FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA DE ITAJUBÁ – FEPI CURSO DE ENGEHARIA CIVIL

JÚLIO RICARDO DE FARIA FIESS

INTRODUÇÃO A ENGENHARIA CIVIL

ITAJUBÁ 2009

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAJUBÁ - UNIVERSITAS FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA DE ITAJUBÁ – FEPI CURSO DE ENGEHARIA CIVIL

JÚLIO RICARDO DE FARIA FIESS

INTRODUÇÃO A ENGENHARIA CIVIL

Apostila apresentado ao Curso de Engenharia Civil de Itajubá do Centro Universitário de Itajubá como material didático básico para a disciplina Introdução a Engenharia Civil sob a orientação do Professor MSc. Júlio Ricardo de Faria Fiess.

ITAJUBÁ 2009

................................................. 3...... 15 Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) .. Sindicatos e Associações ...........Sindicato da Construção............ 5.................................. 9 Conselho Regional de Engenharia....................................... 18 Consulta Nacional ....................... 4 Conceitos .................................. 4....................... 12 6.........................................................1 6................................................................................................................................... 20 Análise Sistemática.......................... 2..................................... 15 6.................................... Arquitetura e Agronomia ................... 5... Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais ......... 16 Primeira Norma ABNT ..... 17 Das Comissões de estudo aos comitês técnicos .......2 6................ 11 Anotação de Responsabilidade Técnica – ART ................. 20 .............................................................................................SUMÁRIO 1...........3 6...............................2 Introdução/ Resumo .....................5 6......................CONFEA .. 4 Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia ....................................... 10 A fiscalização do exercício profissional ..................................................................................................4 6......1 5.......... 8 Conselho Federal de Engenharia..........6 Sinduscon ..........................

atribuições dos sindicatos e Conselhos Federal e Regional. IV – planejar. VII – supervisionar a operação e a manutenção de sistemas. II – projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados. Introdução/ Resumo Este trabalho tem por objetivo apresentar as informações necessárias para o conhecimento da profissão de engenheiro civil. formular e resolver problemas de engenharia. XI – compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissional. V – identificar. deve possuir em seu currículo um núcleo de 4 . projetar e analisar sistemas. entre outros. 2. de 11 de março de 2002: “a formação do engenheiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais: I – aplicar conhecimentos matemáticos. independente de sua modalidade. XIII – avaliar a viabilidade de projetos de engenharia. tecnológicos e instrumentais à engenharia. 6º. VIII – avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas. entre elas. em seu Art. IX – comunicar-se eficientemente nas formas escrita. oral e gráfica.1. XII – avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental. científicos.” No mesmo documento contempla. supervisionar. 4º da Resolução CNE/CES 11. conceitos. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia Segundo o Art. produtos e processos. VI – desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas. atribuições do profissional. XIV – assumir a postura de permanente busca de atualização profissional. III – conceber. que todo o curso de Engenharia. X – atuar em equipes multidisciplinares. elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia.

os conteúdos de Física. XII . V . Ciências Sociais e Cidadania. um núcleo de conteúdos profissionalizantes eum núcleo de conteúdos específicos que caracterizem a modalidade.Fenômenos de Transporte. Na mesma resolução o núcleo de conteúdos profissionalizantes.Ciências do Ambiente.Bioquímica.Ciência dos Materiais. cerca de 30% da carga horária mínima. III .Física. é obrigatória a existência de atividades de laboratório. VI .Comunicação e Expressão.Eletricidade Aplicada.Economia. a ser definido pela IES – Instituição de Ensino Superior: I . com enfoques e intensividade compatíveis com a modalidade pleiteada. Ainda segundo a Resolução CNE/CES 11. X . O núcleo de conteúdos básicos. cerca de 15% de carga horária mínima.Humanidades.Matemática. Nos demais conteúdos básicos.Algoritmos e Estruturas de Dados. XV . XI . III . IX . IV .Administração.Informática. XIV .Expressão Gráfica.Mecânica dos Sólidos.Metodologia Científica e Tecnológica. VIII . XIII .conteúdos básicos. VII .Química.Ciência e Tecnologia dos Materiais. deverão ser previstas atividades práticas e de laboratórios. versará sobre os tópicos que seguem: I . 5 . Química e Informática. II . versará sobre um subconjunto coerente dos tópicos abaixo discriminados. II .

