ENTOMOLOGIA AGRICOLA

PRAGAS GERAIS
• Cupins • Formigas

• Gafanhotos

CUPINS

•Ordem Isoptera.

•As principais famílias que ocorrem no Brasil são: Kalotermitidae, Termopsidae, Rhinotermitidae, Termitidae e Serritermitidae.

CUPINS
Descrição e Biologia
• Os cupins ou térmitas são insetos sociais que vivem em colônias populosas representadas por castas de indivíduos ápteros e alados. • Sua sociedade é constituída de grande número de indivíduos, abrigados em ninhos denominados termiteiros ou cupinzeiros.

CUPINS
• Existem duas categorias de indivíduos adultos:
• A primeira é formada pelos reprodutores; nesse grupo, distinguem-se sexuados alados, machos e fêmeas, que propagarão a espécie fora do cupinzeiro em que se originaram, comumente conhecidos como sirisiris, aleluias ou formigas-de-asas.

• O casal real representado pelo rei e pela rainha da colônia, destinados à proliferação no interior do cupinzeiro.

CUPINS
• Os alados, machos e fêmeas, são encontrados somente em determinada época do ano. • Quando falta o casal real, a proliferação da colônia é mantida à custa de indivíduos que se apresentam como formas jovens e sexualmente pouco desenvolvidos. São os reis e rainhas de substituição, originários de indivíduos especiais que possuem apenas tecas alares.

• Essas rainhas de substituição nunca atingem o desenvolvimento de uma verdadeira rainha. Nesses cupinzeiros encontram-se sempre muitas rainhas, na falta da rainha verdadeira.

CUPINS
• A segunda categoria compreende formas ápteras de ambos os sexos, mas estéreis devido aos órgãos reprodutores não terem se desenvolvido completamente. São formados por indivíduos neutros, denominados obreiros ou operárias e soldados. • As operárias, em geral, são de coloração branca ou amarelo-pálida e ápteras e geralmente desprovidas de olhos compostos e ocelos. São elas que constituem a maior parte da população do cupinzeiro, desempenhando todas as funções da colônia, menos a de procriação.

CUPINS
• Os soldados, semelhantes às operárias, por serem na maioria espécies ápteras e usualmente cegas, diferenciamse morfologicamente delas por terem a cabeça mais volumosa, de coloração marrom-amarelada e as manchôulas mais desenvolvidas, não servindo para mastigação. Sua função é de defesa da colônia, colaborando também com as operárias em seu trabalho.
• Em espécies primitivas encontram-se as formas sexuadas e os soldados, sendo que as ninfas sexuadas funcionam como operárias. Em espécies mais evoluídas não existe a casta dos soldados, sendo que as operárias e adultos possuem longas manchôulas, funcionando como soldados.

Cupins
• É por meio da enxameagem que se propagam as espécies. Anualmente, as formas aladas (siri-siris, aleluias ou formigas-de-asa) deixam os cupinzeiros aos milhares, em número similar de machos e fêmeas.

• Na época da enxameagem, as operárias abrem galerias que serão protegidas pelos soldados. Pelas aberturas das galerias saem as formas aladas, sendo posteriormente fechadas pelas operárias.

CUPINS
• Na enxameação, contrastando com as formigas e abelhas, os cupins são sexualmente imaturos. • Após a revoada, os indivíduos que não foram destruídos perdem as asas e reúnem-se, formando o casal real e, em local apropriado, iniciam a construção de novo cupinzeiro, abrindo uma cavidade mais ampla, onde instalarão a câmara nupcial. Somente aí é que os cupins efetuarão a primeira cópula. • Nessa fase, precisam estar em contato com a madeira ou o solo.

Cupins
• Após a primeira cópula, a fêmea inicia a postura, sendo que, decorridos 30 dias em média, saem as primeiras formas jovens, que são criadas pelo casal real, até que possam mover-se, quando então a fêmea passa a desempenhar somente a função reprodutiva. • O macho coabita com a fêmea na câmara real, e a fecunda periodicamente. • Após o nascimento das primeiras operárias e soldados, o casal real fica preso na célula real, com a única função de procriação. As operárias trazem os alimentos e levam os ovos para locais propícios.

