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LITERATURAudia
A professora Ana Clá s’ resume ‘Estórias Gerai

Jornal de Fato
Sábado, 31 de outubro de 2009 www.defato.com
telefone (84)3315-8900

PORTUGUÊS REDAÇÃO

m O professor Batista co sintaxe e regência

za A professora Franceli a como Monteiro ensin iniciar uma redação

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CIANOMAGENTAAMARELOPRETO

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TÔ NA ÁREA
Prof. Sávio Marcelus

CIÊNCIAS
Estudo revela que aumenta da carga horária de disciplinas como matemática, ciências e leitura melhoria a aprendizagem dos alunos e pode ser um passo determinante em direção a um ensino de maior qualidade. Com o aumento de uma hora de aula a mais por semana representa um acréscimo de cerca de 15 pontos na nota do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Porem não basta ampliar a carga horária, já o impacto está diretamente ligado à quantidade escola. É preciso também mudar toda uma estrutura de ensino, estudar mais tempo com um bom professor será muito mais proveitoso do que com um profissional despreparado ou até mesmo mal remunerado, além da qualidade da estrutura física que vamos oferecer a este jovem aliado ao bom acompanhamento de profissional de áreas especificas como pedagogos, psicólogos e nutricionistas e educadores para acompanharem todo o projeto. GLOBALIZAÇÃO Um dos principais fenômenos que caracterizam os anos que se seguiram ao fim da Guerra Fria é o crescente processo de Globalização, ou seja, a integração do espaço mundial, caracterizada pelo fluxo intenso de capitais, serviços, produtos e tecnologias entre os paises. A globalização criou uma interdependência entre mercados financeiros, em escala mundial, encurtou as distancias e barateou a informação. GUERRA FRIA Corresponde o período que se estende de 1945 até o final dos anos 80. Neste período os paises capitalistas e socialistas se confrontaram diversas vezes, colocando em risco a paz mundial. Mesmo que tenham sido conflitos restritos e localizados, os dois blocos estiveram integrados à corrida armamentista e nuclear e às campanhas políticas de acusações recíprocas. ENEM PARA JUDEUS A Justiçou ordenou ao Ministério da Educação que marque outro dia que não o sábado, para que 21 alunos de um Colégio Judaico de São Paulo façam o Enem, O MEC anunciou que recorrerá da decisão, e manteve o prova para os dias 5 e 6 de dezembro, ou seja, sábado e domingo. Na cultura hebraica o sábado é o shabat, dia em que os judeus descansam. Do pôr do sol da sexta ao pôr do sol sábado, neste ínterim eles não dirigem, não escrevem e

nem trabalham. Além dos adventistas e outros grupos que consideram o sábado um dia sagrado. REDAÇÃO A compreensão da proposta de redação já é o primeiro passo para que você possa se sair bem na prova, uma vez que o desenvolvimento do tema apresentado torna-se muito mais tranqüilo e não há o risco de seu texto ser desconsiderado pela banca de correção. Além disso, é preciso lembrar de que se trata de um texto em prosa (ou seja, você não pode escrever um poema), do tipo dissertativo-argumentativo, o que significa adotar um posicionamento crítico e reflexivo diante de determinada questão ou expressar sua opinião de modo claro e coerente. Então, compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto já é bom começo. PROFESSOR O papel e as expectativas em relação ao professor mudam tanto de uma sociedade para outra, quanto ao longo da história. E na medida em que seu papel social é ressignificado, o processo formativo também deveria ser. Mas não é isso que tem ocorrido. O que constata são a distancia entre a estrutura dos cursos de pedagogia, a realidade da sala de aula e as demandas que se colocam para

o exercício do magistério. AVALIAÇÃO Segundo o professor Santiago Cueta o Brasil é provavelmente um dos paises da América Latina com mais programa de avaliação, o que me parece bom para o desenvolvimento de políticas baseadas em evidências empíricas. Porém, falta dar um bom uso às informações. Em muitos paises latino-americanos, como o Peru, quando saem os resultados ruins nas provas, as manchetes dos jornais são só sobre isso, mas ninguém faz nada depois. Se só olháramos os resultados, é como se colocássemos o termômetro muitas vezes no paciente para medir a febre, mas não déssemos o remédio nem fizéssemos outros diagnósticos. Então, é importante pensar as reformas do sistema educacional, em como as avaliações vão ser parte disso e como será usada a informação para melhorar o sistema. COLÉGIO Escolha um colégio que esteja de acordo com seu ponto de vista sobre a educação. É preciso que você conheça os métodos e confie nos profissionais que irão conviver com seus filhos. Se não concordar com uma educação rígida, não coloque seu filho em uma escola com essas características. O mesmo vale para os colégios mais liberais. Para o bem das crianças, a escola deve ser uma extensão da casa.

EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL DE FATO • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

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EDITOR GERAL William Robson COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Sávio Marcellus

DIAGRAMAÇÃO Telêmaco Sandino IMPRESSÃO Gráfica de Fato

SANTOS EDITORA DE JORNAIS LTDA • Redação e oficinas: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN - CEP: 59.611-400

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LITERATURA
JAIME HIPÓLITO
AUTOR Jaime Hipólito Dantas nasceu em Caicó (RN), a 1º de dezembro de 1928, filho de Raimundo Hipólito de Medeiros e Eufrásia Dantas de Medeiros, com apenas quatro anos de idade, foi com os pais para o Maranhão e, de lá, após permanência de dois anos, para Mossoró, cidade onde viveu a maior parte de sua existência. Influenciado, principalmente pela literatura inglesa, Jaime era jornalista com formação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Teve formação na Universidade de Swansea, no Pais de Gales. Diplomou-se em Política Social e Administração. Com a publicação de "O Aprendiz de Camelô", lançado em 1962, Jaime ganha notoriedade, pois os contos do livro são densos. Logo depois, publica Estórias Gerais, (Contos da Coleção Mossoroense, 1986) e, em 1992, seu último trabalho, "De Autores e de Livros". Faleceu no dia 22 de março de 1993, em Natal, onde morava, com a família, desde 1985. LINGUAGEM Considerada do ponto de vista regionalista, a coletânea de contos apresenta acentuadas características peculiares ao linguajar caboclo ou própria da massa sertaneja. Dono de um estilo ágil e leve, Jaime incorpora expressões coloquiais e vulgarismo cujo propósito é ser fiel ao ambiente em que os fatos se desenrolam. Ilustra o cotidiano interiorano com a simplicidade da própria fala do homem que ali mora, usando períodos curtos e o léxico regional. TEMÁTICAS Jaime Hipólito recria a vida nas pequenas cidades do interior. Há uma mistura de fatalisAna Cláudia

ANA CLÁUDIA
Professora colaboradora

mo, de acaso, de injustiça social, nestes contos que são narrativas da solidão humana e, ao mesmo tempo, uma denuncia e um protesto. E no sertão o universo humano aparece do amor ao ódio, do político-social ao familiar, os conflitos vão permitindo ao leitor indagar, se indignar, sorrir ou chorar, já que cada um pode ver como seu olhar permite. Os perfis que ilustram a obra são os "personagens da vida real" que perambulam pelo Rio Grande do Norte, na maioria, são pessoas simples que enfrentam as maiores dificuldades na labuta diária, repleta de privações. Mostra o homem e seus conflitos, a incomunicabilidade entre as pessoas, o isolamento social, o silêncio no mutismo das personagens que apresentam traços comuns nas reações sociais e psicológicas: crianças espertas, adolescentes indecisos, mulheres inconformadas com o casamento, mães dedicadas, sertanejos violentos, movidos pela paixão e pela defesa da honra. Diferentes tons marcam os

contos, com predominância do trágico, algumas incursões no lírico e no popular, e com mestria, o fantástico predominante em Conto de Ninar. SINOPSE DOS CONTOS Contos de Ninar Sandrino não consegue dormir sem ouvir a história do touro que tinha asas e sabia assobiar, contada por seu pai. E o pai contava histórias fantásticas para ninar o filho que o interrompia sempre, querendo saber de outros detalhes. E os dois dialogavam na noite, desfiando um conto de ninar que, muitas vezes, não chegava a ter fim. E o pai contou que um dia o touro vinha pela rua, e atrás vinha uma vaca e os dois tocavam violão. " - Diga pai, o touro sabia cantas? Sandrino queria que lhe falassem contadas todas as minúcias. E o pai contava. Disse que o touro cantava e voava. - Touro tinha asas?

- Tinha duas asas vermelhas e um enorme rabo branco. Aí ele voou até o outro lado da porta e ficou assobiando, chamando a vaca. - A vaca era namorada do touro? O velho ria, ajeitava-se, ganhando entusiasmo com a estória. O menino era sério, não ria, o semblante fechado denotava interesse pela narrativa. - A vaca gostava do touro? - Gostava. Ela não podia ouvir o assobio porque tinha ido tomar sorvete. Na sorveteria havia muitas vacas tomando café e sorvete. Elas bebiam o café e depois engoliam o sorvete e nem morriam. - O sorvete era frio? - Era muito frio, e a vaca começou a sentir dor de dente. O garçom indagou se podia servir um melhoral e ela respondeu que podia. Depois que a vaca engoliu o melhoral ficou boa e logo começou a dançar no salão. Ela dançava com muita elegância, com as mãos levantadas e o raCONTINUA...

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ros que atravessaram o rio voando como se fossem enormes pássaros de todas as cores. Neste conto, o encantamento domina o ambiente familiar, seja na doce fantasia das histórias, seja no entusiasmo dos membros da família no momento do conto de ninar. Se na maioria dos contos do livro, a tragédia se torna marca essencial da visão pesarosa que o autor tinha da vida, em Conto de Ninar, há uma apologia à fantasia, fundamental na infância, uma exaltação ao equilíbrio doméstico através da integração dos adultos com o fantástico do mundo infantil. As perdas reais no enredo de outras narrativas, aqui estão no plano fantástico, na morte do boi, que deixa tantas vacas viúvas, no desfecho que mostra que nem tudo é previsível, nem tudo é sonho e tudo passa".

