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Caros amigos do CRUSP68, Estamos iniciando as atividades deste e-group CRUSP68 com o propósito de estabelecer um canal de comunicação entre

os seus membros, moradores do CRUSP do período de 1963 a 1968. Para pertencer ao Grupo CRUSP68, deve ter sido morador ou frequentador do CRUSP no período 63-68, e, nesse caso, deve apenas aceitar o convite. Todos os membros esperam que seja responsável em suas mensagens, observando a seguinte ética: . não enviar spams; . não repassar correntes; . não enviar mensagens ofensivas; . não enviar mensagens com conteúdo sectário ou de propaganda política ou religiosa. Moderadores Antonio Carlos Molina e Gonzalo Castro

- Queridos amigos! Adorei esta idéia de criar um grupo para cruspianos de nossa época. Ela foi tão marcante em nossas vidas e na vida de nosso país, que não poderíamos deixá-la passar em branco. Esse intercâmbio, aqui no yahoo, permitirá o reencontro de

antigos amigos, dará a oportunidade a aqueles, que eram apenas conhecidos, que agora se conheçam melhor e.... finalmente nos rejuvenecerá pois entraremos em contacto com nossa juventude, vivida em um momento e em um lugar tão marcante, como foi o CRUSP, na história atual do Brasil. Apesar de tudo o que passamos, naquele momento histórico, e o que sofremos em épocas posteriores, pelo simples fato e consequência de ter aí morado..... valeu a pena..... Acho que justamente o fato de termos sido tão oprimidos e perseguidos é o que nos tornou tão íntimos, quase como de uma grande familia. O que acontecia com um de nós, afetava a todos. Sofríamos junto. Também, porque negar (?) ríamos junto, cantávamos, dançávamos, namorávamos, trabalhávamos, estudávamos. Ou seja, fazíamos de tudo.... vivendo intensamente. Só essa união pode justificar que esse grande afeto perdure através do tempo. Sou muito feliz e me sinto muito honrada de ter tido a oportunidade de pertencer a essa geração do CRUSP68. Beijos para todos, com muito carinho Soninha Castanheira - Oi pessoal aqui é Juercio T Mattos. Lamentávelmente não poderei comparecer no encontro

por questões de saúde, mas estarei aí no dia muito bem representado pela minha espôsa Sylvia Maria Casella T de Mattos(com minha filha Eugênia e genro Daniel) e por minha irmã Leila Tavares Lapida e meu querido cunhado Renê Lapida. Sendo assim vou deixar para eles chorarem e sorrirem por mim! Que esse dia seja um grande encontro daqueles que vivenciaram o ano de 68 que não terminou e nem quero que termine mais.... Um beijão pra todos Do, Juércio

- E eu também vou tá lá te representando como agregada do CRUSP,bjs Tânia

- Este assunto e para ser tratado em familia. A comissão - Gonzalo: Você só pode estar brincando....Assunto de família? Mas falando da reunião do Crusp? São as emoções que estão fluindo, as comunicações ainda que irrelevantes para alguns, fundamentais para outros. Este é um grupo. Tudo é válido, sempre que não haja coisas ofensivas ou contra as normas do grupo está tudo bem. Aqui é uma conversa de cruspianos. Este é o sentido de um grupo, conversas girando sobre um tema em comum.

Você está brincando em nome da comissão, não é? Soninha

- Será que entendi isso como a Soninha? O Juercio faz parte da minha familia"caroneira", viajamos muito sem destino... Lamento que ele não vai comparecer e lamento também os problemas de saúde. Melhoras Juercio! Lembre-se que sempre tem um avião da CAN esperando por um passageiro... Célia. - Oi Célia, adorei suas "rememorações", eu fui agregada de fim de semana por pouco tempo. Sou irmã do Juércio e da Leila Tavares (BL d) , bjs e até sábado Tânia.

- Célia, Vejo que você faz bem meu estilo. Viajar sem saber bem qual era o destino e essa última adorei, porque era assim mesmo: havia sempre um avião da CAM esperando por um passageiro. Na verdade, eles gostavam muito da nossa companhía e tinham prazer em nos levar. Pobrezinhos, tinham sempre aquela vida monótona,rotinária.... E de repente, apareciam aqueles estudantes simpáticos, dispostos a ir a qualquer lugar e sempre com muita coisa prá contar. Eles

adoravam. Que grande favor prestamos à CAM também, não é? Eu, como era muito generosa prestei muitos e sofri com os seus membros um pouco de tudo, tempestades, desvios de rota, panes, problemas que os obrigavam a ficar em qualquer lugar onde houvesse pista e todas as peripécias que aqueles aviões DC3 costumavam submeter à pobre tripulação. Fomos também acompanhantes destes momentos difíceis. Por falar em carona, Dudu, meu querido amigo, se vc não vai ao almoço, mamande suas fotos, seus recortes de jornais, toda essa coleção de coisas do Crusp maravilhosa que vc tem. Fausto...... meu querido companheiro, ético, sério, apoiando em tudo... Não quer nos ver? Não entendo, mas mande suas fotos. Teck, meu querido Teck! Quantas noites e dias passamos nessas estradas do Brasil, em caminhões, na cabine ou na carroceria, em carros elegantes, em carros simples, em caminhonetes,,,, dormindo aqui e ali onde houvesse lugar. Onde está vc? Eu acho que vou te ver no almoço. Vai ser aquele prazer, pois te conservo no coração. Skaiko, Nelsinho (de Santos) Bolha, meu Deus paro aqui.... Quem poderia acreditar que viajávamos como irmãos, que nos protegíamos, que nos defendíamos e que nos respeitávamos, não só entre nós, mas a todos aqueles que nos acolhiam. Formiga, Gilberta, Maira, Cacilda, onde estão as fotos da viagem de

Manaus, a mais longa e mais completa que fizemos. Éramos 34. Todo tipo de carona: por terra, água e ar. Quem tem as fotos de Ilha Grande, da Ilha Bela??? Lembro-me de que uma vez minha foto saiu no jornal com chapeuzinho na cabeça. não me lembro se pedindo carona ou angariando fundos para nossos projetos de conhecer bem o Brasil - Estava a foto e abaixo dizia: Essa moça vai amanhã de carona para Manaus. Meus pais quase infartaram, mas graças a Deus sobreviveram a tudo isso. Porque foi muito bom. É que éramos simpáticos mesmo. Realmente, tudo o que vivi nesta época me transformou em uma pessoa forte, lutadora, capaz de enfrentar a grandes dificuldades e tropeços que tive aqui no Paraguai, durante a época de ditadura. Sempre tive um lema: me dobro, mas não me quebro...... Será que isso pode interessar a algúem???? Não sei. A mim.... pois tive prazer escrevendo isso. É certo que não escrevo bonito ou profundo como o Wolf, mas ele sempre foi assim mesmo. Oi Wolf!!!! Saudades de vc. Desculpem, mas nunca leio o que escrevo. Vai da maneira que sai, com erros e tudo. È como se expulsasse essas coisas tanto tempo contidas. Beijos a todos. Amanhã eu já viajo para o Brasil. Acho que estou ficando com gripe ou será tensão pré- evento. Não sei.. Soninha

- Caro Walter (Teco). Tenho um "slide" do Mario Nogueira, no Apto 402 E, preparando a cola em uma lata de 20 litros, para "pregarmos" os cartazes da "V VOLTA DA CIDADE UNIVERSITÁRIA". Tenho também um "slide" do Scaico velejando. Tinha do Super Boy arremessando dardo, mas não o encontrei. Deve ter ficado em Catanduva. Ralph Conrad, Sirio Florindo de Castro, Wilson Zafalon e eu construimos uma prancha de surf com projeto americano (na realidade era havaiano) dentor do Apto 402 E . Foi uma bagunça por cerca de 35 dias. Como a Poli era quase integral restava-nos pouco tempo para as atividades carpinteiras. Era uma poeira doida e muita serragem por todos os cantos, enqunto trabalhavamos no barco. Assim que parassemos a etapa, tinhamos a obrigação de varrermos e coletarmos toda a sujeira. Quando a prancha ficou pronta tinha um belo aspecto, mas devido as multiplas impermeabilizações ficou muito pesada. Testamos na lagoa do Crusp (Hoje RAIA OLÍMPICA). Foi descepsionante. Zafalon levou-a para o mar e voltou frustrado. Para minorar o problema sugerí colocarmos uma vela. Assim sem saber em 1964 foi criada a primeira prancha de Wind Surf no Brasil. Alguns anos depois o "Wind Surf" ficou famoso. O primeiro projeto da Raia Olímpica apresentado ao Cuaso foi de autoria do Giorgio Frusatti e minha. Tambem fizemos o primeiro da pista de atletismo e das duas quadras poliesportivas. Mas voce sempre foi o baluarte do esporte na Cidade Universitária. Bons tempos. Abraços a todos os cruspianos e a voce em particular. Prandi

- Prandi,

Você não imagina o quanto procuramos por esse cartaz. O Silvio Preto, o Dr. Héldio (médico do ISSU) e outros mais (gostaria de localizar o Mário Nogueira). Quando criamos a corrida foi com o nome de São Silvestre Universitária, para conseguir o apoio da Gazeta Esportiva (na 4ª edição mudamos para "Volta"). Eu tenho um álbum de recortes da corrida, desde a primeira, que está com a Fúlvia para ser documentada. Eu sempre recorria a Secretaria de Esporte e Turismo. Geralmente tomava um chá de cadeira de 3 a 4 horas (após o atendimento de todos os políticos). Quando entrava para falar com o Zancaner conseguia tudo: os cartazes, saía carregado de medalhas e troféus. Enfim, não gastava nada na organização. Às vezes colocava dinheiro do meu bolso para comprar material de papelaria. Conseguíamos a demonstração de fogos de artifício com um cruspiano de Jacareí que era sobrinho do dono da Fábrica de Fogos Caramuru (tudo na faixa). Em 1969, com o CRUSP fechado, como quartel general do Coronel Alvim, apesar dos inquéritos que respondi, continuei a organização da competição, com a ajuda da FUPE e da CBDU, pois acreditava que a interrupção colocaria um fim na nossa iniciativa e a continuação transformaria a corrida numa tradição na USP, como aconteceu. Este ano foi realizada em outubro a 45ª Volta da Cidade Universitária. Colaborei na organização até a 12ª edição (1975), quando o CEPEUSP, junto com a LAAUSP assumiram a organização. Só para você ter um idéia, a nossa organização que contava com o apoio de cruspianos e professores da Escola de Educação Física, não recebia um centavo para as pequenas despesas. No ano que passou para o CEPEUSP, foram contratados de imediato, 200 fiscais de percurso (pode?). É claro que pode, nós é que éramos idealistas e fazíamos as coisas na raça. Por falar em passado, tinha um repórter da Gazeta (fotógrafo), meio desmunhecado, que tínhamos que driblar a todo custo (tanto o Mário Nogueira como eu). A forma de nos livrarmos dele era encaminhar para você. Se aconteceu alguma coisa, nunca soubemos! Ah! Ah! Ah!.

Prandi, esse Cartaz precisava chegar às mãos da Fúlvia que, posteriormente, fará uma exposição. Vamos deixar o resto da conversa para o dia 29. um grande abraço, Teco

- "O cartaz está apresentando alguns sinais de idade. Mas poderá ser apreciado pelos esportistas saudosos. Juntamente com cartaz separei alguns "slides" da época, onde aparecem aspectos do CRUSP, de predios e de comemoração no Urso Branco do último "ENCONTRO DAS CASAS UNIVERSITÁRIAS". Os "slides" viajarampor 40 anos por paragens muito hùmidas e muito quentes. Os fungos provocaram muitos danos nos mesmos. Mas dá para ter uma idéia do nosso passado no tão venerado CRUSP." Prandi.

- Bem Prandi, sem problemas,porque nós também estamos apresentando alguns sinais de idade,e os fungos provocaram muitos danos em nós,também. Carreño.

- Elizabeth Gomes dos Santos… estou procurando essa louca querida desde o começo dessa empreitada cruspiana. Louca porque? Por tentar transformar uma anarquista nata em comunista. Morava (clandestina) com ela no 610 D e como pagamento pela acolhida, tinha que estudar toda noite, um jornal de um tal de Posadas (?) da Quarta Internacional. Eu lia aquilo tudo como se estivesse lendo em outra língua. Nada daquilo ficou na minha memória… O que realmente aprendi com ela, foi dividir

minhas coisas burguesas, como sapatos, roupas e acessórios. A Beth foi uma ótima professora, me dava exemplos práticos; acabou com todos meus sapatos (pois pisava torto) e eu acabei com um “Bamba” turquesa comprado no Bazar 13. Vinda de um Colégio Interno(10 anos), o CRUSP foi tudo que eu precisava na vida, para crescer. Já sabia o que era viver em comunidade e já sabia fazer política; mas lá aprendi que existia política estudantil e que podia ler outras coisas em vez de ler livros de etiqueta. Na verdade, a unica coisa que li na época foi “a história da riqueza do homem” . Tinha tanta coisa que eu queria fazer. Naquele tempo,” o mundo era uma festa e eu podia tudo”. Podia viajar de carona, dormir na hora que quisesse (desde que estudasse o Posadas), ir ou não ir às aulas, passar o dia e a “noite” na piscina, gastar todo o dinheiro no bar e ter que repartir o bandejão com alguém no fim do mês… Podia também participar de todas as passeatas, jogar bolinhas de gude na cavalaria, apedrejar o City Bank, estar na Maria Antonia quando um estudante foi morto, ajudar meu primo Carlos (centrinho da pedagogia) em pichações, comícios relâmpagos, panfletagem e a fazer Molotov. Pois bem, cresci um bocado lá, saí com uma bagagem intelectual e emocional muito maior do que quando cheguei. Saí também com um marido fantástico (quem disse que politeco é bitolado?) e que me aguenta até hoje, como uma anarquista que sou. Quero agradecer a todos vocês CRUSPIANOS, que direta ou indiretamente, contribuíram para que eu seja o que sou. Muita vida, muito amor e muito riso a todos vocês. Celia

- Pessoal, Há algum tempo dei de cara e comprei um CD da Claudete Soares... Só porque ela cantou no show do Urso Branco, na festa em que a prefeitura do Faria Lima montou para receber o povo do Crusp, em 1968. Tinha um secretário da prefeitura que recebeu um convite para o Encontro das Casas Universitárias e tratou a gente com a maior deferência. Levou-nos para conhecer as obras que "...preparavam São Paulo para o Ano 2000..." . Eram grandes obras de infraestrutura, previstas para um horizonte de 30 anos, o que justificava o 2000. É curioso que, então, o tal Ano 2000 estava muito, muito, muito distante... E lá fomos nós conhecer a escavação e o estaqueamento da Praça Roosevelt, o projeto da Marginal Tietê - "...uma avenida que vai cortar a cidade bem no centro da mancha urbana, pois São Paulo sempre foi simétrica em relação ao rio Tietê..." - , o Sistema de Águas da Cantareira, etc... Escutamos tudo direitinho, fizemos cara de aprovação e ganhamos uma noitada no Urso Branco para receber os estudantes do interior ! Até o ônibus foi de graça ! Bem, o Faria Lima parece que não conseguiu se emplacar como político alternativo da ditadura, o que era a sua grande pretensão; logo morreu e as obras, coitadas, todas ela se tornaram obras de Paulo Maluf... No Encontro das Casas o time de basquete do Crusp foi um baita vexame. Tinha três caras bons de bola, o Fausto, o Hugo e o Jean Charles, arquiteto de Araraquara. Tinha também o Maurão, o Mineiro, um gringo maluco do Canadá, e um perna-de-pau lá de Guaratinguetá. Perdemos para Piracicaba e ficamos super chateados. Beijos a todos , Fernando Minduim.

- Caro Selles. Como vai? O tal Secretário do Prefeito Faria Lima, era o Secretário Particular do mesmo. Era sobrinho do Faria Lima. Além de ser muito cavalheiro sempre demonstrou uma mémoria incrìvel. Ele tinha uma secretária formada em advocacia pela São Francisco, muito bonita e muito eficiente. A dupla era o braço direito do prefeito. Durante três anos a Prefeitura nos auxiliou muito na elaboração dos jogos do Crusp. Eles eram: Volta da Cidade Universitária (antes chamada de São Silvestre Universitária), Encontro das Casas Universitárias. Para eles precisavamos de aloqamento (Pacaembú) para os atletas vindos de outrras localidades e do translado em ónibus do Pacaembú para a Cidade Universitá-ria. A comida conseguiamos do Crusp (cedidas pela Faculdade de Higiene) Mas essas histórias são águas passadas e serviram para moldarnos para a vida. Infelizmente nos os cruspianos não tinhamos tempo,nem meios de treinarmos convenientemente para as competições. Em geral o pessoal da Luís de Queirós, Ita, Itajubá, São Carlos, tinha disponibilidae de tempo maior para preparar e com tecnicos disponíveis. As histórias são muitas. A memória já não é a mesma. No sábado tentaremos reaviva´-las co um "brain storm" de muitos cruspianos. Abraços, Prandi.

- Esse titulo do Paulo Prandi : "suspense está quase no final",me dá arrepios. Ai que medo!!! Será que não vão prender a gente naquele

colegio? Paranoia cruspiana após 68? Sei lá... mas é que agora eu tenho 6 cachorros que precisam ser cuidados. Celia

- Cara Célia. O grande suspense é saber como estão os nossos aspectos físicos e psicológicos após 40 anos. Teremos memória e percepção para reconhecer os antigos amigos ou vamos usar (e muito) a frase: "Quem é voce?" Alguns terão mudado pouco. Outros estarão irreconhecíveis. Rioko encontou-me após 35 anos e levou um susto. Envelhecemos vagarosamente vendo-nos diariamente no espêlho. Quando comparamos com fotos de muitos anos é que tomamos conhecimento do estrago. Com os amigos do passado, que deixamos de ver a muito tempo levaremos susto. Como diz Sonia Castanheira; eramos esquálidos. Vamos tentar não levar sustos. Espero vê-la bem, com saúde, com disposição e muita esperança de podermos nos reunir por muitos e muitos anos ainda. Abraços , Prandi.

- Paulo, vai ser o maior barato. Cada um vai estar com sua imagem corporal daquele tempo (na cabeça, bem entendido?) vai pensar que foi prá reunião errada e se perguntar o que está fazendo numa reunião de velhos. Celia

- BINGO !!! Celia antecipou tudo. Scaico, calado mas atento.

- Scaaaico! já vi sua foto. Só me pareceu um pouco mais amadurecido que naqueles tempos. Pelo menos está com cabelo, e bigode. Eu vou sem cabelo, com óculos, uns quilos a mais... mas pelo menos, com todos os dentes. Beijão e até lá... Celia

- Estou por viajar a São Paulo, muito emocionada. Mas, como ainda me sobra um tempinho e meu trabalho é diretamente no computador, quero aproveitá-lo para comentar algo que li e que escreveu a Soniona. (Oi querida, como vai?) Nós do Crusp, em sua maioria oriundos de cidades do interior, ou de outros estados e países, éramos puritanos. Por exemplo, os homens não entravam nos prédios de mulheres e as mulheres não entravam no prédio dos homens. Isso era severamente respeitado, até perto do final onde nossas regras vieram todas abaixo.Acho que tanta perseguição e talvez o medo desorganizou essa comunidade bem organizada e feliz. Todos os ambientes eram respeitados. Vida privada só privada mesmo, em particular e não comentada. Isso, que hoje em dia pode parecer inconcebível, era natural naquele espaço e momento. Uma vez esteve um psicólogo para falar sobre essa proibição de entrada nos prédios femininos e nos masculinos. È incrível, mas as mulheres votaram para que continuasse igual. Era mais cômodo e mais organizado. Senão

se transformaria em bagunça foi o argumento. .Mas, o importante que queria dizer é que éramos uma juventude sadia. Não usávamos drogas e não conheci nenhum só viciado nelas. Também não conheci alcohólicos, se bem tomávamos um shopinho ou uma cervejinha em situações especiais. A única coisa permitida era o cigarro, mas nem todos fumavam. A maioria tinha uma vida absolutamente sâ. Muitos fumávamos, como eu. Isso sim. Estava na moda e não havia tanta propaganda contra o cigarro. Resumindo, tudo o que se divulgou do Crusp foi produto da fantasia da sociedade paulista e depois do medo que constituia esse agrupamento tão grande e tão unido para os representantes da ditadura. Tenho que contar ainda o episódio em que todos fomos presos no ônibus e fomos parar na delegacia de Pinheiros. Eu era uma das duas mulheres que estava no ônibus. Vi que Paulo Negrão comentou. Irônico pareceria se compararmos o que aconteceu naquele dia com o que vemos no comportamento da juventude atual. Mas...são diferentes períodos de época e diferentes estilos de atuar. Esse episódio fica para outro dia. QUEM TEM FOTOS DA NOSSA VIAGEM DE MANAUS. FORMIGA? RUBENS KRAKAUER? FAUSTO Beijos e até o evento.

Soninha

- HOMENAGEM AO LAURI

(por Célia Bergamasco)

Nunca conversei com o Lauri... Ele era muito “alto escalão” para a minha ignorância. Mas um dia,depois de fechado o CRUSP, nos encontramos no Largo de Pinheiros e ele me convidou para tomar uma cerveja. Tomamos a “uma” e mais todas. Foi aí então que afirmamos nossa amizade (como todo bebum). Andamos de lá até a Morato Coelho, acho eu, perto da Praça Benedito Calixtro; Cantando pelas ruas em altos brados e bebendo de boteco em boteco, na maior alegria. Talvez uma das últimas alegrias dele, pois logo depois ele saiu de cena. Fomos parar de madrugada, no apartamento da Kikuko, fazendo a maior algazarra. A coitada ficou tão apavorada… e não quis nos deixar entrar. E eu de tão “turbinada” que estava não lembro o final da estória… JURO! JURO MESMO. Só tenho essa lembrança dele, boa lembrança!!! No encontro vou beber “uma” por ele. Por favor Kikuko, apareça pra me ajudar nessa…

- Celia e demais cruspianos. Vc deve estar se referindo ao nosso querido Lauriberto José Reis.

