FÍSICA – MECÂNICA

AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 1
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Nesta parte estudaremos a DINÂMICA – parte da Mecânica que estuda os movimentos preocupando-se com as causas que os provocam ou os alteram.
Constata-se que em todas as provas de vestibulares é dada uma grande ênfase a Mecânica, portanto é muito importante o entendimento detalhado desta
parte da Física e além do mais a Mecânica constituirá uma base indispensável para o entendimento de outros ramos da Física. Durante o passar dos anos
compreendeu-se que a forma de passar no vestibular é muito simples, requer dedicação e uma fórmula mágica: estudar, estudar, estudar, ...
O professor de Física, MARCELO CORREIA.

DINÂMICA – PARTE 1
A dinâmica é a parte da Mecânica que estuda os movimentos levando
em consideração as causas que os provocam ou os alteram.

LEIS DE NEWTON
As Leis de Newton constitui a base da Mecânica Clássica e são três:

1ª Lei de Newton – Princípio da Inércia
O Princípio da inércia pode ser enunciado de diversas formas, então
apresentaremos abaixo algumas formas de enunciar a 1ª Lei de Newton:

TODO CORPO TEM A TENDÊNCIA DE PERMANECER NO SEU
ESTADO DE REPOUSO OU MRU AO MENOS QUE UM AGENTE
EXTERNO ATUE SOBRE ELE.

TODO CORPO PERMANECERÁ EM REPOUSO OU EM MRU,
INDEFINIDAMENTE AO MENOS QUE UM AGENTE EXTERNO ATUE
SOBRE ELE.

QUALQUER VELOCIDADE, UMA VEZ TRANSMITIDA A UM CORPO,
SERÁ MANTIDA INDEFINIDAMENTE, DESDE QUE SOBRE O CORPO
NÃO ATUE CAUSAS PARA AQUISIÇÃO DE ACELERAÇÃO.

Do Princípio da Inércia observamos que existem dois estados naturais
para o corpo, isto é, existem dois estados em que não é necessária a atuação de
agente externo para que o corpo esteja neles. Estes estados são: REPOUSO E
MRU (Movimento Retilíneo e Uniforme). Assim, podemos dizer que quando um
corpo se encontra em repouso ou em MRU ele está em equilíbrio. Portanto temos
dois tipos de equilíbrio:
Repouso Equilíbrio Estático;
MRU Equilíbrio Dinâmico.

2ª Lei de Newton – Princípio Fundamental da Dinâmica
Observando que para um corpo não estar em repouso ou em MRU
deve sobre ele atuar um agente externo Newton definiu uma grandeza física que
caracteriza quantitativamente a ação do agente externo e a esta grandeza deu o
nome de força. Assim, a 2ª Lei de Newton pode ser enunciada da forma seguinte:
A FORÇA RESULTANTE QUE ATUA SOBRE UMA PARTÍCULA É
DIRETAMENTE PROPORCIONAL AO PRODUTO DE SUA MASSA (m) PELA
ACELERAÇÃO ADQUIRIDA POR ELA ( a
r
).

Escrevendo o Princípio Fundamental da Dinâmica matematicamente
temos:
Onde:
R
F
r
força resultante
m massa do corpo a m F
R
r
r
⋅ =

a
r
aceleração
Devemos atentar para o seguinte:
A massa de um corpo é uma medida de sua inércia. Quanto maior a
massa de um corpo maior a sua inércia, isto é, maior a sua resistência
a alterações do seu estado de repouso ou MRU;
Sabemos que um corpo em equilíbrio estático ou dinâmico não atua
agente externo, isto é, 0 F
R
=
r
. Portanto quanto um corpo está em
repouso ou em MRU a força resultante que a tua sobre ele é nula, isto
é o que chamamos de condição de equilíbrio de translação para
uma partícula.
FORÇA RESULTANTE é a soma vetorial de todas as forças que atua
no corpo.
A unidade de força no SI é: kg— m/s
2
que recebe o nome especial de
newton – N.
1N é a força para que um corpo de 1kg adquira uma aceleração de
1m/s
2
.

3ª Lei de Newton – Princípio da Ação e Reação
O princípio da ação e reação pode ser enunciado da forma seguinte:

QUANTO UM CORPO “A” APLICA UMA FORÇA F
r
NUM CORPO “B” O
CORPO “B” REAGE E APLICA NO CORPO “A” UMA FORÇA F
r
− QUE TEM
MESMO MÓDULO, MESMA DIREÇÃO E SENTIDO OPOSTO.

FORÇAS DE GRANDE IMPORTÂNCIA
Força Peso P
r

A força peso é a força com que a Terra (ou outro corpo celeste
massivo) atrai os corpos que estão em suas proximidades para o seu centro.
Observado de Fora da Terra Observado da Terra













No nosso caso, resolveremos a maioria das situações observando o
fenômeno aqui da Terra, sendo assim a força peso que atua em uma partícula
será uma força com direção vertical e sentido apontando para baixo. Sendo o
peso uma força deve obedecer a 2ª Lei de Newton, assim temos:
g m P
r
r
⋅ =

g
r
aceleração da gravidade. Nas
proximidades da terra g = 100m/s
2
.


da Universidade de Pernambuco

Pré- Vestibular

DINÂMICA DA PARTÍCULA – Força, Energia, Momento Linear e Impulso.
SISTEMA DE PARTÍCULAS e CORPO RÍGIDO – Centro de Massa,
Rotação, Torque, Momeno Angular.
ESTÁTICA – Estática do ponto material, do corpo extenso e Fluidostática.
AUTORIA
MARCELO CORREIA
P
r

m
P
r

Terra
corpo
Força peso
Reação da
Força Peso
P
r

m
Superfície
terrestre
FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 2
Reação Normal ou Normal N
r

A normal é uma força de reação provocada por um apoio, ou seja, é a
força aplicada a um corpo pela superfície em que está apoiado. Não esqueça
que:
A normal não é a reação da força peso;
A ação que provoca a normal é aplicada no apoio, isto é, no corpo
em que o corpo está apoiado;
Não há uma fórmula pronta para calcular a normal, portanto
devemos aplicar as Leis de Newton para encontrar a normal;
Podemos, de forma coloquial, dizer que a normal é uma medida
para o quanto sofre o apoio.
Vejamos algumas situações:
























Tração ou Tensão T
r

Chamamos de tração ou tensão a força que é transmitida através de
um fio ou algo semelhante. Fio ideal é aquele que não tem massa, portanto não
tem inércia, e é inextensível (não se deforma). Não esqueça que:
Para um mesmo fio ideal a tração nos seus extremos tem mesmo
módulo e sentidos opostos.
Veja algumas situações abaixo:





















Força Elástica – Lei de Hooke
A Lei de Hooke trata da força elástica e pode ser enunciada da
seguinte forma:

AO APLICARMOS UMA FORÇA A UMA MOLA (CORPO ELÁSTICO) EM SEU
REGIME ELÁSTICO O MÓDULO DA FORÇA EXERCIDA PELO CORPO
ELÁSTICO PARA RETORNAR AO SEU ESTADO NATURAL (LIVRE DE
FORÇAS) É DIRETAMENTE PROPORCIONAL A SUA DEFORMAÇÃO.

A lei de Hooke escrita matematicamente é:
Fel Força elástica
K Constante elástica (depende da mola)
x K F
el
⋅ =

X Deformação
Veja abaixo:










Nota: Um corpo está no regime elástico quando após a retirada das forças que o
deformam ele retorna ao seu estado inicial.

Força de Atrito
at
F
r

A força de atrito é uma força de resistência a tendência do movimento.
A força de atrito tem origem em forças eletromagnéticas e por conta das
irregularidades das superfícies que tendem a escorar entre si.
Consideramos dois tipos de forças de atrito:
Força de atrito dinâmica ou cinética é a força de atrito que atua
sobre o corpo quando este está em movimento (v ≠ 0).
A experiência mostra que a intensidade da força de atrito dinâmica é
diretamente proporcional a reação do apoio, isto é, é diretamente proporcional a
normal N
r
. Assim teremos:
Fat Força atrito
µd Coeficiente de atrito dinâmico
N F
d at
⋅ = µ

N Reação do apoio – Normal
Força de atrito estática é a força de atrito que atua sobre o corpo
quando este está em repouso (v = 0).
A experiência mostra que a intensidade da força de atrito estática
máxima é diretamente proporcional a normal N
r
.
Fat Força atrito
µe Coeficiente de atrito estático
N F
e at(máx)
⋅ = µ

N Reação do apoio – Normal
É muito importante perceber que a expressão anterior nos fornece a
força de atrito estática máxima e esta não é necessariamente a força de atrito
estática que pode estar atuando no corpo. Observamos que a força de atrito
estática pode ter valores compreendidos entre zero e o valor máximo
dependendo da força que solicita a movimentação do corpo (que permanece em
repouso). Assim podemos escrever:
at(máx) at
F F 0 ≤ ≤
As forças de atrito estática e dinâmica não são iguais observe que há
dois coeficientes de atrito: o dinâmico (µd) e o estático (µe). Sabemos que o
coeficiente de atrito estático é ligeiramente maior que o coeficiente de atrito
dinâmico, assim a força de atrito estática máxima é maior que a força de atrito
dinâmica. Este é o motivo pelo qual é mais fácil manter um movimento do que
iniciar um movimento.
É muito importante perceber também que a força de atrito não tem
qualquer dependência com a área de contato entre as superfícies.

N
r

Teto
N
r

θ
Plano
Inclinado
N
r

Parede
N
r

Mesa
A
F
r

T
r
T
r

B
P
r

T
r

T
r

A
B
F
r

el
F
r
xf
xi x
Mola livre de
forças. Estado
natural.
Mola deformada.
Aparece a força
elástica.
FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 3
Força de Resistência dos Fluidos R
r

Quando um corpo se movimenta imerso em um fluido (liquido ou gás);
como o ar, por exemplo; aparece uma força de atrito causada pelo fluido ou força
de atrito viscoso ou simplesmente força de resistência. No caso do ar dizemos
que é a força de resistência do ar. Observamos que experimentalmente a força
de resistência R
r
tem módulo diretamente proporcional a potência n do modulo
da velocidade do fluido. Assim, podemos escrever:
n
v k R ⋅ =

onde:
R Intensidade da força de resistência;
n Constante que depende da ordem de grandeza da velocidade e
do tamanho do corpo. Para maioria dos casos: n = 1 ou n = 2;
K Constante que depende da natureza do fluido (densidade,
temperatura) e depende da maior área de contado do corpo com o
fluido perpendicularmente a direção do movimento.
Nunca esqueça que a força de resistência sempre tem sentido
contrário ao movimento do corpo.

PLANO INCLINADO
O plano inclinado é um dispositivo que aparece muito e, portanto
vamos mostrar uma análise básica para se resolver problemas envolvendo o
plano inclinado. No caso que vamos mostrar não há atrito, no entanto se houver é
só incluir esta mais esta força.





sen θ P P
t
⋅ =

cos θ P P
N
⋅ =


FORÇA EM TRAJETÓRIA CURVILÍNEA – FORÇA CENTRÍPETA
CP
F
r

Sabemos da cinemática vetorial que uma partícula descrendo trajetória
curvilínea é acelerada. Se uma partícula está se deslocando numa trajetória
circular há a aceleração centrípeta que indica variação na direção da velocidade
vetorial da partícula.
Agora que já estudamos a 2ª Lei de Newton sabemos que toda
alteração de movimento (alteração de velocidade – aceleração) é causada por
uma força. A força centrípeta é a força que provoca a aceleração centrípeta de
uma partícula e, portanto provoca variação na direção da velocidade vetorial da
partícula. Aplicando a 2ª Lei de Newton para a aceleração centrípeta temos:
CP CP
a m F
r
r
⋅ =

Lembrando que:
R
v
a
2
CP
=
ou R ω a
2
CP
⋅ = , podemos calcular o
módulo da força centrípeta por:
2
v
m F
2
CP
⋅ =
ou
R ω m F
2
CP
⋅ ⋅ =

onde:
V Módulo da velocidade vetorial da partícula;
ω velocidade angular da partícula;
R Raio da trajetória descrita pela partícula.
Não esqueça que a força centrípeta tem mesma direção e mesmo
sentido da aceleração centrípeta, isto é, aponta para o centro da trajetória.
BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
1. (UAAM) Um pescador está sentado sobre o banco de uma canoa. A Terra
aplica-lhe uma força de atração gravitacional chamada peso. De acordo
com a 3ª Lei de Newton, a reação dessa força atua sobre:
(a) a canoa. (b) o banco da canoa.
(c) a água. (d) a Terra.
(e) a canoa e a água e depende de canoa estar em repouso ou em movimento
2. (PUC–SP) No arremesso de peso, um atleta gira um corpo rapidamente e
depois o abandona. Se não houvesse a influência da Terra, a trajetória do
corpo após ser abandonado pelo atleta seria:
(a) Circular. (b) Parabólica. (c) Curva qualquer.
(d) Retilínea. (e) Espira. (f)
3. Uma partícula sob a ação de várias forças cuja resultante é zero. Podemos
afirmar que a partícula:
(a) Está em pouso.
(b) Está em movimento acelerado.
(c) Está em movimento circular.
(d) Está em movimento retilíneo uniforme.
(e) Pode estar em repouso ou em movimento retilíneo uniforme.
4. (FUVEST–SP) Um veículo de massa 5,0 kg descreve uma trajetória
retilínea e obedece à equação horária: S = 3— t
2
+ 3— t + 1, onde S é medido
em metros e t em segundos. Qual o módulo da força resultante sobre o
veículo?
5. (Fund. Carlos Chagas–SP) Para que um carrinho de massa m adquira uma
certa aceleração de módulo a é necessário que a força resultante tenha
módulo F. Qual é o módulo da força resultante para que um carrinho de
massa 2— m adquira uma aceleração de módulo 3— a?
(a) 1,5F (b) 2F (c) 3F (d) 5F (e) 6F
6. (FE Itajubá–MG) Um corpo cujo peso é 4,0 N, sob a ação de uma força
constante, horizontal, de valor 3,0 N, descreve uma trajetória retilínea sobre
uma mesa horizontal, com uma velocidade constante de 2,0 m/s. Quanto
vale o módulo da resultante das forças que atuam sobre o corpo?
(a) 0,0N (b) 3,0N (c) 5,0
(d) Não se pode dizer coisa alguma a respeito do valor da resultante, uma vez
que a situação descrita no problema é fisicamente impossível.
(e) Não se pode dizer coisa alguma a respeito do valor da resultante, uma vez
que, para isso, o problema não apresenta dados suficientes.
7. (ITA–SP) Em seu livro “Viagem ao Céu”, Monteiro Lobato, pela boca de um
personagem, faz a seguinte afirmação: “Quando jogamos uma laranja para
cima, ela sobe enquanto a força que produziu o movimento é maior do que
a força da gravidade. Quando esta se torna maior, a laranja cai”.
(Despreze a resistência do ar)
(a) A afirmação é correta pois, de F = m— a, temos que a = 0 quando F = 0.
indicando que as duas forças se equilibram no ponto mais alto da trajetória.
(b) A afirmação está errada porque a força exercida para elevar a laranja sendo
constante nunca será menor que a da gravidade.
(c) A afirmação está errada porque, após ser abandonada no espaço, a única
força que age sobre a laranja é a da gravidade.
(d) A afirmação está correta porque está de acordo com o Princípio da Ação e
Reação.
(e) Não podemos tirar qualquer conclusão sobre a afirmação.
8. (AEU–DF) As Leis de Newton da Dinâmica são verificadas:
(a) Só para observadores em repouso.
(b) Para quaisquer observadores.
(c) Só para observadores em movimento acelerado.
(d) Para observadores parados ou com aceleração vetorial nula em relação a
um sistema inercial.
(e) Só para observadores em movimento uniforme.
9. (PUC–SP) O sistema representado no desenho, de massa total 100 kg, é
puxado para a direita por uma força F
r
que o acelera uniformemente sobre
trilhos sem atrito. O dinamômetro D ligado à esfera E, de massa 10 kg, que
P
r

N
r
x
N
P
r

x t
P P
r r
=

y
θ
θ
FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 4
pode deslizar sem atrito sobre a prancha horizontal, acusa uma força de 5 N
durante a aceleração. A aceleração que F
r
comunica ao sistema:
(a) Não pode ser determinado.
(b) Vale 0,05m/s
2
.
(c) Vale 0,5m/s
2
.
(d) Vale
510
5
m/s
2
.
(e) Vale
90
5
m/s
2
.
10. (ITA–SP) A velocidade de uma partícula, num determinado instante t, é nula
em relação a um referencial inercial. Pode-se afirmar que o no instante t:
(a) A resultante das forças que agem sobre a partícula é necessariamente nula.
(b) A partícula se encontra em repouso, em relação a qualquer referencial
inercial.
(c) A resultante das forças que agem sobre a partícula pode não ser nula.
(d) A resultante das forças que agem sobre a partícula não pode ser nula.
(e) Nenhuma das anteriores é verdadeira.
11. (Mackenzie–SP) Um elevador começa a subir, a partir do andar térreo, com
aceleração de 5 m/s
2
. O peso aparente de um homem de 60 kg no interior
do elevador, supondo g = 10 m/s
2
, é igual a:
(a) 60N (b) 200N (c) 300N (d) 600N (e) 900N
12. (ITA–SP) No teto de um elevador temos um corpo de peso 16 N preso a um
dinamômetro que acusa 20 N. A aceleração local da gravidade vale
10 m/s
2
. A intensidade da aceleração do elevador é:
(a) zero (b) 2,5m/s
2
(c) 5,0m/s
2
(d) 10,0m/s
2
(e) n.d.a.
13. (ITA–SP) Em relação à situação da questão anterior, podemos afirmar que
o elevador está:
(a) subindo com velocidade constante.
(b) Em repouso.
(c) Subindo em movimento acelerado.
(d) Descendo em movimento acelerado.
(e) Subindo em movimento acelerado ou descendo em movimento retardado.
14. (ITA–SP) No sistema esquematizado são desprezíveis o atrito, o momento
de inércia da roldana e a massa do fio que liga as massas m1 e m2. Sabe-
se que m1 > m2 e que a aceleração da gravidade local é g. A tensão T no fio
e a aceleração a da massa m1 são, respectivamente, dadas por:
(a)
2 1
2 1
m m
g m m 2
T
+
⋅ ⋅ ⋅
=
;
( )
2 1
2 1
m m
g m m
a
+
⋅ −
=

(b)
2 1
2 1
m m
g m m
T
+
⋅ ⋅
=
;
( )
2 1
2 1
m m
g m m
a
+
⋅ −
=

(c) ( ) g m m T
2 1
⋅ − = ;
( )
2 1
2 1
m m
g m m
a
+
⋅ −
=

(d) ( ) g m m T
2 1
⋅ − = ;
( )
1
2 1
m
g m m
a
⋅ −
=

(e) ( ) g m m T
2 1
⋅ = + ;
( )
1
2 1
m
g m m
a
⋅ +
=

15. (UFPI) A figura mostra dois blocos sobre uma mesa lisa plana e horizontal.
As massas dos blocos são m1 = 2 kg e m2 = 8 kg. Ao sistema é aplicada
uma força F, horizontal, de intensidade 40 N. A intensidade da força que o
bloco m1 exerce sobre o bloco m2 é:
(a) 4 N
(b) 8 N
(c) 24 N
(d) 32 N
(e) 40 N
16. (F.C. Chagas – SP) Quatro blocos, M, N, P e Q, deslizam sobre uma
superfície horizontal, empurrados por uma força F
r
, conforme esquema
abaixo. A força de atrito entre os blocos e a superfície é desprezível, e a
massa de cada bloco vale 3,0 kg. Sabendo-se que a aceleração escalar dos
blocos vale 2,0 m/s
2
, a força do bloco M sobre o bloco N é, em newtons,
igual a:
(a) 0
(b) 6
(c) 12
(d) 18
(e) 24
17. (UFES) Desprezando-se os atritos, a aceleração do bloco A será de:
(a) 12,0 m/s
2

(b) 9,8 m/s
2

(c) 4,8 m/s
2

(d) 4,0 m/s
2

(e) 2,4 m/s
2

18. (Fatec – SP) A equação horária da velocidade de uma partícula em
movimento retilíneo e de 3 kg de massa é v = 4 + 2— t, com unidades do
Sistema Internacional. A força resultante sobre a partícula tem módulo de:
(a) 6 N (b) 2 N (c) 30 N (d) 3 N (e) 1,5 N
19. (FEI – SP) Sabendo-se que a tração no fio que une os dois blocos vale
100N, qual é o valor do módulo da força F
r
? Não há atrito.






20. (CESGRANRIO – RJ) Dois corpos de pesos respectivamente iguais a 20N e
30N são mantidos em
equilíbrio, como mostra
a figura. P representa
um dinamômetro de
massa desprezível.
Qual a indicação do
dinamômetro?

(a) 50 N (b) 30 N (c) 20 N (d) 10 N (e) zero
21. (UNIMEP–SP) Um corpo A de massa 1600 gramas está unido por um fio a
um outro corpo B de massa 400 gramas, numa região em que g = 10 m/s
2
.
No instante inicial, o corpo A tinha uma velocidade de 5 m/s e se movia para
direita, conforme o esquema.
Desprezando-se os atritos, após
5s, o módulo e o sentido da
velocidade de A serão:
(a) v = 5m/s; da esquerda para direita.
(b) v = 0m/s; da esquerda para direita.
(c) v = 0 m/s; da direita para esquerda.
(d) v = 5m/s; da direita para esquerda.
(e) v = 2m/s; da esquerda para direita.
22. (FATEC–SP) No sistema esquematizado da figura, os blocos A e B têm
massas respectivamente iguais a mA e mB, o fio é ideal e não há atritos.
Sendo g a aceleração da gravidade e T a tração no fio quando o sistema
está em movimento, podemos afirmar que:
(a) T = mA — g
(b) T = mB — g
(c) T > mB — g
(d) T = (mA + mB) — g
(e) T < mA — g
D
E
F
r

m1
m2

m1

m2

F
r

N

F
r


M
Q

P

A

B

N 24 F =
r

Parede
3 kg

2 kg

F
r

Par
5 kg

10 kg

30 N
20 N
P
A

v0 = 5m/s

B

B

A

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 5
23. (PUC–SP) O esquema representa dois corpos A e B de massas
respectivamente igual a 8,0 kg e 2,0 kg, ligados por um fio inextensível e de
massa desprezível. No instante t = 0 os corpos estão em repouso na
posição indicada no esquema. Nesse instante abandona-se o sistema, que
assume movimento devido à tração exercida por B. Despreze as forças de
atrito e suponha que a aceleração da gravidade tem intensidade 10 m/s
2
. O
tempo que A leva para ir de M até N é:
(a) 1,0 s
(b) 2 s
(c) 2,0 s
(d) 5 s
(e) 3,0 s






24. (Fund. Carlos Chagas – SP) A figura mostra um sistema de roldanas
sustentando uma lâmpada.
Os atritos e as massas das
roldanas e das cordas são
desprezíveis. A lâmpada L,
cujo peso é P newtons, é
equilibrada pelo peso X,
cujo valor em newtons é:
(a) P/2
(b) P
(c) 2— P
(d) 4— P
(e) 6— P

25. (FEI – SP) No sistema da
figura ao lado, o fio e as
polia são ideais. Qual a
relação
B
A
a
a
entre as
acelerações adquiridas
pelos corpos A e B,
sabendo que as massa
obedecem à relação
4
1
m
m
B
A
=
? Despreze o
atrito.
26. (CESCEA – SP) Dois corpos A e B, de massas respectivamente iguais a
2kg e 4kg, estão encostados um no outro e podem se deslocar sem atrito
sobre um plano horizontal. Sobre o corpo A é aplicada a força
A
F
r
de
módulo 12N e sobre o corpo B é aplicada a força
B
F
r
de módulo 6N,
conforme a figura. A aceleração do conjunto vale, aproximadamente:
(a) 3,0 m/s
2

(b) 1,41 m/s
2

(c) 1,0 m/s
2

(d) 0,41 m/s
2

(e) zero
27. (PUC – SP) Um bloco apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito
está inicialmente em repouso. A seguir, aplica-se ao bloco uma força de
intensidade igual à metade de seu peso, numa direção que forma um ângulo
θ com a horizontal. O valor de θ para que o bloco entre em movimento é
necessariamente:
(a) zero.
(b) Menor que 30º.
(c) Menor que 45º.
(d) Diferente de 90º.
(e) O bloco não entra em movimento qualquer que será θ.
28. (ITA – SP) Um vagão desloca-se horizontalmente, em linha reta, com
aceleração a
r
constante. Um pêndulo simples está suspenso do teto do
vagão, sem oscilar e formando ângulo θ com a vertical. Sendo g a
aceleração da gravidade e m a massa do pêndulo. O módulo da tensão T no
fio do pêndulo é:
(a) cosθ g m T ⋅ ⋅ = (b) senθ a m T ⋅ ⋅ =
(c)
2 2
g a m T + ⋅ =
(d) ( ) senθ a cosθ g m T ⋅ − ⋅ ⋅ =
(e) ( ) cosθ a senθ g m T ⋅ + ⋅ ⋅ =

29. (UFGO) Um bloco desliza sobre um plano horizontal sem atrito com
velocidade constante
0
v
r
. Em seguida, ele sobre uma rampa de inclinação
θ, também sem atrito, até parar no ponto C da figura. A distância BC
percorrida ao longo da rampa é:




(a)
tgθ g 2
v
2
0
⋅ ⋅
(b)
cosθ g 2
v
2
0
⋅ ⋅
(c)
senθ g
v 2
2
0



(d)
tgθ g
v
2
0

(e)
senθ g 2
v
2
0
⋅ ⋅


30. (Mack – SP) Os corpos A (mA = 2,0 kg) e B (mB = 4,0 kg) da figura abaixo
sobem a rampa com movimento uniforme, devido à ação da força F
r
,
paralela ao plano inclinado. Despreze os atritos e adote g = 10 m/s
2
. A
intensidade da força que A exerce em B é de:
(a) 2,0 N
(b) 3,0 N
(c) 20 N
(d) 30 N
(e) 40 N
31. (ITA – SP) O plano inclinado da figura tem massa M e sobre ele se apóia um
objeto de massa m. O ângulo de inclinação é α αα α e não há atrito nem entre o
plano inclinado e o objeto, nem entre o plano inclinado e o apoio horizontal.
Aplica-se uma força F
r
horizontalmente ao plano inclinado e constata-se
que o sistema todo se move horizontalmente sem que o objeto deslize em
relação ao plano inclinado. Podemos afirmar que, sendo g a aceleração da
gravidade local:
(a) F = m—g
(b) F = (M + m)— g
(c) F tem que ser infinitamente grande
(d) F = (M + m)— g—tgα
(e) F = Mg—senα
32. (PUC – SP) Dois blocos A e B, de pesos respectivamente iguais a 30N e
70N, apóiam-se sobre uma mesa horizontal, ligados por um fio ideal. O
coeficiente de atrito entre os blocos e a mesa é 0,4 e a aceleração da
gravidade é g = 10 m/s
2
. Aplicando-se ao bloco A uma força horizontal F
r

de intensidade 50 N, a aceleração comunicada ao sistema é:
(a) 5 m/s
2

(b) 4 m/s
2

(c) 3 m/s
2

(d) 2 m/s
2

(e) 1 m/s
2

A
B

1,0 m

solo

5 m

M

N

X
L
A

B

B

A

B
F
r
A
F
r
45º

0
v
r
θ

B

C

A

B

30º

F
r

m

M

α αα α

F
r


F
r


B

A

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 6
33. (PUC – SP) Para o caso da questão anterior, a tração no fio vale:
(a) 50 N (b) 35 N (c) 25 N (d) 15 N (e) 10 N
34. (Fund. Carlos Chagas – SP) Um corpo de massa igual a 4,0 kg desloca-se
sobre uma superfície plana horizontal, ao longo de uma linha reta, com
velocidade escalar constante e igual a 2,0 m/s. O corpo se move sob a ação
de uma força constante cuja direção é paralela à trajetória do corpo e cuja
intensidade é 3,0 newtons. Podemos afirmar que o módulo da força de
atrito entre o corpo e a superfície é:
(a) 3,0 N (b) 5,0 N (c) 6,0 N (d) 8,0 N (e) 11,0 N
35. (FEI – SP) Lança-se um corpo num plano horizontal com velocidade
v0=10m/s. O corpo desloca-se sobre o plano e pára após 10s. Dado
g=10m/s
2
, calcule o coeficiente de atrito entre o bloco e a superfície.
(a) 0,1 (b) 0,2 (c) 0,3 (d) 0,4 (e) 0,5
36. (PUC – SP) No sistema da figura, os corpos A e B têm massas mA = 6 kg e
mB = 4 kg, respectivamente. O fio que os une e a polia são ideais. A
resistência do ar é desprezível, a aceleração local da gravidade é g=10m/s
2
,
e o coeficiente de atrito entre o corpo A e o plano horizontal é µ µµ µ. Quando o
sistema é abandonado em repouso na posição indicada, os blocos adquirem
aceleração de 1m/s
2
. Nessas condições, podemos afirmar que o valor de µ µµ µ
é:
(a) 0,10
(b) 0,25
(c) 0,30
(d) 0,50
(e) 0,75
37. (FATEC – SP) Uma caixa desliza ao longo de um plano inclinado com atrito
e inclinação θ em relação a horizontal. Ao ser aumentado o ângulo θ, a força
de atrito:
(a) Não se altera.
(b) Aumenta de intensidade.
(c) Muda de sentido mas não de intensidade.
(d) Diminui de intensidade.
(e) Nenhuma das anteriores.
38. (FM ABC – SP) Um bloco de metal é colocado sobre uma mesa horizontal
que se vai inclinando gradualmente. Quando a mesa forma com a horizontal
o ângulo θ da figura, o bloco fica na iminência de deslizar. O coeficiente de
atrito, entre o bloco e a mesa, vale:
(a) 0,20
(b) 0,30
(c) 0,40
(d) 0,10
(e) 0,70


39. (FATEC – SP) Com pára-quedas aberto, um soldado salta de um helicóptero
em grande altura acima de uma planície. Sobre o sistema formado pelo
pára-quedas e pelo homem, podemos afirmar que:
(a) a velocidade cresce uniformemente com aceleração inferior a g.
(b) a velocidade de chegada ao solo depende da altura inicial.
(c) A velocidade de chegada ao solo depende da duração do processo.
(d) À medida que a velocidade se eleva, aumenta a força resultante que as
cordas exercem no homem.
(e) Nenhuma das anteriores.
40. (ITA – SP) Numa região em que g = 10m/s
2
, um corpo de massa m = 8,0
gramas cai na água, atingindo após alguns segundos uma velocidade
praticamente constante de 5,0m/s. Sabe-se que, neste caso, a força de
resistência exercida pela água é dada pro Fr = k— v, onde v é a velocidade
do corpo. Desprezando o empuxo da água, podemos afirmar que a
constante k é igual a:
(a) 16 N— s/m (b) 1,6— 10
2
kg/s (c) 1,6— 10
3
kgf/s
(d) 1,6— 10
–3
N— s/m (e) N.d.a.
41. (FEI – SP) No sistema da figura, o corpo A tem peso 200 N, as molas M1
e M2 possuem constantes
elásticas k1 = 10
3
N/m e k2 = 2—
10
3
N/m. As molas e as polias
são ideais. As deformações
produzidas nas molas M1 e M2
valem, respectivamente:
(a) 10 cm e 5 cm
(b) 20 cm e 0 cm
(c) 20 cm e 10 cm
(d) 10 cm e 10 cm
(e) N.d.a.





