Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes

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DIREITO ADMINISTRATIVO

OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 06/05/2009 Aula: 1°

TEMAS TRATADOS EM SALA Indicação bibliográfica: Manual de Direito Administrativo – José do Santos Carvalho Filho 1. CONCEITO É o ramo do direito público que estuda princípios e normas reguladoras dos agentes órgãos, bens e atividades da administração pública. Direito Público atividades estatais Princípios e normas regime jurídico administrativo Agentes órgãos, bens e atividades função administrativa Competência Para Legislar A competência é concorrente, ou seja, a União, Estados e DF legislam sobre o tema. Os Municípios tratam de temas de interesse local. Em alguns temas a competência é privativa da União (criação de leis sobre desapropriação - art. 24 inciso II CF). 2. FUNÇÃO ADMINISTRATIVA (Art. 2º, CF). Objetiva realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado, que são aqueles expressos em lei, ou seja, frutos da atividade legislativa. Não inova o ordenamento jurídico, trata da relação dos poderes. 2.1.Funções Típicas PODER LEGISLATIVO PODER JUDICIÁRIO PODER EXECUTIVO

Inovar a ordem jurídica

Solução de Conflitos

Aplicar de ofício a lei * Miguel Seabra Fagundes

Tanto o Judiciário quanto o Executivo aplicam a lei, mas o Judiciário só pode aplicar a lei mediante provocação enquanto o Executivo pode aplicá-la de ofício. Portanto, processos administrativos podem ser instaurados de ofício. A atividade do Poder Judiciário é estática enquanto a atuação do Executivo é dinâmica. O núcleo da função típica do legislativo é a decisão sobre criação da lei e o núcleo da função típica do poder judiciário é a coisa julgada. 2.2. Função Atípica. São poderes exercidos, mas que são característicos de outro poder. Ex: Medida Provisória legislativa do poder executivo. Quem pode exercer função administrativa? R: - Poder Executivo (função típica) função

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- Legislativo e Judiciário (função atípica). Ex: abertura de concurso público, licitação no âmbito legislativo para compra de papel. - Ministério Público - Tribunais de Contas (São órgãos auxiliares do Poder Legislativo. Exerce um controle externo da administração. Quais são: Tribunal de Contas da União composto por ministros e Tribunais de Contas do Estados compostos por conselheiros. Existem no Brasil 2 TCMs: TCM de São Paulo; TCM do Rio de Janeiro. A CF proibiu a criação de novos TCMs. Obs: o STF entende que os Estados podem criar um tribunal de contas do Município, que fiscaliza as contas municipais. - Alguns particulares (por delegação do Estado). Ex: concessionários (delegação por contrato) e permissionários (delegação por ato administrativo). Conceito de Função Administrativa É exercida preponderantemente pelo Poder Executivo com caráter infralegal 1 mediante prerrogativas instrumentais 2

1.

A característica mais importante da função administrativa é sua absoluta submissão à lei. CF Leis Atos administrativos

Por essa razão, sempre que o ato administrativo violar a lei, ele será nulo (Princípio da Legalidade).
2

Para adequada defesa do interesse público, a lei confere ao agente poderes especiais (prerrogativas).

Muito importante: se o agente público usar os poderes do cargo em benefício próprio, o ato será nulo por desvio de finalidade, tresdestinação ou desvio de poder favorecer amigos ou parentes, perseguir inimigos (desapropriar casa do candidato na eleição, governador que transfere para o interior um policial militar a fim de terminar o romance dele com a filha do governador). ♫Desvio de finalidade ou tresdetinação Anulam o ato se o agente que o praticou Usa os poderes do cargo em benefício pessoal Teoria do Desvio de Finalidade Não é defeito de competência, não há desvio de finalidade se o ato foi praticado por quem não tinha competência para isso. O desvio de finalidade é um defeito objetivo. Atualmente considera-se que o desvio de finalidade é um defeito de comportamento (teoria objetiva) e não apenas um vício de intenção, mas sim de conduta, de comportamento. Desvio de finalidade = intenção viciada + violação concreta do interesse público
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Assim, a intenção viciada é necessária, mas não suficiente para tornar o ato nulo. 3. PRINCIPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO Noções Gerais Também chamadas de supra princípios. Tais princípios não são absolutos e sofrem algumas restrições. a) Supremacia do interesse público sobre privado É o interesse primário, o verdadeiro interesse da coletividade. Interesse público secundário é o interesse do Estado como pessoa jurídica, interesse patrimonial, o qual não tem supremacia. b) Indisponibilidade do interesse público Atenção: Algumas leis recentes tem relativizado a idéia de indisponibilidade do interesse público. Ex: o art. 23-A da Lei de Concessões (Lei 8987/95) autoriza o uso de arbitragem e outros meios privados para a solução de conflitos contratuais 3.1. Princípios Constitucionais do Direito Administrativo Art. 37, CF L egalidade I mpessoalidade M oralidade P ublicidade E ficiência

+

Celeridade Processual (duração razoável dos processos administrativos). Princípio da Participação (a lei deve garantir instrumentos de participação do usuário na administração). 1) Princípio da Legalidade A administração só pode praticar condutas autorizadas por lei. ♫ Só se a lei autorizar Pode o agente autorizar a conduta Se o agente silenciar A conduta está proibida Legalidade Pública Agentes Públicos Só podem fazer o que a lei autorizar O silêncio da lei representa uma proibição

=

Legalidade Privada Particulares Pode fazer tudo exceto o que a lei proíbe O silêncio da lei representa uma permissão

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Importante: ver art. 2º, parágrafo único da Lei 9784/99 atuação conforme a lei e o direito. bloco da legalidade, ou seja, respeitar a legalidade é cumprir Lei Ordinária, Lei Complementar, a CF, Medidas Provisórias, Tratados e Convenções Internacionais e Atos Normativos (Ex: decretos, portarias, regimentos internos e instruções normativas). 3 fundamentos: - Art. 37, caput - Art. 5º, II, CF (Atos Administrativos não podem criar deveres e proibições) - Art. 84, IV, CF (Decretos e regulamentos para dar fiel execução à lei 2. Princípio da Impessoalidade Lei 9.784/99: prevê o tratamento objetivo na defesa do interesse público (relacionado com a isonomia, igualdade e a imparcialidade). Consiste numa dupla proibição ao tratamento discriminatório e ao tratamento privilegiado. Ex: art. 37, §1º, CF – Trata-se de uma norma de impessoalidade. A publicidade de obras do governo deverá ter caráter informativo, não podendo conter nomes, símbolos ou imagens que caráter político ou de autoridade pública. Ex: não pode haver a inauguração de um viaduto contendo uma placa com o nome do governador. 3. Moralidade Ver lei 9.784/99: tal princípio obriga o agente a respeitar a ética, o decoro, a probidade, a lealdade e a boa-fé vigentes na sociedade. Quanto à boa-fé, trata-se daquela objetiva, onde o que interessa é a conduta e não a intenção do agente. Obs.: o melhor exemplo de violação da moralidade é o chamado nepotismo (contratação de parentes para cargos em comissão - Súmula Vinculante 13). Para o STF: a Súmula Vinculante 13 não vale para agentes públicos, ministros de estado e secretários estaduais e municipais.

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QUESTÕES SOBRE O TEMA 1 (OAB.CESPE.SP/2008.2) Assinale a opção correta com relação aos princípios que regem a administração pública. A) Não ofende o princípio da moralidade administrativa a nomeação de servidora pública do Poder Executivo para cargo em comissão em tribunal de justiça no qual o vice-presidente seja parente da nomeada. B) A administração pública pode, sob a invocação do princípio da isonomia, estender benefício ilegalmente concedido a um grupo de servidores a outro grupo que esteja em situação idêntica. C) Ato administrativo não pode restringir, em razão da idade do candidato, inscrição em concurso para cargo público. D) O Poder Judiciário pode dispensar a realização de exame psicotécnico em concurso para investidura em cargo público, por ofensa ao princípio da razoabilidade, ainda quando tal exigência esteja prevista em lei. 2) (OAB.CESPE.SP/2008.1) Com relação aos diversos aspectos que regem os atos administrativos, assinale a opção correta. a) Motivo e motivação do ato administrativo são conceitos equivalentes no direito administrativo. b) Nos atos administrativos discricionários, todos os requisitos são vinculados. c) A presunção de legitimidade dos atos administrativos é uma presunção jure et de jure, ou seja, uma presunção absoluta. d) Segundo a teoria dos motivos determinantes do ato administrativo, o motivo do ato deve sempre guardar compatibilidade com a situação de fato que gerou a manifestação de vontade, pois, se o interessado comprovar que inexiste a realidade fática mencionada no ato como determinante da vontade, estará ele irremediavelmente inquinado de vício de legalidade. 3) (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta acerca dos princípios da administração pública. A) O princípio da eficiência não constava expressamente do texto original da CF, tendo sido inserido posteriormente, por meio de emenda constitucional. B) O princípio da motivação determina que os motivos do ato praticado devam ser determinados pelo mesmo órgão que tenha tomado a decisão. C) Embora seja consagrado pela jurisprudência e pela doutrina, o princípio da impessoalidade não foi consagrado expressamente na CF. D) Em virtude do princípio da legalidade, a administração pública somente pode impor obrigações em virtude de lei; direitos, por sua vez, podem ser concedidos por atos administrativos.

Gabarito: 1. C; 2. D; 3. A.

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A Lei nº. .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . STF 2: O STF para evitar a ocorrência de dupla punição (bis in idem) tem entendido que a lei de improbidade não se aplica aos servidores federais punidos pela lei dos crimes de responsabilidade.Existem 3 modalidades de improbidade: • Enriquecimento ilícito. Ex: negar publicidade a ato oficial. .Obs. selecionando as mais apropriadas diante do caso concreto.429/92 elenca os atos de improbidade praticados por agente público. 8.429/92) DEFESA DA MORALIDADE AP ACP Cidadão MP PJ interessada Sanções • Perda do cargo • Devolução dos valores • Multa civil • Suspensão dos direitos políticos • Suspensão do direito de contratar . contra a administração direta ou indireta. políticas e administrativas.Entendimentos Jurisprudenciais STF1: O juiz pode aplicar as penas separadamente. LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (Lei 8. . • Atos que atentem contra princípios da administração (não precisa causar prejuízo ao erário).: É cabível a indisponibilidade dos bens do indiciado quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito.São penas civis. STJ: O princípio da insignificância não se aplica a lei da improbidade. nas três esferas de governo.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. -1– .Agentes políticos federais não se sujeitam a lei de improbidade (Presidente da República. servidor ou não. VicePresidente e Ministros de Estado). . . • Prejuízo ao erário.

“Não se usam canhões para matar pardais”. promotor e membros dos tribunais de contas.2.1. eu pisei na bola Matei um pardalzinho usando um canhão Mas o exagero é sempre ilegal É inválida a conduta desproporcional. Ex: prontuário de pacientes.Obriga a administração a anular atos defeituosos e revogar atos inconvenientes ♫Princípio da autotutela Obriga a administração Anular atos com defeito Para os inconvenientes a revogação. b) Intimidade dos envolvidos.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Autotutela . 3. descendentes e colaterais até 3º grau. .1. 2. 2. a proibição ascendente. Ex: ordena demolir casa que tem pintura das paredes descascadas. *O estágio probatório tem duração de 03 anos. Ex: informações militares.Muito importante: A Súmula Vinculante 13 do STF proíbe a contratação de parente para cargos em comissão (Súmula Antinepotismo). Princípios (Continuação) 2.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° .Acrescentado pela EC 19/98 . Razoabilidade ou proporcionalidade . Porém. PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS OU IMPLÍCITOS 3. Publicidade Divulgação dos atos administrativos.2. São cargos vitalícios com estágio probatório de 02 anos o de magistrado. 3. Eficiência . ♫Eu andei errado.Obriga a administração a atingir os melhores resultados na sua atuação. . A publicidade é uma proibição de conduta sigilosa.Refere-se a uma proibição de exageros dever de adequação em meios e fins. -2– . estágio probatório* *A validade do concurso público é de até 02 anos.Institutos que revelam preocupação com idéia de eficiência: concurso público*.Exceções: a) Segurança da coletividade.

Motivo = Motivação Situação fato autoriza prática ato. 3. Finalidade .A motivação é necessária para atos vinculados e discricionários. Administração pública direta ou centralizada Não podem ser acionadas no judiciário* Descentralização Entidades Pessoas autônomas Ex: autarquias. multa de que a do Ex: Explicação por escrito. Outros Princípios . Ex: notificação .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Todo ato administrativo deve ser acompanhado de uma explicação por escrito das razões que levaram à sua prática (motivação).4.Desvio de finalidade não é defeito de competência. Ex: Presidência da República e Mesa do Senado. fundações. Só existe desvio de finalidade se o ato foi praticado por servidor competente.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° 3. Técnicas de desempenho: Desconcentração Órgãos Não tem personalidade Ex: Ministérios. Se o ato for praticado para interesse alheio ao interesse público.5.Além dos princípios já mencionados vigoram também no direito administrativo: segurança jurídica. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Estuda a estrutura da administração pública. será nulo (Teoria do Desvio de Finalidade ou Tresdestinação). . hierarquia. 4. contraditório e devido processo legal. Secretarias. 3.Todo ato deve ser praticado para defesa do interesse público. Obrigatória Motivação . Ex: remoção de servidor para perseguição pessoal. empresas públicas Administração indireta ou descentralizada São acionadas no judiciário *Perigo: apesar de não serem pessoas jurídicas alguns órgãos são dotados de capacidade processual especial (basicamente para responder Mandado de Segurança).3. -3– .

execução por precatórios).Autarquias e Fundações: • Imunes a impostos (Art. Fundações Públicas *Fundações governamentais = Fundações Governamentais (polêmica*) alguns autores não admitem sua existência -4– . Conceito de Fundações Públicas: pessoa jurídica de direito público. • Praticam atos administrativos e celebram contratos administrativos. CF). Administração Pública Indireta Formada por pessoas jurídicas de direito público e pessoas jurídicas de direito privado. .1. 4.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° 4. Criadas e extintas por leis específicas. IBAMA. Banco Central (BACEN). Graus de liberdade: 0 Subordinação hierárquica Ex: órgão 50 Autonomia Ex: adm indireta 75 100 Independência Ex: Poderes Agências . Não se confunde com independência nem subordinação hierárquica. 150.2.0§2º.Ex: INSS. • Nunca exploram atividade econômica. mas vinculadas a eles (Supervisão Ministerial) . FUNAI. . ♫ As autarquias e as fundações Tem natureza de direito público Empresas Públicas e Sociedades Mistas São de Direito Privado São de direito público: Associações Públicas e Agências Reguladoras São de direito privado: Fundações Governamentais. INCRA.Fundações Públicas são tipos de autarquias. Autarquias e Fundações Públicas . • Possuem privilégios da Fazenda Pública (prazo em dobro para contestar e em quádruplo para recorrer.As autarquias não estão subordinadas a ministérios. Universidades Públicas (UNB).Serviços autônomos (DL 200/67) Características: • Autonomia Gerencial e Orçamentária: capacidade de alto governo.

NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° Fundações Públicas: . 2º decreto regulamentando a lei.Criada por lei específica. . -5– .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 3º: registro dos atos constitutivos em cartório. Agências Reguladoras: Ex: Anatel.Autorização legislativa três etapas: 1ª lei autorizando. Fundações Governamentais: .Natureza direito privado.Natureza direito público. Aneil. • Não são demissíveis “ad nutum” (sem razão/motivo). Regime especial é formado por duas características: • Dirigentes estáveis e com mandatos fixos. Autarquias com regime especial. Anac. Ex: Fundação Padre Anchieta. Ex: FUNAI e PROCON. .

o princípio da impessoalidade não foi consagrado expressamente na CF. B) O princípio da motivação determina que os motivos do ato praticado devam ser determinados pelo mesmo órgão que tenha tomado a decisão. Na situação hipotética considerada. Tais diretrizes dizem respeito aos seguintes princípios: A) eficiência e devido processo legal. Gabarito: 1.3) O diretor-geral de determinado órgão público federal exarou despacho concessivo de aposentadoria a um servidor em cuja contagem do tempo de serviço fora utilizada certidão de tempo de contribuição do INSS. D) legalidade e formalidade.PR) Assinale a opção correta acerca dos princípios da administração pública. de 7 de dezembro de 2007.o 1. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público” (art. podem ser concedidos por atos administrativos. 3. a administração pública somente pode impor obrigações em virtude de lei. C) segurança jurídica. por sua vez. a referida autoridade tornou sem efeito o ato de aposentadoria. V). B) indisponibilidade dos bens públicos. 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . (OAB/CESPE – 2007. do estado de São Paulo. vedada a imposição de obrigações. tendo sido inserido posteriormente. dispôs que essa agência.3.(OAB/CESPE – 2007. direitos. -6– . 3. Descoberta a fraude alguns meses mais tarde. no desempenho de suas atividades. A) O princípio da eficiência não constava expressamente do texto original da CF. (OAB/CESPE – 2007.C. 2. o princípio administrativo aplicável ao ato que tornou sem efeito o ato de aposentadoria praticado é o da A) autotutela. deveria obedecer. ao criar a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP). B) razoabilidade e objetividade.º. A.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 20/05/2009 Aula: 2° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. entre outras. C) proporcionalidade e motivação. C) Embora seja consagrado pela jurisprudência e pela doutrina. D) Em virtude do princípio da legalidade. D) razoabilidade das decisões administrativas. A.025. por meio de emenda constitucional.SP) A Lei Complementar n.º. às diretrizes de “adequação entre meios e fins. falsificada pelo próprio beneficiário. III) e de “indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinem as suas decisões” (art. 2. 2.3.

b) Imperatividade ou Poder Extroverso do Estado: é a faculdade que goza o Poder Público de criar obrigações aos administrados sem necessitar do consentimento dos administrados.ATO ADMINISTRATIVO 1. Ex: compra e venda. modifica. quando erra e pratica um ato ilegal. inscrição na dívida ativa. A administração pode fazer diversos atos jurídicos. com a finalidade de atender ao interesse público e controlada pelo Poder Judiciário. porém no regime jurídico de direito privado sem prerrogativas públicas. permuta. A Administração tem o dever de praticar atos legais. 2. comodato. este continua gozando de presunção de legitimidade.1 CONCEITO é toda declaração jurídica realizada pelo Estado ou por quem lhe faça às vezes no exercício de prerrogativas públicas. apreensão de bens.3 PRIVILÉGIOS – ATRIBUTOS DO ATO a) Presunção de legitimidade: decorre do princípio da legalidade estrita (nada pode a não ser o que a lei autoriza ou determina e por isso presumem-se legítimos e verdadeiros). Não confundir ato administrativo com ato da administração Ato da administração é aquilo realizado pelo Estado. extingue). Não confundir ato administrativo com ato material Ato material é o mero desenvolvimento de uma atividade profissional. no entanto.2 CARACTERÍSTICAS: 1. doação. 1.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. 1. Ex: multa. No exercício de prerrogativa pública = administração está sendo regida por normas de direito público. cassação de licenças e alvarás. porém para ser ato tem que ser no exercício de prerrogativa pública. Declaração jurídica = extrai-se que por ser uma declaração jurídica e sua conseqüência é que gera efeitos no direito (cria. que lhe concedem supremacia da relação jurídica. porém impõem restrições pelo princípio da indisponibilidade do interesse público. portanto deve ser cumprido com o cidadão. A presunção de legitimidade é um atributo relativo? O atributo é relativo (pode ser através de recurso ao Poder Executivo ou através de ação judicial). dação em pagamento.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -1– . c) Exigibilidade: é o poder que goza o Estado aplicar medida coativa visando incentivar o cumprimento dos atos imperativos. locação.

48. Exceção: em caso de urgência. alvará de funcionamento. 1. autorização. Desvio de finalidade: ocorre quando ato administrativo atende a finalidade diversa daquela prevista em lei. licença. concessão. 1. Ex:multa. Ex: o objeto da desapropriação é “pegar” a propriedade do bem. c) Competência É a medida do poder atribuído ao agente. Atenção: o objeto do ato deverá ser sempre lícito. e para que o ato exista validamente o sujeito deve ser não apenas competente. Ex: trilho do trem – não tem opções. Ex: decreto. e) Motivo É o fato que justifica a prática do ato. em critérios de conveniência e oportunidade (também chamados de mérito administrativo).5 CLASSIFICAÇÃO DO ATO Quanto ao regramento: a) Vinculado É aquele que a lei estabelece todas as condições para sua realização. mas também capaz.4 REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO A restrição do ato administrativo é o cumprimento do princípio da legalidade FFCOM a) Forma É a exteriorização do ato (em regra. O fato andar acima do limite justifica a prática do ato. o ato poderá ser verbal. A administração somente pode aplicar a executoriedade se a lei expressamente permitir. Obs: o ato somente será executório se não esbarrar em direito fundamental do cidadão. Ex: prisão em flagrante. “Não é competente quem quer e sim quem pode” – Caio Tácito d) Objeto É a alteração no mundo jurídico que ocorre com a prática deste ato . sem precisar de ordem judicial. -2– . Ex: ando com o carro a 100km/h na zona urbana e recebo uma multa.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° d) Executoriedade: é o poder que goza o Estado de executar seus atos de forma direta e imediata. nenhuma margem de liberdade. o ato é escrito). Ex: desapropriação da residência – domicílio inviolável. b) Discricionário É aquele que a lei estabelece condições para sua prática. lei 8. §3º. porém outorga ao agente público certa margem de liberdade para escolher ato que melhor atende ao interesse público com base. licença. b) Finalidade O objetivo é atender ao interesse público especificado em lei com a prática do ato. Inexiste margem de liberdade ao agente público. Ex: art.666/93. Ex: finalidade da desapropriação é transformar uma propriedade que só tem interesse privado em algo de interesse público.

CF Finalidade da licitação pública segundo a OAB: Obter uma vantagem para o Estado sem se descuidar da isonomia. Revogação: aplica-se ao ato legal. Critério residual Concurso Grupo dos contratos específicos Leilão Utiliza critério material Pregão (Lei nº 10.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° Obs: o ato discricionário passa por exame judicial de legalidade com exceção do mérito administrativo (conveniência e oportunidade da decisão do agente público) haja vista se ele exclusivo da administração. Quem está obrigado a licitar? Administração Direta: entes políticos federados no âmbito dos três poderes. empresa pública e sociedade de economia mista e agências. 175. 37. Efeito ex nunc. Serviços 3. XXI da CF.666/93. 2. 2. Permissão de serviço 7. A Lei 8. Anulação: aplica-se a atos ilegais. nos termos da Lei nº 8. 2º da Lei 8.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .1 MODALIDADES DE LICITAÇÃO Concorrência Tomada de preços Convite Grupo da concorrência Se aplica a todas as espécies contratuais. Locação está no art. Administração (de ofício) pode anular e o Judiciário (mediante provocação). ou seja retroage no tempo.520/02) -3– . Compras 4. Alienações 5. portanto se aplica ao Estado (administração pública = administração direta + indireta). Os efeitos são ex tunc. LICITAÇÃO PÚBLICA É um procedimento administrativo (sucessão de atos) que tem por finalidade encontrar a melhor proposta para celebração de um contrato. fundação. Administração Indireta: autarquia. Melhor proposta nem sempre é a corresponde ao menor preço e sim aquela que atende a duas condições: objeto de qualidade e melhor preço.666/93 Os dois últimos estão no art. Obras 2.666/93 é uma norma de direito público. A administração licita para contratar: 1. apenas a Administração Pública. caput. Concessão de serviço Os quarto primeiros itens de encontram no art. O Judiciário não poderá revogar o ato administrativo. Locação 6.

Publicidade simples . onde todos os interessados podem participar (muita gente participa) visto que não é exigido qualquer pré-requisito para participação. aumenta a competição entre os participantes. -4– .Só participam os interessados inscritos e devidamente cadastrados. Bem comum é aquele padronizado no mercado.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° Pregão é a modalidade usada para contratação de serviços considerados comuns ou para compra de bens considerados comuns.Ampla publicidade. c) Convite Modalidade de menor vulto que não exige a publicação de edital. Serviço comum é aquele que independe de capacitação intelectual para sua prestação. de fácil substituição sem relevante prejuízo de validade.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .00 Se muita gente participa. o risco para a administração é bastante reduzida.000. o que possibilita a flexibilização das regras. b) Tomada de preços Modalidade de vulto intermediário que exige pré-requisito para participação.000.500. denominado CRC (certificado de registro cadastral). . -Para obras e serviços de engenharia com valores até 1. o que atende ao interesse público.Ampla publicidade (publicação em diário oficial e jornal de grande circulação) .000.00 Características: . a) Concorrência Pública É a modalidade de maior vulto (maior valor contratual).00 e -Para compras e demais serviços valores acima de 650. Características: .500.Apenas para convidados Por ser de menor vulto.Universalidade -Para obras e serviços de engenharia com valores acima de 1.00 e -Para compras e demais serviços com valores até 650.000. aumenta a possibilidade de surgir uma boa proposta. Basta que a administração envie o número mínimo de três convites para empresas da área objeto da licitação Características: .

O texto acima descreve o seguinte atributo do ato administrativo: A exigibilidade. 2. assinale a opção correta.PR) É a qualidade pela qual os atos administrativos se impõem a terceiros. Decorre do que Renato Alessi chama de “poder extroverso”. 2. B Atos administrativos.NOTURNO Disciplina: Direito Administrativo Prof: Eduardo Pereira Data: 28/05/2009 Aula: 3° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.D -5– . B executoriedade. A Existem atos praticados pelos administradores públicos que não se enquadram como atos administrativos típicos. 13. São Paulo: Malheiros. Curso de Direito Administrativo. pois a administração pública está sendo representada por seu agente.ª ed. 373 (com adaptações). D Mesmo nos casos em que o administrador público contrata com o particular em igualdade de condições. atos da administração e atos de gestão administrativa são expressões sinônimas. Celso Antônio Bandeira de Mello. está caracterizado o ato administrativo. como é o caso dos contratos disciplinados pelo direito privado.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .D .A . que permite ao poder público editar provimentos que vão além da esfera jurídica do sujeito emitente.3. Assinale a opção que não configura atributo exclusivo do ato administrativo. 2000. Gabarito: 1. (OAB/CESPE – 2007. que interferem na esfera jurídica de outras pessoas. constituindo-as unilateralmente em obrigações. (OAB/CESPE – 2006. ou seja.(OAB/CESPE – 2007. e que este é espécie do gênero ato jurídico. 3. C presunção de legitimidade. A presunção de legitimidade B imperatividade C auto-executoriedade D legalidade 3. C O exercício de cargo público em caráter efetivo é conditio sine quae non para prática do ato administrativo. independentemente de sua concordância.3) Considerando que há evidentes elementos de identidade entre ato jurídico e ato administrativo. D imperatividade.1) Os atos administrativos possuem atributos que os diferenciam dos atos privados. p.

2 Princípios (Art. Na Dispensa: Dispensável – Art.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof. Obs. não precisam licitar.1 Principio da vinculação Instrumento convocatório (edital e a carta convite).3 Exceções ao dever de Licitar: -Inexigibilidade e Dispensa Inexigibilidade: ocorrerá quando a competição for inviável (Art. mas o administrador tem discricionariedade (rol taxativo). 41 da Lei de Licitações) 1. 13 da Lei de Licitações).1 Competência Legislativa: A União tem competência para legislar sobre normas gerais (art. 1. Inciso I – Fornecedor ou revendedor exclusivo.: O contrato não faz parte da fase de licitação. devendo ser respeitado o principio da isonomia. CF) 1. Caso tenha algum problema a autoridade devolve o procedimento para a comissão de licitação. Por este princípio.2. pois contratar ou não fica ao critério da administração. Inciso III – Contratação de artista conhecido pelo público ou pela crítica. O rol é taxativo. 50 da Lei de Licitações). Adjudicação: É a atribuição do objeto ao licitante vencedor. Inciso II – Serviços técnicos profissionais especializados “notória especialização” (Art. 1º. 1 . 22. financeira dos participantes). 1. organizações sociais e as OSCIP’s (organização da sociedade civil de interesse público). Fases da Licitação Publicação do edital / carta convite Habilitação (nesta fase analisa-se a qualificação técnica. que não necessariamente será a de menor preço. 24 da lei: De fato é possível licitar. Dispensada – Art. mas devem observar os princípios da licitação. 3º da Lei 8. técnica e preço. Homologação A autoridade competente declara que o procedimento transcorreu de forma regular. fica vedado à Administração atribuir o objeto a outra pessoa que não o vencedor da licitação (art. XXVII.2. a lei prevê as hipóteses. melhor técnica.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 TEMAS TRATADOS EM SALA 1.: Entidades parestatais / Entes de cooperação: Serviços sociais autônomos. Todos estão vinculados e devem seguir o instrumento convocatório (está previsto no art. menor lance e oferta). Obs. 17 da lei: Não existe discricionariedade. Regra: Todos devem licitar – Art. LICITAÇÃO O objetivo é selecionar a proposta mais vantajosa. é a atribuição do objeto ao licitante vencedor.rol exemplificativo). jurídica.2 Adjudicação compulsória do licitante vencedor é uma das fases da licitação. Julgamento e classificação das propostas (menor preço. ou seja. parágrafo único da lei 8666/93. 25 da lei 8.666/93 .666/93) 1.

2 . cadastrados ou não.00 Participam os convidados. É aquele que é possível especificar facilmente no edital com palavras usuais. *Obras e serviços de engenharia até R$ 1.500. *Obras e serviços de engenharia até R$ 150. .OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof. *Demais serviços e compras acima de R$ 650. Quem não for cadastrado poderá participar desde que preencha requisitos para o cadastro em até 03 dias antes do recebimento das propostas. Os não convidados e não cadastrados não poderão participar. No entanto. -Bens móveis: inservíveis e aqueles penhorados ou apreendidos legalmente.Aquele que apresentou o menor preço e aqueles que apresentaram um preço até 10% acima do menor preço irão dar lances verbais e sucessivos até que se encontre o menor preço. técnico.O critério no Pregão será o de menor preço. .Não tem limite de valor. *Demais serviços e compras até de R$ 80. Pregão – Lei 10. mas sim um pregoeiro. cientifico ou artístico. ou seja. ele troca a fase da habilitação com a fase de julgamento das propostas.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 1.Há a inversão da ordem procedimental. Não é necessária a ampla publicidade (a publicidade se dá com o envio da carta convite e com a fixação da carta em um lugar público adequado). . Tomada de preços É utilizada para transações de valores médios. -Bens imóveis os oriundos de procedimentos judiciais e os em dação de pagamento.520/2002 É utilizado para a compra de bens e serviços comuns.Não há comissão de licitação. Concurso É a modalidade de licitação para selecionar um trabalho artístico. . Analisa-se primeiramente a proposta mais vantajosa e após verifica-se a documentação.000.000. os cadastrados não convidados poderão participar desde que demonstrem interesse em até 24 horas da apresentação das propostas.000.00.000.4 Modalidades de Licitação Concorrência: é utilizada para valores de maior vulto *Obras e serviços de engenharia acima de R$1. .000.É vedada a exigência de garantia da proposta.00. *Demais serviços e compras até de R$ 650. -Não é necessária a publicação.00 É precedido de ampla publicidade e todos poderão participar (vigora neste caso o principio da universalidade).500.00 Participam desta modalidade os interessados cadastrados.00. Convite É utilizada para valores baixos.000. . Leilão É utilizado para alienar bens móveis e imóveis.

58 da Lei 8. O contrato estará sujeito à revisão quando essas condições onerarem demasiadamente o pacto inicial. 2.2 Teoria da Imprevisão: são situações imprevisíveis que podem acontecer durante a execução do contrato. Situações da Teoria da Imprevisão: Fato do Principie: é um fato geral da administração não dirigido ao contrato mas que o afeta substancialmente.666/93 – Licitação e Contrato Lei 9. Obs.112//90 – Estatuto dos servidores civis da União (provimento a partir do Art. podendo o particular contratado pedir a revisão do contrato. Interferência ou sujeições imprevistas: é a descoberta de um óbice natural que atrapalha a execução de um contrato.3 Formas de extinção do contrato Advento do termo (não necessariamente o contrato deve ser escrito) Conclusão do objeto Rescisão unilateral (só o poder público pode fazer – Art.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof.8º).987/95 – Concessões e Permissões Lei 8.: Nos contratos administrativos não se aplica à cláusula da exceção do contrato não cumprida “exceptio nos adimpleti contratus”. atrapalhando a execução e causando um desequilíbrio para o contrato. 78 da Lei de licitação) Rescisão bilateral (a administração e o particular acordam) Rescisão judicial 2. Visa atender o interesse público .ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 Principais Leis Constituição Federal – Arts.4 Tipos de Contratos Administrativos 3 . que incide sobre o contrato. Lei 8. 37 ao 41. Ex: proibição de importação de produto fundamental para o cumprimento do objeto. 2.1 Contrato Administrativo É um acordo de vontades que possui características diferentes tais como a presença das cláusulas exorbitantes.784/99 – Procedimento Administrativo Lei 8.429/92 – Lei de Improbidade Administrativa 2. Fato da administração: é toda ação ou omissão da administração dirigida ao contrato.666/93. Principais cláusulas exorbitantes: Palavra para memorização FARAÓ Fiscalizar Alterar o contrato unilateralmente Rescindir unilateralmente Aplicar sanções Ocupar bens Objetiva a manutenção do equilíbrio econômico e financeiro. Caso fortuito ou força maior: é um obstáculo natural. Lei 8. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 2.Art.

salvo quando as ordens forem manifestamente ilegais. *Avocar: pega as atribuições do subordinado. salvo as exceções previstas no Art. Concessão de aposentadoria. Estados. a finalidade para o qual cada ato foi criado. 4.4 Poder Disciplinar É utilizado pela administração para que ela possa punir. pois ambos estão previstos em lei. As partes somente podem ser entes da federação (União. § 1º. *Fiscalizar a atuação de seus subordinados. 3. Poder Hierárquico: é utilizado para que a administração possa se estruturar. mas não aniquila o direito. mas atua além da sua competência.: Diferença entre estes é a margem de liberdade. *Poderá repassar (delegar) as suas atribuições para o seu subordinado. a moral. Ele limita. Possui personalidade jurídica que pode ser de direito público ou de direito privado – Art. 84 da CF. sancionar os agentes públicos e pessoas submetidas à disciplina da administração. Obs. A assinatura do contrato depende da previamente de um protocolo de intenções. 3. PODERES ADMINISTRATIVOS São prerrogativas que a administração possui para atingir a sua finalidade (interesse público).ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 Consórcios Públicos Lei nº. mas não é absoluta). São também instrumentos colocados a disposição da administração. 3. atua dentro da sua competência. A administração o utiliza para produzir atos vinculados.1 Poder Vinculado: aquele que não permite ao administrador margem de atuação.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof. 3. coercibilidade e autoexecutoriedade. * O superior hierárquico pode rever a atuação do subordinado. Desvio de poder / Desvio de finalidades: a autoridade é competente. se organizar para estabelecer relações de coordenação e subordinação. Abuso de Poder / Abuso de Autoridade As autoridades precisam atuar sem abusos.5 Poder normativo é utilizado para expedir atos normativos em geral – Art. Atributos do poder de policia: discricionariedade (é a regra. São poderes–deveres. 6º. condicionar. mas pratica o ato com finalidade diferente da prevista para aquele ato. Ex.2 Poder Discricionário: o agente público pode fazer um juízo de conveniência e oportunidade.6 Poder de Policia É utilizado para limitar. 11. devem respeitar a lei. restringir e frenar de Direitos de liberdade de propriedade e exercício de atividades dos particulares adequando-os ao interesse coletivo. Espécie: Excesso de Poder: a autoridade é competente. 4 .: Advertência Suspensão 3. DF e Municípios). 13 da lei 9784/99.107/05.3. 3. 3. 127 Lei 8112/90: Ex. Conseqüências / Efeitos: *O superior hierárquico pode dar ordens ao subordinado e este tem que obedecer. Penas administrativas – Art.

5 . C O poder discricionário não comporta nenhuma possibilidade de controle por parte do Poder Judiciário. A licitação acabou sendo feita sem incidentes. a tomada de preço e o convite.A . o convite. D cometeu o crime de prevaricação. B A possibilidade de o chefe do Poder Executivo emitir decretos regulamentares com vistas a regular uma lei penal deriva do poder de polícia.3) Assinale a opção correta quanto aos poderes e deveres dos administradores públicos.ª: Flávia Cristina Data = 08/06/2009 Aula = 4 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. um dos superintendentes estaduais abriu licitação para compra de microcomputadores no valor de trezentos mil reais. Nessa situação. (OAB/CESPE – 2007.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Administrativo Prof. D apenas a concorrência. que consiste em praticar ato de ofício (a licitação) contra expressa ordem de superior hierárquico (a resolução do conselho diretor). o superintendente A agiu com excesso de poder. e o citado superintendente homologou o resultado e adjudicou o objeto da licitação à empresa vencedora. o concurso e o leilão. Ainda assim. C cometeu mera irregularidade administrativa. Gabarito: 1. C apenas a concorrência e a tomada de preços. 2. A O poder de delegação e o de avocação decorrem do poder hierárquico.(OAB/CESPE – 2006.3) O conselho diretor de uma autarquia federal baixou resolução disciplinando que todas as compras de material permanente acima de cinqüenta mil reais só poderiam ser feitas pela própria sede. 2.SP) São modalidades de licitação A a concorrência. 3. (OAB/CESPE – 2007. D O poder regulamentar é exercido apenas por meio de decreto. B apenas a concorrência. haja vista a necessidade da compra e o atendimento aos requisitos de validez expressos na Lei de Licitações. a tomada de preço. B agiu com desvio de poder.3.

geral e expedido pelo chefe de governo.DIREITO ADMINISTRATIVO Extensivo – Noturno Prof. Exceção: licença para construir (é fruto do poder de policia. Existe para detalhar a lei – Art. ABUSO DE PODER OU ABUSO DE AUTORIDADE -Lei -Moral -Finalidade 2. Limita. Uso gratuito. mas extrapola os seus limites. 2. mas é um ato vinculado). 84. Decreto de Execução: É um ato normativo. pois é abstrato. restringir. Instruções.1 Classificação . caracterizado pela: Imprescritibilidade Impenhorabilidade Inalienabilidade 3. Flávia Aula: 5º Temas Tratados em aula: 1. Desvio de poder / Desvio de finalidade: A autoridade é competente age nos limites da sua competência. 84.Será utilizado para que a administração pública possa limitar. estes poderes seriam da seguinte forma: (para outros estes são sinônimos) Poder Normativo: Portarias. frenar. Em regra ele é discricionário. Ocorre quando ela possui competência para a pratica de determinados atos. CF/88. mas pratica o ato com finalidade diferente da prevista para aquele ato.1 Espécies: Excesso de poder: Uma autoridade age com excesso de poder. mas não aniquila direitos. CF/88. para que possa agir e atingir o interesse público. b) Uso especial: serve como estabelecimento dos entes públicos ou está afetado à prestação do serviço público. Normativos. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (continuação) São prerrogativas da administração pública.Destinação Quanto a titularidade do bem: a) Uso comum do povo: é usado indiscriminadamente a qualquer um do povo. direitos de liberdade de propriedade e o exercício de atividades dos particulares adequando-os ao interesse coletivo. BENS PÚBLICOS São aqueles que pertencem a uma pessoa de direito público ou estão afetados à prestação dos serviços públicos.2 Poder de Polícia . Os bens públicos possuem regime jurídico (é um conjunto de leis e princípios que regem o instituto dos bens públicos) diferenciado. 3. 1. Poder Regulamentar: Regulamentos que são veiculados por decreto. Resoluções Circulares. condicionar. -1– . IV. 1. atuando fora dos limites da sua competência. VI.1 Poder Normativo / Regulamentar Para alguns doutrinadores. Decreto Autônomo: Encontra sua validade na própria Constituição – Art.

Flávia Aula: 5º c) Dominial / dominical: é o um bem desafetado (pertencem ao poder público. em favor dos créditos de natureza alimentícia. Exceções: O serviço público pode parar. Súmula Nº 655 A exceção prevista no art.666/90 Imóvel: interesse público devidamente justificado e avaliação prévia + autorização legislativa. 17 da Lei 8. . Delegação. cumprindo alguns requisitos é possível a alienação de bem público. caso o bem pertença a autarquias ou fundações. VII. Como não há a lei de greve os servidores se utilizam da Lei de greve do setor privado n. Móvel: interesse público devidamente justificado e avaliação prévia – Licitação. 100. por razões de segurança ou por razões técnicas. Inalienabilidade: é relativa. mas sem finalidade específica). ou seja. O bem Dominial / dominical é o único bem que não precisa ser desafetado. Alienação dos Bens Públicos – Art. poderá ser concedida por tempo determinado ou indeterminado. Porém. 3. CF/88. não dispensa a expedição de precatório.783/89.A regra é a Inalienabilidade. Deverá ser realizada por prazo determinado. ou seja. CF/88. -2– .1 Conceito: Para a Teoria formalista: É o que a lei determina que seja serviço público. limitando-se a isentá-los da observância da ordem cronológica dos precatórios decorrentes de condenações de outra natureza. 100. "caput". da constituição.2 Princípios: a) Continuidade: a prestação do serviço público não pode parar. Ele poderá ser concedida por tempo determinado ou indeterminado. por razões do inadimplemento do usuário.2 Regime Jurídico dos Bens públicos: Imprescritibilidade: o bem público não pode ser objeto de usucapião. SERVIÇOS PÚBLICOS 4. Licitação na modalidade Concorrência. a pessoa que recebeu a autorização não tem direito de manutenção.º 7. a pessoa que recebeu a autorização não tem direito de manutenção. 37. 4. não exige modalidade. Deverá fazer licitação.DIREITO ADMINISTRATIVO Extensivo – Noturno Prof. Após prévio aviso. o poder público poderá adquirir bens por usucapião. Existe a título precário. Concessão: É um contrato. Para isso. Formas De Uso Do Bem Público Por Particulares Autorização é uma forma de uso concedida por um ato. Direito de greve restrito dos servidores – Art. É um título não precário. 3. Existe a título precário. ou seja.4. Impenhorabilidade: o bem público não pode ser dado em garantia. pois estes não podem parar. é preciso desafetar o bem. sem implicar na violação ao princípio da continuidade por: Urgência Após prévio aviso. Permissão: é uma forma de uso concedida por um ato. Modalidade de licitação concorrência. A garantia é feita pelo regime dos precatórios – Art. caso a administração resolva extinguir a concessão antes do prazo deverá indenizar. 4. suplência “Exceptio non adimpleti contratus” – não se aplica aos serviços públicos.

telefone. 21. -Prazo determinado ou não. XI. acessíveis. mas os valores devem ser razoáveis. -É um instituto precário. em virtude do principio da dignidade da pessoa humana. -É um instituto precário. conforme a lei 8987/95 – Art. c) Universalidade / generalidade O serviço é colocado a disposição de todos. ou não. -Não precisa de licitação.4 Formas de prestação de serviço por particulares Autorização – Art. Concessão simples . Ex.DIREITO ADMINISTRATIVO Extensivo – Noturno Prof. e) Principio da cortesia Os usuários devem ser tratados com respeito. recapeamento asfáltico. Flávia Aula: 5º Serviços essenciais: PERGUNTA: Pode ser suspenso em caso de inadimplemento do usuário? RESPOSTAS: Não. 40.Lei 8. -Precisa de licitação na modalidade concorrência. -É um não instituto precário. §3º da lei 8987/95. Permissão – Lei 8. -Precisa de licitação. 6º. b) Eficiência O serviço deve ser quantitativa e qualitativamente eficiente.987/95: .987/95 e Concessão Especial Lei 11. mas a maioria entende que é um contrato de adesão. -Pode ser concedida para pessoa física ou jurídica. em virtude do principio da supremacia do interesse público sobre o particular e do principio da isonomia – Art. b) Destinatários “uti singuli”: destinatários determinados e serviços divisíveis – É possível saber quem usou e quanto usou.079/04 (PPP – Parceria público privada): -É um contrato. -Prazo determinado. tratamento de esgoto. serviço de coleta de lixo. Facultativo – utilização facultativa: Ex. urbanidade. 4. “uti universo”: os destinatários são indeterminados – Não é possível saber quem usou e quanto usou. iluminação pública.Alguns dizem que é ato unilateral. Sim. -Pode ser concedida para pessoa física ou jurídica. educação e atenção. -3– . d) Modicidade O serviço público não precisa ser de graça. 4.3 Classificação de serviços públicos a) Obrigatoriedade de uso Compulsório – utilização obrigatória: Ex. CF/88: -É um ato unilateral.

987. quando envolver. § 1º da Lei 11. b) Se o prazo é inferior a 05 anos ou superior a 35 anos. 10 da Lei 11. as empresas públicas.079/04. de 13 de fevereiro de 1995. Obs4. Distrito Federal e Municípios. Estados.: Licitação Modalidade Concorrência + requisitos do Art. contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. 5º da Lei 11. Ex. § 1o. 2º.079/04 (PPP – Parceria público privada): Características especiais: 1º Possui compartilhamento de riscos (entre o concessionário e o concedente) 2º Contraprestação do parceiro público para o parceiro privado. § 2o da Lei 11. c) Objeto único do contrato: contratação de mão de obra. Art.: As PPP’s podem ser realizadas pelos: órgãos da Administração Pública direta. Concessão Especial Lei 11. Art. os fundos especiais. d) Objeto único do contrato: fornecimento ou instalação de bens – Art. Obs3. 23 da Lei 8987/95 + Art.079/04. -Anulação: quando a administração identifica a ilegalidade. -Caducidade: ocorre quando há o inadimplemento total ou parcial do concessionário. 2. e) Objeto único do contrato: for execução de obras. -Formas de extinção de uma concessão: 1º Advento do termo 2º Rescisão judiciária (sempre será por solicitação do particular) 3º Rescisão consensual 4º Falência ou extinção da concessionária. Obs2.DIREITO ADMINISTRATIVO Extensivo – Noturno Prof. as sociedades de economia mista e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários.079/04. presídios e hospitais. no caso de empresa individual.: Contratos: Art.079/04. morte ou incapacidade do titular. 2º PPP Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta.079/04: 1º PPP Concessão patrocinada: é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8. 2º. -Pode ser concedida para pessoa jurídica ou consórcio de empresas. as fundações públicas.079/04. *Sociedade de propósito específico *Modalidades de PPP’s – Art. ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. Ex. 5º rescisão por ato unilateral do poder concedente: -Encampação: são razões de interesse público – o interesse público resolve ele mesmo prestar o serviço.: É Vedado a PPP nas seguintes situações: a) Se o valor do contrato for inferior a 20 milhões de reais. da Lei 11. as autarquias. 2º. Pedágio. §4º da Lei 11. -4– . Obs1. Flávia Aula: 5º -É obrigatório o prazo determinado.

diretamente pelos interessados. D licença remunerada. em razão da acentuada autonomia administrativa e financeira de que estas dispõem. visto que o aumento do prazo. B parceria público-privada. em caráter instrumental ou de colaboração com o poder público. 1. os bens públicos são insuscetíveis de aquisição por usucapião. D pode ser considerado regular. 3. Flávia Aula: 5º QUESTÕES SOBRE O TEMA: 1. com o aumento de tarifa. B São classificados como bens dominicais os mercados e cemitérios públicos. B é regular. na condição de instrumentos de ação da administração pública. (OAB/CESPE – 2007.PR) Com relação aos bens públicos.DIREITO ADMINISTRATIVO Extensivo – Noturno Prof. 2. são considerados bens patrimoniais indisponíveis. visto que o contrato de concessão está sempre vinculado ao que foi determinado no edital da licitação prévia. na maioria das vezes. configura. o princípio da modicidade da tarifa. as terras devolutas e os bens públicos que estejam sendo utilizados por particulares sob regime de delegação. C Os bens das autarquias não podem ser considerados bens de uso especial. remuneradas. D Os bens de uso especial. pode evitar que se fira. Gabarito. -5– .3. além de repor o equilíbrio de contrato. sob o fundamento de que teria havido alterações nos deveres contratuais da concessionária. o que teria causado desbalanceamento do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. o procedimento do poder concedente A é irregular. independentemente da categoria a que pertençam. A autorização não-precária. em um contrato de concessão de manutenção de rodovia. (OAB/CESPE – 2007. assinale a opção correta.D. desde que o aumento do prazo contratual não ultrapasse o percentual de 25% em relação ao prazo estabelecido originariamente.3.B. (OAB/CESPE – 2007. a título oneroso. normalmente sem prévia licitação. C só pode ser considerado regular no caso de a alteração dos deveres contratuais ser decorrente de força maior ou caso fortuito. 2.SP) Suponha-se que.SP) Ato ou contrato formal pelo qual a administração pública confere a um particular (pessoa física ou jurídica). C credenciamento. tipicamente. Nessa situação. 3. o poder concedente tenha aumentado o prazo contratual. a prerrogativa de exercer certas atividades materiais ou técnicas.3. A Pelo atributo da inalienabilidade. sejam móveis ou imóveis.C.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO AMBIENTAL .

Ex. Modo criar. Obras. artísticas e tecnológicas. Sítios. aos costumes ou aos marcos da vida humana. d) Meio Ambiente Trabalho – Art. Na ocasião ficou acordada a aprovação de um documento com compromissos para um futuro sustentável. cujos objetivos maiores são erradicar a pobreza. cinema). b) Meio Ambiente Artificial – Art. 4. objetos. na interação com a natureza.NOTURNO Disciplina: Direito Ambiental Profª. mudar os padrões insustentáveis de produção e consumo. conhecida como Rio 92 / Eco 92. a qual fixa projetos. 200. Brasil Na década de 60 já existia a legislação que regulava a caça. 1992 – O Brasil sediou no Rio de Janeiro a segunda Conferência Mundial sobre o meio ambiente. Espécies de Meio Ambiente a) Meio Ambiente Natural – Art. CF/88: consiste no espaço construído pelo homem.938/81 e em 1988 houve também previsão na Constituição Federal.04. Ex. programas e datas que devem ser adotadas mundialmente sobre o meio ambiente. Patrimônio Cultural São os bens materiais e imateriais portadores de referência especial para a sociedade .: Juliana Lettiere Data: 15. Conjuntos Urbanos. leis. fauna e flora. 2. a pesca.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 3º. abriga e rege a vida em todas as suas formas. e proteger os recursos naturais. e um plano de implementação. solo. Edificações e espaços públicos abertos. documentos. 2002 – Na África do Sul ocorreu a terceira Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente (Rio + 10). Lei 6038/81: é o conjunto de condições. CF/88 e Estatuto da Cidade: consiste no espaço construído pelo homem. fazer e viver. influências e interações e ordem física. teatro. ar. Ex. Criações científicas.Art. mas que detém um valor agregado especial. 182. Dela resultou uma declaração política.2009 Aula: 1° Temas tratados em aula 1.Inventário – Rol o estado dos bens que se encontram os bens. Conceito de Meio Ambiente – Art. a Conferência mundial sobre o meio ambiente. por ser referência ligada à memória. 225. “O compromisso de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável”. 216. Após surgiu a Política Nacional do Meio Ambiente – Lei n° 6. c) Meio Ambiente Cultural – Art. -1– . 3. 216. A Declaração do Rio reforçou as informações firmadas na primeira conferência. Solo. água. I. a agenda 21. CF/88 (físico): consiste nos elementos que existem mesmo sem influência do homem. Introdução 1972 – Em Estocolmo ocorreu o primeiro grande marco da preocupação com o meio ambiente. neste momento foi firmado a Declaração sobre o Meio Ambiente. § 1º . arqueológico. 216 da CF/88. dança. na interação com a natureza. VIII: é o lugar onde o homem exerce suas atividades laborais. patrimônio histórico. Nos quais se incluem: Formas de expressão (música. química e biológica que permite. espaço destinados a manifestação artística cultural. -Instrumentos de proteção ao patrimônio cultural – Art.

Água (o pagamento se dá para que a água seja tratada).Vigilância .2009 Aula: 1° . Ex. ao passo que o usuário pagador é uma conduta lícita ambientalmente. Município. CF/88 – é a Competência concorrente que a União. Estado. conduta absolutamente vedada e passível de diversas e severas sanções. deixa claro que a proteção do meio ambiente deve ser parte integrante do processo de desenvolvimento e não algo isolado dele. Este princípio tem como antecedente a chamada CARTA DE ESTOCOLMO (1972). Assim. Tal princípio apenas reafirma. II – Legisla sobre interesse local. Qualquer ente. No direito ambiental se existe a duvida do dano também tem que gerar essa preservação adotando o princípio do in dúbio pro natura (na dúvida preserva-se a natureza). a qual. por sua vez. A idéia é que se existe a certeza trabalha-se com a prevenção.04. Competência Município – Art. 5.NOTURNO Disciplina: Direito Ambiental Profª. o dever de prevenção e de reparação integral por parte de quem pratica atividade que possa poluir. pois diz respeito a condutas ilícitas ambientalmente. b) Poluidor Pagador: Objetiva o dever de prevenir a ocorrência do dano ambiental. não sendo possível estas duas hipóteses será então cabível a indenização). já o que usufrui deve pagar pelo uso. trabalha-se com a precaução. suplementar e específico. -2– . Distrito Federal possuem para legislar e atender suas peculiaridades . Princípios a) Desenvolvimento Sustentável: Este princípio impõe uma harmonização entre o desenvolvimento social e econômico e a proteção do meio ambiente. c) Usuário Pagador: É a pratica de um ato lícito. Esse princípio difere do princípio do poluidor-pagador. declarava o dever de sua proteção.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . ela visa o bem estar da coletividade.: Juliana Lettiere Data: 15. 23 – Comum – União. A idéia básica é de prevenir para que não ocorra o dano ou que de alguma forma esse dano seja mitigado. deve reparar o dano. se existe uma dúvida quanto a possibilidade de dano.Tombamento e desapropriação (é declarar que determinado bem material ou imaterial é importante para o patrimônio cultural). que trazia a Declaração do Meio Ambiente. Competência Competência Material – Art. 30. Estado. 6. Limitação. É aquele pelo qual a propriedade deve ser utilizada de modo sustentável. d) Função Ambiental da propriedade: A propriedade no Brasil deve ser utilizada de forma sustentável. e) Prevenção X Precaução Prevenção e precaução preservação = impõe a coletividade e ao Poder Público medidas que garantam o meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações. apesar de reconhecer o direito de desfrutar do meio ambiente.Registros . A ECO-92. faz lembrar. Sua principal característica não permite e a poluição. qualquer poder. poderá fazer mediante pagamento de indenização prévia (STJ). ou seja. 24. Existem atividades que geram uma certeza de dano ambiental e outras que geram duvidas quanto a possibilidade do dano ambiental. I. mas também da coletividade como um todo. Competência Legislativa – Art. aquele que polui. Esse se manifesta de forma preventiva (se dá através com as “internalização das externalidades negativas”) e repressiva (significa reparar o dano ou realizar a compensação. com vistas não só ao bem-estar do proprietário. que formulou a Declaração do Rio. DF e Municipal.

d) Bem ambiental ecologicamente equilibrado por determinação constitucional. . 2º). (Art. usa-se a regra do CDC art. Por ex.04. § 1º. indeterminado difuso. se for determinado indivíduo individual.: Juliana Lettiere Data: 15. homogênea. para que haja uma defesa individual. tem natureza de bem público: uso comum do povo. o direito do meio ambiente ecologicamente equilibrado pertence a um número indeterminado de pessoas ligadas por mera circunstância de fato. c) titularidade: bem público e privado. este é uma autarquia federal e a sua função é supervisionar e verificar se as normas e resoluções estão sendo cumpridas não sendo este aplica as multas. Composição: Representantes Entes federais + a Sociedade civil organizada. em relação aos fatos.938/81 Conceito: é a política que tem por objetivo a preservação. Expedir Normas ambientais.Órgãos Seccionais Estado Membros possuem secretarias do meio ambiente Distrito Federal possuem secretarias do meio ambiente Municípios possuem secretarias do meio ambiente 9. É ato unilateral do poder público que faculta previamente ao -3– coletivo.Órgão central é o ministério do Meio Ambiente . Realmente.2009 Aula: 1° 7. CF): tem natureza difusa. b) fins processuais conforme é feita a ação vai ter outras naturezas. visando assegurar no país as condições ao desenvolvimento sócioeconômico.1 Estrutura -Órgão Superior – Conselho de Governo: assessora o presidente -Órgão Consultivo e deliberativo – CONAMA: Assessorar o Conselho de Governo. 8. ou seja. e) Poluição sonora: causa dano.1 Licenciamento ambiental: É um procedimento administrativo obrigatório para as atividades que puderem causar um dano ambiental. a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental propiciada à vida. a) SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente) = cria o sistema nacional de meio ambiente.: poluição de intensa de um determinado rio.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 81.Órgão executor é o IBAMA (Instituto Nacional do meio Ambiente e dos Recursos Renováveis). 23 e 225. 8. .NOTURNO Disciplina: Direito Ambiental Profª. Natureza jurídica do meio ambiente a) bem ambiental (Art. difusa. e não pode ser dividido entre cada um de nós. analisar Recursos (IBAMA). coletiva. Instrumentos de Política Nacional do Meio Ambiente 9. ao interesses da segurança nacional e a proteção da dignidade da pessoa humana. . Conceito: É o conjunto articulado de órgãos e entidades os entes públicos responsáveis pela proteção do meio ambiente. Política Nacional do Meio Ambiente – Lei 6.

ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. 2 º Licença de instalação: é a verificação constante da execução da obra com a apresentação do projeto. A licença de operação só é concedida se for constatado o respeito às licenças anteriores. verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente. 9.NOTURNO Disciplina: Direito Ambiental Profª. Permite que as obras se desenvolvam. legalmente instituído pelo Poder Público.4 Avaliação de Impacto Ambiental – AIA RIMA . com objetivo de conservação e limites definidos. 10. já que traça diretrizes relacionadas à localização e instalação do empreendimento. Aqui. definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de licenciamento. EIA .985/00 Conceito = é o espaço territorial e seus recursos ambientais. Ler Resolução – nº 1/86 do Conama – Rol exemplificativo. com características naturais relevantes.: Juliana Lettiere Data: 15. -Proteção integral: permite o uso indireto. instalação. considerados capazes de causar degradação ambiental. o que permitirá ter uma idéia acerca da viabilidade da obra ou atividade que se deseja realizar.2009 Aula: 1° interessado a construção. 1º Licença prévia: O objetivo da licença é aprovar o local e o projeto ou adequar o projeto a obra. Trata-se de licença ligada à fase preliminar de planejamento da atividade. ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais. analisando o projeto executivo e eventual estudo de impacto ambiental.3 Fases: 1º Licença prévia . 9.Prazo de duração das licenças 05 anos 2 º Licença de instalação. bem como se não houver perigo de dano ambiental.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Deverá ser requerido toda vez que for realizar uma obra.04. o empreendimento está pronto e pode funcionar. Este estudo é multidisciplinar e obrigatório para as atividades capazes de causar significativos impactos ao meio ambiente.Prazo de duração das licenças até 06 anos 3º Licença de Operação .Estudo de Impacto ao Meio Ambiente: é o estudo do comprometimento ao meio ambiente. 3º Licença de Operação: é a análise dos requisitos apresentados no projeto para que se inicie a operação. Unidades de Conservação – Lei 9.Relatório de Impacto ao Meio Ambiente. Destina-se a averiguar as alterações nas propriedades do local e de que forma tais alterações podem afetar as pessoas e o meio ambiente.2 Competência Nacional/ Região – IBAMA 2 ou + Municípios – O Estado fará o licenciamento Local – Município 9. independentemente das licenças anteriores. O órgão ambiental competente. -Uso sustentável: uso direto Criação por lei / Decreto -4– . Dependendo da demonstração de possibilidade de efetivação do empreendimento. sob regime especial de administração.Prazo de duração das licenças de 04 a 10 anos * A licença ambiental será sempre temporária e nunca gera direito adquirido. incluindo as águas jurisdicionais. Essa licença autoriza as intervenções no local.

A competência será da Justiça Comum – Art. ordem poder comando (representante legal) e beneficio para a pessoa jurídica – É uma ação penal pública condicionada. Reparação do Dano ambiental -Cível (Responsabilidade objetiva). 3º da Lei 9605/98 (Desconsideração da personalidade jurídica). *Art. Transação – Suspensão Condicional = Pena / Processo -Administrativa Há a possibilidade de realizar paralelo com a responsabilidade penal.: Juliana Lettiere Data: 15. Poderá ser responsabilizada tanto a pessoa física quanto a jurídica e no caso desta última deverá obedecer os requisitos: Infração administrativa. *Decreto 3. ordem poder comando (representante legal) e beneficio para a pessoa jurídica.2009 Aula: 1° 11. 70 da lei 9605/98.NOTURNO Disciplina: Direito Ambiental Profª. 109 da CF/88.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .179/99 -5– . *Subjetiva se o poder público foi omisso na fiscalização. *Solidária -Penal Pessoa física Pessoa Jurídica: Tipo penal. *Art.04.

a avaliação de impactos ambientais e a criação de espaços territoriais especialmente protegidos. mas somente a lei em sentido formal pode autorizar a desafetação ou a redução de seus limites.NOTURNO Disciplina: Direito Ambiental Profª. assinale a opção correta. (OAB/CESPE – 2007. portanto. B O EIA/RIMA é uma das fases do procedimento de licenciamento ambiental. desde que o licenciamento prévio tenha sido autorizado pelo órgão ambiental competente. o zoneamento ambiental. a diagnose das interferências ecossistêmicas e a avaliação progressiva das ações antrópicas. cabendo ao empreendedor recolher à administração pública o valor correspondente aos seus custos.: Juliana Lettiere Data: 15. entre outros. 2. D O EIA divide-se em três etapas bem distintas: a análise da dinâmica dos sistemas socio-ambientais. análises de laboratório e a própria redação do relatório. em áreas públicas ou particulares. É. 3. A exigência. do EIA está vinculada ao custo final do empreendimento proposto. mais abrangente que o segundo e o engloba em si mesmo. assinale a opção correta. A O EIA deve ser elaborado posteriormente à autorização da obra ou atividade potencialmente poluidora. C São instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. assinale a opção correta. sendo. devendo ser elaborado por equipe técnica multidisciplinar indicada pelo órgão ambiental competente. (OAB/CESPE – 2007. C O EIA e o RIMA apresentam algumas diferenças: o primeiro compreende o levantamento da literatura científica e legal pertinente. todos os casos em que a administração pública deve exigir do empreendedor a elaboração de estudo prévio de impacto ambiental.3. A As UCs podem ser criadas por decreto do Poder Executivo. trabalhos de campo. os casos em que a administração pública deve solicitar ao empreendedor estudo de impacto ambiental (EIA).2) Acerca do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .2) Considerando aspectos relativos à proteção administrativa do meio ambiente. em enumeração taxativa.PR) Quanto ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e sua relação com o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). A A legislação brasileira estabelece. vedada a sua publicidade. o qual nunca poderá ser dispensado pelo órgão ambiental. sendo estes os elementos que darão suporte à redação do RIMA. a Constituição Federal de 1988 (CF) estabeleceu como uma das características centrais do EIA o sigilo. B Em respeito ao segredo industrial e comercial. em rol exemplificativo. (OAB/CESPE – 2007. ou não. -6– . D A legislação brasileira estabelece.2009 Aula: 1° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.04. portanto. de acordo com tabela fixada pela administração pública.

D A responsabilidade civil por danos causados ao meio ambiente é de natureza objetiva.C. reduzindo o bem-estar do indivíduo ou da coletividade ou atingindo o valor intrínseco do bem. a visitação pública é absolutamente proibida.NOTURNO Disciplina: Direito Ambiental Profª. 3. assim reconhecidas pelo poder público. 2. o dano ambiental também tem natureza exclusivamente difusa. quando disser respeito à perda material do bem ambiental. C Dada a irreversibilidade do dano ambiental. na via judicial. quando ofender valores imateriais. é a indenização pecuniária. a única forma de reparação contra esse tipo de dano. para sua caracterização.04. A Sendo o meio amtbiente um bem difuso.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . entretanto a administração pública pode autorizar a realização de pesquisa científica em tais unidades. A. 4.B -7– . ou extrapatrimonial. GABARITO 1.4. (OAB/CESPE – 2007. cuja criação depende tão-somente da manifestação de vontade do proprietário perante o órgão ambiental e da subseqüente declaração de interesse social para fins de desapropriação da área. sendo imprescindíveis. D A reserva extrativista é uma espécie de UC de uso sustentável de domínio coletivo privado. C Nas unidades de conservação (UCs) de proteção integral. razão pela qual é vedado ao indivíduo — vítima direta de um dano — reivindicar indenização a si próprio.2009 Aula: 1° B A reserva particular do patrimônio natural é uma UC que visa à conservação da diversidade biológica.3) Assinale a opção correta em relação ao dano ambiental.C . o elemento culpa e a comprovação do indiscutível caráter lesivo da atividade desenvolvida pelo agente. B Quanto à extensão. cuja titularidade cabe a populações extrativistas tradicionais. o dano ambiental pode ser patrimonial.: Juliana Lettiere Data: 15. a qual deverá resultar em recursos para a minimização dos impactos na área afetada pela atividade lesiva.

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3. 5° CC). 5. colação de grau em curso superior e pelo estabelecimento civil ou comercial ou por relação de emprego com economia própria). A personalidade se inicia com o nascimento com vida (ar no pulmão) – Art.Art.2 Judicial . 6. 7. 3ª morte presumida= (período da sucessão definitiva).Art. -Se a Limitação for absoluta a pessoa será incapaz. Para a teoria Conceptualista: os direitos do nascituro são assegurados desde a concepção. 2° Ausência Ausente: é o desaparecido declarado com tal por uma sentença. Capacidade: é a medida da personalidade. casamento. 2. IV e V (situações previstas na lei – Ex. Emancipação 5. 2 CC/02. emprego público efetivo.Art. 5.1 Voluntária – Art.1 De direito (gozo) – a pessoa é titular de direitos. -1– . -Prazo passado um ano da arrecadação dos bens do desaparecido o juiz pode declarar a sua ausência. CC. -Se a Limitação for relativa a pessoa será relativamente incapaz. Para a teoria Natalista: os direitos do nascituro estão condicionados ao nascimento com vida (adotada pela OAB). Fim da Personalidade 6. parágrafo único.2 De fato (exercício) – a pessoa pode exercer esse direito. 2.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. desaparecido por 02 anos após término de guerra).3 Legal . II. Inciso I. Fases do processo de ausência: 1ª ausência presumida = curadoria provisória 2ª ausência declarada= sucessão provisória (a herança é transmitida provisoriamente para os seus herdeiros). parágrafo único. 5. Personalidade Conceito: é o atributo da pessoa para ser titular de direitos e deveres na ordem civil. Legitimação (Idoneidade para o exercício dos direitos) 4. 6.1 Morte Real: Morte encefálica. não podendo ter o seu direito limitado. segunda parte (Juiz por sentença). 5. Sofrendo limitação ao exercício do direito a pessoa será incapaz. 2. primeira parte (os pais por instrumento público independente de homologação judicial). III.2 Morte Presumida: ocorre em dois casos: 1° Justificação : sem decretação de ausência . 5. parágrafo único. 5.: João Aguirre Data: 19/02/2009 – Aula 01 TEMAS TRATADOS EM SALA 1. Fim da Incapacidade: Cessará quando cessarem os motivos que lhe deram origem (Art. I e II (catástrofe. No entanto a lei põe a salvo os direitos do nascituro (teoria conceptualista).

Pessoas Jurídicas 8.1 Direito Público – Art. 40. após a declaração da morte presumida. visam lucro. Interno (art. aberta a sucessão definitiva terá direito ao remanescente dos bens. Direitos da Personalidade: .Todos os direitos que decorrem do direito a vida digna. possuem fins econômicos. CC) Externo (art. c) Direitos Morais = são aqueles direitos que relação externa da pessoa com a comunidade. liberdade de crença.2 Direito Privado – Art.: Se o ausente retornar antes dos 10 anos. o ausente terá todos os seus bens.2 Características: a) Ilimitados b) Indisponíveis c) Inalienáveis d) Impenhoráveis e) Imprescritíveis f) Intransmissíveis g) Irrenunciáveis h) Absolutos 8. CC. b) Direitos Psíquicos = Diz respeito ao direito de expressão. a) Sociedades: são pessoas jurídicas formada por pessoas (fato associativo).: Se o ausente retornar em mais e 10 anos.: João Aguirre Data: 19/02/2009 – Aula 01 Procedimento: Petição inicial arrecadação dos bens sentença a sentença declaratória da ausência somente produzirá efeitos após 06 meses abertura da sucessão provisória após 10 anos o juiz poderá declarar a morte presumida do agente morte presumida. pois foi aberta a sucessão provisória. -2– . 7. 7. 7. CC.1 Classificação: a) Direitos Físicos = relacionado a questão física da pessoa. escolha sexual. Obs1.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 44. 41. CC) 8. da integridade física. Obs 2.42.

53): são pessoas jurídicas formada por pessoas (fato associativo).3) Ato ilícito QUESTÕES 1.3. -3– . B a concepção e a morte. respectivamente. 2.1) “stricto sensu” (reconhecimento de filho.3. -Extraordinários: caso fortuito e força maior. 62): -é formada por patrimônio (não existe fundação sem patrimônio). -Ordinários: nascimento e morte. visto que nascem com a pessoa e a acompanham durante toda a sua existência até a sua morte. b) Atos Jurídicos Ato é ação humana b. a) Fatos jurídico naturais.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. (OAB/CESPE – 2007. C a maioridade e a morte. A A pessoa que possui plena capacidade de fato pode adquirir direitos e exercê-los por si mesma. 45. B Os direitos da personalidade são inatos e permanentes.: João Aguirre Data: 19/02/2009 – Aula 01 b) Associações (art. por isso não se reconhece lesão a direitos da personalidade se o suposto ofendido já for morto.2) Negócio jurídico b. assinale a opção correta. 9. -não possuem fins econômicos. D a concepção e a senilidade. não possuem fins econômicos. (OAB/CESPE – 2007. c) Fundações (art. CC. com A o nascimento e a morte. sem necessidade de assistência ou representação.SP) A personalidade civil da pessoa natural surge e desaparece. Fato Jurídico Fato é um acontecimento Fato jurídico é aquele que produz conseqüência jurídicas. -são fiscalizadas pelo Ministério Público.PR) A respeito das pessoas naturais. d) Organizações Religiosas e) Partidos Políticos *O início da personalidade jurídica se dá com o registro Art. fixação de domicilio) b.

D o nascimento. presume-se que a mais velha precede a mais nova.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 4. por isso. B A capacidade de exercício é imanente a toda pessoa.SP) Não é própria aos direitos da personalidade a qualidade de A imprescritibilidade. D A pessoa portadora de deficiência mental grave e notória que não seja interditada pode dispor validamente de seus bens.3. 5. a residência. perpétuos e insuscetíveis de apropriação. assinale a opção correta. 2. o testamento. o que significa dizer que toda pessoa tem capacidade de adquirir direitos e contrair obrigações. irrenunciáveis. sendo elas ascendente e descendente uma da outra. por isso a pessoa mais nova recebe a herança deixada pela mais velha e. inatos ou decorrentes. a aluvião.SP) São exemplos de fatos jurídicos stricto sensu A a declaração. a dívida de jogo. GABARITO: 1. C. a sentença judicial que decreta a nulidade ou anulação do casamento deve ser registrada no cartório de registro de pessoas naturais. a pessoa perde a capacidade. C A emancipação voluntária ocorre pelo exercício de emprego público efetivo.: João Aguirre Data: 19/02/2009 – Aula 01 C Se duas pessoas falecerem ao mesmo tempo. obedecida a vocação hereditária. 3. o testamento. A. o nascimento. transmite a herança a seus herdeiros. necessitando. C disponibilidade. B. C a descoberta de tesouro. D Depois de transitada em julgado. B -4– . A Os direitos da personalidade são intransmissíveis.3.A.(OAB/CESPE – 2007. 5.(OAB/CESPE – 2007. 4. B irrenunciabilidade. a aluvião. pois. a morte. D efeitos erga omnes. 3.1) Com relação ao direito da pessoa. B o contrato. somente depois do trânsito em julgado da sentença de interdição.(OAB/CESPE – 2007. de representação.

2° Manifestação tácita Conceito: é uma exteriorização comportamental. 111 do CC/02 terá efeitos negociais. Espécies: 1° Erro ou Ignorância (arts. Aprovação de Ata em Assembleia. Interferências nesta manifestação dão origem aos defeitos de vontade (Vícios de vontade – ex: coação).: O silêncio não é forma de manifestação de vontade. VÍCIOS DE CONSENTIMENTO Conceito: São defeitos na manifestação que prejudicam o declarante. ou a alguma das qualidades a ele essenciais (a razão de ser do negócio). CC/02: 1° Manifestação de vontade: A vontade não se confunde com a manifestação de vontade. Requisitos do silêncio: usos e circunstâncias + falta de necessidade de manifestação expressa. Manifestar significa exteriorizar a vontade. desde que seja substancial – Art. A vontade no negócio jurídico deve ser livre. O negócio muito embora seja tratado como um ato deve respeitar requisitos mínimos (requisitos de validade legal). Obs. CC/02. Requisitos de validade do negócio jurídico – Art.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. CC) Efeito: anulação do negócio jurídico. cuja. -1– . a realização depende da vontade do declarante. O silêncio será aplicado apenas nas hipóteses negociais de manifestação tácita. 138 a 144. No negócio o declarante possui autonomia de vontade (liberdade). 139. O silêncio na hipótese do Art. O que é erro substancial? Resp: É aquele que atinge o núcleo da vontade.: Brunno Giancoli Data: 10/03/2009 Aula: 02 TEMAS TRATADOS EM SALA NEGÓCIO JURÍDICO Conceito de negócio jurídico: Trata-se de um comportamento humano. 104. Ex. Conceito: é a forma que utiliza signos de linguagem para exteriorizar a vontade. Formas de manifestação de vontade: 1° Manifestação expressa .

Lesão (art. mas tão somente a apuração de perdas e danos.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. que se obriga a prestação manifestadamente desproporcional. 3) O dolo recíproco (dolo de ambas as partes) também não gera anulação. Simulação Relativa – Art. 4. Tem como objetivo lesar um terceiro. quando na verdade o pai quer realizar uma doação. CC) Conceito: Ocorre quando alguém maliciosamente age para prejudicar o declarante de um negócio jurídico. de grave dano conhecido pela outra parte. Estado de Perigo (art. A lesão ocorre diante de uma urgência ou da inexperiência do declarante. 151 a 155.§ 2° Art. Aspectos do Dolo para a OAB: 1) O dolo decorre de conduta comissiva (dolo positivo) ou omissiva (dolo negativo). o juiz decidirá segundo as circunstâncias. Nota fria. premido da necessidade de salvar (sobrevivência). 2) (Particularidade da lesão . VÍCIOS SOCIAIS 1° A simulação Conceito: Negócio simulado é o ato falso. 145 a 150. Ex. Parágrafo único. Os contratantes realizam determinado negócio. CC) Conceito: é um prejuízo patrimonial. 2) O dolo acidental não gera anulação do negócio jurídico. 158 a 165. Simulação Absoluta. O negócio por ele praticado lhe causa dano patrimonial. -2– . Efeito: Anulação do negócio jurídico. CC) Conceito: é uma pressão física (coação física) ou psicológica (coação moral) para a prática de determinado ato. A pessoa coagida age em desacordo com a suas intenções. Coação (arts. 157. 3. 167.: Brunno Giancoli Data: 10/03/2009 Aula: 02 2. 2° Fraude contra credores (art. Venda de pai para filho. assume obrigação excessivamente onerosa. CC/02. porém com objetivo diverso. 157. CC) Conceito: Trata-se de um vício social praticado pelo devedor insolvente para prejudicar um crédito alheio. 156) Conceito: Configura-se o estado de perigo quando alguém. Efeito: Gera a NULIDADE do negócio jurídico. É a declaração enganosa da vontade. Efeito: Anulação do negócio jurídico. Dolo (arts. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante. 5. CC/02 : é a revisão do negócio). Efeitos: 1) A anulação do negócio. Ex. ou a pessoa de sua família.

A incapacidade afeta a validade do negócio. CC/02. o devedor tem consciência de que do seu ato advirão prejuízos. 3° Requisito . Requisitos de validade= fixados na lei (manifestação de vontade. Efeito: A fraude contra credores autoriza a anulação do negócio jurídico por meio da chamada Ação Pauliana. Compra de um bem público).Negócio cujo conteúdo (cláusula) exige a escritura.Art. -3– . *A validade do negócio jurídico depende de alguns requisitos: 1° manifestação de vontade 2° Capacidade das partes 3° Forma. É dispensável se o valor do bem for inferior a 30 salários. 108 – negócios imobiliários (forma escritura pública). (a falta de qualquer um deles gera a nulidade). de maneira de que não exista dúvidas. 109. Deve estar prevista ou não proibida em lei. Características: 1° Licitude: Não contrária a Lei 2° Possibilidade* 3° Determinação: O objeto do negócio deve ser indiv idualizado. Agente Capaz Capacidade de exercício negocial – Art. 104. Art. objeto. Com assistência o negócio será válido.Objeto Conceito: é o bem sobre o qual recai a relação. forma). Agente Absolutamente incapaz: com representante o negócio será válido / sem o negócio será nulo. Exceções . Agente Relativamente incapaz: Sem assistência: o negócio será anulável. Negócio jurídico ato de vontade capacidade. 4° Requisito – Forma Conceito: é o suporte da manifestação de vontade.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 2° Conluio fraudulento (Má-fé do devedor e do terce iro). 108/109: Art. *Possibilidade Física Jurídica (há bens juridicamente impossíveis que o ordenamento veda – Ex.: Brunno Giancoli Data: 10/03/2009 Aula: 02 Requisitos: 1° Evento danoso ao crédito.

-05 anos – ex: Cobrança de dívida fundada em documento escrito. § 5° CP C). Condição resolutiva (direito resolúvel). 219. -4– . Efeitos: Alteração decorre de um ato de vontade a) Condição: se caracteriza por ser um evento futuro e incerto. 205 e 206. Todos os demais prazos são decadenciais com exceção do Art. *evento (atinge apenas o exercício do direito. cujo reconhecimento pode ser feito inclusive de ofício pelo magistrado (art.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. b) Termo: é um evento futuro e certo. . Elementos acidentais do negócio jurídico: c) Modo (encargo): ônus imposto a um dos sujeitos do negócio. Como regra decadência não possui fenômeno de impedimento suspensão e interrupção. aluguel e indenização por ilícito. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA Conceito de prescrição: A prescrição é uma medida temporal da pretensão de um determinado direito de crédito. 197 a 200. -O encargo afeta a eficácia do negócio caso não seja cumprido pelo seu destinatário. Os elementos acima afetam a eficácia do negócio jurídico. Prazos Prescricionais: Regra – Art. -04 anos – ex: Prestação de contas na tutela. 206: -01 ano – ex: seguro -02 anos – ex: alimentos -03 anos – ex: Título de crédito. não podem ser alteradas pela vontade das partes. Decadência atinge o próprio direito. mas não a sua aquisição). elementos acidentais do negócio jurídico. FENÔMENOS DA CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL Impedimento / Suspensão (arts. portanto. CC) Paralisação do prazo prescricional Na interrupção temos o início (retorno) da contagem do prazo. -Espécies: Condição suspensiva (Expectativa de direito). 205 = 10 anos Regras Especiais – Art.: Brunno Giancoli Data: 10/03/2009 Aula: 02 Obedecendo todos os requisitos produzirá efeitos Eficácia Eficácia negocial. As normas de prescrição possuem natureza pública e.

GABARITO: 1. 3.A. D -5– . (OAB/CESPE – 2007. por ser matéria de ordem pública. provoca a anulação do negócio jurídico.PR) A respeito dos fatos. sob premente necessidade. certo e predeterminado. (OAB/CESPE – 2007.3. A Só se admite a anulação do negócio jurídico celebrado mediante coação exercida por terceiro quando o beneficiário tiver sabido ou devesse saber da coação.3. aquele recomeça a correr contra o seu sucessor. pode ser feita antes ou depois que ela se consumar. independentemente de argüição da parte interessada. ainda que a parte a quem aproveite não tenha nem deva ter conhecimento dele.: Brunno Giancoli Data: 10/03/2009 Aula: 02 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. Nesse caso. por afetar a manifestação da vontade do agente. 3. C O dolo acidental é um vício social e. assinale a opção correta. B prescrição e decadência. C omissão e ato ilícito. a suspensão da prescrição em favor de um dos credores solidários deve aproveitar os outros credores. B Configura-se estado de perigo quando uma pessoa.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. o beneficiário responde solidariamente com o terceiro pelas perdas e danos causados à vítima. C Nas obrigações divisíveis e nas indivisíveis.3.SP) A perda do direito potestativo e a perda da pretensão em virtude da inércia do titular no prazo determinado por lei vinculam-se. subordina a existência ou o efeito do negócio a evento futuro. D No negócio jurídico. A. atos e negócios jurídicos. expressa ou tácita. pois a morte é uma das causas da suspensão da prescrição do exercício de ação que envolva direito patrimonial. 2. aos conceitos de A decadência e prescrição. respectivamente. D Tratando-se de prazo decadencial estabelecido em lei. o juiz deve reconhecê-lo de ofício. derivada exclusivamente da vontade de uma das partes. 2. (OAB/CESPE – 2007. mas só produz os seus efeitos se não prejudicar diretos de terceiros. se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da contraprestação da outra parte. B Quando o prazo prescricional se inicia com o autor da herança.PR) Com referência a prescrição e decadência. ou por inexperiência. assinale a opção correta. D ação e omissão. considera-se condição a cláusula que. A A renúncia da prescrição.

omissão * Astreinte: (para forçar o cumprimento) é a fixação de multa pecuniária diária para forçar o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer Astreinte é diferente de cláusula penal * Cláusula penal: é a multa pelo descumprimento OBRIGAÇÕES COMPOSTAS a) Cumulativas: (e) Ex: TV e DVD. passou a ser obrigação simples C) Resultado ou meio Resultado: devedor se obriga a atingir certo e determinado objetivo. No silêncio é o devedor.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. fazer e não fazer c) Vinculo – dever – responsabilidade (em regra responsabilidade patrimonial) III) CLASSIFICAÇÃO a) Obrigações de dar – a essência está na coisa – obrigação positiva. art. -1– . mas se obriga a empreender os seus maiores esforços. Quando é feito a escolha ocorre a concentração da obrigação. e não terá cumprido a obrigação se esse objetivo não foi atingido. conhecimento. b) Alternativa: (ou) Ex: TV ou DVD. Envolve uma ação c) Obrigações de não fazer – obrigação negativa . técnica para tentar alcançar aquele objetivo.: João Aguirre Data: 19/03/2009 Aula: 03 TEMAS TRATADOS EM SALA I) DIREITOS DAS OBRIGAÇÕES Distinção entre direitos Pessoais e Direitos reais Direitos Pessoais Sujeito ativo (credor) Sujeito Passivo (devedor) Direito do credor exigir uma prestação do devedor Eficácia: só vale entre as partes Direitos Reais Sujeito ativo (titular do direito) Coisa poder que o titular exerce sobre a coisa Eficácia – “erga omnes” – vale contra todos * OBS: significado de real o direito civil Garantia: real coisa Garantia: pessoal pessoa coisa II) ELEMENTOS: a) Subjetivo – sujeitos da obrigação – ativo (credor) – passivo (devedor) b) Objetivo – objeto – prestação – dar (entrega de coisa). pois para o credor ter o direito de escolha é necessário estar expresso o contrato. Envolve uma ação b) Obrigações de fazer – a essência está na pessoa . Com a escolha.obrigação positiva. 252 Quem tem direito de escolha??. Meio: o devedor não se obriga a um determinado objetivo.

é aquele em que o cumprimento pode ser fracionado em partes menores que manterão as mesmas características do todo e um valor proporcional ao todo ex: dinheiro b) Indivisível – (art. 264. cada um com direito. *Objetiva: novo objeto * Subjetiva: novo sujeito * Mista: novo sujeito e novo objeto -2– . CC): Há solidariedade. Vários fiadores são solidários entre si por definição legal Remissão = perdão da dívida – (art. 257. * Solidariedade ativa: Vários credores com direito a divida toda. 1) Dação em pagamento Art. Mas se a coisa perecer por culpa dos devedores a obrigação se resolve em perdas e danos (dinheiro) hipótese em que passa a ser divisível. 272. ou mais de um devedor. a) Pagamento indireto Formas excepcionais de extinção da obriga A obrigação será extinta apesar de não ser cumprida da forma pactuada. É a forma natural de extinção de obrigação. Animo de novar – intenção de criar uma nova obrigação para extinguir a já existente. 360 Ocorre a extinção da obrigação atual em virtude da criação de uma nova obrigação. Solidariedade não se presume deve estar prevista em Lei ou em contrato. ou obrigado à divida toda. hipótese em que os demais devedores continuarão solidários pelo saldo restante. CC): Objeto – bem indivisível é aquele que não pode ser fracionado.: João Aguirre Data: 19/03/2009 Aula: 03 OBRIGAÇÕES: a) Divisíveis – (art.2) Novação Art. 356 e seguintes O devedor dá coisa diversa da pactuada sendo aceita pelo credor. *Solidariedade Passiva: Vários devedores obrigados à divida toda. deve estar prevista em lei ou em contrato No perdão do devedor solidário deve ser deduzida a sua quota. Vários locatários são solidários entre si por definição legal. 258. a. CC). CC). Esta para existir deve estar prevista no contrato.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. Obs: Solidariedade não se presume. a. c) Solidariedade – (art. Não existe solidariedade legal entre fiador e locatário. IV) PAGAMENTO É o cumprimento da obrigação. quando na mesma obrigação concorre mais de um credor. O devedor está obrigado ao seu cumprimento total em virtude da impossibilidade de se dividir o seu objeto.

se o evicto desconhece o risco. conste ou não do título. D) O devedor de várias dívidas ainda não vencidas a um mesmo credor. independentemente da concordância do credor ou do devedor originário. A) Havendo pluralidade de devedor. se dele informado. ele tem direito de recobrar o preço que tenha pago pela coisa perdida. pode cobrar o total da dívida. A) A morte do devedor provoca o vencimento antecipado da obrigação. o credor demandar a obrigação por inteiro. o inadimplemento da obrigação indivisível não altera os direitos do credor nem a obrigação perde esse caráter. assim.4) CONFUSÃO A figura do credor e a do devedor se confunde na mesa pessoa. C) Com a assunção de dívida. a morte do devedor é causa da extinção da relação obrigacional. pois. por meio da imputação do pagamento. com o fito de extinguir a obrigação. diante da insuficiência de condições financeiras para o pagamento de todo o débito. C) Qualquer crédito poderá ser cedido. mais perdas e danos. por ela respondendo. nesse caso. podendo. subsiste o débito originário. é necessária a certeza.3. salvo quando se tratar de obrigação personalíssima. assinale a opção correta. liquidez e exigibilidade. QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.PR) Ainda a respeito das obrigações e dos contratos. a. mesmo que o seu desembolso seja menor. com os seus acessórios e garantias especiais. 2. visto que se sub-roga nos direitos e ações do credor. esteja vencido ou por vencer. solidariamente. a convenção com o devedor ou a lei. (OAB/CESPE – 2007. porém o cedente não responde pela solvência do devedor. (OAB/CESPE – 2007.3) COMPENSAÇÃO Credor e devedor têm créditos e débitos recíprocos que serão extintos no limite dessa reciprocidade. os herdeiros. por meio do qual o credor consente em receber objeto distinto do previsto no título constitutivo da obrigação. poderá propor quitá-lo antecipadamente.PR) Assinale a opção correta com relação ao direito das obrigações.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. B) A dação em pagamento constitui acordo entre o credor e devedor. não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. de qualquer dos devedores. se a isso não se opuserem a natureza da obrigação.: João Aguirre Data: 19/03/2009 Aula: 03 a. ou. assumindo o terceiro a posição de devedor. D) O terceiro interessado que paga dívida pela qual seja ou possa ser obrigado. Para que eles possam ser compensados.3. -3– . B) Ocorrendo a evicção. não o assuma.

das qualidades de credor e devedor de uma mesma relação obrigacional. qual seja: ao título de crédito no valor integral da dívida. mas não necessário. 3. em razão de força maior ou de caso fortuito. A) A base subjetiva do negócio jurídico compreende as representações nas quais as partes assentaram seu acordo de vontade. a reunião. se essa obrigação se impossibilitar. (OAB/CESPE – 2006. assinale a opção incorreta. D) O credor de coisa certa não pode ser obrigado a receber outra. em que o devedor se libera prestando integralmente todas as prestações pactuadas. ocorre a substituição do sujeito passivo da relação de crédito. C. (OAB/CESPE – 2007. salvo em razão do perecimento de uma ou de algumas das prestações em razão de caso fortuito ou por força maior.1) A respeito do direito das obrigações. extingue-se totalmente a obrigação. pois a obrigação assumida pelo devedor é originária de dívida prescrita. na mesma pessoa.: João Aguirre Data: 19/03/2009 Aula: 03 3. B) A obrigação de não fazer é aquela em que o devedor assume o compromisso de se abster de algum fato que poderia praticar livremente se não se tivesse obrigado.B. B -4– . não ocorrerá novação. o devedor será exonerado do cumprimento desta. que não poderá abster-se do ato. D) Se ocorrer a confusão. Do contrário. 2. assinale a opção correta. mesmo sendo mais valiosa. por esse fato. A. exonerados os outros devedores. D) Remição é a renúncia gratuita do crédito. D. GABARITO: 1. B) Se a obrigação for solidária. exigíveis cumulativamente. extinguindo-se o vínculo obrigacional. A) Na hipótese de o devedor firmar contrato de renegociação de dívida prescrita. constituindo nova — com a peculiaridade de fornecer nova garantia do pagamento da dívida —. O devedor só se desonera da obrigação após entregar ao credor exatamente a coisa que prometeu dar. para atender interesse jurídico do credor ou de terceiro. e houver novação entre credor e um dos devedores solidários. de modo que o depósito ou pagamento desta não desobriga o devedor do cumprimento da prestação estabelecida na sentença da ação cominatória. ou seja. 4. ficando. a frustração subjetiva dos contraentes pode render ensejo à não obrigatoriedade da prestação ou à anulação do negócio jurídico por erro essencial. Desse modo. a obrigação converte-se em perdas e danos. C) Nas obrigações de meio. A) A obrigação alternativa ou facultativa tem natureza complexa porque possui prestações e objetos múltiplos. Entretanto. B) A mora e a violação positiva da obrigação ou do contrato por parte do devedor são exemplos de inadimplemento relativo. exceto as garantias do crédito que tiverem sido prestadas por terceiro. sem culpa do devedor.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. sendo irrelevante tratar-se de obrigação solidária ou obrigação em que ocorra a confusão de parte da dívida. C) Na assunção de dívida. C) A multa cominatória tem caráter intimidativo.3) Em conformidade com o direito das obrigações. os acessórios e as garantias do débito. 5. assinale a opção incorreta. 4. (OAB/CESPE – 2006. somente sobre os bens do que contraiu a nova obrigação remanescem todas as garantias do crédito novado.1) Com relação às normas atinentes ao negócio jurídico e às obrigações. considerando-a resolvida. o devedor satisfaz a obrigação desde que demonstre que todas as possibilidades foram utilizadas para atingir o objetivo pretendido. 5.

