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1 TEMA

Depressão o momento do psicólogo ou da psicologia?

2 PROBLEMA

Existe o momento adequado para intervenção psicológica ao paciente depressivo? 3 JUSTIFICATIVA Analisando sucintamente alguns aspectos históricos ligados a depressão, notamos que ela está registrada desde a Antiguidade e suas primeiras características podem ser consideradas lendárias e poéticas. A partir daí, ela é citada em livros antigos como na Bíblia e em outras obras que remontam aos mais longínquos anos, em termos diferentes, mas que expressam o mesmo sentido. Em outros casos pode tomar conotações errôneas que distorcem o real significado da expressão. Atualmente a depressão vem ganhando espaço nas mais diversas discussões e nos mais diferentes ambientes como escolas, família, entre outras instituições, através de palestras, cursos, seminários, etc., por tratar-se de uma patologia que “assombra” uma significativa parte da população, tanto brasileira quanto mundial, pois pode atingir desde a pessoa na mais tenra idade até sujeitos em fases da vida mais avançada. Entretanto, mesmo com o crescente número de fóruns e discussões sobre este assunto, ainda há uma enorme deficiência em relação à falta de informações, o que faz com que diversas pessoas busquem através do conhecimento tido como “senso comum” a cura de alguns transtornos mentais, correndo o risco de agravarem ainda mais a situação pela qual estão passando. O problema é que esses indivíduos nem a menos sabem o momento certo para procurar ajuda, qual instituição ou profissional recorrer, devido a isso apelam muitas vezes, desesperadamente, a

métodos considerados por eles, mais simples, instantâneos e eficazes, ocasionando posteriormente sérias complicações provocando níveis acentuados e incômodos de enfermidades ainda piores do que sua situação anterior. Temos, então, uma sociedade que necessita ser socializada mais breve possível, não apenas acadêmicos e adolescentes estudantes, mas principalmente os indivíduos que se encontram fora dos bancos escolares, que podem tornar-se vítimas inconscientes do comodismo, pela falta de interesse ou pela marginalização da sociedade. Dessa forma, o projeto pretende contribuir com a sociedade em geral, para que o senso comum e a lamentável carência no que se trata de informações, não se tornem uma constante na vida da população. O nosso grande desafio como universitários não pode ser somente o de absorver informações, mas também colocá-las em prática de forma a não postergar as pessoas com quadro depressivo, nem deixá-las para trás. De tal modo caminharemos juntos a comunidade, cumprindo assim, nossa parcela de responsabilidade social.

4 OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL Constatar se há um momento adequado para intervenção psicológica ao paciente depressivo.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Analisar quais motivos levam o indivíduo à depressão. Levantar a importância da intervenção psicológica no paciente depressivo. Compreender como ocorre o processo de cura de um paciente com este tipo de transtorno. Constatar quais procedimentos clínicos que a psicologia oferece ao paciente com depressão.

Verificar junto às teorias psicológicas aquelas que atendem diretamente situações depressivas.

5 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E OU HIPOTESES

Motivos que levam o indivíduo à depressão. Importância da intervenção psicológica no paciente depressivo. Como ocorre o processo de cura de um paciente com este tipo de transtorno. Quais procedimentos clínicos que a psicologia oferece ao paciente com depressão. Teorias psicológicas aquelas que atendem diretamente situações depressivas.

6 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

6.1 FATORES QUE LEVAM O INDIVÍDUO À DEPRESSÃO.

As perguntas mais freqüentemente feitas pelas pessoas que estão deprimidas são: “Por que eu?” e “Por que agora?”. Algumas vezes existe uma causa evidente para a depressão, como o luto, mas freqüentemente, não existe uma causa real. Para complicar mais ainda a questão das causas da depressão, ela não afeta todas as pessoas que estão de luto, perdem seus empregos ou ficam doentes. Todos nós temos nossas forças e fraquezas. Algumas pessoas têm mais riscos de terem depressão do que outras, e, nas devidas proporções, qualquer um de nós pode ficar deprimido.

Freqüentemente há mais do que uma causa e a existência de um problema que levará a pessoa a desenvolver a depressão, não significa que ala irá necessariamente desenvolver esta condição.