42. (FATEC – SP) A figura indica um corpo A de 4 kg preso na extremidade de
uma mola, de constante elástica
100 N/m, apoiado numa mesa.
Nestas condições a mola
experimenta um aumento de
comprimento de 10 cm.
Considerando-se g = 10m/s
2
,
podemos afirmar que a mesa
exercerá sobre o corpo A uma
força de intensidade:
(a) 40 N
(b) 30 N
(c) 20 N
(d) 10 N
(e) 00 N
43. (FEI – SP) Os corpos A e B representados na figura possuem,
respectivamente, massas mA = 2,0 kg e mB = 4,0 kg. A mola é ideal e tem
constante elástica k = 50 N/m. Despreze os atritos. Aplicando a força F
r

constante e horizontal, verifica-se que a mola experimenta deformação de
20cm. Calcule as intensidades:
I. Da aceleração do conjunto;
II. Da força F
r
.





44. (VUNESP – SP) Uma pedra de massa m = 0,20 kg gira, presa a um fio,
descrevendo uma circunferência horizontal de raio R = 20 cm, enquanto
perfaz 2,0 rotações por segundo. Tentando aumentar a velocidade
angular, vermos que o fio se rompe. Calcule a tração máxima que o fio
suporta (g = 10 m/s
2
).
(a) 10 N (b) 6,0 N (c) 6,3 N (d) 2,0 N (e) 6,6 N
45. (CESCEM – SP) Uma esfera de massa 0,50 kg oscila no vácuo suspensa
por um fio de 1 m de comprimento. Ao passar pela parte mais baixa da
trajetória, ela tem velocidade de 10 m/s. Aceleração da gravidade
g=10m/s
2
. O valor da intensidade da força de tração no fio, na parte mais
baixa da trajetória, é um valor expresso em newtons, igual a:
(a) 10,0 (b) 8,0 (c) 7,5 (d) 5,0 (e) zero
46. (OSEC – SP) Um motociclista descreve uma circunferência vertical num
“globo da morte” de raio 4 m. Que força é exercida sobre o globo no ponto
mais alto da trajetória se a velocidade da moto é ali de 12 m/s? A massa
total (motociclista + moto) é de 150 kg.
(a) 1500 N (b) 2400 N (c) 3900 N (d) 5400 N (e) 6900 N
A

B

15 cm

50 cm

θ

A
M2

M1


mesa
A
A

B

F
r


FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 7
47. (UFPA) Um pequeno corpo de massa m está preso à extremidade de um
acorda de comprimento L e gira com velocidade angular ω em uma
circunferência vertical. A tração na corda, quando o corpo está no ponto
mais alto da trajetória é, dada por:
(a) ( ) g L ω m
2
+
(b)
|
|
¹
|

\
|
− g
4
L
2
ω
m

(c) g L
2
ω m −
(d) ( ) g L ω m
2

(e) g L
2
ω m +

48. (UnB – DF) Um certo trecho de uma montanha-russa é aproximadamente
um arco de circunferência de raio R. Os ocupantes de um carrinho, ao
passar por este trecho, sentem uma sensação de aumento de peso. Avaliam
que, no máximo, o seu peso foi triplicado. Desprezando os efeitos de atritos,
os ocupantes concluirão que a velocidade máxima atingida foi de:
(a) 3gR (b) gR 3 (c) gR 2 (d) 2gR (e) gR
49. (EE MAUA – SP) Numa estrada existe uma curva circular plana de raio
150m. O coeficiente de atrito lateral entre o pneu e a estrada é 0,15.
Determine a maior velocidade com que o carro pode percorrer a curva sem
derrapar. (g = 10 m/s
2
).
50. (OSEC – SP) Um toca-discos tem o prato na posição horizontal e realiza 3
revoluções em π ππ π segundos. Colocando-se uma pequena moeda sobre o
prato, ela deslizará se estiver a mais de 10 cm do centro. Então, o
coeficiente de atrito estático entre a moeda e o prato é de:
(a) 0,12 (b) 0,24 (c) 0,36 (d) 0,48 (e) n.d.a.
51. (FEI – SP) Um esfera gira com velocidade 1 m/s, descrevendo uma
trajetória circular, horizontal, de raio R = 10 cm. Estando a esfera suspensa
por meio de um fio. Qual o ângulo que este fio forma com a vertical?
Adote g = 10 m/s
2
.
52. (PUC – SP) O raio de uma curva ferroviária é de 400 metros e um trem
deve percorrê-la com velocidade de 72 km/h. De quanto deve estar elevado
o trilho externo para reduzir a um mínimo a força para fora sobre ele? A
distância entre os trilhos é de 1,2 metros e g = 10 m/s
2
.
(a) 0,20m (b) 0,12m (c) 0,15m (d) 0,18m
53. (Mackenzie – SP) Admitamos que você esteja apoiado, em pé, sobre o
fundo de um cilindro de 4 m de raio, que gira em torno do seu eixo vertical.
Admitindo g = 10 m/s
2
e o coeficiente de atrito entre a sua roupa e a
superfície do cilindro igual a 0,4 a mínima velocidade tangencial que o
cilindro deve ter para que, retirado o fundo do mesmo, você fique “preso” à
parede dele, é:
(a) 10 m/s (b) 8 m/s (c) 9 m/s (d) 11 m/s
(e) é necessário conhecer a sua massa, pois sem ela nada se pode afirmar.
54. Um homem de massa mH = 80 kg está sobre uma balança de molas, a qual
está fixa no piso de um elevador. A massa do elevador juntamente com a
balança é mE = 520 kg. O conjunto está inicialmente em repouso. A partir de
determinado instante, aplica-se ao teto do elevador, através do cabo que
sustentação, uma força vertical para cima de modo que o elevador começa
a subir com movimento acelerado,cuja aceleração tem módulo a = 2 m/s
2
.
I. Calcule a intensidade da força aplicada ao teto do elevador;
II. Calcule a marcação da balança.
55. O sistema esquematizado na figura está inicialmente em repouso. O fio e a
polia são ideais, g = 10 m/s
2
, a massa de A é 4,0 kg e a de B é 16 kg.
Existe atrito entre A e B e entre B e a superfície de apoio, sendo o
coeficiente de atrito dinâmico igual a 0,20 em ambos os casos.
A partir de determinado instante,
aplica-se ao bloco B uma força
horizontal F
r
, como mostra
figura. Calcule o módulo de F
r

nos seguintes casos:
I. Os blocos passam a mover-se com velocidade constante;
II. Os blocos passam a mover-se com aceleração constante de
módulo a = 3,0 m/s
2
.
BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE)
56. A figura abaixo representa uma polia sem
massa e sem atrito. Os corpos de massa
mA = 4 kg e mB = 1 kg estão presos a uma
corda inextensível e de massa desprezível.
Qual o módulo da aceleração do corpo de
massa mA, em m/s
2
?


57. No plano inclinado da figura
seguinte, o bloco de massa M
desce com aceleração a = 2
m/s
2
, puxando o bloco de
massa m. Sabendo-se que
não há atrito de qualquer
espécie, qual o valor da razão
m
M
? g = 10 m/s
2
.
58. Uma pessoa puxa um bloco de
massa 0,2 kg com auxílio de uma
mola de constante elástica igual 20
N/m, conforme a figura. Se o
coeficiente de atrito estático entre o
bloco e a superfície horizontal é
0,5, qual o alongamento máximo
da mola, em cm, que ainda
mantém o bloco em repouso?
59. Uma gota de chuva, de massa igual a 0,05 g, cai verticalmente com
velocidade constante. Qual a força de resistência do ar, atuando sobre a
gota, em unidades de 10
–5
N?
60. No sistema mostrado na figura,
o bloco tem massa igual a 5,0
kg. A constante elástica da
mola, 2,0 N/m. Considere que o
fio, a mola e a roldana são
ideais. Na situação de equilíbrio,
qual a deformação da mola, em
cm?
61. A figura mostra dois blocos em repouso. O coeficiente de atrito estático
entre o bloco B, de massa 30kg,
e a superfície de apoio é 0,6.
considere que a polia e o fio são
ideais. Qual o maior valor, em
kg, da massa do bloco A para
que o sistema permaneça em
repouso?
62. Um bloco de 6,0kg sobe o plano inclinado na figura, sob a ação de uma
força externa paralela ao plano. O coeficiente de atrito entre o plano e o







bloco é
2
3
µ = . Qual será o valor da força externa F, em newtons, para
que o bloco esteja em movimento uniforme?
63. Um objeto de 2,0kg descreve uma trajetória que obedece à equação horária
S = 5,0 + 3,0— t + 7— t
2
, onde S é medido em metros e t em segundos. O
módulo da força resultante que está atuando sobre o objeto é, em N.
(a) 10 (b) 17 (c) 19 (d) 28 (e) 35
F
r

A

B

mA

mB

M

m

30º

A

B

30º

F
r


FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 8
64. Um físico, atendendo à sua esposa, tenta mudar a localização da sua
geladeira empurrando-a horizontalmente sobre o chão, mas não consegue
movê-la. Pensando sobre o assunto, ele imagina como sua vida seria mais
fácil num planeta de gravidade menor que a da Terra. Considerando que a
força que o físico faz sobre a geladeira vale 1200N, a massa da geladeira é
300kg, e o coeficiente de atrito estático entre a geladeira e o chão é ½,
indique entre os planetas abaixo aquele com maior aceleração da gravidade,
g, no qual ele ainda conseguiria mover a geladeira.
(a) Plutão, g = 0,3 m/s
2
(b) Marte, g = 3,7 m/s
2

(c) Urano, g = 7,8 m/s
2
(d) Vênus, g = 8,6 m/s
2

(e) Saturno, g = 9,0 m/s
2

65. Um corpo de massa igual a 10,0 kg é suspenso em uma balança de mola
presa ao teto de um elevador. Calcule a diferença, em newtons, entre as
leituras na balança quando o elevador está subindo ou descendo, sabendo
que nos dois casos a aceleração tem módulo a = 0,5 m/s
2
.
66. Uma partícula
inicialmente em repouso
é submetida à ação da
força mostrada no
gráfico abaixo. Indique
qual dos gráficos melhor
representa a variação
da posição da partícula
em função do tempo.

(a)










(b)
(c)









(d)
(e)











67. Um homem sobe numa balança no interior de um elevador. Com o elevador
parado a indicação da balança é de 60kg. Se o elevador estiver subindo
com aceleração de 2 m/s
2
, qual será a indicação da balança. (g = 10 m/s
2
)
(a) 48 kg (b) 60 kg (c) 72 kg (d) 84 kg (e) 96 kg
68. Dois blocos A e B de massas respectivamente iguais a 5 kg e 10 kg está
inicialmente em repouso, encostados um no outro, sobre uma mesa
horizontal sem atrito. Aplicando-se uma força horizontal F = 90 N, como
mostra a figura. Os valores em N, das forças resultantes que atuam sobre os
blocos A e B são respectivamente:
(a) 40 e 50
(b) 45 e 45
(c) 90 e 90
(d) 20 e 70
(e) 30 e 60
69. Um pequeno bloco de 0,50 kg desliza sobre um plano horizontal sem atrito,
sendo puxado por uma força constante F = 10,0 N aplicada a um fio
inextensível que passa por uma roldana, conforme a figura. Qual a
aceleração do bloco, em m/s
2
, na direção paralela ao plano, no instante em
que ele perde o contanto com o plano? Despreze as massas do fio e da
roldana, bem como o atrito no eixo da roldana.
(a) 12,4
(b) 14,5
(c) 15,2
(d) 17,3
(e) 18,1
70. Um bloco de massa 1,5 kg é solto, a partir do repouso, do topo de um plano
inclinado de 5,0 m de altura,
conforme a figura. O tempo
gasto pelo bloco para descer até
a base do plano é igual a 2,0 s.
Qual o comprimento do plano
inclinado, em metros? Despreze
o atrito entre o bloco e o plano.

BRINCANDO COM A UPE
71. Um bloco de massa m = 5 kg esta subindo a rampa inclinada de 30º com a
horizontal, mantendo a velocidade constante. O atrito vale 40% do peso do
bloco. A força F tem módulo igual a:
(a) 25 N
(b) 30 N
(c) 35 N
(d) 40 N
(e) 45 N
72. O caminhão altera a velocidade altera a velocidade de 54 para 90 km/h num
tempo de 10 segundos. O caixão de 1000 kg não desliza sobre a
carroceria. Qual a força de atrito, em kgf, na superfície de contato entre o
caminhão e o caixote?
(a) 100 (b) 80 (c) 40 (d) 60 (e) 20
73. No dimensionamento de um novo automóvel, pesando 1600kgf,
estabeleceu-se que o rebaixamento máximo das molas com a carga máxima
de 5 pessoas de 80kg é de 5cm. Qual deve ser a constante elástica (em
N/m) comum às quatro molas?
(a) 50000 (b) 40000 (c) 30000 (d) 20000 (e) 10000
74. Uma pessoa comprou uma balança de chão e, ao chegar em casa, ansiosa
para controlar o peso, resolve testá-la ainda no elevador. Ela conclui que a
balança estava com defeito ao notar um aumento de seu peso.
Considerando essas informações, identifique a opção correta.
(a) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está
subindo com velocidade constante.
(b) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está
descendo com velocidade constante.
(c) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está
subindo com aceleração constante.
(d) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está
descendo com aceleração constante.
(e) A balança está necessariamente com defeito e deve ser trocada em respeito
aos direitos do consumidor.
F0
– F0
x

t

t0

2t0

F0

– F0

F

t

t0

2t0

x

t

t0

2t0

x

t
t0

2t0

x

t

t0

2t0

x

t
t0

2t0

A

B

F
r


F
H = 5,0 m



30º

F
r


FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 9
75. Um corpo de massa m está em repouso sobre um plano inclinado que faz
um ângulo de 30º com a horizontal, conforme mostra a figura. Em relação a
essa situação, analise as seguintes proposições.
I II

0 0
A força normal que o
plano inclinado exerce
sobre o corpo de
massa m está na
direção vertical, no
sentido de baixo para
cima.
1 1 A força de atrito é maior do que m— g.
2 2 A força peso é perpendicular ao plano inclinado.
3 3 A força de atrito é igual a m— g— sen30º.
4 4 A força normal é igual a m— g— cos(a/b).
76. Uma menina está no carro de uma montanha-russa, que faz uma volta
circular completa na vertical. No topo da trajetória, a força normal exercida
pela cadeira sobre a menina é igual a duas vezes o peso da menina, 2mg.
No ponto mais baixo da trajetória, a força normal exercida pela cadeira
sobre a menina é:
(a) Menor do que o peso da menina.
(b) Igual ao peso da menina.
(c) Igual à força normal no topo da trajetória.
(d) Igual a quatro vezes o peso da menina.
(e) Igual a oito vezes o peso da menina.
77. Em relação ao conceito e ao tipo de força.
I II

0 0 As forças de ação e reação sempre atuam em corpos distintos.
1 1 A força elástica é proporcional à deformação da mola.
2 2 A força normal é uma força de reação ao peso.
3 3 Força é uma grandeza vetorial.
4 4 Uma força sempre causa mudança no valor da velocidade.


ANOTAÇÕES / OBSERVAÇÕES




















DINÂMICA – PARTE 2
Nesta segunda parte do estudo da dinâmica vamos estudar grandezas
físicas muito importantes: Trabalho e potência, energia. Vamos discutir um
princípio de conservação muito importante: O princípio de conservação da
energia mecânica.
TRABALHO τ ττ τ
Em Física a palavra trabalho não tem exatamente o mesmo significado
que usamos cotidianamente. Em Física o trabalho é realizado quando uma força
“ajuda” ou “atrapalha” um deslocamento.
Vamos considerar um corpo de massa m que efetue um deslocamento
para direita com módulo d, onde no mesmo atua uma força constante com
módulo F, como mostra a figura a seguir:





Nestas condições, se a força F
r
que atua no corpo durante um
deslocamento d
r
for constante podemos calcular o trabalho efetuando o produto
escalar entre o vetor força e o vetor deslocamento, assim temos:
d F
r r
• = τ
Mas, como já sabemos da álgebra vetorial um produto escalar entre
dois vetores pode ser calculado por:
θ τ cos d F ⋅ ⋅ =
Se analisarmos a expressão anterior podemos perceber facilmente
que:
• 0º ≤ ≤≤ ≤ θ θθ θ < 90º o trabalho realizado pela força F
r
é positivo, neste caso
chamamos este trabalho de trabalho motor e isto significa que a força
“ajuda” o deslocamento. Neste caso a força transfere energia para o
corpo;
• θ θθ θ = 90º o trabalho realizado pela força F
r
é nulo, neste caso a força
nem “ajuda” nem “atrapalha” o deslocamento do corpo;
• 90º < θ θθ θ ≤ ≤≤ ≤ 180º o trabalho realizado pela força F
r
é negativo, neste
caso chamamos este trabalho de trabalho resistente e isto significa
que a força “atrapalha” o deslocamento. Neste caso a força retira
energia do corpo.
Você percebe que o trabalho é uma grandeza que indica a
transformação de energia. Quando uma força realiza trabalho ela pode
transformar energia de uma forma em outra e o sistema sobre o qual o trabalho
está sendo realizado pode está recebendo energia ou pode está sendo retirada
energia do sistema.
A unidade de trabalho no SI é o N— m (Newton vezes metro) que
recebe o nome especial de J (joule), assim: 1 N— m = 1 J.
Podemos destacar três situações tem grande freqüência de aparição
nas questões a serem resolvidas:
• Quando a força tem mesma direção e mesmo sentido do
deslocamento: Neste caso podemos calcular o trabalho pela
expressão: d F⋅ = τ ;
• Quando a força tem mesma direção e sentido oposto ao
deslocamento: Neste caso podemos calcular o trabalho pela
expressão: d F⋅ − = τ
• Quando a força é perpendicular ao deslocamento: Neste caso não
a realização de trabalho, isto é: 0 = τ .
É importante lembrar que se num corpo atuar diversas forças cada
força realiza o seu trabalho independente das demais forças e o trabalho
realizado pela força resultante é a soma algébrica dos trabalhos realizados por
todas as forças individualmente.
a



b

30º

d
θ θθ θ
F
r

d
r

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 10
Trabalho Realizado pela Força Peso
Aplicando a definição de trabalho realizado por uma força mostra
anteriormente, podemos calcular o trabalho realizado pela força peso. Assim
podemos observar duas situações em que a força peso realiza trabalho:
• Na descida de um corpo de uma determinada altura “h”: Neste
caso constatamos que o trabalho realizado pode ser calculado pela
expressão: h P⋅ = τ ou
h g m ⋅ ⋅ = τ
;
• Na subida de um corpo a uma determinada altura “h”: Neste caso
constatamos que o trabalho realizado pode ser calculado pela
expressão: h P⋅ − = τ ou
h g m ⋅ ⋅ − = τ
.

Gráfico Fx S
No gráfico da força F em função da posição S a área limitada pelo
gráfico e o eixo das posições é numericamente igual ao trabalho realizado pela
força no deslocamento d considerado.










Quando uma força variar com a posição a expressão:
θ τ cos d F ⋅ ⋅ = , que usamos para calcular o trabalho não poderá ser usada
pois esta expressão só é válida para o caso em que a força é constante. Quando
a força variar com a posição podemos calcular o trabalho recorrendo ao gráfico
da força em função da posição como descrito acima.

Trabalho Realizado pela Força Elástica
A força elástica é uma força que varia com a posição. Portanto par
calcularmos o trabalho realizado pela força elástica temos que recorrer ao gráfico
da força elástica em função da posição, que neste caso é a deformação “x” da
mola. Fazendo isto obtemos a seguinte expressão:
2
x k
2

± = τ

Onde “k” é a constante elástica (ou constante de força) da mola, “x” é
a deformação da mola. O sinal mais o menos é determinado observando-se se a
força elástica se opõe (caso em que usamos menos) ou favorece o deslocamento
(caso em que usamos mais).

POTÊNCIA ( Pot )
Imagine duas pessoas que realizam o mesmo trabalho. Porém, uma
delas realiza o trabalho num intervalo de tempo menor que a outra. Então, a de
se pensar que a pessoa mais rápida é mais eficiente do que a que realizou o
mesmo trabalho num intervalo de tempo maior. Para diferenciar a com o trabalho
está sendo realizado em relação ao tempo usamos a grandeza física potência.
Portanto, a potência média é a relação entre o trabalho realizado e o
intervalo de tempo para se realizar este trabalho. Assim temos:
t
P
ot

=
τ

Efetuando algumas transformações matemáticas e lembrando a
definição de velocidade podemos escrever a potência como:
v F P
ot
r
r
• =
ou
θ cos v F P
ot
⋅ ⋅ =

Onde θ θθ θ é o ângulo formado entre o vetor força e o vetor velocidade do
corpo. Para o caso especial em que a força e a velocidade têm mesma direção e
mesmo sentido podemos escrever:
v F P
ot
⋅ =
.
A unidade de potência no sistema internacional (SI) é o J/s (joule por
segundo) que recebe o nome especial de W (watt), assim temos: 1 J/s = 1 W.
Outras unidades de potência usadas são o: HP (horse-power) e o CV (cavalo-
vapor). As relações são: 1 CV = 735 W; 1 HP = 745,7 W ≈ ≈≈ ≈ 746 W.

Gráfico da Potência em Função do Tempo
No gráfico da potência em função do tempo a área limitada pelo
gráfico e o eixo dos tempos é numericamente igual ao trabalho realizado no
intervalo de tempo considerado.

RENDIMENTO η ηη η
Imagine uma máquina qualquer que deve realizar determinado
trabalho. Digamos que seja fornecida certa energia para que esta máquina
realize tal trabalho, no entanto, parte desta energia é desperdiçada por forças
dissipativas, tal como a força de atrito.
O rendimento é uma grandeza física que mede a eficiência de uma
máquina, isto é, o rendimento mede quanta da energia fornecida a uma máquina
é usada por ela para realizar um certo trabalho útil e, conseqüentemente mede
quanto ela dissipa usando para realizar trabalho em forma não útil. Assim, quanto
maior for o rendimento de uma máquina mais eficiente ele é.
Podemos então destacar três tipos de trabalho ou potências:
• Trabalho útil • Potência útil
• Trabalho dissipado • Potência dissipada
• Trabalho total • Potência total
De forma que podemos escrever:
d u T
τ τ τ + =
e
d u T
P P P + =

Assim o rendimento pode ser dado por:
T
u
τ
τ
η =
ou
T
u
P
P
= η

Note que o rendimento é uma grandeza adimensional (que não tem
unidade) já que é uma relação entre mesmas grandezas. O rendimento é,
sempre, um valor entre zero e um, isto é: 1 0 ≤ ≤η . Uma máquina que tenha
rendimento igual a 1 (um) é uma máquina ideal.
Podemos expressão o rendimento em percentual. Para obter o
rendimento percentual basta multiplicar o rendimento por 100. Assim temos:
η η ⋅ = 100 %


BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
78. Um ponto material de massa 6kg tem velocidade de 8m/s quando sobre ele
passa a agir uma força de intensidade 30N na mesma direção e sentido do
movimento, durante 4s. Determine:
I. O deslocamento durante esses 4s;
II. O trabalho realizado nesse deslocamento.
79. Um móvel de massa 40kg tem velocidade constante de 90km/h. Num
determinado instante entra numa região rugosa onde o coeficiente de atrito
é igual a 0,2. Determine:
I. O espaço percorrido pelo móvel na região rugosa até parar;
II. O trabalho realizado pela força de atrito.
80. Um corpo de massa 10kg é arrastado ao longo de um plano horizontal
rugoso cujo coeficiente de atrito vale 0,2 por uma força horizontal de
intensidade F = 60N durante 20s. Sabendo que o corpo estava inicialmente
em repouso e g = 10m/s
2
, calcule, nesses 20s.
I. O trabalho realizado pela força F e o trabalho da força de atrito;
F

S

d


τ ττ τ = A

0


FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 11
II. O trabalho realizado pela força peso e pela normal;
III. O trabalho realizado pela força resultante.
81. Determine o trabalho realizado por uma força de 200N num deslocamento
de 8m nos seguintes casos:
I. Força e deslocamento formam um ângulo de 30º;
II. Força e deslocamento formam um ângulo de 90º;
III. Força e deslocamento formam um ângulo de 120º.
82. Um garoto abandona uma pedra de 0,4kg do alto de uma torre de 25m de
altura. Dado g = 10m/s
2
, calcule o trabalho realizado pela força peso até a
pedra atingir o solo.
83. Uma partícula é lançada obliquamente no vácuo descrendo uma trajetória
parabólica. Sabendo que a altura máxima atingida pela partícula foi de 5m e
que no local a aceleração da gravidade vale g = 10m/s
2
. Nestas condições
encontre o trabalho, em joule, realizado pela força peso desde o instante de
lançamento até o instante em que partícula passa pelo mesmo nível de
lançamento.
(a) Zero (b) 5,0 (c) 50 (d) 100 (e) 200
84. Um bloco sofre um deslocamento
j 10 i 15 d
) ) r
⋅ − ⋅ =
em unidade do SI sobre a
ação de uma força
j 100 i 220 F
) ) r
⋅ − ⋅ =
em unidade do SI. Calcule o trabalho
realizado por esta força no deslocamento considerado.
85. Uma usina hidrelétrica foi construída para aproveitar uma queda-d’água de
20m de altura. Se a vazão da água é de 1,5— 10
2
m
3
/s, qual a potência
disponível, supondo que não haja perdas. Dados: aceleração da gravidade
µ µµ µ = 1,0— 10
3
kg/m
3
e aceleração da gravidade g = 10m/s
2
.
86. (Unicamp–SP) Uma hidrelétrica gera 5,0— 10
9
W de potência elétrica
utilizando-se uma queda-d’água de 100m. Suponha que o gerador aproveita
100% da energia da queda-d’água e que a represa coleta 20% de toda a
chuva que cai em uma região de 400000km
2
. Considere que 1 ano tem
32—10
6
segundos, g = 10m/s
2
e µ µµ µágua = 1,0— 10
3
kg/m
3
.
I. Qual a vazão de água (m
3
/s) necessária para fornecer a potência
indicada?
II. Quantos mm de chuva devem cair por ano nessa região para
manter a hidrelétrica operando na potência indicada?
87. O nosso organismo converte energia química interna, em trabalho e em
calor, com uma potência de 100 W, que é denominada a nossa taxa ou
potência metabólica.
I. Que quantidade de energia dissipamos em 24h?
II. A energia que dissipamos é oriunda de alimentos, sendo 1kcal =
4,18kJ. Quantas quilocalorias de alimentos devemos ingerir em 1
semana em devido a taxa metabólica?

BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE)
88. Um elevador é puxado para cima por cabos de aço com velocidade
constante de 0,5m/s. A potência mecânica transmitida pelos cabos é de
23kW. Qual a força exercida pelos cabos?
(a) 5,7— 10
4
N (b) 4,6— 10
4
N (c) 3,2— 10
4
N
(d) 1,5— 10
4
N (e) 1,2— 10
4
N
89. Uma usina hidrelétrica de 90MW produz energia elétrica por meio de uma
turbina acionada pela água que cai de uma cachoeira cuja altura é 100m.
Supondo que não há perdas, calcule o volume de água, em m
3
, que passa
pela turbina em cada segundo.
90. Um bloco de massa m = 1,0g é arremessado horizontalmente ao longo de
uma mesa, escorrega sobre a mesma e cai livremente, como indica a figura.
A mesa tem comprimento d = 2,0 m e altura h = 1,0 m. Qual o trabalho
realizado pelo peso do bloco, desde o instante em que foi arremessada até
o instante em que toca o chão?
(a) 1,0— 10
–2
J
(b) 1,5— 10
–2
J
(c) 2,5— 10
–2
J
(d) 4,0— 10
–2
J
(e) 5,0— 10
–2
J
ENERGIA
Uma das grandezas mais importantes da Física é a energia. A energia
é uma grandeza escalar que pode aparecer de formas variadas na natureza tais
como: térmica, mecânica, luminosa, nuclear, elétrica, etc. podendo alternar sua
forma em transformações mútuas.
O nosso propósito, agora, é estudar a energia mecânica – aquela
associada aos fenômenos reativos a movimento.
A energia mecânica pode aparecer em duas formas natureza:
• Energia Cinética Associada ao movimento propriamente dito;
• Energia potencial Associada a tendência do corpo vir a adquirir
movimento (energia cinética).

Energia Cinética EC
A energia cinética é o tipo de energia mecânica assoada ao
movimento, isto é, um corpo tem energia cinética em relação a um determinado
referencial se estiver em movimento em relação a este referencial. A energia
cinética é dada por:
2
C
v m E
2
1
⋅ ⋅ =

Pela própria definição da energia cinética constatamos um teorema
muito importante chamado de: teorema do trabalho–energia cinética ou
simplesmente teorema da energia cinética. O teorema da energia cinética pode
ser enunciado da seguinte forma:
O trabalho realizado pela força resultante que atua sobre uma partícula é
igual à variação da energia cinética da partícula.
Segundo o teorema da energia cinética podemos escrever:
C
E ∆ = τ
ou
Ci Cf
E E − = τ


Energia Potencial EP
A energia potencial é um tipo de energia armazenada no corpo, que
por esse motivo pode vir a ser transformada em energia cinética e assim sendo
em movimento. As energias potenciais mecânicas aparecem quando uma força
conservativa (força peso ou força elástica) realiza trabalho. Assim podemos
considerar:
• Energia potencial gravitacional – Proveniente da força gravitacional
(força peso). Esta é dada por:
h g m E
Pg
⋅ ⋅ =


• Energia potencial elástica – Proveniente da força elástica (lei de
Hooke).
2
Pel
x k E
2
1
⋅ ⋅ =

Análogo ao teorema da energia cinética podemos considerar um
teorema para a energia potencial no caso de só atuar forças conservativas na
partícula, este pode ser enunciado da seguinte forma:
O trabalho realizado pelas forças conservativas sobre uma partícula é igual
ao negativo da variação da energia potencial desta partícula.
Assim temos:
P
E ∆ − = τ


Energia Mecânica EM
Diante do que foi discutido, podemos falar sobre a energia mecânica.
Como vimos temos duas formas possíveis de energia mecânica: energia
cinética e energia potencial gravitacional ou elástica, pois bem. A energia
mecânica é a soma da energia cinética com a energia potencial. Assim temos:
P C M
E E E + =


d

d
2,0m

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 12
Princípio da Conservação da Energia Mecânica
Num sistema em que só atua forças conservativas a energia mecânica
é conservada, isto é, a energia mecânica é constante. Neste caso podemos
escrever que:
0 E
M
= ∆
ou
0 E E
Mi Mf
= −
ou
Mf Mi
E E =


Teorema do Trabalho–Energia
O teorema do trabalho–energia relaciona o trabalho realizado por
forças não–conservativas com a variação de energia cinética e potencial do
sistema.
Se num sistema só atua forças conservativas, quando há desaparição
de energia cinética esta aparece em forma de energia potencial gravitacional ou
elástica e quando há desaparição de energia potencial gravitacional ou elástica
esta aparece na forma de energia cinética, assim, para um sistema em que só
atua forças conservativas a soma da variação da energia cinética com a variação
da energia potencial deverá dá zero.
No entanto, se num sistema em que atua forças não–conservativas
(forças dissipativas) a soma da variação da energia cinética com a energia
potencial deverá da um valor diferente de zero. O Teorema do trabalho–energia
diz que:
O trabalho realizado por forças não–conservativas sobre uma partícula é
igual a soma da variação da energia cinética com a energia potencial da
partícula, isto é, é igual a variação da energia mecânica da partícula.
Observe que a soma da energia cinética com a energia potencial da
partícula é na verdade a variação da energia mecânica da partícula. Assim,
podemos escrever:
M NC
E ∆ = τ
ou
P C NC
E E ∆ + ∆ = τ

Onde o índice NC na indica não–conservativa.

BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
91. (ITA–SP) Uma partícula é deslocada de um ponto A até outro ponto B, sob a
ação de várias forças. O trabalho realizado pela força resultante, nesse
deslocamento, é igual à variação da energia cinética da partícula:
(a) Somente se a força for constante.
(b) Somente se a força for conservativa.
(c) Seja a força conservativa ou não.
(d) Somente se a trajetória for retilínea.
(e) Em nenhum caso.
92. (FEI–SP) Um corpo de massa m = 30 kg, inicialmente em repouso, é posto
em movimento sob a ação de uma força constante e adquire, ao fim de dois
minutos, uma velocidade de 72 km/h na direção do da força aplicada.
Determine:
I. A intensidade da força aplicada ao corpo;
II. O trabalho realizado pela referida força ao longo da distância
percorrida pelo corpo.
93. (FEI–SP) Um corpo de massa 1,0kg está parado num plano inclinado.
Abandonado, desce e tem a velocidade de módulo 2,0m/s, quando a altura
de queda (vertical) é 0,80m. Calcular o trabalho das forças não–
conservativas. Dado: g = 10m/s
2
.
94. (Mackenzie–SP) Uma bomba (B) recalca
água à taxa de 0,02m
3
/s, de um
depósito (A) para uma caixa (C) no topo
de uma casa. A altura de recalque é
9,2m e a velocidade da água na
extremidade do topo de descarga (D) É
4m/s. Considerar g = 10m/s
2
e a massa
específica da água 1000kg/m
3
.
Desprezar as dissipações de energia. A
potência da bomba é:
(a) 2500W (b) 2000W (c) 1500W
(d) 1000W (e) 500W
95. (FUVEST–SP) Um corpo está preso nas extremidades de duas molas
idênticas, não deformadas, de constante elástica 100 N/m, conforme ilustra
a figura. Quando o corpo é afastado de 1,0cm do ponto central:





I. Qual a intensidade da resultante das forças que as molas exercem
sobre ele?
II. Qual a energia potencial armazenada nas molas?
96. (ITA–SP) A variação da energia cinética de uma partícula em movimento,
num dado referencial inercial, entre dois pontos distintos P e Q é sempre
igual:
I. À variação da energia potencial entre esses dois pontos.
II. Ao trabalho da resultante das forças aplicadas à partícula para
deslocá-la entre esses dois pontos.
III. À variação da energia potencial entre esses dois pontos, a menos
de sinal, quando a força resultante aplicada à partícula for
conservativa.
(a) Somente I é correta. (b) I e II são corretas.
(c) Somente III é correta. (d) II e III são corretas.
(e) Somente II é correta.
97. (ITA–SP) Uma partícula P move-se em linha reta em torno do ponto x0. A
figura ilustra a energia potencial da part´cula em função da coordenada x do
ponto. Supondo que a energia total
da partícula seja constante e igual
a E, podemos afirmar que:
(a) Nos pontos x1 e x2 a energia
cinética da partícula é
máxima.
(b) A energia cinética da
partícula entre x1 e x2 é
constante.
(c) No ponto x0 a energia cinética
da partícula é nula.
(d) Nos pontos x1 e x2 a energia
cinética da partícula é nula.
(e) Nenhuma das anteriores.

(F.M. Santa Casa–SP) Este enunciado refere-se às três próximas
questões.
O gráfico representa a energia potencial de um sistema conservativo
isolado, em função da distância x. Para x = 0 o sistema possui só energia
potencial.












98. Para x = 2cm.
(a) O sistema tem 1,0— 10
2
joules de energia total.
(b) O sistema só tem energia cinética.
(c) O sistema tem energia cinética igual à energia potencial.
(d) O sistema perdeu energia.
(e) Nada do que se afirmou é correto.
B
A

9,2m

C

D

0
1— 10
2

2

1 3 4

5

6


7


8


EP (J)


|x| (cm)


2M
10
2

–1— 10
2

0

x0


x1


Energia

x


E


x2


EP

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 13
99. Marque a correta:
(a) Entre 5cm e 7cm o sistema executa um movimento circular.
(b) Para |x| maior que 8cm, a energia cinética do sistema é igual a 0,5— 10
2
J.
(c) Para x = 6cm o sistema tem certamente energia cinética menor que 2— 10
2
J.
(d) O sistema perdeu energia.
(e) Nada do que se afirmou é correto nas afirmativas anteriores.
100. Para x = 2cm e x = 6cm:
(a) As energias potenciais são iguais em valor absoluto.
(b) As energias cinéticas são iguais.
(c) A soma das energias cinética e potencial variou.
(d) As energias cinética são iguais em módulo.
(e) Nada do que se afirmou é correto.
101. (Fuvest–SP) Uma bola de 0,2kg é chutada para o ar. Sua energia
mecânica, em relação ao solo, vale 50J. Quando está a 5 m do solo, o valor
de sua velocidade é: Dado g = 10m/s
2
.
(a) 5m/s (b) 10m/s
(c) 50 m/s
(d) 20m/s (e) 100m/s
102. (PUC–SP) Um menino desce um tobogã de altura h = 10m, a partir do
repouso. Supondo g = 10m/s
2
e que sejam dissipados 50% da energia
adquirida na queda, a velocidade do menino ao atingir a base é de:
(a) 2 10 m/s
(b) 10m/s
(c) 2 5 m/s
(d) 5m/s (e) 1m/s
103. (Fatec–SP) Na figura, o corpo de 0,2kg é lançado do repouso pela
mola M de constante elástica 6— 10
3
N/m e descreve a trajetória D, E, F, G,
H e I sem perder o contanto com a trajetória. Adote g = 10m/s
2
e despreze
os atritos. A mínima compressão da mola para que isso ocorra é de:
(a) 0,5 cm
(b) 1,0 cm
(c) 5 cm
(d) 1,0 m
(e) 5,0 m


104. Um anel de massa 0,80kg está ligado a uma mola e desliza sem atrito
ao longo de um guia circular, situada num plano vertical. A constante
elástica da mola é de 40 N/m.
Abandona-se o anel em
repouso na posição A,
determine sua velocidade
ao passar pelo ponto B.
Sabe-se que o
comprimento da mola,
quando não deformada, é
de 0,40m. Considere a
aceleração da gravidade
10m/s
2
.
(a) 2m/s (b) 20 m/s (c) 2,8 m/s (d) 0,25 m/s (e) 2 km/h
105. Um pêndulo de comprimento L=10dm tem um peso de massa m. O
pêndulo é solto fazendo um ângulo θ=60º com a vertical. O fio do pêndulo
bate num pino, colocado
à uma distância Z=5dm,
vertical, do ponto onde
está vinculado o
pêndulo no teto o que
provoca uma diminuição
do comprimento do
pêndulo. Achar o ângulo
máximo β entre o fio e a
vertical, quando o peso
do pêndulo estiver à
direita do pino,
conforme a figura.
106. Com que velocidade a esfera deve passar pelo ponto A para chegar ao
ponto B com velocidade de 5 2 m/s? Sabe-se que no percurso AB houve
perda de energia de 20% e g = 10m/s
2
.








BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE)
107. Num circo, um motociclista deve percorrer o perímetro interno de um
trilho circular vertical, de raio R = 4 m, partindo do repouso, de um ponto
com altura H. Se a velocidade do motociclista, ao passar pelo ponto A é de
10 m/s, qual o valor de H, em metros? Despreze o atrito e considere
g=10m/s
2
.







108. Um carrinho escorrega sem atrito em uma montanha russa, partindo do
repouso no ponto A, a uma altura H, e sobe o trecho seguinte em forma de
um semicírculo de raio R. Qual a razão H/R, para que o carrinho permaneça
em contato com o trilho no ponto B?
(a) 5/4
(b) 4/3
(c) 7/5
(d) 3/2
(e) 8/5

109. Um garoto desliza sobre um escorregador, sem atrito, de 5,0 m de
altura. O garoto é lançado em uma piscina e entra em contato com a água a
uma distância horizontal de 2,0 m, em relação à borda. Calcule a distância
vertical h, entre a superfície da água e a borda da piscina. Dê sua resposta
em cm.











110. Um bloco cai, a partir do repouso, de uma altura h = 0,9 m acima da
extremidade livre de uma mola de
constante elástica k= 4,2x10
3
N/m,
como mostra a figura. Se a
deformação máxima da mola é
x = 0,1 m, qual o peso do bloco,
em newtons. Despreze a
resistência do ar e a massa da
mola.




M
10cm
10cm
D
H
E
F
G

0,40m

0,30m

B

A

L Z

β
θ

3 m
B

A

R

H

A

H

A

B

R


5
,
0

m

h

2,0 m

h

x

K

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 14
111. Deixa-se cair uma bola, a partir do repouso, de uma altura H acima do
piso de uma quadra. Após a bola colidir três vezes com o piso, ela se eleva
até uma altura H' = H/8. Considerando que a razão entre as energias
cinéticas antes e depois de cada colisão, é a mesma, determine o valor
desta razão? Despreze a resistência do ar.
112. Um bloco de massa m = 0,1 kg comprime uma mola ideal, de
constante elástica k = 100 N/m, de 0,2 m (ver figura). Quando a mola é
liberada, o bloco é lançado ao longo de uma pista lisa. Calcule a velocidade
do bloco, em m/s, quando ele atinge a altura h = 1,2 m.







113. A figura mostra um bloco de 0,10kg inicialmente forçado contra uma
mola de constante elástica k = 480N/m, comprimindo-a de 10cm. Ao soltar,
o bloco desliza sobre uma superfície horizontal lisa, exceto no trecho AB, de
50cm, onde o coeficiente de atrito cinético é igual a 0,25. Em seguida o
bloco sobe uma rampa sem atrito, retornando posteriormente à superfície
horizontal podendo atingir a mola. Quantas vezes o bloco passará pelo
ponto A antes de parar completamente?
(a) 20
(b) 9
(c) 18
(d) 24
(e) 25
114. Um brinquedo consiste de duas peças de plástico ligadas através de
uma mola. Quando pressionado sobre o solo e abandonado, ele sobre
verticalmente na direção da normal. O centro de massa do brinquedo atinge
uma altura máxima de 50,0 cm, quando a compressão inicial da mola é de
2,0cm. Se a massa total do brinquedo vale 200g, quanto vale a constante
elástica da mola?
(a) 1,0— 10
3
N/m
(b) 2,0— 10
3
N/m
(c) 3,0— 10
3
N/m
(d) 4,0— 10
3
N/m
(e) 5,0— 10
3
N/m






BRINCANDO COM A UPE
115. Um carro de 700 kg tem velocidade de 20 m/s quando está em x = 0.
Sobre o carro atua
uma única força F(x)
que varia com a
posição, como
mostra o gráfico.
Em relação a esta
situação, analise as
propostas abaixo:
I II
0 0 A energia cinética do carro em x = 0, é 140 kJ.
1 1
O trabalho realizado pela força, quando o carro se desloca de
x = 0 até x = 50 m, é 175kJ.
2 2 A velocidade do carro em x = 50 m é 30 m/s.
3 3 A energia mecânica é sempre menor do que 140kJ.
4 4 A variação da energia potencial é diferente de zero.

116. Saltando de um helicóptero, estacionário, um pára-quedista ganha 30J
de energia cinética após um determinado tempo de queda. Considerando a
perda de energia no movimento através do ar, a variação da energia
potencial gravitacional, neste mesmo intervalo de tempo, é:
(a) Igual a variação da energia cinética.
(b) Menor que 30 J.
(c) Maior que 30 J.
(d) Igual ao trabalho das forças não conservativas.
(e) Sempre igual ao dobro do trabalho das forças não conservativas.
117. Uma menina de massa M é empurrada no topo de um escorregador,
partindo com uma velocidade inicial vo de ma altura H, conforme figura ao
lado. Desprezando a ação das forças não conservativas, é correto afirmar
que a velocidade da menina, ao atingir a altura h, é:
(a) h) 2g(H
2
0
V − +
(b) 2gH
(c) 2gH
2
0
V +
(d) 2gH
0
V +
(e) h) 2g(H
0
V − +
118. Em relação ao conceito e ao tipo de força.
I II
0 0 As forças de ação e reação sempre atuam em corpos distintos.
1 1 A força elástica é proporcional à deformação da mola.
2 2 A força normal é uma força de reação ao peso.
3 3 Força é uma grandeza vetorial.
4 4 Uma força sempre causa mudança no valor da velocidade.
119. Um carrinho de montanha-russa, de massa igual a 20kg, parte do
repouso no ponto A, a uma altura HÁ = 50m e, após percorrer o trilho
indicado na figura, alcança a altura máxima HC = 45m, no ponto C, de onde
retorna. Analise as proposições apresentadas.








I II
0 0
A variação da energia potencial do carrinho entre os pontos A
e C é igual a 1000 joules.
1 1
O carrinho tem a mesma velocidade, ao passar pelo ponto B,
na subida e na descida.
2 2
Se o percurso total AC tem 125m de comprimento, a força
média de atrito que atuou sobre o carrinho foi igual a 8 N.
3 3
A soma das energias cinética e potencial gravitacional é
sempre decrescente ao longo do caminho AC.
4 4 Ao retornar, o carrinho não conseguirá atingir o ponto A.









h = 1,2 m
m

k

0,2 m

A

k

B

F(N)
0

50

7000

x(m)

HA
HC

C

A

B
FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 15
DINÂMICA – PARTE 3
Nesta terceira parte do estudo da dinâmica vamos estudar grandezas
físicas muito importantes: quantidade de movimento (que também pode ser
chamada de momento linear) e impulso. Vamos discutir um princípio de
conservação muito importante: O princípio de conservação do momento linear.
Nesta parte vamos fazer uma introdução para o estudo de um sistema de
partículas, na verdade, iremos ver como calcular o momento linear de um sistema
de partículas.

MOMENTO LINEAR OU QUANTIDADE DE MOVIMENTO
Definimos a quantidade de movimento (ou momento linear) de uma
partícula como sendo o produto da massa “m” da partícula pela sua velocidade
vetorial “ v
r
”. Assim temos:
Onde:
Q
r
Momento linear ou quantidade de
movimento
m massa da partícula
v m Q
r
r
⋅ =

v
r
Velocidade vetorial
Nota:
• Observe que o momento linear e a velocidade têm a mesma direção e
sentido;
• A unidade, no SI, do momento linear é: kg— m/s.

IMPULSO
Definimos o impulso como sendo o produto da força “ F
r
” que atua
sobre a partícula pelo intervalo de tempo “∆t” que esta força atua. Assim temos:
Onde:
I
r
Impulso
F
r
força
t F ∆ ⋅ =
r
r
I

∆t intervalo de tempo que a força F
r

atua
Nota:
• Observe que o impulso e a força têm a mesma direção e sentido;
• A unidade, no SI, do momento linear é: N— s.
• Podemos constatar facilmente que a unidade de impulso no SI é
equivalente a unidade de momento linear no SI, isto é: N— s = kg— m/s.
• A observação anterior mostra que existe uma ligação entre as
grandezas vetoriais momento linear e impulso, esta ligação é
mostrada e expressa em forma de um teorema chamado TEOREMA
DO IMPULSO.

Teorema do Impulso
O teorema do impulso pode ser enunciado da seguinte forma:

O IMPULSO DA FORÇA RESULTANTE QUE ATUA SOBRE UMA
PARTÍCULA É IGUAL À VARIAÇÃO DA SUA QUANTIDADE DE
MOVIMENTO (MOMENTO LINEAR).

Assim temos:
Q
r
r
∆ = I


Gráfico da Força em Função do Tempo
No gráfico da força em função do tempo o impulso é dado
(numericamente) pela área limitada pelo gráfico e o eixo dos tempos.





Cálculo do Momento Linear de um Sistema de Partículas
Um sistema de partículas nada mais é do que um conjunto de
partículas.
Considere um conjunto de “n” partículas. Cada partícula tem a sua
massa e sua velocidade vetorial, assim:
• A partícula 1 tem massa m1 e velocidade vetorial
1
v
r
;
• A partícula 2 tem massa m2 e velocidade vetorial
2
v
r
;
• A partícula 3 tem massa m3 e velocidade vetorial
3
v
r
;
• A partícula n tem massa mn e velocidade vetorial
n
v
r
;
Assim, cada partícula terá o seu momento linear:
• A partícula 1 tem momento linear
1 1 1
v m Q
r
r
⋅ = ;
• A partícula 2 tem momento linear
2 2 2
v m Q
r
r
⋅ = ;
• A partícula 3 tem momento linear
3 3 3
v m Q
r
r
⋅ = ;
• A partícula n tem momento linear
n n n
v m Q
r
r
⋅ = .
O momento linear do sistema de partículas “ Q
r
” é dado pela soma dos
momento lineares das n partículas que constituem o sistema. Assim temos:

=
=
n
i 1
i
Q Q
r r
ou
n 2 1
Q Q Q Q
r
L
r r r
+ + + =


Conservação do Momento Linear (Quantidade de Movimento)
Podemos enunciar o princípio de conservação do momento linear da
seguinte forma:

NUM SISTEMA DE PARTÍCULAS EM QUE NÃO ATUA AGENTE
EXTERNO O MOMENTO LINEAR É CONSERVADO, ISTO É, É
CONSTANTE.

Assim podemos escrever que:
SE NÃO ATUA AGENTE EXTERNO
final inicial
Q Q
r r
=


Colisões ou Choques
As colisões ou choques são estudados tomando a conservação do
momento linear, por isso é pertinente que fazer referência ao assunto.
Podemos considerar três tipos de colisões, que são:
• Colisão Perfeitamente Elástica Quando após a colisão os corpos
se separam e não ficam com deformações. Nesta colisão há
conservação do momento linear e da energia cinética do sistema de
partículas que colide entre si;
• Colisão Parcialmente Elástica Quando após a colisão os corpos
se separam e pelo menos um dos corpos permanece deformado.
Nesta colisão há conservação do momento linear e há dissipação de
energia cinética, isto é, a energia cinética depois da colisão é menor
do que a energia cinética antes da colisão;
• Colisão Perfeitamente Inelástica Quando após a colisão os
corpos se deslocam juntos. Nesta colisão há conservação do
momento linear e a há uma dissipação máxima de energia cinética em
relação aos outros dois tipos de colisões.
Nota:
Observe que em todos os tipos de colisão há conservação do
momento linear.


A
F
t
0



A
n
= I
x
FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 16
BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
120. Um carrinho de supermercado, carregando latas de óleo, foi
abandonado numa rampa e adquiriu uma velocidade escalar constante de
50cm/s. Sabendo que sua massa total é de 20kg, qual o módulo da
quantidade de movimento do carrinho, em kg— ms?
(a) 1 (b) 12 (c) 15 (d) 10 (e) 20
121. Duas partículas 1 e 2 têm massas iguais, e suas respectivas energias
cinéticas Ec1 e Ec2 são tais que Ec1 = 4Ec2. Calcule a razão entre os módulos
de suas quantidades de movimento.
122. Uma partícula de massa m = 10kg realiza um MCU com velocidade de
módulo 1,0m/s. Determine o módulo da variação de seu momento linear nos
seguintes intervalos de tempo:
I. Um quarto de período;
II. Meio período;
III. Três quartos de período;
IV. Um período.
123. (FCMSC–SP) Em uma carta de Benjamin Franklin, como objeto à
teoria corpuscular da luz, ele declarava:
“Uma partícula de luz, caminhando com a velocidade da luz, deveria
produzir o mesmo impacto que uma bala de canhão e massa 10kg animada
de velocidade de 300m/s, ao atingir a superfície da Terra”.
Nestas condições, a partícula de luz a que se referia Franklin deveria ter
massa, expressa em kg, de ordem de grandeza igual a:
(a) 10
–8
(b) 10
–6
(c) 10
–5
(d) 10
–7
(e) 10
–4

124. Num jogo de vôlei, um jogador, ao efetuar uma cortada, aplicada na
bola um impulso de intensidade de 80N— s. Se a duração da cortada é de
0,20s, determine a intensidade média da força que o jogador aplica na bola.

BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE)
125. Uma criança de massa igual a 30kg e um homem de massa igual a
60kg estão parados em pé, um em frente ao outro, numa pista de patins. De
repente, o homem empurra a criança para trás com uma velocidade de
1m/s. Pode-se afirmar que a velocidade de recuo do homem será, em m/s,
igual a:
(a) 0,5 (b) 0,8 (c) 1,0 (d) 1,5 (e) 2,0
126. Um menino, sentado numa canoa parada na superfície de um lago,
atira um tijolo par fora. A massa do menino e da canoa é, no total, 40kg.
Sabendo que a massa do tijolo é 0,4kg, e que sua velocidade, ao sair da
mão do menino, é de 10m/s em relação à água, qual é a velocidade, em
cm/s, com que a canoa começa a se movimentar?
(a) 12 (b) 15 (c) 10 (d) 8 (e) 20
127. Um vagão corre ao longo de trilhos horizontais, sem atrito. Em
determinado instante, colide com outro, de igual massa, que estava
inicialmente parado. Os dois vagões passam então a se mover unidos. Se a
energia cinética inicial do primeiro vagão era igual a 40kJ, quanto deve
valer, em kJ, a energia cinética dos dois vagões após a colisão?
128. (Modificada) Durante o jogo de futebol, professores versus alunos do
MEGA, o professor Eriberto é atingido frontalmente por uma bola de massa
500g, a uma velocidade de 72km/h. Qual a força média, em 10
3
N, que atua
no rosto do professor Eriberto durante o impacto, se a bola retorna no
sentido oposto com a mesma velocidade em módulo, e a colisão teve a
duração de 0,01s?
129. Uma força aplicada durante 1s a um objeto de massa 10kg varia de
intensidade conforme o gráfico abaixo. Qual o impulso total da força, em
N—s, após a interação?
(a) 10
(b) 15
(c) 20
(d) 25
(e) 30

130. O gráfico abaixo representa a variação da velocidade com o tempo de
um objeto de massa igual a 10kg que se desloca em linha reta. Qual a
variação do momento linear do objeto, em kg— m/s, a cada intervalo de 2s?
(a) 20
(b) 40
(c) 60
(d) 80
(e) 100




131. Um jogador de tênis pode sacar a bola com velocidade de 50m/s.
Sabendo que a massa de uma bola de tênis é 60g, calcule o impulso (em
unidades do sistema MKS) fornecido a bola quando ela é sacada.
132. A figura mostra a
variação no tempo da
intensidade de uma força F
que atua sobre um corpo de
massa igual a 2,5kg.
Sabendo que em t = 0 o
corpo estava em repouso, e
que a força tem direção
constante, calcule a
velocidade do corpo no
instante t = 10s.
133. Um átomo de argônio, movendo-se com velocidade igual a 400m/s,
choca-se elasticamente contra a parede de um recipiente. Se a massa do
átomo de argônio é de 6,5— 10
–26
kg, qual o impulso sobre a parede, durante
o impacto, em unidades de 10
–24
N?
134. Um patinador de 65 kg, em repouso, arremessa um peso de 5,0 kg,
horizontalmente para frente. A velocidade do peso em relação ao patinador
é de 3,5 m/s no instante do arremesso. Calcule o módulo da velocidade em
relação à Terra, adquirida pelo patinador, em cm/s. Despreze o atrito entre
os patins e o piso.






135. Um rapaz de 59 kg está parado sobre um par de patins, no instante em
que ele pega um pacote de 1,0 kg que foi jogado em sua direção. Depois de
apanhar o pacote, o rapaz recua com uma velocidade igual a 0,3 m/s. Qual
a velocidade horizontal do pacote, em m/s, imediatamente antes de ele ser
apanhado? Despreze o pequeno atrito do solo com as rodas dos patins.
136. Um bloco de massa m1 = 100 g comprime uma mola de constante
elástica k = 360 N/m, por uma distância x = 10,0 cm, como mostra a figura.
Em um dado instante, esse bloco é liberado, vindo a colidir em seguida com
um outro bloco de massa m2 = 200 g, inicialmente em repouso. Despreze o
atrito entre os blocos e o piso. Considerando a colisão perfeitamente
inelástica, determine a velocidade final dos blocos, em m/s.











0,5 1,0 0
10
20
F(N)

t(s)

1,0

2,0

0

2

1

F(N)

t(s)

3

4

5

6

7

10,0

2,0

0

6,0

F(N)

t(s)

4,0

20

–10

8,0

V v
E

m1

k

m2

10 cm

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 17
DINÂMICA – PARTE 4
Nesta quarta parte do estudo da dinâmica vamos estudar sistemas de
partículas e corpo rígido: centro de massa de um sistema de partículas será o
nosso primeiro objeto de estudo seguido das grandezas dinâmicas que estão
envolvidas no estudo da rotação de um corpo rígido (energia cinética
rotacional, momento de inércia, momento angular e conservação do momento
angular). Esta parte da dinâmica é muito importante para a 2ª fase da Covest e
principalmente para UPE.