Cupins

•A formação do cupinzeiro pela enxameação é o processo normal de propagação, mas podem ser formados novos cupinzeiros a partir de uma pequena parte da colônia, por meio de reis e rainhas de substituição ou por adoção de um casal real oriundo de outra enxameagem.

Cupins
• A rainha, quando completamente desenvolvida, apresenta notável desenvolvimento abdominal. • Este pode atingir cerca de 200 vezes o volume do resto do corpo. Isso se deve à pressão exercida pelas bainhas ovarianas cada vez mais cheias de ovos.
• A esse fenômeno dá-se o nome de fisogastria.

Cupins
•A capacidade de postura das rainhas em algumas espécies primitivas, pode chegar a 12 ovos por dia; outras, que constroem grandes cupinzeiros, põem 7.000 ovos por dia; •Em uma espécie de Bellicositermes, a rainha põe um ovo por segundo, o que dá cerca de 80.000 ovos por dia, havendo um mínimo de 30.000 ovos diários. •As rainhas têm uma vida média de 10 anos.

Cupins
O número de indivíduos da colônia é bastante variado, sendo que em espécies primitivas encontram-se apenas cerca de 1.000 indivíduos, enquanto em espécies mais evoluídas, a população é colossal, chegando a vários milhões.

CUPINS
• A origem das castas ainda não está clara, havendo, no entanto duas teorias para explicá-la: • Uma diz que a separação das castas é hereditária, comparável com os fenômenos de diferenciação dos sexos, de natureza blastogenética. São diferenciados por caracteres estruturais internos. • A outra baseia-se na alimentação. Os indivíduos seriam iguais no inicio e depois, com a alimentação, se modificariam. As operárias e soldados, recebendo alimentação comum, ficariam com os intestinos repletos de simbiontes, impedindo o desenvolvimento do aparelho reprodutor.

CUPINS
• Os cupins são fitófagos xilófagos. Alimentam-se de celulose, mas a ingestão é feita por microrganismos simbiontes, como protozoários (nos cupins primitivos ou inferiores), e bactérias e/ou fungos (nos cupins mais evoluídos ou superiores). Esses simbiontes ficam no intestino posterior dos cupins. • Os cupins podem, às vezes, atacar produtos de origem animal, como couro e lã. Muitos se alimentam de madeira morta, outros de madeira viva, além de húmus e raízes de plantas. • Outros se alimentam de excrementos, e existem ainda espécies africanas que se alimentam de cogumelos. A digestão da madeira fornece aos isópteros as proteínas e os sais minerais, enquanto a celulose proporciona energia para seu metabolismo.

CUPINS
• A alimentação pode ser de dois tipos: pela regurgitação ou alimentação estomodéica e por defecação ou alimentação proctodéica. • As operárias alimentam as formas jovens pela regurgitação, e é a saliva que determina a transformação dessas formas jovens em indivíduos sexuados de substituição. Outro alimento muito procurado pelos cupins são os exsudatos do abdome, principalmente da rainha. • As operárias chegam até "a escarificar seu abdome para obter maior quantidade de alimento. O canibalismo é frequente entre os cupins.

CUPINS
• Dependendo do local onde se forma o ninho, os cupins podem ser agrupados em: cupins que vivem na madeira, cupins que vivem no solo, ou na superfície em montículos, os arborícolas e os que constroem simples câmaras no solo. • Os cupins que vivem na madeira atacam móveis, portas, assoalhos etc. Constroem galerias e câmaras à medida que vão destruindo o material do local onde se estabeleceram. • Os ninhos subterrâneos são construídos a certa profundidade, de modo que não se vê nada na superfície. • Os ninhos arborícolas são construídos sobre as árvores ou semienterrados no solo.