Entrei junto com ele na Poli em 1965. Ele era de São Carlos e por estranho que pareça entrou na Poli e bombou em São Carlos. Ele era ótimo, amigo do jazz e completamente vagau. Não tinhamos exatamente as mesmas crenças mas éramos grandes amigos (aliás, pelo que sei o Lauri era amigo de todos) Um dia no final de junho de 1969, (Crusp já fechado e eu morando na Casa do Politecnico), estava saindo da Cidade Universitária com o meu fusca e o Lauri pedindo carona. Claro que parei ele subiu e eu perguntei aonde ele ia. Ele me respondeu que estava meio sem rumo pois acabava de sair do apartamento e pretendia ir para um hotelzinho. Foi quando lhe disse que eu estava indo para a casa dos meus pais em Campinas e ele poderia ocupar a minha vaga na Casa do Politécnico por todo o mes de julho. Êle agradeceu muito e perguntou se não iria atrapalhar. no que eu repondi: claro que não, fica aí, toma conta do pedaço, e não enche o saco! Ele ficou duas semanas e deixou um bilhete de agradecimento que encontrei quando voltei no dia 01 de agosto (infelizmente joguei fora, depois que li, esse histórico bilhete). Bom, foi com enorme surpresa que alguns dias depois leio no jornal que havia acontecido o primeiro sequestro de avião da Varig de Buenos Aires para Cuba. Chefe dos sequestradores: Lauribertio José Reis. Claro que apavorei , mas nunca ninguém soube desse caso que conto em público pala primeira vez. Bom , lamentável o que ocorreu em 1973 com o Lauri baleado e morto em um comicio relampago na Penha. No encontro vou fazer como vc e beber por êle. Guru Antonio Carlos Teixeira Álvares

- Sonia,

Vc tem toda a razão, éramos puritanos. Nunca vi uma droga pesada nos quatro anos que morei no Crusp. Éramos no máximo bebuns, de vez em quando. Bom, eu estava num onibus da viação Vani que, devido a uma confusão da qual não me lembro bem, acabou indo parar na delegacia de Pinheiros. Vc se lembra de mais detalhes? Pretendo lhe perguntar no sábado. Guru

- (ui, esse computador nao tem acento- 'E um APPLE - SafariTeclado diferente) Mas, vamos la..... Oi amigos! Que alegria! Cheguei ontem a noite ) e estou hospedada em um lugar muito conhecido e significativo para mim. Na Rua Joao Moura, quase Cardeal Arcoverde. Conto o porque: - Quando o Crusp foi fechado e tivemos aquela triste despedida, apesar de todo o choro e angustia, acho que pensavamos que nos encontrariamos sempre. Os abracos e beijos nao foram dados no conhecimento de que nunca mais encontrariamos, ou pelo menos nao encontrariamos a maior parte daqueles que ai estavam se despedindo. A saida foi violenta, agressiva, sentiamos que nos expulsavam de nosso lar, havia aquele sentimento geral de desampararo, mas jovens e sem experiencia achavamos que tudo ia se acomodar. Nao entendiamos que aquele era um momento marcante e definitivo em

nossas vidas. Entretanto, com o impeto da juventude, no fundo , no fundo, pensavamos que esse "chau" era um ate logo, ate dentro de uns dias e nao um adeus, como realmente foi. Bom.... nessa noite.... "deste triste dia"..... eu me alojei com minhas coisas (minha mudanca) e todo um grupo de desamparados na rua,,,, exatamente na rua.... tudo colocado na calcada de um lugar conhecido por nos. Nao era na Vital Brasil, mas era ali, perto do Bar Frajola, lugar muito frequentado por nos, cruspianos. Ficamos ali com aquele ar de perdidos , que era como nos sentiamos, (sem chao), com todas as nossas tralhas, acampados na rua, perto dos barzinhos que ficam (ou ficavam?) por ali , bem a volta do Frajola, acho que perto da ponte cujo nome nao lembro mais. Tambem nao sabia que era a ultima vez que estaria neste lugar. Nunca mais fui. Bom, devo admitir hoje em dia, com honestidade, que eu teria muitos lugares para ficar, casas de parentes, de amigos, mas onde ficaria minha solidariedade com aqueles que não tinham pra onde ir? Alem do mais pedir refugio com todas aquelas coisas? Eu me sentia desabrigada de minha casa e como tal me comportei. O CRUSP tinha sido minha casa durante 4 anos. Eu disse que traziamos toda nossa "mudanca" e que nao era grande coisa. Alguns traziamo inconfundivel cobertor do Crusp e eu..... tambem trazia uma lembrancinha. Tinha cometido um crime de roubo. Na verdade fiz uma coisa

bem inusual em mim. Eu, que sou incapaz de roubar um cobertor de um aviao ou um travesseirinho ou uma colherinha, carreguei comigo uma bandeja do restaurante do CRUSP, que estava, nao me lembro porque no meu apto -301 - Bloco A. Estava escrito Crusp atras e achei que seria uma lembranca importante. Ate hoje a conservo e a palavra CRUSP permanece, apesar de todas as vezes que foi lavada. Continuando meu relato, depois de dormir uma noite na rua, fomos convidados para dormir no Estadio do Pacaembu. Na verdade, recebemos v'arias propostas solidarias para recolher-nos em algum lugar mais seguro do que a rua, mas fomos para o Pacaembu, usando os lugares que correspondiam (acho) aos jogadores de foot ball. Estando nesse lugar soube que alguem, nao sei quem, tinha conseguido um edificio com varios apartamentos, na Praca Benedito Calixto. De pastillas verdes, em cima de um Super Mercado Pao de Acucar, ele foi praticamente preenchido pelos cruspianos que nao tinham para onde ir. Eu morava no nono andar, com a Deusa, a Zuleide, a Elizama (4) alem de todos aqueles que precisavam de um refugio provis'orio. Formiga e um grande grupo morava no primeiro andar Varios outros apartamentos estavam ocupados por cruspianos e muito conchav'avamos. Logo descobriram e a vigilancia foi extrema. Sentados nos bancos da praca Benedito Calixto ou de p'e ao lado do predio estavam esses homens , aparentemente, desocupados, com olhos

ladinos, que os porteiros se encarregavam de contar-nos que eram do DOPS . Afinal de contas nao devemos esquecer nunca que moravamos ai e que eramos considerados pessoas perigosas. Acho que nao tinhamos medo. Estavamos acostumados. Mas eles eram sabidos. Descobriam coisas nossas. Uma vez que eu resolvi ir a noite para o Paraguai, mas ainda nao tinha bem decidido e estava pensando se iria ou nao, o porteiro me perguntou se era verdade que eu viajaria naquela noite para fora do pais. Isso nao so implica em eficiencia, senao que acredito em um dom superior talvez: o da mediunidade. Ha, ha,ha..... Bom, aqui estou eu na Joao Moura, bem no lugar em que moravam o Alvaro e a Maria do Carmo, com a Kikuko nos fundos, ao lado da casa que morava Marilia Pera com o filho e uma amiga, em frente a casa que morava o Nelson Goncalvez, aquele grande cantor, que estava passando por uma fase de recuperacao do alcohol. Rua animada essa. Quem aqui morou vai poder confirmar tudo isso. POIS BEM : Aqui estou e volto ao comeco - Estou em Sao Paulo .......... VIVA!!!!!! Maravilhoso. Bonita! Linda cidade Adoro... Mas sabem o que eu tenho aqui na minha frente ? Adivinhem o que eu posso ver desde o lugar onde estou sentada? Aquele predinho que foi por nos inaugurado depois do fechamento do Crusp, cujas pastilhas verdes, continuam perfeitas. Apesar de um pouco

desbotadas vejo que se conservaram muito melhor do que eu. Estou em uma cobertura e vejo tambem uma parte da praca Benedito Calixto que naquela epoca era uma praca comum e apenas a nossa praca, aquela que eu tinha medo de atravessar quando voltava quase meia noite depois de dar aulas num Colegio Estadual do Butanta. Hoje sei que ela esta mais famosa, ladeada por uma avenida importante, acho que Henrique Schauman, e e tambem local de uma feira de artesanato e moveis antigos.... que a fez mais conhecida do p'ublico em geral. Bom, estou aqui, em casa de amigos queridos, mas que estao fora, um trabalhando, outra na fisioterapia, no medico, criancas na escola. Bem, estou em Sao Paulo e devo estar feliz..... Mas estou no computador outra vez. Vou sair um pouco no terraco para sentir o ar cheiroso. Que cheiro tao bom o de São Paulo! Voces nao sentem? Sera cheiro de poluicao? Nao sei..... 'E o cheiro de Sao Paulo. So sei que 'e um cheiro gostoso que esta guardado no fundo do meu coracao. Há quarenta anos eu nao moro mais aqui,,,,,,,, e este 'e o cheiro do afeto. Se alguem ler isso e tambem estiver sem nada que fazer e quiser me ligar o telefone e: 31313903 Beijos Soninha Castanheira - Obs - Espero que me chamem logo porque senao, como nao posso ficar sem fazer nada vou contar o dia que fomos presos na delegacia de Pinheiros por bagunca no

onibus. Para aqueles que estiveram presentes, (acho que era um Vani inteiro) e nao lembram o nome do delegado, eu lembro: Chamava-se Dr. David Vicente - Samb'em porque eu lembro? - Porque minha memoria 'e otima para coisas inuteis RAIOS DE COMPUTADOR QUE NADA FUNCIONA DIREITO OU FALTA TECLA OU ESTA TUDO FORA DE LUGAR - Medo, medo, medo…(Célia Bergamasco) No momento não sei explicar nada… É tudo tão confuso lá dentro… Só sei sentir… E como sinto… Só com esse encontro virtual, são tantas as emoções, excitações, agitações e ansiedades aflorando… Sinto toda essa agitação psicológica, como se estivesse me aprontando para ir a uma passeata… só que agora… com muito medo. Onde se escondeu aquele ser idealista, para quem não existiam barreiras? Cadê aquele ser que podia tudo? Será que está fechado (no inconsciente) como o foi o CRUSP? Terá sido a experiência cruspiana um rito de passagem para todos nós? Estaremos de novo experienciando mais um rito de passagem? Para onde agora? Para onde? Talvez seja esse o medo… Será nossa agonia psicológica (de agora), igual à dos que foram torturados ou mortos pela repressão? Fomos “usados” pelo sistema para produzirmos… ”usados” pela biologia para reproduzirmos… Mas em compensação a todo esse uso, fomos “abençoados” com a

experiência cruspiana. Ao Universo, que hoje se regozija conosco, meus mais sinceros agradecimentos. Aonde nos levará tudo isso…? Não estaremos como diziam os mais antigos que nós, “cutucando a onça com vara curta?” POBRE FREUD… Vamos nesse dia (29/11/200) cozinhar a ele e a toda sua teoria, no nosso caldeirão de “MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÕES”.

- Minha cara Célia. O que voce está descobrindo é o seu furacão interno. Lembre-se que voce não é a única. Creio que cerca de 100% dos cruspianos estão com emoções muito parecidas. Não vá para o "porão". Ele não a protegerá. Saia para ver a sua querida São Paulo da juventude e use todas as emoções, ansiedades e exitações para tomar um vinho e relaxar para o "AMANHÃ CRUSPIANO". Boa sorte. Prandi

- Confesso que também estou com essa mesma sensação. Medo. Não faço a mínima idéia o que me causará mexer nessa urna que trazemos fechada dentro de nós. Às vezes penso que seja melhor deixá-la lá, quieta. Guardando seus deslumbramentos e seus assombros. Álvaro - O pessoal está preocupado com o impacto, com a expectativa e, como disse o Álvaro, com a abertura da urna, já que o local irá concentrar uma energia capaz de remover montanhas . Agora, se estão preocupados, preparem-se para o "day after" (despedida). Teco

- Embora tenha achado muito bonito o que o Teco escreveu quanto ao impacto; só vou poder comentar depois. Não posso falar de uma experiência que não tive ainda. Estou ansiosa prá mais essa vivência . Celia

- Ok Paulo, Ok Alvaro, muito obrigada pela empatia. É bom saber que mais gente também está em ebulição... Acho que vamos explodir com o caldeirão do Freud! Se algo de ruim me acontecer...(infarto) "prometam" que pegam de pau essa comissão que está a abrir essa caixa de Pandora. Celia

- Meus queridos cruspianos Realmente se aproxima a hora do encontro. Mais do que medo, acho que a palavra certa e emoção. Estamos vibrantes ante esta expectativa de vernos novamente. Tivemos novamente a oportunidade de comunicar-nos. Muito escrevemos, muito falamos e isso foi bom , porque já ha uma parte do caminho recorrida. Voltamos a entrar em contato... Entretanto, deixamos algo de lado............O RECONHECIMENTO O agradecimento que devemos a essa comissão organizadora, que trabalhou para que isso se tornara realidade. Reconhecer que sem este grupo de pessoas, que tomou esta decisão de levar a cabo tão grandiosa jornada, esse sonho nao seria possível. Reconhecer que vimos aparecer o web-site do Crusp, vimos o e-

grupo do Crusp no Yahoo, vimos o Blog e o Fotoblog do Crusp. Nesses espaços, pudemos expor e deixar soltos nossos sentimentos, revendo e lendo tanta coisa interessante. Vibramos com elas . Ate nos foi possível colaborar escrevendo alguma coisa. Mas esses espaços nao saíram do nada. Quem esteve atras de tudo isso? Quem trabalhou horas, dias e meses, armando esses lugares em seus computadores, selecionando fotos, mensagens, postando-as, buscando pessoas e mil e outras atividades concernentes a organização de um evento desta magnitude? Tudo isso, sem falar da forca que tiveram de enfrentar este empreendimento. Alguém, algum dia, precisaria reivindicar o que foi por nos vivido e quase nunca mencionado. Obrigada a todos vocês da Comissão Organizadora, por antecipado, por tudo que já nos brindaram do seu tempo,do seu trabalho, do seu carinho e do seu amor, porque ao doar a todos nos, em nome do CRUSP, doaram muito de vocês mesmos. Obrigada. De coração agradeço, em meu nome , mas acho que todos, conjuntamente agradecemos. Soninha Castanheira Obs. Desculpem os acentos

- Oi gente, estou saída do "porão" (aconselhada pelo Paulo Prandi). Nada como uma boa noite de sono, acordar e ter um insight de que nossa prisão no CRUSP, foi uma passagem para a vida adulta(fomos presos, literalmente,num casulo de adulto); e que esse reencontro é uma passagem para a nossa velhice. BEM VINDA, TERCEIRA IDADE!!! BENVINDA. É a nossa liberdade dessa sociedade que nos oprimiu a todos, durante a idade adulta. Agora "PODEMOS TUDO" de novo. VIVA A ANARQUIA!!! Abaixo a democracia!!! beijos e mais beijos a todos, agora é tudo só alegria! Celia

- Assino embaixo!!! É praticamente um manifesto!!! Li pelo telefone para a Suely Bastos que, de última hora, desistiu de ir. Mas também perguntou "onde é que eu assino?". Maristela Bernardo

- Oi, Célia Foi legal ler seu e-mail. Só discordo de que “esse encontro é uma passagem para a velhice”. Nós não somos velhos (talvez velhos amigos que não se vêem há muito tempo). Na realidade, ao invés de velhos, idosos, de terceira idade, etc...

NÓS SOMOS DE FATO JOVENS DE CORAÇÃO!! Um grande abraço e até amanhã! Nelson Toledo (o Dum-Dum, que morava no E-507)

- Cruspianos, Primeiro, parabéns a todos pela iniciativa, adesão, pelo excelente texto à imprensa e, por não deixar que uma data tão importante em nossas vidas passasse sem uma comemoração tão ao nosso estilo!! Entrei no curso de Ciências Sociais em 68 e, coerente com minhas idéias, vivi intensamente os movimentos (a começar pelo dos excedentes) debates, assembléias, passeata e também - as aulas. A invasão da Maria Antônia deslocou o eixo para a Cidade Universitária, e o CRUSP deixou de ser um local onde eu pernoitava após uma festa para ser o centro da participação na vida estudantil. Era lá que as coisas aconteciam, que eu encontrava as pessoas e as experiências que buscava:tanto as discussões políticas quanto as culturais (quem lembra das idas ao Ferreira e de Solano Trindade?); às vezes algumas me assustavam um pouco como festas que acabavam na piscina, mas nunca nos preocupava caminhar a noite por qualquer de seus caminhos. Nunca cheguei a morar lá, mas era "agregada" do 608 A onde morava minha irmã Arlete (junto com a Angélica e a Marina) e adorava especialmente a Banca da Cultura. Quando houve a invasão do CRUSP também não estava lá, mas me prontifiquei a buscar livros e outros objetos dos meus amigos, que haviam ficado nos apartamentos. Isso atendendo minha preocupação de cuidar dos livros e de colaborar com as pessoas que admirava e às quais, como novata, queria me integrar. Tirei

muita coisa, talvez demais para o gosto do Coronel Alvim que ocupava o local e acabei presa. Fiquei uns dias no próprio CRUSP, depois DEOPS, Tiradentes, completando 101 dias. Muito além dos estudantes acabei me aproximando de companheiros que viviam uma situação de muita violência. De jovenzinha inexperiente, fui passando a parceira numa luta pela sobrevivencia e dignidade. Por isso tudo, pouco me importa a cara que eu ou vocês temos para apresentar no dia 29. É claro que ela está com as marcas de tudo que vivemos ao longo destes anos!! ainda bem!! Provavelmente vocês não me reconhecerão nem eu a vocês, infelizmente não convivi no CRUSP tempo suficiente, mas me sinto parte dessa coletividade, dessa geração, e mais uma vez estarei feliz por me sentir inserida nesse grupo, assim como eu desejava nos idos anos de 1968. Um forte abraço a todos, Sirlene Bendazzoli .

- Caros amigos, Quanto agradecimento devemos todos à Comissão Organizadora e "áreas próximas" que bolaram e organizaram esse evento. Quem não sabe poderá ao menos imaginar o trabalho que dá uma empreitada dessas. Beijo fraterno a todos vocês. Não poderíamos deixar esse mundão sem esse encontro. Agora já estamos mais livres, e mais leves. Mas se aparecerem outras oportunidades antes, brindaremos mais uma vez à Vida. Eu tenho pensado muito com os meus botões sobre essa magia que foi o CRUSP em nossas vidas. O que realmente essa oportunidade vivencial e existencial plantou de comum e virtuoso em nossas almas, que hoje nos une mesmo sem saber direito o que seja. A cada momento vamos descobrindo o quanto isso nos marcou, em uma dimensão que por certo nenhum de nós em sã consciência imaginava. Acho que qualquer dia desses vai me bater alguma luz e eu conseguirei por algumas palavras sobre isso no papel. Se conseguir lhes mostrarei.

Uma das lembranças que me vieram à cabeça nesses dias foi a ansiedade, a vontade tremenda, que me dava para voltar ao CRUSP quando eu saía de férias para minha cidade, para acampamentos com os amigos ou para as excursões escolares. Ou até a satisfação enorme em retornar após um dia de aulas lá na Alameda Glete, que era onde operava o Curso de Geologia da FFCL da USP. Era isso, o CRUSP era a minha casa, a minha taba, a minha tribo. O CRUSP era o lugar para onde a gente voltava... Talvez Freud saiba melhor o quanto significa e o quanto é importante para o ser humano ter um lugar para voltar... Um abraço emocionado a todos os queridos companheiros, Álvaro

- Que sucesso meu! PARABÉNS!!! Estou chegando em casa só agora,e ainda em ebulição. Sonhei com todos vocês, e quando estou acordada continuo pensando em tudo que vivenciamos. Beijos, Célia

- Queridos cruspianos, A festa foi emocionante. Como Nelsinho, agradeço aos que organizaram esse maravilhoso encontro. Rever pessoas que não via há 40 anos éo que há! Bjs. a todos. Nair

- Pessoal, FOI SUPER! Algumas fotos para confirmar o grande sucesso! Duas mostrando o "making-off" das "toalhinhas". Tenho mais algumas de grupos. Se quiserem, mando numa outra msg.

Obrigados pelo trabalhão! Contem conosco para cobrir as despesas! Abração! Cecil e Mane

- Queridos amigos organizadores do evento Muito obrigado! Foi o melhor presente de Natal! Vamos nos reunir mais vezes. Que Deus os abençoe! Nelson Toledo

- Colegas cruspianos, Apesar de chegar bem no final da festa, encontrei ainda velhos amigos que (alguns) não encontrava há muitos anos (Soninha, GeraldoLumpen, Zezé, Walter Pini, Formiga, Yoriko, Martins e muitos mais...). Foi realmente um momento único. Eu e a Regina ficamos muito felizes e parabenizamos a equipe de coordenação pelo ótimo trabalho. Feliz 2009 a todos. Rubens e Regina

- A todos os membros da Comissão e eventuais agregados: Sem dúvida, vocês nos surpreenderam. Pela grandiosidade, complexidade e qualidade do evento, quero deixar meus parabéns. Pela oportunidade até então impensável de rever tantos amigos, quero deixar meu obrigado. Com um beijo carinhoso, Scaico

- À Comissão organizadora. Obrigada por essa oportunidade única em poder rever os amigos que fizeram parte dessa nossa importante etapa. Beijos, Dulce Satiko Onaga

- Para essa comissão organizadora que se mostrou eficiente e muito cuidadosa. MEUS PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!! Foi uma festa à altura de nossa história de vida. Só podemos, todos nós, agradecer por esse dia que ficará marcado nossas vidas com amor. FOI UM ENCONTRO MUITO SIGNIFICATIVO E AGRADÁVEL! Um abraço a todos vocês, com meus agradecimentos, Nilce Azevedo Cardoso.

- Prezados organizadores Do CRUSP 68 : Parabéns pelo trabalho de vocês. O FOLDER ficou lindo, apreciamos bastante. A refeição estava ótima, o ambiente agradável apesar do som um pouco alto. Foi muito bom . Pedimos desculpas por não tê-los procurado pessoalmente ontem , para agradecer e para parabenizá-los. Esperamos que o dinheiro adicionado tenha sido suficiente. Consideramos que se ainda houver grande débito poderá ser passado mais um aviso. Eu e o Claudio parabenizamos todo o grupo. Foi uma grande tarefa. Nosso grande abraço. Ana Maria S.T. França

- Quero desculpar-me de todos os cruspianos que participaram da magnífica comemoração por não ter podido despedir-me de muitos. Minha esposa, Jacira, devido a um acidente veicular, teve problemas com suas articulações obrigando-no deixar a festa por volta das 18:30h. Agora meus agradecimentos à comissão que provavelmente teve muitas e muitas noites mal dormidas e dias apoquentados por problemas "quase impossíveis" de serem resolvidos. Mas como bons cruspianos conseguiram driblar os obstáculos e tornaram a tarde e noite de sábado um grande "conto de fadas". A "varinha" estava infernal: conseguiu colacar um sorrisso extremamente duradouro em todos os participantes. Os avós terão muitas estórias para os netos e filhos. Portanto mais uma vez os nossos agradecimentos por tornarem possível essa irmandade tão forte como era no passado. Jacira e Paulo Prandi.

- Caros Cruspianos organizadores Parabéns. Foi um dia emocionante que ficará em nossa memória, assim como todos os amigos mesmos os perdidos...me lembrei do Jeová? Feliz Natal a todos e vamos continar no grupo.. conversando. Muita Paz Teca é meu apelido foi o único códinome que a repressão nunca descobriu / Ruth

- A todos os amigos que puderam estar presente no evento do dia 29 de novembro meu muito obrigado. Os olhares, os sorrisos, os abraços tudo foi muito intenso e verdadeiro. O espirito dos cruspianos continua vivo,

mesmo após 40 anos de ausência. Aos que não puderam comparecer fisicamente, por já terem partido, sentimos suas energias e foram importantes suas vibrações. Aqueles que ainda na terra, não puderam estar presentes, suas razões são plenamente justificadas mas suas faltas foram sentidas, pelos amigos e por todos que lá estiveram. A comissão que organizou, meus parabéns, tudo saiu maravilhosamente bem. Vocês proprocionaram uma tarde/noite maravilhosa a todos, com sua dedicação, carinho. Cada detalhe, foi planejado, do site, ao crachá, passando pela comida e tudo o mais. Senti não ter podido ajudar, senti que se vocês tivessem tido mais apoio, mais gente ajudando,teria sido muito, mas muito melhor....só não sei como, poderia ter sido melhor.... Um beijo a todos e vamos que vamos....O ESPIRITO DO CRUSP AINDA VIVE EM CADA UM DE NÓS. Ademir

- Amigos da Comissão, vocês estão de parabéns, a reunião foi surprendente. Quais serão os novos passos ? Por favor me informem sobre os planos, pois quero ajudar no que puder. Forte abraço, Alan.

