ELETRICIDADE 1 - ENERGIA E TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA 1.1 - TRABALHO: Realiza-se trabalho quando algo é movido contra uma força resistiva.

Por exemplo, realizamos trabalho quando um peso é levantado contra a atração da gravidade (figura 1), ou quando empurramos um engradado a uma determinada distância (figura 2).

Figura 1 - Halterofilista realiza trabalho enquanto ergue o peso.

Figura 2 - Realização de trabalho ao deslocar a caixa. O trabalho realizado é obtido através do produto da força aplicada pela distância através da qual a força se move, isto é: A unidade de trabalho no sistema internacional de medidas (SI) é o joule usualmente abreviado por J. O joule

Trabalho = força x distância
representa o trabalho realizado quando uma força de um newton age através de uma distância de um metro (1 J = 1 N.m). 1.2 - Energia: Energia é a capacidade de realizar trabalho; o trabalho também pode ser visto como uma transferência de energia. A energia mecânica é medida nas mesmas unidades que o trabalho. Por exemplo, quando um peso é levantado, o corpo humano ou o dispositivo de içamento que o moveu despende energia. O peso, por outro lado, adquire energia potencial, em virtude de haver sido elevado acima do chão. Essa energia potencial armazenada no peso levando pode ser utilizada, por exemplo, para levantar outro peso através de um sistema de polias ou pode ser deixado cair como em um bate-estaca transferindo a sua energia para a estaca no momento do impacto.

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Figura 3 - Transferência de energia através de polias.

Figura 4 - Transferência de energia em um bateestaca.

Um princípio geral aplicável a todos o sistemas físicos é o princípio da conservação de energia, o qual estabelece que a energia não é criada nem destruída, apenas muda de forma. A energia pode ser transformada em calor, em luz ou em som; ela pode ser energia mecânica de posição ou de movimento, pode ser armazenada numa bateria ou em uma mola; mas não pode ser criada nem destruída. 1.3 - POTÊNCIA: Para propósitos práticos, existe muito interesse na velocidade de realização de trabalho ou liberação de energia. Esta velocidade é chamada potência. No sistema internacional de medidas, a potência é medida em watts (abreviatura W), sendo um watt igual a um joule por segundo. Então, a partir da definição de potência, se W é o trabalho realizado ou a energia dissipada ou liberada no tempo t, a potência média neste período é:

P

W t

Devida à íntima relação entre potência e energia, encontramos freqüentemente a energia expressa em tais unidades como watt-segundo (W.s) ou quilowatt-horas (kW h)(1kW h=1000 x 3600) 2 - CARGAS ELÉTRICAS A grandeza elétrica mais elementar é a carga elétrica. Um dos primeiros fatos ao estudarmos os efeitos das cargas elétricas é que estas cargas são de dois tipos diferentes. Estes tipos são arbitrariamente chamados positivo (+) e negativo (-). O elétron, por exemplo, é uma partícula carregada negativamente. Um corpo descarregado possui o mesmo número de cargas positivas e negativas. Um corpo está carregado positivamente quando existe uma deficiência de elétrons e uma carga negativa significa um excesso de elétrons. A carga elétrica é representada pela letra Q e medida em Coulombs (abreviado C). A carga de um elétron é –1,6 x 10-19 C, ou seja, um Coulomb equivale à carga aproximada de 6,25 x 1018 elétrons. Um dos efeitos mais significativos de uma carga elétrica é que ela pode produzir uma força. Especificamente, uma carga repelirá outras cargas de mesmo sinal e atrairá cargas de sinal contrário como apresenta a figura 5. Deve-se notar que a força de atração ou de repulsão é sentida de modo igual pelos dois corpos ou partículas carregados.

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Figura 5 - Força entre cargas. 2.1 - CAMPOS ELÉTRICOS Existe uma região de influência em torno de uma carga elétrica tal que uma força tornar-se-á tanto menor quanto mais afastada estiver a carga. Uma região de influência como está é chamada Campo. O campo estabelecido pela  presença de cargas elétricas é chamado de Campo Elétrico E e quando as cargas elétricas estão em repouso esse campo será chamado de Campo Eletrostático. O campo elétrico pode ser representado por linhas de campo radias orientadas e a sua unidade é o newton/coulomb [N/C]. Se a carga for positiva, o campo é divergente, isto é, as linhas de campo saem da carga e se a carga for negativa, o campo é convergente, isto é, as linhas de campo chegam à carga conforme mostra a figura 6.

Figura 6 - Linhas de campo. Quando duas cargas de sinais contrários estão próximas, as linhas de campos convergem da carga positiva para a carga negativa conforme a figura 7. Em cargas próximas de mesmo sinal as linhas de campo se repelem, figuras 8 e 9.
Figura 7 - Linhas de campo entre cargas de sinais contrários.

Figura 8 - Linhas de campo entre cargas positivas.

Figura 9 - Linhas de campo entra cargas negativas.

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em metro [m] 2.POTENCIAIS ELÉTRICOS Dizer que uma carga elétrica fica sujeita a uma força quando esta numa região submetida a um campo elétrico.Linhas de campo entre duas placas paralelas eletrizadas com cargas contrárias.FORÇAS ELÉTRICAS Um carga Q colocada em um campo elétrico uniforme. dependendo do sinal da caga elétrica. podendo ser positivo ou negativo. em Newton/Coulomb [N/C] A amplitude da força entre duas partículas carregadas é proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. em Coulomb [C] E = módulo do campo elétrico. em cada ponto dessa região existe um potencial para a realização de trabalho. podemos verificar que o potencial em uma superfície onde todos os pontos estão APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 4 .Força entre cargas de sinais opostos.Força entre cargas de sinais contrários. a força F entre duas partículas carregadas com cargas Q1 e Q2 é dada por: Q .1 . cuja unidade de medida é newton [N] e cujo módulo é: F=QE onde: Q = módulo da carga elétrica.m2 / C2 (no vácuo e no ar) módulo da carga elétrica. O potencial elétrico (V) é expresso em volts e é dado pela expressão: V K Q d O potencial elétrico é uma grandeza escalar. 2. Figura 12 . Figura 10 . Esta equação é conhecida como Lei de Coulomb ou Lei do Inverso do Quadrado  Figura 11 . Isto é. ficará sujeita a uma força F . A expressão matemática do campo elétrico é dada por: E onde: K Q d = = = K Q d2 constante dielétrica = 9x109 N. surge entre elas um campo elétrico uniforme. Pela expressão acima.3 .FAETEC .Q F k 122 d Onde d é a distância entre as cargas e k é uma constante que depende das unidades usadas e do meio que envolve as cargas.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Quando duas placas paralelas são eletrizadas com cargas de sinais contrários. em Coulomb [C] distância. caracterizado por linhas de campo paralelas. significa dizer que.

DDP Seja uma região submetida a um campo elétrico E criado por uma carga Q positiva conforme mostra a figura 14. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 5 .Potencial no ponto A é menor que no ponto B. para que haja condução de eletricidade. d Figura 15 . Figura 16 . Figura 14 . Assim. para que uma carga se movimente. Essas superfícies são denominadas de superfícies equipotenciais.DIFERENÇA DE POTENCIAL . o potencial do ponto A é menor que o do ponto B. situado a uma distância dA da carga Q. Assim podemos escrever que VA < VB. indo em direção ao ponto B.Carga +q colocada no ponto B de uma região submetida a um campo E.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA a uma mesma distância da carga geradora. Se uma carga positiva +q fosse colocada no ponto B.Carga -q colocada no ponto A de uma região submetida a um campo E. uma vez que o potencial é dado pela expressão V K Q . Figura 13 . Colocando um elétron –q no ponto A. ele se movimentará no sentido contrário do campo.Superfícies equipotenciais. Conclui-se.4 . então. ela se movimentaria na mesma direção do campo elétrico. devido à força F que surge no elétron. é necessário que ela esteja submetida a uma diferença de potencial ou ddp. 2. possui sempre o mesmo valor. situado a uma distância dB da carga Q.FAETEC . Como dA > dB. indo do potencial maior para o menor. isto é. que uma carga negativa move-se do potencial menor para o maior.

Suponha que movamos uma partícula carregada positivamente em sentido contrário ao de um campo elétrico no qual esteja mergulhada. podemos obter trabalho de um fluxo de cargas que se movam sob a influência de forças elétrica para uma posição de potencial mais baixo. De um modo mais ou menos análogo. para confinar a eletricidade a caminhos específicos formando barreiras que evitam a fuga das cargas elétrica. do mesmo modo que um peso levantado possui maior energia potencial. A corrente tem um valor constante dado pela expressão: I carga em coulombs tempo Q t A unidade de corrente é o ampère (abreviado por A). ao moverse a carga contra forças que atuam sobre ela. o campo fosse devido à presença de uma carga negativa próxima. A intensidade I da corrente elétrica é a medida da quantidade de carga elétrica Q (em coulombs) que atravessa a seção transversal de um condutor por unidade de tempo t (em segundos). seria aplicável a lei da conservação da energia. os seus elétrons livres movimentam-se de forma ordenada no sentido contrário ao do campo elétrico. Figura 17 . afastaríamos a carga positiva dela. devido à transferência de energia que pode estar associada às cargas móveis. Em contraste. contra a força exercida sobre elas por outras cargas elétricas. isto é. Já estamos familiarizados com os dispositivos para realização de trabalho útil através de pesos que passam a posições de potencial mais baixo no campo gravitacional da terra.FAETEC . isto é. Com isto. devido a serem bons condutores de eletricidade. Os caminhos por onde circulam as cargas elétricas são chamados de circuitos.Roda hidráulica. interessados nos casos em que o movimento de cargas esteja confinado a um caminho definido formado de materiais como cobre. a partícula estaria agora em uma posição potencial mais elevada. Se por exemplo. podemos utilizar materiais mal condutores de eletricidade. alumínio. Estamos particularmente.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Agora já estamos em condições de relacionar trabalho e transferência de energia com forças elétricas. chamados de isoladores. Além disso. Aplicando uma diferença de potencial num condutor metálico. 3 . etc. Existe um ampère de corrente quando as cargas fluem na razão de um coulomb por segundo. seria realizado um trabalho equivalente ao levantar-se um peso no campo gravitacional terrestre. Talvez o dispositivo que melhor exemplifique este estudo seja uma roda hidráulica obtendo trabalho a partir de uma queda d’água.CORRENTE ELÉTRICA Usualmente estamos mais interessados em cargas em movimento do que cargas em repouso. O movimento da carga elétrica é chamado de corrente elétrica. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 6 . Devemos especificar tanto a intensidade quanto o sentido da corrente.

repetindo este ciclo com uma freqüência definida como mostra a figura 19. Este campo. isto é. Os principais fenômenos que apresentam uma grande importância prática e econômica são: 1. ora noutro. Aplicações: chuveiro elétrico. porém do potencial maior para o menor. Efeito Magnético (Oersted): Nas vizinhanças de um condutor que carrega uma corrente elétrica.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Exemplo: Se a carga que passa pela lâmpada do circuito da figura 21 é de 14 coulombs por segundo.1 . a corrente elétrica é formada apenas por cargas negativas (elétrons) que se deslocam do potencial menor para o maior. há produção de calor. disjuntor. 2. em que a corrente sai do pólo positivo da fonte (maior potencial) e retorna ao seu pólo negativo (menor potencial). considera-se que a corrente elétrica num condutor metálico seja formada por cargas positivas. Aplicações: telégrafo. 3. Assim. o fluxo de cargas é unidirecional para o período de tempo em consideração. por exemplo.FAETEC . Em um circuito. ferro elétrico. indo. mostra uma corrente contínua constante. Aplicações: Galvanoplastia (banhos metálicos). Figura 18 . no sentido do potencial maior para o menor como mostra a figura. utiliza-se um sentido convencional para ela. Efeito Térmico (Joule): Quando flui corrente através de um condutor. indica-se a corrente convencional por uma seta. A utilidade prática de uma corrente continua ou alternada é o resultado dos efeitos por ela causados. Efeito Químico: Quando a corrente elétrica passa por soluções eletrolíticas ela pode separar os íons. formase um segundo tipo de campo de força. Este fenômeno é o mesmo que ocorre na vizinhança de um imã permanente. Figura 19 . Este fenômeno será estudado na Lei de Ohm. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 7 .CORRENTE ELÉTRICA CONVENCIONAL: nos condutores metálicos. Efeito Fisiológico: Efeito produzido pela corrente elétrica ao passar por organismos vivos 3. chamado de Campo Magnético coexiste com o Campo Elétrico causado pelas cargas. qual será a corrente: I Q t 14 coulonbs 1 segundo 14A Em uma corrente contínua. 4. para evitar o uso freqüente de valor negativo para corrente.Corrente contínua. de valor I. mais especificamente. mostra o gráfico de uma corrente contínua em função do tempo.Corrente alternada. que fará as forças serem exercidas sobre outros elementos condutores de corrente ou sobre peças de ferro. A figura 18. Em uma corrente alternada as cargas fluem ora num sentido. relé. pois sua intensidade é constante.

6 10 3 19 N 562 . Isto é realizado através da conexão de fios para levar e trazer a corrente I da bateria até a lâmpada.Diagrama descritivo. uma chave e um fusível de proteção para o circuito. sabendo-se que uma carga de 3600 C leva 12 segundos para atravessá-la? I Q t 3600 10 6 C 12s 300 A 2. Pela seção transversal de um fio condutor passou uma corrente de 2mA durante 45 segundos.DIFERENÇA DE POTENCIAL ELÉTRICO OU TENSÃO ELÉTRICA A figura 21 apresenta o diagrama de um circuito elétrico simples. O objetivo desse circuito é conduzir energia elétrica da bateria para uma lâmpada distante. Quantos elétrons atravessaram essa seção nesse intervalo de tempo? I Q t Q I t 2. temos: 1. Figura 21 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 20 – Sentido da corrente convencional. Exemplos: 1.6 10-19 N elétrons = 90 10-3 Fazendo o produto cruzado. Figura 22 .2 .6 10-19 N(elétrons) = 90 10-3 1(elétron) N 90 10 1.5 10 15 elétrons 3.Diagrama esquemático. temos 1 elétron = 1. Qual a intensidade da corrente elétrica que passa pela seção transversal de um fio condutor.10 3 A 45s 90mC 90 10 3 C carga de 1 elétron é dada por q = -1. utilizando somente o módulo de q e uma simples regra de 3.FAETEC . quando a chave esta fechada. um caminho completo de condução é proporcionado e obtém-se um circuito completo ou circuito fechado. Assim. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 8 .6 10-19C.

W E Q quando a diferença de potencial entre dois pontos for de E volts. Do ponto de vista de ganho ou de perda de energia. ou conversão de energia mecânica em elétrica no caso de um gerador.Simbologias para fontes de tensão CC. porque a carga perderia energia se fosse de b para a. Na figura 24 a tensão VA encontra-se no potencial de maior valor (+) e a tensão VB no potencial de menor valor (-). ou energia total W associado com o movimento de Q coulombs entre dois pontos. no outro caso. uma vez que o trabalho é realizado ao mover-se a carga de um ponto para outro.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Por outro lado. Deve-se especificar dois pontos no circuito. Se o trabalho realizado ao mover-se uma carga de 1 C de um ponto a outro for de 1 J. subidas de tensão são grandezas opostas a queda de tensão. O trabalho. Em outras palavras. é. Figura 23 . tensão é o trabalho por unidade de carga. Se o trabalho for realizado sobre a carga positiva e sua energia potencial é aumentada ao ir do ponto a para o ponto b de um circuito. Considerando que o circuito da figura 21 não possua nenhum tipo de problema de curto-circuito ou circuito aberto. por exemplo. Usualmente é feita uma proteção contra esses problemas. a diferença de potencial entre esses pontos será de 1 Volt (abrevia-se V). No primeiro caso. não havendo transferência de energia. Um outro caso ocorreria se ligássemos um fio entre os pontos c e d da lâmpada ou entre os pontos a e b da bateria. A corrente de saída da fonte seria elevada (freqüentemente destrutivamente elevada). com linhas paralelas mais longas indicando o terminal positivo ou aquele pelo qual a corrente sai da bateria ao fornecer energia ao circuito. mas somente uma porção insignificante passaria pela lâmpada e não haveria uma transferência eficiente de energia para a lâmpada. Observação: Freqüentemente utilizamos uma nomenclatura do tipo VAB. se um dos fios fosse desligado. O trabalho realizado ao movimentar-se uma carga positiva unitária entre dois pontos de um circuito é chamado de diferença de potencial ou tensão entre dois pontos. Deve-se realizar trabalho para dar às cargas elétricas a energia que elas entregam ao fluir através dos fios e das lâmpadas. sendo nula a corrente I. por isso. a energia potencial da carga é aumentada. e. é importante saber o seu significado. Quando essa diferença de potencial é fornecida por uma fonte de energia elétrica. teríamos um circuito aberto. existe uma queda de tensão no sentido de b para a. Devido à bateria existe uma subida de tensão de a para b e haverá uma queda de tensão de c para d. é claro. ela é freqüentemente chamada de força eletromotriz (abreviada FEM).FAETEC . existe uma subida de tensão no sentido de a para b. é diminuída. devemos considerar cuidadosamente se o trabalho é realizado sobre a carga unitária. ser obtido da fonte por conversão de energia química em energia elétrica na bateria da figura 21. Como os circuitos contêm fontes e consumidores de energia elétrica. ou pela carga unitária ao mover-se do primeiro até o segundo ponto. portanto. No circuito da figura utilizou-se o símbolo padrão para uma bateria. ou a chave estiver aberta. teríamos um curto-circuito. Este trabalho ou energia deve. A figura 23 mostram outros tipos de simbologias padrões para representar fontes de tensão CC. para indicar um valor de tensão entre dois pontos. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 9 . inserindo fusíveis ou disjuntores que abrem automaticamente quando ocorrem tais falhas. O circuito da figura 22 ilustra estas declarações. Neste caso. Para que se mantenha a corrente I no circuito é necessário gastar energia da mesma forma que para manter o fluxo de água através de um sistema de tubulações. Inversamente.

conforme a necessidade. Nas mais sofisticadas.5V cada fornecem 4. sobretudo no que se refere ao meio ambiente. como por exemplo. massa ou GND (ground). são as fontes de tensão variáveis (ou ajustáveis).ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 24 . deve-se sempre estabelecer um ponto cujo potencial elétrico servirá de referência para medidas das tensões.FONTES DE ALIMENTAÇÃO O dispositivo que fornece tensão para um circuito é chamado genericamente de fonte de tensão ou fonte de alimentação.Diferença de potencial. e são amplamente utilizados em equipamentos portáteis como aparelhos de som. o único tipo de controle é o ajuste de tensão. se VB é a referência do circuito da figura 24. Exemplos de fontes de tensão são as pilhas e as baterias. damos o nome de terra. fazendo com que a tensão disponível seja cada vez menor. Estas podem ser associadas em série. a tensão VAB entre os pontos A e B é dada por: VAB = VA – VB = VA . as reações químicas dessas baterias ou pilhas liberam cada vez menos energia.TERRA (GND = GROUND) OU POTENCIAL DE REFERÊNCIA Em circuitos elétricos. Tanto as baterias como as pilhas produzem energia elétrica a partir de energia liberada por reações químicas. existem ainda os controles de ajuste fino de tensão e de limite de corrente. que pode ser considerado um ponto de potencial zero. Outro tipo de fonte de tensão são as fontes de alimentação eletrônicas que utilizam um circuito eletrônico para converter a tensão alternada da rede elétrica em tensão contínua. etc. cujos símbolos mais utilizados são mostrado na figura 25. Figura 25 . Em geral. existem muitos tipos de baterias que podem ser recarregados por aparelhos apropriados. possui tensão de 1. inclusive as pilhas comuns. A fonte de tensão E se encontra entre os dois potenciais VA e VB. Uma pilha comum.FAETEC . 3 pilhas de 1. Outro tipo de fonte de tensão muito utilizado em laboratórios e oficinas de eletrônicas.0 = VA A essa referência. Hoje em dia. 5 . o que é um avanço importante. fazendo com que a tensão entre qualquer outro ponto do circuito e essa referência seja o próprio potencial elétrico do ponto considerado.VB = VAB 4 . cujo valor pode ser ajustado manualmente. Este tipo de fonte tem a vantagem de fornecer tensão contínua e constante.5V. para aumentar a tensão. essa fonte representa a diferença entre estes dois potenciais.Simbologia do terra (GND). Com o tempo de uso. Assim. vídeo games. portanto.5V juntas. quando nova. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 10 . a referência é o pólo negativo da fonte de alimentação. Nas fontes variáveis mais simples. Matematicamente temos: E = VA . Esses dispositivos são conhecidos por eliminadores de bateria.

