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XX Congresso Brasileiro de Fruticultura 54th Annual Meeting of the Interamerican Society for Tropical Horticulture 12 a 17 de Outubro de 2008 - Centro

de Convenções – Vitória/ES

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AMOSTRAGEM FOLIAR DA BANANEIRA 'PRATA-ANÃ'
Maria Geralda Vilela Rodrigues1, Dilermando Dourado Pacheco2, José Tadeu Alves da Silva3
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Eng Agr , D. Sc., EPAMIG/CTNM, Bolsista da FAPEMIG, Caixa Postal 12, CEP 39525-000 Nova
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Porteirinha-MG. magevr@epamig.br; Engº Agrº D.Sc., Centro Federal de Educação Tecnológica. Estrada Januária, km 6, Fazenda São Geraldo, Januária-MG, 39480-000, ddpacheco.agro@igmail.com; Engº Agrº, D.Sc., EPAMIG-CTNM, Bolsista da FAPEMIG, Caixa Postal 12, CEP 39525-000 Nova Porteirinha-MG. Correio eletrônico: josetadeu@epamig.br;
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INTRODUÇÃO Diante da multiplicidade de métodos utilizados para diagnose nutricional da bananeira, MARTIN-PRÉVEL (1974) propôs uma padronização. Segundo esse autor, a composição mineral do tecido varia com a idade da planta, com a folha amostrada, entre as diversas partes da folha, ao que se somam as condições ecológicas, diferenças varietais e flutuações sazonais. O Método de Amostragem Internacional de Referência (MEIR), para bananeira, permite o intercâmbio de informações, porém não se exclui que a melhor forma de amostrar possa diferir, na prática, de acordo com a variedade, as condições ecológicas, a forma de cultivo (MARTIN-PRÉVEL, 1974). Segundo esse autor, na definição do MEIR optou-se por amostrar plantas com cachos onde todas as flores femininas possam ser visualizadas, o que se dá quando as primeiras mãos masculinas começam a se abrir, onde se amostra a terceira folha (a mais recentemente madura e fisiologicamente ativa), com retirada da metade interna de uma faixa central do limbo, desprovida da nervura central. Na média dos cultivos, amostras representativas podem ser obtidas por 20 plantas, embora em alguns casos 10 sejam suficientes (MARTIN-PRÉVEL, 1987). Segundo esse autor, em bananais com plantas em todos os estádios de crescimento, em área tropical ou equatorial sem replantio por vários anos, é difícil encontrar 20 plantas em estádio adequado para amostragem em uma área de 1 a 4 ha. Em função dessa dificuldade, algumas adaptações locais têm sido observadas. SILVA et al. (1999) recomendam para diagnose foliar da bananeira 'Prata-Anã' cultivada no Norte de Minas, amostragem conforme o MEIR. A bananeira 'Prata-Anã' cultivada no Norte de Minas apresenta porte alto (4,4 + 0,25 m) (RODRIGUES, 2006), que associado à tendência dessa cultivar apresentar roseta foliar