- Prezados colegas cruspianos.

Estou tendo acesso ao quadro de estatíscas do servidos streamer que fez a transmissão ao vivo e online do envento de onte pela INTERNET. Estiveram contatados conosco 182 pessoas, sendo que em determinado período estiveram 152 pessoas contatadas simultaneamente. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Watanabe, fui uma dessas 182 pessoas virtuais. De última hora, não pude comparecer; ainda bem que pude "virtualizar-me". Só posso agradecer a possibilidade de fazê-lo. Como só posso agradecer a toda a equipe pela realização do evento. Espero que aquelas sorridentes despedidas mostradas signifiquem não apenas o final de um evento festivo, mas uma continuidade de relacionamentos até então interrompidos. Que o site CRUSP68 seja o principal, mas não o único, local de reencontros. De minha parte, coloco-me à disposição para, dentro das possibilidades, ajudar na manutenção e incremento do mesmo. Mesmo não tenha estado de corpo presente ao encontro, acho que o estoque de histórias e lembranças dos cruspianos 63-68 está muito longe de se esgotar. Até um próximo contato, mais agradecimentos e abraços a toda a equipe. Ana Maria M.C.Marangoni

- Boa noite amigos, irmãos, companheiros, caminhantes e idealistas cruspianos. QUE FESTA INCRÍVEL! QUE FESTA BONITA! QUE FESTA EMOCIONANTE!

Agradeço a todos vocês pela energia que emanaram durante nosso CRUSP’s DAY de ontem, dia 29 de novembro. Que possamos repetir esse tipo de encontro no próximo ano e também no outro… até que um dia, quando todos nós estivermos vibrando em outras paragens dimensionais, nossa festa continue a acontecer aqui nessa “fisicalidade” em homenagem aos cruspianos que idealisticamente vivenciaram os idos dos anos 60, mas também nesses outros níveis quântico-dimensionais como propagação de nossas ondas intencionais pelo infinito conjunto de supostos universos… Obrigado pelo dia de ontem. Confesso que, mesmo sem ter bebido uma única gota de álcool, fiquei de “ressaca”. … mas não uma ressaca com conseqüências desagradáveis, mas ao contrário, curtindo um quase êxtase de satisfação, de carinho, de acolhimento, de amizade. Obrigado amigos. Interessante é que antes de começar o Encontro eu imaginava que jamais poderia ficar até o final programado – 22h00. Qual o quê! Às 10 da noite percebi que muitos queriam mesmo é continuar aquele bate-papo gostoso, descontraído, cheio de envolvimento. Ninguém queria ir embora! E se houvesse possibilidade eu e minha esposa teríamos ficado até altas horas. Peço que continuemos a trocar e-mails, idéias, figurinhas, … e até mesmo eventuais pequenos encontros possam ocorrer. Quero cumprimentar efusivamente a equipe que coordenou o Evento: VOCÊS SÃO ÓTIMOS. PARABÉNS! Abraço a todos. Nelson Vilhena Granado

- Grande ressaca

Hoje a emoção é grande demais. Não consigo concatenar as idéias. É como se tivesse “fumado” uma “bombona”! Os pensamentos correm soltos, anos luz mais rápidos que minha agilidade motora. É como se estivesse assistindo a um filme do Passolini ou Almodovar, projetado pelo Watanabe. Sinto-me mais “pirada” (leia-se memória fantástica)que a Soninha. Lembranças vindo aos borbotões com o peso e a velocidade de meteoritos. Comecemos pelo “folder” que recebemos na entrada: Guardei-o na bolsa por achar que era um “schedule” das festividades ou o cardapio do evento. Só vim lê-lo em casa ao deitar. Li e comi a todos os depoimentos; saboreei a todos vocês que o deram, comi um de cada vez, degustei palavra por palavra. Dormi saciada! Agora posso concordar com o Nelson Dumdum(a quem infelizmente não vi) e com o Teco. Como somos bonitos! SOMOS TÃO LINDOS!!! Nunca pensei que fosse encontrar tanta gente idosa(quer queiram quer não, somos todos sessentões) tão bonita e com uma energia incrível. Seria nossa beleza interior refletida em nossas aparências? Lembram do dito maldoso que corria na época? -Você quer ser bonita(o)ou cruspiana(o)?Pois bem… escolhemos a segunda opção e acho que fomos bem inteligentes; afinal a vida para ser bem vivida só precisa de um pouco de inteligência,o resto vem por acréscimo. Minha amigona MALU, uma delícia! louca, louca como eu. Continuamos as

mesmas. Que bom! Que coisa gostosa… a dissidência, AP e a Quarta unidas na mesa do bar do Alemão. O que me preocupa é que o Jurandir, único militante da quarta que sobrou, sumiu durante uma troca de mesas. A Bete da Veterinária já estava sumida, agora mais esse ? Será por isso que eles tinham tão poucos militantes? eles somem sem mais nem menos?? Evaporou-se mais um nessa noite memorável. Enfim… obrigada, obrigada e obrigada, à comissão e a todos nós que comparecemos lá. Afinal somos um GRUPO CÁRMICO à parte e nossos colegas mortos pela repressão, morreram por nós. Eles são nossos “MESSIAS” (ficou bonito assim para terminar). Mas prefiro dizer que nós somos nossos próprios Messias, só nós mesmos podemos nos livrar das amarras que a sociedade nos impõe. E para isso, só precisamos de consciência e inteligencia. (no bar estiveram: Malu, Watanabe, Formiga, Mineiro,Soninha, Paulo Paixão, Maria Rosa, Anavécia, Antonio Carlos, Miriam, Mané Quatá, Luciano, Maria Amalia,Beto, eu e mais duas pessoas que não sei onome) Beijos, Celia

- Aos amigos cruspianos. O que era o mais importante na festa?

Olhar o(a) companheiro(a) e sentir a alegria da renovação de uma amizade que transcendeu quatro décadas, sem contatos (de maneira geral) O que fêz isso se tornar tão forte? Creio que foram as dificuldades, os obstáculos que muitas vezes insupera-véis, iam sendo ultrapassados e deixando o estigma de que a "UNIÃO FAZ A FORÇA". Daí vem o senso da vitória. Vencemos? Não sei. Mas nossa velha amizade sobrepujou o tempo. Acho que se eternizou. Abraços a todos. Prandi

- Querida Célia Bergamasco Que pena que não nos vimos no dia do encontro (da Festa). Que emoção! Suas palavras espelham nossos sentimentos após esse extraordinário evento. Que V. continue assim, maravilhosa. Deus a ilumine junto aos que a amam. Um Natal espetacular! Nelson Dum Dum

- Paulo Prandi, como já disse : Somos um grupo cármico. Encontraremos CRUSPIANOS até no além. Tu vai ver que "bela surpresa"!!! Beijo, Célia

- Cruspiano(a) A expulsão dos cruspianos no dia 17 de dezembro de 1968 ficou conhecido como a Diáspora Cruspiana. Com o tempo a dispersão levou cruspianos por todo o interior do Estado, pelo Brasil afora e por outros continentes. O dia 29 de novembro de 2008, como uma trombeta a soar no universo, trouxe uma grande maioria de volta. Os que não puderam estar no reencontro, fisicamente, com certeza, lá estiveram em espírito e/ou em pensamento. Para a "Revolução" que pretendeu apagar o CRUSP da História, o glorioso 29/11/2008 mostrou que estamos vivos e bem vivos, irmanados no espírito que nos uniu naqueles cinco anos de convivência e que não sucumbiu nos 40 anos de distanciamento. Todos sentiam e imaginavam a possibilidade de um reencontro, sem saber como, de que forma e quando. Mas a varinha mágica saiu como um conto de fadas, enviada por forças maiores, mostrando que o programado não havia se cumprido e que o amor e a solidariedade que unia os cruspianos tinha um objetivo maior e, portanto, não poderia desaparecer no tempo e no espaço. Abraços, sorrisos, lágrimas de felicidade, enfim, o Reencontro, para mostrar que somos uma geração de vencedores, com todos os percalços que passamos, mas com uma força indiscritível, capaz de contar a sua história, renovar esperanças, oferecer o seu aprendizado, a sua riqueza de conteúdos e experiências, para as novas gerações. Muitos estão perguntando: e agora? O momento é de profunda reflexão. As nossas emoções não foram em vão e não podemos dispersar essa energia, que não se reaglutinou, ao acaso. Os nossos encontros devem continuar ocorrendo, mas não apenas para matar as saudades. Muitos estão aposentados, alguns com o burro na sombra, pensando apenas em gozar a vida. No entanto, a vida não é para ser gozada (também), mas para ser vivida. Daqui nada levamos, a riqueza fica na terra ou vai para o espaço. No entanto, a experiência, o acúmulo moral, os valores adquiridos vão

construindo a nossa escada, em que cada degrau mais nos aproxima do Criador. É por isso, que os cruspianos foram destinados a viver intensamente nesta vida (passageira), cuja força e valor que cada um sentiu no dia 29, representa a possibilidade de se cumprir uma missão a que estávamos destinados: amar-nos sempre com o carinho e a solidariedade que sempre incorporou cada cruspiano, mas sem perder o horizonte que ainda temos pela frente. Ou seja, num mundo de consumismo e individualismo, provamos, ainda isoladamente, que adquirimos valores que contrariam políticas governamentais, em que escravizam e subjugam povos e classes sociais e que não se preocupam com o dia de amanhã. Portanto, respondendo à indagação anterior, o que temos a fazer é refletir, nos reunir, pensar no futuro (de outros) e traçar diretrizes. O nosso potencial não é apenas para escrever a história, aliás, a história só tem valor científico se ela explicar o presente para projetar o futuro. É evidente que nem todos estarão preparados para o desafio, mas o espírito cruspiano é capaz de remover montanhas. Ainda há tempo para não passarmos o resto de nossa vida em vão (por tudo que já fizemos) e ampliar o registro da História, em que uma geração de cruspianos vencedores contribuiu para a formação de uma outra geração carente e sem perspectivas de vida. Como fazer? Cada um dará a sua sugestão e, com certeza, o pouco hoje será muito amanhã e todos agradecerão por esta oportunidade que a vida (talvez até com a ajuda dos cruspianos desencarnados) nos oferece como uma nova etapa do ciclo crusp68 retomado, para vôos maiores que justifiquem a nossa presença terrena como parte de uma missão programada. Após o 29 de novembro só consegui dormir às 3:00 horas do dia 30 e acordar às 6:00 horas do mesmo dia. Talvez não quizesse dormir, com medo de perder a memória do dia anterior, mas a verdade é que a excitação mental me deixou atordoado como que querendo continuar vivendo cada minuto daquele encontro. Não consegui abraçar a todos, mas registrei em cada olhar o

cruspiano amigo de todos os tempos. A minha filha também tirou fotos e vou repassá-las para o Molina para constar do novo link que ele está programando. Em tempo: para os que estão na Capital e próximos de São Paulo ainda há oportunidade para um próximo encontro antes do Natal. Aliás, após o encontro "social", emotivo e familiar do dia 29, vamos para o encontro político, para mostrar o que foi o CRUSP na História do Brasil e, especialmente, em nossas vidas. Esse momento reservado aqui na Assembléia Legislativa é para depoimentos de cruspianos, para discursos de valorização e reconhecimento do CRUSP no movimento estudantil, mas também, como experiência de viver a utopia, como tão bem registrou o Wolf. Logo mais vou passar o convite para que seja divulgado em todos os recantos e lugares. A data é a da nossa prisão: 17 de dezembro. Local: Auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa. Horário: 20:00 horas. Depois haverá espaço para novos abraços e novas lágrimas. Afetuosamente, Teco

- Malu querida! > Rubens Krakauer! > Teco! > Obrigada por tudo! > Alvaro! Meu querido amigo. Li o que vc me escreveu e tenho uma resposta especial, mas escreverei do Paraguai. Me fez pensar muito..... Mas me fez também lembrar de tua imagem passada: de farrista, de durão , da estiva... Só que .... atrás disso se escondia muita ternura e muito sensibilidade. Você é profundo e romântico e somos muitos os que sabemos disso. Há muito tempo > Estou indo embora. Obrigada Comissão Organizadora.! VALEU! Comemorei mais dias e mais eventos do que vcs planejaram..... Foi

tudo ótimo. > > Como vocês já perceberam.... não sou saudosista (he! he! he!) . Por isso continuarei caminhando pela vida, pois ela não se detem apesar de todas estas lembranças e de todo esse carinho. > > È muito simples continuar. É só seguir andando.... Um passo e..... depois o outro..... Já está. > > Até a próxima...... > Beijos Soninha Castanheira >

- Cara Sonia "Vaya com Dios". Caminhar para a vida. Caminhar na vida. Caminhar pela vida. Qual voce gosta mais? Fazemo-as todas. Voce também sentiu a ressaca? Como o Natal, ou toda grande festa, a espectativa da espera é a melhor parte. Mas para nós, cruspianos enxotados de uma vida comum, sempre vivemos com as eternas perguntas: Onde estará fulano? por onde andará ciclano? Agora algumas destas respostas foram solucionadas. Restam ainda muitas. A alegria do encontro foi estupenda. Um frenesí de emoções a cada minuto. Mas ainda ficou a sensação que faltou um pouco mais de contato. Daí a ressaca, ou melhor o vazio que ainda precisa ser preenchido. Mas agora será muito mais fácil. Saimos do anonimato: já temos muitos e-mails. Em breve creio que teremos da maioria dos participantes. Ótima viajem para "Assumpcion". Voce tem Deus no coração e toda a alegria cruspiana na alma (novamente). Aproveito para agradecer sua vinda de tão distante, para engrandecer esse encontro. Quero agradecer a ideia luminosa de quem "bolou" o evento e de tôda comissão que devotadamente conseguiu burlar as dificuldades de um evento do porte do "CRUSP68". Parabens a

todos os componentes da nossa altiva comissão. Parabens a todos os cruspianos que conseguiram "matar a sede de rever os amigos, companheiros e ter notícias dos ausentes. Vá com os cruspianos no coração. Paulo Henrique Prandi

- Ehh que beleza!!! É prá isso que também serve esse blog. É tão bom acordar e já se emocionar... adoro emoções! E nem foi para mim que ele (PauloPrandi) falou tudo isso. Mas Soninha , me arrepiou! Divide comigo e com todos, um pouquinho de todo esse amor que ele "despejou" aqui. Ai meu Deus Paulo, quanto amor prá dar!!! Tamos aqui para receber, sinta-se à vontade! Vida , amor e beijos a todos nós, Celia

- Obrigada, meu querido Prandi, pela sua linda mensagem! > Fiquei emocionada de recebê-la e de sentir teu carinho. Tem razão a Célia de > dizer que é um prazer ler coisas emotivas, pois em suas palavras há muito > amor..... amor que sem dúvida nenhuma divido com ela (Célia) e com todos, > porque essa relação é grupal. Não nos queremos individualmente. Nos amamos > em conjunto, como comunidade que se relacionou, se entendeu e funcionou..... > Como diz o Àlvaro, apesar do que nos fizeram ainda temos muito para dar e > muita alegria para compartilhar. > Continuemos caminhando, cada um no seu espaço, mas sabendo que temos

> seres amados em diferentes lugares, aqui e no além, seres que foram e serão > parte de nós para o todo e sempre. > Que Deus te abençoe também Paulo, assim como a todos nossos amigos queridos, > Amem. Paz e bem Soninha >

- Ai meu Deus! isso aqui está muito bom. Quanto amor Soninha . Coisa boa de sentir! -Vamos lá pessoal(associados), participem, nem que seja prá mandar um abraço geral. Vocês não sabem o que estão perdendo. Esse amor grupal tá bom demais. Beijos a todos ,Celia

- Caros amigos Apenas para informar, o fotolog CRUSP68, com 320 fotos antigas enviadas pelos Cruspianos (www.fotolog. com.br/crusp68) atingiu hoje 60.000 acessos e 173 comentários, em apenas 3 semanas no ar. Como se vê a comunidade Cruspiana está viva e pulsante!!! Abraços ,Molina

- Watanabe, onde anda a minha bunda? Estará perdida nessa internet? Beijo, Celia

- Prezada Celia Segue a própria, devidamente CENSURADA pelo Departamento de Censura. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Caro Watanabe, Muito me lisonjeou você publicá-la na edição dominical ! Estou me sentindo como capa de "Caras". E não é que teve censura mesmo? Me explico aos outros : esse é um flagrante - na piscina do CRUSPo importante é a piscina ! mesmo porque, tudo isso já era... Beijo a você e a todos, Celia

-Passo aos amigos artigo meu publicado hoje no AmbienteBrasil onde trato as questões de fundo envolvidas na tragédia de Santa Catarina. Tenho para mim que parte importante da solução desses problemas estaria na obrigatoriedade de municípios acima de 20 mil habitantes referenciar seus Planos Diretores, Códigos de Obras e demais documentos regulatórios do uso do solo a uma Carta Geotécnica. Esse dispositivo legal poderia ser introduzido no Estatuto das Cidades por uma Medida Provisória a ser posteriormente apreciada pelo Congresso. Abraços, Álvaro 04 / 12 / 2008 Escorregamentos e enchentes seguem matando. E daí? Álvaro Rodrigues dos Santos (*)

- Prezado amigo ex-cruspiano e ex-ipteano. > > Li com atenção seu artigo e gostaria de tecer alguns comentários > a respeito. >> > > 1 - Acho difícil a eficácia de sua proposição. Você mesmo diz > que a ocupação ocorre "à vista e com o beneplácito oficial", então > como se pode esperar que uma simples Lei venha a ser obedecida? >> > > 2 - Você diz "tragédia geológica" o que na verdade é um simples > processo de acomodação no longo processo de metamorfose a que os > mantos superficiais estão sujeitos. >> > > 3 - Você diz chuvas "intensíssimas" mas oque ocorreu foi uma > chuva de longa duração (mais de 50 dias) o que propiciou a saturação > do terreno. >> > > 4 - Você apela pela falácia de políticos de sempre afirmar > "explosão demográfica" quando na verdade não houve nem ocorre explosão > nenhuma, apenas má vontade de montar um planejamento decente feito por > profissionais competentes e má vontade de dar continuidade aos > projetos elaborados por gestões anteriores. >> > > 5 - Para finalizar, você menciona que o "Governo do Estado

de > São Paulo" atual faz um trabalho auspicioso, levantando uma questão > político-partidá ria que não tem nada de técnico. Além do mais, o > Bairro Cota, trata de uma ocupação danosa ao meio ambiente e > totalmente injustificada pois não há pólo de atração. >> > > Quero deixar bem claro que não estou "contra" a sua iniciativa, > mas teço os comentários pois milhares de leigos estarão lendo a sua > matéria e estarão acreditando no que você diz por que você é > "autoridade" no assunto. >> > > Tive a oportunidade de ser Subprefeito em São Paulo (uma > Prefeitura rica), mais precisamente na Subprefeitura de Itaquera > (520.000 habitantes) portanto uma região grande e pude constatar que > os funcionários públicos da área de fiscalização são absolutamente > despreparados e desatualizados. Não há nenhum plano para incentivar a > atualização profissional e os cargos diretivos são todos ocupados por > apaniguados políticos que nem aparecem para trabalhar. >> > > Venho trabalhando com diversas ONGs e vejo que o único caminho > para melhorar a qualidade de vida da comunidade é pela conscientizaçã o > da população. Educação, Informação e Cultura. >>

> > Acredito que nós, ex-cruspianos, que tanto sonhamos (no passado) > com um mundo melhor, temos a obrigação (nos dias de hoje) de > contribuir para essa melhoria e acredito também que o Encontro CRUSP > 40 ANOS abriu um importante caminho para essa realização. > > Abraços, > > Roberto Massaru Watanabe

- Caríssimo Watanabe, > > Sou geólogo atuante na área de engenharia e tenho uma vida inteira > dedicada à Geotecnia. E sempre com o pensamento orientado para o mundo > de nossos sonhos cruspianos. Respeito-as, mas não concordo com nenhuma > de suas afirmações de caráter técnico e político. Mas longe de mim > querer polemizar sobre essas coisas aqui nesse espaço. > > Aproveito apenas para reproduzir uma sábia advertência do grande > Paulo Freire: > > "A melhor maneira que a gente tem de tornar possível amanhã > alguma coisa que não é possível de ser feita hoje, é fazer hoje aquilo > que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje o que hoje pode ser > feito e tentar fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente > eu farei amanhã o que hoje também não pude fazer..." Abração, Álvaro

- Alvaro e Watanabe, > Li com muita atenção, gostei de tudo e acho que os dois tem razão. > Se não tiverem também concordo. > Beijão aos dois. Celia

- Eu te amo, Célia. E amo o Watanabe também. Só que dele exijo pedido de perdão com firma reconhecida, declaração pública de rendição incondicional e compromisso de decorar meu artigo de frente para trás e de trás para frente, clamando a cada parágrafo: BANZAI !!, BANZAI !!, BANZAI !! > OBS: só de aventalzinho e aquela fita branca amarrada na cabeça. > Álvaro (o inclemente)

- HAHAHAAAA vamos logo decorar Watanabe, que eu te ajudo. Só que não com o aventalzinho. .. Por favor Álvaro, não se desentendam, pois logo lançarei a campanha para um " projeto", e vou precisar da ajuda de todos vocês. Só posso adiantar que é um mega projeto, muito maior que nosso mega evento. Aí sim, vamos nos degladiar. Amor e riso a todos, Celia

- Prezado Alvaro. Que pena. Tinha esperanças de que poderíamos unir nossos esforços em

prol da comunidade. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Celinha:- Tenho acompanhado a troca de idéias dos nossos geniais colegas. São dígnos da nossa admiração e respeito, porém,estou com vc em gênero,número e grau.Afinal" é possível unir nossos esforços em prol da comunidade" e "Bendito Paulo Freire".Estou curiosa sobre o seu mega projeto. Dê notícias. Abraço fraterno da Sissí.

- Pois é Sissi, só você se interessou pelo meu projeto. Como premio você coordenará comigo e o resto vai "trabalhar" nele. Hahahaaaa Bom te ver, beijo. Celinha

- Por favor, me levem a sério! Esse meu modo de viver e dizer coisas - displicente e irreverente não é uma fachada, é real. Tão real que tenho uma proposta a lançar: - Para sermos vitoriosos nessa batalha, devemos levar à diante um "projeto de vida cruspiana". Material humano e tecnológico nós temos; e se nos juntarmos teremos também muita grana. Precisamos (ganhar) um espaço para construirmos uma réplica do CRUSP e poderemos novamente viver em comunidade. Aí sim, seremos pioneiros num "novo modo de viver".