CENTRO DE MASSA
Um sistema mecânico pode ser formado por um número muito grande
de partículas, é o que chamamos de sistema de partículas. O que chamamos de
corpo rígido é nada mais do que um conjunto infinito de partículas, tal como uma
cadeira.
O movimento das diversas partículas que constituem o nosso sistema,
em diversos casos, poderá ser estudado considerando-se o movimento de um
único ponto em que consideramos que a massa de todas as partículas está
concentrada neste ponto. A este único ponto chamamos de centro de massa.
Para localizar o centro de massa devemos adotar um sistema de
referência (sistema cartesiano) e aplicar as equações mostradas a seguir:


=
=

=
n
i
n
i
1
1
i
i i
CM
m
x m
x
ou
n 2 1
n n 2 2 1 1
CM
m m m
x m x m x m
x
+ + +
⋅ + + ⋅ + ⋅
=
L
L




=
=

=
n
i
n
i
1
1
i
i i
CM
m
y m
y
ou
n 2 1
n n 2 2 1 1
CM
m m m
y m y m y m
y
+ + +
⋅ + + ⋅ + ⋅
=
L
L




=
=

=
n
i
n
i
1
1
i
i i
CM
m
z m
z
ou
n 2 1
n n 2 2 1 1
CM
m m m
z m z m z m
z
+ + +
⋅ + + ⋅ + ⋅
=
L
L


A figura abaixo ilustra a aplicabilidade do que foi exposto
anteriormente:

















BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE)
137. A figura representa a molécula de NO. O átomo de nitrogênio tem
massa atômica 14 e o átomo de oxigênio tem massa atômica 16. A distância
entre os dois átomos é D = 1,5— 10
–8
cm. Qual a distância entre o centro de
massa da molécula e o átomo de nitrogênio, em unidades de 10
–10
cm?





138. A figura mostra uma estrutura vertical formada por três barras iguais,
homogêneas e de espessuras desprezíveis. Se o comprimento de cada
barra é 90cm, determine a altura, em cm, do centro de massa do sistema,
em relação ao solo.







139. Uma chapa de aço, uniforme, é cortada na forma indicada na figura
abaixo. À que distância do ponto P, em cm, está localizado o centro de
massa da chapa?










140. Duas partículas, de massas M1 = M e M2 = M/2, estão presas por uma
haste de comprimento L = 48cm e massa desprezível, conforme a figura.
Qual à distância, em centímetros, do centro de massa do sistema em
relação à posição da partícula de massa M1?




141. Uma caixa cúbica, sem tampa, com 40cm de lado, é feita de chapas
de metal homogêneas de espessura desprezível. Determine a localização
do centro de massa da caixa em relação ao fundo (com tampa) e duas de
suas faces laterais.
142. A figura mostra as dimensões de uma placa composta; metade da
placa é feita de alumínio (densidade = 2,70g/cm
3
) e metade ferro
(densidade = 7,85g/cm
3
). Qual a localização do centro de massa da placa
em relação ao seu centro geométrico?














x1

x2

x3

z2

zn

z1

y2

y1

xn

y3

z3

yn

m1

m2

m3

mn

y

z

x

D
N O
90cm
2 18
2 18
2 9
2 9
M1
M2
L
Alumínio
Ferro
12,0cm
24,0cm
12,0cm
12,0cm
2,0cm
FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 18
ROTAÇÃO DO CORPO RÍGIDO
É importante lembrar das grandezas cinemáticas que descrevem o
movimento circular, portanto você pode fazer uma revisão nas páginas 26 e 27
na parte de cinemática para recordar estas grandezas. Um corpo rígido em
rotação pura é um conjunto de partículas descrevendo movimento circular e
sendo assim as grandezas angulares são mais apropriadas para o seu estudo.
Sabendo que já foram discutidas as grandezas cinemáticas que
precisamos para entender a rotação, que são basicamente: posição angular,
velocidade angular, aceleração angular e aceleração vetorial (tangencial e
centrípeta), vamos nos preocupar com as grandezas dinâmicas.

ENERGIA CINÉTICA ROTACIONAL
Um corpo em rotação tem energia cinética, cada partícula que constitui
o corpo tem energia cinética que é dada pela nossa conhecida expressão:
EC = ½ m— v
2
. Assim, a energia cinética do corpo é a soma das energias cinéticas
de todas as partículas que constituem o corpo, logo, temos:
2
v m
2
v m
2
v m
E
2
n n
2
2 2
2
1 1
CRot

+ +

+

= L
O problema na expressão acima é a de que cada partícula tem uma
velocidade escalar diferente dificultando o cálculo da energia cinética. Podemos,
no entanto, resolver este problema se substituirmos a velocidade escalar de cada
partícula pela sua corresponde velocidade angular, pois sabemos que todas as
partículas do corpo em rotação pura têm a mesma velocidade angular, isto pode
ser feito lembrando que: v = ω ωω ω— R, onde: ω velocidade angular e R é o raio
da trajetória descrita pela partícula (é a distância entre a partícula e o eixo de
rotação do corpo rígido). Fazendo a substituição, temos:
( ) ( ) ( )
2
ωr m
2
ωr m
2
ωr m
E
2
n n
2
2 2
2
1 1
CRot

+ +

+

= L
( )
2
n n
2
2 2
2
1 1
2
CRot
r m r m r m ω
2
1
E ⋅ + + ⋅ + ⋅ ⋅ = L
( )

=
⋅ ⋅ =
n
1 i
2
i i
2
CRot
r m ω
2
1
E
Na expressão acima destacamos o fator: ( )

=
⋅ =
n
1 i
2
i i
r m I que é
chamado de MOMENTO DE INÉRCIA ou ENÉRCIA ROTACIONAL do corpo em
relação ao eixo de rotação. Substituindo na equação da energia cinética que
encontramos, teremos finalmente:
2
CRot
ω
2
1
E ⋅ = I

Observe que a inércia rotacional desempenha um papel na rotação
análogo ao papel desempenhado pela massa na translação. Observe que a
expressão para a energia cinética de um corpo é dada pela soma de sua energia
cinética de translação com a sua energia cinética de rotação, assim:
CRot CTrans CTotal
E E E + =
2 2
CTotal
ω
2
1
v
2
1
E ⋅ + ⋅ = I m

BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
143. Calcule o momento de inércia de uma roda que tem 24400J de energia
cinética de rotação ao girar a 600rpm. Considere π = 3,14.
144. Um disco de 8kg raio igual a 0,5m gira com uma velocidade na
periferia de 4m/s. Sabendo que o seu momento de inércia é dado por:
2
r m
2
1
⋅ ⋅ = I
, encontre a sua energia cinética rotacional.
145. Considerando o sistema de partículas da figura encontre:
I. O momento de inércia do sistema de partículas em relação ao
eixo dos y que passa pelas partículas m3 e m4;
II. O momento de inércia do sistema de partículas em relação ao
eixo z que passa por m1 e m4;
III. O momento de inércia do sistema de partículas em relação ao
eixo dos x que passa por m4 e é perpendicular ao plano do
quadrado.
















146. A figura a seguir mostra um sistema constituído por oito partículas
idênticas, todas de massa m = 4 kg. Considerando que as barras que ligam
as partículas tem massas desprezíveis encontre:
I. Inércia rotacional do sistema de partículas em relação ao eixo dos
x;
II. A inércia rotacional do sistema de partículas em relação ao eixo
dos y;
III. A inércia rotacional do sistema de partículas em relação ao eixo
dos z;

















147. Com relação a questão anterior, considere que o sistema de partícula
está em rotação cujo eixo de rotação é o eixo dos x. Sabendo que a
velocidade angular do sistema de partículas vale 8 rad/s calcule sua
energia cinética rotacional.
148. Com relação a questão 146, considere que o sistema de partícula está
em rotação cujo eixo de rotação é o eixo dos y. Sabendo que a velocidade
angular do sistema de partículas vale 8 rad/s calcule sua energia cinética
rotacional.
149. Com relação a questão 146, considere que o sistema de partícula está
em rotação cujo eixo de rotação é o eixo dos z. Sabendo que a velocidade
angular do sistema de partículas vale 8 rad/s calcule sua energia cinética
rotacional.


m1 m2
m3 m4
x
y
z
2,0m
2,0m
m1 = 3 kg
m2 = 4 kg
m3 = 3 kg
m4 = 4 kg
8m
6m
2m
x
z
y
FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 19
TORQUE OU MOMENTO DE UMA FORÇA
Para provocar rotação em um corpo, a força aplicada não depende
apenas da intensidade ser suficiente, mas de onde é aplicada.
Considere o corpo, na figura abaixo, e observe que as forças F1 e F2
podem provocar rotação em torno do eixo de rotação 0, porém as forças F3 e F4,
por mais intensas que sejam, não provocam rotação.












Na figura anterior os vetores r1, r2, r3 (não aparece porque seu módulo
é zero) e r4 são chamados de braço e indicam onde as forças estão sendo
aplicadas em relação ao ponto 0 (eixo de rotação). Observe que a força F3 não
provoca rotação, isto é, não provoca torque porque está aplicada no próprio eixo
de rotação: imagine que você vai abrir uma porta e aplica a força onde está a
dobradiça. Já a força F4 não provoca rotação porque está aplicada na mesma
direção do braço e sendo assim não provoca torque: imagine que você vai abrir
uma porta e aplica a força ao longo da direção da porta.
Na figura seguinte nos concentramos numa força e observamos que a
componente da força que atua no corpo que provoca torque é àquela que é
perpendicular ao braço, que representamos por F┴. A componente da força
tangencial, representada por Ftg, ao braço não contribui para a produção de
torque.










Observando que F┴ = F— senθ e que o torque é proporcional a esta
componente da força e ao braço, podemos definir o torque ou momento de uma
força como sendo um vetor dado pelo produto vetorial entre o braço e a força,
assim temos:
F r M
r
r
r
× =

Como já sabemos do produto vetorial temos que:
• Módulo: M = r— F— senθ, onde θ é o ângulo formado entre o braço e a
força, r é o módulo do braço e F é o módulo da força;
• Direção e sentido são dados pela regra da mão esquerda que é
lembrada na figura a seguir.













Escrevendo a 2ª Lei de Newton para a Rotação
Não é difícil perceber que o torque desempenha na rotação o mesmo
papel que a força representa na translação, portanto podemos escrever a
segunda lei de Newton em termos de torque para a rotação. Assim podemos
mostrar que:
α ⋅ =I
res
M

Na expressão acima observamos que o módulo do torque resultante é
o momento de inércia ou inércia rotacional (análogo da massa para a rotação)
multiplicado pela aceleração angular (aceleração adequada para descrever a
variação do momento para a rotação).
Notas:
• A unidade de torque no sistema internacional é o N— m que não deve
ser confundido com a unidade de trabalho N— m = J (joule). Pois estas
duas grandezas e suas unidades são completamente diferentes;
• O torque resultante é a soma vetorial de todos os torques que atuam
no corpo. Cada força que a tua no corpo provoca um torque (incluindo
a possibilidade de ser nulo), assim, a soma vetorial destes torques é o
torque resultante, tal como a soma de todas as forças que atuam num
corpo é a força resultante.

MOMENTO ANGULAR OU QUANTIDADE DE MOVIMENTO ANGULAR
O momento angular é o análogo rotacional do momento linear
(quantidade de movimento). O momento angular de uma partícula é definido
como sendo o produto vetorial da posição da partícula em relação ao centro de
curvatura da trajetória pelo momento linear da partícula, assim temos:
Q r L
r
r
r
× =

Como já sabemos do produto vetorial temos que:
• Módulo: L = r— Q— senθ, onde θ é o ângulo formado entre a posição
em relação ao centro de curvatura da trajetória e o momento linear, r é
o módulo da posição e Q é o módulo do momento linear;
• Direção e sentido são dados pela regra da mão esquerda que é
lembrada na figura a seguir;
• Lembre que o momento linear (ou quantidade de movimento) é a
grandeza vetorial definida como: v m Q
r
r
⋅ = ;
• O momento angular de um sistema de partículas é a soma vetorial do
momento angular de todas as partículas que constituem o sistema;
• A unidade de momento angular no SI é o kg— m
2
/s = J— s;

Momento Angular de um Corpo Rígido
Não é difícil mostrar que para um corpo rígido o momento angular é
dado por:
ω ⋅ =I L

Isto é, o momento angular é o produto do momento de inércia (ou
inércia rotacional) do corpo pela sua velocidade angular.

Sabemos que a taxa de variação do mento linear em relação ao tempo
é igual a força resultante que atua no corpo, analogamente temos que a taxa de
variação temporal do momento angular é igual ao torque resultante, assim
podemos escrever que:
t
L
M
Res


=
r
r




Eixo de
rotação

Ftg

r

θ

F

F┴

0

Eixo de
rotação
F2
F4
F1
F3
r1

r4
r2

θ2

θ1

0

F r M
r
r
r
× =

F
r

r
r

FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 20
Conservação do Momento Angular
Podemos enunciar o princípio de conservação do momento angular da
seguinte forma:

NUM SISTEMA DE PARTÍCULAS EM QUE NÃO ATUA TORQUE
EXTERNO (RESULTANTE) O MOMENTO ANGULAR É
CONSERVADO, ISTO É, É CONSTANTE.

Assim podemos escrever que:
SE NÃO ATUA AGENTE EXTERNO
final inicial
L L
r r
=


BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
150. Um tubo de paredes finas rola pelo chão. Seu momento de inércia em
relação a um eixo paralelo ao seu comprimento e que passa pelo seu centro
de massa é dado por: I = m— R
2
, em que R é seu raio e m é sua massa.
Encontre a razão entre as sus energias cinética translacional e rotacional,
em torno de um eixo paralelo ao seu comprimento e que passa pelo seu
centro de massa.
151. Uma pequena (tamanho desprezível) bola de 4kg está presa a uma
das extremidades de uma haste de 2m de extensão e de massa
desprezível, a outra extremidade está presa a um eixo no teto, formando um
pêndulo. Quando o pêndulo é desviado 30º da vertical, qual o módulo do
torque em relação ao eixo?
152. Uma pequena (tamanho desprezível) bola de 4,0kg está presa a uma
das extremidades de uma haste de 2,0m de extensão e de massa igual a
1,0kg, a outra extremidade está presa a um eixo no teto, formando um
pêndulo. Quando o pêndulo é desviado 30º da vertical, qual o módulo do
torque em relação ao eixo?
153. Um ciclista de 75kg cola todo o peso de seu corpo em cada um dos
pedais, para movimentá-los para baixo. Considerando que a roda da
corrente, onde o pedal está preso, tem 40cm de diâmetro e que o pedal é
instalado de forma a ficar rente a periferia da roda da corrente, determine o
módulo do torque máximo que o ciclista pode exercer nesse processo.
154. Uma roda tem uma aceleração angular de 20rad/s
2
, quando o torque
300N— m é aplicado sobre ela. Qual o momento de inércia da roda?
155. A figura abaixo mostra dois blocos de massas iguais suspensos nas
extremidades de uma haste rígida, sem peso, de comprimento L1 = 20cm e
L2 = 80cm. A haste é mantida na horizontal e então é solta. Calcule a
aceleração dos dois blocos quando eles começam a se mover.










156. Uma chaminé alta, de forma cilíndrica, cai se houver uma ruptura na
sua base. Tratando a chaminé como um bastão fino, de altura h, encontre a
componente tangencial da aceleração linear do topo da chaminé quando
esta formar 30º com a vertical. Sabe-se que o momento de inércia de um
bastão em relação a um eixo de rotação na extremidade é dado por:
I = (m— L
2
)/3, onde: m é a massa do bastão e L é o seu comprimento.
157. Um projétil de massa m = 2kg é atirado do chão obliquamente
formando um ângulo de 60º com a horizontal. Sabendo que a velocidade
inicial de lançamento é 10m/s e a aceleração da gravidade local 10m/s
2
,
encontre o momento angular, em unidades do SI, do projétil 2s após o seu
lançamento.
158. O rotor de um motor elétrico tem inércia rotacional de 2,0— 10
–3
kg— m
2

em torno do seu eixo central. O motor é instalado para mudar a orientação
de uma sonda espacial. O eixo do rotor é instalado de forma paralela ao eixo
da sonda, que tem momento de inércia igual a 24kg— m
2
em torno do seu
eixo. Encontre o número de revoluções que tem que dar o rotor para fazer a
sonda girar um ângulo de 30º em torno do seu eixo.

159. (UPE–2004) Um menino está sentado em uma cadeira que está
girando em torno de um eixo vertical, com velocidade angular ù0, conforme
figura. O menino tem os braços estendidos e segura um altere em cada
mão, de modo que o momento de inércia do sistema (menino, halteres e
assento) é I0 . O menino abraça rapidamente os halteres, de modo que o
momento de inércia final do sistema reduza de 70% do momento de inércia
inicial. Desprezando o torque devido ao atrito no eixo da cadeira, durante o
intervalo de tempo no qual o momento de inércia do sistema varia, é correto
afirmar que a velocidade angular final do sistema é aproximadamente:










(a) ù0 (b) 3,33— ù0 (c) 1,43— ù0
(d) 0,3— ù0 (e) 0,7— ù0
160. Suponha que o combustível do Sol se extinga e ele, subitamente, entre
em colapso formando um tipo de estrela denominada anã branca, com um
diâmetro igual ao da Terra. Considerando que não houvesse perda de
massa e que o Sol é uma esfera maciça e homogênea, encontre o novo
período do Sol nestas condições. Dados: Período do Sol: 25 dias; Massa do
Sol: ≈ 2— 10
30
kg; Diâmetro do Sol: ≈14— 10
8
m; massa da Terra: ≈ 6— 10
24
kg;
diâmetro da Terra: ≈ 12— 10
6
m; momento de inércia de uma esfera maciça
em relação a um eixo de rotação em que seu diâmetro está contido é dado
por: I = (2— m— R
2
)/5, onde: m é a massa da esfera e R é o seu raio.
161. O momento de inércia de uma estrela girando (considere com uma
esfera maciça e homogênea) que está em colapso cai a um terço do seu
valor inicial. Qual o fator de aumento de sua energia cinética rotacional.

ESTÁTICA
Trataremos a partir de agora da estática. A estática é a parta da
mecânica que estuda os corpos em equilíbrio estático e na verdade é um caso
particular da dinâmica.
A estática pode ser dividida em três partes:
• Estática do ponto material;
• Estática do corpo rígido ou do corpo extenso;
• Estática dos fluidos ou Fluidostática ou ainda Hidrostática.

Estática do Ponto Material
A estática do ponto material trata do equilíbrio estático das partículas,
isto é, dos corpos que podemos desprezar suas dimensões na análise do
fenômeno.
A estática do ponto material é basicamente aplicar a condição de
equilíbrio de translação, já que não tem sentido tratar de rotação de uma
partícula. Já foi discutida a condição de equilíbrio de translação que:
SE UMA PARTÍCULA ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO A FORÇA
RESULTANTE QUE ATUA SOBRE A MESMA É NULA.
O que devemos fazer é simplesmente sofisticar esta condição no
sentido de aplicá-la de uma forma mais sistemática. Isto é feito mediante a
adoção de um sistema de referência retangular (sistema cartesianos) o que nos
faz poder escrever a condição de equilíbrio de translação da seguinte forma:

20cm 80cm


FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 21
SE UMA PARTÍCULA ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO:
¦
¹
¦
´
¦
=
=
⇒ =


0 F
0 F
0 F
y
x
R
r
r
r


Estática do Corpo Extenso
A estática do corpo extenso trata do equilíbrio estático dos corpos
extensos, isto é, dos corpos que não podemos desprezar suas dimensões na
análise do fenômeno.
A estática do corpo extenso é basicamente aplicar a condição de
equilíbrio de translação e a condição de equilíbrio de rotação, já que os corpos
extensos podem viver movimento de rotação e/ou translação:
A condição de translação para o corpo extenso a mesma condição
aplicada para a partícula.
SE UM CORPO EXTENSO ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO A FORÇA
RESULTANTE QUE ATUA SOBRE O MESMO É NULA.
O que adotando um sistema de referência da mesma forma descrita
para as partículas leva-nos à mesma equação:

SE UM CORPO EXTENSO ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO:
¦
¹
¦
´
¦
=
=
⇒ =


0 F
0 F
0 F
y
x
R
r
r
r

A condição de equilíbrio de rotação pode ser enunciada da seguinte
forma:
SE UM CORPO EXTENSO ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO O
TORQUE RESULTANTE QUE ATUA SOBRE O MESMO É NULO.

= ⇒ = 0 M 0 M
R
r

Na equação acima para facilitar o cálculo do torque calculamos seu
módulo e adotamos a seguinte convenção para efetuar o somatório:
• Se a força que provoca o torque tende a rotar o corpo no
sentido anti-horário o torque é positivo;
• Se a força que provoca o torque tende a rotar o corpo no
sentido horário o torque é negativo.

Estabilidade do Equilíbrio
Podemos classificar o equilíbrio estático como sendo:
• Equilíbrio indiferente ou neutro É aquele que ocorre quando
forças e/ou torques não existiram após a perturbação do equilíbrio no
sentido de restaurar o afastar o corpo da posição de equilíbrio.
• Equilíbrio instável É aquele que ocorre quando forças e/ou
torques provocadas por um pequeno deslocamento do corpo em
relação a posição de equilíbrio provocam um afastamento ainda maior
desta posição de equilíbrio. Isto é, se uma força e/ou torque deslocar o
corpo da posição de equilíbrio retira-o desta posição o afastando mais
ainda da antiga posição de equilíbrio.
• Equilíbrio estável É aquele que ocorre quando forças e/ou torques
provocadas por um pequeno deslocamento do corpo atuam de modo
que fazem o corpo retornar à posição de equilíbrio. Isto é, o corpo é
perturbado da posição de equilíbrio mais retorna a esta após a
perturbação.
Em resumo podemos dizer que: se um sistema for ligeiramente
perturbado na sua posição de equilíbrio, o equilíbrio será estável se o sistema
retornar espontaneamente para a sua posição de equilíbrio original, será instável
se o sistema se afastar espontaneamente da posição de equilíbrio original e será
indiferente (ou neutro) se nem forças e/ou torques atuarem para modificar a
posição perturbada do sistema.


BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
162. (COVEST) Uma pessoa usa uma corda para atravessar um rio
conforme a figura. A corda foi amarrada em cada uma das extremidades de
modo a ficar
aproximadamente
horizontal se ninguém
estiver pendurado nela.
Quando pessoa atinge o
meio da travessia a
tensão na corda é, em
módulo, igual ao seu
peso. Qual será o
ângulo θ, em graus,
nesta situação?


163. (COVEST) Duas partículas idênticas, de massa m = 0,9kg cada, estão
em repouso. Suspensas pro fios inextensíveis como mostrado na figura
abaixo. Os fios A e B estão presos no teto e fazem ângulos de 45º com a
vertical. A tração no fio horizontal C vale:
(a) 2,0N
(b) 4,0N
(c) 6,0N
(d) 8,0N
(e) 9,0N

164. (COVEST) A figura mostra um peso de 44 N suspenso no ponto P de
uma corda. Os trechos
AP e BP da corda
formam um ângulo de
90
o
, e o ângulo entre BP
e o teto é igual a 60
o
.
Qual é o valor, em
newtons, da tração no
trecho AP da corda?




165. (COVEST) A figura abaixo mostra um dispositivo constituído de um
suporte sobre o qual uma trave é apoiada. Na extremidade A, é suspenso
um objeto, de massa 95 kg, enquanto se aplica uma força vertical F na
extremidade B, de modo a equilibrar o objeto. Desprezando o peso da trave,
em relação ao peso do objeto, calcule o módulo da força F necessária para
equilibrar o objeto, em N.







166. (COVEST) Uma barra horizontal de massa desprezível possui uma de
suas extremidades articulada em uma parede vertical.
A outra extremidade está presa à
parede por um fio que faz um ângulo
de 45º com a horizontal e possui um
corpo de 55 N pendurado. Qual o
módulo da força normal à parede,
em newtons, que a articulação
exerce sobre a barra?
A

B

0,5 m

5m

trave

suporte

θ

θ

m

m

45º

45º

A

C

B

45
º

fio


60
o


B


A

P


FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 22
167. (COVEST) A figura mostra uma barra homogênea, de comprimento
L=1,0m, presa ao teto nos pontos A e B por molas ideais, iguais de
constante elástica k=1,0× ×× ×10
2
N/m. A que distância do centro da barra, em
centímetros, deve ser pendurado um jarro de massa m=2,0 kg, de modo
que a barra permaneça na horizontal?










168. (COVEST) A escada AB está apoiada numa parede sem atrito, no
ponto B, e encontra-se na
iminência de escorregar. O
coeficiente de atrito estático entre a
escada e o piso é 0,25. Se a
distância de A até o ponto O é
igual a 45 cm, qual a distância de
B até O, em centímetros?




169. (COVEST) Deseja-se saber a massa de uma régua de 1,0 m de
comprimento e dispõe-se de um pequeno corpo de 9,0 g. Realiza-se o
experimento mostrado abaixo. Apóia-se a régua, na iminência de cair, sobre
a borda de uma mesa horizontal, com o corpo na extremidade da régua (ver
figura). O ponto P coincide com a marcação 45 cm e alinha-se com a borda
da mesa. O ponto Q indica o ponto médio da régua e o pequeno corpo
coincide com a marcação 0,0 cm. Calcule a massa da régua, em g.








170. (COVEST) A gangorra da figura abaixo está equilibrada em torno do
ponto C por efeito das massas mA = 20kg e mB = 40kg. Indique o
comprimento total AB, em metros, supondo que AC = 6,0m. Despreze a
massa da gangorra.
(a) 7,0
(b) 7,5
(c) 8,0
(d) 8,5
(e) 9,0
171. (COVEST) Uma tábua uniforme de peso igual a 48N e 3,6m de
comprimento repousa horizontalmente sobre dois cavaletes, conforme a
figura. Qual a força normal, em N, exercida sobre a tabula no ponto P?










FLUIDOSTÁTICA (HIDROSTÁTICA)
Vamos agora discutir a ultima parte da estática. A Fluidostática,
comumente chamada de Hidrostática, estuda os fluidos que estão em equilíbrio
estático, isto é, que estão em repouso.

Densidade e Massa Específica
A densidade de um corpo será representada pela letra grega ρ (rô) e é
definida como sendo a razão entre a massa “m” do corpo e o seu volume “V”.
Já a massa específica de uma substância representaremos pela letra grega µ
(mi) e é definida como a massa “m” de uma determinada porção da substância e
o volume “V” ocupado por esta porção da substância.
Observe que ambas as grandezas: densidade e massa específica são
razões da massa pelo volume. A diferença entre elas é que a densidade é para
corpos e a massa específica e par a substância. Por exemplo: Um bloco de ferro
é um corpo e não precisa necessariamente ter densidade igual a massa
específica do ferro, isto só ocorre quando o corpo for homogêneo e maciço o que
será considerado na maioria dos casos, principalmente no nosso caso que
estamos estando fluidos. Assim, se o corpo for homogêneo e maciço a densidade
e massa específica se tornam iguais. Matematicamente temos:
Densidade
V
m
ρ=
Massa Específica
V
m
µ=

A unidade de densidade ou massa específica no SI é o: kg/m
3
. No
entanto existem outras unidades que são largamente usadas tais como: g/cm
3
;
kg/l. Abaixo colocamos uma equivalência que é freqüentemente utilizada para
facilitar na hora que precisarmos efetuar conversões de unidades:
1kg/m
3
= 10
–3
g/cm
3


Pressão
Como os fluidos não suportam tensões de cisalhamento (tangenciais)
os esforços que são exercidos sobre os fluidos ou os esforços que os fluidos
exercem sobre os corpos devem ser medidos através da grandeza física escalar
que recebe o nome de pressão e é definida como sendo a razão entre o módulo
da força exercida e a área que a força atua. Sendo assim temos:
A
F
p=

Observe que representamos a pressão por p (minúsculo) afim de não
confundirmos em algum problema pressão com peso (representado por P
(maiúsculo). A unidade de pressão no SI é o N/m
2
(Newton por metro quadrado),
que recebe o nome especial de Pa (pascal), isto é, 1N/m
2
= 1Pa. No entanto
existem outras unidades de pressão que são largamente usadas tais como: atm
(atmosfera), cmHg (centímetro de mercúrio). Abaixo mostramos a equivalência
entre as unidades de pressão mais usadas:
facilitar na hora que precisarmos efetuar conversões de unidades:
10
5
Pa = 1atm = 76cmHg = 760mmHg

Teorema de Stevin
Podemos enunciar o teorema de Stevin da seguinte forma:
A DIFERENÇA DE PRESSÃO ENTRE DOIS PONTOS DE UM FLUIDO
HOMOGÊNEO EM EQUILÍBRIO É DADA PELA PRESSÃO HIDROSTÁTICA DA
COLUNA DE FLUIDO ENTRE ESTES DOIS PONTOS.
Matematicamente temos:
3 2 1
ca hidrostáti pressão
h g ρ p p
A B
⋅ ⋅ + =

g aceleração da gravidade
ρ densidade do fluido
Se o fluido tem a superfície livre, isto é, o ponto A é a superfície do
fluido nesta atua a pressão atmosférica do local, representando a pressão
atmosférica por p0 o teorema de Stevin para o cálculo da pressão p num ponto a
uma profundidade h da superfície do fluido pe dado por:
h g ρ p p
0
⋅ ⋅ + =
h = 0,1 m


A

B

k1

k2

centro

m

k1 = k2 = k

B

O

A

Q


P


corpo


régua


mA

mB

A

B

C

P

2,4m

1,2m

A

B


h


FÍSICA – MECÂNICA
AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br 23
Teorema de Pascal
Podemos enunciar o teorema de Stevin da seguinte forma:
UMA VARIAÇÃO DE PRESSÃO PROMOVIDA NUM PONTO QUALQUER DE
UM FLUIDO EM EQUILÍBRIO, SE TRANSMITE INTEGRALMENTE PARA
TODOS OS PONTOS DO FLUIDO.
A principal aplicação do teorema de pascal é o que chamamos de
prensa hidráulica. A prensa hidráulica consiste dois recipientes verticais
(comumente cilíndricos) de secções retas distintas interligadas por um tubo, no
interior do dispositivo é colocado um fluido que sustenta dois êmbolos móveis.
Abaixo mostramos uma figura esquemática da prensa hidráulica e a equação
deduzida a partir do teorema de pascal:




2
2
1
1
A
F
A
F
=



Teorema de Arquimedes ou Teorema do Empuxo
Podemos enunciar o teorema de Stevin da seguinte forma:
TODO CORPO TOTAL OU PARCIALMENTE IMERSO NUM FLUIDO EM
EQUILÍBRIO, FICA SUJEITO A AÇÃO DE UMA FORÇA VERTICAL E
APONTANDO PARA CIMA QUE RECEBE O NOME DE EMPUXO E TEM
MÓDULO IGUAL AO PESO DE FLUIDO DESLOCADO PELO CORPO.
Matematicamente podemos escrever:
o d a c o l s e d o d i u l f
P E =
Depois de aplicar a definição de peso e densidade podemos chegar a
seguinte expressão equivalente à anterior:
g V ρ E
fd f
⋅ ⋅ =
Onde: ρf densidade do fluido; Vfd volume de fluido deslocado e
g aceleração da gravidade

BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!!
172. (COVEST) Uma mola ideal de comprimento L=65cm está presa no
fundo de uma piscina que está sendo cheia. Um cubo de isopor de aresta
a=10cm e massa desprezível é preso na extremidade superior da mola. O
cubo fica totalmente coberto no instante em que o nível da água atinge a
altura H=1,0m em relação ao fundo da piscina. Calcule a constante elástica
da mola, em N/m.