Circuito elétrico. Exemplo: Dado o circuito da figura 26. não é um equipamento vastamente utilizado. isto é. Este sentido deve ser o mesmo que o da corrente produzida pela polaridade da fonte de tensão correspondente. em t segundos.FAETEC .POTÊNCIA E ENERGIA ELÉTRICA A expressão W = E Q exprime o trabalho realizado ou a energia transferida num circuito ou numa parte de um circuito elétrico. pelo produto da tensão pela carga. Figura 26 . 7 . com o objetivo de proteger o equipamento e o usuário de uma sobrecarga elétrica.Fonte de corrente e sua curva característica. que indica o sentido da corrente. simplificando o seu circuito para um dos seguintes diagramas mostrados na figura 27. ao contrário da fonte de tensão. ou o trabalho por unidade de tempo é: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 11 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Em um circuito podemos substituir a linha do potencial de referência por símbolos de terra. 6 . o potencial de referência do circuito é ligado à sua carcaça (quando esta é metálica) e a um terceiro pino do plug que vai ligado à tomada da rede elétrica. Esse terceiro pino para conectar o terra do circuito à malha de aterramento da instalação elétrica. independente da carga alimentada. para qualquer tensão V na saída. ou Figura 27 – Outras formas de representações de circuitos. então a potência. Lembre-se de que uma fonte produz um fluxo de corrente que sai do terminal positivo. mas seu estudo é importante para a compreensão futura de determinados dispositivos e circuitos eletrônicos. Se o trabalho é realizado a uma velocidade constante e a carga total Q sofre uma variação de potencial de E volts. Em muitos equipamentos. A fonte de corrente ideal é aquela que fornece uma corrente I sempre constante. A figura 28 mostra a simbologia utilizada para indicar uma fonte de corrente e a sua curva característica. O símbolo para a fonte de corrente é um círculo com uma seta dentro.FONTE DE CORRENTE A fonte de corrente. represente seus dois diagramas elétricos equivalentes utilizando o símbolo de terra. Figura 28 .

são apresentados na tabela-2.t Watt-segundo (W.FAETEC .t watt-segundo ou joules Até agora já foram introduzidas as grandezas elétricas principais com as quais estaremos tratando.I = (115).Q watts ou joule/segundo t P W t Do ponto de vista prático. juntamente com suas unidades de medida e abreviaturas mais usadas. evitando-se assim uma aglomeração de zeros antes ou depois da vírgula decimal. a energia total eliminada ou absorvida é W E. . obtém-se uma forma mais útil para a equação P = (E Q)/t . interessa-nos mais a corrente do que a carga. usa-se uma série de prefixos juntamente com o nome da unidade básica. Para alguns propósitos.0 kWh Custo = (3. Qual é a potência consumida pela lâmpada? Quanto se gasta ao manter acesa por 10 horas.I.I watts Se E e I são constantes num intervalo de tempo de t segundos.(2.Resumo das principais grandezas elétricas Grandeza elétrica Carga Corrente Tensão Potência Energia ou trabalho Símbolo Q I E ou V P W Unidades (Sistema SI) Coulomb (C) Ampère (A) Volt (V) Equação de Análogo Análogo hidráulico definição mecânico . Posição Volume Q t W E Q I Velocidade Fluxo Força Altura ou pressão Watt (W) P E.(10) = 3000 Wh = 3.0) = 6 centavos APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 12 . Utilizando a equação I = Q/t.t = P. Tabela 1 .t = (300).ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA E.I . Esses prefixos. A corrente I do circuito é 2.0) x (2. . se a energia elétrica custa 2 centavos por kWh? P = E. t P E.61 A. que é Como I Q . Para expressar unidades maiores ou menores. Um resumo delas está apresentado na tabela 1. com suas abreviaturas.s) Potência Potência Energia ou Energia ou trabalho trabalho Tabela 2 .I Joule (J) ou W P. estas unidades são inconvenientemente pequenas ou grandes.61) = 300 W W = E.Prefixos usados com unidades elétricas Para grandezas maiores que a unidade Quilo (K) 103 unidades Mega (M) Giba (G) Tera (T) 106 unidades 109 unidades 1012 unidades Para grandezas menores que a unidade Mili (m) 10-3 unidades Micro ( ) Nano (n) Pico (p) 10-6 unidades 10-9 unidades 10-12 unidades Exemplo: A lâmpada do circuito da figura 21 está sujeita a uma tensão de 115 V. . .

Qualquer aparelho de medida interfere no circuito que está sendo medido. Os termos voltímetro. o fundo de escala é de 20 volts.Multímetro analógico. Figura 30 .INSTRUMENTOS DE MEDIDAS ELÉTRICAS 8. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 13 . 8. Para que o multímetro funcione basta selecionar uma das escalas para medida de tensão (CC ou CA). sendo que o principal é a chave rotativa ou conjunto de teclas para seleção da grandeza a ser medida (tensão.FAETEC . erro depende não somente do equipamento. Os multímetros possuem alguns controles. amperímetro e ohmímetro correspondem ao multímetro operando. Figura 29 . quando giramos a chave seletora do multímetro da figura 29 até a posição de 20 DC V.Multímetro: Este instrumento é muito utilizado em laboratórios e oficinas de eletrônica. Fundo de escala é o máximo valor medido.Voltímetro: É o instrumento utilizado para medir a tensão (diferença de potencial) entre dois pontos de um circuito elétrico. por exemplo.Multímetro digital.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 8 . O valor estimado para esse erro pode ou não ser significante dependendo da aplicação. nas escalas de tensão. A simbologia utilizada para voltímetro é mostrada na figura 31.1 . Em multímetros analógicos o fundo de escala é a máxima deflexão do ponteiro. O multímetro possui dois terminais nos quais são ligadas as pontas de prova ou pontas de teste. A ponta de prova vermelha deve ser ligada ao terminal positivo do multímetro (vermelho ou marcado com sinal +) e a ponta de prova preta deve ser ligada ao terminal negativo do multímetro (preto ou marcado com sinal -). resistência e outras funções. corrente ou resistência) com os respectivos valores de fundo de escala. como também do procedimento de medida. e tem por finalidade medir grandezas elétricas como tensão. corrente.2 . respectivamente. corrente e resistência. Generalidades: Em qualquer valor medido está associado um erro.

ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 31 . os pólos positivo e negativo do voltímetro podem ser ligados ao circuito sem levar em conta a polaridade. mas não infinita. resultando numa medida sempre positiva. Isto para que a corrente do circuito não circule pelo voltímetro e este não interfira no comportamento do circuito. como mostra a figura 32. normalmente. basta selecionar uma das escalas para medida de corrente (CC ou CA). pode ser desprezado. Para que o multímetro funcione como um amperímetro. que causa um pequeno erro. Figura 32 . Assim. isto é. Se a tensão a ser medida for alternada (CA). o display indicará valor negativo.AMPERÍMETRO: Este instrumento é utilizado para medir a corrente elétrica que atravessa um condutor ou um dispositivo.FAETEC . Porém.2 . Cuidado! Estando a ligação dos terminais do voltímetro invertida.Ponteiras do voltímetro ligadas invertidas. o voltímetro indicará um valor positivo de tensão. A simbologia utilizada para amperímetro é mostrada na figura 34.Simbologia do voltímetro.Exemplo de uso do voltímetro. Para medir uma tensão. o ponteiro tentará defletir no sentido contrário. Um voltímetro real possui uma resistência interna muito alta. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 14 . sendo digital. o que poderá danificá-lo. 8. esse erro. as ponteiras do voltímetro devem ser ligadas aos dois pontos do circuito em que se deseja conhecer a diferença de potencial. o pólo positivo do voltímetro deve ser ligado no ponto de maior potencial e o pólo negativo no ponto de menor potencial. Se a tensão a ser medida for contínua (CC). pois geralmente é menor que as tolerâncias dos componentes do circuito. podendo envolver um ou mais dispositivos. Figura 33 . Observação: Um voltímetro ideal tem resistência interna infinita. em paralelo. sendo analógico.

pois geralmente é menor que as tolerâncias dos componentes do circuito. os pólos positivo e negativo do amperímetro podem ser ligados ao circuito sem levar em conta a polaridade. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 15 . pois isso poderia acarretar em erro de medida ou até danificar o instrumento.Simbologia do amperímetro. mas não zero. o circuito deve ser aberto no ponto desejado. Porém. Por isso. sendo digital. que causa um pequeno erro.OHMÍMETRO: O instrumento que mede resistência elétrica é chamado de ohmímetro. Um amperímetro real possui uma resistência interna muito baixa. de um conjunto de resistores interligados.Exemplo de uso do amperímetro. os terminais do ohmímetro devem ser ligados em paralelo com o dispositivo ou circuito a ser medido. e o pólo negativo ao ponto pelo qual ela sai. Cuidado! Caso a corrente a ser medida for alternada (CA). o display indicará valor negativo. Se a corrente a ser medida for contínua (CC). pode ser desprezado. A corrente que passa por um dispositivo pode ser medida antes ou depois dele. normalmente. o pólo positivo do amperímetro deve ser ligado ao ponto pelo qual a corrente convencional entra. sem importar-se com a polaridade dos terminais do ohmímetro. Observação: Um amperímetro ideal tem resistência interna zero. já que a corrente que entra num bipolo é a mesma que sai. Para medir a resistência elétrica de uma resistência fixa ou variável. Isto para que o amperímetro não forneça resistência à passagem de corrente do circuito e este não interfira no comportamento do circuito. é necessário desconectar o dispositivo do circuito para a medida de sua resistência.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 34 . o ponteiro tentará defletir no sentido contrário. Para medir uma corrente. ligando o amperímetro em série. resultando numa medida sempre positiva. ou ainda. causando um erro. Os multímetros possuem escalas apropriadas para a medida de resistência elétrica. pois a resistência do corpo humano pode interferir na medida. para que a corrente elétrica passe por ele. 8. ATENÇÃO! NUNCA UTILIZE A ESCALA DE CORRENTE DO MULTÍMETRO PARA MEDIDAS DE TENSÃO! ISSO DANIFICARÁ O APARELHO.FAETEC . é preciso que eles não estejam submetidos a qualquer tensão. podendo danificá-lo. esse erro. Cuidado! Nunca segure os dois terminais do dispositivo a ser medido com as mãos. Cuidado! Se a ligação dos terminais do amperímetro for invertida. sendo analógico. Figura 35 .3 . Para a medida.

5. que possui como unidade o ohm ( ). que é um múltiplo dos valores da escala graduada: x1.RESISTORES E CÓDIGOS DE CORES Os resistores são componentes que tem por finalidade oferecer uma oposição (resistência) à passagem de corrente elétrica.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA O ohmímetro analógico é bem diferente do digital. Não colocar os dedos (ou qualquer outra parte do corpo) nas partes metálicas. Curto-circuitam-se os terminais do ohmímetro. 2. A resistência de um condutor qualquer depende da sua resistividade do material. x10k e x 100k. Na dúvida. . o procedimento para a realização da medida com o ohmímetro analógico deve ser: 1. . JAMAIS MEDIR A RESISTÊNCIA DA REDE ELÉTRICA. 3.Verificar AC ou DC. provocando a deflexão total do ponteiro. a escala graduada é invertida e não linear. 9 .Não tocar na parte metálica. x100. devendo ser substituída. 2.Equipamentos e treinamentos especiais 3. 4. A essa oposição damos o nome de resistência elétrica.Maiores escalas do aparelho de medição (1000VDC 750VAC). No ohmímetro digital. O procedimento de ajuste de zero deve ser repetido a cada mudança de escala. após a escolha do valor de fundo de escala adequado. tanto no procedimento quanto na leitura de uma medida. Assim sendo. iniciar pelas maiores escalas. x10. Ajusta-se o potenciômetro de ajuste de zero até que o ponteiro indique R = 0. A leitura é feita multiplicando-se o valor indicado pelo ponteiro pelo múltiplo da escala selecionada. 4. através de seu material. . do seu comprimento e da sua área da seção transversal. de acordo com a fórmula: R l (2ª Lei de Ohm) A APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 16 . No ohmímetro analógico. Atenção ao medir tensões elevadas: . CUIDADOS! 1. Colocação correta dos conectores e ponteiras. caso o ponteiro não atinja o ponto zero. Observações: Por causa da não-linearidade da escala. 6. Abram-se os terminais e mede-se resistência. significa que a bateria do multímetro está fraca. 5. Escolhe-se a escala desejada. No procedimento de ajuste de zero (item 3). a leitura da resistência é feita diretamente no display. as leituras mais precisas no ohmímetro analógico são feitas na região central da escala graduada.FAETEC . Nunca medir circuitos com alta tensão. iniciando com resistência infinita (R = ) na extremidade esquerda (correspondendo aos terminais do ohmímetro em aberto e ponteiro na posição de repouso) e terminando com resistência nula (R = 0) na extremidade direita (correspondendo aos terminais do ohmímetro em curto e ponteiro totalmente defletido).

m2 = resistividade.5k = 2k5 Dentre os tipos de resistores fixos. Os resistores fixos são aqueles cujo valor da resistência não pode ser alterada. o menor valor que este resistor pode ter é 95 . Os resistores de fio são encontrados com valores de resistência de alguns ohms até alguns kilo-ohms. de filme de carbono e o de filme metálico. 2. a máxima variação em porcentagem do valor nominal. Figura 36 .0.Resistores de fio. Os terminais desse fio são conectados às braçadeiras presas ao tubo. O seu valor nominal é de 100 . 2. Nomenclatura usual para resistores: 2500 = 2. de liga especial para obter-se o valor de resistência desejado.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA onde. metro [m] = área da seção transversal. Como 5% de 100 é igual a 5 .1 . e o maior valor é 105 . APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 17 . 3. ou seja. através de um cursor móvel. e são aplicados onde se exige altos valores de potência. m Outro fator que influencia na resistência de um material é a temperatura. existem outros tipos construtivos. O valor nominal da resistência elétrica. 1. 3. que servirá de suporte para enrolarmos um determinado comprimento de fio. Devido a essa maior agitação molecular os elétrons terão mais dificuldade para passarem pelo condutor. maior é a sua agitação molecular.33 W. isso é.FAETEC . Os resistores fixos são especificados por três parâmetros: 1.33 watts. conforme mostra a figura 36. Os resistores são classificamos em dois tipos: fixos e variáreis.RESISTOR DE FIO: Consiste basicamente em um tubo cerâmico. Exemplo: Tomemos um resistor 100 5% . sendo suas especificações impressas no próprio corpo. Esse componente pode dissipar uma potência de até 0. o seu valor pode ter uma diferença de até 5% para mais ou para menos do seu valor nominal. acima de 5 W. enquanto que os variáveis podem ter sua resistência modificada dentro de uma faixa de valores. R l A = resistência do condutor. A sua tolerância é de 5%. Além desse. destacamos os de fio. A sua máxima potência elétrica dissipada. ohm [ ] = comprimento do condutor. Quanto maior a temperatura do material. A tolerância. 9.