6.1.1 Fatores Genéticos

Os genes são importantes em relação à depressão, mas há muitos genes envolvidos e ninguém sabe exatamente como eles funcionam. Não há, com certeza, evidência de uma herança direta para a maior parte das diferentes formas de depressão. O sujeito não irá, definitivamente, desenvolver a depressa só porque sua mãe, pai, irmã ou irmão são deprimidos, mas o seu risco aumenta. É difícil tentar calcular com exatidão o risco envolvido, pois a importância dos genes varia de acordo com o tipo de depressão. Os fatores genéticos são mais relevantes na depressão grave do que na leve, e são mais relevantes nos jovens que ficam deprimidos do que nas pessoas idosas que apresentam depressão. Os genes são mais importantes para aquela minoria que tem períodos quem que seus humores variam entre altos e baixos, psicose maníaco depressiva ou a maníaco-depressão. Mesmo que haja uma história de depressão na família, geralmente é necessário algum tipo de acontecimento muito estressante na vida para desencadear a doença.

6.1.2 Personalidade

Há um tipo definido de personalidade que venha a predispor uma pessoa à depressão. Entretanto as pessoas obsessivas, dogmáticas, rígidas e que escondem seus sentimentos têm um risco maior, assim como aquelas que ficam facilmente ansiosas. As pessoas que têm mudanças de humores freqüentes e continuadas são mais propensas a desenvolver a doença maníaco-depressiva. Porém, a maioria das pessoas que apresentam depressão não têm quaisquer destes tipos de personalidade.

6.1.3 Ambiente Familiar

Alguns tipos de episódios traumáticos na infância parecem aumentar a probabilidade de depressão. Existe alguma evidência de que as pessoas de tenra idade, que perdem sua mãe, por exemplo, têm um risco maior de depressão. O sofrimento advindo deste tipo de perda pode marcá-las psicologicamente e torná-las mais suscetíveis à depressão; por outro lado, pode torná-las mais resistentes. As conseqüências psicológicas, sociais e financeiras advindas da perda do pai ou mãe, mais do que a perda em si,é que são mais importantes. Pais exigentes, críticos e que consideram qualquer sucesso uma coisas corriqueira, mas que são severos com qualquer tipo de fracasso pode tornar seus filhos mais propensos à depressão, no futuro. Os psicoterapeutas sugerem que as pessoas que tiveram pouco afeto materno quando jovens têm um risco de sofrer de depressão mais tarde na vida, mas não há uma prova científica a esta possibilidade. O abuso físico ou sexual pode tornar as pessoas mais propensas a desenvolverem a depressão mais tarde na vida. Estudos comprovam que metade das pessoas que consultam um psiquiatra teve algum tipo de contato sexual indesejável durante o início da adolescência ou na infância. As pessoas que foram molestadas geralmente lembram-se do abuso, mas outros se lembram pela primeira vez do fato quando deprimidas ou quando estão fazendo psicoterapia. Há alguma discordância entre especialistas quanto ao fato de estas lembranças terem realmente acontecido. Algumas argumentam que os psicoterapeutas que acreditam ser o abuso sexual a causa do problema de seu paciente podem induzi-lo a relatar fatos que na verdade nunca aconteceram, sugerindo que os mesmos aconteceram; entretanto, este fato, que ocorre raramente, é conhecido como síndrome da falsa memória.

6.1.4 Gênero

As mulheres são duas vezes mais propensas a terem um diagnóstico de depressão do que os homens. Isto não significa necessariamente que as mulheres estejam mais predispostas à doença. Pode ser que as mulheres admitam que sofrem de depressão mais do que os homens o fazem, ou que os médicos estão propensos a, mais facilmente, reconhecer a depressão em mulheres. Há, no entanto, pressões sócias sobre as mulheres que as levam à depressão, o que é menos provável que aconteça com os homens, como o fato de ter a responsabilidade de um lar com crianças pequenas. Há também mudanças hormonais durante o ciclo menstrual e aquelas relacionadas à gravidez, o parto e a menopausa. Esta última torna as mulheres mais predispostas a sofrerem de depressão e desencadeia uma série de doenças depressivas.

6.1.5 Padrões de Pensamento

Em 1967, um psiquiatra americano, Dr. Aaron Beck, descreveu padrões de pensamento que são freqüentes na depressão e que seguindo ele predispunham as pessoas que são muito negativas em relação a si próprias têm uma tendência maior a sofrer de depressão. Quase todos nós temos um modo otimista de pensar que faz com que fiquemos alegres a maior parte do tempo. Tendemos a subestimar nossos fracassos e a superestimar nossos sucessos. Algumas pessoas predispostas a sofrerem depressão pensam ao contrário. Elas tendem a subestimar seus sucessos e a enfatizar seus fracassos.