173. (COVEST) Um bloco homogêneo e impermeável, de densidade
ρ ρρ ρ=0,25g/cm
3
, está em repouso, imerso em um tanque completamente cheio
de água e vedado, como mostrado na figura a seguir. Calcule a razão entre
os módulos da força que o bloco exerce na tampa superior do tanque e do
peso do bloco.







174. (COVEST) Um tubo em U, aberto em ambas as extremidades e de
seção reta uniforme, contém uma certa quantidade de água. Adiciona-se
500mL de um líquido imiscível, de densidade ρ ρρ ρ=0,8g/cm
3
, no ramo da
esquerda. Qual o peso do êmbolo, em newtons, que deve ser colocado no
ramo da direita, para que os níveis de água nos dois ramos sejam iguais?
Despreze o atrito do êmbolo com as paredes do tubo.









175. (COVEST) A figura mostra dois recipientes, cujas bases têm áreas que
satisfazem à relação A1=3A2. Coloca-se 33 litros de água nestes
recipientes, até atingir o nível h. Determine a força exercida pela água
sobre a base do recipiente 2, em kgf. Despreze o efeito da pressão
atmosférica.









176. (COVEST) É impossível para uma pessoa respirar se a diferença de
pressão entre o meio externo e o ar dentro dos pulmões for maior do que
0,05atm. Calcule a profundidade máxima, h, dentro d’água, em cm, na qual
um mergulhador pode respirar por meio de um tubo, cuja extremidade
superior é mantida fora da água.







177. (COVEST) Duas esferas de mesmo raio e massas MA=0,5 kg e
MB=0,3 kg, estão presas por
um fio fino, inextensível e de
massa desprezível, conforme
mostra a figura. As esferas
encontram-se em repouso,
imersas em um líquido.
Determine o empuxo exercido
pelo líquido sobre cada
esfera.
178. (UPE) A famosa experiência de Torricelli foi realizada com o mercúrio,
porque:
(a) Se fosse feita com a água, que apresenta densidade muito inferior à do
mercúrio, a altura seria imperceptível.
(b) Se fosse feita com um líquido mais denso que o mercúrio, o tubo de vidro
deveria ter maior comprimento.
(c) O mercúrio é o único metal em estado líquido, na temperatura ambiente.
(d) O mercúrio, sendo um metal líquido, é bom condutor de calor.
(e) Se fosse feita com a água, com densidade muito menor que a do mercúrio,
o tubo de vidro deveria ter comprimento maior que 10 m.
F1

F2

A1

A2

H


L


a


tampa

água

êmbolo

água

líquido

A1
A2
h
recipiente 1 recipiente 2

MB

r Reação Normal ou Normal N

FÍSICA – MECÂNICA
Força Elástica – Lei de Hooke A Lei de Hooke trata da força elástica e pode ser enunciada da seguinte forma: AO APLICARMOS UMA FORÇA A UMA MOLA (CORPO ELÁSTICO) EM SEU REGIME ELÁSTICO O MÓDULO DA FORÇA EXERCIDA PELO CORPO ELÁSTICO PARA RETORNAR AO SEU ESTADO NATURAL (LIVRE DE FORÇAS) É DIRETAMENTE PROPORCIONAL A SUA DEFORMAÇÃO.

A normal é uma força de reação provocada por um apoio, ou seja, é a força aplicada a um corpo pela superfície em que está apoiado. Não esqueça que: A normal não é a reação da força peso; A ação que provoca a normal é aplicada no apoio, isto é, no corpo em que o corpo está apoiado; Não há uma fórmula pronta para calcular a normal, portanto devemos aplicar as Leis de Newton para encontrar a normal; Podemos, de forma coloquial, dizer que a normal é uma medida para o quanto sofre o apoio. Vejamos algumas situações:

r N
Mesa

F = K⋅ x
Veja abaixo: Mola livre de forças. Estado natural. Mola deformada. Aparece a força elástica.

A lei de Hooke escrita matematicamente é: Força elástica Fel K Constante elástica (depende da mola) el X Deformação

Parede

r N

xi

x

r Fel
xf

r F

r N
Teto Plano Inclinado θ

Nota: Um corpo está no regime elástico quando após a retirada das forças que o deformam ele retorna ao seu estado inicial. Força de Atrito F at A força de atrito é uma força de resistência a tendência do movimento. A força de atrito tem origem em forças eletromagnéticas e por conta das irregularidades das superfícies que tendem a escorar entre si. Consideramos dois tipos de forças de atrito: Força de atrito dinâmica ou cinética é a força de atrito que atua sobre o corpo quando este está em movimento (v ≠ 0). A experiência mostra que a intensidade da força de atrito dinâmica é diretamente proporcional a reação do apoio, isto é, é diretamente proporcional a normal

r

r N

Tração ou Tensão T Chamamos de tração ou tensão a força que é transmitida através de um fio ou algo semelhante. Fio ideal é aquele que não tem massa, portanto não tem inércia, e é inextensível (não se deforma). Não esqueça que: Para um mesmo fio ideal a tração nos seus extremos tem mesmo módulo e sentidos opostos. Veja algumas situações abaixo: A

r

r N. Assim teremos:

Fat = µ d ⋅ N

r T

r −T

B

r F

Fat Força atrito µd Coeficiente de atrito dinâmico N Reação do apoio – Normal Força de atrito estática é a força de atrito que atua sobre o corpo quando este está em repouso (v = 0). A experiência mostra que a intensidade da força de atrito estática

r T
A

máxima é diretamente proporcional a normal N. Fat Força atrito µe Coeficiente de atrito estático at(máx) e N Reação do apoio – Normal É muito importante perceber que a expressão anterior nos fornece a força de atrito estática máxima e esta não é necessariamente a força de atrito estática que pode estar atuando no corpo. Observamos que a força de atrito estática pode ter valores compreendidos entre zero e o valor máximo dependendo da força que solicita a movimentação do corpo (que permanece em

r

F

= µ ⋅N

r −T
B

repouso). Assim podemos escrever:

0 ≤ F at ≤ F at(máx)

r P

As forças de atrito estática e dinâmica não são iguais observe que há dois coeficientes de atrito: o dinâmico (µd) e o estático (µe). Sabemos que o coeficiente de atrito estático é ligeiramente maior que o coeficiente de atrito dinâmico, assim a força de atrito estática máxima é maior que a força de atrito dinâmica. Este é o motivo pelo qual é mais fácil manter um movimento do que iniciar um movimento. É muito importante perceber também que a força de atrito não tem qualquer dependência com a área de contato entre as superfícies. 2

AUTORIA – PROF. MARCELO CORREIA

E-mail: marcelo.correia.fisica@bol.com.br

com. de F = m— a.5F (b) 2F (c) 3F (d) 5F (e) 6F (FE Itajubá–MG) Um corpo cujo peso é 4. Não se pode dizer coisa alguma a respeito do valor da resultante. (b) o banco da canoa. FORÇA EM TRAJETÓRIA CURVILÍNEA – FORÇA CENTRÍPETA F CP Sabemos da cinemática vetorial que uma partícula descrendo trajetória curvilínea é acelerada. Não podemos tirar qualquer conclusão sobre a afirmação. de massa 10 kg. O dinamômetro D ligado à esfera E. (b) Parabólica. Podemos afirmar que a partícula: Está em pouso. A Terra (a) (c) (e) 2. Quanto vale o módulo da resultante das forças que atuam sobre o corpo? 0. Não esqueça que a força centrípeta tem mesma direção e mesmo sentido da aceleração centrípeta. de massa total 100 kg. uma vez que. (a) (d) 3. o problema não apresenta dados suficientes. (FUVEST–SP) Um veículo de massa 5. a canoa e a água e depende de canoa estar em repouso ou em movimento (PUC–SP) No arremesso de peso. Pode estar em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Retilínea. (ITA–SP) Em seu livro “Viagem ao Céu”. aparece uma força de atrito causada pelo fluido ou força de atrito viscoso ou simplesmente força de resistência. (UAAM) Um pescador está sentado sobre o banco de uma canoa. a trajetória do corpo após ser abandonado pelo atleta seria: Circular. é puxado para a direita por uma força F que o acelera uniformemente sobre trilhos sem atrito. sob a ação de uma força constante. aponta para o centro da trajetória. (Despreze a resistência do ar) A afirmação é correta pois. Monteiro Lobato.correia. Assim. a laranja cai”. A afirmação está errada porque. Quando esta se torna maior. n Constante que depende da ordem de grandeza da velocidade e do tamanho do corpo. Para maioria dos casos: n = 1 ou n = 2. Está em movimento circular. De acordo com a 3ª Lei de Newton. um atleta gira um corpo rapidamente e depois o abandona. indicando que as duas forças se equilibram no ponto mais alto da trajetória. pela boca de um personagem.0 Não se pode dizer coisa alguma a respeito do valor da resultante. no entanto se houver é só incluir esta mais esta força. a água. Está em movimento retilíneo uniforme. por exemplo.fisica@bol. onde S é medido em metros e t em segundos. isto é. (f) Uma partícula sob a ação de várias forças cuja resultante é zero. portanto vamos mostrar uma análise básica para se resolver problemas envolvendo o plano inclinado. Agora que já estudamos a 2ª Lei de Newton sabemos que toda alteração de movimento (alteração de velocidade – aceleração) é causada por uma força. podemos escrever: r R FÍSICA – MECÂNICA BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! 1. portanto provoca variação na direção da velocidade vetorial da partícula. ela sobe enquanto a força que produziu o movimento é maior do que a força da gravidade. após ser abandonada no espaço. PN = P ⋅ cos θ r (a) (d) (e) 7. uma vez que a situação descrita no problema é fisicamente impossível. faz a seguinte afirmação: “Quando jogamos uma laranja para cima.0 N. Só para observadores em movimento uniforme. (c) Curva qualquer. temos que a = 0 quando F = 0. Nunca esqueça que a força de resistência sempre tem sentido contrário ao movimento do corpo. R Raio da trajetória descrita pela partícula. Para observadores parados ou com aceleração vetorial nula em relação a um sistema inercial. descreve uma trajetória retilínea sobre uma mesa horizontal. A afirmação está correta porque está de acordo com o Princípio da Ação e Reação. Aplicando a 2ª Lei de Newton para a aceleração centrípeta temos: (a) (b) (c) (d) (e) 8. Qual o módulo da força resultante sobre o veículo? (Fund. K Constante que depende da natureza do fluido (densidade.0N (b) 3. Para quaisquer observadores. Observamos que experimentalmente a força de resistência tem módulo diretamente proporcional a potência n do modulo da velocidade do fluido. de valor 3. (PUC–SP) O sistema representado no desenho.0 kg descreve uma trajetória retilínea e obedece à equação horária: S = 3— t2 + 3— t + 1. r PN r r Pt = Px θ r P Pt = P ⋅ sen θ θ x (a) 6.br . aplica-lhe uma força de atração gravitacional chamada peso. Só para observadores em movimento acelerado. A força centrípeta é a força que provoca a aceleração centrípeta de uma partícula e. Qual é o módulo da força resultante para que um carrinho de massa 2— m adquira uma aceleração de módulo 3— a? 1. para isso. Se não houvesse a influência da Terra.0 N. horizontal. (d) a Terra. PLANO INCLINADO O plano inclinado é um dispositivo que aparece muito e. (e) Espira. (AEU–DF) As Leis de Newton da Dinâmica são verificadas: Só para observadores em repouso. a única força que age sobre a laranja é a da gravidade. a reação dessa força atua sobre: a canoa. A afirmação está errada porque a força exercida para elevar a laranja sendo constante nunca será menor que a da gravidade.0 m/s. Carlos Chagas–SP) Para que um carrinho de massa m adquira uma certa aceleração de módulo a é necessário que a força resultante tenha módulo F. ω velocidade angular da partícula. (a) (b) (c) (d) (e) 9.Força de Resistência dos Fluidos Quando um corpo se movimenta imerso em um fluido (liquido ou gás). Está em movimento acelerado. como o ar. r r FCP = m ⋅ a CP a CP = Lembrando que: v2 ou a CP = ω 2 ⋅ R .0N (c) 5. (a) (b) (c) (d) (e) 4. R = k ⋅ vn r N y 5. temperatura) e depende da maior área de contado do corpo com o fluido perpendicularmente a direção do movimento. com uma velocidade constante de 2. que 3 r R onde: R Intensidade da força de resistência. No caso do ar dizemos que é a força de resistência do ar. r AUTORIA – PROF. No caso que vamos mostrar não há atrito. podemos calcular o R módulo da força centrípeta por: v2 FCP = m ⋅ 2 ou FCP = m ⋅ ω 2 ⋅ R onde: V Módulo da velocidade vetorial da partícula. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. Se uma partícula está se deslocando numa trajetória circular há a aceleração centrípeta que indica variação na direção da velocidade vetorial da partícula.

é nula em relação a um referencial inercial. e a massa de cada bloco vale 3. (Fatec – SP) A equação horária da velocidade de uma partícula em movimento retilíneo e de 3 kg de massa é v = 4 + 2— t. Qual a indicação do dinamômetro? P 20 N 30 N (a) T = (b) T = 2 ⋅ m1 ⋅ m 2 ⋅ g m1 + m 2 . r F comunica ao sistema: D 16. da direita para esquerda.8 m/s2 A B 2 (d) 4. (FATEC–SP) No sistema esquematizado da figura. N. podemos afirmar que: (a) T = mA — g B (b) T = mB — g (c) T > mB — g (d) T = (mA + mB) — g A (e) T < mA — g 4 (c) T = (m1 − m2 ) ⋅ g . Ao sistema é aplicada uma força F. P representa um dinamômetro de massa desprezível.0 m/s2 3 kg F = 24 N (b) 9. A tensão T no fio e a aceleração a da massa m1 são. empurrados por uma força F . em relação a qualquer referencial inercial. conforme o esquema. Sabese que m1 > m2 e que a aceleração da gravidade local é g. acusa uma força de 5 N durante a aceleração. 13. A força resultante sobre a partícula tem módulo de: (a) 6 N (b) 2 N (c) 30 N (d) 3 N (e) 1. igual a: r (a) 0 F (b) 6 M P (c) 12 N Q (d) 18 (e) 24 17. 14. a = (m1 − m2 ) ⋅ g (m1 − m2 ) ⋅ g (m1 + m2 ) ⋅ g m1 m1 m1 m2 15.com. é igual a: (a) 60N (b) 200N (c) 300N (d) 600N (e) 900N 12. (FEI – SP) Sabendo-se que a tração no fio que une os dois blocos vale 100N. No instante inicial. podemos afirmar que o elevador está: (a) subindo com velocidade constante.05m/s2.fisica@bol.5m/s2. (b) v = 0m/s.0 m/s2. (UFPI) A figura mostra dois blocos sobre uma mesa lisa plana e horizontal.0 kg. a= (m1 − m2 ) ⋅ g m1 + m 2 m1 + m 2 (a) 50 N (b) 30 N (c) 20 N (d) 10 N (e) zero 21. (ITA–SP) A velocidade de uma partícula. As massas dos blocos são m1 = 2 kg e m2 = 8 kg.br . (b) Em repouso. (Mackenzie–SP) Um elevador começa a subir. A força de atrito entre os blocos e a superfície é desprezível. a aceleração do bloco A será de: r (a) 12. (ITA–SP) No sistema esquematizado são desprezíveis o atrito. da esquerda para direita. da direita para esquerda. dadas por: r F r F ? Não há atrito.FÍSICA – MECÂNICA pode deslizar sem atrito sobre a prancha horizontal.5m/s2 (c) 5. Chagas – SP) Quatro blocos. como mostra a figura.4 m/s2 18. (UFES) Desprezando-se os atritos. A aceleração que (a) Não pode ser determinado. (b) A partícula se encontra em repouso. O peso aparente de um homem de 60 kg no interior do elevador. (d) Descendo em movimento acelerado. da esquerda para direita. a = (e) T = (m1 + m2 ) ⋅ g . o fio é ideal e não há atritos. da esquerda para direita. A intensidade da força que o bloco m1 exerce sobre o bloco m2 é: 4N r 8N m2 F 24 N m1 32 N 40 N (a) (b) (c) (d) (e) AUTORIA – PROF. supondo g = 10 m/s2. (F. o módulo e o sentido da A velocidade de A serão: (a) v = 5m/s. P e Q. (c) Subindo em movimento acelerado. 10. após v0 = 5m/s 5s. qual é o valor do módulo da força Par r r F (d) Vale (e) Vale 5 510 5 90 m/s2. conforme esquema abaixo. deslizam sobre uma superfície horizontal. (ITA–SP) Em relação à situação da questão anterior.0m/s2 (e) n.correia. (CESGRANRIO – RJ) Dois corpos de pesos respectivamente iguais a 20N e 30N são mantidos em equilíbrio. (c) v = 0 m/s. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo.d. E (c) Vale 0. a = (d) T = (m1 − m2 ) ⋅ g . os blocos A e B têm massas respectivamente iguais a mA e mB. A intensidade da aceleração do elevador é: (a) zero (b) 2. num determinado instante t. 5 kg 10 kg 20.0 m/s (e) 2. o corpo A tinha uma velocidade de 5 m/s e se movia para direita. (e) Subindo em movimento acelerado ou descendo em movimento retardado. (d) A resultante das forças que agem sobre a partícula não pode ser nula. 22. a força do bloco M sobre o bloco N é. (c) A resultante das forças que agem sobre a partícula pode não ser nula. Pode-se afirmar que o no instante t: (a) A resultante das forças que agem sobre a partícula é necessariamente nula. Desprezando-se os atritos. (ITA–SP) No teto de um elevador temos um corpo de peso 16 N preso a um dinamômetro que acusa 20 N. respectivamente. m/s2. numa região em que g = 10 m/s2. a partir do andar térreo. a= (m1 − m2 ) ⋅ g m1 + m 2 m1 ⋅ m 2 ⋅ g m1 + m 2 . (e) Nenhuma das anteriores é verdadeira.5 N 19. (UNIMEP–SP) Um corpo A de massa 1600 gramas está unido por um fio a um outro corpo B de massa 400 gramas. de intensidade 40 N. 11. horizontal.C. em newtons. (e) v = 2m/s. com unidades do Sistema Internacional. Sendo g a aceleração da gravidade e T a tração no fio quando o sistema está em movimento. B (d) v = 5m/s. o momento de inércia da roldana e a massa do fio que liga as massas m1 e m2.8 m/s2 2 kg Parede (c) 4. (b) Vale 0.0m/s2 (d) 10. M.a. com aceleração de 5 m/s2. Sabendo-se que a aceleração escalar dos blocos vale 2. A aceleração local da gravidade vale 10 m/s2.

cujo valor em newtons é: P/2 P 2— P 4— P 6— P r v0 B θ (a) (d) L v0 2 ⋅ g ⋅ tgθ v0 g ⋅ tgθ 2 2 (b) (e) v0 2 ⋅ g ⋅ cosθ v0 2 ⋅ g ⋅ senθ 2 2 (c) 2⋅ v0 g ⋅ senθ 2 (a) (b) (c) (d) (e) X 30. também sem atrito. sabendo que as massa obedecem à relação mA mB = 1 4 ? Despreze o atrito. (PUC–SP) O esquema representa dois corpos A e B de massas respectivamente igual a 8. numa direção que forma um ângulo θ com a horizontal. (c) Menor que 45º. estão encostados um no outro e podem se deslocar sem atrito sobre um plano horizontal. sendo g a aceleração da gravidade local: (a) F = m—g r m (b) F = (M + m)— g F (c) F tem que ser infinitamente grande M α (d) F = (M + m)— g—tgα (e) F = Mg—senα 32. (Fund. aplica-se ao bloco uma força de intensidade igual à metade de seu peso. Sendo g a aceleração da gravidade e m a massa do pêndulo. O valor de θ para que o bloco entre em movimento é necessariamente: r r Aplica-se uma força F horizontalmente ao plano inclinado e constata-se que o sistema todo se move horizontalmente sem que o objeto deslize em relação ao plano inclinado. (PUC – SP) Dois blocos A e B. Despreze as forças de atrito e suponha que a aceleração da gravidade tem intensidade 10 m/s2. A aceleração do conjunto vale. Despreze os atritos e adote g = 10 m/s2. de massas respectivamente iguais a 2kg e 4kg.0 N B r (c) 20 N A F (d) 30 N 30º (e) 40 N 31. apóiam-se sobre uma mesa horizontal.0 kg) da figura abaixo r sobem a rampa com movimento uniforme. A distância BC percorrida ao longo da rampa é: C r 24. Podemos afirmar que. B 25. nem entre o plano inclinado e o apoio horizontal. Qual a relação aA aB A entre as acelerações adquiridas pelos corpos A e B. Os atritos e as massas das roldanas e das cordas são desprezíveis. O coeficiente de atrito entre os blocos e a mesa é 0. sem oscilar e formando ângulo θ com a vertical.correia. Nesse instante abandona-se o sistema. A intensidade da força que A exerce em B é de: (a) 2. paralela ao plano inclinado. (UFGO) Um bloco desliza sobre um plano horizontal sem atrito com solo velocidade constante v 0 . devido à ação da força F . (Mack – SP) Os corpos A (mA = 2. a aceleração comunicada ao sistema é: 5 m/s2 r 4 m/s2 F 2 3 m/s B A 2 m/s2 1 m/s2 r r (a) (b) (c) (d) (e) 5 AUTORIA – PROF. é equilibrada pelo peso X. o fio e as polia são ideais. Sobre o corpo A é aplicada a força FA de módulo 12N e sobre o corpo B é aplicada a força FB de módulo 6N.0 m/s2 B (d) 0.FÍSICA – MECÂNICA 23. ligados por um fio ideal.4 e a aceleração da gravidade é g = 10 m/s2. de pesos respectivamente iguais a 30N e 70N. (CESCEA – SP) Dois corpos A e B. (d) Diferente de 90º. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. (ITA – SP) O plano inclinado da figura tem massa M e sobre ele se apóia um objeto de massa m. Aplicando-se ao bloco A uma força horizontal F de intensidade 50 N.fisica@bol. que assume movimento devido à tração exercida por B. 26. Carlos Chagas – SP) A figura mostra um sistema de roldanas sustentando uma lâmpada.0 s (a) zero. cujo peso é P newtons. A lâmpada L.0 m (c) T = m ⋅ a + g (e) T = m ⋅ (g ⋅ senθ + a ⋅ cosθ ) (b) T = m ⋅ a ⋅ senθ (d) T = m ⋅ (g ⋅ cosθ − a ⋅ senθ ) 29. 28. até parar no ponto C da figura. (ITA – SP) rUm vagão desloca-se horizontalmente. Um pêndulo simples está suspenso do teto do vagão. O ângulo de inclinação é α e não há atrito nem entre o plano inclinado e o objeto.0 s A (b) 2 s (c) 2. ele sobre uma rampa de inclinação θ. conforme a figura.0 N (b) 3. (b) Menor que 30º. O módulo da tensão T no fio do pêndulo é: 2 2 (d) 5 s (e) 3. (FEI – SP) No sistema da figura ao lado.41 m/s2 (e) zero 27. aproximadamente: r (a) 3.0 kg e 2.0 s M (a) T = m ⋅ g ⋅ cosθ 5m N B 1. Em seguida.0 kg.41 m/s2 A 45º FB (c) 1.br . em linha reta.0 kg) e B (mB = 4. No instante t = 0 os corpos estão em repouso na posição indicada no esquema. A seguir. O tempo que A leva para ir de M até N é: (a) 1. ligados por um fio inextensível e de massa desprezível.0 m/s2 r FA (b) 1. com aceleração a constante. (PUC – SP) Um bloco apoiado sobre uma superfície horizontal sem atrito está inicialmente em repouso. (e) O bloco não entra em movimento qualquer que será θ.com.

0 newtons. Quando o sistema é abandonado em repouso na posição indicada.0 N 35. ao longo de uma linha reta.10 θ (e) 0. Quando a mesa forma com a horizontal o ângulo θ da figura. apoiado numa mesa. M1 (a) (b) (c) (d) (e) M2 A 42. Da aceleração do conjunto. atingindo após alguns segundos uma velocidade praticamente constante de 5. (a) 10 N (b) 6. (PUC – SP) No sistema da figura. Podemos afirmar que o módulo da força de atrito entre o corpo e a superfície é: (a) 3. a força de atrito: (a) Não se altera. (c) A velocidade de chegada ao solo depende da duração do processo. O corpo se move sob a ação de uma força constante cuja direção é paralela à trajetória do corpo e cuja intensidade é 3. (FATEC – SP) Com pára-quedas aberto. os corpos A e B têm massas mA = 6 kg e mB = 4 kg.0 kg e mB = 4. O coeficiente de atrito. (FATEC – SP) A figura indica um corpo A de 4 kg preso na extremidade de uma mola.0 N (d) 8. (VUNESP – SP) Uma pedra de massa m = 0. verifica-se que a mola experimenta deformação de 20cm. Aplicando a força F constante e horizontal.0 (b) 8.0 N (c) 6. o bloco fica na iminência de deslizar. r A B r F 39. (FEI – SP) No sistema da figura. as molas M1 e M2 possuem constantes elásticas k1 = 103 N/m e k2 = 2— 103 N/m.br . vermos que o fio se rompe.20 (b) 0.25 (c) 0.70 50 cm 41. ela tem velocidade de 10 m/s.3 N (d) 2. um soldado salta de um helicóptero em grande altura acima de uma planície.0 (c) 7. (e) Nenhuma das anteriores.10 (b) 0. calcule o coeficiente de atrito entre o bloco e a superfície. massas mA = 2. r II. (b) Aumenta de intensidade. podemos afirmar que: (a) a velocidade cresce uniformemente com aceleração inferior a g. A resistência do ar é desprezível. Considerando-se g = 10m/s2. Que força é exercida sobre o globo no ponto mais alto da trajetória se a velocidade da moto é ali de 12 m/s? A massa total (motociclista + moto) é de 150 kg. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. enquanto perfaz 2. respectivamente. (d) Diminui de intensidade. a força de resistência exercida pela água é dada pro Fr = k— v.0 N (e) 11. (FEI – SP) Os corpos A e B representados na figura possuem. (FM ABC – SP) Um bloco de metal é colocado sobre uma mesa horizontal que se vai inclinando gradualmente. a tração no fio vale: (a) 50 N (b) 35 N (c) 25 N (d) 15 N (e) 10 N 34.50 kg oscila no vácuo suspensa por um fio de 1 m de comprimento.5 36.FÍSICA – MECÂNICA 33. igual a: (a) 10. Dado g=10m/s2.0 N (e) 6.com. As molas e as polias são ideais. e o coeficiente de atrito entre o corpo A e o plano horizontal é µ.6— 102 kg/s (c) 1. neste caso. 44. (a) 0. os blocos adquirem aceleração de 1m/s2.5 (d) 5. a aceleração local da gravidade é g=10m/s2. Sabe-se que. (d) À medida que a velocidade se eleva.correia.0 N (b) 5. respectivamente: 10 cm e 5 cm 20 cm e 0 cm 20 cm e 10 cm 10 cm e 10 cm N. 38. respectivamente. Calcule a tração máxima que o fio suporta (g = 10 m/s2).4 (e) 0.6— 10 (e) N. entre o bloco e a mesa. Ao ser aumentado o ângulo θ.40 15 cm (d) 0.20 kg gira. O valor da intensidade da força de tração no fio. um corpo de massa m = 8. O fio que os une e a polia são ideais.2 (c) 0. (OSEC – SP) Um motociclista descreve uma circunferência vertical num “globo da morte” de raio 4 m.30 B (d) 0. Tentando aumentar a velocidade angular.0 kg desloca-se sobre uma superfície plana horizontal. onde v é a velocidade do corpo.0 m/s. (CESCEM – SP) Uma esfera de massa 0. o corpo A tem peso 200 N.6 N 45.fisica@bol. podemos afirmar que o valor de µ é: A (a) 0.a. podemos afirmar que a mesa exercerá sobre o corpo A uma força de intensidade: (a) 40 N A (b) 30 N (c) 20 N mesa (d) 10 N (e) 00 N 43.3 (d) 0. podemos afirmar que a constante k é igual a: (a) 16 N— s/m (b) 1. Nessas condições. (FEI – SP) Lança-se um corpo num plano horizontal com velocidade v0=10m/s. Sobre o sistema formado pelo pára-quedas e pelo homem. presa a um fio. (e) Nenhuma das anteriores. descrevendo uma circunferência horizontal de raio R = 20 cm.0 gramas cai na água. (FATEC – SP) Uma caixa desliza ao longo de um plano inclinado com atrito e inclinação θ em relação a horizontal. Calcule as intensidades: I.0m/s. Aceleração da gravidade g=10m/s2.a. de constante elástica 100 N/m. (b) a velocidade de chegada ao solo depende da altura inicial. 40. Desprezando o empuxo da água. Nestas condições a mola experimenta um aumento de comprimento de 10 cm. Da força F .75 37. vale: (a) 0.6— 103 kgf/s –3 N— s/m (d) 1. (ITA – SP) Numa região em que g = 10m/s2.0 (e) zero 46. A mola é ideal e tem constante elástica k = 50 N/m. O corpo desloca-se sobre o plano e pára após 10s. é um valor expresso em newtons. (Fund. (c) Muda de sentido mas não de intensidade. As deformações produzidas nas molas M1 e M2 valem. aumenta a força resultante que as cordas exercem no homem.d. Carlos Chagas – SP) Um corpo de massa igual a 4.0 rotações por segundo. (a) 1500 N (b) 2400 N (c) 3900 N (d) 5400 N (e) 6900 N 6 AUTORIA – PROF.d. na parte mais baixa da trajetória. (PUC – SP) Para o caso da questão anterior.30 (c) 0. Ao passar pela parte mais baixa da trajetória. com velocidade escalar constante e igual a 2.50 (e) 0. Despreze os atritos.0 N (c) 6.1 (b) 0.0 kg.