A sua dimensão física identifica a máxima potência dissipada. 9. O custo dos resistores está associado a sua tolerância. O código de cores utilizado nos resistores de película. não havendo espaço para impressão das suas especificações.Resistor de filme de carbono. obtendo valores mais precisos de resistência.RESISTOR DE FILME METÁLICO: Sua estrutura é idêntica ao de filme de carbono. Figura 37 . O valor da resistência é obtido mediante a formação de um sulco.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 9. Um bom projeto eletrônico deve considerar a tolerância dos resistores a fim de diminuir o seu custo final.FAETEC .3 . é visto na tabela 3. Sobre esta fita é depositada uma resina protetora que funciona como revestimento externo.RESISTOR DE FILME DE CARBONO (DE CARVÃO): Consiste de um cilindro de porcelana recoberto por um filme (película) de carbono. A diferença é que este utiliza liga metálica (níquel-cromo) para formar a película. Cor preto marrom vermelho laranja amarelo verde azul violeta cinza branco ouro prata 1ª Faixa 1ª Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 2ª Faixa 2ª Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 3ª Faixa Fator Multiplicador x 100 x 101 x 10 x 10 2 3 4ª Faixa Tolerância 1% 2% x 104 x 105 x 106 x 10-1 x 10 -2 5% 10% APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 18 . Geralmente esses resistores são pequenos.2 . com tolerâncias de 1% a 2%. transformando a película em uma fita helicoidal. por isso são impressas faixas coloridas sobre o revestimento para a identificação do seu valor nominal e da sua tolerância. sendo que resistores com menores tolerâncias têm custo mais elevado.

são apresentados alguns exemplos de leitura. segundo o terceiro algarismo significativos e as demais.FAETEC .7k 5% = 4k7 5% 10 x 1 10% = 10 10% 3) ouro ouro vermelho vermelho ouro verde azul verde 22 x 0.2 5% 4) 56 x 10 5 5% = 5. 10% e 20% de tolerância 10 12 15 18 22 27 33 39 47 56 2 – Série: 2% e 5% de tolerância 10 11 12 13 15 16 18 20 22 24 33 36 39 43 47 51 56 62 68 75 3 – Série: 1% de tolerância 100 102 105 107 110 113 115 118 121 124 133 137 140 143 147 150 154 158 162 165 178 182 187 191 196 200 205 210 215 221 237 243 249 255 261 267 274 280 287 294 316 324 332 340 348 357 365 374 383 392 422 432 442 453 464 475 487 499 511 523 562 576 590 604 619 634 649 665 681 698 750 768 787 806 825 845 866 887 909 931 A seguir. utilizando o código de cores: 1) ouro vermelho violeta amarelo prata preto preto marrom 68 27 82 127 169 226 301 402 536 715 953 82 30 91 130 174 232 309 412 549 732 976 2) 47 x 100 5% = 4. A ausência da faixa de tolerância indica que esta é de 20% 2.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Tabela 3 . Para os resistores de precisão encontramos cinco faixas.Código de cores Observação: 1.6M 5% = 5M6 5% 5) marrom preto cinza amarelo laranja 348 x 1 1% = 348 1% APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 19 . onde as três primeiras representam o primeiro. 1 – Série: 5%.1 5% = 2. respectivamente. fator multiplicativo e tolerância. Valores padronizados para resistores de película.

6 . que é acoplado mecanicamente à haste de ajuste. reostado (para altas correntes) e a década resistiva (instrumento de laboratório). sendo que a resistência ajustada é obtida entre uma das extremidades e o terminal central. Comercialmente. Figura 39 . As resistências variáveis possuem três terminais. A resistência entre as duas extremidades é o seu valor nominal (RN) ou resistência máxima. Observe que a capacidade é determinada pelo tamanho físico.Resistência variável.SIMBOLOGIA: Os símbolos de resistência elétrica utilizados em circuitos são mostrados na figura 39. trimpot. 9. podem ser encontrados diversos tipos de resistências variáveis. Isto irá indicar quanto calor este resistor pode suportar em uso normal sem queimar.Simbologia para resistores variáveis. Figura 40 .Tamanho físico dos resistores de carbono em relação a sua potência nominal. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 20 . Figura 41 .Simbologia para resistores fixos. potenciômetro multivoltas (de precisão). A figura 38 mostra a capacidade em watts de resistores de carbono.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Além da resistência e da tolerância. Figura 38 . Os símbolos usuais para essas resistências variáveis estão mostrados na figura 40.FAETEC . tais como os potenciômetros de fio e de carbono (com controle rotativo e deslizante).5 . conforme mostra a figura 41. 9. o resistor recebe uma capacidade nominal em watts.RESISTÊNCIAS VARIÁVEIS: A resistência variável é aquela que possui uma haste variável para o ajuste manual da resistência.

logarítmica. conforme a figura 43. V = tensão aplicada.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA A resistência variável.Curvas de um potenciômetro linear e um logaritmo.LEIS DE OHM A primeira Lei de Ohm diz: “A tensão aplicada através de um bipolo ôhmico é igual ao produto da corrente pela resistência”. ele se comporta com um resistor de dois terminais como o valor desejado. Determine a seqüência de cores para os resistores abaixo: a) 10k 5% b) 390 10% c) 5. corrente e resistência – a partir de dois parâmetros.FAETEC . Esta afirmação resulta em três importantes equações que podem ser utilizadas para calcular qualquer um dos três parâmetros – tensão. teremos uma característica linear.82 2% 2. 10 . embora possua três terminais. Essa lei é representada pela expressão: 10. a curva da tensão em função da corrente para um bipolo ôhmico. Qual é o parâmetro que é definido através das dimensões físicas de um resistor? 4. Exercícios: 1.6 2% d) 715 1% e) 0. O que determina o valor ôhmico em um resistor de filme de carbono? 3.1A LEI DE OHM (1ª Lei de Ohm) onde. Uma resistência variável pode ser linear.I APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 21 . V R. exponencial ou outra conforme a variação de seu valor em função da haste de ajuste.1 . experimentalmente. volts [V] R = resistência elétrica. Figura 42 . Os gráficos da figura 42 mostram a diferença de comportamento da resistência entre um potenciômetro rotativo linear e um potenciômetro rotativo logarítmico. após o ajuste. ohm [ ] I = intensidade de corrente. é também um bipolo. ampère [A] Levantando-se. pois. Cite um exemplo de aplicação que você conhece do resistor de fio.

Para cada valor de tensão ajustado. Figura 44 . sendo que qualquer outra não linear. podemos escrever que: tg = R. portanto.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 43 . Para levantar a curva característica de um bipolo. possibilitando o levantamento da curva conforme mostra a figura 45. teremos um respectivo valor de corrente.Curva característica de um bipolo ôhmico. para isso montamos o circuito da figura 44. Da curva temos: tg R V I 10 6 100 60 10 3 100 APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 22 . alimentando o resistor R. temos tg = V/ I. onde utilizamos como bipolo um resistor R.FAETEC .Circuito para levantar a característica de um bipolo ôhmico. Notar que o bipolo ôhmico é aquele que segue esta característica linear. corresponde a um bipolo não ôhmico. onde concluímos que a tangente do ângulo representa a resistência elétrica do bipolo.Tabela e curva característica do bipolo ôhmico. O circuito consiste de uma fonte variável. precisamos medir a intensidade de corrente que o percorre e a tensão aplicada aos seus terminais. que colocamos numa tabela. Dessa curva. V(V) 0 2 4 6 8 10 I(mA) 0 20 40 60 80 100 Figura 45 .

determine: a) A corrente consumida pela lâmpada. siemens [S] ou mho [ R = resistência [ ] -1 ] Exercícios: 1. Qual é a intensidade da corrente elétrica que passa por uma resistência de 1k submetida a uma tensão de 12 V? 2.POTÊNCIA ELÉTRICA Aplicando-se uma tensão aos terminais de um resistor. sabendo que a lâmpada está especificada para uma potência de 900 mW quando alimentada por uma tensão de 4. tais como: chuveiro. obtemos outras relações usuais: P V I V R I Substituindo. temos: P Analogamente: I V R R I I P V V R P R I2 P V2 R O efeito térmico. Por uma resistência de 150 passa uma corrente elétrica de 60 mA.CONDUTÂNCIA Chama-se de condutância (G) o inverso da resistência (R): G 1 R G = condutância. produzido pela geração de potência. em um determinado intervalo de tempo. etc. Qual é a queda de tensão que ela provoca no circuito? 3. resultando em uma grandeza cuja unidade é o watt (W).5 V. que alimentadas por tensões e conseqüentemente percorridas por correntes elétricas. provocando uma queda de tensão de 1. podemos escrever: t onde: P V I = trabalho t = intervalo de tempo (s) P = potência elétrica (W) Utilizando a definição da potência elétrica juntamente com a Lei de Ohm. é aproveitado por inúmeros dispositivos. gera uma energia que é transformada em calor por Efeito Joule e é definida como Potência Elétrica. a potência é igual ao produto da tensão e da corrente. soldador.8 V. Exercícios: 1.2 . O trabalho realizado pelas cargas elétricas. Por uma resistência passa uma corrente de 150 A.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 10. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 23 . No circuito da figura abaixo. transformam energia elétrica em térmica. Qual é o valor dessa resistência? 11 . ferro elétrico. secador.FAETEC . estabelecer-se-á uma corrente que é o movimento de cargas elétricas através deste. Numericamente. Esses dispositivos são construídos basicamente por resistências. Assim sendo.

conforme mostra a figura 54. Portanto. formado por quatro resistores ligados em série.I).CIRCUITOS SÉRIE E PARALELO 12. a potência total PE = E I fornecida pela fonte é igual à potência dissipada pela resistência equivalente Peq = Req I2 PE = P1 + P2 + + Pn = E I = Req I2 Exemplo: 1) Considerando o circuito da figura abaixo.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA b) A resistência da lâmpada nessa condição de operação.½ W a) Qual é a corrente Imáx e a tensão Vmáx que ele pode suportar? b) Que potência P’ ele dissipa caso a tensão aplicada V’ fosse metade de Vmáx? c) Quanto vale a relação Pmás/P’ e qual conclusão podem ser tiradas? 12 .. Figura 46 .FAETEC . determine: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 24 . Pela Lei de Kirchhoff das Tensões. isto é.CIRCUITO SÉRIE: Neste tipo de associação os resistores estão ligados de forma que a corrente que passa por eles seja a mesma. e a tensão total aplicada aos resistores se subdivida entre eles proporcionalmente aos seus valores.1 .. tem-se: E = R 1 I + R2 I + + Rn I R1 R2 E = I (R1 + R2 +  Rn + Rn) E Dividindo a tensão E pela corrente I. 2. Req = R1 + R2 + + Rn Caso particular: Se os n resistores da associação série forem todos iguais a R. chega-se a: I O resultado E/I corresponde à resistência equivalente Req da associação série. Considere um resistor com as seguintes especificações: 1k . a resistência equivalente pode ser calculada por: Req = n R Em um circuito série. E = V1 + V2 + . a resistência que a fonte de alimentação entende como sendo a sua carga.Associação série de resistores. a potência total PE fornecida pela fonte ao circuito é igual à soma das potências dissipadas pelos resistores. + Vn Substituindo as tensões nos resistores pela Lei de Ohm (V = R. a soma das tensões nos resistores é igual à tensão total aplicada E.

56 10 3 Req = 5260 = 5k26 4.84 V 2) Verifique pela Lei de Kirchhoff das Tensões (LKT) se os resultados do item 1c estão corretos.55 + 6.00456 4.56 10-3)2= Logo.55 V ER4 = R4 I = 1k5 4.56 10-3)2 + 1k5 (4.CIRCUITO PARALELO: Neste tipo de associação os resistores estão ligados de forma que a tensão total E aplicada ao circuito seja a mesma em todos os resistores.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA a) A resistência equivalente do circuito série.56 10-3 ER4 6.37 mW Pi = P1 + P2 + P3 + P4 = R1 IR12 + R2 IR22 + R3 IR32 + R4 IR42 Pi = 1k (4.44 mW PReq = Req I2 = 5260 (4. ER1 = R1 I = 1k 4. LKT: A soma algébrica das tensões que elevam o potencial do circuito é igual à soma das tensões que causam a queda de potencial.03 V -3 ER3 = R3 I = 560 4.2 . PE = E I = 24 4. a soma das correntes nos resistores é igual à corrente total I fornecida pela fonte: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 25 .56 10-3)2 = 109.56 10 ER3 2.56 10-3)2 + 560 (4.56 10-3 = 109. e a corrente total do circuito se subdivida entre eles de forma inversamente proporcional aos seus valores. PE PReq Pi 12. logo: E = ER1 + ER2 + ER3 + ER4 = 4.84 = 23.FAETEC .56 10-3 ER2 10.56 10-3)2 + 2k2 (4.98 3) Mostre que: PE = P1+ P2 + P3 + P4 = PReq.56 + 10 + 2. I E R eq 24 5260 0.56mA c) A queda de tensão provocada por cada resistor.56 V ER2 = R2 I = 2k2 4.56 10-3 ER1 4. Req = R1 + R2 + R3 + R4 = 1k + 2k2 + 560 + 1k5 b) A corrente I fornecida pela fonte E ao circuito. Pela Lei de Kirchhoff para Correntes.

ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 47 .Se os n resistores da associação paralela forem todos iguais a R. a resistência equivalente pode ser calculada por uma equação mais simples: 1 R eq 1 R1 1 R2 R eq Observação: Em textos sobre circuitos elétrico.FAETEC . portanto. chega-se a: I E 1 R1 1 R 1 R2  1 Rn Chama-se de condutância o inverso da resistência: G O resultado I/E corresponde à condutância equivalente da associação paralela. se todos os resistores dessa associação forem substituídos por uma única resistência de valor Req. a fonte de alimentação E fornecerá a mesma corrente ao circuito. Assim. Exemplo: 1) Considerando o circuito da figura abaixo. a resistência equivalente REQ que a fonte de alimentação entende como sendo a sua carga. é comum representar dois resistores em paralelos por: R1//R2. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 26 . a resistência equivalente pode ser calculada por: R eq R n R1 R 2 R1 R2 2 – No caso específico de dois resistores ligados em paralelo. I = I1 + I2 + + In Substituindo as correntes nos resistores pela Lei de Ohm (I = E/R). formado por três resistores ligados em paralelo. Invertendo esse valor. 1 R eq 1 R1 1 R2  1 Rn Isso significa que.Associação paralela de resistores. a relação entre as potências envolvidas é: PE = P1 + P2 + + Pn = PReq Casos particulares: 1 . determine: a) A resistência equivalente do circuito paralelo. obtém-se. tem-se: I E R1 E R2  E Rn I E 1 R1 1 R2  1 Rn Dividindo a corrente I pela tensão E.

6 10 3 12 10 3 2. formado por diversos resistores ligados em série e em paralelo.19mA A corrente que passa por cada resistor: I R1 0.00255 2.4 .012 12mA 0. Exemplo: Considerando o circuito da figura abaixo.00364 3.28 mW PReq = Req I2 = 659. pois ela depende da configuração do circuito.FAETEC .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 1 R Eq 1 3k 3 1 1k 1 4k 7 R eq 659.3 .28 mW Pi P1 P2 P3 V2 R1 V2 R2 V2 R3 12 2 3k 3 12 2 1k 12 2 4k 7 Logo.72 1 R eq 1 R1 I 1 R2 E R eq E R1 1 Rn 12 659. Esta APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 27 .CONFIGURAÇÕES ESTRELA E TRIÂNGULO (Y. não existindo uma equação geral para a resistência equivalente.1mA 3) Mostre que: PE = P1 + P2 + P3 = PReq PE = E I = 12 18. resolva os itens seguintes: 1) 2) 3) 4) 5) Determine RA = R6 // R7: Determine RB = R4 + R5 + RA: Determine RC = R3 // RB: Determine RD = R2 + RC: Determine Req = R1 // RD: 12.01819 18..5 10 3 I = 18. 0.) Existem certas configurações de circuitos que não podem ser resolvidas somente pelas combinações sérieparalela.CIRCUITO MISTO: Este tipo de associação é formado por resistores ligados em série e em paralelo. Estas configurações podem ser freqüentemente manuseadas pelo uso de uma transformação Y.72 12 3k 3 b) A corrente I fornecida pela fonte E ao circuito.19 10-3 = 218. logo: I = I1 + I2 + I3 I 12 3k 3 12 1k 12 4k 7 3.72 (18. conforme as ligações entre os resistores. PE PReq Pi 12. LKT: A soma algébrica das correntes que chegam a um nó é igual à soma das correntes que saem desse nó.19 10-3)2 = 218.55mA 2) Verifique pela Lei de Kirchhoff das Correntes (LKC) se os resultados do item 1c estão corretos.64mA I R2 I R3 E R3 E R2 12 4k 7 12 1k 0. o cálculo deve ser feito por etapas. Assim.

Configuração triângulo. Ao se analisar as redes é muito útil converter o tipo Y em D e vice-versa. conforme mostra a tabela abaixo. A rede da Figura abaixo (a) é chamada de rede em T ou rede em Y em virtude de sua forma. Figura 49 . para simplificar a solução. Os circuitos das figuras 56 e 57 são redes e Y. Conversão YR12 R1 R2 R1 R3 R3 R1 R3 R2 R1 R3 R1 R2 R3 R1 Conversão -Y R12 R13 R12 R13 R23 R12 R23 R12 R13 R23 R13 R23 R12 R13 R23 R13 R1 R2 R2 R3 R2 R23 R1 R2 R2 R3 R3 Exemplos: 1. Três equações simultâneas podem ser escritas expressando estas equivalências de resistências terminais. tanto em Y como em . APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 28 .Configuração estrela. respectivamente. Figura 48 . Converter a configuração abaixo de estrela para triângulo: 2. Se estas redes são equivalentes. A rede da Figura (b) é chamada de rede em p (pi) ou em D (delta) pela sua forma. Determine a resistência equivalente única que substituirá a rede da figura abaixo entre os terminais b e d.FAETEC . ou vice-versa.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA transformação permite que três resistores que formam uma configuração Y sejam substituídos por outros três em configuração . a resistência entre qualquer par de terminais deve ser a mesma.

FAETEC . qualquer uma delas pode ser convertida. logo. Nesta rede. numa equivalente Y. Logo. Rbd = 2 + 4 = 6 12. Para equilibrar a ponte. por resistências cinzas para o caso da seção bac. como também as resistências Rec e Rcd. A chave S2 aplica a tensão da bateria aos quatro resistores da ponte. Rea e Rad estão ligadas em série. todavia. na figura. mostrada. R ed 6 12 6 12 4 A resistência de b para d é uma combinação série de Rbe e Red. o valor de R 3 é APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 29 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Solução: No circuito da figura acima.5 . Observe. nenhuma resistência está diretamente em paralelo ou diretamente em série. Read = 1 + 5 = 6 e Recd = 2 + 10 = 12 As resistências Read e Recd estão ligadas em paralelo. Os valores equivalentes são: 4 8 4 4 8 4 R1 2 R2 1 R3 2 4 4 8 4 4 8 4 4 8 A rede que resulta da substituição da rede bac por uma equivalente Y é mostrada na figura abaixo.CIRCUITO PONTE DE WHEATSTONE A ponte de Wheatstone (circuito da Figura 8) pode ser usada para se medir uma resistência desconhecida Rx. que as seções bac e dac formam ambas uma rede . portanto.