Olha aí Watanabe, a sua chance de ser "Prefeito" de novo. Ou prefere ficar com a lavanderia? Celinha

- Watanabe e Álvaro, Meados de 1999 a mídia em geral dizia que teríamos um "boom" com os computadores, que haveria um "tilt" e todo mundo preocupado o que fazer com seus arquivos, pois bem, na noite de 31 de dezembro/99 exatamente por volta das 22hs começou a chover e não parou mais por vários dias. Morava em Campos do Jordão e vi e vivi (copiando Suyama) uma tragédia como de Sta Catarina, não com a mesma proporção, mas assustadora. Com os computadores nada aconteceu, mas no mundo todo uma chuva interminável que avassalou o planeta - foi quando percebi que o anúncio do "tilt" não era eletrônico mas a Mãe Natureza que reclamava a maneira como a tratavamos com descaso, com desrepeito e passados 8 anos ela continua dando sinais de seu descontetamento e as discussões continuam e nada de concreto e definitivo é feito, ambos têm razão. Falta a parte da especialização em solos e falta a vontade política do homem. Em pleno 3o. milênio, falamos e vivemos a alta tecnologia (o exemplo é esse veículo que estamos usando para comunicação) mas continuamos cometendo os mesmos erros e enganos quanto ao Planeta Terra, fundamental para a sobrevivência do Homem. O que fazer? Malu de Alencar

- Infelizmente - nada de novo acontecerá, fora uns canais para escorrer a água de modo diferente. Nós não temos idéias novas de verdade. Caraca! Beijos,Celia

- Exijo que a "INTELLIGENTSIA" desse e-grupo, se manifeste quanto ao meu projeto. Peço deferência com todo respeito. - Watanabe parece ter simpatia pela causa. Quando não concorda, causa polêmica na hora, e como até agora não se manifestou... concluo que está concorrendo à prefeitura da nossa futura comunidade. Celia

- Célia, Permita que os que, como eu, não sejam da Intelligentsia também se manifestem. Vejo sua idéia carregada de muito amor e emoção. Todos nós antigos cruspianos somos ligados por uma espécie de cumplicidade. Tenho minhas desconfianças, mas eu não consigo muito bem explicar essa cumplicidade (alguém ainda nos explicará um dia sua origem e fundamentos...), mas ela existe, e sei que é virtuosa, enfim, somos cúmplices e nos sentimos cúmplices. Digo isso porque acho que essa questão de alguma forma inspirou sua proposta, por imaginar quão delicioso seria um bando de famílias cruspianas convivendo em um mesmo espaço. Sinto, no entanto, Célia, que ao menos para a grande maioria seria uma idéia de difícil realização. Estamos todos com suas famílias e lares espiritual e fisicamente constituídos e, já sexagenários, em uma etapa já tardia para ousar uma grande mudança de ares. Seria, assim, talvez um projeto para os que se conservaram solteiros, ou retornaram a essa condição por alguma diabrice do destino. Quem sabe por esse viés talvez sua proposta poderá vingar? Beijão, Álvaro

- Hoje me ocorreu que Luiz é luz; Inácio, de ígneo, ignição, é fogo; da Silva é da selva. Dito assim, poderia parecer que o home, barbudo, é selvagem e vai botar fogo em tudo e iluminar as mentes brasileiras. Não! Não! É Lula  molusco eneadátilo. (Ernesto)

- Prezado companheiro Ernesto Rosa. Não creio que seja civilizado ficar fazendo chacota do Presidente da República. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Querida Malu,> Eu fico em dúvida se devamos utilizar esse espaço para aprofundar discussões como essa. Peço orientação dos moderadores, pois que possam pretender que nos atenhamos a uma temática associada à nossa vivência cruspiana, que é, afinal, o que nos une as almas. Álvaro

- Álvaro, De fato, seria uma boa idéia abrir um blog sobre o assunto. Poderíamos colocar lá essas discussões e divulgar o link para os Cruspianos interessados no tema poderem se manifestar. Abraço Molina

- Me intrometendo na conversa... Isto É uma "vivência cruspiana" . Vamos vive-la e não só rememorá-la. Não leu - no blog - o manifesto "depois do medo"? Vai lá Álvaro, e sinta-se livre nesse espaço e no mundo. Será que o Molina concorda? Se não concordar... Se fu... como disse o nosso presidente. Beijos, Célia

- Desculpa Molina , enquanto eu escrevia você já tinha postado. Vamos ficar aqui mesmo? tá tudo tão interessante! Logo não teremos mais o que recordar... E outra , eu já me perco aqui só com 3 ou 4 janelas abertas. Beijo, Celia

- CÉLIA!!!! Você é ótima mesmo. Estou te gostando muito neste mundo virtual! Anarquista e livre para sí e para os demais. Concordo novamente com você. Beijos Soninha

- Caríssimos, Acabo de chegar da Assembléia Legislativa onde participei, com o Hugo (Marques Rosa) e com o Rafael (de Falco Neto) da gravação de um programa só sobre o CRUSP. Deve ir ao ar por esses dias, o Teco deverá nos avisar. Como comum entre nós, nada foi preparado com antecedência, foi tudo muito espontâneo, o que, em meu entendimento, é muito bom. Beijos gerais, Álvaro

- Cruspianos(as), Como o Álvaro já adiantou, estou apenas confirmando: Amanhã (12/12) às 20:00 horas vai ao ar o debate na TV Assembléia sobre o CRUSP. No Canal Fechado, a TV Assembléia corresponde ao Canal 13 na NET e ao Canal 66 na TVA. Ainda, Canal 185 na TV Digital e se, não me engano, no Canal aberto digital = canal 61. Para vocês terem uma idéia do debate, ao final do programa, nas considerações finais, correu lágrimas dos olhos do Deputado (que, diga-se de passagem, falou pouco para que os cruspianos falassem ao máximo). Em Tempo: Está confirmado, todos os cruspianos poderão entrar com os respectivos carros no estacionamento da Assembléia (entrada pelo lado do II Exército), no dia 17 de dezembro, a partir das 19:30 horas (basta avisar a na Portaria do Estacionamento que vai à Solenidade do CRUSP). Como já adiantei, enquanto o carro permanecer no estacionamento (não há horário para retirada) os interessados poderão curtir o clima de Natal no Parque do Ibirapuera. Segue o Convite e o Cartaz do Ato Solene em anexo. um grande abraço, Teco

- Assisti o programa com a curiosidade de verificar qual havia sido o resultado de toda aquela hora de perguntas e respostas. Claro, de minha confortável poltrona doméstica vinham-me relances na base do "puxa, eu poderia ter falado daquilo, e lembrado aquele fato, e tal, e tal". Penso que com o Rafael e com o Hugo deva ter se passado a mesma coisa. Veio-me à cabeça que o formato do programa poderia ter sido outro, onde a conversa rolasse mais naturalmente, sem aquele bate-rebate de perguntas e respostas. Mas aí me belisco e me retruco, pô, cara, deixa de ser idiota, a lembrança do que foi e do que representou o CRUSP fou

publicamente passada, talvez pela primeira vez. Tá gravado, é registro, poderá ser visto por muita gente ainda, e que saberá que aquilo aconteceu mesmo, e marcou profundamente o espírito de todos aqueles que vivenciaram aquela época e aqueles acontecimentos. E que aquilo foi bonito, que aquilo foi bom, e, como bem colocou o Rafael, que fomos vitoriosos. De nossa parte, eu, Hugo e Rafael, só esperamos não ter falhado e frustrado nossos companheiros por evntualment não ter conseguido traduzir o que tenha sido o CRUSP e qual tenha sido seu significado para todos nós. Tenho para mim que, mesmo sem conversar nada antes, o fundamental foi passado, até pela emoção com que muitas vezes expúnhamos nossas observações. Aproveitando o ensejo dessas considerações, e com todo o respeito do mundo à Comissão Organizadora do encontro, que por certo tem muitas idéias na cabeça para nos repassar, eu solto aqui uma indagação aos colegas irmãos: o que nós estamos pretendendo, quais serão nossos próximos passos agora? Arrisco uma resposta, acho que temos dois grandes objetivos, primeiro tornar viva e pública para a sociedade e, especialmente, para os jovens estudantes, a história e a memória do CRUSP; segundo, e não menos importante, voltar a nos encontrar, criar oportunidades (presenciais ou apenas coloquiais) de recuperar um convívio que havia se perdido. Acho que é por aí, penso que além disso não devamos nos propor outras grandes missões. Até porque já não somos os belos jovens de outrora. Vocês já imaginaram se conseguíssemos que as instalações do CRUSP homenageassem nossos sonhos e nossos amigos que já se foram? Prédio C Lauri, Prédio B Benetazzo, Prédio E Arantes, Centro de Vivência Jeová, Praça da Liberdade, Jardim da Amizade...? Tudo isso em inaugurações das quais participassem os antigos e os atuais moradores do CRUSP, além das entidades estudantis e seus representantes? Bom, já falei demais, Beijos gerais, Álvaro

- Assisti ontem vou assistir hoje de novo. Você, Hugo e Rafael foram brilhantes, pela primeira vez foi registrado a "Voz do CRUSP" e isso é só um começo. Preparem-se. Nossa história será resgatada, não só do CRUSP mas da juventude que viveu a década de 60 da democracia à ditadura, do sonho para a prisão. E não foi só a prisão literal, mas a pior prisão, a da liberdade de pensamento enrustida em "amor à pátria", lembram? Parabéns aos 3. abração, Malu de Alencar

- Parabéns Álvaro, vocês estiveram ótimos. Foi como se estivesse lá com vocês. Se deixassem, acho que falariam a noite toda; 4 ou 5 minutos foi muito pouco... mas falaram o essencial, isso é que importa. Qualquer hora faço a "coluna social",ou melhor, faço agora :Adorei o casaco da Fúlvia. Não vi minha amiga mulçumana, a Malu. Será que ela foi sem "burka"? Aah, obrigada pelo esclarecimento da mensagem do Ernesto... prá bom entendedor, meia palavra basta. Abração para você, Célia - Célia: > Apareceu na televisão? Ou na televisão do computador? Eu liguei e falavam de > outra coisa. Será que errei o horário? > Não posso aguentar esta inveja..... Eu não vi nada.

> Faça logo essa coluna social. > Alguém filmou? > Há algum lugar que eu possa ver? > - Foi no computador Soninha, cheguei aqui e já estava começando. Não sei se está lá na pagina da assembleia, vai lá e tenta alguma coisa. Pelo menos a foto deles, imagino que, cantando o hino nacional ou o hino da quarta internacional, está lá. beijão, Celia

- Álvaro e todos, a vivencia cruspiana é maior do que qualquer programa de tv, do que a hora apertada que a midia possa dispor para os que lá viveram. Todos estiveram ótimos, claro que os possíveis complementos ficaram em minha boca e acredito na de muitos de nós (quando o Hugo disse que o tempo de prisão foi curto queria dizer; ei! eu fiquei 101 dias!! acho que não foi pouco!!) . Penso também que está faltando um ato no próprio CRUSP, um encontro com os moradores e frequentadores de agora. Apoio a bela sugestão dos encontros homenageando nossos amigos que perderam a vida na mesma luta que nós; porque se na época de fato fomos derrotados, ao longo do tempo, nossos objetivos, ainda que não plenamente vitoriosos, se mantiveram alimentando nosso projetos, nossas vidas e as dos jovens com os quais convivemos, seja como pais ou professores. Para os que tem orgulho de suas histórias, de não ter se omitido, a divulgação desse passado é uma necessidade, uma obrigação e um prazer. abraços, Sirlene Bendazzoli

- Soninha e Álvaro Adooooro tudo o que vocês escrevem. Gostei inclusive do que escreveram sobre nos restringirmos, embora esteja aqui a não concordar. Leio, releio,lembro, relembro, vivo e saboreio tudinho; como se não tivesse nada mais o que fazer. Concordo com a Soninha que o que nos move, é recuperar as memórias do CRUSP, mas gente... nós somos humanos e muito emotivos. E como o somos!!! Talvez isso seja uma herança cruspiana. Não vamos conseguir faze-lo sem que haja discussões, desavenças e encrencas atuais, pois "ISTO" somos nós.Cheguei até a ficar um pouco (bem pouco) preocupada - em consideração a todos vocês - com tanta "patacoada" que já andei escrevendo.Mas eu sou assim... e só assim conseguirei me expressar; impossível para mim participar de uma coisa onde não poderei falar o que sinto e penso, tanto do meu passado como da minha vida atual. Cada um tem seu modo de se expressar, sei que sou irreverente e que por vezes choco pessoas –o que adoro- ; mas sempre recusei a ficar onde me impõem muitas regras ( mas não vou me retirar, vocês terão que me demitir). "Se existem regras, estou aqui para quebrá-las" esse é meu lema (inventado agora). Ser consciente e livre foi uma das coisas que aprendi no CRUSP e não é nessa altura do campeonato que vou mudar de time.A vida para mim é uma brincadeira, e nós já somos bastante "grandinhos" para não saber brincar. Que cada um seja o que É e fale o que SENTE.Senão seria muito fácil para a comissão organizadora instalar um blog e pedir que escrevêssemos qualquer fato que lembramos, eles filtrariam tudo e teriam as informações, sem que nos envolvêssemos emocionalmente. É ruuuim heim? Oooh gente... vamos fazer encrencas e depois nos desculparmos -ou não- . Deixa o Watanabe, além de empírico ser polemico! Tenho dito. Celia

- Celia Também gosto de tudo o que vc escreve. Me dá prazer ver sua irreverência. Somente fiz essa proposta de não tocar política atual, afim de continuar perseguindo nossos objetivos, sem desviar-nos em debates que nos paralizam. Sabemos das diferentes opiniões. A mim não incomodam. Afinal, estamos em democracia. Entretanto se elas forem motivo de polêmica, melhor as reservamos para outro momento ou outro espaço. Isto não é restringir a liberdade, senão focalizar-nos no que agora nos interessa. Inclusive em suas brincadeiras, que fazem com que nossos dias sejam mais alegres. Beijos, Soninha

- Prezada companheira Célia e demais que acompanham esse embate: Como nem todos me conhecem, gostaria de apresentar um breve depoimento das atividades que venho desenvolvendo na minha vida. Eu disse no outro email que temos dois caminhos para promover transformações na sociedade. Repito: Um dos caminhos é pela Política Governamental (através de um partido político) e o outro é pela Política Não-Governamental (através de uma organização do terceiro setor). Com isso quero deixar claro que aquelas formas antigas como passeatas, greve de fome, apitaço, panelaço e outras não conseguem, nos dias de hoje, sequer sensibilizar o grande público. O caminho certo é o caminho da legalidade.

Meu pai sempre me dizia que a “boa vida” que temos, devemos à sociedade, pois é ela que compra nossos produtos, é ela que contrata nossos serviços. Então temos a obrigação de “devolver” a ela todo esse conforto e bem estar. Tenho me dedicado à sociedade desde os 13 anos de idade, reservando cerca de 4 horas semanais. Lembro que o meu professor da escola primária, um dia me convidou para participar de uma reunião na Distrital São Miguel Paulista (não sei de qual entidade). Foi uma reunião em que estavam presentes cerca de 15 pessoas e vendo os debates e as falas entendi, pela primeira vez, que a sociedade é fruto do trabalho de alguns poucos abnegados que se dão ao trabalho de fazer coisas além do seu próprio interesse pessoal. Veja um trabalho que desenvolvi quando tinha 18 anos (http://www.ebanataw.com.br/roberto/crianca/cffolha.htm) EU NO GOVERNO: Mais recentemente, tive a oportunidade de ser o Subprefeito de Itaquera. Para quem não é de São Paulo, esclareço que a cidade de São Paulo é dividida em 31 subprefeituras e cada uma é quase autônoma nos aspectos administrativos, operacionais e financeiro. Só não tem independência no aspecto político. A subprefeitura de Itaquera tinha mais de 520.000 habitantes e o subprefeito é o “todo-poderoso” com atribuições para contratar obras e serviços dentro do orçamento da subprefeitura (algo como 180 milhões de reais por ano). Tinha lá um hospital, 29 centros de saúde, 71 escolas públicas. Sei o que é ser dono da caneta poderosa, ser alvo de críticas, jogos de interesse, fofocas, traição, coação, puxada de tapete, greves, invasão de terras e outros pepinos. Certa vez eu comandei 150 guardas civis + 250 policiais militares para desalojar sem tetos

invasores. Quem diria ein? Um ex-invasor do Bloco F comando uma desocupação. Veja recortes de jornal em (http://www.ebanataw.com.br/roberto/rotary/rmwsubprefeito.h tm) EU NA ONG: Um pouco antes, isto é, a partir do ano de 1993 comecei minhas atividades no Rotary. Para quem não conhece, o Rotary é uma organização de lideres com ramificações em praticamente todos os países do mundo. O Rotary procura influenciar as ações dos políticos através do exemplo, da ética e do companheirismo. Na fundação da ONU, por exemplo, trabalharam 86 pessoas, das quais 47 eram membros do Rotary. Nos últimos anos o Rotary procurou modificar e adaptar a sua estrutura de trabalho ao esquema do mundo globalizado e isso não é tarefa fácil pois abrigar sob uma mesma diretriz povos tão diferentes como católicos e muçulmanos e outras diferenças culturais e étnicas não é tarefa fácil. Pois é, como instrutor do Rotary viajei muito, principalmente pelos estados do sudeste e sul do Brasil. Proferi mais de 580 palestras e andei mais de 50.000 quilômetros. ESTOU PREPARADO: Por essas minhas andanças, creio que tenho condições de ajudar a estruturar o grupo CRUSP 68. Como já disse no email anterior, nossas ações transformadoras podem ser desencadeadas através de um Partido Político. Temos condições para isso. Não precisa muita gente para fundar um novo partido político, bastando ter representação em pelo menos

9 estados brasileiros e uma Carta de Princípios. Ora, o grupo CRUSP 68 tem representação até em outros países (Paraguai, Peru, Colômbia, Venezuela, etc.) Se a turma topar, estou nessa! Mas também existe a possibilidade de atuarmos como uma entidade do terceiro setor, isto é, uma ONG. Temos componentes de primeiríssima qualidade como o Camões. Para quem não sabe, o Camões é consultor da ONU para entidades do terceiro setor e temos também outros que conheci ou fiquei sabendo no Encontro 40 Anos. Se a turma topar, estou nessa também! Em 68, talvez não tivéssemos a maturidade e a experiência que temos hoje. Talvez as nossas ações tenham sido meio que atabalhoadas mas agora estamos tendo uma segunda oportunidade. O Encontro 40 Anos está funcionando como um “Convocação Geral”. Não podemos deixar passar esta. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Watanabe, me perdoa ! Confesso que brinquei e teimei com o estereótipo "O empírico", e ainda acrescentei "O polêmico". Quero que saiba que estou esperando que algo de muito útil , saia desse grupo; algo mais que nossa revolução individual- interior.

Pois todo esse sistema e sua corrupção existe devido ao nosso apoio. O propósito é nos tornarmos conscientes de como chegamos até aqui e de como o fizemos. Temos que perceber que toda a corrupção que temos à nossa volta foram criadas por nós, Que essa calamidade em que vivemos foi nosso próprio trabalho. A gente vive acusando outros de criarem esse status quo - é fácil jogar a responsabilidade sobre outro alguém -. E temos encontrado muitas desculpas para permanecermos nela. Antigamente dizia – se : Esse é o nosso destino... Isso é um truque para nos livrarmos de toda responsabilidade de nos transformarmos, e assim também transformar o mundo. Acontece que quando um truque é usado por muito tempo, ele se torna um chavão e não funciona mais; ficamos fartos dele e procuramos por novas idéias, mas o propósito é o mesmo. Marx diz: "A sociedade – a estrutura econômica da sociedade-, a exploração, os exploradores, os imperialistas, os capitalistas, eles é que estão fazendo o mal, eles é que são a razão disso tudo". Novamente aqui nos livramos da responsabilidade. Mas todos nós somos isso mesmo; nós somos essa sociedade, nós somos exploradores, nós somos capitalistas, nós somos corruptos... A menos que façamos uma revolução interior,

em nós mesmos, nada vai acontecer. Não aconteceu na Rússia, nem na China, nem em lugar algum. As pessoas estão infelizes aqui e em todas as partes do mundo. A inveja, a raiva, a violência, a competitividade, são iguais tanto aqui como em qualquer outro lugar. Freud diz que não há esperança para o ser humano, que o padrão é estabelecido na infância. Então repetimos esse padrão pela vida afora e a responsabilidade mais uma vez é jogada para fora de nós - para os pais, sociedade, igreja... -. Tudo isso são estratégias, mas o propósito é o mesmo. Querem é tirar a responsabilidade de nossos ombros. A mudança só é possível através da responsabilidade individual. Falamos que a culpa é do sistema, do governo, da sociedade... mas quem sustenta esse sistema? quem freqüenta essa sociedade? quem elege nossos governantes? - NÓS – Isso tudo não aparece do nada, até os mendigos e pedintes não surgem do nada. Nós os criamos. Este é um mundo competitivo, e ninguém , a não ser nós mesmos, é que somos responsáveis. Como? Por que? Por causa da nossa ganância. Se queremos ser "ricos e famosos" (modo de dizer, bem entendido?), outros não conseguirão sê-lo. Comecemos aqui, nossa própria revolução individual.

Deixemos de lado nossas agressividades, nossas competitividades, nossas picuinhas infantis... Esse é um espaço seguro (pela cumplicidade cruspiana) para treinarmos nossa amorosidade, compaixão, complacência, companheirismo, tolerância... e todos os ismos do bem. – Celinha.

- Estou com a ONG. Entre um partido político e uma organização não governamental, opto pela segunda. Entretanto, não sei se poderei continuar pertencendo ao grupo, pois não sou importante, não tenho os méritos do Camões ao qual muito quis mesmo na época que ainda não os tinha e sou totalmente desqualificada, de acordo a teus conceitos. Gostaria que você soubesse que aqui o clima é informal, de camaradagem e de comprensão (usando aquela cumplicidade que tão bem sabe aplicar o Álvaro). Estamos fazendo uma catarse de nossas vidas, procurando apoiar-nos, escutando casos que nos divertiram e relembrando flashs de nossa vida no Crusp. E...... por mais que eu goste de você e muito te deva, devo dizer que duas vezes você mencionou a palavra embate. Estou olhando aqui no meu amigo Google o significado, porque pensei que o choque à minha pessoa fosse injustificado. Talvez tivesse outras conotações que não essa que sinto ao lê-la. Ainda não consultei meu amigo Aurélio. Encontrei 1)"Serão poucos os que ainda têm dúvidas quanto à utilização da palavra impacto, que se generalizou como substantivo, com o significado de "embate" ou "forte repercussão".