Gestão Ambiental.Estratégia e Organização.Conversão de Energia. V . XXI . XVIII . XXIV . XXV . XXII .IV .Materiais de Construção Civil. VIII . XV . XXVII . XII .Eletromagnetismo. XVII .Circuitos Lógicos. XIX .Mecânica Aplicada.Materiais de Construção Mecânica. XXIX .Gerência de Produção. Hidrologia Aplicada e Saneamento Básico. XVI .Gestão Econômica. X . XXX . XXIII .Circuitos Elétricos. VII .Eletrônica Analógica e Digital. XIII .Materiais Elétricos.Gestão de Tecnologia.Engenharia do Produto. 6 .Ergonomia e Segurança do Trabalho.Máquinas de fluxo.Construção Civil.Instrumentação. VI -Compiladores.Controle de Sistemas Dinâmicos. XXVI .Hidráulica.Geoprocessamento. XX .Métodos Numéricos.Matemática discreta. IX .Geotecnia. XXVIII . XIV . XI .Físico-química.

Ainda segundo a Resolução CNE/CES 11 (2002).Sistemas de Informação.XXXI . XLIV .Operações Unitárias.Qualidade. XXXV . o núcleo de conteúdos específicos se constitui em extensões e aprofundamentos dos conteúdos do núcleo de conteúdos profissionalizantes. XXXIII . consubstanciando o restante da carga horária total. LII .Termodinâmica Aplicada.Tecnologia Mecânica.Processos de Fabricação. XLVI . XLIII .Sistemas Mecânicos.Sistemas Estruturais e Teoria das Estruturas. serão propostos exclusivamente pela IES.Paradigmas de Programação.Processos Químicos e Bioquímicos. XXXIV .Topografia e Geodésia. XLVII . XLIX .Modelagem. XLII .Pesquisa Operacional. XLV .Química Analítica.Transporte e Logística. XXXVII . XL .Química Orgânica. XXXVIII . bem como de outros conteúdos destinados a caracterizar modalidades. L . XLI . Análise e Simulação de Sistemas.Reatores Químicos e Bioquímicos.Organização de computadores. XLVIII . XXXVI . XXXII . Estes conteúdos.Telecomunicações.Microbiologia. XXXIX . LIII . LI .Sistemas Térmicos.Sistemas operacionais.Mineralogia e Tratamento de Minérios. Constituem-se em conhecimentos 7 .

html. Com o tempo. sem nunca se esquecer da preservação ambiental. Em geral estes resultados são provenientes de trabalhos com focos em áreas específicas em que se possui um amplo conhecimento. Deve estudar as características dos materiais. Exemplos como Engenharia naval dão origem a construção naval. Conceitos Segundo a página da web http://www. entre outras. química. estradas. A carga horária mínima do estágio curricular deverá atingir 160 (cento e sessenta) horas. do solo. Resolução CNE/CES 11 (2002). calculando possíveis impactos e planejando soluções. desenvolve o projeto. pontes. incidência do vento. Com base nesses dados. Ainda segundo o artigo Engenharia Civil (2010) o engenheiro civil projeta e acompanha todas as etapas de uma construção e/ou reabilitação (reformas) . e hoje conhecemos vários divisões. a palavra engenharia é oriunda do latim (ingeniu que significa faculdade inventiva. como a elétrica. que englobava todos as áreas. A engenharia é a ciência agregada ao esforço para empreender resultados tácitos ou não. como etapa integrante da graduação. através de relatórios técnicos e acompanhamento individualizado durante o período de realização da atividade.artigonal. mecânica. talento). foi se dividindo. mas ambas eram agrupadas apenas na grande área da civil. 8 . destino (ou ocupação) da construção.com/carreira-artigos/engenharia1264207. viadutos. 3. “A resolução A formação do engenheiro incluirá. estágios curriculares obrigatórios sob supervisão direta da instituição de ensino. Segundo Engenharia Civil (2010) os termos Construção civil e Engenharia civil são originados de uma época em que só existiam apenas duas classificações para a Engenharia sendo elas Civil e Militar. Cujo conhecimento por exemplo de Engenharia militar era destinada apenas aos militares e a Engenharia civil destinada aos demais cidadãos. barragens e outras obras da engenharia hidráulica fluvial e da Hidráulica Marítima.científicos. assim como da engenharia sanitária. tecnológicos e instrumentais necessários para a definição das modalidades de engenharia e devem garantir o desenvolvimento das competências e habilidades estabelecidas nestas diretrizes. a Engenharia civil. Engenharia civil é o ramo da engenharia que projecta e executa obras como edifícios. naval. É obrigatório o trabalho final de curso como atividade de síntese e integração de conhecimento” .