CUPINS
•Pode-se encontrar vários tipos de ninhos arborícolas, como por exemplo, o chamado cabeça-de-negro, semi-enterrado no solo, arredondado e de cor escura. •Alguns são do tipo cartonado e outros em forma de chapéu, sustentados por troncos de árvores mortas. Os ninhos de montículos são também chamados de "murunduns". São formados por montículos de terra endurecidos por saliva, de consistência quase pétrea.

•Há cupins que constroem ninhos de simples câmaras e galerias escavadas no solo, em troncos de árvores e em cupinzeiros de outras espécies, já abandonados, ou ainda habitados.

CUPINS
• Termitófilos são insetos que vivem no interior dos cupinzeiros, apresentando uma adaptação muito interessante. Entre os termitófilos encontram-se uns como verdadeiros hóspedes, sendo bem tratados pelos cupins, outros sendo apenas tolerados e outros como intrusos, predadores e parasitóides. • A simbiose existente entre os termitófilos e os cupins é devida à alimentação. Os cupins alimentam os termitófilos e estes, através da pele ou cerdas, exsudam um líquido avidamente ingerido por aqueles. Na América do Sul, a maioria das espécies termitófilas pertence à família Staphylinidae.

CUPINS- Família Kalotermitidae
A essa família pertencem as espécies que atacam a madeira (seca ou úmida), em colônias em geral pequenas que se abrigam em câmaras e galerias. Compreendem cerca de 240 espécies, entre as quais podem ser citadas:
Cryptotermes breuis (Walker, 1853) Cryptotermes hauilandi (Sjostedt, 1900) Neotermes fuluescens (Silvestri, 1901) Rugitermes occidentalis (Silvestri, 1901)

CUPINS - Família Rbinotermitidae
Compreende os cupins com ninhos subterrâneos (causam, em todo o mundo, os maiores danos). Essa família reúne cerca de 174 espécies, destacando-se as seguintes:

Coptotermes hauilandi Holmgren, 1911 Coptotermes testaceus (L., 1758) Heterotermes longiceps (Snyder, 1858) Heterotermes tenuis (Hagen, 1858)

CUPINS - Família Termitidae
São cupins que constroem seus ninhos principalmente na forma de montículos. Algumas dessas espécies fazem de terra cimentada com saliva construções que podem às vezes atingir a altura de 3 m com uma base de 60 a 70 cm de diâmetro. No Brasil, as espécies maisjmportantes dessa família são:

Cornitermes cumulans (Kollar, 1832) Cornitermes bequaerti Emerson, 1952 Procornitermes striatus (Hagen, 1858) Syntermes molestus (Burmeister, 1839)

CUPINS - Família Termitidae

Syntermes insidians Silvestri, 1945

Syntermes obtusus Holmgren, 1911
Nasutitermes globiceps (Holmgren, 1910)

CUPINS - Família Termitidae
Anoplotermes spp. Armitermes spp. Termes saltans (Wasmann, 1897) Neocapritermes spp.

CUPINS
• Os cupins subterrâneos são os que causam maiores danos à agricultura; algumas espécies danificam consideravelmente as sementeiras, destruindo as sementes e plantas novas; prejudicam igualmente toletes de cana, cereais e tubérculos. • As raízes do café, socas de cana e de abacaxi são igualmente danificadas; no plantio dos toletes de cana ou de tubérculos, quando o ataque é intenso, toma-se necessário o replante.

Controle de Cupins
Químico - Fipronil e o Imidacloprid,
Biológico - fungos Metarhizium anisopliae, para o controle do cupim-de-montículo Cornitermes cumulans em pastagens e do cupim subterrâneo Heterotermes tenuis e outras espécies em cana-de-açúcar. Para o controle de C. cumulans pode-se usar 10 a 12 g de Boveril ou Metarril/ninho.