bo também, a ponta tocando a nuca. As outras tinham muita inveja porque não sabiam danças. Só sabiam berrar no curral e dar leite. - e o touro também dançava? - Não dançava. Quando o touro chegou ficou muito zangado porque não gostava que a namorada dançasse. Ele achava que a vaca não tem direto de dançar em público, que só quem dança em público é vedete. E namorada de touro não é vedete, o touro explicava. Quando ele entrou na sorveteria, todo mundo ficou com medo, por causa do revólver que tinha à mão, um revólver enorme, que pesava duas arrobas. O menino divertia-se, fazia ar de admiração, parecia estar vendo tudo mover-se num mundo mágico. Num mundo de sonho. - E o touro mandou a vaca parar? - Mandou, mas o garçom disse que ela não parasse, e o touro deu um tiro no grçom. E o garçom morreu? - Morreu. E quando ele caiu morto o touro saiu correndo para evitar o flagrante. - E o que é evitar flagrante? - Evitar flagrante é azular antes de ser agarrado pela policia. O touro não queria ser pegado com a mão na botija. - O touro tinha uma botija? O velho disparava numa gargalhada, chamando a atenção da esposa. Ela dizia que não sabia qual dos dois tinha mais juízo. Mas, na verdade, achava também tudo muito divertido. E escutava sempre. Raul, dois anos mais velho que Sandrino, escutava no quarto contíguo, enquanto não dominava o sono. - Diga o touro tinha uma botija? O menino não admitia que o mínimo detalhe ficasse sem resposta. - Tinha. O touro tinha uma botija. Na noite anterior, quando ele estava dormindo, sonhou com uma. Aí de manhãzinha se levantou e saiu com a vaca para arrancar o caixão e encontrou muito dinheiro. Tinha ouro e muita prata. O touro disse para a vaca que estava rico e que ia comprar um palácio. - Ele comprou um palácio?

JAIME HIPÓLITO DANTAS nasceu em Caicó (RN), a 1º de dezembro de 1928

Às suas ordens, Sargento Tudo começa quando o sargento estaciona o furgão bem em frente à casa de Zé Firmino. Os quatro policiais que o acompanhava ficaram dentro do carro. Bate à porta e em pouco tempo Zé Firmino aparece: "As suas ordens, Sargento. - Vim buscar o senhor, disse." O que vem a seguir é uma espécie de ritual de despedida da liberdade. Zé convida o sargento para entrar e prepara o café, enquanto conversa calmamente com a autoridade. Lava a louça que dormira na pia, enxuga e arruma a mesa para o café. O sargento elogia-lhe a mesa farta. Após a refeição, Zé Firmino arruma a cozinha, cuida da higiene pessoal, arruma calmamente os objetos pessoais numa valise, dá uma olhada em volta e sai acompanhando o sargento rumo à delegacia. A narrativa gravita em torno da insólita prisão de Zé Firmino e os fatos enquadrados que pontuam a vida em cidades interioranas. A relação de cordialidade entre o prisioneiro e a autoridade, as conversas informais entre ambos, o café de manhã
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- Não comprou. Na carreira que deu da sorveteria, para evitar o flagrante, perdeu tudo e ficou de novo muito pobre. Aí teve que voltar para o sertão, onde os outros touros trabalhavam na canga. Chegou lá e foi logo agarrado e levado para o serviço. No primeiro dia de trabalho o pescoço do touro ficou muito doído com o peso da canga e ele começou a chorar. Os outros touros tiveram muita pena e começaram a contar estórias de Trancoso procurando acalentar o chorão. Ele dizia que não se acostumava mais com canga e queria morrer. Os outros tiveram medo e imaginaram que ele ia se suicidar. Passaram a noite com ele, de lamparina acesa, como se estivessem num velório. Aí o touro começou a dormir, e dormindo sonhava muito. Sonhou que o pescoço tinha deixado de doer e que nunca mais teria que usar de novo a canga. Sonhou também que voltaria a Mossoró para aqui trabalhar de sacristão. - E ele voltou? - Voltou depois de um mês. Aí numa noite foi dormir, e quando acordou havia um carro esperando, e ele veio dirigin-

do o carro. Vinha muito contente, como se tivesse achado nova botija. A estrada era ruim, havia muitos buracos, muitos estragos feito pelas chuvas. Mas o carro corria a toda a velocidade. E o touro não parava de rir de contente. Só pensava nos sinos que ia tocar todas as manhãs chamando os cristãos para a missa. O carro corria mais do que o raio, e o vento fazia nos ouvidos do touro um zunido muito esquisito. O zunido era como se fosse o som dos sinos. O touro ouvia o som e se esquecia de tudo. Apertava o pé, sempre mais, até encostar na tábua. Ele queria fazer o carro decolar como um avião. Aí perto da ponte o carro decolou, mas teve que fazer uma aterrissagem forçada na calçada da sorveteria, e o touro morreu. No enterro, a vaca chorava muito, e ela ia com a cabeça coberta com uma véu preto, como se fosse viúva. - E a vaca nunca mais dançou? - Nunca mais. Nem ela nem as outras, porque o touro morreu. Durante todo o resto da noite Sandrino sonhou com tou-

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tomado num clima de paz e amizade, acentuam a lentidão do cotidiano num lugar onde os acontecimentos ocorrem sem presa, sem correria, pois o tempo anda, também, sem presa. Os dramas do cotidiano e as conseqüências da insensatez

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humana estão representados em Zé Firmino que não apresenta uma aparência nem comportamento criminoso. Mas perde a

liberdade com a qual estava acostumado, após cometer um delito não especificado pelo narrador de 3ª pessoa onisciente.