2) Definição de EMBATE EMBATE

Significado de EMBATE

O Que é

s.m. Choque impetuoso, encontro, pancada. / Fig. Resistência, oposição. / — S.m.pl . Lances adversos do acaso, da fortuna. 3) Em um dicionário informal encontrei: 1.Embate, encontro de dois corpos em movimento ou de um corpo em movimento e um em repouso. 2.Embate, encontrão. 3.Recontro violento de forças militares. 4.Carro de choque. 5.Querela violenta; briga. 6.Oposição, conflito: 7.Luta,: 8. choque de interesses. 9.Abalo emocional; comoção: Levou um choque ao saber da trágica notícia. 10.Sensação produzida por uma carga elétrica. 11.Econ. Fenômeno, ou medida governamental, que causa efeito súbito e intenso na economia: choque de oferta agrícola; choque antiinflacionário. 12.Fís. Qualquer interação entre partículas, agrupamento de partículas ou corpos rígidos, na qual há influência mútua, em geral com troca de energia, quando as partículas e/ou corpos rígidos se acham muito próximos entre si; colisão. Aqui não há o espírito de embate, mas de carinho, de afeto, de prazer e outras emoções que parecem ser secundárias......Me omitirei de agora em diante, para não continuar falando coisas intranscendentes e irresponsáveis, quando há tantas outras ações, que de forma tão mais organizada, podem ser realizadas. Você tem a palavra. É toda sua. Sonia Castanheira

- Companheiro Watanabe, já sabia de muitos feitos que você fez em prol da coletividade. Agora chegou a hora do "Parabéns" (se é que você já me perdoou). Acho que está "over" qualificado para dirigir-nos à alguma coisa maior. Precisamos mesmo, de alguém com experiência, que não nos deixe perdidos no caminho. Gostaria de sugerir que, você, Molina, e Suyama se juntassem para redigir "O" texto, - e todos nós batalharemos em cima dele para conseguir o reconhecimento oficial do CRUSP. Aqui estamos nós, a reconstruir nossas memórias, mas na verdade, o prioritário é que consigamos reconstruir o CRUSP como parte da História política desse País. Abraço, Celia - Fui moderada por alguém. Enviei uma mensagem ao Watanabe, que não vi aqui nos mails recebidos. Falava sobre nosso "embate" Entretanto, não tem importância, porque ao perceber que não tenho as qualificações ideais, para ser membro deste distinguido grupo, comunicava nessa mensagem que deixaria de escrever. Por enquanto..... Soninha

- Hahaaaaa Pior que foi mesmo, Fui procurá-la para responder, e ela sumiu. Temos "infitrados" entre nós, e o pior é que estão em cargos de alto comando (moderação). Celinha

- Caros, Entendi bem?????? Isso está confirmado??!!!!!! Realmente uma mensagem da Soninha foi censurada e eliminada? Peço que isso seja esclarecido antes de continuarmos a conversar. Álvaro

- Pessoal, Esclarecendo: Não há censura, nem possibilidade de se censurar qualquer mensagem. As mensagens são enviadas automaticamente para todos os membros pelo Yahoogrupos. Às vezes, porém, quando suspeita que alguma mensagem é spam, antes de enviá-las para todos os membros, envia uma mensagem para os moderadores aprovar ou rejeitar a mensagem. É a única situação em que os moderadores tomam conhecimento prévio das mensagens. Soninha, verifique se não digitou o endereço errado, esqueceu de enviar, etc... Abraços , Molina .

- hahaaaa, Imagina Álvaro... Foi no nervosismo e pressa para responder, que fizemos toda essa confusão. OH Álvaro, até parece que não é casado ! Não conhece mulher querendo fazer tudo, e não conseguindo fazer nada, por ser muita coisa que quer fazer? Foi o que aconteceu. Depois que me acalmei, minto, foi o Beto que veio procurar para mim. Só me acalmei depois de achada a mensagem

da Soninha. E o Watanabe que não é louco nem nada... resolveu esclarecer antes que a achacemos.

- Ai meu Deus, quanto rir... Quanta confusão! Precisou até o Tio Molina vir para tomar conta da criançada... Um abraço (e se não gostar do tio, por favor nos fale) Celinha

- Caros companheiros CALMA! Não existe censura por aqui. A mensagem que a Soninha enviou está devidamente registrada no Yahoo. Entrem no site do Yahoo Group. Vocês mesmo podem verificar. Está lá registrada como mensagem Nº 478. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- E viva o humor!!!! Às vezes me vem à cabeça que é apenas a propósito dessa qualidade humana, sua mais despretenciosa qualidade, que podemos nos permitir acreditar que um dia esse mundo será melhor. Álvaro - HAAAHAAAHAAAA TEM RAZÃO ÁLVARO !!! VOCÊ JÁ PAROU PRÁ PENSAR QUE : O SER HUMANO É O ÚNICO ANIMAL QUE RI? PARA APRECIAR O HUMOR, PRECISA -SE DE

MUITA INTELIGÊNCIA ! Celia

- Prezada amiga Soninha. Ainda bem que o clima é informal. Por isso mesmo me atrevo a dar sugestões. Embate é o que nós estamos fazendo. Uma troca de idéias. Diferente de Combate que é o confronto, a briga. MAS se o têrmo suscita outras interpretações, queira me perdoar - não perderia meu tempo criticando, perseguindo, excluindo pessoas favor substituir "embate" por "bate papo" ou "troca de idéias". Quando mencionei o Camões só queria dizer que nosso grupo continua coeso e tem gente inclusive com muita experiência e em nenhum momento afirmei ou sequer pensei que você seja desqualificada, muito pelo contrário tenho grande apreço e respeito por você. Disse também no outro email que o que quer que venhamos a fazer, isso vai depender - da visão, da experiência, da formação e da vontade - de cada um. Então devemos contar com a ajuda de todos, sem excessão, pois cada um pode contribuir com a sua visão própria, ou com a sua experiência própria, ou com a sua formação (profissional ou pessoal) ou com a sua vontade própria. Se você pensar bem, numa festa, por exemplo, há os que gostam de conversar, há os que gostam de beber, há os que gostam de cozinhar, há os que gostam de dançar. Então uma boa festa é aquela que consegue congraçar toda uma variedade de tipos de pessoas. Mais uma vez, desculpe-me pelo mal jeito. Por favor continue falando. Abraços, Roberto Massaru Watanabe - Watanabe, Penso... acho... suponho... concluo...

o caray a quatro... que tudo vai dar certo no final. Estamos vivenciando - algumas das vezes nossas "crianças interiores". Para mim pelo menos este grupo está sendo catártico. São tantas memórias, são tantos conflitos, tantos... tantos... e tantos... Meu... que terapia barata ! Estamos gastando só nosso tempo, quero dizer, estamos pondo nosso tempo em cima disso. Portanto espero e quero que saia alguma coisa boa disso tudo. Um abração, Celinha

- Célia e Watanabe Sou uma das que "acompanham esse embate" e estou achando muito bom. Gostei demais do que disse a Celinha (já estou íntima) e também do que propôs o Watanabe. Quem sabe a gente consiga concretizar alguma coisa. A EVOLUÇÃO pessoal acarretará evolução da sociedade. Abraços Sylvia

- Queridos amigos, Longe de mim querer polemizar e prejudicar a realização de propostas tão generosamente aqui feitas. Mas acho que por coerência devo manifestar minha opinião sobre algumas delas, ainda que não me disponha a defender ou brigar por essa opinião. Bem, acho que devemos por os pés no chão para que não nos frustremos um pouco mais adiante. Nesse sentido, penso que não

devamos nos propor a nenhuma grande missão política ou seja lá o que for. Realisticamente penso que devamos nos concentrar em apenas dois objetivos fantásticos, plenamente realizáveis, que nos unem e sempre vão nos unir mais, e que muito podem significar para o que resta de nossas vidas: a) conservar, ampliar e diversificar esse momento de reencontro. Nunca mais perdermos esse elo tão acalentador de nossos espíritos; b) recuperar e divulgar a história do CRUSP em suas dimensões política e vivencial. Essa será nossa contribuição à Universidade e aos jovens de hoje. Nada mais do que isso. E isso para nós já terá uma dimensão incrível. Beijos cruspianos, Álvaro

- Concordo com o Álvaro. Acho que a coisa deve ser mais natural. Vamos nos agregando, cada vez mais e ver no que dá. Temos muito o que fazer. De repente poderemos até nos posicionar de forma diferente, se houver um motivo que nos conclame. Senão, será apenas mais uma organização com muitas possibilidades de nascer morta. Não excluo uma ação externa, mas é preciso criar lideranças que vão surgindo no nosso meio e no momento certo. No momento, não estamos com grande participação . Abraços, Ernesto.

- Álvaro, Estou com voce, assino embaixo do que disse. Voce expressou muitíssimo bem os objetivos que, eu acredito, juntariam a maioria dos cruspianos. Depois de juntados, democraticamente, eles poderiam decidir o que fazer para melhorar o mundo e o resto seria lucro.

É isso.

Rute

- Caros amigos: Passei a tarde fora e estou chegando agora. Por isso, peço perdão, mas não segui as discussões sobre minhas mensagens. Vi que criou um certo conflito. Perdoem-me. Eu confio no Molina totalmente. Sei de sua seriedade e sei que o que ele diz podemos acreditar. Ele é uma pessoa séria e podemos estar tranquilos. Também não sei se ele gosta do nome que Célia lhe deu, tio Molina. Eu acho carinhoso e adotei. È puro afeto, Molina. Não leve a mal. Antes de sair li a resposta do Watanabe ao que Célia escreveu e respondi na hora. Algo me incomodou e sou impulsiva.. Esperei uns minutos ver minha resposta entre as mensagens recebidas. Olhei nas enviadas e vi que partiu. Mas, não apareceu. Sempre no impulso, escrevi a segunda, falando sobre ser moderada, entretanto sem acreditar nisso. Fiquei apenas intrigada. A segunda mensagem apareceu na hora, sem que a primeira venha à tona. Porque ? Não sei... Artes do Universo. Absolutamente não houve nada de distração, nem de mandar ao endereço errado.... nada disso. Trabalho no computador e sei usálo muito bem. Agora vi que, tanto uma como outra, estão aqui, vocês sabem, na pasta de mensagens recebidas. Escrevi a segunda de forma intencional, porque na primeira, critiquei um pouco a mensagem do Watanabe. Nada mais. Devo confessar que não fui a meu espaço do Yahoo, para saber se estava lá, porque tinha certeza de que ela apareceria numa hora ou noutra.

E confio também no Watanabe. Só acho que estamos colocados em posições diferentes em quanto ao grupo e é por isso que ele fala de embate e eu discordo. Eu acredito que possa haver debate sem embate. E sei também que embate é muito diferente à combate, mas tem a conotação de pugna, de disputa. Já conheço o curriculum do Watanabe (espiei na Internet na casa da Malu) e sei que ele tem capacidade para organizar muitas coisas. Além do mais tenho a confiança de que o fará muito bem, por isso topo uma ONG. Não sei de que, mas topo. Ele é uma pessoa decidida e qualificada. Eu estou em outra: reinvindicar o nome do CRUSP , que foi esquecido pelos historiadores. Estou também no grupo que conta a História da viagem da Amazonas e gosto muito. Adoro os causos e adoro os flashs. Adoro os papos. Então, acho tudo muito bom...... mas até acredito que possa ir derivando para algo mais positivo e isso necessariamente não será uma revolução, senão evolução, como ele diz. Gostaria muito também que as pessoas encontrassem aqui um espaço de contenção ou um espaço para escape, como eu o uso. E também para o humor, que, para mim , é fundamental..... Me divirto com a Célia e com o Ernesto, que também é bom nisto. Eu sou ruim, lamentavelmente. Boa para rir e péssima para contar. Li teu mail Watanabe. Por isso estou escrevendo. Acho que nesta Universidade da Vida todos somos qualificados, como Camões, que já o era, antes de ser reconhecido pela ONU e pelo público de fora. Aqui estamos despojados de nossos títulos, nossos cargos e do que conseguimos.

Estamos desvestidos, como você mesmo Watanabe me explicou no evento do Crusp. Deixamos fora todas estas capas que nos revestem e queremos aparecer aqui, como o miolo da cebola, depois que todas suas camadas foram retiradas. Despojados.....nós mesmos, ou pelo menos o que nós pensamos que somos nós mesmos. Antes de terminar, como sou teimosa e gosto de palavras, gostaria de deixar constância de que neste grupo há respeito, interação e até conflito de opiniões, mas não há embate. Procurei outra vez e dessa vez no Aurélio. Do latim conflitu, conflito significa "embate dos que lutam" vide Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Neste processo grupal, que é um processo de relação humana, não há necessidade de que um esteja contra o outro, pois buscamos um estado de convivência solidária, sem necessidade de luta, de embate, de colisão, entre um e outro membro do grupo. Como diz o Scaico e copiando-o beijos aos que gostam de beijos e abraços aos que gostam de abraços. (aprendi isso aqui) OBSERVAÇÕES: Dicionário Aurélio – EMBATE [Dev. de embater.] Substantivo masculino. 1.Choque impetuoso; encontro violento; colisão: o embate dos exércitos. 2.Fig. Oposição, resistência: O embate da maioria enfraqueceu o governo.

3.Fig. Choque ou abalo violento, profundo: Não resistindo ao embate da crise econômica, a firma pediu concordata. ~ V. embates. COMBATE - [Dev. de combater.] Substantivo masculino. 1.Ato ou efeito de combater. 2.Mil. Ação bélica de amplitude menor que a batalha (1), travada em área restrita, entre unidades militares de pequeno vulto. ....dar combate ao inimigo; dar combate a um incêndio.

- Eu compartilho ambas as preocupações. E por isso acho que talvez deva valer nossa velha e única exigência comunitária: o auto-mancômetro. Mas aproveito a deixa para expressar uma curiosidade: quantos somos nesse Grupo Yahoo? As mensagens que são trocadas sugerem no máximo umas 10 pessoas. Quem poderia dar essa informação? Porque não utilizar o expediente de inserir no Grupo todos os cruspianos cadastrados pela notável Comissão Organizadora, deixando a decisão de sair do grupo para quem queira tomá-la? Álvaro

- É um caminho. De qualquer forma alguma coisa deveria ser feita para tentar transformar essa lista em algo mais inclusivo. Tenho lido a maioria das mensagens e achado tudo interessantíssimo, mas é quase um voyerismo, porque o que está rolando é uma conversa entre um grupo restrito que tem mais intimidade ou mais memórias específicas em comum. Fica difícil entrar na roda sem se sentir um tanto intrusa.

Não vejo nada de errado nesse papo de vcs, não estão "roubando" nada de ninguém. Pra mim é como se estivesse lendo em capítulos um livro, ora divertido, ora emotivo, que tem a ver comigo também, mas ao mesmo tempo não tem, é uma conversa particular tornada pública pelas circunstâncias. O que quero dizer, enfim, é que seria uma pena perder a oportunidade de buscar alguma coisa que agregasse mais. Se se conseguisse estimular a interação em rede de pelo menos a metade das pessoas que estavam na comemoração do reencontro em São Paulo, já seriam umas 250. É possível descobrir algo que possa nos unir hoje, de forma mais ampla, apesar de tantas diferenças e de tantos histórias pessoais pósCRUSP? E, mais importante, podemos ainda fazer alguma coisa juntos, pelo menos no espaço virtual? O quê? Como diz o Paulinho da Viola, "meu tempo é hoje", mas o fato de o CRUSP ter estado no meio do caminho representa alguma energia diferente para estar presente nas questões do mundo de agora? Maristela Bernardo

- Wata e Gonzalo Vale a pena re-enviar um convite através do site CRUSP68 para dar oportunidade a todos os cruspianos cadastrados terem oportunidade de participar das instigantes discussões no e-grupo CRUSP68@yahoogrupos.com.br. Abraços, Molina

- Oi, Álvaro: Só respondendo à sua pergunta. Até minutos atrás o grupo estava conformado por 62 pessoas, e, como sempre, atuantes, nao passa de 10%. Eu também faço parte desta "maioría silenciosa", mas , de vez em vez, entro a dar um ou outro palpite. Grande abraço. Rubén

- Rubén, É isso mesmo, você foi mais preciso na sua resposta! Temos que respeitar o tempo de cada um se aquecer para participar das discussões. Como diz a Maristela, também me sinto um pouco voyeur, mas vai chegar a minha hora também!!!! Abraços, Molina

- Obaaa!!! logo acabaremos com os preliminares e passaremos às vias de fato. Estamos aguardando Molina!!! Aí então será a hora de me arrancar e ficar de "voyeuse". Abração, Célia

- Oi, Molina: já perguntei e lá vai de novo: qual o endereço do seu blog? Parece ser conhecido dos "10%" ativos no grupo, o que não é meu caso. Estou tentando me enturmar. Obrigada, Cacilda

- Cacilda, querida,

Não é meu blog, é da comunidade cruspiana: www.crusp68.wordpress.com o fotolog é: www.fotolog.terra.com.br/crusp68 e o album de fotografias do Encontro 40 anos é: http://picasaweb.google.com.br/crusp68/CRUSP68FESTA40AN OS#. Antonio Carlos Molina

- Cacilda querida, sinta-se bem vinda! É só ir escrevendo que a gente (os 10%) vai meter a colher no meio. Desse pessoal que está aí, nunca conversei com nenhum (naquela época) a não ser que viajei uma vez com a Soninha. Vai lembrando suas coisas e nos ajudando a lembrar as nossas, OK? Agora que já tem os endereços, vai lá que você está perdendo muita coisa. Um abração para você, Célia

- Maristela querida, O que escrevi para a Cacilda, vale para você também. Você e eu já conversamos por uns dois minutos no encontro, na escada para a sobremesa. Você foi muito importante para mim, pois foi a única que assinou meu "manifesto" da anarquia. Obrigada! Lembra-se disso? Entra na roda, você escreve muito bem... e eu gosto mais de ler que escrever. Estou ansiosa esperando o pessoal da pesada (inteligentsia politica). Aliás, como disse a Soninha à Cacilda, você já está na roda; agora

é só dançar no nosso ritmo, ora emotivo, ora engraçado, ora... ora...ora. O que nos agrega é a cumplicidade, o afeto, e o amor que temos no coração por sermos CRUSPIANOS. Manda ver... e um beijo, Célia

- Maristela: Quem sou eu prá dizê-lo..... O grupo não é do Molina, não é meu, mas é dos cruspianos. Se temos este ponto em comum, não se sinta intrusa. Temos aquela cumplicidade que o Álvaro mencionou e que nos protege e une. Escreva o que vc sente o que vc passou e o que você quiser. Seja benvinda! É nosso blog. Se não fomos amigas antes, podemos sê-lo agora. O mundo virtual é muito parecido com o real. Soninha

- Respondendo à tua pergunta: (ich! o Molina já respondeu) : Segundo o http://br.groups.yahoo.com/group/CRUSP68/members somos 62. Tirando os 16 que estão "inativos", ainda restam 46. No entanto, somos apenas 7 ou 8 "escreventes" Pessoalmente, gosto muito da idéia de uma lista de discussão como a nossa, desde que os participantes mantenham o "simancômetro" bem regulado e estejam dispostos a exercer o dom da tolerância. E gosto também da proposta das meninas quanto a deixar a coisa correr meio à vontade, sem compromissos nem cobranças. Bem, na verdade, o que eu gostaria mesmo era de voltar no tempo. Tomar o café da manhã no ISSU e depois pegar o circular, só para ficar olhando a passagem dos prédios - Reitoria, IPT, Cirquinho, Cofre do Patinhas, Física, Biologia, Química,

História, CRPE – tanta gente subindo e descendo, tanto entusiasmo, tanta esperança. Queria sentar na grama e ler um pouco, olhar as meninas que passam, remar e nadar nas águas turvas da raia. À noite, eu ia querer ficar conversando no centro de vivência e, depois, cantar e tomar cachaça no desertinho. Queria namorar debaixo do bloco A, vigiar em cima do bloco B e fazer serenata sob as janelas do bloco D. Queria fazer passeata, viajar de carona, conhecer o mundo e as pessoas. E, sobretudo, eu queria encontrar amigos, fazer planos e sonhar com o futuro. Mas acho que não vai dar. Não vai mesmo! Por isso, acho bom a gente curtir ao máximo esse relacionamento virtual, lembrando que, apesar dos "homi", o que passou foi muito bom e deixou marcas pra sempre. Bem vinda à roda, Maristela. Em paz, Soninha. Gosto muuuito de você. Da tranquila Serra Negra, Scaico.

- Oh Scaico, acompanhei você no seu caminho virtual, foi muito legal voltar a andar por lá. Mas daqui a pouco, quero dormir e acordar na minha cama, cuidar dos meus cachorros, e curtir tudo que tenho para fazer "no agora". Que bom que fizemos muito. E os que nada fizeram? Deve ser muito triste e frustrante chegar ao fim de uma vida medíocre. E quem não fez loucuras... comece agora que ainda é tempo. Nessa vida, ser louco é ser são! Beijão para você, Célia

- Beleza, Scaico.

Sua singela e sensível mensagem me lembrou tantas coisas daquele tempo mágico que por lá passamos. É difícil envelhecer. Aliás, eu diria que envelhecer é uma merda. São muitas as frases de efeito que procuram nos mostrar o contrário, mas, em sã consciência, nâo creio que haja sabedoria capaz de realmente nos convencer que envelhecer seja bom. Mas, certamente, envelhecer tendo tantas coisas boas para recordar, uma vida tão intensamente vivida, é muito melhor que olhar para trás e ver uma vida vazia (lembro-me do lindo filme do Kurosawa, Viver). A bem da verdade, pelo que vi e senti em nosso encontro, estamos ainda bem vivos, e com muita "bala na agulha" para continuarmos ousando e amando. Como a si próprio dizia um militar prussiano em uma daquelas selvagens guerras em que se metiam: "Treme carcaça, e mais tremerias se soubesse onde ainda vou levá-la". Abração forte, Álvaro

- Oi Soninha Não gosto de ser voyeur, tanto não gosto que disse que me sentia "como se". Sou mais do tipo entrona (ou seamostradeira, como dizia minha avó). Escreverei, sim, estou achando ótima esta janela que a lista do CRUSP abriu. Toda hora passa uma paisagem diferente... Fiz algumas imagens na festa e minha intenção era fazer um pequeno documentário amador, juntando com documentos, lembranças, coisas de idéias e de vidas, dimensões maiores do que o episódio militar propriamente dito. E esta lista tem sido muito inspiradora para isso. Não sei se vou conseguir, por falta de tempo. Estou agora numa grande correria, viajando muito. Aliás, amanhã estarei em São Paulo (moro em Brasília), mas numa reunião atrás da outra; acho que infelizmente não vai dar para aparecer na Assembléia. Mas, se der uma brecha, estarei lá. Maristela

- Por favor, alguém pode me explicar o que foi esse up grade no yahoo? Porque uns tem coroinha amarela? O que podemos fazer com elas? Expliquem logo pois estou louca para usá-la... Acho que vou mudar até meu nome. Celinha, é como era chamada pelos mais intimos.

- Celinha, Foi bom perguntar, porque esqueci de avisá-la e ao Grupo. O negócio é o seguinte: É bom o e-grupo ter vários moderadores, com possibilidade de autorizar entrada de novos membros, convidar outros membros, liberar mensagens que o Yahoo considere spam, etc, etc, pois é democrático e além disso, se algum estiver impedido por viagem, preguiça etc, outro pode dar continuidade. Tomei a liberdade de incluir como moderadores os membros mais ativos até agora. Outros que desejarem ser moderadores também, por favor, voluntariem-se! Abraços, Molina - Hahahaaaa Molina, Acabou com todo nosso poder !!!

- Primeiro me senti culpada, (porque eu disse num comentário que estávamos escrevendo no Blog do Tio Molina) e pensei que vc se sentiu chateado de ser chamado de dono do blog. (mas não fui eu a primeira a chamá-lo assim). - Depois, o poder me subiu à cabeça, e já queria usar a coroinha amarela para fazer estragos por aqui. - Então... veio a Soninha desesperada, querendo saber porque o Beto estava de moderador, sendo que ele não escreve no grupo. Ela achou que vocês tomaram essa medida, para ele poder me censurar mais facilmente.Agora estamos entendidos ... é só mais trabalho! Pois bem, estou batalhando mais 4 pessoas, e deixa eu fazer logo, antes que eles descubram que não estou com essa bola toda... Abração, Celinha - Molina, Deixa de frescuras, assuma o cetro, você é nosso rei. Único, vitalício, cantado em verso e prosa (e algumas cançõezinhas populares das quais jamais permitiremos sejam publicadas as letras) cujas decisões serão sempre cumpridas e irrecorríveis. Álvaro - Car@s amig@s do e-grupo, É grande a emoção que sinto ao ler os escritos de todos. Tenho intenção de contribuir também, mas hoje o que me move é o fato de eu ter detectado (um germe de) um movimento querendo me

derrubar de minha posição recém alcançada, a saber, o grande cargo de moderador. "O Beto não escreve", dizem na surdina, aqui e em outras plagas... Sem mudar de desfiladeiro, aviso que "lutaremos"! Se as lanças inimigas taparem o Sol, direi - como Leônidas - "Melhor, lutaremos à sombra!" Para justificar o título desta mensagem, digo algo sobre a questão da adesão de nov@s companheir@s ao e-grupo. O primeiro passo, sem dúvida é o nosso chefe Molina dar ordens ao Gonzalo e ao Watanabe (controladores das listas, creio) para que enviem o convite a cada cruspian@ da lista dos contactados (pelo meu entendimento isto já foi feito pelo menos duas vezes). Minha sugestão (na verdade roubo a sugestão do Molina) para o próximo passo é que cada um de nós escreva para cruspian@s, nossos conhecid@s, ainda não participantes, incentivando-@s a se juntarem a nós. O fato é que muit@s (como eu) nunca participaram de e-grupos e não sabem como é bom... Viva a vida! Viva o CRUSP! Abraços, Beto.