: André Barros Data: 08/04/2009 Aula: 04 TEMAS TRATADOS EM SALA RESPONSABILIDADE CIVIL 1º Teoria Unitária / Monista Responsabilidade Civil é a conseqüência jurídica e patrimonial do descumprimento da obrigação (dever de reparar o dano). fazer e não fazer) + Responsabilidade Civil (é a conseqüência do descumprimento débito). Ex. A responsabilidade será subjetiva.Teoria do risco. §4º. Não existe direito a repetição de Indébito: Ex. Art. Fato (conduta humana) – Causa: Caracteriza-se tanto pela omissão como pela ação.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. Responsabilidade Civil Objetiva é a exceção no CC/02 e regra no CDC. Meminem Laedere Não causar dano – Art. Em regra o profissional assume uma obrigação de meio / Diligência. Ao credor cabe apenas provar o inadimplemento e os danos resultantes deste. Nexo causal : Relação entre causa e efeito. 389 e seguintes do CC/02. depois a do fiador. 2º Teoria – Binária / Dualista: Defende que a obrigação civil é: Débito (é o dever jurídico de cumprir espontaneamente uma prestação: dar. 14. 186 a 188 + 927 a 954. + Culpa “lato sensu” (é elemento subjetivo): É a inobservância do dever de conduta. -1– . . CC/02 Responsabilidade Civil Subjetiva é a regra no CC/02 e exceção no CDC.: CDC – profissionais liberais respondem pelo Código de Defesa do Consumidor. Surge quando há o descumprimento de uma obrigação prevista em contrato.: Surge em razão da falta do pagamento do aluguel. Obs. existe obrigação sem responsabilidade Civil? Sim. Nesta não se discute Culpa. dívida prescrita. Ex. CC: É aquela que surge do descumprimento de uma obrigação prevista em lei. Débito = Schuld Crédito = Haftung Existe Schuld sem Haftung? Ou seja. Obrigações naturais: Dívida de jogo. Dano (Efeito): É a lesão em si. 186. Responsabilidade Civil Extracontratual – Responsabilidade Civil Aquiliana – Art.: Relação Fiador e locatário Benefício à ordem: Primeiro a execução dos bens do locatário. Fato é a causa e gera um dano – efeito (nexo causal). Responsabilidade Civil Contratual – Art.

Gera responsabilidade civil subjetiva. tristeza. 2ª Corrente: Teoria da Causalidade Direta / Imediata – Art.Abuso de direito: é o exercício de um direito em que a pessoa excede os limites impostos pelos fins sociais ou econômicos. -2– . Nexo 1ª Corrente: Teoria da Equivalência das condições. pois a nossa legislação admite o dano moral reflexo. CC/02. 186. Obs: Médico cirurgião plástico Estético = Responsabilidade civil é objetiva Reparador = Responsabilidade civil é subjetiva 4. (Carater de dano material).1. somente há certeza de que a pessoa perdeu a chance de ganhar. Honra subjetiva: É o que o indivíduo pensa de si. Ele é lícito em seu conteúdo e ilícito em suas conseqüências e a responsabilidade civil é objetiva. 929. Elementos da Responsabilidade Civil 4. Fato = Conduta humana 4. 403.2. ou seja. mas ao contrário deste. um comportamento contrário ao ordenamento jurídico (lei). Corrente doutrinária defendem a possibilidade da Perda da Chance: não há a certeza que a pessoa deixou de ganhar. CC/02 4. Trata-se de uma espécie de ato ilícito. dor. CC/02: ato que está de acordo com o ordenamento jurídico.1. Art. CC): é a conduta humana. Dano Dano: É o prejuízo suportado pelo patrimônio da vítima Dano Emergente: É tudo o que a pessoa perdeu / gastou. Pessoa Jurídica poderá sofrer dano moral – Súmula 227 STJ – Quando houver lesão à honra objetiva: é a imagem que ela tem da sociedade.Ato ilícito (art.3. Nexo 4.2. 4.: André Barros Data: 08/04/2009 Aula: 04 Exceção: Obrigação de fim / resultado – A responsabilidade será objetiva. pela boa fé ou pelos bons costumes. não é duplamente ilícito. Dano Moral: Direito da personalidade. 188. Lucros Cessantes: É o que a pessoa razoavelmente deixou de ganhar / é o que deixou de acrescer ao patrimônio da vítima. -Morto: Os parentes poderão pleitear indenização por dano moral. -Ato Lícito – Art.2. Fato= Conduta humana .2. O ato ilícito é duplamente ilícito. angústia. .2. é a diminuição do patrimônio da vítima.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. pois o seu conteúdo e suas conseqüências são também ilícitos. Honra objetiva: É o que a sociedade pensa do indivíduo.

No Brasil admite-se a indenização por caráter punitivo. Corte. parágrafo único se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano.: André Barros Data: 08/04/2009 Aula: 04 Dano Estético: É toda ofensa a beleza externa do ser. 937 -Responsabilidade pelo objeto lançado do prédio – Art. 944. a indenização. queimadura. genérica) é a violação de um dever jurídico pré-existente.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. desde que também exista o caráter reparatório. 938 ( quem responde objetivamente é o ocupante) -3– . Abrange dolo (intenção de causar o dano) e culpa. Culpa (Strito sensu) -Imperícia: é a falta de capacitação -Imprudência: Falta de cuidado -Negligência: Falta de cuidado Grau de Culpa -Lata: grave -Leve: mediana -Levíssima: Princípio da reparação integral do dano. cicatriz. (é uma situação de dano moral). Hipóteses de responsabilidade civil objetiva: -Art. 932. Ex. A lesão não precisa ser em local aparente. 927. poderá o juiz reduzir. parágrafo único – Atividade de risco (o risco deve ser fora do comum .excepcional). Art. CC/02 -Responsabilidade pelo fato do animal – Art. equitativamente. Culpa (Lato sensu – sentido amplo. 936 -Responsabilidade pelo prédio em ruína – Art. amputação. -Casos específicos em lei – Art.

D São requisitos essenciais da responsabilidade subjetiva: a prática do ato. no caso de colisão de veículos. cabe à vítima escolher a quem imputar o dever de reparar. Nessa situação.: André Barros Data: 08/04/2009 Aula: 04 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.2) Acerca da responsabilidade civil. A A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa. a pessoa lesada ou o dono da coisa danificada não pode reclamar indenização do prejuízo que sofreu. C A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito depende da comprovação de culpa. exoneram o causador do dano da responsabilidade pela reparação do prejuízo causado. desde que exista uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. ressalvadas as normas aplicáveis às relações de consumo. assinale a opção correta. (OAB/CESPE – 2007. devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos.3) No que concerne ao ato ilícito e à responsabilidade civil. embora sejam considerados como atos ilícitos. todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar a responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. pois se fundamenta no critério subjetivo-finalístico. os empresários individuais e as empresas respondem objetivamente por danos causados pelos produtos postos em circulação. -4– . por se tratar de ato lícito. o nexo de causalidade. assinale a opção correta. (OAB/CESPE – 2007. A No caso de estado de necessidade decorrente de situação de perigo causada por terceiro. B A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de trânsito. B Tratando-se de vício exclusivamente de quantidade. por exemplo. D Os atos praticados em legítima defesa. que provoquem danos morais ou materiais a outrem. o dano e o dolo ou a culpa do agente causador do dano. C Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso. acarreta a compensação dos danos.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 2. no exercício regular de um direito ou em estado de necessidade.

mesmo se não houver causado dano à vítima ou ao seu patrimônio. resulta em dever de indenizar em virtude da violação a um dever de conduta.A. mas a sua causa não está relacionada com a conduta do agente.D. 2. A. A Se houve o dano. GABARITO: 1. D O dano patrimonial atinge os bens jurídicos que integram o patrimônio da vítima. 3. não há relação de causalidade nem obrigação de indenizar.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. (OAB/CESPE – 2004. Por patrimônio deve-se entender o conjunto das relações jurídicas de uma pessoa apreciáveis em dinheiro.ES) Acerca da responsabilidade civil.: André Barros Data: 08/04/2009 Aula: 04 3. C O ato praticado com abuso de direito. -5– . B Dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu e o que razoavelmente deixou de ganhar com a ocorrência do fato danoso. assinale a opção correta. bem como aqueles direitos integrantes da personalidade de uma pessoa.

1) Fases de Formação dos Contratos 3.Unilaterais= Ex: testamento .Negócio: . É projetada sobre o proponente. Em razão disso todo o contrato possui uma função social (art. . 422) . Principal Característica da Proposta .Bilaterais = Formado em razão de duas vontades ou mais . A natureza dela é Aquiliana (extracontratual) 3.: Brunno Giancoli Data: 16/04/2009 Aula: 05 TEMAS TRATADOS EM SALA TEORIA GERAL DOS CONTRATOS 1) CONCEITO: Contrato é uma espécie de negócio jurídico bilateral. 3) FORMAÇÃO CONTRATUAL O período de ajustes dos interesses dos contrates para a celebração de um contrato.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof.Não existe qualquer obrigação contratual entre os negociantes.1.Sua força vinculantes (obrigatória).Contrato = Negócio Bilateral Classificação: *Do contrato • Unilateral = Tem apenas uma prestação. Sob um prisma sociológico o contrato pode ser visto como um mecanismo de relacionamento social (humano) Tem uma finalidade social.2) Proposta/ Oferta/Policitação .A quebra abusiva da expectativa na fase de puntuação pode autorizar o ingresso de uma ação indenizatória pelo prejudicado.Obs: A liberdade contratual deve ser exercida nos limites da função social.Existe apenas uma expectativa contratual. 3. . .1.1) Negociação preliminar conhecida como fase de Puntuação.2) Princípio da Boa Fé Objetiva (art.Poder do indivíduo para definir seu interesse contratual .Estamos falando de um padrão ético ou como noção de lealdade dos contratantes. .Doutrina = Mitigação da autonomia de vontade 2. . 421.O exercício tem que ser feito antes durante e após do contrato. CC).Obs: Responsabilidade Pré-Contratual . • Bilateral = Tem duas prestações.Função social é o ajuste do contrato aos limites e interesses da sociedade.1) Liberdade Contratual (Autonomia de vontade) . 2) PRINCÍPIOS CONTRATUAIS 2. .Ato unilateral de vontade o qual fixa o conteúdo de um futuro contrato. . -1– .

-2– . .O fato externo não decorre da culpa do contratante.CONTRATO = PROPOSTA + ACEITAÇÃO .1.Também é um ato bilateral. .1)RESCISÃO CONTRATUAL .2)RESOLUÇÃO CONTRATUAL .Com a formação contratual a relação será cumprida pelas partes. 5.Espécies: a) Resilição Unilateral (Denúncia) = Autorização legal expressa /implícita Ex: Mandato b) Resilição Bilateral (Distrato) = Ex: Prestação de serviço.Ocorre quando um dos contratantes culposamente deixa de cumprir o contrato ou cláusulas contratuais. Porém existem relações contratuais que no momento de sua formação não apresentam a forma exigida por lei Contrato preliminar = conteúdo completo e falta da forma exigida por lei.3) RESILIÇÃO CONTRATUAL .1. 3. tem necessariamente a extinção.1) Formas de Extinção Contratual: a) Regular = Solução Contratual = Ocorre com o cumprimento regular da prestação. Características: . 5.A extinção do contrato em razão do desaparecimento do interesse de um ou ambos os contratantes. 5) EXTINÇÃO CONTRATUAL Todo o contrato é uma relação jurídica transitória e. b) Irregulares de extinção contratual =Nessas hipóteses não ocorre o cumprimento regular do contrato.A força vinculante autoriza a execução forçada da proposta. Atingir os objetivos da relação.: Brunno Giancoli Data: 16/04/2009 Aula: 05 .Ex: Falta de pagamento do aluguel = despejo 5. .O Código Civil adotou a chamada Teoria da Agnição Contratual = o contrato se forma na aceitação.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof.Ocorre quando em razão de um evento externo o contratante deixa de cumprir o contrato.Trata-se de um ato unilateral o qual marca o início da relação contratual.Obs: A força vinculante não é absoluta o Código Civil no art. 5.3) Aceitação (Oblação) .1. . 428 estabelece exceções. . .Formação = Origem da relação contratual surge na aceitação.1. 4) CONTRATO PRELIMINAR . portanto. A extinção vem a ser o cumprimento do contrato.

OAB = cláusulas especiais = * devem ser expressas. -3– . aceitar o bem doado .1) Propriedade = Garante ao seu titular a possibilidade de usar. .OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 2)ESPÉCIES DE DIREITO REAIS (Rol Art.A doação é um contrato que permite a revogação ( desfazer o contrato) . Ex: Direitos autorais . dispor e reivindicar.225. como regra.: Brunno Giancoli Data: 16/04/2009 Aula: 05 DICAS PARA A PROVA: .2) Eficácia erga omnes = seus efeitos se irradiam para toda a sociedade. 1.Obs: Não é possível criar um direito real atípico. fluir (gozar). 2) Pela falta de cumprimento do encargo Outros contratos importantes para a prova: a) Contrato de Transporte = o transportador possui responsabilidade objetiva e com regra ele é oneroso.CONTRATOS EM ESPÉCIE CC AUTORIZAÇÃO PARA CRIAÇÃO DE CONTRATOS ATÍPIPICOS ROL DE CONTRATOS NOMINADOS (TÍPICOS) 1)Compra e Venda .4) Seqüela = Perseguição da coisa = buscar o bem onde ele estiver * São as características mais cobradas na prova da OAB. *O mandato pode ser verbal. 1. o direito real também desaparece. 1.Exceções da Aceitação: 1) Doação pura para pessoa absolutamente incapaz a aceitação é dispensada.1) * Taxatividade = Os direitos reais são definidos em lei.Bens Materiais = Cessão. 2) Contrato de Doação = contrato unilateral = Ato de liberalidade.CC) 2. .Obs: Na doação o donatário deve.3) *Aderência = O direito é fixado na própria coisa com o desaparecimento da coisa. 1. 2) Doação para nascituro = aceitação do representante legal.Contrato bilateral que tem como objetivo a transmissão da propriedade de uma coisa . b) Mandato = O instrumento desse contrato é a chamada Procuração como regra é gratuito mas se for atividade profissional presume-se a onerosidade. DIREITOS REAIS 1)CARACTERÍSTICAS: 1. .Hipóteses da revogação: 1) Ingratidão do donatário.

1. Acessão e Desapropriação (art. Atividade produtiva.1)Características marcantes: a) Posse com justo título e boa fé. 3. das faculdades do Direito de propriedade é limitado pela função social Aquisição da Propriedade 1)Imobiliária: • Aquisição derivada (registro imobiliário Art.Decorre de uma sentença judicial. É posse continua e ininterrupta. b) Prazo regra = 10 anos. interesse econômico. o prazo cai para 5 anos 3) Modalidades especiais (constitucionais): 3. Interesse Econômico. b) Limitação de área = 50 equitares. CC) • Aquisição originária Ex: Usucapião.4) Características particulares da Usucapião rural: a) Finalidade Atividade agrícola = serve para moradia renda com a povoação do imóvel. 1. seja de boa fé e tenha 5 anos de posse. USUCAPIÃO .1) Características marcantes: a) Posse independe de boa fé e justo título.2) Usucapião Rural Características Comuns das Modalidades Especiais: a) Posse Independentemente de boa fé e justo título b) Prazo de 5 anos (mínimo) c) O possuidor não pode ser proprietário de um outro imóvel.Obs: é a sentença o título hábil para a aquisição da propriedade.1) Usucapião Urbana 3. o prazo cai para 10 anos. Espécies de Usucapião: 1) Usucapião Extraordinário. -4– .3) Características particulares da Usucapião urbana: a) Finalidade = serve para moradia do imóvel b) Limitação de área = 250 m2.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof.: Brunno Giancoli Data: 16/04/2009 Aula: 05 O exercício (CF). *Exceção possuidor = Moradia. . § 4º = desapropriação Coletiva com interesse social que a extensa área seja posse de um considerável número de pessoas.A causa é a posse mansa e pacífica do pretendente. . 2) Usucapião Ordinária 2. .228.É uma forma de aquisição da propriedade. Atividade produtiva. 3. b)Prazo = regra de 15 anos *Exceção do possuidor: Moradia.245. 1.

rápida (velocidade violenta). 1.2) Forma Originária: 1. • • b)Artificiais = decorre de uma criação humana. Ex: gasolina. Ex: caça e a pesca 1. Formação de ilhas = terra cercada de água por todos os lados. O fenômeno pode acarretar indenização.4) Especificação = É a transformação de matéria prima em um novo produto. . . Álveo Abandonado = aquisição de parcela do leito do rio em razão da seca do mesmo.2.2. Mas se a ilha é formada em rios navegáveis ou oceano esta acessão aumenta a propriedade do Estado. Ex: construções e plantações 1)FORMAS DE AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE MÓVEL 1. -5– .2.1) Forma Derivada: 1.Solo + Incorporações naturais ou artificiais .Acessões: a)Naturais = Surgem independentemente de atuação humana: • Aluvião = É uma incorporação natural lenta que ocorre ao longo das propriedades dos rios. (Lenta). Ex: asfalto.1) Tradição = Transferência corpórea da coisa. Ex: Obras de arte. • Adjunção = mistura por camadas.2) Ocupação = Coisa sem dono.5) Misturas = Uniões de bens móveis.2.Espécies da Tradição: • Real = efetiva entrega da coisa • Simbólica (Ficta) = de um elemento /objeto representativo do bem Ex: entrega das chaves do carro.3) Achado de Tesouro = Depósitos antigos de coisa móvel 1.: Brunno Giancoli Data: 16/04/2009 Aula: 05 ACESSÃO IMOBILIÁRIA .Conceito de imóvel = Art. Ex: aço.1) Usucapião – Pode ser : • Extraordinária (5 anos ) • Ordinária (3 anos) 1. 79.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. Se esta ilha é formada por rios não navegáveis temos a Acessão particular. Não tem indenização • Avulsão = é uma incorporação natural abrupta. • Comistão = mistura de coisa seca. CC.2. Tipos: • Confusão = mistura de líquidos.1. 1.

3. solidariamente.2 A exceção do contrato não cumprido poderá ser argüida nos a) contratos de mútuo. B) resolução do contrato por inexecução involuntária. D) de celebração de contrato. mesmo que o seu desembolso seja menor. se o evicto desconhece o risco. Nesse contexto. assim. a onerosidade excessiva decorre de evento extraordinário e imprevisível. D) resilição do contrato por onerosidade excessiva. esteja vencido ou por vencer. salvo quando se tratar de obrigação personalíssima. D) Na usucapião rural. assim considerado o documento hábil à aquisição do domínio e a boa-fé. ou seja. -6– . se a isso não se opuserem a natureza da obrigação.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. ou. B) Ocorrendo a evicção.PR) Ainda a respeito das obrigações e dos contratos. d) contratos sinalagmáticos.SP/2008. por ela respondendo.SP/2008. pois. OAB. porém o cedente não responde pela solvência do devedor. A) A morte do devedor provoca o vencimento antecipado da obrigação. OAB. B) derivado de aquisição da propriedade. pode cobrar o total da dívida. B) Usucapião é modo originário de aquisição da propriedade e ocorre quando uma pessoa mantém a posse mansa e pacífica. pacífica e ininterrupta do imóvel há 11 anos. C) derivado de aquisição da posse. ele tem direito de recobrar o preço que tenha pago pela coisa perdida.2. assinale a opção correta. A) Caso uma pessoa exerça com ânimo de dono a posse mansa. assinale a opção correta.SP) A usucapião constitui modo A) originário de aquisição da propriedade. o desconhecimento do vício que lhe impede a aquisição do bem. ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo. C) resolução do contrato por onerosidade excessiva. a convenção com o devedor ou a lei. a onerosidade excessiva dá ensejo à A) resolução do contrato por inexecução voluntária. a declaração de seu domínio sobre aquele bem. extrativa ou agroindustrial.CESPE. que lhe permite buscar. c) contratos de comodato.3) Quanto à usucapião. por determinado espaço de tempo. b) negócios jurídicos unilaterais.: Brunno Giancoli Data: 16/04/2009 Aula: 05 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. adquirirá a sua propriedade por meio da usucapião extraordinária. que dificulta extremamente o adimplemento do contrato. a chamada prescrição aquisitiva. (OAB/CESPE – 2007. C) Qualquer crédito poderá ser cedido. De acordo com o Código Civil de 2002. 5) (OAB/CESPE – 2006. que retire da terra a sua subsistência ou que torne a terra produtiva com atividade agrícola. a morte do devedor é causa da extinção da relação obrigacional. nesse caso. os herdeiros. não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. conste ou não do título.CESPE. se dele informado. de um bem.3. visto que se sub-roga nos direitos e ações do credor.3. isto é. por meio de uma ação judicial. 2. D) O terceiro interessado que paga dívida pela qual seja ou possa ser obrigado.. gerando. o possuidor deve ser pessoa física ou jurídica que houver estabelecido no imóvel sua moradia habitual. não o assuma. C) A usucapião especial de imóvel localizado em área urbana possui como um dos requisitos o justo título. 4) (OAB/CESPE – 2007.

C) aquisição da propriedade de bens móveis. -7– . B.C.3.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 4. D. especificação e comistão são modos de A) cessão de direitos de posse.SP) Ocupação.: Brunno Giancoli Data: 16/04/2009 Aula: 05 6) (OAB/CESPE – 2007. 6. 2. C. D) perda de propriedade imaterial. 5. B) aquisição da propriedade de bens imóveis. C.A. 3. GABARITO: 1.

guarda e educação dos filhos. 1. 1. enquanto não houver reforma desse parágrafo. (acórdão que entende nesse sentido). Se não houver um desses requisitos não existe casamento.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. CC= O casamento será efetuado com a afirmação dos nubentes que pretendem casar por livre e espontânea vontade. mútua assistência. . 226 da CF Formas de Família: a) Pelo Casamento. do art. CC. a entidade familiar só existe entre homem e mulher e não entre pessoas do mesmo sexo. segundo os princípios da: a) Dignidade da Pessoa Humana b) Liberdade c) Igualdade . Concepção de família é mais ampla. sustento. para fim de procriação. 1. CC) a) Diversidade de sexo. 1. O entendimento é analisar o § 3º do art. c) Monoparental = Formada por qualquer um dos pais e os seus filhos (§ 4º. Conceito de casamento = Art.538.: João Aguirre Data: 22/04/2009 Aula: 06 TEMAS TRATADOS EM SALA DIREITO DE FAMÍLIA .514. 2) Requisitos para a existência do casamento: (art. CC= Depois do sim e de ouvir dos nubentes a afirmação de que pretendem casar por livre e espontânea vontade. Fundamento do TJRS = tem que haver reforma do § 3º do art. 1. Art. União Homoafetiva= União entre pessoas do mesmo sexo= É união estável? Salvo o estado do Rio Grande do Sul. Segundo o art.Hoje = Art. sacramento. Conceito: é a união entre homem e mulher. Ainda não foi decidido no STF. mãe separada e tem a guarda dos filhos.511 do CC = não precisam procriar para haver casamento= não é finalidade do casamento.723. b) Manifestação da vontade. dizendo que é possível família formada por pessoas do mesmo sexo. Ter uma vida plena a dois. CASAMENTO 1) Conceito: . 226.535. não precisa ter filhos (objetivo de constituição de família) Art. Art. 226 da CF. mesmo a pessoa solteira ou divorciada o bem de família é protegido pelo direito de família.Inovação do STJ= Há um precedente.Antes a lei entendia que a família só era formada pelo casamento . 226 da CF) Ex: pai adotivo. CF. Porém.Para teoria Institucional: É uma instituição. c) Celebração (juiz).Para teoria Contratualista: É um contrato. 1. b) Pela União estável. -1– .511 do CC = essência da família.

724. 1.Art. Ex: madrasta não pode casar com enteado ou padrasto não pode casar com enteada. se o casamento ocorrer. 6. -2– . 4) DAS CAUSAS SUPENSIVAS – ART. a) b) c) d) Art.724. o casamento será nulo. § 1º.5) Respeito e consideração. mas o regime será o da separação obrigatória. 1. Assistência mútua Sustento. CC. (não pelo contrato).521.727. • Ascendentes com descendentes • Afins em linha reta • Adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi adotante. . 3) DOS IMPEDIMENTOS MATRIMONIAIS (art. b) Sociedade conjugal. não é união estável. d) Estabelece deveres dos cônjuges. c) Regime de bens. guarda e Educação dos Filhos. 6. CC: Aplicam-se à União Estável os impedimentos matrimoniais do art. 5) EFEITOS DO CASAMENTO a) Cria a família. . Ex: O José é casado com a Maria e está traindo a Maria com a Joana. 6. este não é nulo ou anulável. .1) Fidelidade recíproca. CC. Diferença entre União estável e concubinato = Art. CC= Os impedidos de se casar. 1. Não tem correlação entre os arts.521. 1. Pois se casar o casamento é válido. CC. 6.Casamento =Ato jurídico solene e forma prescrita em lei. CC = DEVERES DOS COMPANHEIROS Lealdade (fidelidade e a consideração) Respeito.723.União Estável= Feitos pelos fatos.4) Sustento.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 6.2) Vida em comum no lar conjugal. é concubinato. 6) DEVERES DOS CÔNJUGES – ART.As pessoas previstas no artigo 1523. Tem uma união não eventual com a Joana.: João Aguirre Data: 22/04/2009 Aula: 06 DIFERENÇA ENTRE CASAMENTO E A UNIÃO ESTÁVEL NO TOCANTE A FORMA . se o realizar. 1. CC. CC não devem se casar. .1.3) Mútua Assistência. 1. 1. 1.521. salvo os: a) Separado judicial ou extrajudicialmente (pode viver em união estável) b) Separado de fato.523.566. Convive com as duas. guarda e educação dos Filhos.Porém. unilaterais Art.566 e 1. Possui forma para começar e terminar (contrato). • Irmãos. CC) Não podem casar.

pois somente estes são capazes de romper o seu vínculo. 1. c) Remédio – art. (sevícia = maus tratos) • Abandono voluntário de lar conjugal.A separação judicial ou extrajudicial não põe fim ao casamento. cessa os direitos sucessórios (art.Art. o juiz fixa o valor indispensável à sobrevivência. CC). CC) 1) Grave violação aos deveres do casamento.Tem que provar: (caput do art. § 1º. durante um ano contínuo.704.723. 1576. CC: Separação diferente de Divórcio 7. CC = A União estável se caracteriza com uma relação a) Duradoura. • Tentativa de morte • Sevícia ou injúria grave.2. 1574. Cessa os deveres: (art. mas cessa a sociedade conjugal. b) Falência – art. CC = é lícito os cônjuges restabelecer a todo tempo a sociedade conjugal. CC) .571. • Condenação por crime infamante. . 7) A SOCIEDADE CONJUGAL TERMINA .A separação de direito não rompe o vínculo do casamento válido.572. 1. CC) • Dever de coabitação • Fidelidade recíproca • Regime de bens • E. Exceção: não tem parente e não tem aptidão para o trabalho. c) Continua.1) Separação Litigiosa . 1. 1. 1. CC. 1.Art. -3– . 1572. § 2º e 3º. CC. 7. . • Conduta desonrosa. também. CC. DIVÓRCIO O casamento válido só se extingue com o divórcio ou com a morte. 1572.Põe fim da sociedade conjugal. 1577. CC.Divórcio indireto – põe fim ao casamento (vínculo). .Quando um vínculo for rompido para se conciliar tem que haver novo casamento.830. (abandono de lar). . 1.572.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 3) Caracteriza culpa. 2) Que torne insuportável a vida em comum.: João Aguirre Data: 22/04/2009 Aula: 06 Art.2) FORMAS DE SEPARAÇÃO a) Litigiosa (sanção) – caput do art.ART. b) Pública. d) Consensual – art. Judicial ou extrajudicial = Pleiteada após um ano contado do Casamento.1) SEPARAÇÃO . (art. 4) Sanções: perde o direito ao uso do nome e direito dos alimentos.573 = Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida: • Adultério. * objetivando constituir uma família. 7. .

2) Falência .Separação Falência: • 1 ano de Separação de fato e a impossibilidade de sua reconstituição. Forma prescrita em lei = Escritura pública de pacto antenupcial é lavrado nos seguintes cartórios: a) Cartório de nota ou Tabelionato = lavra a escritura b) Cartório de Registro civil das Pessoas naturais (cartório que vão casar) Para produzir efeito entre os cônjuges. Alimentos Gravídicos= são aqueles pleiteados por mulher grávida (vai pedir em nome próprio = são alimentos para manter uma boa gravidez). 1.3) Remédio Poderá ser pleiteada quando o cônjuge provar: . (§ 1º do art.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 9) REGIME DE BENS 9.2.Após um ano da ruptura da sociedade conjugal (01 ano de separação de fato).Doença mental grave.Divórcio indireto: • 1 ano de Separação de Direito. -4– .Fixação dos alimentos: Binônimo.4) Participação Final nos Aquestos. . Contrato Antenupcial (antes das núpcias) • Contrato solene.2. CC) a) Necessidade b) Possibilidade .Divórcio direito: • 2 anos de Separação de fato.1) Comunhão Parcial 9. .3) Separação Total 9.Que torne insuportável a vida em comum. . .Manifestada após o casamento e há no mínimo 2 anos. CC) a) Naturais = sobrevivência (subsistência) b) Civis = consideração a condição social . 7. 1. Notas: Os três últimos precisam do pacto antenupcial.: João Aguirre Data: 22/04/2009 Aula: 06 7.694.2) Comunhão Universal 9.De cura improvável.Características: a) Irrenunciáveis b) Não compensáveis c) Não restituídos d) Imprescritíveis = Prescreve em dois anos o direito de executar os alimentos devidos e não pagos.694. . 8) ALIMENTOS (Art. .

1.1) REGIME DA COMUNHÃO PARCIAL Não entram na comunhão: . CC: Exclusão da comunhão. . pró-labore.: João Aguirre Data: 22/04/2009 Aula: 06 • • Cartório de Registro de Imóveis do Primeiro Domicílio dos cônjuges= Para produzir efeitos contra terceiros .1659. . . Sob condição Suspensiva Classificação de Bens: a) Bens Comuns: Entram na comunhão = Integram o patrimônio de ambos os cônjuges. CC).Os bens adquiridos por fato eventual entram na comunhão. 9.Entram na comunhão parcial os frutos dos bens comuns e particulares.Art. Ex: casa. LEGISLAÇÃO SOBRE O TEMA CÓDIGO CIVIL CONSTITUIÇÃO FEDERAL -5– .Subrogação real = substituição de coisa.Bens particulares .Herança . Ex: aluguéis como também os juros. Ex: loteria. c) Bens Aquestos = Bens adquiridos onerosamente na constância do casamento.Proventos: salário (bem). b) Bens Particulares: Não entram na comunhão = Integram o patrimônio individual de cada um dos cônjuges.Doação Notas: . dividendos/lucros.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. (art.659. . honorários do advogado.

C) É facultado ao casal judicialmente separado restabelecer a qualquer momento a sociedade conjugal.3. A declaração da nulidade acarreta a invalidade do casamento a partir da data da sentença que o invalidou. extingue-se a afinidade com a dissolução do casamento ou da união estável. B) Sendo os alimentos concedidos. mais singela que o testamento. eles são devidos desde a data em que sejam fixados até a data em que seja proferida a sentença que os reduziu. -6– . para a contagem do parentesco. serão representados por um tutor. D) Em se tratando de separação judicial fundada na culpa. extingue-se automaticamente o patrimônio comum que foi destinado a garantir a segurança e a moradia do casal.3) Relativamente ao direito de família. Quando forem escolher como opção um regime de bens diverso do legal. sendo que. escrito. ainda que o alimentante vença a demanda e a fixação da verba decorra da prática de ato ilícito. por meio do ajuizamento de ação rescisória. de forma menos solene e. assinale a opção correta. Por se tratar de ação personalíssima. caso se encontrem impossibilitados de cuidar de seus próprios interesses.: João Aguirre Data: 22/04/2009 Aula: 06 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) (OAB/CESPE – 2007. somente o cônjuge inocente poderá requerer a invalidade desse casamento. A) É nulo o casamento celebrado com a inobservância de qualquer dos impedimentos apontados na legislação que rege a matéria. em razão do interesse público e social envolvido. são aptos a praticar todos os atos da vida civil. A) O casamento putativo é nulo. por presunção legal. assinale a opção correta. A sua administração compete a ambos os cônjuges e. B) Os nubentes devem fazer opção pelo regime de bens por termo no próprio processo de habilitação do casamento. C) Consideram-se parentes em linha reta as pessoas que são provenientes de um só tronco e estão umas para com as outras na relação de ascendentes. no entanto. resguardando-se eventuais direitos de terceiros. B) Os maiores de dezoito anos de idade adquirem plena capacidade e. 4) (OAB/CESPE – 2007. é possível a revisão dos alimentos fixados em sentença com trânsito em julgado. B) A verba alimentícia é sempre irrepetível. o cônjuge declarado culpado terá direito aos alimentos indispensáveis à subsistência. D) O casamento se dissolve pela morte de um dos cônjuges.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. C) O bem de família é inalienável e impenhorável. D) Codicilo é negócio jurídico unilateral mortis causa. que é o da separação de bens. pela separação judicial ou pelo divórcio. assinale a opção incorreta. mediante o qual o autor da herança dispõe de bens de pouco valor ou de particular valor sentimental.3) Ainda a respeito do direito de família. o cônjuge sobrevivente casado sob o regime da separação obrigatória de bens não é herdeiro necessário do cônjuge falecido. portanto. até o quarto grau de parentesco. descendentes. A) Nas relações de parentesco na linha reta. pela anulação. com a morte de qualquer um deles. adota-se a linha como sendo a vinculação da pessoa ao tronco ancestral comum. 2) (OAB/CESPE – 2007. se deles necessitar e não tiver aptidão para o trabalho nem parentes em condições de prestá-los. mas produzirá todos os efeitos civis perante os contraentes e terceiros até o trânsito em julgado da sentença que declarar a sua nulidade. como provisórios ou como provisionais em caráter cautelar. assinale a opção correta. A) Sobrevindo mudança na situação financeira daquele que presta alimentos ou na daquele que os recebe.1) Acerca do direito de família. colaterais ou transversais. deverão fazê-lo por pacto antenupcial ou por escritura pública.PR) Relativamente ao direito de família. C) Havendo herdeiros descendentes. D) O parentesco em linha reta limita-se até o quarto grau. com fundamento na lei de alimentos. 3)(OAB/CESPE – 2007. por meio de petição nos autos da separação judicial.

reciprocamente. que indica os parentes obrigados de forma taxativa.: João Aguirre Data: 22/04/2009 Aula: 06 5) OAB. A) É possível que a pessoa que necessite dos alimentos não venha a pedi-los. descendentes e colaterais até o quarto grau.2 . D) Por ser de caráter personalíssimo. B) O cônjuge declarado culpado na ação de separação judicial não pode pedir alimentos ao outro. A . incluindo-se. a obrigação de prestar alimentos não pode ser transmitida aos herdeiros.A respeito da disciplina dos alimentos no Código Civil vigente. mas a renúncia do direito a alimentos não é permitida. a) Os alimentos provisionais concedidos em ação cautelar incidental são repetíveis caso sobrevenha sentença que julgue improcedente o respectivo pedido.CESPE/2008. assinale a opção correta. B. e. d) A obrigação alimentar decorre da lei. C. sob a alegação de que não tem bens suficientes. 4.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. GABARITO: 1. nem pode prover. invocando os princípios da solidariedade familiar e da capacidade financeira do outro.D . 5. filhos. ascendentes. todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos. conseqüentemente. pelos pais. b) O credor de alimentos pode pleitear alimentos complementares ao parente de outra classe se o mais próximo não estiver em condições de suportar totalmente o encargo.A. sendo devidos os alimentos.1 Assinale a opção correta acerca dos alimentos. poderá posteriormente qualquer um dos ex-cônjuges postular pensão alimentícia ao outro. à própria mantença. 3. -7– . C) O crédito decorrente da obrigação alimentar é insuscetível de cessão e penhora. com o seu trabalho. 6) OAB. sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos. B. c) Havendo renúncia ou dispensa dos alimentos na ação de divórcio. 6. mas admite-se a sua compensação como forma de se evitar o enriquecimento sem causa. 2.CESPE/2008. tios e sobrinhos.

Entram na comunhão as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge. CC) -1– .A eficácia da alteração do regime de bens é ex nunc. ou seja. verifica-se quais foram os bens adquiridos onerosamente na vigência do casamento fazendo-se a partilha com base nestes. Para a Cláusula de incomunicabilidade = Precisa ser justificada. Os bens são denominados como Bens Aquestos. 1) ESPÉCIES/FORMAS DE REGIME DE BENS Regime da Comunhão Parcial Comunicam-se aqueles bens adquiridos onerosamente na constância do casamento. (igual ocorre no regime da comunhão parcial). Transforma o regime da separação para o regime da comunhão parcial. . A vênia somente será dispensada se o pacto antenupcial contiver cláusula nesse sentido. ou seja.647.Na união estável basta um novo contrato de convivência. a título oneroso. Divergência doutrinária (não há corrente majoritária) • 1ª corrente = vedação ao locupletamento ilícito = regime da separação não pode ser utilizado para garantir o locupletamento ilícito.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof.Se a mudança do regime de bens prejudicar terceiros (ex: credores) será considerada ineficaz perante estes.Alteração = casamento = somente por ação judicial. mas com a dissolução do casamento. Regime de Participação Final nos Aquestos Durante o casamento os bens de cada cônjuge são considerados particulares (igual no regime da separação de bens). Atenção: No regime da separação os cônjuges estão dispensados de vênia conjugal. Regime da Comunhão Universal É aquele em que se comunicam todos os bens adquiridos antes ou durante o casamento. (art. deve apresentar um justo motivo. salvo se o contrato ou o testamento gravar o bem com cláusula de comunicabilidade. . • 2ª corrente = defende a não comunicação = defende que os aquestos não se comunicam.: André Barros Data: 25/05/2009 Aula: 07 TEMAS TRATADOS EM SALA REGIME DE BENS Obs: . seja a título gratuito. 1. (comunicados os aquestos). de forma gratuita ou onerosa. Atenção: No regime de participação final dos aquestos o cônjuge precisará da anuência do outro para alienar bens imóveis. Regime da Separação É aquele em que não há comunicação dos bens adquiridos antes ou durante o casamento. Nesse regime a doação e a herança são comunicáveis. . Ao final do casamento deve ser feito um complicado cálculo contábil que irá apontar o quanto um cônjuge deve ao outro.

. direitos. É extraído nos autos do inventário o formal de partilha. SUCESSÃO .641. Princípio da Saisine/Saisina = é o princípio pelo qual os herdeiros recebem a propriedade. é a posse indireta da herança no exato instante da morte e de forma automática. CC). débitos. Decorre da livre manifestação de vontade dos cônjuges.641. • Irá receber a fração/parte ideal. . A interpretação do inciso I. -2– .Herança é o conjunto das relações patrimoniais deixados pelo falecido. • Regras do condomínio = se um dos herdeiros desejar vender a sua cota da herança deverá primeiro oferecer ao demais.É a transferência da herança ou do legado aos herdeiros ou legatários em razão da morte de uma pessoa.O testamento é o documento necessário para que se possa instituir legado. 1. O cônjuge concorre com os descendentes.É aquela em que há transferência de legado. 1.Legado é um bem específico e determinado. O cônjuge não concorre com os descendentes. . b) Sucessão a Título Singular . 1. levada à efeito atráves do pacto antenupcial. ações. quando há mais de um herdeiro. etc. Regras Gerais da Sucessão: . 1.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof.A sucessão em nosso país pode ocorrer a título universal e singular de forma simultânea.829. (art. depositando o valor que o terceiro pagou no prazo de 180 dias. Herdeiro pode receber: • A totalidade da herança. deveres.É aquela em que há transferência de herança. a) Sucessão a Título Universal . • É considerado uma universalidade de direito. . Na verdade é uma ficção jurídica.Abertura da Sucessão = ocorre no exato instante da morte.: André Barros Data: 25/05/2009 Aula: 07 Cuidado: Regime de Separação de Bens é um só. 1. quando for único herdeiro (carta de adjudicação) ou.523. O herdeiro preterido no seu direito de preferência poderá propor Ação de adjudicação de quinhão. CC). mas pode se falar em: • Regime de Separação Obrigatória de Bens: quando for imposta pela lei (art. do art. . que foi individualizado no restante da herança pelo seu autor. § único. . A herança compreende: bens.Quem recebe o legado é chamado de legatário.641 é relativizada pelo art. • Regime de Separação Convencional: Quando for escolhida pelos cônjuges.Características da Herança: • É considerado um bem imóvel e indivisível. inciso III. créditos. Recusa ou divergência injusta = art. até o momento da partilha.

• Quando houver herdeiros menores ou incapazes. 1) Oficializa através: Formal de partilha ou carta de adjudicação A escritura pública produz o mesmo efeito do formal de partilha ou carta de adjudicação. Propositura do inventário. [m1] Comentário: anif -3– .A renúncia por ser ato abdicativo de direito e deve ser sempre manifestada por escrito e de forma solene.É o procedimento judicial ou extrajudicial que tem por objetivo verificar a regularidade de uma transmissão sucessória e oficializá-la.A renúncia deve ser realizada através de escritura ou termo judicial. Foro competente: Em regra deve ser proposto no último domicílio. . Ex: herdeiro que usa a herança. • Quando o falecido deixou testamento. Ex: “eu aceito”. em vida. Exceção: Situações em que não há aceitação tácita: a)Atos oficiosos = são atos relacionados ao funeral do falecido. 3) Presumida: É aquela que decorre do silêncio do herdeiro citado para dizer se aceita ou não a herança. Manifesta-se da seguinte forma: 1)Expressa: É aquela em que o herdeiro manifesta sua vontade por escrito. . b)Atos de administração ou guarda provisória.No direito civil aplicado no momento da morte.No processo civil a aplicabilidade é imediata.Porém a Renúncia Impura/translativa importa em aceitação da herança tácita. 2) O inventário pode ser: a) Judicial = é obrigatório: • Quando não há consenso entre os herdeiros. junta a representação (advogado) no inventário. c)Renúncia Pura/ Abdicativa. Notas: . 2) Tácita: É aquela que decorre da prática de atos da qualidade de herdeiros.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. 3) Aceitação da Herança É o ato pelo qual o herdeiro manifesta sua concordância com a herança recebida.Não existe renúncia tácita ou Presumida. b) Extrajudicial = nunca é obrigatório: Foro competente: Cartório de notas não existe regra de competência. do falecido.No direito tributário aplicado no momento da morte. . Aceita herança a eficácia é “ex tunc”. .: André Barros Data: 25/05/2009 Aula: 07 Lei aplicável: . . INVENTÁRIO .

829. • Separação obrigatória de bens. . CC: 1º) Os primeiros para receber são os descendentes em que concorram com o cônjuge. .OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof.Quando a pessoa é deserdada ou excluída por indignidade será considerada prémorta. . . SUCESSÃO LEGÍTIMA . 1. • Regime da Comunhão parcial se o autor da herança não houver deixado bens particulares. do art. 3º) Colaterais (até o 4º grau): irmãos. .A parte do renunciante retorna ao monte-mor /monte partível. .: André Barros Data: 25/05/2009 Aula: 07 .829).Art.É aquela em que o herdeiro renúncia a sua parte na herança a favor de outrem. CC = aplicável no caso de união estável. salvo o cônjuge não concorrerá nas seguintes situações: (Incisos.Eficácia: é “ex nunc” = não retroage ao momento da morte. . . 3º) Cônjuge. CC = qualquer outra situação. não importa o regime de bens).Quando a sucessão se dá por direito próprio a divisão é feita por cabeça.1. • Comunhão universal. Ex: ocorre quando uma pessoa o falecido tinha um herdeiro pré-morto.A sucessão legitima é considerada subsidiária. tios.Ela não é a principal. que a receberão por direito próprio. b) Renúncia Pura/Abdicativa É aquela em que o herdeiro abre mão da sua parte na herança sem indicar um beneficiário/destinatário. 2º) Ascendentes (sempre concorrem com o cônjuge. sobrinhos. • Art. .790. Pois importa em ato de aceitação (tácita) seguida de posterior cessão de direitos. .829.Há dois fatos geradores (imposto). 1.Quando se dá por direito de representação a divisão se dá por estirpe.Tipos de Renúncia: a) Renúncia Impura /Translativa É a falsa renúncia. 2)Se todos os herdeiros de uma mesma classe (mesmo grau) renunciarem a herança será deferida aos herdeiros da classe subseqüente. Atenção: 1)Não existe direito de representação a favor dos filhos do herdeiro renunciante. -4– . . pois se o falecido deixar testamento a sucessão será regida por este.É aquela que segue a ordem de vocação hereditária prevista em lei.Ordem de vocação hereditária: • Art. A regra é a concorrência. e será repartida entre os demais herdeiros. 1.

cabendo-lhe quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça.1) A respeito do direito das sucessões. em virtude de pré-morte. 2. o cônjuge sobrevivente participa da herança deixada pelo outro. D) a finalização do inventário. A. A) A renúncia à herança é um ato irrevogável. deserdação ou indignidade. C) A colação é o ato de retorno ao monte partível das liberalidades feitas pelo de cujus. GABARITO: 1. a parte renunciada será acrescida à parte de todos os herdeiros. todos sobreviventes. a seus descendentes. e um dos netos decide renunciar à herança. C) No inventário e partilha. se todos os herdeiros.C. Nessa situação. ou substituição hereditária. concorrendo com os filhos do casal. B) No casamento sob o regime da comunhão universal de bens. desde logo.3) Em relação à sucessão legítima e testamentária. de qualquer classe.SP) A sucessão da pessoa natural ocorre com A) o testamento. antes de sua morte. esta será. -5– . D) Ocorre a sucessão por cabeça. B) O herdeiro necessário é deserdado por seu ascendente quando o testador deixa de contemplá-lo em seu testamento. B) a morte do sucedido. por estirpe.3.: André Barros Data: 25/05/2009 Aula: 07 LEGISLAÇÃO SOBRE O TEMA CÓDIGO CIVIL QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) (OAB/CESPE – 2007. a omissão involuntária dos bens da herança pelo inventariante configura sonegação de bens e sujeita a apresentar os bens que omitiu. os filhos herdam por cabeça e os netos. Nesse caso. assinale a opção correta. D) Considere-se que determinada pessoa tenha falecido deixando bens a partilhar e dois filhos e três netos. assinale a opção correta. C) a abertura do inventário. A) Considere-se que dois netos representam o pai pré-morto na sucessão do avô. e tem por finalidade igualar as legítimas doações destes e do cônjuge sobrevivente. por isso. B. e a pagar perdas e danos aos demais herdeiros. declarada vacante. 3. 2) (OAB/CESPE – 2007.OAB 1ª FASE EXTENSIVO NOTURNO Disciplina: Direito Civil Prof. renunciarem à herança. quando outra pessoa é chamada a suceder em lugar do herdeiro. 3)(OAB/CESPE – 2006. todos serão chamados à sucessão.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO COMERCIAL .

-Atividade -Patrimônio 1. Obs. produção ou atividade de prestação de serviços. serviço público. Pessoa física que exerce sozinha a atividade empresarial. Obs. 5. parágrafo 2° = Os bens do incapaz estranhos a atividade empresarial não serão atingidos. decreto judicial ou atos legais= Art. sendo necessário nestes dois casos uma autorização judicial. -1– . Art. colação de grau em curso superior ou estabelecimento com economia própria). Empresário (individual).NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 02/03/2009 Aula: 1° TEMAS TRATADOS EM SALA Teoria da Empresa (adotada pelo CC/02): A Doutrina dividiu em: -Sujeito (empresa individual e Sociedade empresária). Todavia se houver a interdição será nomeado um representante ou um assistente ao incapaz. b) Livre de Impedimentos (proibição). Atividades não empresariais – Parágrafo único dos Art. 974. hidráulicos.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .: Não se sujeitam a Lei de Falência e a Recuperação de Empresas. 966.Art. etc.: 1 .: 2 . -Falido. CC – Casamento. recursos minerais.O Incapaz não poderá iniciar uma atividade empresarial. desde que extintas suas obrigações. CF/88 (empresa jornalística ou de radiodifusão) e exploração de jazidas. Atividade Empresarial terá: *Lucro *Habitualidade (salvo a sociedade em conta de participação) *Objeto: Circulação de Mercadorias. mas poderá continuá-la (herança ou em casos de incapacidade superveniente).empresários rurais não registrados na Junta Comercial -cooperativa Obs. 972. 222. 2. CC/02 – O empresário deverá ser: -Capaz -Livre de Impedimentos 2.1 Requisitos a) Capacidade: A partir dos 18 anos Ou Por emancipação (Ato dos pais. * servidor público (poderá ser cotista ou acionista de uma empresa) -Estrangeiro Art. 971 e 982 do CC/02: -profissional liberal (se há pessoalidade não é empresa) -profissional intelectual .

tradutor. leiloeiro e administrador de armazém geral (empresas próximas de grandes vias: aeroporto. 3. A notificação dos credores será necessária quando o alienante não tiver bens suficientes para saldar as dívidas. *Caso a filial seja criada em outro estado. estradas etc.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Interprete. Obs. CC/02. *A filial criada no mesmo estado da sede deverá ser averbada na junta comercial onde a sede foi registrada. houver vício sanável o empresário terá 30 dias para saná-lo. Lanchonete do Feijão (Nome empresarial – Nome fantasia). c. Título do Estabelecimento. Ex.: O único bem que não pode ser alienado isoladamente é o nome empresarial – Art. Estabelecimento – Art. 2) Atividades da Junta Comercial: 1° Se Se Se Responsável pelo arquivamento dos atos constitutivos os documentos estiverem ok arquiva-se. CC/02.1 Bens a) Bens corpóreos: b) Bens incorpóreos: não são perceptíveis fisicamente. *A empresa deverá ser registrada na Junta Comercial onde esta estabelecida. CC/02 Poderá alienar bens imóveis relativos à atividade empresarial sem a vênia conjugal. 978. -2– . 1142 a 1147 do CC/02 Conceito: É o conjunto de bens organizados para a realização da atividade empresarial. Ex. -Junta Comercial (Uma em cada unidade federativa) – Art.) d) Empresário Rural É Facultado o seu registro na Junta Comercial e) Empresário Casado – Art. 3. O qual deverá ser averbado na Junta Comercial e deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado. houver vício insanável: será indeferido o pedido. 2° Autenticação – Livros 3° Matrícula de alguns profissionais.Trespasse: é o contrato de alienação do estabelecimento. o seu registro deverá ser incluso na junta comercial da sede e deverá ser registrada no estado onde se encontra. 1164. . 969.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 02/03/2009 Aula: 1° c) Obrigação de providenciar o registro – Lei 8934/94 -SINREM (Sistema Nacional de Registro de Empresa Mercantil) -DNRC (Departamento Nacional de Registro Comercial) Função: normatiza e fiscaliza a atividade da Junta Comercial.

Patente de Invenção – 20 anos do momento do depósito (pedido) 2. 1 Licença: é a permissão de uso. Voluntária: ocorrerá quando as partes Compulsória: é sempre temporária e não exclusiva e ocorrerá quando houver abuso por parte do titular (não exploração da patente pelo prazo de 02 anos) ou em caso de emergência nacional ou interesse público. Para a produção de efeitos perante terceiros será necessário o registro no INPI. 11 e 18 da Lei 9.279/96 INPI = Instituto Nacional de produtos industrializados. 8º. mas o transgênico poderá ser patenteado. PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Lei 9. 1) a) PATENTE Requisitos: art. Pólo passivo: dono da patente mais o INPI têm que estar presente. Efeitos Para que produza efeito entre as partes é imprescindível a assinatura de duas testemunhas. -Aplicação Industrial. c) Cessão/ Licença de Patente: é a transferência de propriedade c. -Modelo de Utilidade (Melhoria). -Atividade inventiva: é a criação humana. 2 Cessão: é a transferência de propriedade. Modelo de Utilidade – 15 anos do depósito Terminado o prazo cai em domínio público.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 02/03/2009 Aula: 1° c) Responsabilidade pelas dívidas – Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 10. Toda ação será encaminhada para Justiça Federal. c. b) Espécies: 1.279/96. em caso de omissão no contrato de trespasse. -Novidade (CUP = Convenção da União de Paris/1983). 1146 do CC O alienante adquirente será solidariamente responsável estabelecimento. é uma Autarquia Federal. d) Nulidade da Patente – Art. por um ano da aquisição do Dívidas vencidas – conta-se da publicação no diário oficial do Estado. Ser vivo não pode. Dívidas Vincendas – conta-se do vencimento: d) Não Concorrência: O alienante não poderá fazer concorrência aos adquirentes nos cinco anos subseqüentes à transferência. 50 e seguintes: -3– .

Judicialmente= aciona-se o titular da patente e o INPI. 125 da lei Marca Notoriamente Conhecida . Desenho Industrial – Art. sendo possível a prorrogação por três períodos de 05 anos. d) Cessão/ Licença de Marca – Art. 2° Marca de Certificação: é sinal usado para atestar a qualidade de um produto ou serviço. 126 da lei É aquela registrada no Brasil -É aquela protegida independentemente de ser -Possui proteção especial em todos os ramos de registrada no Brasil.Art. Judicialmente= aciona-se o titular da patente e o INPI. b) Prazo de Proteção – Art. 3. MARCA: De Alto Renome – Art. 95 e 108 . -Novidade Relativa para o ramo de atividade. -4– .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . mas que é utilizada pelos membros da entidade. c) Espécies . MARCA a) Requisitos: Art. 123 1° Marca de produto ou Serviço: é o sinal que é usado para diferenciar um produto ou um serviço de outro semelhante. 133 10 anos contados da concessão prorrogáveis por igual período e de forma sucessiva ilimitadamente. 122. sendo competente a Justiça Federal no prazo de 05 anos da concessão.Trata da forma dos objetos.Concessão por 10 anos contados do depósito. -Não colidência com marca notoriamente conhecida (marcas registradas no exterior). 2. discutida na Justiça Federal no prazo de vigência da Patente. e) Nulidade da Marca Administrativamente= deverá ser requerida ao INPI no prazo de 180 dias contados da concessão. 3° Marca Coletiva: é aquela que pertence a uma determinada entidade. -Não colidência com marca de alto renome. 134 e seguintes Efeitos Para que produza efeito entre as partes é imprescindível a assinatura de duas testemunhas. mas de origem diversa. . 126. Para a produção de efeitos perante terceiros será necessário o registro no INPI. 125.Art. 124. -Também produz proteção especial que atinge apenas o próprio ramo de atividade. atividade.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 02/03/2009 Aula: 1° Poderá ser requerida: Administrativamente= deverá ser requerida ao INPI no prazo de 06 meses da concessão.

desde que haja prévia autorização ou concessão da União. D Ao servidor público federal é vedada a condição de acionista ou cotista de sociedade empresária. 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . somente poderá exercer atividade empresarial após a emancipação. * Empresariais são registradas na Junta Comercial *Sociedade simples: são registradas no Cartório de Registro Civil de pessoas Jurídicas -Não personalizadas: não possuem personalidade jurídica/não tem registro. -5– . C O adquirente do estabelecimento responde por todo e qualquer débito anterior ao negócio. D Salvo autorização expressa de terceiros contratantes.3) Quanto ao que prescreve o Código Civil a respeito do contrato de alienação de estabelecimento empresarial. B O alienante do estabelecimento pode fazer concorrência ao adquirente. B Os atos praticados por empresário falido impedido de exercer atividade empresarial terão plena validade em relação a terceiros de boa-fé. Questões 1. salvo cláusula expressa em sentido contrário. sendo imprescindível a homologação desta por sentença. 972 do Código Civil. quanto à disciplina dos requisitos para o exercício da atividade empresarial. A O contrato que tenha por objeto a alienação do estabelecimento só produzirá efeitos perante terceiros depois de averbado na junta comercial. com dezesseis anos completos. Assinale a opção correta. (OAB/CESPE – 2006. o adquirente do estabelecimento não se sub-roga nos contratos anteriores ao negócio firmados pelo alienante. C A atividade econômica de exploração de recursos minerais pode ser levada a efeito por empresas nacionais ou estrangeiras. A O menor. que podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos. assinale a opção correta. (OAB/CESPE – 2006.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 02/03/2009 Aula: 1° SOCIEDADES: -Personalizadas: possui personalidade jurídica.1) Dispõe o art.

3. A A eficácia da alienação do estabelecimento empresarial dependerá sempre do consentimento expresso de todos os credores. 4.SP) A Lei n. D Os alienantes do estabelecimento empresarial da Ômega Comércio de Roupas Ltda. GABARITO: 1. de boa-fé. A.A. (OAB/CESPE – 2007. havia celebrado contrato de franquia com conhecida empresa fabricante de roupas e artigos esportivos. salvo se houver autorização expressa para tanto. B O adquirente não responderá por qualquer débito anterior à transferência do estabelecimento empresarial. -6– . confere ao titular da patente o direito de obter indenização pela exploração indevida de seu objeto. C O franqueador não poderá rescindir o contrato de franquia com a Ômega Comércio de Roupas Ltda.3. também. 4.. B. antes da data do depósito ou de prioridade da patente.3) Paulo e Vinícius.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 02/03/2009 Aula: 1° 3. C a partir da data em que restar comprovada sua invenção pelo titular. Ômega Comércio de Roupas Ltda. B somente após a data da concessão da patente. Considerando a situação hipotética acima. D. D inclusive contra aquele que. 2. (OAB/CESPE – 2007. com base na transferência do estabelecimento. assinale a opção correta. decidiram ceder integralmente suas cotas sociais e.º 9. não poderão fazer concorrência aos adquirentes nos cinco anos subseqüentes à transferência. que trata da propriedade industrial.279/1996. alienar o estabelecimento empresarial da sociedade para Roberto e Ana. já explorava seu objeto no país. únicos sócios da Ômega Comércio de Roupas Ltda.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . A inclusive em relação à exploração ocorrida entre a data da publicação do pedido e a data da concessão da patente.

OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . responde ilimitadamente). CC/02 Personalidade jurídica = registro na junta Sociedade Empresária (Junta) SS (Cartório Sócios= Pessoa física (responsabilidade ilimitadamente / solidários) b) Sociedade em Comandita Simples Possui personalidade jurídica – registro na junta Sócios: -Comanditado (Pessoa física) . 996. 1039 ao 1044. Sociedades Não registrada = não possui personalidade. CC/02 – bens de uso comum. 1055. -Dinheiro ou -Bens (avaliação e os sócios serão solidariamente responsáveis pela exata estimativa dos bens no período de 05 anos). Obs. 988. -1– . b) Sociedades em Conta de participação – Art. 986 a Art. SOCIEDADE LIMITADA a) Fonte: -Art.responde ilimitadamente -Comanditário (Pessoa física ou jurídica) – responde limitadamente (o incapaz poderá ser sócio. b) Capital Social –Art. podendo ter valor igual ou desigual. -Sócios Ostensivo (aparece perante terceiros. SOCIEDADE NÃO PERSONALIZADA a) Sociedade Comum – Art. O capital social deverá ser expresso em moeda nacional. 1052 e seguintes . Sócio participante (não aparece perante terceiros. CC/02 – Aplicar-se-á a Lei de S/A se houver previsão expressa no contrato. realiza o objeto social.: 1º O Capital social na limitada é dividido em cotas. pois é um bem intangível. SOCIEDADES PERSONALIZADAS a) Sociedade em Nome Coletivo – Art.Contrato social -Art.CC/02 Os sócios respondem de forma ilimitada e solidária. 2. pois a responsabilidade é limitada) 3. não responde ilimitadamente). CC/02 Conceito: É a soma do que os sócios se comprometeram a disponibilizar para a sociedade.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 11/03/2009 Aula: 2° TEMAS TRATADOS EM SALA SOCIEDADES: 1. 2º O não pode ser penhorado. 991 ao Art. Patrimônio Especial = Art. 1053. CC/02 Sociedades não registrada = não possui personalidade. 997 e seguintes (sociedade simples – regras subsidiárias) -Art. 990 .

-Omissão: só é possível se não houver a oposição dos sócios que representem + de ¼ do capital social.SOCIEDADE ANÔNIMA – Lei 6.010 e ss do CC O administrador pode ser o sócio e o não-sócio. Denominação Social: É um nome inventado– Art. 1. O sócio que não integralizou as cotas que as subscreveu será notificado para integralizar no prazo de 30 dias. este precisa estar averbado ou registro na Junta Comercial.070 e ss) Toma decisões por meio de reunião. 1057.404/76 a) Características -Sociedade empresarial = registrada na junta -Sociedade de Capital / Impessoalidade -Mínimo de 02 acionistas * Exceção: 01 acionista. CC/02 – Sócio Remisso Art. -2– . 1058. CC/02 – Judicial Art. e) Responsabilidade dos sócios -Cada sócio responde pela integralização da cota que subscreveu.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Quando for LTDA deverá constar o nome dos sócios + LTDA. 1. f) Sócio Remisso – Art. feita por escritura pública – Art. É necessário qualificar essa pessoa e identificar quais os poderes que tem.060 e ss / 1. Agindo no limite do contrato social – Art. 1030. Agora se tiver mais de 10 sócios as decisões são tomadas por Assembléia. 1158. 4. esta situação poderá permanecer por no máximo 01 ano – Art. SOCIEDADE POR AÇÕES . Esses devem estar em documento separado ou no próprio contrato social. -Cota não integralizada os sócios respondem solidariamente até o limite do que falta a ser integralizada. após este prazo incorrerá em mora – Podendo os outros sócios cobrar judicialmente ou readaptar as cotas ou excluir o sócio devolvendo o que ele integralizou. 1085. Concordância da maioria dos sócios com + da metade do capital social.Art.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 11/03/2009 Aula: 2° c) Nome Empresarial Razão Social/Firma Social: É composto pelo nome dos sócios + LTDA. CC/02. CC/02 Ato “ultra vires”: Ato realizado com excesso de poderes i) Exclusão de Sócio Art. 1015. se o contrato social indicar a possibilidade da exclusão por justa causa). se tiver até 10 sócios. CC/02 (deverá constar o ramo + LTDA) d) Cessão de Cotas . CC/02. parágrafo único. 206 lei de S/A e S/A subsidiaria integral é aquela que pode ser centralizada nas mãos de um acionista desde que o acionista seja uma pessoa jurídica brasileira. h) Administrador – Art. 1058. CC/02 – Extrajudicial (Falta grave. g) Decisões – Art. 258 lei de S/A.

Ações nominativas: quando possui um certificado. 20 e 34 da Lei. 143 e seguintes (órgão obrigatório) -representa e executa as decisões da S/A -Composta por no mínimo 02 diretores . 141 Ordinárias: é aquela que além dos direitos do art. 17. 15. Assembléia extraordinária: ocorre a qualquer momento – trata de assuntos emergenciais.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 11/03/2009 Aula: 2° SOCIEDADE ANÔNIMA ABERTA – As ações são negociadas na bolsa de valores ou mercado de balcão (CVM= é uma autarquia federal responsável pelas bolsas de valores). b.3 Diretoria – Art. -poder decisório. -Preferência na compra de ações e outros títulos emitidos pela S/A. De gozo ou fruição (ações guardadas na tesouraria). Preferenciais: Vantagem políticas (direito de veto). -Fiscalização -Participação nos lucros -Direito de Retirada: é o direito que tem o acionista quando ele não concorda com uma decisão que possa alterar o estatuto social.1 Assembléia geral – Art. 132 da lei de S/A: ocorre nos quatro primeiros meses do exercício – trata de assuntos meramente administrativos. 110. -Fixa as diretrizes -Composto por no mínimo três pessoas necessariamente acionistas. c.: Ações ao portador são proibidas pela lei 8.acionistas ou não acionistas -3– . 121 e seguintes da lei de S/A: é o lugar onde as decisões são tomadas. Vantagem Patrimonial (participação nos dividendos). c) Órgãos da S/A c.2 Conselho de Administração –Art. b. *-É obrigatório em três tipos de sociedade (Companhias abertas. Obs.acionistas ou não acionistas c.4 Conselho Fiscal ou Conselho de fiscalização – Art. Assembléia ordinária – Art. 109 da Lei de S/A. 138 e seguintes. c. 161 e seguintes. b) Ações b. sociedades de economia mista e na sociedade de capital autorizado). 18.2 Quanto aos direitos / vantagens / espécie / natureza Art.1 Direitos comuns a todos os acionistas – Art.021/90.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Ações escriturais: o acionista recebe um extrato com a quantidade das ações. -Fiscaliza -Composto de 03 a 05 pessoas . SOCIEDADE ANÔNIMA FECHADA – As ações são negociadas na própria S/A.3 Quanto a forma de circulação – Art. também terá direito de voto. 109 da Lei de S/A.

mesmo que tenha agido nos limites da lei e do estatuto social. Comentários ao Código Civil. a ação para a anulação dessas deliberações prescreverá em 2 anos. Torres & Cia. têm a faculdade de executar diretamente os bens dos sócios antes de procederem à execução dos bens sociais da sociedade. Daniel será pessoalmente responsável pelos prejuízos causados à sociedade anônima. endossáveis. Torres & Cia. D O nome empresarial Vaz. D O empresário individual opera sob denominação. contados da data da assembléia. v. 3. ações essas de livre negociabilidade. D As ações da sociedade anônima são classificadas em nominativas. 2. Mauro Vaz. 365-6 (com adaptações).. B Os credores da Vaz. Modesto Carvalhosa. Paulo e Saulo podem ser administradores da Vaz. B As companhias podem adotar firma ou denominação social. (OAB/CESPE – 2007. Tomando o texto acima como referência inicial.. ao portador ou escriturais. A A responsabilidade dos sócios da Vaz. sofreu prejuízos de ordem patrimonial. B Se os sócios de determinada sociedade anônima convocarem assembléia geral da qual resultem deliberações contrárias ao estatuto social da companhia. com base nas normas que regem as sociedades em nome coletivo. Torres & Cia. Torres & Cia. (OAB/CESPE – 2004. ou sem valor nominal. quando assim emitidas. XIII. Daniel foi nomeado administrador de uma sociedade anônima que. Pelas obrigações sociais é limitada ao valor de suas quotas. Nessa situação. após ser registrado. limitando-se a responsabilidade dos subscritores e dos acionistas que nela posteriormente ingressarem ao preço de emissão das ações por eles subscritas ou adquiridas. goza de proteção em todo território nacional. (OAB/CESPE – 2007. B. 3.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 11/03/2009 Aula: 2° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. 2003. de natureza eminentemente mercantil. em que o capital se divide em ações de igual valor nominal.3.ES) A sociedade anônima ou companhia é pessoa jurídica de direito privado. A. próprio das sociedades em nome coletivo. C Considere a seguinte situação hipotética. -4– .2) Com relação ao nome empresarial.PR) Considerando que três primos. por serem seus sócios. denominada Vaz. constituam uma sociedade em nome coletivo para atuar no ramo de venda de livros. GABARITO: 1. é exemplo de denominação social. p.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Paulo Torres e Saulo Silva. assinale a opção correta. São Paulo: Saraiva. C Por expressa determinação legal. Parte especial: do direito de empresa. A O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. assinale a opção correta.C. Torres & Cia. durante sua gestão. 2. assinale a opção correta quanto às sociedades anônimas. A A razão social é a forma de designar a sociedade anônima e deve ser acompanhada da expressão “companhia” ou “sociedade anônima”. o nome empresarial. C Em princípio. apenas Mauro.

. 97 I . II – o cônjuge sobrevivente. 4) FALÊNCIA a) Legitimidade Ativa para requerer falência = art. b) Motivos – art. é a assembléia que decide por estes. (dupla maioria). -A instalação da assembléia só ocorre se estiverem presentes ¼ do capital votante. 84 e 83 c. b. . Exceção: (dessa tomada de decisão) = Quando o assunto for aprovação de uma proposta de uma recuperação judicial – art. c) Assembléia Geral de Credores – art.1) A partir de um título executivo extrajudicial = esse título está relacionado no art. 105 a 107 desta Lei. 35 e ss.É órgão que vai reunir os principais credores.os profissionais liberais e consequentemente a sociedade simples.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 42.Os credores se manifestam individualmente com a habilitação. -1– .1) Credores Extraconcursais • São aqueles créditos que surgem após a decretação da falência. .( não tem valor mínimo) = inciso II b.Art.3) Atos de falência = inciso III – são atitudes suspeitas que o empresário pratica na empresa. CPC = títulos de crédito e tem que ser protestado o valor desse título tem que ser acima de 40 salários mínimos. 585. III – o cotista ou o acionista do devedor na forma da lei ou do ato constitutivo da sociedade. qualquer herdeiro do devedor ou o inventariante. c) Classificação dos credores – art. . os profissionais intelectuais. Ex: O trabalho pode ser extraconcursal se o contrato for após a falência.O voto na assembléia é sempre proporcional ao crédito não é por cabeça. . • Os honorários do administrador judicial. 45: • Crédito Trabalhista e Acidente de trabalho = Critério: maioria dos credores presentes e mais da metade dos créditos presentes. Obs.: Não poderão sofrer falência e recuperação judicial a Cooperativa.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 13/05/2009 Aula: 4° TEMAS TRATADOS EM SALA 3) ÓRGÃOS da S/A: Assembléia Geral. -Para as sociedades de capital fechado a convocação deverá ser feita por meio do diário oficial e jornal de grande circulação até 08 dias antes de sua realização. na forma do disposto nos arts.próprio devedor. 94: b. IV – qualquer credor (regularmente registrado na junta comercial). Conselho de administração.A decisão da assembléia é tomada a partir da concordância de mais da metade dos créditos presentes. Diretoria e o Conselho de Fiscalização (Continuação).2) A partir de um título judicial = não tenha sido cumprido. • Os demais = maioria dos credores presentes.

7) Quadro Geral de Credores Administrador judicial: . entre a citação e a contestação o devedor pode pagar e esse pagamento é chamado de depósito elisivo. .Classifica os créditos (art. .Tem 45 dias da habilitação para fazer o quadro. Não teve nenhum benefício dos anteriores. 5) Crédito com privilégio Geral = Ex: honorários advocatícios.Créditos que surgiram antes da decretação da falência Ex: créditos tributários. 2) Credor com garantia real = até o limite do bem dado em garantia. 10º: é o credor que se habilitou após o prazo de habilitação.Se for após o quadro geral de credores: processo de conhecimento.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 13/05/2009 Aula: 4° c. também. .É o período de no máximo de 90 dias que antecede ou o 1º protesto ou do pedido de falência.Não pode questionar o que já ocorreu não pode cobrar juros após a data que seria correta à habilitação. Mas. 83 e 84) -2– . 94. 2) Se não tiver nenhum vício grave o juiz manda realizar a citação.Porém. 3) O devedor tem 10 dias para apresentar a contestação.O devedor poderá pedir a recuperação judicial no prazo de contestação. . . . 4) Sentença – Art.Se for até o quadro geral de credores: impugnação. • Quando o juiz fixa o termo legal = art. 4) Crédito com privilégio (especial) = direito de retenção. 99 . tais como: • Garantia real.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 100 da lei de falência tem os seguintes recursos: • Se o juiz decretar a falência o recurso cabível será o Agravo. esta à sobra dos créditos trabalhistas e.Art.2) Créditos Concursais .Os créditos são: 1) Crédito Trabalhista (se o valor for até 150 salários mínimos por trabalhador) e Acidente de Trabalho. 6) Crédito Quirografário = Não recebe na falência. à sobra do crédito com garantia real e inclusive as multas tributárias. etc. • Se o juiz decretar a improcedência da falência o recurso cabível é a Apelação. . quirografários. salvo as multas tributárias. • Pagamento feito de forma antecipada • Pagamento feito de forma diferente da contratada. d) Procedimento 1) Inicia-se com a petição inicial: Motivo – art. . 3) Crédito Tributário.Esse termo legal serve por que alguns atos são ineficazes nesse período. 5) Edital de convocação dos credores: Os credores terão 15 dias para fazer sua habilitação. 6) Habilitação Credor retardatário . 7) Crédito Subordinado = Pró-labore de sócio.

Esse processo vai ser arquivado Se houver crime falimentar – A vara competente será a criminal. c) Recuperação do Plano Especial .3) Procedimento da Recuperação Judicial • Começa com uma petição inicial. -3– . . 49. Ex: alienação fiduciária. e) Ação Revocatória .00 até R$ 2.Art. Quando o Credor não há objeção = juiz homologa.00) ou empresa de pequeno porte (receita bruta acima de R$ 240. se houve objeção = a assembléia geral de credores que fará aprovação e só o juiz pode homologar. . .Prazo: 03 anos do encerramento da falência (prazo decadencial). 70 e ss . b. 48 • Devedor precisa exercer atividade empresarial. .000). • O juiz defere o processamento da recuperação judicial • Suspensão (180): prazo prescricional e ações em andamento • Quando o juiz deferiu a decisão da um prazo de 60 dias para o devedor apresentar a proposta art. f) Pedidos de Restituição – Art.000. . (art. o Ministério Público e o Administrador judicial.Cabimento: quando um bem pertencente a terceiros for arrecadado pela massa. 5) RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE EMPRESA a) Modalidades de recuperação: . • Não pode ser falido. § 3º e 4º da lei da falência: • Todos os existentes.2) Credores Atraídos (participam) = Art.Cabimento: É possível a ação revocatória quando o devedor tiver praticado um ato com fraude contra credores. .Art. • Exceção: .Credor Tributário.Art.Recuperação Extrajudicial. 50 = exemplos de recuperação.Legitimidade ativa: Pessoa que tiver os requisitos do art.1) Requisitos . 85 e ss .400.Credor proveniente de adiantamento de crédito para câmbio. de forma regular há pelo menos 02 anos.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 13/05/2009 Aula: 4° 8) Liquidação 9) Sentença que decreto encerramento da falência . 130 e ss .Recuperação Judicial do Plano Especial. • Recuperação Judicial no plano especial = esperar um intervalo de 08 anos para pedir uma nova recuperação. b. 48 e 51). • Recuperação Judicial = esperar 05 anos para uma nova recuperação judicial.Legitimidade Ativa: Qualquer credor. b.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 40 + Micro empresa (tem uma receita bruta no ano de até R$ 240. b) Recuperação Judicial Conceito: a recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômicafinanceira do devedor. • Não pode ter sido condenado em crime falimentar.Recuperação Judicial.Qualquer credor que seja proprietário do bem.000.000.

mediante valor residual garantido e previamente fixado. Se o arrendatário não pagar o principal = a arrendadora vai entrar com ação de reintegração de posse para recuperar o bem. um bem comprado pela primeira.Tratada no Decreto-Lei nº. com uma execução de quantia certa. significa que fiz minha opção de compra) ou antecipada. enquanto o fiduciante terá a posse direta do bem. Se o arrendatário pagou o VRG. que o arrendamento mercantil é um misto de locação com opção de compra. desconto bancário e a abertura de crédito.Mútuo o Banco é chamado de mutuante e a pessoa física/jurídica é mutuário/fiduciante (posse direta do bem). CONTRATO 1) MERCANTIL . § 3º e 4º. normalmente atrelado ao contrato de mútuo.Modalidades de contratos bancários: mútuo bancário.Contratos bancários = são contratos que uma das partes é o banco ou uma instituição. cabendo à arrendatária a opção de adquirir o bem arrendado ao final do contrato. d) Recuperação Extrajudicial – art.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 13/05/2009 Aula: 4° . • A primeira parcela = contados de 180 dias da distribuição.Se o fiduciante não pagar o mútuo = o credor fiduciário poderá entrar com uma ação de busca e apreensão (definitiva) e. • • • 2) ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA . A remuneração ocorre quando o negócio for concluído. Se não pagar tem que devolver o bem. a arrendadora tem que devolver o VRG. 49. também. . .Proposta na lei: • 36 parcelas mensais e sucessivas. .É o contrato consensual pelo qual uma pessoa (mandatário) pratica atos comerciais (por ordem expressa) em nome e por conta de outra pessoa (mandante) a título oneroso. Por isso. • • • O arrendamento mercantil pode ser financeiro ou operacional. -4– .Essa proposta só atinge os credores quirografários. . .Credores que não se sujeitam = credor tributário/credor trabalhista e de acidente de trabalho/ todos os credores proprietários = art. por tempo determinado. Arrendamento Mercantil (Leasing) = É o contrato pelo qual uma pessoa jurídica (arrendadora) arrenda a uma pessoa física ou jurídica (arrendatária). O fiduciário terá apenas a propriedade resolúvel e a posse indireta do bem em questão.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 1. Não descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil se o VRG for pago de forma diluída (quando firmo o contrato. . . • Juros de 12% ao ano. 161 e ss.É o contrato acessório. de acordo com as indicações da segunda. Nesse contrato não quero me tornar proprietário e sim quero devolver o bem. 911/69. (Súmula 293. STJ). no qual o mutuário-fiduciante aliena a propriedade de um bem ao mutuante-fiduciário. Locação = VRG (Valor Residual Garantido) = final do contrato.

. . . . . .O patrimônio do incapaz não pode ser atingido pelas dívidas da empresa.Pode recusar o pedido do representante.Quando vender o estabelecimento .NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 13/05/2009 Aula: 4° 3) REPRESENTAÇÃO COMERCIAL – Lei 4.Empresário casado precisava da vênia conjugal = ele pode alienar ou onerar bens imóveis sem a vênia conjugal e não importa o regime de bens.respeitar a exclusividade quanto a área delimitada no contrato.Para o incapaz continuar a atividade empresarial precisa de uma autorização judicial.Pessoa jurídica.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . .precisará averbar na junta comercial e publicar no Diário Oficial. 5) Falência. (por que se fosse permitida essa cláusula o risco seria dividido entre as partes).Pagar a comissão pactuada ao representante.Respeitar a cláusula de exclusividade .Por 5 anos não posso fazer a concorrência.Pessoa física ou jurídica = registrado no conselho regional de representação comercial.Representante: atua numa aérea geográfica delimitada.Personalizadas: Comum (sócios respondiam ilimitadamente) e Conta de participação (sócio ostensivo e participante) e Não personalizadas. 3) Sociedades . .O dono é o empresário ou a sociedade empresarial.Prestar contas ao representado. . 2) Estabelecimento .REVISÃO FINAL DAS PRINCIPAIS MATÉRIAS: 1)Empresário . .Empresário incapaz = pode continuar com a empresa se a mesma foi objeto de herança ou incapacidade superveniente. Representante: .886/65 .Não tem caráter eventual.Pessoa física. . .Adquirente responde se as dívidas forem contabilizadas. .Sociedade em Comandita Simples.Se o representante não receber suas comissões. . .Conjunto de bens que usa para atividade empresarial. . -5– . . .No contrato de representação é vedada a cláusula “del credere”. . .Pode vender o estabelecimento inteiro – Trespasse.Ele não tem vínculo empregatício.Sociedade Limitada 4) Títulos de Crédito.Obtenção de pedidos de compras e vendas: Representado: . . cabe ação de cobrança = Justiça do Estado = Rito sumário.

a) Desde a decretação da falência ou do seqüestro. verificando-se o respectivo saldo. B) é vedada pela Lei n. c) O mandato conferido pelo devedor.SP/2008. subsiste à decretação da falência. B. QUESTÃO 49 2)OAB.SP) A decretação da falência das concessionárias de serviços públicos A) implica sua transferência para outra concessionária nomeada pelo Juízo da Falência. a condenação por crime falimentar A) impede o exercício de qualquer atividade empresarial pelo prazo de 5 anos.101/2005. assinale a opção correta.º 11.3. B) não impossibilita o falido de gerir empresa por mandato. GABARITO: 1. para a realização de negócios. seja do locador. resolve-se o contrato de locação. C) implica a administração da concessão pelo administrador judicial enquanto perdurar o processo de falência. 3) (OAB/CESPE – 2007. a contar da data da prolação da sentença que decretou a falência. D.SP/2008. D.3. b) sociedade seguradora. d) Havendo falência. Com relação aos efeitos da declaração de falência.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .SP) Segundo a Lei n.CESPE. no prazo de 180 dias.101/2005. 2. a contar do decreto da falência. 3. -6– . o devedor perde o direito de administrar seus bens ou deles dispor até a sentença que extingue suas obrigações.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 13/05/2009 Aula: 4° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) OAB.1.CESPE. D) impede o falido de exercer cargo ou função em conselho de administração. 4) (OAB/CESPE – 2007. C) não impede exercício do cargo de gerência. antes da falência.1. seja do locatário. d) cooperativa de trabalho. 4. D) implica extinção da concessão. c) entidade de previdência complementar. Está sujeita à atual legislação falimentar a a) sociedade operadora de plano de assistência à saúde. b) As contas-correntes com o devedor consideram-se encerradas no momento de decretação da falência. D.º 11.

-1– . -É o direito de preferência na aquisição de ações. 903. -Juros -garantia real -vencimento certo *É um título estranho ao capital social. É um contrato de mútuo. Nota promissória vinculada a um contrato. c) Bônus de Subscrição – Art. b) Partes beneficiárias – Art. Características 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . CC/02. d) “Commercial Papers” É previsto na instrução normativa da CVM= é uma nota promissória que possui vencimento curto que gira em torno de 180 dias da sua emissão.663/66. -Leis especiais -Na omissão das leis especiais utiliza-se o CC/02 2. Ex. Partes: Mutuário é a S/A e o mutuante é o debenturista. 2.3 Autonomia: -Autonomia das relações jurídicas (credor e devedor/avalista e credor/endossante e endossatário) -Autonomia em relação às causas. Exceções: Títulos causais 1º Ex.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 23/03/2009 Aula: 3° TEMAS TRATADOS EM SALA SOCIEDADE ANÔNIMA (Continuação): 4. documento.1 Cartularidade: Papel. 2º Ex. Duplicata= é um título causal. Não causal ou abstrato (não existe uma causa que vincule a origem do título. 17 do Decreto 57. 2. 75 e seguintes da Lei de S/A.2 Literalidade: limite ao conteúdo do texto expresso no título de crédito. 52 e seguintes da Lei de S/A – 6404/76. pois segundo a lei esta somente será emitida quando houver uma nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviço. TÍTULOS DE CRÉDITOS 1. ou seja existe autonomia para a emissão do título). “Inoponibilidade das exceções pessoais ao 3º de boa-fé” – Art. 46 e seguintes da Lei de S/A. -Participação nos lucros anuais em até 10% -Vencimento eventual CVM= é proibida a emissão por CIA aberta. Letra de Câmbio e Nota promissória. Fonte legislativa – Art. VALORES MOBILIÁRIOS a) Debêntures – Art. Cheque.

1 Títulos ao portador – A lei 8021/90 proibiu a circulação de títulos ao portador. -Quando for necessário suprir o aceite a assinatura do devedor acontece na emissão= cheque e na Nota promissória. AVAL É uma garantia pessoal dada por terceiro. Endosso em preto = significa que o endossatário é identificado. Ex. A lei 9069/95 – Cheque no valor de até 100. Letra de Câmbio. Endosso em branco = significa que o endossatário não é identificado. Todavia os outros títulos a lei é omissa. a) Endosso = é a forma de transmissão dos títulos de créditos. Quando feito é sempre total. Protesto a) Obrigatório -Quando quiser acionar os coobrigados= Avalista/Endossatário -Quando for causa de falência – quando título de crédito for acima de 40 salários mínimos. -2– . Importante: Se o avalista for casado de acordo com o artigo 1647 do CC/02 será necessária a vênia conjugal.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . parágrafo único o aval será total sendo proibido o aval parcial. Atos solenes de transmissão: Endosso Cessão Civil de Crédito No verso do O credor assina no verso título o credor especificando que o assina ou título não é a ordem. 18 e 19 do Decreto 57663/66 “valor dado em garantia “dou poderes de ______________. Endosso Caução Endosso Mandato –Art. para circular basta a simples tradição. A transmissão se dá com a tradição + ato solene de transmissão. 3. Nota Promissória = As leis especiais prevêem o aval poderá ser total ou parcial. TRANSMISSÃO DE TÍTULO DE CRÉDITO 3.00 pode ser ao portador. a______para______” serviços hospitalares” 4. Endossatário é o novo credor. Duplicata. Endossante é o antigo credor. assim aplica-se o Código Civil – Art.2 Títulos nominativos É aquele em que se identifica o nome do credor. Existe o endosso em preto e o endosso em branco. 895. PERGUNTA: O AVAL PODE SER TOTAL OU PARCIAL? RESPOSTA: Cheque. Garantidor solidário. quando o credor Está apenas identifica à transmitindo.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 23/03/2009 Aula: 3° 3. 5. ordem. salvo se for casado no regime da separação total de bens. b) Endosso Impróprio= não serve para transmitir a propriedade.