Exercícios
Ao considerarmos os personagens Eulália, do conto Noite de Eulália, e o tipo estranho, do conto Remorsos, percebemos características, exceto: a) sofrimento. b) Desabafo. c) Opressão. d) Sentimento de culpa. A desilusão amorosa é um tema recorrente nos contos Estórias Gerais. Dos contos abaixo, assinale aquele que não s enquadra na temática mencionada: a) Patrício. b) Noite de São João. c) Estória de traição, em que o marido, que vai matar, morre. d) A tragédia do negro Jesus. "De noite do alpendre, Luis Cosme ainda ficou observando a caatinga. Pareceu-lhe que não havia mais uma só arvore em pé naquela paisagem. Uma asa-

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branca pousou na cerca do curral, solitária. Ainda ensaiou o seu canto, mas foi adiante. Parecia que o perdera. A claridade do sol doía na vista de Luis Cosme e, no entanto, ele continuava fitando aquele panorama. De um lado estava o chiqueiro que nos bons anos se enchia de cabras. Ali do outro, o curral, vazio, quase já em ruínas." O fragmento acima ilustra um dos temas característicos da literatura brasileira que se produziu a partir da década de 30 do século XX, o qual aparece em um dos contos de Estórias Gerais. Indique o tema e o conto: a) A dureza do trabalho/ O regresso. b) A falência dos produtores rurais/ Capítulo da seca. c) A migração provocada pela seca / Capítulo da seca. d) O determinismo do meio/ conto de natal. 04. Marque o item que a relação fato-conto está incorreta:

a) O protagonista perde a liberdade após praticar uma sandice - As suas ordens, sargento. b) Enlouquecimento e morte da protagonista - Luciana. c) Decidido a escrever sua memórias, o protagonista recorda as escolhas que determinaram a sua atual condição - O padre. d) Numa festa caipira amantes celebram a reconciliação - Noite de São João. Na maioria dos contos do Estórias Gerais, encontramos uma galeria de mortos, outros tantos abandonados, uma gama de assassinos, doentes ou depressivos. Porém, em duas narrativas, há uma apologia aos aspectos mágicos da infância, através de personagens mirins que são responsáveis pela harmonia e felicidade do lar. Aponte-as: a) Conto de ninar/ Patrício. b) O regresso/ Conto de natal. c) Conto de ninar/ conto de nad) Júlia/ Capitulo da seca.

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tal.

LINGUA PORTUGUESA
SINTAXE DE REGÊNCIA
A sintaxe de regência verbal consiste em reconhecer no contexto o sentido do verbo, para o emprego correto da predicação verbal ou o não uso de preposição entre o verbo e seu complemento. Desta forma, temos o emprego do complemento verbal como consequência de uma análise semântica (de sentido). É necessário reconhecer a polissemia (plurisignificação das palavras) dos principais verbos em concurso público, Enem ou vestbulares. Também, há casos que exigem a substituição do complemento verbal (objeto direto ou objeto indireto) por pronomes. O verbo ASSISTIR, por exemplo, no sentido de ver, presenciar, caro(a) leitor(a), não aceita o uso do pronome LHE. Em "Assisti ao jogo", o termo grifado não aceita o pronome LHE. Assim, "Assisti-lhe" é incorreto. O modo correto é escrever: "Assisti a ele". O pronome LHE só deve ser usado, como complemento verbal, na função sintática de objeto indireto e quando se referir a pessoa. Exemplos: "Obedeça a seu pai." O termo sublinhado exerce a função sintática de objeto indireto. Sendo assim, posso substituí-lo por LHE, assim: "Obedeça-lhe." Já em "Obedeça às leis do trânsito", o termo grifado só pode ser substituído por "a elas", uma vez que tal termo não se refere a nome de pessoa. Então, o correto, na substituição, é: "Obedeça a elas." Observe que a regência verbal também nos orienta quanto ao emprego de pronomes. Quando o verbo é transitivo direto, dá-se a substituição do obCONTINUA...

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Marcos Garcia

jeto direto pelo pronome oblíquo o e suas formas variantes (a, os, as). Assim, na frase "Comprei doces para presentear", substituindo o termo grifado pelo pronome adequado teremos "Comprei-os para presentear.". No entanto, é preciso que se observem algumas particularidades relativas a esse tipo de pronome em relação às formas verbais. Se a forma verbal terminar em vogal, a substituição será feita conforme se observou no exemplo acima. Porém, se a forma verbal terminar em R, S ou Z, suprimem-se essas letras e acrescenta-se L à forma pronominal, assim: "Vou comprar doces para presentear.". Substituindo, teremos: "Vou comprá-los para presentear.". "Pus o livro sobre a mesa.". Substituindo, teremos: "Pu-lo sobre a mesa.". "Fiz a tarefa ontem mesmo." Substituindo, teremos: "Fi-la ontem mesmo.". É muito simples, apesar de muita gente com quem convivemos considerar que tais construções linguísticas são estranhas, feias ou até mesmo

FRANCISCO BATISTA PEREIRA
Professor colaborador

achar que isso é errado, mas creia, não é. O estudo da gramática da língua portuguesa torna-se simples a partir do momento em que o

estudante passe a perceber o sentido do conteúdo qu está estudando. Associar o que se estuda ao sentido facilita a compreensão e ajuda, em muito, a aprendizagem.

