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FAMEVAÇO

Distúrbios osteo-
musculares
LER/DORT
Componentes:
• Daniel Figueiredo
• José Danilo
• Juliana Gomes
• Juliana Lopes
• Leandro Abrantes
• Maria Isabel

Saúde Coletiva III - Prof.: Guilherme
Câmara 9º período - FAMEVAÇO
Apresentação
• As afecções músculo-esqueléticas
relacionadas com o trabalho, no
Brasil tornaram-se conhecidas como
Lesões por Esforços Repetitivos
(L.E.R)  doenças ocupacionais
• Atingem diversas categorias
profissionais, possuem diferentes
formas clínicas e é de difícil manejo.
Apresentação
Segundo OMS os distúrbios de saúde
ou doenças
relacionadas ao trabalho dividem-
se em duas
categorias:

• Doença profissional

• Doença do trabalho ou relacionada
ao trabalho
Doenças Profissionais
• Inerentes às atividades laborais pois,
necessariamente, haveria exposição
a esses agentes. Ex: silicose (sílica),
asbestose (asbesto).
Doenças do Trabalho ou
Relacionadas ao Trabalho
• Afecções nas quais não se identifica
apenas um agente causal, mas
vários entre os quais os laborais.
Apresentação
• As doenças do trabalho podem ser
parcialmente causadas por condições
de trabalho adversas; podem ser
agravadas, aceleradas ou
exacerbadas por exposição nos
locais de trabalho
• O reconhecimentoNegociações
entre setores sociais e legislação de
cada país.
Introdução
Lesões por Esforços Repetitivos
(LER)/ Distúrbios
Osteomusculares Relacionados ao
Trabalho
(DORT):

• Termo abrangente que se refere aos
distúrbios ou doenças do sistema
músculo-esquelético, principalmente de
pescoço e membros superiores,
Introdução
Características:
• indução por fadiga neuromuscular
causada por: trabalho realizado em
posição fixa (trabalho estático) ou com
movimentos repetitivos; Falta de tempo
de recuperação pós-contração e fadiga
(falta de flexibilidade de tempo, ritmo
elevado de trabalho);
• com quadro clínico variado incluindo
queixas de dor, formigamento,
dormência, choque, peso e fadiga
precoce;
Introdução
Tipos de lesões:
• Síndrome do Túnel do Carpo
• Tendinites dos Extensores dos Dedos
• Tenossinovite dos Flexores dos Dedos
• Tenossinovite Estenosante (Dedo em Ga
• Epicondilite Lateral
• Doença de Quervain
Introdução
Em 1998, na revisão de sua Norma
Técnica, a
Previdência Social substitui LER por
DORT.

•Permite reconhecer maior variedade
de entidades mórbidas. Retira a
falsa idéia de que o quadro clínico se
deva a apenas um fator de risco, ou
que haja necessariamente uma lesão
orgânica, ou que se restrinja a uma
LER/DORT Brasil e Outros
países
Qual é a frequência de LER/DORT
nos outros
países?

A prevalência de casos é cada vez
maior, contrariando uma expectativa
da década de 80, quando se pensava
que o trabalho repetitivo e suas
repercussões na saúde diminuiriam
com o avanço da tecnologia.
LER/DORT EUA
COMO SE EXPLICA O RÁPIDO
AUMENTO DE FREQUÊNCIA
DAS LER/DORT
•Será que aumentou?
• Será que há mais diagnósticos?
• Será que as pessoas estão “se
fazendo de doentes para ganhos
secundários?
• Para tais respostas há vários motivos
e teorias.
Mudanças de Organização do
trabalho: aumento de casos de
LER/DORT
• Alta intensidade do ritmo de trabalho
• Execução de grande quantidade de
movimentos repetitivos em grande
velocidade
• Sobrecarga de determinados grupos
musculares
• Exigência de produtividade
Épocas diferentes: mudam a
prevalência
• Sabe-se que quadros músculo-
esqueléticos relacionados a
atividades são descritos desde a
antiguidade
• Porém, no casos das LER/DORT, só a
partir da segunda metade deste
século proliferaram as descrições de
populações de trabalhadores com
problemas relacionados com o
trabalho
Mudança nos fatores de risco a
saúde

• Economia rural Economia industrial
aumento de LER e DORT
Reconhecimento como doença
ocupacional
• A medida que passaram a ser
diagnosticadas e notificadas na
previdência social, tomaram vultos social,
chamando a atenção de diversos
trabalhadores e suas entidades
• Comissão de revisão de norma técnica
sobre LER(1996)
• A nova norma, publicada em diário oficial
da união (20 de agosto de 1998), optou
pela denominação distúrbios
OSTEOMUSCULARES RELACIONADO AO
TRABALHO (DORT)
Reconhecimento como doença
ocupacional

• Dia internacional de conscientização sobre
LER(29 FEV/2000)
Maiores possibilidades de diagnostico