- O ROUBO DA BANDEIRA Se não me falha a memória, foi no 7 de setembro de 1966. Houve ali perto do Balão da História uma cerimônia cívica com banda da Força Pública, milicos do Exército (acho que o Chefe do 2º Exército estava

> > lá) aos montes e autoridades universitárias. Bem na nossa > fuça, isso > > era demais e não poderia ficar assim, em brancas nuvens. Eu e o > > Malaman então combinamos o troco. Nem me lembro onde arranjamos > dois > > macacões cinzas, desses de funcionários qualificados. Ficamos > então, > > como se dizia na época, "de botuca". Eu tinha uma Vespa (alguém > se > > lembra?, não foi por muito tempo, a polícia logo seqüestrou > minha > > querida vespinha), já no final da cerimônia, quando autoridades >e > > público começavam a se dispersar, montamos na Vespa e fomos para >o > > local. Chegamos os dois muito sérios, estacionei a vespa, descemos, > > nos perfilamos, fizemos continência e iniciamos a descida da > bandeira > > brasileira do mastro principal. Devagarzinho, como manda o protocolo. > > Nem olhávamos para os lados. Descerrado o pavilhão, > desprendemo-lo da > > corda, e, mui respeitosamente dobramo-lo solenemente. Sentíamos que > > todos nos olhavam um pouco atônitos, mas não perdemos a pose e > nem > > manifestamos qualquer vacilação em nossa operação. Pegamos

a > bandeira > > já dobrada, nos perfilamos outra vez, novamente a continência, > > subimos na Vespa e saímos sem olhar para trás. > > > Gargalhadas e gritos de vitória somente já perto do CRUSP. > Como não > > poderia deixar de ser, fomos recebidos como heróis aquele dia. > > > Essa bandeira ficou muito tempo comigo. Mesmo depois de sair do > > CRUSP levei-a para casa e ficava guardada no fundo de uma gaveta. > > Como minha casa abrigava muita gente clandestina, a Maria do Carmo > > achou por bem que deverímaos nos desfazer da histórica bandeira, > pois > > em caso de uma batida da polícia teríamos imensa dificuldade em > > explicar o que fazia lá aquela enorme bandeira brasileira, em que > > ação iríamos usá-la. E foi assim que demos sumiço final > àquele > > perigoso símbolo subversivo. > > > Dedico esse causo ao meu querido amigo Malaman. > > > Álvaro

- Alvaro: Adorei teu causo cruspiano. Você e Malaman formavam uma dupla infernal. Você não sabe de alguma coisa sobre uns patos que foram roubados no Butantã e que compartilhamos numa ceia de natal no Crusp?

Estavam ótimos. Eu não os roubei. Só comi. - O roubo dos patos foi liderado pela dupla dinâmica Martins e Piauí. Uma história fantástica. Não lhes tirarei o prazer de contá-la. Entre outras loucuras vocês já imaginaram o que é consinhar pato naqueles fogõezinhos sem-vergonhas que tínhamos nos apartamentos? Álvaro.

- Hahahaaaaa estou adorando os causos. Hoje está parecendo aquela época que saia receitas de bolo, no lugar de notícias censuradas. Copiando a Maristela, vou dar uma de seamostradeira. Meu caso não é tão engraçado, mas é bem interessante também. Naquele tempo da ditadura, estávamos uma madrugada… meu primo Antonio Carlos e eu a fazer nossas pichações costumeiras no Butantã. Mas não sei por que cargas d´água, nessa noite, embuídos de maior coragem, nos aventuramos a ir até o Bairro de Pinheiros. Deveríamos ter ficado no Butantã ! Pois tão logo começamos a chacoalhar o spray para começar o… “ABAIXO A DITADURA”

foi chegando um carro, daqueles cheio de milicos armados, com as metralhadoras para fora, prontos a atirar. Nosso susto foi tão grande, que nos abraçamos para morrer. - Acho que queríamos morrer em família –. Mas nosso instinto de sobrevivência falou mais alto, tão alto que, instintivamente, começamos a simular um “malho”. Tremíamos e nos apertávamos tanto - mais por medo que por simulação – que quase nos prenderam por atentado ao pudor. Passei por vagabunda… que é o que eles disseram que eu era; mas naquela hora… mil vezes vagabunda, do que estudante e moradora do CRUSP. Quase cometemos um incesto (primo/prima) mas nos livramos do “cacete da ditadura”. celia - Célia, você me fez rir muito com seu causo!!, tanto porque realmente a criatividade foi brilhante, como o caso foi bem contado. Me fez lembrar de outros tantos disfarces em situações de pichação, panfletagem,etc. Também as histórias da viagem a Manaus são incríveis! Trabalho há muito tempo com formação de professores indígenas e viajo muito por lugares sem nenhuma infra, mas imagino o que a turma que foi para lá passou, naquela época e andando por terra porque, apesar de precários, os melhores caminhos na amazônia não são as estradas, mas os seus rios maravilhosos. Essa audácia, companherismo, desprendimento, foram grandes lições de vida. Sirlene (acho que vocês já estão escrevendo um dos livros) - Sirlene, você deve estar acompanhando como um filme, os relatos da Soninha e Cacilda.

Conhecendo os lugares como você conhece fica mais emocionante ainda. Imagino. Lembro bem da sua carinha quando ficou presa no blocoG, era tão menininha! Você se lembra que pedi para não conversar com nós que já estávamos lá? Aquele coronel safado todo dia me pegava para ficar papeando e eu morria de medo de soltar alguma coisa. Eu sempre fui dissimulada e ele pensava que eu era bobinha e que ia tirar de mim muita coisa. Conversava mil bobagens com ele, e enquanto falava até pegava nele como se fosse meu melhor amigo. Safado! tive que fugir... vou preparar esse causo... Um abraço, Celia - Célia, Lembro que havia alguns moradores no CRUSP já invadido e vasculhado pela polícia do exército, mas não conseguia entender porque elas estava por lá ainda. De certa forma ficava desconfiada, só conhecia a Robeni e a Wilma porque eram amigas da Arlete. Tendo aprendido as primeiras lições de militância eu não queria gravar o rosto de ninguém, achava assim que protegeria a mim e a pessoa. Na ocasião essa idéia me deu uma certa segurança, morria de medo de não conseguir esconder caso reconhecesse alguém. A longo prazo só me fez ser uma pessoa que não lembra nunca da cara das pessoas. Então eu procurava não ver nem ouvir, também tentava me fazer de mais boba do que era. De fato era uma menininha e os dias de Bloco G foram poucos, logo fui para o Dops, longe daquele horroroso coronel Alvim, mas perto de coisas ainda piores - as surras que via os "correcionais" tomando toda noite, para começar. Obrigada por me ajudar a lembrar! Sirlene.

- Celinha, Você me fez lembrar do Comandante Alvim, foi ele que nos deu as 40 > japonas + acessórios quando fomos ao quartel (acho que 4a. zona) pedir > orientação como viver na "selva" para a viagem do Amazonas, foi ele > que nos deu as roupas e depois foi ele mesmo que depois da invasão do > Crusp e encontrou algumas japonas e acusou a todos nós de termos > roubado o exército, estudantes perigosos.... > Sei disso pq em 69 estava com Wolf e Maneco Robilotta jantando e fui > chamada para um interrogatório lá no Crusp e foi o Comandante que > estava na sala e eu disse para ele: Lembra de mim? o senhor que nos > deu as japonas para a viagem do Amazonas e ele desconversou.... Maneco > e Wolf Maar ficaram me aguardando lá na porta do prédio. > O comandante me procurava por causa da Semana do Vietnã promovida pelo > Antonio Callado (alguém sabe desse movimento?) e ele me confundiu com > uma menina da geografia japonesa (se não me engano, Nair, lembram > dela?) e queria que eu dedasse os nomes, volta e meia entrava um > guarda e dizia: "pode pedir pros seus amigos levarem cigarro para > você, porque daí você não vai sair..." só me safei porque começei a > chorar e disse: "se meu tio souber o que estão fazendo comigo, ele vai

> ficar muito bravo", o "tio" era o Castello Branco (que nunca conheci > mas parente do meu pai), o comandante deve ter percebido que não fazia > parte de nenhum movimento ou partido, mas uma caipira do interior. > Nossa Sra!!!! quanta coisa vem a tona graças a esse reencontro. > Bendita idéia, bendito movimento. > abração, Malu > - Malu querida, em cada anarquia que a gente já se meteu, heim? Esse em questão era o coronel Alvim (que medo) e tinha o ajudante dele que era um capitão de bigode. Não me lembro como foi que as coisas aconteceram, mas fiquei meio que refém dele,quando fui tirar as coisas do apartamento do meu primo. Foi aí que fiquei com a Bárbara no bloco G. Todo dia ele nos chamava para bater papo,ou seja, tentava tirar informações (que não tínhamos). Me lembro agora que a Sirlene(irmã da Arlete) veio passar um tempo conosco, para que tirássemos informações dela. Me lembro do medo que fiquei e disse a ela para não conversar conosco. Será que ela se lembra disso? Estou chegando à conclusão que o dia do meu pileque, foi o dia em que consegui escapar do coronel. Malu do céu, já pensou se tivessem me pegado com o Lauri? Hoje estaria famosa... mas morta e prestes a ganhar uma placa no memorial do CRUSP. Não teria tido o meu casamento e nem estaríamos aqui batendo o maior papo de comadres. Credo! meu coração dispara só de pensar nisso tudo. Santa ignorancia, bendita ingenuidade! Beijão, Célia.

- No programa de sábado, na Globo News, a comentarista Cristiana Lôbo disse: "Lula confessou aos amigos que quer ser lembrado pelo seu 2º mandato como um grande estadista, tal como Getúlio Vargas". Muito justo... A idéia parece excelente e todos nós queremos, ansiosamente, saber: Quando será o suicídio??? - Ernesto. - Oi, Sônia, Álvaro e todos. Quero contar um segredo, passei pro outro lado! Com essas piadinhas, estou criticando políticos e canalizando o ódio e desprezo contra eles para desviar a atenção dos que verdadeiramente estão no comando. Que moram longe! Os políticos são apenas bodes expiatórios, pagos pra levar bordoadas. Ficamos gritando que o corrupto é repugnante, nojento, depravado, maldoso, covarde. Que a corrupção é crime hediondo. Enquanto isso... Ernesto.

- Cuidado com essas mentiras, Ernesto ! > > Não esqueça que a mentira tem pernas curtas. > > Além de barba, lingua presa e um dedo a menos. >> > > Scaico, > > que segue 3 princípios básicos: > > 1. Não se leve muito a sério.

> > 2. Não leve os outros muito a sério. > > 3. Não leve nada muito a sério.

- Amigos viajantes: > Se não foi impossível juntar 600 cruspianos, também não será impossível > juntar todos aqueles que viajaram à Manaus e queiram contar como foi essa > linda viagem. > Começou em uma conversa do Dudu comigo? > Ou começou de outra maneira, sempre idéia do Dudu e não minha (deixo isso > claro) > Eu fui seguidora apenas. > Malu lembra de outra maneira. > Cada um terá sua versão? > Mas..... pensem um pouco.... é uma viagem digna de contar. > Agora me vêm a cabeça um fato intrancendente da viagem. Mayra , do Roger, > fazendo sua maquillagem diária, sentada em cima de um caminhão de sacos. > Acho que foi no Estado do Pará. > Dulcinha, Formiga, Fausto, Tek..... Scaico......Deusa.... Cacilda..... > Esforcem-se e vamos contar esta viagem. > Outra que merece ser contada foi a que começou na casa da Soniona e do > Malaman, acho que no dia do casamento do Alvaro e Maria do Carmo. > Terminada a festa resolvemos fazer alguma coisa. E a decisão foi uma viagem. > Uma viagem abortada à Ubatuba: Alfredão, eu, Roger e Mayra. > Saimos com chuva e o morro caiu. Foi uma catástrofe. Ficamos presos não sei > quanto tempo entre dois montes ou montanhas (não sei) que

cairam. Podíamos > escutar noticias pelo radio, Alfredão que estudou acho que Engenharia Naval > (não sei se isto tem algo a ver) conseguiu extrair agua para beber das > montanhas e um helicóptero jogava comidas desde o ar. > Não sei quantos dias passamos aí. Não lembro, mas na minha memória apesar de > que sei que não é certo, parece-me que foram meses. > O carro do Alfredão era um Aero-Willys de cor beige? Não lembro, mas lembro > que ele era um dos poucos que tinha carro naquela época e que isso não tinha > a mínima importância para nós, pois com tanta gente de fora, que sim, tinha > carro, era só pedir carona e nos levavam aonde quiséssemos. > Aiiiiii, tenho que fazer coisas de rotina. Gosto de ficar com minhas > lembranças. > Hoje é dia do aniversário de minha filha. Devo ajudar. Mas a Célia está me > dando algumas dicas de como evadir esses trabalhos que quero renunciar. > Beijos a todos, Soninha >

- OK Soninha, tamos empatadas. Ai que inveja dessa viagem! Só uma invejinha, porque na verdade, não sou nada ecológica. -Esse é o modo meu de dizer que tenho horror de mato, pernilongo, enfim... não convivo em harmonia com os insetos. Por ex: Se uma abelha picar meu rosto, economizo meses de botox.

Fico esticadinha, até repuxada, como se tivesse feito uma plástica mal feita. Célia.

- Soninha: como sempre, tratando-se de memória de nomes e lugares, vc é fenomenal. É isso mesmo, prainha de rio/mar. Não rolou nada mesmo. Ainda acho que é melhor fazer uma lista do pessoal e ter um grupo separado. O grupo já existente está mais interessado em política, literatura, saudosismo, gozações. Acho importante escrever a estória dessa viagem pq dp a ditadura copiou em parte criando o projeto Rondon, lembra? Mas ninguém enfrentou a Belém Brasília de terra em ciima de caminhão como alguns da viagem. Beijos, Cacilda

- Cacilda querida, O grupo já existente não está, "mais interessado em gozações, politica, saudosismo etc... etc..." Cada um "é" o Grupo. Não existe multidão e sim individuos que a formam. Acho só que você está sendo egoista, querendo nos excluir dessa esperiência fantástica que tiveram. Será que já vamos rachar em grupelhos fechados sem perspectiva de crescimento? Cada um entra com o que tem para dar, nada mais justo. Sejamos abertos e tolerantes para ver todas as facetas de nós mesmos - CRUSPIANOS -. Mesmo brava , te mando um beijo, Celia

- ahahahah!!! Boa, Célia! Por que "nos" excluir? Já não fomos em Manaus naquela época! Será que agora também não podemos participar?? Abraços. Sylvia

- Célia: vc me entendeu mal. Dp de organizado e feito o trabalho de recolher as memórias de quem participou, fará parte do acervo cruspiano p/ tds. É só uma questão de seguir o caminho mais curto. Não se sinta exclúída. Abraços, Cacilda

- Cacilda, será que você não está consciente da dificuldade de juntar meia duzia de gatos pingados aqui? Temos que somar esforços, e não tentar dividi-los. Tenho feito gozações sim, muitas vezes por falta de assunto... Agora que temos um assunto que esta rendendo audiencia, pelo menos 3 pessoas estao seguindo (Sirlene, Sylvia e eu); voce quer nos privar desse prazer? Nao e um problema de exclusão, nao me sinto excluída, será que tenho esse tipo de carência? Meu compromisso (comigo mesma) é de levar esse grupo adiante, mesmo que seja causando polêmica. Um abraço, Celia

- Mario, Gostei demais da série de lembranças nossas que você iniciou. Chega de política, a culpa foi do Ernesto que só fala besteira. E aqui vai minha primeira colaboração. Restaurante Frajola, na Vital. Quando sobrava uma graninha, o que era raríssimo, que delícia ir no Frajola (a pé) comer uma feijoada ou rachar um Filé à Parmegiana. Álvaro

- Alvaro: O Frajola era o máximo mesmo..... Eu adorava o risoto, de frango e de camarão e bife à parmeggiana. E era uma questão de rachar mesmo. O que sobrava a gente levava, apesar de não ter geladeira. E ainda não existia aquela coisa que dizem agora e que acho muito feio. Na minha época de Brasil não se usava essa expressão "Levar para viagem" Arrumo para viagem? Sempre tenho arrepios e me assusto quando escuto isso. A comida vai viajar? Vai prá onde? Vai de carro, de ônibus, ou a pé ? Para quem se acostumou deve soar normal. Mas pensem um pouco nela. Prá mim esta terminologia é nova, assim como são novas as marmitex. Algumas vezes ´´iamos, com grupos, a um boliche , que ficava numa ruazinha ao lado do Frajola. Você foi alguma vez? A primeira vez que fui foi com Lauri. Era uma espécie de inferninho e aí eu descobri que as prostitutas eram pessoas normais, que podem rir, chorar, dançar , etc. Antes, como todos eu as discriminava. Como não jogo boliche eu conversava com elas de seus dramas.... Eta meninada levada.... Também gostei das lembranças do Mario (queixo???) soltas simplesmente . sem nenhuma volta.

Beijos a todos Soninha

- La isso é hora de falar de comida? Que fome! O que eu mais gostava era do contra file à cubana. Aliás naquela época só comia isso (qd comia fora). Acho que era por causa da banana. A sobremesa ja vinha incluida no prato. Beijo, Célia .

- O Frajola era mesmo um restaurante muito versátil!... Foi lá que dividi com a Júlia uma pizza gigante. Foi a melhor pizza que já comi na vida, não sobrou nem farelos dela. Tinhamos tido um longo dia que começara com a invasão do CRUSP. Já era bem tarde e foi no Frajola que decidimos onde iriamos dormir aquela noite. Na tarde daquele dia uma alma caridosa tinha surgido naquele patio cinzento com um cacho de bananas, a única comida que eu vi lá, e o avanço foi grande, não deu pra todo mundo. O lugar era imundo, segundo uma faxineira com quem conversei, a gente, "meninas de família", não deveria encostar nas paredes daquele lugar infecto. Ficamos assim andando pra lá e pra cá, com medo de sentar, nos recusando firmemente a entrar nas celas que tinham sido esvasiadas para nos. Parece que ganhamos a parada porque, se bem me lembro, soltaram a maioria

de nos, mulheres, naquele mesmo longo dia. Na minha cabeça ficou para sempre os rostos sofridos das prostitutas, algumas quase meninas, que desfilaram em fila, diante de nós, para nos ceder suas acomodações enquanto entravamos na Tiradentes. Rute

- Rute: eu também estava lá. Fui eu quem gritou que éramois moças de família" e não iríamos entrar nas celas da prostitutas coisa nenhuma. Fui devidamente separada e levada p/ o DOPS p/ ter uma conversinha com o delegado Sérgio Fleury. Cacilda

- Ponto pra voce Cacilda, naquele tempo não era facil gritar ( a minha gente já andava "falando baixinho e olhando pro chão"). Eu fiquei no time de conversar com a faxineira e espalhar o medo, que eu tambem sentia, das infectocontagiosas.Você ficou presa quanto tempo? Como foi a coisa lá no DOPS? Eu não consigo me lembrar de meninas que ficaram presas mais tempo. Rute

- Rute e Cacilda, que bom lembrar disso tudo. Os filhos da P... me soltaram de madrugada.

Além de não ter para onde ir, eu não sabia nem pegar um onibus em São Paulo. Também que ia adiantar saber? ir para onde? Fiquei lá na porta do presidio esperando soltarem meu namorado, ou meu primo ( o mesmo do "malho"). Ainda bem que soltaram o Beto de manhãzinha, pois meu primo Antonio Carlos ficou preso lá, pelo menos por mais uns 10-15dias. Depois foi transferido para o Dops, coitado, levei muita goiabada para ele. Foi a maior alegria quando o Beto saiu, fomos tomar café da manhã na Ipiranga com a AV São João, na lanchonete Avenida. Como se tivéssemos saído de alguma festa !!! Pela primeira vez, cada um comeu o maior, sanduiche de pernil e tomou sua própria banana split - sempre dividíamos - . Se para alguma coisa valeu essa prisão, foi por isso !

- Celinha, tenho certeza de que voce sabe, precisamente, quando comeu o melhor pernil da sua vida...rsrsrs..... Eu ainda acho que tivemos muita sorte. Imagino que, se as cruspianas que estavam lá, tivessem todas o meu pedigree, teriamos ficado presas os 20 anos da ditadura. Eu me lembro que na prisao a gente falava de filhas de personalidades da ditadura que estavam presas com a gente, uma seria filha de um governador do Nordeste( não sei

se isso era verdade). Recentemente me disseram que a filha do responsavel da PM pela invasão do CRUSP tambem era cruspiana. Acho que, com esses vips no pedaço, eles tinham mesmo que não exagerar muito na dose.... O que voce acha? Rute

- Scaico Por enquanto eu não estou com tempo para curtir, como muitos de vcs, esse papo cruspiano tão gostoso. Mas eu me lembrei de uma viagem que você e vários colegas nossos fizeram para Manaus, etc - e eu não pude ir, pois trabalhava na Física, mas tive muita vontade - e que, na volta, você trouxe um jacarezinho - ousado e original você, hein? Para onde foi o bichinho? Não vai me dizer que foi para o rio Pinhiros ou o Tietê... besos a todos. Iracema, vulga Cêmica. - Salve, Iracema! De fato, como eu já era ecologicamente incorreto naquela época, trouxe jacarés do Amazonas. Não um, mas três: Aristides, Henrique e Pérsio. Depois de uma temporada no CRUSP, meus meninos cresceram um pouco e foram considerados inadequados para dividir o apartamento com a gente. Com a permissão do Chefe do Depto. de Botânica, os 3 foram soltos no laguinho da Biologia, onde viveram felizes por algum tempo - sei porque os visitava diariamente. Henrique e Pérsio eram "jacaré-tinga" , menores, calminhos, e acabaram perseguidos e mortos por visitantes (!). O Aristides era "jacaré-açu", ficou enorme e um dia desapareceu. Meses depois começamos a ouvir incríveis histórias de um monstro no laguinho em frente à FAU. Danadinho - ele gostava muito de caminhar pelo mato.

Beijão procê. Scaico.

- Para Soninha, Cacilda, Sirlene, Sylvia e quem mais possa ter interesse.