Há alguma evidência de que as pessoas pensem assim quando estão deprimidas, mas não há uma evidência palpável de que pensavam assim antes de sofrerem depressão. A importância desta teoria é que ela resultou na terapia cognitiva, um tratamento novo e empolgante para a depressão.

6.1.6 Falta de Controle Sobre Seu Destino

Alguns especialistas acreditam que as pessoas que se encontram há muito tempo numa situação sobre a qual não têm controle e não têm como escapar estão propensas a desenvolver a depressão. Esta idéia surgiu das experiências feitas em cachorros por Ivan P. Pavlov. Ele notou que os cachorros ficavam confusos, passivos e comiam menos quando postos em condições experimentais nas quais recebiam castigos leves, sem motivo aparente, e conseqüentemente não tinham como controlar o castigo, o chamado “desamparo aprendido”. Outros especialistas acreditam que é difícil equiparar a ação dos cachorros a dos homens e é muito difícil saber se os cachorros ficam deprimidos. Entretanto, os níveis de depressão são altos nos pacientes confinados ao leito e em cadeiras de rodas que dependem de enfermagem para tudo.

6.1.7 Doenças que Causam Invalidez a Longo Prazo

Desconforto,

invalidez, dependência e insegurança são fatores

que

aumentam a probabilidade do aparecimento da depressão em uma determinada pessoa. Quase todos nós preferimos ser independentes e gostamos de encontrar pessoas. Um fator que possivelmente predispõe as pessoas a desenvolverem a depressão é o fato de estarem forçadas a uma posição de relativa incapacidade física; pode ser também que a energia necessária para combater a depressão se esgote com uma doença a longo prazo. As preocupações quanto à insegurança financeira também podem ser relevantes.

6. 2 TIPOS DE DEPRESSÃO

As sensações na depressão são altamente individuais, mas o psicólogo pode identificar os inúmeros tipos da doença pela causa, sintomas ou duração. A depressão pode ser descrita em trás categorias como a leve, moderada e grave, tendo cada uma características bem definidas. Além disso, existem outros termos utilizados freqüentemente por especialistas para descrever os vários tipos de depressão existentes.

6.2.1 Depressão Leve

Na depressão leve, o baixo-astral pode ir e voltar e a doença freqüentemente se inicia após um acontecimento estressante específico. A pessoa pode sentir ansiedade ao mesmo tempo que se sente por baixo. As mudanças do modo de vida são, freqüentemente, os únicos meios para sustar este tipo de depressão.

6.2.2 Depressão Moderada

Na depressão moderada, o baixo-astral é persistente e, além disso, a pessoa manifesta sintomas físicos, sendo que estes sintomas variam de pessoa para pessoa. As mudanças do modo de vida não podem, por si só, produzir resultados e o auxílio profissional se faz necessário.

6.2.3 Depressão Grave

A depressão grave é uma patologia na qual os sintomas são intensos e que põe em risco a vida de uma pessoa. A pessoa sente sintomas físicos, delírios e alucinações; neste caso é importante que o indivíduo procure um médico o mais rápido possível.

6.2.4 Depressão Reativa (Transtornos de Adaptação)

Este termo é empregado de duas maneiras pelos profissionais da saúde. Na primeira, a depressão reativa indica a depressão causada por um acontecimento estressante, tal como a perda de seu emprego – e geralmente não dura muito. Pode ser descrita como uma reação exagerada, de curta duração, a uma adversidade. Aconselhamento, apoio da família, gestão do stress e alguma providências práticas talvez sejam suficientes para tratá-la. Um acontecimento estressante, entretanto, pode desencadear uma depressão mais grave e as pessoas propensas a desenvolverem a depressão podem passar por outros acontecimentos estressantes em sua vida, após o início da doença. Quando isto acontece, é difícil identificar com precisão se a depressão é mesmo uma reação ao stress. A palavra reativa é também usada para descrever uma depressão em que a pessoa ainda pode reagir e é capaz de apreciar os eventos sociais.