• LER/DORTdomìnio publicoampla
difusão na imprensa sindical e
empresarialfacilita a prcepção
sobre os sintomasalerta para
procura de assistência precoce
Há diferenças entre LER/DORT e doenças
ocupacionais que facilitam a divulgação do
problema
• Pela primeira vez, um problema
decorrente do trabalho atinge a classe
media em grandes dimensões,fato que
desperta o interesse da mídia e sociedade
• As LER/DORT atingem trabalhadores dos
mais diversos ramos de atividade 
problema disseminado e não específico
• A incapacidade para trabalhar faz pessoas
procurarem tratamento influência o
sistema público e privado de saúde,
ampliando a rede de profissionais
envolvidos
Modelos que tentam
explicar
a gênese das LER/DORT
Teorias:
• Teoria psicossomática
• Teoria de histeria de conversão
• Teoria do perfil psicológico
Teoria psicossomática
• Visa entender o ser humano como
uma unidade indissociável corpo-
psiquismo.
– “aparelho psíquico normal”
– “aparelho psíquico atípico”

Não é bem aceita por não ter uma
consistência de base em estudos
populacionais , apenas tem caráter
especulativo.
Teoria de histeria de
conversão
• Seriam expressões de conflitos
histéricos, acreditando que os
sintomas físicos seriam criações da
cabeça do indivíduo.
• Contra a teoria:
– Ignora os achados clínicos de alterações
físicas em muitos pacientes.
– Não houve a cura de pacientes pela
psicoterapia, ao passo que as alterações
ergonômicas e organização no trabalho
tem um grande efeito na prevenção.
Teoria do perfil psicológico
• Suas características:
– Obsessividade
– Perfeccionismo no desempenho da
atividade
– Competitividade
– Disponibilidade excessiva

• Todos os funcionários de banco e
empresas seriam obsessivos ou
perfeccionistas???
LER/DORT e Meio Ambiente
• Existe a opinião de que apenas as más
condições no ambiente de trabalho
causaria a doença (ex.; baixa
temperatura ambiental, inadequação
do imobiliário e dos equipamentos
empregados,etc.)
• Muitos ergonomistas criticam estas
idéias, pois pensar assim não leva em
conta a dinâmica das relações de
trabalho (como a atividade é
desenvolvida, durante quantas horas e
• As questões não médicas tem
influência na evolução do quadro
clínico como também são
fundamentais para o entendimento
de sua etiologia.
• Destacam-se 3 : organização do
trabalho, fatores biomecânicos e
fatores ambientais.
Identificação de fatores de
risco
• Deve-se fazer uma análise
ergonômica para instalação de
programas de prevenção.
• Fatores moduladores: intensidade,
duração e freqüência.
Fatores de Risco
• repetitividade (ciclos com duração <
30 s)
• esforço e força
• postura inadequada (posto de
trabalho inadequado, corpo luta com
a gravidade)
• trabalho muscular estático
• choques e impactos
• pressão mecânica
• vibração (objetos pneumáticos,
Síntese dos fatores
desencadeantes de LER/DORT

RISCO DE SUPERUTILIZAÇÃO LER/DORT
LER/DORT DAS ESTRUTURAS
ANATÔMICAS E
FALTA DE TEMPO
DE RECUPERAÇÃO
Fatores de risco
• Não se pode esquecer que o esforço
mental exigido por uma tarefa influi
sobre o estresse psicológico e sobre
o comportamento e que uma
sobrecarga quantitativa ou uma
subcarga qualitativa podem
desencadear reações de estresse,
logo, um risco para ocorrência de
LER/DORT.
Aspectos da organização do
trabalho
• A organização do trabalho é
caracterizada pela divisão do
trabalho ( conteúdo das tarefas e seu
modo de execução) e a divisão dos
homens ( hierarquia, comando,
vigilância, relação entre pessoas).
• É importante verificar a
temporalidade da repetitividade,
traduzida pelo ritmo decorrente da
exigência de produção imposta pelo
modo como está organizado o
Aspectos da organização do
trabalho
• O trabalhador, às vezes fica
impedido de interferir na forma como
seu trabalho é organizado, de modo
a alterar situações que lhe tragam
incômodo e sofrimento devido as
possibilidades restritas de
comunicação interpessoal e
hierárquica.
Questionário pra
investigação da dor
Prevenção
• Algumas empresas oferecem aos
seus funcionários pausas para
ginástica laboral, que consiste na
realização de exercícios físicos no
ambiente de trabalho que buscam
evitar tais problemas ocupacionais
relacionados ao esforço repetitivo
Prevenção
• Ginástica laboral
Prevenção
Prevenção
• A Anvisa – Agência Nacional de
Vigilância Sanitária – possui uma
página na web especialmente
dedicada ao assunto, mostrando
exercícios que podem ser realizados
no seu dia-a-dia.
Prevenção
• Tais hábitos contribuirão para um
trabalho mais produtivo e uma vida
mais saudável.
TENHA QUALIDADE DE
VIDA!!!

OBRIGADA!
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2.5 License.