Controle de Cupins
• Para o cupim-de-montículo são recomenda: endosulfan (CE 35%), 400 mL/100 L de água; fention (500),250 mL/ 100 L de água. abamectin (18 CE), 30 mL/100 L de água; e clorpirifós (22,4 E), 400 mL/100 L de água. Qualquer um desses produtos, diluídos em água, pode ser colocado na razão de um litro de calda (inseticida + água) usando-se um funil na abertura feita previamente no montículo. Podem ser introduzidas pastilhas de fosfina (4 grandes ou 20 pequenas, em cada montículo), ou ainda fipronil (20 G), aplicando-se 7 a 10 g por cupinzeiro.

FORMIGAS
• Ordem Hymenoptera.

• Família Formicidade.

• Existem no Brasil 1.015 espécies de formigas.

FORMIGAS

FORMIGAS-CORTADEIRA
1. Formiga-quenquém
Descrição e biologia - Os formigueiros desse gênero são pequenos e geralmente constituídos de poucas panelas. • As operárias variam de tamanho de acordo com a função que exercem, porém são menores que as saúvas, diferindo destas ainda pela presença de 4 pares de espinhos no tórax. • Ocorrem em todos os estados do Brasil, num total de 20 espécies e 9 subespécies, sendo que em São Paulo são apontadas 11 espécies e 6 subespécies.

Principais espécies de Acromyrmex spp. são:
•Acromyrmex niger (F. Smith, 1858) ou quenquém-mineira-deduas-cores. •Acromyrmex landolti balzani (Emery, 1890) ou formiga-de-raspa ou formiga-boca-de-capim. • Acromyrmex disciger (Mayr, 1887) ou quenquém-mirim. • Acromyrmex subterraneus (Forel, 1893) ou formiga-caiapó. • Acromyrmex crassispinus (Forel, 1909) ou quenquém-de-cisco. • Acromyrmex rugosus rugosus (F. Smith, 1858). • Acromyrmex coronatus (Fabr., 1804) ou quenquém-de-árvore.

Acromyrmex ambiguus; A. aspersus; A. heyeri; A. hispidus fallax; A. laticeps nigrosetosus; A. multicinodus; A. rugosus rochai; A. subterraneus brunneus ; A. subterraneus molestans

Formiga saúva Atta spp.
• Descrição e biologia - As saúvas diferem das quenquéns por serem maiores e possuírem apenas três pares de espinhos no dorso do tórax. Ocorrem somente no Continente Americano, sendo que sua área de dispersão vai do sul dos Estados Unidos (latitude 33°N) até o centro da Argentina (latitude 33°S). • Não há saúvas no Chile, em algumas ilhas das Antilhas e no Canadá, sendo que no Brasil não foi registrada a presença de saúvas apenas em Fernando de Noronha. "sauveiros", seus ninhos são de fácil reconhecimento, devido ao monte de terra solta na superfície, proveniente das escavações. Das 14 espécies de saúvas existentes, 9 ocorrem no Brasil.

Principais espécies de Atta spp. são:
• Atta sexdens (1758)

• Atta capiguara (Gonçalves, 1944) - saúva-parda.

Principais espécies de Atta spp. são:

•Atta laevigatta (F. Smith, 1858).

•Atta bisphaerica (Forel, 1908) saúva-mata-pasto.

Principais espécies de Atta spp. são:
•Atta cephalotes (1758)

•Atta opaciceps (Borgmeier, 1939) -saúva-do-sertão
•Atta vollenweideri (Forel, 1893). •Atta robusta (Borgmeier, 1939).

BIOLOGIA DE SAÚVAS
A população dos sauveiros é composta por indivíduos que se diferenciam morfologicamente (polimorfismo) de acordo com os trabalhos que executam na colônia (polietismo), constituindo as seguintes castas:

BIOLOGIA DE SAÚVAS
•As içás ou tanajuras são em número menor do que os bitus, mantendo uma relação de 6 machos para cada fêmea. •Esses indivíduos reprodutores são alados. apresentando tórax e abdome muito desenvolvidos; sua coloração geralmente é marrom-avermelhada a preta. •A içá tem a cabeça e as mandíbulas bem desenvolvidas enquanto os bitus possuem a cabeça e as mandíbulas pouco desenvolvidas, tendo as pernas mais avantajadas.