1º e 2º -Empresário -Sociedade Empresarial Obs. NOTA PROMISSÓRIA – Art. pois o devedor assinou no momento da emissão.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 23/03/2009 Aula: 3° Na Letra de câmbio e na Duplicata o devedor não assina na emissão.III do CC/02. 6.: Cooperativa. Caso seja emitida sem estes motivos esta será fria ou simulada.663/66. Pois deverá ser emitida com nota fiscal de compra e venda ou de prestação de serviço. 8. II da Lei: Instituição financeira.É um título causal – não abstrato. -É uma ordem de pagamento à vista. profissional liberal e sociedade simples não se sujeitam a Falência E Recuperação De Empresas.2º. 7. CHEQUE – Lei 7357/85 Súmula 370 do STJ – Caracteriza dano moral a apresentação antecipada do cheque pré-datado. -Prazo máximo para protesto será de 30 dias do vencimento= o credor perde o direito de ação contra o endossante e contra o avalista. 9. FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS – Lei 11.474/68 . -Prazo de apresentação será de 30 dias contados da emissão para praças iguais e de 60 dias contados da emissão para praças diferentes. Legitimidade Passiva – Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . seguradora – Lei 6024/74. 9. -Prazo para a execução será de 03 anos do vencimento. -Protesto se dá por falta de pagamento. falta de aceite e por falta de devolução. -Prazo para a execução é de 06 meses contados do prazo da apresentação. 9.1 Empresas excluídas totalmente da falência: Empresa pública e sociedade de economia mista.101/2005 1. -Nota promissória vinculada a um contrato é um título causal ou não abstrato -O prazo para a execução será de 03 anos do vencimento. 61. -Ação de enriquecimento sem causa= Prazo 02 anos da prescrição da ação executiva –Art. Intervenção Banco – Bacen Operadora de previdência privada . 202. b) Motivos -Para suprir o aceite= letra de cambio e duplicata -Por falta de pagamento= todos os títulos -Por falta de devolução= somente na duplicata O protesto interrompe a prescrição? O protesto interrompe o prazo prescricional segundo o Art. -É uma promessa incondicional de pagamento -Não tem aceite. 75 e seguintes do Decreto 57. DUPLICATA – Lei 5.2Empresas excluídas parcialmente da falência – Art.Susep 06 meses podendo ser prorrogado por + 06 meses -3– . operadora de previdência privada.

5º e 6º. entretanto a remuneração não poderá exceder a 5% do valor devido aos credores na recuperação judicial ou do valor da venda dos bens na falência. Elaboração do quadro geral de credores. -Despesas que os credores tiveram para participar da massa. Ex. qualquer processo de conhecimento . 26 e seguintes -É um órgão facultativo -Composto por no máximo 03 representantes -Função é fiscalizar o administrador judicial -4– .4 Créditos não atraídos – Art. 2º Pode conceder abatimentos? Sim. causas da falência). 3 da Lei É o do local do principal estabelecimento. 21 e seguintes Poderá ser uma pessoa física ou jurídica: profissional idôneo ou preferencialmente administrador de empresas.: 1º O administrador pode contratar pessoas? Sim. 2º.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . se houver autorização judicial e deverá ouvir o devedor e o comitê de credores. Os honorários do administrador serão fixados pelo juiz. salvo custas judiciais. Recuperação: Elabora relatórios. 9. advogado.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 23/03/2009 Aula: 3° Relatório: -Liquidação Extrajudicial -Falência 9. fiscaliza a atividade do devedor. Obs. -Obrigações ilíquidas. se houver autorização judicial. -Função do administrador judicial: Falência: Confecção e entrega de relatórios (prestação de contas.Ações trabalhistas O credor trabalhista requer ao juiz do trabalho a reserva de valor e este oficiará ao juiz da falência a reserva de valores. 3º da Lei.3 Juízo Competente – Art. § 1º. Arrecadação de bens. Ex. b) Comitê de Credores – Art. promessa de doação.5 Órgãos a) Administrador judicial – Art. -Obrigações a título gratuito. 9. contador ou economista.

Acerca das semelhanças e diferenças entre ambos os institutos. de acordo com o regulado para cada espécie.101/2005.saque ao portador. C) letra de câmbio.1) Consoante a regulamentação processual da falência. não é passível de aceite a A)duplicata. se o sacador não puder ou não souber assiná-la. D.CESPE/2008. D) a execução fiscal em curso contra o devedor falido quando da decretação da falência. a nota promissória A) poderá ser firmada por assinatura a rogo.B.C. -5– . B) o pedido de restituição de bem alheio sob posse do devedor quando da decretação da falência. 3. 02. B) conterá mandato puro e simples de pagar quantia determinada. D. D) precisa ser denominada. GABARITO: 1. a recuperação extrajudicial limita-se a procedimento negocial entre o devedor e os respectivos credores. permitindo-se. nesse caso. o pedido de recuperação judicial poderá acarretar a suspensão de ações e execuções contra o devedor antes que o plano de recuperação do empresário seja apresentado aos credores. (OAB. excluída a participação do Poder Judiciário em qualquer uma de suas fases.CESPE/2008. 2. C) poderá não indicar o nome do sacado.º 11.CESPE/2008.1) De acordo com a legislação em vigor relativa a títulos de crédito. compete necessariamente ao juízo falimentar A) a ação em que o falido figurar como autor e que seja oferecida após a decretação da falência. prevista na Lei n. 4. D) Diferentemente do previsto para a recuperação extrajudicial.2) Os títulos de crédito são tradicionalmente concebidos como documentos que apresentam requisitos formais de existência e validade. sendo a recuperação extrajudicial reservada apenas às microempresas e empresas de pequeno porte. (OAB.º 11. 04. com sua espécie identificada no texto do título.2) A Lei n.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 03.101/2005 prevê a possibilidade de o empresário renegociar seus débitos mediante os institutos da recuperação judicial e da recuperação extrajudicial.CESPE/2008. Quanto aos seus requisitos essenciais. assinale a opção correta. o qual somente vinculará os envolvidos se devidamente aprovado em assembléia geral de credores. C) Ambos os procedimentos exigem que o devedor apresente plano de recuperação.NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 23/03/2009 Aula: 3° QUESTÕES SOBRE O TEMA 01. C) a reclamação trabalhista oferecida contra o falido após a decretação da falência. (OAB. A) Diferentemente do previsto para a recuperação judicial. B) duplicata rural. B) Ambos os procedimentos envolvem a negociação de todos os créditos oponíveis ao devedor. (OAB. D) nota promissória.

OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .NOTURNO Disciplina: Direito Empresarial Profª: ELISABETE VIDO Data: 23/03/2009 Aula: 3° -6– .

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO CONSTITUCIONAL .

: Há quem classifique a nossa Constituição Federal de super-rígida.2 Direitos e garantias fundamentais. §2 da Constituição. consistência. A nossa Constituição Federal tem um preâmbulo. d) Quanto à Religião: Laica. Recepção: A nova Constituição recebe ou recepciona normas infraconstitucionais que foram feitas de acordo com Constituições anteriores desde que não contrariem materialmente a nova Constituição. CUIDADO: Nem tudo que é promulgado é democrático. -1– . 3. FENOMENOS OU TEORIAS QUE SURGEM COM UMA NOVA CONSTITUIÇÃO A nova Constituição revoga a Constituição anterior.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .3 Nacionalidade b.1 Dirigente: é estabelecido um caminho a ser seguido. rigoroso. pois não tem uma religião oficial. Ex. c) Quanto à estabilidade/mutabilidade. dificultoso em relação a uma lei ordinária.1 Separação dos Poderes. Ex. d) Quanto à função ou objeto: d. exige uma maioria de 3/5 em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional – Art. pois possui normas formalmente e materialmente constitucionais. Câmara dos Deputados duas votações de 3/5 (308) – Deputados Federais Senado Federal duas votações 3/5 (49) . b. c) Quanto à extensão: A nossa Constituição é Analítica. A nossa Constituição é Rígida. 2. Classificação Doutrinaria da Constituição Federal de 1988 a) Quanto à forma: é escrita (elaborada por um órgão constituinte e contida em um documento único e solene).2 Garantia: Remédios Constitucionais. A nossa CF. b) Quanto à elaboração: é dogmática (o órgão constituinte estabeleceu os pontos fundamentais que irão reger o nosso estado). b. emendas Constitucionais e emendas de revisão. pois possui cláusulas pétreas.1. CF/67. nove títulos. Diz respeito a mudanças na Constituição. ORDENAMENTO JURÍDICO: É a somatória da Constituição e das demais normas infraconstitucionais.4 Direitos Políticos c) Quanto à Origem: A nossa Constituição é popular (houve uma eleição para o órgão constituinte e a Constituição foi promulgada). Obs. b. 3. ADCT.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 17/02/2009 Aula: 1° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. Direitos sociais d. pois tem um processo de mudança formal. complexo.Senadores *Lei ordinária: uma votação em cada casa do Congresso Nacional por maioria simples. alteralidade. 60. solene.

Ex. Ex. mas podem ser retiradas. ou seja. Aparecerá expressões referente à palavra lei. pois estão escritas na constituição. 5. Contida (Redutível ou restringível) É uma norma que não depende de regulamentação (de norma infraconstitucional).Programática. VII do Art. Do desporto. possuem aplicabilidade direta. 3. -2– . Separação dos poderes. possuem aplicabilidade direta. Ex. Do Índio etc. Conteúdo das normas Constitucionais a) Normas materialmente Constitucionais São aquelas que estruturam o Estado. programas sociais – Aposentadoria. Ex. Dicas: O verbo da norma é o verbo ser no presente do indicativo. integral e independente.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 4. 3. mas podem contrariar formalmente.: As normas Constitucionais antigas não podem contrariar materialmente.§3 do Artigo 2º da LICC (Decreto Lei).2 Desconstitucionalização: A nova Constituição recebe a anterior como norma infraconstitucional. de “acordo com a lei”. imediata. como nos termos da lei de acordo com a lei etc. -Institutiva: é a possibilidade da criação de órgãos. Limitada São aquelas normas que dependem de regulamentação (lei ou ato) para ter aplicabilidade. Aplicabilidade das normas Constitucionais (Efetividade ou Eficácia) 2: 48 a Todas as normas Constitucionais possuem eficácia no plano abstrato independentemente de terem sido regulamentadas. Dicas: Via de regra o verbo da norma é o verbo ser no presente do indicativo. mas a Constituição Federal autoriza o Legislador ordinário (Congresso Nacional a reduzir direito previsto na Constituição). integral e independente. b) Normas Formalmente Constitucionais: São aquelas chamadas de constitucionais.3 Represtinação: A nova Constituição revigora ou revalida a Constituição normas infraconstitucionais que a Constituição anterior havia revogado. . ou seja. Dicas: O verbo da norma é voltado para o futuro. Plena É uma norma que não depende de regulamentação (de norma infraconstitucional). pois não afetam a estrutura do estado. imediata. Represtinação no plano infraconstitucional: 1º caso: Lei revogadora revoga lei revogadora e expressamente revigora a primeira lei revogada . Não aparecerão expressões como nos “termos da lei”.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 17/02/2009 Aula: 1° Obs. 2º caso: O STF declara inconstitucional lei revogadora revigorando a lei revogada (não é necessário previsão expressa). 37 da CF. Normas Constitucionais quanto à eficácia. Direitos e garantias fundamentais.

O Senado somente será casa iniciadora para alteração da Constituição se a iniciativa partir dos Senadores.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 17/02/2009 Aula: 1° 6. 34/36 a. “caput” cada município pode fazer a sua lei orgânica.2 Estado de Defesa . 8. Cada estado membros. É a possibilidade de alteração da Constituição. incondicionado. 7. I . §1º a. 7. 32 O DF pode fazer a sua lei orgânica.Art. Art. 3º do ADCT – Emenda Constitucional de revisão: 05 anos da promulgação por maioria absoluta do CN em sessão unicameral. ilimitado. “O povo elege a Assembleia Nacional Constituinte para fazer uma Constituição”. É o poder para fazer à primeira ou uma nova Constituição para um Estado. respeitando a Constituição Federal e a Constituição Estadual. Poder Constituinte: Originário/1º grau/Genuíno/Primário Derivado de Reforma/ Derivado Decorrente/ Secundário Federativo 2ºgrau/Reformador/ Emendabilidade/Revisão/secund ário de Mudança É a possibilidade dos entes federativos elaborarem suas normas fundamentais. Ex. sendo a Câmara será a casa revisora.3 Estado de Sítio – Art. Limitações às Emendas Constitucionais a) Limitações Circunstanciais – Art. CUIDADO: Não existe sanção nem veto de emenda constitucional.2 Sistema de Aprovação A Constituição é modificada pelo Congresso Nacional. -Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Não é mais utilizado Características: inicial. “caput”.3 Promulgação Mesa da Câmara e a Mesa do Senado Federal com o respectivo número de ordem.1/3 da Câmara ou do Senado (1/3 de uma casa ou de outra). absoluto. 60 da CF/88 39: 45 a 1:23: 30 7. soberano. 25. 136 a. 29. 60. composto por duas casas com 3/5 em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional. 7. 60 da CF é o utilizado atualmente. -Art.1 Intervenção Federal – Art. Art. por decisão do STF. manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. desde que respeite a Constituição Federal. faz a sua própria Constituição respeitando a Constituição Federal. Das emendas Constitucionais – Art.1 Projeto de Emenda Constitucional: Legitimados: Art. 60. 137/139 -3– . II – Presidente da República III – Mais da metade das Assembléias Legislativa. Ex.

Para buscar a regulamentação pode-se utilizar de um mandado de injunção ou uma ação direta de inconstitucionalidade supridora da omissão ou por omissão. Controle de Constitucionalidade Conceito: É a verificação da compatibilidade vertical que necessariamente deve existir entre as normas infraconstitucionais e Constituição.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .o voto direto. Sessão Legislativa= 02 de Fevereiro a 22 de Dezembro. porém não existe em face de lei orgânica. Direito de greve – Art. 60.a forma federativa de Estado.1 Cláusulas pétreas expressas ou explícitas – incisos do §4º do Artigo 60. somente poderá ser apresentada em uma próxima sessão. b) Limitação Temporal para a reapresentação da PEC – Art.os direitos e garantias individuais. Inconstitucionalidade são atos contrários a Constituição. I . universal e periódico (a obrigatoriedade do voto não é claúsula pétrea). c. 9. 127 (MP instituição permanente) e 142 (Forças Armadas permanentes) da CF/88. sendo possível também Inconstitucionalidade contra a Constituição e a lei orgânica. pois havendo um confronto de normas prevalecem as normas Constitucionais. 9. III . 9.a separação dos Poderes. Ex. IV .do Distrito Federal. Pode ter sido violada a iniciativa. 37. Ex.3 Inconstitucionalidade por Omissão: Existe uma norma Constitucional de eficácia limitada não regulamentada. Art. secreto. O Controle de Constitucionalidade existe em decorrência do Princípio da Supremacia da Constituição. §5 Se a PEC for rejeitada ou prejudicada não poderá ser apresentada na mesma sessão legislativa. c) Limitação material às Emendas Constitucionais / Claúsulas Pétreas / Cerne Fixo / Núcleos Constitucionais intangíveis / Claúsulas Inabolíveis / Claúsulas Inamovibilidade / Claúsulas Inamovíveis: São partes da Constituição que não podem ser modificadas visando à redução de direitos. 9.1 Inconstitucionalidade por Ação material: existe norma que contraria um direito previsto na Constituição. c.2 Inconstitucionalidade por Ação formal: existe norma infraconstitucional que contraria um procedimento previsto na Constituição.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 17/02/2009 Aula: 1° As três situações são criadas por decreto do Presidente da República. VII da CF/88. II . nesse caso seria caso de legalidade. -4– .2 Cláusulas pétreas implícitas (contexto da norma na Constituição) – incisos do §4º do Artigo 60. o sistema de aprovação ou espécie normativa.

3) Com relação ao STF e ao controle de constitucionalidade das leis. a Constituição Federal de 1988 pode ser classificada como A flexível. B norma de eficácia limitada. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.3. por admitir alteração de seu conteúdo. (OAB/CESPE – 2007. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. GABARITO: 1. assinale a opção correta.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 17/02/2009 Aula: 1° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. (OAB/CESPE – 2004. em abstrato e com efeito erga omnes. exceto com relação às cláusulas pétreas. D o exercício do poder constituinte decorrente restou limitado ao período de revisão constitucional. D rígida. 3. 2. B semi-rígida. C é necessário maioria qualificada para realizar alteração do texto constitucional. A No sistema constitucional brasileiro. não cabe ao juiz a declaração de inconstitucionalidade de lei. D quase-norma. 4.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . pois até hoje permanece sem regulamentação. B Ao julgar apelação interposta com fundamento na inconstitucionalidade de lei. pois inexistem sanções aplicáveis em razão do seu descumprimento. por não admitir a alteração dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias. a turma do tribunal pode declarar a inconstitucionalidade desta e afastar a sua incidência no caso concreto. B a elaboração de emendas à Constituição envolve procedimentos e requisitos específicos que tornam a modificação do texto constitucional mais difícil que a alteração da legislação ordinária ou complementar. porque a criação do referido tribunal não depende apenas de decisão do legislador brasileiro. 3.SP) Quanto ao processo de mudança. a partir de sua publicação na imprensa oficial. (OAB/CESPE – 2004. C O controle incidental é a prerrogativa do STF de declarar. -5– . por admitir alteração por iniciativa não só dos membros do Congresso Nacional. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública. D O STF poderá. como também do presidente da República. C transitoriamente rígida.ES) A Constituição da República é rígida porque A contém cláusulas pétreas. C norma programática. 4.C. (OAB/CESPE – 2006. por admitir a alteração de seu conteúdo por meio de processo mais rigoroso e complexo que o processo de elaboração das leis comuns.ES) A disposição constitucional que determina que “o Brasil propugnará pela formação de um tribunal internacional dos direitos humanos” é uma A norma de eficácia contida. 2. aprovar súmula que. que é da competência exclusiva dos tribunais.D.D. B.

c/c Art.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 03/03/2009 Aula: 2° TEMAS TRATADOS EM SALA Controle de Constitucionalidade 1.3 Controle Difuso/Aberto/Norte Americano/No caso Concreto/Controle incidental: dentro de um processo”/ Controle Subjetivo/Entre partes: qualquer pessoa poderá utilizá-lo. 49. Algo contrário a Constituição Federal DICAS: Nomes: Controle Reservado/ Austríaco.: Não existem proibições para que o poder judiciário realize o controle preventivo de constitucionalidade (projeto de lei federal inconstitucional que contrariou o processo legislativo – Ex. projeto de lei federal estabelecendo a pena de morte em tempo de paz e que violou o processo legislativo – não passou por uma das Comissões de Constituição e Justiça da Câmara ou do Senado – Deputado Federal ou Senador através de Advogado proporia um Mandado de Segurança). Proposta de emenda constitucional somente terá controle de constitucionalidade realizado pelo poder legislativo através das CCJ – PEC não tem sanção nem veto. 1. § 1º da CF) Obs. no todo ou em parte. por via de ação. X. No Brasil . 52. parágrafo 5° .: O Poder judiciário através do julgamento de um MS fará o controle preventivo. DICAS: O poder legislativo pode realizar o controle repressivo nas seguintes situações: 1ª O congresso nacional pode rejeitar medida provisória. IV da CF/88. Mandado de Injunção. Posterior ou Sucessivo. “Habeas Corpus”. 66. 2ª Sustar os atos do presidente da república que exorbitem o poder regulamentar . 62. o controle preventivo é exercido pelo Poder Legislativo (Comissão de Constituição e Justiça). V. 84. Obs.1 Preventivo. o controle é feito sobre o projeto de Lei.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Controle objetivo. Priorístico: Opera antes que um ato se aperfeiçoe. Em Tese.Art. perante qualquer magistrado.4 Controle Concentrado/ : Pessoas do Artigo 103 da CF/88. 2 Controle Repressivo “A Posteriori”. Mandado de Segurança. 3ª O Senado Federal pode suspender a execução. inclusive no próprio STF – Eficácia entre as partes. -1– . e pelo Poder Executivo por meio do veto presidencial por inconstitucionalidade (art. 1. “A priori”. ou seja. É realizado sobre uma lei/ato normativo ou efetivo. CF/88. Efeitos: “Erga Omnes” e vinculante. salvo a ADIN Interventiva Federal que poderá ser proposta somente pelo Procurador Geral da República. pois não tem nem relevância nem urgência – Art. Abstrato. Por via de Ação Direta. Poder judiciário: 1. Fechado. após a promulgação de uma lei. DICAS: Ex: Recurso Extraordinário. de lei declarada inconstitucional por controle difuso julgado pelo STF – Art.

ADPF Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental Lei 9882/99. Intervenção Federal: A União deverá fazer uma intervenção em um Estado Membro ou no Distrito Federal (quando qualquer destes violar os princípios constitucionais sensíveis (expressos) – Art. Conselho Federal da OAB. 103. Efeitos: “Erga Omnes” e Vinculante. 103 da CF/88 Foro: STF Quorum de instalação: 2/3 (08 ministros) Quorum de aprovação maioria absoluta: (06 ministros). Inclusive anterior a Constituição Federal de 1988. Cometido por um órgão público.§2° do Art. Legitimidade Ativa . Efeitos: “Ex Tunc” “Erga Omnes” e Vinculante. (quando houver uma norma constitucional de eficácia limitada não regulamentada).5 Resumo das Ações do Controle Concentrado: ADIN/ADI Genérica ADIN/ADI ADIN/ADI Supridora da Interventiva Omissão / ADIN Federal por Omissão Quando houver uma inconstitucionalidade por omissão. Legitimidade Ativa – Art. Foro: STF Quorum de instalação: 2/3 (08 ministros) Quorum de aprovação maioria absoluta: (06 ministros).OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Art.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 03/03/2009 Aula: 2° 1. 103: pessoas prevista neste artigo. Ex. Legitimidade Ativa: Somente o Procurador Geral . 34. -2– . CF/88. da República. Efeitos:”Erga Omnes” e Vinculante”. Quorum de Omissão de Poder aprovação Competente maioria absoluta: (06 ministros) + Decreto do Presidente da República. REGRA: “Ex Tunc” (pode ser dado efeito “ex nunc” – manifestação de 2/3 dos ministros). Efeitos: “Ex Nunc” para a criação do Decreto e “Ex tunc” para os casos concretos onde houve violação da CF. Foro: STF CF/88 Omissão de Órgão Quorum de Administrativo instalação: 2/3 deverá faze-lo em (08 ministros) 30 dias. VII. ADECON/ADECO ou ADC Ação Declaratória de Constitucionalidade Quando houver lei ou ato normativo federal inconstitucional. Quando houver violação de preceito fundamental. Legitimidade Ativa – Art. 103 da CF/88 Quorum de instalação: 2/3 (08 ministros) Quorum de aprovação maioria absoluta: (06 ministros). Legitimidade Ativa – Art. Quando houver uma lei ou ato normativo Federal ou Estadual inconstitucional. 103 da CF/88 Foro: STF Quorum de instalação: 2/3 (08 ministros) Quorum de aprovação maioria absoluta: (06 ministros).

§ 3 da CF/88 Requisitos: Plebiscito (Consulta Prévia) + Uma lei complementar feita pelo Congresso Nacional. Obs. -ADIN Supridora de Omissão X Mandado de Injunção Quando houver uma inconstitucionalidade por omissão Controle concentrado – Controle difuso Legitimidade art. 96 da ADCT. CF/88 Art. 18. 19. -ADIN sobre o tema: 2240. Quorum de aprovação maioria absoluta Decreto do Governador do Estado. Vedações do Estado Federal Brasileiro – Art.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 03/03/2009 Aula: 2° Dicas da ADIN Genérica É possível tal ação em Emenda Constitucional.2 Criação de Novos Municípios . Lei Estadual -Emenda Constitucional 57/2008 – Art. 3.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . FEDERALISMO Conceito: é a divisão de competências entre os entes federativos. Medida Provisória e de Lei Distrital que tenha conteúdo Estadual. Cuidado: Modulação dos efeitos ou mudança dos efeitos – É possível quando relevante interesse público e manifestação de 2/3 do STF. – perante o STF. -3– . A República Federativa do Brasil é a somatória dos Estados Membros + DF + Municípios – Art. 18.: Cautelar em ADIN E ADECON e liminar em ADPF “Ex nunc” julgado o mérito poderá retroagir. STJ etc. Estudo de viabilidade do município. pois não temos uma religião oficial estabelecida pela Constituição. Estados membros e Distrito Federal e Municípios. -ADIN Interventiva Estadual (intervenção do Estado Membro em um Município. O Brasil adotou a forma Federativa de Estado. 3316 e 3689. 4. 103 – Qualquer pessoa que teve um STF direito lesado. Consulta prévia (Plebiscito). I: é a justificativa pra o Brasil ser um Estado laico. 2.1 Criação de Novos Estados – Art. Lei complementar federal estabelecendo prazo para a criação dos novos municípios. 2. Pertinência temática = justificativa para propositura da ação.Art. 2. 3. 1. 2. quando aquele violar principio Constitucional sensível da Constituição Estadual) Procurador Geral de Justiça Foro – TJ Quorum de instalação: 2/3 dos Desembargadores. 18 – Organização Político Administrativa da República Federativa do Brasil é formada pela União. § 4 da CF/88: Requisitos: 1.

2 Comum: Todos os entes federativos – Art. tempo de fila em banco. §3. 19. .Art.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 03/03/2009 Aula: 2° Cuidado: é possível o Estado Brasileiro se relacionar com uma religião para a colaboração do interesse público (entidades filantrópicas). Cf/88 – regras de aplicação – regras: . da CF/88 desde que seja em interesse local suplementando a legislação federal e estadual no que couber.5) Residual (entenda Estadual) – Art. I . 24. 25. 21. CF/88 A União faz normas gerais através de leis federais. LEGISLAÇÃO DE AULA . Estados. III . da CF/88: União. §4. §1. §1. II Fé Pública dos Documentos Um ente federativo não pode recusar fé aos documentos públicos de outro ente federativo.Art.3 ) Concorrente – Art. Repartição das Competências Constitucionais a) Competência Administrativa/Não Legislativa/ Material a.: Cuidado: Não se confunde com ações afirmativas: são ações realizadas pelo Estado para beneficiar grupos de pessoas que foram prejudicadas historicamente. 24. 30.6) Cumulativa – Art. 19.Art.Art.Veda a discriminação: um ente federativo não pode criar distinções e preferências entre nacionais. funcionamento de estabelecimento comercial. §2. da CF/88 b.4) Interesse local: o Município poderá legislar – Art. . b) Competência Legislativa: b.CONSTITUIÇÃO FEDERAL . 24. . b.Art. 4. CF/88 A lei federal feita depois suspende a eficácia da estadual no que lhe for contrário.Art.1) Exclusiva: só a União – Art. mas cabe delegação aos Estados mediante lei complementar sobre questões específicas. 23.Lei 9.868/99 -4– . Ex. 24. 21. CF/88 a. §1.1 Exclusiva: Só a União –Art. b. CF/88 Os estados podem suplementar a legislação federal . . Rodízio. Obs. 24. 32. CF/88 b. CF/88 Não existindo lei federal os Estados legislam plenamente para atender suas peculiaridades.2) Privativa: só a União. Distrito Federal e Municípios.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . b.

quando este veta projeto de lei.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 03/03/2009 Aula: 2° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . da lei ou ato normativo declarado inconstitucional por decisão definitiva do STF.SP) O controle concentrado da constitucionalidade das leis é exercido pelo A) presidente da República. podendo.A. (OAB/CESPE – 2007. 2. quando este julga mandado de segurança coletivo. 3. em decorrência de decisão de dois terços dos membros do STF.D. C) tribunal de justiça do estado.3. discute-se o caso concreto. C) Os efeitos devem ser inter partes. no todo ou em parte. de modo a desfazer.SP) O Supremo Tribunal Federal não tem admitido o controle por meio de ação direta de inconstitucionalidade de A) decreto autônomo. ser ampliados por motivos de segurança jurídica ou de excepcional interesse social. quando este julga ação direta de inconstitucionalidade. assinale a opção correta. B) emenda à Constituição. de forma retroativa. GABARITO: 1. B) Supremo Tribunal Federal (STF). desde sua origem. D) Os efeitos se tornarão ex tunc a partir do momento em que o Senado Federal editar uma resolução suspendendo a execução. A) Os efeitos da declaração de inconstitucionalidade afetam somente as partes envolvidas no processo. pois somente a este cabe assegurar a supremacia das normas constitucionais. quando este julga recurso extraordinário. (OAB/CESPE – 2007.3) No controle de constitucionalidade de ato normativo pela via difusa. o ato declarado inconstitucional. juntamente com todas as conseqüências dele derivadas. C) tratado internacional incorporado à ordem jurídica brasileira.C. A respeito desse controle. 3.3. (OAB/CESPE – 2007. D) norma constitucional originária. 2. B) A declaração de inconstitucionalidade terá efeitos ex tunc e erga omnes por decisão do STF. em regra. -5– . entretanto. D) juiz singular de primeiro grau.

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TEMAS TRATADOS EM SALA -INTERVENÇÃO FEDERAL – Art. 34/36 CF/88 -ESTADO DE DEFESA – Art. 136 Art. 140/141 -ESTADO DE SÍTIO – Art. 137 /139 Coincidência entre os três: 1º São criados por decreto pelo Presidente da República. Se for adotado outra espécie normativa haverá uma inconstitucionalidade formal. 2º Os três são conhecidos por legalidades extraordinárias temporais; 3º São conhecidos como limitações circunstanciais; 4º Via de regra devem ser ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional e existe controle político feito pelo Congresso Nacional, salvo no caso de intervenção federal por requisição judicial. 1. DICAS DE INTERVENÇÃO FEDERAL: ADIN interventiva federal ou o Estado membro ou Distrito Federal desrespeitou principio constitucional sensível - Art. 34 VII, alíneas: b, c, e da CF/88. CUIDADO: A União só pode intervir diretamente em Municípios se eles forem localizados em territórios federais - Art. 35. Intervenção Federal Anômala: É a intervenção realizada pelos municípios localizados em territórios federais, que atualmente não existem. Se formaliza por intermédio de um decreto interventivo, que deve especificar a sua amplitude, prazo e as condições de execução. 2. ESTADO DE DEFESA – Art. 136 Quando ocorrer ameaça a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional (no Estado no País). Consiste na instauração de uma legalidade extraordinária por tempo determinado. Para a realização do estado de defesa haverá 2 controles, o controle político exercido pelo Congresso Nacional e Jurisdicional, onde os órgãos do poder judiciário irão analisar se os executores da medida não incorreram em abusos e ilícitos. PRAZO: 30 dias prorrogáveis por + 30 dias Direitos que podem ser limitados no estado de defesa: -Direito de Reunião -Sigilo de Correspondência -Comunicações Telegráficas e telefônicas

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3. DICAS DO ESTADO DE SÍTIO – Art. 137 /139 No estado de sítio o Presidente solicita autorização ao Congresso para decretá-lo. Situações que autorizam o Estado de Sítio.: -Comoção grave de repercussão nacional / ineficácia do estado de defesa ou por declaração de estado de guerra ou resposta a agressão estrangeira. No caso de conversão de estado de defesa em estado de sítio. Nesse caso o estado de sítio é de não mais de 30 dias a cada decretação. Nessa situação os direitos do Art. 139 podem ser violados: Também é caso de estado de sitio declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. Nesse caso não há limite nem prazo. (é caso de brasileiros contra estrangeiros) Também será exercido controle político e jurisdicional. 4. SEPARAÇÃO DOS PODERES 4.1 PODER LEGISLATIVO NO BRASIL – Art. 44 ao 75
Esferas Câmara dos Deputados Há Mesa Representantes Deputados Federais Mínimo de 8 por UF e Máximo de 70, proporcional a população do estado. Senadores Federais Representam os estados membros e o DF 03 por unidade federativa (81) Deputados Estaduais Deputados Distritais Vereadores (Edil) Representam Mandato 04 anos Troca todos Sistema de Eleição Proporcional

Povo

Federal

Congresso Nacional bicameralismo Há Mesa

Senado Federal Há Mesa Estadual Assembléia Legislativa Há Mesa Câmara Legislativa Há Mesa Câmara Municipal Há Mesa 26 Assembléia s 01 Câmara legislativa + de 5.560 Câmaras Municipais

26 Estados Membros + DF (27 UF) Povo

08 anos 1/3 por 2/3

Majoritário Simples ou Relativo

04 ANOS Troca todos 04 ANOS Troca todos 04 ANOS Troca todos

Proporcional

Distrital DF Municipal

Povo

Proporcional

Povo

Proporcional

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4.2. As Mesas: São órgão diretivos das casas legislativas. A mesa é eleita por seus pares. Parlamentar vota em Parlamentar para a eleição da mesa respectiva. CUIDADO: Só na esfera federal temos três tipos de mesas: A mesa da Câmara dos Deputados A mesa Senado Federal A mesa Congresso nacional A mesa do Congresso nacional é a somatória da mesa da Câmara dos Deputados + a mesa Senado Federal, sob a presidência do presidente da mesa do Senado Federal. Obs.: O presidente da mesa é o presidente da casa. Uma Emenda a Constituição Federal é promulgada pela mesa da Câmara dos Deputados e pela mesa Senado Federal – Art. 60, §3º. Cada mesa possui 01 Presidente 02 Vices 04 Secretários Importante: Ler Emendas: 45, 50, 52, 54 e 57. A mesa participa da perda do mandato será declarada de ofício pela mesa da respectiva Casa. 5. COMISSÕES PARLAMENTARES Função de otimizar. Podem ser permanentes, mistas, especiais e de inquérito. De acordo com o STF nenhuma CPI no país pode: 1º Determinar a Interceptação telefônica; 2º Expedir mandado de Prisão; 3º Mandado de busca e apreensão; -Estas são matérias de reserva jurisdicional. De acordo com o STF as CPI’s Federais podem: Determinar diretamente aos órgãos desde que o façam fundamentadamente as seguintes quebras: 1º Quebra de sigilo telefônico; 2º Quebra de sigilo bancário; 3º Quebra de sigilo fiscal. -Tais poderes foram estendidos às CPI’s Estaduais e Distritais. -As CPI’s Municipais se quiserem realizar tais poderes devem requerer ao juiz criminal da comarca. -Cada CPI investiga aquilo que o respectivo legislativo pode legislar ou fiscalizar. -Somente as CPI’s da Câmara Legislativa podem investigar matérias Estaduais e Municipais ao mesmo tempo. 6. Sessão Legislativa / Sessão Legislativa Ordinária É o funcionamento anual do Congresso Nacional. Período: 02 de fevereiro até 17 de julho e 01 e agosto até 22 de dezembro. Recesso: 18 até 31 de julho e de 23 de dezembro a 01 de fevereiro.

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Legislatura é o período de 04 anos. Só no 1º ano da legislatura a sessão legislativa começa em 01 de fevereiro. Portanto o recesso anterior termina dia 31 de janeiro – Art. 57, CF/88. Sessão legislativa Extraordinária: São as convocação durante o recesso. Só poderão ser votados os projetos objetos de convocação, salvo se existirem medidas provisórias pendentes de votação. Se uma medida provisória ou uma PEC forem rejeitadas em uma sessão legislativa so pdem ser votadas novamente na próxima sessão legislativa – Art. 60, § 5º e Art. 62,§ 10. IMUNIDADE PARLAMENTAR – ART. 53, CF Divide-se em: - imunidade absoluta/material/inviolabilidade = os parlamentares são imunes civil e penalmente (criminalmente) por suas opiniões, palavras e votos no exercício da atividade parlamentar. Todos os parlamentares tem essa proteção nas suas circunscrições. - imunidade formal/relativa/propriamente dita = é a possibilidade de suspensão da prisão e do processo por maioria absoluta dos membros da respectiva casa. CUIDADO = VEREADOR NÃO TEM ESSA PROTEÇÃO. NÃO ESTÁ PREVISTA NA CF. Dica de prova = suspenso o processo será a suspensa a prescrição durante aquele mandato. Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante delito de crime inafiançável. (art. 53, CF) TRIBUNAIS DE CONTAS – Art. 70 a 75, CF Os tribunais de contas não fazem parte do Poder Judiciário. O Tribunal de Contas auxilia o Poder Legislativo na fiscalização das contas públicas da administração. Quem julga as contas do Presidente da República é o Congresso Nacional. Cuidado: não podem ser criados novos Tribunais de Contas Municipais (art. 31, §4º, CF) Os municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro, possuem tribunais de contas municipais, pois foram criados antes da CF/88. ESPÉCIES NORMATIVAS – Art. 59 a 69, CF Emendas Constitucionais As emendas constitucionais estão no art. 60 (tema tratado na aula de Poder Constituinte). O rol de pessoas que podem fazer uma PEC (proposta de EC) estão no mesmo artigo. Lei Ordinária O mesmo que lei comum ou lei federal. Será aprovada por maioria simples ou relativa (maioria dos presentes na votação). Para se votar por maioria simples, é necessário no mínimo, a presença da maioria absoluta. Ex: 200 membros Precisam estar presentes 101 e serão necessários 51 votos para aprovação. Lei Complementar Sua aprovação se dá por maioria absoluta (total dos membros) – art. 69, CF, sob pena de inconstitucionalidade.
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Maioria absoluta: primeiro número inteiro depois da metade do total de membros. Ex: 200 membros Possui especificidade de matéria. Se a CF determina “mediante lei complementar”, não posso usar outra espécie normativa, sob pena de cometer uma inconstitucionalidade. O STF entende que se a norma diz “nos termos da lei”, está se referindo a uma lei ordinária. Nesse caso, se o Congresso optar pela lei complementar, não será inconstitucional. Porém, no futuro, uma lei ordinária pode revogar a lei complementar porque na origem a matéria é de lei ordinária. Medida Provisória – art. 62, CF e EC 32/2001 São editadas pelo Presidente da República e seus requisitos são relevância e urgência. A MP é convertida em lei ordinária. As matérias de lei complementar não podem ser tratadas por medida provisória. Se o projeto de lei estiver na fase de sanção ou veto não pode ser editada medida provisória. O prazo de vigência da MP é de 60 dias, prorrogáveis por mais 60 dias. Cuidado! Se a MP aproveitar o prazo de recesso, ela poderá viger por mais de 120 dias porque durante o recesso a MP continua vigendo e seu prazo fica suspenso. As MPs que existiam até 11/09/2001 não tem prazo. É como se lei fossem (art. 2º, EC 32). Cuidado! Uma MP pode ser rejeitada pelo Congresso Nacional pois ela não tem nem relevância e nem urgência. Para isso, deverá editar um decreto legislativo para reger das relações até então existentes. Lei Delegada – art. 68, CF Também é editada pelo Presidente da República e depende de prévia autorização do Congresso Nacional, que será dada através de resolução MP (Art. 62 Temporária Relevância e urgência -------------------------Muitas Lei Delegada (art. 68) Definitiva ------------------------Depende de prévia autorização Poucas

Decreto Legislativo – Art. 49, CF Feito pelo Congresso Nacional a respeito das matérias de sua competência. Tratados internacionais são ratificados pelo Congresso por Decreto Legislativo Resolução Pode ser da Câmara, do Senado ou do Congresso Nacional. São espécies normativas que as Casas Legislativas podem adotar para tratar de seus assuntos. O Senado, através de resolução, pode suspender no todo ou em parte, a execução de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do SFT em controle difuso de constitucionalidade. (Ver art. 52, X, CF). PODER EXECUTIVO NO BRASIL – PEB ( Art. 76 a 91, CF) PEB Federal 1 Presidente da República (brasileiro nato) 1 + Vice (brasileiro nato) Mandato: 4 2 anos sistema de eleição majoritário absoluto3 PEB Estadual 26 Governadores + Vice e 1 Governador Distrital Mandato: 4 anos2 majoritário absoluto PEB Municipal + 5.560 Prefeitos + Vice Mandato: 4 anos2 Municípios com + de 200.000 eleitores: majoritário absoluto Municípios com até inclusive 200.000 eleitores: majoritário simples ou relativo 4 1 Dos cargos eletivos privativos de brasileiro nato, são apenas Presidente da República e Vice O mandato do Poder Executivo é de 04 anos sendo possível uma reeleição para o período subseqüente.
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É possível uma reeleição para um período subseqüente. NÃO é cláusula pétrea o tema reeleição. Majoritário absoluto: pode ter um ou dois turnos ► 1º turno: 1º domingo de outubro; 2º turno: último domingo de outubro. Se no 1º turno o candidato conseguir a maioria absoluta de votos válidos, não terá 2º turno, caso contrário, o segundo turno ocorrerá entre os dois candidatos mais votados. Posse presidencial: 1º de janeiro com uma tolerância de 10 dias. O critério de desempate é a idade. 4. Majoritário simples ou relativo: só tem um turno e é realizado no 1º domingo de outubro e vence o candidato mais votado. Cuidado: esse sistema também é usado para eleição de senadores
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QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. (OAB/CESPE – 2007.3) No controle de constitucionalidade de ato normativo pela via difusa, discute-se o caso concreto. A respeito desse controle, assinale a opção correta. A) Os efeitos da declaração de inconstitucionalidade afetam somente as partes envolvidas no processo, de forma retroativa, em regra, de modo a desfazer, desde sua origem, o ato declarado inconstitucional, juntamente com todas as conseqüências dele derivadas. B) A declaração de inconstitucionalidade terá efeitos ex tunc e erga omnes por decisão do STF, pois somente a este cabe assegurar a supremacia das normas constitucionais. C) Os efeitos devem ser inter partes, podendo, entretanto, ser ampliados por motivos de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, em decorrência de decisão de dois terços dos membros do STF. D) Os efeitos se tornarão ex tunc a partir do momento em que o Senado Federal editar uma resolução suspendendo a execução, no todo ou em parte, da lei ou ato normativo declarado inconstitucional por decisão definitiva do STF. 2. (OAB/CESPE – 2007.3.SP) O controle concentrado da constitucionalidade das leis é exercido pelo A) presidente da República, quando este veta projeto de lei. B) Supremo Tribunal Federal (STF), quando este julga recurso extraordinário. C) tribunal de justiça do estado, quando este julga ação direta de inconstitucionalidade. D) juiz singular de primeiro grau, quando este julga mandado de segurança coletivo. 3. (OAB/CESPE – 2007.3.SP) O Supremo Tribunal Federal não tem admitido o controle por meio de ação direta de inconstitucionalidade de A) decreto autônomo. B) emenda à Constituição. C) tratado internacional incorporado à ordem jurídica brasileira. D) norma constitucional originária. 4. (OAB/CESPE – 2007.3) Com relação à disciplina constitucional das medidas provisórias, assinale a opção correta. A) Medida provisória pode versar sobre matéria relativa a direito penal. B) O STF não admite, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, o controle de constitucionalidade de medidas provisórias. C) É de trinta dias o prazo máximo para a apreciação, pelas duas casas do Congresso Nacional, de medida provisória. D) As constituições estaduais podem prever a edição de medidas provisórias, cumpridas as regras básicas do processo legislativo no âmbito da União. GABARITO: 1.A; 2.C; 3.D. 4.D

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TEMAS TRATADOS EM SALA 1. Poder Executivo (Continuação) – Art. 76 até 91 1.1 “Impeachment” (Impedimento) Deve ser entendido como o processo pelo qual o Poder Legislativo pune a conduta da autoridade pública que cometeu crime de responsabilidade, destituindo-o do cargo e impondo-lhe uma pena de caráter político - Art. 85, CF/88 – Lei Federal 1.079 e 1950. Art. 52, I e II – outras hipóteses de outras pessoas que podem cometer crime de responsabilidade. 1.1.1 Processo de “Impeachment” (Impedimento) – Art. 86

1° Fase: Após admitida a acusação feita por qualquer cidadão, haverá o Juízo de admissibilidade, onde é verificada a materialidade, realizado pela Câmara dos Deputados. (2/3 dos seus membros – 342 deputados). 2° Fase: Julgamento realizado pelo Senado Federal – (2/3 dos membros – 54 Senadores) – Este julgamento será presidido pelo presidente do STF. -Iniciada a segunda fase o presidente da República fica suspenso de suas funções por 180 dias. 3° Fase: Punição. O presidente perde o cargo e fica inabilitado para as funções públicas por 08 anos. Dica: Cuidado ele pode votar, mas não pode ser votado. Mantém-se alistável, mas inelegível. 2. Poder Judiciário – Art. 92 ao 126 (93,95,97,102 ao 105 e 109). 2.1. Garantia Constitucional dos Magistrados – Art. 95 Vitaliciedade: é uma proteção dada ao cargo do magistrado. a) Aquisição: magistrado concursado (após 02 anos de efetivo serviço, efetivo exercício, a partir da posse); b) Ingresso pelo quinto constitucional – Art. 94 (adquire a vitaliciedade na data da posse). 1/5 dos Tribunais de justiça e dos TRFs – Advocacia e do Ministério Público. OAB elabora uma lista sêxtupla O Tribunal reduz para uma lista tríplice e o chefe do poder executivo nomeia um, para o ingresso pelo quinto constitucional. Obs 1.: Justiça do Trabalho: – TST Art. 111-A, I –Art. 115, I – TRT Obs 2.: O Juiz vitaliciado só perde o cargo se contra ele houver sentença condenatória com trânsito em julgado. 2.2 Inamovibilidade: O juiz não será removido, salvo interesse público e maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça.

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(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. 52. "o". de 1999) d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais. precipuamente. b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado. dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho. originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. de 1999) d) o "habeas-corpus". o teto do funcionalismo público (subsídios do STF).3 Irredutibilidade dos subsídios: Os valores recebidos pelos magistrados não podem ser reduzidos. ou entre uns e outros. a guarda da Constituição. quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea "a". I. bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição. f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados. quando o coator for STJ – Competência Competência Originária Art. cabendo-lhe: I . os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União. do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal. c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. e. dos Comandantes da Marinha. 3. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I . a União e o Distrito Federal. o Vice-Presidente. f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. os dos Tribunais Regionais Federais. Ex. do Tribunal de Contas da União. ressalvado o disposto no art. o Presidente da República. os membros do Congresso Nacional.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente. i) o habeas corpus. STF – Competência e STJ – Competência STF – Competência Competência Originária Art. Compete ao Supremo Tribunal Federal.: pagamento de Imposto de Renda.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 02/04/2009 Aula: 4° 2. inclusive as respectivas entidades da administração indireta. o Distrito Federal ou o Território. do Exército e da Aeronáutica. e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. nestes e nos de responsabilidade. os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal. Obs.: O magistrado que perde o cargo quando houver sentença penal com trânsito em julgado – Interdição ou Improbidade administrativa. os membros dos Tribunais Superiores. salvo obrigação constitucional e legal. I. de 1999) c) os habeas corpus. 102. sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores. g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro.processar e julgar. do Exército ou da Aeronáutica. seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República. e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados. ou entre -2– . os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. originariamente: a) nos crimes comuns. o Estado. das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 105. pagamento de pensões ou indenizações. Ministro de Estado ou Comandante da Marinha. os Governadores dos Estados e do Distrito Federal. 102.processar e julgar. o mandado de segurança e o "habeas-data" contra atos do Presidente da República. de 1993) b) nas infrações penais comuns. ressalvado o disposto no art.

-3– . § 3° (EC 45/2004 – Lei 11. p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade. da Câmara dos Deputados. da Justiça Eleitoral. 102. da administração direta ou indireta. l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. entidade ou autoridade federal. do Tribunal de Contas da União. m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária.418/2006 alterou o CPC e incluiu os Arts. Deverá ser demonstrada em sede de preliminar. r) as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público. i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 22. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República. ou do próprio Supremo Tribunal Federal. econômico político e social que transcende a lide e contrarie uma Súmula do STF ou de um entendimento predominante deste. excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . de 1999) j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão. o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais. h) o mandado de injunção. 543-A e 543-B). n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados. facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais. de 2004) – Competência Ordinária: ROC – Inciso II -Recurso Especial : esgotar as instâncias anteriores 3. entre Tribunais Superiores. e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. das Mesas de uma dessas Casas Legislativas.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 02/04/2009 Aula: 4° Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal. ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. de 2004) – Competência Ordinária: ROC – Inciso II -Recurso Extraordinário: Necessário esgotar as instâncias anteriores autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal. q) o mandado de injunção. ou entre as deste e da União. da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal. de um dos Tribunais Superiores. do Congresso Nacional. do Senado Federal. ou entre estes e qualquer outro tribunal. Recurso Extraordinário -Repercussão geral para admissão do Recurso Extraordinário – Art. Existem questões relevantes do ponto de vista jurídico. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45.(Incluída pela Emenda Constitucional nº 45.

1 Efeito Vinculante: Vincula todo o poder judiciário e administração pública direta e indireta nas esferas Estadual. econômico. -4– .NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 02/04/2009 Aula: 4° 4.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . . 103. Com aprovação do Congresso Nacional. Quem pode propor? Pessoas previstas no Art. político e social.Súmulas vinculantes n° 14 5. Proteger alguém que estar preso ou ameaçado de ser preso. XXXIV. LXVIII. Tribunal Penal internacional -Adesão do Brasil ao TPI (Tribunal Penal internacional) -Criado pelo Estado de Roma. Constitucionalização dos Tratados e Convenções internacionais sobre direitos humanos -Art. . 5º. serão equivalentes a Emenda Constitucional 7. em dois turnos. 5° § 3° Constitucionalização de Tratados e Convenções internacionais sobre direitos humanos: é . -Reiteradas decisões em matéria constitucional.O DF também tem que obedecer -Cabível reclamação quando a súmula vinculante for descumprida. 3 da lei e comparar com o Art. elevar a matéria de condição constitucional. 5° LXXVIII . 4.Direito de petição = Art. Princípio da Celeridade ou Brevidade ou Razoável duração do processo – Art. 103-A. Remédios Constitucionais – Art. Há uma questão relevante do ponto de vista jurídico. Cuidado: Quem não está vinculado? . sediado em Haia -Julga: Os crimes de genocídio 8. 647 ao 667. Súmula Vinculante (questão relevante) -Art. CPP para a prova): não precisa de advogado. -Questão relevante do ponto constitucional. Todos os processos devem ser rápidos e céleres. CF . Federal e Municipal. por 3/5 nas casas do Congresso Nacional. 5º.da CF. Sumulas Importantes: -Uso de algemas – Súmulas vinculante n° 11 -Acesso amplo pelo defensor do representado aos documentos . 6. 5º. CF “a”: não tem formalismos e não precisa de advogado. 103-A da CF/88 -Lei 11. -Manifestação de 2/3 do STF (8 ministros) – Criada pelo STF. Tarefa: Copiar o Art.Hábeas Corpus = Art. CF (art.417/06 -Texto das 14 súmulas vinculantes.Somente poder legislativo em sua função típica.

Cargos privativos de brasileiro nato.os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. -é necessário advogado -Em algumas situações especiais o direito líquido e certo é demonstrado pela simples leitura da lei. -Mandado de Injunção – Art. -O Ministério Público não pode propor. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. 12. -Ação Popular . -Não há lei que o regulamenta. -É necessário advogado -Lei 4717/65 -Ação Civil Pública – Art.Art. consangüinidade + serviço para o país. CF: ter acesso e retificar informações do impetrante que estão em um órgão público ou de caráter público. 82 da Lei 8. 12° I – Natos . -5– . 12 e 13 Art. *Cargos privativos de brasileiro nato eletivos: Presidente e Vice-presidente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54.Art. “a” e “b”: . 5° LXIX e Lei n° 1. 5° LXXI . -Mandado de Segurança – Art. líquido e certo por autoridade pública. mas poderá assumir o andamento e dar execução a decisão da ação popular. É usado quando existir uma norma constitucional de eficácia limitada não regulamentada. Nacionalidade . MI 670/ES.078/90. Art. -Qualquer pessoa prejudicada pode se valer do mandado de injunção.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . LXXII. 129. É necessário advogado e é preciso esgotar todas as instâncias administrativas – Lei 9507/97. 9. -Mandado de Segurança Coletivo – Art. pela nacionalidade brasileira.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 02/04/2009 Aula: 4° . 40.Art. -É utilizada a mesma legislação do Mandado de Segurança. III -Lei 7347/85 – As pessoas legitimadas para propor estão previstas nesta lei.533/51: É cabível quando houver violação de direito . de 2007) . comprovados por documentos.Hábeas Data = Art. § 3° . não tem prova testemunhal e nem pericial. “a”. 5° LXXIII . depois de atingida a maioridade. Trata-se de controle difuso de constitucionalidade. 5° LXX. 5º.envolve o critério da consangüinidade – os filhos ganham a nacionalidade dos pais. § 4° e incisos. Ex. (Legitimidade ou legitimação superveniente). em qualquer tempo. “c” . -É cabível MI para o STF e STJ – Ex. É sinônimo de Inconstitucionalidade por omissão. 712 e 721 – Concedidos efeitos concretos. -Partido político com representação no Congresso Nacional -Organização sindical ou entidade de classe com pelo menos um ano em defesa dos interesses de seus membros ou associados.critério da Territorialidade – “ius solis” “b” . SPC e SERASA. Cuidado: De acordo com a jurisprudência o prazo de um ano pode ser dispensado pelo magistrado quando: diante do manifesto interesse social evidenciado pelo dano §1° do Art. -Qualquer cidadão (qualquer eleitor) é legitimado para propô-la.

O voto é facultativo: analfabetos. Direitos políticos – Art. CUIDADO: Banimento era o envio compulsório de nacionais para o estrangeiro.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 02/04/2009 Aula: 4° Extradição (envolve dois países) É o ato pelo qual um Estado entrega à Justiça de outro Estado um indivíduo acusado de um delito ou já condenado por considerá-lo competente para julgá-lo e puni-lo.1) Com relação ao Poder Judiciário. Brasileiro naturalizado poderá ser extraditado nos casos de crime comum praticado antes da naturalização. . salvo para os tribunais. ou seja. 2. -O voto é obrigatório para os maiores de 18 anos.º 45/2005. caberá argüição de descumprimento a preceito fundamental ao STF. QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. julgando-a procedente.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . A) Compete ao STF processar e julgar originariamente os mandados de segurança e habeas corpus impetrados contra o Conselho Nacional do Ministério Público. A) Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula vinculante aplicável ou que indevidamente a aplicar. poderá ser entregue ao TPI. Obs. D) Aos juízes é vedado exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou. (OAB/CESPE – 2007. -6– . e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula. conforme o caso. -Referendo (Consulta posterior). Clausula pétrea – Art. 5° XLVII. 14 ao 17 da CF -Alistabilidade: alistamento eleitoral (a pessoa se alista para poder votar – capacidade eleitoral ativa). 10. -Conscrito (homem em época do serviço militar obrigatório) não pode votar nem ser votado. B) Compete ao STF a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequátur às cartas rogatórias. B) Compete ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e os estados ou o DF. de acordo com o entendimento do STF. (OAB/CESPE – 2007. assinale a opção correta. que.: Brasileiro nato não sofre extradição. -Plebiscito (Consulta prévia). antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. mas não é clausula pétrea. D) Os conflitos entre servidores públicos temporários regidos pelo direito administrativo e a administração pública direta da União passaram a ser de competência da justiça trabalhista. anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial impugnada. assinale a opção correta.2) Acerca da organização do Poder Judiciário. por força do advento da Emenda Constitucional n. C) A atividade jurisdicional será ininterrupta. contra a ordem econômica-financeira e contra os consumidores são de competência da justiça federal. sendo vedadas férias coletivas. mas poderá sofrer a Entrega. maiores de 70 anos e os maiores de 16 anos e menores de 18. Ler: Leis n° 9882 e 9868 Amas de 1999 – Emendas Constitucionais 45 ao 57. . C) Os crimes cometidos contra o sistema financeiro. -Elegibilidade: ser votado – capacidade eleitoral passiva.

(OAB/CESPE – 2006. 2.D. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. que é da competência exclusiva dos tribunais. C) O controle incidental é a prerrogativa do STF de declarar. B) Ao julgar apelação interposta com fundamento na inconstitucionalidade de lei.D.3) Com relação ao STF e ao controle de constitucionalidade das leis. D) O STF poderá. assinale a opção correta. em abstrato e com efeito erga omnes. -7– .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .A. não cabe ao juiz a declaração de inconstitucionalidade de lei. A) No sistema constitucional brasileiro. a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. 3. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública. a turma do tribunal pode declarar a inconstitucionalidade desta e afastar a sua incidência no caso concreto. GABARITO: 1.NOTURNO Disciplina: Direito Constitucional Prof: ERIVAL OLIVEIRA Data: 02/04/2009 Aula: 4° 3. a partir de sua publicação na imprensa oficial. aprovar súmula que.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO DO CONSUMIDOR .

2º Tutela Administrativa .PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR -A proteção do consumidor possui status constitucional. -É uma garantia fundamental (Art.elemento finalístico. qual depende da conjugação dos elementos previstos em Lei. vai ter aplicação ou não do CDC. produtor. é o chamado elemento finalístico. CDC): tutela individual e ao lado temos a tutela coletiva. f) Proteção cambial (Art. (Art. Ex.sujeitos: fornecedor e consumidor. 6º e 7º CDC). 81 ao Art.1 Elementos: . E as espécies são: fabricante. 61 ao Art.: A palavra fornecedor representa um gênero. . 104. tais como: 1º Tutela material (OAB): Art. 1. contrapropaganda. 2º e 3º.1. profissionais liberais. V. 5º. 28 CDC). A pessoa que desenvolve a atividade econômica terá rentabilidade.Reparação e prevenção de danos (Art. 46 ao 54 CDC). XXXII da CF). significa aquela que coloca no mercado de consumo produtos e serviços. 3º Tutela Penal . CDC). 1. CARACTERIZAÇÃO DA RELAÇÃO DE CONSUMO O CDC não disciplina uma relação de consumo específica. 80 CDC). prestadores de serviço.objetos: produtos serviços . que representa as relações de consumo (Art. c) Direitos básicos do consumidor (Art. 1º ao 54. Obs. CF) e Art. que desenvolve atividade econômica. (cuidado para a prova!!!). construtor. O CDC possui diferentes tutelas de proteção. 8º ao Art. esse é o aspecto mais importante da condição de consumidor.: O rol dos tipos penais previstos no CDC não é taxativo. OBS.NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. O consumidor pode ser pessoa física ou jurídica. e) Práticas comerciais (Art. 170.: Brunno Giancoli Data: 14.o CDC só trata de sanções administrativas. comerciante. -1– . 29 à 45. pessoa jurídica ou ente despersonalizado. 48 ADCT = ordem para criação do CDC. CDC a) Caracterização da relação de consumo. 4º Tutela Processual (Art. O destinatário final da cadeia econômica.o CDC trata das infrações penais (Art.2009 Aula: 1° Temas tratados em aula 1. -É um princípio da ordem econômica (Art.1. importador. CDC) b) Política nacional das relações de consumo.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Fornecedor: é uma pessoa física. o qual sofre uma barreira.05. d) Responsabilidade Civil . 4º e 5º do CDC).

2º “caput”: é aquele que celebra com o fornecedor de uma relação contratual.1. intermediário é tutelado pelo Código Civil (é aquele que transforma ou comercializa produtos/serviços). podendo se caracterizar como uma obrigação de fazer .NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. É uma atividade. b) vítima do evento: Art.o que adquire para finalidade não econômica. do artigo 3º CDC: (atividade) tem de ser remunerada.: MP). . 17.2009 Aula: 1° Resumindo: o consumidor final é tutelado pelo CDC. do artigo 3º CDC – definição: qualquer bem pode ser enquadrado. OBS. c) Pessoas expostas as práticas comerciais (Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .05. 2) Consumidores por equiparação: a) coletividade “sociedade de consumo” = indeterminada. Trata-se de uma presunção absoluta (portanto aplicável em qualquer situação). 4º e 5º do CDC). assim vão surgir duas situações: -o que adquire para finalidade econômica profissional (não é aplicado o CDC). 2. OBS.: Brunno Giancoli Data: 14. princípios e objetivos e instrumentos que regulam as relações de consumo. POLÍTICA NACIONAL DAS RELAÇÕES DE CONSUMO (art.§ 1º.: O CDC passa ser aplicável às pessoas jurídicas consumidores.: As relações trabalhistas são excluídas do campo o CDC.Art. CDC = trata-se da pessoa que embora não tenha celebrado um contrato com fornecedor foi vítima de uma falha de segurança (dano. 29. Dimensões -2– . (Ex. 1) Consumidor padrão (negocial) . uso pessoal (CDC). Claudia Lima Marques trata essa corrente como finalismo aprofundado. Pode ser material (corpóreo) ou imaterial (incorpóreo). CDC). Consumidor = destinatário final + vulnerabilidade.§ 2º.defeito).Produtos . 2. Tutela difusa/coletiva nas relações de consumo. 2.1.: A finalidade da aquisição é irrelevante para esta caracterização. Mista .Serviços . c) Corrente mista . 1. I) = é o reconhecimento da fragilidade do consumidor no mercado de consumo.(híbrida) Claudia Lima Marques: “finalismo aprofundado”.3 Objetos: 1. Finalismo – Para esta corrente o consumidor é o destinatário final. b) Corrente finalista. Obs. Conceito: conjunto de ações. Maximalismo .basta condição de destinatário final de produtos e serviços para que a condição de consumidor seja reconhecida.1 Princípios Vulnerabilidade (Art. 4º. 1.2 Correntes doutrinárias: (extensão do conceito de destinatário final): a) Corrente maximalista.Mediante remuneração (direta e indireta).Para a Profª.

2009 Aula: 1° da vulnerabilidade técnica: falta de conhecimentos técnicos do consumidor em relação aos produtos/serviços no mercado de consumo. -Vulnerabilidade jurídica = é a falta de conhecimento de direitos. . .Obs. Conseqüência: o consumidor tem dificuldades para negociar a aquisição de produtos/serviços. 4º. -3– . 31.A informação influência na decisão do consumidor.: O fornecedor de produtos e serviços nocivos e perigosos deve informar ostensivamente o consumidor da nocividade ou periculosidade.Os ângulos da informação são: • Acesso a informação • A compreensão da informação = com relação a oferta = art. bem como dos efeitos de uma relação jurídica de consumo. como conseqüência do marketing. VIII do CDC) da prova. Princípio da segurança: de acordo com a política nacional das relações de consumo os produtos e os serviços não podem acarretar risco à saúde.NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Outros princípios estão localizados nos incisos V ao VIII do art. Princípio da proteção governamental inciso II do art. A boa fé objetiva dá origem aos chamados deveres laterais/anexo/cláusulas gerais. CDC. Os partícipes das relações de consumo não podem afastar sua incidência por ato volitivo. . mais nesse caso cabe ao consumidor explicar a dificuldade na produção da prova. -Vulnerabilidade financeira = deve-se a falta de capacidade patrimonial frente aos fornecedores. a integridade física e ao patrimônio do consumidor. CDC. A vulnerabilidade é uma presunção absoluta para todos os consumidores.05.: A invenção do ônus pode ocorrer mesmo quando o consumidor não é hipossuficiente?? Sim. . OBS. Hipossuficiência uma vez caracterizada permite a invenção do ônus (direitos básicos do consumidor – Art. Princípio da Informação: Tem como origem a boa fé objetiva e possui estreita ligação com o dever de confiança negocial.A informação é necessária para que o consumidor possa exercer um juízo de valor em relação aos produtos e aos serviços colocados no mercado de consumo. CDC a informação tem que ser completa. CPC = Produto de serviço inseguro é diferente de produto de serviço perigoso nocivo. -Vulnerabilidade econômica = o consumidor está exposto as relações de consumo (“alvo do mercado”). 6º. *Vulnerabilidade é diferente hipossuficiência. O CDC não autoriza a circulação no mercado de consumo de produtos/serviços inseguros. 65. .Art. A hipossuficiência é o status de consumidor específico numa determinada situação a hipossuficiência depende de decisão judicial durante a tutela processual do consumidor. pode acontecer. Princípio da Boa Fé Objetiva: é um padrão comportamental/ético de conduta relacional.: Brunno Giancoli Data: 14. O padrão comportamental nas relações de consumo é definido pelo Estado (sociedade). 4º.

05.2009 Aula: 1° 3. o produtor. 13.Versa sobre uma falha de segurança do produto/serviço colocado no mercado de consumo. 4.O CDC estabelece uma imputação específica de responsabilidade civil.O comerciante pelo fato do produto tem uma responsabilidade subsidiária = hipóteses do art.Trata-se de um conteúdo mínimo de proteção e esses direitos possuem consonância com os princípios e objetivos da política nacional das relações de consumo. .NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. . 6º do CDC é meramente exemplificativo. . CDC.O rol apresenta no art.: Brunno Giancoli Data: 14.Prova OAB = leitura dos incisos do art. 13. o construtor.Sistemas: . . 13 e incisos do CDC. 12 = São responsáveis: o fabricante. . A hipótese e de má conservação de produtos perecíveis. Responsabilidade pelo fato do produto/serviço: . a responsabilidade civil do comerciante é direta. • Dano.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . RESPONSABILIDADE CIVIL NAS RELAÇÕES DE CONSUMO . importador.Quanto ao defeito do produto / serviço – É cabível indenização dano moral. 12 (regra) e 13 (exceção) do CDC. . . .O comerciante tem assegurado o direito de regresso contra o verdadeiro causador do dano = § único do art. • Nexo causal. . 6º.Denomina: Responsabilidade decorrente de acidente de consumo. 6º do CDC.Ação regressiva.No caso do inciso III do art. DIREITOS BÁSICOS DOS CONSUMIDORES – ART.Responsabilidade pelo fato do produto a previsão legal = art. . . . .Art.Base: Origem do dano (causa) Surge a chamada responsabilidade pelo fato do produto/serviço e a responsabilidade pelo vício do produto ou serviço. dano material.A estrutura do dever de indenizar depende dos seguintes elementos: • Conduta do agente. -4– .Regra: A responsabilidade civil das relações de consumo será objetiva/solidária. .

2) Acerca da responsabilidade por vícios do produto e do serviço nas relações de consumo.NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. GABARITO: 1. B) A reparação por danos materiais decorrentes de vício do produto ou do serviço afasta a possibilidade de reparação por danos morais. acarreta a responsabilidade civil do comerciante decorrente de fato do produto.05. venham a sofrer as conseqüências do evento danoso. o produtor. o construtor. ainda que comprovado o fato e demonstrada a ocorrência de efetivo constrangimento à esfera moral do consumidor. além das sanções administrativas e penais. entre outros produtos. embora não tendo participado diretamente da relação de consumo. incide cumulativamente a responsabilidade pelo fato do produto e a responsabilidade por perdas e danos.3) No que se refere ao campo de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC). móveis ou imóveis. C) O conceito de produto é definido como o conjunto de bens corpóreos. assinale a opção correta. D) O conceito de serviço engloba qualquer atividade oferecida no mercado de consumo. assinale a opção correta.A. aos consumidores equiparam-se todas as pessoas que. que sejam oferecidos pelos fornecedores para consumo pelos adquirentes. 2. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. A) O conceito de consumidor restringe-se às pessoas físicas que adquirem produtos como destinatárias finais da comercialização de bens no mercado de consumo.D. o importador e o comerciante. se ficar demonstrada a exclusividade de sua culpa pelo evento danoso. -5– .2009 Aula: 1° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1)(OAB/CESPE – 2006. causando lesão corporal e morte a diversas pessoas.: Brunno Giancoli Data: 14. A) A explosão de loja que comercializa. D) O fornecedor pode eximir-se da responsabilidade pelos vícios do produto ou do serviço e do dever de indenizar os danos por eles causados se provar que o acidente de consumo ocorreu por caso fortuito ou força maior ou que a colocação do produto no mercado se deu por ato de um representante autônomo do fornecedor. os quais responderão solidariamente sempre que ocorrer dano indenizável ao consumidor.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . B) O conceito de fornecedor envolve o fabricante. mediante remuneração. fogos de artifício e pólvora. C) Quando forem fornecidos produtos potencialmente perigosos ao consumo. mesmo sem haver dano. 2) (OAB/CESPE – 2007. Nesse caso.

. . Responsabilidade pelo vício Cumprimento de obrigação específica ou equivalente Indenização OU Responsabilidade pelo fato Indenização O direito de reclamação tem prazo de exercício: . O CDC exige a adequação dos produtos e dos serviços colocados no mercado de consumo. Trata-se de uma espécie de responsabilidade muito mais adequada ao anseio do consumidor.2009 Aula: 2° Temas tratados em aula RESPONSABILIDADE CIVIL Elementos estruturais 1) Conduta do agente 2) Nexo do agente 3) Dano Nas relações de consumo. além da possibilidade de uma ação indenizatória.Pelo fato: violação do dever de segurança acidente de consumo.Direito de reclamação responsabilidade cumprimento de da obrigação específica ou equivalente.Se o produto ou serviço for durável: 90 dias .NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. Obs: na responsabilidade pelo vício.Se o vício for oculto ou de difícil constatação: conta-se a partir da constatação do vício -1– . .Se o produto ou serviço for não durável: 30 dias Contagem do prazo: .Se o vício for aparente ou de fácil constatação:conta-se a partir da entrega do produto ou do término do serviço . existe a responsabilidade civil pelo fato do produto e do serviço e a responsabilidade civil pelo vício. nem quantidade correta. O serviço viciado não possui qualidade. surge a garantia legal de adequação dos produtos e dos serviços. o que acarreta a frustração do consumidor. Diante disso. Todo consumidor pode exercer o direito de reclamação para exigir que os produtos e os serviços se adequem ao padrão de qualidade.06. Essa garantia tem como efeito o direito de reclamação. o consumidor também pode exigir o cumprimento da obrigação específica ou equivalente.: Brunno Giancoli Data: 25.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .No vício: existe uma violação do dever de adequação dos produtos e dos serviços colocados no mercado de consumo.

2009 Aula: 2° Fluxograma do Direito de Reclamação Ex: celular – produto durável 90 dias fornecedor 30 dias Vício Sanado: ocorreu o cumprimento da obrigação específica pelo fornecedor Vício não sanado CDC dá opções ao consumidor (obrigação equivalente) Substituição Abatimento proporcional Entrega (prova: nota fiscal) Exercício exige que o consumidor informe o devedor da existência do vício Restituição da quantia paga Observações: 1) Exercício do direito de reclamação não inibe a possibilidade de uma ação indenizatória proposta pelo consumidor lesado 2) O prazo de saneamento do vício garantido pelo CDC aos fornecedores não existe na hipótese de vício de quantidade / vício de serviço. 18.: Brunno Giancoli Data: 25.06. . CDC).Vício de qualidade do produto (Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 90d / 30 d 30 d Opções Direito de Prazo de Reclamação Saneamento -2– .NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof.

30 e ss) 2.2009 Aula: 2° . Efeito = circulação de produtos e serviços. PRÁTICAS COMERCIAIS (art. Oferta (Art. GARANTIA LEGAL + GARANTIA CONTRATUAL Opções Opções DIREITO DE RECLAMAÇÃO 4) A garantia legal que permite o exercício do direito de reclamação não pode ser afastada por cláusula contratual.06. 19. * A renúncia da garantia legal é nula (cláusula abusiva). 2.: Brunno Giancoli Data: 25.1.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 29. 20. Dessa forma o exercício do direito de reclamação pode ser feito durante todo o período. Marketing é o conjunto de ações e medidas realizadas para ativação do mercado de consumo.NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof.Vício de quantidade do produto (Art. Oferta Fase do marketing (fase de ativação) Conteúdo Qualquer informação / publicidade (suficientemente precisa) -3– . 30) Está associado ao conceito de marketing. CDC) 90d / 30d Direito de Reclamação 3) A garantia contratual inibe a fluência do prazo da garantia legal. CDC) 90d / 30d Direito de Reclamação Vício do serviço (Art.

2. Cobrança de dívidas (art. único) É aquela cujo conteúdo da obrigação exigida do consumidor não corresponda ao valor correto da dívida. Publicidade Trata-se de um instrumento utilizado pelos fornecedores de produtos ou de serviços para revelar características objetivas e subjetivas de bens de consumo postos em circulação. §2º. poderá o consumidor exigir coercitivamente por meio de uma tutela da obrigação de fazer. que explore o medo ou a superstição.Publicidade enganosa (art. de cigarro. 35. é prática comercial lícita. O CDC traz um rol exemplificativo no art. A cobrança abusiva fere a dignidade do consumidor. Práticas comerciais abusivas São condutas desleais e antiéticas de fornecedores desenvolvidas no mercado de consumo. 42. podendo ele valer-se das demais opções do art. excesso aos limites legais e éticos impostos. CDC) A cobrança pela via judicial (ação monitória. envio de cartão de crédito sem que haja solicitação).Publicidade abusiva (art. Pode se dar por ação ou omissão e a enganosidade não exige intencionalidade do fornecedor que a patrocina .06. que explore a deficiência de julgamento e experiência da criança ou que desrespeite valores ambientais.Caso o fornecedor se recuse ao cumprimento da oferta. etc. Formas publicitárias Permitidas Controladas ou limitadas (Ex: publicidade para criança.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Atenção: só ocorrerá a repetição caso o consumidor tenha efetivamente desembolsado o valor a mais.NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. CDC. 2. CDC) Formas proibidas: . 42. Ex: venda casada. ação de cobrança. etc) Proibidas (art. §§ 1º e 2º. 2.5. 39. instalação sem que o consumidor peça (ex. 2.: Brunno Giancoli Data: 25. É abusiva a publicidade que viola os princípios e os objetivos da política nacional de consumo. As práticas comerciais abusivas violam o princípio da livre concorrência e também da transparência do mercado de consumo. O pagamento a maior realizado pelo consumidor permite a repetição em dobro da quantia. manter em estoque e não vender. Cobrança indevida (art. propaganda de TV. §1º. CDC.3. 37. nos termos do art. par. 37. Qual a forma? Qualquer meio (foto. CDC.2009 Aula: 2° O que se entende por “informação suficientemente precisa”? É aquela que suficientemente apresenta os elementos mínimos de configuração da relação contratual. execução) bem como pela via extrajudicial. CDC) Remete ao conceito de abuso.) Qual efeito? Força obrigatória (vinculante) . -4– . A obrigação de fazer não é a única opção do consumidor. 35. Ex: publicidade discriminatória que incite a violência. CDC) Leva o consumidor a erro em relação a características do produto ou do serviço. O CDC sanciona a cobrança abusiva. 37. 2.4.

PROTEÇÃO CONTRATUAL Ocorre em razão da vulnerabilidade do consumidor nas relações jurídicas (justificativa). Prazo: 07 dias contados da entrega. EQUIFAX. são nulas de pleno direito. essas informações servem como instrumento de definição de política de crédito ao consumo. contratos) que não foram adimplidas regularmente pelos consumidores. CDC. 51. Os apontamentos são relações negociais (via de regra. Via de regra. 3. O CDC permite aos fornecedores inserir nos cadastros apontamentos negativos sobre os consumidores.6. 2) As informações e as condições contratuais de que o consumidor não tenha acesso no momento da contratação não vinculam. 4. Rol Lembrete para a prova: de forma geral todas as cláusulas abusivas colocam os consumidores em desvantagem.: Brunno Giancoli Data: 25. 3) Vedação às clausulas abusivas.06. Efeito: permite que o consumidor desista do contrato imotivadamente sem ônus ou encargo obrigacional. CONTRATOS DE OUTORGA DE CRÉDITO Fornecedores de crédito devem observar o disposto no art. O apontamento negativo gera deveres ao fornecedor solicitante e ao arquivista (entidade responsável pelo cadastro). CDC) Tem como finalidade a coleta de informações sobre comportamentos de consumo.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . É dever do arquivista. notificar previamente o consumidor.2009 Aula: 2° 2. Meios de proteção: 1) Os contratos de consumo sempre são interpretados favoravelmente aos consumidores. Cláusulas abusivas: são cláusulas contratuais proibidas pelo CDC exemplificativo no rol art. SCPC (RENIC). O direito de arrependimento somente poderá ser exercido se a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial do fornecedor. Ex: SERASA. -5– . CDC.NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. Natureza: direito potestativo do consumidor. . 43. O fornecedor deve apresentar informações verdadeiras e corretas.Direito de arrependimento contratual. Banco de dados e cadastro de consumidores (art. Prazo máximo de permanência do apontamento negativo: 05 anos. 52.

2. C Quando forem fornecidos produtos potencialmente perigosos ao consumo.(OAB/CESPE – 2006. A A explosão de loja que comercializa. assinale a opção correta.: Brunno Giancoli Data: 25. se ficar demonstrada a exclusividade de sua culpa pelo evento danoso. D O fornecedor pode eximir-se da responsabilidade pelos vícios do produto ou do serviço e do dever de indenizar os danos por eles causados se provar que o acidente de consumo ocorreu por caso fortuito ou força maior ou que a colocação do produto no mercado se deu por ato de um representante autônomo do fornecedor. segundo a qual o consumidor pode arrepender-se do negócio e. toda informação ou publicidade sobre preços e condições de produtos ou serviços. -6– . implicitamente.2) Em um contrato de consumo. entre outros produtos.D.2) Acerca da responsabilidade por vícios do produto e do serviço nas relações de consumo. salvo quando expressamente constar do contrato cláusula que disponha de maneira diversa. Nesse caso. incide cumulativamente a responsabilidade pelo fato do produto e a responsabilidade por perdas e danos. venham a sofrer as conseqüências do evento danoso. como a marca do produto e as condições de pagamento.2009 Aula: 2° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. embora não tendo participado diretamente da relação de consumo. as cláusulas contratuais desproporcionais. não é considerada abusiva a cláusula que A transfere responsabilidades a terceiros. D estabelece a remessa do nome do consumidor inadimplente para bancos de dados ou cadastros de consumidores. B A reparação por danos materiais decorrentes de vício do produto ou do serviço afasta a possibilidade de reparação por danos morais.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .06. fogos de artifício e pólvora. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. a cláusula de arrependimento. aos consumidores equiparam-se todas as pessoas que. acarreta a responsabilidade civil do comerciante decorrente de fato do produto. causando lesão corporal e morte a diversas pessoas. além das sanções administrativas e penais. desde que o contrato seja de adesão e cause lesão a direitos individuais ou coletivos. B estabelece a inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. o juiz pode adotar toda e qualquer medida para que seja obtido o efeito concreto pretendido pelas partes em caso de não-cumprimento da oferta ou do contrato pelo fornecedor. GABARITO: 1. mesmo sem haver dano. assinale a opção correta. A Na execução dos contratos de consumo. 2.NOTURNO Disciplina: Direito do Consumidor Prof. dentro do prazo de reflexão. 3. B Nos contratos regidos pelo Código de Defesa do Consumidor. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação.A. ainda que comprovado o fato e demonstrada a ocorrência de efetivo constrangimento à esfera moral do consumidor. C determina a utilização compulsória de arbitragem. abusivas ou ilegais podem ser objeto de revisão.2) Acerca do direito de proteção ao consumidor.D.(OAB/CESPE – 2006. (OAB/CESPE – 2007. 3. C Em todo contrato de consumo consta. rescindir unilateralmente o acordo celebrado. D Segundo o princípio da vinculação da oferta. independentemente de qualquer justificativa.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO DO TRABALHO .

Art. 9º. CLT: “Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar.Histórico sobre legislação trabalhista. tem uma relação de emprego. É via de regra. destinados à melhoria das condições de emprego. Trabalho é diferente de emprego.” . como prerroga Amador Paes de Almeida. . 3º.Greve / “lock out” – greve do empregador.1. 1. TODA RELAÇÃO DE EMPREGO CONTEM UMA RELAÇÃO DE TRABALHO (OBRIGATORIAMENTE) 1.03. Pessoalidade: .Empregado: todo trabalhador que preenche os requisitos do art. CLT: “Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador.783/89 – proíbe o “lock out”.Art. “é todo esforço intelectual ou físico destinado à produção. 3º da CLT é empregado.1. ou seja. . mas não necessariamente.É um dos ramos mais novos do direito. André Luiz Paes de Almeida Aula: 1 Temas tratados em aula Direito do Trabalho: .” 2. aplicáveis às relações individuais e coletivas de trabalho subordinado – ou equiparados – de carater eminentemente social. . . ex: Escravidão. ou equiparados. .09 Prof. Direito do trabalho é o conjunto de princípios e regras jurídicas.Conceito de trabalho (Prof. somente os empregados podem fazer greve nos termos da Lei. tanto é verdade que denominamos a parte mais fragilizada na prática trabalhista (o empregado) de hipossuficiente. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação.1943 .Advento da CLT: Conjunto híbrido de leis destinadas a regular a relação de emprego. Requisitos da relação de Emprego: 2. Não existe empregado pessoa jurídica. não importando como o considera seu empregador.Esse requisito traz consigo a pessoalidade (intuitu personae). destinados à melhoria das condições de emprego. A CLT é um conjunto hibrido de Leis destinadas a regular a relação de trabalho. .Considera-se empregado toda pessoa física. . o empregado nunca pode se fazer substituir.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -18. aplicáveis às relações individuais e coletivas de trabalho subordinado.Lei de greve 7. Amador Paes de Almeida): “Trabalho é todo esforço intelectual ou físico destinado à produção”. Trabalho. uma relação de trabalho.Toda relação de emprego contém. -1– . obrigatoriamente. sob a dependência deste e mediante salário. de caráter eminentemente social.” Emprego é uma relação de emprego presume-se nela contida uma relação de trabalho.2. pois antigamente não tinha caráter social e sim caráter punitivo. uma relação de trabalho. muito mais favorecida que a outra.

Tipos de Empregados e Trabalhadores: Autônomo É trabalhador. A contratação é direta e esporádica. tem autonomia no serviço e dentre os requisitos não poderá ser subordinado. não podendo ser subordinado ao tomador de serviços. isto é. como o próprio nome do seu instituto declara.É a expectativa de retorno do empregado ao local de labor. Ocorre quando o empregado tem que expor seu trabalho ao empregador ou supervisor para que trabalho saia da empresa com a qualidade que este último deseja. porém não é relação de emprego. quando o empregador tiver a expectativa de que seu trabalhador retorne em determinado dia da semana.Estar sob ordens de alguém (sub ordine). não existe vínculo de emprego gratuito. etc. Ex: pedreiros. mas sim da estrutura econômica gerada pelo empregador. Assim. “controle de qualidade”.788/08 Estagiário não é empregado. O empregado deverá estar sob ordens.4. não recebe salário. A diferença é que o trabalhador avulso é contratado por meio de um tomador/órgão arregimentador. ou seja. portanto. CUIDADO: Trabalho pode ser voluntário. encanadores. 2. André Luiz Paes de Almeida Aula: 1 2.O Salário.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -18. deve ter autonomia no serviço. II) Subordinação técnica: é a supervisão técnica do trabalho já feito. mas não existe relação de emprego a titulo gratuito. Habitualidade: . a contratação é feita por intermédio do órgão arregimentador que encaminha o trabalhador avulso para o serviço. Os requisitos constantes no artigo 3º da CLT são cumulativos. Não existe vínculo de emprego a título gratuito. Existe trabalho voluntário. recebe a bolsa-auxílio. Subordinação: . Avulso: não possui habitualidade no serviço e não tem expectativa de retorno. sem qualquer remuneração. Requisitos: A atividade do estágio tem que ser equivalente àquela cursada Contrato expresso de estágio -2– . empregador e eventual. A subordinação pode ser de três tipos: I) Subordinação hierárquica: relação de comando que o empregador tem com seu empregado (alguns autores chamam “dependência jurídica”). inclusive o empregado doméstico. é obrigatório. e que esse dia seja previamente determinado / fixado. III) Subordinação econômica: não é a dependência de salário. Eventual: trabalhador eventual não tem habitualidade. 2.3. Ex: Controle de horário. a falta de um deles não configura o vínculo de emprego. pois não tem onerosidade. Estagiário O contrato de estágio é regido pela Lei 11. já pronto (concluído/realizado). 3.Onerosidade: . Esta regra vale ainda que o empregado compareça uma vez por semana.O requisito preponderante de distinção entre as figuras se resume ao fato de que o trabalhador autônomo.09 Prof. não tem expectativa de retorno.2.03.

se demitido sem justa causa terá direito a seguro desemprego. Requisitos: a) Não pode haver intenção de lucro onde o empregado doméstico trabalha. independente da função exercida. mas não há data certa para o término do contrato. portanto passa a ser de 3 horas diárias. 443.09 Prof. 443. Doméstico (Lei 5. pode ser considerado empregado rural. mas desenvolvendo. Ainda que seja no âmbito urbano. Obs:Todo empregado que trabalhar pelo menos 6 meses tiver recolhido o FGTS.Contrato por prazo determinado . . O contrato por prazo determinado somente terá validade nas hipóteses previstas no § 2° do art. esse é o requisito que diferencia o empregado urbano do rural. O estagiário tem jornada de trabalho: 6 horas diárias e 30 horas semanais.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -18. c) Não existe doméstico em âmbito empresarial. multa do FGTS. salvo Descanso Semanal Remunerado (DSR). tem data certa para o começo.889/73): Deve obrigatoriamente trabalhar em propriedade rural. André Luiz Paes de Almeida Aula: 1 Prazo do contrato: no máximo 2 anos.03. Este tipo de contrato só pode ser celebrado por no máximo 90 dias.859/72): Art. b) Salário família c) Adicionais insalubridade e periculosidade d) FGTS – é facultativo. Institutos que os empregados domésticos não tem direito: a) Jornada de trabalho. determina que não se ap lica as normas da CLT aos domésticos. em função ao âmbito residencial. – jornada normal Em época de férias da faculdade a jornada pode subir para 8 horas diárias e 40 horas semanais Em dias de prova na faculdade. a carga horária cai pelo menos pela metade. * Contratos de Trabalho – (art. nenhum tipo de estabilidade. à pessoa ou à família.O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente. f) Registro em CTPS e direito a recolhimento de INSS. da CLT.Ter a anotação na CTPS não quer dizer que tem contrato escrito. O estagiário tem direito a férias de 30 dias preferencialmente no período das férias escolares. inclusive da gestante. Rural (Lei 5. . d) Deverá trabalhar em função do âmbito residencial. CLT). Qualquer descumprimento da Lei torna o estagiário empregado. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. b) Deve possuir habitualidade. ou seja. . 1. temos que é aquele que o empregado pactua com o intuito de demonstrar sua aptidão para determinado serviço. Com relação ao contrato de experiência. Obs: Quem exercer atividade rural mesmo que em perímetro urbano. exercendo atividade rural.nestes contratos não há: aviso prévio. Obs: O empregador rural deve obrigatoriamente exercer atividade rural mercantil. CLT: -3– . será empregado rural. ou prédio rústico. e) A prestação de serviços será à pessoa ou família. 7° alínea a. .Regra Geral são os contratos por prazo indeterminado.

