 Há quem defenda. a criminologia sociológica.A perspectiva da prevenção ao crime ganhou destaque a partir de uma nova concepção de criminologia. uma superação da criminologia positivista que ao tratar da criminalidade utilizando preceitos biólogicos pouco explorava a ideia de prevenção criminal.  . portanto.

o estudo das penas e de sua aplicação. um instrumento capaz de prover a sociedade de recursos de autoproteção. é possível observar que a ambição de definir todos os fatores relevantes que resultam nos fenômenos sociais capazes de levar o homem a prática de crimes já existe desde os primeiros estudos criminologicos.  .Embora se afirme a existência de uma superação da criminologia clássica. A ambição preventiva justifica-se doutrinariamente pela expectativa de fazer desse campo.

“o fim [da pena] é impedir que o réu cause novos danos aos seus concidadãos e dissuadir os outros a fazer o mesmo” – Beccaria  O que se oberva na criminologia clássica é a aplicação do modelo dissuasório.  .  Esse modelo prevalece enquanto uma das reações sociais ao crime. isto é. mostrando a todos que o crime não compensa. repressão por meio da punição ao agente criminoso.

 .Lombroso dedicou parte de seus estudos às orientações voltadas para a prevenção da violência defendendo inclusive que o encarceramento era absolutamente ineficaz como mecanismo preventivo  Ferri avança nos seus estudos afirmando que a criminologia estaria apta a cumprir seu papel social capaz de proteger a sociedade de comportamentos desviantes através de medidas preventivas.

A criminologia clássica. luta do bem contra o mal.  .  Para esse estudo existe uma composição de três campos disciplinares: antropologia. psiquiatria e sociologia.A prevenção criminal de que tratam Lombroso e Ferri destacam o individuo enquanto fonte privilegiada de informações sobre a etiologia do comportamente criminal. portanto. vislumbra o crime como um enfrentamento da sociedade pelo criminoso.

em lugar de tratá-lo como algo sepultado elo avanço científico e superado pelo amadurecimento de um campo disciplinar. pode informar melhor sobre o que é feito nos tempos atuais.  . Não existe ainda um modelo ideal de prevenção criminal de modo que se faz extremamente relevante considerar todos os estudos realizados até os dias de hoje. Colocar o passado em diálogo com o presente.

Conjunto de ações que visam evitar a ocorrência do delito.  Trata-se de um conceito amplo que compreende desde o convencimento do deliquente a não cometer o ato até a realização de mudanças no espaço físico que objetivem dificultar a prática do crime ou ainda. simplesmente o impedimento da reincidência.  .

que deve ser resolvido por ela.Diferentemente das ideias difundidas pela criminologia clássica. passando por todos os setores do Poder público que devem agir conjuntamente.  O crime é visto como um ato complexo que no estado democrático em que vivemos a prevenção criminal é integrante da “agenda federativa.  . a criminologia sociológica entende que o o crime não é uma doença. mas sim um grave problema da sociedade.

recuperação dos usuários de drogas. . Atingindo o delito de forma direta – direciona-se para a infração penal. trata-se. A prevenção dos atos nocivos pode ser exercida no Estado de Direito de duas formas: 1. etc. uma política ostensiva 2.buscase cessar as causas do crime e com isso cessar seus efeitos. Atingindo o delito de forma indireta . nas medidas diretas possuem destaque os mecanismos jurídicos de punição e repressão adotando. na maioria das vezes. portanto. de uma ação profilática que conta principalmente com a medicina por meio do planejamento familiar.

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trata-se da prevenção genuína que se dirige a toda a população. segurança. emprego.  É a prevenção mais eficiente. no entanto. moradia. é demorada e demanda altos custos do poder público para um resultado a longo prazo  .  Ataca a raiz do conflito buscando implantar os direitos sociais através de políticas públicas voltadas a educação. etc.Abordagem abrangente.

adotar politicas imediatistas. na maioria das vezes. “gente gosta é de polícia nas ruas”.  O governo prefere.A execução de medidas capazes de garantir a prevenção primária do crimes encontra obstáculos no próprio contexto político que devido a mudança de gestão não dá continuidade a medidas cujos resultados são a longo prazo – desinteresse político. a teoria penal dominante possui uma falsa noção de segurança e esse discurso é legitimado pelo Poder Público.  .

Consiste numa atuação mais concentrada com foco em áreas de maior violência.  Opera a curto e médio prazo. e se orienta de forma seletiva a concretos e particulares setores da sociedade  É sem dúvida a prevenção mais utilizada na sociedade.  Diz respeito a populações e regiões identificadas como portadoras de características passíveis de serem identificadas como zonas de risco.  .

a maior concentração policial em áreas determinadas. etc.Se plasma em uma política legislativa penal e em ação policial fortemente polarizadas pelos interesses de uma prevenção geral  Através de uma anáise de dados que demonstram práticas criminosas em locais determinados. buscam-se medidas capaz de coibi-las  Como forma de prevenção secundária destaca-se a alteração do espaços físicos e urbanos.  .

 . etc. evitar a reincindência  Realiza-se por meio de medidas socioeducativas como laborterapia. prestação de serviços comunitários.  Visa a recuperação do preso para que ele não volte a cometer crimes.O destinatário desses programas é tão somente a população carcerária. objetivando. portanto.

uma vez cumprida sua pena. para isso se faz fundamental o papel da sociedade em fornecer ao ex-detento oportunidades iguais.  . isto é.Destaca-se aqui o modelo ressocializador.  A prevenção terciária deve romper com a estigmatização do preso. não apenas lhe aplicando uma punição mas também lhe possibilitando a reinserção social. aquele que intervém na vida e na pessoa do infrator.

Modelo Dissuasório – Direito Penal Clássico Modelo Ressocializador – Previne a ocorrência de estigmas Modelo Restaurador – reeducação do infrator + assistência a vítima .

FILHO. Niterói RJ: Impetus. ed. Prevenção da infração penal no Estado Democrático de Direito. ampl. 2012. 2011. e atual. Lélio Braga.. Revista Lua Nova  CALHAU. Nestor Sampaio Penteado. ed. 6. SÉ-SENTO. São Paulo: Saraiva. Prevenção ao crime e teoria social. In: Manual esquemático de criminologia. 2. João Trajano. In: Resumo de Criminologia. Prevenção Criminal. rev.  .

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