E já que estamos referindonos à regência verbal, eis os principais verbos e suas respectivas regências:
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Exercícios
1. ASPIRAR: Cheirar, absorver o ar = v.t.d. Desejar = v.t.i.(a) * Não admite o pronome LHE 2. VISAR: Apontar, mirar ou rubricar, dar visto = v.t.d. Desejar = v.t.i. (a) * Não admite o pronome LHE 3. PREFERIR: v.t.d.i. * Não é necessário usar os dois complementos. O objeto indireto expressa o que não se prefere, constituído com a preposição "a". 4. ASSISTIR: Ver, presenciar = v.t.i. (a) *Não admite o pron. LHE Socorrer, dar assistência = v.t.d ou v.t.i. (a) * A transitividade indireta é a norma culta. Residir = v.i. (em), apresentando o adjunto adv. de lugar. Caber, pertencer = v.t.i. (a) * Admite o pronome "lhe"

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h) Assistimos ao filme, mas Paulo não assistiu a ele.[ ] i) O médico assistiu o enfermo. [ ] j) O médico assistiu ao enfermo. [ ] k) O resultado da sentença assiste ao Juiz Leopoldo. [ ] l) O apartamento em que você assiste há drogas. [F] Correção: _____________________________________________________________________
5. INFORMAR, AVISAR, CERTIFICAR, CIENTIFICAR, ACONSELHAR, PREVENIR, ADVERTIR: v.t.d.i. *São pronominalizados apenas os complementos constituídos por "pessoa".

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Assinale Falso ou Verdadeiro.

a) Aspiramos conquistas heróicas. [ ] / Aspiro a conquistas heróicas. [ ] b) Aspiramos conquistas heróicas. [ ] / Aspiro a conquistas heróicas. [ ] c) Você aspira àquela vaga, mas eu não aspiro a ela. [ ] d) O cargo a que ela visa, Rogério, Luciana não aspira a ele. [ ] e) O cargo que ela visa, Rogério, Luciana não aspira a ele. [ ] f) Prefiro aventuras que liberem adrenalina a viver na inércia. [ ] g) Prefiro aventuras que liberem adrenalina do que viver na inércia. [ ]

a) Avisei o chefe do fato. [ ] b) Avisei-o do fato. [ ] c) Avisei o fato ao chefe. [ ] d) Avisei-lhe o fato. [ ] e) Certificamo-lo do fato. [ ] f) Certificamos-lhe o fato. [ ] g) Advertiram-no das conseqüências. [ ] h) Advertiram-nos as conseqüências. [ ] _____________________________________________________________________
6. CHAMAR: Mandar, vir = v.t.d. / Rogar = v.t.i. (por) / Cognominar, dizer algo a respeito de alguém ou de algo = Use a transitividade direta ou a indireta. Além do complemento verbal, o verbo exige o emprego do predicativo (preposicionado ou não preposicionado) CONTINUA...

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Assinale Falso ou Verdadeiro.

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Assinale Falso ou Verdadeiro.

a) Chamei o soldado. Como ele não compareceu, chamei pelo soldado. [ ] b) Chamaram aquela terra de paraíso. / Chamaram aquela terra paraíso. [ ] c) Chamaram àquela terra de paraíso. / Chamaram àquela terra paraíso. [ ] d) Todos os rapazes, conforme registros pelos feitos, que veio a se chamar heróis receberam medalhas. [ ] e) Todos os rapazes, conforme registros pelos feitos, a que vieram a se chamar heróis receberam medalhas. [ ] _____________________________________________________________________
7. LEMBRAR e ESQUECER = v.t.d. * Quando pronominais, use a transitividade indireta. Também é bom ressaltar que LEMBRAR pode ser transitivo direto e indireto. 8. QUERER: Desejar = v.t.d. Quero alguns anúncios em locais estratégicos.[ ] Gostar, estimar = v.t.i. (a) As crianças a quem quero estão dormindo.[ ] 9. SIMPATIZAR: v.t.i. (com) * Não pode ser usado pronominalmente Simpatizei com você, Dulcinéia.[ ] 10. PAGAR = v.t.d.i. Paguei a taxa ao cartório. Paguei o banco. / Paguei ao banco. [ A forma correta é "Paguei ao banco"] 11. CHEGAR: v.i. * Não admite o uso da preposição "em" Cheguei o clube / Cheguei ao clube. [ A forma correta é "Cheguei ao clube"] Cheguei do clube. 12. ALUDIR: v. t. i. (a) - O resultado a que aludimos não foi lícito.. [Correto] 13. CUSTAR: Acarretar = v.t.d.i. Relacionado a preço = v.i. Demorar, ser difícil = v.t.i. (a) e pede sujeito oracional.