402-A). Terceirização – (Súmula 331 do TST). 16 da lei em apreço descreve que em caso de falência do locador. 2.Em caso inverso o empregado também deverá ao empregador uma indenização até o limite que teria direito em condições idênticas.A empresa não poderá exigir do empregado experiência prévia superior a 6 meses naquela função (art. Obs: Entre um contrato por prazo determinado e outro deverá haver um lapso temporal de 6 meses.019/74). resumi-se em uma palavras teste Obs: O prazo dos contratos das alíneas “a” e “b” podem ser pactuar no máximo de 2 anos.09 Prof. . a prorrogação não poderá exceder este período. CUIDADO: O limite máximo é de 2 anos. Temporário (Lei nº. Exs: aquelas lojas de ovos de páscoa. podendo ser prorrogado por mais 3 meses chegando ao total de 6 meses. . Não é regido pela CLT . deverá ao empregado uma indenização pertinente à metade do que este deveria receber até o final. d) na terceirização há responsabilidade subsidiária do tomador de serviços sempre. Obs: Já o contrato de experiência o prazo máximo é de 90 dias. de fogos de artifício para festas juninas.03. . b) de atividades empresariais de caráter transitório. o tomador de serviços se responsabiliza solidariamente para com os créditos trabalhistas dos empregados. c) de contrato de experiência. a prorrogação não poderá exceder este período. 480 CLT). independentemente de falência. nada mais é que o acréscimo de serviço. 6.este contrato pode ser feito por no máximo 3 meses.Hipóteses: I) acréscimo de serviço. Empresas transitórias. 445 e 451.Diferenças entre terceirização e temporário: a) a terceirização não precisa conter limite de prazo. -4– . podendo ser prorrogado uma única vez (art. CLT). 479. b) a terceirização não compreende contratação pessoal de serviço. mas somente se ficar demonstrado prejuízo (art. . ou seja.Caso o empregador rescinda o contrato sem justa causa e antes da data final já pactuada. 3. André Luiz Paes de Almeida Aula: 1 a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. de produtos natalinos. . II) é a necessidade transitória de substituição de pessoal .DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -18.o art. CUIDADO : O limite máximo é de 90 dias. c) a terceirização deve compreender contratação de atividade meio e nunca de atividade fim. podendo ser prorrogado uma única vez também.

d) o repouso semanal remunerado. 5. b) Exige-se a intermediação do sindicato na colocação do trabalhador avulso na prestação do serviço. 4.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -18. a diversas pessoas. c) doméstico. trafega no campo e não em estradas e cidades. Em face da situação hipotética apresentada. c) O contrato de experiência não poderá exceder o prazo de 90 dias. desde que exista interesse das partes. 3. pois. embora não atue em funções típicas de lavoura e pecuária. b) trabalhador autônomo. não explora atividade lucrativa.2) Ciro trabalha como taxista para uma empresa que explora o serviço de táxi de um município. como motorista.D -5– . D. em nenhuma hipótese. a) Será enquadrado como trabalhador avulso aquele que prestar serviço sem vínculo de emprego. preferencialmente aos domingos. d) empresário. André Luiz Paes de Almeida Aula: 1 Questões sobre o tema: 1. b) urbano. necessariamente. o contrato de trabalho verbal. 5. pois a relação é intuitu personae. c) O trabalhador avulso não é amparado pelos direitos previstos na legislação trabalhista.03. (OAB/CESPE – 2007. pois faz parte de categoria diferenciada. d) rural. só tendo direito ao preço acordado no contrato e à multa pelo inadimplemento do pacto. a) a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. (OAB/CESPE 2008. como. razão pela qual deve esse trabalhador ser sindicalizado. C.3) Assinale a opção correta no que se refere ao trabalhador avulso.1) Constitui direito aplicável à categoria dos empregados domésticos. c) o seguro-desemprego. 2.A. 3. visto que não atua diretamente no campo na atividade-fim da empresa. Ciro é considerado: a) trabalhador avulso. de modo geral. a) A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa deverá. (OAB/CESPE – 2008. b) o salário-família. b) A justiça do trabalho não reconhece. o amarrador de embarcação. por exemplo. presta serviços voltados à atividade-fim da empresa e. de acordo com a legislação trabalhista.3) O motorista que trabalha em uma empresa cuja atividade seja preponderantemente rural é enquadrado como trabalhador a) urbano. porque.2) A respeito de contrato de trabalho.09 Prof. 2. em atividade de natureza urbana ou rural com a intermediação obrigatória do gestor de mão-de-obra ou do sindicato da categoria. QUESTÃO 66 GABARITO 1. em caso de desemprego involuntário. assinale a opção correta. sendo o automóvel utilizado em serviço por Ciro de propriedade da mencionada empresa. d) O contrato de trabalho por prazo determinado poderá ser estipulado por prazo superior a 2 anos. C. 4. (OAB/CESPE – 2008. d) O trabalho avulso caracteriza-se pela pessoalidade na prestação do serviço. alterar os contratos de trabalho de seus empregados. (OAB/CESPE 2008. c) empregado. quando for o caso.

todos devem ser tratados da mesma maneira. Obs: na audiência onde se discute a justa causa. sem.09 Prof. preguiça. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO 1. obscenos ou libidinosos configuram incontinência de conduta.05. Não há necessidade de prequestionamento policial. que passa a ser do empregador.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 21. etc. Espécies de falta grave Art. Falta grave é a conduta irregular do empregado que por uma ou várias vezes leva à demissão por justa causa. A imediatividade nem sempre se conta da falta cometida. A falta grave possui requisitos. mas da ciência do empregador com relação a ela.1. quais sejam: . 482 da CLT: a) Ato de improbidade – alínea “a” Qualquer ato do empregado que atente ao patrimônio do empregador é ato de improbidade.transito em julgado da decisão penal .reclusão do empregado e) desídia: é desleixo. Justa Causa Justa causa é a forma de demissão. c) Negociação habitual: Não é permitido o empregado concorrer com o empregador no serviço. A dispensa por embriaguez habitual tornou-se letra morta na CLT. • Isonomia de tratamento: se tenho vários envolvidos na falta. chamados princípios da justa causa: • Imediatividade ou Imediatidade: a ação do empregador com relação à falta deve ser imediata. emitir nota fiscal com valor acima do valor real. tentar usurpar clientela do empregador e benefício próprio ou de outrem. Caracterizam justa causa f) Embriaguez habitual ou em serviço: Embriaguez habitual é considerada pela OMS como doença e deve ser afastado e encaminhado para o INSS. b) Incontinência de conduta ou mau procedimento –alínea “b” São duas faltas distintas no mesmo dispositivo. André Luiz Paes de Almeida Aula: 4 1. sob pena de perdão tácito. g) Violação de segredo de empresa -1– . entrega de atestados falsos para justificar faltas. Mau procedimento: qualquer conduta irregular que não estiver especificada nas outras alíneas será mau procedimento (falta grave genérica). obviamente. a autorização do empregador. Ex: furto. ocorre a inversão o ônus da prova. Trata-se de um critério subjetivo que varia de acordo com a gravidade do ato. d) Condenação criminal: desde que tenha dois requisitos cumulativos. A embriaguez em serviço deve ocorrer em horário de trabalho. Não são necessárias repetidas faltas para configurar a justa causa. Incontinência de conduta: atualmente atos sexuais.

a ofensa física não precisa ser consumada. -2– . Está intimamente ligado ao assédio sexual. No art. Lei 7.05. Decreto-Lei 95.Inclui também forças intelectuais. 508.354/76 (Lei do Atleta Profissional de Futebol) Prevê que o corte do jogador pela FIFA. Ex: menor trabalhando em horário noturno. Aplica-se às agressões ocorridas em qualquer local e horário (salvo legítima defesa).09 Prof. Ex: greve dos metroviários de SP foi considerada abusiva pelo TRT. bem como ofensas físicas praticadas contra empregador ou superior hierárquico. l) Prática constante de jogos de azar . resta caracterizada a justa causa.Exigir serviços proibidos por lei. A greve abusiva fica caracterizada quando realizada em atividades essenciais.2 .CLT Bancário devedor contumaz. j) Ato lesivo a honra ou da boa fama. 7º. . §3º está previsto que a declaração fraudulenta de itinerário configura justa causa.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 21.Serviços contrários aos bons costumes.Prática constante – deve ser regular . O prazo exigido pela Súmula 32 do TST para caracterização do abandono é de 30 dias. bem como ofensas físicas Ato lesivo à honra ou boa fama: são agressões verbais. .O jogo tem que estar ligado a dinheiro. k) Ato lesivo a honra ou da boa fama. Atenção: a simples adesão a greve não caracteriza justa causa (Súm 316 – STF) Lei 6. CLT) O empregado terá direito a todas as verbas rescisórias como se tivesse sido mandado embora sem justa causa.247/87 Regulamenta o vale transporte. i) Abandono de emprego Anúncio de abandono de emprego em jornal gera dano moral. Rescisão Indireta Do Contrato De Trabalho (art. Ficará caracterizada nas seguintes hipóteses: . Basta ser tentada Devem ocorrer no horário de serviço e no âmbito da empresa. Atenção: serviço proibido é diferente de serviço ilícito. . André Luiz Paes de Almeida Aula: 4 h) Indisciplina ou insubordinação Caracteriza-se pelo descumprimento de ordem.783/89 (Greve) A greve abusiva caracteriza justa causa.Exigências de serviços superiores às forças do empregado.Tem que ser em horário de serviço ou no âmbito da empresa. Ofensa física: para configurar justa causa.O jogo tem que ser ilegal (jogos comuns jogados a dinheiro são ilegais) * Atos atentatórios à segurança nacional . . enquanto insubordinação é o descumprimento de ordem direta.parágrafo único Ex: atos de terrorismo Art. A indisciplina é o descumprimento de ordens gerais no serviço. Recusa do uso do EPI 1. 483.

• • Contribuição Sindical: é paga uma vez por ano e é equivalente por 1 dia de salário para cada ano de serviço prestado. em regra. a competência originária dos dissídios coletivos passa a ser do TST. 484.4. a competência originária dos dissídios coletivos será do TRT da 2ª Região e não do TST.5. §2º. é dos TRTs. Culpa Recíproca (Art. 8º. DIREITO COLETIVO DO TRABALHO É o ramo do direito do trabalho que regula categorias profissionais. Contribuição Assistencial: todo empregado associado deve pagar Princípio da Unicidade Sindical (art. O art. É faculdade do empregado rescindir o contrato de trabalho.Ofensas físicas eventuais 1. Culpa Do Empregador (art. Quando extravasar a competência da 2ª Região (SP) para a 15ª Região (Campinas).05. 1.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 21. CLT) Trata-se da justa causa dos dois lados. através de Dissídio Coletivo. CF) Não poderá haver mais de um sindicato representativo de determinada categoria na mesma base territorial (em regra. O empregado somente receberá 50% das verbas rescisórias. 8º. O sindicato é o substituto processual da categoria. Factum Principis Ou Fato Do Príncipe A rescisão do contrato ocorre por culpa do Estado. Os sindicatos não dependem de repasse por parte do Estado e sobrevivem das contribuições sindicais. II. Ex: desapropriação Nesse caso.Descumprimento de obrigações contratuais (Decreto lei 386/68 para caracterizar rescisão por mora salarial é necessário um atraso de 03 meses) . Quando extravasar a competência de um TRT.3.Rigor excessivo . quem arca com as verbas rescisórias dos empregados é o Estado. A competência originária dos dissídios coletivos. -3– . por município) Atenção: a CF veda a utilização do sindicato para obtenção de vantagem política (apenas jurídicas e econômicas) Os sindicatos pactuam normas coletivas que se caracterizam por: • Acordo Coletivo: pacto entre sindicato de empregados e empregadores • Convenção Coletiva: pacto entre sindicato e sindicato Se o sindicato não logra êxito nas negociações. André Luiz Paes de Almeida Aula: 4 . 1. CF traz o princípio da autonomia sindical. 483.09 Prof. irá postular judicialmente. CLT) Morte do empregador (empresa individual): empregado terá todas as rescisórias exceto multa do FGTS e aviso prévio. I. 2.

Em decorrência da morte do empregador da mencionada empresa. assinale a opção correta. Manoel ingressou com uma reclamação trabalhista objetivando a rescisão do seu contrato de trabalho por justa causa do empregado. 483 da CLT. não será considerado o percentual do reajuste coletivo da categoria a que pertencia Luiz. D) III e IV. 2.05. a título de indenização. B) Se.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 21. ele não terá direito ao recebimento de qualquer verba de natureza indenizatória. D -4– . IV Tanto a rescisão para atender obrigações legais quanto a morte do empregador que constitui empresa individual são consideradas hipóteses de justa causa do empregado para a rescisão do contrato de trabalho. O empregador. alternativamente. a injúria e o dano moral. A) Se for declarada judicialmente a existência de culpa recíproca. em audiência. Luiz cometer ato que se consubstancie em falta grave. Com referência à situação hipotética acima apresentada. julgue os itens seguintes. I O pagamento. GABARITO: 1. C) Se o contrato de Luiz fosse por prazo determinado. O reajuste da categoria profissional a que pertence Luiz foi estabelecido em acordo coletivo para o dia 7 de maio de cada ano. fundamentando-se no art. 3. alegando demissão sem justa causa. Com base na situação hipotética acima. empregado de determinada pessoa jurídica. recebeu aviso-prévio indenizado. a difamação. A) A morte do empregador é motivo de rescisão indireta do contrato de trabalho por justa causa do empregado. B) I e IV.1) Manoel é empregado de uma empresa individual. sob alegação de justa causa. Luiz terá direito a apenas 50% do valor do aviso-prévio indenizado. mas não de justa causa. 2. (OAB/CESPE – 2006. a calúnia. dos salários atrasados elide a mora capaz de determinar a rescisão do contrato de trabalho. 3. D) No cálculo das verbas rescisórias. OAB/CESPE – 2007. valor correspondente à metade do que teria direito até o término do contrato. Luiz ajuizou reclamação trabalhista em desfavor de sua antiga empregadora. capazes de justificar a justa causa do empregado. Luiz teria direito a receber. e pleiteando o recebimento das verbas rescisórias pertinentes. assinale a opção incorreta. culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho. D) Não existe necessidade de Manoel ingressar com ação judicial para a rescisão contratual. em 10/4/20(OAB/CESPE – 2006. C) II e III. C) A morte do empregador empresa individual constitui hipótese de motivo justificado. ao apresentar sua contestação. B) A morte do empregador empresa individual é um dos casos de demissão sem justa causa para fins de verbas rescisórias. II O fato de o empregador enfrentar dificuldades provenientes de política governamental não autoriza nem descaracteriza a mora salarial. (OAB/CESPE – 2006. André Luiz Paes de Almeida Aula: 4 QUESTÕES DE AULA 1.09 Prof. no curso do período do aviso-prévio.1) Não se conformando com a situação. o contrato de trabalho estará automaticamente rescindido. III Podem ser considerados como atos lesivos da honra e boa fama. ocorrendo a morte do empregador.1) Luiz.C. previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Estão certos apenas os itens A) I e II. alegou a existência de justa causa ou. C.3) A respeito das hipóteses de justa causa do empregado. pois. na rescisão contratual sem justa causa.

Tipos especiais de salário 1) As gratificações = é uma liberalidade do empregador.Lei 4.09 Prof. 2) Pagamento de salário feito em cheque ou depósito bancário = Portaria 3281/84 do Ministério do Trabalho = Regula de maneira integral o pagamento feito em cheque ou depósito. vale. nesse caso integra a remuneração. *Pergunta: Existe Vale transporte pago em dinheiro? Não. . O pagamento feito com inobservância dessa portaria. *A regra é que para todos os fins trabalhistas devo levar em conta a remuneração. No Brasil posso pagar em dólar? Não. O empregador é obrigado a dá o vale-transporte.PLR = Favorável ao empregador. através de conta bancária aberta para este fim ou cheque emitido diretamente pelo empregador em favor do empregado. -1– . Não pode acontecer é obrigar a pagar com utilidades. salvo se este for analfabeto. não é obrigatoriedade. pelo menos 30% do salário deve ser pago em dinheiro e 70% pago em utilidade. não existe direito adquirido. Ex1: O empregador cobra do empregado as parcelas da prestação do carro. Mas na CLT existe uma gratificação chamada de Gratificação Ajustada.04. é fraude e não integra a remuneração. Não integra a remuneração as diárias que não excedam a 50% do salário. considera-se não feita.090/62. também. 3) Cheque de Terceiro = Não paga salário = chama de Salário Utilidade ou salário “In natura”. . Porém se for fraude. 463 da CLT = Moeda corrente do país. mas se pagar em moeda estrangeira caracteriza que não pagou e vai pagar de novo. Meios de Pagamento de Salário: 1) Pagamento de salário feito em dinheiro – art.Remuneração = é o conjunto de títulos recebidos pelo empregado. Aquele salário pago através de bens econômicos. Para que tenha natureza salarial a utilidade deve ser dada pelo trabalho e não para o trabalho. 3) Vale-Transporte = não integra a remuneração. 2) Participação nos Lucros e Resultados (da empresa) . e não só o salário como base de cálculo.refeição.Passou a ser direito de todo ou qualquer tipo de empregado. Diária é um reembolso das despesas que o empregado tem para suas viagens. 4) Diárias = tem caráter indenizatório. Referida portaria autoriza as empresas situadas em perímetro urbano a fazer pagamento de salário. neste caso. etc.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -27. O empregador desconta 6% do salário do empregado. não integralizando a remuneração. É um incentivo. portanto. essa gratificação integra a remuneração. porém é um carro usado para empresa. de acordo o § único do art.Salário = é a importância fixa destinada ao empregado. André Luiz Paes de Almeida Aula: 2 SALÁRIO Diferença de: . 13º SALÁRIO . 463 da CLT. Ex de gratificação: vale-alimentação.

2ª) § 4º do art.Função = é o serviço exercido por ele. § 1 do art. Todos os requisitos são cumulativos. 461 da CLT .Dividido em duas parcelas. Obs: Inverte-se o ônus da prova (Art. -2– . .O 13º salário leva como base o salário de dezembro.Produtividade é a mesma coisa que quantidade.item 2 do TST – “Para efeito de equiparação de salário em caso de trabalho igual .09 Prof. Requisitos: a) Função Idêntica . b) Trabalho de igual valor = § 1º do art. . conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego”. . 461 da CLT = Sobretudo idêntica condições de trabalho.O art. 818 da CLT) o reclamante tem que provar. 461 da CLT = O trabalhador readaptado em nova função por motivo de doença não serve de paradigma. 7º inciso XXX da CF. 461 da CLT = Aquele feito com a mesma produtividade e idêntica técnica. a CLT determina a equiparação salarial.04.A regra é que a localidade é o mesmo Município. considerando como mês integral aquele que o empregado trabalhar 15 dias ou mais dentro do mês.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -27. diz que não pode haver distinção salarial segundo o princípio da isonomia. . Súmula 6 . . mas desde que pertencentes ao mesmo grupo econômico cabe equiparação salarial. c) Diferença de tempo de serviço não superior a 2 anos. André Luiz Paes de Almeida Aula: 2 . . .Mesma localidade não é mesmo estabelecimento comercial. . e com base na CF. receberá o 13º salário de maneira proporcional na base de 1/12 avos para cada mês trabalhado.Paradigma = é a condição indispensável para o pleito da equiparação. sendo paga primeira parcela de fevereiro a novembro e a segunda parcela até 20 de dezembro.Caso o empregado seja contratado. . fornecida aos empregados. EQUIPARAÇÃO SALARIAL = Art. demitido sem justa causa ou ainda se comunicar a sua dispensa.Perfeição técnica é a qualidade do serviço. a falta de um deles descaracteriza a equiparação. mas nesse caso inverte.Cargo = é o posto que se encontra o empregado. e) Ambos tenham que trabalhar na mesma localidade. Excludente da equiparação salarial 1ª) Quadro de carreira = Mas se a empresa tiver quadro de carreira não cabe equiparação salarial O quadro de carreira tem que ser homologado pelo Ministério do Trabalho O ministério homologa através das DRT não existe mais passou a ser chamada SRTE – Superintendência regional do trabalho emprego. d) Ambos devem trabalhar para o mesmo empregador.Ainda que sejam empregadores diferentes. no curso do ano.

. gerando um novo a ser indenizado pelo empregador.Para a prova se não falou o prazo presumisse o prazo mínimo 30 dias Aviso prévio concedido pelo empregador: Quando manda empregado embora sem justa causa.Há o aviso prévio quando ocorre a rescisão do contrato de trabalho . b) Indenizado = O empregado paga um mês de salário para o empregador.Não cabe nos contratos por prazo determinado.Aviso prévio é de no mínimo de 30 dias. . 477 § 6º da CLT = Impõe prazo para pagamento das verbas rescisórias. Art. (OAB. desde que comprovada a obtenção de novo emprego. Não pode ter rescisão na estabilidade = Súmula 348 do TST = É inválida a concessão do aviso prévio na fluência da garantia de emprego. Se isso ocorrer caracteriza a nulidade do aviso.04. e o § único desse mesmo artigo.CESPE. a) Trabalhado = Não tem redução de jornada. Súmula 276 do TST = pode o empregado renunciar ao restante do aviso prévio. Esse desconto é feito nas verbas rescisórias. 487 da CLT. Ocorre um comunicado de dispensa feito pelo empregado. mas vai trabalhar – Aviso Prévio trabalhado Art. 487 da CLT – está revogado pelo Art. o § 8º do mesmo artigo impõe uma multa de um salário em favor do empregado caso esse prazos não sejam observados. Quanto ao salário in natura. ante a incompatibilidade dos dois institutos QUESTÕES DE AULA 1. O art. Súmula 230 do TST = É vedado substituir a jornada reduzida do aviso prévio por horas extras.SP/2008.09 Prof.1). reza que o empregado poderá decidir se deseja trabalhar duas horas a menos diariamente ou sair uma semana antes. 477 § 6º da CLT impõe que as verbas rescisórias devem ser pagas até o 1º dia útil subsequente ao termino do aviso prévio trabalhado ou em 10 dias corridos caso ele seja indenizado ou em sua ausência. . 7º inciso XXI da CF. Aviso prévio motivado pelo empregado: Empregado dá aviso prévio ao empregador = quando o empregado pede demissão.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -27.Não cabe nas demissões por justa causa. . André Luiz Paes de Almeida Aula: 2 AVISO PRÉVIO . 488 da CLT – se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador será reduzido 2 horas diárias sem prejuízo do salário integral. -3– . . assinale a opção correta.Art.Inciso I do art.

B) empregado e paradigma trabalharem na mesma localidade. como integração ao tempo de serviço. D) aos salários correspondentes ao prazo do aviso prévio quando o empregado pede demissão e não paga ao empregador o respectivo aviso.A. à justiça do trabalho. com pagamento da indenização. B) Apenas o item II está certo.2). 4) (OAB – 2007 – 1ª FASE). C) à contribuição sindical obrigatória. vestuário e bebidas alcoólicas.SP/2008. 2. 3. I O aviso prévio trabalhado ou indenizado computa-se. D) a diferença de tempo de serviço entre os empregados não ser superior a dois anos.04. C) Apenas os itens I e III estão certos. 4.2). Assinale a opção correta. III A cessação da atividade da empresa. b) Compreendem-se no salário as prestações in natura que a empresa. (OAB.SP/2008. B) aos valores relativos a planos de assistência odontológica e médico-hospitalar.Desde que haja autorização prévia e por escrito do empregado. A configuração de equiparação salarial por identidade entre dois empregados não ocorre na hipótese de A) empregado e paradigma trabalharem para empregadores distintos. julgue os itens a seguir.09 Prof. d) Devem ser considerados como salário pago os equipamentos fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -27. fornecer habitualmente ao empregado. 3. por força do contrato ou do costume. como parte.CESPE. é lícito ao empregador efetuar desconto ou reter parte do salário no que se refere A) às horas em que este falta ao serviço para comparecimento necessário. habitação. D) Todos os itens estão certos GABARITO: 1. C) inexistência de quadro de carreira na empresa.CESPE. 2. B. (OAB. c) É permitido o pagamento do salário por meio de alimentação.A. para todos os efeitos. No que diz respeito ao instituto do aviso prévio. exclui o direito do empregado ao aviso prévio. -4– . II O caráter indenizatório que se dá ao pagamento do aviso prévio não trabalhado lhe retira o caráter alimentar. B. André Luiz Paes de Almeida Aula: 2 a) O transporte de ida e volta para o trabalho bem como o vale-transporte têm natureza salarial. a) Apenas o item I está certo.

• SDI = Seção de dissídio individuas. o reclamante poderá postular os últimos 5 anos laborados. não há prescrição (art. 2º) Tribunais Regionais do Trabalho 24 Tribunais. .As Ações que configuram acidente de trabalho é justiça comum. denominados de: • Turmas.05.Art. Diz respeito à matéria. 643.Para se instituir um TRT é preciso de 7 juízes. -Para o reconhecimento de vínculo de emprego (anotação na CTPS) não se aplica à prescrição = art. CLT). denominado Pleno do TST não julga processo comum. .Emenda 45/04 = o TST voltou a ser composto por 27 Ministros. e esse juizes são chamados de: Relator.O TST é composto por três órgãos. 114 da CF e Emenda Constitucional 45/04 Toda a relação de trabalho passou a ser de competência da Justiça do Trabalho. André Luiz Paes de Almeida Aula: 5 TEMAS TRATADOS EM SALA PRESCRIÇÃO . . 112 da CLT = São Paulo é o único Estado que tem dois tribunais do trabalho. Acidente de Trabalho = Art. • SDC = Seção de dissídio coletivo. houve ampliação da competência da Justiça do Trabalho. Estes órgãos levam a denominação de: Competência Material – Art. lança Súmulas.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 27. . . Revisor e Juiz Presidente.É a perda da pretensão do direito. além de bienal. §1º da CLT. 24/99.11. após o término do contrato Súmula 362 do TST. pelo que se pode dizer que o TST possui duas instâncias distintas dentro do mesmo Tribunal.O Juiz Presidente só vota em caso de empate.Fixado na capital federal (Brasília). . § 2º.Extinguiu a representação classista e alterou a denominação de junta para Varas do Trabalho. É um órgão administrativo. . São cobrados os últimos 30 anos do FGTS. 11. 440. julga questões administrativas. e dos cinco juizes só 3 atuam em cada processo.ART. Obs: . 2) Qüinqüenal = Da data da propositura da ação e dela retornar 5 anos. 1) Bienal = Da data da rescisão do contrato de trabalho o reclamante tem 2 anos para promover a reclamação trabalhista. -1– . . ÓRGÃOS: 1º) Varas do Trabalho Emenda Constitucional nº. e cada Turma é composta por 5 juízes. Os TRT são compostos por Turmas. etc. CLT e Art. . o Pleno.Há órgãos julgadores. Com a Emenda 45/04. CLT= Foi derrogado.Aos menores de idade. 7º. 3º) Tribunal Superior do Trabalho . (revogado em parte). 3) Trintenária (prescrição excepcional) = É trintenária.09 Prof.Os outros dois órgãos são efetivamente julgadores. e sim. ou seja. XXIX da CF. observando o prazo de dois anos. .

09 Prof. .Segundo o STF = As ações decorrentes de acidente do trabalho são de competência da justiça do trabalho.Se as partes não comparecem na audiência de julgamento. da CF. Súmula 366 do STJ= “Compete à justiça estadual processar e julgar ação indenizatória proposta pi viúva e filhos de empregado falecido em acidente de trabalho. De acordo com a ADIN 33/95 = garante que o Funcionário Público Estatutário não é competência da justiça do Trabalho. ocorrerá toda a dilação probatória.Na audiência inicial. . . . ocorrerá só a tentativa de conciliação e ocorre a entrega da contestação. Todos os atos trabalhistas são concentrados numa audiência.§ 3º = Diz respeito ao empregador viajante (Ex: circo). . -2– . ação deverá ser proposta. neste caso. quando então a competência será civil. Local da prestação de serviços. CLT. será prolatada a sentença.651. O empregado com contrato no Brasil. em observância ao Princípio da Conciliação.§ 2º = Diz respeito ao empregado contratado no Brasil para trabalhar no exterior.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 27.Diversos artigos da CLT mencionam a obrigatoriedade da audiência.§ 1º = Diz respeito ao empregado viajante. também. preconiza que a competência dos honorários é da justiça do trabalho. Relação de trabalho. no local da contratação. no da prestação dos respectivos serviços. Pois o Enunciado 41 da primeira jornada da justiça do trabalho. tanto. para prestar serviço no exterior poderá propor ação trabalhista. como. Funcionário Público Estatutário = Art. o STJ com a Súmula 363 determinou que a competência é da justiça civil julgar ação de cobrança. o processo tem que ser regido pelas leis do país de prestação de serviço. Competência Territorial = Art. .” Honorários Advocatícios (honorários acordados entre as partes). tanto no local da contratação como. em qualquer um da prestação dos respectivos serviços.A critério do juiz. não haverá qualquer penalidade para as partes. 114.Na audiência de instrução. Exceções: . André Luiz Paes de Almeida Aula: 5 . qualquer que seja o local da propositura da ação. I. No entanto. . essa audiência poderá ser dividida em 3 atos: Inicial Una Instrução Julgamento . 764. neste caso. ação deverá ser proposta onde o empregado presta serviço e for subordinado. CLT. Porém. 764. sendo que na falta de cumulatividade desses requisitos a ação será proposta onde o empregado reside.05.A Audiência será Una Conforme o princípio da concentração dos atos. em especial o art. AUDIÊNCIA TRABALHISTA = Art. também. Na audiência de julgamento. salvo se proposta por herdeiros do empregado falecido no acidente.

mas na prática não compensa.Se o reclamado se ausenta na 1ª audiência. RECURSOS . • Depósito recursal (art.Todos os recursos. CLT). ficam condicionados à pena de confissão quanto à matéria de fato e não gera arquivamento nem revelia.Reclamante ausente na primeira audiência acontece o arquivamento da ação.05. 789. Trata-se de reapreciação obrigatória. É um ônus de ambas as partes. no total ou em parte. Somente o reclamado paga depósito recursal. Pressupostos subjetivos: • Legitimidade (art. • Preparo • Atenção = Os recursos trabalhistas só são recebidos no efeito devolutivo. o terceiro prejudicado e ministério público do trabalho. regulados pela CLT. mas cabe o Recurso Ordinário. 499. O depósito recursal tem um teto fixado pelo pleno do TST e tem natureza de caução. . 895. “ex officio”. e da decisão do TRT quando este atuar em primeira instância para o TST julgar. . André Luiz Paes de Almeida Aula: 5 .Cabe Recurso Ordinário da decisão da vara do trabalho para TRT julgar. Se o reclamado ganhar.Para cada momento processual. poderá resgatar esse dinheiro. Existe também o recurso do juiz. . desde que a causa não seja inferior a 60 salários mínimos. também conhecidos como pressupostos intrínsecos e extrínsecos. . . Existem os pressupostos subjetivos e objetivos. O juiz pratica o ato de sentença. CPC) São legitimados a recorrer a parte vencida.09 Prof. -3– . O recurso “ex officio” é imprescindível. Essa regra não comporta exceção.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 27. Custas processuais (art. ocorrerá à perempção e a ação não poderá ser proposta novamente.Os requisitos dos recursos são chamados de pressupostos de admissibilidade. Tempestividade. é habitual que se ajuíze a demanda novamente. CLT. mas não é perdido.Atenção: A Súmula 357 da SDI-1 do TST prevê que o recurso interposto antes da publicação da sentença é extemporâneo.Os embargos de declaração são regulados pelo CPC e tem prazo de 05 dias. sem exame de mérito. deverá aguardar 6 meses para propor novamente. O dinheiro é depositado na conta do FGTS do empregado.Se propuser a 2ª ação e der causa a novo arquivamento. quando há uma condenação contra o poder público. existe um recurso específico.Caso o reclamante ou o reclamado não compareçam à audiência de instrução. Pressupostos objetivos: • Previsão legal ou adequação. tem prazo de 08 dias. CLT). . . 2% do valor da condenação ou 2% do valor da causa. Com o arquivamento da 3ª ação. 899. 1) Recurso Ordinário = Art. Busca evitar a interposição de recursos meramente protelatórios. . caracteriza a revelia e pena de confissão quanto à matéria de fato.

CLT. . Se a divergência entre os cálculos apresentados for muito grande. à apelação no processo civil. será cabível das decisões finais das Varas do Trabalho e os TRTs.“Denegou seguimento: Agravo de Instrumento”. 102.No Sumaríssimo só cabe RR: 1) Divergência de Súmula.O prazo deste recurso é de 15 dias. 2) Recurso de Revista = Art. abrirá prazo para que o executado se manifeste sobre os cálculos.O TRT atua em primeira instância em: • Dissídios Coletivos. que contraria à CF caberá Recurso Extraordinário para o STF julgar. 3) Divergência da CF ou de Lei Federal. em parte. Logo após essa apresentação. • Habeas Corpus. CLT. ou seja.No TST cabem Embargos no prazo de 8 dias e seu efeito é devolutivo. . pois no processo do trabalho não cabe recurso contra decisão interlocutória. III. para a SDI ou SDC deste tribunal julgar. que é o nome dado à contestação do agravo. e seu efeito é devolutivo. 4) Embargos no TST = Art. caberão Embargos no TST. • Ação Rescisória.Ocorre de ofício e o juiz profere um despacho para que o exeqüente apresente os cálculos.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 27. . “b” e “c” da CF. 894. André Luiz Paes de Almeida Aula: 5 . 896. 3) Agravo de Instrumento = Art. (quando a prisão for por depositário infiel). quando estes órgãos estiverem atuando em competência originária.Só cabe AI da decisão que denega seguimento ao recurso.É equivalente. CLT. . . • Mandado de Segurança. Nesse caso. “a”. 5) Recurso Extraordinário = Art. EXECUÇÃO TRABALHISTA .Da decisão proferida pelo TRT em 2ª instância.Só se discute no RR: 1) Divergência jurisprudencial ou de Súmula.05. ou seja. . . . mas é também passível de depósito e custas.É diferente do AI do processo civil. .Da decisão proferida pela última instância trabalhista. atuar em primeira instância. 2) Divergência da CF. e terá efeito devolutivo. se impetra MS. 897.É o único recurso que no processo de conhecimento não precisa de preparo e nem de pagamento de custas. o juiz poderá nomear um perito. .09 Prof. na prática. quando ele julgar o RO caberá Recurso de Revista para o TST julgar. 2) Divergência de norma coletiva. -4– . . .Da decisão proferida pelas turmas do TST. E a parte o fará em 8 dias e a parte contrária terá 8 dias para contraminutar o agravo.

CLT). 897. . estas são obrigadas a se manifestar. mas. do executado caberá agravo de petição para o TRT julgar e desta decisão. se o juiz opta por abrir vista as partes. se o executado não concordar. o juiz proferirá uma sentença.05. o juiz pode abrir vista às partes (facultativo ao juiz abrir vista). Para tais medidas.09 Prof.E o laudo apresentado pelo perito. Mas. -5– .Se o exeqüente não concorda com os cálculos homologados. se contrária a CF caberá novamente Recurso de Revista para o TST julgar. André Luiz Paes de Almeida Aula: 5 .DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 27. . sob pena de preclusão. cujo recurso cabível é denominado Agravo de Petição (art.Da Sentença proferida na impugnação do exeqüente ou nos Embargos a Execução. pois não possuem natureza de recurso. só cabe ao executado opor Embargos à Execução.No final. Em seguida o juiz homologa os cálculos. o prazo será de 05 dias. deverá impugná-los. .

dispõe o empregador do prazo prescricional de 30 dias.3) Suponha-se que um empregado tenha sido demitido sem justa causa da empresa para que trabalhava e que esta não lhe tenha fornecido as guias do seguro desemprego.05.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno 27. B) apelação. C. sob pena de prescrição da pretensão correlata. André Luiz Paes de Almeida Aula: 5 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) (OAB/CESPE – 2004. nas execuções.09 Prof. assinale a opção incorreta. o prazo para o ajuizamento da ação é de dois anos a contar da extinção do contrato de trabalho.C. -6– . D) em juizado especial cível da justiça comum estadual. o trabalhador rural dispõe de cinco anos para ajuizar reclamação trabalhista. D) pelo STF. ele deve ingressar com ação A) em vara cível da justiça comum estadual. 3) (OAB/CESPE – 2007. C) pelo STJ. 2. D) Para dispensar dirigente sindical que cometa falta grave. B) na justiça do trabalho.3) Um conflito de competência existente entre um juiz do trabalho e um juiz federal deve ser julgado A) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). caso o empregado tenha interesse em mover algum tipo de ação contra a empresa para obter indenização pelo não-fornecimento das guias do seguro-desemprego. 4) (OAB/CESPE – 2007. cabe(m) A) recurso ordinário.B.ES) Acerca das regras de prescrição e decadência no direito do trabalho. 2) (OAB/CESPE – 2007. D. o prazo fixado pelo empregador para que seus empregados adiram a plano de desligamento incentivado é de natureza decadencial. a contar da suspensão aplicada. B) por um tribunal regional federal. B) Embora não esteja previsto em lei. C) agravo de petição. C) Durante a vigência do contrato de trabalho. Nessa situação. A) Para os trabalhadores urbanos.3) Contra as decisões dos juízes do trabalho. sob pena de prescrição da pretensão correlata. D) embargos do devedor GABARITO: 1. C) na justiça federal. 3. 4.

O empregador paga a multa de 50%. André Luiz Paes de Almeida Aula: 3 ESTABILIDADE 1) Art. o único regime de contratação passou a ser o FGTS. 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) Demissão sem justa causa.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -30. somente tendo direito a ela.O representante da CIPA é denominado de presidente. Culpa recíproca. sobre a remuneração e não sobre o salário. bem como o seu suplente (art. a partir de então.Depósito de 8%. . sendo que. já o representante dos empregados é denominado como Vice presidente. Quando o empregado completar 70 anos de idade.04. o representante dos empregados. aqueles que haviam adquirido seu direito antes da promulgação da Constituição. . Tragédia natural.O empregado que contar mais de 10 anos na mesma empresa não poderá ser despedido senão por motivo de falta grave ou circunstância de força maior. O empregador deposita na conta do empregado. o qual é o representante dos empregadores. . até 1 ano após o final do seu mandato. art.Ao dirigente sindical. inclusive como suplente. somente o representante dos empregados tem estabilidade. . Moléstia grave (tanto do empregado quanto familiares próximos). salvo se a empresa tiver mais de 50 empregados. pois 10% serão revertidos ao governo.Estabilidade decenal. 2) FGTS – Lei 8. morte do empregado. . -O representante dos empregadores não tem estabilidade. -1– . Rescisão indireta. 165 da CLT. . caso seja eleito. Quem tem estabilidade é o Vice presidente.036/90 . ou seja. devidamente comprovada. extinguiu a estabilidade decenal. § 3º da CLT) Prazo: a partir do momento do registro de sua candidatura ao cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional. ou seja.Quanto a composição da CIPA tem que ser paritária.1) HIPÓTESES DE SAQUE DO FGTS. 2. 543. Compra da casa própria Conta inativa por 3 anos ou mais.09 Prof.Com o advento da CF/88. e o restante.CIPA = Comissão Interna de Prevenção de Acidentes = não é obrigatório. Multa do FGTS .A multa do FGTS é sobre os depósitos atualizados feitos por aquele empregador e não sobre o saldo. 2. os 40% restante será revertido em favor ao empregado. 492 da CLT . obviamente.2) PRAZOS PARA ESTABILIDADE a) Dirigente sindical e Membros da CIPA .

No entanto. (titulares e suplentes) b) Acidente do Trabalho .Art. .Trabalhadores em turnos ininterruptos de revezamento: 6 horas diárias e 36 horas semanais. 58 da CLT e art.também denominado BANCO DE HORAS (mesmo com acordo de compensação. 59. se submetidos a qualquer tipo de controle de horário. JORNADA DE TRABALHO 1) Art.Telefonistas: 6 horas diárias e 36 horas semanais.04. .213/91 . André Luiz Paes de Almeida Aula: 3 . independe de pedido de empregado. . somente ele tem a estabilidade. 7º. . 59 = Diz que o adicional não é inferior a 50%. CLT = Prevê a possibilidade de prorrogação da jornada de trabalho por 2 horas diárias com acréscimo de 50%. .Prazo: De um ano contado do retorno do empregado ao serviço.A doméstica também tem a estabilidade gestante. • Trabalhadores externos. §2º. o Vice-Presidente. I do TST concede a estabilidade igualmente ao suplente da CIPA. • Gerentes (indispensável para que exerça cargo de confiança e receba. 59. 40% a mais do que os seus subordinados).Da confirmação da gravidez.Os empregados excluídos da jornada de trabalho são: • Domésticos. Porém. passarão a ter direito às horas extras.Acordo de Compensação (§ 2º do art. c) Gestante .Súmula 244 do TST: O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não tira da empregada o direito a estabilidade. portanto. e se eleito até 1 ano após final do mandato. . .Para a obtenção do direito a esta estabilidade o empregado deverá ficar afastado por mais de 15 dias. 2) Jornada de Trabalho Diferenciada = 6 horas diárias.CLT) . salvo os bancários. . a atual redação da Súmula 85 do TST admite o acordo de compensação individual. deve ser respeitado o limite de duas horas extras diárias. não pode passar de 2 horas). .O § 1º do art. HORAS EXTRAS O art. Compensa quando o empregador quiser. .DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -30. passando a perceber o auxílio-doença acidentário do INSS.Prazo: Tem estabilidade do registro de sua candidatura.De acordo com o art. o acordo de compensação deverá estar determinado em acordo ou Convenção Coletiva.Representante dos empregados. 118 da Lei 8.09 Prof.A Súmula 339. . CLT. no mínimo. até 5 meses após o parto.Não tem direito ao regime de horas extras. Pois. . (trabalhadores ininterruptos = Trabalham em empresa que giram 24 horas) 3) Empregados excluídos da jornada de trabalho. -2– . estabelece 8 horas diárias e 44 horas semanais. XIII da CF. 59.Bancários: 6 horas diárias e 30 horas semanais . .

O empregado rural não possui hora noturna reduzida. • Jornada de mais de 06 horas a 08 horas 01 a 02 horas. ou seja. DSR – DESCANSO SEMANAL REMUNERADO . -3– .09 Prof.Pelo menos uma vez por mês o empregado tem que folgar aos domingos – obrigatoriamente. 67 da CLT .A jornada noturna para o empregado urbano possui a hora reduzida para 52 minutos e 30 segundos. . para o descanso. INTERVALOS 1) Intrajornada: Compreendido dentro da jornada (art. Obs: Os intervalos intrajornadas não contam como tempo de serviço e. CLT). não são remunerados. terminando às 08 horas. • Jornada de mais de 04 a 06 horas 15 minutos de intervalo.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -30. § 4º e 5º. ou seja. caso o empregado inicie a sua jornada às 20 horas. das 20 às 22 horas de maneira simples e das 22 às 24 horas. 73 d CLT Urbano = das 22 às 5h = Adicional = 20% = Jornada reduzida = 52’30’’ Agricultura = das 21h às 5 h Rural Pecuária = 20h às 4h 25% = Obs: Para o rural não tem jornada reduzida.04. • Jornada de 04 horas não tem intervalo. de preferência aos domingos. Mecanógrafos: • Trabalham com digitação escrituração • A cada 90 minutos trabalhados tem que ter 10 minutos de descanso contam como tempo de serviço.Art. • São no mínimo de 11 horas consecutivas. • Mecanógrafos a cada 90 minutos terá 10 minutos de descanso. 71. além do dia faltado. 2) Interjornada: é de um dia para o outro (art. .Quando o empregado trabalha no DSR ele recebe dobrado. como também poderá perder o período de férias. CLT) . CLT) • Realizado entre uma jornada e outra. portanto. com exceção dos 10 minutos dos mecanógrafos. 73. o empregado receberá de forma noturna durante todo o período (art. 66. terminado a meia-noite.Todos os empregados têm o direito de usufruir uma folga de 24 horas consecutivas. No entanto. . André Luiz Paes de Almeida Aula: 3 ADICIONAL NOTURNO .Entendem-se como jornadas mistas aquelas que o empregado ingressa pelo período noturno. de maneira noturna. receberá.Quando o empregado falta injustificadamente no decorrer da semana perderá a remuneração do DSR. .Art. se a jornada tem início às 02 horas. com adicional de 100%.

mas não tem direito a 1/3. § 1º e 2º. b) Concessivo = São os 12 meses subseqüentes em que o empregado deverá gozar as suas férias.Súmula 47 do TST = “O trabalho executado em condições insalubre. André Luiz Paes de Almeida Aula: 3 FÉRIAS . só por essa circunstância.O que caracteriza a insalubridade é o ambiente nocivo á saúde do empregado. . . • Os membros de uma mesma família que trabalhem na mesma empresa podem gozar as férias juntos. no máximo que pode vender são 10 dias.04. Períodos de Férias: a) Aquisitivo = São os 12 meses iniciais em que o empregado trabalha para adquirir direito a suas férias. No entanto.Todos os empregados têm direito a 30 dias corridos de férias. ocorre os requisitos previstos nos incisos do art. 136. . se quiser vender o empregador é obrigado a comprar. não afasta. É facultado ao empregado converter 1/3 do período de férias (não 1/3 constitucional). ou seja. salvo: . Quem ordena o período de férias é o empregador. salvo para os menores de 18 anos e maiores de 50 anos que deverão gozar as férias em um só período obrigatoriamente. Se o empregado quiser vender suas férias. ainda que trabalhe parte do dia.09 Prof. o direito à percepção do respectivo adicional. 143 da CLT = Abono pecuniário = é a venda das férias. . em casos excepcionais podem ser divididas em até dois períodos um dos quais não poderá ser inferior a 10 dias corridos.O estagiário tem férias. Obs: Quem ordena o período de férias é o empregador. inclusive os empregados domésticos. 130: FALTAS Até 5 De 6 a 14 De 15 a 23 De 24 a 32 PERIODO DE FÉRIAS 30 dias 24 dias 18 dias 12 dias As Férias têm que ser gozadas em um só período de 30 dias. O empregado pode vender até 1/3 do período de férias. Art. ele faz jus ao direito à insalubridade.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -30. 189 da CLT .Quando o empregado falta.O empregado recebe sua remuneração + 1/3 (chamado terço constitucional). Independe do pedido do empregado A CLT determina que o empregador avise o empregado com pelo menos 30 dias de antecedência ás férias. se assim desejarem e se isso não resultar prejuízo ao empregador.” -4– . em caráter intermitente. o empregador é obrigado a comprar. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE – ART. CLT) • Os empregados estudantes e menores de 18 anos devem conciliar as férias escolares com as feiras do trabalho (requisitos cumulativos).Exceções: (Art.

P. Na prova da OAB. a decisão mais recente do STF. b) Explosivos.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -30.Nos casos de insalubridade. Pela CLT só duas atividades recebem esse adicional: a) Inflamáveis.09 Prof. torna indevido o adicional./E.I que elimina o agente da insalubridade. sobre salário do empregado para quem trabalha com explosivos e inflamáveis e não sobre a remuneração. Só é considerado insalubre. a perícia é obrigatória.A recusa de utilizar o EPI constitui justa causa. .Todo adicional só é devido mediante ocorrência da causa. Em razão da Súmula Vinculante nº 4 veda a aplicação do salário mínimo como base de cálculo. portanto.OBS: O menor não pode trabalhar em atividade insalubre ou perigosa.Portaria 3214/78 m. como também não pode trabalhar em horário noturno. -5– . – Súmula 80 do TST = O uso do E.Para os eletricitários é de 30% sobre a remuneração e não só sobre o salário. diz que tem como base de cálculo o salário do empregado. . mas é indispensável a fiscalização do uso pelo empregador. § único. Não basta a entrega do EPI. dependendo do grau do agente tem adicional de insalubriade: mínimo. as atividades constantes dessa portaria.É de 30% o adicional. médio e máximo.I. 40%.Art.04. ou seja. se for justificada não dá justa causa.P. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE – ART. ela determina quais são as atividades insalubres. Segundo o § único do art. Todo adicional só é devido mediante ocorrência da causa. (Art.P. Mas foi cancelada pelo STF. 158 da CLT – “Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: “b”) ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa.E. .C. 158.” .A retirada dos quadros dessa portaria torna indevido o adicional. – Essa portaria traz todas as normas regulamentando todas as atividades insalubres. . tendo como base de cálculo o salário mínimo.Todos aqueles que estão na área de risco tem direito a periculosidade. .Não existe direito adquirido em adicional. . 192 da CLT o adicional é de 10%.t. . .Súmula 248 do TST . . 193 da CLT.369/85 = inclui adicional de periculosidade para os eletricitários. André Luiz Paes de Almeida Aula: 3 . “b” da CLT). .Visa remunerar o risco à integridade física do empregado. . 20%. ele tem que fiscalizar a utilização do equipamento. c) Segundo a Lei nº 7.

desde 20/7/1994. OAB. 2. ao respectivo adicional. André Luiz Paes de Almeida Aula: 3 QUESTÕES DE AULA 1. Considerando que a hora do trabalho noturno corresponde a 52 minutos e 30 segundos.SP/2008. -6– . de terça-feira a domingo. também. o intervalo mínimo para descanso entre uma jornada de trabalho e outra deve ser de A) 10 horas. B) recebimento de horas extras. com jornada de seis horas. não integra o salário de José. (OAB/CESPE – 2006. não serão devidas horas extras. por ser parcela indenizatória. O estabelecimento empresarial do empregador de José fecha às terças e quintasfeiras à meia-noite. caso exista acordo escrito prevendo o sistema horário praticado. fazendo jus. pelo empregado de uma padaria. C) Se José for transferido para o período diurno. observando-se apenas o limite de duas horas diárias. continuará tendo direito ao adicional noturno. A) As horas prestadas a partir da oitava hora diária por bancário ocupante de cargo de chefia e que perceba gratificação igual ou superior a um terço do salário são extras. A)O adicional noturno.DIREITO DO TRABALHO Extensivo – Noturno -30.CESPE. B. (OAB/CESPE – 2004. B) José presta. B) 11 horas. desde que tal condição esteja anotada na carteira profissional e no registro de empregados. com duas folgas semanais. e de sexta-feira a domingo. 3.2. de terça-feira a domingo. D) O empregado que exerce atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho. não faz jus a horas extras. 4) OAB. C) repouso semanal remunerado. C) 12 horas.C.09 Prof.1) José trabalha como garçom em um restaurante. C. D) jornada de trabalho não superior a oito horas diárias. serviço em horário extraordinário.2 . C) Nas atividades insalubres. B) Verificado o labor por nove horas diárias em quatro dias da semana e oito horas no quinto dia subseqüente. Sua jornada inicia-se às 18 h. assinale a opção incorreta. D) 13 horas.ES) Considerando as regras legais relativas à jornada de trabalho.De acordo com o que dispõe a Consolidação das Leis do Trabalho. 2. o trabalho extraordinário pode ser prestado sem restrições. às duas horas da manhã. 3. D) As gorjetas recebidas por José deverão ser utilizadas como base de cálculo para as parcelas do adicional noturno. recebendo salário fixo.04. acrescido das gorjetas. É assegurado ao empregado doméstico A) adicional noturno. B.CESPE. assinale a opção correta. 4.SP/2008. GABARITO: 1.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO INTERNACIONAL .

Decreto 4388/2002 -É um tribunal autônomo e permanente -Competência: julga crimes contra a humanidade (Crimes de Guerra Genocídio. Sujeitos a) Estados b) Organizações Internacionais c) Indivíduo (sujeito de direitos e obrigações do Direito Internacional Público). FIFA. 3. Ex.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . relativos à nacionalidade.Não governamentais= ONGS: Particulares por meio de Contrato. Organização Internacional .2009 Aula: 1° Temas tratados em aula 1. -Atuará se País não tiver condição de julgar e abrir mão da competência. – Art. -Não é uma competência originária é suplementar. Ex. estrangeiro. o qual possui imunidade. FMI. -O Brasil integrou o estatuto de Roma .NOTURNO Disciplina: Direito Internacional Prof. O Vaticano é Estado observador na ONU e não exerce o direito de voto.03. Representação de Convenção Direito Internacional de Direitos Humanos Tribunal Penal Internacional -Foi criado pelo estatuto de Roma em 1998. Núncio Apostólico: é o embaixador do Vaticano. . Direito Internacional público: Conceito Clássico: Trata das relações entre Estados. UNESCO. Conceito Moderno: Trata das relações entre os sujeitos do Direito Internacional Público. b.: Darlan Barroso Data: 12. 2. §4º da CF/88. -1– . Agressão). ONU. Regra “Lex Fori”: aplica-se a lei do lugar do fato jurídico. sendo signatários na Convenção de Viena e nas relações diplomáticas. a) Estado: -Elementos: 1º Povo 2º Território (Convenção de Montego Bay) 3º Governo Soberano 4º Finalidade Tratado de Latrão: No Vaticano o povo é o Papa .O Vaticano não interfere em relações políticas. Conceito Direito Internacional privado: Trata da lei no espaço em que o particular está envolvido. OIT. -Pena: Prisão de até 30 anos. Cruz Vermelha.Intergovernamentais (interestatais)= ORGS: é formada por Estados por meio de Tratado. 5º.

2º Conselho de Segurança É Composto por 15 membros -05 permanentes: Reino Unido. 3º Conselho Econômico e Social Possui 54 membros eleitos por 03 anos. -10 não permanentes – Eleitos no período de 02 anos. princípios gerais do DIP Fontes auxiliares = Doutrina. China. -2– .Carta da ONU. Est.Comissariado 5. membros da ONU. anexo.2009 Aula: 1° Corte Internacional de Justiça -É um órgão da ONU -Criado pela carta da ONU -Estatuto é uma parte da carta. os quais possuem até 05 representantes. ONU Finalidade da ONU -Assegurar a Paz e segurança nacional Estrutura da Onu: 1º Assembléia geral. CIJ (meios de resolução de conflitos) Fontes Primárias = Tratados. Jurisprudência. formada por todos os membros.: Darlan Barroso Data: 12. 6º Secretariado Geral -Secretário geral – O atual Ban Ki Moon é Sul Coreano (2007 a 2011) -Pessoal . -Nações Unidas foi criada em 1945 . participando com apenas um voto. concordância das partes Costume = prática geral é o elemento objetivo e aceita como Direito do elemento subjetivo. -Julga Estados. 4.NOTURNO Disciplina: Direito Internacional Prof. -Possuindo 51 membros originários (inclusive o Brasil).03. França. -Atualmente possui 192 membros. Equidade. 5º Corte Internacional de Justiça -Rui Babosa foi o primeiro Brasileiro a fazer parte. 38. Fontes do Direito Internacional Penal -Estatuto da Corte Internacional de Justiça – art. Federação Russa. Cortes Internacionais. 4º Conselho de tutela -Serve para a administração de povos não autônomos -Desde 1994 esta com suas atividades suspensa. costumes. pela assembléia geral.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .

Reserva -Cláusula de exclusão de responsabilidade.No caso de conflito permanece o Direito Internacional Público. Ata. Ex. Em 1992 o Presidente mandou mensagem Congresso para participar da Convenção de Viena de 1969. -Qualquer denominação: como regra os tratados são inominados. gera efeito “ex nunc”. Conflito o Direito Internacional interno e Direito Internacional Público Teoria Dualista: duas ordens distintas / há a transposição Teoria Monista: ordem única – teoria da aplicação imediata. Tratado Internacional = Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados.: Darlan Barroso Data: 12. O Brasil não faz parte das organizações.NOTURNO Disciplina: Direito Internacional Prof. CF/88. não tem efeito retroativo. 3º Fase = Ratificação: O tratado é ratificado pelo Presidente da República – A ratificação é um ato discricionário. regido pelo Direito Internacional Público. Convenção de Viena acordo tem que ter capacidade. solene. ou seja. 6. -Constante em único ou múltiplos instrumentos. Tratado.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .1º e 2º São Fases Internacionais 2º Fase = Referendo congressual 3º Fase = Ratificação 4º Fase = Promulgação e Publicação -2º a 4º São Fases internas Chefe de estado ou o Secretario de Estado Carta de plenos poderes – Plenipotenciário Assinatura é ato precário e provisório. É escrito. I. 1ª) 1969 regulamenta dos tratados entre Estados 2ª) 1985 Tratados também por organizações. -3– .1 Definição de Tratado = Art. Pacto. celebrado entre sujeitos do Direito Internacional. 49. Momento da assinatura -Ratificação -Assinatura Não cabe reserva 7. 2º. ser lícito e tem que ter sanção. Carta.2 Formação do tratado internacional 1º Fase = Negociação e Assinatura .03. 2º Fase = Referendo congressual – No Brasil é o Congresso Nacional que referenda – Art. Convenção. o congresso ordenou o dia. Teoria Monista internacionalista . em 1985.2009 Aula: 1° 6. Protocolo. 6. -Concordata: Tratado nominado que tiver como objeto um privilégio para cidadão católico. Teoria Monista nacionalista – prevalece a norma determinada pelo direito interno.

8. 5. Tratados sobre direitos humanos: = Art. §2º : Decreto legislativo tendo eficácia de norma supra legal (entre a lei ordinária e a Constituição) = Art.NOTURNO Disciplina: Direito Internacional Prof. possuindo força de norma infraconstitucional equivalente a uma lei ordinária.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .03. 5.2009 Aula: 1° Prisão Civil – depositário infiel e devedor de alimentos Prisão Civil – depositário infiel foi derrogada STF – posição: Tratados comuns= Decreto legislativo aprovado por maioria simples. Saída do Tratado -Ab-rogação é equivalente a uma derrogação parcial -Derrogação -Renúncia -4– .: Darlan Barroso Data: 12. §3º da CF/88 = os tratados serão equivalentes às emendas Constitucionais quando obedecido as regras da CF.

2. A De acordo com a Convenção de Viena sobre direito dos tratados. o direito internacional público desenvolveu-se no sentido de admitir fontes de direito diferentes daquelas admitidas no direito interno. segundo a Convenção de Viena sobre direito dos tratados. B O recurso aos trabalhos preparatórios inclui-se na Regra Geral de Interpretação disposta na Convenção de Viena sobre direito dos tratados. C Anistia Internacional. (OAB/CESPE – 2007. C Os tratados.PR) Não compõe a estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU) o(a) A Comissão de Direito Internacional.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . não está prevista na Convenção de Viena sobre direito dos tratados.C -5– .3) Em razão de sua natureza descentralizada.3.03. (OAB/CESPE – 2007.NOTURNO Disciplina: Direito Internacional Prof.: Darlan Barroso Data: 12. não pode ser considerada fonte de direito internacional? A Tratado. D Princípios gerais de direito. 3.B. D Assembléia-Geral. B Decisões de tribunais constitucionais dos estados. (OAB/CESPE – 2007.PR) Assinale a opção correta quanto ao direito dos tratados. D A aplicação provisória de tratados. GABARITO 1.A. 3.3. Que fonte. entre as listadas a seguir.2009 Aula: 1° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. um tratado pode proibir expressamente a formulação de reservas. 2. C Costume. podem ser escritos ou orais. embora alguns Estados a pratiquem. B Conselho de Direitos Humanos.

1 . 2. ZEE 4. d) Quanto à adesibilidade: • Aberto: tratado que admite novos membros. 2ª e a 4ª = fases internas. Ilimitados: não são limitados por quaisquer circunstâncias. FASES DO TRATADO INTERNACIONAL . . CLASSIFICAÇÃO DOS TRATADOS a) Quanto às partes: • Bilateral: duas partes constituem o tratado. • Fechado: não admite adesão de novos membros.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . Zona contígua = 12mm (inicia onde termina o mar territorial) . c) Quanto à execução: • Transitórios: são tratados de efeitos com duração por tempo determinado. Ex.Regulado na Convenção de Montego Bay (Jamaica). b) Quanto à forma: • Devida forma: segue todas as fases do tratado. Limitados: Algumas circunstâncias podem limitar a adesão ao Tratado. • Permanentes: os efeitos são prolongados no tempo. 2.Neste espaço o Estado tem total soberania. 1. MT 2.NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof. O tratado produz efeito por tempo indeterminado.Espaço onde o Estado tem poder de fiscalização. Águas internacionais. ZC 3.: Tratado do Mercosul – somente os países do Mercosul podem aderir. Mar territorial = 12mm (milhas marítimas).Um tratado se forma pelas seguintes fases: 1ª Negociação Assinatura 2ª Referendo do Congresso 3ª Ratificação 4ª Promulgação e publicação 1ª e a 3ª = fases internacionais. criando uma situação jurídica dinâmica. 1. qualquer país interessado nas diretrizes do tratado poderá aderir. • Multilateral: mais de duas partes formam o tratado. DIREITO DO MAR .: Darlan Barroso Aula:02 Temas Tratados em aula: 1. • Simplificada: o tratado de forma simplificada pode ser feito por troca de notas diplomáticas.

Navios de Guerra: os navios de Guerra. optar pela nacionalidade brasileira. que não configura um movimento de guerra). Obs. mas não podem violar a paz de outros Estados. b) Nascidos no estrangeiro. Exceção: filhos de diplomatas em missão de seu país.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . Zona Econômica Exclusiva = 188mm (inicia-se no fim do Mar Territorial. Consulados: representam os interesses dos nacionais. 3. diz que para os países que assinaram o pacto: Artigo 20 – Direito à nacionalidade 1. é considerado um navio pirata. Embaixadas: representam os direitos do Estado. após a maioridade (ou emancipação) e residente no Brasil. 4. . CF . As ilhas artificiais.A nacionalidade é uma questão relacionada à soberania. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. Águas internacionais ou alto mar = todos podem explorar. as plataformas marítimas e os baixios a descoberto. venha. asseguram o direito de passagem inocente para navios de qualquer nacionalidade. .Baixios a descoberto: são ilhas que emergem e que submergem de acordo com as marés. filho de pai ou mãe brasileiro. ou seja. 2 .NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof.Espaço onde o país pode fazer a exploração de recursos vivos e não vivos. A ninguém se deve privar arbitrariamente de sua nacionalidade. (ius soli) . . desde que: (ius sanguini) Com registro consular. Ou. 3. . (ius sanguini) c) Nascidos no estrangeiro. aqueles nascidos em navio ou aeronave de bandeira brasileira.Passagem inocente: é a passagem não hostil (não hostil é a passagem pacífica. Os países que assinaram a Convenção de Montego Bay. onde quer que se encontrem são considerados extensões do território nacional do seu país. nem do direito de mudá-la.: Darlan Barroso Aula:02 3. 12.Os brasileiros dividem-se em: Inciso I: Natos. a) Nascidos no Brasil.: Um navio sem identificação (determinações da Convenção de Montego Bay). sem sua bandeira.Assim entendidos também. Toda pessoa tem direito à nacionalidade do Estado em cujo território houver nascido. É um direito imprescritível. a qualquer tempo.O Pacto de San Jose da Costa Rica. Até os 12 anos do nascido. sobrepõe-se à Zona Contígua) . filhos de pai ou mãe brasileira. NACIONALIDADE .Nacionalidade é o vínculo do sujeito com o Estado. a serviço do Brasil (governo brasileiro). Art. se não tiver direito a outra. 2. não têm mar territorial próprio. As ilhas naturais possuem seu próprio mar territorial.

A participação em empresa de comunicação social.NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof. Até que atinja a maioridade e possa optar pela nacionalidade brasileira. Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 1º) tiver cancelada sua naturalização. pessoa jurídica que tenha se constituído sob leis brasileiras e que tenham sede no Brasil. Estatuto do estrangeiro: Lei 8.Somente por meio de sentença que cancelar a nacionalidade (juiz federal). • De Ministro do Supremo Tribunal Federal. A condição perdura até que alcance a maioridade e possa optar. PERDA DA NACIONALIDADE . em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. • Da carreira diplomática. CF). • De Presidente do Senado Federal. será um “brasileiro sob condição”.Requisitos: 15 anos de residência + inexistência de condenação penal. • De oficial das Forças Armadas. • De Ministro de Estado da Defesa Art.Requisitos: 1 ano de residência no Brasil + idoneidade moral.615/80 . Exceto: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. por sentença judicial. .OAB 1ª FASE EXTENSIVO . 222.A reaquisição da nacionalidade dependerá de Ação Rescisória (art. b) de imposição de naturalização. nos casos em que há previsão constitucional: São privativos de brasileiro nato os cargos: • De Presidente e Vice-Presidente da República. ou ainda. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. • De Presidente da Câmara dos Deputados. somente será permitida ao brasileiro nato ou ao naturalizado há mais de dez anos. prevê ainda. é como uma nacionalidade temporária. Nota: A nacionalidade poderá ser devolvida desde que cessem as razões do cancelamento e por meio de decreto do presidente da república. 12. 2º) adquirir outra nacionalidade por naturalização voluntária. b) Natural de outros países: . ao brasileiro residente em estado estrangeiro.: Darlan Barroso Aula:02 Os apátridas (sem nacionalidade) possuem um passaporte da ONU. a) Natural de país de língua portuguesa: . Somente a CF poderá fazer discriminação em relação a brasileiros natos e naturalizados. 3 . pela norma estrangeira.Perderá a nacionalidade. uma prova de língua portuguesa e prova de que possui bens no Brasil ou qualquer forma de condição de subsistência no país. Inciso II: Naturalizados. CF: . § 4º. .O Estatuto do Estrangeiro. . o naturalizado que atentar contra o Estado.

O estrangeiro está sujeito à deportação. antes da naturalização ou tráfico dias. Extradição Art. Estrangeiro que atenta contra a ordem ou segurança nacional. após satisfeitas de voltar ao país. por meio Supremo Tribunal Federal para Federal com natureza de Decreto. Naturalizados admitem.: Darlan Barroso Aula:02 4. Vedada à extradição de brasileiros Enquanto não ocorre a Prisão ou liberdade vigiada natos. as obrigações administrativas. EE. direitos políticos. cessadas as causas de irregularidade. por até 60 dias em aguardo de deportação) 4 . O estrangeiro poderá reingressar no território O estrangeiro ficará impedido Não impede o retorno (cessada a nacional. saída Expulsão Art. estrangeiro. 109 da CF). Porém. dentre estes. O fato tem que ser crime no Brasil Do Decreto caberá pedido de e haver compatibilidade de pena reconsideração em 10 dias. alienígena. 57 – compulsória. cabendo ao Presidente administrativa.NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof. moralidade e a economia popular. Extradição ativa = quando o Brasil solicita Extradição passiva = quando outro estado requer ao Brasil. Presidente da República Competência originária do Ato praticado pela Polícia (inclusive revogação). Tratado ou promessa de reciprocidade = cooperação judiciária. ou seja. Estatuto da Igualdade Entre Brasil e Portugal foi assinado o Estatuto da Igualdade. instaurado pelo Ministro da da República o ato de extradição. desde que. Prática de crime pelo estrangeiro. os cargos de brasileiros natos não poderão ser ocupados por portugueses. se for o caso. 57.815/80 . que garante aos portugueses residentes no Brasil e aos brasileiros residentes em Portugal.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . (poderá haver a detenção no Brasil. A deportação será feita por autoridade policial. Deportação será para o Deportação será para o país de país de origem ou que origem ou que aceite receber o aceite receber o estrangeiro. Justiça. 65 – saída compulsória. extradição e expulsão: Deportação Art. O retorno poderá ocorrer. Entrada ou permanência perturbe a tranqüilidade ou irregular do estrangeiro. até 60 decretada por juiz federal (art. Representa pedido formulado por outro estado para que o estrangeiro responda pela prática de crime. ESTATUTO DO ESTRANGEIRO – Lei 6. O inquérito será autorizar. CF – o STF determinou que os direitos constitucionais concedidos aos estrangeiros aplicamse a todo e qualquer estrangeiro no país. 76 – entrega às autoridades estrangeiras. causa da extradição). e não somente aos residentes. ESTRANGEIRO . aquele que não é nacional. salvo os portugueses. 5º.Os estrangeiros não possuem direitos políticos. Saída compulsória (forçada) por ingresso ou permanência irregular no país. de entorpecente. direitos recíprocos.Forasteiro. em deportação. (ou condição de cumutação).Art. o estrangeiro Nos crimes a prisão será caso de crime comum praticado poderá ficar preso. . Deportação: . -Art.

seja ela econômica. EE: Não será expulso aquele que: • For casado há mais de 05 anos com brasileiro. etc. 5º. constitui crime de reingresso ilegal – art. de fato ou de direito. em razão de o estrangeiro estar perturbando a ordem interna. • Promessa de reciprocidade. 76.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . 338. Ex: pastores da Igreja Renascer. Pode caracterizar perturbação à ordem a vadiagem. Condição: comutação de pena. • Naturalizado: Por crime anterior à naturalização. CF). CP (salvo se o presidente revogar a expulsão por meio de Decreto). O Expulso não poderá voltar ao país. Repatriação: devolver ao país de origem após a negativa de entrada da pessoa em outro Estado. Pode ser: • Ativa – quando o Brasil requer ao outro país a extradição de alguém. para que se submeta a julgamento ou cumpra de pena já imposta. É uma saída compulsória. Por envolvimento em tráfico de entorpecentes (não importa o momento do crime). Pode ser extraditado: • Estrangeiro.Art. Extradição . Para autorizar e ter autorizado o pedido de extradição é necessário o preenchimento de alguns requisitos: • Tratado de cooperação judiciária. Obs. LII. • O crime não pode ter natureza política (art. EE. Tal expulsão constitui um ato administrativo. a expulsão poderá efetivar-se a qualquer tempo. • Se a expulsão implicar em extradição inadmitida. • Se tiver filho brasileiro sob sua guarda + dependência econômica. a mendicância etc. • Passiva – quando o Brasil sofre o pedido de extradição de um outro país. desenvolvido no Ministério da Justiça (há Decreto do Presidente que delega ao Ministro da Justiça a expulsão de estrangeiros). • Similitude de crime. o divórcio ou a separação.: Darlan Barroso Aula:02 O estrangeiro é deportado para o país de origem ou para o país que o aceitar. 65.NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof.Art. Art. 75.: Não constituem impedimento à expulsão a adoção ou o reconhecimento de filho brasileiro supervenientes ao fato que o motivar. social. Verificados o abandono do filho. jurídica. punível em ambos os países. Banimento: Expulsão: . 5 . É feito um procedimento administrativo. EE É a entrega do estrangeiro a outro estado soberano.

CPC: Não dependem de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça. • a ação se originar de fato ocorrido ou de ato praticado no Brasil. estiver domiciliado no Brasil. ainda que o autor da herança seja estrangeiro e tenha residido fora do território nacional. cessada a causa da extradição. b) Terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia. 89.proceder a inventário e partilha de bens. II . oriundos de país estrangeiro. não será extraditado – equiparam-se os portugueses amparados pelo Estatuto da Igualdade. desde que. HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA . • no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação.Autenticada (cônsul) . nem obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que Ihe são conexas. para serem executados. e) Ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. 5. 88. LICC) a) Haver sido proferida por juiz competente. Não dependem de homologação as sentenças meramente declaratórias do estado das pessoas. que: (art. os títulos executivos extrajudiciais. CPC Será competente a autoridade judiciária brasileira quando: • o réu. Competência exclusiva da Justiça Brasileira: Art. . • Juiz competente • Prova da citação Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro. há de satisfazer aos requisitos de formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e indicar o Brasil como o lugar de cumprimento da obrigação. 15.conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil. Requisitos da homologação da sentença: • Cópia integral da sentença. . d) Estar traduzida por intérprete autorizado. qualquer que seja a sua nacionalidade. Competência concorrente – art. • Estado soberano. c) Ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em que foi proferida. situados no Brasil.Tradução juramentada. A ação intentada perante tribunal estrangeiro não induz litispendência.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . 6 . Sentenças: • Documento original do Judiciário. • Equivalente (Sentença arbitral). depende de homologação no STJ. Carta rogatória: pedido de ato judicial por outro “exequatur” Uma sentença estrangeira.NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof. para surtir efeitos no Brasil.Homologação de sentença estrangeira e cartas rogatórias. CPC I .: Darlan Barroso Aula:02 O brasileiro nato. 585. para ter eficácia executiva. A extradição admite o reingresso. O título. • Prova do trânsito em julgado.Art.

• De jurisdição. • Concessão de asilo político. • Igualdade entre os Estados.Art. RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS . Há duas convenções de Viena sobre as Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares. • Solução pacífica dos conflitos.: Darlan Barroso Aula:02 6. os membros possuem: Imunidades: • Tributária. Acreditado: o Estado que recebe a representação. Acreditante: Estado que manda a representação. • Autodeterminação dos povos. • Dos veículos. • Defesa da paz.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . Inviolabilidades: • Do local onde estão localizados.NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof. Em missão diplomática.Princípios: • Independência nacional. 7 . 4º. • Não-intervenção. • Cooperação entre os povos para o progresso da humanidade. • Prevalência dos direitos humanos. • Mala diplomática. CF. . • Repúdio ao terrorismo e ao racismo.

como nas demais democracias modernas. os tratados passam.NOTURNO Direito Internacional – 10/06/09 Prof. os tratados podem ser promulgados pelo presidente da República. D) Após firmados. 2. os tratados relativos ao MERCOSUL. B) No momento da efetivação do ato citatório. assinale a opção correta. B.3) Tratados são. A) Uma vez ratificados pelo Congresso Nacional. durante uma viagem de navio. 8 . e por este remetida. a criança terá nacionalidade brasileira.ES) Por intermédio de carta rogatória proveniente do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte. A) A perda da nacionalidade brasileira somente poderá ocorrer caso haja aquisição de outra nacionalidade por naturalização voluntária. assinale a opção correta. No modelo jurídico brasileiro. por excelência. a rogatória será devolvida ao STF. ao qual não poderá mais retornar. D) Considere que. os tratados passam a gerar obrigações imediatas. por via diplomática.: Darlan Barroso Aula:02 QUESTÕES SOBRE O TEMA: 1. (OAB/CESPE 2008. dependendo a eficácia dessa manifestação do disposto no ordenamento jurídico da justiça rogante. a compor o direito brasileiro. C) Da concessão ou denegação do exequatur não cabe recurso. são automaticamente incorporados visto que são aprovados por parlamento comunitário. D Cumprida. de imediato. já que a justiça inglesa carece de competência para processar e julgar ação contra empresa domiciliada no Brasil. 3. C) Uma vez firmados. 2. B) A extradição é um ato estatal que obriga o estrangeiro a sair do território nacional. (OAB/CESPE – 2007. Nessa situação. após a verificação de seu iter de incorporação. (OAB/CESPE – 2004. é facultado à empresa domiciliada no Brasil manifestar sua recusa em se submeter à justiça inglesa. A) A diligência requerida não poderá ser efetivada por violar a soberania nacional e a ordem pública. não podendo os Estados se eximir de suas responsabilidades por razões de direito interno. D. no prazo de dez dias. A respeito dessa temática. ao governo inglês.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . Com referência à situação hipotética acima. que deixara seu país rumo a um passeio pelo Caribe tenha uma criança no momento em que o navio transite no mar territorial brasileiro. B) Aprovados por decreto legislativo no Congresso Nacional. GABARITO 1. de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro. ainda que criem compromissos gravosos à União. 3. assinale a opção correta. normas de direito internacional público. em igual prazo. tratados passam a integrar o direito interno estatal. B. um casal de argentinos. objetivou-se proceder à citação de empresa domiciliada no Brasil. para que esta compusesse o pólo passivo de uma ação cível contra si movida pela empresa Gama perante a justiça inglesa. C) Nacionalidade é o vínculo entre o indivíduo e a nação.2) Acerca do direito internacional atinente a nacionalidade e a extradição.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO PENAL .

3) Trabalhos forçados = Pela convenção da OIT = trabalhos praticados mediante coerção física. d) Princípio da Individualização da penas .1) No crime de rixa qualificada aceita responsabilidade objetiva. no caso de pratica de novo crime durante o cumprimento da pena. b. b) A proporcionalidade da pena = O mal da pena não pode ultrapassar o mal do crime. b) Princípio da Humanidade das Penas .1. Dignidade da pessoa humana importante de cada ser humano = O homem é sempre o fim de todas as coisas não pode ser o meio para o fim. Denominação unificação de penas o incidente no qual o juiz das execuções penas reduz à 30 anos a pena que supera tal limite. . Tem fundamento constitucional proibi as penas de: b.3) Na embriaguez voluntária ou culposa há responsabilidade objetiva. a. c) Princípio da Intrancedência ou Princípio da Personalidade da Pena . (fuzilamento) salvo de caso de guerra externa declarada.2.A obrigação de reparar o dano pode passar aos herdeiros no limite das forças da herança.A pena deve ser fixada de acordo com as peculiaridades do crime e do criminoso.2) A responsabilidade penal da pessoa jurídica. nos crime contra o meio ambiente. Exceção: é possível que alguém permaneça mais de 30 anos ininterruptos no cárcere.PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL a)Princípio da Culpabilidade: .Vedação da responsabilidade objetiva = Não pode haver crime sem dolo ou culpa.) Pena de prisão perpétua. b.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 16/02/2009 Aula: 1° TEMAS TRATADOS EM SALA I .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . b. exeções admitidas no ordenamento: a.5) Banimento = é a retirada forçada do território nacional.) Morte.A pena não pode passar da pessoa do condenado. O trabalho obrigatório é dever do preso sob pena de receber castigos e perde regalias.O condenado não perde sua condição humana.4) Cruel = impõe intenso e ilegal sofrimento. b.Três momentos da individualização da pena: -1– . O Princípio da Culpabilidade = deriva do fundamento constitucional da dignidade a pessoa humana. . 75 do CP. Esta regulamentada no art. a. que prevê o limite máximo de cumprimento de pena de 30 anos.

No Direito Penal gera dois Sub-Princípios: a) Principio da Insignificância = significa que lesão ou riscos insignificantes ao bem jurídico. não merece relevância penal.1)Tipo fechado: Aquele que cumpre a taxatividade. Tipo culposo fechado a receptação culposa. Ex. 1º do CP.2. por que vem do Presidente da República. e apenas os pares podem delimitar a liberdade do cidadão. Ex: o furto de um limão.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE – ART. O juiz deve examinar a gravidade peculiar do crime em concreto. não se pune por semelhança. Os tipos dolosos devem ser fechados. merece relevância penal. . *No princípio da Fraguimentariedade = só a grave lesão. .Não há crime não há pena sem lei anterior que o defina. sob pena de inconstitucionalidade. ou seja.É Lei Ordinária.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .) Tipo aberto = não cumpre a taxatividade.O estado deve interferir o mínimo possível na esfera de direitos do cidadão. = Classifica-se como tipo: b. Ex. que a lei deve ser a vontade do povo.Princípios: a) Da Estrita Reserva Legal = Apenas a lei em sentido estrito pode veicular matéria penal incriminadora.Tem vários Sub. b.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 16/02/2009 Aula: 1° a) Cominação legislativa = O legislador prevê penas mais graves para crimes mais intensos e vice-versa b) Sentença = Aplicação da pena. . .Apenas a lei escrita pode prevê crime. 213 e 214 do CP. ato obsceno. b) Princípio da Adequação Social = O fato socialmente adequado não merece relevância penal II. Por isso medida provisória não pode veicular matéria penal incriminadora. b) Taxatividade = Significa que a Lei deve estabelecer o que é e o que não é crime.Lei Delegada também não veicula matéria penal . III. c) Execução da pena = O condenado com bom comportamento deve merecer regalia e vice-versa = mal comportamento o castigo. e) Princípio da Intervenção mínima .PRINCÍPIO DA EXIGIBILIDADE DE LEI ESCRITA (VEDAÇÃO DE ANALOGIA) . = Significa que a lei deve descrever de forma circunstanciada a conduta proibida. O tipo culposo pode ser aberto. Exemplo clássico de analogia “in bona parti” é a possibilidade aborto sentimental se decorre de atentado violento ao pudor -2– .

.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .São aquelas que trazem em seu bojo o momento de sua auto-revogação. 4) “abolitio criminis” . . Classifica-se como extra-atividade se a lei produz efeitos para fatos anteriores a sua vigência (retro atividade) ou se tem eficácia e momentos posteriores a sua revogação (ultra-atividade). será aplicado aos fatos ocorridos durante sua vigência mesmo após sua auto revogação.PRINCÍPIO DA LEGALIDADE DAS PENAS . V. .Classificação das Lei de Vigência Temporária: a) Leis Temporárias: São as que apontam expressamente a data termo de sua vigência. lei de droga. .LEI DE VIGÊNCIA TEMPORÁRIA . -3– .É aquela em que o complemento está em uma outra lei.Consequência : será sempre ultra-ativa.lei penal revogadora de tipo incriminador. VI. Se em grau recursal é o Tribunal no qual tramita o recurso.A lei deve ser anterior ao fato.Só tem vigência por um tempo.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 16/02/2009 Aula: 1° IV. VII. é causa extintiva da punibilidade. 2º do CP – É a retroatividade da lei penal benigna = a lei que de qualquer forma favorecer o réu será aplicada aos fatos anteriores a sua vigência. .Ex. VIII.Aquela sentença é o juiz de 1º grau.CONFLITO DE LEIS PENAIS NO TEMPO 1) Na teoria geral do direito é o “tempus regit actum” = aplica-se ao fato a lei em vigor a época de sua ocorrência. 2) Art. Após o trânsito em julgado da sentença condenatória a súmula 611 do STF indica ser competência do juízo das execuções criminais à aplicação da lei benigna. b) Heterogênea (estricto sensu) – É aquela cujo o complemento se encontra em um ato normativo inferior.As penas têm que ser cumpridas de acordo com os seus limites.Pode ser dividida em : a) Homogênea (Lato sensu) .Afasta todos os efeitos penais de eventual sentença condenatória. 5) Competência para aplicar a nova lei benigna: .PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE DAS PENAS . ou seja. 3) Retroatividade = É a atividade da lei = é o período no qual ela surte efeitos.LEI PENAL EM BRANCO . Detenção não pode começar com o tipo fechado.A que precisa de complemento de um outro ato normativo para que tenha sentido.

d) Equipara-se a território nacional . .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . o mar territorial e respectivas colunas atmosféricas. X .NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 16/02/2009 Aula: 1° b) Leis Excepcionais: É a que condiciona a sua vigência a um evento excepcional. -4– . No Brasil adota Art. c) Teoria mista ou ubiguidade – ambos. c) Território Nacional = Engloba a porção de terras entre as fronteiras.Art.Pode ser: a) Absoluta = só aplica a lei brasileira. 4º do CP – Quanto ao tempo do crime – considera-se praticado o crime no momento da ação ou da omissão.É a aplicação da lei brasileira ao crime praticado fora do território nacional.Aeronaves ou embarcações públicas ou em serviço público onde quer que estejam. b) Teoria do resultado. é crime enquanto durar a guerra. XII – EXTRATERRITORIALIDADE . tratados e regras de direito internacional. Ex. segundo a qual considera ser praticado o crime tanto no local de sua ação ou omissão como também no local que ocorreu ou que deveria ocorrer o resultado. IX – TEMPO DO CRIME a) Teoria da atividade. b) Relativa = aplica o Art. mas sem prejuízo de convenções.LOCAL DO CRIME a)Teoria da atividade – onde ocorreu a atividade. ainda que o outro seja o momento do resultado.Aeronaves ou embarcações privadas brasileiras em alto mar ou espaço aéreo correspondente. b)Teoria do Resultado – onde ocorreu o resultado. . pois a lei brasileira é aplicada em regra. XI – TERRITORIALIDADE . 6º do CP – Teoria Mista ou Ubiguidade – Determina que quanto ao lugar do crime venha a ser adotada a teoria da ubiguidade. c) Teoria Mista ou ubiguidade No Brasil adota a teoria: Teoria da Atividade . 5º do CP – Indica que o Brasil adota territorialidade relativa ou temperada. as águas internas.É a aplicação da lei brasileira ao crime praticado em território nacional. e) Denomina-se Princípio do Pavilhão ou da Bandeira a convenção de que em alto mar a embarcação ou aeronave é considerada território do país de origem.

Estruturas essenciais: a)conduta b) Tipicidade c) Nexo de Causalidade d) Resultado Obs.É um fato típico e antijurídico.É fato típico. 7º. antijurídico e culpável (mais falada) .Conduta: é o movimento corpóreo humano positivo ou negativo consciente e voluntário dirigido a uma finalidade. por quem está a seu serviço – letra “c” . além de todas as condições do § 2º ainda é necessária requisição do Ministro da Justiça e que não tenha sido pedido ou tenha sido negada a extradição XIII – PRINCIPIOS QUE ORIENTAM A EXTRATERRITORIALIDADE a)Principio Real de Defesa ou Proteção . “e” (condições cumulativas) OBS: Condicionada Especial . . crime contra a vida e liberdade do Presidente da República b) Principio da Perssonalidade . “d”.Crime contra administração pública. “b”. -5– . Pode ser:condicionada ou incondicionada.: somente os crimes materiais tem nexo de causalidade e resultado. antijurídico culpável e Punível XV – FATO TÍPICO .TEORIAS DO CRIME .há uma hipótese na doutrina da Condicionada ou supra condicionada – crime praticado contra brasileiro.Causas que excluem a conduta: a) Força física irresistível .Pode ser ativa ou passiva = São os casos de crimes praticados por brasileiros ou contra brasileiros. . d) Princípio da Representação = Aplica-se a lei brasileira ao crime praticado em embarcação ou aeronave privada em território estrangeiro por estarem de alguma forma representando o país de origem. . . .Quais as condições da Extraterritorialidade Condicionada – Art. . 7º do CP. “c”. b) Ato reflexo. XIV . “a” . c) Princípio da Justiça Universal ou Justiça Cosmopolita = Esse princípio busca impedir refugio ao criminoso. só quando não for aplicada a lei do país estrangeiro.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 16/02/2009 Aula: 1° .Prevista no art. movimento inconsciente = é aquele que não é deliberado.Crime de genocídio.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Significa que a extraterritorialidade e justificada pela especial importância que o bem atacado tem para nação brasileira Ex.É fato típico. § 2º. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.

podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação de perdimento de bens ser. de trabalhos forçados. bem como onde se produziu o resultado. salvo em caso de guerra declarada.CESPE. entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do crime.B. voluntária ou culposa. estendidas até os sucessores e contra eles executadas. D) Se alguém praticar crime sob coação moral irresistível.DIREITO PENAL – EXAME 135 2-QUESTÃO 56 Assinale a opção correta segundo o CP.D.1 . A) O princípio básico que orienta a construção do direito penal é o da intranscendência da pena. de banimento e as cruéis. 2. deverá ser punido juntamente com o autor da coação ou da ordem. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais e civis da sentença condenatória.1 . embora tenha decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.SP/2008.SP/2008. B) Se houver concurso entre agravantes e atenuantes. exclui-se a imputabilidade penal. D) O princípio da humanidade veda as penas de morte. GABARITO: 1. B) Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. D) Considera-se praticado o crime no momento da produção do resultado. a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes. é proibida a retroação de leis penais. A) Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . mesmo que ultrapassem o limite do valor do patrimônio transferido. sine lege.CESPE. ainda que estas sejam mais favoráveis ao acusado. bem como as de caráter perpétuo. pelo álcool ou por substância de efeitos análogos. da personalidade do agente e da reincidência. 3. assinale a opção correta. nulla poena.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 16/02/2009 Aula: 1° QUESTÕES SOBRE O TEMA OAB.DIREITO PENAL – EXAME 135 1-QUESTÃO 54 Assinale a opção correta com base nos princípios de direito penal na CF. B) Segundo a CF. C) A lei excepcional ou temporária. resumido na fórmula nullum crimen. C) O agente que incide em erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime deverá ter excluída a sua punibilidade.CESPE. sendo irrelevante o local onde deveria produzir-se o resultado. C) Nenhuma pena passará da pessoa do condenado. aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência. OAB.SP/2008. OAB. no todo ou em parte. A) Na hipótese de embriaguez.1 .DIREITO PENAL – EXAME 135 3-QUESTÃO 57 Ainda de acordo com o que dispõe o CP. nos termos da lei. C -6– .

§ 2º do CP. c) Dever de garante por dever ingerência: É aquele que com sua conduta anterior gerou o risco da produção do resultado. com seu comportamento anterior. -1– . Possui a posição de garante: a) Dever de garante por dever legal: Tenha por lei o dever de cuidado proteção ou vigilância. . -Art. o guia turístico que leva turistas para passar na floresta. 155 do CP . Obs.Omissivo . los: omissivo impróprio ou comissivo por omissão. dirigida a uma finalidade”.é aquele praticado mediante ação positiva. Babá. consciente e voluntária. 121 do CP .Quanto à conduta.: O dever de agir incumbe a quem – Art. positiva ou negativa. 13 do CP.: Os crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão -Dependem de resultado.Omissão de Socorro.Homicídio. 13.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 31/03/2009 Aula: 2° TEMAS TRATADOS EM SALA Teoria do Crime Fato típico: IFato é uma conduta IIResultado IIINexo Causal IVTipicidade 1.Ex. b) Dever de garante por dever contratual: Quem de outra forma assumiu o dever de evitar o resultado. quem. Crimes Comissivos -Art. os crimes podem ser classificados em comissivos e omissivos.Comissivo . -Art. .Ex: Omissão na notificação de doença. Final. É fazer o que não deve. 246 do CP .Estupro. Classificação doutrinária dos crimes quanto à forma de conduta. 213 do CP . Ou seja. criou o risco da ocorrência do resultado.Conceito: “É toda ação humana.Furto. . Conduta .Abandono intelectual. quem gera o risco tem que evitar o resultado.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -Admitem Modalidade culposa. -Art. quem se omite tinha o dever de agir para impedi. Podem ser punidos a título de omissão quando -Consuma-se no momento da omissão. -Só se consumam com o resultado. Obs: -Os crimes omissivos independem de resultado. ele tem que trazê-los de volta do passeio. -Admite tentativa. Ex. Obs. Ex. Garante: É aquele que deve garantir a integridade do bem .: Crimes com fase comissiva e omissiva Crimes Omissivos -Art.-Não admite tentativa. .Art. Obs. Pais / policiais.é o crime praticado mediante inação. 135 do CP .