até a data atual. Getúlio Vargas e considerado marco na história da regulamentação profissional e técnica no Brasil. promulgado pelo então presidente da República. Cabe-lhe garantir a segurança da edificação. relações com todas as atividades humanas. Arquitetura e Agronomia . meteorologistas. 9 .569. alimentada intensamente pelas descobertas técnicas e científicas do homem. de alguma forma. “O CONFEA zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e. bem como os materiais a serem utilizados. 2009) Ainda segundo o site. os custos e o cumprimento das normas de segurança.” Engenharia Civil (2010) 4. hidro-sanitárias e gás. No gabinete de obra. regulamenta e fiscaliza o exercício profissional dos que atuam nas áreas que representa. exigindo que os materiais empregados na obra estejam de acordo com as normas técnicas em vigor. a Engenharia civil oferece ainda grande oportunidade aos seus profissionais. Arquitetura e Agronomia surgiu oficialmente com esse nome em 11 de dezembro de 1933. em seus cadastros. o Conselho Federal de Engenharia.dimensionando e especificando as estruturas.CONFEA Segundo CONFEA (2009) O Conselho Federal de Engenharia. com base nisso. Em sua concepção atual. possibilitando que estes que se dediquem à boa formação acadêmica tenham sucesso posteriormente. o Sistema CONFEA/CREA tem registrados. saúde e meio ambiente. tecnólogos dessas modalidades. supervisionando os prazos. chefia as equipes. notadamente com a Arquitetura. por meio do Decreto nº 23. num total de centenas de títulos profissionais. na sua carreira. Arquitetura e Agronomia é regido pela Lei 5. 900 mil profissionais que respondem por cerca de 70% do PIB brasileiro. técnicos industriais e agrícolas e suas especializações. geólogos. tendo ainda como referência o respeito ao cidadão e à natureza”. e movimentam um mercado de trabalho cada vez mais acirrado e exigente nas especializações e conhecimentos da tecnologia. Conselho Federal de Engenharia. A Engenharia civil tem. (CONFEA.194 de 1966. e representa também os geógrafos. “Por possibilitar uma ampla variedade de atuação profissional.

geografia e meteorologia. • Decisão Plenária: Ato de competência dos Plenários dos Conselhos para instrumentar sua manifestação em casos concretos. para sua correta execução e para disciplinar os casos omissos. • Resolução: Ato normativo de competência exclusiva do Plenário do CONFEA. o exercício dos profissionais de engenharia. • Decreto-Lei: Norma baixada pelo Presidente da República que se restringia a certas matérias e estava sujeita ao controle do Congresso Nacional. sendo elaborada pelo Poder Legislativo. Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG) faz parte do Sistema CONFEA/CREA. Para a sociedade. Geologia. Segundo o CONFEA (2009). que regulamenta e fiscaliza. quanto técnico. 2009). Agronomia. destinado a explicitar a lei. Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais Segundo o CREA (2009) o Conselho Regional de Engenharia. tais como: • Lei: Norma geral de conduta que disciplina as relações de fato incidentes no direito.O Conselho Federal é a instância máxima à qual um profissional pode recorrer no que se refere ao regulamento do exercício profissional. geologia. 5. 10 . por meio do processo adequado. visando à uniformidade de ação. em todo o país. de exclusiva competência do Plenário do CONFEA. o Conselho impede a atuação de leigos e garante mercado de trabalho aos profissionais legalmente habilitados. e cuja observância é imposta pelo poder estatal. • Decreto: Ato do Presidente da República para estabelecer e aprovar o regulamento de lei. Arquitetura. tanto de nível superior. Geografia e Meteorologia. Conselho Regional de Engenharia. no seu endereço eletrônico é possível encontrar os normativos que regulamentam e regem o exercício profissional da Engenharia. agronomia. (CONFEA. arquitetura. Ao fiscalizar. e o funcionamento do CONFEA e dos CREAS. • Decisão Normativa: Ato de caráter imperativo. facilitando a sua execução. destinado a fixar entendimentos ou a determinar procedimentos a serem seguidos pelos CREAs. dos tecnólogos e dos técnicos industriais e agrícolas. isso significa segurança e qualidade nos serviços prestados.