O nó secundário conecta apenas dois elementos e é um nó trivial.MALHA: Qualquer parte de um circuito elétrico cujos ramos formam um caminho fechado para a corrente. 13.Exemplo de malha.INTRODUÇÃO As técnicas de análise de circuitos CC são de grande valia quando se quer calcular parâmetros de circuitos que possuem mais de uma fonte de energia. Figura 51 .1 . O equilíbrio ou balanceamento é indicado pelo valor zero lido no galvanômetro G quando a chave S1 estiver fechada. IxRx=I1R1 (1) e IxR3=I1R2 Dividindo (1) por (2): (2) Figura 8 . os pontos B e C têm o mesmo potencial.3 . 13 . Logo. O nó principal é aquele que conecta pelo menos três elementos de circuitos e possui uma equação nodal considerável (BARTKOWIAK. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 30 . Um circuito genérico possui NÓS E RAMOS.1.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA variável.Exemplo de nó. 1994). nós podemos dizer que um circuito é complexo se há duas ou mais fontes Figura 50 .FAETEC .Circuito da ponte de Wheatstone. Para a ponte equilibrada. como é o caso de vários sistemas eletrônicos e elétricos de potência. Qualquer caminho entre dois nós é chamado de ramo. Um nó é um ponto de junção de dois ou mais elementos de circuitos. baseados nas definições acima. Então.ANÁLISES DE CIRCUITOS CC 13.

2 . I2 e I4. I1 + I3 . Quando esta lei é utilizada. Na figura 49 a equação para o nó a é: Figura 52 – Correntes entrando e saindo de um nó. + I1 + I2 .I4 .I2 = 0 I2 . I5 e I6.I3 .I1 . Figura 53 – Circuito exemplo para LKC.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 13.PRIMEIRA LEI DE KIRCHHOFF A primeira lei é conhecida como Lei de Kirchhoff das Correntes (LKC) ou Lei dos Nós ou Lei das Correntes e esta diz que: 1.2 . arbitrariamente. adota-se. Determine I3.6 = 0 6 .FAETEC .I6 = 0 2 + I3 .“A soma algébricas de todas as correntes em um nó deve ser Zero”.I5 = 0 3 .I4 = 0 I1 + I2 = I3 + I4 Exemplo: No circuito da figura 50.I6 = 0 I3 = 4 A I5 = 3 A I6 = 1 A APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 31 .3 . são conhecidos os valores de I1. as correntes que entram no nó como positivas e as correntes que saem do nó como negativas (ou vice-versa.I5 = 0 I5 . desde que se seja consistente).

antes de enunciar essa lei é necessário analisar um outro comportamento possível para as fontes de tensão num circuito elétrico.No circuito abaixo. temos: + 10 – V2 – V1 = 0 .SEGUNDA LEI DE KIRCHHOFF A segunda lei é conhecida como Lei de Kirchhoff das Tensões (LKT) ou simplesmente. Num circuito elétrico formado por mais de uma fonte de alimentação.3 .para + ou vice-versa desde que se seja consistente). Determine V1 e V2. Figura 54 . A segunda lei é uma conseqüência do princípio de conversação da energia e equivale igualar a energia de entrada à de saída. A Lei de Kirchhoff das Tensões diz que: "A soma algébrica de todas as tensões tomadas num sentido determinado.Fazendo uma confirmação de resultados Substituindo os valores em (III).ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 13. ao invés de gerador. E2.V3 . a fonte estaria provocando a sua queda. Lei das Tensões.V1 = 0 E2 + E3 = V2 + V3 + E1 + V1 Exemplo: 1. ela estaria funcionando como um receptor ativo.E1 . podemos seguir o caminho em qualquer sentido (horário ou antihorário) e somar as subidas ou as quedas de tensão (considerando positivas as que vão de . Nesse caso. é possível que em alguma fonte a corrente entre pelo pólo positivo e saia pelo pólo negativo.V2 . temos: + 5 – 20 + 8 + V2 = 0 APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 32 . são conhecimentos os valores de E1. porém. V3 e V4.Lei de Kirchhoff das Tensões. em torno de um caminho fechado. isto é. Equações: + E1 – V2 – V1= 0 + E1 + V3 – E2 + V4 – V1 = 0 + V3 – E2 + V4 + V2 = 0 (I) (II) (III) V1 = 3 V V2 = 7 V V2 = 7 V Substituindo os valores em (II). + E2 + E3 . temos: + 10 + 5 – 20 + 8 – V1 = 0 Substituindo os valores em (I). deve ser nula". ao invés de elevar o potencial do circuito. Ao escrever as equações LKT.FAETEC .

Ao se resolver um circuito utilizando as correntes nas malhas. temos: . Aplicando-se a LKT ao longo dos percursos de cada malha. sendo utilizado.V1 – V2 + E2 = 0 . Obs.10 + 8 + 5 = 0  13. o sentido horário.E2 + V2 + V4 = 0 . V2 e V4.E1 – V3 + E3 – V4 + V1 = 0 (I) (II) (III)  E2 = 10V V3 = 22 V Substituindo os valores em (I).ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 2 – No circuito abaixo são conhecidos os valores de E1.4 . de acordo com o sentido adotado para a corrente. encontra-se as equações que determinarão as correntes de malha desconhecidas. temos: + 15 – 17 . Em seguida.MÉTODO DAS MALHAS Uma malha é qualquer percurso fechado de um circuito (GUSSOW. Determine E2 e V3 para que a Lei de Kirchhoff para Tensões seja válida. V1.FAETEC . O procedimento para se determinar as correntes I1 (malha 1) e I2 (malha 2) é: Figura 2 . Figura 55 . O fluxo convencional de corrente num resistor produz uma polaridade positiva onde a corrente entra. Na Figura 2 tem-se um circuito com duas malhas (1 e 2). 1996). 1º passo: escolher as malhas e mostrar as correntes respectivas no sentido horário.E3 + V3 . V2 e V4 não são conhecidas. As polaridades de V1. Equações: + E1 .8 + E2 = 0 Substituindo os valores em (II). E3. por conveniência. para cada malha é designada a sua corrente. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 33 .Um circuito CC com duas malhas.Circuito exemplo. é preciso escolher previamente os percursos que formarão as mesmas. indicando a polaridade de tensão para cada resistor.25 + V3 .

(R1 + R2) .5 . Pelo fato de haver duas correntes diferentes que fluem em sentidos opostos num mesmo resistor. A abordagem sistemática descrita a seguir deve ser seguida quando se aplicar este método. .FAETEC . percorrendo a mesma no sentido adefa: . aparecem dois conjuntos de polaridades para o mesmo (no caso da Figura 1. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 34 .I2R2 = VA Para a malha 2.4o passo: com as correntes conhecidas. percorrendo cada malha no sentido da corrente da malha.3 passo: calcular as correntes I1 e I2 através das Equações (4) e (5).(R2 + R3) = VB .I2R2 + I1R2 – I2R3 – VB = 0 I1R2 – I2.2o passo: aplicar a LKT ao longo de cada malha.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA .CONSIDERAÇÕES PARA SISTEMAS DE MALHAS GENÉRICAS • Tenha em mente que circuitos com duas ou mais fontes de tensão isolada não podem ser resolvidos usando os métodos vistos até aqui.5o passo: verificar a solução das correntes das malhas percorrendo a malha abcdefa (malha mais externa que engloba as malhas 1 e 2): VA – I1R1 – I2R3 – VB = 0 (6) o tem-se: (4) (5) 13. • Estudaremos um método para analisar circuitos como o da figura abaixo. Percorrendo a malha 1 no sentido abcda e aplicando a Equação geral + VA – I1R1 – I1R2 + I2R2 = 0 + VA – I1. .(R1 + R2) + I2R2 = 0 I1. calcular todas as quedas de tensão através dos resistores utilizando a Lei de Ohm. no resistor R2).

b) Não é absolutamente necessário escolher o sentido horário para todas as correntes de malha. para assegurar que todas sejam independentes. Em outras palavras. Como elas possuem sentidos opostos. o número de correntes deve ser igual ao número de janelas do circuito plano (sem interseções).ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Primeiro passo: a) Associe uma corrente no sentido horário a cada malha fechada independente do circuito. enquanto todos os outros passos são seguidos corretamente. uma corrente de malha coincide com uma corrente de ramo somente quando ela é a única corrente que percorre este ramo. escolhendo o sentido horário como um padrão podemos desenvolver um método mais rápido para escrever as equações necessárias. O primeiro passo é realizado com mais eficácia quando colocamos uma corrente de malha dentro de cada “janela” do circuito. de acordo com o sentido da corrente postulado para esta malha. Terceiro passo: • Aplique a Lei de Kirchhoff para tensões em todas as malhas. pois ele também é percorrido pela corrente I2. A corrente no resistor de 4 F não é I1.FAETEC . I de 4 F é a diferença entre I1 e I2. no sentido horário. • • • APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 35 . Segundo passo: • Indique as polaridades de cada resistor dentro de cada malha. c) De fato. d) Entretanto. o que poupará tempo e possivelmente evitará alguns dos erros mais comuns. podemos escolher qualquer sentido para cada uma dessas correntes sem alterar o resultado. • Novamente. o sentido horário foi escolhido para manter a uniformidade e também com o intuito de nos preparar para o método a ser introduzido na próxima seção. Não importa como sejam escolhidas suas correntes de malha. • Observe a necessidade de que sejam assinaladas polaridades para todos os componentes de todas as malhas.

O sinal negativo indica que as correntes possuem sentido oposto ao escolhido para as correntes de malha.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA a) Se um resistor é percorrido por duas ou mais correntes. b) A polaridade de uma fonte de tensão não é afetada pela escolha do sentido das correntes nas malhas.FAETEC . a corrente total que o atravessa é dada pela corrente da malha à qual a lei de Kirchhoff está sendo aplicada mais as correntes de outras malhas que o percorrem no mesmo sentido e menos as correntes que o atravessam no sentido oposto. Quarto passo: • Resolva as equações lineares simultâneas resultantes para obter as correntes de malha. • A corrente no resistor de 4 Ω é determinada pela seguinte equação do circuito original: Para a primeira figura apresentada temos as equações: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 36 .

Figura 3 Os nós num circuito com duas malhas. isto é: Equações necessárias = n – 1.1o passo: adotar o sentido das correntes como mostrado e indicar os nós (A. Os passos necessários para se escrever as equações tendo como base a Figura 3 são: . pode-se identificar simplesmente estas tensões como VA.6 . . VBG é a tensão entre os nós B e G e VNG é a tensão entre os nós N e G. I2 e I3 em (7) encontra-se: (8) APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 37 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 13.2o passo: aplicar a LKC para o nó principal e resolver as equações para resolver VN. A cada nó. I2 e I3 são facilmente encontradas por: Substituindo-se I1. Identificar a polaridade da tensão em cada resistor de acordo com o sentido considerado para a corrente. Escreve-se as equações dos nós para as correntes. o qual é o nó onde está representada o terra do circuito.MÉTODO DOS NÓS Um outro método para se resolver um circuito com correntes de malhas utiliza as quedas de tensão para determinar as correntes num dado nó. satisfazendo a LKC (Lei de Kirchhoff das Correntes). VB e VN. A. e G e N são nós principais ou junções. num circuito. Uma tensão de nó é a tensão de um dado nó com relação a um determinado nó chamado de nó de referência.FAETEC . B. (7) Pela Lei de Ohm. Na Figura 3. se associa uma letra ou um número. N e G). as correntes I1. O número de equações necessárias é igual ao número de nós principais (n) menos 1. B. Assim: VAG é a tensão entre os nós A e G. G e N são nós. Como o nó G é um nó de referência comum.

APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 38 . 13. denominado de nó de referência. R2 e R3 forem conhecidos. V pode ser calculado a partir da equação acima. de forma a satisfazer a lei de Kirchhoff para a corrente. vimos que a tensão da fonte de alimentação se subdivide entre os resistores. R1. então. Assim.DIVISORES DE TENSÃO Na associação série de resistores. • Um nó é uma conexão comum a dois ou mais componentes. podemos calcular as tensões desconhecidas dos nós. • Num circuito. de forma a satisfazer a lei de Kirchhoff para a corrente. temos: Se VA. • Resolvendo as equações dos nós. as equações dos nós para as correntes.FAETEC . todas as quedas de tensão e as correntes do circuito podem ser determinadas.7 . formando um divisor de tensão.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA • Outro método para resolver um circuitos com correntes de malhas utiliza as quedas de tensão para determinar as corrente em um nó. Substituindo na primeira equação. • Escreve-se. • Um nó principal possui três ou mais conexões. VB. associa-se uma letra ou um número a cada nó Uma tensão de nó é a tensão de um determinado nó com relação a um nó em particular.

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TÉCNICO EM ELETRÔNICA

Podemos deduzir uma equação geral para calcular a tensão Vi no resistor Ri é dada por: Vi = Ri I (I) Mas a corrente I que passa pelos resistores em série vale:
I E R eq

(II)

Substituindo a equação (II) na equação (I), obtém-se a equação geral do divisor de tensão:
Vi Ri E R eq

No caso de um divisor de tensão formado por dois resistores, conforme a figura 58, as expressões de V1 e V2 são:

Figura 56 - Circuito divisor de tensão.
V1 R1 R1 E R2

e

V2

R2 E R1 R 2

13.8 - DIVISORES DE CORRENTE Em uma associação paralela de resistores, vimos que a corrente fornecida pela fonte de alimentação se subdivide entre os resistores, formando um divisor de corrente.

Figura 57 – Circuito divisor de corrente. Podemos deduzir uma equação geral para calcular a corrente Ii num determinado resistor Ri da associação em função da corrente total I ou da tensão E aplicada. Como os resistores estão em paralelo, a tensão E da fonte de alimentação é aplicada diretamente em cada resistor. Assim, a equação geral do divisor de corrente em função de E é:
Ii E Ri

(I)

Mas a tensão E aplicada à associação paralela vale: E R eq I (II) Substituindo a equação (II) na equação (I), obtém-se a equação geral do divisor de corrente em função de I:
Ii R eq Ri .I

No caso de um divisor de corrente formado por dois resistores, podem-se deduzir facilmente as equações de I1 e I2, que ficam como segue:

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Figura 58 – Circuito divisor de corrente formado por 2 resistores.
I1 R2 I R1 R 2

e

I2

R1

R1 I R2

14 - TÉCNICAS GERAIS DE ANÁLISE DE CIRCUITOS

No presente texto serão abordados alguns teoremas de circuitos elétricos empregados freqüentemente em análises de circuitos. Esses teoremas têm como objetivo principal simplificar a análise de circuitos. Os teoremas relatados neste capítulo são: Thevenin, Norton, superposição, e máxima transferência de potência e Millman
14.1 - TEOREMA DE THÉVENIN

RTH: é a resistência vista por trás dos terminais da carga quando todas as fontes são curto-circuitadas. VTH: é a tensão que aparece nos terminais da carga (AB) quando se desconecta o resistor RL. É chamada também de tensão de circuito aberto. O teorema de Thevenin consiste num método usado para transformar um circuito complexo num circuito simples equivalente. Esse teorema afirma que qualquer rede linear de fontes de tensão e resistências, se considerarmos dois pontos quaisquer da rede, pode ser substituída por uma resistência equivalente RTh em série com uma fonte equivalente VTh. A figura 64a mostra a rede linear original com os terminais a e b; a figura 64b mostra o equivalente Thevenin RTh e VTh, que pode ser substituído na rede linear nos terminais a e b. A polaridade de VTh é escolhida de modo a produzir uma corrente de a para b no mesmo sentido que na rede original. RTh é a resistência Thevenin vista através dos terminais a e b da rede com cada fonte de tensão interna curto-circuitada (se existirem fontes de correntes, estas são consideradas como circuitos abertos). VTh é a tensão Thevenin que apareceria através dos terminais a e b com as fontes de tensão (e/ou corrente) no lugar e sem nenhuma carga ligada através de a e b.

Figura 59 - Equivalente Thevenin.

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Exemplo: Calcule o equivalente Thevenin visto dos terminais a e b do circuito da figura 65.

Figura 60 - Circuito linear. Solução: Para o cálculo de RTh devemos curto-circuitar a fonte de tensão e calcular o resistência equivalente vista dos terminais a e b.

Figura 61 - Cálculo de RTh. A tensão equivalente Thevenin é a tensão vista a partir dos terminais a e b. Portanto;
VTh 10 10k 10k 1k 5 8,7V

Figura 62 - Circuito linear e seu equivalente Thevenin. Exercício 1

Calcule o circuito equivalente de Thevenin responsável pela alimentação do resistor RL da Figura abaixo.

Exercício 2

Obter o equivalente de Thevenin entre os terminais ‘A’ e ‘B’ do circuito da abaixo:

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14.2 . figura 68b. IN é igual a corrente de curto-circuito através dos terminais ab (a corrente que a rede produziria através de a e b com um curtocircuito entre esses dois terminais). Exemplo: Calcule o equivalente Norton visto dos terminais a e b do circuito da figura 69. O valor desse resistor único é o mesmo para os dois circuitos equivalentes: Norton e Thevenin. este teorema pode ser usado para reduzir uma rede a um circuito simples em paralelo com uma fonte de corrente. Para a análise de correntes.TEOREMA DE NORTON O teorema de Norton é utilizado para simplificar uma rede em termos de correntes em vez de tensões. Figura 63 . olhando por trás. a partir dos terminais abertos ab. O primeiro passo para a solução do problema é fazer um curto-circuito entre os terminais a e b e após calcular a corrente que passa por esse curto.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Exercício 3 Determine a potência dissipada no resistor de 10 Ω do circuito da figura abaixo utilizando o equivalente de Thevenin. Observe pela figura que a resistência R2 foi curto-circuitada.FAETEC . A Resistência RN é obtida da mesma forma que RTH. que fornece uma corrente de linha total que pode ser subdividida em ramos paralelos.Equivalente Norton. O teorema de Norton afirma que qualquer rede ligada aos terminais a e b da figura 68a pode ser substiuída por uma única fonte de corrente IN em paralelo com uma única resistência RN. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 42 . RN é a resistência nos terminais a e b. O teorema Norton é usado para simplificar uma rede em termos de corrente em vez de tensão.