No dia 02 de julho de 1967 (aniversário do Ludovico), às 8 horas da manhã, um costas e alguma esperança de chegar ao Amazonas. Tomamos o ônibus 921 até a Galvão, início da Rodovia Fernão Dias. E aí, sempre divididos em pequenos grupo

Como no dia seguinte saiu um segundo grupo e ao longo do caminho alguns desist difícil de saber exatamente quantos éramos! Ou fomos.

Mas, vamos lá: Betty, Cacilda, Cleide, Deusa, Dulce, Eliana, Formiga, Gilberta, M Armênio, Beto, Bolha, Clodoaldo, Dudú, Fausto, Ivan, Marcel, Mineiro, Nelsinho Rubens, Ruby, Scaico, Shum, Silvano e Teck. ( no total, 35 : 14 garotas e 21 rap

De São Paulo, saímos em 31. Em Belo Horizonte e Brasilia alguns desistiram e ou Pará compensou. Entre 22 de julho e 8 de agosto, 15 de nós estiveram em Maná objetivo tinha sido alcançado.

Não tenho fotos, mas tenho uma caderneta velha que serviu de diário de bordo Mosqueiro, fomos para lá no barco "Presidente Vargas", sem pagar a passagem sem pagar a conta! Tá tudo la, na "cardenetinha". Um beijo, Scaico. - Scaico!!!! Esta tua cadernetinha está ótima. Não me lembro de quem é Betty, Cleide, e não me lembro do meu querido Mineiro na viagem. Não seria o Mineirinho, irmão do Mineiro? Estarei errada? O Shum foi? E o Clodoaldo também? Até onde será que chegaram? Estava tentando lembrar do amigo do Marcel? Era Ronaldo.

Divididos em grupos de 3, tomávamos carona e íamos nos encontrando nas grandes cidades. Não sei como, pois naquela época não havia celular. Obrigadão Scaico! Esta tua cadernetinha vale muito. Graças a ela já sabemos quem fazia parte do grupo. Como disse a Cacilda . Este teria que ser o começo, porque depois temos alguns pontos conjuntos e algumas experiências diferentes. Não todos viveram a mesma coisa, mas quando nos encontrávamos..... Que alegria!!!! Bando de doidos mesmo..... Ai! Que saudades do Teck......... - Alvarão Parabens pelo livro...se vc já tem um filho, agora só falta plantar uma árvore... Outra coisa ...Voce falou no programa da TV que não havia consumo de drogas no CRUSP...não havia mesmo; como a cultura "hippie" já havia chegado por aqui, isso não é curioso? Seria por conservadorismo? Mario

- Bom dia Mario, acabei de acordar, e já estou passando por aqui. Posso responder antes do Álvaro? Minha teoria é que éramos livres. Com tanta liberdade que tínhamos, quem ia precisar de droga? A liberdade sempre vem junto com a responsabilidade. São complementares. Apesar das "artes" que fazíamos , eramos responsáveis.

Alguns eram responsáveis com os estudos, e outros com a politica. Só precisa de droga quem não é livre. Quem precisa dela, para ter coragem de se soltar e ser ele mesmo, não é livre. Coitado desse! nem da droga ele é livre. Célia

- É algo para se pensar a respeito, Mário. Veja, pode até ser que houvesse algum consumo por lá, muito enrustido, mas seguramente isso nunca foi uma característica nossa. Nós éramos mesmo um tanto moralistas nessas coisas. No espectro ideológico, há que se considerar também que a Esquerda, ao menos àquela época, era moralmente refratária ao consumo de droga e outras "perdições". Como sempre, e paradoxalmente, o álcool era plenamente admitido. Também, ninguémm é leão. Mas talvez, a melhor explicação esteja no fato que nossa vida no CRUSP já era um tremendo "barato", não precisávamos de estímulos químicos. Cada dia uma nova aventura, novos acontecimentos, novas histórias para saber ou contar, e curtir compartilhadamente. Ao alcance da mão, e do coração, estava ali o apartamento do lado, os corredores dos prédios, o corredorzão umbelical (batizei agora) que costurava todos os prédios lá em baixo, o Centro de Vivênvia, o Desertinho... Álvaro

- Eu concordo com tudo que a Celia diz. Liberdade é mesmo um grande barato que faz com que não necessitemos de drogas. Isso era verdade para muitos de nós cruspianos. Mas, eu me lembro de ter mesmo discutido isso no tempo em que viviamos lá. A gente sabia que droga

seria um bom pretexto para o fechamento do CRUSP e ninguem, ninguem mesmo, queria isso. Há pouco tempo descobri que uma pessoa de lá era uma infiltrada da policia. Acreditem, até mesmo ela, eu soube que curtia muito o CRUSP. Tambem naquela época as drogas não eram tão disseminadas como acontece hoje. Rute

- Silvia: Alguém sugeriu: será você mesma (??????) o grupo Tabu sobre Cruspianos/as. Achei ótimo. Há muitos, Meus parentes , avó , tios, primos, moravam no Bairro de Pinheiros e eu já estava acostumada a escutar o que falavam sobre nós. Meus pais eram sempre avisados...... Não sei onde está, nem quem escreveu sobre isto. Olha que isto está ficando grande e difícil de encontrar. Não quero inovar. Quero colocar o nome que a pessoa sugeriu. Acho que teremos muito que contar sobre o que pensava a sociedade paulistana, sobretudo das mulheres. Eu acho que éramos (em grande maioria) puritanas. E nunca, nem nas minhas loucas viagens, com os loucos que viajavam comigo, que não eram nada loucos, NUNCA VI DROGAS. Nunca vi também um respeito maior do que tinham os cruspianos com as mulheres em todas as viagens. Não rolava sexo entre nós. Além do mais, eles nos protegiam dos de fora. Em quanto ao alcool, também não vi alcool, nas nossas viagens, nada mesmo, nadinha e no Crusp muito pouco, acho que só nas festas. Acho que no último ano pode ter mudado (ou não) . Eu não percebi. O Bar Crusp, por exemplo, vendia alguma coisa com alcool? Eu acho que não.

Claro que tínhamos aqueles fogos eventuais, mas nada mais que coisas esporádicas, Você lembra Àlvaro, do fogo de caipirinha, no Bar das Batidas na Dr. Vila Nova? Eu terminei com um coelho de pelúcia, de presente, que conservei, até para meus filhos , e acho que Maria do Carmo terminou com outro. Ela não estava presente, devo confessar. Maria do Carmo era gente séria. Beijos Soninha

- Soninha, Nesse fogo homérico, em que bebíamos uma pinga em cada boteco, estávamos eu, você e o Adilson Crioulo, meu querido companheiro de quarto, 602 E. Chegamos de 4 no CRUSP, e aquele coelho foi meu salvo-conduto para me apresentar mais tarde, banhinho tomado, à Maria do Carmo, a Santa. Cadê o Crioulo?, não o vi no almoço e nem no dia 17. Lembro-me muito de sua inseparável camisa branca engomada e suas botas pretas invariavelmente brilhantes. Figuraça, de um coração amigo e carinhoso. Álvaro - Ótima memória, Alvaro Foi assim mesmo. O coelho foi apenas para pagar suas culpas, mas eu também ganhei um e estava na farra. Eu não vi o Crioulo na festa. Como me disseram que esteve, pensei que não o reconheci. Ótima pessoa mesmo. E trabalhava como acessor da "estiva" ou conjuntamente. Sempre pensei em quem passaria suas camisas e lustraria suas botas. Você sabe quem o fazia? Eu não. Beijos Soninha

- A ESTIVA Em 1966, para tentar barrar o anunciado aumento de preço das mensalidades e das refeições, fizemos nosso primeiro grande movimento, que, em falta de outras alternativas mais contundentes, optou pelo boicote ao Restaurante. Até aí tudo bem, mas tínhamos que comer. Sem problemas, formou-se uma brigada de cozinheiras, panelas e fogões foram conseguidos com alguns Centros Acadêmicos. E os gêneros alimentícios, como iríamos arranjar? Feita uma caixinha maluca, era preciso providenciar a compra de arroz, feijão, cebola, batata e tudo o mais. Grandes volumes. Centenas de bocas famintas. A responsabilidade foi assumida por mim, Álvaro (Geologia Batatais), pelo Mineiro (Poli Civil - Ponte Nova MG), pelo Malaman (Poli Naval - Taubaté) e pelo Sílvio Preto (Física - Bauru). Trabalho pesado, ir à região do Mercado Central para comprar em grande quantidade e mais barato. Coisa braba carregar sacos e mais sacos de mantimentos e trazer para nossa cozinha coletiva no CRUSP em uma Kombi caindo os pedaços. O apelido para o grupo não poderia ser mais apropriado, saiu naturalmente, a Estiva. Como também naturalmente cresceu uma forte identidade e amizade entre seus membros. Para tudo que se referisse a trabalho pesado, por muitos anos a solução era chamar a Estiva. Éramos inseparáveis. Quantas bagunças, quantos acampamentos de férias,quantos assaltos à dispensa do restaurante, não fizemos juntos. A eterna Estiva: Álvaro, Mineiro, Malaman e Sílvio Preto. Álvaro.

- Oi amigos! Escapo aqui sempre que posso. A verdade é essa.... escapo. Mas, considero este escapismo válido e não censurável. Já temos alguns temas para nossas "novelinhas", a seguir. E o tema pode ser escolhido, de acordo à preferência dos leitores: 1. EXPEDIÇÃO AMAZÔNIA

2. CAUSOS CRUSPIANOS 3. FLASHS CRUSPIANOS 4. E AQUELE JACAREZINHO 5. Não podemos deixar o Ernesto de fora, porque ele é um grande colaborador, mais do que o Watanabe, que como bem diz a Célia, deve estar na Inteligenzia. Confesso que não tenho a graça que ela tem para dizer isso. Não sei se colocamos como nº 5 - Lula - O estadista. Se for motivos de conflito, o deixamos de fora, mas deixamos o Ernesto escrever quando quiser. Vocês decidem. Também posso estar esquecendo algum outro tema. Lembrem-me, por favor Mas vou propor um novo título, para que todos participem, só que desta vez, com uma ação paralela. Teremos trabalho.. Lembram-se do lema? - A juventude.... unida... jamais será vencida! ´ - É velho, mas continua válido Bom, como nossa juventude já passou, poderemos encontrar outro lema. A Célia achará um. Acho que a terceira idade também pode fazer muitas coisas e a unidade de um grupo pode potencializar nossa força. Estamos aqui divagando, regozijando-nos com nossas lembranças, não é mesmo? Então, o que vocês acham que podemos fazer em nome do Crusp, partindo deste lugar? Acho importante clarificar o que queremos e com este pensamento realizar alguma ação. Se fomos, no passado, capazes de ações ou travessuras, tão arriscadas, porque não poderemos ser agora, capazes de realizar algo, que não apresenta risco nenhum? Primeiro, pensei em organizar nosso pensamento para ver se temos alguma idéia grupal. Com este pensamento claro, poderemos partir à luta, que tanto gostamos. E quem sabe

poderemos transformar este nosso pensamento, convertendo-o em realidade. Mas, devo confessar que achei dificil , buscar um acordo , assim de primeira mão sem lançar uma proposta. Vou partir de mim mesma e de minha própria experiência e apresentar minha idéia. Estive analisando os fatos marcantes de minha vida e vi que o CRUSP é fundamental nela. Há um antes e um depois do CRUSP. Com isso não quero dizer que eu não tenha vivido outras coisas, que são fundamentais para que eu seja o que sou, para que esteja onde estou e para que neste momento esteja aqui a escreverlhes, Não, minha vida foi rica de experiências, algumas felizes e outras dolorosas. Isso faz parte de uma boa vida, porque como poderia eu reconhecer os momentos alegres sem ter vivido os tristes? Estou no Paraguay, tenho 5 filhos, 3 netos e meio, perdi vários empregos, casei , separei e acho que tudo está correto e tudo tem um motivo, ainda que eu não o conheça. Não há inocentes nem culpados. Tudo é como é...... exatamente como deve ser. Estou onde devo estar e vivo o que deveria viver, o que me corresponde. Assim de fatalista. Aceito tudo.... porque tudo está perfeito. Mas, vamos à minha idéia, porque eu adoro dar voltas. Vou procurar ser mais concreta. Meu consolo é que Freud, o pai da psiquiatria, também escrevia assim, dando todos os detalhes para chegar á idéia principal. Deve ser o pensamento analítico, porque com certeza não é o sintético. Estive investigando no dia do Evento na Assembléia em uns dez sites sobre a Historia da Ditadura no Brasil.... Já contei isso a vocês também. Li sobre Norma Bengel, que foi maltratada, Gilberto Gil também e teve que ser exilado, o elenco da Roda Viva, Marilia Pera, etc. atacado pelo CCC. Bom, neste último caso, no dia seguinte a este

fato, aí estive com Formiga e sua irmã e o teatro lotou, tal foi o apoio que recebeu. Isto já é um grande consolo. Uma dor acompanhada, sentida com a população. Li sobre o que aconteceu no Rio, no Calabouço, na passeata dos Cem Mil , li sobre a Bahia, o Lamarca ,etc. Mas ....... em São Paulo, apenas uma pequena referência à Maria Antonia. Incrível, mas até o estudante que morreu no Rio, acho que Edson Luiz, parece ter sido mais importante que o nosso que morreu na luta da Maria Antonia. Essa história está muito mal contada. Os que a recontam partem das iniciais e acrescentam um outro detalhe, ficando quase na mesma. Que tal retificá-la? Podemos escrever a todos os sites que falam sobre a ditadura, contando do papel fundamental que o Crusp exerceu naquele momento. Podemos transmitir nossos pensamentos sobre este esquecimento e, sem idéia de protagonismos pessoais, dar ao Crusp o lugar que ele merece. Seria fazer algo de positivo, para que a sociedade esteja melhor informada. Acho que agora, com os 40 anos do AI5 chegou nosso momento. Se esperarmos que comemorem os 50 anos já vai ser tarde..... Acho que chegou o momento e chegou tarde.... mas antes tarde do que nunca. Temos que admitir. Fomos esquecidos e o que aconteceu no CRUSP não era para ser esquecido assim. Bom , essa nossa história (com H, não é???) já começou a ser contada com os eventos: o social (encontro) e o formal na Assembléia. Isso além da entrevista , que já revi e achei muito boa. O que deixou de ser dito ficou por conta da emoção. Só teremos que reforçá-la. A omissão sobre o Crusp é imperdoável, porque quase em todos os sites aparece a mesma coisa. Sem querer desmerecer Norma Bengel e o que ela sofreu, foi apenas um caso individual, mas é repetido por todos ou quase todos os que historiam esse momento.

Quantos similares, piores e "mais piores ainda", tivemos entre nós? Nossos pensamentos conjuntos. podem se materializar em uma ação. Poderemos trocar idéias aqui em nosso e-grupo, e de uma maneira, mais sintonizada, transmitir aos diferentes espaços virtuais que tratam deste tema uma idéia (potencializada com nossa energia). Não teria a mínima importância se muitos escrevessem aos mesmos lugares. Isso só reforçaria nossa ação conjunta. Com essa ação de Retificação da História da Ditadura no Brasil, estaremos informando à população, estaremos revindicando nossas dores, nossas perdas, etc. etc. etc. Deveremos estar unidos se quisermos mudar alguma coisa e se vocês aceitarem esta idéia, devemos enfocar-nos bem no tema e na maneira de apresentá-lo. Acho que está em nossas mãos: escrever também aos Jornais, á Wilkipedia e outras coisas pelo estilo. ou seja a todos os lugares que quisermos, vinculados a direitos humanos. E podemos reivindicar ainda que , como maiores de 60 anos, deveremos ter um espaço preferencial. Eu costumo usar todos os direitos que tenho . Vamos usar também esse e lutar por algo que vale a pena? Entenderam minha proposta???? Ou fui muito complexa???? Se assim for, posso explicar de novo, mas vocês vão ter que me aguentar outra vez. Beijos a todos, Soninha

- Wow... Eu topo , só não me peçam para redigir nada ! É muito esforço para mim, ser formal. Estou aqui nua, - como nasci -, sem travas

na língua e na mente, de peito aberto. Vamos lá, a hora é agora ! Beijos, Celia

- Ótima a ideia de capítulos. No fim, teremos uma publicação. Sugiro 5. PAPO CABEÇA. Um espaço mais ou menos ideológico, anarquista, panteísta e outros istas e ógicos. Abraços, Ernesto. - Amigos: Este nome não serve. Está incorreto. Não vamos contar nossas memórias para ninguém. Isto fica entre nós e , se algum de nós (não eu) quiser publicar um livro, ou fazer um filme , como diz a Malu, isso já é outra coisa e fica prá outro momento. O que proponho agora é: -RESGATE DO NOME DO CRUSP RESGATE DO PAPEL DO CRUSP -RESGATE DA INVASÃO DO CRUSP -CONSEQUÊNCIAS DO AI5 OMISSÕES SOBRE O CRUSP NA HISTORIA DA DITADURA COMPLETEM , POR FAVOR. SUGIRAM AH! Ernesto, se vc se refere ao tema que sugeri, você também poderá escrever aos diferentes sites, utilizando tua temática ideológica, anarquista, panteísta e outros istas e ógicas. Sem problemas por mim, mas lembre-se que Alvaro agora se autoungiu como teu moderador exclusivo. Veja que chic! Vc é o único que tem um próprio. – Soninha -

- Soninha, Apenas lembro uma coisa, somos apenas pouco mais de 40 cruspianos. Acho que ser for para darmos passos mais ousados

(como a tomada do Poder, por exemplo) temos que botar mais gente na roda. Esse teria que ser para mim nosso esforço prioritário. O Comitê Central, ops!, desculpem-me, a Comissão Organizadora (ainda estão merecidamente descansando do Encontro?), que tem todos os contatos na mão deveria (ou já fez?) insistir para a adesão de novos companheiros. Com 300 já dá pra encarar o Xerxes nas Termópilas. Quanto aos temas, acho que eles devam ser permanentes. Por exemplo, você incluiu como tema a fantática Expedição Amazônia e o coitado do Jacarezinho. Mas esses assuntos são muito específicos e tenderão a se esgotar mais cedo ou mais tarde. De tal forma que sugiro uma outra coleção de temas para ajudar a organizar nossas tertúlias: PAPOS CRUSPIANOS (conversas as mais variadas, que podem evoluir para flashes ou causos, ou podem não evoluir para nada, ficando só mesmo em um gostoso e descompromissado bate-papo) FLASHES CRUSPIANOS (registros-lembranças de nosso cotidiano) CAUSOS CRUSPIANOS (histórias acontecidas que valem ser registradas. Tem que ter título, começo, meio e fim. Seria bom que a Expedição Amazônia e o Jacarezinho evoluissem para uma coisa dessas, tarefa para o Scaico) PAPO CABEÇA (conversas sérias sobre política, ideologia, sexo, droga e comunismo. Aqui o Ernesto pode se esbaldar, obviamente sob minha constante vigília e monitoramento ideológico) . Álvaro -

- FRUSTRANTE CAÇADA DE RÃS (para desespero do Pangaré) Toda aquela área entre o CRUSP e o prédião velho da Reitoria (Pça do Relógio) era um brejo só nos tempos chuvosos. Todos devem se lembrar da sinfonia noturna do coaxar de sapos, rãs e

pererecas. Sempre curti muito caçar e comer rãs. E elas, especialmente nos dias que se seguiam a chuvas, coaxavam convidativamente daquela região. Acertamos então, eu e o Jeová, sair um dia à noite para fazermos uma boa caçada. Preparamos a tralha toda, fisgas, sacos, lanternas de acetileno, e fomos para lá numa determinada noite. Acho que aí pelas 20 ou 21hs. Grande frustração, não encontramos uma bendita rã. Apenas centenas de enormes sapos. É nessas horas que a maldade imaginativa nos sobe à cabeça. Quase ao mesmo tempo vislumbramos pegar o maior número de sapos possível. O destino: soltar todos no apartamento do Pangaré (nosso querido Di Giorgio, que tinha esse apelido por trabalhar à noite no Jóquei Clube). Feita a operação, faltava ainda o extremo gozo do canalha: ver o resultado da canalhice. Eu e Jeová ficamos ali por perto do apartamento do Pangaré, até que esse retornou do trabalho para uma merecida noite de descanso. A cena foi indescritível, quase nos destripamos de tanto rir vendo o Pangaré desesperado tentando tocar os sapos para fora do apartamento, dezenas e dezenas deles, na pia, na privada, nas camas, na base do SHIT, SHIT, SHIT, como se esses fossem um bando de perdidas galinhas. Álvaro (E - 602) - Amigos Cruspianos, antes de mais nada, pelo que tenho lido e visto em todos os endereços ligados ao CRUSP68, acredito cada vez mais que somos todos ex-moradores do CRUSP, mas que uma grande maioria de nós continua sendo cruspiana-65/68, pela vivência compartilhada, pelo sentimento de irmandade, pelo carinho borbulhante de alguns, mais contido de outros, pelas esperanças sempre renovadas. Tendo continuado na USP (já em 1964 trabalhava no

Instituto de Geografia, que não existe mais, aposentei-me como docente no Departamento de Geografia e ainda estou por lá, na Pós-graduação), tive a felicidade de, mesmo que esporadicamente, encontrar-me com cruspianos 63-68, ou ter notícias deles. Cheguei a conhecer os apartamentos reformados, na década de 1980, a convite de alunos moradores. Bandejão, nunca mais: eu até que iria, se conseguisse me separar do meu estômago - recusava-se terminantemente a ir... Lembro-me também de algumas discussões quando da criação da Associação de Moradores (AMORCRUSP). Ainda hoje converso com alunos e ex-alunos sobre a questão da moradia estudantil, e creio ter bons argumentos para confiar em que a nossa experiência, como afirmo adiante, pode, além de motivo de lembranças emocionantes, engraçadas ou não, também representar um ponto de partida para a discussão de situações e caminhos possíveis neste mundo atual. Tivemos problemas coletivos, resolvidos de forma coletiva, e isso deixa marcas, boas marcas. E temos muitas lembranças compartilhadas e compartilháveis. Para me situar: morei no 311-F em 1963, depois no 511-D até o início de 1967 (fui representante de andar e do bloco, no colegiado de representação junto ao ISSU), voltando então para o F, no 403, como pós-graduanda. Lembro-me de muita gente, mas não dá para lembrar de todo mundo. Contudo, é como se os conhecesse a todos: nas fotos do evento do dia 9, todos os rostos me pareciam familiares, embora não seja capaz de relacionar um nome a cada um deles, salvo exceções (até que muitas). Tendo sido moradora de agosto de 1963 a dezembro de 1968, e sendo uma guardadora compulsiva (não confundir com colecionadora: para isso precisaria ser um bocado mais organizada e seletiva), acho que tenho algumas lembranças materiais e de memória que talvez sejam de interesse da

comunidade cruspiana. Exemplo: fotos, recibos de mensalidades, convocações para reuniões, etc.. É melhor encaminhá-las à medida em que os respectivos temas venham a ser lembrados, não acham? Nestes dias, pelo estímulo e exemplo dos nunca suficientemente louvados organizadores do CRUSP68, acabei fazendo uma desorganizada lista de fatos memoráveis do período, que talvez possa contribuir para uma cronologia razoavelmente documentada. Fiz uma lista inicial, porque foram muitos e muitos os fatos memoráveis – a minha memória é que falha quanto a todos os que vivenciei, e claro, não podia ter tido conhecimento da grande maioria deles (mas “se ninguém viu o que vi, ninguém sabe mais do que eu” – lembram? Elis Regina, no LP “O fino do fino”, e isso vale para cada um de nós). Já tem uns 60 itens; se conseguir organizá-la devidamente, encaminho. Reiterando: há discussões preciosas a ser feitas partindo de nossas experiências, e que podem, certamente, ajudar a pensar os tempos presentes e futuros. Procurarei fundamentar esta afirmativa em uma próxima ocasião. Puxa!!! Desculpem-me o tamanho do texto: o assunto sempre me empolga. Para lembrar a saudação acadêmica de então (saudações universitárias), meu abraço cruspiano. Ana Maria (Marques Camargo Marangoni; às vezes e para alguns pioneiros, no CRUSP, Aninha)

- Maravilhoso Ana Adorei te ler.