seja no nível técnico ou superior. 5. 2009). o CREA-MG foi construindo uma identidade organizacional. Ao longo de seus mais de 70 anos. o Crea-MG assegura qualidade aos produtos e serviços. Ainda segundo CREA (2009) atuando dessa forma. momento de construção do estado brasileiro. uma parcela considerável de pessoas (leigos) exercendo ilegalmente a profissão.496/77. (CREA. Sua instância máxima é um plenário composto por representantes de entidades de classe e instituições de ensino. eliminando. está em conformidade com os normativos do Confea.Ainda segundo o site. o CREA-MG é um órgão público que surgiu da necessidade de regulamentar o exercício e a atividade de algumas profissões ligadas ao desenvolvimento. 11 . Arquitetura e Agronomia. que estabelecem o instrumento da notificação como uma tentativa de regularização da infração. sem no entanto deixar de aplicar as penalidades previstas na legislação profissional. defende as profissões como bens da sociedade. mas o Conselho enquanto órgão público. intrinsecamente. Já as entidades têm como papel legal a defesa do profissional nos seus direitos e prerrogativas individuais. já que nasceu em 1934.1 A fiscalização do exercício profissional Segundo CREA (2009) a fiscalização do exercício profissional nas áreas da Engenharia. num primeiro momento. deve ter como principal fundamento a proteção da sociedade.194/66 e 6. É comum a crença de que o CREA tenha a mesma missão das entidades de classe. Talvez seja por isso a confusão no entendimento do verdadeiro papel do Conselho. em face dos fatores de risco ligados às atividades desenvolvidas nas áreas fiscalizadas pelo Conselho. quando esgotadas as tentativas de regularização”. desta forma. além de garantir a preservação da vida humana. “Esta fiscalização orientativa. especificamente o disposto nas Leis 5. Neste contexto. através da garantia de serviços prestados por profissionais legalmente habilitados. orientando as pessoas jurídicas e profissionais para o cumprimento da Legislação Profissional. as ações de fiscalização do Crea-MG têm como foco os empreendimentos e os serviços/atividades desenvolvidos por eles.

Disponível em: http://www.2 Anotação de Responsabilidade Técnica – ART O CREA oferece ainda uma gama de serviços aos profissionais nele ligado. cursos e prêmios. O Crea-MG somente registra a ART se o profissional ou a empresa estiverem registrados e/ou visados no Conselho e com a anuidade em dia. Dentre o serviço mais utilizado é a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. através da Lei nº 6.br/interna. em 1977. a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. de forma integrada. foi criada. Ilustração 1: Imagem da página se acesso aos menus do site do CREA-MG. para efeitos legais.5. cargos ou funções. previamente cadastrada no próprio site. os responsáveis técnicos pelo empreendimento. obra ou serviço. tendo valor de um contrato. A ART define.CREA-mg. o CREA-MG oferece estes serviços podem ser disponibilizados através do AtendeWeb é a nova interface de serviços on-line que o Crea-MG disponibiliza aos profissionais e empresas registradas. Visita ao site em fevereiro de 2009.496/77. onde são oferecidos serviços personalizados.aspx?id=204&expand=0. 12 . Para garantir aos profissionais registrados nos Crea. É uma área de acesso restrito (conforme mostra a ilustração a seguir). Atualmente. autorizado mediante fornecimento do registro e senha.org. um meio de cadastrar suas obras e serviços. Mas para isso. ela deve ser registrada no Crea onde for executada a atividade técnica.

sua obra/serviço estará amparada pelo CREA. preencha a guia. Ilustração 2: Modelo de ART Matriz Obra/Serviço. e o documento irá garantir também um contrato entre cliente e profissional.O profissional acessa o serviço e após entrar na área restrita aos profissionais. Desta forma. conforme mostra a ilustração a seguir. 13 .