(a) 0. Uma pessoa puxa um bloco de massa 0. o coeficiente de atrito estático entre a moeda e o prato é de: (a) 0. Avaliam que. Colocando-se uma pequena moeda sobre o prato. sob a ação de uma força externa paralela ao plano.d. A massa do elevador juntamente com a balança é mE = 520 kg. O coeficiente de atrito entre o plano e o r F 30º r figura.20m (b) 0. aplica-se ao teto do elevador. Calcule a marcação da balança. qual o alongamento máximo da mola. através do cabo que sustentação. de raio R = 10 cm. O módulo da força resultante que está atuando sobre o objeto é. conforme a figura. Desprezando os efeitos de atritos. (g = 10 m/s2). em cm? 61. A partir de determinado instante. O conjunto está inicialmente em repouso. o seu peso foi triplicado. Os blocos passam a mover-se com velocidade constante. (a) 10 (b) 17 (c) 19 (d) 28 (e) 35 7 bloco é µ = 3 AUTORIA – PROF. em kg.15. Qual será o valor da força externa F. 54. para 2 que o bloco esteja em movimento uniforme? 63. Então.2 kg com auxílio de uma mola de constante elástica igual 20 N/m.4 a mínima velocidade tangencial que o cilindro deve ter para que. A figura mostra dois blocos em repouso. 50. ao passar por este trecho. em cm. em m/s2? (d) ( ) m (ω L − g ) 2 (e) m ω 2L + g 57. Calcule a intensidade da força aplicada ao teto do elevador. II. Qual o ângulo que este fio forma com a vertical? Adote g = 10 m/s2. A e a superfície de apoio é 0. 52. atuando sobre a gota. O coeficiente de atrito estático entre o bloco B. 51. sentem uma sensação de aumento de peso. Qual o maior valor. Determine a maior velocidade com que o carro pode percorrer a curva sem derrapar. a mola e a roldana são ideais. cai verticalmente com velocidade constante. Considere que o fio.0 + 3. da massa do bloco A para B que o sistema permaneça em repouso? 62. . (FEI – SP) Um esfera gira com velocidade 1 m/s. que ainda mantém o bloco em repouso? 59.0 N/m.0— t + 7— t2. em N. em pé.0 kg.18m 53. 2.com. A tração na corda. 58.br . os ocupantes concluirão que a velocidade máxima atingida foi de: M 30º m (a) 3gR (b) 3 gR (c) 2 gR (d) 2gR (e) gR 49. Estando a esfera suspensa por meio de um fio. de massa 30kg. o bloco tem massa igual a 5. considere que a polia e o fio são ideais.12m (c) 0.5. Existe atrito entre A e B e entre B e a superfície de apoio. é: (a) 10 m/s (b) 8 m/s (c) 9 m/s (d) 11 m/s (e) é necessário conhecer a sua massa. Um objeto de 2. pois sem ela nada se pode afirmar. De quanto deve estar elevado o trilho externo para reduzir a um mínimo a força para fora sobre ele? A distância entre os trilhos é de 1. Os blocos passam a mover-se com aceleração constante de módulo a = 3. qual o valor da razão M m mA mB 48. (EE MAUA – SP) Numa estrada existe uma curva circular plana de raio 150m. No sistema mostrado na figura. sobre o fundo de um cilindro de 4 m de raio. Qual a força de resistência do ar.24 (c) 0. Admitindo g = 10 m/s2 e o coeficiente de atrito entre a sua roupa e a superfície do cilindro igual a 0. Calcule o módulo de F nos seguintes casos: I.0kg descreve uma trajetória que obedece à equação horária S = 5.0 kg e a de B é 16 kg.20 em ambos os casos.12 (b) 0. A figura abaixo representa uma polia sem massa e sem atrito. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. onde S é medido em metros e t em segundos. dada por: (b) m  ω 2 L − g    (a) m ω 2 L + g (c) m ω 2L − g  4    BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE) 56. horizontal. (UnB – DF) Um certo trecho de uma montanha-russa é aproximadamente um arco de circunferência de raio R. puxando o bloco de massa m. O fio e a polia são ideais. a massa de A é 4. aplica-se ao bloco B uma força r A r F horizontal F . o bloco de massa M desce com aceleração a = 2 m/s2. A constante elástica da mola. no máximo. a qual está fixa no piso de um elevador. I.36 (d) 0. uma força vertical para cima de modo que o elevador começa a subir com movimento acelerado.2 metros e g = 10 m/s2. Sabendo-se que não há atrito de qualquer espécie. II. No plano inclinado da figura seguinte. quando o corpo está no ponto mais alto da trajetória é.cuja aceleração tem módulo a = 2 m/s2.correia. em newtons. Se o coeficiente de atrito estático entre o bloco e a superfície horizontal é 0. Uma gota de chuva.6. você fique “preso” à parede dele. como mostra B ? g = 10 m/s2. Um bloco de 6. em unidades de 10–5N? 60. (PUC – SP) O raio de uma curva ferroviária é de 400 metros e um trem deve percorrê-la com velocidade de 72 km/h. sendo o coeficiente de atrito dinâmico igual a 0. ela deslizará se estiver a mais de 10 cm do centro. retirado o fundo do mesmo. Os ocupantes de um carrinho. 55. O sistema esquematizado na figura está inicialmente em repouso.05 g. Na situação de equilíbrio. g = 10 m/s2.48 (e) n.0kg sobe o plano inclinado na figura. A partir de determinado instante. que gira em torno do seu eixo vertical. O coeficiente de atrito lateral entre o pneu e a estrada é 0. Um homem de massa mH = 80 kg está sobre uma balança de molas. Qual o módulo da aceleração do corpo de massa mA.0 m/s2.15m (d) 0. (Mackenzie – SP) Admitamos que você esteja apoiado.FÍSICA – MECÂNICA 47. Os corpos de massa mA = 4 kg e mB = 1 kg estão presos a uma corda inextensível e de massa desprezível.a. qual a deformação da mola. de massa igual a 0. descrevendo uma trajetória circular. (OSEC – SP) Um toca-discos tem o prato na posição horizontal e realiza 3 revoluções em π segundos. (UFPA) Um pequeno corpo de massa m está preso à extremidade de um acorda de comprimento L e gira com velocidade angular ω em uma circunferência vertical.fisica@bol.

4 (b) 14. (c) x (d) x t t0 2t0 t0 2t0 t (e) F0 x t0 – F0 2t0 t 67.0 m Qual o comprimento do plano inclinado. na superfície de contato entre o caminhão e o caixote? (a) 100 (b) 80 (c) 40 (d) 60 (e) 20 73.3 m/s2 (b) Marte. (b) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está descendo com velocidade constante. ele imagina como sua vida seria mais fácil num planeta de gravidade menor que a da Terra. em m/s2. conforme a figura. H = 5. O atrito vale 40% do peso do r bloco. Qual deve ser a constante elástica (em N/m) comum às quatro molas? (a) 50000 (b) 40000 (c) 30000 (d) 20000 (e) 10000 74. Calcule a diferença. Indique 2t0 qual dos gráficos melhor t0 t representa a variação – F0 da posição da partícula em função do tempo. Aplicando-se uma força horizontal F = 90 N. bem como o atrito no eixo da roldana. Uma pessoa comprou uma balança de chão e. mas não consegue movê-la. (a) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está subindo com velocidade constante.5 kg é solto. conforme a figura. a partir do repouso. Uma partícula F inicialmente em repouso é submetida à ação da F0 força mostrada no gráfico abaixo. como AUTORIA – PROF. mantendo a velocidade constante. O tempo gasto pelo bloco para descer até a base do plano é igual a 2. O caixão de 1000 kg não desliza sobre a carroceria. a massa da geladeira é 300kg.com. ao chegar em casa.fisica@bol. atendendo à sua esposa. Os valores em N.1 70. no instante em que ele perde o contanto com o plano? Despreze as massas do fio e da roldana. indique entre os planetas abaixo aquele com maior aceleração da gravidade. em kgf. Um corpo de massa igual a 10. (d) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está descendo com aceleração constante.7 m/s2 2 (c) Urano. Um bloco de massa 1.0 m de altura. g = 0.2 (d) 17.50 kg desliza sobre um plano horizontal sem atrito. g = 9. Um pequeno bloco de 0. estabeleceu-se que o rebaixamento máximo das molas com a carga máxima de 5 pessoas de 80kg é de 5cm. entre as leituras na balança quando o elevador está subindo ou descendo.0 kg é suspenso em uma balança de mola presa ao teto de um elevador. g = 8. e o coeficiente de atrito estático entre a geladeira e o chão é ½. Qual a aceleração do bloco. BRINCANDO COM A UPE (a) x (b) x 71. g = 7. MARCELO CORREIA 8 E-mail: marcelo.0 m/s2 65. ansiosa para controlar o peso. pesando 1600kgf. Considerando que a força que o físico faz sobre a geladeira vale 1200N. tenta mudar a localização da sua geladeira empurrando-a horizontalmente sobre o chão. Ela conclui que a balança estava com defeito ao notar um aumento de seu peso. qual será a indicação da balança. O caminhão altera a velocidade altera a velocidade de 54 para 90 km/h num tempo de 10 segundos. Um físico. sabendo que nos dois casos a aceleração tem módulo a = 0. em metros? Despreze o atrito entre o bloco e o plano. sobre uma mesa horizontal sem atrito. na direção paralela ao plano. Qual a força de atrito. No dimensionamento de um novo automóvel. resolve testá-la ainda no elevador. 66.3 F (e) 18.5 m/s2. encostados um no outro. Pensando sobre o assunto. do topo de um plano inclinado de 5. (c) O aumento da indicação da balança pode ocorrer se o elevador está subindo com aceleração constante. g = 3.br . Com o elevador parado a indicação da balança é de 60kg.6 m/s2 (e) Saturno. Um homem sobe numa balança no interior de um elevador. (e) A balança está necessariamente com defeito e deve ser trocada em respeito aos direitos do consumidor. (a) 12. Um bloco de massa m = 5 kg esta subindo a rampa inclinada de 30º com a t t0 2t0 t t0 2t0 horizontal. identifique a opção correta.FÍSICA – MECÂNICA 64.0 N aplicada a um fio inextensível que passa por uma roldana. Se o elevador estiver subindo com aceleração de 2 m/s2. Dois blocos A e B de massas respectivamente iguais a 5 kg e 10 kg está inicialmente em repouso.5 (c) 15. das forças resultantes que atuam sobre os blocos A e B são respectivamente: (a) 40 e 50 r (b) 45 e 45 B F (c) 90 e 90 A (d) 20 e 70 (e) 30 e 60 69. g. A força F tem módulo igual a: F (a) 25 N (b) 30 N (c) 35 N (d) 40 N 30º (e) 45 N 72. sendo puxado por uma força constante F = 10. (g = 10 m/s2) (a) 48 kg (b) 60 kg (c) 72 kg (d) 84 kg (e) 96 kg 68. mostra a figura. Considerando essas informações. no qual ele ainda conseguiria mover a geladeira. (a) Plutão.8 m/s (d) Vênus. em newtons.correia.0 s.

Em Física o trabalho é realizado quando uma força “ajuda” ou “atrapalha” um deslocamento. 3 3 A força de atrito é igual a m— g— sen30º.com. conforme mostra a figura. (b) Igual ao peso da menina. que faz uma volta circular completa na vertical. a força normal exercida pela cadeira sobre a menina é igual a duas vezes o peso da menina. (e) Igual a oito vezes o peso da menina. 2mg. I II 0 0 As forças de ação e reação sempre atuam em corpos distintos. (c) Igual à força normal no topo da trajetória. 2 2 A força normal é uma força de reação ao peso.br . como já sabemos da álgebra vetorial um produto escalar entre dois vetores pode ser calculado por: Se analisarmos a expressão anterior podemos perceber facilmente que: • 0º ≤ θ < 90º o trabalho realizado pela força F é positivo. no sentido de baixo para b cima. θ = 90º o trabalho realizado pela força F é nulo. Quando a força tem mesma direção e sentido oposto ao deslocamento: Neste caso podemos calcular o trabalho pela expressão: Quando a força é perpendicular ao deslocamento: Neste caso não r • τ = F⋅d τ = −F ⋅ d a realização de trabalho. 76. Em relação a essa situação. onde no mesmo atua uma força constante com r módulo F. 2 2 A força peso é perpendicular ao plano inclinado. neste caso a força nem “ajuda” nem “atrapalha” o deslocamento do corpo. Quando uma força realiza trabalho ela pode transformar energia de uma forma em outra e o sistema sobre o qual o trabalho está sendo realizado pode está recebendo energia ou pode está sendo retirada energia do sistema. neste caso chamamos este trabalho de trabalho resistente e isto significa que a força “atrapalha” o deslocamento. 1 1 A força de atrito é maior do que m— g. energia. se a força d deslocamento d for constante podemos calcular o trabalho efetuando o produto escalar entre o vetor força e o vetor deslocamento. (d) Igual a quatro vezes o peso da menina. Vamos discutir um princípio de conservação muito importante: O princípio de conservação da energia mecânica. A unidade de trabalho no SI é o N— m (Newton vezes metro) que recebe o nome especial de J (joule). Você percebe que o trabalho é uma grandeza que indica a transformação de energia.correia. analise as seguintes proposições. I II A força normal que o plano inclinado exerce a sobre o corpo de 0 0 massa m está na 30º direção vertical. 3 3 Força é uma grandeza vetorial. Vamos considerar um corpo de massa m que efetue um deslocamento para direita com módulo d. a força normal exercida pela cadeira sobre a menina é: (a) Menor do que o peso da menina. 1 1 A força elástica é proporcional à deformação da mola. Em relação ao conceito e ao tipo de força. Um corpo de massa m está em repouso sobre um plano inclinado que faz um ângulo de 30º com a horizontal. MARCELO CORREIA 9 E-mail: marcelo. Podemos destacar três situações tem grande freqüência de aparição nas questões a serem resolvidas: • Quando a força tem mesma direção e mesmo sentido do deslocamento: Neste caso podemos calcular o trabalho pela • expressão: . Uma menina está no carro de uma montanha-russa. 77. 4 4 A força normal é igual a m— g— cos(a/b). É importante lembrar que se num corpo atuar diversas forças cada força realiza o seu trabalho independente das demais forças e o trabalho realizado pela força resultante é a soma algébrica dos trabalhos realizados por todas as forças individualmente. neste caso chamamos este trabalho de trabalho motor e isto significa que a força “ajuda” o deslocamento. Neste caso a força transfere energia para o corpo. como mostra a figura a seguir: r τ F θ d Nestas condições. assim: 1 N— m = 1 J. Neste caso a força retira energia do corpo. TRABALHO Em Física a palavra trabalho não tem exatamente o mesmo significado que usamos cotidianamente. τ r r = F•d τ = F ⋅ d ⋅ cosθ r r • • 90º < θ ≤ 180º o trabalho realizado pela força F é negativo. isto é: .fisica@bol.FÍSICA – MECÂNICA 75. No topo da trajetória. ANOTAÇÕES / OBSERVAÇÕES DINÂMICA – PARTE 2 Nesta segunda parte do estudo da dinâmica vamos estudar grandezas físicas muito importantes: Trabalho e potência. No ponto mais baixo da trajetória. assim temos: r r F que atua no corpo durante um Mas. 4 4 Uma força sempre causa mudança no valor da velocidade. τ =0 AUTORIA – PROF.

As relações são: 1 CV = 735 W. Assim. sempre. RENDIMENTO Imagine uma máquina qualquer que deve realizar determinado trabalho. Um corpo de massa 10kg é arrastado ao longo de um plano horizontal rugoso cujo coeficiente de atrito vale 0. Gráfico da Potência em Função do Tempo No gráfico da potência em função do tempo a área limitada pelo gráfico e o eixo dos tempos é numericamente igual ao trabalho realizado no intervalo de tempo considerado. a potência média é a relação entre o trabalho realizado e o intervalo de tempo para se realizar este trabalho. Fazendo isto obtemos a seguinte expressão: 2 τ = ± k ⋅2x ou T Note que o rendimento é uma grandeza adimensional (que não tem unidade) já que é uma relação entre mesmas grandezas.correia. tal como a força de atrito. Podemos expressão o rendimento em percentual. assim temos: 1 J/s = 1 W. O trabalho realizado pela força F e o trabalho da força de atrito.fisica@bol. O deslocamento durante esses 4s. O rendimento é. A unidade de potência no sistema internacional (SI) é o J/s (joule por segundo) que recebe o nome especial de W (watt). isto é. que neste caso é a deformação “x” da mola. Outras unidades de potência usadas são o: HP (horse-power) e o CV (cavalovapor).7 W ≈ 746 W. II. quanto maior for o rendimento de uma máquina mais eficiente ele é. parte desta energia é desperdiçada por forças dissipativas. isto é: 0 ≤ 1 . MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. 1 HP = 745. Determine: I. Para o caso especial em que a força e a velocidade têm mesma direção e mesmo sentido podemos escrever: Pot = F ⋅ v . Então. que usamos para calcular o trabalho não poderá ser usada Quando uma força variar com a posição a pois esta expressão só é válida para o caso em que a força é constante. uma delas realiza o trabalho num intervalo de tempo menor que a outra. Na subida de um corpo a uma determinada altura “h”: Neste caso constatamos que o trabalho realizado pode ser calculado pela expressão: ou .br . Num determinado instante entra numa região rugosa onde o coeficiente de atrito é igual a 0. Quando a força variar com a posição podemos calcular o trabalho recorrendo ao gráfico da força em função da posição como descrito acima. τ = P ⋅h τ = m ⋅ g ⋅h τ = −P ⋅ h τ = −m ⋅ g ⋅ h ou . Assim temos: rendimento igual a 1 (um) é uma máquina ideal. o rendimento mede quanta da energia fornecida a uma máquina é usada por ela para realizar um certo trabalho útil e. 10 Pot = τ ∆t Efetuando algumas transformações matemáticas e lembrando a definição de velocidade podemos escrever a potência como: r r Pot = F • v ou Pot = F ⋅ v ⋅ cosθ AUTORIA – PROF. 79. expressão: T u d e T Assim o rendimento pode ser dado por: u Trabalho Realizado pela Força Elástica A força elástica é uma força que varia com a posição. conseqüentemente mede quanto ela dissipa usando para realizar trabalho em forma não útil. Portanto. calcule. Determine: I. Uma máquina que tenha τ =τ +τ τ η= τ P = Pu + Pd Pu PT η= η≤ Onde “k” é a constante elástica (ou constante de força) da mola. 80. Porém.2. O sinal mais o menos é determinado observando-se se a força elástica se opõe (caso em que usamos menos) ou favorece o deslocamento (caso em que usamos mais). podemos calcular o trabalho realizado pela força peso. um valor entre zero e um. Um móvel de massa 40kg tem velocidade constante de 90km/h. Podemos então destacar três tipos de trabalho ou potências: • Trabalho útil • Potência útil • Trabalho dissipado • Potência dissipada • Trabalho total • Potência total De forma que podemos escrever: Gráfico Fx S No gráfico da força F em função da posição S a área limitada pelo gráfico e o eixo das posições é numericamente igual ao trabalho realizado pela força no deslocamento d considerado. Sabendo que o corpo estava inicialmente em repouso e g = 10m/s2. O espaço percorrido pelo móvel na região rugosa até parar. I. “x” é a deformação da mola.com. Um ponto material de massa 6kg tem velocidade de 8m/s quando sobre ele passa a agir uma força de intensidade 30N na mesma direção e sentido do movimento. a de se pensar que a pessoa mais rápida é mais eficiente do que a que realizou o mesmo trabalho num intervalo de tempo maior. nesses 20s. Digamos que seja fornecida certa energia para que esta máquina realize tal trabalho.2 por uma força horizontal de intensidade F = 60N durante 20s. O trabalho realizado nesse deslocamento. Assim temos: η % = 100 ⋅η BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! 78. Assim podemos observar duas situações em que a força peso realiza trabalho: • Na descida de um corpo de uma determinada altura “h”: Neste caso constatamos que o trabalho realizado pode ser calculado pela expressão: • Onde θ é o ângulo formado entre o vetor força e o vetor velocidade do corpo.FÍSICA – MECÂNICA Trabalho Realizado pela Força Peso Aplicando a definição de trabalho realizado por uma força mostra anteriormente. Para obter o rendimento percentual basta multiplicar o rendimento por 100. no entanto. Para diferenciar a com o trabalho está sendo realizado em relação ao tempo usamos a grandeza física potência. F η τ =A 0 d S τ = F ⋅ d ⋅ cosθ . O trabalho realizado pela força de atrito. durante 4s. POTÊNCIA ( Pot ) Imagine duas pessoas que realizam o mesmo trabalho. II. O rendimento é uma grandeza física que mede a eficiência de uma máquina. Portanto par calcularmos o trabalho realizado pela força elástica temos que recorrer ao gráfico da força elástica em função da posição.

Assim temos: EM = E C + EP 11 AUTORIA – PROF. • • Energia potencial Associada a tendência do corpo vir a adquirir movimento (energia cinética). este pode ser enunciado da seguinte forma: O trabalho realizado pelas forças conservativas sobre uma partícula é igual ao negativo da variação da energia potencial desta partícula.FÍSICA – MECÂNICA O trabalho realizado pela força peso e pela normal.18kJ. Assim podemos considerar: • Energia potencial gravitacional – Proveniente da força gravitacional (força peso). Um elevador é puxado para cima por cabos de aço com velocidade constante de 0. Qual a vazão de água (m3/s) necessária para fornecer a potência indicada? II.0m d (d) 4.0 (c) 50 (d) 100 (e) 200 r ) ) 84. calcule o trabalho realizado pela força peso até a pedra atingir o solo.5— 10–2J d (c) 2. podemos falar sobre a energia mecânica. Dados: aceleração da gravidade µ = 1. com uma potência de 100 W. A energia cinética é dada por: EC = ⋅ m ⋅ v2 2 Pela própria definição da energia cinética constatamos um teorema muito importante chamado de: teorema do trabalho–energia cinética ou simplesmente teorema da energia cinética. Esta é dada por: E Pg = m ⋅ g ⋅ h 1 • Energia potencial elástica – Proveniente da força elástica (lei de Hooke).0— 103kg/m3. Qual o trabalho realizado pelo peso do bloco. Força e deslocamento formam um ângulo de 90º. A energia mecânica é a soma da energia cinética com a energia potencial.5— 104N (e) 1.0— 10–2J (b) 1. O nosso propósito. nuclear. O nosso organismo converte energia química interna. g = 10m/s2 e µágua = 1.0 m e altura h = 1.0— 103kg/m3 e aceleração da gravidade g = 10m/s2.0g é arremessado horizontalmente ao longo de uma mesa. Assim temos: τ = − ∆E P Energia Mecânica EM Diante do que foi discutido. O teorema da energia cinética pode ser enunciado da seguinte forma: O trabalho realizado pela força resultante que atua sobre uma partícula é igual à variação da energia cinética da partícula. podendo alternar sua forma em transformações mútuas. elétrica. Quantos mm de chuva devem cair por ano nessa região para manter a hidrelétrica operando na potência indicada? 87.6— 104N (c) 3.0— 10 (e) 5. supondo que não haja perdas. sendo 1kcal = 4. agora. O trabalho realizado pela força resultante. II. A energia que dissipamos é oriunda de alimentos. em joule. I. Dado g = 10m/s2. em m3. que passa pela turbina em cada segundo. Uma usina hidrelétrica foi construída para aproveitar uma queda-d’água de 20m de altura. Qual a força exercida pelos cabos? (a) 5. A mesa tem comprimento d = 2. que é denominada a nossa taxa ou potência metabólica. 81. Quantas quilocalorias de alimentos devemos ingerir em 1 semana em devido a taxa metabólica? BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE) II.7— 104N (b) 4. é estudar a energia mecânica – aquela associada aos fenômenos reativos a movimento. 85. Como vimos temos duas formas possíveis de energia mecânica: energia cinética e energia potencial gravitacional ou elástica. Que quantidade de energia dissipamos em 24h? II. Um garoto abandona uma pedra de 0. Um bloco de massa m = 1. escorrega sobre a mesma e cai livremente. 86. 83.5m/s. III. qual a potência disponível. como indica a figura. pois bem. Suponha que o gerador aproveita 100% da energia da queda-d’água e que a represa coleta 20% de toda a chuva que cai em uma região de 400000km2. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. A potência mecânica transmitida pelos cabos é de 23kW. 90.5— 102m3/s.0— 10–2J E Pel = ⋅ k ⋅ x 2 2 Análogo ao teorema da energia cinética podemos considerar um teorema para a energia potencial no caso de só atuar forças conservativas na partícula. Uma partícula é lançada obliquamente no vácuo descrendo uma trajetória parabólica. Considere que 1 ano tem 32—106 segundos.4kg do alto de uma torre de 25m de altura. isto é. Nestas condições encontre o trabalho.0— 109W de potência elétrica utilizando-se uma queda-d’água de 100m.br . Energia Cinética EC A energia cinética é o tipo de energia mecânica assoada ao movimento. Calcule o trabalho realizado por esta força no deslocamento considerado. A energia é uma grandeza escalar que pode aparecer de formas variadas na natureza tais como: térmica. (a) Zero (b) 5. III. Determine o trabalho realizado por uma força de 200N num deslocamento de 8m nos seguintes casos: I. A energia mecânica pode aparecer em duas formas natureza: Energia Cinética Associada ao movimento propriamente dito.com.fisica@bol. Se a vazão da água é de 1. (Unicamp–SP) Uma hidrelétrica gera 5. em trabalho e em calor. 82.correia.5— 10–2J –2J 2.0 m. que por esse motivo pode vir a ser transformada em energia cinética e assim sendo em movimento.2— 104N (d) 1. Supondo que não há perdas. Um bloco sofre um deslocamento d = 15 ⋅ i − 10 ⋅ j em unidade do SI sobre a r ) ) ação de uma força F = 220 ⋅ i − 100 ⋅ j em unidade do SI. mecânica. I. Força e deslocamento formam um ângulo de 30º. desde o instante em que foi arremessada até o instante em que toca o chão? (a) 1. Força e deslocamento formam um ângulo de 120º. Uma usina hidrelétrica de 90MW produz energia elétrica por meio de uma turbina acionada pela água que cai de uma cachoeira cuja altura é 100m. realizado pela força peso desde o instante de lançamento até o instante em que partícula passa pelo mesmo nível de lançamento. 88. Sabendo que a altura máxima atingida pela partícula foi de 5m e que no local a aceleração da gravidade vale g = 10m/s2. luminosa. Segundo o teorema da energia cinética podemos escrever: 1 τ = ∆E τ = E C ou Cf − E Ci Energia Potencial EP A energia potencial é um tipo de energia armazenada no corpo. As energias potenciais mecânicas aparecem quando uma força conservativa (força peso ou força elástica) realiza trabalho. ENERGIA Uma das grandezas mais importantes da Física é a energia.2— 104N 89. calcule o volume de água. etc. um corpo tem energia cinética em relação a um determinado referencial se estiver em movimento em relação a este referencial.

