UNIVERSIDADE POTIGUAR FACULDADE DE DIREITO

Prof. Emmanoel Lundberg

DIREITO PENAL I

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Posturas Acadêmicas
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO UNIDADE I NOÇÕES INTRODUTÓRIAS -Conceito e classificações -Funções -Fontes -Conceitos fundamentais -Estrutura do CP e de sua parte geral A NORMA PENAL - Noções introdutórias -Classificação -Concurso (conflito) aparente de normas penais -Interpretação, integração e aplicação da lei penal - A lei penal no tempo -A lei penal no espaço

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PRINCÍPIOS APLICÁVEIS AO DIREITO PENAL - Noções gerais sobre princípios - Classificação dos princípios: INTRODUÇÃO À TEORIA DO CRIME - Crimes, delitos, contravenções infrações, Diferença entre ilícitos penais e civis - Conceitos de crime- Elementos do crime - Classificação dos crimes 6.2 UNIDADE II O FATO TÍPICO - Elementos do fato típico -Consumação e tentativa 2 -Desistência voluntária, arrependimento eficaz e arrependimento posterior

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Diferença entre delito negligente e delito omissivo.Posturas Acadêmicas Prof. -Erro de tipo A ANTIJURIDICIDADE . Emmanoel Lundberg Crime impossível -Agravação pelo resultado: O resultado.Causas excludentes da culpabilidade .Causas supralegais de exclusão da antijuridicidade A CULPABILIDADE . compensação de culpas.Causas legais de exclusão da antijuridicidade .Co-culpabilidade DIREITO PENAL I .Culpabilidade de autor e culpabilidade de ato . Crime qualificado pelo resultado.Noções gerais e classificação . características.Elementos da culpabilidade .

Curso de direito penal: parte geral (arts. 1º a 120). Curso de direito penal: parte geral (arts. 645p.1. v. BITENCOURT. 813p.). 1º a 120 do CP). Cezar Roberto.Comunicabilidade de circunstâncias . v. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I -CONCURSO DE AGENTES . 14ª ed. Rogério (Coord.Posturas Acadêmicas Prof. São Paulo: Saraiva. v. Fernando. .Noções e requisitos .1. São Paulo: Saraiva. Tratado de direito penal: parte geral. 2011. GRECO.Concurso de agentes nos crimes culposos e nos crimes omissivos BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAFIA BÁSICA CAPEZ. 15ª ed.Autoria e participação . Niterói: Impetus. 2011. 13ª ed. 775p.1. 2009.

2009. de.3. José Rodrigues. Guilherme de Souza. 30ª ed. 25ª ed.. São Paulo: Atlas.. Comentários à nova parte geral do código penal. PINHEIRO. Manual de direito penal: parte geral: parte especial..Posturas Acadêmicas Prof. Manual de direito penal: parte geral arts. Damásio E. 149p. Direito penal: parte geral.1. São Paulo: Saraiva. NUCCI. v. São Paulo: Saraiva.. E. 2007.1. 2009. 1º a 120 do CP. 3ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais. 395p. 1985. 1998. v. Magalhães. v. Emmanoel Lundberg BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR JESUS. v. Julio Fabbrini et. Direito penal: dos crimes contra a propriedade imaterial a crimes contra segurança dos meios de. São Paulo: Saraiva. 23ª ed. v. 464p. DIREITO PENAL I .. NORONHA. 749p.0. MIRABTE. 1072p.

http://www.br .conjur. onde é possível encontrar os entendimentos da corte sobre a interpretação das normas penais. os quais são atualizados com frequência.br DIREITO PENAL I . Emmanoel Lundberg BIBLIOGRAFIA INTERNET Portal da UnP http://www.br Endereço eletrônico do Supremo Tribunal Federal.br Visita aos links fornecidos pela Universidade. .Endereço eletrônico do Superior Tribunal de Justiça.br Notícias jurídicas http://www.stf.jus.com. com resolução dos problemas propostos. onde é possível encontrar os entendimentos da corte sobre temas constitucionais penais. /http://www.Posturas Acadêmicas Prof.unp. www. os quais são atualizados com frequência.stj.jus.unp.

06/3NA 2ª AVALIAÇÃO: 21.04/3A 2ª CHAMADA: 28.06/3NA .06/3MA 1ª AVALIAÇÃO: 18.06/3MA RECUPERAÇÃO: 30.06/3NA RECUPERAÇÃO: 30. Emmanoel Lundberg AVALIAÇÕES: 1ª AVALIAÇÃO: 19.Posturas Acadêmicas Prof.04/3MA 2ª AVALIAÇÃO: 21.06/3MA DIREITO PENAL I 2ª CHAMADA: 28.

Teoria Geral do Direito Penal Prof. O ilícito penal é a forma ilícita mais séria. para tanto. não obstante ele não esteja reduzido. o fato de importância constitutiva para o Direito. (Percepção da teoria tridimensional) O Fato social contrário à norma de Direito ocasiona o ilícito jurídico. por atentar contra os bens mais importantes para a vida social. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Direito Penal Origem – Nasce do fato social. sendo. .

abstrata. apresentando-se como regra jurídica imperativa. sendo a mais severa a pena. buscando proteger tais bens. as ações lesivas aos bens jurídicos dos cidadãos. oriunda de uma autoridade competente (Estado) e apresentada por .Teoria Geral do Direito Penal Prof. prevenindo ou reprimindo. genérica. DIREITO PENAL I O Estado também fixa determinadas medidas buscando coibir. Portanto. Emmanoel Lundberg Contra a prática do ilícito o Estado estabelece sanções. Norma Penal é norma jurídica stricto sensu.

A sanção penal (pena).Teoria Geral do Direito Penal Prof. objetivando tutelar os bens mais valiosos para a vida em sociedade. . o pagamento do mal com um mal. . que é o castigo. DIREITO PENAL I . possui característica RETRIBUTIVA. Emmanoel Lundberg Depreende-se desse entendimento que o Estado estabelece normas jurídicas com a finalidade de combater o crime (ilícito penal). e a esse conjunto de normas jurídicas dá-se o nome Direito Penal. acompanhada de uma sanção.A norma penal possui como características peculiares a proibição de determinadas condutas humanas. que é a resposta do Estado ao cometimento do ilícito.

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PEDAGÓGICA, uma vez que por seu intermédio busca-se a reeducação do faltoso, e ainda a educação de toda a sociedade;

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RESSOCIALIZADORA, é o modelo onde o afastamento do infrator do meio social tem como objetivo garantir sua reinserção utilitária e produtiva;
INTIMIDATIVA, apresenta-se coercitivamente com ameaça de aplicação da efetiva coação em face do descumprimento injustificado.

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FINALIDADE DO DIREITO PENAL
IMPORTANTE: Bem Jurídico é tudo aquilo que pode satisfazer as necessidade humanas. Todo valor reconhecido pelo Direito torna-se um bem jurídico. - Proteção dos bens jurídicos de maior relevância e fundamentais à própria sobrevivência da sociedade, dos bens essenciais ao indivíduo e à coletividade. - Esses bens jurídicos são extremamente valiosos, não apenas sob o crivo econômico, mas sim político.