a) Lembrei que ela é culpada. [ ] b) Lembrei-me de que ela é culpada. [ ] c) Esqueci você, ontem. / Esqueci-me de você, ontem. [ ] d) Esqueci as informações, mas não me esqueci de você. [ ] e) Quero meus avós com intensidade. [ ] f) Quero a meus avós com intensidade. [ ] g) Paguei à universidade, mas não paguei o colégio. [ ] h) Não paguei ao colégio. [ ] i) Simpatizei-me com suas idéias, Leandro. [ ] j) Simpatizei com suas idéias, Leandro. [ ] k) O fato a que aludiram nos jornais locais não é tão grave. [ ] l) Sua má participação custou danos às filiais. [ ] m) A camisa custou vinte reais. [ ] n) Custou-me dividir os pertences. [ ] o) Custou-me reconhecer os criminosos. [ ] p) Eu custei a responder a prova. [ ] q) Custou-me perceber os erros na planilha. [ ] r) Esqueci de alguns livros que Marcus aludiu, ontem, como indispensáveis ao entendimento da metafísica. Sinceramente, prefiro aos presentes os substanciosos ensinamentos socráticos que possibilitam valores e conhecimentos densos, alimentando-nos em completude. [ ] s) Esqueci alguns livros (ou "Esqueci-me de alguns livros...") a que Marcus aludiu, ontem, como... [ ] t) Posso informar aos senhores de que ninguém ousou aludir a tão delicado assunto. [ ] u) Posso informar os senhores de que ninguém ousou aludir a tão delicado assunto / Posso informar aos senhores que ninguém ... [ ] v) Lembrou-lhe que precisava voltar ao trabalho. [ ] w) Elas custaram para entender todas as situações. [ ] x) Custou-lhes entender todas as situações. [ ] y) As informações que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso. [ ] z) As informações de que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso. [ ]

REDAÇÃO
COMO INICAR A REDAÇÃO NO VESTIBULAR
A INTRODUÇÃO Uma das etapas mais difíceis na hora de fazer a redação no vestibular é iniciar o texto, já que a maioria dos alunos sente-se bloqueado e este bloqueio, muitas vezes, impede o surgimento de boas ideias podendo, assim, levar o candidato a fugir ao tema e/ou abordá-lo superficialmente. É importante saber que a tese (parágrafo introdutório ou parágrafo inicial) pode ser obtida através de alguns procedimentos: para tanto, são usadas definições simples, afirmações, citações, sequências interrogativas, comparações de características históricas, sociais ou geográficas. A tese deve ser elaborada a partir da ideia expressa no tema e do posicionamento que o candidato deverá adotar no seu texto. Deve-se levar em conta que o parágrafo introdutório é o parágrafo norteador de toda a estrutura dissertativa, aquele que carrega uma ideia nuclear a ser utilizada de maneira pertinente em todo o desenvolvimento do texto. Daí porque é importante você saber algumas formas de iniciar o seu texto para que o famoso "branco" não venha a prejudicá-lo.
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Podemos iniciar nossa dissertação usando os seguintes tipos de tese: 01) Trajetória histórica: Traçar a trajetória histórica é apresentar uma analogia entre elementos do passado e do presente. Já que uma analogia será apresentada, então os elementos devem ser similares; há de haver semelhança entre os argumentos apresentados, ou seja, só usaremos a trajetória histórica, quando houver um fato no passado que seja comparável, de alguma maneira, a outro no presente. Quando apresentar a trajetória histórica na introdução, deve-se discutir, no desenvolvimento, cada elemento em um só parágrafo. Não misture elementos de épocas diferentes em um mesmo parágrafo. A trajetória histórica torna convincente a exemplificação; só se deve usar esse argumento, se houver conhecimento que legitime a fonte histórica. 02) Comparando social, geográfica ou historicamente. Também é apresentar uma analogia entre elementos, porém sem buscar no passado a argumentação. É comparar dois países, dois fatos, duas personagens, enfim, comparar dois elementos, para comprovar o tema. Lembre-se de que se trata da introdução, portanto a comparação apenas será apresentada para, no desenvolvimento, ser discutido cada elemento da comparação em um parágrafo. 03) Conceituando ou definindo uma idéia ou situação. Em alguns temas de dissertação surgem palavras-chave de extrema importância para a argumentação. Nesses casos, podese iniciar a redação com a definição dessa palavra, com o significado dela, para, posteriormente, no desenvolvimento, trabalhar com exemplos de comprovação. 04) Contestando uma idéia ou citação, contradizendo, em partes Quando o tema apresenta
Cedida