6.2.5 Depressão Endógena

A depressão endógena aparece sem motivo aparente: ela é geralmente intensa e a pessoa provavelmente terá os sintomas físicos da depressão, tais como perdas de apetite e peso, despertar muito cedo pela manhã, piora na sua disposição de humor pela manhã e perda do interesse pela vida sexual. Ela geralmente só melhora com um tratamento. O problema em se usar este modo específico de definir a depressão é que os mesmos sintomas podem ser desencadeados em determinadas pessoas

por acontecimentos estressantes. Além disso, o fato de não ter-se conseguido identificar um acontecimento específico estressante que tenha precipitado o processo da depressão não significa que ele não existiu.

6.2.6 Depressão Neurótica

Este termo é usado para descrever uma forma leve de depressão na qual a pessoa passa por dias bons e maus. Ela tende a se sentir mais deprimida durante a noite. Com este tipo de depressão, a pessoa pode ter dificuldade em dormir, seu sono é interrompido, mas não desperta muito cedo pela manhã. Algumas pessoas dormem demasiadamente e outras sentem-se mais irritáveis que o habitual. A palavra neurótica pode ter um sentido derrogatório, assim termo depressão neurótica não é muito usado atualmente, sendo somente outro nome para a depressão leve.

6.2.7 Depressão Psicótica

A depressão psicótica é grave e as pessoas que dela sofrem têm sintomas físicos e podem perder o contato com a realidade. Elas podem ter delírios e/ou alucinações. As pessoas com depressão psicótica sempre necessitam de tratamento médico.

6.2.8 Depressão Bipolar (Transtorno Bipolar)

A depressão bipolar é outro nome para a psicose maníaco-depressiva. As pessoas com psicose maníaco-depressiva passam por períodos continuados de euforia e períodos continuados de humor deprimido que podem variar de depressão lave a grave. Quando uma pessoa com esta doença está em seu período de euforia

(mania), ela tende a se sentir exultante, necessita de menos horas de sono e de menos alimentos e experimenta uma sensação de bem estar geral. Ela tem excesso de energia, fala rapidamente e sente como se seus pensamentos estivessem voando em sua cabeça. Sua crítica torna-se precária e ela pode ter alucinações e delírios, mas estes diferem daqueles da depressão psicótica, pois são positivos e não negativos. Algumas pessoas pensam que conhecem a família real inglesa e que são pessoas muito importantes, quando não o são; outras acreditam que são ricas ou que têm super poderes. A euforia, ou uma fase de bom humor, pode ser tão destrutiva quanto as fases de mau humor e algumas vezes a falta de um julgamento criterioso aliado aos delírios pode trazer problemas financeiros como resultado do impulso consumista, e a pessoa pode sair comprando tudo o que está fora do seu quadro econômico.

6.2.9 Depressão Unipolar (Transtorno Depressivo)

Depressão Unipolar é o termo usado para descrever o tipo de depressão que a maioria das pessoas têm e significa que elas têm somente humor deprimido não apresentando fases de euforia.

6.2.10 Depressão Agitada

A depressão agitada é na verdade uma descrição dos sintomas deste tipo específico de depressão na qual uma pessoa fica ansiosa, preocupada e inquieta.

6.2.11 Depressão Retardada

A depressão retardada é mais uma vez uma descrição de sintomas e se refere ao tipo de depressão na qual ambos os processos físico e mental se atenuam e a pessoa sente dificuldade em se concentrar. Quando a doença é grave, algumas pessoas julgam ser impossível se mexer, falar ou comer, havendo até o risco de elas recusarem comida.

6.2.12 Distimia

Este termo refere-se a uma depressão que é persistente. Embora ela possa ir e voltar, os médicos fazem este diagnóstico quando a doença continua por dois meses, num período de dois anos. Os principais sintomas são a indecisão e a baixa auto-estima.

6.2.13 Depressão Mascarada

As pessoas com depressão mascarada dizem que não se sentem deprimidas embora apresentem numerosos sintomas que apontam para a depressão. Antes de fazer um diagnóstico, deve haver uma investigação para se verificar quais são seus sintomas físicos. Os sintomas físicos, tais como dor no peito ou perturbações do sono, melhoram quando as pessoas recebem um tratamento antidepressivo.

6.2.14 Depressão Orgânica

Este é o nome que se dá a um tipo de depressão que é motivado por doença física ou por medicamentos.

6.2.15 Depressão Breve Recorrente

Este termo se refere a uma doença reconhecida recentemente, na qual a depressão grave aparece e dura somente alguns dias cada vez que surge.