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- A escolha de tais bens é fruto do próprio desenvolvimento do grupo social onde se acha inserido. Bens outrora essenciais não mais são considerados nos dias atuais, não sendo, por isso, necessária a sua proteção pelo direito penal, sendo, para tanto, a força dos outros ramos do direito, pois suficientes para tal proteção. Ex.: Adultério. - O Direito Penal representa o mecanismo de combate do ilícito jurídico mais grave, quais sejam os crimes e as contravenções, através de sanções peculiares, isto é, penas e medidas de segurança.

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sua segregação do meio social e sua ressocialização. Prevenção especial – na hipótese de ultrapassada a norma penal e advindo a conduta proibida.Teoria Geral do Direito Penal Prof. . atingindo o sentimento de temor e ético. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Prevenção geral – antes de aplicar a sanção. objetiva com a norma abstrata e por meio dela evitar a conduta proibida. o direito penal sanciona o seu autor para que suporte as consequências do ato.

direito de defesa social. seu caráter retributivo preferindo direito criminal.Teoria Geral do Direito Penal Prof. liberdade. Escolha dos Bens Jurídicos: . dentre outros. com base na Constituição Federal. igualdade. segurança. nos seus valores fundamentais: dignidade da pessoa humana. . Bastante criticada a denominação direito penal. por entenderem que ela não expressas todas as suas características. bem estar social. princípios de criminologia.É feita pelo legislador (Congresso Nacional). Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Denominação. direito repressivo. exaltando exclusivamente a pena.

DIREITO PENAL I .Teoria Geral do Direito Penal Prof. Emmanoel Lundberg Código Penal – Conjunto de normas jurídicas reunidas em um único diploma que objetivam definir crimes.É composto de duas partes: Geral e Especial Parte Geral (art. que tratam de conceitos fundamentais ao DP etc. em tese. sob ameaça de sanção. tanto para os crimes nele previstos. desde que essa não disponha em contrário. a existência de um crime. . 1º ao 120) – é composta pelas normas que possibilitam verificar. que regulamentam a aplicação da lei penal. como em toda a legislação extravagante. bem como criar normas de aplicação geral. proibindo ou impondo condutas.

. para estabelecer a aplicabilidade ddas medidas de segurança e a tutela do direito de liberdade em face do poder de punir do Estado”.Teoria Geral do Direito Penal Prof. (Von Liszt.121 ao 361) – composta pelas normas que descrevem os delitos e cominam penas. Emmanoel Lundberg Parte Especial (art. a pena como consequência”. que ligam ao crime. como fato. Franz) Frederico Marques acrescenta: “ e que disciplina também as relações jurídicas dai advindas. DIREITO PENAL I Conceito: “conjunto de prescrições emanadas do Estado.

a pena como consequência e que disciplina também as relações jurídicas dai advindas. . Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Assim: “conjunto de prescrições emanadas do Estado. que ligam ao crime. como fato.Teoria Geral do Direito Penal Prof. para estabelecer a aplicabilidade das medidas de segurança e a tutela do direito de liberdade em face do poder de punir do Estado”.

sistematizadas ou não. o qual encontra os seus limites na lei (o cidadão tem o direito subjetivo de liberdade. É o próprio jus puniendi do estado. diz respeito ao conjunto de normas penais. Vander F. Andrade.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Emmanoel Lundberg Divisão: Direito Penal Objetivo e Direito Penal Subjetivo Direito Penal Comum e Direito Penal Especial Direito Penal Substantivo e Direito Penal Adjetivo. B) direito penal subjetivo. . é o poder-dever do estado de fazer aplicar a norma penal objetiva em que se ampara a pretensão punitiva. o que importa reconhecer que não pode ser punido senão de acordo com a lei). facultas agendi. independente de seu exercício. DIREITO PENAL I A) direito penal objetivo: norma agendi. válidas em determinado território.

reporta-se à normatização codificada. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I a) Direito Penal comum. b) Direito Penal especial. “direito comum e direito especial dentro do nosso sistema político são categorias que se diversificam em razão do órgão que deve aplicá-los jurisdicionalmente. IMPORTANTE: Para Frederico Marques.Teoria Geral do Direito Penal Prof. organizada em um sistema jurídico denominado Código Penal. sistematizada. refere-se à legislação penal extravagante. compondo o direito penal não codificado.(a mais correta) . aquela que exorbita do código.

Teoria Geral do Direito Penal Prof. representa a norma penal tal como escrita no código ou na legislação extravagante. bem ainda os institutos jurídicos-penais correlatos b) Direito Penal adjetivo. . Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I a) Direito Penal substantivo. aquelas que instrumentalizam o processo e permitem sua dinâmica. são as normas processuais penais. descrevendo os crimes ou as contravenções. suas respectivas sanções. são normas técnicas desprovidas de caráter axiológico.

as normas do direito processual penal são todas aquelas que regulam de um modo geral o início. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Vicenzo Manzine: “normas de direito penal material ou substantivo são todas aquelas que virtualmente atribuem ou tolhem ao Estado o poder de punir ou modificar esse pode ou ainda. ou aos cidadãos.Teoria Geral do Direito Penal Prof. conferem aos órgãos do Estado. o poder de dispor da pretensão punitiva ou da pena – por seu turno. o desenvolvimento e a cessação do processo” .

baseado na hierarquia das normas.Teoria Geral do Direito Penal Prof. . DIREITO PENAL I . Normas em desacordo com a Constituição são fulminadas pelo vício da inconstitucionalidade. .“Garantismo penal” significa que não se pode colocar a defesa social acima dos direitos e garantias individuais. Emmanoel Lundberg Garantismo Penal . que nela buscam sua fonte de validade. .A Constituição garante uma série de direitos que não podem ser atacados pelas normas inferiores (garantias primárias). e também fornece “remédios” caso tais direitos venham a ser desrespeitados (garantias secundárias).Modelo construído por Luigi Ferrajoli.A Constituição é a “mãe” de todas as normas.

e estabelece dois tipos de garantias: Primária: são os limites e vínculos normativos. Secundária: manifestam-se como forma de reparação – a anulabilidade dos atos inválidos e a responsabilidade pelos atos ilícitos – subsequentes às violações das garantias primárias.Teoria Geral do Direito Penal Prof. i. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I . na tutela dos direitos. . ao exercício de qualquer poder).e.a Constituição como proteção do cidadão contra a ferocidade do poder estatal. proibições e obrigações. formais e substanciais (impostos.

no momento em que interpreta a norma de acordo com a Constituição.A magistratura exerce papel fundamental no modelo garantista. não sendo uma mera aplicadora da norma. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I .Teoria Geral do Direito Penal Prof. em contraposição do direito subjetivo penal do Estado. mas uma verdadeira guardiã dos direitos subjetivos constitucionais dos cidadãos. .