Algumas recomendações para o controle da saúva
1. Para a saúva-mata-pasto recomenda-se aplicar 20% a menos de inseticida. 2. Para as saúvas-limão e saúva-cabeça-de-vidro, sauveiros com monte de terra acima de 0,80 m de altura, aumentar a dose em 20%. 3. Para quantidade acima de 30 formigueiros por alqueire, de saúva-parda, a aplicação de formicidas toma-se bastante anti-econômica. Recomendam-se aração e gradagem do terreno infestado, mantendo-o limpo de vegetais durante 120 dias. 4. Fazer repasse nos sauveiros tratados, após 80 dias. 5. Não aplicar formicida granulado em solos úmidos. 6. Não aplicar formicida gasoso em solo seco.

Algumas recomendações para o controle da saúva
7. Não controlar as içás por ocasião da revoada, pois apenas 0,05% deles conseguem fundar seu sauveiro. 8. Uma das espécies mais difíceis de ser controlada é A. capiguara, vindo a seguir A. sexdens, A. laevigata e A.

bisphaerica.

9. Para a saúva-parda (A. capiguara) não se recomenda a formula gasosa. 10. A retirada da terra solta ao redor dos olheiros 24 a 48 horas antes da aplicação do formicida gasoso influi consideravelmente na eficácia do tratamento. Essa operação, além de evitar que os formicidas fiquem retidos pela terra fofa. Nos cultivos orgânicos pode-se utilizar o fungo Metarhizium anisopliae (Metarril) e Beauveria bassiana (Boveril) em pó.

Formigas-doceiras
• São formigas que procuram substâncias adocicadas em residências e plantas, associando-se freqüentemente com insetos sugadores como pulgões e cochonilhas. Todavia, erroneamente se atribui a essa espécie uma ação predatória, como inimigo das saúvas, e ela às vezes é vendida aos incautos para controlar saúvas. • Os formigueiros são constituídos por numerosas operárias, diversas rainhas, larvas e pupas e alguns machos, sob a terra, em ladrilhos, ao pé das plantas, nas habitações, entre os muros e particularmente nas cozinhas.

Formigas-doceiras
Descrição e biologia: a rainha mede cerca de 6 mm de comprimento, possui três ocelos e é de coloração marrom-escura com as pernas e antenas avermelhadas. Perde as asas após o vôo nupcial. O macho mede cerca de 3 mm de comprimento, é alado e negro, de cabeça pequena e com 3 ocelos. A operária tem cerca de 2,5 mm de comprimento, cabeça e tórax marrom-claros, abdome marrom com pubescência cinza. O pedúnculo apresenta um nódulo. As larvas são branco-acinzentadas, de cabeça pequena, marrom-clara, medindo cerca de 2,5 mm de comprimento. A pupa é de coloração branca, com cerca de 3 mm de comprimento.

Principais gêneros de formigas doceiras

lridomyrmex humilis (Mayr, 1868); Camponotus spp.; Paratrechina fulva (Mayr, 1862); Solenopsis saevissima (F. Smith, 1855) ; Monomorium spp.
Controle - Devido à simbiose existente entre as formigas-doceiras e os insetos sugadores (pulgões, cochonilhas etc.), o controle dessas formigas pode ser indireto, pela eliminação desses sugadores.

GAFANHOTOS

•Ordem Orthoptera,

• Família Acrididae.

Gafanhoto migratório sul-americano (Schistocerca spp.)
Descrição e biologia - No Brasil, os Estados mais sujeitos à invasão eram Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, sendo o mais atingido o Rio Grande do Sul. Raramente os Estados mais ao norte eram atingidos por essa praga. O adulto mede cerca de 45 a 55 mm de comprimento, respectivamente, para o macho e para a fêmea; a coloração geral é marrom-avermelhada. Prejuízos - As formas jovens, logo após o nascimento, começam a se alimentar de plantas rasteiras e, posteriormente, atacam arbustos e até árvores.