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FRANCELIZA MONTEIRO
Professora colaboradora

uma ideia com a qual não se concorda inteiramente, pode-se trabalhar com este método: concordar com o tema, em partes, ou seja, argumentar que a idéia do tema é verdadeira, mas que existem controvérsias; discutir que o assunto do tema é polêmico, que há elementos que o comprovem, e elementos que discordem dele, igualmente. Não se esqueça de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento deve conter as duas comprovações, cada uma em um parágrafo. 05) Refutando o tema, contradizendo totalmente Refutar significa rebater os argumentos; contestar as asserções; não concordar com algo; reprovar; ser contrário a algo; contrariar com provas; desmentir; negar. Portanto, refutar o tema é escrever, na introdução, o contrário do que foi apresentado pelo tema. Deve-se tomar muito cuidado, pois não é só escrever o con-

trário, mas mostrar que se é contra o que está escrito. O ideal, nesse caso, é iniciar a introdução com Ao contrário do que se acredita... Não se esqueça, novamente, de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento deve conter apenas elementos contrários ao tema. Cuidado para não cair em contradição. Se for, na introdução, favorável ao tema, apresente, no desenvolvimento, apenas elementos favoráveis a ele; se for contrário, apresente apenas elementos contrários. 06) Elaborando uma série de interrogações Pode-se iniciar a redação com uma série de perguntas. Porém, cuidado! Devem ser perguntas que levem a questionamentos e reflexões, e não perguntas vazias que levem a nada ou apenas a respostas genéricas. As perguntas devem ser respondidas, no desenvolvimento, com argumentações coerentes e importantes, ca-

da uma em um parágrafo. Portanto use esse método apenas quando já possuir as respostas, ou seja, escolha primeiramente os argumentos que serão utilizados no desenvolvimento e elabore perguntas sobre eles, para funcionar como introdução da dissertação. 07) Transformando a introdução em uma pergunta O mesmo que a anterior, mas com apenas uma pergunta. 08) Elaborando uma enumeração de informações Quando se tem certeza de que as informações são verídicas, pode-se usá-las na introdução e, depois, discuti-las, uma a uma, no desenvolvimento. 09) Caracterizando espaços ou aspectos Pode-se iniciar a introdução com uma descrição de lugares ou de épocas, ou ainda com uma narração de fatos. Deve ser uma
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Jornal de Fato Sábado, 31 de outubro de 2009

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NÃO ESQUEÇA: * O ponto final * O pingo no i * Cortar o t * O cedilha do ç * A inicial maiúscula no início de período e de substantivos próprios * Estrangeirismo - Só deve ser empregado quando não houver em nosso vocabulário palavra correspondente. * Eco - ( ex.: A eleição causará comoção na população) Isso é péssimo. * Não abrevie palavras * Evite repetições desnecessárias * Não aumente o tamanho da letra para dar a idéia de que escreveu bastante * Não se desculpe dizendo que não escreveu mais porque o tempo foi pouco * Não cometa cacofonia * Evite ambiguidade * Evite o queísmo * Seja claro, coerente, objetivo e original * Você deve preencher corretamente todos os itens do cabeçalho com letra legível. * Centralize o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo. O título pode apresentar interrogação desde que o texto responda à pergunta. * Pule uma linha entre o titulo e o texto, para então iniciar a redação. * Faça parágrafos distante mais ou menos três centímetros da margem e mantenha-os alinhados. * Não ultrapasse as margens (direita e esquerda) e também não deixe de atingi-las. * Evite rasuras e borrões. Caso erre, anule o erro com um traço apenas. * Apresente letra legível. * Distinguir bem as maiúsculas das minúsculas. * Evite exceder o número de linhas pautadas ou pedidas como limites máximos e mínimos. * Escreva apenas com caneta preta ou azul. OBSERVAÇÕES: Números A) Idade - deve-se escrever por extenso até o nº 10. Do nº 11 em diante devem-se usar algarismos; B) Datas, horas e distâncias sempre em algarismos: 10h30min, 12h, 10m, 16m30cm, 10km (m, h, km, I, g, kg). Palavras Estrangeiras As que estiverem incorporadas aos hábitos lingUísticos devem vir sem aspas: marketing, merchandising, software, dark, punk, status, offlce-boy, hippie, show etc. Alie essas dicas ao seus conhecimentos e BOA SORTE!!!!!!!!!!

curta descrição ou narração, somente para iniciar a redação de maneira interessante, curiosa. Não se empolgue!! Não transforme a dissertação em descrição, muito menos em narração. 10) Resumo do que será apresentado no desenvolvimento Uma das maneiras mais fáceis de se elaborar a introdução é apresentar o resumo do que se vai discutir no desenvolvimento. Nesse caso, é necessário planejar cuidadosamente a redação toda, antes de começá-la, pois, na introdução, serão apresentados os tópicos a serem discutidos no desenvolvimento. Deve-se tomar o cuidado para não se apresentarem muitos tópicos, senão a dissertação será somente expositiva e não argumentativa. Cada tópico apresentado na introdução deve ser discutido no desenvolvimento em um parágrafo inteiro. Não se devem misturá-los em um parágrafo só, nem utilizar dois ou mais parágrafos, para se discutir um mesmo assunto. O ideal é que sejam apresentados somente dois ou três temas para discussão. 11) Paráfrase A maneira mais fácil de se elaborar a introdução é valendo-se da paráfrase, que consiste em reescrever o tema, utilizando suas