Circuito linear e seu equivalente Norton. Figura 66 .67 10 1k 3 4k 7 3 APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 43 .45mA 1k 3 6. a corrente IN é dada por: IN 10V 1k 5 IN 6. Figura 73 .45mA IL IL RN IN RN RL 1.7 6000 IL 1.Curto-circuito entre os terminais a e b.Cálculo de RN.Equivalente Thévenin Figura 73 .7V 1K 3 4k 7 8. logo: Figura 65 . Repita o exercício para o circuito do equivalente Norton (figura 73).67mA A resistência RN é calculada da mesma forma que no teorema Thevenin. O equivalente Norton é apresentado na figura 71. Logo. Exercício: Acrescente uma carga de 4k7 entre os terminas ab do circuito do equivalente Thevenin (figura 72) e calcule a corrente IL que passa pela carga.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 64 .Equivalente Norton IL 8.FAETEC . O circuito fica reduzido a uma fonte de tensão e um resistor.

concluímos que o circuito equivalente Thevenin (figura 72) corresponde ao circuito Norton equivalente (figura 73).TEOREMA DA MÁXIMA TRANSFERÊNCIA DE POTÊNCIA Esse teorema trata da potência máxima que se pode obter de um circuito linear qualquer.Transformação de circuitos equivalentes. Sabe-se que qualquer circuito pode ser representado pelo circuito equivalente de Thevenin. Logo.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Observando os resultados do exercício acima (mesma corrente IL em ambos casos). O inverso é conseguido multiplicando-se a fonte de corrente pela resistência. Figura 67 . conforme mostra a figura 75. ou seja: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 44 .FAETEC . uma fonte de tensão qualquer com uma resistência em série pode ser transformada em uma fonte de corrente equivalente com a mesma resistência em paralelo e vice-versa. Figura 68 . devemos dividir a fonte de tensão pela resistência. Para transformar um circuito formado por uma fonte de tensão em série com uma resistência em um circuito equivalente com uma fonte de corrente em paralelo com uma resistência. 14.Circuitos equivalentes. como mostra a figura 74.3 .

Como se pode ver o gráfico possui um ponto de máximo e isso é coerente. a equação 3 resulta no gráfico da Figura abaixo.FAETEC . Logo.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Então. o valor da potência máxima que pode ser dissipada pela carga será: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 45 . pode-se determinar o valor de resistência RC que dissipará a máxima potência da seguinte maneira: Equação 1 Equação 2 Equação 3 Considerando Vth e Rth constantes. A máxima transferência de potência ocorre quando a carga tem resistência igual à resistência de Thevenin do circuito. pois: Logo.

Reduza o circuito da Figura 6. o circuito acima pode ser redesenhado como mostra a Figura abaixo. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 46 . o rendimento é: Apenas 50% da potência fornecida é transferida para a carga na situação de máxima transferência de potência. Os outros 50% são dissipados na resistência de Thevenin (que pode ser a resistência interna da fonte).RENDIMENTO A eficiência ou rendimento de uma máquina ou circuito é definido como: No caso da máxima transferência de potência.1 .FAETEC . Qual a potência máxima que este circuito pode fornecer para uma carga R conectada entre A e B? Solução: Os resistores de 12 Ω e 2 Ω em paralelos com a fonte de tensão são irrelevantes pois a tensão na fonte será 30V independentemente do resto do circuito. Assim. EXERCÍCIO PROPOSTO 1 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 14. Da mesma maneira o resistor de 17Ω não faz diferença ao circuito pois a corrente que o atravessa será 4A independentemente de qualquer outro fator.20 a uma fonte de tensão em série com uma resistência. tem-se o seguinte rendimento: Portanto.3.

Para o cálculo de Rth: Para o cálculo de Vth: O valor de resistência RL é 25 Ω e a potência fornecida e dissipada é: EXERCÍCIO PROPOSTO 3 . Solução: Primeiramente. Calcule o valor da potência máxima para este circuito. obtém-se o equivalente de Thevenin entre os pontos A e B. Qual a leitura do microamperímetro nesse caso? APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 47 .22. a potência máxima que esse circuito pode fornecer é: EXERCÍCIO PROPOSTO 2 .A ponte de Wheastone desequilibrada tem uma resistência Rg em série com um microamperímetro.Calcular a carga RL que determina a máxima transferência de potência no circuito da Figura 6. Determine também a potência fornecida pela fonte e a dissipada na carga.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Portanto.FAETEC .

4 . EXERCÍCIO PROPOSTO 6 .2.1.Efetue uma transformação de fonte para determinar o I no circuito da figura E6.3.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA EXERCÍCIO PROPOSTO 4 .Utilize o princípio da superposição para determinar o I na rede da figura E6. 14. 2) Calcule as correntes produzidas somente pela fonte de tensão V2.Utilize o princípio da superposição para determinar o V na rede da figura E6. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 48 . 3) ) Some algebricamente as correntes individuais para determinar as correntes produzidas pelas duas fontes V1 e V2. EXERCÍCIO PROPOSTO 5.FAETEC .TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO Passos (veja o circuito com duas malhas abaixo) 1) Calcule as correntes produzidas somente pela fonte de tensão V1.

Para eliminar o efeito causado num circuito por uma fonte de corrente. A fim de se usar uma fonte de cada vez. Figura 70 . a corrente ou a tensão para qualquer componente é a soma algébrica dos efeitos produzidos por cada fonte atuando independentemente. ela deve ser substituída por um curto aberto. numa rede com duas ou mais fontes. ela deve ser substituída por um curto-circuito. faz-se no seu lugar um curto-circuito.FAETEC . Exemplo 1: No circuito da figura 78. Quando se retira uma fonte de corrente. Figura 69 . determine a corrente e a tensão no resistor RX: Solução: Primeiramente. eliminaremos o efeito causado pela fonte de tensão E2 por meio da sua substituição por um curto-circuito e determinaremos a tensão VX1 e a corrente IX1 em RX APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 49 .Para eliminar o efeito causado num circuito por uma fonte de tensão. todas as outras fontes são retiradas do circuito. ela é substituída por um circuito aberto.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Correntes: O teorema da superposição afirma que. Ao se retirar uma fonte de tensão.

VX2 E2 R1 //R X R 2 R1 //R X I X2 100 100 100 100 20 100 100 220 100 100 VX2 3.07 – 3.E1. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 50 .07V V X1 E1 R 2 //R X R1 R 2 //R X 220 100 220 100 10 220 100 100 220 100 logo: I X1 V X1 RX 4.70V I X2 Finalmente.E1 e I3. I2.75 100 68.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 10 68.70mA Em seguida.7mA IX = IX1 – IX2 = 40. Solução: Primeiramente calculamos o valor da corrente I1. por efeito de E2. podemos calcular a tensão VX e a corrente IX pela soma algébrica dos efeitos de E1 e E2.70 10-3 . eliminaremos o efeito causado pela fonte de tensão E1 e determinaremos a tensão VX2 e a corrente IX2 em RX. produzidas pela fonte somente pela fonte E1.7 VX = 0.37V IX = 3.37 10-3 Exemplo 2: Calcule as correntes nos ramos I1. I2 e I3 do circuito da figura abaixo. VX = VX1 – VX2 = 4.FAETEC .5 V X1 4.E1.07 100 I X1 40.7 RX 100 20 50 220 50 37mA VX2 3. através do teorema da superposição.

a obter-se em um determinado ramo uma corrente nula. O desequilíbrio da ponte causa um fluxo de corrente e por conseqüência uma diferença de potencial que representa uma grandeza física.E 2 I 3. I2 e I3 produzidas pelas duas fontes.5A I 2.E 2 1. I 1. pressão.E2.5 1 0.5 1.E2 produzidas somente pela fonte E2.E1 + I3.PONTE DE WHEATSTONE 15.5) 1.5A 1.E2 = -1 + 3 I2 = 2A I3 = I3.E1 ( 1) 1 I 1.E1 1A I 2.E1 I 3. o equilíbrio da ponte.5A I2 = I2.E1 na verdade sai do ponto a e não entra no ponto a como foi convencionado.E 2 I 3.FAETEC .E 2 Va R1 Va R2 1.E1 Va R3 1 1 I 3.5A 15 .5 1 I 1.E2 = 1 + 1. Va E1 Cálculo das correntes: I 3.5 1 0.E1 + I1. I2. Para isto.E 2 I 1. eliminamos a fonte E1 e calculamos as correntes I1.5 1 V Para calcular as correntes.5 1 1.E 2 3A Para encontrar os valores das correntes I1.E1 2A Após. Figura 71 . força. pois por meio dela é possível medir diversas grandezas físicas como temperatura.E1 Va R2 1 1 I 2.E 2 ( 1. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 51 .5 0.E1 I 2.1 – INTRODUÇÃO A Ponte de Wheatstone é um circuito muito utilizado em instrumentação eletrônica. I1 = I1. ou seja.E2 e I3.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA R2 // R3 R1 R2 // R 3 3 0.E2 = 2 + (-1.5 I 2.5) I1 = 0. basta utilizar um transdutor que converta as grandezas a serem medidas em resistência elétrica.5V Cálculo das correntes produzidas somente fonte E2: I 1. devemos somar as correntes individuais.E1 + I2. etc. primeiramente calculamos a tensão no ponto a.E 2 I 3. Cálculo de Va: Va E2 R1 //R 3 R 2 R1 //R 3 4. O circuito que compõe a ponte é composto por resistores arranjados de tal forma.5 I3 = 2.E1 1A Observação: O sinal negativo é usado para mostrar que I2.Fonte de tensão E1 curto-circuitada.

Substitui-se um dos resistores da ponte pela resistência desconhecida RX como. podemos dividi-la em duas partes. As tensões VA e VB de cada ponte são dadas por: VA R2 . com razoável precisão.R 3 R1 R 4 Logo. a condição de equilíbrio da ponte é dada pela igualdade entre os produtos das suas resistências opostas. o resistor R1. Ele é formado por dois divisores de tensão ligados em paralelo. Liga-se um milivoltímetro de zero central entre os pontos A e B. 4. 15. cada uma formando um divisor de tensão. Ajusta-se a década resistiva até que a ponte entre em equilíbrio. Calcula-se RX pela expressão de equilíbrio da ponte. resistências elétricas desconhecidas. Na ponte o interesse recai sobre a tensão VAB entre as extremidades que não estão ligadas à fonte de alimentação. por exemplo. o resistor R3.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA O circuito básico da Ponte de Wheatstone é mostrado na figura 61. Para equacionar a Ponte. até que o milivoltímetro indique tensão zero (VAB = 0).Ponte de Wheaststone desmembrada.OHMÍMETRO EM PONTE A Ponte de Wheatstone pode ser utilizada para medir.2 . Quando VAB = VA – VB = 0. 3. isto é. é necessário que VA = VB. Para que VAB seja nulo. Figura 72 . por exemplo. 2.E R1 R 2 e VB R4 . conforme é mostrado na figura 62.Ponte de Wheatstone.FAETEC .E R3 R4 Figura 73 . ou seja: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 52 . adotando o seguinte procedimento: 1. 5. Substitui-se um outro resistor por uma década resistiva RD como. ou seja: R2 E R1 R 2 R4 E R3 R4 R2 R3 R4 R 4 (R1 R2 ) R2 R3 R2 R4 R1 R 4 R2 R4 R 2 . anotando o valor de RD. dizemos que a ponte encontra-se em equilíbrio.

Por meio da ponte. para o caso de um indutor.FAETEC . 16. E = 10V. Essa reação às variações de corrente é denominada reatância capacitiva XC ( ). medir a diferença de potencial elétrico causado pelo desequilíbrio e converter este valor para uma escala de temperatura. o papel e muitas vezes o próprio ar. um sensor de temperatura do tipo PT100 utilizado para medir a temperatura de um forno. a saber: tensão = v ou v(t). como por exemplo. Já. são representadas por letras maiúsculas. mantendo o seu valor ôhmico constante tanto para a corrente contínua como para a corrente alternada. quando tais grandezas variam no tempo. 16. potência = p ou p(t). no caso do capacitor e reatância indutiva XL ( ). Figura 74 . sabendo que no seu equilíbrio RD = 18k ? R X 20k 10k R D Rx 10k R D 20k 10k 18k 20k RX 9k Instrumento de Medida de uma Grandeza Qualquer Este tópico é a grande aplicação da Ponte de Wheatstone. o capacitor pode armazenar uma quantidade maior de carga. V. Este dispositivo é destinado a armazenar cargas elétricas e é constituído por dois condutores separados por um isolante: os condutores são chamados armaduras (ou placas) do capacitor e o isolante é o dielétrico do capacitor. R4 = 20k .CAPACITOR E CONCEITO DE CAPACITÂNCIA Um dispositivo muito usado em circuitos elétricos é denominado capacitor. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 53 . O dielétrico pode ser um isolante qualquer como o vidro. quando analisadas em corrente contínua. sendo que seu valor ôhmico muda conforme a velocidade da variação da corrente nele aplicada.REPRESENTAÇÃO DE GRANDEZA ELÉTRICA VARIANTES NO TEMPO Uma nomenclatura geralmente utilizada em eletricidade e eletrônica. como por exemplo: tensão.Medida de uma resistência desconhecida através de uma ponte. o resistor. Considere que a resistência desconhecida do exemplo anterior seja um sensor cuja resistência varie proporcionalmente a uma grandeza física qualquer. o dispositivo reativo. podemos relacionar o desequilíbrio causado pela resistência do sensor. corrente e potência.CAPACITOR Um dispositivo resistivo como. O isolante dificulta a passagem das cargas de uma placa à outra. a expressão de RX se resume a: RX =RD. é aquele que resiste à passagem de corrente. Se R2 = R3. Qual é o valor de Rx. Porém. I e P. o que descarregaria o capacitor. por exemplo. suas representações são feitas com letras minúsculas. R2 = 10k . a parafina.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA RX R3 = R 2 RD 6.2 . Exercício: Na ponte de Wheatstone da figura 63. para grandezas elétricas. reage às variações de corrente. corrente = i ou i(t). Dessa forma. para uma mesma diferença de potencial. 16 .1 . respectivamente.

não existe fluxo de elétrons entre as placas.FAETEC . a diferença de potencial entre as placas também aumenta. Uma vez que existe um material isolante entre as placas. fazendo com que as cargas fiquem armazenadas nas placas.3 . causamos um fluxo de elétrons representado pela corrente I. Matematicamente a capacitância é dada por: C Q E Q = E. carregando-se negativamente. Quando aplicamos uma diferença de potencial entre as placas que formam um capacitor.2 . A medida em que for aumentando a quantidade de cargas armazenadas nas placas.SIMBOLOGIAS DOS CAPACITORES As simbologias mais utilizadas para representar um capacitor em circuitos elétricos são apresentadas na figura abaixo. C = capacitância. volt [V] 16. carregando-se positivamente. A placa positiva (+) do capacitor começa a ceder elétrons para o pólo positivo da fonte.C onde. O quociente entre carga (Q) e diferença de potencial (E) é então uma constante para um determinado capacitor e recebe o nome de capacitância (C). A quantidade de cargas armazenadas entre as placas de um capacitor é diretamente proporcional à diferença de potencial aplicado nas placas. fazendo com que o fluxo de elétrons diminua. simultaneamente a placa negativa (-) começa a atrair elétrons do pólo negativo da fonte.CIRCUITO ELÉTRICO COM CAPACITOR Considere o circuito da figura abaixo. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 54 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 16. Coulumb [C] E = tensão elétrica. Faraday [F] Q = carga elétrica. Esse fluxo de elétrons diminui progressivamente até o momento em que a diferença de potencial sobre o capacitor se iguale à tensão da fonte (E = VC) fazendo com que o fluxo de elétrons cesse (I = 0).

3 . tipo de armadura e o tipo de encapsulamento. encontramos diferentes tipos de capacitores. sendo a folha de alumínio anodizada.4.FAETEC . Dentre os vários tipos de capacitores. cuja unidade é o farad/metro [F/m]. conforme a tabela: Dielétrico Permissividade . A d No vácuo. da distância d [m] entre as placas e do material dietétrico.CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UM CAPACITOR A capacitância de um capacitor formado por placas paralelas depende da área A [m2] das placas. formando as armaduras. onde o dielétrico é formado por óxido de tântalo. 16.9x10-12 F/m. recoberto por folhas de alumínio ou por uma fina camada de óxido de alumínio vaporizado sobre ambas as faces do material plástico (metalização). forma-se uma camada de óxido de alumínio que serve como dielétrico. Os capacitores eletrolíticos.2 . Matematicamente: c .3 o Papel 3. é colocado em contato com outra folha de alumínio de maneira a formar a armadura negativa. com aplicações específicas. e um fluído condutor.Capacitores plásticos: (poliestireno. encapsulamento do conjunto. por apresentarem o dielétrico como uma fina camada de óxido de alumínio e em uma das armaduras um fluido. mas com valores limitados de tensão de isolação e terminais polarizados. e ao terminal negativo. o eletrólito que impregnado em um papel poroso.4.5 . que é revestido por uma camada de tinta. constituem uma série de altos valores de capacitância.5 o baquelite 4. encontramos os capacitores eletrolíticos de tântalo.1 . O conjunto é bobinado e encapsulado formando um bloco compacto. Para os demais materiais. que contém elemento condutor.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Na prática.8 o mica 6 o porcelana 6. que é caracterizado pela sua permissividade absoluta.Capacitores eletrolíticos: constituem-se em uma folha de alumínio anodizada como armadura positiva. O conjunto é bobinado. 16. essa características pode ser dada em relação à permissividade do vácuo.4. tais como material utilizado como dielétrico. dependendo de aspectos construtivos. representada pela grega (epsílon).(F/m) Ar o Polietileno 2.Capacitores cerâmicos: este tipo de capacitor apresenta como dielétrico um material cerâmico. onde por um processo eletrolítico. poliéster): são formados por um material plástico como dielétrico. o valor de é dado por o = 8. podemos destacar: 16. ligada ao terminal positivo e a outra ligada a uma caneca tubular. De forma idêntica. 16.TIPOS DE CAPACITORES 16.5 o Comportamento Elétrico do Capacitor APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 55 .4 .

APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 56 . a chave S é fechada e o capacitor começa a ser carregado. Figura 75 . Inicialmente a chave S está aberta e o capacitor descarregado. i(t0) = I.FAETEC . isto é Vc = E. O comportamento da corrente é o contrário da tensão. A tensão sobre o capacitor cresce exponencialmente. No instante t = t0 = 0.Característica da tensão e corrente de carga de um capacitor. inicialmente as placas estão descarregadas e o fluxo de corrente não encontra nenhuma resistência a sua passagem no instante inicial em que a chave S é fechada. até atingir o seu valor máximo no instante t = tc.6 . i(tc) = 0. A media em que o capacitor vai acumulando cargas a resistência a passagem da corrente vai aumentando e o seu valor vai decaindo exponencialmente até cessar. ou seja.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 16. O comportamento de carga de um capacitor pode ser visto na figura abaixo. O período entre o início da carga e a estabilização da tensão é chamado de transitório.CARGA E DESCARGA DO CAPACITOR Considere o circuito da figura 88.

ela está entre 1% e 20%. Quando o capacitor estiver totalmente carregado. a tolerância dos capacitores pode variar.CÓDIGOS DE ESPECIFICAÇÕES DE CAPACITORES Em geral. No instante inicial o capacitor está totalmente descarregado e ele é visto pela fonte com um curtocircuito.3 .FAETEC .7. além de seus valores nominais. das quais destacamos as seguintes: 16. principalmente. fornecem várias outras especificações em seus catálogos e manuais. existem três códigos para expressá-las: o código alfabético (tolerância) é usado em diversos tipos de capacitores.VALORES COMERCIAIS DOS CAPACITORES Os valores comerciais de capacitores são diversos. XC = 0 e a corrente i(t) = I. com o dielétrico utilizado na fabricação do capacitor. 16. A máxima tensão de isolação está relacionada. próxima ao infinito. 17.7. abrindo um caminho de baixa resistência para a corrente. entrar em curto-circuito.7. podendo.4 . inclusive. fazendo com que a corrente i(t) diminua. 16. tolerância e tensão de isolação) é usado principalmente nos capacitores de poliéster APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 57 .TOLERÂNCIA: Dependendo da tecnologia de fabricação e do material dielétrico empregado. dizemos que o capacitor possui uma resistência de fuga.2 . 3. A medida em que o capacitor vai armazenando cargas. Em geral. os mais comuns são de múltiplos e submúltiplos das décadas mostradas na tabela: 10 12 Décadas de Valores Comerciais de Capacitores 15 18 22 27 33 47 56 68 75 82 91 16. Quando isso ocorre. ou seja. a tensão sobre ele aumenta e a sua reatância XC também cresce. porém. Uma tensão muito elevada pode gerar um campo elétrico entre as placas suficiente para romper o dielétrico. a tensão sobre o capacitor se iguala a tensão da fonte fazendo com que a reatância capacitiva seja muita alta.1 .7. Por isso. os capacitores não trazem as suas especificações no próprio encapsulamento. XC = e a corrente i(t) = 0.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA O comportamento de um capacitor é apresentado na figura acima e pode ser resumido em: 1.TENSÃO DE ISOLAÇÃO: É a máxima tensão que pode ser aplicada continuamente ao capacitor.7 . 2. a sua reatância capacitiva é zero. o código de cores (capacitância nominal.ESPECIFICAÇÕES DOS CAPACITORES Os fabricantes de capacitores.

25% 0.FAETEC .5pF 2% 5% 10% 1pF M 20% Código de Cores Código Alfanumérico Cores Preto Marrom Vermelh o Laranja Amarelo Verde Azul Violeta Cinza Branco 1ª 2ª Múltiplo Tolerância Dígito Dígito 0 20% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x 10-2 pF x 10-1 pF 10% x 10 pF x 102 pF x 103 pF x 104 pF x 105 pF Tensão 100 a 250 V 200 a 250 V 300 a 350 V 400 a 450 V 500 a 550 V 600 a 650 V Nº(x Múltipl Tensão ) o 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x 10 pF x 102 pF x 103 pF x 104 pF x 105 pF x 106 pF x 107 pF x 10-2 pF x 10-1 pF 50V 100 V 25 V Tolerância C D E F G J K L 0.25pF Código Alfabético para Tolerância de Capacitores D F G J K 0.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA metalizado e o código numérico (capacitância nominal e tensão de isolação) é usado principalmente nos capacitores cerâmicos.25pF 0.25pF 1pF 1% 2% 5% 10% 20% APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 58 . C 0.

Abaixo na figura um exemplo. Quando o 3º número for o “9”.FAETEC . sendo que o último é a quantidade de zeros a se juntar aos dois primeiros.. Este tipo é fácil de identificar o valor..7 . assim como sua tensão de trabalho em Volts. pois ele já vem indicando direto no corpo em µF. styroflex. Compares o exemplo com as figuras logo abaixo. Exercícios: 1) Vamos ler os capacitores de poliester. cerâmicos.7.Leitura dos capacitores de cerâmica.LEITURA DE CAPACITORES DE POLIÉSTER. ele significa vírgula. Os capacitores comuns ( poliéster.LEITURA DE CAPACITORES ELETROLÍTICOS. 16. 16.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 16. conforme o exemplo abaixo. etc.5 . Alguns têm três números no corpo. 2) Capacitores cerâmicos APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 59 . O primeiro é a capacitância e o segundo é a tensão.6 .7.7.) normalmente usam uma regra para indicação de seu valor. Às vezes pode vir no corpo dele dois números separados por uma barra.

No máximo o ponteiro dará um pequeno pulso se o capacitor tiver valor médio. Veja o procedimento abaixo.COMO TESTAR CAPACITORES COM O CAPACÍMETRO Descarregue o capacitor. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 60 .Como testa os capacitores com o multímetro 16. medir nos dois sentidos. Aumente a escala até achar uma que o ponteiro deflexiona e volta. escolha uma escala mais próxima acima do seu valor ( independente dele ser comum ou eletrolítico) e coloque nos terminais do capacímetro (ou nas ponteiras do mesmo se ele tiver).8.2 . 16. Veja este teste abaixo. Este teste é apenas da carga e descarga do capacitor.FAETEC .9 . se a leitura for menor. o capacitor deve ser colocado. 16. Se tiver valor baixo o ponteiro não moverá. Quanto maior o capacitor. tocando um terminal no outro.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 16.8 .Capacitor comum Em X10K.8.1 . menor é a escala necessária. O melhor método de testar capacitor é medi-lo com o capacímetro ou trocá-lo.CAPACITORES ELETROLÍTICOS Começar com a menor escala (X1) e medir nos dois sentidos. A leitura deverá ser próxima do valor indicado no corpo.

Abaixo vemos estes componentes. Desta forma ele muda a sua capacitância.CAPACITORES VARIÁVEIS São formados por placas metálicas móveis que se encaixam em placas ficas quando giramos um eixo. conforme a figura acima.10 . Alguns tipos têm apenas uma fenda para ajuste com chave. São chamados de timmers.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA No caso do capacitor eletrolítico. podemos colocá-lo no capacímetro em qualquer posição.FAETEC . Exercício Indique qual a condição do capacitor na realização dos testes abaixo. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 61 . a) b) c) d) 16.

figura 91. a fonte de alimentação E fornecerá a mesma carga Q ao circuito.Podemos encontrar a expressão para o valor da capacitância equivalente em uma associação série aplicando a Lei de Kirchhoff para as Tensões. tem-se: Ci E Q C1 Q C2  Q Cn + VCn.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Os variáveis são usados nos rádios para sintonizar as estações. os capacitores podem ser associados em série. A maioria dos rádios usa variável quádruplo. E Q 1 C1 1 C2  1 Cn O termo E/Q corresponde ao inverso da capacitância equivalente vista pela fonte de alimentação.10. 16. Dois para AM (oscilador e sintonia) e dois para FM.FAETEC . Figura 76 . e a carga Q armazenada em cada em deles seja a mesma. se todos os capacitores dessa associação forem substituídos por uma única capacitância de valor Ceq.Associação série de capacitores. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 62 . A lei diz que a soma das tensões nos capacitores é igual à tensão total E aplicada. 16.ASSOCIAÇÃO SÉRIE: Nesta associação.ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES Da mesma forma que os resistores. Os trimmers têm como função a calibração do rádio para receber as estações na posição correta e com volume alto. em paralelo ou de modo misto para formarem valores diferentes daqueles valores encontrados comercialmente. os capacitores estão ligados de forma que a tensão total E aplicada aos capacitores se subdivida entre eles de forma inversamente proporcional aos seus valores. Cada um tem um trimmer de calibração.1 . Assim: 1 C eq 1 C1 1 C2  1 Cn Isso significa que. portanto: E = VC1 + VC2 + Como V i Q .11 .

10. na situação de carga e descarga. tem-se: C eq 16.ASSOCIAÇÃO PARALELA: C1 C 2 C1 C 2 Neste tipo de associação. tem-se: t t t t Qn Q n C n E . Este resistor serve para limitar a corrente que circula pelo circuito. portanto: i = iC1 + iC2 + + iCn Como i n Como C n Q C1 E Qn Q Q1 Q 2 .Associação paralela de capacitores. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 63 . tem-se: Ceq = n C 17 . todos os capacitores estão submetidos à mesma tensão E. a fonte de alimentação E fornecerá a mesma carga Q ao circuito. vamos estudar o comportamento do capacitor em regime DC. Figura 77 .2 . a capacitância que a fonte de alimentação entende como sendo a sua carga.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA C n No caso de n capacitores iguais a C ligados em série.Comportamento de um circuito RC série. tem-se: E C2 E  Cn E Q  Qn t Q Q1 Q2  Qn E (C1 C2  Cn ) Q E C1 C2  Cn O resultado Q/E corresponde à capacitância equivalente Ceq da associação paralela.CIRCUITOS RC A seguir. A lei diz que a soma das correntes que entram em um nó deve ser igual a soma das correntes que saem desse nó. fazendo com que a tensão no capacitor cresça mais lentamente. e a carga total do circuito se subdivide entre os capacitores proporcionalmente aos seus valores. tem-se: C eq Para dois capacitores em série. Podemos retardar esse tempo de carga inserindo um resistor em série com o capacitor. Como vimos anteriormente. Assim: Ceq = C1 + C2 + + Cn Isso significa que. Podemos encontrar a expressão para o valor da capacitância equivalente em uma associação paralela aplicando a Lei de Kirchhoff para as Correntes. No caso de n capacitores iguais a C ligados em paralelo. um capacitor ligado em paralelo com uma fonte de tensão necessita de um tempo para que seja carregado completamente. isto é. se todos os capacitores dessa associação forem substituídos por uma única capacitância de valor Ceq.FAETEC . Figura 78 .

ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Vamos analisar dimensionalmente o produto entre resistência e capacitância [R C].1 . representado pela letra grega (tau).FAETEC . considerando as seguintes unidades de medida das grandezas envolvidas: [R] = (ohm) = V/A (volt/ampère) [C] = F (farad) = C/V (coulomb/volt) [I] = A (ampère) = C/s (coulomb/segundo) C V C C 1 C s [R C] F R C s segundo A V A C C s Portanto. Esse produto é denominado constante de tempo. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 64 . Esta orientação do movimento das partículas tem um efeito semelhante a orientação dos ímãs moleculares. pela 18. ELETROMAGNETISMO Fenômeno magnético provocado circulação de uma corrente elétrica. Como conseqüência desta orientação se verifica o surgimento de um campo magnético ao redor do condutor na Fig. 17.ELETROMAGNETISMO A denominação "eletromagnetismo" se aplica a todo o fenômeno magnético que tenha origem em uma corrente elétrica.CAMPO MAGNÉTICO EM UM CONDUTOR Quando um condutor é percorrido por uma corrente elétrica ocorre uma orientação no movimento das partículas no seu interior. Matematicamente: =RC 18 . o produto R C resulta na grandeza tempo [segundo].

19".3 . 18. A circulação de corrente elétrica em um condutor dá origem a um campo magnético ao seu redor O sentido de deslocamento das linhas de força é dado pela regra da mão direita. cuja ponta avança no condutor no mesmo sentido da corrente (convencional) na Fig. criado pela corrente elétrica que passa por um condutor.FAETEC . 18. Pode-se também utilizar a "regra do saca-rolha" como forma de definir o sentido das linhas de força.REGRA DA MÃO DIREITA "Envolvendo o condutor com os quatro dedos da mão direita de forma que o dedo polegar indique o sentido da corrente (convencional) o sentido das linhas de força será o mesmo dos dedos que envolvem o condutor na Fig.2 . APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 65 . 18.REGRA DO SACA-ROLHA O sentido das linhas de força é dado pelo movimento do cabo de um saca-rolha. 20.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA As linhas de força deste campo magnético. para o sentido convencional da corrente elétrica. são circunferências concêntricas num plano perpendicular ao condutor na Fig.

As bobinas permitem uma soma dos efeitos magnéticos gerados em cada uma das "espiras". constituindo uma bobina.4 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA A intensidade do campo magnético ao redor depende da intensidade da corrente que flui no condutor na Fig. que permite a soma dos efeitos magnéticos no condutor APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 66 . 23 mostra uma bobina e a Fig. A intensidade do campo magnético ao redor de um condutor é diretamente proporcional a corrente que circula neste condutor. 21 e 22. 18.CAMPO MAGNÉTICO EM UMA BOBINA Para obter campos magnéticos de maior intensidade a partir da corrente elétrica. Enrolando um condutor em forma de espiras constitui-se uma bobina. A Fig.FAETEC . usa-se enrolar o condutor em forma de espiras. 24 mostra o eu símbolo.

ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA A Fig. diz-se que o núcleo é de ar na Fig. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 67 . 26. 27. Os pólos magnéticos formados pelo campo magnético tem características semelhantes aos pólos de um ímã natural.5 . A intensidade do campo magnético em uma bobina depende diretamente da intensidade da corrente e do número de espiras mostrado na Fig. Maior corrente Nas bobinas Maior intensidade do campo magnético Maior número de espiras 18. Quando nenhum material é colocado no interior da bobina. 25 mostra uma bobina construída por varias espiras.BOBINAS COM NÚCLEO O núcleo é a parte central das bobinas.FAETEC . ilustrando o efeito resultante da soma dos efeitos individuais.

A permeabilidade magnética é representada pela letra grega µ(mi). Neste caso o conjunto bobina-núcleo de ferro recebe a denominação de ELETROÍMÃ na Fig.. 29.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Para obter uma maior intensidade de campo magnético a partir de uma mesma bobina pode-se utilizar o recurso de colocar um material ferroso (ferro.FAETEC . A colocação de um núcleo de material ferroso no interior de uma bobina provoca uma intensificação no seu campo magnético. aço. De acordo com a permeabilidade magnética os materiais podem ser classificados como: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 68 .) no interior da bobina. A maior intensidade do campo magnético nos eletroímãs se deve ao fato de que os materiais ferrosos provocam uma concentração das linhas de força na Fig. 28. 30 e 31.. A capacidade de um material de concentrar as linhas de força é denominada de PERMEABILIDADE MAGNÉTICA. Quando uma bobina tem um núcleo de material ferroso seu símbolo expressa esta condição na Fig.

ouro. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 69 . 34. 18. Se caracterizam por promover uma concentração das linhas magnéticas na Fig. São exemplos de materiais diamagnéticos: cobre. São materiais que praticamente não alteram o campo magnético (não dispersam nem concentram as linhas de força) mostrado na Fig.FAETEC .6 . Os materiais diamagnéticos promovem uma dispersão do campo magnético na Fig.PARAMAGNÉTICOS: Permeabilidade em torno da unidade.FERROMAGNÉTICOS: São materiais com alta permeabilidade.TIPO DE MATERIAL VERSUS O CAMPO MAGNÉTICO 18.2 .DIAMAGNÉTICOS: Permeabilidade pequena (menor que 1) e negativa. 32. São exemplos de materiais paramagnéticos: o ar.6.6.3 .6.1 . o alumínio 18.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 18. 33.

19 . Esta pequena imantação é denominada de MAGNETISMO REMANECENTE OU RESIDUAL. cria ao redor de si um campo magnético. 19. 35 e 36. o núcleo se torna imantado. o fio condutor é enrolado.7 .FAETEC . Este tipo de ímã é denominado de ímã temporário. 37. principalmente para os geradores de energia elétrica. fazendo com que o núcleo permaneça ligeiramente imantado na Fig. 18.1 .INDUTOR Um fio condutor ao ser percorrido por uma corrente elétrica. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 70 . constituindo o componente chamado de indutor. em formas de espiras. alguns ímãs moleculares permanecem na posição de orientação anterior. Cessada a passagem da corrente. A indutância [L] é o parâmetro que relaciona esse efeito do campo magnético com a corrente que a produziu e sua unidade é o Henry [H].MAGNETISMO REMANESCENTE Quando se coloca um núcleo de ferro em uma bobina.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Os materiais ferromagnéticos são atraídos pelos campos magnéticos. ao redor de um núcleo. porque as suas moléculas se orientam conforme as linhas de força criadas pela bobina na Fig. O magnetismo residual é importantíssimo. Para potencializar o efeito do campo.LEI DE LENZ : A corrente elétrica induzida tem um sentido tal que cria um outro campo magnético que se opõe à variação do campo magnético que a produziu. na qual circula uma corrente elétrica.

Estando o indutor inicialmente desenergizado. 19. isto é.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 79 .Característica da corrente de energização de um indutor. a corrente aumenta gradativamente obedecendo a uma função exponencial. segundo a Lei de Lenz. Pelo sentido das linhas de campo. geralmente. Essa oposição se deve porque a corrente ao passar por uma espira cria um campo magnético ao seu redor. As linhas de campo criadas por essa corrente. Os núcleos de ferro e ferrite têm como objetivo reduzir a dispersão das linhas de campo. até atingir o valor máximo. O tempo que a corrente leva para atingir o valor máximo é denominado transitório conforme mostra o gráfico da figura 105. cria um pólo norte por onde sai o fluxo magnético e um pólo sul por onde entra o fluxo magnético. A corrente inicial é nula. pois a corrente criará um campo magnético no indutor. Figura 81 . Figura 80 . ferro.Comportamento do indutor em regime DC. por ar.FAETEC . etc. pois o indutor se opõe às variações bruscas de corrente. No interior desses núcleos. Os núcleos de um indutor são compostos. comportando-se como um imã artificial. pois esses materiais apresentam baixa resistência à passagem do fluxo magnético. induzindo uma outra corrente que.Indutor em Regime DC O comportamento do indutor em regime DC pode ser explicado utilizando-se a figura 104. criando uma concentração do fluxo magnético. denominado eletroimã. o indutor fica polarizado magneticamente. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 71 . este armazenará energia magnética. irá se opor à causa que a originou. cortam as espiras seguintes. ferrite. as linhas de campo de somam. Ao aplicarmos a um indutor uma tensão contínua. em t = 0 fechamos a chave S do circuito.Indutor. Após essa oposição inicial.2 .