6.2.16 Transtorno Afetivo Sazonal

Este termo foi originalmente utilizado para significar qualquer transtorno depressivo que aparecesse regularmente em certas épocas do ano, digamos que motivado por aumento de demanda no trabalho. Hoje, ele é usado para um tipo específico de depressão que resulta da diminuição dos níveis de luz solar quando o inverno se aproxima e os dias ficam mais curtos. As pessoas com TAS sentem uma necessidade irresistível de ingerir carboidratos e/ou chocolate e uma vontade cada vez mais forte de dormir durante os meses de inverno.

6.3 IMPORTÂNCIA DA INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA NO PACIENTE DEPRESSIVO.

A intervenção psicológica no paciente depressivo é de suma importância para a cura do mesmo. Com a evolução constante dos estudos nesta área e com o sucesso cada vez maior obtido por profissionais na cura de patologias como a depressão, a confiança por parte da população vem aumentando cada vez mais. A psicologia por ser reconhecida há não muito tempo como ciência e profissão, mas que tem suas bases firmes no período Socrático, com o desenvolvimento do pensamento reflexivo, aos poucos vem ganhando espaço,

6.4 PROCEDIMENTOS CLÍNICOS E TERAPIAS QUE A PSICOLOGIA OFERECE AO PACIENTE COM DEPRESSÃO.

As terapias psicológicas são o tipo de tratamento mais popular para a depressão principalmente porque elas não adotam medicamentos em comprimidos e porque fazem sentido intuitivamente. Sentar-se e falar sobre as coisas que estão nos perturbando parece ser algo muito acertado. Também parece ser bem acertado tentar chegar ao porquê do modo como estamos nos sentido, quando a depressão se manifesta sem nenhum motivo aparente. Há diversos tipos de terapias psicológicas, todas baseadas em teorias diferentes. Elas podem mais facilmente serem divididas em terapias de curta duração, que duram no máximo seis meses, terapias a longo prazo, que duram mais tempo, e aconselhamento. As terapias de curta duração geralmente consistem de 4 a 20 semanas de sessões, cada uma durando uma hora. Nas terapias a longo prazo, são 50 sessões, geralmente semanais, mas talvez sejam necessárias cinco por semana. As terapias de curta duração geralmente tratam de problemas do aqui e agora, enquanto as terapias a longo prazo aprofundam-se no passado do paciente, para descobrir qual o motivo da pessoa ser como é. O aconselhamento é de tempo variável, a partir de uma sessão. Ele não se destina a mudar problemas profundamente arraigados ou tratar a depressão, mas ajuda o paciente a livrar-se dos problemas que a causam.

6.4.1 Terapias de Curta Duração

Existem várias terapias de curta duração das quais é possível destacar algumas, como a cognitiva, a comportamental, a cognitiva-comportamental e a analítica.

6.4.1.1 Terapia cognitiva

Esta terapia funciona especificamente sobre os padrões do pensamento depressivo. O paciente deve registrar seus pensamentos negativos e prestar atenção no modo como pensa. Depois de 10 a 20 sessões, o psicólogo tentará ajudar o paciente a parar de pensar de maneira depressiva, o que funciona até nas depressões moderadamente graves. Esse método pode trazer benefícios mais duradouros do que aqueles advindos somente de medicamentos.

6.4.1.2 Terapia comportamental

Este tratamento difere da terapia cognitiva porque seu foco principal é o que se faz, não sobre o que se pensa. No lugar de tentar fazer com que o paciente sintase menos deprimido, ela faz com que ele aja menos deprimido. Um programa de modificação do comportamento pode tentar fazer com que a pessoa durma melhor, cuide melhor de si, e que se alimente mais sensatamente. Essa terapia faz com que o indivíduo para de renunciar de algumas coisas que podem ser o primeiro passo para a recuperação.

6.4.1.3 Terapia cognitivo-comportamental

Usa elementos da terapia cognitiva e da comportamental para obter efeitos benéficos na depressão. É uma terapia mais nova e que está sendo cada vez mais usada.

6.4.1.4 Terapia analítica

Esta terapia usa técnicas cognitivas e comportamentais, mas também investiga passado do paciente para dar uma idéia de onde surgem suas maneiras de pensar. É uma terapia de curta duração que encontra justificativas para os problemas do individuo.