é na verdade o próprio Direito que sai do oculto e é revelado. Emmanoel Lundberg Fontes do Direito Penal FONTE: procedência. origem. É o ponto de passagem do oculto ao visível.Teoria Geral do Direito Penal Prof. A expressão “fontes do direito penal” tem dois sentidos: DIREITO PENAL I . Assim. fonte do direito é o local de origem do Direito. Também revela aquilo que estava oculto. nascente. procedência de algo. designando origem. aquilo que ainda não havia surgido.

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- Fonte de Produção, Material, ou Substancial: é remotamente a consciência popular e diretamente (art. 22, I, CF) o Estado. Assim, a União, por intermédio do Poder Legislativo, é a fonte de produção, material, ou substancial do direito penal, é QUEM elabora a norma penal; - Fonte de Conhecimento ou Fonte Formal: é a maneira, ou modo, como essas normas são DIVULGADAS e se dividem em:
- Fonte IMEDIATA: A LEI. - Fontes MEDIATAS: Princípios Gerais do Direito;

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São todas as formas de criação, modificação ou aperfeiçoamento das normas de um ordenamento jurídico Fonte material ou de produção: Estado (União: art. 22, I, CF) Fonte formal ou de conhecimento: Imediata: Lei (princípio da legalidade) Mediatas: * Princípios gerais do direito * Costumes: - Reiteração constante e uniforme de uma regra de conduta - Convicção de sua necessidade jurídica - Elementos de interpretação (mulher honesta, honra, ato obsceno) - Eximentes de culpabilidade * Doutrina * Jurisprudência

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Princípios Gerais do Direito: Segundo Carlos Maximiliano, apud Moura Teles, “não é constitucional apenas o que está escrito no estatuto básico, e, sim, o que se deduz do sistema por ele estabelecido”. Assim, o Direito é um sistema harmônico, do qual se deduzem alguns preceitos fundamentais, nem sempre escritos, mas que têm validade. São estes as bases, os fundamentos, os pilares decorrentes do ordenamento jurídico como um todo, tendo valor e aplicação geral.
Não definem crimes ou estabelecem penas, mas aplicamse, fundamentalmente, para informar e delimitar o Direito, no sentido de impor limites ao jus puniendi estatal, em face do status libertais do indivíduo.

. ainda que em menor grau” DIREITO PENAL I . o costume seria reduzido a mero uso social. tolhe-se-lhe o caráter de certeza e de precisão. o uso(consuetudo). que a observa por modo constante e uniforme e sob convicção de corresponder a uma necessidade jurídica”. desprovido de exigibilidade”.“consiste na regra de conduta criada espontaneamente pela consciência comum do povo.Teoria Geral do Direito Penal Prof. “De outro lado. Compõe-se de dois elementos: um objetivo. se destituído de seu conteúdo objetivo. próprio de todas as normas jurídicas. Emmanoel Lundberg Costume: “.. e que o costume apresenta. a convicção jurídica(opinio necessitatis). e outro subjetivo. Sem a existência de um legítimo convencimento a respeito da necessidade de sua prática.

como atividade de caráter nitidamente valorativo. implica a interpretação e a adaptação das norma jurídicas às necessidades individuais e sociais.. que é o costume supletivo. É inegável que o trabalho dos juízes e tribunais não quer dizer mera aplicação mecânica as leis. . com o objetivo de realizar a justiça como fim último do Direito”(Prado). para o aperfeiçoamento e a justa concreção da lei criminal. e contra legem. praeter legem. portanto de caráter cogente. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Em sua relação com a lei. o costume pode assumir três dimensões: secundum legem. que é o costume formado em sentido contrário ao da lei.Teoria Geral do Direito Penal Prof.contribui a jurisprudência para o conhecimento do Direito vigente no país. que é o costume previsto em lei e. ao contrário. Jurisprudência: “.. destinado a suprir as lacunas da lei.

isto é. interpretando leis. emitindo juízos de valor a respeito do conteúdo das disposições legais e apontando sugestões de reforma do Direito vigente”(Prado). dos estudos levados a cabo pelos juristas com o escopo de analisar e sistematizar as normas jurídicas.Teoria Geral do Direito Penal Prof. . é o resultado da atividade jurídico-científica. elaborando conceitos. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Doutrina: “como instrumento mediato.

Emmanoel Lundberg PRINCÍPIOS BÁSICOS DE DIREITO PENAL Princípio da Dignidade Humana Princípio da Legalidade: princípios da Reserva Legal e da Anterioridade Princípio da Princípio da Irretroatividade Princípio da Extratividade da lei penal Princípio da Alteridade Princípio da Intervenção Mínima Princípio da Fragmentariedade Princípio da Ofensividade ou Lesividade DIREITO PENAL I .Teoria Geral do Direito Penal Prof.

Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Princípio da Insignificância ou da Bagatela Princípio da Culpabilidade Princípio da Proporcionalidade Outros princípios: Princípio da Individualização da Pena Princípio da Responsabilidade Pessoal Princípio da Adequação Social Princípio da Taxatividade Princípio da Territorialidade .Teoria Geral do Direito Penal Prof.

” (arts. Princípio da Legalidade . contra a arbitrariedade. XXXIX. conferindo unidade teleológica e axiológica a todas as normas jurídicas. Não há pena sem prévia cominação legal. o Estado e o direito não são fins. Emmanoel Lundberg Princípio da Dignidade Humana – é o centro da ordem jurídica. garantia contendora do poder políticoestatal. da CF e 1º-CP). 5º. Tem por finalidade servir como garantia política ao cidadão.“Não há crime sem lei anterior que o defina. mas meios para a realização da dignidade do homem.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Compreende dois princípios: DIREITO PENAL I .

Não há crime sem lei que o defina nem pena sem cominação legal. A lei penal só poderá alcançar fatos anteriores para beneficiar o réu. b) Princípio da Anterioridade . Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I a) Princípio da Reserva Legal . ou seja. a lei que descreve um crime deve ser anterior ao fato incriminado.Teoria Geral do Direito Penal Prof. .Não há crime sem lei “anterior” que o defina nem pena sem prévia cominação legal. ou seja. somente a lei poderá descrever crimes e cominar penas. A irretroatividade da lei é uma consequência lógica da anterioridade.

Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Princípio da Princípio da Irretroatividade – decorre do princípio da anterioridade. entretanto. isso se dará quando for em benefício do agente. a lei penal. continua regulando atos cometidos durante a sua vigência. Princípio da Extratividade ou Extra-atividade da lei penal – em alguns casos. a lei não pode atingir fatos pretéritos. . é preciso lembrar que a retroatividade é permitida quando for em benefício do agente (retroatividade in mellius). ou retroage para alcançar acontecimentos anteriores à sua entrada em vigor. ou seja.Teoria Geral do Direito Penal Prof. mesmo após a sua revogação.

quando falharem todos os outros meios sociais DIREITO PENAL I . somente sendo punível o comportamento que importar lesão ou ameaça a bem jurídico de terceiro. Emmanoel Lundberg Princípio da Alteridade – corolário (verdade que decorre de outra) do princípio da reserva legal. como ultima ratio. pois. Princípio da Intervenção Mínima – o Direito Penal só pode intervir quando nenhum outro ramo do direito puder dar a resposta efetiva à sociedade (Princípio da Subsidiariedade). não podendo o agente cometer crime contra si mesmo. atuando. ou seja.Teoria Geral do Direito Penal Prof. indica que não podem ser punidas condutas puramente internas. que não transcendam a figura do infrator. punir a autolesão..

Teoria Geral do Direito Penal Prof. o Direito Penal somente é chamado a tutelar as lesões de maior gravidade para os bens jurídicos. ou seja. apenas protege um fragmento dos interesses jurídicos. DIREITO PENAL I Princípio da Fragmentariedade – por força do princípio da intervenção mínima. é a última dentre todas as medidas protetoras que devem ser consideradas. . Emmanoel Lundberg de solução do problema. Princípio da Ofensividade ou Lesividade – para que haja crime é necessário que haja lesão ou ameaça de lesão a bem jurídico.

O princípio da culpabilidade possui três sentidos: Elemento da teoria do crime. que se faz sobre a conduta criminosa do agente que. nas condições em que se encontrava. de reprovabilidade. . Elemento da medição da pena. Princípio da Culpabilidade .é o juízo de censura. não se podendo conferir atipicidade aos casos de íntima relevância. Conceito contrário à responsabilidade penal objetiva (princípio da responsabilidade subjetiva). podia agir de outro modo (em conformidade com a norma).Teoria Geral do Direito Penal Prof. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Princípio da Insignificância ou da Bagatela – (delitos de lesão mínima): só pode ser punido o ato que causar lesão efetiva e relevante ao bem jurídico.

XLIV) e moderação para infrações de menor potencial ofensivo (art. 5º. Tem um duplo destinatário: O Poder Legislativo. 98. admissão de maior rigor para infrações mais graves (art. XLIII. 5º. 5º. que estabelece as penas em abstrato. proibição de determinadas modalidades de pena (art. O Poder Judiciário. XLVI). Manifesta-se em várias normas na Constituição brasileira: Exigência da individualização da pena (art. que impõe as penas em concreto. Emmanoel Lundberg Princípio da Proporcionalidade Deve haver proporcionalidade entre a gravidade do crime e a sanção a ser aplicada. XLII.Teoria Geral do Direito Penal Prof. I) DIREITO PENAL I . XLVII).

Princípio da Responsabilidade Pessoal – presente no art. . desse modo. todos respondem pela mesma infração. 5º. XLV. onde estabelece que nenhuma pena passará da pessoa do condenado. mas apena de cada um é graduada individualmente. da CF. o que não quer dizer que um agente irá responder por uma infração e outro por outra. os reflexos diretos da pena só poderão atingir o condenado. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Princípio da Individualização da Pena – a imposição da sanção de cada agente deve ser analisada e graduada individualmente.Teoria Geral do Direito Penal Prof.

ele não poderá revogá-la (art. não podem ser considerados criminosos fatos socialmente adequados. ou seja.não cabe ao Judiciário avocar para si a função típica do Poder Legislativo.º da LICC). ou seja.costume não revoga lei. Emmanoel Lundberg Princípio da Adequação Social – corolário do princípio da reserva legal e de acordo com este princípio. ainda que o costume leve a norma penal ao desuso.Teoria Geral do Direito Penal Prof. as condutas que são aprovadas pela coletividade não podem ser consideradas criminosas pelo legislador. 2. Existem alguns obstáculos: . DIREITO PENAL I . .

em regra. proibição da analogia (não é admitida analogia em normas incriminadoras.Teoria Geral do Direito Penal Prof. à infração penal cometida no território nacional. desde que seja para beneficiar o agente).corolário do princípio da reserva legal (necessidade da lei descrever o crime em todos os seus pormenores). somente em normas não incriminadoras é admitida a analogia. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Princípio da Taxatividade . . Princípio da Territorialidade – a lei penal brasileira só é aplicada.

Emmanoel Lundberg TEORIA DA NORMA PENAL Classificação da Norma Penal: incriminadoras.Teoria Geral do Direito Penal Prof. é ainda abstrata e impessoal. valendo inclusive para os absolutamente incapazes. caracterizando-se por ser originária do Estado. São normas penais em sentido estrito. DIREITO PENAL I . imperativa e erga omnes. a) Incriminadoras: aquelas que definem crimes e cominam penas. não incriminadoras e explicativas.

mas.g. a resposta não será a pena antes fixada(v. Prof. que admitem duas espécies: justificantes e exculpantes.Teoria Geral do Direito Penal b) Não incriminadoras: O Direito Penal não se limita a definir a conduta considerada criminosa e a estabelecer as penas a elas adequadas. a dizer que a conduta definida como crime é permitida(legítima defesa ). 23 e 128. 21.C. 26. justificadas. E. Exculpantes: não justificam as condutas definidas como crimes. ou ainda que.A. permitidas. com as medidas sócio-educativas). Justificantes: tornam lícitas. diante da conduta. II do CP). 27 e 28. condutas definidas como crime (arts. § 1° do CP). São definidas pela doutrina como normas penais permissivas. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I . I. apenas as isentam de pena(arts. em algumas situações.

em sua forma: o preceito e a sanção. bem delimitadas na aparência. É constituída por duas partes. 25 do CP). DIREITO PENAL I “Para obedecer ao princípio da reserva legal. Emmanoel Lundberg c)Explicativas: são aquelas que tornam claras questões penais ou explicam o conteúdo de outras normas(art. do comportamento que o direito deseja que não ocorra”.Teoria Geral do Direito Penal Prof. está contido na primeira parte da norma. com uma técnica própria. que é a descrição da conduta proibida. . a norma penal incriminadora é elaborada de modo diferente das demais normas do direito. O preceito. também chamado preceito primário ou preceptum iuris.

Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I “segunda parte da norma é a sanção. lex stricta. também chamada preceito secundário ou sanctio juris. como decorrência do princípio da legalidade.Teoria Geral do Direito Penal Prof. com a delimitação da conduta proibida. do descumprimento do mandamento”(Moura Teles). É a conseqüência jurídica da violação do preceito primário. lex scripta. A construção da norma penal observa uma técnica legislativa que difere das demais normas jurídicas. . que exige lex praevia. lex certa.

evitando a remissão a outras regras do ordenamento jurídico”. A lei penal em branco pode ser conceituada como aquela em que a descrição da conduta punível se mostra incompleta ou lacunosa.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Vale dizer: a hipótese legal é formulada de maneira genérica ou indeterminada. . à lei penal. para todos os efeitos. necessitando de outro dispositivo legal para a sua integração ou complementação. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Norma Penal em branco: “Em princípio. em regra. de cunho extrapenal. devendo ser determinada por ato normativo (legislativo ou administrativo). que fica pertencendo. o Direito Penal deve definir de modo autônomo os pressupostos de suas normas.

art. Lei penal em branco em sentido estrito e em sentido amplo. o comportamento prescrito(ação ou omissão) vem apenas enunciado ou indicado(só parcialmente descrito). Emmanoel Lundberg Na lei penal em branco. Denomina-se norma penal em branco em sentido estrito (próprias ou heterogêneas) aquela cujo o complemento emana de outra instância legislativa inferior. 268 do CP.Teoria Geral do Direito Penal Prof. uma portaria.343/2006.: Lei 11. por exemplo um decreto. Ex. uma DIREITO PENAL I . Mas a consequência jurídica aplicável encontra-se regularmente prevista (Régis Prado). sendo a parte integradora elemento indispensável à conformação da tipicidade penal.