GAFANHOTOS
Controle - O controle de gafanhotos deve ser feito visando tanto as formas jovens ("mosquitos" e "saltões"), como os adultos.
Para "mosquitos" e "saltões", observar o seguinte: a) marcar rigorosamente os locais de postura, bem como as dimensões das áreas e datas das posturas; b) evitar revolver a terra onde os gafanhotos colocaram ovos; c) quinze dias após as posturas, observar diariamente a eclosão dos "mosquitos";

GAFANHOTOS
d) iniciar o controle logo após a eclosão, antes que se espalhem; e) caso já se tenham espalhado, identificar os locais de reunião e iniciar o controle ao anoitecer ou ao amanhecer, pois ficam concentrados devido ao frio, sendo o controle bem mais fácil; f) O controle pode ser feito por meio de iscas ou pulverizações, utilizandose malation e fenitrotion. g) Existem formulações comerciais em UBV de malation e fenitrotion que têm dado ótimos resultados no controle dos gafanhotos.

Iscas podem ser de dois tipos:
Iscas à base de inseticidas Farelo de trigo, arroz ou milho..................... Triclorfon 50%.................................................. Açúcar mascavo................................................. Ou melaço........................................................... Água..................................................................... 100 kg 5 kg 4 kg 8 kg 60-70 L

Preparo: misturar bem o inseticida com o farelo e depois juntar a água mais o açúcar dissolvido ou água com melaço, até dar uma consistência moldável à massa.

Isca microbiana
Preparada de forma semelhante à anterior, substituindo-se o triclorfon por 10 g de esporos do protozoário Nosema locustae ou de outro microsporídeo específico.

Gafanhoto-crioulo ou "tucura" Rhammatocerus schistocercoides (Rehn, 1906)
Descrição e biologia - Atualmente são os gafanhotos que têm ocorrido mais freqüentemente em São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais. Cada instar dura em média 26 dias, sendo observados cinco ínstares

Prejuízos - Esses gafanhotos são polífagos, tendo preferência pelas gramíneas nativas de cerrado, seguindo-se as culturas de arroz, cana, milho, sorgo, pastagens, soja e feijão.

Chromacris speciosa (Thunberg, 1824)
Descrição e biologia - De características semelhantes ao gafanhoto crioulo consome em média o equivalente à metade do seu peso, ou seja, 1,15 g de capim. Nessas condições, o nível de infestação para início de controle deve ser de 7 gafa nhotos/m2, aproximadamente.

Controle - Adultos: pulverização de fenitrotion (300 g i.a/ha) ou malation (1.000g.i.a/ha) na formulação UBV.
malation (800 g i.a /ha) nas formulações CE, em aplicações terrestres ou aéreas.

Saltões - pulverização de fenitrotion (200 g i.a/ha) ou

Gafanhoto-do-coqueiro Eutropidacris cristata (L., 1758)
Descrição e biologia - Gafanhoto conhecido por tucurão e gafanhotão, medindo 110 mm de comprimento por 15 mm de largura do corpo (com extensa área distribuição no Brasil). Suas asas anteriores medem 90 mm de comprimento e são de coloração verde-pardacenta. As asas posteriores são esverdeadas, com leve tonalidade azul.
Prejuízos - São polífagos, atacando folhas de muitas plantas, entre as quais destacam-se o abacateiro, algodoeiro, arroz, bananeira, cana-de-açúcar, pastagens, carnaúba, citros, coqueiro, mandioca, mamona etc.

BIBLIOGRAFIA CITADA
GALLO, D. et al. EntomologiaAgrícola. Piracicaba: IL: (Biblioteca de Ciências Agrárias Luiz de Queiroz, 10), FEALQ. 2002.. 920p.