6.4.2 Terapias a Longo Prazo

Há vários tipos de terapias a longo prazo, cada uma baseada numa teoria diferente. Esse tratamento trata das causas mais profundas da depressão e não são rápidas formas de tratamento. Sua finalidade é solucionar problemas muito antigos; entretanto, este tipo de terapia não abranda, a curto prazo, a depressão. Uma das mais famosas terapias a longo prazo é a Psicanálise. Os profissionais desta área acreditam que as dificuldades dos seus pacientes advêm de problemas do passado que não foram tratados.

6.5 O PROCESSO DE CURA DE UM PACIENTE COM TRANSTORNO DEPRESSIVO.

Dentro do contexto da Psicologia, entende-se que para que haja a cura do paciente, é de suma importância que o mesmo queira ser curado. Que aceite o tratamento, respeitando e colocando em prática as instruções do terapeuta. Para tal, a auto-ajuda surge como uma ótima medida, não apenas para afugentar a depressão, mas também, a tratá-la e apoiar a recuperação. Existem diversas medidas que o indivíduo pode tomar para ajudar a si mesmo. Não há necessidade de realizar todas de uma vez e tampouco aconselhável.

6.5.1 Preparando-se para as Dificuldades

As pessoas começam a ficar deprimidas depois de algum tipo de perda, mas existe a possibilidade do sujeito estar preparado para enfrentar uma mudança previsível. Dentre os fatos previsíveis que podem desencadear a depressão incluemse a perda de apoio social quando uma pessoa vai para a universidade, a perda de liberdade ou de uma posição no emprego quando uma mulher entra em licença maternidade e a perda da rotina de trabalho e do contato social, quando uma pessoa se aposenta. Não é de se admirar que os níveis de depressão sejam altos nestas situações relatadas. Há duas maneiras de diminuir o stress advindo de perdas previsíveis: o primeiro é estar aberto a aceitar que existe um problema; o segundo é preparar-se para a mudança. Se a pessoa aceitar seus sentimentos, vai sentir-se bem melhor. Se estiver ambivalente em relação à mudança em sua vida, é interessante que converse sobre isto com um amigo, ele não representará o papel de um terapeuta, mas pode fornecer uma boa ajuda. Tomar medidas de bom senso para diminuir o stress e tentar organizar, previamente, os primeiros dias ou semanas pode representar um auxílio neste período de transição.

6.5.2 Discutir os Problemas

Discutir os problemas com amigos ou a família fará com que a pessoa sintase melhor. Só o fato de uma conversa com alguém poderá auxiliar a encontrar uma solução. Outras pessoas podem ter passado pelo mesmo tipo de dificuldade, e podem ter certo discernimento em relação aos problemas do próximo. Muitas pessoas deprimidas se isolam e acham que são um fardo para as outras pessoas. O reconhecimento sincero dos problemas é o ponto primordial para que se inicie o processo de cura do paciente.

6.5.3 Mudar o Modo de Vida

Com a terapia, será possível ao paciente identificar e mudar aspectos em sua vida que o levaram à depressão. O cuidado consigo mesmo é um fator muito importante. A união em grupos para realização de diversas tarefas, passeios, encontros com as pessoas, etc., todos esses fatores e muitos outros fazem muito bem, pois quebram o circulo vicioso que a solidão pode ocasionar. Empreender esforços conscientes para fazer o que se gosta. Fazer exercícios ajudam não apenas o organismo, mas a mente também. O cuidado com os alimentos deve ser levado em consideração, pois a regularidade e o balanceamento da alimentação são fatores de extremo cuidado.

7 METODOLOGIA

7.1UNIVERSO CAPS – São Bento do Sul

7.2 POPULAÇÃO Pacientes sob cuidados do Psicólogo.

7.3 AMOSTRA 100% dos pacientes sob acompanhamento psicológico.

7.4 PROCEDIMENTOS Roteiro de entrevista com Psicólogo. (Apêndice I) Roteiro de Observação de pacientes com acompanhamento psicológico. (Apêndice II)

7.5 CRONOGRAMA

Etapas Seleção tema Levantamento do acervo Biblio. Seleção do acervo Biblio Leitura e fichamento Construção do Universo Teórico Coleta de dados Análise dos dados Elaboração trab. final Entrega do trabalho

Setembro x x

Outubro x x

Novembro

Dezembro

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x x

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x

7.6 RECURSOS