0kg está parado num plano inclinado. EP (J) 2M 102 1— 102 I. τ = ∆E τ = ∆E + ∆ E P BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! 91.0— 102 joules de energia total. (b) O sistema só tem energia cinética. À variação da energia potencial entre esses dois pontos. (e) Nenhuma das anteriores. II. O Teorema do trabalho–energia diz que: O trabalho realizado por forças não–conservativas sobre uma partícula é igual a soma da variação da energia cinética com a energia potencial da partícula. A potência da bomba é: (a) 2500W (b) 2000W (c) 1500W B (d) 1000W (e) 500W 0 –1— 102 1 2 3 4 5 6 7 8 |x| (cm) 98. ao fim de dois minutos. (e) Em nenhum caso. 97. (a) Somente I é correta. assim. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. quando a altura de queda (vertical) é 0. No entanto.80m.2m e a velocidade da água na extremidade do topo de descarga (D) É 9. (e) Nada do que se afirmou é correto.2m 4m/s. num dado referencial inercial. para um sistema em que só atua forças conservativas a soma da variação da energia cinética com a variação da energia potencial deverá dá zero. À variação da energia potencial entre esses dois pontos. (e) Somente II é correta. (ITA–SP) A variação da energia cinética de uma partícula em movimento. Considerar g = 10m/s2 e a massa específica da água 1000kg/m3. (d) O sistema perdeu energia.com. A altura de recalque é C D 9. (FEI–SP) Um corpo de massa 1. é posto em movimento sob a ação de uma força constante e adquire. Determine: I. de um depósito (A) para uma caixa (C) no topo de uma casa. O trabalho realizado pela referida força ao longo da distância percorrida pelo corpo. (c) No ponto x0 a energia cinética da partícula é nula. não deformadas. é igual a variação da energia mecânica da partícula. Quando o corpo é afastado de 1. podemos escrever: Qual a intensidade da resultante das forças que as molas exercem sobre ele? II. 12 AUTORIA – PROF. Calcular o trabalho das forças não– conservativas. desce e tem a velocidade de módulo 2. (d) II e III são corretas. (b) Somente se a força for conservativa. uma velocidade de 72 km/h na direção do da força aplicada. (b) I e II são corretas. podemos afirmar que: (a) Nos pontos x1 e x2 a energia E cinética da partícula é máxima. O trabalho realizado pela força resultante. 0 x1 x0 x2 x (d) Nos pontos x1 e x2 a energia cinética da partícula é nula. 93. (b) A energia cinética da partícula entre x1 e x2 é constante. nesse deslocamento. (ITA–SP) Uma partícula P move-se em linha reta em torno do ponto x0. (Mackenzie–SP) Uma bomba (B) recalca água à taxa de 0. A intensidade da força aplicada ao corpo. quando a força resultante aplicada à partícula for conservativa.0cm do ponto central: ∆E M = 0 ou EMf − E Mi = 0 ou EMi = EMf Teorema do Trabalho–Energia O teorema do trabalho–energia relaciona o trabalho realizado por forças não–conservativas com a variação de energia cinética e potencial do sistema. Se num sistema só atua forças conservativas. a menos de sinal. isto é. Santa Casa–SP) Este enunciado refere-se às três próximas questões. Para x = 2cm. (FUVEST–SP) Um corpo está preso nas extremidades de duas molas idênticas. Neste caso podemos escrever que: 95. se num sistema em que atua forças não–conservativas (forças dissipativas) a soma da variação da energia cinética com a energia potencial deverá da um valor diferente de zero. sob a ação de várias forças. A figura ilustra a energia potencial da part´cula em função da coordenada x do ponto. quando há desaparição de energia cinética esta aparece em forma de energia potencial gravitacional ou elástica e quando há desaparição de energia potencial gravitacional ou elástica esta aparece na forma de energia cinética. Abandonado. isto é.br .M. (c) Seja a força conservativa ou não. Qual a energia potencial armazenada nas molas? 96. III.02m3/s. Para x = 0 o sistema possui só energia potencial. de constante elástica 100 N/m. NC M ou NC C Onde o índice NC na indica não–conservativa. em função da distância x. (c) Somente III é correta. O gráfico representa a energia potencial de um sistema conservativo isolado. II. Assim. é igual à variação da energia cinética da partícula: (a) Somente se a força for constante. Ao trabalho da resultante das forças aplicadas à partícula para deslocá-la entre esses dois pontos. a energia mecânica é constante. Observe que a soma da energia cinética com a energia potencial da partícula é na verdade a variação da energia mecânica da partícula. conforme ilustra a figura. Dado: g = 10m/s2.FÍSICA – MECÂNICA Princípio da Conservação da Energia Mecânica Num sistema em que só atua forças conservativas a energia mecânica é conservada. (c) O sistema tem energia cinética igual à energia potencial.0m/s. (a) O sistema tem 1. 92.fisica@bol. (FEI–SP) Um corpo de massa m = 30 kg. Supondo que a energia total Energia da partícula seja constante e igual EP a E. (ITA–SP) Uma partícula é deslocada de um ponto A até outro ponto B. A Desprezar as dissipações de energia. entre dois pontos distintos P e Q é sempre igual: I. inicialmente em repouso. (F.correia. 94. (d) Somente se a trajetória for retilínea.

um motociclista deve percorrer o perímetro interno de um trilho circular vertical.80kg está ligado a uma mola e desliza sem atrito ao longo de um guia circular. 106. (d) O sistema perdeu energia. de um ponto com altura H. 101. quando o peso do pêndulo estiver à β direita do pino. (c) Para x = 6cm o sistema tem certamente energia cinética menor que 2— 102 J.30m Sabe-se que o comprimento da mola. G. A H R (PUC–SP) Um menino desce um tobogã de altura h = 10m. Dê sua resposta em cm. de 5. ao passar pelo ponto A é de 10 m/s. (d) As energias cinética são iguais em módulo. partindo do repouso no ponto A. O fio do pêndulo bate num pino. Um garoto desliza sobre um escorregador.0 m. qual o peso do bloco. O pêndulo é solto fazendo um ângulo θ=60º com a vertical. 100. H e I sem perder o contanto com a trajetória. a partir do repouso. partindo do repouso. Se a velocidade do motociclista. de uma altura h = 0. B A 3m 107. Se a deformação máxima da mola é h x = 0. Despreze a resistência do ar e a massa da mola.1 m. em relação ao solo. em metros? Despreze o atrito e considere g=10m/s2. Adote g = 10m/s2 e despreze os atritos. situada num plano vertical. vertical. Quando está a 5 m do solo. (e) Nada do que se afirmou é correto nas afirmativas anteriores. MARCELO CORREIA 13 E-mail: marcelo.0 m 10cm D E 5. (Fatec–SP) Na figura. em newtons. sem atrito. para que o carrinho permaneça em contato com o trilho no ponto B? 5/4 A 4/3 B 7/5 H 3/2 R 8/5 Um anel de massa 0.correia.40m. o valor de sua velocidade é: Dado g = 10m/s2. 5.2x103 N/m. x K AUTORIA – PROF.5 cm M G 10cm 1.0 m 108. (a) 5m/s 102.0 m de altura. Um bloco cai.0 cm H 5 cm F 1. F. (a) (b) (c) (d) (e) (a) (b) (c) (d) (e) Um carrinho escorrega sem atrito em uma montanha russa. (a) 2m/s (b) 20 m/s (c) 2. Supondo g = 10m/s2 e que sejam dissipados 50% da energia adquirida na queda. (b) 10m/s (c) 50 m/s (d) 20m/s (e) 100m/s BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE) Num circo.FÍSICA – MECÂNICA 99. Qual a razão H/R. (b) As energias cinéticas são iguais. (e) Nada do que se afirmou é correto. vale 50J. Um pêndulo de comprimento L=10dm tem um peso de massa m. de raio R = 4 m. O garoto é lançado em uma piscina e entra em contato com a água a uma distância horizontal de 2. a energia cinética do sistema é igual a 0. Abandona-se o anel em repouso na posição A. 0. o corpo de 0. (c) A soma das energias cinética e potencial variou.5— 102 J. 0.2kg é chutada para o ar. como mostra a figura.br . Marque a correta: (a) Entre 5cm e 7cm o sistema executa um movimento circular.fisica@bol. e sobe o trecho seguinte em forma de um semicírculo de raio R.0 m 110. 104. é B de 0.8 m/s (d) 0. a uma altura H. E. entre a superfície da água e a borda da piscina.0 m h 2. A mínima compressão da mola para que isso ocorra é de: 0.com. A constante elástica da mola é de 40 N/m. do ponto onde está vinculado o θ pêndulo no teto o que Z L provoca uma diminuição do comprimento do pêndulo. a partir do repouso. 109. em relação à borda. a velocidade do menino ao atingir a base é de: (e) 1m/s (a) 10 2 m/s (b) 10m/s (c) 5 2 m/s (d) 5m/s 103.25 m/s (e) 2 km/h 105. qual o valor de H. (Fuvest–SP) Uma bola de 0. (b) Para |x| maior que 8cm. colocado à uma distância Z=5dm. Calcule a distância vertical h.9 m acima da extremidade livre de uma mola de constante elástica k= 4. determine sua velocidade A ao passar pelo ponto B. Para x = 2cm e x = 6cm: (a) As energias potenciais são iguais em valor absoluto. conforme a figura. Achar o ângulo máximo β entre o fio e a vertical.40m quando não deformada.2kg é lançado do repouso pela mola M de constante elástica 6— 103 N/m e descreve a trajetória D. Sua energia mecânica. Com que velocidade a esfera deve passar pelo ponto A para chegar ao ponto B com velocidade de 2 5 m/s? Sabe-se que no percurso AB houve perda de energia de 20% e g = 10m/s2. Considere a aceleração da gravidade 10m/s2.

é a mesma. Ao soltar. AUTORIA – PROF. 4 4 A variação da energia potencial é diferente de zero.2 m h = 1.0— 103N/m 2.0— 103N/m (a) (b) (c) (d) (e) I BRINCANDO COM A UPE 115. alcança a altura máxima HC = 45m. Quando pressionado sobre o solo e abandonado. (d) Igual ao trabalho das forças não conservativas. quanto vale a constante elástica da mola? 1. Se a massa total do brinquedo vale 200g.fisica@bol. Em relação ao conceito e ao tipo de força. ao atingir a altura h.2 m (ver figura). (c) Maior que 30 J. a força média de atrito que atuou sobre o carrinho foi igual a 8 N. Um carrinho de montanha-russa. A soma das energias cinética e potencial gravitacional é sempre decrescente ao longo do caminho AC. 111. Considerando que a razão entre as energias cinéticas antes e depois de cada colisão. o bloco desliza sobre uma superfície horizontal lisa. As forças de ação e reação sempre atuam em corpos distintos. exceto no trecho AB. 117. parte do repouso no ponto A. é 175kJ. é 140 kJ. Quantas vezes o bloco passará pelo ponto A antes de parar completamente? (a) 20 k (b) 9 113. O carrinho tem a mesma velocidade.10kg inicialmente forçado contra uma mola de constante elástica k = 480N/m. de 0. um pára-quedista ganha 30J de energia cinética após um determinado tempo de queda. Considerando a perda de energia no movimento através do ar. o bloco é lançado ao longo de uma pista lisa. partindo com uma velocidade inicial vo de ma altura H. O centro de massa do brinquedo atinge uma altura máxima de 50. a variação da energia potencial gravitacional. MARCELO CORREIA 14 E-mail: marcelo.0— 103N/m 4. quando o carro se desloca de 1 1 x = 0 até x = 50 m.0 cm. onde o coeficiente de atrito cinético é igual a 0. a uma altura HÁ = 50m e. 3 3 A energia mecânica é sempre menor do que 140kJ. Um carro de 700 kg tem velocidade de 20 m/s quando está em x = 0. Se o percurso total AC tem 125m de comprimento. analise as 0 50 x(m) propostas abaixo: I II 0 0 A energia cinética do carro em x = 0. é correto afirmar que a velocidade da menina.br . após percorrer o trilho indicado na figura. A C HA B HC I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 (c) 18 (d) 24 A B (e) 25 114. ele sobre verticalmente na direção da normal. 116. Uma menina de massa M é empurrada no topo de um escorregador. o carrinho não conseguirá atingir o ponto A.1 kg comprime uma mola ideal. quando ele atinge a altura h = 1. 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 A variação da energia potencial do carrinho entre os pontos A e C é igual a 1000 joules. no ponto C. Calcule a velocidade do bloco. é: (a) Igual a variação da energia cinética. de 50cm.correia. 112. Uma força sempre causa mudança no valor da velocidade. determine o valor desta razão? Despreze a resistência do ar.FÍSICA – MECÂNICA Deixa-se cair uma bola.25. quando a compressão inicial da mola é de 2. Ao retornar. Força é uma grandeza vetorial.0— 103N/m 5. Sobre o carro atua F(N) uma única força F(x) 7000 que varia com a posição. Quando a mola é liberada. Um brinquedo consiste de duas peças de plástico ligadas através de uma mola. ela se eleva até uma altura H' = H/8. na subida e na descida. de massa igual a 20kg. 2 2 A velocidade do carro em x = 50 m é 30 m/s.2 m. a partir do repouso. (d) V0 + 2gH (e) V0 + 2g(H − h) 118. Após a bola colidir três vezes com o piso. como mostra o gráfico. A força elástica é proporcional à deformação da mola. (e) Sempre igual ao dobro do trabalho das forças não conservativas. Em relação a esta situação. em m/s.0— 103N/m 3.2 m Saltando de um helicóptero. k m 0. 119. de onde retorna. O trabalho realizado pela força. ao passar pelo ponto B. Analise as proposições apresentadas. (b) Menor que 30 J.com. de constante elástica k = 100 N/m. A força normal é uma força de reação ao peso. Um bloco de massa m = 0. retornando posteriormente à superfície horizontal podendo atingir a mola. Desprezando a ação das forças não conservativas. é: (a) (b) (c) 2 V0 + 2g(H − h) 2gH 2 V0 + 2gH A figura mostra um bloco de 0. Em seguida o bloco sobe uma rampa sem atrito. estacionário. conforme figura ao lado. de uma altura H acima do piso de uma quadra. neste mesmo intervalo de tempo.0cm. comprimindo-a de 10cm.

• Colisão Perfeitamente Inelástica Quando após a colisão os corpos se deslocam juntos. A partícula 2 tem massa m2 e velocidade vetorial v 2 .FÍSICA – MECÂNICA DINÂMICA – PARTE 3 Nesta terceira parte do estudo da dinâmica vamos estudar grandezas físicas muito importantes: quantidade de movimento (que também pode ser chamada de momento linear) e impulso. no SI. Teorema do Impulso O teorema do impulso pode ser enunciado da seguinte forma: NUM SISTEMA DE PARTÍCULAS EM QUE NÃO ATUA AGENTE EXTERNO O MOMENTO LINEAR É CONSERVADO. MARCELO CORREIA 15 E-mail: marcelo. r r A partícula 3 tem momento linear Q3 = m3 ⋅ v3 . A partícula 1 tem momento linear Assim. Nota: Observe que em todos os tipos de colisão há conservação do momento linear. • Colisão Parcialmente Elástica Quando após a colisão os corpos se separam e pelo menos um dos corpos permanece deformado. • • • • • • • r r A partícula 3 tem massa m3 e velocidade vetorial v 3 . iremos ver como calcular o momento linear de um sistema de partículas.correia. por isso é pertinente que fazer referência ao assunto. Assim podemos escrever que: SE NÃO ATUA AGENTE EXTERNO r r Q inicial = Q final O IMPULSO DA FORÇA RESULTANTE QUE ATUA SOBRE UMA PARTÍCULA É IGUAL À VARIAÇÃO DA SUA QUANTIDADE DE MOVIMENTO (MOMENTO LINEAR). Assim temos: Definimos o impulso como sendo o produto da força “ F ” que atua sobre a partícula pelo intervalo de tempo “∆t” que esta força atua. F n A 0 I=A x Colisões ou Choques As colisões ou choques são estudados tomando a conservação do momento linear.br . Nesta colisão há conservação do momento linear e da energia cinética do sistema de partículas que colide entre si. A unidade. do momento linear é: N— s. cada partícula terá o seu momento linear: r r Q = m⋅ v Momento linear ou quantidade de movimento m massa da partícula r Velocidade vetorial v r Q Nota: • • Observe que o momento linear e a velocidade têm a mesma direção e sentido. r O momento linear do sistema de partículas “ Q ” é dado pela soma dos momento lineares das n partículas que constituem o sistema. Nesta colisão há conservação do momento linear e a há uma dissipação máxima de energia cinética em relação aos outros dois tipos de colisões. do momento linear é: kg— m/s.fisica@bol. Cálculo do Momento Linear de um Sistema de Partículas Um sistema de partículas nada mais é do que um conjunto de Considere um conjunto de “n” partículas. esta ligação é mostrada e expressa em forma de um teorema chamado TEOREMA DO IMPULSO. Podemos constatar facilmente que a unidade de impulso no SI é equivalente a unidade de momento linear no SI.com. A observação anterior mostra que existe uma ligação entre as grandezas vetoriais momento linear e impulso. isto é: N— s = kg— m/s. Vamos discutir um princípio de conservação muito importante: O princípio de conservação do momento linear. que são: • Colisão Perfeitamente Elástica Quando após a colisão os corpos se separam e não ficam com deformações. Podemos considerar três tipos de colisões. ISTO É. r r A partícula 2 tem momento linear Q2 = m2 ⋅ v2 . Cada partícula tem a sua massa e sua velocidade vetorial. a energia cinética depois da colisão é menor do que a energia cinética antes da colisão. r r A partícula n tem momento linear Qn = mn ⋅ vn . na verdade. assim: r • A partícula 1 tem massa m1 e velocidade vetorial v 1 . Nesta colisão há conservação do momento linear e há dissipação de energia cinética. isto é. AUTORIA – PROF. Nesta parte vamos fazer uma introdução para o estudo de um sistema de partículas. Assim temos: Onde: r r n r r r r r Q = ∑Qi ou Q = Q + Q +L+ Q 1 2 n i =1 Conservação do Momento Linear (Quantidade de Movimento) Podemos enunciar o princípio de conservação do momento linear da seguinte forma: r r I = F⋅ ∆t F r I r Impulso força ∆t intervalo de tempo que a força F atua r Nota: • • • • Observe que o impulso e a força têm a mesma direção e sentido. IMPULSO r r Q1 = m1 ⋅ v1. A unidade. Assim temos: r r I = ∆Q t Gráfico da Força em Função do Tempo No gráfico da força em função do tempo o impulso é dado (numericamente) pela área limitada pelo gráfico e o eixo dos tempos. MOMENTO LINEAR OU QUANTIDADE DE MOVIMENTO Definimos a quantidade de movimento (ou momento linear) de uma partícula como sendo o produto da massa “m” da partícula pela sua velocidade r vetorial “ v ”. no SI. r A partícula n tem massa mn e velocidade vetorial v n . É CONSTANTE. Assim temos: Onde: partículas.

em kJ. a uma velocidade de 72km/h. em m/s. Qual a força média. de igual massa. o professor Eriberto é atingido frontalmente por uma bola de massa 500g. Despreze o atrito entre os blocos e o piso. Sabendo que a massa de uma bola de tênis é 60g. Sabendo que a massa do tijolo é 0. Um átomo de argônio. se a bola retorna no sentido oposto com a mesma velocidade em módulo. 123. Nestas condições. Determine o módulo da variação de seu momento linear nos seguintes intervalos de tempo: I.0m/s. e que a força tem direção 0 2. MARCELO CORREIA 16 E-mail: marcelo.5kg. expressa em kg. A figura mostra a variação no tempo da F(N) intensidade de uma força F que atua sobre um corpo de 20 massa igual a 2. arremessa um peso de 5. Um período. IV. quanto deve valer. (Modificada) Durante o jogo de futebol. ao sair da mão do menino. esse bloco é liberado. III. em 103N. Depois de apanhar o pacote. carregando latas de óleo. Um menino.0 kg. Um carrinho de supermercado. Em um dado instante. em cm/s. E Um rapaz de 59 kg está parado sobre um par de patins. um jogador.fisica@bol.5— 10–26kg.correia.br . (FCMSC–SP) Em uma carta de Benjamin Franklin. e que sua velocidade. Calcule a razão entre os módulos de suas quantidades de movimento. foi abandonado numa rampa e adquiriu uma velocidade escalar constante de 50cm/s. Um bloco de massa m1 = 100 g comprime uma mola de constante elástica k = 360 N/m. a partícula de luz a que se referia Franklin deveria ter massa. em kg— ms? (a) 1 (b) 12 (c) 15 (d) 10 (e) 20 121. BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE) Uma criança de massa igual a 30kg e um homem de massa igual a 60kg estão parados em pé. Qual o impulso total da força. Um jogador de tênis pode sacar a bola com velocidade de 50m/s. sem atrito. que estava inicialmente parado. Se a massa do átomo de argônio é de 6. atira um tijolo par fora. Uma força aplicada durante 1s a um objeto de massa 10kg varia de intensidade conforme o gráfico abaixo. A velocidade do peso em relação ao patinador é de 3.0 125.0 124. v V 131. Uma partícula de massa m = 10kg realiza um MCU com velocidade de módulo 1. Um vagão corre ao longo de trilhos horizontais. 133. Se a duração da cortada é de 0.0 constante. Qual a velocidade horizontal do pacote. em N—s. 132. aplicada na bola um impulso de intensidade de 80N— s. de ordem de grandeza igual a: (a) 10–8 (b) 10–6 (c) 10–5 (d) 10–7 (e) 10–4 130. qual o módulo da quantidade de movimento do carrinho. horizontalmente para frente.FÍSICA – MECÂNICA BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! 120. colide com outro. 136. professores versus alunos do MEGA.5 m/s no instante do arremesso. qual é a velocidade.5 (e) 2. a cada intervalo de 2s? 20 F(N) 40 7 60 6 5 80 4 100 3 2 1 t(s) 0 1.0 (d) 1. 40kg. 135. Três quartos de período. (a) (b) (c) (d) (e) O gráfico abaixo representa a variação da velocidade com o tempo de um objeto de massa igual a 10kg que se desloca em linha reta. deveria produzir o mesmo impacto que uma bala de canhão e massa 10kg animada de velocidade de 300m/s. a energia cinética dos dois vagões após a colisão? 128. com que a canoa começa a se movimentar? (a) 12 (b) 15 (c) 10 (d) 8 (e) 20 127. em unidades de 10–24N? 134.01s? 129. em cm/s.20s. em m/s.0 10. é de 10m/s em relação à água. que atua no rosto do professor Eriberto durante o impacto. no instante em que ele pega um pacote de 1.5 (b) 0. no total.0 126. 122. em m/s. Considerando a colisão perfeitamente inelástica. sentado numa canoa parada na superfície de um lago. durante o impacto.0 cm. imediatamente antes de ele ser apanhado? Despreze o pequeno atrito do solo com as rodas dos patins. em repouso. um em frente ao outro. caminhando com a velocidade da luz. e a colisão teve a duração de 0.0 kg que foi jogado em sua direção. ao efetuar uma cortada. igual a: (a) 0. o rapaz recua com uma velocidade igual a 0.0 2. De repente. e suas respectivas energias cinéticas Ec1 e Ec2 são tais que Ec1 = 4Ec2.0 6. A massa do menino e da canoa é. Em determinado instante. calcule o impulso (em unidades do sistema MKS) fornecido a bola quando ela é sacada. após a interação? F(N) 20 (a) 10 (b) 15 (c) 20 10 (d) 25 t(s) (e) 30 0 0. Pode-se afirmar que a velocidade de recuo do homem será. em kg— m/s.com. como mostra a figura. vindo a colidir em seguida com um outro bloco de massa m2 = 200 g. Um patinador de 65 kg. Duas partículas 1 e 2 têm massas iguais. Qual a variação do momento linear do objeto.3 m/s. movendo-se com velocidade igual a 400m/s. II. determine a intensidade média da força que o jogador aplica na bola. k m1 m2 10 cm AUTORIA – PROF. numa pista de patins. Sabendo que em t = 0 o t(s) corpo estava em repouso. Um quarto de período. determine a velocidade final dos blocos. o homem empurra a criança para trás com uma velocidade de 1m/s. como objeto à teoria corpuscular da luz. ele declarava: “Uma partícula de luz. Despreze o atrito entre os patins e o piso.0 4.5 1. Sabendo que sua massa total é de 20kg. calcule a –10 velocidade do corpo no instante t = 10s.8 (c) 1. Os dois vagões passam então a se mover unidos. ao atingir a superfície da Terra”. Num jogo de vôlei. choca-se elasticamente contra a parede de um recipiente. Meio período. Se a energia cinética inicial do primeiro vagão era igual a 40kJ. Calcule o módulo da velocidade em relação à Terra. qual o impulso sobre a parede. por uma distância x = 10. inicialmente em repouso.4kg. adquirida pelo patinador.0 8.

tal como uma cadeira.0cm 12. é cortada na forma indicada na figura abaixo.0cm y2 y 12. em relação ao solo. em diversos casos.70g/cm3) e metade ferro (densidade = 7.0cm AUTORIA – PROF. estão presas por uma haste de comprimento L = 48cm e massa desprezível. de massas M1 = M e M2 = M/2. O movimento das diversas partículas que constituem o nosso sistema. Qual à distância. A figura mostra as dimensões de uma placa composta. momento angular e conservação do momento angular). metade da placa é feita de alumínio (densidade = 2. é o que chamamos de sistema de partículas. sem tampa. em centímetros. 142. ou ∑m i=1 xCM = i m1 ⋅ x1 +m2 ⋅ x2 +L+ mn ⋅ xn m1 + m2 +L+ mn Uma chapa de aço. CENTRO DE MASSA Um sistema mecânico pode ser formado por um número muito grande de partículas. A este único ponto chamamos de centro de massa. homogêneas e de espessuras desprezíveis. Qual a localização do centro de massa da placa em relação ao seu centro geométrico? 24. uniforme. com 40cm de lado. conforme a figura.com. do centro de massa do sistema em relação à posição da partícula de massa M1? 140. O átomo de nitrogênio tem massa atômica 14 e o átomo de oxigênio tem massa atômica 16. MARCELO CORREIA 17 E-mail: marcelo.85g/cm3). Determine a localização do centro de massa da caixa em relação ao fundo (com tampa) e duas de suas faces laterais. Se o comprimento de cada barra é 90cm. BRINCANDO COM A COVEST (UFPE – UFRPE) A figura representa a molécula de NO. é feita de chapas de metal homogêneas de espessura desprezível. em unidades de 10–10cm? O N D 138. A figura mostra uma estrutura vertical formada por três barras iguais. em cm. M2 L A figura abaixo ilustra a aplicabilidade do que foi exposto anteriormente: z z1 z2 m3 x3 y1 y3 zn m1 z3 yn x1 m2 xn mn Uma caixa cúbica.0cm x2 x Ferro Alumínio 2. poderá ser estudado considerando-se o movimento de um único ponto em que consideramos que a massa de todas as partículas está concentrada neste ponto. determine a altura.correia.fisica@bol. À que distância do ponto P. Qual a distância entre o centro de massa da molécula e o átomo de nitrogênio. momento de inércia. está localizado o centro de massa da chapa? 9 2 yCM = ∑m ⋅ y i=1 i n 18 2 9 2 i ∑m i=1 n i=1 i n ou yCM = i m1 ⋅ y1 + m2 ⋅ y2 +L+ mn ⋅ yn m1 + m2 +L+ mn 18 2 Duas partículas.0cm 12. O que chamamos de corpo rígido é nada mais do que um conjunto infinito de partículas. em cm. zCM = ∑m ⋅ z ∑m i=1 n i i ou zCM = m1 ⋅ z1 + m2 ⋅ z2 +L+ mn ⋅ zn m1 + m2 +L+ mn M1 141.5— 10–8cm. do centro de massa do sistema.FÍSICA – MECÂNICA DINÂMICA – PARTE 4 Nesta quarta parte do estudo da dinâmica vamos estudar sistemas de partículas e corpo rígido: centro de massa de um sistema de partículas será o nosso primeiro objeto de estudo seguido das grandezas dinâmicas que estão envolvidas no estudo da rotação de um corpo rígido (energia cinética rotacional.br . 90cm xCM = i=1 n ∑m ⋅ x i n i 139. A distância entre os dois átomos é D = 1. Para localizar o centro de massa devemos adotar um sistema de referência (sistema cartesiano) e aplicar as equações mostradas a seguir: 137. Esta parte da dinâmica é muito importante para a 2ª fase da Covest e principalmente para UPE.

temos: 145.com. A inércia rotacional do sistema de partículas em relação ao eixo dos z. I= 1 2 AUTORIA – PROF. Considerando que as barras que ligam as partículas tem massas desprezíveis encontre: I.14. onde: ω velocidade angular e R é o raio da trajetória descrita pela partícula (é a distância entre a partícula e o eixo de rotação do corpo rígido). 18 2 Com relação a questão anterior. considere que o sistema de partícula está em rotação cujo eixo de rotação é o eixo dos z. E-mail: marcelo. Um corpo rígido em rotação pura é um conjunto de partículas descrevendo movimento circular e sendo assim as grandezas angulares são mais apropriadas para o seu estudo. Sabendo que a velocidade angular do sistema de partículas vale 8 rad/s calcule sua energia cinética rotacional. Sabendo que a velocidade angular do sistema de partículas vale 8 rad/s calcule sua energia cinética rotacional. O momento de inércia do sistema de partículas em relação eixo dos x que passa por m4 e é perpendicular ao plano quadrado. Podemos. Observe que a expressão para a energia cinética de um corpo é dada pela soma de sua energia cinética de translação com a sua energia cinética de rotação. Sabendo que o seu momento de inércia é dado por: 147. Sabendo que já foram discutidas as grandezas cinemáticas que precisamos para entender a rotação.5m gira com uma velocidade na periferia de 4m/s. Considerando o sistema de partículas da figura encontre: O momento de inércia do sistema de partículas em relação eixo dos y que passa pelas partículas m3 e m4. MARCELO CORREIA ⋅ m ⋅ r . teremos finalmente: E CRot 1 = I ⋅ ω2 2 x 6m Observe que a inércia rotacional desempenha um papel na rotação análogo ao papel desempenhado pela massa na translação. temos: 146. portanto você pode fazer uma revisão nas páginas 26 e 27 na parte de cinemática para recordar estas grandezas. II. Um disco de 8kg raio igual a 0. cada partícula que constitui o corpo tem energia cinética que é dada pela nossa conhecida expressão: EC = ½ m— v2. resolver este problema se substituirmos a velocidade escalar de cada partícula pela sua corresponde velocidade angular.0m O problema na expressão acima é a de que cada partícula tem uma velocidade escalar diferente dificultando o cálculo da energia cinética.correia. Fazendo a substituição. I. 144. III. encontre a sua energia cinética rotacional.br . todas de massa m = 4 kg. assim: E CTotal = E CTrans + E CRot 1 1 E CTotal = m ⋅ v 2 + I ⋅ ω 2 2 2 BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! Calcule o momento de inércia de uma roda que tem 24400J de energia cinética de rotação ao girar a 600rpm.FÍSICA – MECÂNICA ROTAÇÃO DO CORPO RÍGIDO É importante lembrar das grandezas cinemáticas que descrevem o movimento circular. 149. Assim. considere que o sistema de partícula está em rotação cujo eixo de rotação é o eixo dos y. II.0m x m3 y ao ao ao do m ⋅v m ⋅v m ⋅v ECRot = 1 1 + 2 2 +L+ n n 2 2 2 2 2 2 2. A inércia rotacional do sistema de partículas em relação ao eixo dos y. O momento de inércia do sistema de partículas em relação eixo z que passa por m1 e m4. logo. z m1 m2 m1 = 3 kg m2 = 4 kg m3 = 3 kg m4 = 4 kg m4 2.fisica@bol. ECRot = m1 ⋅ (ωr) m2 ⋅ (ωr ) m ⋅ (ωr ) 1 2 + +L+ n n 2 2 2 2 2 2 E CRot = 1 2 2 2 2 ω ⋅ m 1 ⋅ r1 + m 2 ⋅ r2 + L + m n ⋅ rn 2 n 1 2 E CRot = ω 2 ⋅ ∑ m i ⋅ ri 2 i =1 ( ) 2 ( ) A figura a seguir mostra um sistema constituído por oito partículas idênticas. Substituindo na equação da energia cinética que encontramos. aceleração angular e aceleração vetorial (tangencial e centrípeta). no entanto. Com relação a questão 146. Inércia rotacional do sistema de partículas em relação ao eixo dos x. velocidade angular. 148. III. Sabendo que a velocidade angular do sistema de partículas vale 8 rad/s calcule sua energia cinética rotacional. z Na expressão acima destacamos o fator: I = ∑ m i ⋅ ri i =1 n ( ) que é y 8m 2m chamado de MOMENTO DE INÉRCIA ou ENÉRCIA ROTACIONAL do corpo em relação ao eixo de rotação. isto pode ser feito lembrando que: v = ω— R. vamos nos preocupar com as grandezas dinâmicas. a energia cinética do corpo é a soma das energias cinéticas de todas as partículas que constituem o corpo. pois sabemos que todas as partículas do corpo em rotação pura têm a mesma velocidade angular. que são basicamente: posição angular. Com relação a questão 146. considere que o sistema de partícula está em rotação cujo eixo de rotação é o eixo dos x. 143. Considere π = 3. ENERGIA CINÉTICA ROTACIONAL Um corpo em rotação tem energia cinética.