600 horas de carga horária em Geoprocessamento. Tramita ainda a Resolução 1010 que poderá substituir a Resolução 218 alterando1 as atribuições do engenheiro baseado no histórico escolar do profissional. 2010). A responsabilidade sobre as obras já teve limitações. Entre elas destacam-se as resoluções 5194/96 que cria a profissão do engenheiro. mas hoje não há restrições.” Ainda segundo Mota (2010) o engenheiro pode ser responsável por até 3 empresas e mais uma empresa própria. Para poder atuar nesta área o curso de engenheira civil deveria possuir.Em entrevista com o profissional do CREA. 14 . pois a grade de um curso de engenharia civil prevê no máximo 200 horas. comenta o seguinte: “As resoluções do CONFEA/CREA possuem poder de lei. ao menos. (MOTA. Mota diz ainda que a organização do CREA segue conforme da seguinte forma: 1 Segundo MOTA (2010) a alteração na resolução poderia. por exemplo. o engenheiro Hélio da Silva Mota. impedir que o engenheiro civil realize levantamentos de propriedades rurais. a Resolução 218 que dá as atribuições do profissional engenheiro e a resolução 4850/A que atribui o salário mínimo do engenheiro.

São Lourenço. 15 . proteção e representação legal da categoria econômica da Indústria da Construção Civil. etc. não isentando da regularização documental. informação. Por fim. Segundo a página Sinduscon-SP (2010) o sindicato é constituído para fins de estudo. Ilustração 3: Organograma do CREA-MG (MOTA. 2010). Civil Profissionais.00 a R$ 2800.Sindicato da Construção Um dos sindicatos mais atuantes na sociedade da engenharia civil é o Sinduscon – Sindicato da Construção. Observado a irregularidade. dando um prazo para a regularização do empreendimento. coordenação. Sindicatos e Associações 6. segundo Mota (2010).00. Pouso Alegre. Permanecendo a irregularidade o empreendimento poderá receber uma multa que varia de R$ 100. a inspetoria notifica.PRESIDENTE PLENÁRIA Ensino. etc. Instituições de CORDENADORIA REGIONAL Ex: Pouso Alegre/MG INSPETORIAS Ex: Itajubá. os fiscais das inspetorias visitam as obras. 6. industrias. empresas com o intuito de averiguar o exercício profissional dos que atuam nas áreas que representa no empreendimento ou serviço em execução.1 Sinduscon .) (Cadeiras: CÂMARAS ESPECIALIZADAS Ex: Câmara Eng.

notadamente quando o Sindicato venha a celebrar convenção coletiva de trabalho ou acordo salarial em dissídios coletivos. a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável pela normalização técnica no país. de gestão empresarial. 16 . notadamente os de orientação para a exata interpretação e aplicação de normas da convenção coletiva proferidas pela Justiça do Trabalho.colaborar com o Serviço Social da Indústria da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo (SECONCI).celebrar e manter convênios com terceiros.08.promover a conciliação nos dissídios de trabalho. IV . É uma entidade privada. É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization). divulgar. visando a realização de cursos de aprendizagem e aperfeiçoamento profissional. 6.Ainda segundo Sinduscon-SP são deveres do Sindicato: I . reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.1992. de 24.2 Associação (ABNT) Brasileira de Normas Técnicas Fundada em 1940. fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.º 07 do CONMETRO. de ofícios exercícios na Construção Civil. distribuir revistas.produzir. sem fins lucrativos. V . bem como de alfabetização.colaborar com os poderes públicos no desenvolvimento da solidariedade social. VIII . vídeos. II .manter serviços de assistência jurídica para as empresas Associadas e na Justiça do Trabalho para as integrantes da categoria. VI . da COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização). III . VII . áudios e outros informativos de interesse da construção civil. jornais.promover serviços de assistência social e de assistência à saúde.fomentar e promover a pesquisa e o intercâmbio de conhecimento tecnológico.

