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PSICOPATOLOGIA GERAL PG

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psicopatologia
4º ano licenciatura psicologia
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PSICOPATOLOGIA GERAL

20 de Outubro de 2000

Doença mental – Numa primeira fase, a doença mental era explicada através
do sobrenatural, a loucura era algo a que transformava o sujeito num ser
quase não humano. A loucura era lidada com rituais e orações com o objectivo
de fazer desaparecer o sintoma.

Hipocrates – Tenta pela primeira vez explicar a doença mental sem ser através
do sobrenatural, mas através da teoria dos humores (460 AC). A perturbação
mental é o resultado de um desequilíbrio.

Com a influência islâmica, aprofunda-se a explicação da doença mental.

Século XIII (Idade média) - Assistimos a um retrocesso do pensamento
científico retomando-se o sobrenatural, a tortura assume então um papel
importante no “tratamento”.

Século XV – O louco ocupa o lugar do leproso, tem uma doença contagioso que
pode provocar um desequilíbrio social, eram colocados então em locais
isolados como asilos e prisões.

Com o Renascimento a loucura começa a ser retratada em livros e pinturas,
começa a divulgar-se muito o termo da loucura.

Pinel (1793) – Liberta os doentes mentais dos asilos e prisões e coloca-os em
sanatórios que eram locais privilegiados para a observação das doenças
mentais. Pinel deu um impulso muito grande para a humanização destes
sujeitos.

Na transição para o século XX, faz-se a recolha das observações e começa a
classificar-se as doenças.

Kraeplin (1883) – Classifica as doenças mentais, nomeadamente em 3
quadros:

Demência precoce – Mais tarde designada de Esquizofrenia
Psicose Maniaco – Depressiva - Agora designada perturbação bipolar
Paranóia – Agora incluída nas Psicoses delirantes

Os critérios que utilizou fora importantes, pois Kraeplin, identificava os
sintomas, o curso e prognósticos da doença e era assim que eram distinguidas
as doenças.

1

Bleuer (1971) – O quadro de demência foi revisto e aparece o termos
“Esquizofrenia”

Esquizofrenia
Divisão Mente

Divisão da Mente

A psicopatologia aparece com Karl Jaspers, na primeira metade do século XX,
que reintroduz a pessoa no estudo da doença mental, utilizando neste estudo
dois métodos:

Método explicativo: Estabelece relações causais entre o fenómeno

Método compreensivo: Captação intuitiva das experiências do sujeito que
tem a doença mental, ou seja, o investigador tem que observar o
fenómeno tal qual ele aparece no sujeito, sendo este muito importante
porque a doença aparece de forma diferente para cada sujeito.

Sinal – Comportamentos directamente observáveis, sinais de alerta para uma
possível perturbação e surgem antes de uma queixa explicita do sujeito. O
sinal nem sempre é percebido pelo sujeito.

Síndrome – Conjunto de sinais e sintomas que se organizam de uma forma
única e particular. A especificidade da organização do sintoma é que confere a
singularidade do fenómeno.

Perturbação mental – Envolve um comportamento que é clinicamente
significativo, tendo em conta a persistência e a intensidade do sintoma.

Para haver uma perturbação mental tem que existir um síndrome (padrão) e o
risco aumentado pode levar à dor, morte ou perda significativa da liberdade,
para considerarmos doença mental o fenómeno não pode ser resposta
esperada a um acontecimento particular.

Vivência – Experiências que são vividas de forma única pelo sujeito que
tornam casos clínicos.

Duas Dimensões associadas à perturbação mental :

1.Limitação da liberdade e autonomia –Traduz-se ao nível da
capacidade de auto realização, capacidade do sujeito investir em si
próprio, limita a consciência de si próprio. Ao nível da limitação da
percepção da realidade, um sujeito deprimido dá ênfase aos factores
negativos.

2

2. Vivência de sofrimento psíquico – As classificações podem ser
organizadas com base nos sintomas e com base na etiologia.

1.1

Organização com base nos sintomas:

Sistema de Kraeplin – Descrição pormenorizada dos sintomas, curso e
prognóstico da doença

Sistema de Bleuer – Organização com base nos sintomas, mas introduz 3 níveis
de sintomas:

a)Sintomas primários : derivam directamente da doença.
b)Sintomas secundários : resultam dos sintomas primários.
c)Sintomas fundamentais : Sintomas específicos que são mais ou menos
permanentes na doença.
d)Sintomas acessórios : Sintomas que poderão ou não aparecer na doença.

Sistema de Jaspers – Introduz o método explicativo e compreensivo, propõe
uma descrição rigorosa do fenómeno vivenciado pelo doente.

1.2

Organização com base na Etiologia:

Etiologia somática: Factores orgânicos/biológicos

Stress Psicossocial: Eventos desencadeadores do aparecimento do quadro, Ex.
Perca do emprego, divórcio etc.

Aproximação Psicodinâmica: Ex. Alguns quadros de depressão aparecem pelo
desaparecimento da figura materna antes dos 11 anos

Classificação Internacional das Doenças (CID 10) – Sistema Europeu

Assenta numa classificação categorial

Para cada perturbação é apresentada uma descrição dos principais
aspectos clínicos e outros que possam estar associados igualmente
importantes embora menos específicos.

Recorre a critérios de diagnóstico: Lista de sintomas específicos
necessários para identificar a perturbação

Patognomónicos

3

Sintomas Exclusivos

Contempla aspectos etiológicos nomeadamente orgânicos

Deixa de utilizar como princípio organizador, a divisão tradicional de
Neurose/psicose

Manual de diagnóstico e estatístico das Perturbações Mentais (DSM IV) Sistema
Americano

Apresenta uma classificação categorial.

Permite o acesso a critérios operacionais precisos através de
critérios/regras de inclusão e exclusão.

Recorre a dados epidemiológicos nomeadamente à noção de prevalência
e incidência das perturbações.

Sistema de classificação que tem como orientação o pragmatismo,
tentando ser o mais ateórico possível.

Encontra-se especialmente subjacente ao modelo sindromético.

Recorre a uma abordagem Multiaxial dividida em 5 eixos (grande
diferença entre o sistema europeu).

4

Classificação das Perturbações

Abordagem multiaxial 5 eixos

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