Crime Formal Crime de Mera Conduta .Também é chamado de crime de consumação antecipada ou cortada. . .Consuma-se já com a conduta. 13.: Em regra.2. .A Lei prevê um resultado. 13: Pelo resultado.A Lei não prevê qualquer .Não exige que o resultado resultado. havendo uma exceção: a causa superveniente relativamente independente exclui a imputação quando por si só tiver produzido o resultado. b) Resultado naturalístico: É a modificação do mundo fático. .Causa = é toda condição sem a qual não teria ocorrido o resultado (nas mesmas circunstâncias).A Lei prevê um resultado.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . tanto os crimes materiais. a) Violação de domicilio – Art. Obs. . 2. ocorra. 3. Crime Material: Exemplos a) Homicídio – verbo matar b) Roubo – verbo subtrair Crime Formal: Exemplos a) Extorção mediante seqüestro – verbo Seqüestrar b) Concussão – Exigir (Ação) – Receber (Resultado) c) Ameaça – Verbo ameaçar (ação) – provocar temor (Resultado) Crime de Mera Conduta: Exemplos O agente não prevê qualquer resultado. do qual depende a existência do crime somente responde quem lhe deu causa.Consuma-se já com a conduta. 150. (rompe o nexo causal). mas independe dela. CP. c) Classificação doutrinária dos crimes quanto ao resultado naturalístico. no entanto. 3.“Considera-se causa tudo aquilo que contribui para a geração de um resutado”. quais podem ser considerados causa – é o que se denomina critério da eliminação hipotética. . Há crimes que independem de resultado.Porém existe outro critério para selecionar entres os eventos. -Exige que o resultado ocorra. O Brasil não adota tal teoria de forma absoluta. Crime material . Teoria: “CONDITIO SINE QUA NON” ou EQUIVALÊNCIA DOS ANTECEDENTES . imputam-se a quem os tenha praticado – Art.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 31/03/2009 Aula: 2° 2. Nexo Causal Conceito – art.2 Espécies a) Jurídico / Normativo: É a modificação do mundo jurídico. Considera-se causa tudo aquilo sem o que não teria ocorrido o resultado. Resultado 2. -Consuma-se com o resultado.Os fatos anteriores.1 Conceito: É a modificação da situação anterior provocada pela conduta. não há crime sem resultado jurídico. . quanto os formais e os de mera conduta ADMITEM tentativa. -2– . § 1º do CP.

conforme comentado pelo Princípio da Culpabilidade. 18 do CP: -Espécies de dolo: 1º O dolo pode ser direito . e assume o risco de produzi-lo. Consciente: o agente prevê o resultado. -Compensação de culpas (não é admitida no direito penal). Obs.Alternativo: o agente deseja um ou outro resultado. mas prevê a possibilidade da sua ocorrência.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 31/03/2009 Aula: 2° 4.Tipicidade subjetiva: Dolo ou culpa.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -Eventual: o agente não quer o resultado. Tipicidade objetiva e tipicidade subjetiva . . b) Tipicidade culposa -Excepcionalidade do crime culposo: Salvo quando houver previsão expressa só responde por crime quem o tiver causado dolosamente. era previsível (previsibilidade objetiva). 3.A tipicidade pode ser dividida em formal e material.1 Conceito de culpa: é a inobservância de um dever de cuidado objetivo. que no entanto. (Teoria da assunção – assumir o risco).É a perfeita adequação entre o fato concreto e o tipo incriminador.: Não é admitida no Direito penal a responsabilidade objetiva. 1. Classificação doutrinária dos crimes quanto ao tipo: -Subjetivo: a) Tipicidade dolosa – Art.de 1º grau: é a consciência dos elementos do tipo e a vontade de realizá-los. mas espera que o resultado não ocorra. Tipicidade formal x Tipicidade material a) Tipicidade formal: é a adequação do fato à norma. -3– . Princípio da Insignificância. b) Tipicidade material: Lesão intolerável às condições mínimas de convivência social. ou seja. Pois. b. 2. não há crime. Tipicidade . . sem dolo ou culpa.2 Modalidades Negligência: é a falta da ação cuidadosa Imprudência: é a realização da ação perigosa Imperícia: é falta de habilidade técnica para determinado exercício profissional. 2. b. b.Tipicidade objetiva: Conduta que causa o resultado. -Concorrência de culpas: é admitida no direito penal.3 Espécies de culpa Inconsciente: o agente não prevê um resultado. Princípio da adequação social.de 2º grau: são as conseqüências não desejadas. mas tidas como inevitáveis da conduta dolosa. Exemplo de atipicidade material: 1. (efeitos colaterais). 2º O dolo pode ser indireto . sem dolo ou culpa. .

D circunstância atenuante. apenas. Lesão corporal seguida de morte. também. o agente. (OAB. (OAB/CESPE – 2007.CESPE. é A causa de exclusão da tipicidade. A O crime de omissão de socorro é classificado como omissivo impróprio. D O crime de seqüestro exige uma conduta omissiva.2) Segundo o Código Penal (CP) brasileiro. quando. -4– . (o resultado tinha que ser no mínimo previsível.1) No crime de apropriação indébita previdenciária. B causa de extinção da punibilidade. aplica-se a regra do A concurso material. ele deve responder como se tivesse praticado o crime contra aquela. 3. efetuado posteriormente ao recebimento da denúncia. C indiferente penal.SP/2008.1) Assinale a opção correta quanto às formas de exteriorização da conduta típica. 2. -Art. D crime habitual. o pagamento integral dos débitos oriundos da falta de recolhimento de contribuições sociais. por acidente ou erro no uso dos meios de execução.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 31/03/2009 Aula: 2° c) Conduta Preterdolosa Conceito: Crime preterdoloso é o tipo penal composto por dolo e culpa . C crime continuado. em vez de atingir a pessoa que pretendia ofender.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .CESPE. QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. Ex. atingida a pessoa que o agente pretendia ofender. C A apropriação indébita previdenciária é crime de conduta comissiva. atinge pessoa diversa. (OAB. No caso de ser.SP/2008. B A apropriação de coisa achada é delito de conduta omissiva e comissiva ao mesmo tempo.dolo no antecedente (conduta) e culpa no consequente. B concurso formal. 19: Pelo resultado que agrava a pena só responde quem tiver causado ao menos culposamente.

NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 31/03/2009 Aula: 2° GABARITO: 1.B.B. 2. -5– . B. 3.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .

2.É isento de pena quem por erro plenamente justificado pelas circunstancias supõe situação de fato que se existisse. 20.3 Exercício regular de direito a. § 3° 2. 20. § 1° (Erro de tipo permissivo) III – Erro de tipo acidental 1. Erro sobre a pessoa – Art. vencível. inescusável = Exclui o dolo. Erro na execução – Art. inescusável = Exclui o dolo.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 06/04/2009 Aula: 3° TEMAS TRATADOS EM SALA Erro de Tipo I .Erro de Tipo Essencial a) Conceito: Erro de tipo essencial é o erro que recai sobre elemento constitutivo do tipo. Exclui a culpa b. tornaria a ação legítima. -1– . c) Art. b) Conseqüência b. b) Conseqüência b.1 Legitima defesa a. vencível. § 1° CP . 20. 74 “aberratio criminis/delicti” 1 . O agente não percebe que estão presentes os elementos do tipo penal. invencível.2 O erro de tipo evitável. 20. permite a punição por crime culposo se houver previsão. permite a punição por crime culposo se houver previsão. -Não há isenção de pena se o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. a) Conceito: Descriminantes= excludentes de ilicitude ou antijuridicidade. 20.Erro de Tipo Essencial II – Descriminante Putativa – Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . CP: O erro sobre elemento constitutivo do tipo exclui o dolo mas permite a punição por crime culposo se previsto em lei. invencível.1 O erro de tipo inevitável. Exclui a culpa b. a.2 Estado de necessidade a. Resultado diverso do pretendido – Art. c) Art. 73 “aberratio ictus” 3.4 Estrito Cumprimento do dever legal Descriminante putativa: o agente por erro sobre os fatos acha que se encontra em situação que admite a excludente de ilicitude. § 1° .1 O erro de tipo inevitável.2 O erro de tipo evitável. escusável = Exclui o dolo. escusável = Exclui o dolo. Descriminantes putativas – Art.

Obs. a título de culpa. a) Conceito: o agente confunde a vítima que quer atingir com outra pessoa. 14 ao 17 do CP.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . I – Iter Criminis II – Crime não Consumado 1° Tentativa 2° Desistência Voluntária / Arrependimento eficaz III – Arrependimento posterior 4. 14: Considera-se consumado o crime quando estão reunidos todos os elementos do tipo legal. salvo quando constituírem crime autônomo. e acaba atingindo pessoa não pretendida. Se o resultado não é punível a título de culpa.1 Erro sobre a pessoa – Art. -2– . b) Conseqüência: O agente responde pelo resultado ocorrido. 20.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 06/04/2009 Aula: 3° d) Teoria Limitada da culpabilidade adotada pelo Brasil nas Descriminantes Putativas. 20. 4° Consumação – Art. pretendida. 1° Fase: Cogitação – Está não é punível. O resultado é sempre uma relação entre uma pessoa e uma coisa. b) Conseqüência: O agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. no caso as condições ou qualidades da vítima. se também for atingida a pessoa /coisa. -Erro sobre os pressupostos fáticos da descriminante – Erro de tipo permissivo.3 Resultado diverso do pretendido / “Aberratio criminis” ou “Aberratio delicti” a) Conceito: Acabam atingindo bem jurídico diverso do pretendido. A teoria adotada pelo Brasil chama-se Objetiva-Formal. 3. -Sobre o alcance jurídico da descriminante – Erro de proibição indireto culpabilidade.1 ITER CRIMINIS.: Tanto no “aberratio ictus” quanto no “aberratio criminis”. o erro de proibição exclui a 3. CP: a) Conceito: O agente por erro no uso dos meios de execução atinge pessoa não pretendida. Erro de tipo acidental 3. 2° Fase: Atos preparatórios – Não são puníveis. c) Art.O erro sobre a pessoa contra a qual o crime é praticado não exclui o dolo. senão as da pessoa que o agente pretendia atingir.2 Erro na Execução / “Aberratio ictus” – Art. 73. Súmula 610 STF 3. haverá concurso FORMAL de crimes. Crime não Consumado – Art. b) Conseqüência: O agente responde como se tivesse atingido a vítima pretendida. 3° Execução – A partir do início da execução a conduta passa a ser punível. segundo a qual se inicia-se a execução com o início da realização do verbo do tipo. § 3° . Não se consideram. § 3° . 4. resta punir a tentativa do crime pretendido.

1 Tentativa Imperfeita: o agente não termina a execução b.2. Conduta Mera conduta 5° Exaurimento: O crime está exaurido quando após se consumar ele atinge a sua máxima potencialidade ofensiva. c) Punição: -Regra o crime tentado será punido com a mesma pena do crime consumado.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 4. CP. b.3 Tentativa Branca: A vítima não sofre qualquer lesão. 14.2 Crime não Consumado X Execução Motivos alheios vontade do agente Própria vontade do agente O agente não termina execução à Tentativa Imperfeita Desistência Voluntária a O agente termina a execução Tentativa Perfeita ou Crime falho Arrependimento Eficaz 4. -3– . -Critério para a redução: é a proximidade da consumação.1 Tentativa – Art.4 Tentativa Cruenta: A vítima sofre lesão. o crime não se consuma por motivos alheios à vontade do agente. b) Espécies: b. -Não se pune a tentativa quando houver a absoluta impropriedade do objeto ou a absoluta ineficácia do meio e era impossível consumar-se a infração – Art.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 06/04/2009 Aula: 3° Material-Resultado (o verbo já embute o resultado) Formal. reduzida de 1/3 a 2/3 (Salvo disposição em contrário). Ex.2 Tentativa perfeita: o agente termina a execução (crime falho) b. 159. Seqüestrar pessoa – Art. 17 – Crime Impossível. CP a) Conceito: Após iniciar a execução.

com intenção de matá-lo. não se abstém de agir e. GABARITO: 1. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -4– .(OAB. há culpa consciente. isentando de pena. se previsto em lei. A O Código Penal brasileiro adotou o critério biopsicológico para aferição da imputabilidade do agente.1) Pedro e Paulo.ES) Assinale a opção incorreta. ainda que evitável. por embriaguez completa. era. C A emoção ou a paixão não excluem a imputabilidade penal. nem Pedro nem Paulo poderão ser acusados de tentativa de homicídio. 3. o que veio efetivamente a ocorrer. A Quando o agente comete erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime. A Pedro e Paulo responderão por tentativa de homicídio. C Pedro e Paulo responderão por homicídio culposo. D em virtude do princípio in dubio pro reo. B Quando o agente. o agente. sinceramente. B Pedro e Paulo responderão por homicídio qualificado. 2. embora seja permitida a punição por crime culposo. caracteriza-se a culpa inconsciente. fica caracterizada a culpa imprópria e o agente responderá por delito preterdoloso. (OAB/CESPE – 2006. D O erro de proibição. proveniente de caso fortuito ou força maior. exclui-se o dolo. que esse resultado não venha a ocorrer. exclui a potencial consciência da ilicitude.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Profª: Patrícia Vanzolini Data: 06/04/2009 Aula: 3° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.A. embora prevendo o resultado.1) Acerca do dolo e da culpa. atiraram em Leonardo. não deixa de praticar a conduta porque acredita. com isso. 3. D Quando o agente. C Quando o agente deixa de prever o resultado que lhe era previsível. 2. B É isento de pena o agente que. (OAB/CESPE – 2004.CESPE/2008. embora não querendo diretamente praticar a infração penal. A perícia não conseguiu descobrir qual deles produziu o resultado. levando em consideração os elementos da culpabilidade. assinale a opção correta.A. por conseqüência. ao tempo da ação ou da omissão. um sem saber da conduta do outro. Nessa situação. D. assume o risco de produzir o resultado que por ele já havia sido previsto e aceito.

Emitir cheque sem suficiente provisão de fundos ou impedir o seu pagamento = súmula 554 do STF: o pagamento do cheque depois do recebimento de denúncia não obsta o prosseguimento da ação penal. Ele foi preso e condenado por tentativa de homicídio. . Lembrete: Trifásico Fases: • Pena base com fundamento nas circunstâncias judiciais • Atenuante e agravante. b) Reparação integral do dano. (depois irá configurar apenas circunstância atenuante). aplicada ao crime já consumado. e um irmão deu vários tiros no outro com o dolo de matar.CRIME NÃO CONSUMADO 2.Se a reparação for posterior a sentença irrecorrível reduz a pena pela metade ( ½). c)Punição: o agente só responde pelos atos já praticados. porém antes de descarregar a sua arma. . (Resultado: pode ser atípico/crime consumado) Ex: Briga entre dois irmãos e um queria matar o outro.Trata-se de uma causa de obrigatória redução de pena.2 – Desistência voluntária e Arrependimento Eficaz (o próprio agente impede a consumação) a) Conceito de desistência voluntária: o agente voluntariamente se abstém de prosseguir na execução. -1– . desde que presentes certos requisitos: a) Crime cometido sem violência ou grave ameaça. mas não precisa ser espontânea.A desistência tem que ser voluntária. § 2º. .A jurisprudência é unânime diz: O pagamento antes do recebimento exclui a justa causa para a ação penal.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 11/05/2009 Aula: 4° TEMAS TRATADOS EM SALA 1.ITER CRIMINIS 2. • Causa de diminuição/aumento. e sua defesa foi desistência voluntária. mas foi punido pelos atos já praticados. ou seja. Situações específicas quanto à reparação do dano: a) Art. b) Art. VI. 3. .1 – TENTATIVA 2. O arrependimento deve ter efetivamente evitado a consumação. teve pena do irmão e desistiu. extingue a punibilidade. lesão corporal. . Ele foi punido pelo resultado. 171. b) Conceito de arrependimento eficaz: após terminar de empregar os meios de execução disponíveis o agente pratica uma nova conduta que impede a consumação. 16) .ARREPENDIMENTO POSTERIOR (Art.No crime de Peculato culposo a reparação do dano anterior à sentença irrecorrível. por causa de disputa de terra. Deixa de dar o próximo passo = é uma abstenção (o arrependimento eficaz é uma ação). 312. c) Ato voluntário do agente.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . d) Antes do recebimento da denúncia ou queixa.

Excludentes de antijuridicidade: . é causa de revogação obrigatória do sursis.Antijurídico = contra a lei.É sempre uma conduta humana. . Todo fato típico presume-se antijurídico (Teoria indiciária da antijuridicidade). CP. 25.684/03). (nesse caso há estado de necessidade). . salvo a impossibilidade de fazê-lo. a direito próprio ou alheio. a qualquer tempo. 1) LEGÍTIMA DEFESA – ART. • Justificantes ou Causas de justificação. CP) .NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 11/05/2009 Aula: 4° c) Arts.CP). 23 à 25.Nos crimes contra a administração pública a progressão de regime ficará condicionada a reparação do dano (art. extingue a punibilidade (art. b) Livramento condicional (art. A reparação do dano.A não reparação do dano. . 128 e 142). 77) .A reparação do dano só é exigida para o sursis especial. salvo impossibilidade de fazêlo.Não há legitima defesa contra ataque espontâneo de animal. b) Requisitos: 1. III . • Tipos permissivos.São também chamadas de: • Excludentes de ilicitude. a menos que exista uma situação excludente de antijuridicidade. 3) Exercício Regular de Direito. usando moderadamente os meios necessários. 1º e 2º da Lei 8. a) Conceito: Age em legítima defesa quem pratica o fato para repelir injusta agressão atual ou iminente. • Descriminantes. 168-A (Apropriação indébita previdenciária). 83) . 4) Estrito Cumprimento do Dever Legal. II . nas quais é autorizada a prática de fatos típicos. e parte especial = ex: art.São situações previstas na lei. (tanto na parte geral = arts. 33.Agressão: . . 33. O parcelamento apenas suspende o processo e a prescrição.Um dos requisitos para o livramento condicional é a reparação do dano.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Excludentes em espécie: 1) Legitima Defesa. ILICITUDE OU ANTIJURIDICIDADE I – Conceito: Ilicitude é a relação de contrariedade ao direito. -2– . 9º da Lei 10. 2) Estado de Necessidade. Reparação do dano e benefícios penais: a) Progressão de regime (art.137/90 (Sonegação fiscal). 337-A (Sonegação previdenciária). c) SURSIS (art.

Quanto à conseqüência: o excesso pode ser punível quando for doloso ou quando for culposo e quando impunível (inevitável). . então essa proporcionalidade está tanto no uso como na escolha dos meios. Quanto ao requisito subjetivo: se aplica a todos.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . direito próprio ou cujo sacrifício não seria razoável exigir-se. 2)Todas as causas de justificação podem admitir as discriminantes putativas. Requisitos: é uma proporcionalidade entre o ataque e a defesa. O excesso inevitável é também chamado de exculpante (excludente de culpabilidade). Cabe legítima defesa contra as discriminantes putativas. Caso não haja a proporcionalidade seja na escolha do meio de defesa. OBS. Cabe LD contra o excesso de causa de justificação. é a consciência de estar atuando em situação de legítima defesa. ESTADO DE NECESSIDADE Conceito: é quem pratica o fato para salvar de perigo atual. mas o agente continuou a conduta mesmo depois de o ataque ter cessado. Usando moderadamente os meios necessários. Exercício regular de direito. seja no uso desse meio haverá excesso de Legítima Defesa. b) Extensivo = a defesa de início era proporcional ao ataque. Todas as causas de justificação admitem o excesso. 3 – Atual ou iminente . Quanto à conduta o excesso pode ser: a) Intensivo = desde o início o agente emprega meio de defesa desproporcional ao ataque.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 11/05/2009 Aula: 4° 2.Não cabe LD contra agressão justa. mais é injusto para quem sofre. O excesso pode ser perdoável para quem comete. só cabe contra uma agressão que já está acontecendo. ataque espontâneo ou mesmo outra conduta humana. O excesso inevitável de legítima defesa recebe o nome de Legítima Defesa Subjetiva.: A legítima defesa pode ser própria ou de terceiros (basta que use os meios necessários para defendê-los).Não cabe LD contra uma agressão passada.Injusta: . Perigo = pode ser proveniente de força da natureza. Obs: 1) A LD contra o excesso de outra LD = chama-se de LD sucessiva (é admissível). que não provocou voluntariamente. nem podia de outro modo evitar. ou. -3– . ELEMENTOS DO ESTADO DE NECESSIDADE Requisitos: 1. Estado de necessidade. Estrito cumprimento do dever legal.Não cabe LD agressão amparada por causa de justificação Legitima defesa.

outros dizem que não pode usar a agressão iminente.2: intervenção médica (descriminantes: quando feitas com o consentimento do paciente.quem provocou dolosamente o perigo. diz que quando dentro do estado de necessidade estiver salvando um bem maior então salva um bem justificante.: a) O estado de necessidade pode ser próprio ou de terceiro. OBS. .: violência desportiva (boxe). No estado de necessidade defensivo o bem sacrificado pertence ao próprio causador do perigo. quando estiver salvando um bem igual ou menor admite-se que possa salvar um bem menor do que o bem que estou sacrificando. respeitando as regras do esporte. O Brasil adota a teoria unitária = não há duas espécies de estado de necessidade.quem podia de outra forma evitar o perigo. 4. Estado de necessidade = é estado exculpante. O perigo tem que ser atual = não há estado de necessidade contra perigo iminente. 3. caracterizam EN).OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . . Não pode ser provocado voluntariamente pelo agente: não pode alegar estado de necessidade: . cumprindo um dever jurídico. mas com perigo atual. Ex. porque a conduta é perdoável. Só haverá estado de necessidade se o bem salvo for maior ou no mínimo igual ao bem sacrificado. A Alemanha distingue dois tipos de estado de necessidade: o justificante e o exculpante. (conseqüência civil da sentença condenatória). b) O estado de necessidade pode ser agressivo ou defensivo. Ex. aqui a conduta é tolerável. o estado de necessidade é sempre justificante. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO Conceito: age em exercício regular de direito. -4– . Ex.3: aparatos de defesa predispostos (cerca eletrificada). se o bem é maior ou igual. Se o bem salvo for menor do que o bem sacrificado haverá somente uma redução de pena de 1/3 a 2/3. Ex. Se o bem for menor não há estado de necessidade. ou seja.quem tinha o dever de enfrentar o perigo.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 11/05/2009 Aula: 4° 2. Ex. quem pratica o fato autorizado pelo Estado. o perigo é o estado do dano. Por outro lado. b) LD preordenada.Há doutrinadores que dizem que pode usar o perigo iminente. exclui a ilicitude. já as feitas sem o consentimento. Não faz coisa julgada no âmbito cível. Requisito subjetivo = é a consciência de estar atuando em estado de necessidade.2: bombeiro que danifica a vidraça de uma casa para salvar morador. possui dois posicionamentos: a) ERD – caracterizam exercício regular de direito. . Teoria unitária na Alemanha = adota-se a teoria diferenciadora. são exercício regular do direito. para essa teoria o estado de necessidade. Proporcionalidade entre o bem salvo e o bem sacrificado com a prática do fato típico: bem cujo sacrifício não seja razoável exigir-se. Faz coisa julgada no Cível No estado de necessidade agressivo o bem sacrificado pertence a terceiro inocente. o Estado compreende.: funcionário público: policial que efetua uma prisão. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL Conceito: age em estrito cumprimento do dever legal quem pratica o fato. desde que.

3) Considere-se que. evitando a produção do resultado inicialmente por ele pretendido. 2. D) Para que seja excluída a ilicitude de conduta nos casos de estrito cumprimento de dever legal e exercício regular do direito. GABARITO: 1.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 11/05/2009 Aula: 4° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. D) arrependimento posterior. que leva em consideração os bens em conflito. C) crime impossível. 3.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . o agente arrependa-se e atue em sentido contrário. C) agressão justa a direito próprio ou de terceiro. a fim de justificar se o estado de necessidade é exculpante ou justificante. B) desistência voluntária. B. o Código Penal brasileiro adotou a teoria diferenciadora alemã. A. atual ou iminente. 2) (OAB/CESPE – 2004.ES) Com relação às causas de exclusão de ilicitude.3. B) Não há possibilidade de haver legítima defesa real recíproca. (OAB/CESPE – 2006.PR) É imprescindível para que se caracterize a legítima defesa: A) consciência de atuar nessa condição. configura-se A) arrependimento eficaz. A) Quanto ao estado de necessidade. depois de esgotar todos os meios disponíveis para chegar à consumação da infração penal. assinale a opção correta. a ação somente deve ser praticada por funcionário público no exercício de suas funções. C) Ocorre legítima defesa sucessiva quando o sujeito age em legítima defesa em relação a dois agressores. A. 3. -5– . Nessa hipótese. B) agressão passada. (OAB/CESPE – 2007. ainda que imoderados. D) repulsa com os meios necessários.

Medida de Segurança É espécie de sanção penal de natureza curativa e tem como objetivo a cessação da periculosidade. A partir de tal constatação. o juiz. • Sistema Vicariante: impõe pena ou medida de segurança (sanções alternativas). Inimputabilidade Pode ter em nosso sistema penal ao menos 4 origens: a) Menoridade: aplica-se o ECA. Possui dois sistemas de aplicação: • Sistema duplo binário: impõe pena e medida de segurança (sanções cumulativas). CULPABILIDADE É o juízo de reprovação sobre aquele que pode e deve agir de acordo com o direito. a medida de segurança deve ser a internação. Critério de escolha da espécie: Pela letra do Código Penal. é entendimento pacífico na doutrina que o Brasil adota sobre a inimputabilidade.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . • Restritiva: impõe tratamento ambulatorial. b) Silvícola não adaptado: aplica-se o estatuto do índio. Se o crime for punido com detenção. O semi–imputável é muito semelhante ao inimputável.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 19/05/2009 Aula: 5° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. -1– . um critério biopsicológico. c) Embriaguez acidental completa. Para a jurisprudência. se o crime foi punido com reclusão. Requisitos • Imputabilidade • Potencial consciência da ilicitude • Exigibilidade conduta diversa Dirimentes da Culpabilidade Afastam a culpabilidade: • Inimputabilidade • Embriaguez acidental completa • Erro de proibição inevitável • Inexigibilidade de conduta diversa 1. com base na opinião dos peritos. d) Distúrbio Psíquico: sob a inimputabilidade o legislador brasileiro exigiu. O sistema em vigor no Brasil há 25 anos é o Vicariante. será absolvido de forma imprópria e receberá medida de segurança. deve escolher a medida mais adequada. Espécies de medida de segurança: • Detentiva: internação em hospital de custódia ou hospital psiquiátrico. além de uma causa biológica. Averigua-se esse estado através da perícia antropológica. também uma conseqüência psicológica. deverá ser aplicada sempre a medida mais adequada ao caso concreto. O semi-imputável que pratica fato típico ou antijurídico recebe sentença condenatória (será condenado a uma pena reduzida ou medida de segurança).1. mas perde apenas parcial capacidade de autodeterminação. Se pratica fato típico e antijurídico.

ou seja. afasta a culpabilidade e será absolvido. se for incompleta. Se ele não poderia saber da proibição não tem potencial consciência da ilicitude. Se for completa. Obs2: no caso de medida de segurança em razão de superveniência de doença mental durante o cumprimento da pena. mas poderia saber devido às suas condições de vida. o sujeito será liberado. com erro de proibição. Se o sujeito permanece perigoso. Ex: queda num tonel de vinho. mas esta jamais será convertida em pena. Liberação da Medida de Segurança A liberação é condicional por um ano. 26 e resulta em medida de segurança • • 1. Inexigibilidade de conduta diversa No Brasil existem duas hipóteses legais: a) Coação moral irresistível Há imposição de uma conduta mediante invencível ameaça. que proíbe a imposição de penas em caráter perpétuo. mas erra sobre o conteúdo proibitivo que ela veicula (art. a medida de segurança é retomada. Embriaguez • Preordenada: sujeito se embriaga para praticar o crime. Acidental: decorre de caso fortuito ou força maior. Vencido o prazo mínimo. Trata-se de uma circunstância agravante. se não é mais perigoso (cessou a periculosidade). Erro de proibição inevitável é aquele em que o sujeito em suas condições de vida não poderia evitar. o sujeito deve ser submetido ao exame de cessação de periculosidade. portanto o erro de proibição afasta a culpabilidade.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 19/05/2009 Aula: 5° Prazo da Medida de Segurança É fixado entre 01 e 03 anos. ou seja. beber a força nos trotes de faculdade. Se nesse prazo o sujeito demonstra que continua perigoso. haverá diminuição de pena. a medida de segurança persiste e o exame será renovado a cada ano.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .3. ameaçando matar seu filho. Obs1: o prazo mínimo é impróprio. A medida persiste enquanto durar a enfermidade. Não afasta a imputabilidade. não pode superar 30 anos sob pena de violar o princípio constitucional da humanidade das penas. No erro de proibição. ele não sabia e não poderia saber da proibição. Não há que se confundir o desconhecimento da lei. CP). o prazo máximo não poderá superar o que restava de pena a cumprir. Erro de proibição evitável: o sujeito não sabia. Não importa que o sujeito no momento da prática de crime esteja sem liberdade para agir em razão da embriaguez. pois. Prazo máximo: para a doutrina tradicional. • Voluntária ou Culposa: sujeito se embriaga intencionalmente. -2– .2. Gera a inimputabilidade do art. o sujeito sabe que a lei existe. No entanto. Ex: ladrão invade casa do gerente do banco e o obriga a ir até o cofre do banco e subtrair valores. para o STF. Patológica: doença mental (alcoolismo). pode ser antecipado a qualquer tempo por decisão fundamentada do juiz. não há prazo máximo. Senão. Erro de proibição inevitável É a equivocada compreensão sobre o que é proibido e o que é permitido. a medida será extinta. Pena converte em medida de segurança. 1. o que importa é a que a ação criminosa era livre em sua causa (Teoria da Ação Livre na Causa ou actio libera in causa). 21. findo o prazo de 01 ano. Conseqüência: afasta a culpabilidade.

não haverá concurso de pessoas. 2. Teoria Pluralista A Cespe já chamou de Teoria Dualista. Material: transcende a psique e se concretiza em atos exteriores secundários. 29. pois. Moral Participação Induzir: é dar idéia. CP). 2.3. Quem responde pelo filho é o coator. sem o liame subjetivo. §1º. Ex: crime de peculato. d) Unidade de crime. Instigação é fomentar um propósito pré-existente. 29. c) Relevância causal do comportamento da colaboração: se a colaboração não for minimamente relevante.Cooperação dolosamente distinta: um dos colaboradores não aceitou participar do crime mais grave. além das duas causas legais. Cada colaborador responde por um crime diferente.1. Conseqüência: quem responde pelo crime é o superior. b) Obediência hierárquica Há ordem não manifestamente ilegal de superior para inferior com vínculo público. Cada sujeito só responde pelo resultado que provocou. CP). Conseqüência: como não há concurso de pessoas. pela infração de menor gravidade (art. Se na autoria colateral não se sabe quem provocou o resultado todos responderão pela tentativa. Se a participação for de menor importância. Institutos semelhantes ao concurso de pessoas Autoria mediata: autor mediato é aquele que se serve de um inculpável ou de alguém determinado em erro para prática criminosa.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -3– . fica afastada a culpabilidade. Autoria Colateral: é a pratica coincidente da mesma infração penal por dois ou mais sujeitos. Essa teoria é adotada como exceção em dois grupos de casos: . b) Liame subjetivo: é a aderência de uma vontade a outra. a pena pode ser reduzida de 1/3 a 1/6 (art.Previsão da conduta de cada colaborador em um tipo autônomo. É adotada como regra no Brasil (art. Aquele que não é servidor responde pelo crime de peculato desde que em concurso com servidor público. §2º. . 29/30. ou seja.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 19/05/2009 Aula: 5° O constrangido será absolvido. também admite causas supralegais de inexigibilidade de conduta diversa. A jurisprudência brasileira. 2. Conseqüência: sujeito responderá no limite do seu dolo. fazer surgir a vontade. CONCURSO DE PESSOAS Teoria Monista ou Unitária Todos responderão pelo mesmo crime. não se aplica a teoria monista. CP). Requisitos para o concurso de pessoas a) Pluralidade de pessoas: conta inimputável.

A principal diferença entre elas está no regime inicial do cumprimento. -4– . c) Mista (eclética): serve para prevenir e retribuir.Estas são espécies das penas privativas de liberdade. c) Prisão Simples: pena exclusiva de contravenção penal.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 19/05/2009 Aula: 5° 3. Espécies de Pena . 3. Admite regime inicial fechado. .1. prevalece que o art. TEORIA DA PENA a) Absoluta (retributiva): a pena serve para fazer justiça. a) Reclusão: aplicada a crimes. 59 do CP adota a teoria mista. 1º da LEP está previsto que o objetivo da pena é a reintegração social do criminoso. Na doutrina.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . b) Detenção: aplicada a crimes. Não admite regime inicial fechado. b) Relativa (preventiva): a pena serve para prevenir novos crimes. Obs: no art. retribuindo o mal do crime.

inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. c) embriaguez fortuita completa. 2) (OAB/CESPE – 2006. 3)(OAB/CESPE – 2004. exclui a potencial consciência da ilicitude. a) Ocorre o concurso material de crimes quando o agente. proveniente de caso fortuito ou força maior. 3. d) De acordo com o entendimento do STJ. o benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 19/05/2009 Aula: 5° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) (OAB/CESPE – 2004. idênticos ou não. . por conseqüência. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. por embriaguez completa. b) emoção ou paixão. b) Ocorre o concurso formal quando o agente. c) No concurso material. seja pela incidência da majorante.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . d) dependência toxicológica comprovada. era. seja pelo somatório. ao tempo da ação ou da omissão. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro.ES) Assinale a opção incorreta. GABARITO: 1. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que o agente haja incorrido.ES) Com relação ao concurso de crimes. levando em consideração os elementos da culpabilidade. lugar. ainda que evitável. 2. d) O erro de proibição. assinale a opção incorreta.2) As hipóteses excludentes de imputabilidade penal não incluem a a) menoridade penal. maneira de execução e outras semelhantes. ultrapassar o limite de um ano. b) É isento de pena o agente que. a) O Código Penal brasileiro adotou o critério biopsicológico para aferição da imputabilidade do agente. pelas condições de tempo. concurso formal ou continuidade delitiva. o agente. quando a pena mínima cominada. c) A emoção ou a paixão não excluem a imputabilidade penal. mediante mais de uma ação ou omissão. B. D . pratica dois ou mais crimes. isentando de pena. mediante uma só ação ou omissão.A -5– .

NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 19/05/2009 Aula: 5° -6– .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .

cruel. • Matar sob o domínio de violenta emoção.Homicídio = Art.Qualificadoras: a) Subjetivas (motivos): Paga ou promessa de recompensa. Ex: crime de arquivo).Infanticídio = Art. Motivo fútil (banal). CP) . Tortura. ocultação. salvo quando cometido em ação típica de grupo de extermínio mesmo que por um só agente. 121. 1 . b) Objetivas (forma): • Meio (instrumento): Fogo. 121.Matar alguém. . logo após injusta provocação da vítima.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04. Homicídio Privilegiado ( § 1º do art.Pena de 6 a 20 anos. 121.Todos os privilégios são subjetivos (motivos): • Motivo de relevante valor moral. Veneno. impunidade ou vantagem de outro crime. • Modo (acesso): Traição. IV . . perigo comum. . . Dissimulação. Emboscada.Reduz a pena de 1/6 a 1/3. CP) 1. 122. HOMICÍDIO (ART. 123. CP) . Homicídio Qualificado (art.Aborto = Art. Qualquer outro motivo torpe (imoral). Motivo instrumental (para assegurar a execução.Pena de 12 a 30 anos. 1. Asfixia.É crime hediondo? Não.06.1. III .Induzimento/Instigação/Auxílio ao Suicídio = Art.2009 Aula = 7 TEMAS TRATADOS EM SALA CRIMES CONTRA A VIDA – TITULO I I . Espécies: Homicídio Simples . (Ex: Eutanásia) • Motivo de relevante valor social (Ex: matar o traidor na guerra). 124/128. Ou outro modo que dificulte a defesa da vítima. 121. § 2º. Explosão. II . Ou outro meio: insidioso (administrado com perfídia).

Teoria do tempo do crime = Teoria da Atividade = analisar o crime de acordo com a idade da vítima no momento da ação e não do resultado.Não está previsto no CTB. §5º. Atenção! Se o estado puerperal não estiver expresso na questão.O homicídio culposo do Código Penal segue o rito sumário. §4º. CP) . .Pena de 01 a 03 anos. Agora é punido como crime autônomo. Ex: mulher que logo após o parto.Admite concurso de pessoas.O juiz pode deixar de aplicar a pena no homicídio culposo quando as conseqüências do crime tornar a punição desnecessária.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04. . 121. 2. mata seu filho comete homicídio. Causas de Aumento de pena do Homicídio Doloso (§ 4º do art. INFANTICÍDIO (art. . 121. Perdão Judicial (art. o homicídio está previsto no Art.06. 121. 121. Causas de aumento de pena do homicídio culposo (art. pois foi revogada pela lei seca. .302 e tem pena de 02 a 04 anos. o crime não é infanticídio. .2009 Aula = 7 Pergunta importante: É possível que o homicídio seja ao mesmo tempo qualificado e privilegiado? Resposta: Sim. Sujeito ativo . desde que a qualificadora seja objetiva. §3º) . CP) .No Código de Trânsito.Aumento de 1/3 quando: Código Penal Deixar de prestar socorro Não tentar diminuir as conseqüências de seus atos Fugir para evitar o flagrante Ter cometido crime com inobservância de regra técnica Código de Trânsito Deixar de prestar socorro Crime cometido em calçada ou faixa de pedestre Sujeito não tem habilitação Cometido crime no transporte de passageiros (profissional) Atenção: A embriaguez ao volante não é mais causa de aumento de pena no CTB.Crime próprio: mãe sob influência do estado puerperal. mas o entendimento é que se aplica ao acidente de trânsito também. Homicídio Culposo (art.Quando a vítima for menor de 14 anos e vítima maior de 60 anos. enquanto o homicídio culposo do Código de Trânsito segue o rito ordinário. CP) .O estado puerperal não é presumido. 2 .Aumento de pena a 1/3.Pena: 02 a 06 anos. . 123) a) Simples . .

3 . O bebê nasce com vida. 3. . 124.3) Modalidade Culposa. Será duplicada se provém a morte (aplica-se apenas aos arts.Aborto com consentimento da gestante. Tentativa . que entra em trabalho de parto.4) Tentativa. .Admite-se. . que só pode ser cometido pela própria gestante. *Morte intra-uterina: não é necessária. (art. • Minoritária: Nidação ou nidificação (fixação do ovo no útero.A partir o início do parto não será mais possível cometer aborto. Trata-se de um crime próprio.Não há previsão. 126. ou permitir que terceiro lhe provoque.Durante o parto ou logo após. Momento . 127.Não há previsão. 3.3) Espécies de aborto.Aborto sem consentimento da gestante. Ex: mãe que mata o filho mais velho ao invés do recém nascido comete homicídio. *A expulsão do ovo não é necessária. ABORTO 3. 3. CP) Terá a pena aumentada se do aborto provém lesão grave na mulher. também não será aborto.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04. Ex: agride mulher grávida. CP).1) Conceito: é a interrupção da gravidez com a morte do produto da concepção. * Gravidez atópica ou tubária: gravidez que ocorre nas trompas e deve ser interrompida. 3. Atenção! Poderá ocorrer o erro sobre a pessoa – mãe que mata outro bebê pensando ser seu filho – responde por infanticídio. 125. 3. aproximadamente após o 14º dia). . .Admite tentativa. CP): provocar aborto em si mesma. Modalidade Culposa . . (art.5) Causas de aumento de pena (art.2) Início da gravidez: • Majoritária: fecundação. 125 e 126). CP) – exceção à teoria monista. Nesse caso.06. mas morre logo após – conseqüência direta da interrupção da gravidez. *Embrião extra-uterino (in vitro): a destruição do embrião extra-uterino não caracteriza aborto.Auto-aborto (art.Recém nascido ou nascente.2009 Aula = 7 Sujeito Passivo . 3.

Condutas Típicas . 4. desde que com consentimento da gestante ou seu representante legal.considera-se o crime consumado.2009 Aula = 7 Excludentes de ilicitude .Momento de consumação .Situações em que o aborto se torna permitido (aborto legal) Deve ser praticado por médico em duas situações: . 4.06. 4 . PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO 4.Lesão grave ou morte .Para salvar a vida da gestante (aborto necessário) .Não se admite.1 . .2 .Não há previsão legal de exigência de inquérito policial ou Boletim de Ocorrência. 4.3 . .Instigar.4 . Se nada ocorre ou decorre lesão leve.Auxiliar. voluntária e conscientemente a própria vida.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04. .Gravidez decorrer de estupro (sentimental ou humanitário).Conceito Tirar. 4.Tentativa .Induzir. o fato será atípico.

pelas condições de tempo. (OAB/CESPE – 2007. idênticos ou não. em casa de albergado ou em outro estabelecimento adequado. 2. lugar.ES) Com relação ao concurso de crimes. maneira de execução e outras semelhantes.PR) Extingue-se a punibilidade do agente pelo(a) A) morte do agente. nos casos admitidos em lei. em regime semi-aberto ou aberto. pratica dois ou mais crimes. B) A limitação de fim de semana consiste na obrigação de o condenado permanecer. D) De acordo com o entendimento do STJ. 3. no período matutino e vespertino. D) A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. e a pena de detenção. 3. quando a pena mínima cominada.3. (OAB/CESPE – 2004. mediante uma só ação ou omissão. B) perdão judicial e casamento.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04. perempção e aberactio criminis. B) Ocorre o concurso formal quando o agente. (OAB/CESPE – 2007. C) A pena de reclusão deve ser cumprida sempre em regime fechado ou semi-aberto. nos casos admitidos em lei. D. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. C) prescrição. 2.D. o condenado deverá trabalhar fora do estabelecimento e sem vigilância. assinale a opção correta. permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. seja pelo somatório. GABARITO: 1. ultrapassar o limite de um ano.3.06. decadência e preclusão. A. D) retratação do agente. concurso formal ou continuidade delitiva. mediante mais de uma ação ou omissão. no regime semi-aberto. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que o agente haja incorrido. A) Ocorre o concurso material de crimes quando o agente. 5 .PR) Acerca das penas. aos sábados e domingos. A) Em regra. assinale a opção incorreta.2009 Aula = 7 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. C) No concurso material. o benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material. seja pela incidência da majorante.

No entanto o STJ entende que no crime punido com reclusão. não existem vagas suficientes em casas de albergado. o reincidente deve receber regime semi-aberto. o reincidente receberá sempre o regime mais gravoso possível.Condenado maior de 70 anos .NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 01/06/2009 Aula: 6° TEMAS TRATADOS EM SALA 1.Gestante . 33. Regime aberto: trabalha na rua durante o dia sem vigilância e à noite e aos finais de semana se recolhe à casa de albergado. * Circunstâncias do caso concreto podem justificar regime inicial mais grave (Súmulas 718 e 719 do STF).Reclusão Aplica-se a crimes . industrial ou similar.Privativas de liberdade . 117 da Lei de Execução e será aplicada nas seguintes hipóteses: . CP). -1– .Detenção .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . se a pena não ultrapassar 04 anos. penitenciar. Semi-aberto Fechado Detenção Aberto Semi-aberto é exceção.ESPÉCIES DE PENA . Regjme fechado é o cumprido em estabelecimento de segurança máxima ou média. Pena Maior ou igual a 4 anos Superior a 4 e inferior a 8 anos Superior a 8 ano Reclusão Aberto Semi-aberto e fechado são exceção. 117.Condenada com filhos pequenos ou que dela dependa Na prática.Gravemente enfermo .Prisão Simples – Aplica-se a contravenção penal A pena de reclusão admite o regime inicial fechado enquanto a detenção e a prisão simples não admitem (art.Multa a) Penas Privativas de liberdade . Prisão albergue domiciliar está prevista no art. mesmo fora das hipóteses do art. É pacífico o entendimento dos Tribunais Superiores que na ausência de vagas em casa de albergado o condenado tem direito a prisão albergue domiciliar. Não admite fechado Semi-aberto Semi-aberto Exceções * Pelo Código Penal. Regime semi-aberto é o cumprido em colônia agrícola.Restritivas de direito . * Crimes previstos na lei de crimes hediondos terão regime inicial fechado.

Lei estadual não pode disciplinar falta grave.Objetivo .Condenado se envolve ou continua envolvido a quadrilha ou organização criminosa durante o cumprimento da pena .2. .Cumprimento de parcela da pena Nos crimes comuns – 1/6 da pena Nos crimes hediondos e equiparados – 2/5 da pena se primário e 3/5 da pena se reincidente.A soma dos períodos em RDD não pode ultrapassar 1/6 da pena .2 horas de banho de sol diárias .Subjetivo – Mérito O mérito é demonstrado a partir do atestado de conduta carcerária elaborado pelo diretor do estabelecimento penitenciário.1. 1. Nos termos da Súmula 715 do STF os benefícios da execução penal são contados a partir da pena total aplicada. . Ex: fuga. Hipóteses de regressão: .Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) Não se trata de um regime de cumprimento de pena e mas sim de um castigo disciplinar.Requisito especial nos crimes contra a administração pública A progressão está condicionada a reparação do dano ao erário.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 01/06/2009 Aula: 6° Também é pacífico nos Tribunais Superiores que na falta de vagas me regime semi-aberto o condenado deve aguardar em regime aberto que seja providenciada a vaga no semi-aberto.Prática de crime doloso: pacífico nos Tribunais Superiores que não é necessária condenação pelo crime doloso. Atenção: não é permitida progressão por salto (pular do fechado para o aberto). sujeito gera risco para ordem interna ou externa (arts. Obs: tem que estar prevista em lei federal. Sistema de regime de penas O sistema de regime de penas adotado no Brasil é o progressivo. Características: .Se por sua conduta. É a mais intensa sanção disciplinar. Requisitos: . Pode ainda ser determinado pelo juiz nas excepcionais hipóteses em que indícios baseados no comportamento do condenado . a) Progressão É a passagem de um regime mais grave para um regime mais ameno. . 50 e 52 da LEP) -2– .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 1. bastando a prova da prática.2 visitas por semana (sem contar as crianças) Hipóteses alternativas . . b) Regressão Regressão é a passagem do regime mais ameno para um regime mais grave.Prática de falta grave.Prática de crime doloso capaz de gerar desordem interna . O exame criminológico não é mais requisito para progressão desde a reforma de 2003.Isolamento por até 360 dias que pode ser renovado em caso de nova falta desde que não supere 1/6 da pena.Superveniência de condenação que torne insubsistente o regime. Unificação de penas – condenado cumpre apenas 30 anos.

NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 01/06/2009 Aula: 6° Procedimento do RDD Pedido da autoridade administrativa Juiz examina se concederá liminar Manifestação do MP Manifestação da defesa Decisão do juiz Remição É o desconto no tempo de pena a cumprir pelos dias trabalhados na razão de 3 para 1 (a cada 03 dias de trabalho o condenado tem direito a desconto de 1 dia na pena). Crime+crime = reincidência Crime+contravenção = reincidência Contravenção + contravenção = reincidência Contravenção +crime = não gera reincidência Infrações penais que não geram reincidência: . salvo impossibilidade de fazê-lo .Art. Reabilitação é instituto que tem como finalidade determinar o sigilo das informações sobre a condenação e cessar determinados efeitos secundários da sentença condenatória.Crime militar próprio (é aquele que não correspondente no Código Penal Comum). Período depurador da reincidência Passados 05 anos da extinção da pena.Residência no país -3– . .Crimes políticos e militares próprios (praticado por motivos políticos. Reincidência É a prática de novo crime após o trânsito em julgado da sentença condenatória por crime anterior.Dois anos da extinção da pena contado o período de provas do sursis e do livramento . Ex: deserção.Prova da reparação do dano. Detração É o desconto no tempo de pena a cumprir do prazo de prisão processual Pontos polêmicos É possível a detração em processos diferentes desde que o crime em cuja condenação sequer a detração seja anterior à prisão processual. contado o período de prova do sursis e do livramento condicional. Pontos polêmicos: -Conforme Súmula 341 do STJ é possível a remição pelo estudo também na razão de 3 x 1.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . É possível detração em pena de multa Não é possível detração em caso de pena de multa por falta de amparo legal. Requisitos para reabilitação .Bom comportamento público e privado . A súmula vinculante nº 09 resolveu que op referido artigo 127 é constitucional e a perda não se limita a 30 dias. o sujeito volta a ser primário. assim reconhecido pelos Tribunais) .3. O objetivo da regra é impedir a “conta corrente de pena”. 127 da LEP determina a perda de dias remidos. A depuração da reincidência não está relacionada com a reabilitação. 1.

Requisitos . 70. que todos os crimes pertençam ao mesmo plano criminoso. -4– . furto tentado. . . desde que presentes os reuisitos da lei.Imperfeito: sujeito tem mais de um desígnio.Semelhante modo de execução Será aplicada a pena do crime mais grave aumentada de 1/6 a 2/3. Ex: furto.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . ou seja. furto privilegiado.Semelhantes condições de lugar . 71.Concurso Formal . Conseqüência: a pena será exasperada não de 1/6 a 2/3 mas sim de 1/6 ao triplo. prevê a possibilidade de crime continuado mesmo na hipótese de violência ou grave ameaça contra vítimas diferentes. O art. b) Crime continuado Prevalece que o crime continuado é uma ficção jurídica por meio da qual uma série de crimes será punida como se fosse um só. se a soma das penas do concurso material for mais benéfica que a exasperação resultante do concurso formal ou crime continuado deverá ser reconhecido o concurso material benéfico.Semelhantes condições de tempo: a jurisprudência admite até 30 entre um crime e um outro . a pena será exasperada. Observações Gerais . a conseqüência será a cumulação de penas. o que se denomina na doutrina de crime continuado impróprio ou qualificado. ou seja. Há também posição minoritária ampliativa aceitando como crime da mesma espécie todos os que ofendem o mesmo bem jurídico. será aumentada em fração. * desígnio é a representação mental de um resultado Se imperfeito. O STf tem exigido como requisito extra para o reconhecimento do crime continuado a unidade subjetiva.O resultado da exasperação no concurso formal perfeito e no crime continuado não poderá ultrapassar a soma das penas: assim. aumentada de 1/6 à metade. Ex: uso uma bomba para matar 05 pessoas.Crimes da mesma espécie: prevalece que são os previstos no mesmo tipo penal. maior o aumento.A pena de multa não será exasperada mas sim sempre somadas.Crime continuado a) Concurso Material Quando com duas ou mais condutas o sujeito realiza dois ou mais crimes.Perfeito: sujeito não tem mais de um desígnio. O concurso material é. parágrafo único do Código Penal.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 01/06/2009 Aula: 6° 2. a residual. Pode ser classificado em perfeito ou próprio e imperfeito ou impróprio. Se perfeito. CONCURSO DE CRIMES . Será aplicada a pena do crime mais grave.Concurso Material . só incide quando inaplicável o crime continuado ou o concurso formal Pode ser classificado em homogêneo (crimes da mesma espécie) ou heterogêneo (crimes de diferente espécie) b) Concurso Formal (art. dentre as hipótese de concurso de crimes.. Quanto maior o número de penas. ou seja. CP) Quando uma conduta que resulta em dois ou mais crimes. . .

-5– . o STF entende que tal sentença é inexistente. 107 é exemplificativo. Poderão ser condicionais Obs: a CF proíbe anistia e graça para crimes hediondos e equiparados. Os efeitos secundários (ex: reincidência) permanecem. e) Perdão Judicial É possível em qualquer espécie de ação penal desde que autorizado expressamente pela legislação. Nos crimes de calúnia. Graça é individual e provocada.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 01/06/2009 Aula: 6° 3. o juiz pode ignorá-la e prosseguir o processo normalmente. O indulto é coletivo e espontâneo. difamação e falso testemunho. a retratação até a sentença condenatória extingue a punibilidade. injúria recíproca. Extinguem o efeito principal da condenação (pena). Ex: perdão judicial em homicídio culposo onde o crime por si só já atingiu demais o agente. A lei de crimes hediondos proíbe o indulto. Poderá ser condicional (só será concedida mediante condição) c) Graça ou Indulto São formas de indulgência soberana São de atribuição da Presidência da República veiculados via decreto. d) Retratação É o “desdizer o que disse”. A retratação é unilateral e poderá ser feita até a sentença. CP) O rol do art. ou seja. 107. b) Anistia Lei que promove o esquecimento jurídico-penal de um fato. a) Morte do agente Se a sentença extingue a punibilidade por morte do agente com base em certidão de óbito falsa. CAUSAS EXTINTIVAS DA PUNIBILIDADE (art.

aos sábados e domingos. D retratação do agente. em regime semi-aberto ou aberto. maneira de execução e outras semelhantes. nos casos admitidos em lei. lugar. 2.PR) Extingue-se a punibilidade do agente pelo(a) A morte do agente. quando a pena mínima cominada.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Gustavo Junqueira Data: 01/06/2009 Aula: 6° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. nos casos admitidos em lei. 3. seja pela incidência da majorante. em casa de albergado ou em outro estabelecimento adequado. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. C A pena de reclusão deve ser cumprida sempre em regime fechado ou semi-aberto. pelas condições de tempo.ES) Com relação ao concurso de crimes. no regime semi-aberto. seja pelo somatório. (OAB/CESPE – 2004. D A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. A. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro.3. 3. o condenado deverá trabalhar fora do estabelecimento e sem vigilância. idênticos ou não. mediante mais de uma ação ou omissão. assinale a opção incorreta. perempção e aberactio criminis.3. A Ocorre o concurso material de crimes quando o agente. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que o agente haja incorrido. pratica dois ou mais crimes.D -6– . C prescrição. B Ocorre o concurso formal quando o agente. (OAB/CESPE – 2007. C No concurso material. e a pena de detenção. D . permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .PR) Acerca das penas. D De acordo com o entendimento do STJ. ultrapassar o limite de um ano. concurso formal ou continuidade delitiva. (OAB/CESPE – 2007. o benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material. B A limitação de fim de semana consiste na obrigação de o condenado permanecer. GABARITO: 1. mediante uma só ação ou omissão. A Em regra. assinale a opção correta. B perdão judicial e casamento. no período matutino e vespertino. decadência e preclusão.

§ 3º . Lesão Corporal: Ofender a integridade física ou a saúde (física ou mental). Aumenta a pena em 1/3 -1– . LESÃO CORPORAL – Art. pois é leve do ponto de vista do resultado. 129. CP .340/06. A pena da lesão leve pode ser substituída por multa (nos casos de lesão privilegiada ou recíproca). Dolosa Leve – Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . é pública incondicionada. Tipos Leve – Caput – Pena 3 meses a 1ano Grave . Condicionada a representação? Há duas posições: 1ª Não. segue o rito sumário. § 6º.§ 2º .1 Lesão dolosa Leve cometida em situação de Violência doméstica ou familiar – Art. Todas possuem as mesmas causas de aumento de pena do homicídio doloso (+1/3 vítima menor de 14 ou maior de 60). Pena de 03 meses a 03 anos. CP.Pena 4 a 12 anos Obs. 129. 2ª Sim. 88 da Lei 9099/95. * Código de Trânsito – 06 meses a 02 anos. 1.: A Lesão leve pode aumentar até 1/3 se cometida contra vítima portadora de deficiência – Art. § 11º do CP. 129 Caput – Pena 03 meses a 01 ano de detenção. 129. com redação dada pela Lei 11.Pena 02 meses a 01 ano.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 18/06/2009 Aula: 8 TEMAS TRATADOS EM SALA 1. É uma infração de menor potencial ofensivo Competência do JECRIM É condicionada à representação do ofendido – Art. assim será condicionada . 1. pois não é leve .: Na Situação de Violência doméstica ou familiar ou afetiva contra mulher segue o tratamento da Lei Maria da Penha. § 9º do CP. 129.Pena 1 a 5 anos Gravíssima . Culposa. Mesmas causas de diminuição de pena do homicídio doloso de 1/6 a 1/3 quando cometido por relevante valor social /moral / violenta emoção. Não é infração de menor potencial ofensivo.Posição majoritária do STJ.§ 1º . * Art.Há uma decisão do STJ.Pena 2 a 8 anos Seguida de Morte . Obs.

134 – Abandono de recém nascido (criança que ainda não caiu o cordão umbilical ( Este crime é cometido pelos pais para ocultar desonra própria. 1. Periclitação da vida ou da saúde – Art. pois também pode ser transmitida por outro meio além da relação sexual).1. Art. 1. Tortura Intenso sofrimento físico ou mental A intenção é provocar o sofrimento 3. Lesão Grave X Gravíssima Lesão Grave Quando resultar a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias (Exame Complementar). dolo específico ). 130 ao 136 Art.3 Lesão corporal seguida de morte É exemplo típico de crime preterdoloso (o dolo direito ou eventual é apenas lesionar).NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 18/06/2009 Aula: 8 1. 291 da Lei Penas de 06 meses a 02 anos É uma infração de menor potencial ofensivo – JECRIM Condicionada à representação 2. 136 – Maus Tratos é diferente de Tortura Lei 9455/97 Maus Tratos Expor a perigo. Quanto ao sujeito ativo – Mínimo 03 pessoas (incluídos os inimputáveis). 133 – Abandono de Incapaz Art. É a confusão generalizada.2. Art. Obs.1.: A transmissão do vírus do HIV é considerada como homicídio ou tentativa de homicídio – Entendimento que ainda prevalece. CP. 130 – Perigo de contágio de doença venera (exceto HIV. Rixa – Art. Perigo de vida Debilidade permanente (membro de sentido ou função) Acelereção de parto Lesão Gravíssima Ocorre a Incapacidade permanente para o trabalho. -2– . Enfermidade Incurável Perda ou inutilização de membro sentido u função Aborto Deformidade permanente (dano estético permanente). Art.2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .2 Lesão Culposa Pena de 02 meses a 01 ano É uma infração de menor potencial ofensivo Condicionada a representação – Art. 137. 131 – Perigo de contágio de doença grave. Também faz jus ao perdão judicial 1. 135 – Omissão de Socorro Art.1 Lesão Corporal no Código de Trânsito – Art. 132 – Periclitação de vida / saúde Art. 88 da Lei 9099/95 Possuem as mesmas causas de aumento de pena do homicídio culposo.

Crimes contra a honra Objeto Conduta Típica Tipo Subjetivo (animus injuriandi vel difamandi) Sujeito Ativo Sujeito Passivo Momento Consumativo Tentativa Calúnia Atinge a honra objetiva (reputação) Imputar falsamente fato definido como crime Dolo específico Qualquer pessoa Qualquer pessoa Quando chega ao conhecimento de terceiro admitida somente quando cometida por escrito Crime formal (não exige efetiva lesão à honra – resultado) admite até a sentença admite. salvo quando a)Ofendido Presidente da República ou Chefe de Governo Estrangeiro b) Crime imputado for de ação privada a ainda não há sentença condenatória Difamação Atinge a honra objetiva (reputação) Imputar fato ofensivo à reputação Dolo específico Qualquer pessoa Qualquer pessoa Quando chega ao conhecimento de terceiro admitida somente quando cometida por escrito Crime formal (não exige efetiva lesão à honra – resultado) admite até a sentença não admite salvo se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relacionada ao exercício da função Injúria Atinge a honra subjetiva (auto-estima) Ofender a dignidade e o decoro Dolo específico Qualquer pessoa Qualquer pessoa Quando chega ao conhecimento da vítima admitida somente quando cometida por escrito Crime formal (não exige efetiva lesão à honra – resultado) não admite retratação não admite Retratação Exceção da verdade (possibilidade de provar durante o processo a veracidade da imputação) -3– . inclusive para aquele que participou e foi atingido porque contribuiu.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 18/06/2009 Aula: 8 Crime plurissubjetivo ou crime de concurso necessário de condutas contrapostas. 4.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . A jurisprudência entende que quando há dois grupos de contendores bem definidos não há a possibilidade de rixa. Quem responde pela forma qualificada? A própria vítima da lesão Atenção: a rixa é qualificada para todos. Polêmica: nesse caso. Forma qualificada Quando resultar lesão grave ou morte. a rixa é simples ou qualificada? A maioria da doutrina entende que deve ser rixa simples para não haver bis in idem. Se o autor da lesão ou morte puder ser identificado responderá pelo homicídio ou pela lesão em concurso material com rixa (e os demais agentes respondem pela rixa qualificada). Os demais agentes que não contribuíram para a lesão grave ou morte também respondem pela forma qualificada.

cor. Se utilizar de outro fator como opção sexual ou classe social. b) Injúria preconceituosa: agente se aproveita de elemento de raça.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Ex: cuspir em alguém. etc. etnia. origem. não há conduta típica em razão do interesse público. já há sentença absolutória irrecorrível. Ex: animus jocandi – não há intenção séria de denegrir a honra. a injúria será simples.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 18/06/2009 Aula: 8 Excludentes de ilicitude c) Quando qualquer que seja o crime. Se a injúria real for cometida com violência. se considerem aviltantes. Não há a) Ofensa irrogada em a) Ofensa irrogada em juízo pelas partes ou juízo pelas partes ou seus seus procurados na procurados na discussão discussão da causa da causa b) Crítica artística c) Opinião desfavorável emitida por funcionário público no exercício da função b) Crítica artística c) Opinião desfavorável emitida por funcionário público no exercício da função OBS: Se alguém imputar a outrem fato definido como contravenção penal comete crime de difamação. o juiz pode deixar de aplicar a pena quando: . §3º) Vítima determinada Ação Penal Privada Crime Afiançável Prescritível Racismo (Lei 7. arremessar água no rosto da pessoa. Injúria qualificada a) Injúria real: agente se utiliza de vias de fato ou de violência que. 140. as penas relativas a violência serão somadas. condição de pessoa idosa ou deficiente (rol taxativo).Houver injusta provocação da vítima . Se o fato imputado for verdadeiro.716/89) Coletividade Ação Penal Pública Incondicionada Crime Inafiançável Imprescritível -4– . religião. pela sua natureza ou pelo meio empregado.Houver retorsão imediata No dolo específico: outras intenções não configuram o tipo. Não há importância para o crime de difamação se a acusação é verdadeira ou falsa. No crime de injúria. Injúria Racista (Art. Ex: passo rasteira para derrubar e envergonhar alguém e a vítima quebra um dente.

tem previsão legal). No caso da injúria. mas a posição majoritária diz que é possível no caso de crime ambiental. é necessário que a vítima seja capaz de compreender a ofensa. Não existe injúria e difamação contra os mortos (sem previsão). mas pode ser vítima de difamação. -5– .NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 18/06/2009 Aula: 8 Sujeito passivo Os inimputáveis podem ser sujeitos passivos dos crimes contra a honra. mas a calúnia é possível (essa sim. Pessoa jurídica não pode ser vítima de injúria. Já a doutrina está dividida.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . A Jurisprudência entende que PJ não pode ser vítima de calúnia.

Nessa hipótese. evitando a produção do resultado inicialmente por ele pretendido. B) Não há possibilidade de haver legítima defesa real recíproca. o agente arrependa-se e atue em sentido contrário. C) Ocorre legítima defesa sucessiva quando o sujeito age em legítima defesa em relação a dois agressores. GABARITO: 1.NOTURNO Disciplina: Direito Penal Prof: Patrícia Vanzolini Data: 18/06/2009 Aula: 8 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. D) Para que seja excluída a ilicitude de conduta nos casos de estrito cumprimento de dever legal e exercício regular do direito. atual ou iminente. B) agressão passada. B) desistência voluntária. (OAB/CESPE – 2006. A. o Código Penal brasileiro adotou a teoria diferenciadora alemã. C) agressão justa a direito próprio ou de terceiro. que leva em consideração os bens em conflito. assinale a opção correta. A. -6– . configura-se A) arrependimento eficaz. D) arrependimento posterior.PR) É imprescindível para que se caracterize a legítima defesa: A) consciência de atuar nessa condição. 2. (OAB/CESPE – 2007. depois de esgotar todos os meios disponíveis para chegar à consumação da infração penal. 2) (OAB/CESPE – 2004. 3. A) Quanto ao estado de necessidade.3) Considere-se que. C) crime impossível. 3.3.ES) Com relação às causas de exclusão de ilicitude. D) repulsa com os meios necessários. a ação somente deve ser praticada por funcionário público no exercício de suas funções. ainda que imoderados.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . a fim de justificar se o estado de necessidade é exculpante ou justificante. B.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO PROCESSUAL CIVIL .

b) Extraordinária = É a exceção.O exercício da ação é amplo. mas tenho que preencher condições para existir. b) Possibilidade jurídica do pedido: Pedido chamado juridicamente impossível = é um pedido que não tem amparo legal = não há previsão acerca daquele pedido ou que ele é impossível. . Chamado de Carência de ação extinção do feito sem resolução do mérito.Pode ocorrer em qualquer jurisdição a qualquer momento. Se não for de ofício. ou seja. Ex: Sindicato.: Fábio Menna Data: 18/02/2009 Aula: 1° TEMAS TRATADOS EM SALA 1.F.NOTURNO Disciplina: Direito de Processo Civil Prof. o titular do direito é a parte. inciso VI do CPC).DIREITO DE AÇÃO 1)Conceito: . Ex: Nota promissória – execução – antes do vencimento. (art. Ex: Segundo a C. Quando a parte substitui o titular do direito. Portanto o juiz poderá declinar de ofício.Ação é um direito amparado pela Constituição Federal. mas o código civil equipara união estável ao casamento. Classificação: a) Interesse: Adequação – está atrelado ao procedimento adotado. . Necessidade está atrelada à utilidade. no seu conceito de casamento – homem/mulher. . c) Legitimidade das partes: Está atrelada à existência de relação jurídica. sem requerimento das partes. entre as partes e o direito = Havendo relação jurídica há legitimidade. .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO I . o que não pode se confundir com capacidade. 267. Investigação de paternidade.Ação é um direito que é público subjetivo. pois esta se relaciona com o estado das pessoas. Classificação da Legitimidade: a) Ordinária = É a regra.Ausência de uma das condições da ação: Acarretará extinção do feito – e ocorre sem resolução de mérito. A extraordinária é a mesma coisa que substituição processual. .Ele é público por que pertence a todos e o Estado participa.Matéria de Ordem Pública.Direito de ação é pleno. . .Direito de provocar o Estado. -1– . A parte representa interesse de terceiros. portanto não há casamento entre homossexuais = é um pedido juridicamente impossível. Ex: Locador na ação de desejo. Não há limite no direito de ação. ocorre através de requerimento de qualquer uma das partes. 2) Condições: OBS: .

3) Misto = vários réus vários autores. .1. .NOTURNO Disciplina: Direito de Processo Civil Prof.Requisito: É a chamada relação jurídica. Acidente da TAM. a. §1º do CPC.1.Todo aquele que possuir capacidade de ser parte. obrigação indivisível.2.A legitimidade está atrelada ao processo e a capacidade está atrelada à pessoa. . a.1. 738.Capacidade de estar em juízo = conhecida também como Capacidade Processual.Tem capacidade de estar em juízo = aquele que tem capacidade de ser parte e ao mesmo tempo exerce normalmente suas atividades civis.) Simples = quando o juiz poder proferir decisões diferentes para cada litisconsorte.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO I .1) Partes: 3.b) Litisconsórcio: . . .2) Unitário/Uniforme = quando o juiz tiver que proferir a mesma decisão para todos os litisconsorte.191 do CPC – Havendo litisconsorte com procuradores diferentes o prazo é contado em dobro. a) Capacidade: . 3.Art. 3.Prazo: Art.2) Ulterior = quando formado após a citação.) Ativo = reunião de autores.1.Numa ação coletiva busco o direito coletivo. . -2– . Passivo = reunião de réus.: Fábio Menna Data: 18/02/2009 Aula: 1° 3) Elementos : São úteis na análise da identificação das ações. Tem capacidade de direitos e contrair obrigações = logo pode ser parte. mas não possuir capacidade de estar em juízo deverá ser representando ou assistido pelo responsável .Capacidade de ser parte = todo aquele que tem capacidade de direitos. c. .é o caso do menor de idade.litisconsórcio = Agrupamento de pessoas busca pelos direitos individuas. Ex: Bem imóvel pertencentes a cônjuges.Quando tem a pluralidade de partes isso caracteriza o litisconsórcio.Ex. Ex: Intervenção de terceiros c) Quanto à decisão: c. obrigação divisível. b) Quanto ao momento da sua formação: b.Exceção: caso de Embargos à Execução . . Classificação: a) Quanto às partes: a.1) Anterior = quando formado antes da citação b. .

. cujo objetivo é a formação de um litisconsórcio passivo. . 3. 191 do CPC. . . O chamamento ao processo é feito pelo réu no prazo da contestação.Tem uma relação jurídica naquele caso concreto. facultativo e ulterior. 46 do CPC.Pela natureza da relação jurídico .É apresentada no prazo da Contestação através de uma petição simples.O juiz determinará de ofício que o autor providencie a citação de um litisconsorte necessário. 62 CPC = legitimidade passiva – só serve a nomeação do art. . este poderá limitar o número de litisconsortes. 62 = Cabe nomeação a autoria quando o réu não for proprietário do bem objeto da demanda.A formação do litisconsórcio necessário é condição de eficácia da sentença. -3– . quanto a contagem de prazos. 47 CPC .Hipóteses: Art. .§ 2º do art.Exemplo: O caseiro é citado o caseiro nomeia a autoria . .art.decorre da lei ou da natureza da relação jurídica. . senão nomear conseqüência obrigação não cumprida existirá uma sanção.Depois de apresentada a petição causará a interrupção do prazo. .Só interesse econômico não justifica a intervenção. d. o Juiz determinará a citação do terceiro.10 . 10 do CPC. .1. .Modalidade de intervenção exclusiva do réu.NOTURNO Disciplina: Direito de Processo Civil Prof.Admite a figura do réu nomeante e réu nomeado.2) Necessário ou Obrigatório = Previsto no art. .Passa pela exclusão do réu nomeante e ao mesmo tempo a inclusão do réu nomeado que seria o terceiro. . 69 do CPC. suspendendo o processo e aplicando o disposto no art. 46 – verificando o juiz o número excessivo de parte em um determinado processo ele poderá se entender que este é um fator que pode dificultar o andamento da ação. prevista no art.: Fábio Menna Data: 18/02/2009 Aula: 1° d) Quanto à formação: d.Art.Objetivo é a substituição do pólo passivo.§ único do art. . Espécies: 1) Nomeação da autoria: .Obs : a Interrupção – quando recomeça do zero e a Suspensão – começa da onde parou 2)Chamamento ao processo: É praticada exclusivamente pelo réu. interesse jurídico e advém da relação jurídica.c) Intervenção de Terceiros: .Classificação: a) Provocada = é aquela exercida pela parte. ampliando-se a relação processual de forma excepcional. .1) Facultativo = aquele que advém da vontade das partes .Trata-se de litisconsorte facultativo multitudinário (vem de multidão).Ações possessórias .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO I .A nomeação a autoria é OBRIGATÓRIA.

NOTURNO Disciplina: Direito de Processo Civil Prof.: Fábio Menna Data: 18/02/2009 Aula: 1° 3) Denunciação da lide A denunciação da lide pode ser apresentada tanto pelo autor.Emolumentos -4– . significa auxiliar.O assistente tem legitimidade recursal.A distribuição será por dependência a perante o juízo da ação ordinária.Assistência . • Evicção do alienante na ação que terceiro reivindica a coisa.1. o litisconsórcio é simples . . suspendendo-se o processo.Apensada aos autos principais.Casos que a parte pode promover ação sem a participação do advogado – é o caso do juizado especial civel – 20 salários mínimos sem advogado .Postular – significa pedir em nome de outro. estando presente na demanda um terceiro que pleiteia a mesma posse. a assistência será litisconsorcial. O assistente simples só pode recorrer se o assistido recorrer.Inclui litisconsorte passivo e necessário. quanto pelo réu. conforme o artigo 70 do CPC. • Divisão de posse direta ou indireta.Se o terceiro tiver relação jurídica com apenas uma das partes. .Será apresentada até a sentença.Vem de assistir. (art. DENUNCIAÇÃO DA LIDE Art. . Tal instituto poderá ocorrer em 3 hipóteses.54) .2. .Oposição – Art. 70 Facultativo Apresentado pelo autor e feita na Petição Inicial Réu na contestação ou através de simples petição (sempre no prazo da contestação) Envolve responsabilidade subsidiária Exemplo: Seguros CHAMAMENTO Art. 77 Facultativo Não poderá se apresentada pelo autor Idem Responsabilidade solidária Exemplo: Fiador que chama o locatário b) Expontânea – exercida pelo terceiro. OBS: Custas . b. • Nos casos em que alguém por força de lei ou contrato deve indenizar o prejuízo decorrente da perda da demanda em ação regressiva. b. .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO I . 56 do CPC .Pode ser: .é o caso do sublocatário. .Simples = mero auxiliar .Mas se o terceiro tiver relação jurídica com ambas as partes.Litisconsorcial = passa a ser parte numa eventual sentença atinge o terceiro .

: Fábio Menna Data: 18/02/2009 Aula: 1° Despesas – Prática de atos processuais Honorários – Fixados pelo juiz.Art.3) Causa de Pedir É o resultado da somatória dos fatos com fundamentação jurídica do pedido.Preciso de duas ou mais ações. 103/105 e 106 . 47 . b) Coisa Julgada . 69 -5– . se comarca distintas o juiz prevento é aquele que ocorreu a primeira citação válida ( art. Quando há identidade total dos elementos da ação possuem a mesma parte.Art.NOTURNO Disciplina: Direito de Processo Civil Prof. § 1º . o mesmo pedido e a mesma causa de pedir. esse ponto pode ser a causa de pedir ou o pedido.Juiz Prevento = Se as ações conexas estiverem na mesma comarca o juiz prevento é aquele que proferiu primeiro despacho. § 1º do CPC = Repetição de uma ação que já foi julgada. Sucumbência 3. sendo que entre elas a um ponto em comum.10 . objeto da ação pode ser imediato e mediato: • Pedido imediato está relacionado com a natureza jurídica da demanda. Havendo conexão há reunião de ações perante o juiz prevento a fim de evitar decisões conflitantes.Art. O pedido.Art.2) Pedido É o objeto da ação. 3.Art. inciso VI . 301.A conexão só poderá ocorrer até a sentença.Art. Há duas ações idênticas em andamento – prevalecerá a ação que for proposta primeira.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO I . LEGISLAÇÃO SOBRE O TEMA Código de Processo Civil . c) Conexão . 267. Identificação: a) Litispendência = Ações pendentes = Repetição de uma ação idêntica em andamento.Art.Evitar decisões conflitantes. 301. .Art.Art. . 46 . 6º . 103.Art. • Pedido mediato está relacionado com o bem material pretendido.O Juiz de ofício poderá determinar a conexão . 62 . 105 e 106 do CPC) .

3) Com referência a intervenção de terceiros e a assistência. a vontade da lei. Quando o chamamento for manejado pelo autor. no caso concreto. pois a falta de uma delas durante o processo caracteriza a carência superveniente. 2. a composição dos litígios é obtida pela intervenção do juiz. A) Duas ações são consideradas idênticas quando ocorrer identidade de partes.: Fábio Menna Data: 18/02/2009 Aula: 1° QUESTÕES SOBRE O TEMA OAB. no cotejo entre as duas ações. que substitui a vontade das partes litigantes por meio de uma sentença de mérito.CESPE/2008. objeto e causa de pedir.NOTURNO Disciplina: Direito de Processo Civil Prof. dos demais co-devedores solidários ou do fiador. haverá pluralidade de causas de pedir. aplicando.1 – PROCESSO CIVIL – PROVA GAMA 1 .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO I . este deve seguir até a sentença final no procedimento escolhido pelo autor. -6– . caso seja verificada.QUESTÃO 46 A respeito da jurisdição e da ação. que enseja a extinção do processo sem resolução do mérito. C) Caso seja iniciado um procedimento de jurisdição contenciosa. por meio do incidente denominado nomeação à autoria. a invocação de norma jurídica diversa em cada uma delas. A) O terceiro que se sentir prejudicado ou que tiver seu direito ameaçado em virtude de uma pretensão discutida em juízo poderá ingressar na ação e nomear-se como legítimo detentor do direito disputado pelo autor. assinale a opção correta. B) Na chamada jurisdição voluntária.(OAB/CESPE – 2007. C) Tanto o autor quanto o réu têm legitimidade para requerer o chamamento ao processo do devedor principal. assinale a opção correta. D) As condições da ação devem ser verificadas pelo juiz desde o despacho de recebimento da petição inicial até a prolação da sentença. permite-se o aditamento da petição inicial pelo chamado. B) A assistência somente é admissível até o julgamento da apelação. não sendo possível transformar o contencioso em voluntário por ato subseqüente ou por manifestação de vontade de qualquer das partes. Assim.

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D) A denunciação à lide constitui uma nova ação, ou seja, é lide secundária em relação à ação principal, e, uma vez extinta a ação principal, resta prejudicada, por falta de objeto, a lide secundária.

3-(OAB/CESPE – 2007.3) Com relação ao litisconsórcio, é correto afirmar que A) todo litisconsórcio necessário é também unitário. B) o litisconsórcio formado entre os réus de uma ação anulatória de um mesmo negócio jurídico é unitário. C) as vítimas de um mesmo acidente de trânsito podem agir em litisconsórcio contra quem o causou, para exigir-lhe perdas e danos, sendo unitário o litisconsórcio assim formado. D) consumidores que se dizem individualmente lesados em virtude do consumo do mesmo produto podem agir em litisconsórcio contra o produtor, para exigir-lhe perdas e danos, sendo necessário o litisconsórcio assim formado.

GABARITO; 1. D; 2.D; 3.B; 4.

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Temas tratados em aula 1. Jurisdição 1. Lide Ação Jurisdição Processo Tutela jurisdicional (Sentença)

2. Características a) Atividade Pública (Estatal) b) Inércia (princípio do dispositivo o juiz só age quando é provocado). c) Investidura (é o recebimento do poder para julgar) d) Definitividade ( a atividade do juiz gera definitividade. e) Inevitabilidade (as partes não podem evitar o resultado)/ Inafastabilidade (o juiz não pode se negar a julgar alegando falta de lei) / Indelegabilidade ( não é possível o juiz delegar para outrem). 3. Substitutos da Jurisdição Casos em que o Juiz é afastado: a) Transação (é um negócio jurídico civil) b) Conciliação (é realizado um acordo entre as partes) c) Arbitragem (as partes fazem um compromisso arbitral) Os casos acima somente será possível em casos de Direito Disponível (direito privado e patrimonial), salvo no caso de Divórcio. 4. Competência 4.1 Definição: representa os limites da jurisdição. Quantifica a jurisdição a ser exercida pelo órgão singular. 4.2 Competência Interna ou Internacional Competência Internacional Concorrente: A ação poderá ser no Brasil, não é obrigatório – Art. 88, CPC. Ocorrendo: -Quando o réu tiver domicílio no Brasil -Quando o fato ocorreu no Brasil - Quando a obrigação tiver que se cumprida no Brasil Competência Interna: Deve ser exclusiva quando houver: -Imóvel situado no Brasil -Inventário de bens situados no Brasil 4.3 Critérios de Fixação a) Funcional (em razão da matéria, da pessoa, hierarquia). b) Territorial (Foro local) c) Valor da Causa 4.4 Competência Federal X Competência Estadual Competência Estadual: Será uma competência residual.

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4.4.1. Competência Federal -União: Autarquia Federal/ Empresa Pública -Direito de Indígenas -Ação entre estado estrangeiro ou organismo Internacional -Execução de Sentença Estrangeira ou Exequatur Exceções: Eleitoral Funcionário Estatutário Falência – a competência será da Justiça Estadual Reconhecimento de acidente do trabalho 4.4.2. Competência Territorial Foro CPC 94 a 100. Nos artigos 94 e 95 diz que para as ações pessoais e reais sobre bens móveis, vinculo real é entre pessoa e coisa, ou seja, o foro será o local do domicílio do réu. Quando a ação real recai sobre bens imóveis, o domicílio será o local da coisa. No artigo 96, CPC = competência de inventário: 1ª regra = local do último domicílio do autor da herança (“de cujus”). 2ª regra = local dos bens. 3ª regra = se os bens estiverem em locais distintos, o domicílio será o local do óbito. Foros especiais - Art. 100 -Acidente de Trânsito – Local do fato ou do domicilio do autor -101, I - do CDC -Lei de locações – Art. 58 - Local do imóvel ou foro de eleição -“Perpetuatio Juridiciones” – Art. 87, CPC 4.5 Competência Absoluta/ Relativa Absoluta (interesse público) -Competência Funcional (qual o órgão ?) -Competência Juizado Federal (valor da causa) -Não admite modificação Incompetência Absoluta Nulidade de atos decisórios Poderá ser reconhecida “ex ofício” e em qualquer momento É alegada em preliminar de Contestação

Relativa (interesse privado) Territorial Competência Juizado Estadual (valor da causa) Admite modificação Incompetência Relativa Não gera nulidade Depende de provocação No prazo da defesa, caso contrário ocorrerá a preclusão Exceção de Incompetência

4.6 Modificação da Competência Legal – Art. 109, §3° CPC Convencional – Foro de Eleição ( Quando o réu deixar de argüir exceção de incompetência).
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Foro de eleição em contrato de adesão ( O juiz reconhecerá de ofício a nulidade da claúsula para favorecer o aderente) – Art. 112, parágrafo único

QUESTÕES 1. (OAB/CESPE – 2007.3) Assinale a opção correta acerca da competência, em matéria civil, da justiça comum. A A prevenção define o juízo para o qual serão distribuídas, por dependência, novas ações, unidas à demanda anteriormente ajuizada por um dos vínculos previstos em lei. Além disso, determina o juízo, que terá sua competência prorrogada em razão da conexão ou continência. B As ações fundadas em direito pessoal ou direito real sobre bens imóveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu. No entanto, admite-se que haja prorrogação da competência para o foro da situação da coisa, se os litigantes assim o desejarem. C Segundo o princípio da perpetuação da competência, esta é fixada no momento em que o juiz determina a citação do réu, mas admite-se sua modificação posterior nas hipóteses de fixação pelo critério territorial ou pelo valor da causa. D Nas hipóteses de prorrogação da competência por conexão ou por continência, caso as ações já estejam em curso, mesmo sendo absoluta a competência, o juiz determinará a reunião das ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente pelo juiz prevento. 2. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Assinale a opção correta no que se refere à competência no processo civil. A Se absoluta, a incompetência deve ser argüida por exceção, mas o juiz pode declará-la de ofício, extinguindo o processo sem resolução do mérito. B Verificada a ocorrência da conexão ou continência, ocorre a reunião de processos para o julgamento em sentença única, com derrogação de competência anterior e prorrogação da competência firmada, mesmo quando se tratar de competência material ou funcional. C De acordo com o princípio da inalterabilidade da competência absoluta em razão da matéria, caso seja criada uma vara especializada de família na comarca, somente as novas ações devem ser propostas perante ela, permanecendo os feitos anteriores em tramitação nas respectivas varas de origem. D Tratando-se de ação de divisão de imóvel situado em duas comarcas, é competente para julgar a lide sobre a totalidade do imóvel o juízo de qualquer das comarcas onde se situa parte do imóvel; havendo duas ações conexas em curso, a competência é do juízo do processo em que haja a primeira citação válida. 3. (OAB/CESPE – 2007.1) Quanto a ação, jurisdição e competência, assinale a opção correta. A O Código de Processo Civil brasileiro, Lei n.º 5.869/1973, adotou a teoria da ação como direito autônomo e concreto. B São elementos identificadores da ação: as partes, o fundamento jurídico ou fato lesivo e o valor da causa. C São características da função jurisdicional: imparcialidade, revogação e originalidade. D Os limites internacionais da jurisdição são estabelecidos pela norma interna de cada Estado, respeitados os critérios da conveniência e viabilidade. GABARITO 1.A; 2.D; 3.D

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Temas tratados em aula PETIÇÃO INICIAL (ART. 282, CPC) - É um ato formal e solene, prevista no art. 282 do CPC e incisos: I – Endereçamento: Juiz ou Tribunal a que é dirigido. II – Partes com suas qualificações. Preciso saber de todas as ações reais mobiliárias = ambos os cônjuges, devem ser citados, segundo art. 10, § 2º do CPC. III – Fato e Fundamento Jurídico do Pedido - Teoria da Substanciação = O importante é o fato, ou seja, prevalece sobre o fundamento. (adotada no código) - Teoria da Individuação/Individualização = Importante é o fundamento jurídico. IV – Pedido (Art. 286 do CPC) Requisitos do pedido: a) O pedido tem que ser Certo (* expresso) e Determinado (individualizado pelo seu gênero e pela sua quantidade) * Em algumas situações a lei autoriza o pedido implícito, ou seja, é aquele pedido que você não requer, mas ganha. Ex: Correção monetária; Honorários advocatícios (art. 20, CPC); Art. 290 do CPC = Prestações periódicas. b) Determinável = Pedido Genérico = o valor irá ser determinado no curso da lide: ações universais; reparações de dano; depender de ato a ser praticado pelo réu; b.1. Ações Universais = são aquelas em que o autor não sabe a universalidade de bens que compõe o seu direito; Ex: Inventário; Petição de herança b.2. Ação de Reparações de Dano = Quando o autor não puder quantificar a extensão do ato ilícito praticado pelo réu. Ex: A fábrica polui o rio. (não consigo ver a total reparação do dano ou da extensão do ato ilícito); Dano moral (dano imaterial). Atribuição do valor: - 1º corrente = O advogado atribui o valor - 2º corrente = O juiz atribui o valor Na prova terá que optar pela atribuição do juiz. Por que as ações de dano moral estão inseridas nas ações de reparação de dano e são pedidos genéricos, não precisa determinar o valor. (Art. 286, II, do CPC). b.3. Depender de ato a ser praticado pelo réu (prestação de contas)

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Modalidades do Pedido (Art. 282 do CPC) 1.Cominatório (art. 287) Nas obrigações de entrega de coisa certa ou incerta e nas obrigações de fazer ou não fazer o réu poderá ser cominado a cumprir a obrigação especifica sob pena de pagamento de multa pecuniária pelo não cumprimento previsto no art. 461 e 461-A do CPC. No processo civil temos as obrigações em: a) Dinheiro – como resolvo o problema b) In natura (específica) 2. Alternativo (art. 288) Ocorre pedido alternativo quando o réu tem a sua disposição duas ou mais maneiras de cumprir a obrigação. Os pedidos têm a mesma hierarquia; Quem decide é o réu; Chama-se de ação redibitória ou Edilícia. 3. Sucessivo (art. 289) No pedido sucessivo existe uma escala de interesses. Assim o magistrado somente considera o pedido subsidiário se for negado o pedido principal; Quem decide é o juiz. Famoso pedido: caso V.Exa. não entenda (tem o pedido principal mas caso V.EXa. não entenda, peço que aceite o segundo pedido) Esse pedido é chamado de Cumulação Eventual = por que na eventualidade o juiz se não acolher o primeiro pedido, ele poderá acolher o segundo pedido. De acordo com o STJ é possível recorrer da decisão que deu o pedido subsidiário, mas não o principal. 4. Prestação Periódicos (art. 290) Nas relações de trato sucessivo se o autor formular um pedido todas as outras parcelas que forma requeridas no curso da lide são devidas de pleno direito. CONSTITUI MODALIDADE DE PEDIDO IMPLÍCITO. Ex: Na Ação de Alimentos existe duas formas de pedido: - Quando comprova o parentesco = Peço Ação de Alimentos Lei 5478/68 – com a prova da paternidade peço Alimentos Provisório, mas se não tiver prova da paternidade peço primeiro Investigação de Paternidade, comprovando a paternidade peço Alimentos; Pedido implícito – é o caso de Ação de Alimentos.Os alimentos não pode ser irrepetitíveis; 5. Cumulados (art. 292) Ocorrem pedidos cumulados quando a parte formular diversas pretensões para que o magistrado aprecie a todos indistintamente. Obs: Pode encontrar na prova a expressão Cumulação de Pedidos como também, Cumulação de Ações.