A unidade de momento angular no SI é o kg— m2/s = J— s. onde θ é o ângulo formado entre o braço e a força. que representamos por F┴. grandeza vetorial definida como: Observando que F┴ = F— senθ e que o torque é proporcional a esta componente da força e ao braço. r r r M = r ×F r r r M= r ×F dado por: L =I ⋅ω Isto é. isto é. r2. A componente da força tangencial. assim podemos escrever que: r F r r r r ∆L MRes = ∆t AUTORIA – PROF. na figura abaixo.fisica@bol.br . não provocam rotação. Considere o corpo. e observe que as forças F1 e F2 podem provocar rotação em torno do eixo de rotação 0. a força aplicada não depende apenas da intensidade ser suficiente. representada por Ftg. Momento Angular de um Corpo Rígido Não é difícil mostrar que para um corpo rígido o momento angular é • • Como já sabemos do produto vetorial temos que: Módulo: M = r— F— senθ. podemos definir o torque ou momento de uma força como sendo um vetor dado pelo produto vetorial entre o braço e a força. Direção e sentido são dados pela regra da mão esquerda que é lembrada na figura a seguir. tal como a soma de todas as forças que atuam num corpo é a força resultante. porém as forças F3 e F4. MOMENTO ANGULAR OU QUANTIDADE DE MOVIMENTO ANGULAR O momento angular é o análogo rotacional do momento linear (quantidade de movimento). Notas: • A unidade de torque no sistema internacional é o N— m que não deve ser confundido com a unidade de trabalho N— m = J (joule). assim temos: • O momento angular de um sistema de partículas é a soma vetorial do momento angular de todas as partículas que constituem o sistema. analogamente temos que a taxa de variação temporal do momento angular é igual ao torque resultante. assim temos: r r r L = r ×Q • • • • Como já sabemos do produto vetorial temos que: Módulo: L = r— Q— senθ. r3 (não aparece porque seu módulo é zero) e r4 são chamados de braço e indicam onde as forças estão sendo aplicadas em relação ao ponto 0 (eixo de rotação).com. Pois estas duas grandezas e suas unidades são completamente diferentes. por mais intensas que sejam. a soma vetorial destes torques é o torque resultante. F Eixo de rotação 0 F┴ r θ Ftg r4 Escrevendo a 2ª Lei de Newton para a Rotação Não é difícil perceber que o torque desempenha na rotação o mesmo papel que a força representa na translação. Direção e sentido são dados pela regra da mão esquerda que é lembrada na figura a seguir. MARCELO CORREIA 19 E-mail: marcelo. portanto podemos escrever a segunda lei de Newton em termos de torque para a rotação.FÍSICA – MECÂNICA TORQUE OU MOMENTO DE UMA FORÇA Para provocar rotação em um corpo. onde θ é o ângulo formado entre a posição em relação ao centro de curvatura da trajetória e o momento linear. r é o módulo do braço e F é o módulo da força. • O torque resultante é a soma vetorial de todos os torques que atuam no corpo. assim. O momento angular de uma partícula é definido como sendo o produto vetorial da posição da partícula em relação ao centro de curvatura da trajetória pelo momento linear da partícula. o momento angular é o produto do momento de inércia (ou inércia rotacional) do corpo pela sua velocidade angular. Cada força que a tua no corpo provoca um torque (incluindo a possibilidade de ser nulo). não provoca torque porque está aplicada no próprio eixo de rotação: imagine que você vai abrir uma porta e aplica a força onde está a dobradiça. F3 F1 θ1 Eixo de r1 F4 rotação 0 r2 θ2 F2 Na figura anterior os vetores r1. Sabemos que a taxa de variação do mento linear em relação ao tempo é igual a força resultante que atua no corpo. Já a força F4 não provoca rotação porque está aplicada na mesma direção do braço e sendo assim não provoca torque: imagine que você vai abrir uma porta e aplica a força ao longo da direção da porta. Lembre que o momento linear (ou quantidade de movimento) é a r r Q = m⋅ v . Assim podemos mostrar que: Mres =I ⋅α Na expressão acima observamos que o módulo do torque resultante é o momento de inércia ou inércia rotacional (análogo da massa para a rotação) multiplicado pela aceleração angular (aceleração adequada para descrever a variação do momento para a rotação). ao braço não contribui para a produção de torque. r é o módulo da posição e Q é o módulo do momento linear. Na figura seguinte nos concentramos numa força e observamos que a componente da força que atua no corpo que provoca torque é àquela que é perpendicular ao braço. Observe que a força F3 não provoca rotação. mas de onde é aplicada.correia.

157. O eixo do rotor é instalado de forma paralela ao eixo da sonda. para movimentá-los para baixo. É CONSTANTE. durante o intervalo de tempo no qual o momento de inércia do sistema varia.br . de forma cilíndrica. O menino tem os braços estendidos e segura um altere em cada mão. Sabendo que a velocidade inicial de lançamento é 10m/s e a aceleração da gravidade local 10m/s2. Qual o fator de aumento de sua energia cinética rotacional. encontre o momento angular. já que não tem sentido tratar de rotação de uma partícula. qual o módulo do torque em relação ao eixo? 152. formando um pêndulo. Um projétil de massa m = 2kg é atirado do chão obliquamente formando um ângulo de 60º com a horizontal. do projétil 2s após o seu lançamento. 161. Sabe-se que o momento de inércia de um bastão em relação a um eixo de rotação na extremidade é dado por: I = (m— L2)/3. que tem momento de inércia igual a 24kg— m2 em torno do seu eixo. 150.0kg. O motor é instalado para mudar a orientação de uma sonda espacial. com um diâmetro igual ao da Terra. Massa do Sol: ≈ 2— 1030kg. Já foi discutida a condição de equilíbrio de translação que: SE UMA PARTÍCULA ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO A FORÇA RESULTANTE QUE ATUA SOBRE A MESMA É NULA. com velocidade angular ù0. massa da Terra: ≈ 6— 1024kg. de altura h. onde: m é a massa da esfera e R é o seu raio. A figura abaixo mostra dois blocos de massas iguais suspensos nas extremidades de uma haste rígida. em que R é seu raio e m é sua massa. Calcule a aceleração dos dois blocos quando eles começam a se mover. a outra extremidade está presa a um eixo no teto. Qual o momento de inércia da roda? 155. conforme figura. Tratando a chaminé como um bastão fino. onde o pedal está preso.FÍSICA – MECÂNICA Conservação do Momento Angular Podemos enunciar o princípio de conservação do momento angular da seguinte forma: 158. Isto é feito mediante a adoção de um sistema de referência retangular (sistema cartesianos) o que nos faz poder escrever a condição de equilíbrio de translação da seguinte forma: 20 20cm 80cm 156. O menino abraça rapidamente os halteres. momento de inércia de uma esfera maciça em relação a um eixo de rotação em que seu diâmetro está contido é dado por: I = (2— m— R2)/5. subitamente.com. ISTO É. Estática do Ponto Material A estática do ponto material trata do equilíbrio estático das partículas. 154. A estática é a parta da mecânica que estuda os corpos em equilíbrio estático e na verdade é um caso particular da dinâmica. qual o módulo do torque em relação ao eixo? 153.0— 10–3kg— m2 em torno do seu eixo central. A estática pode ser dividida em três partes: • Estática do ponto material. determine o módulo do torque máximo que o ciclista pode exercer nesse processo. dos corpos que podemos desprezar suas dimensões na análise do fenômeno. MARCELO CORREIA E-mail: marcelo. A estática do ponto material é basicamente aplicar a condição de equilíbrio de translação. é correto afirmar que a velocidade angular final do sistema é aproximadamente: (a) ù0 (b) 3. ESTÁTICA Trataremos a partir de agora da estática. 151. O que devemos fazer é simplesmente sofisticar esta condição no sentido de aplicá-la de uma forma mais sistemática.fisica@bol. Quando o pêndulo é desviado 30º da vertical. • Estática dos fluidos ou Fluidostática ou ainda Hidrostática. entre em colapso formando um tipo de estrela denominada anã branca. Suponha que o combustível do Sol se extinga e ele. NUM SISTEMA DE PARTÍCULAS EM QUE NÃO ATUA TORQUE EXTERNO (RESULTANTE) O MOMENTO ANGULAR É CONSERVADO. Considerando que a roda da corrente. • Estática do corpo rígido ou do corpo extenso. Uma roda tem uma aceleração angular de 20rad/s2. r r L inicial = L final BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! Um tubo de paredes finas rola pelo chão. A haste é mantida na horizontal e então é solta.3— ù0 (e) 0. em torno de um eixo paralelo ao seu comprimento e que passa pelo seu centro de massa. Uma chaminé alta.43— ù0 (d) 0. encontre a componente tangencial da aceleração linear do topo da chaminé quando esta formar 30º com a vertical. cai se houver uma ruptura na sua base. Dados: Período do Sol: 25 dias. AUTORIA – PROF. Considerando que não houvesse perda de massa e que o Sol é uma esfera maciça e homogênea.0m de extensão e de massa igual a 1.0kg está presa a uma das extremidades de uma haste de 2. a outra extremidade está presa a um eixo no teto. Desprezando o torque devido ao atrito no eixo da cadeira. O momento de inércia de uma estrela girando (considere com uma esfera maciça e homogênea) que está em colapso cai a um terço do seu valor inicial. encontre o novo período do Sol nestas condições. de modo que o momento de inércia do sistema (menino. Um ciclista de 75kg cola todo o peso de seu corpo em cada um dos pedais. halteres e assento) é I0 . (UPE–2004) Um menino está sentado em uma cadeira que está girando em torno de um eixo vertical. Assim podemos escrever que: SE NÃO ATUA AGENTE EXTERNO O rotor de um motor elétrico tem inércia rotacional de 2. onde: m é a massa do bastão e L é o seu comprimento. Quando o pêndulo é desviado 30º da vertical. Uma pequena (tamanho desprezível) bola de 4.33— ù0 (c) 1. isto é. Seu momento de inércia em relação a um eixo paralelo ao seu comprimento e que passa pelo seu centro de massa é dado por: I = m— R2. formando um pêndulo.7— ù0 160.correia. Encontre a razão entre as sus energias cinética translacional e rotacional. de comprimento L1 = 20cm e L2 = 80cm. Diâmetro do Sol: ≈14— 108m. sem peso. Encontre o número de revoluções que tem que dar o rotor para fazer a sonda girar um ângulo de 30º em torno do seu eixo. quando o torque 300N— m é aplicado sobre ela. em unidades do SI. diâmetro da Terra: ≈ 12— 106m. 159. tem 40cm de diâmetro e que o pedal é instalado de forma a ficar rente a periferia da roda da corrente. de modo que o momento de inércia final do sistema reduza de 70% do momento de inércia inicial. Uma pequena (tamanho desprezível) bola de 4kg está presa a uma das extremidades de uma haste de 2m de extensão e de massa desprezível.

em módulo. em newtons. e o ângulo entre BP e o teto é igual a 60o. o corpo é perturbado da posição de equilíbrio mais retorna a esta após a perturbação. Desprezando o peso da trave. 0. 164. igual ao seu peso.correia. isto é. em relação ao peso do objeto. (COVEST) Uma barra horizontal de massa desprezível possui uma de suas extremidades articulada em uma parede vertical. Qual é o valor. de modo a equilibrar o objeto. em graus. da tração no trecho AP da corda? P 165. A corda foi amarrada em cada uma das extremidades de modo a ficar θ θ aproximadamente horizontal se ninguém estiver pendurado nela. A estática do corpo extenso é basicamente aplicar a condição de equilíbrio de translação e a condição de equilíbrio de rotação. MARCELO CORREIA 21 E-mail: marcelo. em A newtons. calcule o módulo da força F necessária para equilibrar o objeto. de massa m = 0.0N 8.com. Em resumo podemos dizer que: se um sistema for ligeiramente perturbado na sua posição de equilíbrio.FÍSICA – MECÂNICA SE UMA PARTÍCULA ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO: ∑ r  FR = 0 ⇒  ∑  r Fx = 0 r Fy = 0 162.9kg cada. A tração no fio horizontal C vale: 2. • Equilíbrio instável É aquele que ocorre quando forças e/ou torques provocadas por um pequeno deslocamento do corpo em relação a posição de equilíbrio provocam um afastamento ainda maior desta posição de equilíbrio.0N C 9. nesta situação? 163. SE UM CORPO EXTENSO ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO A FORÇA RESULTANTE QUE ATUA SOBRE O MESMO É NULA. será instável se o sistema se afastar espontaneamente da posição de equilíbrio original e será indiferente (ou neutro) se nem forças e/ou torques atuarem para modificar a posição perturbada do sistema. (COVEST) A figura abaixo mostra um dispositivo constituído de um suporte sobre o qual uma trave é apoiada. Quando pessoa atinge o meio da travessia a tensão na corda é. Na extremidade A.fisica@bol.br . Suspensas pro fios inextensíveis como mostrado na figura abaixo. dos corpos que não podemos desprezar suas dimensões na análise do fenômeno. • Equilíbrio estável É aquele que ocorre quando forças e/ou torques provocadas por um pequeno deslocamento do corpo atuam de modo que fazem o corpo retornar à posição de equilíbrio. (COVEST) A figura mostra um peso de 44 N suspenso no ponto P de uma corda. estão em repouso. é suspenso um objeto.0N A 45º 45º B 6. de massa 95 kg. Isto é. Os fios A e B estão presos no teto e fazem ângulos de 45º com a vertical.0N m m A condição de equilíbrio de rotação pode ser enunciada da seguinte forma: SE UM CORPO EXTENSO ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO O TORQUE RESULTANTE QUE ATUA SOBRE O MESMO É NULO.0N 4.5 m 5m A B trave suporte 166. Estabilidade do Equilíbrio Podemos classificar o equilíbrio estático como sendo: • Equilíbrio indiferente ou neutro É aquele que ocorre quando forças e/ou torques não existiram após a perturbação do equilíbrio no sentido de restaurar o afastar o corpo da posição de equilíbrio. ∑ r  FR = 0 ⇒  ∑  r Fx = 0 r Fy = 0 (a) (b) (c) (d) (e) (COVEST) Duas partículas idênticas. Os trechos AP e BP da corda 60o B formam um ângulo de 90o. enquanto se aplica uma força vertical F na extremidade B. A outra extremidade está presa à parede por um fio que faz um ângulo fio de 45º com a horizontal e possui um corpo de 55 N pendurado. Qual será o ângulo θ. Isto é. Estática do Corpo Extenso A estática do corpo extenso trata do equilíbrio estático dos corpos extensos. • Se a força que provoca o torque tende a rotar o corpo no sentido horário o torque é negativo. que a articulação exerce sobre a barra? AUTORIA – PROF. o equilíbrio será estável se o sistema retornar espontaneamente para a sua posição de equilíbrio original. se uma força e/ou torque deslocar o corpo da posição de equilíbrio retira-o desta posição o afastando mais ainda da antiga posição de equilíbrio. r MR = 0 ⇒ ∑M = 0 Na equação acima para facilitar o cálculo do torque calculamos seu módulo e adotamos a seguinte convenção para efetuar o somatório: • Se a força que provoca o torque tende a rotar o corpo no sentido anti-horário o torque é positivo. em N. O que adotando um sistema de referência da mesma forma descrita para as partículas leva-nos à mesma equação: SE UM CORPO EXTENSO ESTÁ EM EQUILÍBRIO ESTÁTICO: BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! (COVEST) Uma pessoa usa uma corda para atravessar um rio conforme a figura. Qual o 45º módulo da força normal à parede. já que os corpos extensos podem viver movimento de rotação e/ou translação: A condição de translação para o corpo extenso a mesma condição aplicada para a partícula.

Observe que representamos a pressão por p (minúsculo) afim de não confundirmos em algum problema pressão com peso (representado por P (maiúsculo). em × centímetros. deve ser pendurado um jarro de massa m=2. A diferença entre elas é que a densidade é para corpos e a massa específica e par a substância. Apóia-se a régua. sobre a borda de uma mesa horizontal. em g.FÍSICA – MECÂNICA 167.br . de comprimento L=1.6m de comprimento repousa horizontalmente sobre dois cavaletes. em centímetros? O A ρ= m V Massa Específica µ= m V A unidade de densidade ou massa específica no SI é o: kg/m3. estuda os fluidos que estão em equilíbrio estático. régua Q P corpo p= F A (COVEST) A gangorra da figura abaixo está equilibrada em torno do ponto C por efeito das massas mA = 20kg e mB = 40kg. e encontra-se na B iminência de escorregar. Se a distância de A até o ponto O é igual a 45 cm. isto só ocorre quando o corpo for homogêneo e maciço o que será considerado na maioria dos casos. Calcule a massa da régua. O coeficiente de atrito estático entre a escada e o piso é 0. que estão em repouso. que recebe o nome especial de Pa (pascal).25. Abaixo colocamos uma equivalência que é freqüentemente utilizada para facilitar na hora que precisarmos efetuar conversões de unidades: 1kg/m3 = 10–3 g/cm3 Pressão Como os fluidos não suportam tensões de cisalhamento (tangenciais) os esforços que são exercidos sobre os fluidos ou os esforços que os fluidos exercem sobre os corpos devem ser medidos através da grandeza física escalar que recebe o nome de pressão e é definida como sendo a razão entre o módulo da força exercida e a área que a força atua. principalmente no nosso caso que estamos estando fluidos.0 g. comumente chamada de Hidrostática. com o corpo na extremidade da régua (ver figura). o ponto A é a superfície do fluido nesta atua a pressão atmosférica do local.0m. exercida sobre a tabula no ponto P? 170. MARCELO CORREIA 22 E-mail: marcelo. O ponto Q indica o ponto médio da régua e o pequeno corpo coincide com a marcação 0. representando a pressão atmosférica por p0 o teorema de Stevin para o cálculo da pressão p num ponto a uma profundidade h da superfície do fluido pe dado por: pressão hidrostática p = p0 + ρ ⋅ g ⋅h AUTORIA – PROF.0 kg. conforme a figura. isto é. se o corpo for homogêneo e maciço a densidade e massa específica se tornam iguais. presa ao teto nos pontos A e B por molas ideais. O ponto P coincide com a marcação 45 cm e alinha-se com a borda da mesa. Sendo assim temos: 169. Matematicamente temos: Densidade k1 = k2 = k h = 0. supondo que AC = 6. Densidade e Massa Específica A densidade de um corpo será representada pela letra grega ρ (rô) e é definida como sendo a razão entre a massa “m” do corpo e o seu volume “V”. Despreze a massa da gangorra. (COVEST) A figura mostra uma barra homogênea. No entanto existem outras unidades que são largamente usadas tais como: g/cm3. Observe que ambas as grandezas: densidade e massa específica são razões da massa pelo volume. Realiza-se o experimento mostrado abaixo.0 m de comprimento e dispõe-se de um pequeno corpo de 9.0×102 N/m. kg/l.0 (b) 7.5 (c) 8. (COVEST) Uma tábua uniforme de peso igual a 48N e 3. A Fluidostática. isto é.1 m k1 centro k2 m 168. Já a massa específica de uma substância representaremos pela letra grega µ (mi) e é definida como a massa “m” de uma determinada porção da substância e o volume “V” ocupado por esta porção da substância.0 cm. na iminência de cair. No entanto existem outras unidades de pressão que são largamente usadas tais como: atm (atmosfera). de modo que a barra permaneça na horizontal? B A FLUIDOSTÁTICA (HIDROSTÁTICA) Vamos agora discutir a ultima parte da estática.5 (e) 9.correia.fisica@bol. Abaixo mostramos a equivalência entre as unidades de pressão mais usadas: facilitar na hora que precisarmos efetuar conversões de unidades: 105 Pa = 1atm = 76cmHg = 760mmHg Teorema de Stevin Podemos enunciar o teorema de Stevin da seguinte forma: A DIFERENÇA DE PRESSÃO ENTRE DOIS PONTOS DE UM FLUIDO HOMOGÊNEO EM EQUILÍBRIO É DADA PELA PRESSÃO HIDROSTÁTICA DA COLUNA DE FLUIDO ENTRE ESTES DOIS PONTOS. Assim.0 171. A que distância do centro da barra. qual a distância de B até O.0m. Indique o comprimento total AB. no ponto B. em N. iguais de constante elástica k=1. 1N/m2 = 1Pa. em metros.4m P 1. isto é. cmHg (centímetro de mercúrio). (COVEST) A escada AB está apoiada numa parede sem atrito. A unidade de pressão no SI é o N/m2 (Newton por metro quadrado). (COVEST) Deseja-se saber a massa de uma régua de 1.0 mA mB (d) 8. Por exemplo: Um bloco de ferro é um corpo e não precisa necessariamente ter densidade igual a massa específica do ferro.com. Matematicamente temos: A pB = p A + 2. Qual a força normal. A C B (a) 7.2m ρ ⋅ g ⋅h 13 2 h B g aceleração da gravidade ρ densidade do fluido Se o fluido tem a superfície livre.

Vfd aceleração da gravidade volume de fluido deslocado e BRINQUEDINHO DE VESTIBULANDO!!!!! (COVEST) Uma mola ideal de comprimento L=65cm está presa no fundo de uma piscina que está sendo cheia. de densidade ρ=0. conforme MB mostra a figura. de densidade ρ=0. (b) Se fosse feita com um líquido mais denso que o mercúrio. (d) O mercúrio. está em repouso.8g/cm3. FICA SUJEITO A AÇÃO DE UMA FORÇA VERTICAL E APONTANDO PARA CIMA QUE RECEBE O NOME DE EMPUXO E TEM MÓDULO IGUAL AO PESO DE FLUIDO DESLOCADO PELO CORPO. Adiciona-se 500mL de um líquido imiscível. líquido êmbolo F1 F2 = A1 A2 175. dentro d’água. 172. 178. (UPE) A famosa experiência de Torricelli foi realizada com o mercúrio. em cm. A prensa hidráulica consiste dois recipientes verticais (comumente cilíndricos) de secções retas distintas interligadas por um tubo. cuja extremidade superior é mantida fora da água. O cubo fica totalmente coberto no instante em que o nível da água atinge a altura H=1. no ramo da esquerda. Calcule a profundidade máxima.25g/cm3. (c) O mercúrio é o único metal em estado líquido.0m em relação ao fundo da piscina. em N/m. Teorema de Arquimedes ou Teorema do Empuxo Podemos enunciar o teorema de Stevin da seguinte forma: TODO CORPO TOTAL OU PARCIALMENTE IMERSO NUM FLUIDO EM EQUILÍBRIO. na qual um mergulhador pode respirar por meio de um tubo. Determine o empuxo exercido pelo líquido sobre cada esfera. a altura seria imperceptível. 177. tampa água (COVEST) Duas esferas de mesmo raio e massas MA=0. até atingir o nível h.com. que deve ser colocado no ramo da direita.FÍSICA – MECÂNICA Teorema de Pascal Podemos enunciar o teorema de Stevin da seguinte forma: UMA VARIAÇÃO DE PRESSÃO PROMOVIDA NUM PONTO QUALQUER DE UM FLUIDO EM EQUILÍBRIO. na temperatura ambiente. com densidade muito menor que a do mercúrio. imerso em um tanque completamente cheio de água e vedado. h. em kgf. sendo um metal líquido. contém uma certa quantidade de água. o tubo de vidro deveria ter maior comprimento. que apresenta densidade muito inferior à do mercúrio. em newtons. é bom condutor de calor. (COVEST) Um bloco homogêneo e impermeável. porque: (a) Se fosse feita com a água.fisica@bol. Despreze o efeito da pressão atmosférica. Coloca-se 33 litros de água nestes recipientes. inextensível e de massa desprezível.3 kg. As esferas encontram-se em repouso. imersas em um líquido. SE TRANSMITE INTEGRALMENTE PARA TODOS OS PONTOS DO FLUIDO. Matematicamente podemos escrever: (COVEST) A figura mostra dois recipientes. Qual o peso do êmbolo. Calcule a razão entre os módulos da força que o bloco exerce na tampa superior do tanque e do peso do bloco. (COVEST) É impossível para uma pessoa respirar se a diferença de pressão entre o meio externo e o ar dentro dos pulmões for maior do que 0. Determine a força exercida pela água sobre a base do recipiente 2.05atm. AUTORIA – PROF.5 kg e MB=0. no interior do dispositivo é colocado um fluido que sustenta dois êmbolos móveis. cujas bases têm áreas que satisfazem à relação A1=3A2. como mostrado na figura a seguir.br . para que os níveis de água nos dois ramos sejam iguais? Despreze o atrito do êmbolo com as paredes do tubo. E = ρ f ⋅ Vfd ⋅ g g Onde: ρf densidade do fluido. Calcule a constante elástica da mola. Abaixo mostramos uma figura esquemática da prensa hidráulica e a equação deduzida a partir do teorema de pascal: F2 F1 água A1 A2 174. (e) Se fosse feita com a água. recipiente 2 recipiente 1 h A1 A2 E = Pfluido deslocado Depois de aplicar a definição de peso e densidade podemos chegar a seguinte expressão equivalente à anterior: 176. Um cubo de isopor de aresta a=10cm e massa desprezível é preso na extremidade superior da mola. aberto em ambas as extremidades e de seção reta uniforme. estão presas por um fio fino. o tubo de vidro deveria ter comprimento maior que 10 m. A principal aplicação do teorema de pascal é o que chamamos de prensa hidráulica. a H L 173. (COVEST) Um tubo em U. MARCELO CORREIA 23 E-mail: marcelo.correia.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful