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CLASSES ABERTAS

PRONOME
É a palavra que denota o ente ou a ele se refere, considerandoo apenas como pessoa do discurso. Classificam os pronomes em seis grandes grupos: Pessoais • Possessivos • demonstrativos • indefinidos • relativos • interrogativos

PRONOMES PESSOAIS
Segundo Azeredo, palavras gramaticais com função de identificar as pessoas do discurso se chamam de pronomes pessoais. A classe dos pronomes pessoais abrange, a rigor, os pronomes pessoais, em sentido restrito, os pronomes demonstrativos e os pronomes possessivos. A expressão “pronomes pessoais” aplica-se apenas às formas com que se assinalam:
• • • •

o indivíduo que fala – (eu); o conjunto de indivíduos que o eu se inclui – (nós); o indivíduo ou indivíduos a que o eu se dirige – (tu/vós, você/vocês); o indivíduo ou coisa a que o eu se refere – (ele/eles).

a/as. . Oblíquos átonos (adverbiais de objeto e adjunto): me/nos. si/(con)sigo (Rocha Lima) Tratem de (si) e não dos outros. c. O capitalista matou-(se). nós/(co)nosco.): mim/(co)migo. b. vós/vocês /eles/elas. ti/(con)tigo.te/vos.Apresenta formas distintas para três grupos de funções: a. vós/(con)vosco.lhe/lhes.se Oblíquos tônicos (complemento e adjunto) precedidos de prep. Retos (sujeito e predicativo): Eu/tu/você/ele/ela /nós.o/os.

fez + os > fê-los .los. tigo. visitem + a > visitem-na. nosco e vosco quando precedidas da preposição com. compraram + as > compraram-nas.OBS.la . sigo. No. mim.ti.nos.na.a. apresentam as seguintes variantes combinatórias: lo. trouxemos + o > trouxemo-lo .la.: As formas o.os.si. . que desaparece diante de pronome): Cortar + a > cortá.as. quando enclíticas.las (forma verbal termina por consoante.nas (termina em ditongo nasal): dão + o > dão-no .nós e vós apresentam os alomorfes migo.

minha.seus. (eles. tua. minhas 2 pessoa do sing. vossa. (vós): vosso. nossos. nossa. vossas 2 pessoa do pl. elas): seu. seus. sua. elas): deles. nossa. (eles. expressam um vínculo qualquer entre objeto ou assunto de que se fala cada uma das pessoas do discurso. (você): seu. dela 1 pessoa do pl. sua. minhas 2 pessoa do sing. delas . (vocês): de vocês 3 pessoa do pl. tuas 3 pessoa do singular (ele. nossas 2 pessoa do pl. vossa. meus. (ele. tuas 2 pessoa do sing. teus. como possuidoras de alguma coisa. suas SUBSISTEMA II 1 pessoa do sing. teus.PRONOMES POSSESSIVOS Segundo Azeredo. suas 3 pessoa do sing. meus. (eu): meu. seus. (tu): teu. nossos. suas 1 pessoa do pl. ela): seu. Segundo Rocha Lima. minha. (tu): teu. vossos. SUBSISTEMA I 1 pessoa do sing. (nós): nosso. (eu): meu. tua. vossas 3 pessoa do pl. nossas 2 pessoa do pl. sua. (nós): nosso. (vós): vosso. ela): dele. vossos.

em relação às pessoas do discurso. I (padrão. exclusivo da modalidade escrita formal) Masculino singular 1 pessoa 2 pessoa 3 pessoa este esse aquele plural estes esses aqueles Feminino Neutro singular esta essa aquela plural estas essas aquelas isto isso Aquilo . no tempo e no espaço.PRONOMES DEMONSTRATIVOS Servem para localizar. os objetos que entram no conteúdo de nossos enunciados.

ali) Plural Aquelas (lá.ali) Aquilo (lá/ali) 3 pessoa Aquele (lá/ali) .II (próprio da modalidade falada) Âmbito da interação face a face Masculino Singular Plural estes/esses (aqui) Esses (aí) Feminino Neutro Singular Esta/essa (aqui) Essa (aí) Plural Estas/essas (aqui) Essas (aí) Isto/isso (aqui)22 Isso (aí) 1 pessoa 2 pessoa Este/esse (aqui) Esse (aí) Externo à interação face a face Masculino singular Plural Aqueles (lá/ali) Feminino Neutro Singular Aquela (lá.

mesmo).demais). Apenas em número: qual e qualquer.PRONOMES INDEFINIDOS Segundo Azeredo. menos. cada qual). São invariáveis: cada. o de distribuição (cada. demais. muito. São variáveis em gênero e número: algum. palavras gramaticais de significação imprecisa que integram o sintagma nominal (SN). mais. às vezes com o traço quantitativo:    o valor de remissão (mais. ou o de ênfase (próprio. Alguns deles se associa. . menos e todos os pronomes que são núcleo do SN. certo.

1. algo.Segundo Rocha Lima. palavras que se aplicam à terceira pessoa quando esta tem sentido vago. 3. ou exprimem quantidade indeterminada. nada Referentes a lugares: onde. ninguém Referentes a coisas: que. alguém. Referentes a pessoas: quem. algures. alhures. nenhures 2. . tudo.