org.3 Primeira Norma ABNT Definir qual foi “a primeira norma da ABNT” pode parecer uma tarefa simples. nessa data – 28 de setembro de 1940 –. um problema que vinha afetando a construção civil do País. e das entidades de normalização regional COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e a AMN (Associação Mercosul de Normalização). O fato de elas terem sido elaboradas pela ABNT ou não é. já que elas foram desenvolvidas junto com o processo de criação da entidade e graças ao esforço coletivo dos seus fundadores. as normas NB-1 – 17 . Ilustração 4:Pagina principal do site: http://www. portanto. que tinham como objetivo a criação das primeiras normas de ensaio para a tecnologia do concreto.abnt. O que se sabe é que. IEC (International Electrotechnical Comission). que perceberam a necessidade de padronizar os critérios técnicos utilizados pelos setores produtivos nacionais. mas essa definição tem uma relação estreita com o processo de criação da entidade – uma idéia que surgiu na cabeça de alguns idealistas. Essa proposta adquiriu consistência nas três Reuniões de Laboratórios de Ensaio realizadas entre 1937 e 1940. A ABNT foi fundada na terceira dessas reuniões e já nasceu com um acervo de normas prontas ou em fase de elaboração.br 6.A ABNT é a única e exclusiva representante no Brasil das seguintes entidades internacionais: ISO (International Organization for Standardization). irrelevante.

“o primeiro debate sobre Normas Técnicas que surge ou que se tem conhecimento (. pois elas possibilitam às indústrias eliminar a concorrência das pequenas empresas. como. uma norma de procedimento e cálculo. aprovada já em 1941. CB – Classificação. que posteriormente se transformaria no IPT. A NB-1. e a MB-1. Atualmente as normas da ABNT são designadas somente como ABNT NBR. Os poucos registros históricos existentes indicam que a NB-1 foi elaborada por uma comissão de estudos do concreto armado e sua aprovação se deu na mesma 3ª Reunião de Laboratórios de Ensaio em que a ABNT foi fundada. PB – Padronização. SB –Simbologia e EB – Especificação. quando a ABNT foi fundada. por exemplo. “o cimento portland encontra uma barreira. foi um fator decisivo para o crescimento das discussões sobre normas. elaborado por alunos da Escola Politécnica no Gabinete de Resistência de Materiais. com a criação do Laboratório de Ensaio de Materiais (LEM).. TB – Terminologia. embora ainda não tivessem sido aprovadas e. Segundo o pesquisador Hélio Júlio Gordon. Vale ressaltar que.) vai se dar mais ou menos em torno de 1905. não demorou muito para que outras fossem elaboradas. e que.. MB – Método. 6.4 Das Comissões de estudo aos comitês técnicos A preocupação com a elaboração de Normas Técnicas já existia no Brasil décadas antes da fundação da ABNT. eram. Os aspectos que facilitam o crescimento do mercado são as normas e as especificações. O desenvolvimento da indústria do cimento. muito menos. e que a MB-1 já existia desde 1938. decidiu-se que as Normas Brasileiras seriam codificadas segundo a sua finalidade: NB – Norma de procedimento e cálculo. um método de ensaio. que é a falta de mercado nacional capaz de absorver a sua expansão de vendas. portanto. embora não haja nenhuma certeza quanto à sua adoção antes da criação da ABNT. dada a carência de normas naquela época e as facilidades propiciadas pelo surgimento da ABNT. com a publicação do Manual de Resistência de Materiais”.Cálculo e Execução de Obras de Concreto Armado e MB-1 – Cimento Portland – Determinação da Resistência à Compressão já existiam. atingindo 18 . adotadas pelo setor de construção civil. do IPT. Segundo Hélio Gordon. A questão da normalização técnica avançou de forma mais objetiva em 1926. representada pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). a NB-2: Cálculo e Execução de Pontes de Concreto Armado. duas normas complementares. O que de fato importa é que a criação da entidade permitiu a efetiva aplicação dessas duas normas na construção civil.