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com três larguras (10. número de pencas (NP) e dias ente a floração e a colheita (dias) NFOL Média CV(%) 15 12. na diagnose nutricional da bananeira 'PrataAnã' cultivada sob irrigação no Norte de Minas Gerais. Foram coletadas amostras de folhas localizadas em três diferentes posições na planta (S= segunda. Q= quarta).7 7.Caracterização do material amostral com número de folhas (NFOL).4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Foi observado efeito da interação dos fatores estudados (folha amostrada e largura da amostra) apenas para teores foliares de N. Os teores de P. Os nove tratamentos foram distribuídos na área ao acaso. altura da planta em cm (AP). S. TABELA 1 .Centro de Convenções – Vitória/ES ______________________________________________________________________________ muito densa (folhas pouco espaçadas). O experimento conduzido em maio de 2007. Cu e Zn foram menores na quarta folha. B e Fe foram maiores nesta.5 NF 225 7. 20 e 30 cm). a ser amostrada.5 Dias 171 5. Objetivando avaliar o efeito da folha amostrada e do tipo de amostra coletada. é comum chegarem ao Laboratório de Análise de Solos e Tecido Vegetal da Epamig/CTNM. dificulta a visualização da terceira folha. enquanto os teores de Ca. 2 . com mudas micropropagadas plantadas no espaçamento 3. não sendo observada diferença entre as plantas referentes aos tratamentos. Além da possibilidade de equívoco com relação à folha a ser amostrada. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi conduzido na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). implantado em julho de 1996.8 ha. norte de Minas Gerais. número de frutos do cacho (NF). no Perímetro Irrigado de Jaíba.7 m.2 MC 22. demonstrando uniformidade do material experimental (Tabela 1). com três repetições de três plantas. Os teores foliares de K e Cu foram reduzidos com o aumento da largura da amostra. As avaliações foram realizadas em um bananal de ‘Prata-Anã’ de 1. se constituiu de amostragem foliar com variantes do MEIR. Foram feitas avaliações na data da floração (e implantação do experimento) e da colheita dos cachos. foram conduzidos dois experimentos.4 AP 440 12.XX Congresso Brasileiro de Fruticultura 54th Annual Meeting of the Interamerican Society for Tropical Horticulture 12 a 17 de Outubro de 2008 .4 CP 125 3. em franca produção.0 x 2. circunferência do pseudocaule a 30 cm do solo (CP). T= terceira. amostras com largura diferente dos 10 cm recomendados. em fatorial.5 NP 13 7. massa de frutos por cacho em kg (MC).

o resultado da análise química da amostra diferirá significativamente entre as amostras.XX Congresso Brasileiro de Fruticultura 54th Annual Meeting of the Interamerican Society for Tropical Horticulture 12 a 17 de Outubro de 2008 .Centro de Convenções – Vitória/ES ______________________________________________________________________________ Comparando os teores foliares observados com as faixas de suficiência citadas por Silva et al. independendo do tratamento. caso haja erro de amostragem quanto às esses dois fatores.15-0. assim como observado na literatura para outras variedades.mg kg ----1 ------------------------------------. ou faixas de 10 a 30 cm de largura. é importante observar o padrão de amostragem foliar para diagnose nutricional. entretanto. as médias se mantiveram dentro da faixa de suficiência.5 S -1 Ca 0. Mg foi adequado ou ligeiramente abaixo da faixa de suficiência. sem. Ca e Cu se encontravam dentro da faixa de suficiência ou ligeiramente acima desta.19 * K 2.40 B * Zn ---. Portanto.45-0. 3 .dag kg ----------------------------------------(PREZOTTI. K. favorecendo a detecção das diferenças propiciadas pelos tratamentos. quanto à folha amostrada e a largura da amostra. 1992) 10-25 14-25 Os dados obtidos foram homogêneos.. não se constata prejuízo na interpretação do resultado analítico considerando a coleta de 2ª.7-3. em geral o B foi deficiente. Apesar das diferenças estatísticas observadas.9 P 0.Faixas de suficiência de nutrientes na terceira folha da bananeira. 2002) N 2. Os teores foliares de Fe e Zn foram baixos no primeiro experimento e adequados no segundo experimento. Conclui-se que para a bananeira 'Prata-Anã' cultivada no Norte de Minas. de P. observa-se que os teores foliares de N foram adequados. 3ª ou 4ª folha. amostrada na floração (SILVA et al.20 0. e isto é importante considerando agilidade na coleta de folhas indicadoras e a dificuldade de identificação desta na 'Prata-Anã' quando apresenta adensamento de roseta foliar. com uma folha na posição acima ou abaixo da terceira recomendada (segunda e quarta). pelos dados. resultando em baixos CV (%) e DMS (Tabela 3).5-2. TABELA 2 .17-0. (2002) (Tabela 2). alterar a faixa nutricional em que a referida amostra se insere pelo método MEIR.24-0.75 Mg 0. Entretanto.