Teoria Geral do Direito Penal Prof. DIREITO PENAL I . de mesma instância legislativa.521. 2°. complementado por Portaria da Dimed. art. VI. do Ministério da Saúde. 237 do CP: “Contrair casamento. como ocorre com a norma do art. da Lei n° 1. art. Emmanoel Lundberg resolução. de três meses a um ano”. Exemplos: art. conhecendo a existência de impedimento que lhe cause nulidade absoluta: Pena – detenção. completada por Portaria da Sunab. 269 do Código Penal. 1521 do C. Norma penal em branco em sentido amplo (impróprias): quando o complemento provier da mesma lei ou de outra. Os impedimento estão no art. 33 da Lei 11. complementada por Portaria do Ministério da Saúde.343/2006. Civil.

.Teoria Geral do Direito Penal Prof.889/1956 – Genocídio).: Lei 2. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I IMPORTANTE: Necessário se faz identificar a diferença entre Lei penal incompleta e Lei penal em branco. 304 do CPB podemos ver no mesmo artigo as duas espécies legislativas(lei penal em branco e incompleta) em um único tipo legal. No art. Lei penal estruturalmente incompleta ou imperfeita é aquela em que se encontra prevista tão-somente a hipótese fática (preceito incriminador). sendo que a consequência jurídica localiza-se em outro dispositivo da própria lei ou em diferente texto legal (Ex.

Vemos tal importância à luz do art. O tempo para o Direito Penal é muito importante. e de descriminar outras.Vigência da lei. que impõe a necessidade de incriminar novas condutas. . Emmanoel Lundberg TEORIA DA NORMA PENAL: LEI PENAL NO TEMPO. XL. da CF. DIREITO PENAL I . o juiz ou o tribunal.Novatio legis in mellius (até o trânsito em julgado.Abolitio criminis (efeitos da condenação art. e art. 5°. Novatio legis incriminadora Novatio legis incriminadora in pejus. 91. após. Institutos que precisam ser assimilados: . em face da evolução da sociedade. CP). .Teoria Geral do Direito Penal Prof. 2° do CP. o juiz da execução criminal).

art. Emmanoel Lundberg Princípios solucionadores de conflitos intertemporais de leis penais comuns: CP. com a aplicação da lei vigente no momento da prática do fato punível – tempus regit actum – afirmando-se a anterioridade da lei penal e a exigência de segurança jurídica” Régis Prado.Teoria Geral do Direito Penal Prof.CF). XL. a) Ausência de conflito intertemporal de leis penais comuns: vigora o princípio da atividade da lei penal única. 5°. 2°. DIREITO PENAL I . parágrafo único. IMPORTANTE: “O conflito temporal de normas pressupõe uma sequência de leis penais e rege-se pelo princípio constitucional da irretroatividade(art.

Teoria Geral do Direito Penal Prof. c) Princípio da ultratividade da lei anterior mais benéfica (ou da irretroatividade da lei posterior mais severa.2 ou o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica.lex severior): c.1 A lei anterior ao fato é ultra-ativa quando for mais favorável ao agente que a lei posterior (nova) DIREITO PENAL I .1 ou o princípio da ultratividade da lei penal anterior mais benéfica (lex mitior). b. Emmanoel Lundberg b) Existência de conflito intertemporal de leis penais comuns: vigora o princípio da extratividade da lei penal mais benéfica. sob duas espécies: b.

não lhe será aplicada. que beneficiar a situação de seu autor. 2°. 1° e 2° contrario sensu.2 A lei posterior ao fato. DIREITO PENAL I . d) Princípio da retroatividade da lei posterior mais benéfica(ou da não ultratividade da lei anterior mais severa): d. arts.(art. 107. e art. XL. CF.(art. art. 2° CP. que agravar a situação de seu autor. CP-abolitio criminis e art. 5°. retroagindo.1 A lei posterior ao fato. d. . parágrafo único. Art. III. não retroagindo. CF. ser-lhe-á aplicável. XL. 1° CP – princípio da legalidade e da reserva legal. do CP).2 A lei anterior ao fato não será ultra-ativa quando for menos favorável ao agente que a lei posterior que a revogou. caput. 5°.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Emmanoel Lundberg c. CP).

Teoria Geral do Direito Penal Prof.g. Art. estado do sítio. de anormalidade social ou de emergência(v. Emmanoel Lundberg Também a lei intermediária – em vigor depois da prática do fato e revogada antes de seu julgamento final – permanece válido o postulado da retroatividade da lex mitior – novatio legis in mellius . Tempo do crime. Princípios solucionadores dos conflitos intertemporais de leis excepcionais e temporárias e de normas complementadoras das leis penais em branco. calamidade DIREITO PENAL I .e a da não-retroatividade da lex gravior novatio legis in pejus. “A lei excepcional é aquela que visa atender situações excepcionais. 3° do CP.

. Régis Prado.. Ultratividade da lei velha: as razões encontram-se na Exposição de motivos do CP: a) evitar que a sanção penal seja frustrada por expediente astucioso no retardamento dos processos. ou seja delimita de antemão o lapso temporal em que estará em vigor. “. b) evitar enfraquecimento intimidativo da lei penal. não fixando prazo de sua vigência. que dizer. Exige duas condicionantes: situação transitória de emergência e termo de vigência”.a lei temporária prevê formalmente o período de tempo de sua vigência. Emmanoel Lundberg pública.Teoria Geral do Direito Penal Prof. grave crise econômica). e DIREITO PENAL I . tem eficácia enquanto perdurar o fato que a motivou”.

VI da Lei 1. causando dano à sociedade. à época da conduta. Art. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I c) evitar que não ocorra alteração do comportamento do criminoso. ele violou o ordenamento jurídico. visto que. Nas Leis penais em branco: Ultra-atividade da lei velha: Ocorrerá quando a lei penal em branco tiver natureza temporária ou excepcional. .Teoria Geral do Direito Penal Prof.521/51 – com alteração da tabela de preço). e a revogação do complemento não alterar a criminalidade da conduta(vg. 2°.

art. e a revogação do complemento alterar a criminalidade da conduta(v.Teoria Geral do Direito Penal Prof. e não natureza temporária ou excepcional. . Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Retroatividade da lei mais benéfica: Ocorrerá quando a lei penal em branco tiver natureza de lei comum.g. 269 CP. quando uma doença deixar de ser considerada contagiosa).

e.Teoria Geral do Direito Penal Prof. . c) Teoria mista ou unitária – o tempo do delito é considerado tanto o da ação como o do resultado. b) Teoria do resultado ou do evento – o momento da prática do crime é aquele em que ocorreu o efeito. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I TEMPO DO CRIME – tempus delicti – há três possibilidades de determinação: a) Teoria da atividade ou da ação – considera-se o delito realizado com a ação ou a omissão do agente.