A coordenação das reuniões foi assumida pelo INT e IPT. e a segunda reunião foi agendada para 1939. e aos poucos ajudam na criação de um mercado nacional. As discussões registradas nas atas indicam uma concordância nos pontos essenciais. Eles começam no dia 24 de setembro de 1940 e terminam no dia seguinte. Os laboratórios de ensaio.um número maior de pessoas e localidades. b) para uniformizar métodos de ensaios. como diz em seus estatutos: a) para estabelecer especificações destinadas a dirimir a qualidade e regular os recebimentos de materiais. com a participação de repartições técnicas federais. concreto armado e metais. sendo os debates travados em questões secundárias. O “movimento pró-ABNT” realmente se concretizou em 1936. estabeleceu-se como objetivo da Associação elaborar a trabalhar pela adoção e difusão das Normas Técnicas Brasileiras. nas dependências do IPT.” E Hélio Gordon continua: “A produção brasileira passava então a ter a possibilidade de basear-se em estudos estabelecidos por experimentos em laboratórios tecnológicos. Com isto. também começaram a se empenhar na criação de uma associação brasileira de normas. 19 . quando houve a primeira reunião dos laboratórios de ensaios. estaduais e municipais. eram os mais abordados. Isto significa uma transformação na qualidade da industrialização brasileira”. se alinharam à ABCP pela causa da normalização. dedicada a discutir normas e especificações relativas ao cimento. e) “para unificar e fixar terminologias e símbolos. c) para codificar regras e prescrições relativas a produtos e à execução de obras. Hélio Gordon descreve como a ABNT surgiu: “Nesta reunião (a terceira) é que se finalizam os debates sobre a criação da ABNT. e dos principais laboratórios e professores de engenharia. a fim de estabelecer uma ponte de ligação com as indústrias nascentes. no Rio de Janeiro. tais como cimento portland. Temas sobre a construção civil. para adotar critérios de recepção de produtos. A terceira reunião foi realizada no INT.” Alguns órgãos públicos. d) para fixar tipos de padrões de produção industrial.

para que ele o disponibilize à Comissão de Estudo autora da norma.6.ela certamente ajudará na melhoria da qualidade de nossos documentos. é submetido à apreciação da sociedade. se não tem mais aplicação (cancelamento) ou se ele está desatualizado em relação à tecnologia (revisão). ele é então submetido à Consulta Nacional.5 Consulta Nacional Quando surge a necessidade da normalização de determinado tema.6 Análise Sistemática Segundo princípios internacionais. Sendo assim. elaborado por uma Comissão de Estudo representativa das partes interessadas e setores envolvidos com o tema. a ABNT disponibiliza à sociedade por meio de seu site a relação das normas contempladas no processo. as normas devem ser analisadas periodicamente para que seu conteúdo mantenha-se atualizado. Este processo. Após este período. a aprovação do texto com sugestões. o Projeto de Norma. dando a sua contribuição . 20 . Durante este período. De posse do parecer final da Comissão. sem qualquer ônus. Participe. é realizado anualmente e inicia-se pela pesquisa à sociedade. chamado de Análise Sistemática. bem como possam ser plenamente aplicadas e gerar todos os benefícios inerentes à normalização. 6. a ABNT encaminha o assunto ao Comitê Técnico responsável. Neste processo. que decidirá por sua revisão. devendo. é muito importante contarmos com a sua opinião sobre o conteúdo dos Projetos em Consulta Nacional. Durante três meses. a fim de recomendar à Comissão de Estudo autora a aprovação do texto como apresentado. qualquer interessado pode se manifestar. Uma vez elaborado o Projeto de Norma com o assunto solicitado. ou sua não aprovação. para que possamos ter Normas Brasileiras que realmente representem os interesses da sociedade. confirmação ou cancelamento (parecer final). para tal. apresentar as objeções técnicas que justifiquem sua manifestação. a ABNT encaminha o resultado da pesquisa ao Comitê Técnico responsável. É a oportunidade que as partes interessadas tem de analisar o conteúdo da Norma e dizer se ele permanece atual (confirmação). onde será exposto aos diversos setores envolvidos. a ABNT tomará as providências necessárias para atualizar o acervo de Normas Brasileiras.

As normas cujos pareceres finais indicarem revisão serão incluído no Programa de Normalização Setorial do Comitê. Ilustração 5: Digitalização da Capa da NBR 6120: Cargas para calculo de estruturas de edificações. por 30 dias. Fonte: ABNT (2010) 21 . Todos que responderem a pesquisa serão convidados a participar dos trabalhos.Os pareceres finais de cancelamento serão submetidos à Consulta Nacional para embasamento.

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