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Requisitos - § 1º do art. 292 do CPC Incisos: I – Compatíveis entre si - Conceitos: - Pedidos que não se anulam; - São todos os pedidos que decorrem do mesmo fato. II – Mesmo juízo competente - Para que possa cumular os pedidos, o juiz que irá apreciá-lo deve ser competente para todos. - O juiz tem que ser absolutamente competente para acumular os pedidos. - Para que haja cumulação de pedidos o magistrado tem que ser absolutamente competente para o feito. III – Mesmo procedimento. Para que haja cumulação de pedidos para todos tem que adotar o mesmo procedimento, mas poderei cumulá-los se poder converter em rito ordinário - § 2º do art. 292 do CPC. IV - Valor da Causa A toda causa é atribuído um valor ainda que não tenha conteúdo econômico imediato.(Arts. 258/259/260 do CPC V - Provas As provas documentais devem ser apresentadas desde já com a petição inicial. Todas as outras serão protestadas para posterior produção. Duas situações que a lei permite que posso juntar depois as provas no curso do processo: 1º) Para fazer prova de direito superveniente; 2º) Justo impedimento; Ex: Preciso mostrar um documento. CITAÇÃO - Ato pelo qual se traz o réu em juízo para se defender. Dividida em: 1. Real = Pelo correio (nos termos do art. 222 a citação será feita pelo correio em todas as comarcas do país) ou Oficial de justiça. A citação realmente aconteceu. - Por Oficial de Justiça acontece nas causas de: - Execução - Quando as Fazendas Públicas forem partes; - As ações que versam sobre o Estado das pessoas. Ex: divórcio; Inventário... - Não chegar o correio naquele caso. - Quando você requerer de outra forma; - Quando for por Carta Precatória e a citação será por Oficial de justiça se for outra cidade. - Não há expedição de precatória entre comarcas contíguas.

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9º. Edital é citação pública. não haverá necessidade de ser feita pelo correio. 2.Quando não souber quem é o réu. * Se o réu for citado de forma ficta o magistrado nomeará um Curador Dativo para proceder a defesa dos seus interesses (Art. -4– .03. inciso II do CPC) .Quando não sei onde residi o réu . Usucapião – cito os vizinhos que conheço pelas vias normas e os que não conheço por edital (art. 942). Nos quatro casos se o réu não se defende gera a revelia. Ex: Invasão de terra.Porém quando a comarca for fronteiriça da comarca da ação. *Ficta = Pelo Edital ou Hora Certa. É uma presunção de citação. 232 do CPC. Requisitos: a) Objetivo = O oficial deve comparecer na casa do réu 3 vezes. quando não se souber quem é o réu ou este residir em local incerto ou de difícil acesso (favela). ou seja.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Ocorre a Citação por Edital . b) Subjetivo = Suspeita de ocultação.Art. . a citação será feita pelo oficial de justiça. ao contrário da citação por edital o réu te que ter domicílio certo. Citação por hora certa = Ocorre quando o oficia de justiça comparece por três vezes na casa do réu e presume que este esteja se ocultando da citação.2009 Aula: 3° .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.: Renato Montans Data: 17.

1) A respeito da jurisdição e da ação.2.2009 Aula: 3° QUESTÕES 1. assinale a opção correta. A) Nas ações de estado. aplicando. que substitui a vontade das partes litigantes por meio de uma sentença de mérito.D.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 2. C) Caso seja iniciado um procedimento de jurisdição contenciosa. D) O benefício do prazo em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer é extensivo às sociedades de economia mista. objeto e causa de pedir. que enseja a extinção do processo sem resolução do mérito. D) As condições da ação devem ser verificadas pelo juiz desde o despacho de recebimento da petição inicial até a prolação da sentença. A) Duas ações são consideradas idênticas quando ocorrer identidade de partes. Assim.CESPE. no cotejo entre as duas ações. 2.(OAB. -5– . A.03. este deve seguir até a sentença final no procedimento escolhido pelo autor. B) Na chamada jurisdição voluntária. haverá pluralidade de causas de pedir. (OAB.CESPE/2008. pois a falta de uma delas durante o processo caracteriza a carência superveniente.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. caso seja verificada.: Renato Montans Data: 17.) Assinale a opção correta acerca dos atos processuais. GABARITO 1. no caso concreto. a composição dos litígios é obtida pela intervenção do juiz. a vontade da lei. B) A superveniência de férias interrompe o curso do prazo.SP/2008. a invocação de norma jurídica diversa em cada uma delas. não sendo possível transformar o contencioso em voluntário por ato subseqüente ou por manifestação de vontade de qualquer das partes. a citação pelo correio é inadmissível. C) O prazo para a contestação realizada pela defensoria pública é contado em quádruplo.

(Redação dada pela Lei nº 5. primeira parte. a decadência ou a prescrição (art.1 Preliminares a) Inexistência ou nulidade de citação b) Incompetência absoluta – Remessa dos autos ao juízo competente -1– . Indeferimento da petição inicial – Art. suspeição). e 284. III . escolhido pelo autor.quando o tipo de procedimento. III . se puder adaptar-se ao tipo de procedimento legal. Contestação (Natureza de defesa) 2. parágrafo único. IV . 3. 285-A – Quando a matéria for unicamente de direito Momento: Antes da citação Decisão: terminativa. 3. Impedimento.10.1. § 5o). Considera-se inepta a petição inicial quando: I . IV . desde logo.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. Vl . Requisitos: Que a matéria seja apenas de direito – Não há provas Que este Juízo tenha proferido sentenças idênticas ou semelhantes.quando o autor carecer de interesse processual. sendo cabível Apelação.contiver pedidos incompatíveis entre si. b) Mérito – Defesa de Direito -Princípio da concentração: o réu deverá concentrar as duas defesas Princípio da eventualidade: a defesa de mérito só será analisada pelo juiz caso ele não acolha a defesa preliminar 3. ou ao valor da ação.da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão.o pedido for juridicamente impossível.: Fábio Menna Data: 01. cuja matéria seja a mesma.quando não atendidas as prescrições dos arts. II . 39.quando for inepta.04.1 Contestação Temos duas defesas a) Preliminares – Defesa Processual.quando a parte for manifestamente ilegítima. 219. não corresponder à natureza da causa. • Decadência . -Momento: Antes da citação -Decisão: Sentença Sendo cabível o recurso de Apelação -Hipóteses de indeferimento: • Carência de ação (se caracteriza pela ausência de uma das condições da ação: legitimidade. • Prescrição . II . V .925.2009 Aula: 4° Temas tratados em aula Admissibilidade da petição inicial 1.quando o juiz verificar. de 1º. caso em que só não será indeferida.Ocorrerá a Extinção do feito com resolução do mérito Sendo cabível o recurso de Apelação.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Extinção do feito com resolução do mérito Sendo cabível o recurso de Apelação Art. interesse. 295 I . Reconvenção (Natureza de ação) 3.Ihe faltar pedido ou causa de pedir.1973) Parágrafo único. Exceções (Incompetência. possibilidade jurídico do pedido) – Ocorrerá a Extinção do feito sem resolução do mérito. Respostas do Réu 1.

modificação da competência relativa .É aquela em que o juiz naturalmente atribui o direito ao autor ou ao réu. o réu poderá na contestação formular um pedido oposto ao pedido do autor.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. b) Ações de caráter dúplice: o direito poderá ser tanto do réu quanto do autor .forma: petição autônoma . 268 parágrafo único (ocorre a perempção quando o autor promove pela 04ª vez a mesma ação sendo que nas três vezes anteriores o processo foi extinto sem resolução de mérito tendo em vista a inércia do autor. Ex.04.Extinção do feito sem resolução do mérito) e) Convenção de Arbitragem: é a única matéria do artigo 301 que não poderá ser decretada de ofício pelo juiz e que se não for alegada pelo réu gera preclusão. 4. Exceções: a) Incompetência .autuação: apenso .2 Defesa de Mérito -Ônus da impugnação específica Ônus Incumbe ao réu Impugnação Incumbe ao réu impugnar os fatos Específica Impugnar ponto a ponto os fatos Deixando o réu de impugnar qualquer alegação do autor esta será considerada verdadeira (confissão).momento: prazo da contestação .1 Impedimento Natureza: Absoluta (Quando o juiz for cônjuge ou parente com a parte ou com o advogado).efeito suspensivo . É possível que o réu apresente apenas reconvenção Obs.1. Impedimento / Suspeição -Princípio da Imparcialidade b.: Fábio Menna Data: 01. Reconvenção 1) Natureza: Ação 2) Partes: Pólo ativo = réu reconvinte Pólo passivo = autor reconvindo 3) Momento = prazo da contestação 4) Forma = petição autônoma 5) Simultânea (contestação/reconvenção) 6) A autuação será nos mesmos autos 7) A sentença será mesma da ação e da reconvenção 8) Não cabe reconvenção: a) no juizado especial cível e no rito sumário – Procedimento simplificado.: Admite no juizado especial e no rito sumário o pedido contraposto.Decisão Interlocutória = Agravo b. Ações possessórias.2009 Aula: 4° c) Carência de ação Extinção sem resolução do mérito d) Perempção – Art. Revelia: É Ausência de defesa Efeito: Presunção da veracidade os fatos alegados pelo autor.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 5. ou seja. Acidente de automóvel. -2– . Ex. 3. Inércia .

331 – Audiência preliminar (não é obrigatória): O objetivo é a conciliação das partes. 329 ao 331 Questões prejudiciais -Se não existir questões prejudiciais o juiz fará o julgamento antecipado da lide quando não houver necessidade de produzir provas – Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . desde que o juiz defira a juntada dos mesmos. exames – DNA) -Produzidas pelo perito -Perito nomeado pelo juiz -3– . Ex Acidente de automóvel presume-se que o veículo que bateu atrás do outro é responsável pela indenização. Inspeção judicial 2. 6.2 Suspeição Natureza: Relativa (Quando o juiz for amigo da parte).2009 Aula: 4° b. municipal.: Fábio Menna Data: 01. avaliação. 334: -Fatos notórios -Queda de um avião -Fatos presumidos. b) A prova se destina ao juiz Existem fatos que não dependem de provas – Art. -Recursos Cabíveis: Caso o juiz acolha o impedimento ou a suspeição as partes não poderão interpor recurso por falta de interesse. Documental -O autor apresentará os documentos na inicial -O réu apresentará os documentos na contestação As partes só poderão juntar no processo após a inicial e a contestação documentos novos que se ignoravam a existência. 420 -Prova técnica (Vistorias. Feito o saneamento. Saneamento do Processo – Art. Pericial 4.Art. Caso contrário se o juiz não acolher o impedimento ou a suspeição também não caberá recurso.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. não havendo a extinção do processo será realizada a produção de provas. 337 O autor deverá demonstrar a existência da lei estadual. Prova Pericial . Instruções . Documental 3. 7. estrangeira e costumes. Meios de prova 1. Inspeção judicial -Prova produzida pelo juiz -Juiz comparece até o local dos fatos 2. 3.04. pois ele terá a obrigação de remeter os autos ao tribunal (remessa obrigatória).Provas a) Objeto – Demonstração da veracidade – Fatos alegados Exceção – Art. 330. Orais 1. -Art.

-4– . Amizade .Momento Audiência de Instrução c) Depoimento Pessoal: Partes 1° Depoimento do autor 2° Depoimento do réu ônus da prova Se a parte mentir em seu depoimento o juiz aplicará pena de confissão além de condenar a parte por litigância de má-fé. 162.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 269 Extinção do feito com resolução do mérito. Menores de 16 anos 2° Impedimentos. O informante não tem a obrigação de dizer a verdade e por isso não poderá ser processado por crime de falso testemunho 8. Sentença – Art. 4. d) Testemunhas Terceira pessoa – desinteressada Qualquer pessoa (capaz) Não podem ser testemunhas: 1° Incapazes. § 1° -Ato do juiz que implica uma das hipóteses: -Art. Cônjuge – Partes 3° Suspeitos. Ex. Ex.Partes Poderão ser informantes do Juízo Informante é aquela pessoa que não pode ser testemunha. Orais a) Espécies Esclarecimentos Periciais Depoimento pessoal Oitiva de testemunhas b) Momento . 267: Extinção do feito sem resolução do mérito • Carência da ação • Perempção • Coisa julgada -Art.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. Ex.04. • Prescrição • Decadência Quando houver na sentença omissão será cabível Embargos de Declaração.2009 Aula: 4° -Conclusão – laudo – Efeitos –homologado pelo juiz Mesmo que o juiz tenha formação técnica em outras áreas ele não poderá dispensar a prova pericial.: Fábio Menna Data: 01.

ainda que os litisconsortes tenham o mesmo procurador.3) Em relação à petição inicial e à resposta do réu. o réu tem o prazo de 15 dias para apresentar resposta. não se abre novo prazo para resposta. 3. pronunciar a prescrição da pretensão do autor. observada a peculiaridade do procedimento específico e será autuado em apenso.: Fábio Menna Data: 01.São suspeitos de depor como testemunhas o cônjuge da parte e o interdito por demência. D) No procedimento ordinário. se a reconvenção for conexa com a ação principal ou com o fundamento de defesa. em regra. D) III e IV. tenha sido absolutamente incompetente para conhecê-la. A) Não será admissível a reconvenção destinada a obter utilidade que pode ser conferida ao reconvinteréu caso a sentença relativa à ação primitiva seja de improcedência. A reconvenção é admitida também se o procedimento especial disposto para a ação primitiva for daqueles que. assinale a opção incorreta. 3. a reconvenção é admitida se para ela estiver disposto procedimento igual. os fundamentos e o dispositivo. C) Para que a reconvenção seja admissível. esse prazo é comum a todos. seja qual for sua espécie. A) A petição inicial deve indicar o fato e os fundamentos jurídicos do pedido. assinale a opção incorreta. Quando se fala em comunhão de causas de pedir.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.04. e o réu não tem mais a possibilidade de deduzir o restante da defesa que deveria ter sido apresentado na contestação. D. não se pretende exigir que as causas de pedir da ação e da reconvenção sejam rigorosamente iguais. ainda que. (OAB/CESPE – 2007. é produzida na fase postulatória. I . C) O incidente de impugnação ao valor atribuído à causa na petição inicial deverá ser formulado no prazo da contestação. a causa petendi. originariamente. II . todavia a prova documental. Havendo litisconsórcio passivo. de ofício.1) Tendo em vista o que dispõe o Código de Processo Civil em relação a prescrição. -5– . o fundamento da pretensão do autor. isto é. Estão certos apenas os itens A) I e II.2) A respeito da reconvenção. IV São elementos da sentença o relatório. 2. C) II e IV. (OAB/CESPE – 2006. o juiz da causa principal torna-se competente para a reconvenção. B) Quando a ação tiver procedimento especial.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 2. depois de determinada providência preliminar.2009 Aula: 4° QUESTÕES 1. B) Se o réu comparece e alega apenas a inexistência ou a invalidade da citação e se essa alegação não é acolhida. ou se cabível a adoção do procedimento ordinário para a reconvenção. mas conta-se em dobro.D. julgue os itens seguintes. Constitui-se a causa petendi do fato ou do conjunto de fatos a que o autor atribui a produção do efeito jurídico por ele pretendido. mas que tais causas de pedir contenham alguma identidade que justifique o processamento simultâneo das demandas. III .As provas em geral são produzidas na fase instrutória do procedimento.C . B) I e III. se transforma em procedimento ordinário.É defeso ao juiz. GABARITO 1. exige-se que ela seja conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. provas e sentença. (OAB/CESPE – 2006. Assim. D) O juiz da causa principal é competente para a reconvenção.

Coisa julgada Conceito: é a imutabilidade do comando da sentença.2009 Aula: 5° Temas tratados em aula 1. Recursos que dispensam preparo.2. Objetivos – Art. CPC É meio de impugnação das decisões judiciais visando a sua reforma.04. § 2ºCPC.Preclusão consumativa. 544. . Defensor Público e o beneficiário da gratuidade da justiça. 1. Coisa julgada material – Art. 2. CPC: Torna imutável o processo bem como o direito material que deu ensejo a causa.Preclusão temporal: perda do prazo.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .1 Limites da coisa julgada Subjetivos: A sentença faz coisa julgada somente para as partes não ajudando nem prejudicando terceiros. Insuficiência do preparo – Art. Coisa julgada formal – Art. Exclusões objetivas: Ocorre quando há recurso que não tem preparo ou pessoas que não recolhem preparo. 469: Somente a parte dispositiva A Sentença é composta por: -Relatório (resumo do processo) -Fundamentos (razões do juiz) -Dispositivos (faz coisa julgada) 2. 2. CPC: Torna imutável somente o processo.2 Juízo de admissibilidade: São requisitos necessários para a apreciação do recurso.1 Princípios 2. esclarecimento ou integração. -Embargos de Declaração -Agravo retido -Agravo de Instrumento. às custas de preparo devem acompanhar o recurso. . Preclusão: é a perda da possibilidade da prática do ato porque a parte não o fez no tempo ou modo devido. 496. § 2º: O não recolhimento do preparo acarreta a deserção. 269.1.: Renato Montans Data: 07. 511. 3. Preparo: Constituí as custas do recurso.Art. invalidação. Entretanto se a parte recolher valor insuficiente o magistrado concederá prazo complementar de 05 dias para o recolhimento do remanescente. -1– .1. Nos termos do Artigo 511 do CPC.1 Taxatividade: São cabíveis os recursos previstos em lei.1 Características: preclusão consumativa Pessoas que não recolhem preparo: Fazenda pública.Preclusão lógica: os atos são logicamente incompatíveis . 267. 2. Recursos – Art. contra despacho denegatório de seguimento do recurso especial ou extraordinário . Ministério Público.

doutrina e jurisprudência não convergem sobre a natureza da decisão). 535. § 5º da lei 1060/50 = Assistência judiciária também possuem prazo em dobro (advogados conveniados). Processamento dos Embargos de Declaração 1º Será enviado ao Prolator da decisão em 05 dias Obs.2009 Aula: 5° -Recurso do ECA -Agravo Interno/ Regimental O recurso cabível da decisão que denega a gratuidade será o Agravo.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . CPC.: . Princípio da fungibilidade: é a possibilidade de receber um recurso pelo outro como se correto fosse. 5º. 191. -2– . 10 dias Agravo de Instrumento. e sim aplica quando ele magistrado constatar que a doutrina. Contradição: ocorre quando o juiz deduz idéias inconciliáveis entre si. jurisprudência não entra em acordo. Omissão: ocorre quando o juiz deixa de decidir o que é pertinente ao deslinde do processo. Objetivo: esclarecer uma decisão contraditória / obscura ou integralizar uma decisão omissa.E em sede de contra-razões -Defensoria Pública . Adequação: É a exigência que a parte se utilize do recurso adequado diante de cada decisão.: Renato Montans Data: 07.Súmula 641 STF. -Litisconsórcio (quando houver + de uma parte no processo com procuradores diferentes – Art. Prazos 15 dias todos os recursos – Art. Tempestividade É a exigência formal que o recurso seja apresentado no prazo. CPC. Se o único fundamento do recurso for a gratuidade da justiça. 6.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. O posicionamento para OAB se errar o recurso o juiz não aplica a fungibilidade. (Lei. . Recurso inominado e Apelação para o Eca 05 dias Embargos de Declaração Terão Prazos em dobro – Art. 188. Desta forma o nosso ordenamento ainda admite o princípio da fungibilidade caso o recorrente demonstre a dúvida objetiva. A função de um recurso é reformar.04. Agravo Retido. Obscuridade. 4. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – Art. 5.Exceto de Despacho. -A grande dificuldade dos advogados não é saber qual recurso cabe diante de uma decisão mas sim qual decisão se está enfrentando. 508. inclusive as interlocutórias. CPC: -Fazenda Pública / Ministério Público -Autarquia Pública -Fundação Pública .Não terão prazo em dobro no juizado Especial Federal . do qual não cabe recurso. CPC) = O prazo para recorrer será simples se apenas uma das partes houver sucumbido .É cabível contra toda e qualquer decisão.Art.

Se o prazo de 02 anos e a competência para analisá-la é do tribunal. CPC 3º Decisão que inadmitir os Embargos caberá Agravo interno em 05 dias. A ação rescisória é uma ação que objetiva desconstituir uma sentença de mérito transitada em julgado. Salvo os casos de Intempestividade que não Interromperão a contagem de prazo. Obs. Da decisão dos embargos terá o prazo integral para a interposição para outro recurso. 4º Conforme dispuser o regimento interno do tribunal será sorteado um novo relator para julgar o feito. b) que julgar procedente a ação rescisória. Nesses casos o juiz deve abrir vistas para o contraditório.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. CPC Os Embargos Interrompem a contagem de prazo para a interposição de outros recursos.: No juizado especial cível os Embargos de Declaração suspendem a contagem de prazo para outros recursos – Art. No caso do artigo 538. Mesmo não sendo esta a atividade típica deste recurso. 538. 3º Julgamento em 05 dias EFEITOS: Nos termos do art. Embargos Infringentes É cabível das decisões não unânimes: a) que reformar em grau de apelação a sentença de mérito. -3– . Processamento: 1º Endereçado para o Relator no prazo de 15 dias. 50 da Lei 9099/95. sendo o seu recolhimento exigido para a apresentação do recurso principal. 2º Admissibilidade + contraditório – Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .2009 Aula: 5° 2º Não há preparo e não há contraditório Exceção: casos de efeito infringentes -Efeito modificativo / Infringentes Ocorre efeitos Infringentes quando o magistrado ao julgar os Embargos altera a decisão.04. parágrafo único o Embargante será condenado a um multa de 1% do valor da causa quando o juiz entender que os Embargos são manifestamente protelatórios em caso de reincidência a multa será aumentada para 10%. De uma decisão somente é cabível um recurso (princípio da unirrecorribilidade). 531. 7. Não é cabível embargos Infringentes quando o Embargante perder em primeiro grau e em segundo também (Princípio do eu não posso tomar duas buxas).: Os embargos independentemente do motivo que ensejou a sua inadmissão Interrompem a contagem de prazo para a interposição de outros recursos.: Renato Montans Data: 07. Porém é cabível Embargos dos Embargos. Obs.

que haja violação à legislação infraconstitucional e que o recorrente tenha esgotado todos os recursos ordinários. Contra essa decisão cabe o recurso de agravo.2009 Aula: 5° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.3. GABARITO 1. não poderá extinguir o processo por ausência dos pressupostos processuais.B. A) Será decisão interlocutória o ato do juiz que não extinguir. C) Para admissibilidade do recurso especial. o autor pode interpor recurso de apelação. (OAB/CESPE – 2006. simultaneamente. o tribunal. assinale a opção correta. No entanto. argüindo a preliminar de nulidade da sentença. -4– . por ter apreciado matéria preclusa. A) A sentença que apresentar nulidade por inobservância dos requisitos essenciais pode ser rescindida em grau de apelação. quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. por caracterizar-se como sentença terminativa. a interpretação do direito for divergente da que haja sido dada por outro tribunal ou da dos órgãos fracionários do próprio tribunal a quem se recorre. 2.A. 2. julgue o autor carecedor da ação. matéria esta decidida no despacho saneador. B) a interrupção do prazo para a interposição de outros recursos. 3. o tribunal deverá cassar a decisão e determinar o retorno dos autos à vara de origem. em face da ocorrência da preclusão pro judicato.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. (OAB/CESPE – 2006. D) O objeto da coisa julgada material é a sentença de mérito e dentro da sentença somente o dispositivo é acobertado pela autoridade da coisa julgada. D) o trânsito em julgado. o julgamento dá-se aquém do pedido.D. o procedimento e a relação processual.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . são atingidas pela eficácia preclusiva da coisa julgada. Nessa situação. (OAB/CESPE – 2007. C) a fluência do prazo para a interposição de outros recursos.04. B) A sentença citra petita pode ser corretamente definida como aquela em que o juiz se omite sobre todos os pedidos feitos pelo autor. não pode ser objeto de ação rescisória. 3. se transitar em julgado.SP) A oposição de embargos de declaração contra acórdão que julgou apelação determina A) a suspensão do prazo para a interposição de outros recursos. matéria não decidida pelo juiz de primeiro grau. ficando o juiz impedido de examiná-la. exige-se que o acórdão impugnado tenha extinguido o processo com resolução de mérito.2) A propósito da sentença e da coisa julgada.3) A respeito dos recursos no processo civil. isto é. no julgamento de qualquer um dos recursos para a revisão de decisão de mérito. D) Qualquer das partes poderá suscitar o incidente de uniformização da jurisprudência quando. B) Em face da proibição da supressão de instância. naquilo em que puderem interferir no mérito da causa. e requerer que o tribunal ad quem complemente a decisão e conceda o pedido sobre o qual a sentença foi omissa. Nessa situação. As questões que estão fora desses limites objetivos.: Renato Montans Data: 07. C) É nula a sentença que. reapreciando matéria relativa a condições da ação. do qual não houve recurso. assinale a opção correta. tanto na modalidade retida quanto por instrumento. no julgamento recorrido.

2 Processamento do Agravo Retido 1º O agravo endereçado ao juiz no prazo de 10 dias. será interposto de forma oral. Será interposto diretamente ao tribunal através de petição. Certidão da decisão agravada.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. e só quando a decisão puder resultar numa lesão grave e de difícil reparação à parte é que o agravo será interposto na forma de instrumento. -1– . quando da decisão for proferida na audiência de instrução e julgamento.04. juntada das peças que podem ser obrigatórias. §2º. 1. 526 – O agravante tem o prazo de 03 dias para informar ao juiz da causa acerca da interposição do recurso.2009 Aula: 6° Temas tratados em aula 1. indicar o nome e endereço dos advogados constantes do processo. CPC. deverá observar se o recorrente cumpriu o requerimento de processamento nas razões ou nas contra-razões de recurso de apelação. 523. CPC. para remeter o agravo ao tribunal.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 6º Audiência: nas audiências de instrução e julgamento o agravo será necessariamente retido e oral.3 Processamento do Agravo de instrumento Caberá como regra o agravo na forma retida. porém se não for juntada o juiz não conhecerá do recurso) Nos termos do artigo 544.4 Peças do Agravo – Art. 3º Acessoriedade. 1. O juízo de admissibilidade é realizado a quo que. aquelas que decidem questões incidentes no processo. I – Peças Obrigatórias (Cópia da decisão agravada. 2º Comporta retratação – Art. II – Peças Facultativas (Ex. Procurações outorgadas ao advogado do agravante e do agravado). 522 Será cabível contra uma decisão interlocutória. bem como de todas as decisões interlocutórias que não trouxerem à parte lesão grave e difícil separação (situações de urgência). e a regra será o Agravo Retido (cabível antes da sentença). Art. 4º É apreciado em preliminar 5º Reiteração (O recorrente deverá nas razões ou contra-razões de Apelação requerer a análise do agravo sob pena de desistência tácita). Hipóteses de cabimento O recurso de agravo retido é cabível das decisões interlocutórias proferidas nas Audiências de instrução e julgamento. O Agravo de instrumento será a exceção. bem como.: Renato Montans Data: 14. além de analisar a presença dos pressupostos de admissibilidade. ou seja. AGRAVO – Art. O não cumprimento do disposto neste artigo desde que argüido e informado pelo agravado importa no não conhecimento do recurso. 525. Cuidado: A falta de uma das peças necessárias para a instrução o agravo acarreta em não conhecimento do recurso. 1. § 1º. que deverá demonstrar os pressupostos recursais. Petição inicial. as peças que instruem o agravo devem ser declaradas autenticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade.

Apelação é dirigida ao próprio Juiz da causa no prazo de 15 dias. CPC = Poderá o Juiz não receber a Apelação se a sua sentença tiver por base a Súmula do STJ ou do STF. A reforma ocorrerá quando o tribunal.reforma “ error in judicando” = quando o juiz erra na aplicação da lei . 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 527. 2. a legitimidade. Tribunal haverá julgamento colegiado (Relator. . com o objetivo de anulá-la ou reformá-la. bem como o recolhimento do preparo. exceto à Apelação contra sentença que: a) b) c) d) Homologar divisão e demarcação de terras. 2. 2º Mandado de Segurança contra ato judicial. Art. sendo vedada nova apreciação pelo juízo a quo. b) abrir vistas para contra-razões. Condenar alimentos Julgar processo cautelar Rejeitar ou julgar improcedentes os Embargos à Execução -2– .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. c) conceder os efeitos em que a apelação será recebida O recorrente na petição de interposição. demonstrará o cabimento do recurso.: Renato Montans Data: 14. 518. através de petição de interposição. Revisor e 3º Juiz). A anulação ocorrerá nas hipóteses em que o tribunal após o julgamento do recurso devolve o processo ao juiz singular para que este tenha seu prosseguimento regular. alterar a sentença no todo ou em parte. o interesse. Converter o agravo de instrumento em agravo retido (não é cabível recurso desta decisão). 3. 513.3 Efeitos: toda Apelação será recebida nos seus regulares efeitos devolutivo e suspensivo (duplo). CPC).5 Poderes do relator Pode negar seguimento liminar ao Agravo (não aprecia o seu mérito). 2.04. restando à parte duas opções: 1º Pedido de reconsideração ao próprio relator – Art. 557. parágrafo único. 2. nos casos de extinção do feito sem julgamento do mérito. CPC É o recurso cabível contra as sentenças proferidas por juízo monocrático.2009 Aula: 6° 1. Da decisão que negar seguimento liminar caberá Agravo Interno / Regimental no prazo de 05 dias (Art. via de regra. requerendo que o recurso seja recebido no efeito devolutivo e suspensivo. Da decisão que converter o agravo de instrumento em agravo retido. § 1º. Ao Juiz compete: a) verificar a admissibilidade do recurso. conduziu mal o processo.2 Processamento da Apelação 1. a partir de uma sentença de mérito. 512 do CPC.invalidação “erros in procedendo” = juiz errou ao proceder. a tempestividade.1 Pedidos -Reforma (o tribunal sustitui a sentença) -Invalidação Ocorre reforma quando o acórdão do tribunal simplesmente substitui a sentença de mérito – Art. Apelação – Art.

O tribunal recorrido faz a admissibilidade. abre vistas para à contra-razões e remete ao STJ.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. CPC Recurso Especial / Extraordinário serão recebidos somente no efeito devolutivo. -3– . e. Recurso Extraordinário . no prazo de 15 dias. III. 2º Se interpostos conjuntamente devem ser apresentados em peças autônomas. julgarem válida lei ou ato de governo local contestados em face de lei federal ou derem à lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído como tribunal. 4º Efeito devolutivo Nos termo do artigo 542. 267. Portanto compete ao recorrente escolher as matérias que serão apresentadas no Tribunal.2009 Aula: 6° e) Deferir instituição de arbitragem e confirmar os efeitos da tutela antecipada Poderá o Tribunal ao receber a apelação proceder ao julgamento como se primeira instância fosse desde que: 1º A sentença seja sem resolução do mérito. declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. CF/88 . 301. 2º A matéria seja de direito 3º Esteja em condições de imediato julgamento Duplo efeito: -Efeito devolutivo: “Tantum devolutum quantum apelatum” É vedado ao Tribunal conhecer matérias de ofício. Art. Entretanto existem algumas matérias que sobem para o tribunal independentemente de provocação da parte na apelação são as chamadas matérias de ordem pública. § 3º e Art. será aberto prazo à parte contrária para oferecimento das contra-razões.: Renato Montans Data: 14. Processamento: 1º Ambos possuem prazo de 15 dias.04. Este fenômeno denomina-se efeito devolutivo.Cabível contra violação à Constituição. Ambos são cabíveis 1º Prévio exaurimento das instâncias ordinárias 2º Matéria de direito “os tribunais superiores” Nos tribunais superiores não se procede matéria de prova – Súmula 7 STJ 3º Prequestionamento: É a exigência que a matéria objeto de Recurso Especial / Extraordinário tenha sido ventilada e decidida nas instâncias inferiores. 102.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Depois do julgamento do RESP os autos são enviados para o Supremo Tribunal Federal. III. posteriormente pelo STJ. uma vez recebido. Recurso Especial / Recurso Extraordinário Recurso Especial É um recurso dirigido ao STJ – Art. O recurso especial deverá ser interposto perante o tribunal que prolatou o acórdão recorrido. bem como. Se a parte desejar obter efeito suspensivo deverá ajuizar medida cautelar para o Tribunal. CF/88 – Cabível contra violação a lei federal ou negarem-lhe vigência. 105. no prazo de 15 dias a partir da intimação do mesmo. Caso o Acórdão seja omisso e não discuta matéria objeto de recurso caberão Embargos de Declaração para fins de prequestionamento – Súmula 356 STF.É um recurso dirigido ao STF – Art. § 4º 3. É realizado pelo relator do acórdão recorrido. § 2º.

C do ato pelo qual o juiz ordena a anotação. D mandado de segurança e apelação. entre outros atos judiciais. no mérito. dar-lhe ou negar-lhe provimento. D Pode o STJ conhecer de recurso especial interposto sob a alegação de que a decisão recorrida violou diretamente a Constituição Federal.A -4– .3.04. respectivamente. B Conhecimento e provimento de um recurso são expressões equivalentes. (OAB/CESPE – 2007. B do ato pelo qual o juiz decide os embargos à execução fundada em título executivo extrajudicial. 3. B recurso extraordinário e recurso ordinário.: Renato Montans Data: 14.C. C Pode o STJ conhecer de um recurso especial e. A A cognição do STJ. D do ato pelo qual o juiz julga a liquidação de sentença. no julgamento do recurso especial. 2. a A recurso especial e recurso extraordinário. A do ato pelo qual o juiz determina a juntada de documento produzido pela parte.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.3) De acordo com o sistema recursal do Código de Processo Civil.3) No que se refere a matéria de recursos cíveis e à atuação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . podendo a Corte reexaminar a prova produzida. no registro de distribuição. assinale a opção correta.(OAB/CESPE – 2007. C apelação e recurso ordinário.D.2009 Aula: 6° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. 3. o agravo de instrumento pode ser interposto.SP) A contrariedade do julgado às normas contidas na legislação federal e às contidas na Constituição da República dá ensejo. do oferecimento de reconvenção. GABARITO 1. (OAB/CESPE – 2007. abrange as questões de fato.

A figura do avaliador foi abolida e somente será nomeado em casos específicos (Ex: penhora de vaso da dinastia Ming) . 655. . 794. 654. CPC). Nesse caso a penhora não ocorrerá. Possui 05 fases específicas: Execução por quantia certa contra devedor solvente (art.Se o executado não pagar.Para que o título extrajudicial tenha força executiva é preciso que ele seja líquido. . CPC).É a constrição judicial dos bens do devedor.Conceito: A execução por quantia certa tem como objetivo forçar o devedor ao pagamento de uma quantia em dinheiro. 791. . . certo e exigível. será expedido o mandado de penhora e avaliação. Nesse caso. pois é necessária a cientificação do devedor. Vedada à citação via postal.Se o oficial de justiça não encontrar bens para penhora.A penhora gera um direito de preferência em relação às penhoras que posteriormente possam ser realizadas. O juiz publicará em edital e abrirá prazo para que o credor se manifeste. . Trata-se apenas de uma estimativa. . EXECUÇÃO Títulos Executivos Judiciais Extrajudiciais . CPC). . será suspensa a execução (art. Caso o oficial não o encontre.Finalidade: Tem por finalidade a individualização dos bens que serão objetos da penhora e a conservação desses bens até que possam ser vendidos posteriormente.Começa com a petição inicial do credor. Fará então uma pré-penhora.O juiz fixará honorários de plano.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Penhora .Pode ser que o oficial encontre bens.O executado poderá pagar (encerra a execução – art. então é o oficial de justiça que fará a indicação dos bens à penhora. CPC). O oficial procurará o devedor por três vezes nos próximos 10 dias para efetuar a penhora ou substituir os bens indicados. 646. . Trata-se de uma sugestão legal. oficiará o juiz “não logrou êxito”. .: Renato Montans Data: 29. arresto converte-se em penhora (art.2009 Aula: 7° Temas tratados em aula 1.2.Citação por oficial de justiça. Existe uma ordem de importância dos bens que o oficial deverá penhorar (art. . Se o devedor permanecer inerte. 1. CPC). .Credor nomeará bens a penhora.O devedor é citado para em 3 dias efetuar o pagamento ou nomear bens à penhora.Devedor será citado para pagamento em três dias. mas não encontre o devedor. 1) Dinheiro -1– . conhecida como ARRESTO (diferente do arresto cautelar). . .As reformas trouxeram 2 tipos diferentes de execução para cada espécie de título.04.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. pagará apenas 50% dos honorários. Caso transcorra silente.

Dívida do próprio imóvel (dívidas de IPTU.Dívida alimentícia. a quantia depositada em caderneta de poupança. . os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal. Os veículos de transporte somente serão impenhoráveis se usados para o trabalho. 649.São impenhoráveis os bens previstos no art. CPC e na Lei 8.2009 Aula: 7° 2) Veículo de transporte terrestre 3) Bem móvel 4) Imóvel 5) Navio e Aeronave .04. III .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.o seguro de vida.os vencimentos.a pequena propriedade rural. condomínio. (Redação dada pela Lei nº 11. VI . de 2006). nos termos da lei.694. -2– . (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006). salvo se de elevado valor. as obras de arte e os adornos suntuosos.382.O bem de família é o único da entidade familiar não sujeito à expropriação judicial. de 2008).os materiais necessários para obras em andamento. proventos de aposentadoria. os utensílios.382. de 2006).382. salvo se essas forem penhoradas. Só há um motivo que levou o legislador a criar tal lei: a dignidade da pessoa humana. V .: Renato Montans Data: 29. 649: I . de 2006). as ferramentas. de 2006). soldos.os recursos públicos dos fundos partidários recebidos. VIII . (Redação dada pela Lei nº 11.Se a família possui mais de um bem: será a casa em que reside a família. por partido político.382. pensões. (Redação dada pela Lei nº 11. as máquinas. saúde ou assistência social. (Redação dada pela Lei nº 11. IX .382.Os bens que guarnecem a residência igualmente são impenhoráveis. salários. Existem 05 situações em que o bem de família pode ser penhorado: . . . (Redação dada pela Lei nº 11. (Redação dada pela Lei nº 11. .382. assim definida em lei. será impenhorável aquele de menor valor. X .Renúncia do devedor. . bem como os pertences de uso pessoal do executado.009/90 (bem de família) “Art. subsídios.382.os móveis. . de 2006). (Incluído pela Lei nº 11. pertences e utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado.os vestuários. IV . de 2006). observado o disposto no § 3o deste artigo.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . desde que trabalhada pela família.os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação. XI . . salvo os de elevado valor ou que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida.Dívida do empregado/empregada doméstica. II .382. as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família. VII . os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão.os bens inalienáveis e os declarados. A casa em que reside o executado é bem de família. remunerações.Súmula 364 do STJ: o imóvel onde a pessoa mora sozinha também pode ser considerado bem de família.os livros.Casa do Fiador (não é bem família). (Redação dada pela Lei nº 11.até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos. salvo veículos de transporte. (Redação dada pela Lei nº 11.” . não sujeitos à execução. pecúlios e montepios. Se não se sabe em qual bem reside. por ato voluntário. financiamento e hipoteca).382. de 2006). de 2006).

ter efeito suspensivo desde que o devedor: . .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . poderá ser abaixo da avaliação. CPC – princípio da menor onerosidade do devedor. CPC). CPC) -3– . . . A penhora on line não poderá ocorrer de ofício. Remição da dívida: quando o executado a qualquer momento. o prazo para cada devedor se defender individualmente.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.Antigamente chamada de remição de bens). 736 do CPC). 745-A. O juiz deve buscar o meio de penhora menos gravoso ao executado (oficial de justiça ou Bancen Jud) – art.O conteúdo dos embargos é a desconstituição do título executivo prevista pelos Arts.Adorno suntuoso: são bens que ultrapassam as necessidades médias de uma pessoa.Garanta o juízo. desde que não seja preço vil.Adjudicação Credor fica com o bem penhorado. 2. o prazo não será em dobro. caso não queira adjudicar o bem. Cumprimento de Sentença (art. (Será chamado ainda de adjudicação a possibilidade de ascendente. . 1. Moratória Processual Poderá o executado no prazo dos embargos e confessando a existência da dívida requerer o depósito de 30 % para que o restante seja pago em até 6 parcelas iguais e sucessivas com juros de 1% ao mês. O não pagamento de uma das parcelas acarreta no vencimento antecipado das demais bem como na impossibilidade da parte opor embargos (art.Havendo vários executados.Sua natureza jurídica é de ação. 1. 475-J.Não há efeito suspensivo.: Renato Montans Data: 29. indicar terceiro para adquiri-lo ou requerer que o magistrado nomeie um corretor de sua confiança para proceder à alienação do bem. contudo. Ex: tapete persa.Alienação ou iniciativa particular: Poderá o credor. CPC).Prove o dano de difícil ou incerta reparação. . mas antes da hasta pública. apenas a requerimento da parte (art. Nestes casos o magistrado designará duas hastas públicas (praça/leilão) com diferença de 10 a 20 dias entre cada uma.4 Embargos à Execução . Seu prazo: 15 dias da juntada aos autos do mandado de citação cumprido. . 1. Pagamento Divide-se em: . 741 e 744 do CPC. . Penhora on line: É a possibilidade da constrição em artigos financeiros pertencentes ao executado objetivando a satisfação do crédito (Convênio BacenJud). descendente ou cônjuge do executado ficar com o bem após a arrematação . 620. TV de plasma.5. Na primeira hasta o bem pode ser levado por qualquer valor desde que acima da avaliação ou na segunda hasta. 655.Arrematação: Quando terceiro estranho ao processo fica com o bem penhorado. Com procuradores diferentes.Finalidade: Trata-se de uma ação que o devedor pode utilizar para se opor à execução (art.2009 Aula: 7° . .04.Os embargos poderão.Não há garantia do juízo (garantir o juízo é ter penhorado no judiciário o bens ou valores que satisfaçam o crédito exeqüendo).3. com a juntada aos autos com procuradores distintos. .

CPC. .2009 Aula: 7° . via de regra.Competência: art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . líquida e exigível). . O executado tem o prazo de 15 dias para pagar sob pena de multa.Atualmente um processo só contém as duas fases (conhecimento e execução).A sentença transitada em julgada pode ser executada (certa.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. no local onde se formou o título. A fase de execução será processada. 475-P. -4– . Chama-se processo sincrético.: Renato Montans Data: 29.04. Exceção: novo domicílio do devedor ou no local onde se encontram os bens (parágrafo único).

D) apelação. desde que demonstrada por prova documental pré-constituída. deve ser igual ao valor atribuído à principal. ao proferir sentença. a citação é feita por via postal. em virtude da subordinação existente entre a causa principal e a acessória.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. transcorrido in albis o prazo recursal. B) Na execução. assinale a opção correta. A) A fixação dos honorários advocatícios decorre da propositura do processo de conhecimento. fazendo uso da chamada exceção de pré-executividade.A.SP) Iniciada a execução de sentença. 2.04.1) A respeito do processo de execução.B. Entretanto. -5– .C. 3) (OAB/CESPE – 2006.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .3) Quanto ao processo de execução. assinale a opção correta. exceto quando se tratar de processo de execução por título judicial ou extrajudicial. como em qualquer outra ação incidental ou cautelar. (OAB/CESPE – 2007. sendo hipótese de remessa oficial. conforme o caso. C) A execução de título executivo extrajudicial processa-se de forma definitiva. transcorrido o prazo para o devedor pagar ou oferecer bens à penhora. o oficial de justiça deverá. C) embargos de terceiro. Assim. o devedor poderá suscitar questão relativa às condições da ação ou outra matéria de ordem pública. deve determinar que. a eventual defesa do executado será feita por meio de A) impugnação. assume natureza provisória quando pendente de apreciação recurso de apelação interposto contra a sentença que julgou improcedentes os embargos do devedor. B) No cumprimento da sentença. no qual o cumprimento do mandado de citação deve ser feito por meio de oficial de justiça. ato do qual o devedor deverá ser intimado pessoalmente. C) A responsabilidade é patrimonial.3. pois. GABARITO 1. esta não tem valor próprio. exceto nos casos de dívida de alimentos e de infidelidade de depositário. seja aberta vista às partes para que apresentem suas razões para manutenção ou reforma da sentença pelo tribunal.: Renato Montans Data: 29.2009 Aula: 7° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) (OAB/CESPE – 2007. B) embargos à execução. e consiste no vínculo de natureza processual que sujeita os bens de uma pessoa à execução. D) O valor da causa nos embargos do devedor. sem necessidade de oposição de embargos. por isso não pode o juiz fixar novos honorários na ação de execução da sentença proferida no referido processo de conhecimento. a execução recai diretamente sobre o patrimônio do devedor. quando esta não é embargada. penhorar ou arrestar os bens indicados pelo autor. A) No processo civil. 3. podendo ser originária ou secundária. D) Nas sentenças proferidas contra a fazenda pública. 2. o juiz.

. Penhoram-se: a) Dinheiro b) Carro c) Bem móvel d) Bem imóvel e) Navios e Aeronaves. 652.Bens Impenhoráveis: a) Art. o oficial de justiça procederá de imediato à penhora de bens e a sua avaliação. -1– . 655 do CPC. Não efetuado o pagamento. Art. o juiz fixará de plano os honorários de advogado. a serem pagos pelo executado. . 585.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . o executado. no prazo de 3 (três) dias.2009 Aula: 8° Temas tratados em aula EXECUÇÃO (continuação) Quantia certa contra devedor solvente (art. Ao despachar a inicial. CPC certa Entrega de coisa incerta Fazer e não fazer Quantia Contra Devedor Solvente O executado será citado para.O arresto converte-se em penhora (art.05.O oficial vai por 3 vezes nos próximos 10 dias para certificar o devedor do arresto. c) Dívida alimentícia. na mesma oportunidade. efetuar o pagamento da dívida. munido da segunda via do mandado. O oficial de justiça. PENHORA . . No caso de integral pagamento no prazo de 3 dias. 649 do CPC = Bens Impenhoráveis.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. não encontrando o devedor. CPC) Título Extrajudicial Art. arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução. 8009/90 = Bem de Família = é único bem da entidade familiar não sujeito a penhora. a verba honorária será reduzida pela metade.: Darlan Barroso Data: 07. b) Lei nº. 654 do CPC).Conceito: É a constrição judicial do bem. b) Dívida da empregada doméstica. Casos em que o bem de família pode ser penhorado: a) Quanto a parte renunciar. lavrando-se o respectivo auto e de tais atos intimando.

2009 Aula: 8° d) Dívida do próprio imóvel (IPTU.Convênio do BACEN com o Judiciário. Caso não faça. esta será feita no ato da entrega. Se for do executado.Juiz pode expedir penhora de ofício? Segundo a OAB = Não.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. CPC. não é necessário o depósito para apresentar embargos (art. com juros de 1% ao mês. 621. salvo o automóvel. 461. será citado para entrega da coisa. 655-A.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Será citado para dentro de 10 dias satisfazer a obrigação. no prazo estipulado pelo juiz. mas não a qualidade. o devedor será citado para cumprir no prazo do título. Moratória Processual . Obrigação fungível: poderá ser realizada por terceiro. CPC) Coisa certa: é aquela absolutamente individualizada pela qualidade. §5º.Poderá o devedor no prazo dos embargos e confessando a existência do crédito requerer o pagamento de 30 % para que o restante seja pago em até seis parcelas iguais e sucessivas. 745.05. Sempre da escolha feita por uma parte. O credor adianta o pagamento e a execução prosseguirá por execução de quantia certa conversão em perdas e danos Obrigação infungível: Converte em perdas e danos. essa será feita na petição inicial. TV de plasma). ou na sua omissão. os adornos suntuosos (tapete persa. Imóvel ou Semovente. a outra terá 48 horas para apresentar impugnação. 736. pois depende de requerimento da parte – de acordo com o Art. obras de arte. Financiamento e Hipoteca). o juiz determinará a busca e apreensão (coisa móvel) ou imissão na posse (coisa imóvel) Atenção: não obstante o texto do art. O não pagamento de uma das parcelas acarreta no vencimento antecipado das demais bem como na impossibilidade da parte opor embargos . Trata-se ainda de coisa pronta.Art. Quem escolhe a qualidade? Se a escolha compete ao exequente. . . Condomínio. CPC – rol exemplificativo) A obrigação pode ser fungível ou infungível. Coisa incerta: individualizada pelo gênero e quantidade (falta qualidade). Ocorrerá a liquidação e prosseguirá a execução contra devedor solvente Obrigação de não fazer O objetivo é obter uma abstenção ou um desfazimento. -2– . Tal citação será cumulada com uma astreinte (art. Penhora “on line” = É a possibilidade da constrição feita pelo magistrado (penhorar) artigos financeiros nas contas do devedor até satisfação do credor.A do CPC Entrega de coisa Móvel. Ex: devedor deve entregar 100 cabeças de gado – é coisa incerta pois contém gênero e quantidade.: Darlan Barroso Data: 07. Obrigação de Fazer Na obrigação de fazer. gênero ou quantidade. e) Casa do Fiador (não é bem família) Os bens que guarnecem a residência igualmente são impenhoráveis.

. CPC) . 732 (expropriação patrimonial) = é uma execução de quantia contra devedor solvente: se a execução for judicial segue o artigo 475-J.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. pois há desconto em folha de pagamento. Extrajudicial = escritura de separação ou divórcio. Será judicial quando uma decisão interlocutória que fixa alimentos provisórios ou alimentos provisionais (tanto alimentos provisórios e alimentos provisionais cabem ação de execução). representa uma ação cautelar. mas não corre prescrição contra o absolutamente incapaz ou enquanto a pessoa estiver sujeita ao poder familiar. empresas públicas e sociedades de economia mista aplica-se execução convencional). 734 = é uma dívida acautelatória à execução. por exemplo. A prisão civil tem caráter coercitivo e não de pena Alimentos pretéritos: súmula 309 – STJ – admite-se a prisão em razão do débito de 3 parcelas anteriores ao ajuizamento mais as prestações vincendas. Essa justificativa gera prescrição para afastar a prisão. mas na ação de alimentos executa-se o despacho interlocutório. 733 e 734. agora se for extrajudicial: segue o artigo . Contra a Fazenda Pública Admite título judicial e extrajudicial. ALIMENTOS PROVISÓRIOS ALIMENTOS PROVISIONAIS representa uma liminar na ação de alimentos. CPC. O prazo de 10 dias previsto no art. 733 = é uma ação onde requer a prisão do executado.05.: Darlan Barroso Data: 07. ele é citado para que em 3 dias: pague. A execução de alimentos pode ser elaborada de três formas (artigos: 732. 730 é na verdade de 30 dias. Autarquias e Fundações – paraestatais.Art. O CC prevê que a ação de alimentos prescreve em 02 anos. DF. União.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . por isso a execução é diferenciada. executa-se a sentença. conforme Lei 9494/97. Um particular cobra a fazenda pública (Estado. Art. . Podem ser fixados por sentença que são chamados de sentença definitiva.Art. 4º da Lei 5478/68. Como regra. -3– .2009 Aula: 8° Alimentos Título Judicial ou Extrajudicial Contra a Fazenda Pública Alimentos Pode ser aparelhada como título judicial ou extrajudicial. Serve para as prestações vincendas. Município.Art. O bem público é indisponível e não pode ser penhorado.652. comprove o pagamento ou apresenta justificativa.

2009 Aula: 8° Execução Citada Fazenda Pública 30 dias Omissa Embargos (Ação) Rito Comum Sentença* Rejeita Acolhe Ofício Requisitório Extingue execução Precatórios *Nessa sentença não se aplica o art. Quando a ordem dos precatórios for desrespeitada o credor pode pedir o seqüestro de bens Título Quantia – art. 475-J Judicial Entrega de Coisa – art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. 475 (reexame necessário).05. 461-A (astreintes) Fazer ou não fazer – Art. Precatório é crédito constituído contra a Fazenda Pública lista de credores Ofício requisitório é o pedido para a inclusão do crédito na lista dos precatórios Os créditos incluídos até 01/07 de um ano: o ente público deverá pagar até o exercício do ano seguinte. 461 (astreintes) -4– .: Darlan Barroso Data: 07.

475 – J : . Petição acompanhada de memória de cálculo Multa de 10% Pagamento Credor omisso Não paga Sentença Extinção da obrigação Credor Peticiona mandato Autos em cartório Por 06 meses Mandato é Cumprido Arquivo 15 dias para impugnação Impugnação Com efeito suspensivo Sem efeito suspensivo Juntada aos autos Autuada em apenso Instrução -5– .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.05.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .2009 Aula: 8° Sobre art. salvo quando não houver processo no juízo cível Título Judicial “Exigível” 15 dias para Cumprimento voluntário Mandato penhora.A execução é fase processual. avaliação e intimação.Dispensa citação.: Darlan Barroso Data: 07. chamada cumprimento de sentença .

perigo de dano.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.2009 Aula: 8° Julgamento Mantém o cumprimento Extinguiu o cumprimento de sentença Decisão Interlocutória Sentença Agravo de Instrumento Apelação Para que a impugnação tenha efeito suspensivo é necessário fundamento relevante.05.: Darlan Barroso Data: 07. segurança do juízo IMPUGNAÇÃO Cumprimento de sentença Depende de penhora Natureza incidente processual 15 dias contados da intimação da penhora Matéria é limitada 475-L (rol taxativo) EMBARGOS Execução de título extrajudicial Não depende de penhora Natureza de ação 15 dias contados da juntada do mandado de citação Alegar toda matéria de defesa Liquidação de Sentença Incidente Processual (art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 475-A) Cálculo credor apresenta minuta de cálculo Arbitramento perícia Por artigos provar fato novo que não foi discutido no processo DARLAN VAI ENVIAR QUADRO PARA MATERIAL DE APOIO – LEMBRÁ-LO -6– .

se impossível o seu cumprimento. C) Quando o juiz conceder a tutela específica da obrigação. para a concessão da tutela liminar. resolver a obrigação em perdas e danos.D -7– . (OAB/CESPE – 2006. à vista das circunstâncias do caso apreciado. D) É possível ao magistrado cominar multa diária contra a fazenda pública em caso de eventual descumprimento de obrigação de fazer. também.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . o agravo de instrumento pode ser interposto.2009 Aula: 8° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. fixar prazo para o cumprimento da obrigação e impor multa pelo atraso ou. 2. sem a necessidade de ação autônoma de execução. basta que estejam presentes os requisitos da probabilidade razoável do êxito da demanda e o justificado receio de ineficácia do provimento final.C. (OAB/CESPE – 2007.2) A respeito da tutela específica das obrigações de fazer. assinale a opção incorreta. entre outros atos judiciais. deve. resolvendo-se em perdas e danos somente se o credor assim o preferir ou. no registro de distribuição. aferir o modo mais adequado para a efetivação da tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente. B) do ato pelo qual o juiz decide os embargos à execução fundada em título executivo extrajudicial. ainda. A) do ato pelo qual o juiz determina a juntada de documento produzido pela parte. determinar providências concretas que assegurem o resultado prático correspondente. esta deve ser substituída pelo pagamento de multa diária ou de indenização. GABARITO 1. ainda.: Darlan Barroso Data: 07. a execução deve ser efetivada em forma específica. C) do ato pelo qual o juiz ordena a anotação.05.3) De acordo com o sistema recursal do Código de Processo Civil. D) do ato pelo qual o juiz julga a liquidação de sentença. 2. quando procedente o pedido. Caso o devedor não cumpra a obrigação específica no prazo estipulado. A) Nas ações que tenham por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. de não fazer e de entregar coisa.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. do oferecimento de reconvenção. B) Em se tratando da tutela específica em casos de obrigação de fazer ou de não fazer. permitindo-se ao julgador.

5) Competência: . -1– .AÇÃO DE CONHECIMENTO .EXECUÇÃO Comum AÇÃO DE CONHECIMENTO Especial Ordinário Sumário PROCEDIMENTO ESPECIAL .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. b) Judicial CPC. 3) Requisito: . 8245/97). CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO 1) Objetivo a extinção da obrigação (art. Atenção: Não é requisito da consignação em pagamento judicial a utilização prévia da consignação extrajudicial. b) Quando o credor for desconhecido.AÇÃO CAUTELAR . 2) Hipóteses onde se admite consignação em pagamento: a) Quando ocorrer a recusa do credor.Exceção prevista na lei de locação a competência será no local do imóvel. cada ação tem um tema. Locação (lei nº.06.regra local do pagamento.Tem características especificas. CC). CPC) só na hipótese de recusa. diferenciadas do procedimento comum. Portanto o juiz não poderá extinguir a consignação judicial por falta de interesse de agir pela não utilização da extrajudicial.São ações temáticas.Atreladas ao Direito material. 4) Modalidades: a) Extrajudicial (art.: Fábio Menna Data: 16. . c) Diante da dúvida a quem pagar.2009 Aula: 9° Temas tratados em aula PROCEDIMENTOS ESPECIAIS: . Ex: as ações possessórias o tema é a posse . ou seja.Mora do credor. 890. .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 335.

Admite-se cumulação com: a) Perdas e danos. . objeto de um contrato de comodato é ação de reintegração de posse. c) Interdito Proibitório quando houver a ameaça. nos casos de força nova.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . existem atos concretos. 2) Art.Na turbação é mais que ameaça. motivo pelo qual não se admite reconvenção. b) Multa para o caso de reincidência. CPC). quando promovida após ano e dia do fato.2009 Aula: 9° AÇÕES POSSESSÓRIAS 1)Quais são as ações: a) Reintegração de posse diante do esbulho.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. CPC prevê a fungibilidade na ação possessória. 920.O objetivo do interdito proibitório é evitar o esbulho e a turbação. Não há liminar na força velha.Ação de caráter dúplice o direito será atribuído naturalmente a uma das partes. através do contrato de depósito vai deixar seu bem sob a guarda de outra pessoa. 4) Nas ações possessórias não é possível discutir propriedade e sim a posse. -2– . 7) Só pode pleitear liminar.06.Objetivo É a restituição do bem. 5) É possível que haja cumulação de pedidos nas ações possessórias (art.No esbulho há efetivamente a perda da posse. 928 do CPC. 921. AÇÃO DE DEPÓSITO – ART. Atenção A ação pertinente para retomada de um bem. . . 924. Ex: estacionamento. b)Manutenção diante da turbação. ou seja. 8) Competência: No local do imóvel (art. 95. . . . 6) Art. 3) Não cabe reconvenção nas ações possessórias. CPC. segundo o art. CPC).: Fábio Menna Data: 16. . 901. a) Força nova ou posse nova b) Força velha ou posse velha quando promovida até ano e dia do fato. e somente com a ação de reintegração de posse pode ter a posse o bem.Tem como fundamento um contrato de depósito. CPC.

: Fábio Menna Data: 16. normalmente no caso de administração de bem. • Manutenção de posse. -3– . Direito de exigir as constas. CPC de sentença. ou. NUNCIAÇÃO DE OBRA art. 934. 4) Tem efeito suspensivo? Sim. 4) Legitimidade: a) O vizinho (é aquele que sofreu um prejuízo por conta daquela obra). . O objetivo dessa liminar é o embargo da obra 2) É possível o requerimento de uma liminar (suspensão da obra). motivo pelo qual através dessa ação haverá a desconstituição da penhora.Legitimidade . mas com relação aos bens pertencentes a terceiros. • Reintegração.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. alguém outorga a uma pessoa um mandato. EMBARGOS DE TERCEIRO 1) Objetivo: é a manutenção ou reintegração da posse. 5) Cabe liminar para: (o juiz concede a liminar só com a caução). 3) Requisitos: a) Obra em andamento. b) Obra: • Que represente a possibilidade de ocorrer um dano. a sentença declarará a existência de saldo credor e poderá ocorrer o cumprimento . 918. b) O condômino.2009 Aula: 9° AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTA . 2) Competência para julgar: Juízo da Execução. A obrigação de prestar contas. 1) Objetivo é a modificação da obra. 3) Autuação: autuado em apartado (separado da execução). c) A municipalidade.Art. CPC.06. • Que seja uma obra irregular (contraria a lei orgânica do município).OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Tem como base Mandato.Houve uma penhora injusta com relação ao bem desse terceiro.

CPC Concedida a liminar o réu poderá requerer a continuidade da obra desde que.: Fábio Menna Data: 16.2009 Aula: 9° 5) Cumulação de pedidos: a) Perdas e danos. ss.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. do CPC. A ação cautelar consiste em providências que conservem e assegurem tantos bens quanto provas e pessoas. 4) Existem cautelares: a) Típicas ou Nominadas b) Atípicas ou Inominadas são aquelas que estão previstas na lei. 1. o autor deverá incidentalmente promover uma medida cautelar de atentado (art. 585. demonstre que efetivamente sofrerá prejuízos econômicos maiores que do autor e desde que preste caução. b) Pagamento de soma em dinheiro. 580. 796. 3) Art.A prova escrita: é certa e liquida. CAUTELARES art. (o prejuízo é econômico) 8) Caso o réu dê continuidade a obra cuja suspensão foi determinada pelo juiz. Ex: cheque . CPC) AÇÃO MONITÓRIA 1) Objetivo: a) Entrega de coisa. CPC). CPC. são aquelas que não estão previstas na lei. seja atual ou iminente.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .06. 879. CPC) a) “Fumus boni iuris” (fumaça do bom direito) direito ameaçado.102 -A. 2) Requisito: Prova escrita sem eficácia de título. 901. 940. 2) Objetivo Assegurar direitos. CPC) . b) Multa (para o caso de continuidade da obra). 6) Competência: local do imóvel 7) Art. b) “Periculum in mora” (perigo na demora) questão do dano/lesão -4– . e irreparável 1) Tem natureza de ação.O título executivo: certo. mas não é exigível (sem eficácia de título). 5) Requisitos: (art. (art. b) Incidental promovida no curso de uma ação. Bens Pessoas Provas 3) A cautelar poderá ser: a) Preparatória exige a propositura da ação principal. líquido e exigível (art. eliminando a ameaça de perigo.

A cautelar será em autos apartados.06.Entrega de coisa. 800. . .Execução contra devedor solvente.Bens indeterminados (pode ser qualquer bem). c) Recurso interposto 8) Prazo para propositura da ação principal = art. b) Incidental promovida perante o juízo da ação que está em curso. CPC) a) Preparatória promovida perante o juízo da ação principal.: Fábio Menna Data: 16.pleiteada na ação de investigação de paternidade. 822 do CPC. 806. 9) A Apelação interposta em sentença cautelar será recebida apenas no efeito devolutivo. .Vem de prover 2) Alimentos provisionais . CPC = prazo: 30 dias a contar: a) da efetivação da liminar.Toda vez que não existir a prova da obrigação de alimentar.Pedido que expressa urgência.Envolve dinheiro. SEQUESTRO Requisitos art. b) no caso de indeferimento da liminar esse prazo tem início da data da decisão. promovida diretamente no Tribunal. .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. .2009 Aula: 9° 6) Pedido Liminar (art. CAUTELAR DE ALIMENTOS PROVISIONAIS Como o sustento da pessoa natural é necessidade primária inadiável. CPC) . . Ação Principal. (do dia que a liminar foi cumprida). * Diferença de: 1) Alimentos provisórios: . . 7) Competência: (art.Não é definitivo. Se o autor não promover a cão principal nesse caso acarreta a extinção da cautelar. Havendo qualquer indício de relação entre a mãe e o requerido o juiz fixa os alimentos provisionais e não pode cobrar de volta os alimentos que já pagou.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . não pode o seu atendimento ser procrastinado até a solução definitiva da pendência entre devedor e credor de alimentos.Bens determinados. . -5– . ARRESTO . daí a instituição de uma medida cautelar. 804.Execução para entrega de coisa.Pressupõe a existência de um título executivo. Cautelar.

o juiz pode dividir os alimentos entre os requeridos envolvidos com a mãe. TUTELA ANTECIPADA – art.Litisconsórcio. . c) Reversibilidade.Jurisdição e competência (absoluta e relativa). IMPORTANTE PARA PROVA: ESTUDAR .E aula de hoje. CPC. Caso o réu não apresente impugnação com relação a um ou mais pedidos acumulados. .Conhecimento Comum (art.Execução Tem liminar. . Concede para evitar o efeito suspensivo da Apelação. -6– .2009 Aula: 9° Pode haver litisconsórcio passivo e. 273. 273. É um pedido dentro de uma ação de conhecimento comum. CPC) Especial .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof. 3) Requerimento do autor 4) Tutela antecipada significa pedido antecipado. . 273. .06. Hipótese do § 6º do art.Intervenção de terceiro.: Fábio Menna Data: 16. 2) Hipótese: de dano. b) Verossimilhança dos fatos alegados.Resposta do réu (contestação e reconvenção). E é um pedido que expressa urgência. restando os mesmos incontroversos o juiz a requerimento do autor poderá conceder tutela antecipada.Na sentença cabe Recurso de Apelação. . Não cabe tutela e nem liminar. 1)Tipos de ação: . CPC. 5) Requisitos: a) Prova inequívoca.Recurso (apelação agravo recurso especial) e cumprimento de sentença.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .O juiz poderá conceder parcialmente a tutela antecipada 6) A tutela antecipada poderá ser requerida a qualquer momento do processo Pode ser em grau de recurso 7) O juiz pode conceder a tutela antecipada na sentença? Sim.Cautelar . . portanto.

Essa ação é o meio hábil para que o devedor possa exonerar-se da obrigação.3) Com referência às ações de procedimentos especiais de jurisdição contenciosa. B) da interposição da medida cautelar. D. -7– .3) Com referência às ações de procedimentos especiais de jurisdição contenciosa. que tem cabimento quando a dívida for em dinheiro. contados da data A) da efetivação da medida cautelar.SP/2008. antes de um ano e dia contados da turbação da posse. mas poderá valer-se da ação reivindicatória ou petitória. com o depósito da coisa devida. GABARITO 1. Depois desse prazo.2009 Aula: 9° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) (OAB/CESPE – 2006. ou o seu equivalente em dinheiro. Essa ação é o meio hábil para que o devedor possa exonerar-se da obrigação. 3) OAB. 2. o possuidor perderá a proteção possessória. quando ajuizada ação de reintegração de posse. que tem cabimento quando a dívida for em dinheiro. que foi entregue ao depositário como garantia de dívida. a interposição de ação cautelar preparatória obriga o autor a propor a ação principal no prazo de 30 dias.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Civil Prof.CESPE.2. acrescido de juros e correção monetária. D. B) A ação de depósito tem por finalidade exigir a restituição da coisa móvel. C) Será concedida a proteção possessória. A) A ação de consignação é uma execução ao contrário. ainda sujeitando o devedor a prisão civil. o autor pode cumular o pedido possessório com o de condenação em perdas e danos. C) Será concedida a proteção possessória. que foi entregue ao depositário como garantia de dívida. C) em que o mandato de citação foi juntado aos autos. seja fungível ou infungível. 2) (OAB/CESPE – 2006. cominação de pena para o caso de nova turbação ou esbulho e desfazimento de construção ou plantação feita em detrimento de sua posse. o autor pode cumular o pedido possessório com o de condenação em perdas e danos. cominação de pena para o caso de nova turbação ou esbulho e desfazimento de construção ou plantação feita em detrimento de sua posse. líquida e certa. 3. acrescido de juros e correção monetária. D) Na inicial da ação possessória. antes de um ano e dia contados da turbação da posse. líquida e certa. seja fungível ou infungível.De acordo com a legislação processual civil. com o depósito da coisa devida. ou o seu equivalente em dinheiro. ainda sujeitando o devedor a prisão civil. assinale a opção correta. mas poderá valer-se da ação reivindicatória ou petitória. assinale a opção correta. Depois desse prazo. A . D) do deferimento da medida cautelar. D) Na inicial da ação possessória. quando ajuizada ação de reintegração de posse.06.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . B) A ação de depósito tem por finalidade exigir a restituição da coisa móvel.: Fábio Menna Data: 16. o possuidor perderá a proteção possessória. A) A ação de consignação é uma execução ao contrário.

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sete jurados comporão o conselho de Sentença.Na delegacia ocorre o Termo circunstanciado.Os jurados respondem através de cédulas não identificadas (Princípio do sigilo das votações) .Quesitos. Deverá arrolar até 5 testemunhas Serão sorteados 25 jurados.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Um dos quesitos: “O réu deve ser absolvido?” Se as respostas dos jurados forem contraditórias. 11.Testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa.Segundo a nova Lei nº. mais completo). As partes podem fazer até três recusas imotivadas AUDIÊNCIA . PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO (LEI Nº 9.009/95 nos casos de violência doméstica ou familiar contra a mulher (Lei Maria da Penha = Lei nº.Se o agente prestar o compromisso de comparecer no Juizado.Terminada a fase policial as partes serão encaminhadas para audiência preliminar. No prazo de 5 dias. O juiz intimará as partes para apresentar o rol de testemunhas.9. a pena máxima não exceda a 2 anos. não existe mais libelo acusatório e contrariedade ao libelo.690/2008 apurados 4 votos iguais encerram-se a apuração . .Faremos o Interrogatório. etc. . e 1 hora e meia para defesa.Se a resposta a um quesito prejudicar os seguintes.O juiz formulará quesitos aos jurados . livrar-se-á solto. .Poderão ser produzidas outras provas. se houver replica da acusação será 1 hora para réplica e 1 hora para a tréplica. QUESITOS . -1– . serão: 1) Todas as contravenções penais + os crimes. . E desses 15. . 1ª) Fase Policial . o juiz deverá esclarecer os quesitos.Será ouvido o ofendido. conhecido como TC. (TC = Boletim de ocorrência. .099/95) Aplicadas para as infrações de menor potencial ofensivo. e deverão estar presentes pelo menos 15 jurados. .Ouvir o Perito e os Assistentes técnicos.Os debates orais prazo de 1 hora e meia para acusação. acareação. 2) Obs: Não se aplica a Lei 9. Lei nº . cuja. será encerrada a votação.11. .430/06). como: reconhecimento. .099/95 Dividia em Três Fases: Fase policial Fase da audiência preliminar Rito Sumaríssimo.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 02/06/2009 Aula: 8° TEMAS TRATADOS EM SALA PROCEDIMENTO DO JÚRI I – 2ª Fase do Rito do Júri (“judicium cause”) 1ª fase terminou com a pronúncia. Não se exige a unanimidade.

CP). Exceção: Se a pena máxima ultrapassar 2 anos será aplicado procedimento especial. os crimes contra a honra são processados mediante o procedimento sumaríssimo. -2– . . O prazo será de 20 minutos. 140. b) Calúnia com causa de aumento de pena Art.099/95. f) Por fim a Sentença. Se o querelado (criminoso) faltar o juiz recebe a queixa. prorrogáveis por mais 10 minutos. c) Ouvem-se as testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. PROCEDIMENTO ESPECIAL DOS CRIMES DA LEI DE DROGAS (LEI Nº. para que não haja o processo penal. CP). 138. 140.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 02/06/2009 Aula: 8° 2ª) Fase da Audiência Preliminar 2. 11.O Juiz poderá reduzir o valor da multa pela metade.2) É a Representação do ofendido (se o caso). ainda que verdadeira. No Procedimento especial. entre a queixa e o recebimento da queixa. 28. vai ser apurado perante a Lei 9. o último ato da instrução. também.1) É a tentativa de composição dos danos civis. por se tratar de infração de menor potencial ofensivo. e) Debates orais. nos crime contra a honra. (pode ser dano moral ou material).Com relação ao porte de drogas é uma infração de menor potencial ofensivo e por conta disso. O ofendido pode aguardar o término do prazo decadencial.O tráfico de drogas será apurado mediante um procedimento especial da lei de drogas. Se o querelante (autor da ação) faltar. 3ª) Rito sumaríssimo a) É a defesa prévia oral. (O promotor e o suspeito vão transacionar o acordo). PROCEDIMENTO ESPECIAL DOS CRIMES CONTRA A HONRA 1) Injúria: (art. (direto de punir do Estado). 2. Vão estar presentes o querelante e o querelado.3) A Transação Penal . d) O interrogatório é. . Ex: se o crime é cometido na presença de várias pessoas. CP. 2) Difamação: (art. 139. Exemplos: a) Injuria racial § 3º do Art. da Lei de Drogas) .Esse acordo consiste na aplicação imediata de pena de multa ou restritiva de direitos. e vão compor os danos: o criminoso e vítima. (A Lei não diz quantas são as testemunhas). ocorre a extinção da punibilidade pela perempção. (Art. última prova a ser produzida.Se não for caso de transação penal. a audiência terminar com a denúncia oral. Consiste em atribuir a alguém um fato negativo. .343/06) .Da denúncia à absolvição sumária será igual o procedimento ordinário. . Via de regra. . inciso III. Consiste atribuir a alguém uma qualidade negativa. Consiste em imputar falsamente um fato definido como crime. 2. 141.Homologada a transação penal ocorre à extinção da punibilidade. 60. b) Recebimento da denúncia. 3) Calúnia: (art. acontece uma audiência de tentativa de conciliação. (art. CP).É o acordo entre o MP e o suspeito. CPP). CP.

. • MP. o Tribunal deve verificar a existência desses pressupostos recursais. Ex: é a renúncia ao direito de recorrer. • Assistente da Acusação.6) Legitimidade a) Na ação penal pública. b) Decisão que concede a reabilitação (apagar os antecedentes criminais). o Tribunal Poderá aceitar o Recurso errado como se fosse o Recurso certo.Antes de examinar o mérito.Os debates orais. Importante: O recolhimento do réu à prisão não é mais pressuposto recursal.Começa com o interrogatório.Os Pressupostos são: 2.1) Cabimento É a existência legal daquele recurso. c) Absolvição sumária (proferida no Rito do Júri). • Deserção (não pagamento das custas do preparo ou custas processuais) 2. adequação. . . (OBS: O MP não pode desistir dos recursos já interpostos). . 2. 2. O Recurso deve ser interposto no prazo legal.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 02/06/2009 Aula: 8° Audiência da Lei de Drogas . É o pedido de nova decisão judicial com alteração da decisão anterior. 2) PRESSUPOSTOS RECURSAIS .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . recorre: • Defesa.Conceito: Em alguns casos.5) Inexistência de fato extintivo É aquele fato que acontece depois da interposição: • Desistência do Recurso. Existe o princípio da fungibilidade recursal = salvo comprovada má fé.Até 5 testemunhas podem ser arroladas na lei de drogas. • Querelante (acusação).2) Adequação O Recurso deve ser adequado para atacar aquela decisão. a Lei determina que algumas decisões judiciais devem ser remetidas à instância superior. prazo é 20 minutos prorrogados por mais 10 minutos. b) Na ação penal privada. 1) RECURSO DE OFÍCIO (REEXAME NECESSÁRIO) .3) Tempestividade 2. Ex: tempestividade.Por fim.Testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa.Hipóteses para o reexame: a) Decisão que concede o Hábeas Corpus. .4) Inexistência de fato impeditivo É aquele fato que acontece antes da interposição do Recurso. . recorre: • Defesa. RECURSOS NO PROCESSO PENAL . -3– . a Sentença. 2.Recurso é um mecanismo através do qual o agente busca o reexame da decisão judicial.

. nas seguintes hipóteses: a) Sentença Condenatória e Absolutória.S. a vítima poderá apelar no prazo de 15 dias. LEP) = Cabe Agravo contra todas decisão proferida na fase de Execução de pena. c) Duas decisões do Júri: Impronúncia. desde que não exista previsão legal de cabimento de outro recurso. Segue o mesmo procedimento do RESE.S.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 397.2) A Apelação tem o prazo de 5 dias para interpor e 8 dias para oferecer as razões Exceção: 1) No JECRIM o prazo é de 10 dias (para fazer tudo interposição + razões).Feita para o Juiz da causa. Denegado seguimento ao RESE.Recurso feito em duas Peças: de Interposição + razões. • Concede ou nega Hábeas Corpus • Decisão que anula o processo. b) Absolvição Sumária (art. 3) AGRAVO EM EXECUÇÃO ( ART. O prazo é de 5 dias para interpor e 2 para arrazoar -4– .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 02/06/2009 Aula: 8° • MP na função de fiscal da lei. A interposição será dirigida e recebida pelo juiz que prolatou a decisão.S. • 2ª peça = Razões. Se o juiz denegar o Recurso. Se houver erro pedirá a reforma da decisão. ou com força de definitivas.: • Rejeita a denúncia ou queixa (No JECRIM cabe Apelação).4) Cabe a Apelação.). 1.Prazo: 5 dias para interpor + 2 dias para oferecer as razões. 2) RECURSO EM SENTIDO ESTRIDO (R. Absolvição Sumária. . • Nulidade posterior a denúncia (deve pedir a realização de um novo júri). 2.1) Recurso feito em duas peças: • 1ª peça = Interposição interpõe para o juiz que decidiu. uma vez que cabe juízo de retratação. • Juiz que julga a extinção de punibilidade.E. 1.porém recebidas pelo juízo “a quo”. cabe o Recurso em Sentido Estrito (R. (Essa Apelação só cabe uma vez e pedirá a realização de um novo julgamento). 197.E.O juiz pode fazer o juízo de retratação (reverter sua decisão). 1. CPP). Sucumbência (perda) A parte não conseguiu tudo aquilo que pleiteou. d) Algumas decisões dos jurados (art. . . . As razões serão dirigidas ao juízo “ad quem”.) = é comum para as partes. 2) Se o MP não recorrer. para que possa fazer o juízo de admissibilidade. • Duas decisões no rito do Júri: Pronúncia e a Desclassificação.Hipóteses de cabimento do R. • Erro do Juiz Presidente (no rito do júri a função do Juiz Presidente é fixar a pena). caberá carta testemunhável. CPP). • Decisão dos jurados manifestamente contrária a provas dos autos. proferidas em primeira instância.7) Interesse DOS RECURSOS EM ESPÉCIE 1) APELAÇÃO = é o recurso cabível contra decisões definitivas de condenação ou absolvição. 593.E.

Somente pode ser pedido o que foi concedido pelo voto vencido. poderá o Tribunal decidir de mérito. que determinará a subida dos autos e aplicará as sanções administrativas aos faltosos.É o único Recurso exclusivo da defesa. . para o agravo em execução penal. poderá haver reclamação ao Presidente do Tribunal “ad quem”. deverá ser feito o juízo de retratação. 2) Decisão que concede ou nega livramento condicional 3) Decisão que coloca o condenado no R.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 02/06/2009 Aula: 8° e contra-arrazoar. .Prazo: 5 dias. 6) CARTA TESTEMUNHÁVEL . Exemplos: 1) Decisão que concede ou nega progressão de regimes.O. no prazo de 48 horas. É requerida ao escrivão do cartório. que formarão o instrumento para o julgamento da carta testemunhável. STF. -5– . . 5) EMBARGOS INFRINGENTES .Cabimento: (Técnica de Memorização: CONTO AMBOBS) 1) Contradição.) .interposição é feita para o Escrivão (chefe do cartório). O pedido da carta deverá conter a indicação das peças a serem trasladadas.E.Cabe contra decisão que nega seguimento ao R. . mandará processar o recurso denegado. Entretanto.S.D. Extraído e autuado o instrumento. ou ao Agravo em Execução.São opostos em 10 dias . bem como para o eventual julgamento do mérito do próprio recurso denegado. foi corroborada pelo enunciado da Súmula nº700. ao receber a carta.Prazo 48 horas. não necessitando determinar o processamento do recurso. . Se o escrivão se recusar a extrair as peças.Cabimento: contra Acórdão não unânime de Apelação e R. O Tribunal “ad quem”.S.Quem julga é o mesmo juiz ou tribunal que decidiu. (Regime Disciplinar Diferenciado) 4) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .. contado da ciência do despacho que denegou o recurso. se a carta testemunhável estiver suficientemente instruída. NEGA HC TJ ou TRF STJ Obs: Cabe ROC no STF ROC STJ STF contra decisão que julga crime político.D. 7) RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL (R. Tem por finalidade evitar que o juiz impeça o Tribunal do conhecimento de algum inconformismo.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .E ou ao agravo em execução penal. 3) Ambigüidade 4) Obscuridade A oposição dos Embargos de Declaração interrompe os prazos dos demais Recursos. .Cabimento: contra decisão que não recebe a interposição ou nega seguimento ao R. .E. 2) Omissão.Juízo de retratação .São opostos em 2 dias (5 dias no JECRIM .S. A adoção do procedimento do recurso em sentido estrito.Objetivo: Fazer subir o recurso denegado.C.

c) interpor agravo em execução.SP/2008.CESPE.Assinale a opção correta acerca do recurso de Apelação. D. B) O Código de Processo Penal (CPP) não permite que o apelante recorra de apenas uma parte da sentença. d) impetrar habeas corpus. Acerca dos recursos no processo penal. D. b) opor embargos infringentes da decisão do juiz quanto à designação da audiência de oitiva de testemunhas para 2009. Adalberto. Nesse caso. está preso preventivamente por mais de dois anos. a) No caso de crime político previsto na Lei de Segurança Nacional. do regime de cumprimento da pena. cabe recurso ordinário constitucional ao STJ. c) Admite-se protesto por novo júri quando a condenação imposta em grau de recurso for igual ou superior a vinte anos. D) A apelação da sentença absolutória impedirá que o réu seja posto imediatamente em liberdade. C) O acesso à instância recursal superior consubstancia direito que se encontra incorporado ao sistema pátrio de direitos e garantias fundamentais.CESPE/2008. a decisão do recurso interposto por um dos réus se estende aos demais. 3. C.1 . 3) (EXAME DA OAB/ Nº 135) . visto que a apelação deve ser interposta em relação a todo o julgado. 2) OAB. o advogado de Adalberto. desde que decorrente de concurso material. GABARITO: 1. em face do princípio da igualdade. A) O regular processamento de recurso de apelação do condenado depende do seu recolhimento à prisão. assinale a opção correta. poderá a) opor embargos de declaração da decisão do juiz quanto à designação da audiência de oitiva de testemunhas para 2009. contra o réu. -6– . nulidade não argüida no recurso da acusação. o juiz marcou a audiência de oitiva de testemunhas do Ministério Público para 2009. a fim de que este aguarde o término do processo em liberdade.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 02/06/2009 Aula: 8° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) OAB. sendo o excesso de prazo culpa do Poder Judiciário. indiciado pelo crime de roubo. como. sendo irrelevante o fundamento.1. por exemplo. d) É nula a decisão do tribunal de justiça que acolhe. 2. Além disso. ressalvados os casos de recurso de ofício. b) No caso de concurso de pessoas.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .

Não pode violar a presunção de inocência. PRISÃO PROCESSUAL É aquela decretada antes ou durante o processo penal. Prisão Preventiva Pode ser decretada durante o inquérito policial ou durante o processo. para garantir a segurança do réu Ex: Casal Nardoni • Conveniência da instrução criminal. ou seja. Hipóteses de periculum in mora • -1– .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 05/05/2009 Aula: 5° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. Ex: réu que ameaça testemunhas. CPP) • Periculum in mora e fumus boni iuris • Prova da materialidade + indícios de autoria Garantia da ordem pública (liberdade perigosa) e da ordem econômica Não caberá prisão preventiva em razão do clamor público. é admitida compatível com a presunção de inocência. Assim. Requisitos de cabimento da prisão preventiva (art. 312. 316. CPP) O juiz deverá revogar a prisão preventiva se desaparecerem os motivos que a autorizaram (art. Prisão em Flagrante Prisão Preventiva Prisão Temporária 1. Contra decisão que revoga prisão preventiva cabe Recurso em Sentido Estrito (RESE). e não se confunde com a pena.340/06).OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . CPP Não cabe prisão preventiva quando há excludente da ilicitude A decisão que decreta a prisão preventiva deve ser fundamentada (art.1. ou seja. A prisão cautelar tem como finalidade permitir o bom andamento da ação principal. A prisão cautelar tem como finalidade cautelar é considerada constitucional. que destrói provas Ex: Paulo Maluf • Para assegurar aplicação da lei penal Ex: quando réu ameaça fugir Ex: Juiz Lalau • Para assegurar a eficácia das medidas protetivas decretadas em caso de violência doméstica e familiar contra a mulher (Lei Maria da Penha -11. não busca castigar. Possível apenas nos crimes dolosos. Apenas o juiz poderá decretar (de ofício. não pode significar castigo. Como é instrumento para o processo. 315. apenas a prisão processual com finalidade cautelar é considerada constitucional. 311. CPP) Contra decisão que decreta a prisão preventiva não cabe recurso (mas cabe HC). mediante requerimento do MP ou querelante ou representação do delegado) – art. pois até o trânsito em julgado da sentença condenatória o sujeito deve ser considerado inocente.

III protege a namorada . será feita pelo juiz se necessária. Somente o juiz pode decretar. tanto familiar quanto doméstica. REVOGADAS Prisão decorrente de pronúncia – art. Atenção: o art. Essa lei traz diversas medidas protetivas. Só pode ser decretada durante o Inquérito Policial.2. Tal prorrogação não é automática.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 05/05/2009 Aula: 5° A Lei Maria da Penha visa coibir a violência física. 594. Não pode ser decretada de ofício.960/89) Tem como finalidade garantir a investigação criminal. Em se tratando de crime hediondo ou equiparado. CPP Prisão decorrente de sentença condenatória recorrível – art. §2º. é uma antecipação da prisão preventiva. moral. toda prisão processual exige cautelaridade. 1º) I – Quando for imprescindível para a investigação II – Quando o suspeito não tem residência fixa ou não fornece elementos de identificação III – Quando houver a prática de um dos crimes graves previstos nesta lei São necessários os três incisos para a decretação da temporária? Posição Minoritária: a) Requisitos Alternativos (Mirabete e Tourinho) b) Requisitos Cumulativos (Scarance) Posição Majoritária: o inciso III é obrigatório + inciso I ou II Aplica-se a todas as prisões processuais: diante do princípio constitucional do estado de inocência. 408. Seu prazo está determinado em lei: 05 dias prorrogáveis por mais 05 dias. 5º. o prazo é de 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias. entre elas a fixação de uma distância mínima entre agressor e agredida (Caso Dado Dolabella) 1. CPP -2– . sexual. Cabimento (art. Prisão Temporária (Lei 7.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . tendo requisitos menos rigorosos que ela. patrimonial e psicológica. a requerimento do MP ou por representação do advogado.

690/08 e 11. Assim.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 05/05/2009 Aula: 5° 2. que o fará de forma fundamentada (art. grupos armados contra o Estado Democrático. CPP b) Quando não estão presentes as condições que autorizam a prisão preventiva (art. 155 a 250.1. PROVAS NO PROCESSO PENAL Arts. não se opõe pedido de liberdade provisória contra prisão preventiva ou temporária. parágrafo único.900/09 alteraram recentemente o CPP 3. LIBERDADE PROVISÓRIA É o direito de aguardar o processo penal em liberdade. 310. 1) Lei 9099/95: basta que o agente assuma o compromisso de comparecer no Juizado 2) CTB: se o agente prestar imediato socorro Vinculação é a obrigação de comparecer a todos os atos do processo • Com vinculação: a) Excludentes de ilicitude art. Pode ser arbitrada pelo juiz em quaisquer infrações ou pelo delegado nas infrações punidas com detenção ou prisão simples (contravenções penais) Liberdade provisória sem fiança: Crimes inafiançáveis: racismo. tortura e terrorismo) e crimes cuja pena mínima excede 2 anos. Sistema de apreciação das provas O CPP adotou o sistema da livre apreciação da prova (quem atribui valor às provas é o juiz. CPP 3. CPP) -3– . 1ª parte.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . bastanto o pedido de revogação. 310. crimes hediondos e equiparados (TTT – tráfico. É a situação substitutiva da prisão em flagrante. 155. CPP Atenção: Leis 11. nos casos em que a lei a considera desnecessária. Com Fiança Liberdade Provisória Sem fiança Sem vinculação Com Vinculação Liberdade provisória com fiança: é uma garantia real.