Seu Alexandre... Ex. e a serra. um bom velhinho rico Que hospedara a Princesa: o tico-tico Que me acordava de manha.PRONOME RELATIVO Palavras que reproduzem.. o sentido de um termo ou de uma totalidade de uma oração anterior.: “Havia a escola. numa oração.” . que era azul e tinha Um mestre mau.. de assustador pigarro.

Traiu a quem lhe fora tão fiel. Ex. Trazem o antecedente incorporado em si. Interrogativos que. quando com eles formulamos uma pergunta. quanto recebem particularmente o nome de interrogativos. Ex. quem.Indefinidos Empregados sem antecedente expresso.: Quem espera sempre alcança. qual.: “Quem eram? De que terra? Que buscavam?” (Camões) .

Coletivos. . Comuns e Próprios.SUBSTANTIVO É a palavra com que nomeamos os seres em geral. Classificação: • • • Concretos e Abstratos.

concepções. Ex. vegetais.: Nomes que indicam: pessoas. entidades. ações ou estados – umas e outros imaginados independentemente dos seres de que provêm. Pouco importa que tais seres sejam reais ou não. Ex. objetos. materiais ou espirituais. ações e estados.: Nomes que indicam: qualidades. animais.CONCRETOS E ABSTRATOS • Concretos: designam seres de existência independente ou que o pensamento apresenta como tal. . Abstratos: designam nomes de qualidades. fenômenos. instituições. lugares. ou em que se manifestam. • minerais.

como em: A redação das leis requer clareza e precisão. passa a ser nome concreto. com o sentido de “trabalho escolar escrito”. 2: substantivos abstratos de qualidade tornam-se concretos quando usados no plural: a riqueza (abstrato) – as riquezas (concreto) o bem (abstrato) – os bens (concreto) É comum que se imagine como seres animados algumas ideias abstratas. como em: A redação deste aluno contém erros graves.OBS. Ex.: “redação” é nome abstrato quando significa “ato de redigir”. (morte/ a Morte). Porém. . 1: Muitos substantivos são variavelmente abstratos ou concretos – conforme o sentido em que se empregam. OBS.

• Próprios: expressam um indivíduo da espécie.: Bruno. Manaus. Ex.COMUNS E PRÓPRIOS • Comuns: expressam a espécie. menina. Mimi. Ex. cidade. . etc.: homem.

” (Azeredo) ??? . Determinados: numéricos/especiais. ou certas entidades coletivas. Subclassificam-se em: Indeterminados: gerais/partitivos. “Indeterminados não aludem à quantidade dos seres da coleção.COLETIVOS São aqueles que exprimem uma coleção de seres.” (Rocha Lima) “Substantivos coletivos e partitivos têm em comum uma referência à quantidade dos seres.

Ex.COLETIVOS “Indeterminados não aludem à quantidade dos seres da coleção.: batalhão .: Exército Partitivos: expressam uma parte de um todo. Gerais: expressam um todo. Ex.” (Azeredo) ??? Indeterminados: não aludem à quantidade de seres da coleção.” (Rocha Lima) “Substantivos coletivos e partitivos têm em comum uma referência à quantidade dos seres.

Ex. etc. . Numérico: quantidade. Ex. dúzia. arquipélago. casal. etc.COLETIVOS Determinados: aludem ou à quantidade ou à qualidade.: par. Especiais: qualidade. cacho.: alcateia.

sempre que a significação do coletivo não for específica.: EXCLUI. no entanto. etc. junta de bois. Dir-se-á.. manada de elefantes.COLETIVOS Obs. . bando de ciganos. em regra. bando de ladrões. bando de aves. manada de búfalos. junta de médico. a necessidade de se nomear a pessoa ou coisa a que se refere.

O gênero. . segundo a terminação do adjetivo acompanhante. historicamente. masculinos e femininos. é uma característica convencional dos substantivos. e não apenas os que denotam seres animados. fixada pelo uso.GÊNERO É uma classificação puramente gramatical dos substantivos em dois grupos. de um modo geral. Todo e qualquer substantivo pertence a um gênero.

Epicenos: um gênero para designar animais de ambos os sexos. a criança. Ex. a pessoa. • . Ex.GÊNERO ÚNICO • Sobrecomuns: um gênero para designar pessoas de ambos os sexos. o cônjuge.: o algoz.: o gavião. a onça. a águia. o rinoceronte.

: o aborígine/a aborígine. . artista talentoso/artista talentosa.DOIS GÊNEROS. Ex. o mártir/a mártir. • Comum de dois gêneros: uma só forma para os dois gêneros: o artigo ou a terminação do determinativo acompanhante é que os apontarão como masculino ou feminino. SEM FLEXÃO. o artista/ a artista.

. (.. pelo acréscimo ao masculino da desinência “a” (com supressão da vogal temática aos nomes de tema em –o e em –e). mestre/mestras. essa análise precisa de uma reformulação.) ocorre uma flexão de gênero.FORMAÇÃO DO FEMININO: FLEXÃO OU DERIVAÇÃO? • “Os substantivos costumam flexionar-se em gênero. Embora muito difundida e consolidada em nossa tradição descritivista.” (Rocha Lima) • “As gramáticas do português. em pares de substantivos como aluno/aluna. ensinam que. em geral.” (Azeredo) .

