaros, quando os romanos perceberam que os soldados encarregados de defender Roma vinham dos povos que os romanos combatiam; O Cristianismo que pregava o amor ao próximo e um reino celeste eterno. O último imperador romano do Ocidente, Rômulo Augústulo, tinha sua autoridade restrita praticamente à cidade de Roma. Os hérulos, membros do exército romano, depuseram-no em 476, colocando no poder seu chefe Odroaco, que se intitulou rei da Itália. Era o fim, na prática, do império romano do Ocidente.

PROF. Esp.: AUGUSTO TRINDADE

FORMATAÇÃO:
Prof. Esp. José Augusto Rodrigues Trindade jartrin22@hotmail.com

LICENCIATURA EM HISTÓRIA
Secretaria de Estado de Educação – SEDUC - PA INSTITUTO D. BOSCO