CP). b) Delito habitual – como o anterior. 148. DIREITO PENAL I . CP). Temos então: a) Delito permanente: a conduta se protrai no tempo pela vontade do agente e o tempo do crime é o da sua duração(v. 111 e 103. salvo para efeitos de prescrição e decadência(arts. independente do momento do resultado. sendo o tempo da infração penal tanto o da ação quanto o da omissão. mas com a caracterização da habitualidade(prática repetitiva de atos). 4°do CP. art.g.Teoria Geral do Direito Penal Prof. constata-se que o Brasil adotou a teoria da atividade ou da ação. Emmanoel Lundberg Da leitura do art.

d) Delito omissivo – o que importa é o último instante em que o agente ainda podia realizar a ação obrigada(crime omissivo próprio) ou a ação adequada para impedir o resultado(crime omissivo impróprio). Emmanoel Lundberg c) Delito continuado – formado por uma pluralidade de atos delitivos. mas legalmente valorados como um só delito para efeito de sanção(art.e.Teoria Geral do Direito Penal Prof. 71. CP). e) Concurso de pessoas – o decisivo é o momento de cada uma das condutas individualmente consideradas DIREITO PENAL I .

Teoria Geral do Direito Penal Prof. Qual a norma deverá ser aplicada? DIREITO PENAL I Requisitos: a) Unidade de fato b) Pluralidade de leis penais c) Vigência simultânea de todas elas Finalidade: Manter a coerência sistemática do ordenamento jurídico e preservar a inaceitabilidade do bis in idem. Emmanoel Lundberg CONFLITO APARENTE DE NORMAS . .É quando ocorre um fato e existe a pluralidade de normas.

tendo em vista que a norma especial contém todos os elementos da norma geral com mais alguns elementos denominados especializantes. Emmanoel Lundberg Critérios ou princípios para resolução de conflitos aparentes de normas penais: DIREITO PENAL I Princípio da especialidade (lex specialis derrogat generali [lei especial derroga a geral]): Lei especial derroga para o caso concreto a lei geral. . aplica-se a norma especial.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Assim. “A lei especial revoga a lei geral no caso concreto”. havendo um conflito entre uma norma especial e uma norma geral.

explícita: vem expressa no tipo (Ex. Existem duas formas de subsidiariedade: . DIREITO PENAL I . 132 do CP é subsidiário do disparo de arma de fogo.Teoria Geral do Direito Penal Prof. visto que há no tipo a expressão “se o fato não constitui crime mais grave”. Emmanoel Lundberg Princípio da subsidiariedade (Lex primaria derrogat subsidiariae [lei primária derroga a subsidiária]): Se houver um conflito entre uma norma mais ampla e uma menos ampla.: constrangimento ilegal é subsidiário do seqüestro).: o crime previsto no art. . aplica-se a norma mais ampla. tendo em vista que a norma subsidiária é englobada pela norma primária.implícita: não vem expressa no tipo (Ex.

Emmanoel Lundberg Ou seja: a conduta típica subsidiária está contida na principal. Um fato mais grave absorve o fato menos grave. antefactum não punível. tendo em vista ser um mais grave do que o outro. o conflito não se dá propriamente entre normas. A subsidiariedade é residual. DIREITO PENAL I . Princípio da consunção (consumir. São espécies de consunção a progressão criminosa. Aqui. mas sim no fato.O delito consumado absorve o delito tentado.Teoria Geral do Direito Penal Prof. postfactum não punível. A norma subsidiária é privada quando a norma principal não puder ser utilizada. crime progressivo e crime complexo. absorver) .

STJ: “Quando o falso se exaure no estelionato. 17. DIREITO PENAL I .Teoria Geral do Direito Penal Prof.: um sujeito acha uma folha de cheques. a falsificação é um meio necessário para a prática do crime de estelionato e se exaure com ele. falsifica a assinatura e a utiliza para fazer uma compra).Impuníveis Antefactum: É um fato anterior imprescindível para a execução do fato principal (Ex. O estelionato absorve a falsificação. Emmanoel Lundberg Ante Fato e Pós-Fato . a falsificação não poderá ser utilizada para a prática de outros crimes. sem mais potencialidade lesiva. Neste caso. é por este absorvido”). ou seja. (Súmula n.

O fato de o agente ter vendido o bem furtado é irrelevante. cada fato será progressivamente mais grave que o outro (ex. ou seja. tendo em vista que o furto não deixará de ser punido). Prof. logo em seguida o agente decide matar a vítima consumando o crime.: um sujeito tem o dolo de causar uma lesão leve na vítima. o homicídio absorve as lesões). depois de consumado o crime o agente decide causar lesões graves na vítima. Progressão criminosa: Existe uma pluralidade de fatos e elementos subjetivos e uma progressividade na lesão. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I .Teoria Geral do Direito Penal Postfactum: Configura fato posterior irrelevante (Ex.: um sujeito furta um objeto e o vende. Neste caso.

para isso utiliza-se de um instrumento qualquer que vai causando lesões. mas existe sempre a mesma vontade desde o início. até chegar à consumação do crime. Neste caso. mesmo porque o dolo era de matar a vítima). ou seja. desde as leves até as gravíssimas. (Ex.: um sujeito tem o dolo de matar a vítima.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Crime complexo: Resulta da fusão de dois ou mais crimes. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Crime progressivo: Existe um elemento subjetivo e uma pluralidade de fatos. o homicídio absorve as lesões. . o crime é composto de vários atos.

A norma penal que prevê vários fatos alternativamente. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Princípio da alternatividade . . mesmo que gratuitamente droga. IMPORTANTE: Os critérios da subsidiariedade e da consunção são de aplicação secundária ou complementar ao princípio da especialidade. O indivíduo vai responder por uma das alternativas.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Adquirir/vende/ceder.

consideramse como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras.Para os efeitos penais. tratados e regras de direito internacional. Emmanoel Lundberg EFICÁCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO.º .Aplica-se a lei brasileira. Parágrafo 1..º . ao crime cometido no território nacional.Teoria Geral do Direito Penal Prof.) DIREITO PENAL I . TERRITORIALIDADE: Artigo 5. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontre (.. sem prejuízo de convenções.

Não importa a nacionalidade do sujeito ativo do delito ou do titular do bem jurídico lesado.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Exemplo: se um brasileiro praticar um crime no Uruguai. b).Esse princípio cogita da aplicação da lei penal no país do criminoso.º. cairá o fato sob o império da lei penal de nosso país (artigo 7.A lei da Estado onde o fato foi praticado é que deve ser aplicada. Princípio da territorialidade . Emmanoel Lundberg O Código Penal brasileiro adotou o princípio da territorialidade como regra. Princípio da nacionalidade ou personalidade . Adotou o Princípio da Territorialidade Temperada ou Mitigada. pouco importando onde o fato seja praticado. II. DIREITO PENAL I . os outros como exceção.

