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Sessão nº 7. Escrita

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Sessão nº 7

A Escrita

Formadora: Teresa França 14/03/2011

A grande vantagem de trabalhar com os pequenos é ter a evolução natural a seu favor. Se não existe patologia, maus-tratos familiares ou algo parecido, eles são máquinas de aprender: processam rapidamente as informações, têm boa memória, estão sempre dispostos a receber novidades e empolgam-se com elas. Um professor que não acha que o aluno seja capaz de aprender é semelhante a um pai que não compra uma bicicleta para o filho porque ele não sabe pedalar. Sem a bicicleta, vai ser mais difícil aprender!
Ana Teberosky

lúdicas ou de lazer (ler livros , legendas de filmes, ler jornais)  de apoio à gestão das rotinas do dia-a-dia (lista de compras, cheque)  com um carácter de comunicação (cartas ou recados)  com um carácter informativo (cartazes publicitários, mapas, receitas)

•O prende-se com o querer aprender a ler e a escrever, pois vai permitir utilizar esse saber de modo funcional. •A da linguagem escrita também poderá contribuir significativamente para a atribuição de valor e importância à leitura e à escrita.

apropriação gradual das finalidades da linguagem escrita

desenvolvimento de uma compreensão cada vez mais consistente

apropriação das características e convenções

Demonstrar Interesse pela funcionalidade

 demonstra interesse  toma a iniciativa  imita comportamentos de outros, mostrando que está atenta à utilização da linguagem escrita em diferentes contextos

No dia-a-dia apercebe-se deste interesse pelo facto de, com naturalidade, surgirem pedidos, comentários, observações ou mesmo utilizações por parte da criança, realçando o facto de ela compreender que a escrita e a leitura têm uma função específica

Identificar funções da linguagem escrita

Identificar diferentes características de suportes com diferentes funções

 reflexão sobre as diferentes formas do texto, adequadas à função específica que desempenham
 apropriação cada vez mais estruturada e diversificada dos saberes relativos às utilizações

funcionais da leitura e da escrita.

Adequar a função à situação

oDe modo a , no que se refere à existência de suportes de escrita e à sua utilização funcional, preencha a grelha a seguir apresentada e estabeleça alguns objectivos e estratégias, para melhorar os aspectos que lhe parecerem mais fracos.

Emergência da Escrita
A primeira conquista na apreensão do código escrito é a

Conceptualizações infantis sobre a escrita

3. Gradualmente, os caracteres vão-se aproximando das letras convencionais, podendo até coexistir com elas;

4. Surgem frequentemente letras misturadas com números, pois as crianças ainda não diferenciam os códigos alfabético e numérico;
5. Diferenciam claramente as letras do nosso sistema de escrita de outro tipo de caracteres;

1. As primeiras tentativas são, muitas vezes, do tipo garatuja;

2. Pouco a pouco as crianças vão começando a diferenciar alguns caracteres nas suas escritas;

6. Com a identificação gradual de algumas letras, as crianças começam também a associar a letra ao respectivo nome.

Emergência da Escrita

As crianças vão-se apercebendo de diferentes como a sua , e o

Figura 3 – Escritas da Raquel e do Francisco.

1. Outra característica da escrita que desde muito cedo transparece nas produções das crianças é a sua orientação. Escritas como a da Raquel mostram claramente que a criança se apercebeu da orientação em linhas, organizando-as não só da esquerda para a direita, como de cima para baixo.

2. O facto de as crianças se aperceberem da orientação da escrita não significa que passem a utilizá-la sistematicamente. É o caso do Francisco, que, apesar de normalmente escrever com a orientação correcta, começa a escrever o seu nome da direita para a esquerda e que, por isso inverte todas as letras até chegar ao limite da folha, continuando o resto do nome, por baixo e já com a orientação correcta.

Ao contactar com a escrita, as crianças vão desenvolvendo critérios que lhes permitem diferenciar os que se podem e não pode escrever e ler

referentes à quantidade de letras ou “formas tipo letra” utilizadas
- respeitantes à variedade das letras ou “formas tipo letra” utilizadas

estarem relacionadas com o e das

A descoberta e reconhecimento de é importante, mas deve ser feita de modo Existência de uma relação positiva entre o conhecimento do nome das letras no final do jardim-deinfância e a aprendizagem da leitura no ano seguinte;

Contudo, o treino exclusivamente centrado na aprendizagem do nome das letras, sem envolver as crianças em tarefas de literacia, não traz benefícios significativos em termos de aprendizagem, Qualquer aprendizagem sobre as letras, para as crianças em idade pré-escolar, deve ser feita em contexto, a partir da escrita de nomes, de palavras ou de textos que lhes são significativos, ou para dar resposta a questões ou necessidades específicas nas suas tentativas de leitura e de escrita.

as crianças vão começando a diferenciar as letras, a aperceber-se das suas características particulares e das convenções a elas associadas

vão conseguindo reproduzi-las de forma cada vez mais aproximada

Vão também, em simultâneo, aperceber-se do seu papel e enquadramento no sistema de escrita.

O desempenha um papel essencial

a introdução dos cartões com os nomes  a listagem dos nomes no “Mapa de Presenças”  a etiquetagem de cabides e das caixas de material

, pode ser uma via importante para, cada criança tomar consciência das características do seu nome, das letras que o constituem, da sua organização e da sua regularidade.