96 A 2.27 0.30 0.04 NS 0.65 NS 2.275 A 1.60 A 0.20 A 0.38 AB 3.60 A 8.270 A 0.68 8. P.34 NS FOLHA X LARGURA 4.88 A 2.30 A 0.62 A 0.27 A 0. n.66 A 11.dag kg --------------------------------FOLHA AMOSTRADA S T Q F DMS 10 20 30 F DMS F CV (5%).38 NS 2.20 A 0. J.44 ** 0.30 * 18.97 * 2.116 NS 0.56 9. GAUTIER.81 NS 1. terceira (T) e quarta (Q) folhas N P K Ca -1 Mg S B Zn -1 -------------------------------.85 ** 0.89 B 16.20 NS ** 0. Fruits. P. ou faixas de 10 a 30 cm de largura.611 NS 0.mg kg --7. ---.91 ** 3. Banana..011 0.18 C 35.006 NS 0. considerando amostras de 10. v.13 B 4.83 A 0.87 A 2.44 * 0.21 A 0.65 A 0.53 0.34 NS 0.78 A 0.60 A 0.11 B 15.019 0. P. quanto à folha amostrada e a largura da amostra.26 A 3.57 NS 0.66 7.50 A 3.37 Médias seguidas pela mesma letra na coluna.82 AB 2.33 A 16.88 NS 0.20 B 0.56 A 17.31 NS 0. p.27 A 0.364 3.67 A 16.92 13.50 B 0.27 A 0.31 B 9. Entretanto.53 * 0.156 2. 9.283 A 0.90 NS LARGURA DA AMOSTRA 0. não invalidam a amostra para 'Prata-Anã' cultivada no Norte de Minas.289 AB 0.14 A 3.20 A 0.02 7.264 B 4. MARTIN-PRÉVEL.68 NS 0..14 AB 6. coletadas na segunda (S).XX Congresso Brasileiro de Fruticultura 54th Annual Meeting of the Interamerican Society for Tropical Horticulture 12 a 17 de Outubro de 2008 .79 B 4.Teores foliares de nutrientes em bananeira 'Prata-Anã' cultivada sob irrigação no Norte de Minas. Plant 4 .25 NS 1.27 A 0. 1974.66 1. REFERÊNCIAS MARTIN-PRÉVEL.100 1. 20 e 30 cm de largura.545 17.02 5. Les méthodes d’échantillonnage pour l’analyse foliaire du bananier. 583-588.030 0. com uma folha na posição acima ou abaixo da terceira recomendada (segunda e quarta).65 29. P. In: MARTIN-PRÉVEL.90 A 6.156 5.9 A 1.49 4.Centro de Convenções – Vitória/ES ______________________________________________________________________________ TABELA 3 .285 A 0. não diferem entre si pelo teste Tukey CONCLUSÂO É importante que se respeite o padrão de amostragem foliar para uma rigorosa diagnose nutricional.27 A 0.005 2.364 2. 29.011 0.55 A 3. erros na amostragem. por tema (folha ou largura).27 A 0. GAGNARD.545 0.

70). M.196. G. Diagnóstico nutricional da bananeira 'Prata-Anã' para o norte de Minas. SILVA. da. A. A.Centro de Convenções – Vitória/ES ______________________________________________________________________________ analysis: as a guide to the nutrient requirements of temperate and tropical crops. V.XX Congresso Brasileiro de Fruticultura 54th Annual Meeting of the Interamerican Society for Tropical Horticulture 12 a 17 de Outubro de 2008 . 2002. p. da. 2006.. COSTA. 2006. 83f. v. Tese (Doutorado em Agronomia) – Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho. J. (Boletim Técnico. T.. C. 21-36. 20080731_180157 5 . n. SILVA. 20. L. J. RODRIGUES. S. L. T. 1987. BORGES. Belo Horizonte: EPAMIG. BORGES. Jaboticabal. 16 p. J. M. DIAS. L. adubação e nutrição da bananeira.. da. M. MALBURG. L. E. Informe Agropecuário. A. Solos. J. PRUDÊNCIO. Resposta da bananeira Prata-Anã à aplicação de zinco e boro no rizoma. Belo Horizonte. 1999. Paris: Lavoisier Publising inc. p. A. 637-676.

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