próprias palavras. Deve- se tomar o cuidado, para não apenas se substituírem as palavras do tema por sinônimos, pois isso será demonstração de falta de criatividade; o melhor é reestruturar totalmente o tema, realmente utilizando "SUAS" palavras. Essas maneiras de iniciar o seu texto são apenas sugestões, portanto não devem ser encaradas como solução para a falta de conhecimento do assunto e nem de domínio das normas gramaticais. Treine e boa sorte!!!!!!!!!! MANDAMENTOS DE UMA BOA REDAÇÃO Algumas dicas para você fazer bonito na hora de escrever a sua redação EVITE: * Esnobar - Mostrar que é "o bom", complicar, escrever difícil * Palavrão - Não use nunca. * Criticar a universalidade, as autoridades, as instituições - Isso não é recomendável. * Ser muito negativo - Em tudo há um bom lado. Procure descobri-lo. Aponte alternativas, saídas. * Gírias - Lembre-se que as gírias fazem parte da norma coloquial e o vestibular exige o uso da norma culta.

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NA PRÓXIMA EDIÇÃO

HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO RN
E TAMBÉM RESPOSTAS COMENTADAS DOS EXERCÍCIOS PUBLICADOS NESTE FASCÍCULO

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Jornal de Fato Sábado, 31 de outubro de 2009

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A MATEMÁTICA DO ENEM
Com questões que aproximam a teoria do cotidiano, a prova mais temida do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá favorecer candidatos Prova valoriza a cultura do estudante. Números revelam muito. E não são nada favoráveis aos estudantes brasileiros quando o assunto é matemática. Mas, desta vez, a notícia é boa. Ao encerrar a série que solucionou 80 das 180 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, o caderno Vestibular traz um alento a quem se prepara para o exame: os testes da disciplina mais temida pelos candidatos se mostram acessíveis, exigindo leitura, interpretação, raciocínio lógico e, especialmente, bom senso. Mas que ninguém se engane. Será preciso ainda muito fôlego e conhecimento de teoria matemática. Os baixos índices de aprendizagem da matemática no Brasil sempre figuram em avaliações de alunos em séries iniciais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e até na faculdade. Em uma comparação internacional, alunos brasileiros com 15 anos, idade padrão para participar do Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), ocupam os últimos lugares. Estão na 53ª posição na disciplina entre os 57 países participantes. Portanto, atenção: você não é o único que está com medo da prova. As deficiências na matemática, dizem especialistas, passa pela pouca relação entre o que se aprende na sala de aula e o cotidiano. Uma realidade que deve começar a mudar com o novo Enem. É o que prevê a professora Nara Regina Ribeiro da Silva, do Grupo Unificado, que resolveu as 20 questões que constam desta edição. – A bagagem cultural vai ajudar muito na prova. Mas o candidato terá de interpretar, retirar dados e colocá-los no contexto matemático. A prova é longa e de cálculo intenso. Isso vai exigir concentração do início ao fim – avisa. Para o professor Carlos Alberto Heredia Vianna, a prova têm elaboração refinada porque mostra transformação da linguagem corrente em linguagem matemática. Mas surpreendeu. – Esperava mais conteúdos. Muitos ficaram de fora. É uma prova que vai abrir espaço em universidades federais e será difícil avaliar candidatos para os cursos da área de exatas – diz. PREPARE-SE Com 45 questões e cálculos do início ao fim, a prova exigirá esforço extra do estudante p a r a manter a concentração. Essa capacidade deverá fazer a diferença entre os candidatos. Ler com atenção antes de iniciar a resolução do teste pode garantir o acerto. Comece a treinar a sua resistência na resolução de problemas, refazendo o máximo de exercícios possíveis. Atenção: conteúdos de geometria e probabilidade foram destaques na prova, além de problemas que envolvem regras de três.

RESPOSTAS DO FASCÍCULO NO 4
GABARITO DE INGLÊS (PROF. DANIELLE SANTOS) 01: (a) Para uma melhor organização pessoal da vida (b) Item 2 fazer regularmente atividade física e item 3 combater obesidade (c) Item 6 parar de consumir álcool item 7 livrar-se das dividas (d) item 10 Se manter organizado para cumprir toda lista 02: (a) É a fase de mais rebeldia. (b) São bem humorados, preguiçosos e determinados. (c) Tornam-se mais preparados para enfrentar situações difíceis. (d) É a supervisão e orientação. 03: (a) have done (b)hás been (c)have drank (d) hás made 04: eat, leave, go, built, say... 05: nuclear, Wind, solar 06: D 07: A 08: A 09: C 10: A GABARITO DE ESPANHOL (PROF. FABIANO SALES) TEXTO I: CUESTIÓN 1: D CUESTIÓN 2: C CUESTIÓN 3: D CUESTIÓN 4: B CUESTIÓN 5: A CUESTIÓN 6: B CUESTIÓN 7: D CUESTIÓN 8: B CUESTIÓN 9: A CUESTIÓN 10: B TEXTO II: CUESTIÓN 11: D CUESTIÓN 12: C TEXTO III: CUESTIÓN 13: E CUESTIÓN 14: A TEXTO IV: CUESTIÓN 15: C CUESTIÓN 16: B CUESTIÓN 17: A TEXTO V: CUESTIÓN 18: C CUESTIÓN 19: C

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