Valoriza-se a ordem jurídica violada.Teoria Geral do Direito Penal Prof.º). II. Exemplo: aplicar a lei brasileira a um fato criminoso cometido no estrangeiro.O criminoso é julgado e punido aonde for detido (artigo 7. a).º.º. . I e par. lesivo ao interesse nacional. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Princípio da defesa ou real ou da proteção ou da ordem jurídica interessada . qualquer que fosse a nacionalidade do autor (artigo 7. 3. Princípio da justiça penal universal ou cosmopolita ou da comunidade universal . independentemente do local de sua prática ou da nacionalidade do sujeito ativo. Leva em conta a nacionalidade do bem jurídico lesado pelo crime.

Emmanoel Lundberg Princípio da representação ou da Bandeira . bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.Artigo 6. em solo boliviano. II.Será aplicada a lei da bandeira do navio ou aeronave onde ocorreu o fato (artigo 7. c).Teoria Geral do Direito Penal Prof.º. no todo ou em parte. atira em outro. DIREITO PENAL I LUGAR DO CRIME .º Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. Alguns exemplos: a) Na fronteira Brasil-Bolívia um cidadão brasileiro. que se encontra em território nacional. vindo .

Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I b) Um francês. envia uma “máquina infernal” a um brasileiro. na Argentina. A quem cabe o jus puniendi? (direito de punir) . c) Um brasileiro atravessa a fronteira BrasilUruguai atirando num argentino. vindo o engenho a explodir e matar a vítima. que se encontra no Rio de Janeiro. que vem a sofrer somente ferimentos.Teoria Geral do Direito Penal Prof.

Teoria do resultado . qual seja a Bolívia. se a vítima é ferida num determinado país e vem a morrer em outro. o Brasil). Assim. competente para conhecer o homicídio seria o país em que se produziu o resultado morte.Locus delicti (lugar do crime) é o lugar da produção do resultado.É considerado o lugar do crime aquele em que o agente desenvolveu a atividade criminosa. DIREITO PENAL I . aquele é o competente para conhecer o fato (no primeiro exemplo.Teoria Geral do Direito Penal Prof. No exemplo citado. quais sejam: Teoria da atividade . Emmanoel Lundberg Têm sido preconizadas três teorias principais para buscar a solução.

.Lugar do crime é aquele em que se realizou qualquer dos momentos do iter. É a teoria dominante da doutrina e das legislações penais. quando o crime tem início em território estrangeiro e se consuma no Brasil. O CP adotou a teoria da ubiqüidade. é considerado praticado no Brasil. No exemplo. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Teoria da ubiqüidade ou mista .Teoria Geral do Direito Penal Prof. seja da prática dos atos executórios. Assim. competentes seriam os dois países. seja da consumação.

ou seja. foi adotada a teoria do resultado (art. . 9.Teoria Geral do Direito Penal Prof. . . o foro competente é o da ação. ou seja. a competência para o julgamento do fato será de ambos os países.Para os chamados “delitos plurilocais” (ação se dá em um lugar e o resultado em outro dentro de um mesmo país). a Lei n. 70 do CPP). o foro competente é o foro do local do resultado. ou seja.Para os crimes de espaço máximo ou à distancia (crimes executados em um país e consumados em outro) foi adotada a teoria da ubiquidade.Nas infrações de competência dos Juizados Especiais Criminais. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I IMPORTANTE: .099/95 seguiu a teoria da atividade.

Teoria Geral do Direito Penal Prof. do DF.. por quem está a seu serviço. b) contra o patrimônio ou fé pública da União.. Artigo 7. Emmanoel Lundberg EXTRATERRITORIALIDADE.. c) contra a administração pública.. embora cometidos no estrangeiro: I – os crimes: a) contra a vida ou liberdade do Presidente da República. DIREITO PENAL I . de Estado. Municípios. d) de genocídio. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.º Ficam sujeitos à lei brasileira.

Emmanoel Lundberg II – os crimes: a) que. por tratado ou convenção.Determina que os crimes narrados no inciso II estão sujeitos à lei brasileira.º .Teoria Geral do Direito Penal Prof.Determina que os crimes narrados no inciso I estão sujeitos à lei brasileira. Parágrafo 2. o Brasil se obrigou a reprimir. incondicionalmente.. b) praticado por brasileiro. sob algumas condições.º . Parágrafo 1.. c) praticado em aeronaves ou embarcações brasileiras. DIREITO PENAL I .

EFICÁCIA DE SENTENÇA ESTRANGEIRA: ART. Privilégios ocorrem a determinadas funções: . EFICÁCIA DA LEI PENAL EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS QUE EXERCEM DETERMINADAS FUNÇÕES PÚBLICAS. - Princípio da ordem jurídica DIREITO PENAL I PENA CUMPRIDA NO ESTRANGEIRO: ART. CP. CP.Teoria Geral do Direito Penal Prof. 8º.º interessada. 9º. Emmanoel Lundberg Parágrafo 3.

em seus países de origem. b) Imunidade formal que estabelece que os diplomatas. Emmanoel Lundberg Imunidade diplomática . seus familiares e funcionários da embaixada serão julgados.Teoria Geral do Direito Penal Prof. ainda que por crimes comuns. . Desdobra-se em três garantias: DIREITO PENAL I a) Inviolabilidade do diplomata. da sua família e de seus pertences (imunidade material) .aqui ocorre o crime porém fica suspenso o processo.Privilégio outorgado aos agentes diplomáticos observados os aspectos de reciprocidade.

Teoria Geral do Direito Penal Prof. Emmanoel Lundberg c) Isenção fiscal. b) Formal (está ligada a idéia de processo e julgamento. DIREITO PENAL I Imunidade parlamentar . foro privilegiado e prévia licença da casa legislativa para que possam ser julgados). votos e palavras) .É uma prerrogativa de direito público interno e de cunho personalíssimo (não se estende aos seus familiares).INDENIDADE . .não há o crime mesmo que o agente pratique a conduta típica. tais como. Classificam-se em: a) Material (inviolabilidade do parlamentar por opiniões.

Quando o banimento é temporário (possui prazo certo). DIREITO PENAL I . com a imposição de ele lá permanecer durante prazo determinado ou indeterminado.º da CF/88. O banimento.Teoria Geral do Direito Penal Prof. Emmanoel Lundberg NACIONALIDADE -TEMAS CORRELATOS Banimento Era o envio compulsório de um brasileiro para o exterior (exílio). ele é conhecido como ostracismo. está expressamente vedado pelo inc. 5. XLVII do art. hoje.

é a entrega por um país ao outro (sempre a requerimento desse outro país) de indivíduo que lá deva responder a processo penal ou que lá deva cumprir pena.se cometeu crime antes da naturalização. Não há extradição de brasileiro nato. O naturalizado pode ser extraditado nas seguintes condições: . . . Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Extradição Admitida no Brasil.Teoria Geral do Direito Penal Prof. A extradição pode incidir sobre estrangeiros ou sobre brasileiros naturalizados.se pratica crime de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins (poderá ser extraditado a qualquer tempo. seja antes ou depois da naturalização).