Algumas provas policiais tem maior valor probatório (provas cautelares não repetíveis e antecipadas. 5º. CF) Prova obtida mediante violação de domicílio (art. A CF considera inadmissíveis as provas obtidas por meios ilícitos (art. 5º. X.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . será desentranhada e destruída. Se uma prova ilícita ingressar no processo. Prova ilícita É a prova que fere norma constitucional ou norma legal Ex: prova que fere a intimidade de alguém – câmera voltada para janela do vizinho (art. Ex: exame necroscópico) As partes são responsáveis pela produção das provas. podendo até contrariar as provas (acontece apenas no Júri). mas pode o juiz produzir prova de ofício para sanar dúvida sobre ponto relevante (antigamente chamado princípio da verdade real) 3. CF).155. -4– . CP). LVI.2. 2ª parte. 150.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 05/05/2009 Aula: 5° Exceção: sistema da íntima convicção (o juiz pode julgar de acordo com suas convicções pessoais. O juiz não pode condenar o réu baseando-se apenas no inquérito policial porque esse não tem contraditório (art. CPP) O inquérito policial possui valor probatório relativo.

d) Lei das Organizações Criminosas. C A identificação criminal de pessoas envolvidas com a ação praticada por organizações criminosas não será realizada se elas já possuírem identificação civil.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria. (OAB/CESPE – 2007.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 05/05/2009 Aula: 5° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. GABARITO : 1. B Poderá ser concedida liberdade provisória. D Nos crimes praticados em organização criminosa. 2. b) Lei sobre o tráfico ilícito de drogas. c) Lei Maria da Penha. D.C.1) Não há vedação expressa à liberdade provisória no diploma legal conhecido como a) Estatuto do Desarmamento. (OAB/CESPE – 2007. assinale a opção correta.2) A respeito dos crimes praticados por organizações criminosas. aos agentes que tenham tido intensa e efetiva participação na organização criminosa. a pena será reduzida de um a dois terços. 2. -5– . A Os condenados por crimes decorrentes de organização criminosa poderão iniciar o cumprimento da pena em regime semi-aberto ou aberto. com ou sem fiança.

395. 648. b) POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO Fato imputado em tese é previsto como crime.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Atenção: é possível rejeitar denúncia de crime prescrito por falta de interesse processual utilidade (art.Legitimidade “Ad causam” . (art.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 09/04/2009 Aula : 2° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. 395. CPP). I.Legitimidade Ativa pertence ao titular da ação penal. . • Privada – cabe ao titular do direito de queixa (ofendido) a iniciativa da ação penal. 395.Legitimidade ad causam – “indica a pertinência subjetiva da ação. Encontra-se ligada ao Princípio da Reserva Legal.CPP).Conseqüências da ilegimidade • Nulidade • Ab initio do processo. II. CPP). ou seja. c) INTERESSE PROCESSUAL .CP). os requisitos a quem pertece o direito de demandar (legitimidade ativa) e o dever de suportar os efeitos jurídicos da demanda (legitimidade passiva)”.Possibilidade Jurídica do pedido . 2.Utilidade: Possibilidade de. Atenção: O conceito de justa causa já existia no art. d) JUSTA CAUSA É a assistência de suporte probatório mínimo para o oferecimento da denúncia.Justa Causa a) LEGITIMIDADE “AD CAUSAM” .1º. AÇÃO PENAL 1. 1. segundo o qual “não há crime sem lei anterior que o defina.Adequação : Relação de pertinência entre a tutela pretendida e o meio utilizado. • Menor de 18 anos como réu em ação penal. Condições da Ação Penal . somente virou causa expressa de rejeição da denúncia com a reforma de 2008 (art. No entanto. 2ª parte. nem pena sem prévia cominação legal”. 2. em tese. ocupar posição jurídica mais favorável do que quando entrou com a ação. • A ilegitimidade ad causam ativa ou passiva acarreta a rejeição da denúncia ou queixa (art.Interesse Processual . É o exercício da pretensão punitiva estatal. MODALIDADES DE AÇÃO PENAL (33:12:00) -1– . . .CF e art.5º. • Pública – incumbe ao Ministério Público promover a ação penal.Hipóteses de ilegitimidade • MP promovendo ação penal privada. XXXIX. CPP. II.Necessidade: Existe em toda a ação penal condenatória.

permitindo o oferecimento de denúncia contra um ou alguns dos acusados. Princípios a) OBRIGATORIEDADE ou LEGALIDADE DA AÇÃO PENAL Presentes os requisitos legais. pois é movida por um órgão estatal. b) DIVISIBILIDADE O MP não é obrigado a oferecer denúncia contra todos os investigados.4 Retratação da representação É possível até o oferecimento da denúncia. 2. o Ministério Público. Pode ser condicionada à representação do ofendido ou de seu representantelegal.2 Ação Penal Pública Condicionada É aquela em que a Lei exige uma condição para o exercício da ação penal. O MP depende de uma autorização prévia para o oferecimento da denúncia. o MP tem o dever funcional de denunciar. Tal princípio trata da possibilidade do processo ser desmembrado. Atenção: Princípio da obrigatoriedade mitigada ou discricionariedade regrada.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 09/04/2009 Aula : 2° Incondicionada Ação Penal Pública Condicionada Representação – ofendido ou representante legal Requisição – do Ministro da Justiça Propriamente dita Personalíssima Subsidiária da Pública Condição Procedibilidade de Ação Penal Privada 2. tendo em vista a conveniência da instrução criminal. à requisição do Ministro da Justiça. mas pode pedir absolvição do acusado. Este é um prazo decadencial. Não existe promotor ad hoc 2. d) OFICIALIDADE A ação penal pública é oficial. -2– .3 Eficácia Objetiva da Representação 2. 76 da Lei 9. c) INDISPONIBILIDADE ou INDESISTIBILIDADE O MP não pode desistir da ação penal.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .099/95).1 Ação Penal Pública Incondicionada A legitimidade ativa é do Ministério Público. -Prazo 06 meses a contar do conhecimento da autoria. trata-de da aplicação do instituto da transação penal no âmbito do juizado especial criminal que impede o oferecimento da denúncia (art. ou ainda.

5 Retratação da Retratação É possível Retratação da Retratação? Sim.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 09/04/2009 Aula : 2° -Atenção: Na lei Maria da Penha a retratação poderá ser feita até o recebimento da denúncia com audiência especial. 2.” “D” e “E” mas oferece denúncia somente contra “C”.“Nos crimes de ação privativa do ofendido. 529. “D” e “E” pois “B” é seu amigo.7 Vinculação do Ministério Público Não há vinculação do promotor para com o oferecimento da denúncia e também para com a tipificação legal apresentada pelo ofensivo. não será admitida queixa com fundamento em apreensão e em perícia. mas uma vez homologado o laudo. -Se o ofendido for deficiente mental somente o representante legal poderá oferecer a queixa. 2. -Prazo: Não tem 2. será nomeado um curador especial. ou seja. se decorrido o prazo de 30 dias. não precisa ser advogado). O prazo de 06 meses é sempre respeitado. Basta que se indique clara e expressamente a vontade de representar. Ex: querelante foi ofendido em sua honra por “B”. Em relação a “B” ocorre renúncia tácita. não é obrigado a oferecer a queixa crime.9 O ofendido entre 18 e 21 1º posição: Tanto o ofendido quanto o representante legal podem oferecer queixa crime (CPP). CPP .8 Ação Penal Privada Princípios a) OPORTUNIDADE O ofendido ou o seu representante legal decidem se haverá ação penal b) INDIVISIBILIDADE O ofendido deve oferecer queixa crime contra todos. esse prazo de 06 meses é ignorado e conta-se o prazo de 30 dias (crimes contra a propriedade imaterial). após a homologação do laudo”.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 2. somente o representante legal poderá oferecer a queixa. -3– . art. desde que não ultrapassado o prazo decadencial.6 Formalidades da Representação A representação não exige formalidade especial. O prazo decadencial é de 06 meses a contar do conhecimento da autoria para oferecer queixa crime. “C. Atenção: o pedido de instauração de inquérito policial não interrompe nem suspende o prazo decadencial. sem representante legal ou cujos interesses estejam em conflito com algum interesse ilegítimo do seu representate legal. 2. -Requisição do Ministro da Justiça: é um pedido – autorização feita pelo Ministro da Justiça. Atenção 2: exceção ao prazo de 06 meses – art. Doutrina pós Novo Código Civil: Somente o ofendido poderá propor a queixa. 33 do CPP (Substituto processual. perante o Juiz. Legitimados Ativos para oferecer a queixa crime: -Se o ofendido possuir menos de 18 anos. -Se o ofendido for incapaz. O ofendido poderá desistir da ação penal. sob pena de renúncia (causa extintiva da punibilidade).

Requisitos da Denúncia e da Queixa – Art.MORTE OU AUSÊNCIA DO OFENDIDO: Sucessão processual: Morto ofendido o direito de oferecer a queixa crime passa aos seus sucessores. (Denúncia inepta é a que não narra os fatos com todas as suas circunstancias) 2. promover a ação penal? Sim. 2º Regra: Se todos quiserem oferecer a queixa e o conflito for positivo deverá obedecer a ordem. Modalidades de Ação Penal Privada Ação Penal Privada Personalíssima: Não existe sucessão processual . Atenção: Reverção da titularidade – Art. e tem o prazo integral dos 06 meses.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . neste período. pois não houver inércia. então estará sanada eventual irregularidade da queixa crime. Exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias. Cônjuge Ascendente Descentente Irmão 1º Regra: Em caso de conflito de vontades. 41 e 44. Em caso de desídia do querelante o Ministério Público retomará a titularidade: Não ocorre perempção. Rol de testemunhas Requisito específico da queixa crime: Procuração com poderes especiais (fato criminoso deve estar narrado na queixa crime) Atenção: Se o cliente assinar a queixa crime junto com o advogado. .Não vale a regra do CADI.repudiar a queixa crime e oferecer denúncia substitutiva. Atitudes possíveis do Ministério Público. Atenção: Nos casos de ação penal privada personalíssima caso ofendido fique incapaz não haverá sucessão processual aguarda-se o seu restabelecimento e. ao completar a maioridade. após o oferecimento da queixa crime nos caso de Ação Penal Privada Subsidiaria da Pública: . o prazo decadencial ficará suspenso. Ação Penal Privada Subsidiaria da Pública É cabível em caso de inércia do Ministério Público o ofendido poderá promover a ação penal. Se o MP requerer o arquivamento do Inquérito Policial não será cabível a Ação Penal Privada Subsidiaria da Pública. CPP.Prazo decadencial + legitimidade ativa: O ofendido menor de 18 anos pode. 2. -4– . 29. CPP: 1. vale a vontade positiva.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 09/04/2009 Aula : 2° .10. Qualificação ou elementos para a sua identificação 3. Classificação do crime 4.

então será caso de rejeição da denúncia ou da queixa.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 09/04/2009 Aula : 2° Hipóteses de rejeição da queixa crime – Art. Atenção 2: Caso o Promotor ofereça a denúncia por um crime prescrito. o processo continuará contra este. a) Renúncia e Perdão Momento Concordância querelado Renúncia Pré-processual Não precisa de concordância Perdão Processual precisa concordância Atenção 1: Caso haja mais de um querelado e um deles não aceite o perdão. 2. 395: 1º For manifestamente inepta 2º Quando faltar condição da ação 3º Pressuposto processual ou condição de procedibilidade 4º Quando faltar justa causa para a ação penal Atenção 1: Extinção da punibilidade não é mais causa expressa de rejeição da denúncia. só está prevista em duas leis – Lei Maria da Penha e Lei do Jecrim. Atenção 2: Renúncia da representação: Não há previsão no CPP. -5– .11 Causas de Extinção da Punibilidade na ação penal privada.

estando sujeito a interrupções e suspensões. B) o inquérito policial é obrigatório e indispensável para o exercício da ação penal. D) o prazo para a ação penal privada é de seis meses. B) O perdão do ofendido.D. 2. C) A representação será retratável depois de oferecida a denúncia. -6– . A) Em se tratando de crime de ação penal pública condicionada. tendo o Ministério Público legitimidade para oferecer a denúncia. C) o princípio da indivisibilidade aplica-se à ação penal pública.A. já que o oferecimento da denúncia contra um dos acusados impossibilita posterior acusação de outro envolvido. GABARITO: 1. (OAB/CESPE – 2006. uma vez atestada a pobreza da vítima pela autoridade policial ou por outros meios de prova. D) Nos crimes contra os costumes. pode ser causa de extinção da punibilidade nos crimes que se apuram por ação penal pública condicionada.1) Com relação à ação penal. (OAB/CESPE – 2006. 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .3) Assinale a opção correta acerca da ação penal. é correto afirmar que A) a Constituição da República deferiu ao Ministério Público o monopólio da ação penal pública. a ação penal passa a ser pública condicionada à representação. exige-se rigor formal na representação do ofendido ou de seu representante legal. seja ele expresso ou tácito.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 09/04/2009 Aula : 2° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1.

1. . Ex: gravação clandestina (prevalece o entendimento que poderá ser efetuada em alguns casos – microcâmera que filma o quarto da criança e flagra a babá maltratando-o).A CF considera inadmissíveis no processo as provas obtidas por meios ilícitos (art. Jorge Sanguinetti. marcas de bala. 157.Não se trata de rol taxativo. pois poderão ser produzidas outras provas.1. em razão do princípio da proporcionalidade. LVI). -1– . . desde que lícitas. que poderá discordar dos peritos. ao mesmo tempo está investigando o local e provavelmente chegaria ao corpo (fonte independente – art. Ilicitude por derivação (Teoria dos frutos da árvore envenenada) Tudo que deriva de uma prova ilícita também será ilícito. Ex: homicídio – manchas de sangue. isso porque o juiz não é conhecedor de todas as ciências. 157 foi vetado). Mas a polícia.Se o juiz. Ex: acusado é torturado para se descobrir onde está enterrada a vítima.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Não havendo perito oficial. como os crimes contra a honra.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 18/05/2009 Aula: 6° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. Ex: confissão obtida mediante tortura é prova ilícita. 5º.A prova pericial não vincula o juiz. . . já teve contato com a prova ilícita.Se a prova ilícita ingressar no processo será desentranhada e destruída (art. Provas em espécie • Prova Pericial • Interrogatório • Confissão • Declarações do ofendido • Prova testemunhal • Prova documental • Acareação • Reconhecimento • Busca e apreensão . Estes atuarão depois de realizada a perícia. 2. não será obrigado a se declarar suspeito (o parágrafo 4º do art. . sendo obrigatório que este tenha curso superior.As partes podem indicar assistentes técnicos. §2º) 2. Existem crimes que não deixam vestígios. . Exceções: a) Quando não for evidente o nexo causal entre as provas b) Quando a nova prova puder ser produzida por uma fonte independente: quando a atividade regular de investigação da polícia tiver a possibilidade de produzir aquela prova. CPP). Ex: caso Isabela Nardoni – foi submetida a exame necroscópico e após foi indicado como assistente técnico Dr. que confessa.Atualmente o CPP exige que apenas 1 perito oficial efetue a prova. 157. etc. .Trata-se de uma prova técnica. Prova Pericial .A prova ilícita poderá ser utilizada em favor do réu. Prova Ilícita (continuação) . 1. O que é corpo de delito? São os vestígios deixados pelo crime. o juiz poderá nomear 2 pessoas idôneas com curso superior + habilitação para o exame.

• Pode ser decretado de ofício ou a requerimento das partes.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Interrogatório . MP. 2. advogado e serventuário) irão ao local para realizar o feito. Casos (art.Encerrado o interrogatório.O interrogado tem o direito de permanecer em silêncio. nem mesmo a confissão. Exame de corpo de delito Direto: diretamente nos vestígios (exame necroscópico).3. A defesa técnica é aquela feita por um defensor habilitado (advogado. -2– .O réu poderá ser reinterrogado de ofício ou a requerimento das partes a todo tempo (até o trânsito em julgado).É o ato através do qual.O CPP permite que o réu seja interrogado na prisão e todos (juiz. § 2º) a) Risco à segurança publica b) Impossibilidade do preso c) Vítima ou testemunha estão com medo d) Gravíssima questão de ordem pública . 2. . defensor público). direto ou indireto e nenhuma prova poderá suprir sua ausência. . será obrigatório o exame de corpo de delito.Se o crime deixar vestígios. Ex: motorista aparentemente embriagado não é obrigado a soprar o bafômetro. 185.Em casos excepcionais. • As partes devem ser avisadas dessa medida com pelo menos 10 dias de antecedência. Tal defesa é indispensável enquanto a autodefesa é dispensável.O interrogado tem o direito de permanecer em silêncio no interrogatório de mérito e não no interrogatório de identificação. o juiz poderá determinar o interrogatório por videoconferência (art. Indireto: quando for impossível a realização do exame direto. . Tal direito é decorrente de um princípio maior. . 185. o agente aceita no todo ou em parte.alterado pela Lei 11.O interrogado tem o direito de entrevista prévia com seu defensor. § 2º CPP.A confissão não é mais a rainha das provas (possui o mesmo valor dos demais elementos probatórios). privativamente. outras provas poderão suprir sua ausência como a prova testemunhal.O preso tem o direito de assistir a todos os atos da audiência e se comunicar. . Interrogatório (art. . . 185 e ss) . . aquele em que ninguém poderá ser obrigado a produzir provas contra si mesmo. Principais características: • Interrogatório do preso.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 18/05/2009 Aula: 6° . Confissão . as partes podem fazer reperguntas (primeiro a acusação. os fatos que lhe são imputados.2. O silêncio não poderá ser interpretado conta o réu. De identificação: perguntas sobre dados pessoais De mérito: perguntas sobre os fatos que lhe são imputados.900/09).É ao mesmo tempo um meio de prova e de defesa autodefesa. após a defesa).No processo penal existe a defesa técnica e a autodefesa. com seu advogado.

CPP). Ex: sogra). b) Vítima não pratica falso testemunho. fotografia. certidão. será submetida à condução. Ação Penal Privada: extinção da punibilidade pela perempção. psicólogo. CPP). o juiz pode aproveitar parte da confissão. CPP). mas se retrata em juízo. Essas pessoas do art. Exceção nº 2: Pessoas proibidas de depor . Ex: médico. será ouvida onde estiver. Exceção nº1: estão dispensados de depor alguns parentes do réu (CADI + afim em linha reta. CPP poderão ser obrigadas a depor se não houver outras provas.6. Prova testemunhal Toda pessoa poderá ser testemunha (art. casos previstos no art.5. 2. CPP). Ex: carta. padre (punido com excomunhão se quebrar o segredo da confissão).4.Se a vítima está com medo de ficar na presença do réu (observar a ordem): a) A vítima será ouvida por videoconferência. • Objetividade: a testemunha não pode se ater a questões pessoais. sentença ou acórdão. Vítima ≠ testemunha a) A vítima não é computada no rol de testemunhas. Exceção: Júri os documentos deverão ser juntados com. Prova Documental Documento é qualquer objeto capaz de representar um fato. . Características: • Oralidade: a testemunha não pode entregar seu testemunho por escrito. faltar: Na Ação Penal Pública: condução coercitiva (art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 207. 03 dias úteis antes da audiência. 208. Nesse caso. c) Retira-se o réu da sala. (art.As partes podem fazer perguntas diretamente às testemunhas (novidade trazida na reforma da agosto de 2008). não prestarão compromisso de dizer a verdade. Essa comunicação pode ser feita por meio eletrônico. b) O réu preso será ouvido por videoconferência. pelo menos. CPP). pois não prestam compromisso de dizer a verdade. Cai o sistema presidencial e passa a viger o sistema do cross examination.Se a testemunha estiver impossibilitada de comparecer em juízo. -3– . CPP – doente mental e menor de 14 anos.pessoas que devem guardar sigilo profissional (art.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 18/05/2009 Aula: 6° .É divisível. Se a testemunha faltar. 206. O réu pode se retratar da confissão apresentada. contrato. etc. Declarações do ofendido Vítima é o titular do bem jurídico ofendido. d) O ofendido deve ser intimado de alguns atos processuais (data de audiência. c) Se o ofendido. 206. CPP). advogado. III. . Regra: dever de depor (art. mas pode consultar apontamentos.Algumas pessoas são ouvidas como informantes ou declarantes. . 206. . 201. os documentos podem ser juntados em qualquer fase do processo (art. CPP. No processo penal. entrada e saída do condenado da prisão). se encontram nessa situação as pessoas do art.Via de regra. Ex: confessa na delegacia. devidamente intimado. 2. 202. 60. . • Retrospectividade: a testemunha deve se referir a fatos passados. 2. 231.

A) Ao juiz é vedado ouvir outras testemunhas. 2. além das indicadas pelas partes. (OAB/CESPE – 2007.A . assinale a opção correta.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 18/05/2009 Aula: 6° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. 3. A) O interrogatório constitui meio de defesa e as declarações oportunamente prestadas pelo acusado podem servir de fonte de prova. têm valor probatório. B) A existência de prova da materialidade e de indícios de autoria são suficientes para o recebimento da denúncia. ainda que produzidas durante o inquérito policial. para a determinação de interceptação telefônica e para a inclusão do réu no rol dos culpados.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 3C. de meio de prova.3. D) Somente a autodefesa é exercida quando se presta declarações em interrogatório.PR) Relativamente ao instituto da prova criminal. ao pronunciar sentença final. C) Se o juiz. assinale a opção correta. C . visto que se submetem a contraditório diferido. (OAB/CESPE – 2007. A) É permitida a juntada de documentos no plenário do tribunal do júri. D) A testemunha deve prestar o depoimento oralmente ou trazê-lo por escrito. reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa. C) As provas periciais. . -4– .3) Relativamente ao interrogatório. exclusivamente. GABARITO: 1. C) A defesa técnica não pode se manifestar na realização do interrogatório. B) Trata-se. D) A confissão feita durante o interrogatório judicial pode suprir a ausência do laudo de exame cadavérico.2) Acerca da prova testemunhal. B) As testemunhas da acusação e da defesa serão inquiridas umas na presença das outras. desde que trate de prova relativa ao fato imputado e esclareça a verdade real. calou ou negou a verdade. 2.(OAB/CESPE – 2007. assinale a opção correta. remeterá cópia do depoimento à autoridade policial para a instauração de inquérito.

sem motivo justificado.Se procede mediante queixa .A ausência do querelante na audiência de conciliação gerará perempção se não houver qualquer justificativa de sua parte para tal ausência. . na familiares.Não se aplica a ação penal privada subsidiária da pública. falecendo o querelante. CONDICIONADA PRIVADA INCONDICIONADA -Morte/lesão grave. c) Inciso III = 1ª parte = Ausência do querelante a qualquer ato do processo a que deva estar presente. 60. Atenção: Crimes Contra a Honra = Tem procedimento especial = queixa crime audiência de conciliação e recebimento ou rejeição da queixa crime e segue o P. Pobres: o ofendido e seus REGRA -Abuso pátrio poder. -Violência real . CPP .A demora tem que se imputado à parte.Perempção – Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -1– . d) Inciso III = 2ª parte = quando o querelante deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. curador ou padrasto. a) Inciso I = Deixar de dar andamento por 30 dias seguidos.C. seja para inquérito policial ou procedimento administrativo fiscal. Se estiver ausente o querelante na audiência de conciliação haverá perempção? . para prosseguir no processo. . dentro do prazo de 60 dias o qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo CADI . 2) Crimes Contra a Ordem Tributária Precisa haver o encerramento do PAF (Procedimento Administrativo Fiscal). e) Inciso IV = Se o querelante for pessoa jurídica e se extinguir sem deixar sucessor. o advogado do querelante entra em contato com a família.Rol taxativo. não comparecer em juízo. A violência presumida somente significa que a criança e do adolescente não pode dispor de seu corpo.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 23/04/2009 Aula: 3° TEMAS TRATADOS EM SALA I . ou sobrevindo sua incapacidade.Súmula 608 STF Atenção: O fato de ser criança ou adolescente a vítima não afasta a incidência da tabela.P.O Juiz não precisa intimar o CADI. (alegações finais escritas não existem mais. II – AÇÕES PENAIS EM ESPÉCIE 1)Estupro e Atentado Violento ao Pudor AÇÃO PENAL PÚBLICA AÇÃO P.O. b) Inciso II = quando. qualidade de tutor. só debates orais).

V . b) Onde não houver defensoria pública. Também produz efeito na esfera administrativa. 4ª .Domicílio ou residência do réu. 2ª – Na sentença penal condenatória o juiz deverá fixar valor mínimo da indenização considerando-se os prejuízos sofridos pelo ofendido = Art.Incisos: I .Prerrogativa de função. I. 69.Problema: Lei Maria da Penha não se aplica a Lei 9. a ação será pública incondicionada.A ação penal é pública condicionada a representação. 7ª – O arquivamento do inquérito policial não impede a ação civil. 6ª – A absolvição por legitima defesa ou estado de necessidade impede a ação civil.Natureza da infração. 88 da Lei 9. VI – Prevenção. 3ª – Sentença absolutória por falta de prova não impede o ajuizamento de ação civil. Para a doutrina elas são causas de modificação da competência.Depende de representação = Art. COMPETÊNCIA a) Critérios da determinação da competência (art. desde que antes do transito em julgado.Lugar da infração II . 387.099/95. 3) Lesão corporal Culposa e Lesão Corporal Leve . IV – Distribuição.Conexão ou continência. 386. 68 sofre de inconstitucionalidade progressiva: a) Onde houver defensoria pública ele é inconstitucional.099/95. 5ª – A absolvição por inexistência do fato (Art. ele é constitucional.Sentença absolutória por atipicidade da conduta não impede o ajuizamento de ação civil. 8ª – Segundo o STF o art.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 23/04/2009 Aula: 3° Atenção: O pagamento do débito tributário extingue a punibilidade a qualquer tempo. Se for perguntado de acordo com a lei Maria da Penha. VII . 3) Ação Civil Ex Delicto Regras: 1ª . CPP) .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -2– . A doutrina nega que conexão e continência sejam causa de determinação da competência. Mas se for legitima defesa ou estado de necessidade agressivo não impede ação civil. CPP) impede a ação civil.Sentença penal condenatória transitada em julgado é título executivo judicial na Vara Civel. IV do CPP. . III . O ofendido irá liquidar o valor do dano. Atenção: A última posição do STJ (março/2009) .

2.2. c. b.3.1) Militar = Crime doloso contra vida de civil é julgado pelo júri. • Ainda que o crime seja federal vale a regra anterior c. c. O juiz de São Paulo comete crime de sonegação (crime federal) será julgado no TJ. e Mazza julgado no júri. c. Desembargador e Procurador de Justiça.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . c) Prerrogativas c. mas se o Prefeito se for crime Federal quem julga e o TRF.2. TJ julga: Juiz.4) Casos mais importante de competência originária STF julga o Presidente e Vice Presidente = Crimes comuns Ministros. c. • Princípio da igualdade: A prerrogativa de função existe enquanto existir o cargo ou a função.1) Ex: Juiz de São Paulo comete crime (homicídio) em Manaus • Juiz não é julgado pelo júri e sim pelo TJ que está vinculado • O juiz é julgado pelo TJ aqui está vinculado.3. Promotor e Prefeito.2) Prerrogativas de Função e Concurso de agentes c. também.Na maioria das constituições é julgado no TJ.3) Eleitoral -3– . Ex: Madeira (Juiz) e Mazza (advogado) matam = nesse caso ocorre a separação de processos.2) Crimes com competência constitucional. Ex: Madeira (juiz) e Mazza (advogado) roubam nesse caso serão julgados pelo TJ. pouco importando o momento do cometimento do crime. c. c.2) Ex.1) Prerrogativa de Função ou Foro privilegiado. . Ministros STJ.3.Atenção: Não impede a criação de varas especializadas.1) Crimes sem competência constitucional.Pergunta: Juiz trabalhista que comete crime é julgado onde? É julgado pelo TRF. Ex: Madeira julgado no TJ. a existência prévia de juízo para o julgamento das causas.2) Trabalhista = Não tem competência penal .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 23/04/2009 Aula: 3° b) Princípio do Juiz Natural ou Legal b. Procurador Geral da República e Advogado Geral da União.3) Juiz Bandido c.5) Deputado Estadual .3) Exceção: Mas se cometer crime eleitoral é julgado pelo TER. Atenção: Se o Deputado Estadual comete homicídio é julgado pelo júri. d.1) Proibição de Tribunais de exceção ex post factum. STJ julga: Governador. congresso Nacional. d.2) Significa. E não pelo TJ d) Competência da Justiça Especializada: d.

e. Atenção: Se não houver Justiça federal no local do crime. § 5º. serviços ou interesse da União suas autarquias e empresas públicas Federais.9) Júri Federal = Se o homicídio tiver relação com a função Federal. . Obs: Para ser trafico internacional é preciso que haja dupla tipicidade. CF = Disputa sobre direitos indígenas. 109.2) Art.Agências reguladoras Federais: ANATEL. deve ser droga tanto no Brasil como no país de origem. motivado.4) Art. CF.Empresas Públicas Federais CEF.5) Art. 109. ANEEL. e. 109. . ANA. IV = julga crimes políticos (lei de Segurança Nacional são crimes políticos). CF = Incidente de deslocamento de competência (IDC).1) Rol Taxativo . . ressalvada a competência da Justiça Militar. Embrapa. 109. 109. . CF = Justiça Federal não julga contravenção.3) Art. V = Crimes previstos em Tratados ou Convenção Internacional quando iniciada a execução no País . e. . Ex: Economia mista: BB e Petrobrás = Súmula 42 do STJ e. e. e. e. BACEN.6) Art. XI.Jecrim Federal não julga contravenção.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 23/04/2009 Aula: 3° e) Competência da Justiça Federal e.fixado pelo art.Se ocorrer grave violação de direitos humanos o Procurador Geral da República. 109. Atenção: Sociedade de Economia Mista Federal é julgada pela Justiça Estadual.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . a competência é da Justiça Federal. IX. IV.Ainda que o avião esteja em solo à competência é da Justiça Federal. o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro ou reciprocamente. Ex: Tráfico de drogas internacional.Caso o crime seja cometido em decorrência. .8) Art. 109.IV = Crimes praticados contra bens. pedirá no STJ o deslocamento da competência da Justiça Estadual para a Justiça Federal. 109. caso contrário é competência da Justiça Estadual. LEGISLAÇÃO SOBRE O TEMA CONSTITUIÇÃO FEDERAL CPP -4– .7) Art. CF = Crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. por disputa sobre direitos indígenas a competência será federal: • Matar um índio num ponto de ônibus por farra é competência da Justiça Estadual.Autarquias Federais: INSS. • Matar um índio em discussão sobre limites de aldeamento indígena é competência da justiça Federal. . em qualquer fase do inquérito ou do processo. será julgado pela Justiça Federal da cidade mais próxima. e.

salvo quando a lei expressamente a declare privativa do ofendido. D. D) Compete à justiça estadual processar e julgar crimes de desvio de verbas oriundas de órgãos federais. B) O perdão do ofendido. 3. e inexistir. não pode ser renunciado. (OAB/CESPE – 2004. 3. C) A representação será retratável depois de oferecida a denúncia. 2. o processo e o julgamento dos crimes ambientais é de competência da justiça comum estadual.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 23/04/2009 Aula: 3° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. nos crimes de ação penal privada. a representação será retratável até a prolação da sentença de primeiro grau. B) A ação penal é pública. A) Na ação penal pública condicionada. pois é direito personalíssimo. seja ele expresso ou tácito. tem-se que. A) Em se tratando de crime de ação penal pública condicionada. dos estados. quanto aos crimes ambientais. em regra. GABARITO: 1. (OAB/CESPE – 2006. A) É cabível recurso em sentido estrito contra decisão que indefere o pedido de conversão do julgamento em diligência para oitiva de testemunhas. do DF e dos municípios. tendo o Ministério Público legitimidade para oferecer a denúncia. B) Por ser a proteção ao meio ambiente matéria de competência comum da União. C) O direito de queixa. uma vez atestada a pobreza da vítima pela autoridade policial ou por outros meios de prova. pode ser causa de extinção da punibilidade nos crimes que se apuram por ação penal pública condicionada. em qualquer tempo e grau de jurisdição.ES) Assinale a opção correta quanto à ação penal. 2. mesmo diante de um conjunto probatório que permita ao julgador formar convicção no sentido da existência do crime.B.3) Assinale a opção correta acerca da ação penal. -5– . nas ações penais privadas. (OAB/CESPE – 2007. sujeitas ao controle do TCU e não incorporadas ao patrimônio do município. B. dispositivo constitucional ou legal expresso sobre qual a justiça competente para o seu julgamento. exige-se rigor formal na representação do ofendido ou de seu representante legal. C) Eventual nulidade do laudo pericial — ou mesmo a sua ausência — descaracteriza o crime de porte de arma. D) Admite-se o perdão do ofendido. D) Nos crimes contra os costumes.1) Assinale a opção correta acerca do processo penal. a ação penal passa a ser pública condicionada à representação.

Ex. CPI. Atenção: todos os princípios “bons” são características do sistema acusatório (Contraditório. 3.www. 2º Atos anteriores são válidos LEI NOVA Processo Exceção: criada pela doutrina e pela jurisprudência -Norma Mista / Processual material: Trata-se de norma ao mesmo tempo de direito processual e de direito material. ampla defesa e devido processo legal) Principio tempus regit actum . Princípio Contraditório Ciência bilateral dos atos e termos do processo e a possibilidade de contrariá-los = Ciência + Participação Atenção: Contraditório diferido: em situações de cauteraliradade contraditório será realizado posteriormente e não de forma imediata.3.1 Sistema Inquisitivo: não há separação de funções: a mesma pessoa acusa e julga. Defesa Técnica: é a realizada pelo advogado.2 Características: -Obrigatório para o delegado – Narrado o fato típico e antijurídico o delegado deve instaurar o Inquérito policial.stj. 366 do CPP.br . leis.2 Sistema Acusatório: há separação de funções: uma pessoa acusa e outra julga. Princípio da Ampla Defesa Auto defesa: 1º Direito de presença.Formal ou procedimental: é o respeito às regras. -Dispensável para a ação penal. 2º Direito de audiência e 3º Direito de postular pessoalmente.1. Posicionamento do STF – Art.2.jus. Ex. -1– .NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 24/03/2009 Aula: 1° TEMAS TRATADOS EM SALA Sites importantes: . SISTEMAS PROCESSUAIS PENAIS 2.www.efeito imediato .com 1. Princípio do Devido processo legal . INQUÉRITO POLICIAL 3.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .gov. Ex: Interceptação telefônica – O 1. I da CF/88. .br sistema push -professormadeira. 3. 2. 129. Neste caso segue a regra do direito material. Art.stf.teoria do isolamento dos atos processuais – Art. PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL 1.wordpress.Substancial ou substantivo: Há limites ao poder do legislador 2. 1.1 Conceito: é o procedimento administrativo voltado para a apuração de fato criminoso e de sua autoria.

5. sendo cabível recurso para o chefe de polícia – Art. 6º do CPP. -2– . -Requerimento do ofendido – O delegado pode indeferir o requerimento. Art. -Sigilo Não abrange o advogado – Súmula Vinculante 14 -Indisponível O delegado não pode arquivar o Inquérito Policial – O arquivamento será realizado pelo juiz a pedido do Ministério Público. E o delegado deve atender. Preso 30 dias 30 dias 90 dias 40 dias 10 dias Solto * Únicos casos em que o inquérito policial do preso poderá ser prorrogado. Se a ordem manifestamente ilegal não atende. Identificação criminal: A CF/88 o civilmente identificado não será submetido à identificação criminal. 3º da Lei 10. 3. 7. mas permite colaboração passiva forçada. b) Ação penal pública condicionada a representação e a Ação penal privada -Depende de manifestação do ofendido ou de seu representante legal.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 24/03/2009 Aula: 1° -Inquisitivo Não há contraditório no Inquérito policial. §2º.3 Início do Inquérito policial a) Ação penal pública incondicionada -inicia-se de ofício -o inquérito pode ser instaurado mediante requisição do Ministério Público e do juiz. CPP: não pode ser feita se contrariar a ordem pública ou a moralidade. salvo nos casos previstos na lei 10.054/2000. 4) Desenvolvimento do Inquérito Policial a) Conduta do delegado b) Prazos do IP : Modalidade Regra Justiça Federal * Tráfico de drogas * IPM Crime contra a popular 10 dias 15 dias 30 dias 20 dias economia 10 dias art. c) Se houver registro de extravio ou perda do documento. c) d) Indiciamento no inquérito policial: Não há a previsão formal do indiciamento no CPP. Atenção: Significado do indiciamento do inquérito policial – o sujeito indiciado cometeu o delito. CPP.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Atenção: O indiciado não é obrigado a participar da reprodução simulada = Principio do “nemo tenetur se detegere” (vedação de prova contra si mesmo). e) Reconstituição / reprodução simulada ou reconstituição – Art.054/2000: a) Sinais de violação do documento b) Distancia temporal da foto no documento e a pessoa não permitem a correta identificação. Proíbe colaborações ativas forçadas ou intervenção corporal forçada.

(OAB/CESPE – 2006. b) Ação Penal Privada O delegado envia o Relatório para o fórum prazo decadencial. tortura. os crimes de racismo.3. C) A violação do sigilo das comunicações telefônicas pode ocorrer por ordem judicial. para fins de investigação criminal. vedação das provas ilícitas e publicidade têm expressa previsão constitucional. ENCERRAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL a) Ação Penal Pública O delegado enviará o relatório para o fórum e o Ministério Público poderá: -Oferecer denúncia -Propor arquivamento -Requerer diligências imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. -3– . D) Não há contraditório nem ampla defesa. assinale a opção correta. assinale a opção correta. 18 do CPP e Súmula 524 do STF= desde que haja provas novas. defender e julgar concentram-se nas mãos de uma única pessoa. B) Os princípios do contraditório. mas excepcionalmente faz fato atípico. ampla defesa. C) O processo é regido pelo sigilo.2) Com referência às características do sistema processual acusatório. D) A busca e apreensão em domicílio podem ocorrer durante o dia ou à noite.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . terrorismo e os definidos como hediondos. 28. ou este oferecerá a denúncia ou designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la . QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. Arquivamento do Inquérito Policial Como regra o arquivamento do inquérito policial não faz coisa julgada. caso isso aconteça o promotor impetrará o Mandado de Segurança contra o juiz. (OAB/CESPE – 2007. A) São imprescritíveis. É possível como regra o desarquivamento do Inquérito policial – Art. devido processo legal. instrução processual penal ou civil. Aguarda-se a provocação do querelante ou o decurso do 2. tráfico ilícito de entorpecentes.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 24/03/2009 Aula: 1° 5. CPP Enviará ao Procurador geral que se insistir no arquivamento os autos serão arquivados. B) As funções de acusar. entre outros. A) O sistema de provas adotado é o do livre convencimento. O MP propõe o arquivamento se o juiz concordar ocorre o arquivamento. se discordar Art.PR) Acerca das garantias constitucionais referentes aos direitos processual e penal. desde que mediante determinação judicial. O juiz não pode indeferir.

sigiloso.B. C) Trata-se de procedimento escrito. B) A instauração de inquérito policial é dispensável caso a acusação possua elementos suficientes para a propositura da ação penal. devendo ser observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa.A. inquisitivo.3) Com relação ao inquérito policial. assinale a opção correta. 3. de forma motivada e observados os requisitos legais. -4– .B. informativo e disponível.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 24/03/2009 Aula: 1° 3. A) É indispensável a assistência de advogado ao indiciado. (OAB/CESPE – 2007. GABARITO: 1. D) A interceptação telefônica poderá ser determinada pela autoridade policial. no curso da investigação. 2.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .

3. Não precisa de mandado no caso de flagrante e poderá ocorrer à noite para prestar socorro ou com autorização do morador. No caso de trailer ou motorhome.Indícios razoáveis de autoria ou participação. Atenção: segundo a CF só cabe interceptação telefônica para investigação criminal (art. 240. tal gravação é válida. 230 do CPP permite a acareação por precatória 1. será necessário mandato. 1. Modalidades . Atenção: o art. Cautelares Probatórias a) Busca e apreensão (art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 479. §1º). CF). O conceito de domicílio encontra-se previsto no art. b) Escuta clandestina: pessoa grava sua conversa com terceiro. CPP) Trata-se de um meio indireto que gera um raciocínio indutivo e não serve de base exclusiva para a condenação. Cabimento: art. Somente a lei do crime organizado previu captação em vídeo e depende de autorização judicial. . sem que este saiba. -1– . 479 e compreende fotos.Acareação Ocorrerá quando ocorrer divergência no depoimento. Confrontam-se as pessoas com a divergência e tenta-se sanar tal divergência.Pessoal: Se houver fundada suspeita. . poderá haver busca pessoal sem mandado (art. XII.4.2.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 26/05/2009 Aula: 7° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. 2º Lei 9. Atenção: o conceito de documento encontra-se previsto no parágrafo único do art. A acareação não é um novo depoimento. vídeos. Prova Documental Poderá ser juntada a qualquer tempo. § 4º do CP. 239. b) Interceptação telefônica (Lei 9. Todos poderão ser acareados. a respeito de fato relevante.296/96. O consentimento pode ser retirado a qualquer tempo pelo morador. 5º. não necessita de mandado.Se a prova puder ser obtida por outros meios disponíveis. Exceção: art. . *Busca e apreensão em veículo: em regra. A lei diz quando não cabe: . croquis. quadros.1..Crimes Punidos com detenção. 240. 1. De acordo com o STF. PROVAS (continuação) 1. 150. CPP – no julgamento pelo Tribunal do Júri (2ª fase) deve o documento ser juntado com no mínimo 03 dias úteis de antecedência.296/96) Classificação a) Interceptação telefônica: terceiro grava a conversa dos interlocutores sem que saibam. §2º).Domiciliar Precisa de mandado e só poderá ser feita durante o dia. Indícios (art.

OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 26/05/2009 Aula: 7° Atenção 2: pode a prova da interceptação telefônica ser usada em outro processo (não criminal)? Para o STF e STJ pode ser utilizada a prova da interceptação em processo administrativo ou processo civil (Ação Civil Pública por improbidade administrativa). Prazo Até 15 dias, prorrogáveis por igual período. Prorrogável sempre que comprovada a indispensabilidade do meio de prova. Quantas vezes pode ser renovada a prorrogação? Para o STF e STJ, pode haver renovação por tantas vezes quantas forem necessárias, desde que, comprovada a indispensabilidade do meio de prova. * Se for descoberto outro crime na interceptação telefônica, somente será admitida esta prova se houver conexão entre os crimes. 2. PROCEDIMENTOS 2.1. Modalidades de Procedimento (art. 394, CPP) a) Comum a.1) Ordinário: crimes com pena máxima em abstrato maior ou igual a 4 anos. a.2) Sumário: crimes com pena máxima em abstrato menor que a 4 anos. a.3) Sumaríssmo: infrações de menor potencial ofensivo assim previstas em lei. - Causas de aumento e diminuição de penas são consideradas neste cálculo: usa-se o máximo do aumento e o mínimo da diminuição. - Agravantes e atenuantes não são levadas em conta neste cálculo. 2.2. Fluxograma do Procedimento Comum Ordinário (A) Recebimento Citação( art. 362 e 366)

Denúncia

Rejeição (Art. 395)

Resposta à acusação (art. 396 e 396-A)

2º recebimento da denúncia? (B)

Absolvição sumária

AIDJ 400 a 405

Rejeição da denúncia ou queixa (art. 395, CPP) - Manifestamente inepta - faltar pressuposto processual ou condição da ação - Falta de Justa Causa
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OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 26/05/2009 Aula: 7° Citação Regra: citação pessoal. Exceção: por edital e por hora certa (citação ficta). Por edital: Caberá citação por edital quando o réu não for encontrado (art. 361, CPP) no prazo de 15 dias. Art. 366 – somente por edital Hipótese de incidência – se o réu citado por edital que não comparece e não constitui advogado. O juiz pode decretar a prisão preventiva e produzir provas urgentes. Juiz deve suspender o processo e a prescrição. Atenção: a prescrição ficará suspensa (art. 109, CP), considerando-se o máximo da pena em abstrato. Por hora certa Similar ao CPC e não se aplica o art. 366, CPP. Resposta à acusação É obrigatória e seu prazo é de 10 dias contados da efetiva citação. Conteúdo: - Deve ser alegado tudo o que interessa à defesa. - Arrolar Testemunhas. - Juntada de documentos. Absolvição Sumária (art. 397, CPP) Chamada em outros países de juízo abreviado. Aproxima-se do julgamento antecipado da lide, do processo civil. Não incide o in dúbio pro réu, deve ser manifesta a causa de absolvição. Atenção: a extinção da punibilidade após a resposta da acusação é causa de absolvição sumária. Recebimento da denúncia Quantos são: 1ª posição – 1 só – A (Nucci). Recebe-se a denúncia no momento descrito no art. 396, caput do CPP. 2ª posição – 1 só – B (Badaró). Recebe-se a denúncia no momento descrito no art. 399, caput, CPP. 3ª posição – 2 – A e B (Scarance e Mariângela Lopes). O recebimento da denúncia ocorre em dois momentos: o primeiro, de forma preliminar (art. 396, caput, CPP) ou provisório, de não rejeição da liminar; e o segundo (art. 399, caput, CPP), ocorre depois da citação do réu e apresentação da defesa (art. 397, CPP). - Improvável que caia, mas a tese mais possível é a do Nucci. AIDJ Seqüência de atos: Ofendido Testemunhas de Acusação T. Desesa Assist. Técnico Acareação Reconhecimento Interrogatório O juiz delibera sobre prvas Debates Sentença

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OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 26/05/2009 Aula: 7° Atenção: é possível converter os debates orais em memoriais escritos nos termos do art. 403, §3º, CPP. Grande número de acusados ou causa complexa 05 dias para partes juiz sentencia em 10 dias. Sentença a) Estrutura da sentença Relatório. Fundamentação. Dispositivo. Atenção: no JECRIM é dispensado o relatório na sentença. b) Sentença absolutória (art. 386, CPP). Muito importante: inciso IV. c) Sentença condenatória Requisitos – art. 387, CPP. O juiz pode mandar prender na sentença, desde que, o faça de maneira motivada. d) Emendatio Libeli (art. 383, CPP) O fato deve estar descrito na denúncia. Juiz pode condenar por crime mais grave sem ouvir ninguém. MP não precisa aditar a denúncia. Pode ser aplicado em primeiro ou segundo grau de jurisdição. Réu se defende dos fatos e não da qualificação jurídica. e) Mutatio Libeli (art. 384, CPP) O fato não está descrito na denúncia. Será aberto prazo para aditar em 05 dias, para que a defesa se manifeste em 05 dias o juiz recebe aditamento nova AIJD (3 testemunhas, novo interrogatório). Não se aplica em segundo grau. Atenção: se o MP se recusa a aditar, o juiz deverá aplicar o art. 28, CPP (envia os autos ao Procurador Geral de Justiça) 2.3. Procedimento Comum Sumário Diferenças para o procedimento ordinário PCO 8 testemunhas Pena máxima em abstrato maior igual a 04 anos AIDJ: 60 dias Partes podem pedir diligências ao final da audiência PCS 5 testemunhas Pena máxima em abstrato menor que 04 anos AIDJ: 30 dias Não há previsão

2.4. Crimes de responsabilidade de funcionário público (Informativo 546 do STF trata do assunto) Denúncia Notificação 15 dias para defesa (art. 514, CPP)

recebe

PCO

a) Súmula 330 do STJ Se houver inquérito policial a embasar a denúncia, então não há necessidade de resposta preliminar. Atenção: o STF entende que sempre precisará de resposta preliminar, sob pena de nulidade relativa. b) Se na denúncia tiver crime funcional em concurso com crime comum. Ex.: crime comum em concurso com crime funcional – para o STF, não tem defesa preliminar. HC 95.969/SP
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OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 26/05/2009 Aula: 7° 2.5. Procedimento do Júri Competência: crimes dolosos contra a vida consumados ou tentados e crimes conexos. O procedimento é composto por duas fases: 1ª fase do júri: perante o juiz togados. 2ª fase do júri: perante os jurados. Denúncia recebimento citação resposta

Pronúncia/(413) desclassificação(419), AIDJ

réplica

Impronúncia (414) RESE Absolvição sumária (415)

Apelação Pronúncia: art. 413 a) Requisitos Indícios suficientes de autoria e prova da materialidade Atenção: eloqüência acusatória - não pode o magistrado, se exceder na motivação da pronúncia. Não pode o magistrado adjetivar o acusado ou sua conduta com expressões como canalha, covarde, frio, entre outras. O acusado deve ser intimado pessoalmente da pronúncia, mas se não for encontrado deverá ser intimado por edital. Impronúncia Indícios de autoria ou materialidade do crime Se houver novas provas poderá haver nova ação (desarquivamento). Desclassificação (art. 419) Caso o magistrado entenda que não se trata de crime doloso contra a vida, remeterá os autos ao juízo competente. Absolvição sumária Houve aproximação com o art. 386 do CPP. Atenção: na fase da pronúncia vale o princípio do in dúbio pro societati. Para absolver por legítima defesa, esta deverá estar comprovada. E-mail do professor: professormadeira10@gmail.com Blog do professor: professormadeira.wordpress.com

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OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 26/05/2009 Aula: 7° TEMAS IMPORTANTES PARA A PROVA 1 - Lei processual penal no espaço 2 – Ação Penal a) justa causa b) crimes contra a ordem tributária c) crimes contra os costumes 3 – Ação civil Art. 387, IV, CPP. 4 – Competência Prerrogativa de função. 5 – Prisão a) modalidades da prisão em flagrante b) prisão preventiva e lei Maria da Penha c) prisão temporária 6 – Provas a) prova ilícita b) prova testemunhal c) interceptação telefônica 7 – Procedimentos a) Aula toda do dia 26.05.09 8 – Recursos a) apelação do júri b) agravo em execução c) RE (art. 102, III, d) 9 – Ações Autônomas Impugnativas Súmula nº 691 do STF.

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OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Guilherme Madeira Data: 26/05/2009 Aula: 7° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. OAB/CESPE – 2007.3.SP) Configura hipótese de inépcia da denúncia A) não-indicação de testemunhas por parte da acusação. B) utilização de alcunha do acusado no texto da exordial, mesmo constando o nome completo na qualificação. C) exposição obscura de fato criminoso, desprovida de todas as suas circunstâncias. D) a errônea classificação do crime imputado na inicial acusatória. 2. (OAB/CESPE – 2006.1) Assinale a opção incorreta, de acordo com a legislação processual penal, considerando a jurisprudência do STJ. A) O recurso de apelação de decisão do júri tem caráter restrito, razão pela qual o tribunal ad quem só pode conhecer das alegações suscitadas na irresignação, não sendo lícito o reconhecimento, em desfavor do réu, de nulidades processuais que não foram formalmente argüidas pelo Ministério Público. B) As nulidades ocorridas durante o julgamento devem ser alegadas em plenário do tribunal do júri e constar da ata, sob pena de preclusão. C) O ordenamento penal brasileiro permite a fundamentação das decisões dos juízes leigos do júri. D) Em tema de nulidades processuais, o Código de Processo Penal brasileiro acolheu o princípio segundo o qual se deduz que somente há de se declarar a nulidade do feito quando, além de alegada opportuno tempore, for comprovado o efetivo prejuízo dela decorrente. 3.(OAB/CESPE – 2007.3.PR) No que se refere ao tribunal do júri, assinale a opção correta. A) Os crimes que são submetidos ao tribunal do júri, incluem: aborto provocado pela gestante, instigação ao suicídio e homicídio simples na forma tentada. B) O tribunal do júri compõe-se de um juiz de direito e quinze jurados, escolhidos dentre cidadãos maiores de 18 anos. C) Caso sejam julgados quatro réus na sessão plenária do tribunal do júri, as partes terão quatro horas para os debates e duas horas para réplica e tréplica. D) Os crimes de tortura, genocídio e latrocínio, por tutelarem o bem jurídico vida, são submetidos ao procedimento do tribunal do júri.

GABARITO: 1.A ; 2. C ; 3.A.

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OAB 1ª FASE – EXTENSIVO - NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 28/04/2009 Aula: 4° TEMAS TRATADOS EM SALA COMPETÊNCIA TERRITORIAL Regra: Lugar do resultado. (art. 70, CPP). Há exceções na jurisprudência: Pergunta: E se o crime não for consumado? Resposta: Em caso de tentativa - é o lugar do último ato de execução. Na ação privada o ofendido tem outra opção. Pode oferecer a queixa no lugar do resultado ou no domicílio do acusado. Pergunta Se eu não sei o lugar do crime? Resposta: Competente é o domicílio do acusado. Em se tratando de Crime Permanente. (a consumação se prolonga no tempo. Ex: seqüestro.) - Em se tratando por crime permanente ou continuado = Competente será o lugar da prevenção (lugar do juiz que primeiro decidiu, ainda que na fase de inquérito policial). COMPETÊNCIA DE JUÍZO 1) Aquela que serve para descobrir qual é a vara competente. 1.1) Competência do Júri. (competência importante). Competente para julgar: Crimes dolosos contra a vida. Ex: Homicídio, Participação em Suicídio; Infanticídio e aborto. Obs: Latrocínio é crime contra o patrimônio por mais que tenha resultado morte não é competência do júri. Julgados pelo Tribunal do Júri: - Crimes dolosos contra a vida, sejam eles tentados ou consumados - e os crimes conexos CONEXÃO E CONTINÊNCIA - Objetivo/Finalidade: É a reunião de processos para fins de economia processual. - Serve para garantir a reunião de processos 1) Continência (art. 77, CPP): 1.1) Hipóteses de Continência: a) Concurso Formal: - Uma das modalidades de concurso de crime. - O agente pratica uma só conduta dando ensejo a vários resultados. - Ex: O torcedor com raiva do seu time de futebol despeja veneno na sopa dos jogadores e mata 11 pessoas. Será um só processo, pois aconteceu uma só conduta.
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c) Conexão Lógica ou Material: Quando o sujeito pratica um crime para poder consumar outro crime. • Lugar da prevenção. pratica um crime. Ex: Um menor auxiliado por um maior de idade. Ex. Responde pelos dois furtos. -2– .1) Lugar da Atração a) Júri: Julgam os crimes dolosos contra a vida + os crimes conexos. • Lugar que tem mais crime. Menor de 18 anos pratica ato infracional. ainda que na fase de inquérito policial. Paulista. quem vai julgar é a justiça federal. 76 do CPP): . Obs: Essa continência também acontece em caso de prerrogativa de função. c) Concurso de Agente: Duas ou mais pessoas praticando o mesmo crime. Ex: O rapaz decide assaltar o Banco. Etapas: • Lugar onde o crime mais grave.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 76 e 77 do CCP: • Quando há conexão entre um crime militar e comum há separação obrigatória. Ex: “Aberratio ictus” = É o Erro na Execução. que se encontram atreladas por um dos termos inscritos no art. a) Agentes Reunidos: Vários agentes no mesmo lugar praticando crimes diversos. = responde pelo crime de roubo. Ex: Mato minha sogra e. Ex: 2: Casal Nardoni. de Economia Mista compete a justiça Estadual) se ele decide assaltar os 2 bancos. 2. 2) Conexão (art. 76 do CPP. b) Justiça Especial: Ex: Justiça Eleitoral. Existem dois casos de separação obrigatória (art. Ex: O rapaz bate no pai para estuprar a filha. d) Na mesma graduação. também. (inciso III do art. b) Conexão Instrumental: A prova de um crime interfere na prova de outro crime. Pois a competência do deputado federal se estende a todos os outros. CPP) mesmo havendo as hipóteses do art. (alínea “a” do inciso II do art. Não haverá reunião de processos. CPP) Ex: Um furto em São Paulo e dois furtos em Muzambinho. = Vai atrair o lugar da prevenção que o juiz tomou conhecimento. 78. 76 do CPP). (alínea “b” do inciso II do art. Ex: Furto de automóvel para praticar o crime de receptação em outra cidade.Pressupõe a existência de uma pluralidade de infrações penais. 79. E todos processados pelo STF. CPP) Ex: Furto praticado em Muzambinho e roubo na outra cidade. • Quando há conexão entre a prática de um crime e um ato infracional.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 28/04/2009 Aula: 4° b) “Aberratio”: Modalidade de erro. Durante a execução do crime ele erra.1: Uma estudante de direito decide matar os pais e tem ajuda de dois amigos. • Lugar do juiz que primeiro decidiu. de um lado da rua está a CEF (compete a justiça Federal) e do outro lado BB (Soc. Ex: Caso do Mensalão = Envolve 40 réus: deputado Federal + assessor + empresário etc. (crime eleitoral + crime comum) c) Justiça Federal: Havendo conexão é a Justiça Federal que julga. mato outra pessoa que estava próximo de minha sogra. 78. Ex: Final do ano de 2005 a torcida do São Paulo depredando várias lojas e estabelecimentos comerciais na Av.

OBS: . desde dezembro/2008. (Prevista pelo Estatuto do Estrangeiro). a prisão processual só pode existir se houver cautelaridade. 302.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . PRISÃO EM FLAGRANTE . CPP). da CF) • É possível no caso de devedor voluntário e inescusável de alimentos. b) Prisão Preventiva. e) Prisão Processual ou Cautelar: • É aquela prisão decretada antes ou durante o processo penal: a) Prisão em Flagrante. • O STF entende que não há mais no Brasil a prisão civil do depositário infiel. O militar que brigou em serviço.Não existe mais prisão de sentença condenatória recorrível ou da denúncia.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 28/04/2009 Aula: 4° PRISÃO 1) Conceito: É a privação da liberdade. o pacto de São José da Costa Rica. diz que essa prisão não cabe Habeas Corpus. 2) Tipos: a) Prisão Pena/Prisão Penal: . 142.1) Flagrante Próprio: (Inciso I e II do art. • Segundo a Constituição Federal. se houver necessidade. Ex: prisão da dona da loja da Daslu (o tribunal revogou a prisão). Ex: Militar chegou atrasado ao serviço. § 2º da CF). pois o Supremo fez uma análise da Convenção de Direitos Humanos. Ou que desobedeceu ao seu comandante. ou seja. 302. (CP e CF) b) Prisão Civil: (Art. • Exceção: Segundo o STF entende que é possível HC para analisar a legalidade da prisão (discuti a forma daquela prisão nunca o conteúdo).Decorrente de sentença penal condenatória irrecorrível. -3– . que o Brasil participa. Aquele em que o agente está cometendo a infração ou acaba de cometê-la. c) Prisão Temporária. d) Prisão Administrativa: • É a prisão decretada para fins administrativos. CPP: 1. (Art. (prisão decretada por juiz) • Ex: Prisão do estrangeiro em vias de ser expulso ou extraditado. (alguma coisa que está acontecendo). c) Prisão Disciplinar: • Prisão contra militar e decretada pelo Superior Militar. ou seja. 1) Hipóteses do Flagrante . .Art. 5º.Em razão do princípio constitucional do Estado de Inocência (réu inocente até que haja sentença condenatória). inciso LXVII.Flagrante = Flagrare = queimar.

. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE . Pode ser: (Art. a espera de novos criminosos. (essa é a posição majoritária do STF). 1. Aquele que o agente logo após a infração. 2.3) Flagrante Presumido: Logo depois da infração o agente é encontrado com algum objeto que faça presumir ser ele o autor da infração. 302 do CPP.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 28/04/2009 Aula: 4° 1. Ex: Lei de Drogas (Lei nº 11. o agente é perseguido e preso.Documento feito pelo delegado quando a pessoa é presa em flagrante = Nota de Culpa = Informação para o preso sobre quem o prendeu e por que o prendeu.3) Forjado: Flagrante irregular da autoridade. basta que a perseguição seja ininterrupta.2) Flagrante Imprópria ou Quase Flagrante: (inciso III do art. 2. por se tratar de crime impossível.O preso poderá se comunicar com a família ou com outra pessoa por ele indicada (direito constitucional). CPP = Em se tratando de Crime permanente o agente poderá ser preso enquanto durar a permanência. Esse é um flagrante preparado e é irregular.Prazo de 24 horas a partir do ato da prisão para efetuar a lavratura do auto de prisão em flagrante. que simula (cria) uma situação de flagrante.2) Esperado: Flagrante regular da autoridade.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Prazo para expedição da nota de culpa: 24 horas. 2. a lei permite que a autoridade retarde o momento da prisão.034/95). O agente estava sendo induzido a praticar o crime.Se a prisão for irregular o juiz poderá relaxá-la de ofício. 302). Tem o dever de prender em flagrante. que espera a prática da infração.Documento que representa a prisão em flagrante. o agente não poderá ser preso em flagrante.1) Obrigatório ou Compulsório: É o flagrante efetuado pela autoridade policial e seus agentes. (são as mesmas 24 horas que tem para lavrar à prisão em flagrante e entregar ao preso a nota de culpa). 303.Direitos reservados ao preso: . Não tem prazo para durar a perseguição. 2) Classificação de Flagrante. 301 do CPP) 2. . 2. Ex: A família desconfiava do seu pintor e colocaram uma carteira (uma isca) cheia de dinheiro próximo dele.343/2006) e a Lei do Crime Organizado (Lei nº 9. Ex: Apresentação espontânea. Ex: policial que “planta” droga no bolso do sujeito. 2.1) Facultativo: É o flagrante efetuado por qualquer pessoa do povo. LXIII.5) Flagrante Prorrogado/Retardado/Diferido: Em alguns casos. e quando o pintor pegou a carteira foi preso em flagrante pela família.Serão ouvidos no auto de prisão em flagrante: O condutor (quem levou o preso até a delegacia) mais as testemunhas. . -4– . LXIV e LXV do art.Inciso LXII. . . . 5º da CF. Obs: Se o fato não se enquadrar no art. Art.4) Preparado: O agente é induzido a praticar a infração. . Ex: crime de seqüestro.

OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . CPP). -5– . • Habeas Corpus. • Pode ser decretada durante o inquérito policial ou durante o processo penal. . b) Mediante requerimento do MP ou do querelante. Será decretada: (Art.Depois de ouvido o condutor + testemunhas. art. será comunicado imediatamente a Defensoria Pública. 311 do CPP) 2) Notas Importantes: • Prisão preventiva só cabe em crimes dolosos. . O caso da apresentação espontânea. 311.Se a prisão em flagrante for irregular Ex: flagrante forjado ou preparado.Se o preso não indicar o nome de seu advogado. o preso será interrogado: o preso tem o direito de permanecer em silêncio.É direito constitucional se comunicar-se com a família ou outra pessoa indicada. • Prisão preventiva somente decretada por juiz. 5º da CF) . PRISÃO PREVENTIVA 1) É prisão tipicamente cautelar (art.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 28/04/2009 Aula: 4° . c) Representação do Delegado. Pode acontecer: • Relaxamento da prisão em flagrante (pode fazer isso de ofício ou a requerimento da parte). a) De ofício. (inciso LXIII.

2. prevalecerá a competência do júri. 2) (OAB/CESPE – 2006. prevalecerá a jurisdição especial. preenchidos os requisitos legais. nova ação penal não pode ser iniciada sem novas provas.3) De acordo com jurisprudência do STF e do STJ.2. em regra. A) A prisão temporária não pode ser decretada de ofício e somente tem cabimento durante o inquérito policial. GABARITO : 1. incluem a garantia da ordem pública. assinale a opção incorreta. B) O promotor de justiça que participa na fase investigatória está impedido ou suspeito para o oferecimento da denúncia.. C. o livramento condicional. B) No concurso entre a jurisdição comum e a especial. A) No concurso entre a competência do júri e de outro órgão da jurisdição comum. 3. D. C) O habeas corpus é meio próprio para apreciar-se a denúncia formalizada pelo Ministério Público.PR) Acerca do instituto da prisão. D) Arquivado o inquérito a requerimento do Ministério Público. C) Nos crimes de menor potencial ofensivo. B) As hipóteses legais para a decretação da prisão preventiva.CESPE/2008.3.NOTURNO Disciplina: Direito Processual Penal Prof: Flávio Martins Data: 28/04/2009 Aula: 4° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) OAB. C) A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento. inclusive no concurso entre a jurisdição comum e a militar. A) É legal o decreto de prisão preventiva fundamentado na necessidade de identificação dos co-réus e de prevenção de reincidência. D) A conexão e a continência no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores importarão separação de processos e de julgamento. assinale a opção incorreta.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . -6– .B. D) A prisão penal é a que ocorre após uma sentença penal condenatória transitada em julgado e admite. a conveniência da instrução criminal e o clamor público.No que se refere às disposições do CPP acerca da competência por conexão ou continência. 3) (OAB/CESPE – 2007. não são admitidas a lavratura do auto de prisão em flagrante nem a imposição de fiança quando o autor do fato for encaminhado ao juizado. assinale a opção correta.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes DIREITO TRIBUTÁRIO .

O fato é exercido pelo contribuinte. Uma vez praticado o fato gerador.: Declaração do IR ou emissão de Nota Fiscal.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Tributário Prof. A obrigação principal sempre depende de Lei e a acessória poderá ser veiculada por ato infralegal. Esse fato irá gerar a incidência de um tributo. CTN) 1 . Obrigação tributária = é a união do sujeito ativo (obrigação de receber o tributo) com o sujeito passivo (obrigação de quem tem o dever de pagar) O sujeito ativo (Art. 121. 114. (Art. Decretos e Normas Complementares.: Alessandro Spilborghs Data: 03/06/2009 Aula 6 TEMAS TRATADOS EM SALA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Toda e qualquer instituição ou criação de tributo deve se dar por força de Lei. Uma vez descumprida a obrigação acessória. O fato gerador (contribuinte) está no plano concreto enquanto que a hipótese de incidência (Lei) está no plano abstrato. o dinheiro em pagamento. (Art. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA – Art. 119/120. O contribuinte está ligado de forma direta e pessoal ao fato gerador. CTN A responsabilidade pelo pagamento se dá de três maneiras: Transferência = o Fisco precisa cobrar o tributo primeiro do contribuinte. ela deve ser convertida em obrigação principal no que tange a penalidade pecuniária. Tem por finalidade facilitar as atividades de fiscalização e arrecadação. o Fisco transfere a obrigação para o responsável (espólio) e a responsabilidade dos herdeiros é limitada ao montante do quinhão. A lei. CTN) é a pessoa do contribuinte ou pessoa responsável. 114. CTN) é a pessoa que tem competência tributária. legado ou da meação que cada um deles receber. O termo legislação tributária representa a reunião de Lei. O sujeito passivo (Art. surge por conseqüência a obrigação tributária. substituição = a lei determina que o responsável ocupe o lugar do contribuinte terceiros = o inventariante seria um terceiro responsável (Art. O responsável também está ligado ao fato gerador só que de maneira indireta. se o contribuinte deixar de recolher esse tributo transfere-se essa obrigação para um responsável. Tratados e Convenções Internacionais. CTN). para observar o princípio da isonomia. 134. (Art. 113. Ex: se o contribuinte não pagou o tributo porque ele morreu. CF) Subsunção tributária = o fato se subsumiu a norma. É o encontro do fato gerador com a hipótese de incidência. Ex. 128 à 138. precisa ter um caráter hipotético. b) Acessória = destaca-se na prestação de fazer ou não-fazer. CTN) que poderá ser subdividida em: a) Principal = destaca-se na prestação de “dar”.

Moratória (Prorroga o vencimento do tributo) 2 . .Auto-lançamento ou homologação. O contribuinte participa prestando informações e o Fisco realiza o lançamento Ex: DBA (Declaração de bagagem acompanhada) . o contribuinte poderá em 3 dias efetuar o pagamento ou realizar a impugnação (art. De acordo com a intensidade da participação do contribuinte no lançamento.: Alessandro Spilborghs Data: 03/06/2009 Aula 6 a) responsabilidade por infrações = possui uma informação clara no artigo 136 do CTN. independe da intenção do agente. infração. o contribuinte estará inscrito na Dívida Ativa e o documento que confirma tal situação é a CDA (certidão da dívida ativa). ICMS. por regra. A CDA é título executivo de natureza extrajudicial que a Fazenda Pública necessita para promover a execução fiscal.a responsabilidade pela infração será pessoal. Qual o título será executado? Desde que constituído o crédito. IPVA. este poderá ser classificado em três modalidades: Modalidades de lançamento: . Para a doutrina o lançamento tem dupla função: é declaratório da obrigação e constitutivo do crédito. CTN. etc. Se o contribuinte paga menos do que deveria. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO É o lançamento que irá constituir o crédito tributário (art. CTN (modalidades de suspensão da exigibilidade do crédito tributário): (TULIPA DEMORA) . o Fisco não homologa . . 160.Parcelamento da dívida . o Fisco terá 05 anos para promover o lançamento. Se o contribuinte se equivoca e paga menos do que deveria. Ex: IPTU.Direto ou de ofício: O Fisco efetua a cobrança sem a participação do contribuinte (pequena participação do contribuinte). Quando o Fisco deixa transcorrer silente esse prazo. Constituído o crédito tributário e realizada a notificação. Se o contribuinte permanecer inerte. calcula o imposto e efetua o pagamento. o Fisco promoverá a execução fiscal. ocorrerá a decadência. Exceção: está prevista no artigo 137. A homologação pode ser expressa ou tácita. 3º. multa. a dívida poderá ser discutida sem o risco do contribuinte sofrer uma execução fiscal. MODALIDADES DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO As formas de se evitar a constituição do crédito estão previstas no art. A homologação tácita se dá com a passagem de 05 anos contados da data do fato gerador. COFINS. IPI. pouco importa o dolo como pouco importa a culpa. CTN).Misto ou por declaração. Ex: Contribuinte presta informações ao fisco. CTN) Lançamento é procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador.Depósito judicial do valor integral da dívida.Concessão de tutela antecipada .Concessão de liminar . Ex: Imposto de Renda. depende da intenção do agente (dolo) . Assim. 151.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Tributário Prof.

Reclamação ou recurso administrativo perante o Fisco A suspensão da exigibilidade do crédito não suspende a inscrição na dívida ativa mas sim a execução do contribuinte. mas sim mera garantia.Isenção Suspensão – art. não representa constrição judicial.Bem de família (lei 8009/90). Ainda assim.Transação (uma concessão de ambas as partes sempre visando a extinção do crédito) .Compensação . 186. existem bens absolutamente impenhoráveis: . será expedido mandado de avaliação e penhora. 175. FORMAS DE EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO . contribuinte tem 05 dias para pagar ou oferecer garantia. CTN EXECUÇÃO FISCAL Lei 6.Anistia (perdão da penalidade) . CTN). 185-A.Remissão FORMAS DE EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (AI) . 156. 649. CTN). CTN.Bens do art. 1º ) Tributos da União 2º) Estados Dentre os tributos estatais existe uma sub-ordem: contribuição de melhoria 3º) Municípios taxa impostos 3 . A partir da suspensão do crédito tributário é possível gerar iuma certidão positiva com efeitos de negativa – art. Todos os bens e rendas poderão ser alvo de penhora (tantos quantos forem suficientes para garantia da dívida).Pagamento . existe uma ordem de preferência (art.Decadência / Prescrição . o juiz determinará a indisponibilidade de todos os bens e direitos do executado (art.Caso não se manifeste. Essa penhora. CTN Exclusão – art. CPC . apesar do nome.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Tributário Prof.: Alessandro Spilborghs Data: 03/06/2009 Aula 6 . 206. CTN Extinção – Art. Em relação aos credores tributários. Tal bloqueio deverá ocorrer preferencialmente de forma eletrônica (penhora on-line).830/80 Efetuada a citação. 151. Obs: o bem de família poderá ser penhorado quando a dívida for relativa ao próprio imóvel. Realizado o bloqueio.

D Constituem hipóteses de extinção do crédito tributário as decisões administrativas irreformáveis.C. favoráveis ou contrárias ao contribuinte. B por homologação. B suspende a exigibilidade do crédito tributário. no dia 17/12/2007. o juízo competente poderá declarar o direito à compensação tributária. com pedido de provimento jurisdicional liminar. pretendendo compensar créditos tributários. e que ele deveria ir à Secretaria da Fazenda para providenciar o pagamento. D por requerimento. 3.(OAB/CESPE – 2006. para proceder à transferência da propriedade de seu veículo a Airton. pressupõem a existência de lançamento do respectivo tributo. Nessa situação. A Será extinto o crédito tributário de contribuinte que promover o depósito integral do montante exigido pela fazenda pública. 3. 4 . Na Secretaria da Fazenda. causas suspensivas do crédito tributário. extinção e exclusão do crédito tributário.: Alessandro Spilborghs Data: 03/06/2009 Aula 6 Questões sobre o tema 1. B A isenção e a anistia. (OAB/CESPE – 2007. Lá. C concede remissão ao crédito tributário. mas.3) Wilson foi ao DETRAN. promova o parcelamento do valor devido. proferidas em sede de processo administrativo fiscal.3) Suponha-se que determinada sociedade limitada. tanto administrativa quanto judicialmente. C de ofício. (OAB/CESPE – 2007. C. recebeu a notificação para pagamento do respectivo imposto. impetrar mandado de segurança. foi informado de que a transferência dependia da quitação do IPVA daquele ano. estando em débito com a fazenda pública estadual em razão do não recolhimento do imposto sobre operações referentes à circulação de mercadorias relativo aos dois últimos anos. Gabarito: 1. relatou o fato e. ao deferir a medida liminar. D exclui o crédito tributário.OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Tributário Prof.1) A respeito de suspensão. assinale a opção correta. 2. estará impedido de conceder a efetiva compensação dos créditos. B. após assinar o requerimento da segunda via do documento de arrecadação do imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA). 2. o parcelamento A extingue o crédito tributário. C Se determinado contribuinte. A situação hipotética acima configura caso de lançamento tributário A por declaração.

Estados. Tributos 1. Municípios e Distrito Federal podem criar e aumentar os tributos por lei. 96). Princípios 2. 150. IPTU lei ordinária municipal = Câmara dos Vereadores IPVA lei ordinária estadual = Assembleia Legislativa IR lei ordinária federal = Congresso Nacional 1. 153. Caderno Livro do curso: Elementos do Direito Tributário Fazer testes Direito Tributário na Constituição Federal 1. 1. I. Tributo = (Invasão patrimonial) O Poder de Tributar: Não é absoluto! Há limitações constitucionais ao poder de tributar. Estados. Elas são os princípios tributários.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 09/03/2009 Aula: 1° TEMAS TRATADOS EM SALA Projeto de Estudo: Ler: CF (Art. Polo passivo (pessoas -1– . 145 ao 162) e CTN (A partir do Art. 97. Princípios Constitucionais Tributários Polo Ativo (União. CF/88 e Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .2 Tributos Federais que dependem de lei complementar a) Imposto sobre grandes fortunas b) Empréstimos Compulsórios c) Impostos residuais d)Contribuições Sociais previdenciárias residuais Mitigação – Ler Art.1 Princípio da Legalidade Tributária – Art. Municípios e Distrito Federal=Entes Tributantes) físicas e pessoas jurídicas=Entes Tributados). § 1° da CF/88. Imunidades 3. em regra é a lei ordinária que cria o tributo. CTN A União. “Atenuação” = atuação do poder Executivo.

2. A Medida Provisória pode criar ou aumentar o imposto no Brasil.12. de 19.Art. Ex.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Obs. só podem exigir o tributo no exercício financeiro posterior ao da publicação da lei. I. III. pois o contribuinte não terá surpresa. Estados. CF Obs.: MP aumenta o Imposto de Renda MP aumenta o ITR MP cria o imposto extraordinário de guerra. • ICMS – Combustível (Tributo não federal). III. CF/88 “antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.: a EC 33/2001 trouxe duas “exceções”. 2. . 62.: A EC 32/2001 e o princípio da Legalidade Tributária. 150. § 4º. Lei majora o tributo em 15/12/2008 quando incidirá? 15/12/2009 + 90 dias Incidência somente Em15/03/2009= Anterioridade Anual + Anterioridade Nonagesimal. -2– . “c”. 177.2003) A partir de 2004: Anterioridade Anual + Anterioridade Nonagesimal.1 Princípio da Anterioridade Nonagesimal – (privilegiada ou qualificada). Lei 90 dias Cobrança Art. §1° III da CF/88. Municípios e Distrito Federal. Vamos aos Cálculos: 1. Estudo da Medida Provisória . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42. observado o disposto na alínea b”. 62. Princípio da Anterioridade Tributária – Art.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 09/03/2009 Aula: 1° 1. Onde a lei complementar versar a MP não irá apitar = Art. Art.”b”. A União. §4.3 Abrangência do Poder Executivo: Lista de 04 impostos Federais que poderão ter as alíquotas alteradas por ato (Decreto Presidencial) do Poder Executivo: Imposto de Importação Imposto de Exportação Imposto sobre Produtos Industrializados Imposto de Operações Financeiras Por quê? São impostos extrafiscais: são impostos reguladores ou regulatórios de mercado. IV. “c”. 155. CF/88. 150. “b” e “c” da CF/88 Este princípio é importante para a segurança jurídica. • CIDE Combustível (Contribuição de Intervenção no domínio Econômico) – Art. Exercício financeiro = Exercício Civil: 1ª Janeiro a 31 de Dezembro. §2° CF/88 .

150. porém vieram como exceções à anterioridade nonagesimal. o mesmo ocorre com o IPTU e do IPVA. CF/88 – É vedado o tratamento tributário desigual àqueles que se encontram em situação de equivalência.: Sim. Lei majora o tributo em 22/08/2008. Art.: ISS. Quando incidirá? 22/08/2008 + 90 dias = 22/11/08 Incidirá em 01/01/2009 Regra Geral da Anterioridade: Caso o tributo seja criado ou majorado entre janeiro e setembro de um ano (até 02 de outubro).: IR e alterações na base de cálculo do IPTU e do IPVA. Ex. período de anterioridade mitigada. Imposto sobre grandes fortunas Contribuições de Melhorias Obs Final. comporta exceções. Quando incidirá? 05/10/2009 + 91 dias = Incidirá em 05/01/2009 3. chegaremos as seguintes conclusões (observar quadros explicativos no livro). a data de incidência será posterior a 1° de janeiro. CIDE Combustível e ICMS Combustível. Procedendo-se ao confronto. ITBI. -3– . Princípio da Isonomia Tributária Art. Tal comando contempla duas listas de exceções (há duas regras de anterioridade). Se isso se der entre outubro e dezembro. 5° CF/88 – Isonomia Constitucional . Ex. Imposta de operação financeira. Três situações: IPI. 3. As exceções estão elencadas no artigo 150.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Quem são os “desiguais”? São aqueles que mesmo realizando o fato gerador podem ser tratados de forma desigual. ICMS. Lei 90 dias Cobrança (modifica ou institui uma contribuição previdenciária).NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 09/03/2009 Aula: 1° 2. porém não vieram como exceções à anterioridade nonagesimal. a incidência da lei ocorrerá em 1° de janeiro do ano seguinte. . §6° CF/88 – Contribuição Social previd enciária – período especial. 3ª) conclusão = tributos que não eram exceções à anterioridade anual. Quando não se aplicarem as exceções. II. IPTU. Lei majora o tributo em 05/10/2008. pagaremos 90 dias após o aumento. Nomenclatura: Noventena. 1ª) conclusão = tributos que estão nas duas listas: exigência imediata Imposto de Importação. Imposto Extraordinário de Guerra. Caso majorados. IPVA e ITCMD ITR. 195. será aplicada a regra.O princípio da anterioridade tributária comporta exceções? Resp. noventalidade ou anterioridade nonagesimal. incidirá sempre em 1° de janeiro do ano seguinte. O IR é majorado em qualquer data do ano.: Art. § 1º da CF. 2ª) conclusão = tributos que sempre foram exceções à anterioridade anual. Imposto de Exportação. Empréstimo Compulsório (calamidade pública/guerra externa). incluindo as últimas. Quem são os “iguais”? São aqueles que realizarem o fato gerador.

Para a exata compreensão do principio da isonomia tributária. Verifique. portanto. Importante: O postulado só se refere a impostos. tal princípio alcança outras espécies tributárias. do CTN A capacidade tributária passiva é plena (é a capacidade de pagar). facultado à administração tributária. alguns meios de exteriorização da capacidade contributiva: -Proporcionalidade -Progressividade -Seletividade -4– . respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. na literalidade da CF/88. 145.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Para o STF. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. 126. “Sempre que possível“ – “Tal expressão indica que o princípio será aplicado de acordo com as possibilidades técnicas de cada imposto”. §1° da CF/88: “Sempre que possível. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte”. 2. entretanto. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 09/03/2009 Aula: 1° Aspectos subjetivos (são irrelevantes) – Art. o patrimônio. 118 do CTN: -Capacidade civil do agente -Validade do ato Tributo “non olet” (O tributo não tem cheiro) Art. identificar. é necessária a análise do principio da capacidade contributiva previsto no Art.

B a majoração de tributo sem lei que o estabeleça.A.3) Entre as seguinte vedações. C a cobrança de tributo novo no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que o criou. D imposto sobre serviços de transporte intermunicipal. 2. D É lícito que a matéria atinente à fixação das alíquotas mínimas para o IPVA seja disciplinada por decreto. alguns tributos podem ter suas alíquotas modificadas por ato do Poder Executivo.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . (OAB/CESPE – 2007. A Os empréstimos compulsórios somente serão instituídos mediante lei complementar. B A discriminação dos serviços a serem tributados pelo imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) será veiculada por lei ordinária.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 09/03/2009 Aula: 1° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. -5– .C. B imposto sobre a prestação de serviços de qualquer natureza (ISSQN). (OAB/CESPE – 2007.1) Assinale a opção correta acerca da legislação tributária. não tem exceção expressa no texto constitucional A a instituição de tributo sem lei que o estabeleça.3) Conforme a Constituição Federal. Esses tributos incluem o A imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA). 3. C Apenas emendas constitucionais estabelecerão as alíquotas do ICMS aplicáveis às operações de exportação. 2. 3. D a cobrança de tributo novo em menos de 90 dias a partir da publicação da lei que o criou. GABARITO: 1. (OAB/CESPE – 2006.A. C imposto sobre importações.

OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . etc. obrigação tributária. -1– . Após a LC 123.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: Alexandre Mazza Data: 12/05/2009 Aula: 5° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. ICMS. a) b) c) d) e) f) g) h) i) Empréstimos compulsórios Criação do Imposto sobre Grandes Fortunas Impostos Residuais Novas fontes de custeio da Seguridade Adequado tratamento ao cooperativo Limitações constitucionais ao poder de tributar Conflitos de Competência Normas gerais em matéria tributária (decadência. CTN) São assuntos que só podem ser criados por lei complementar e não admitem Medida Provisória.) Recolhimento unificado de tributos (Simples – Lei Complementar 123) *Simples Nacional Trata-se de um regime opcional. Nenhuma empresa pode ser obrigada a aderir ou a permanecer no Simples. prescrição. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Competência = Capacidade Tributária Ativa Criar tributos Cobrar Tributos Indelegável Características da competência a) Indelegabilidade b) Privatividade c) Facultatividade d) Irrenunciabilidade e) Incaducabilidade f) Inampliabilidade ♫ Competência tributária não pode ser delegada E é sempre conferida de maneira privativa É facultativa e irrenunciável Não caduca e também não pode mais ser ampliada 2. 7º. CSLL e IPI. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR Pode ser delegada (parafiscalidade – art. inclui o ISS. lançamento. conceito de contribuinte.

Pertencem aos Municípios: • 100% do IR retido na fonte sobre a remuneração paga pelo município. Pertencem aos Estados e DF (art. 157 e 158 da CF). • 20% dos Impostos Residuais. 100.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: Alexandre Mazza Data: 12/05/2009 Aula: 5° Muito Importante: o regime do Simples pode ser adotado por microempresas (receita bruta até R$240.000.00 e R$ 2. 157. CIDE combustíveis e o IOF sobre o ouro definido como ativo financeiro. IMPORTANTE: segundo a visão clássica. decisões dos órgãos singulares e colegiados. CF): • 100% de Imposto de Renda retido na fonte sobre a remuneração de servidores estaduais e distritais. práticas reiteradas da autoridade (costumes) e convênios. • 25% do ICMS Além desses casos submetem-se também a repartição de receitas os seguintes tributos: IPI. REPARTIÇÃO DE RECEITAS (Arts. 4. tratados e convenções internacionais.00) e empresas de pequeno porte (receita bruta anual entre R$ 240. 116.o fisco pode desconsiderar a prática de atos para dissimular a ocorrência do fato gerador.00). pois lá a alíquota do IPVA é menor. Os atos normativos do fisco entram em vigor na data de sua publicação. CTN). O Art. parágrafo único. 96. por suas autarquias e fundações que mantiverem ou instituirem. DIREITO TRIBUTÁRIO NO CTN a) Abertura do CTN: Art. São normas constitucionais que distribuem o montante arrecadado com alguns tributos. • 50% do IPVA (no local de registro do veículo). • 50% do ITR (facultado ao Município ficar com 100% do imposto se celebrar convênio com a União – caso se dedique a fiscalização e cobrança do tributo). Trata-se de um crime de sonegação fiscal onde o Fisco alega evasão (sonegação) e em defesa o contribuinte costuma alegar elisão (lícita – planejamento tributário). CTN (início da parte especial): o conceito de legislação tributária inclui leis.000. j) Serviços que são fato gerador de ISS l) Aspectos do ICMS 3. decretos e normas complementares. É comum em SP que as pessoas registrem seus carros no município do Paraná. Normas complementares (art. No que consiste a teoria do Abuso das Formas? É uma teoria criada pelo fisco segundo a qual um determinado instituto de direito privado não poderia ser usado apenas para atingir um efeito tributário.000. CTN) são atos normativos do fisco. CTN é uma norma anti-elisão . convênios entram em vigor na data neles prevista e práticas da autoridade não tem data certa para entrar em vigor (art 103. decisões dos órgãos entram em vigor após 30 dias da publicação. a elisão ocorre antes do fato gerador e a evasão após o fato gerador. -2– .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .400.

NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: Alexandre Mazza Data: 12/05/2009 Aula: 5° b) Integração da Lei Tributária É o nome que se dá para o preenchimento de lacunas Critérios de preenchimento: a) Analogia não pode resultar na exigência de tributo sem previsão legal. equidade c) Revogação de Isenção ♫ Se a isenção. c) Princípios Gerais do Direito Público. Hipótese de Incidência (ou regra matriz de incidência) É a descrição legislativa da situação que produz o dever de pagar o tributo FG OT L CT DA CDA ET HI Plano abstrato Ex: auferir renda = Fato Gerador Plano Concreto Ex: Batuíra aufere renda -3– .1. d) Equidade não pode ser empregada para dispensar obrigação legal. b) Princípios Gerais do Direito Tributário. equidade.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Linha do Tempo HI HI = hipótese de incidência FG = Fato Gerador OT = Obrigação Tributária L = Lançamento CT = Crédito tributário DA = Dívida ativa CDA = Certidão da dívida ativa ET = execução fiscal Cada evento na linha do tempo tem como causa o acontecimento anterior. ♫ Se-sendo o caso de lacuna A autoridade usará analogia E os princípios tributários E os do direito público E também a equidade. se a isenção For temporária e também Condicionada Quem preenche a condição Não pode perder a isenção No prazo prometido 4.

escola primária ou posto de saúde). ITR.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: Alexandre Mazza Data: 12/05/2009 Aula: 5° Ex: a Hipótese de Incidência equivale a um tipo penal. 16 da LC 116). Lembrar que somente três impostos admitem alíquota progressiva (IR. 2 1 Aspecto Quantitativo: A definição do valor devido pelo contribuinte depende da combinação de 2 elementos: base de cálculo x alíquota. Em tese. Aspecto Temporal: É Momento da ocorrência do fato gerador. mas alguns serviços pagam no local da prestação. iluminação pública. o fato gerador corresponderia ao crime. Para facilitar o estudo da hipótese de incidência. mas para isso precisa ter toda sua área abastecida por melhorias. Também no Direito Penal. IPTU). Ex: a base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel. Aspecto Material: É a Descrição do núcleo da hipótese de incidência. Pergunta: Como saber se o imóvel é urbano e paga IPTU? Ver art. -Alíquota: fração da base de cálculo que o tributo incide. o município pode ter 100% do seu território como área urbana. porque para fins de desapropriação é usado o critério da destinação. Lembrar que para o STJ o ISS é sempre devido no local da prestação. -4– .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . fornecimento de água. 32 do CTN Resposta: Considera-se urbano o imóvel situado em área definida pela lei municipal (desde que a área seja beneficiada com pelo menos duas das seguintes melhorias: meio fio ou calçamento. -Base de cálculo: grandeza econômica sobre o qual o tributo incide. Aspecto pessoal: Sujeito ativo e passivo. especialmente a construção civil (Art.I. a doutrina divide em 05 critérios ou aspectos: Aspecto Quantitativo (Quanto?) 2 Aspecto Temporal (Quando?) LEI Aspecto Pessoal (Quem?) Aspecto Espacial (Onde?)1 Aspecto Material (Por quê?) Aspecto Espacial: Onde é devido o ISS? Em regra é devido no local da sede do estabelecimento prestador. Muito importante: nada impede que o direito administrativo utilize outro critério para diferenciar o imóvel rural do urbano. Deve guardar relação lógica com a H.

o município de Vila Bela dispõe de 2 milhões de reais. C) O imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) e a taxa de limpeza pública são tributos normalmente submetidos ao lançamento de ofício. 2. D) A contribuição para o financiamento da seguridade social (COFINS) constitui tributo sujeito ao lançamento por declaração. Considerando a situação hipotética acima. provenientes da distribuição de receitas tributárias do imposto de renda (IR). 3.B. cabendo ao sujeito ativo apenas conferir a apuração e o pagamento já realizados.2) Para que determinada área seja considerada urbana.1) Para custear serviços públicos de sua competência. A Pertencem ao município de Vila Bela 50% do IR incidente na fonte sobre rendimentos pagos a qualquer título por essa entidade administrativa.C. C Ao município de Vila Bela são cabíveis 30% do IPVA relativo aos veículos licenciados em seu território. entre os quais figura o A transporte público coletivo.2) Segundo o que dispõe o CTN. 2.B -5– . A partir dessa informação.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . A) A legislação aplicável ao lançamento será a vigente na data em que o mesmo for efetivado. GABARITO: 1.(OAB/CESPE – 2007.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: Alexandre Mazza Data: 12/05/2009 Aula: 5° QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) (OAB/CESPE – 2007. assinale a opção correta acerca da matéria atinente à distribuição das receitas tributárias. B) No lançamento por declaração. 3. D São devidos ao município de Vila Bela 20% do ICMS arrecadado pelo respectivo estado. do imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) e do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS). B Caberão ao município de Vila Bela 50% do ITR quanto aos imóveis situados em seu território. calcular o montante do tributo devido e efetuar o pagamento. (OAB/CESPE – 2007. B abastecimento de água. C serviço de coleta de lixo. o Código Tributário Nacional (CTN) determina que o poder público promova e mantenha ali certos melhoramentos. compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento. o sujeito passivo deve verificar a ocorrência do fato gerador. assinale a opção correta no que se refere a lançamento e suas modalidades. D serviço de correios e telégrafos. do imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR). para fins de instituição e cobrança do IPTU.

BC (IPVA) valor venal do veículo automotor. -Base de Cálculo: é uma grandeza que dimensiona o fato gerador do tributo. § 2º e Art.Ler Art. I do CTN. Empréstimos Compulsórios – Art.Aplica-se aos tributos os princípios constitucionais tributários. BC (Taxa) custo do serviço – Art. pois o estado age e os contribuintes pagam. diferentemente do imposto o qual se vincula a atividade do particular. -Regulamentação do processo administrativo . 77.: Taxa de asfaltamento é inconstitucional para o STF o tributo a ser cobrado é a Contribuição de melhoria. Obs. Contribuições de Melhorias É um tributo vinculado a atividade estatal. Exemplo: BC (IPTU) valor venal do bem imóvel. Ex. ou contraprestacional. A base de cálculo da contribuição de melhoria não será o valor da obra.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 13/04/2009 Aula: 4° TEMAS TRATADOS EM SALA 1. 2. -1– . Estadual ou municipal.Decreto Lei 195/67 há uma lista de obras que ensejam a contribuição de melhorias. CF/88 Para o STF.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . orçamento etc) . Restituição Corrigida e em dinheiro – STF. 82. Limite individual: é aquela valorização individualmente detectada. 82. 148.Art. A base de cálculo de imposto não se confunde com a base de cálculo de outros tributos. É um tributo bilateral. parágrafo único do CTN. 82. Dica: Momento de cobrança do tributo – Após a obra. -Prazo não inferior a 30 dias para impugnação . A Base de Cálculo da Contribuição: Será o quanto de valorização experimentada pelo imóvel. pois é um dever de manutenção do Estado.Art. Limite global (teto de valor gasto com a obra). nem o custo dela. Obra de recapeamento não poderá haver cobrança. no Art. 82 do CTN: -Publicação prévia de alguns elementos (memorial descritivo. A valorização imobiliária é decorrente de uma obra pública. não confundir com os demais gravames. Área de influência ou zona de benefício. Traço distintivo: RESTITUIBILIDADE. -Tributo Federal. As Contribuições de Melhorias e taxas são tributos lançados de ofício (lançamento direto ou de ofício). trata-se de tributo autônomo. III do CTN. II do CTN.: Valor do imóvel após – STF/STJ. 1.Art. 2º . tal como a taxa. .2 Requisitos mínimos . 145.

CF – decorar!!! As contribuições serão: -Federais (art. 149. caput. da CF: O empréstimo compulsório será afetado a despesa que o fundamentou. o que nos leva a seguinte conclusão: É inconstitucional o empréstimo compulsório criado em face de conjuntura econômica que exija a absorção temporária de poder aquisitivo da moeda. CF) depende de Lei complementar!!! -Art. 149. exigidas dos servidores Art. Contribuições Federais de competência da União 1º Contribuições profissionais ou corporativas 2º Contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE’S) 3º Contribuições Sociais -2– . §1º da CF (Contribuição estadual ou municipal) públicos para o custeio do regime previdenciário). I CF: 02 situações deflagrantes: *Calamidade Pública situações emergenciais *Guerra Externa É uma exceção ao princípio da anterioridade tributária – Exigência imediata -Art. caput. em regra. Qual a lei será hábil a instituir o tributo? Lei ordinária. Há um dispositivo na CF que se recomenda que não haja desvio de dinheiro arrecadado com o tributo. parágrafo único. (aplicando-se o princípio da anterioridade tributária e o nonagesimal). á semelhança dos empréstimos compulsórios.1 Pressupostos fáticos para a instituição do tributo: -Art. -Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . 149. Situação menos É Regra ao princípio da anterioridade tributária. Análise das Contribuições – Para o STF. Contribuições e Empréstimos Compulsórios: “denominados comum” são tributos finalísticos e definidos pela finalidade para a qual tenham sido instituídos. Importante: O art. §4º.A. 148. criado por lei complementar. 149. 2. CF (Contribuições para o custeio do serviço de iluminação pública – CIP ou COSIP = Contribuição Municipal). 148.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 13/04/2009 Aula: 4° -É um tributo federal de competência da União. 15. (Jamais poderá ser criado por Medida Provisória). 149. 195. 148. CUIDADO: A Contribuição social previdenciária RESIDUAL (Art. A eles não se aplica o artigo 4º do CTN. Inciso III do CTN não foi recepcionado pelo texto constitucional. II CF: 01 situações deflagrante: *Investimento Público de caráter urgente e de relevante interesse nacional emergencial. Art. trata-se de tributo autônomo. CF) -Não federais: art.

3º.: não se confunde com a CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA!. CRM. CRO. incluindo esta desoneração sobre as receitas decorrentes de exportação .OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .Adicional de frete para renovação da Marinha Mercante Competência União CIDE.3 Contribuição Social-previdenciária -3– . CF/88). 149. c) Há imunidades de relevante para todas as CIDES.br .). equivalendo ao percentual de um dia de trabalho/ano. CUIDADO: O STF entende que podem incidir outras contribuições sobre os combustíveis: PIS/COFIS – Súmula 659 STF. Outros exemplos: (CIDE ROYALTIES Etc.com. (anuidades = Tributos Federais = contribuições profissionais).1 Contribuição Social previdenciária residual – Art..: Visitar a página www. I. 2٥. b) “contribuição sindical”: trata-se de tributo previsto no artigo 578 e seguintes da CLT. Sempre Federais.art. Sempre Federais. Estudo das contribuições profissionais ou corporativas: duas delas se destacam: a) “contribuição – anuidade”: trata-se das anuidades a serem recolhidas pelos profissionais às entidades fiscalizatórias as quais se ligam. § 4º. CF/88. II e IE e IMPORTANTE: Após a EC 33/2001 passamos a ter um quarto tributo incidindo sobre combustíveis. CRC. Estudo das contribuições Sociais O STF analisa tais contribuições Sociais. § 2º. § 1º da CF. Ex.: CREA. b) A CIDE-Combustível foi instituída para financiar programas ambientais e de infraestrutura de estradas / rodovias). “b”. § 4º. CF/88. Obs. 3. etc.professorsabbag. Depende de lei e é compulsória.336/2001. Instituída pela lei ordinária Federal 10. d) Memorize a indagação: “Quais os impostos que incidem sobre combustíveis no Brasil? RESP: ICMS. 3.MEGASSIMULADO 3. da CF/88 a) A CIDE-Combustível é exceção ao principio da anterioridade ANUAL (Art. ATP – Adicional de tarifa Portuária Tributo Federal Competência União CIDE 2.2 Contribuição Social gerais 3.. AFRMM . 195. CIDE mais Importante= CIDE Combustíveis: criada pela EC 33/2001. no qual há contribuições sociais não Federais). É a CIDE-Combustível. §2º.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: EDUARDO SABBAG Data: 13/04/2009 Aula: 4° Dicas (sobre o quadro acima) 1º.(consultar o artigo 149. Nem sempre. Esta não é tributo! Não depende de Lei! É fruto de Assembléia Geral! Não é compulsória! Súmula 666. 1. OBS. dividindo-as da seguinte forma: 3. 177. Ler na CF o artigo 149. I. STF Estudo Das Cide’s trata-se de tributo exclusivamente federal (União). Há inúmera CIDE’S no Brasil permitindo a União a intervenção nas atividades econômicas por meio desse tributo.

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3.1 e 3.3 Período de anterioridade Especial/Mitigada 90 dias – Art. 195, §6º, CF/88. 3.2 Contribuição Social Geral – período de anterioridade COMUM. Detalhando...... 3.1 Contribuição Social previdenciária residual Tributo federal de competência da União É a Contribuições nova Lei Complementar MP, aqui, não!!! Art, 195 §4 Obedece ao Princípio da não cumulatividade. Pode ter Fato gerador ou base de cálculo coincidentes com o Fato gerador ou base de calculo de imposto (de contribuição não) – STF. -3.2 Contribuição Social geral O STF entende que tais contribuições não financiam a seguridade social, mas outros segmentos relevantes (educação por exemplo). Exemplo: Salário Educação 3.3 Contribuição Social-previdenciária -Há quatro fontes de custeio da seguridade social, previstas nos incisos I ao IV do artigo 195 da CF/88. 1ª Fonte: Empregador/Empresa – Tributos: PIS, COFINS, CSLL (incidem sobre o faturamento e sobre o lucro líquido da empresa) – Art. 195, I, CF/88. 2ª Fonte: EMPREGADO – Tributo: contribuição previdenciária incidente sobre o empregado – Art. 195, II, CF/88. 3ª Fonte: Ganhadores do prêmio de loterias. -Tributo: contribuição incidente sobre a receita de concursos de prognósticos – Art. 195, III, CF/88. 4ª Fonte: IMPORTADOR Tributo: PIS Importação e COFINS – Importação – Art. 195, IV, CF/88 – inserido pela EC 42/2003. Criadas por Lei ordinária

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QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. (OAB.CESPE/2008.1) De acordo com a Constituição Federal, as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico podem A) ter alíquotas ad valorem, com base na unidade de medida adotada. B) ter alíquotas específicas, com base no faturamento, na receita bruta ou no valor da operação. C) incidir sobre as receitas de exportação. D) incidir sobre as receitas de importação. 2. (OAB.CESPE/2008.2) Na hipótese de o Brasil decretar estado de guerra, a CF oferece algumas formas de incrementar a receita federal, entre as quais não se inclui a criação de A) impostos extraordinários por meio de medidas provisórias. B) impostos extraordinários por meio de lei ordinária. C) empréstimos compulsórios por meio de lei complementar. D) empréstimos compulsórios por meio de medidas provisórias. 3. (OAB.CESPE/2008.2) Se o governo criar um tributo sobre a utilização dos serviços públicos de defesa nacional destinado a cobrir os custos de manutenção das forças armadas, nesse caso, a natureza jurídica de tal exação A) será de imposto, porque servirá ao serviço público não divisível. B) será de taxa, porque se destinará ao exercício do poder de polícia. C) não será de contribuição de melhoria, porque não haverá obra envolvida. D) não será de contribuição social, porque estará vinculada.

GABARITO: 1.D; 2.D; 3.C

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TEMAS TRATADOS EM SALA 1. PRINCÍPIOS (Continuação): 1.1. Princípios Capacidade Contributiva - Art. 145, §1º, CF - Sempre que possível os IMPOSTOS terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. - Na prática, o ideal da capacidade contributiva é atendido pela utilização do sistema de alíquotas progressivas, que aumentam em função da riqueza do contribuinte. Atenção: Para atender ao ideal da capacidade contributiva existe uma técnica chamada alíquotas progressivas (expandem em função da riqueza do contribuinte). Porém só podem ter alíquotas progressivas os tributos que possuem “signos presuntivos de riqueza” que são elementos capazes de aferir a capacidade contributiva do contribuinte. “Na CF/88, só 03 impostos: a) IR b) ITR c) IPTU: 1. Progressividade no tempo “progressividade extrafiscal” = Art. 182, CF/88 serve para estimular o uso adequado do solo; 2. . Progressividade do Valor = Art.156, CF/88 – EC 29/00; 3. Uso e localização do imóvel “progressividade extrafiscal”, o seu objetivo é inibir certos usos do imóvel em determinada região = Art.156, CF/88 – EC 29/00. Obs.: O IPVA não admite alíquotas progressivas, pois não há previsão constitucional. Memorização: “Cha, lá, lá, lá, o IPVA não é progressivo, mas tem alíquotas diferenciadas pelo uso e tipo do carro.” 1.2. Princípio da Seletividade Conceito: As alíquotas do ICMS e do IPI serão graduadas conforme a essencialidade do produto ou do serviço. - A CF/88 ICMS (poderá ser seletivo) e do IPI (será seletivo). - Lembrar que as alíquotas progressivas não se confundem com as progressivas alíquotas. 1.3. Princípio Irretroatividade – Art. 150, III “a” da CF/88 Conceito: A lei tributária não se aplica a fatos geradores anteriores à data de sua publicação. Só vale para fatos presentes e futuros. Exceções: A lei tributária retroage em dois casos: 1. Lei interpretativa 2. Lei mais benéfica, em matéria de infração, desde que o ato não tenha sido definitivamente julgado. Exemplo: 1. Lei que reduz multa; 2. Lei que deixa de considerar ato infracional. 1.4. Princípio da Uniformidade geográfica Os tributos da União devem ter a mesma alíquota em todo território nacional. Ex.: É inconstitucional o Decreto do Presidente que aumenta o IPI somente sobre os calçados fabricados no Mato grosso do Sul, pois houve uma distinção de um Estado, em relação aos outros. Exceção: Admite-se a concessão de incentivos fiscais para estimular o desenvolvimento de certa região.
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- Não limitação – Art. 150, V, CF/88 Conceito: Os tributos não podem ser usados para restringir o trânsito de pessoas e bens no território nacional. - É inconstitucional a taxa cobrada para restringir o acesso de turistas populares em município litorâneo. Exceção: É permitida a cobrança de pedágio pelo uso de vias conservadas pelo poder público. 1.5. Princípio da Não-Cumulatividade Evita a tributação em cascata, vale para os seguintes tributos: -ICMS -IPI -PIS/COFINS -Impostos Residuais -Novas fontes de custeio de seguridade Tais tributos são pagos compensando-se em cada operação o montante recolhido na etapa anterior. 1.6. Princípio da Vedação do Confisco – Art. 152, CF/88 O tributo não pode ser usado para: a) Retirar todos os bens do contribuinte b) Para inviabilizar o exercício de atividade econômica. Importante: Segundo o STF o principio da vedação do confisco também vale para multas tributárias. - É vedado aos Estados, Distrito Federal e Municípios estabelecer diferenças tributárias entre bens em razão de sua procedência ou destino. Ex. O STF considerou inconstitucional criar uma alíquota mais alta de IPVA para veículos importados. - Duas limitações Constitucionais ao poder de tributar: 1. Princípios 2. Imunidade: São garantias do contribuinte sua regulamentação depende de lei complementar – Art. 146, da CF/88. 2. IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS Conceito: São limitações constitucionais ao poder de tributar que afastam em regra, a incidência de impostos. IMUNIDADE - Está na Constituição - Limita a competência tributária - Só de imposto - Interpretada ampliativamente ISENÇÃO - Mora na Lei - Dispensa o pagamento do tributo - Serve para qualquer tributo - Interpretada modo literal

Existe uma grande semelhança entre os dois institutos. Ambas afastam apenas a obrigação tributária principal, não atingindo as obrigações acessórias. 2.1 - Imunidades Tributárias Em Espécie 1) Imunidade Recíproca: União, Estados, Distrito Federal e Municípios não pagam nenhum imposto, as outras espécies são devidas. - Essa imunidade tem o objetivo de preservar o equilíbrio federativo. - Vale também para autarquias e fundações públicas também são pessoas jurídicas de direito público. - É extensivo às associações públicas.

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Obs.: Empresas públicas e Sociedades de economia mista: -Prestadoras de serviços público= são imunes (Ex. Correio); -Exploradoras de atividade econômica= não possuem imunidade (BB, Petrobrás), pois concorrem com entidades privadas. 2. Imunidade Religiosa – Art. 150, VI, “b”, da CF/88. - Não pagam impostos os templos de qualquer culto. Conceito: instituições religiosas (todas) não pagam nenhum IMPOSTO, outras espécies são devidas. PERGUNTA: Essa imunidade também vale para áreas contíguas ao templo? RESPOSTA: Sim, desde que possuam o mesmo número de matrícula. Lembrar que se o imóvel for locado, e a igreja funcionar como locatária, o imóvel não terá imunidade, mas, se for da igreja ela alugar a um terceiro (igreja locadora), aí a imunidade permanece.

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QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. (OAB/CESPE – 2007.3.PR) Considera-se constitucional projeto de lei que A) tribute a renda dos servidores dos estados em níveis superiores aos que fixa para os servidores federais. B) institui isenção de ICMS nas regiões mais pobres do Brasil. C) institua alíquotas de IPI inferiores para produtores instalados nas regiões mais pobres do Brasil. D) tribute a renda das obrigações da dívida pública dos estados em níveis superiores aos que fixa para as obrigações da União. 2. (OAB/CESPE – 2007.1) O poder de tributar não é absoluto, pois a Constituição Federal impõe às entidades detentoras de capacidade tributária algumas limitações. Acerca das limitações à competência tributária, assinale a opção correta. A) A norma constitucional impõe que os impostos sejam criados por lei complementar. B) É lícito ao presidente da República reduzir a alíquota do imposto sobre produtos industrializados por decreto presidencial. C) As anuidades devidas aos conselhos de fiscalização profissional são fixadas e majoradas por resoluções dos respectivos conselhos. D) Pelo princípio da anualidade tributária, é vedado à União, aos estados, ao DF e aos municípios cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que a lei que os instituiu ou majorou tenha sido publicada. 3. (OAB/CESPE – 2007.2) De acordo com o CTN, para que uma instituição de educação sem fins lucrativos goze da imunidade tributária relativa ao pagamento de impostos sobre seu patrimônio, renda ou serviços, ela deve A) abster-se de distribuir mais do que 5% de seu patrimônio ou de suas rendas. B) nomear apenas diretores brasileiros. C) aplicar ao menos 50% de seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. D) manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades que assegurem a exatidão das informações.

GABARITO: 1.C; 2.B; 3.D.

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TEMAS TRATADOS EM SALA

1. IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS (CONTINUAÇÃO) 1) Recíproca 2) Religiosa 3) Partidos Políticos (art. 150, inciso VI, letra “c” da CF). Protege as seguintes pessoas: a) Partidos Políticos b) Sindicatos de Trabalhadores e suas Fundações c) Entidades de Educação sem fins lucrativos d) Entidades de Assistência Social sem fins lucrativos* = Art. 14 do CTN

Incisos I,II e III do Art. 14 do CTN = requisitos para que uma entidade assistencial tenha direito a imunidade. * Importante: Para que tais entidades tenham reconhecida a imunidade exigisse a comprovação de 3 requisitos (art. 14 do CTN): a) Não fazer distribuição de patrimônio ou receita; b) Aplicar integralmente no Brasil seus recursos; c) Manter a regularidade contábil. 4. IMUNIDADE DE IMPRENSA – Art. 150, VI,“d” da CF/88 Imunidade dos livros, jornais, periódicos e papel para a sua impressão. Objetivo= baratear a difusão cultural. PERIGO: Trata-se de imunidade objetiva, que só afasta os impostos do produto = IPI, II e IE, ICMS. A editora paga todos os outros tributos. Importante: O papel segundo a Constituição Federal de 1988, é o único insumo imune. Matérias primas para a elaboração destes itens possuem imunidade, salvo a tinta. Para o STF papéis e filmes fotográficos também possuem imunidade. Livro no formato de CD ROM também é imune. PERGUNTA: Material de conteúdo adulto tem imunidade – Revista pornográfica? RESPOSTA: Sim, de acordo com STF NÃO IMPORTA O CONTEÚDO DA PUBLICAÇÃO.

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TRIBUTOS Conceito de Tributo . Aquisição de bens em realização de capital não recolhem ITBI 7. -Sempre surge da lei.1 Espécies Tributárias: 1º impostos 2º Taxas 3º Empréstimos Compulsórios 4º Contribuições de Melhorias 5º Contribuições Especiais É o fato gerador que cria o tributo. Exemplo: “O contrato de locação de imóvel que transfere” aos inquilinos o dever de pagar IPTU durante a locação não produz efeito perante o fisco. Pequenas Glebas Rurais São Imunes a ITR 6. não podem ser opostas à Fazenda Pública). de recepção livre e gratuita é imune a todos os tributos. sendo irrelevante a denominação e a sua destinação. -Nunca nasce do contrato – (Convenções particulares.. -2– . b) Prestação pecuniária (em moeda): o tributo é sempre uma obrigação de dar (Quantia em dinheiro ao Estado). Artigo 156 inciso XI. d) Prestação compulsória: pagamento não é facultativo e) Tributo é cobrado por lançamento: é cobrado por atividade plenamente vinculada. 2. Transferência de bens imóveis adquiridos por desapropriação não paga ITBI 8. 2. 3º do CTN: Tributo é .A dação em pagamento no direito tributário deverá obedecer os seguintes requisitos: -Lei especifica autorizando -O bem deve ser imóvel – Para não violar o dever de licitação -O fisco deve manifestar interesse no bem ofertado c) O tributo não constitui sanção por ato ilícito Tributo= surge de ato lícito (fato gerador) é diferente de multa= surge da prática de um ato ilícito (infração). da CF/88 . Serviço de Rádio Difusão Sonora (rádio) e radio difusão de sons e imagens (TV). Nunca obrigação de fazer ou não fazer.Art.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO ...NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 25/03/2009 Aula: 3° OUTRAS IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS 5. a) Uma obrigação legal.

-3– . IR (Imposto sobre a Renda). Impostos Estaduais: ICMS (Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços). Imposto sobre ganho capital.1. II (Imposto sobre a Importação). ainda que seja doação de imóvel. A relação causal não pressupõe uma atividade do Estado. Impostos Municipais: IPTU (Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana). Atenção 1: Quem pode criar impostos novos (residuais)? Ex. (leasing) ITCMD = qualquer doação paga esse imposto. ISSQN (Imposto sobre serviço de qualquer natureza). Para o STJ o ISS é devido sempre no local da prestação. Imposto único Argentino.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 25/03/2009 Aula: 3° 2. porque os impostos não estão relacionados a uma atividade do Estado. ITR (Impostos Territorial Rural) e IGF (Imposto sobre grandes fortunas). Impostos Federais: IOF (Imposto sobre operações financeiras). ITCMD (Imposto sobre a transmissão causa mortis e doações). porque no caso do imposto a lógica é que o contribuinte age. IPVA (Imposto de propriedade de veículos automotores ou automotivos). Argumentos do STF: o IPVA nasceu em substituição à taxa rodoviária. b) transporte interestadual c) transporte intermunicipal IPVA = barcos e aeronaves não pagam este imposto. monotributo.1 IMPOSTOS São tributos desvinculados (independem de atuação estatal). Os impostos são chamados de tributos unilaterais. A Lei que cria o imposto é a Lei Ordinária. IR = a CF/88 prevê três critérios informadores da cobrança do IR: a) progressividade: o imposto será graduado segundo a capacidade contributiva b) generalidade: todas as pessoas devem pagar c) universalidade: todas as rendas são tributadas IGF -Esta sob reserva de lei complementar -Não tem prazo para ser criado -Sujeita-se as duas anteriores e aos princípios da anualidade e da noventena. o artigo 158 da CF diz respeito que 50% do IPVA fica no Município do registro do veículo. IE (Imposto sobre a Exportação). Antigamente os impostos eram chamados de tributos sem causa. ITBI (Imposto sobre a Transmissão de bens inter vivos). o contribuinte paga.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . (Mas doação imobiliária com encargo paga ITBI) ICMS = somente três serviços pagam esse imposto: a) comunicação. não tem como causa uma atuação governamental. Não pagam ISS no caso de locação e arrendamento mercantil. o constituinte deixou implícita a idéia de que o IPVA só incide em veículos terrestres. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

alíquotas diversas de acordo com o uso do imóvel. 78. a qualquer título. II da CF/88. IPVA. I. retributivos. QUESTÕES SOBRE O TEMA 1. Coleta de lixo. 145. pois dependem de uma atuação estatal. Distrito Federal e Municípios ( é uma competência comum). II. também. Estado. contraria dispositivo constitucional que.3) Assinale a opção correta no que se refere aos impostos de competência dos municípios.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 25/03/2009 Aula: 3° Resposta Art. Ex. ICMS. sendo o comprador domiciliado em Goiânia – GO e o vendedor. 154. Atenção 2º: Quem pode instituir Imposto Extraordinário de Guerra? Resp. Atenção 3º: Quais são os impostos de competência do Distrito Federal? Os Estaduais + Municipais: IPTU. Art. Ex. 145. -4– . 154. A) Um município que institui lei estabelecendo alíquotas progressivas para o imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) em razão do valor do imóvel e. Podem ter base de cálculo e fato gerador próprios de outro imposto. São também chamados de tributos remuneratórios.1. em Imperatriz – MA. de bem imóvel. taxa de água. O estado age e o contribuinte paga. -As taxas não terão base de cálculo própria de impostos – Art. Tipos de taxas: 1º Taxa de Polícia – Art. (OAB/CESPE – 2007. CTN: È aquela cobrada quando o estado realiza FISCALIZAÇÃO sobre o particular. veda o estabelecimento de alíquotas diversas para o IPTU. 2º não tenham fato gerador e base de cálculo de outro imposto. -São tributos vinculados. taxa de fiscalização ambiental. B) Considere-se um ato de compra e venda de bem imóvel localizado no DF. ISS. -São criadas por lei ordinária -Competência: União. Ex. será devido ao DF o imposto sobre transmissão inter vivos. Nesse caso. 2º Taxa de Serviço: É aquela quando o estado presta serviço público específico e divisível (uti singuli).2 TAXAS – Art. São também chamados de tributos bilaterais. telefonia fixa. taxa de luz. transporte coletivo. ITBI.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . A fiscalização deve ser efetiva. Previsto ou não entre os impostos federais. contraprestacionais ou sinalagmáticos. ATENÇÃO 1º: Se o serviço for indivisível (uti universi) a taxa é inconstitucional. §2º. vigilância sanitária etc. por Lei complementar criar impostos não discriminados na CF/88 desde que: 1º sejam não cumulativos. CF/88. nunca potencial. por ato oneroso. tendo como parâmetro o uso do bem imóvel. ATENÇÃO 2º O uso pode ser efetivo ou potencial serviço à disposição. ITCMD 2. CF/88 – Cabe à União. taxa judiciária. CF/88 – Cabe à União por lei ordinária criar o Imposto Extraordinário de Guerra. gás canalizado.

3. Nesse caso.PR) Considere-se que Mauro deseje montar uma editora e. B) imposto de renda sobre o lucro da empresa. fixar as alíquotas máximas. C) ICMS sobre o papel destinado à publicação de periódicos. B) importação de bens por particulares ou sociedades desvinculadas ao comércio. esteja inserido o planejamento tributário da empresa. C) prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. tributo pertencente aos estados e Distrito Federal. D) a prestação de serviços de transporte entre contribuintes e não-contribuintes de estados diferentes.NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 25/03/2009 Aula: 3° C) Compete à lei ordinária fixar as alíquotas mínimas do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS). Mauro terá de pagar A) IPI sobre os livros publicados. 2. a lei municipal contraria o texto constitucional. (OAB/CESPE – 2007.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO . Nessa situação. pois apenas a Constituição Federal pode dispor acerca da exclusão da incidência do ISS sobre a exportação de serviços. D) Considere-se que certo município edite lei excluindo o ISS sobre exportações de serviços para países da América Latina. D) IPI sobre os jornais a serem produzidos.SP) O ICMS. e à lei complementar. 3. -5– .3. (OAB/CESPE – 2007. não incide sobre A) a alienação de mercadorias entre contribuintes de estados diferentes. em seu projeto de negócio.

-6– .NOTURNO Disciplina: Direito Tributário Prof: ALEXANDRE MAZZA Data: 25/03/2009 Aula: 3° GABARITO: 1. 3.OAB 1ª FASE – EXTENSIVO .B. 2.C.B.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE .

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560/98 . seja para formular política pública ou recursos. Obrigações: 1ª) Manter registro das atividades por 18 anos. b) Adolescente = 12 e 18 anos. Pode ser feito: a) Registro de nascimento. ou.2) Modalidades de conhecimento de Paternidade. b.069/90 Prof. 10. 2º do ECA: a) Criança = 12 anos incompletos. “a”. d) de manifestação expressa perante o juiz. 4º § único. desde que essa aplicação seja excepcional e expressamente prevista em lei.1) Lei nº. • Adoção. 2ª) Fazer a impressão plantar em digital do bebê e da mãe.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . 3) Direitos Fundamentais: . Pode ser: • Administrativo Sempre será voluntário (Lei 8560/98). 227. ECA independentemente da situação que esteja. letra: “c” e “d” Tem preferência na ação do Executivo.Trata do reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento (art. b. 4) Direito à convivência familiar e comunitária. “b” precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública. Modos de aquisição da família substituta: • Guarda. • Judicial É o caso de Ação de investigação de Paternidade 1 .: Guilherme Madeira Data = 09/06/2009 TEMAS TRATADOS EM SALA ECA – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE PARTE CIVIL 1)Objeto – art. 19. ECA primazia na proteção e no socorro em quaisquer circunstâncias. 227. a) Prioridade Absoluta art. 8. 1º). 1º. • Tutela. c) Por testamento ainda que incidentalmente manifestado. ECA =obrigações dos hospitais e estabelecimentos de atenção à saúde da gestante. b) Por meio de escritura pública ou particular. CF e art.Art. • Art.NOTURNO ECA – Lei 8. ECA) Exceção = Família substituta. b) Estado de Filiação .Sobre reconhecimento de paternidade. 2) Princípios a) Proteção Integral art. Atenção: Pode o ECA ser aplicado à pessoa maior de 18 anos e menor de 21 anos. CF. Atenção: Ainda que o testamento seja revogado na parte em que é efetuado o reconhecimento ele é válido. a) Regra = A criança e o adolescente tem direito a ser criado no seio de sua família (art.

f. Quem pode ser escusado encontra-se nos incisos do art.2) Família Substituta é a que se coloca no lugar da família natural: Guarda. 1. 33.2) O juiz pode nomear o próprio tutor para fiscalizar os atos do tutor. (art.1. 1. CC).740. ECA). Ela obriga a prestação de assistência material. 1. 1.3) Guarda Previdenciária (Art. 1.748 São funções que precisam de autorização judicial. (art. Significa pedir para não assumir o encargo da tutela. 1. 1.3) Responsabilidade pessoal do Juiz (art.Hipóteses do art.§ 3º. ECA). b) Modalidades: • Testamentária.737).1. 5) Guarda a) Noção: É umas das modalidades de colocação de família substituta que não implica necessariamente em perda ou suspensão do poder familiar.4) Responsabilidade do Tutor (art. (art. CC). 1. CC).§ 2º.1) Família natural é a formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. 6) Tutela a) Noção: Trata-se de forma de colocação em família substituta em que há necessariamente perda ou suspensão do poder familiar. 33. Atenção: Para o estrangeiro somente é possível à adoção. 25. CC). CC) • Dativa.729. CC). A Lei de benefício da previdência social não contempla mais aquele que esteja sob a guarda do segurado como seu beneficiário. e) Funções/ Poderes da tutela (art. 1. 4) Família Natural e Família Substituta 4.: Guilherme Madeira Data = 09/06/2009 Pode ser: Voluntário ou Forçado.4) Guarda Especial (art.735. (art.Outras Funções Art. f.1) Guarda Provisória (Art. .732. CC. c) Quem não pode exercer a tutela (art.NOTURNO ECA – Lei 8.752. ECA) 4. 34. 1.736 e 1. 1. b.737.750. (art.750: Bens imóveis só podem ser vendidos ser houver autorização judicial e manifesta vantagem. caso o pai tenha sido vítima de vício do consentimento no momento do reconhecimento de paternidade.1) Art. O tutor dativo é o juiz. d) Escusas dos tutores (art. (art. ECA). 1. Tutela ou Adoção. 33. ECA) b) Modalidades de guarda: b. f) Proteção ao patrimônio do pupilo. Pode se opor á terceiros e aos pais. b. Atenção: Somente pode ser promovida a ação negatória de Paternidade. moral e educacional à criança ou ao adolescente.§ 1º.OAB 1ª FASE EXTENSIVO .2) Guarda definitiva/Permanente (Art.747. CC). . f.744.069/90 Prof. b. CC).731.736 e art. Quem nomeia são os pais em conjunto em testamento ou documento autêntico. 2 . f. ECA). • Legitima. 33.

ECA).1) Não se pode adotar por procuração (art. § 1º. Atenção: Pode seguir o regime do ECA. • No ECA 18 anos. e. 1. CC).Dispensável o consentimento. Revogação do ECA.Regra É obrigatório.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . 45.618. § 2º.764. g.NOTURNO ECA – Lei 8. f) Efeitos da Adoção .763 e 1. Atenção 1: Se o casal pretender adotar basta que um deles tenha 18 anos. d) Permissões interessantes: d. • Desde que haja acordo sobre guardas e visita. g) Estágio de convivência (art.. § 1º e 1. Atenção 2: O consentimento dos pais é revogável até a publicação da Sentença concessiva da adoção.40.2) Ascendentes e irmãos do adotado (art. Vale o CC = idade mínima 18 anos = art.1) Para o nacional o juiz fixa um prazo e pode ser dispensado se o adotado tiver menos de 1 ano de 3 . § 5º do ECA). 42.1) Do menor (art.: Guilherme Madeira Data = 09/06/2009 g) Cessação da Tutela (art. ECA).619. ECA).2) Adoção por casais separados ou divorciados (art. 1. 7) Adoção a) Idade máxima do adotado (art. § 4º . § único).2) Dos genitores: . ECA). . (art. Atenção 1: Se houver paternidade definida no registro os pais registrados deverão ser citados no processo de adoção. Atenção 2: Diferença de idade entre a adotante e a adotada. e) Consentimento: e.621. § 1º do ECA) É possível para um dos cônjuges ou companheiros adotar o filho do outro. • No C. É obrigado o consentimento do menor que seja maior de 12 anos.3) O tutor não pode adotar o pupilo enquanto não saldar o débito de sua administração. . 1. Mas pode haver adoção pelo colateral.069/90 Prof. 1. É externado em audiência perante o promotor e o juiz. ECA). § 2º do ECA). c.C.1) Adoção unilateral (art. 46.3) Adoção “post mortem” (art. não há idade máxima.620. CC e art. 42.624. b) Idade mínima do adotante CC.A adoção é irrevogável e estabelece laços entre a família do adotante e o adotado. se já estava sob tutela ou guarda dos adotantes e o pedido se iniciou até os 21 anos. d.1. c) Vedações para Adoção: c. c. desde que comprovada a estabilidade da família. 40.39. 42. CC). (art. d. CC). • Desde que tenha se iniciado o estágio de convivência na constância da sociedade conjugal.O Estágio de convivência ocorre porque entende-se que a adoção é um ato único mas pode não dar certo e portanto faz um teste entre adotante e adotado. 41. nos casos dos art.

c) Cabimento (art. ECA) c. 198) c.: Guilherme Madeira Data = 09/06/2009 idade ou.NOTURNO ECA – Lei 8. . 186. .2) Reiterada prática de grave ameaça 3 anos. 46. 4 . g. .069/90 Prof. já tiver convivido por tempo suficiente. . Atenção: O adolescente não precisa de autorização para viajar dentro do território nacional. se aplica a criança e ao adolescente.Art.Criança com até 2 anos de idade – prazo mínimo de 15 dias.Criança com mais de 2 anos de idade – prazo mínimo de 30 dias. 83 – viagem ao território nacional e só se aplica a criança.1) AR com violência/ grave ameaça c.Apreensão do adolescente em flagrante e encaminhamento do MP.Excepcionalidade. § 3º) defesa prévia Audiência em Sentença (art.Art.É a conduta equiparada a crime ou contravenção . 83 e 84. 121 a 125) b) Princípios . O estágio é cumprido em território nacional. (arquivar e remissão) ouve menor pais testemunhas juiz recebe oferecer representação Audiência (apresentação) continuação INTERNAÇÃO a) Definitiva (art.2) Estágio de convivência no caso de adoção internacional (§ 2º do art. APURAÇÃO ATO INFRACIONAL .OAB 1ª FASE EXTENSIVO . 8) Autorização para viajar ( art. 84 – viagem ao estrangeiro. sendo maior de um ano. (art. ECA) . ECA).Brevidade. 122.3) reiterada e injustificada descumprimento de outra medida 3 meses.

art. 241-C.OAB 1ª FASE EXTENSIVO . 5 . mas duas coisas devem ser observadas: • a) Liberação compulsória aos 21 anos • b) Reavaliação periódica no máximo a cada 6 meses. 241-B. PORNOGRAFIA INFANTIL 1) Conceito de pornografia = art. caput e 241-A.: Guilherme Madeira Data = 09/06/2009 Atenção 1: A internação não possui prazo determinado. Pode ficar em estabelecimento prisional de adulto pelo prazo máximo de 5 dias e desde que não haja contato com os adultos.1) Prazo máximo: 45 dias. desde que o juiz não o proíba na sentença. 241-D. Súmulas 338 e 342 do STJ. 241-E. art. 2) Posse de fotos 3) Comércio de fotos 4) Crime no MSM 5) Crime no Orkut art. art. d) Internação provisória d. 241.069/90 Prof.NOTURNO ECA – Lei 8. Atenção 2: É possível atividade externa.

que deve ser objeto de ação penal pública incondicionada. roubaram dinheiro do caixa de uma padaria. medida socioeducativa de internação.D.1 Com relação às infrações administrativas e aos crimes praticados contra crianças e adolescentes. B. b) A representação do Ministério Público no que se refere à proposta de instauração de procedimento para aplicação de medida sócio-educativa independe de prova pré-constituída de autoria e materialidade. 2. por ocasião do parto. d) O professor ou responsável por estabelecimento de ensino que deixa de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento e que envolvam suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente pratica crime 3) OAB. a) A remissão.NOTURNO ECA – Lei 8. a) O agente que produz ou dirige representação televisiva ou cinematográfica utilizando-se de criança ou adolescente em cena pornográfica ou de sexo explícito pratica crime. Com base nessa situação hipotética. guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento comete infração administrativa. c) Será competente o juiz da infância e juventude do lugar da ação ou omissão.OAB 1ª FASE EXTENSIVO .CESPE/2008. inclusive nos casos de concurso com a jurisdição comum. caso fique demonstrado que todos quiseram praticar o fato e possuíam plena capacidade de entender o caráter ilícito dele. como forma de extinção ou suspensão do processo. que só admite a modalidade dolosa e deve ser processado mediante ação penal pública condicionada à representação. e Lino. B) Leo não será processado criminalmente por sua conduta. Lino e Lúcio serão processados criminalmente pelos seus atos.: Guilherme Madeira Data = 09/06/2009 QUESTÕES SOBRE O TEMA 1) OAB. com 17 anos de idade. assinale a opção correta de acordo com o ECA. Lúcio. pratica crime. nesse caso. é correto afirmar que A) Lúcio e Lino praticaram ato infracional e responderão a procedimento junto à Vara da Infância e Juventude. excepcionalmente. visto que os demais autores do fato são menores de idade e. 3. com 11 anos de idade. com 18 anos de idade. idade em que a liberação será compulsória. para ambos. observadas as regras de conexão e continência. 6 .Acerca do procedimento de apuração do ato infracional e de execução das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).1. podendo ser aplicada. desde que situado no mesmo estado da Federação do juízo processante 2) OAB. pode ser aplicada em qualquer fase do procedimento ou depois de proferida a sentença. D) Lúcio poderá.069/90 Prof. as condições de caráter pessoal se comunicam. A. ficar submetido a medida sócio-educativa de internação até completar 21 anos. b) O médico ou enfermeiro que deixa de identificar corretamente o neonato e a parturiente.CESPE/2008.Os irmãos Leo. C) Leo. d) A execução da medida de proteção poderá ser delegada à autoridade competente do lugar onde residem os pais da criança.CESPE/2008. c) O agente que submete criança ou adolescente sob sua autoridade. GABARITO: 1.2. assinale a opção correta.

Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes ÉTICA PROFISSIONAL .

Procurador Geral da República) A incompatibilidade pode ocorrer antes da inscrição nos quadros da OAB. INCOMPATIBILIDADE E IMPEDIMENTO Incompatibilidade (art. EAOAB) . Federal. Estados ou Municípios. EAOAB São impedidos: I – os servidores da administração direta. 11. carga de autos ou inépcia) XXVI a XXVIII Pena de Exclusão (infração trata de crime) -----------------Pena de Multa -1– . INFRAÇÃO E SANÇÃO Art.09 Prof. O impedido pode advogar contra todas as pessoas que não estão elencadas no artigo 30. Estadual ou Municipal) VI – Militares na Ativa ( Marinha. 28.05. 28 é inconstitucional.Incompatibilidade Temporário licenciamento da inscrição (art. Obs2: a incompatibilidade se estende a TODOS os funcionários MP. §2º coordenadores ou diretores de cursos jurídicos não serão incompatíveis. 12. III – Funcionário Público em cargo ou função de direção IV – Funcionários do Poder Judiciário V – Polícia (Civil ou Militar. Juiz Federal e membros do MP / TC da União. EAOAB): proibição parcial para o exercício da advocacia. portanto poderão advogar livremente 2. contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora II – membro do Poder Legislativo contra ou a favor de todo grupo do serviço público Exceção: art. EAOAB (Ex: Gerente Jurídico do Banco. 34 EA I a XVI e XXIX Pena de Censura (Ato) XVII a XXV Pena de Suspensão (infração trata de dinheiro. O incompatível não se inscreve na OAB. A expressão “Juiz Eleitoral” presente no art. Obs: Juiz Eleitoral foi excluído da incompatibilidade (ADIN 1127-8).04. Marco Antonio Araújo Jr. 30.Ética Profissional Extensivo – Noturno . portanto.Incompatibilidade Definitiva cancelamento da inscrição (art. IV. 29. 30. parágrafo único docentes dos cursos jurídicos não serão impedidos. indireta e fundacional. Se era advogado antes e passou a ser incompatível: . Defensor Público. 28. Exercito ou Aeronáutica) VIII – Tributo L ança A rrecada F iscaliza IX – Gerente ou Diretor de Banco Exceções: atividade exclusiva – art. poderão advogar livremente Art. Juiz do Trabalho. EAOAB) É a proibição total para o exercício da advocacia São incompatíveis: I – chefe do poder executivo + vices e membros da mesa do Poder Legislativo II – Juiz de Direito. EAOAB) Impedimento (art. Aula: 3 Temas tratados em aula: 1. II.

39. Para que seja punido por crime infamante é necessária condenação com trânsito em julgado. exercício de cargo ou mandato assíduo e proficiente na OAB. A censura fica registrada no prontuário do advogado enquanto a advertência não. Hipóteses de aplicação: . art. XXVI a XXVIII. Aplica-se a exclusão . 34 (crime) . É uma pena pública publicada no DOE. a censura deverá ser convertida em advertência escrita por ofício reservado. Reabilitação -2– .1. Ex: suspensão + multa Multa é pena pecuniária que varia de 01 a 10 anuidades. Deverá ser recolhida ao Conselho Seccional da inscrição principal do advogado infrator. Crime infamante é qualquer crime contrário à honra. 34 (ato) . 2. Aplica-se a suspensão: . art. 2. a suspensão varia de 30 dias a 12 Exceção: falta de prestação de contas ao cliente (art. não se publica no DOE.05. 37 EA) Proibição de exercer a advocacia em todo território nacional É uma pena pública que deve ser publicada no DOE.Inc. Suspensão (art.09 Prof.Contra infração do Estatuto da Advocacia que não tenha pena maior prevista Na aplicação da censura. Prescrição PPP = prescrição da pretensão punitiva 05 anos da ciência oficial dos fatos PI = prescrição intercorrente/intertemporal/interprocessual se o processo ficar pendente de despacho ou de data de julgamento por mais de 03 anos 2. Aula: 3 A inidoneidade moral está relacionada com crime infamante.reincidência em infração disciplinar (reincidência específica – reincide na mesma infração) Regra geral. Não é pena pública.I a XXXIX . XXI)– 30 dias até efetiva prestação de contas Deixar de pagas as contribuições da OAB – enquanto não pagar Praticar erros reiterados que demonstrem inépcia profissional – 30 dias até aprovação em novas provas de habilitação Exclusão (art.Inc XVII a XXV. Penas Censura Representa um registro no prontuário do advogado. EAOAB) É a pena mais grave do Estatuto e acarreta o cancelamento na inscrição.1. 34 .04.1. para aplicar a exclusão é necessária manifestação favorável do Conselho Seccional pelo quorum de 2/3. Marco Antonio Araújo Jr. art. relevantes serviços prestados à advocacia ou causa pública).Ética Profissional Extensivo – Noturno . 38.Aplicação da terceira suspensão Em qualquer dessas hipóteses. Multa (art. primariedade. EAOAB) Trata-se de sanção acessória agravante. 34.Contra qualquer infração do código de Ética e Disciplina . se for constatado que o advogado punido apresentar circunstâncias atenuantes (infração praticada na defesa de prerrogativas profissionais do advogado. à dignidade e à boa fama de quem pratica.

Se a condenação se deu em razão de crime. Se não comparecer. Tal defesa não abrange o mérito. 3. PROCESSO DISCIPLINAR O Tribunal de Ética e Disciplina julga os processos. O TED do Conselho Seccional da inscrição principal será responsável por aplicar a suspensão preventiva e julgar o processo disciplinar. terá direito de defesa pelo prazo de 15 minutos (possível a autodefesa). será nomeado advogado dativo que apresentará defesa pelo mesmo prazo.Ética Profissional Extensivo – Noturno . que será aplicada pelo Conselho Seccional da Inscrição Principal Exceções: CF – CF: se a infração for praticada contra o Conselho Federal. nesta hipótese. 01 ano após o cumprimento da pena fazendo com prova bom comportamento pode se requerer à OAB a reabilitação disciplinar.05. § 3º EA.04. O TED é um órgão do conselho seccional. É uma pena cautelar que será aplicada ao advogado que praticar infração disciplinar capaz de gerar repercussão negativa à dignidade da advocacia. a reabilitação disciplinar estará vinculada à reabilitação junto ao juízo criminal.09 Prof. apenas o cabimento ou não da suspensão preventiva. Existe um TED nas subseções podem instaurar e instruir mas não julgam. b) Julgar o processo disciplinar no prazo de 90 dias sob pena de baixar a suspensão. 70. Marco Antonio Araújo Jr. Aula: 3 Em regra. é o próprio Conselho Federal quem julgará o processo disciplinar. Caso compareça. Suspensão Preventiva = art. A infração será julgado pelo TED do local dos fatos por estar mais perto das provas e indicará a pena. Se a infração for praticada pelo Presidente do Conselho Seccional quem julga é Conselho Federal e quem aplica a pena é o Conselho Seccional da inscrição principal. A suspensão preventiva deverá ser aplicada logo após o cometimento da infração disciplinar. não existe em âmbito federal. Requisitos para aplicação da suspensão preventiva: a) Notificar o acusado para que compareça a uma sessão especial do TED. -3– .

(OAB CESPE NACIONAL 2008. convidando o esposo de sua cliente para tomar uma cerveja em sua companhia. Nessa situação. 2. c) As Seccionais da OAB têm imunidade tributária para o IPTU. independentemente de aprovação no exame de ordem. 2. Tendo profunda convicção religiosa quanto à indissolubilidade dos laços conjugais. 3. sob a acusação de violação de sigilo profissional. b) exclusão.05. visto que o advogado estabeleceu entendimento com a parte adversa sem autorização de sua cliente. deve-se aplicar pena de a) censura. c) não constituiu infração disciplinar. intervir no conflito do casal. Na situação acima descrita. (OAB CESPE NACIONAL 2008. c) suspensão. b) Presidente de Conselho Seccional de estado da Federação tem lugar reservado nas sessões do Conselho Federal. o causídico resolveu. a) Um ex-presidente do Conselho Federal da OAB tem direito a voz nas sessões do Conselho Federal.09 Prof. a conduta do referido advogado a) constituiu infração disciplinar tão-somente pelo fato de o advogado utilizar-se de meio impróprio — a ingestão de bebida alcoólica — para a obtenção do entendimento com a parte adversa. e venha a ser condenado. d) multa progressiva.1) Um advogado regularmente inscrito na OAB percebeu que os conflitos existentes entre uma cliente que representa e o esposo dela devem-se à dificuldade deste em expressar a ela o seu afeto.A -4– .D. Gabarito: 1. d) constituiu infração disciplinar. juntamente com a delegação de seu estado e com direito a voto. sem que sua cliente o tivesse autorizado a fazê-lo.04.1) Assinale a opção correta em relação ao Estatuto da OAB.1) Considere que um advogado que nunca tenha sido punido disciplinarmente seja processado pela OAB. b) foi perfeitamente regular. Aula: 3 Questões sobre o tema: 1. por livre e espontânea vontade. pois fundamenta-se na utilização de métodos alternativos para a resolução de conflitos. ocasião em que estabeleceu entendimento. posto que o advogado agiu em defesa dos interesses de sua cliente.A. mas devem declarar e pagar anualmente o imposto de renda. d) Cidadão norte-americano que seja graduado em direito por universidade nos Estados Unidos da América pode inscrever-se diretamente como advogado na OAB/SP. 3) (OAB CESPE SP/2008.Ética Profissional Extensivo – Noturno . com retenção de honorários. em relação à causa. com este. Marco Antonio Araújo Jr.

Mala Direita / email . no máximo vai indicar uma pena.spam É proibida para não clientes É permitida apenas para clientes Mídia não pode a)Tratar de caso sob seu patrocínio. (Tribunal de Ética e Disciplina): é o resultado da atividade. composto por duas fases 1ª objetiva e 2ª subjetiva. 58 EAOAB. Publicidade na Advocacia – Art. pertence ao Conselho Seccional. -Não é órgão da OAB. pois fere o princípio da pessoalidade.E. Obs. 28 É permitida a publicidade na advocacia. educacional. quando houver moderação e discrição. EAOAB). b)Tratar de caso sob patrocínio de terceiros.09 Prof. -1– .05.: tudo que vale para o campo real também será aplicado ao campo virtual.03.ÉTICA PROFISSIONAL EXTENSIVO – NOTURNO . sem habitualidade.D.: Na mídia o Advogado poderá apenas tratar de casos genéricos. Função de se empenhar. 3° Conciliar os conflitos que envolvam advogados. 2° Orientar os advogados respondendo às suas consul tas. c)Conceder consultas. Pode -Jornal -Revistas -Periódicos -Títulos -Áreas de atuação -endereço de email Não pode -TV/Rádio -Fotográfia -Preço ou forma de pagamento -Cargos ocupados -Lista de clientes -Lista de ações Deve -Nome Completo do Advogado ou da Sociedade -Número da inscrição na OAB Ementas -Carro de Som (não pode) -Camiseta (não pode) -Adesivo na lataria (pode desde que seja moderado e discreto) Obs. 2. Seccionais -Lei 8906/94 – EAOAB (obriga o cumprimento do Código de Ética – Art. -Funções Principais: 1° Julgar o processo disciplinar (função + importan te). Marco Antonio Araujo Junior Aula: 1 TEMAS TRATADOS EM SALA Conselho Federal (dita as ordens para o exame de ordem) Conselho Seccional Caixa de Assistência aos Advogados (CAA): Aplica o exame de ordem –Art. Tribunal de Ética e Disciplina -Ementas do T. -Código de Ética e Disciplina -Regulamento Geral da EAOAB 1. 33.

Postulação em órgão judiciário é privativa de Advogado.03. JEF 10259/01 CLT (salvo em Recurso de Revista) Atividade Exclusiva: -Postulação em órgão judiciário (salvo as exceções) -Consultoria Jurídica -Assessoria Jurídica -Direção Jurídica OBS: Atos privativos praticados por quem não é advogado são nulos. Mandato Judicial Art. O prazo para juntada do mandato judicial é imediato. Atividade Privativa do Advogado – Art. no ato da postulação. Exceção: quando uma lei própria permitir postulação pela própria parte. de 20 a 40 salários mínimos é obrigatória a presença de advogado.Causas de 0 a 20 salários mínimos. Estados e Municípios) 4. O início do contrato de mandato se dá por duas formas: • Constituição = escolha. Consolida-se com a assinatura do instrumento. Também conhecido como mandato tácito. Marco Antonio Araujo Junior Aula: 1 3.05. -2– Sujeitam-se ao Estatuto e à legislação própria . • Nomeação: “ad hoc”: nomeado apenas para aquele ato. O cliente não conhece o advogado e a responsabilidade é limitada “aput acta”: o próprio cliente nomeia o advogado na ata de audiência.09 Prof. Atenção: o art. 5º induz a resposta! O prazo está no caput. onde o contratante-cliente outorga poderes ao contratado-advogado para que este possa representá-lo judicial ou extrajudicialmente. 8º a 18º do Código de Ética Trata-se de um contrato em espécie.: JEC – Lei 9099/95 . 5º Estatuto Arts. não necessita de advogado. Ex. 1° I EAO AB (Vide ADIN 1127-8) . Procuração é instrumento de mandato de mandato judicial e sempre será escrita. Estatuto da Advocacia O estatuto da advocacia se aplica: • Advogados • Estagiários • Procurador da Fazenda Nacional • AGU • Procuradores • Defensores (da União. Em grau de recurso sempre será necessária a presença de advogado. O cliente conhece o advogado e a responsabilidade é ilimitada. Nulidade a) Absoluta b) declarada de ofício a requerimento de interessado c) “Ex tunc” d) Imprescritíveis e) não é suprida nem sanada f) não convalesce.ÉTICA PROFISSIONAL EXTENSIVO – NOTURNO . escrito ou verbal.

Documentos / mídias/fotos/ conversas na diligência contra advogado não poderá ser usados contra cliente. poderá postular sem procuração. -Quando houver Interesses convergentes consensual – -Abstenção bienal – proibido advogar contra ex-cliente ou contra ex-empregador no prazo de 02 anos Art. -Conflito de Interesses – Art. Direitos dos Advogados / Prerrogativas – Art. msn.Art. 4. 16. 7° EAOAB I. Por medida judicial motivada. 7. comprometendo-se a juntá-lo em 15 dias. -3– . A prorrogação não é automática.05. -O decurso de tempo não extingue o mandato . prorrogáveis por mais 15 dias. 19 (Código de Ética) 5. Código de Ética.03.ÉTICA PROFISSIONAL EXTENSIVO – NOTURNO . 2. No substabelecimento com reserva de poderes o advogado substabelecido somente poderá cobrar honorários advocatícios do cliente outorgante com a anuência expressa do advogado substabelecente (Essa anuência equivale a uma cessão de crédito). Marco Antonio Araujo Junior Aula: 1 Exceção: em caso de urgência. notificação em cartório. c) Correspondências ou comunicações relacionadas ao exercício da advocacia: telefônica. 3° Renúncia : é o ato unilateral do advogado.Inviolabilidade: a) Local de Trabalho ou escritório são invioláveis. salvo a previsão do artigo 11 do Código. 2° Revogação: Ato unilateral do cliente Requisitos: a) Ciência inequívoca do advogado.Art. email. b) Juntada da revogação nos autos (marca o termo final do contrato).09 Prof. 18 o advogado renunciará um dos mandatos resguardando o sigilo profissional. Quebra da Inviolabilidade . Novo mandato não extingue o mandato antigo . Requisitos: a) Ciência inequívoca do cliente b) Juntada da renúncia nos autos c) Prazo de Permanência mínima (10 dias. email. Extinção do Mandato 1° Substabelecimento sem reserva de poderes (extingue o mandato do substabelecido anteriormente). Ex. Acompanhada pelo representante da OAB.presume-se a extinção do mandato.Art. escrita. Desde que presentes os indícios de autoria e materialidade da prática de um crime pelo advogado. 4° Arquivamento dos autos ou extinção do feito . 4. b) Ferramentas de trabalho do advogado. 1. O Advogado substabelecente só poderá efetivar o substabelecimento com a anuência do cliente outorgante. salvo se antes for substituído). §6 e §7 (incluídos pela Lei 11767/08). específica e pormenorizada (mandado de busca e apreensão. 11 do Código de Ética Incorrerá em infração disciplinar punível com censura o advogado que aceitar mandato com advogado constituído nos autos. quebra de sigilo) 3.

05. sem que sua cliente o tivesse autorizado a fazê-lo. e Júlio. ocasião em que estabeleceu entendimento. XI Questões 1. o causídico resolveu.CESPE/2008. seria impossível ingressar em juízo sem constituir advogado. a) Apenas na impetração de habeas corpus é possível ingressar em juízo pessoalmente. Antes de sentença transitada em julgado senão em sala de estado maior / instalações condignas assim reconhecidas pela na ausência prisão domiciliar LER Incisos VI. João impetrou habeas corpus em favor de seu irmão Jânio. assinale a opção correta. VIII.ÉTICA PROFISSIONAL EXTENSIVO – NOTURNO . b) Em ambas as circunstâncias descritas. visto que o advogado estabeleceu entendimento com a parte adversa sem autorização de sua cliente. d) constituiu infração disciplinar.03.CESPE/2008.Presença de representante da OAB quando preso em flagrante em razão da advocacia. c) Para ingressar com ação no juizado especial civil sem constituir advogado. IX.1) João. posto que o advogado agiu em defesa dos interesses de sua cliente. a conduta do referido advogado a) constituiu infração disciplinar tão-somente pelo fato de o advogado utilizar-se de meio impróprio — a ingestão de bebida alcoólica — para a obtenção do entendimento com a parte adversa. administrador de empresas desempregado. 2. por não disporem dos recursos financeiros necessários à constituição de advogado. prescindindose da constituição de advogado. resolveram ingressar em juízo pessoalmente. é necessário que se comprove formação universitária. Marco Antonio Araujo Junior Aula: 1 IV . c) não constituiu infração disciplinar. b) foi perfeitamente regular.1) Um advogado regularmente inscrito na OAB percebeu que os conflitos existentes entre uma cliente que representa e o esposo dela devem-se à dificuldade deste em expressar a ela o seu afeto. sob pena de nulidade ADIN 1127/8 FOI AJUIZADA PELA AMB (Associação dos Magistrados do Brasil). é possível ingressar em juízo pessoalmente. d) Tanto na impetração de habeas corpus quanto no juizado especial civil. mecânico. em causas cujo valor seja inferior a vinte salários mínimos. Tendo profunda convicção religiosa quanto à indissolubilidade dos laços conjugais. Na situação acima descrita.09 Prof. convidando o esposo de sua cliente para tomar uma cerveja em sua companhia. pois fundamenta-se na utilização de métodos alternativos para a resolução de conflitos. e Júlio ingressou com ação no juizado especial civil. intervir no conflito do casal. (OAB. (OAB. prescindindo-se da constituição de advogado. Tendo como referência essa situação hipotética.Prisão em flagrante . por livre e espontânea vontade. -4– . com este. em relação à causa.

advogado inscrito na OAB.1) Antônio. Nessas oportunidades. D. participa semanalmente de um programa de televisão. C. b) Antônio deve continuar a divulgar os telefones do referido instituto de defesa do consumidor. para fins informativos. exclusivamente. Marco Antonio Araujo Junior Aula: 1 3. Antônio aconselha os telespectadores a comparecer ao referido instituto. c) Antônio deve abster-se de responder com habitualidade consulta sobre matéria jurídica. sendo vedados pronunciamentos ilustrativos. fundado e dirigido por ele mesmo. permitidas todas as formas de manifestação pública do profissional regularmente inscrito na Ordem. tão-somente. sendo. além de divulgar os telefones de um instituto de defesa do consumidor que oferece assistência jurídica aos seus associados a preços módicos. esclarecendo dúvidas dos telespectadores a respeito de relações de consumo. educacionais ou instrutivos. portanto. com o intuito de promover-se profissionalmente.05.ÉTICA PROFISSIONAL EXTENSIVO – NOTURNO . salvo em noticiários e. de acordo com o princípio da publicidade e da livre expressão. d) Antônio deve. (OAB. pois o Código de Ética e Disciplina da OAB impõe ao advogado o dever da transparência. assinale a opção correta com base no Código de Ética e Disciplina da OAB.D. GABARITO: 1. a) Antônio deve deixar de participar do programa de televisão. Considerando a situação hipotética apresentada. 3. abster-se de debates sensacionalistas. 2.09 Prof. -5– . nos meios de comunicação social.CESPE/2008. visto que o Código de Ética e Disciplina da OAB proíbe essa participação aos advogados regularmente inscritos na Ordem.03.

.Ética Profissional Extensivo – Noturno .Quem julga é o TED do conselho seccional.Suspensão preventiva = pena cautelar . . b) Presidente do conselho federal = julga o conselho federal. • Instaura-se com a representação de qualquer autoridade. . . Marco Antonio Araújo Jr. .09 Prof.TED do conselho seccional.Quem aplica a pena é o Conselho Seccional da inscrição principal.TED indica a pena. FASES DO PROCESSO DISCIPLINAR ofício representação juízo de admissibilidade defesa prévia razões finais testemunhas 5 despacho saneador parecer preliminar PRESIDENTE SECCIONAL NOMEIA RELATOR instrução continuação arquiva liminar PCS Relator Instrução 1ª fase . .15.Características do processo disciplinar: • Instaura-se de ofício.Entre infração disciplinar e Sanção temos processo disciplinar. mas não precisa de advogado).Exceções: a) Infração pratica contra o conselho federal = quem julga é o conselho seccional.fase de instrução parecer preliminar relator instrução converte julgar a diligência TED presidente relatório nomear novo julgamento relatório -1– .06. • Instaura-se pela representação da pessoa interessada (não pode ser anônima. Aula: 3 e 4 Temas tratados em aula: REVISÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR: .

Decretada a revelia do acusado. que podem ser prorrogados a pedido do advogado.06. será de 10 dias o prazo para a juntada do original do recurso que foi interposto via fax. com deferimento do relator. Revisão do processo disciplinar: . o presidente do conselho seccional ou presidente da subseção.Se tinha prazo e não se defendeu se tornou revel.Só cabe em 02 hipóteses: a) Quando houver erro no julgamento. . . não tem julgamento antecipado. Aula: 3 e 4 Processo sigiloso .Os defensores (devidamente constituídos).E a autoridade judiciária competente. Regra: .Recurso prazo comum = 15 dias para as duas partes. 3) Subseção.Não é recurso. . 4) Caixa de assistência dos advogados.15. . para cada parte. . ou seja. • Não tem prazo posso pedir. -2– . . .1) Revisão • É julgada pelo próprio órgão julgador. 75 a 76 EA) 1) Competência 1) Conselho Federal.2) Recurso .Sustentação oral = prazo de 15 minutos. 1.Exceção: Está no regulamento geral. 2) Conselho Seccional.Defesa previa 15 dias. Quem tem acesso: . . Não tem suspensão do processo.Prazo Todos os prazos do estatuto são de 15 dias.Da instauração até o transito em julgado. Marco Antonio Araújo Jr.09 Prof. . Revelia: .Ética Profissional Extensivo – Noturno .Obs: Só vai para o Conselho Federal o recurso contra decisão do conselho seccional. 1ª fase: instrução 2ª fase: julgamento 3ª fase: recurso RECURSO (ART. a qualquer tempo mesmo depois do trânsito em julgado. b) Quando houver falsa prova na condenação.As partes. 1.Alegações finais (sucessivo) = 15 dias. deve nomear defensor dativo ao advogado processado. .É julgado pelo órgão superior.

É um serviço público especial.CAA . em relação a bens serviços e rendas. Porém 03 recursos não serão recebidos no efeito suspensivo: (art. Prazo de prescrição = conselho pleno diz que a prescrição é Vintenária. Marco Antonio Araújo Jr. XXVI. . Se não pagar tem 2 riscos: a) Pena disciplinar = suspensão de 30 dias até pagar. . mas o STF determinou que os funcionários obedeçam ao regime da CLT.Parte interessada (legitimidade ordinária) . 2) Processo de eleição – art.TED . OAB . Qualquer decisão da seccional admite recurso no Conselho Federal? . § 5º. 63. (art.Interessado . EA) .SUBSEÇÃO .15.Por causa da ADIN. Aula: 3 e 4 Da decisão .PCS (Presidente do Conselho Seccional) CONSELHO SECCIONAL Cabe Recurso CONSELHO SECCIONAL Legitimidade .Só 2 decisões da seccional admitem: • Decisão não unânime.Presidente do Conselho seccional (legitimidade extraordinária) CONSELHO FEDERAL Presidente do Conselho Seccional = Decisão monocrática / individual/ unitária.Ética Profissional Extensivo – Noturno .09 Prof. suspende a exigibilidade da decisão atacada. II EAOAB. . 137 a 144 RG) 1) Suspensão preventiva = art.A OAB não paga nenhum tipo de tributo. 70.Tem imunidade tributária total. § 3º do EA. 3) Exclusão do advogado que faz falsa prova na inscrição = art. A Contribuição Única = O advogado que recolher a contribuição anual da OAB estará isento do recolhimento da contribuição obrigatória sindical. . ímpar. 45. b) Processo = CDA (título executivo extrajudicial) contra o devedor advogado ou estagiário. É possível ajuizar uma ação de execução. certo e exigível. -3– . que não mantém vínculo hierárquico ou funcional com nenhum órgão da administração pública. os funcionários da OAB deveriam ser funcionários públicos e deveriam trabalhar por intermédio de concurso público.A natureza jurídica da OAB foi definida por uma ADIN 3026/2006 e diz que a OAB não é autarquia e nem possui regime especial.Tem personalidade jurídica própria e tem forma federativa. CDA = é crédito líquido. cumulado com o art. 34.06. EA. é uma instituição pública “sui generis”.Representado . 38. EA. (decisão por maioria de voto) • Decisão unânime que tenha ferido as leis da OAB ou jurisprudência da OAB 2) Efeitos: • Devolutivo • Suspensivo é quando se devolve ao órgão superior a análise da questão.

. ELEIÇÃO NA OAB . . . .Metade da renda do conselho seccional. o reconhecimento e a autorização de cursos jurídicos.ART 62 EA e ART. . Marco Antonio Araújo Jr. • Subseção. .Fixar tabela de honorários. .06. composta pelo: • Presidente do conselho seccional. • Conselheiros federais.Emite o parecer opinativo sobre criação. farmácia.Dispõe sobre a identificação dos advogados.Órgão estadual. devem ser encaminhados para a caixa de assistência dos advogados.Competência art. o patrimônio dela se incorpora ao patrimônio do conselho seccional. • Secretário geral. pode ser igual a um Município. 62 A 104 do RG .Tem sede no DF. 115 à 120 do RG. .Tem personalidade jurídica própria .É um órgão estadual. precisa do seguinte requisito: • O conselho seccional tem que ter mais de 1.Criar e intervir na subseção.Para o conselho seccional criar a Caixa. poderá ter conselho da subseção. . mais de um Município ou menos que um Município.Representa os advogados fora do país. . CONSELHO FEDERAL – ART. .Último grau recursal da OAB .09 Prof. . 58 do EA. . 60 a 61 EA e *ART. 121 à 127 do RG . Benefícios: descontos em livraria.Deferir ou indeferir a inscrição do advogado. CONSELHO SECCIONAL – ART.Para ser criada em uma região é necessário mais de 15 advogados inscritos. dentro do conselho seccional.Ética Profissional Extensivo – Noturno .Fixar anuidades.Se dá por intermédio de chapas.É regional.Se a caixa for extinta. depois de descontados os pagamentos obrigatórios.Competência: art.Deferir o traje dos advogados. .Órgão social da OAB. SUBSEÇÃO – ART. 56 à 59 EA e ART. . • Conselheiros seccionais.15. 51 à 55 do EA e *ART. .Formado por 04 órgãos: • Conselho Federal. • Conselho Seccional.Dispõe sobre os símbolos da OAB. . .Realizar conselho do Exame da OAB. CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS – CAA . .Se tiver mais 100 advogados. Aula: 3 e 4 FORMAÇÃO DA OAB: . • Vice-presidente do conselho seccional.Por Estado inclusive o DF.500 advogados inscritos no Estado. 105 à 114 do RG.Criar e intervir na CAA. 54 do EA. Grupo de pessoas do conselho seccional. . . • CAA. . -4– . possui previdência privada e plano de saúde.

permitida reeleição sem limites.O presidente do conselho federal pode se eleger de forma autônoma (não precisa ser eleito) .Quando a questão envolve seu estado.03 Conselheiros federais (não importa o tamanho do estado) .O conselheiro federal atua no interesse da advocacia nacional. CONSELHO FEDERAL . .São conselheiros seccionais = grupo que foi eleito na chapa = sempre em número de 03.06.Requisitos de elegibilidade para presidência na OAB: a) ter. ele não vota. no mínimo.A eleição na OAB tem voto secreto e é obrigatório para os advogados em dia com a anuidade. .Vice-presidente + tesoureiro + secretário geral + CAA.15. . DIREITO DE VOZ E VOTO . . .Voto obrigatório no conselho seccional da inscrição principal é facultativo no conselho secional na inscrição suplementar. . ou seja. Marco Antonio Araújo Jr. . de forma honorária (por mérito) e vitalícia.Presidente do conselho seccional.art. Subseção (se inscrito numa subseção). .O presidente do conselho federal. salvo de justificar.Se não votar paga pena de multa de 20% do valor da anuidade.Convidado: Presidente do instituto dos advogados. o cargo ou mandato na OAB. Aula: 3 e 4 • • • Tesoureiro. DICAS: . .O mandato na OAB é trienal.09 Prof. . não vota. 5 anos de inscrição. -5– .O número de conselheiros será proporcional ao número de advogados inscritos no Estado = no mínimo de 12. . d) não ocupar cargo exonerável “ad nutum” (a qualquer tempo).O presidente do conselho federal . . Informações importantes sobre eleição: . 2) Órgão especial do conselho pleno – ART. . divididos em cargos.O presidente do conselho federal é o presidente da OAB. terá que informar com 30 dias de antecedência da eleição.Advogado inadimplente ou estagiário. c) não ter sido condenado em processo disciplinar. b) estar em dia com as anuidades. máximo de 60. 74 a 83 do RG.Ética Profissional Extensivo – Noturno .Se for exercer o direito de voto. subseção e caixa • Conselho federal – 1º de fevereiro. COMPOSIÇÃO DO CONSELHO SECCIONAL .A eleição ocorre na segunda quinzena do mês de novembro.A diretoria é formada pelos conselheiros federais.Ex-presidentes do conselho federal. 84 à 86 do RG. do último ano do mandato anterior .O voto é por delegação. . 55. cada Estado tem um voto. . COMPOSIÇÃO DO CONSELHO FEDERAL . salvo se reabilitado. Não tem remuneração. .A posse na OAB se divide: • Conselho seccional (1º dia do ano). Diretoria da caixa de assistência dos advogados. § 3º do EA = tem direito de voto de desempate.Subdivide-se em 05 órgãos: 1) Conselho pleno – art.

09 Prof. advogados e estagiários inscritos na CNA. 98 à 99 do RG.O parecer da CNA não é de cumprimento obrigatório.Objetivos: • Tratar das finalidades da OAB. . . Marco Antonio Araújo Jr.15. 5) Presidente – art.Reúne-se uma vez a cada 03 anos (uma vez por mandato). 145 à 149 DO RG.Composição: • Membros efetivos = os conselheiros da OAB. Conselho Pleno Órgão especial do conselho pleno 1ª câmara 2ª câmara 3ª câmara Presidente do Conselho Federal Vice-presidente do Conselho federal Secretário geral Secretário geral adjunto Tesoureiro CNA – CONFERÊNCIA NACIONAL DOS ADVOGADOS – ART. . Esses convidados podem ser advogados (direito a voto) ou não advogados (direito a voz). 4) Diretoria – art.Ética Profissional Extensivo – Noturno . • Membros convidados = aqueles que a comissão organizadora convidar. 2ª e 3ª Câmaras – art. • Tratar do congraçamento dos advogados. portanto as conclusões das conferências da CNA têm caráter de recomendação. sempre no segundo ano do mandato. .06. 87 à 97 do RG. 100 do RG. presidentes da OAB. Aula: 3 e 4 3) 1ª.É o órgão máximo consultivo no conselho federal . -6– .

d) Cidadão norte-americano que seja graduado em direito por universidade nos Estados Unidos da América pode inscrever-se diretamente como advogado na OAB/SP. Gabarito: 1. contudo não pode compor qualquer órgão de Conselho Seccional em que esteja inscrito.15. b) O pedido de criação de um curso de direito depende de parecer opinativo da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB.A.SP/2008. c) As Seccionais da OAB têm imunidade tributária para o IPTU. assinale a opção correta. Marco Antonio Araújo Jr.1 . b) Presidente de Conselho Seccional de estado da Federação tem lugar reservado nas sessões do Conselho Federal. 3) OAB. a) Os defensores públicos federais não estão obrigados à inscrição na OAB por não exercerem a advocacia.1 .Ética Profissional Extensivo – Noturno .SP/2008. juntamente com a delegação de seu estado e com direito a voto. a) O Conselho Pleno do Conselho Federal da OAB é integrado pelos conselheiros federais das delegações e conselheiros seccionais de cada unidade da Federação. Assinale a opção correta em relação ao Estatuto da OAB. Assinale a opção correta no que se refere à advocacia pública. c) Os advogados da União são obrigados à inscrição na OAB para o exercício de suas atividades.B. por incompatibilidade.CESPE. mas devem declarar e pagar anualmente o imposto de renda. c) O conselheiro federal que integrar o Órgão Especial do Conselho Pleno não terá assento nas sessões do Conselho Pleno. d) A participação de Conselho Seccional da OAB em evento internacional de interesse da advocacia depende de expressa autorização do presidente da respectiva Seccional. b) Um procurador de estado exerce a advocacia pública e está obrigado à inscrição na OAB. 2. 2) OAB.09 Prof.1. d) Um consultor jurídico de estado da Federação regularmente inscrito na respectiva Seccional da OAB sujeita-se ao regime do Código de Ética e Disciplina da OAB e não pode integrar cargos de diretoria da Seccional. Aula: 3 e 4 QUESTÕES SOBRE O TEMA: 1) OAB.CESPE. 3. independentemente de aprovação no exame de ordem. -7– . Considerando o Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB.SP/2008.06. a) Um ex-presidente do Conselho Federal da OAB tem direito a voz nas sessões do Conselho Federal. prevista no Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB.C.CESPE.

§ 2º. XVI. personalíssimo) Juramento – art.Ato personalíssimo.Ética Profissional Extensivo – Noturno . EAOAB) a) Domicílio Profissional (onde exercer a advocacia) CUIDADO: O exame deve ser feito onde o candidato concluiu a faculdade ou onde tem domicílio eleitoral. . 28 do EAOAB) Idoneidade Moral (não ter sido condenado pela prática de crime infamante) Qualquer pessoa pode incitar.1 Inscrição Principal (Art. Difamação Injúria Desacato (Adin 1127-3 – criminalizou o desacato) 1. 11. Aula: 2 Temas tratados em aula: Incisos importantes do artigo 7º: II. formal. (Será feito um processo incidental. CUIDADO: O compromisso não pode ser feito por terceiro. g) Compromisso perante o conselho seccional (Solene. 10. salvo inscrição obtida com falsa prova. a) Antes da inscrição – Não b) Depois da inscrição: b. § 1º.30.Deve ser providenciada quando o advogado tiver mais que 5 causas em estado diverso daquele da inscrição principal.falecimento .Natureza jurídica de ato desconstitutivo.2. a) b) c) d) e) f) Inscrição na OAB (arts.1) Definitivo – cancela. Inscrição Suplementar (Art. EAOAB) . 8 a 14 EAOAB). Cancelamento da Inscrição (Art. . -1– . V.3. XX. . . §2º Imunidade Profissional. Marco Antonio Araújo Jr. . nem por procuração com poderes específicos.Cancela-se: . 1.Perda de qualquer dos requisitos para a inscrição. 10. . 1. que será julgado pelo Conselho Seccional).09 Prof. XV.03.efeito “ex nunc”. IX (declarado Inconstitucional). b.quando o advogado passar a exercer de forma definitiva atividade incompatível com a advocacia.exclusão do advogado . 1. .2) Temporário.A inscrição principal pode ser transferida para outro Conselho Seccional se houver mudança do domicílio profissional. Capacidade Civil (maioridade e sanidade) Diploma/ Certidão de conclusão Título de eleitor e Quitação do serviço militar (apenas para o sexo masculino) Aprovação no Exame de Ordem Não exercer atividade incompatível com a advocacia (previstas no art.Características do cancelamento: . 20. RGEAOAB.a pedido do advogado . EAOAB): é a interrupção definitiva da Inscrição.Pode ter suplementares em todos os Conselhos Seccionais. IV.

Sociedade de advogados 2.Características: .Estagiário não pode ser sócio e também não poderá: • • • Publicidade de advocacia. . somente no cartão de visita e folha de ofício com a expressão “estagiário”. exclusão.2: Só posso usar o nome do sócio morto se no contrato já autorizava. 2. antes do sócio falecer. exceto cartão de visita com a expressão estagiário(a). consultoria jurídica) Ex: Menezes. O estagiário não pode participar das placas indicativas do escritório. e sob a supervisão deste.1. g) Nome/ Razão Social – Nome dos Sócios ou Parte do nome dos sócios + Expressão chave (advogados associados. 12. Licenciamento (Art. -2– . f) Personalidade jurídica: A partir do registro no conselho seccional (NUNCA será registrado na Junta Comercial ou Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas). (Art. Os poderes deverão ser outorgados para pessoa física dos sócios. 29. Souza.Ética Profissional Extensivo – Noturno . Não pode firmar contrato de honorário advocatício. Obs. Obs.30. . . RGEAOAB). Barros. b) quando o advogado passar a exercer de forma temporária atividade incompatível. .1: Não é permitido nome fantasia. podendo constar o nome da sociedade (pessoa jurídica). c) Sociedades formadas por somente dois advogados: Se um deles sofrer o cancelamento da inscrição.justificado com motivo relevante. .ato voluntário. Não paga anuidade.: Suspensão = pena (paga anuidade normalmente) 2. b) Exige o registro da pessoa jurídica. e) Objeto social será exclusivamente a advocacia. Aula: 2 1.03. (Art.Estagiário Poderá: • • • • • Ele só pode atuar no processo conjuntamente com o advogado. sob pena de extinção da sociedade. (falecimento.Conceito: a) É a união de dois ou mais advogados para a formação de uma pessoa jurídica. Marco Antonio Araújo Jr.Licencia-se: a) a pedido justificado pelo advogado. c) por doença mental curável. d) Sociedade será exclusivamente de advogados. Fazer carga.09 Prof.) o sócio remanescente terá 180 dias para a indicação de novo sócio.3º § 2º EAOAB). Reunião extrajudicial. Obs.4. escritório de advocacia.2. mas mantém o número de inscrição. etc. sociedade de advogados. Assinar petição de juntada de documentos em processos administrativos ou judiciais. Contratação de Escritório de advocacia: a) A outorga de poderes (procuração) nunca pode ser para a pessoa jurídica da sociedade de advogados. EAOAB) – Trata-se de um benefício. §2º. Obter certidão junto aos cartórios.

salvo se o contrato prevê de forma diferente. Ação cabível será a de execução podendo ser: • Autônoma: Será feita em autonomamente em relação ao processo principal. Aula: 2 b) O mesmo advogado pode integrar mais de uma sociedade em conselhos seccionais distintos (Estados diferentes).30.Responsabilidade será individual. 18 a 21. 22 a 26 EAOAB e arts. c) Civil – Responsabilidade será da pessoa jurídica. Marco Antonio Araújo Jr. recuperação judicial. -3– . • c. Será um crédito privilegiado. pelos danos causados diretamente ao cliente.3 Responsabilidade: a) Criminal – Responsabilidade será individual. Obs. E.194) Sucumbência na Sociedade de advogados: Divide entre os sócios.2 Prescrição dos honorários: 5 anos – Pretensão de cobrança/ execução.Ética Profissional Extensivo – Noturno . • Próprios autos: São expedidas guias diversas para os honorários. c) Sucubenciais = a parte perdedora pagará os honorários do advogado da parte vencedora. Conceito: É a contraprestação paga ao advogado pelos serviços judiciais e extrajudiciais por ele prestados. Advogado Público: É somado os honorários de todo ano e dividido para todos da mesma categoria no mês de janeiro do ano subseqüente. não é necessária testemunhas. 3. portanto. 1/3 no transito em julgado (final da demanda). EAOAB e 11 a 14. Honorários Advocatícios (arts. sob pena de caracterizar tergiversação (crime de patrocínio infiel). RGEAOAB). Basta a assinatura das partes. b) Cancelamento da inscrição: Impõe a alteração do contrato social. c) Sócios de uma mesma sociedade não podem representar em juízo clientes com interesses opostos.: o “&” foi regulamentado pelo Provimento 112/06 do Conselho Federal. 2.1) A responsabilidade dos sócios para com a sociedade é subsidiária e ilimitada. o contrato o pagamento será feito da seguinte forma: 1/3 do valor combinado na inicial/defesa. 35 a 43 do CED). 3. Obs: Súmula 201 do STJ – Os honorários advocatícios não podem ser fixados em salários mínimos.03. • c. Obs. • Coletiva: falência. 3. Obs: sendo omisso a forma de pagamento dos honorários. Advogado empregado (art. Afastamento do sócio: a) Licenciamento do sócio: Mera averbação no contrato social. Será de 10% a 20% do valor da condenação.09 Prof. 2. b) Disciplinar . autorizou ainclusão da letra comercial “&” na razão social de sociedade de advogados. 1/3 na Prolatação da sentença (decisão de primeira instância).4. 21 se não tiver disposição em contrario no contrato (Adin 1. Por equidade tabela da OAB. Tipos de Honorários: a) Convencionados = contratuais (São aqueles honorários pré-estabelecidos entre advogado e o cliente. insolvência civil. liquidação judicial.: Somente valerá o parágrafo único dó art. Contudo. Sucumbência recíproca: cada parte pagará seu próprio advogado. ATENÇÂO: O STJ e STJ se posicionaram a respeito. não poderá integrar mais de uma sociedade no mesmo Conselho Seccional. b) Arbitrados judicialmente: Feito quando somente há contrato verbal entre advogado e parte. e entenderam que a natureza jurídica dos créditos trabalhistas é alimentar. por meio de um contrato escrito ou verbal) – O contrato de honorário escrito representa Título Executivo Extrajudicial* sui generis.1.2) Entre os sócios é solidária.

C) pedir a transferência de sua inscrição para a OAB/MG. o conselho seccional deverá notificar de imediato os demais sócios para a alteração do ato constitutivo. Prazo prescricional de prestação de contas 5 anos (art. Marco Antonio Araújo Jr. certificou-se de que a autoridade que deveria presidir o ato não havia comparecido. e) renúncia/ revogação.(OAB/CESPE 2008.Exceção bens: a) Contrato escrito. D) requerer a suspensão do referido ato mediante representação ao tribunal de justiça 3.: É proibido emitir duplicata mercantil de honorários advocatícios. 2. d) O advogado adianta o pagamento das custas processuais e se reembolsa ao final do processo.2)Suponha que Laércio. d) desistência/transação. também não pode ser protestado. 3. não é permitida a dação. 25. aguardava pregão para ato judicial. 3.2) Otaviano. advogado regularmente inscrito na OAB/RJ e domiciliado na cidade do Rio de Janeiro. Otaviano estaria autorizado a: A) retirar-se do recinto mediante comunicação protocolizada em juízo. B) retirar-se do recinto mediante representação do presidente da seccional. 2. sendo essa responsabilidade exclusiva dos sócios do escritório. baseando-se no princípio processual do lex fori regit actus.4. Aula: 2 A contar: a) Vencimento do contrato. o advogado não deverá sofrer qualquer sanção disciplinar no âmbito da OAB. D) pedir sua inscrição suplementar na OAB/MG. c) Ultimo ato extrajudicial. sob pena de exclusão dos quadros da OAB. A) A sociedade de advogados pode associar-se com advogados apenas para participação nos resultados. Cláusula quota litis. sob pena de exercício ilegal da profissão e sanção disciplinar. B) associar-se a um escritório de advocacia cuja sede se situe na cidade de Belo Horizonte. Forma regular: Pagamento em pecúnia. Obs. Pode emitir fatura a pedido do cliente. b) Cota do advogado deve ser menor que a cota do cliente. (OAB/CESPE 2008. Nessa situação.A.A.09 Prof. advogado regularmente inscrito na OAB/GO. EAOAB).3. limite de 30%. B) Com o falecimento do sócio que dava nome à sociedade de advogados. b) Transito em julgado da sentença. assinale a opção correta. esteja atuando em doze causas na cidade de Belo Horizonte. D) Ainda que condenado judicialmente por dano causado a cliente. Após três horas do horário designado.D -4– . 3. Gabarito: 1. Nessa situação hipotética.Ética Profissional Extensivo – Noturno .30. C) embargar o referido ato mediante moção de repúdio do presidente da seccional.03. c) Declaração do cliente dizendo que não tem condições de pagar os honorários em dinheiro. C) Os advogados associados não respondem pelos danos causados diretamente ao cliente. (OAB/CESPE 2008. independentemente de previsão de permanência do nome do sócio falecido. sob pena de multa e suspensão. sem vínculo de emprego. Questões sobre o tema: 1.3)No tocante à sociedade de advogados. Laércio deve: A) requerer ao Poder Judiciário — com a devida comunicação protocolada junto às respectivas seccionais envolvidas — a transferência de foro.A.

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