As relações entre a

são graduais e passam por várias

1. pré-silábica 2. silábica sem correspondência sonora 3. silábica com correspondência sonora
5. alfabética
O Hugo, de 5 anos, escreveu a frase “O pato nada no lago” de um modo em que é claro que compreendeu o princípio alfabético do nosso sistema de escrita, apesar de não dominar todas as convenções, como por exemplo as que se referem à orientação das letras e aos espaços entre palavras.

4. silábico-alfabético

Mais do que todas as crianças atingirem a mesma etapa, o grande objectivo da educação pré-escolar deve ser o de proporcionar oportunidades, para que todas possam ir explorando a escrita, brincando com a escrita, reflectindo sobre a escrita e as suas convenções, de uma forma contextualizada, funcional e portanto significativa. Conseguir estabelecer ligações entre a escrita e o oral, de modo cada vez mais sistemático, implica o desenvolvimento da consciência fonológica. O conhecimento do nome das letras pode em, muitos casos, apoiar e facilitar nas primeiras tentativas de estabelecer correspondências correctas entre o som isolado e a letra a utiliza na escrita (por exemplo, o “d” para “dedo”).

As oportunidades de confronto com diferentes formas de escrita e até diferentes estratégias e a reflexão daí decorrente são também de extrema importância.

distinção de diferentes códigos escritos

distinção de diferentes códigos escritos

distinção de diferentes códigos escritos

Identificação das características do código escrito

identificação das características do código escrito

Acções a desenvolver pelo educador

, tanto em actividades sugeridas ou orientadas como em situação de jogo e brincadeira, e facilitar o acesso a papéis diversificados, desde envelopes, cadernos, blocos, folhas soltas lisas, quadriculadas ou de linhas, agendas, etc. Estes materiais podem estar disponíveis em diversos locais da sala, nas diferentes áreas em que esta se organiza. Devem também ser renovados com alguma regularidade, de modo a manter o interesse, a curiosidade e a vontade de exploração (introduzir materiais novos e modificações; por vezes, mesmo que o suporte seja do mesmo tipo, basta que o aspecto seja diferente – mais pequeno ou maior, colorido ou com um boneco – para as crianças voltarem a interessar-se).

Acções a desenvolver pelo educador

(por exemplo, recados, avisos, etiquetagem, escrita de histórias, cartas, etc.), de modo que as suas finalidades sejam entendidas, e as crianças adquiram conhecimentos e desenvolvam competências em contexto, escrevendo e vendo escrever, com finalidades e objectivos claros das crianças, de forma natural e intencional, mostrando estratégias e cuidados na elaboração do texto escrito (por exemplo, verbalizando o que escreve para evidenciar correspondências entre oral e escrito; realçando o cuidado com a letra; referindo aspectos da orientação da escrita para que as crianças se vão apercebendo do seu convencionalismo; revendo o texto que escreveu; verbalizando as emendas necessárias para que as crianças integrem o processo de revisão; assinalando semelhanças entre palavras, para que as crianças despertem para estas comparações, etc.).

Caracterização do ambiente e da utilização da escrita na sala de jardim-de-infância

Em que consiste a Competência Gráfica da Escrita?

Competência relativa à capacidade de inscrever num suporte material, os sinais em que assenta a representação escrita.

O controlo motor

1

o o o o o o

A mão deve estar relaxada e descansar completamente na mesa; a caneta deve ser mantida quase na horizontal (20º-25º); o cotovelo deve repousar na mesa; o corpo deve evitar estar curvado; os ombros devem ser mantidos relaxados; o papel deve ser colocado diagonalmente face ao corpo.
4 3 2

Alguns dos aspectos que a criança tem que dominar

 controlo do espaço (espaçamento entre palavras e frases) e relações de

proporcionalidade (entre maiúsculas e minúsculas);  orientação da escrita (eixo horizontal, da esquerda para a direita);  respeito pela linha enquanto elemento estruturador do espaço (dimensão da letra, ponto onde a letra cruza a linha, etc.);  inclinação da letra (privilegia-se a verticalidade);  dimensão da letra.

Formas de base da Escrita

Se olharmos para o alfabeto de letras minúsculas veremos que cada um dos grafemas é composto por cinco formas básicas (laços, taças, argolas, arcos e laçadas das pernas), sobrando o z , o x, o s, o k e o f como trabalhadas individualmente.

O grafismo

(arcos ou pontes, círculos, laços, taças, etc.) muito em voga, hoje em dia, no primeiro ciclo,

. A seguir a estes exercícios gráficos a criança deve experimentar a produção de letras que envolvam os grafismos que praticou. Não faz sentido promover a produção de grafismos como actividade de descontracção ou lúdica. Objectivos:

Na figura podemos ver alguns exemplos de aplicação desses grafismos em padrões decorativos,

1. desenvolver a consciência do próprio conceito de padrão 2. treinar a precisão, o rigor, a flexibilidade do traço 3. desenvolver a educação estética.

A importância da Pontuação

Os Sinais de Pontuação e os Sinais Auxiliares de Escrita servem para assinalar marcas da oralidade e estabelecer relações entre os constituintes da fases/texto.

Facilitam a compreensão, a clareza e a leitura expressiva do texto. O trabalho efectuado ao nível do ensino do uso dos sinais de pontuação deve ser explícito e sistematizado – os exercícios realizados devem partir da função desempenhada por esse sinal para a compreensão e sistematização da sua utilização, em vez da apresentação da regra e posterior aplicação.

Textos de Apoio para Educadores de Infância Lourdes Mata
Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular Lisboa/2008

Emília Ferreiro e Ana Teberosky
Artmed /1985

Dimensões gráfica e ortográfica Adriana Baptista – Fernanda Leopoldina Viana – Luís Barbeiro

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