é necessário que o fato seja considerado típico e punível. cuja pena máxima. não será deferida a extradição. tanto no Brasil quanto no país requerente. ou seja. deve ser considerado de certa gravidade. no Brasil. . fatos. Além da dupla tipicidade. Emmanoel Lundberg . não seja superior a 1 (um) ano não autorizam a extradição.Teoria Geral do Direito Penal Prof. DIREITO PENAL I Não é qualquer fato típico que autoriza a extradição. no Brasil.dupla tipicidade: para que a extradição possa ser deferida. Se o fato no Brasil é considerado uma contravenção penal. exige-se ou um tratado ou um compromisso de reciprocidade entre os dois países. O fato.

o STF não poderá reavaliar a prova.O Executivo repassa ou não esse pedido para o STF. Emmanoel Lundberg Rito: . Quando o STF recebe o processo de extradição. como condição de prosseguibilidade. caberá ao Presidente da República consumar ou não a extradição. que o julgará. Esse julgamento feito pelo STF forma o título executório da extradição.o governo estrangeiro encaminha um requerimento ao governo brasileiro pedindo a extradição via Ministério das Relações Exteriores (Poder Executivo). ou seja. . Formado esse título. DIREITO PENAL I .Teoria Geral do Direito Penal Prof. deverá ser decretada a prisão do extraditando prevista no art. O STF vai atuar dentro do sistema de controle limitado (sistema da contenciosidade limitada). 208 do Regimento Interno do STF.

. o STF defere a extradição sob o fundamento de que a prisão perpétua é reversível. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I O STF deverá analisar: . o Brasil não vai deferir a extradição.Se o delito for apenado com pena de morte.Teoria Geral do Direito Penal Prof. .se efetivamente aquele caso não vai ensejar pena de morte no país requerente (caso enseje pena de morte. Caso seja comutada a pena de morte para prisão perpétua.se está presente a dupla tipicidade. . salvo se no Brasil também for prevista a pena de morte para aquele caso). o STF somente deferirá a extradição se o país requerente comprometer-se a comutar a pena de morte por pena restritiva de liberdade.

Teoria Geral do Direito Penal Prof.º. . Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I . Não se defere a extradição por delito político ou de opinião (princípio do asilo político.deve se comprometer a considerar. .o país requerente deve informar ao Brasil quais as acusações contra aquela pessoa (Princípio da Especialidade). deve verificar se o delito é comum ou é delito político (delito de opinião). ou seja. art. o montante da pena já cumprida no Brasil (Princípio da Detração). no cumprimento da pena.º da CF/88). . LII. 4. 5.os requisitos do art. da CF/88.

Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Se extraditando tiver filho brasileiro sob sua dependência ou. deve haver outro decreto do Presidente da República autorizando o retorno. tendo em vista que a extradição ocorre a requerimento do país estrangeiro. ter companheiro ou cônjuge há mais de cinco anos não impede a extradição (Súmula n.Teoria Geral do Direito Penal Prof. 421 do STF). Expulsão O que autoriza a expulsão é o fato de um estrangeiro ter sido condenado criminalmente no Brasil ou ter praticado atos nocivos aos interesses nacionais. Para que o extraditado possa retornar ao Brasil. ainda. .

cópia da certidão de trânsito em julgado e folha de antecedentes do condenado ao Ministério da Justiça para que se instaure ou não o processo de expulsão (prazo de até 30 dias do trânsito em julgado da condenação criminal). . a vítima poderá recorrer ao STF para que o ato seja reavaliado. O processo de expulsão será consumado ou não pelo Presidente da República. Se o Ministério da Justiça entender que é caso de expulsão e o Presidente da República se dispuser a consumar a expulsão. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Sempre que houver a condenação de um estrangeiro.Teoria Geral do Direito Penal Prof. o MP tem a obrigação de encaminhar cópia da sentença condenatória.

Teoria Geral do Direito Penal Prof. para o retorno ao Brasil. pague as despesas da sua deportação. não tem como pressuposto o cometimento de crimes. É meramente documental. Quem consuma a deportação. poderá retornar ao Brasil). são as autoridades locais (Polícia Federal). por ser um fato menor. Pode-se exigir que o estrangeiro. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I Deportação A deportação se verifica pelo simples ingresso do estrangeiro ou pela sua permanência no Brasil de forma irregular. visto não ter maiores consequências (se o estrangeiro regularizar a situação. .

” DIREITO PENAL I Podem ser de Direito Material ou de Direito Processual. 310.“O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. § 1. o primeiro dia será o primeiro dia útil subseqüente ao dia do começo (Súmula n. Emmanoel Lundberg CONTAGEM DE PRAZO .Artigo 10 . ou a publicação com efeito de intimação for feita nesse dia. Contam-se os dias. salvo se não houver expediente.Teoria Geral do Direito Penal Prof. quais sejam: • Prazos de Direito Processual (art. 798. . STF: “Quando a intimação tiver lugar na sextafeira. do CPP): não se computa o dia do começo. caso em que começará no primeiro dia útil que se seguir”).º. o prazo judicial terá início na segunda-feira imediata. os meses e os anos pelo calendário comum.

não se prorroga quando termina em domingo ou feriado (o sábado é considerado feriado). não segue até o dia útil subseqüente. 10 do CP): Na sua contagem. Emmanoel Lundberg O prazo prorroga-se até o dia útil seguinte quando terminar em domingo ou feriado. . São prazos considerados “fatais”.Teoria Geral do Direito Penal Prof. por conseqüência. ou seja. computa-se o dia do começo como o primeiro dia. são prazos não sujeitos à suspensão e interrupção. DIREITO PENAL I • Prazos de Direito Material (art. excluindo-se. são prazos sujeitos à suspensão e interrupção. o dia do final.

visto que acarreta a extinção da punibilidade. visto que acarreta a extinção da punibilidade.Teoria Geral do Direito Penal Prof. É um prazo de Direito Penal. DIREITO PENAL I São eles: • prazo decadencial: é o prazo para que o ofendido ou seu representante legal entre com a queixa ou ofereça a representação. Emmanoel Lundberg Tipos de Prazo: Todo e qualquer prazo que acarretar a extinção da punibilidade é prazo de direito penal. • prazo prescricional: também é um prazo de Direito Penal. .

ou seja. Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I • perempção: é uma sanção processual. O prazo de 30 dias para dar andamento ao processo é considerado um prazo de direito penal prazo de direito penal. CP. visto que o seu decurso acarreta a extinção do processo e. CP. LEGISLAÇÃO ESPECIAL: ART.12. . 60 do CPP).Teoria Geral do Direito Penal Prof. consequentemente. é uma sanção ao querelante que não dá andamento ao processo (art. FRAÇÕES NÃO COMPUTÁVEIS DA PENA: ART.11. a extinção da punibilidade.

Emmanoel Lundberg DIREITO PENAL I .Teoria Geral do Direito Penal Prof.

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