FORMAÇÃO DO FEMININO: FLEXÃO OU DERIVAÇÃO? Rocha Lima: flexão. lob(o) + a = loba mestr(e) + a = mestra pastor + a = pastora .

. presidenta). feios/feias. A criação e o emprego de certos nomes femininos (chefa. não como flexão. Três razões para classificar esses exemplos (aluno/aluna. elefante/elefanta). besouro.FORMAÇÃO DO FEMININO: FLEXÃO OU DERIVAÇÃO? Azeredo: derivação. isto é. a fêmea é designada por meio de um lexema que nenhuma regra é capaz de produzir (homem/mulher. um processo de derivação. possíveis em histórias infantis)são frequentemente encarados como opções pessoais ou escolhas estilísticas dos falantes. 3. mestre/mestra. mas como derivação: 1. formigo. pulgo. lagarto. camundongo). 2. A atribuição de um gênero diferente a uma unidade lexical substantiva é uma forma de criar um novo substantivo. carneiro/ovelha. leão/leões). O conceito de flexão é incompatível com a quantidade de “exceções” observadas na classe dos substantivos. Para muitos substantivos em –o não existe contraparte em uso (mosquito. sargenta. em outros pares de nomes. A flexão expressa a variação formal da mesma palavra (feio/feia. cavalo/égua). ou mesmo de certos nomes masculinos (borboleto. o que não acontece quando estamos diante de uma flexão regular.

a categoria do número diz respeito fundamentalmente a uma oposição de significados – a oposição entre quantidades “um” (singular) e “mais de um” (plural) – . .NÚMERO Diferentemente do gênero. flor/flores). expressa sistematicamente por um mecanismo flexional: ausência X presença da marca de plural –s (perna/pernas.

• 1. freguês/fregueses. o cais/os cais. os proparoxítonos e os monossílabos formados por ditongos são invariáveis: um pires/dois pires. Regras especiais: Terminados por –r ou –z recebem –es: amor/amores.NÚMERO • Regra geral: acrescenta-se –s ao final dos nomes terminados por vogal. . mãe/mães. Paroxítonos. por ditongo oral ou ditongo nasal –ãe: festa/festas. Terminados por –s: Oxítonos e monossílabos recebem –es: país/países. cartaz/cartazes. 2. algum lápis/vários lápis.

–zito). um pirex/dois pirex (pirexes). Plural dos diminutivos: derivados pelo sufixo –zinho ( e mais raramente. Terminados por –x: são invariáveis quando paroxítonas: o tórax/os tórax. 4. barrilzinho/barrizinhos. vem expresso na forma primitiva do substantivo e após o sufixo: coraçãozinho/coraçõezinhos. . São facultativamente flexionados quando monossílabos ou oxítonos: um fax/dois fax (faxes).3.

o convite chegou pelo correio”. ideia e ser – como parte do conhecimento prévio do interlocutor. como a relação entre casa e telhado em: “comprei uma casa em ótimo estado. a pertinência do artigo definido pode depender. e salienta que. . ou frase./a/as/os) e representa qualquer unidade conceitual – coisa.ARTIGO Segundo Rocha Lima. qualquer palavra. só o telhado precisa de uma pequena reforma. de que ele ative no conhecimento do interlocutor um dado previsível no contexto de comunicação. artigo é uma partícula que precede o substantivo. o artigo definido é variável em gênero e número (o. assim à maneira de “marca dessa” classe gramatical em razão disso. Segundo Azeredo. portanto. fica substantivada se o trouxer antes de si. expressão. ou a relação entre casar-se e convite em: “Luis se casa amanhã.

são palavras lexicais que possibilitam a referência a conceitos e objetos como dados possíveis de qualificação exata: dois gatos. cento e vinte bois. as denominações dos números ou de suas representações. como por exemplo: “o número cinco é ímpar”. e podem-se usar individualmente com o valor de substantivo (três e dois são cinco) ou como adjetivos. Ressalta ainda que. “o dois parece um pato nadando”. por isso não se classificam como numerais. numeral é uma função semântica. ao qual acrescentam uma indicação de quantidade ou de ordem (três livros. dois álbuns. quinze dias. junto de um substantivo. Segundo Azeredo. numerais são palavras que designam os números ou a ordem de sua sucessão. isto é. mas como substantivos. quinto aluno da classe). numerais. . “desenhe um 100 bem grande nesta placa”. mil soldados.NUMERAIS Segundo Rocha Lima.

Colocado após o substantivo. item dez (= décimo item). ora ocupando a posição de termo adjacente – numerais cardinais e ordinais. ora ocupando a posição de núcleo numerais fracionários e multiplicativos. sempre na mesma forma. capítulo vinte e um (= vigésimo primeiro capítulo) • .• O numeral é sempre constituinte de um sintagma nominal. o numeral cardinal produz sentido ordinal: página seis (= sexta página).