5 . podemos retardar o tempo de carga e descarga do indutor inserindo um resistor em série com o mesmo. formados por um núcleo móvel. que em corrente contínua. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 72 . a tolerância que pode variar ente 1% e 20% e a sua resistência ôhmica do enrolamento do indutor. vamos estudar o comportamento do indutor em regime DC. a corrente i(t) é igual a zero. Quanto mais o núcleo penetra no indutor. estabilizando-se. deixa de existir a corrente induzida.4 . Figura 82 . apresenta as seguintes características: 1. na situação de carga e descarga. geralmente.4. Comercialmente existem diversos tipos de indutores fixos e variáveis. isto é. os indutores estão ligados de forma que a corrente seja a mesma em todos eles. sendo a indutância equivalente dada pela soma das indutâncias: L eq 19. valores nominais. como se fosse um curto-circuito (XL = 0). a corrente atinge o seu valor máximo I.ASSOCIAÇÃO DE INDUTORES 19. os indutores estão ligados de forma que a tensão seja a mesma em todos eles.ASSOCIAÇÃO PARALELA: L1 L2  Ln Nesta associação.CIRCUITO RL 1 L1 1 L2  1 Ln A seguir. a fonte o “enxerga” como um circuito aberto (XL = ). não havendo mais variação nessa corrente. (c) Descarga do indutor. Assim. de forma que a fonte “enxerga” o indutor como uma resistência muito baixa (apenas a resistência do fio). 2. Exatamente como vimos no caso de um capacitor. maior é a sua indutância. (b) Carga do indutor. Os fabricantes fornecem. Os indutores variáveis são. Quando o indutor está totalmente desenergizado.ASSOCIAÇÃO SÉRIE: Nesta associação. 19. sendo que o inverso da indutância equivalente dada pela soma dos inversos das indutâncias: 1 L eq 19. cuja posição pode ser ajustada externamente através de um sistema de rosca.4.FAETEC .2 .(a) Circuito de carga e descarga de um indutor. Quando o indutor está totalmente energizado.1 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA A oposição às variações de corrente no indutor é denominada reatância indutiva XL [ ]. entre outros parâmetros.

de forma que a sua constante de tempo deste circuito muda de L/R para L/ . podendo até mesmo causar a morte do seu operador. ATENÇÃO! Quando a chave S da figura 107 está aberta. Figura 107 . conforme mostra a figura 105. ao abrir a chave de um circuito indutivo. é praticamente zero.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 19. isto é. esta chave representa uma resistência infinita para o circuito. poderá surgir uma tensão induzida e’ tão elevada (da ordem de milhares de volts) que seria suficiente para produzir um arco-voltaico entre os terminais da chave. e a corrente começa a crescer exponencialmente até o valor máximo I. que os sistemas elétricos altamente indutivos possuem circuitos de proteção que entram em ação durante o seu desligamento. Como no exato momento da abertura da chave a corrente no indutor é máxima. Nos instante t = 0s a chave S é colocada na posição 1. Tabela 4 .1 .FAETEC . Portanto. A partir da curva característica mostrada na figura 105.SITUAÇÃO DE CARGA: considere o circuito RL série mostrado na figura 106a com o indutor completamente desenergizado. pela Lei de Lenz.Comparação entre o comportamento do capacitor e o indutor. Comportamento Energia Atraso Reatância Constante de tempo Associação série Associação paralela Capacitor Armazena energia eletrostática (campo elétrico) Provoca atraso na tensão Baixa reatância para variações bruscas de tensão ou de corrente Ampla faixa de valores 1 1 1 1  C eq C1 C 2 Cn C eq C1 C2  CN Indutor Armazena energia magnética (campo magnético) Provoca atraso na corrente Alta reatância para variações bruscas de tensão ou de corrente Baixos valores L eq L1 L2  LN 1 L eq 1 L1 1 L2  1 Ln APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 73 . podemos equacionar a corrente em função do tempo e dos componentes do circuito.5. a tensão induzida e’ tende a ser um valor elevado para se opor à queda da corrente num intervalo de tempo pequeno. É por isso. e sendo a constante de tempo = 0.Arco-voltáico.

VP = tensão na bobina do primária.TRANSFORMADORES 20. Exemplo: Um transformador com núcleo de ferro funcionando numa linha de 120V possui 500 espiras no primário e 100 espiras no secundário.Transformador. Figura 83 . O enrolamento onde é aplicada a tensão a ser convertida (Vp) é chamado de enrolamento primário e o enrolamento onde é retirada a tensão (Vs) é chamado de enrolamento secundário.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 20 . matemática: VP VS NP NS onde. [V] NP = número de espiras da bobina do primário NS = número de espiras da bobina do secundário Quando a tensão do secundário é maior do que a tensão do primário.FAETEC . A tensão nas bobinas de um transformador é diretamente proporcional ao número de espiras das bobinas. [V] VS = tensão na bobina do secundário. o transformador é chamado de transformador elevador e quando a tensão no secundário for menor do que a tensão no primário.1 – INTRODUÇÃO O transformador é constituído basicamente por duas bobinas isoladas eletricamente e enroladas em torno de um núcleo comum. VP VS NP NS VS VP NS NP VS 120 100 500 VS 24V APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 74 . Calcule a tensão no secundário. A figura 168 mostra o esquema básico de um transformador. o transformador é chamado de transformador abaixador. Para se transferir a energia elétrica de uma bobina para a outra usa-se o acoplamento magnético que converte a energia elétrica da primeira bobina e magnéticas e a seguir converte essa energia magnética em energia elétrica na segunda bobina.

AS PERDAS NO NÚCLEO TÊM ORIGEM EM DOIS FATORES: perdas por histerese e perdas por corrente parasitas. Efetuando-se essa igualdade.Curva de histerese. Figura 84 . A perda por histerese se refere à energia perdida pela inversão do campo magnético no núcleo à medida que a corrente alternada de magnetização aumenta e diminui mudando de sentido. Nos enrolamentos. 20. existindo perdas.FAETEC . PP PS IP IS = = = = ou VP IP = VS IS VP VS IS IP potência do primário potência do secundário corrente do primário corrente que circula no secundário quando for ligada uma carga Igualando-se as equações da relação de corrente com a do número de espiras. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 75 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Em um transformador ideal a potência obtida no secundário é igual à potência aplicada ao primário. podemos escrever: VP VS NP NS IS IP Em um transformador real a potência obtida no secundário é menor que a potência aplicada ao primário. devido à resistência ôhmica do fio. parte da energia é convertida em calor por Efeito Joule. temos: PP = P S onde. não existindo perdas. logo: PP = PS + Pd onde: Pd = potência perdida As principais perdas num transformador ocorrem nos enrolamentos e no núcleo. causando perdas denominadas perdas no cobre.1 .

Figura 85 . Esta corrente provoca uma força magnetizante marcada com a letra b na figura. (b) Transformador. isoladas por um verniz e solidamente agrupadas. o núcleo é constituído por chapas laminadas de aço-silício.(a) Aspectos construtivos de um transformador. O magnetismo remanescente é chamado remanência. onde os enrolamentos primário e secundário são. Para minimizar as perdas pelas correntes parasitas.FAETEC . em porcentagem: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 76 . concentrando dessa maneira as linhas de campo magnético. Essa curva é característica para cada tipo de material. Quando o primeiro ciclo é completado o valor da corrente cai novamente a zero. A força magnetizante necessária para remover o magnetismo é chamada força coersiva. Isso significa que parte da onda é utilizada para desmagnetizar o ferro. porém o valor do magnetismo não cai a zero. através de um carretel. quando o primeiro meio ciclo de corrente atingir seu valor máximo. O ideal em núcleos de transformadores é o uso de materiais que apresentem baixas perdas por histerese. A figura 170 mostra um transformador com as suas características construtivas. todo o conjunto tem um formato apropriado. Esta figura mostra que. Também podem ocorrer pela dispersão de fluxo magnético. com a letra a.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA A figura 169 mostra como o magnetismo no núcleo muda quando a corrente alternada flui no enrolamento primário. A quantidade de magnetismo que permanece no ferro é marcada na curva da figura 169. O rendimento do transformador pode ser calculado através da expressão matemática: PS potência de saída potência de saída PP potência de entrada potência de saída perda no cobre perda no núcleo ou. colocados na parte central. A curva da figura é chamada curva de histerese. Para reduzir este tipo de perdas. maiores serão as perdas por histerese. A figura mostra que a corrente na bobina primária deve fluir na direção inversa para reduzir o fluxo magnético à zero. Quanto maior os valores de a e b. o magnetismo atingirá também seu valor máximo. A figura mostra que o fluxo atinge o valor máximo quando a corrente está no máximo e a figura mostra a curva característica para vários ciclos de uma entrada com corrente alternada. A perda por correntes parasitas ou correntes de Foucault resulta das correntes induzidas que circulam no material do núcleo.

FAETEC . como mostra a figura 172. que de acordo com a aplicação a qual se destinam.Autotransformador. Como. A simplicidade do autotransformador o torna mais econômico e de dimensões mais compactas. possuem características apropriadas para trabalhar como elevador de tensão em freqüências altas. cujo núcleo. e os enrolamentos.Tipos de enrolamentos. 20.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA % PP 100 PS Encontramos diversos tipos de transformadores. Ele é formado por um único enrolamento. possuem aspectos construtivos apropriados. Ao longo do comprimento deste enrolamento é colocada uma terminação de onde sai um fio que forma um outro terminal. Uma outra característica importante é a do tipo de enrolamento. Figura 87 . O símbolo utilizado para transformador não dá indicação sobre a fase da tensão através do secundário. A figura 171 ilustra alguns tipos de enrolamentos. múltiplo ou com derivação. temos o transformador de alta tensão muito utilizado em televisores conhecido como Fly-back. ele não fornece isolação elétrica entre os circuitos do primário e do secundário. Entretanto. por exemplo.O AUTOTRANSFORMADOR Constitui um tipo especial de transformador de potência.2 . Figura 86 . Para resolver este APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 77 . de ferrite. que pode ser: simples. uma vez que a fase dessa tensão na verdade depende do sentido dos enrolamentos em volta do núcleo.

As tensões estão ou em fase (figura 173a) ou 180º fora de fase com relação à tensão do primário (figura 173b).Tensão contínua variável. é definido APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 78 . Figura 92 . Figura 91 .1 – INTRODUÇÃO Vimos que a tensão (VDC) é aquela que não muda sua polaridade com o tempo. Figura 88 . como exemplos.Tensão contínua variável. ou seja.FAETEC . Figura 90 . 21 . Uma tensão continua constante é aquela que mantém o seu valor em função do tempo. A tensão contínua variável pode ser repetitiva ou periódica. Essa tensão pode ser contínua constante ou contínua variável.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA problema são usados pontos de polaridade para indicar a fase dos sinais do primário e do secundário.Tensão contínua constante. Para toda função periódica em um intervalo de tempo. Figura 89 . enquanto a tensão contínua variável varia seu valor.PRINCÍPIOS DA CORRENTE ALTERNADA 21. Nas figuras abaixo são mostradas. as características de uma tensão contínua constante e tensões contínuas variáveis.Notação da polaridade das bobinas dos transformadores. repetir um ciclo com as mesmas características em cada intervalo de tempo. mas sem mudar a sua polaridade.Tensão contínua variável.

FAETEC . e freqüência (f) como sendo o número de ciclos em um intervalo de tempo igual a 1 segundo. Freqüência Número de ciclos completos realizados em 1 segundo São muito utilizados os múltiplos da unidade de freqüência: Quilohertz Megahertz KHz MHz 100Hz ou 103 Hz 1000000 ou 106 Nas figuras abaixo mostram gráficos de correntes alternadas com as respectivas freqüências.2 . A unidade do período é dada em segundos [s] e a de freqüência em Hertz [Hz]. Esse valor é denominado valor DC ou valor médio e representa a relação entre a área resultante da figura.Freqüência A freqüência é o numero de ciclos de uma corrente alternada que ocorrem em 1 segundo. em um intervalo de tempo igual a um período e o próprio período.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA período (T) como sendo o tempo de duração de um ciclo completo. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 79 . Como temos 1 ciclo completo da função em um tempo igual a 1 período e f ciclos em 1 segundo. podemos estabelecer uma regra de três e obter a relação: 1 f T 1 f 1 T ou T 1 f 21. O valor DC é medido por um voltímetro nas escalas VDC. Para uma tensão com características periódicas existe a necessidade de estabelecer um valor que indique a componente DC da forma da onda. É indicada pela letra f e sua unidade é o Hertz (Hz).

figura 119. Quando ela atinge C.3 . a polaridade em D é negativa. Por exemplo. 1 ciclo pode ser evidenciado também entre os pontos B e B’ da figura 119.GERAÇÃO DA CORRENTE ALTERNADA A tensão alternada (VCA) é aquela que muda de polaridade periodicamente com o tempo. mas aqui o fluxo é interceptado no sentido oposto (da esquerda para direita) ao de B (da direita para a esquerda). que aparece na figura 118. ponto de partida do ciclo. a espira intercepta o campo num ângulo de 90º. a espira intercepta o fluxo novamente gerando uma tensão máxima. Assim.Dois ciclos de tensão alternada gerados pela rotação de um espira. Figura 93 . A espira gira mais um quarto de volta e retornando à posição A.FAETEC . A tensão induzida é igual a zero. simplificado. No gerador. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 80 .Uma espira girando num campo magnético produz uma tensão CA.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 21. produzindo uma tensão máxima. Em D. Na posição B. a espira gira paralelamente ao fluxo magnético e conseqüentemente não intercepta nenhuma linha de força. chamado de alternador. Na posição A. Figura 94 . Analise a posição da espira em cada quarto de volta durante um ciclo completo. Um ciclo inclui as variações entre dois pontos sucessivos que apresentam o mesmo valor e variam no mesmo sentido. Uma tensão VCA pode ser produzida por um gerador. O ciclo de valores de tensão se repete nas posições A’B’C’D’A’’ à medida que a espira continua a girar. Uma rotação completa da espira é chamada de ciclo. a espira condutora gira através do campo magnético e intercepta linhas de força para gerar uma tensão VCA induzida através dos seus terminais. o condutor está se deslocando novamente paralelamente ao campo e novamente não intercepta o fluxo.

pelos voltímetros e amperímetros CA. é por questões de geração e distribuição senoidal (co-senoidal). T t é um instante qualquer. Para exemplificar. a de tempo em segundos [s] e a de ângulo de defasagem em radianos [rad].ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 21. pois a tensão e a corrente eficazes podem ser medidas diretamente. A unidade de tensão é expressa em volts [V]. ou seja. dissiparia uma potência média. e o valor eficaz (vef) ou RMS (vRMS). o valor eficaz é calculado através da expressão matemática: vef No gráfico da figura 120.4 . O período dessa função é igual a 4ms e a freqüência igual a 250Hz. em termos de amplitude. através da rede elétrica. Matematicamente: 360º 2π rad 1rad 360º 2π 1rad 180º π 21. de mesmo valor numérico de uma tensão contínua aplicada à mesma resistência. Além do valor de pico (vp). a velocidade angular ( ) é 500 rad/s e o ângulo de defasagem inicial é -3 /4 rad ou 135º.1 . vp é o máximo valor que a tensão pode atingir. a figura 120 mostra uma tensão.3 /4) Nota-se. obedece a uma função do tipo: v(t) = vp cos( t + ) onde: v(t) é o valor instantâneo da tensão. é o ângulo de defasagem inicial. em watts. também denominada de amplitude ou tensão de pico. se fosse aplicada a uma resistência.ONDA CO-SENOIDAL A tensão alternada que nos é fornecida. a da velocidade angular em radianos por segundo [rad/s].4. Para a tensão alternada co-senoidal. os trechos desse círculo são expressos em ângulos. temos que: vp 2 e v ef 20 2 14. alternada co-senoidal cuja função é: v(t) = 20 cos(500 t .MEDIÇÃO ANGULAR Pelo fato de os ciclos de tensão corresponderem à rotação da espira em torno de um circulo. o mais importante do ponto de vista prático. v pp 40V O valor eficaz de um sinal alternado é.FAETEC . Um círculo completo tem 360º ou o equivalente em radianos a 2 rad. é a velocidade angular ( 2 f ou ω 2π ). APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 81 .14V vp 20V. temos o valor pico-a-pico (vpp) que é igual à variação máxima entre o ciclo positivo e o ciclo negativo. respectivamente. através da função. que corresponde ao valor de uma tensão alternada que. que a tensão de pico (vp) é igual a 20V.

enquanto o vetor tem um sentido no espaço. o fasor varia com o tempo. Os termos fasor e vetor são utilizados para representar quantidades que possuem um sentido. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 82 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 95 .Tensão alternada co-senoidal. 21. e o ângulo entre as duas posições do fasor é a diferença de fase entre as duas curvas co-seno. Um fasor é um segmento linear orientado que gira no sentido anti-horário com velocidade angular constante (rad/s) e que produz uma projeção horizontal que é uma função co-seno. Entretanto. O comprimento da seta que representa o fasor num diagrama indica o módulo da tensão alternada (amplitude da curva co-seno). como mostra a figura 121. Os fasores são definidos a partir da função co-seno. é conveniente a utilização de diagrama de fasores correspondentes às formas de onda da tensão e da corrente.5 – FASORES Na comparação de ângulos de fase ou simplesmente fases de correntes e tensões alternadas.FAETEC .

correspondendo a 0º. VB está adiantado de VA de 90º conforme mostra a figura 122a . o fasor de referência é horizontal. Figura 97 . Não há nenhuma diferença fundamental no fato de VB estar adiantada de VA de 90º ou de VA estar atrás de VB de 90º. VA teria que estar a 90º horários. Se VB fosse representado como a referência. nada impede que possamos utilizar outra referência. que serve como referência. figura 122a. VA está atrasada com relação à VB de 90º. Como os ângulos de avanço de fase então representados no sentido anti-horário a partir do fasor de referência. O fasor VB é vertical para mostrar o ângulo de fase de 90º com relação ao fasor VA.(a) VB está adiante de VA de 90º (b) VA está atrasado com relação a VB de 90º. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 83 . No exemplo da figura 122 o fasor VA representa a onda de tensão A com um ângulo de fase de 0º. conforme mostra a figura 122b. Quando se deseja representar sinais por meio de fasores. Geralmente. Neste caso. a fim de ter o mesmo ângulo de fase.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 96 .Representação por fasor.FAETEC . primeiramente escolhe-se uma forma de onda como referência e então comparasse as demais ondas através do ângulo entre as setas que representam os fasores. Porém.

APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 84 . Se o sinal está atrasado. As amplitudes se somam. Quando as duas ondas estão exatamente fora de fase (ou oposição de fase) o ângulo de fase é de 180º.RELAÇÕES DE FASE Um sinal senoidal (tensão ou corrente) não precisa ter. a onda B passa pelo valor que a onda A terá 90º mais tarde. a fase inicial é negativa na expressão do valor instantâneo e no respectivo diagrama fasorial. a fase inicial é positiva na expressão do valor instantâneo e no respectivo diagrama fasorial. 21. O ângulo de fase entre duas formas de onda de mesma freqüência é a diferença angular num dado instante. Em qualquer instante. Figura 98 .Sinal co-senoidal atrasado e sua representação fasorial. A onda B começa com seu valor máximo e cai para zero em 90º. conforme mostra a figura 124.FAETEC . o ângulo de fase é zero. Este ângulo de fase de 90º entre as ondas B e A é mantido durante o ciclo completo e todos os ciclos sucessivos. Isso significa que ele pode iniciar o seu ciclo adiantado ou atrasado de um intervalo de tempo t ou de uma fase inicial . logo.1 . o ângulo de fase entre as ondas B e A da figura 125 é de 90º. conforme mostra a figura 123. Suas amplitudes são opostas e a resultante é a diferença entre os seus módulos.Sinal co-senoidal adiantado e sua representação fasorial. Figura 99 . enquanto a onda A começa em zero e cresce até o seu valor máximo em 90º. As duas formas de onda são chamadas de senóides. Por exemplo. necessariamente. A onda B atinge o seu valor máximo 90º na frente da onda A. representa as unidades de tempo em ângulos. O eixo horizontal da figura 125 que mostra as formas de onda. amplitude máxima no instante t = 0s. Quando o eixo horizontal é identificado como o eixo real do plano complexo os fasores tornam-se números complexos.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Quando duas ondas então em fase.5. Para valores iguais as fases se cancelam. Se o sinal está adiantado. a onda B está adiantada relativamente à onda A de 90º.

uma freqüência e a fase.Representação temporal. aparecem pelo menos três parâmetros básicos: uma amplitude. a freqüência deve ser fornecida à parte para completar esse conjunto de parâmetros básicos. FASORIAL E COMPLEXA DO SINAL CA.90º) antes de efetivar as conversões. ela deve ser modificada para co-seno por meio da identidade trigonométrica sen = cos ( .A onda B está adiantada da onda A de um ângulo de fase de 90 .ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO ENTRE SINAIS CA Considere os sinais de mesma freqüência: v1 (t) 141 cos(377t v 2 (t) 99 cos(377t π/4)[V] π/3)[V] V1 100V. θ1 45º 60º  V1 100  V2 45º [V] 70 60º [V] APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 85 . Mas. com os quais podem ser determinados todos os demais parâmetros.2 . Figura 101 . Observe que nos modos de representação instantânea e fasorial. na representação complexa. tanto analítica quanto gráfica.5. Figura 102 .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 100 . Já. Figura 103 . Um sinal alternado co-senoidal pode ser convertido diretamente nas representações fasorial e complexa equivalentes.Representação fasorial. 21.FAETEC . se a sua expressão for um seno. θ1 V2 70V.REPRESENTAÇÃO TEMPORAL. 21.3 .Representação complexa.5.

Na subtração.FAETEC .5.5.v2(t) Figura 104 . o fasor negativo deve ser defasado em 180º e somado ao fasor positivo pela regra do paralelogramo. é necessário que os gráficos estejam em escala para que as formas de onda resultantes possam ser obtidas pela adição e pela subtração de diversas amplitudes instantâneas. conforme mostram as figuras 129 e 130: Adição gráfica: vA(t) = v1(t) + v2(t) Subtração gráfica: vB(t) = v1(t) .Resolução Fasorial: Para realizar graficamente as operações adição e subtração.Adição temporal de duas co-senóides.99 cos(377t . Figura 105 . Adição analítica: vA(t) = v1(t) + v2(t) vA(t) = v1(t) + v2(t) vA(t) = 141 cos(377t .Subtração temporal de duas cosenóides. tornando os cálculos muito trabalhosos. As figuras abaixo ilustram essas operações graficamente.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 21.RESOLUÇÃO TEMPORAL: Para realizar graficamente as operações adição e subtração.2 cos(377t – 0.5 cos(377t – 1. Adição gráfica:  VA  V1  V2 Subtração gráfica:  VB  V1  V2 APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 86 .4 .3) [V] Adição analítica: vB(t) = v1(t) .1) [V] vB(t) = v1(t) . é necessário utilizar algumas identidades trigonométricas./3) vA(t) = 150.v2(t) 21. é necessário que os diagramas estejam em escalas lineares e angulares.v2(t) vA(t) = 141 cos(377t ./3) vA(t) = 192. Para realizar essas mesmas operações analiticamente./4) .5 . A adição é feita diretamente pela regra do paralelogramo./4) + 99 cos(377t .

8 π 180 APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 87 .6 VA VA VAx 2 VBy = V1y .60.7 arctg 131. ADIÇÃO ANALÍTICA: SUBTRAÇÃO ANALÍTICA:  VA  V1  V2  VB VBx = 70.2 θ A [rad] Convertendo a tensão VB em vB(t): VBP = 136.1V 2 VAy VA 105. é necessário utilizar as relações trigonométricas do triângulo retângulo para decompor os fasores nos eixos x (referência) e y (perpendicular) e o Teorema de Pitágoras (este teorema diz que a hipotenusa de um triângulo retângulo é igual à raiz quadrada da soma dos quadrados dos catetos) para calcular o módulo do fasor resultante.1V Fasor VA θA 4 quadrante.5 π 180 .5V 1.2V 0.3 2 106.V2y = 100 sen(-45 ) .7 + 60.3 35.V2x = 100 cos(-45 ) .1 105. sem o qual pode-se incorrer facilmente em erros.7 .7 .8 arctg 10. tais operações devem ser.2V 136.70 cos(60 ) VBx = 35.35  V1  V2 VAx = V1x + V2x = 100 cos(-45 ) + 70 cos(60 ) VAx = 70.7 2 10.6 VBx = -131.5 Fasor VB θA 4 quadrante.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Figura 106 -Adição gráfica de fasores. Figura 107 .1 2 VB VB VBx 2 VBy VB 35.3rad .74.1 θ B [rad] 2 = 150. acompanhadas de um esboço do diagrama fasorial.FAETEC .7V VBx = V1x . Para realizar essas mesmas operações analiticamente.5. VBy VBx arctg B é dado por: θA 74.70 sen(60 ) VBy = -70.3V 2 VAx = -10. VAy VAx arctg A é dado por: θA 5. Porém.7 + 35 VAx = 105.7 2 131.1rad 2 = 192.7 Convertendo a tensão VA em vA(t): VAP = 106.7V VAy = V1y + V2y = 100 sen(-45 ) + 70 sen(60 ) VAy = -70.Subtração gráfica de fasores. pelo menos.

Determine I3. Porém. são conhecidos os valores de E1.1)[V] VB(t) = 192.EXERCÍCIOS PROPOSTOS LEI DE KIRCHHOFF 1) No circuito abaixo. V3 e V4. ao analisar os resultados. são conhecidos os valores de I1. I5 e I6 por meio da KCL (Lei das Correntes de Kirchhoff).3)[V] 22 . 2) No circuito abaixo. E2. obviamente. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 88 .FAETEC .ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA Portanto: Portanto: VA(t) = 150.2 cos(377t – 0. Identifique esses erros. você. Determine V1 e V2 por meio da KVL (Lei de Kirchhoff das Tensões). observou dois erros gritantes.5 cos(377t – 1. 3) Um estudante calculou a corrente e as tensões nos resistores de um circuito. I2 e I4. conforme mostrado abaixo.

determine: a) A resistência equivalente do circuito em série. Determine a corrente que atravessa os resistores e a ddp em cada um deles. O conjunto foi submetido a uma ddp de 40 Volts.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 4) Considere o circuito abaixo.5 Watts. formado por quatro resistores ligados em série. Calcule a corrente que atravessa os resistores e a ddp em cada um. 3 Ω e 5 Ω. Qual a potência a ser dissipada por esse resistor? 10) As 10 lâmpadas de uma árvore de Natal são ligadas em série. b) A corrente I fornecida pela fonte E ao circuito. 6) Dois resistores de 5 Ohms e 30 Ohms de resistências. tem seus valores nominais de 3 Volts e 0. Calcule a ddp em cada um dos resistores. 5) Aplica-se uma ddp de 240 Volts a este conjunto de resistores conforme a figura abaixo. Calcule a máxima e a mínima potência que a lâmpada pode dissipar quando se varia a resistência do reostato. O conjunto foi submetido à ddp de 140 Volts. foram associados em série. Numerando essas lâmpadas de 1 a 10 e supondo que a nona lâmpada queime: a) Todas apagam b) Ficam acessas apenas as lâmpadas de 1 a 9 c) Fica acesa somente a décima lâmpada d) Todas queimam 11) Para controlar a luminosidade de uma pequena lâmpada.FAETEC . 7) Sabe-se que a ddp no resistor R1 é igual a 5 V. foram associados em série. C alcule a ddp entre os pontos A e B. Calcule a corrente que atravessa os resistores. 12) Um resistor de 10 Ω de resistência aplica-se ao resistor uma diferença de potencial constante igual a 42 Volts. A resistência da lâmpada é de 10 Ω. c) A queda de tensão provocada por cada resistor. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 89 . foi-lhe associado em série um reostato cuja resistência varia entre zero e 20Ω. 9) Um cortador de isopor constituindo por um fio que se aquece por efeito Joule. Descreva o resistor que deve ser associados em série ao cortador para que este funcione com as características indicadas. Aplica-se ao conjunto uma ddp de 3 Volts. Deseja-se alimentar o cortador por meio de uma bateria de automóvel de 12 Volts. 8) Três resistores de 2 Ω.

Com a chave CH fechada. calcule a máxima corrente que ele suporta. aproximadamente: a) 120 W b) 1920 W c) 750 W d) 1440 W 19) A figura mostra uma associação de resistores em que R1 = 6Ω. A intensidade de corrente elétrica que atravessa R2 vale: a) 2 Amperes b) 3 Amperes c) 4 Amperes d) 5 Amperes e) 6 Amperes 20) Neste circuito. no máximo 1 Watts.FAETEC . b) Seu brilho será maior que o normal. d) Não suportará o excesso de corrente. com a chave CH aberta. Sendo percorrida por uma corrente de 500mA de intensidade. a temperatura da água aumenta ( conservando-se constante a vazão de água) b) Diminuindo a resistência.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA a) Calcule a potência dissipada por este resistor 13) Consultando as especificações do fabricante. a temperatura da água diminui ( conservando-se constante a vazão de água) c) A potência dissipada é independente da resistência elétrica do chuveiro. 17) Uma lâmpada tem a indicação 60 W / 120 V. 14) Calcule a resistência de uma lâmpada que tem os seguintes dados nominais: 110 V / 60 W 15) A resistência de um chuveiro quebrou próximo a um extremidade e foi emendada. R3 = R4 = 3 Ω e I3 = 2 Amperes. a corrente elétrica no ponto P é igual a: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 90 . pode-se afirmar que: a) Seu brilho será menor que o normal. R2 = 1. Sendo de 100 Ω sua resistência. flui uma corrente I no ponto P.5 Ω. verifica-se que um determinado resistor pode dissipar. c) Seu brilho será normal. e) Não há dados suficientes para fazer qualquer afirmação 18) A figura esquematiza o circuito elétrico de um ferro de engomar em funcionamento. A potência por ele dissipada é de. Seu novo comprimento ficou um pouco menor. O chuveiro vai esquentar mais ou menos que antes? Porque? 16) No caso de um chuveiro ligado à rede elétrica: a) Diminuindo a resistência. todos os resistores são iguais e.

respectivamente: a) b) c) d) e) 8A 5Ω 5A 8Ω 1. 1 ferro elétrico de 500 Watts e uma Geladeira que consome 300 Watts.FAETEC . Qual a corrente que o atravessa? APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 91 . os valores de (i) e de ( R ) são. A intensidade de corrente da lâmpada e sua potência elétrica são respectivamente iguais a: a) b) c) d) e) 3. O que aconteceu com o brilho das lâmpadas 1 e 2 ao se fechar o interruptor da lâmpada 3? a) b) c) d) e) Lâmpada 1 Aumenta Aumenta Diminui Não varia Não varia Lâmpada 2 Diminui Aumenta Não varia Diminui Aumenta 24) Numa resistência estão ligados: 2 lâmpadas de 100 Watts.0 Volts.0 A e 18 W 0.33 A e 20 W 23) As lâmpadas 1.0 Ω de resistência ligada aos terminais de uma pilha ideal de 6. 2 e 3 são idênticas e o gerador tem resistência desprezível.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA a) b) c) d) e) I I/2 I/3 3I/4 4I/3 21) Nesta associação de resistores.6 A 5 Ω 2.0 A e 18 W 12 A e 12 W 3. Calcule a corrente total que está sendo fornecida a essa casa. 25) Um chuveiro opera com 2500 Watts de potência e 220 Volts.0 A e 6. A diferença de potência na rede elétrica é de 110 Volts.5A 2 Ω 80 A 160 Ω 22) Considere uma lâmpada de 2.0 W 3.

A corrente de curto-circuito tem intensidade: a) zero b) 6 A c) 24 A d) infitita e) n.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 26) Um motor opera com 220 Volts.80.d. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 92 . Calcule a corrente em cada resistor. Supondo que o preço do kWh de energia elétrica seja de R$ 0. qual será o gasto mensal com essa lâmpada? 29) Calcule a resistência equivalente a este conjunto de resistores. Qual sua potência? Qual a energia consumida em 30 segundos? 28) Suponha esta lâmpada tenha sido ligada com 120 Volts. a) Qual é a intensidade de corrente que a percorre? b) Qual é o gasto mensal de energia em kWh. 27) Uma lâmpada de lanterna opera com 5 Volts e 2 A. Qual é a resistÊncia equivalente a associação? 33) A tensão existente entre os pontos A e B do circuito vale: a) b) c) d) e) 1 Volts 2 Volts 3 Volts 4 Volts 5 Volts 34) Uma bateria de automóvel de 12 Volts.60 Ohms. supondo que ela fique ligada 4 horas por dia? ( considere um mês de 30 dias) c) Supondo que o kWh residencial custe R$0. Qual é a resistência equivalente ao conjunto? 31) Determine a resistência equivalente quando associam 10 resistores de 50 Ω a) Em série b) Em paralelo 32) Associam-se em paralelo (n) resistores. Determine o custo de funcionamento desse motor por hora. 30) Dois resistores de resistência R foram associados em paralelo. tem seus terminais acidetalmente ligados em curto-circuito. 10 A.15. cada um com resistência R. Sabendo que o conjunto é atravessado pela corrente i = 10 A. com resistência interna de 0.a 35) Determine a capacitância equivalente dos associações abaixo.15. fator de potência 0.FAETEC .

indicando o seu sentido. indicando o sentido. da rede da figura R1. e a ddp aos terminais de cada uma das resistências.FAETEC . 37) Calcular a corrente. 38) Calcular o equivalente de Thévenin da rede entre os pontos a e b e a corrente na resistência Rx. indicando o seu sentido. utilizando os seguintes métodos: APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 93 . 39) Calcular a corrente em R4. no circuito da figura R4.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 36) Calcular a corrente. em cada uma das malhas do circuito da figura R2. e respectiva polaridade.

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40) Calcular a ddp entre os pontos a e b do circuito da figura. Substituir os três geradores de tensão por geradores de corrente e calcular a corrente que circula por cada um deles.

41) Calcule a corrente, indicando o seu sentido, em cada uma das resistências do circuito da figura R6. [R1=2kΩ, R2=6 kΩ, R3=R4=4 kΩ, E1=10V e E2=15V].

42) Calcule as correntes, indicando o seu sentido, em cada uma das resistências do circuito da figura R7. a. Pelo método das malhas; b. Pela lei dos nós.

43) Analise o circuito e calcule Vx.

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44) Analise o circuito da figura R9 e calcule as correntes em cada uma das resistências.

45) Determine os equivalentes de Thévenin e de Norton do circuito da figura R11. Calcule VAB com Rc=3Ω ligada ao circuito.

46) Calcule os equivalentes do circuito da figura R11: a. Thévenin; b. Norton. c. Calcule VBA com RL ligada ao circuito

47) Determine o equivalente de Norton do circuito da figura R12.

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48) Analise o circuito da figura R13 usando o teorema da sobreposição. Calcule a ddp aos terminais de cada uma das resistências, indicando a sua polaridade.

49) Analise o circuito da figura R14. Calcule VR1, VR2, VR3, VR4 e VR5.

50) Recorrendo ao método do divisor de tensão, e a possíveis simplificações, calcule para o circuito da figura R15: a. A tensão, e polaridade, aos terminais das resistências R1, R2, R3 e R4. b. Valor da tensão nos nós A, B, C, D e E.

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calcule: [R1=1kΩ. IR9 e IR11 e indique o seu sentido. R2=10kΩ. As tensões. Calcule a tensão no ponto B usando o método das malhas. R3=30kΩ. As correntes IR2. R7=6kΩ. V2=-30V] a. R4=50kΩ. V1=30V. R10=5kΩ. I1=10mA. R5=20kΩ.ETE JOÃO LUIZ DO NASCIMENTO TÉCNICO EM ELETRÔNICA 51) Considere o circuito da figura R16.5kΩ. R9=5kΩ. 52) Recorrendo aos métodos e simplificações que entender por conveniente. Calcule a tensão no ponto A.5kΩ. R8=1. b. APOSTILA DE ELETRICIDADE Professor Mário Goretti 97 . VR1. Calcule a tensão no ponto C usando um método à sua escolha. c. VR6 e VR10. IR7.FAETEC . e polaridade. IR5. usando o teorema da sobreposição. a. VR4. b. R6=2. R11=47kΩ.

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