Com este tesouro nas mãos, vamos fazer uma festa aqui neste nosso grupo. A gente precisa destas coisas que você tem. Vai soltando que a gente absorve. Beijos Soninha .

- Fantástico, Aninha. Iremos todos com fome ao pote de lembranças. Os cruspianos da Hístória poderiam entrar em campo e profissionalmente por ordem nas coisas de forma a irmos montando uma história documentada. Beijão, aguardamos ansiosamente sua volta. Álvaro

- Meus queridos Quem lembra do Gregório? Eu acho que este era o nome do guarda noturno do Centro de Vivência. Boa pessoa, gostava da gente, mas tinha ordens a cumprir. Meia noite tinha que fechar o Centro. Chegada esta hora, ele vinha avisando: estavam os namoradores, os jogadores de cacheta e sempre alguns por motivos circunstanciais. Passado o primeiro aviso ele vinha com o caderno. Bom, vocês decidem ficar, mas tem que assumir a responsabilidade. Tenho que levar isso ao conhecimento do ISSU (não me lembro as palavras exatas, porque acho que ele era um nordestino simpático e boa gente que falava de maneira muito simples), Ninguém vacilava com o caderninho: cada um pegava e ia assinando: Napoleão Bonaparte Marechal Lopez Deodoro da Fonseca Franklin Roosevelt

E assim por diante....... Ele, com toda ingenuidade e, satisfeito com a tarefa cumprida, se retirava aliviado.... Acho que Roger lembrou-se dele no folder. Ou estou enganada? E nossos porteiros? Tião (bloco B) - Parecia Nat King Cole - Tão simpático SÉverino (nordestino) e Seu Laercio (bloco A) Quantos mais foram nossos amigos e cúmplices? Beijos Soninha A culpa não era mais dele

- Aqui estou eu de novo, impressionada com a quantidade de mensagens da lista CRUSP e um pouco agoniada porque não posso ler tudo com o olhar demorado e integral que gostaria. É sempre um rabo de olho entre um trabalho e outro no computador, todos com prazo estourado, e inúmeras saídas e pequenas viagens. Mas estou armazenando TUDO! Isso ainda vai dar um grande samba. Quanto à viagem, foi uma meleca. Na ida para São Paulo tive dores abdominais e pressão no tórax tão fortes que achei que estava enfartando. Mas mesmo assim, sai do avião na maior dignidade, com aquela cara de "tudo bem" que aprendemos no CRUSP pra enfrentar qualquer situação inusitada. E fui direto do aeroporto para o pronto socorro do Sirio-Libanês. Era uma gastrite aguda, o que já conta um pouco do enrosco do excesso de atividades no qual estou metida. Antes estivesse mais atenta à lista do CRUSP, me divertindo, emocionando, aprendendo, lembrando e tendo saudáveis idéias de jerico sobre o que fazer com tudo isso. Depois soube que no mesmo dia em que eu estava no SirioLibanês fazendo exames, também deu entrada o deputado Zequinha Sarney com...dores abdominais. E o vice-presidente Zé

Alencar com...dores abdominais. Imagino o que médicos(as) e enfermeiras(os) devem ter pensado com essa sequência de gente de Brasília, de todos os chamados segmentos institucionais, chegando com dores abdominais: "eles ficam lá fazendo merda e depois correm aqui pra gente curar a dor de barriga deles.Gentalha!" Mas, pra resumir, está tudo bem. E tenho também o meu causo pra contar: Suely Bastos (da ECA, como eu, e depois da Sociologia), Zé Edson (de cuja morte só soube no encontro de São Paulo), eu e mais alguém cujo nome não lembro (será alguém da lista?) fomos encarregados de pichar a reitoria na noite anterior à chegada de uma comissão americana do acordo MEC-USAID ou algo assim. Saímos com nossos sprays escondidos nos casacos e fomos nos arrastando por aquele capinzal que separava o CRUSP da reitoria e, por sinal, estava cheio de lama. A segurança da reitoria tinha sido reforçada porque, é claro, sabiam que os estudantes não desperdiçariam uma ocasião daquelas. Mas já tínhamos notado que os seguranças circulavam. Ora estavam à frente do prédio, ora iam para os fundos. Nosso desafio era ficar a postos para, assim que fossem para os fundos, atravessar a rua, fazer a pichação e se mandar. Na primeira oportunidade, mal levantamos a cabeça do capinzal, lá vinha um carro sinistro, só com as lanternas acesas, andando mais devagar do que o normal. Um de nós cochichou: é a repressão! E numa coreografia perfeita mergulhamos de volta no capinzal enlameado. O carro foi contornando e sumiu lá pelos lados da Geologia. Só que nesse intervalo, os seguranças estavam de volta. E a cena se repetiu mais uma vez: íamos pegar o embalo pra atravessar a rua, lá vinha o carro sinistro e tínhamos que abortar

o ataque. Até que, na terceira vez, não fomos tão espertos e o carro jogou luz quando ainda estávamos em pé. Deu aquele friozinho da certeza de estar tudo ferrado. Aí sai do carro uma criatura, corre pro nosso lado e pergunta: "e aí, porque vcs ainda não foram pra lá, porra???". Era a nossa segurança! Só que ninguém tinha avisado que teríamos esse luxo! Então, depois de um rápido e sussurado bate-boca protocolar, conseguimos finalmente fazer a pichação e foi a glória! Rápido, serviço perfeito, alcançamos até uma boa altura, ficando um no ombro do outro. Deixamos lá tudo o que tínhamos direito: abaixo a ditadura, fora acordo MEC-USAID, yankees go home, e mais não fizemos devido à pressa, fator que sempre prejudica o trabalho de um artista. Como era madrugada, não deu tempo de limpar e a reitoria amanheceu ma-ra-vi-lho-sa pra receber os americanos. E logo cedo já vinha do CRUSP a manifestação que terminou em invasão, como alguns de vcs devem ter na memória. Mas a lembrança melhor que tenho é de olhar para o prédio, em meio às palavras e ordem e à zorra que se armou ali, e ver lá em cima, na sacada do gabinete do reitor já invadido, a cara sorridente do Kunio, emoldurada pela duas mãos. Ele estava com os cotovelos sobre uma bandeira do Brasil e olhava pra baixo, como se assistisse a um espetáculo de camarote. Bjs Maristela.

- ASSALTOS À DISPENSA DO RESTAURANTE Como já disse anteriormente, em praticamente todas as férias escolares de meio e de fim de ano a Estiva (núcleo central: eu, Malaman, Mineiro e Sílvio Preto) saía para fazer acampamentos. Nossa região preferida era o Litoral Norte. Como ficávamos em lugares selvagens, era preciso levar muito mantimento. Grana?

Ninguém tinha um puto. Sobrava como perigosa alternativa assaltar a dispensa do Restaurante. E quantas vezes fizemos isso. A odisséia iniciava-se no almoço, quando deixávamos uma ou duas janelas laterais do restaurante fechadas, mas não travadas, sabem como é. Bem tarde da noite, driblando guardas e o impagável Gregório, penetrávamos sorrateiramente no recinto. Latarias mil, leite condensado, leite em pó, sardinhas, salsichas, muitas, mas muitas peças de mussarela. Sem falar das latarias de doces e todo o punhado de besteiras que pudéssemos carregar. No dia seguinte, pé na estrada para pegar carona. E assim curtimos grandes aventuras em Ubatuba, Ilha Bela, Castelhanos. Em cada uma dessas, dezenas de casos inimagináveis, como quando eu e o Sílvio Preto ficamos hospedados na mansão do Ciccillo Matarazzo, em Ubatuba, através da amizade que fizemos com um mordomo/cozinheiro chegado em rapazes. Quero aqui deixar registrado que ele se engraçou foi com o Sílvio. De outra feita, em um assalto ampliado, do qual participavam também Martins, Bolha e Piauí e Paulo Paixão, aconteceu-me uma desgraça. Havíamos já perpetrado o assalto e quando ainda estávamos ali por perto do prédio do restaurante, umas 2 horas da manhã, uma viatura policial achou de fazer a ronda no pedaço. Logo que ela foi divisada, correu baixinho de boca em boca o famoso "esconde, esconde, é a polícia". Cada um se escondeu no lugar adequado mais próximo. Eu estava naquele balãozinho que havia na parte frontal do prédio. Não sei se vocês se lembram, havia uma cerca viva separando um canteirinho de mais ou menos 1,5m da parede do prédio. Não deu outra, passei pela cerca viva e me escondi por ali, entre ela e a parede. Havia na parte inferior da parede uma bancadinha de uns 50cm, na qual me sentei aguardando que a viatura fosse embora. Mas quando sentei senti uma coisa estranha, pastosa, cujo forte cheiro então despertado revelou logo sua natureza: uma poderosa cagada humana, daquelas que criam uma casquinha mais escura por fora e por dentro há uma massa amarelada em alta fermentação. Até hoje não posso atinar com o fdp que deu uma cagada naquela

bancadinha. Assim que a viatura foi embora levantei desesperado dali, o cheiro era fortíssimo, cheguei a vomitar. Os sacanas dos meus companheiros de assalto se borravam de tanto rir. Não deu outra, a situação era insustentável, tirei a calça, joguei-a fora e fui embora de cuecas para o prédio. Para que nosso porteiro não perguntasse nada e complicasse minha vida, subi pelas escadas de incêndio. Mil banhos, mas fiquei ainda vários dias impregnado daquele cheiro horrível. Álvaro 602 E

- Caro Álvaro. Creio que voce esqueceu de mensionar o mais constante assaltante da dispensa do Restaurante do Crusp. Era o Geová. Usava o mesmo artifício. Algumas funcionárias eram suas cúmplices deixando as janelas sem o devido trinco interno. Geová ia sempre em busca da carne para o churrasco da madrugada. Pude presenciar muitos destes assaltos. Eram semanais e as vezes com frequência menor. Coroavam as noites de baralho, quando as provas permitiam. Abraços a todos e felizes festas. Prandi.

- Cruspianos, Tem sido apontada aqui a falta de referências sobre o CRUSP (e todo movimento estudantil paulista) em jornais, livros etc, com o que concordo. É possível que muitos tenham ido, mas como ninguém se referiu ao evento 68 VOU VER que ocorreu no Centro Maria Antônia de 06 a 18 de outrubro passado, achei melhor deixar registrada essa possível fonte. Na ocasião foram apresentados, entre outros, dois vídeos tendo o CRUSP como tema:

A EXPERIÊNCIA CRUSPIANA, de 1986, direção de Nilson Couto e Ricardo Wagner - documentário de 26 minutos sobre o Conjunto Residencial da USP, mostrando facetas da vida universitária no período da ditadura. ESTUDANTES: CONDICIONAMENTO E REVOLTA, dirigido por Peter Overbeck, apresenta três momentos diferentes da vida de estudantes: a vinda do interior, a experiência de moradia no CRUSP e os posicionamentos frente aos acontecimentos políticos e culturais dos anos 60. Sem data de produção, dura 23 minutos. Não sei como seria possível acessar tais filmes, a diretora do Centro - Rosa Iavelberg,talvez possa ajudar. Quanto a questão da punição dos torturadores, concordo plenamente com a Cacilda, a maior homenagem que podemos prestar aos nossos companheiros mortos é dar continuidade aos projetos de vida pelos quais todos lutamos de algum modo. As estratégias são outras evidentemente, mas permanece a luta pela justiça, a necessidade de fazer aflorar a voz dos que foram vencidos, de exigir a punição dos criminosos. Para mim essa é uma questão de princípios e também de compromisso, eu vivi, eles não, no mínimo a memória pública desses companheiros deve ser recuperada. Penso que este grupo tem um papel nesse processo. peço que me desculpem e me esclareçam caso minha (ainda) ingenuidade esteja provocando confusões nas minhas idéias e atrapalhando, sem querer, o diálogo. abraços, Sirlene

- Sirlene: Em seu nome e de muitos outros eu também concordo com a Cacilda que algo deve ser feito. Você está ótima no que escreve e de modo algum você poderia estar atrapalhando diálogo algum, colocando este tema, que a meu modo de ver, deve ser prioritário, em relação a outros.

Eu li tudo sobre o evento VOU VER na Maria Antonia. Não estive, mas li sobre tudo o que foi apresentado. Fulvia nos enviou o convite e eu decidi acompanhar virtualmente o evento. Mas, insisto na minha posição de que a História da ditadura está mal contada. Talvez, estes fatos de São Paulo, estejam surgindo só agora. Talvez..... Lembre-se de que o evento ocorreu na Maria Antonia, que estava diretamente ligada ao Crusp e que nela havia muitos estudantes cruspianos, entre os quais me incluo. Também devo dizer que é um local da USP e de São Paulo e era, além do mais, um ponto de encontro para nós, naquela época. Eu estava lá para assistir aula no dia que houve a briga do CCC (porque não posso dizer do Mackenzie) e este fato tão triste ocorrido na Maria Antonia é mencionado em todas os sites que consultei sobre a Historia da Ditadura. Foi uma verdadeira batalha na rua, com a polícia lutando claramente pelos estudantes que estavam no MACKENZIE. Não me contaram. Eu vi desde o começo a luta e depois participei da manifestação Apesar da tristeza da perda de nossa querida faculdade, daquele ponto cultural maravilhoso que ela representava, daquela efervescência que existia naquele ambiente, considero que o que aconteceu com o CRUSP e os seres humanos que aí habitavam foi mais relevante. Sempre que eu escrevo me refiro aos diferentes sites que contam a História da Ditadura (em todo o Brasil) e é nesta História que o Crusp deve ser incluído, não só na de São Paulo. Qual foi a repercussão do evento da Maria Antonia. Mudaram os historiadores sua percepção do sucedido naqueles anos. Não mudaram nada, pois minha pesquisa fiz há uns dez dias atrás. Eu menciono em outro mail, que até hoje tenho traumas pelos empregos que perdi, não sei se por ter sido cruspiana e portanto comunista, ou pelo fato de ter sido casada com um cruspiano paraguaio, que por não ser brasileiro, foi considerado um

perigoso terrorista internacional, vínculo entre os movimentos uruguaios, argentinos, paraguaios e brasileiros. Tenho os documentos que falam sobre isso, tenho as ordens de prisão fotografadas e tenho sobretudo as lembranças dos momentos vividos, das prisões, dos medos, das fugas e das esperanças castradas. Tenho uma grande documentação disto, aqui comigo, mas ainda faltam as mais importantes. Estas não se deixam encontrar. Entretanto, meu caso e de meu ex-marido cruspiano, não é nada comparado aos outros. Você leu o que escrevi sobre a Bárbara? Você leu o que o Clemens escreveu? Me comoveu. Pela Bárbara, por ele, por você e por todos os outros , cujos nomes todos me seria impossível mencionar, DEVEMOS FAZER ALGUMA COISA. PELA NÃO ANISTIA DOS TORTURADORES DAQUELES QUE NÃO MERECEM PERDÃO PORQUE SE ESQUECERAM DA COMPAIXÃO QUANDO TIVERAM O MOMENTO DE EXERCÊLA.. Também devemos lutar pela abertura dos arquivos da ditadura, porque neles vamos ver, vamos saber (em forma concreta, de que maneira indiscriminada,caluniadora, delirante, alucinada e paranóica ELES se dedicavam a catalogar e condenar às pessoas. Isto era feito de forma absolutamente aleatória ou com o critério derivado de sua LOUCURA, que a ditadura, com seu poder absolutista, permitiu que eles utilizassem. DITADURA , TORTURAS E PERSEGUIÇÕES ARBITRARIAS NUNCA MAIS È por isso que a memória de tudo o que aconteceu é tão importante e devemos lutar para recuperá-la. Eu é que peço perdão por exaltar-me. Soninha - Queridos irmãos, Acabei tomando coragem para fazer algumas ponderações sobre a proposta da Cacilda de fazermos alguma coisa, como cruspianos,

que reforçasse a movimentação política de pressão sobre o STF para aprovação de pleito de punição aos torturadores. 1) Primeiramente convém ter em mente que somos um pequeno grupo de cruspianos (pouco mais de 40 conforme os últimos dados aqui mostrados), o que não nos tira a capacidade de iniciativa, mas sugere que não podemos nos alçar a representantes de todo o pessoal. Em minha opinião, tudo bem que é final de ano e isso atrapalha bastante, mas está nos faltando uma palavra da Comissão Organizadora do encontro orientando-nos sobre como vê e como projeta uma figura organizacional que nos mantenha unidos, ligados e atuantes. Ou seja, ainda estamos tateando o futuro como órfãos que se perderam de seus pais ao meio de uma festança. 2) O STF foi solicitado a se manifestar sobre a constitucionalidade de processos de punição a torturadores do período militar. Ou seja, o início dessa atual polêmica política e jurídica partiu da iniciativa em se propor o julgamento e a punição dos torturadores, o que, tudo sugere, exigiria a revisão da atual Lei de Anistia. Bem, e é aqui que vem a parte delicada dessa minha mensagem, os que acham que a ainda que tardia punição legal dos torturadores seja o melhor caminho para se resgatar a justiça perante os bárbaros crimes cometidos contra os que lutavam contra os horrores da ditadura devem ter um cuidado danado para não interpretar que os que não advogam esse caminho, mas que nem por isso se revoltam menos contra a barbárie da tortura e dos assassinatos e nem por isso amam menos os companheiros que passaram por essas ignomínias, sejam frouxos, complacentes com os criminosos ou traidores da memória dos que foram vítimas desses crimes. Eu me coloco nesse segundo segmento. Não acho que o caminho da tentativa de punição legal seja o mais adequado. É um caminho de conseqüências colaterais perigosas e incontroláveis. Defendo, como tantos outros, o caminho do resgate completo da história através da abertura completa e irrestrita de toda a

documentação oficial existente sobre a época. Através desse resgate, a revelação completa à sociedade sobre os fatos ocorridos, suas circunstâncias, nomes, quem foi quem, torturadores e mandantes, e sua criminalização moral perante a história e perante os brasileiros como os mais abjetos seres humanos, praticantes do mais abjeto crime, a tortura. Como disse, é preciso que os companheiros que defendam o primeiro caminho, e que merecem todo nossa admiração e respeito, percebam que precisam ter essa mesma atitude humana em relação àqueles que defendem uma outra conduta. O que nos une é muito mais forte do que essa simples diferença de abordagens. Abraços a todos, Álvaro

- "Como nunca aconteceu na história desse país"... As coisas mais polemicas não são resolvidas durante períodos em que estamos atentos, e sim sempre próximo de períodos de festas; natal, carnaval, copa do mundo...etc...etc. Sou a favor do documento que inclua o CRUSP na Historia, e que nossos historiadores se movimentem também para fazê-lo. Alguém sabe de algum que fez tese (mestrado/doutorado) sobre isso? Pois se fazem teses na USP até sobre prostituição/prostitutas (vejam o preconceito). Porque algum historiador CRUSPIANO, não se dá ao luxo de fazê-lo? Garanto que se tivesse feito história, que é o que queria fazer, eu já o teria feito. Mas como casei e mudei... não terminei nem letras, que tinha começado. Passo -lhes meu curriculo e vocês decidem o que dá para eu fazer nessa movimentação toda. Curriculum vitae - Dona de casa aposentada

-Amante de cachorros (animais) -criadora de canários de cor (inscrita no clube de ornitologia de São Carlos (Coscar). Sendo que nessa categoria cheguei a ser VICE campeã brasileira, com meus "Isabelinos amarelo mosaico" e meus "Canelas Pastel". Portanto, duas vezes VICE. Também tenho vários troféus de terceiro, quarto e quinto lugar na competição que agora ocorre em Itatiba. Saudações a todos, Celinha

- Celinha, Sobre canários de cor. Tenho um filho, professor de Matemática em Araras, que também é criador. Talvez você possa até conhecê-lo, Fábio Rodrigues dos Santos, pois ele também é juiz e vira e mexe está viajando por aí, inclusive para Itatiba, para participar de julgamentos em competições. Álvaro (branco acastanhado)

-Álvaro, como esse mundo é pequeno, acho que temos a mesma linhagem. Cruspianos os quatro, meu marido é matemático, seu filho é portador do gem (Beto já é matriz velha), e eu sou uma mutação nova (jaspe), que seu filho anda desenvolvendo. Somos todos brancos acastanhados. Seu filho, só conheço de vista; sou amiga do Kobayashi e do Celso Ramalho, macacos velhos. Na verdade, no momento só estou criando por diversão, já faz dois anos que não participo de concurso. Ser campeã não é fácil, é muito estressante; para mim era como ser mãe de Miss :

aprontar os bichinhos para a exposição, tirar peninhas tortas, cortar unhas,lavar uns 30/40 rabos...etc....etc. Em príncipio meu objetivo era ser campeã brasileira para sair na revista da FOB - não consegui ser campeã, mas sosseguei com dois vice em 2005 -, e saí na revista. Agora estou saindo no Blog do Molina. Abração, Celia

- Célinha, Acho que você vai ser peça fundamental na construção de nossa história. Posso lhe dar uma sugestão? Imaginando que você tenha me autorizado, lá vai: porque a amiga não dá um primeiro passo essencial para esse objetivo, qual seja montar um Sumário (Capítulos, itens, sub-itens...) para irmos construindo uma idéia mais apurada do produto final a que devemos chegar? Beijão, Álvaro - Álvaro, > vou pensar sobre isso durante as festas e > espero ter isso pronto para o início do ano. > É uma tarefa de muita responsabilidade, > não será como montar meu curriculo de ultima hora. > E Soninha, já estou aqui na luta - quase que armada -, > Vi que ontem, quase conseguiram a vitória. > Lamento pelas combatentes caídas pelo caminho, > mas infelizmente algo menor (briga das minhas cachorras), > me movimentou o dia todo. > Beijão para todos, Celinha

- Caros todos, Vejam aí a necessidade da Comissão Organizadora se envolver

nessas conversas. Agora me lembrei, em uma outra ocasião em que se pensou (os mesmos colegas da Comissão) em recuperar a história do CRUSP a Chrisrtina Tomé iniciou esses trabalhos. Eu não sei em que ponto isso parou, mas por certo muita coisa já foi pensada e, ao menos, muitas informações já foram recolhidas. Álvaro -

- Caros amigos, Seguem abaixo os links para assistir no YOUTUBE os depoimentos dos cruspianos no Ato Solene da Assembléia Legislativa, dia 17/12/2008 em lembrança dos 40 ANOS DA INVASÃO DO CRUSP pelo exército em 17/12/1968. >Abraços, Molina

- Não posso ir viajar sem antes comentar sobre isso. Estavam todos ótimos ! Assistimos umas tres ou quatro vezes cada um. Molina, deu para ver que CRUSPIANA é fogo mesmo, reclamamos tanto, que todos nos elevaram às alturas. E gostei da Fulvia, como mulher, falando do lado estético da nossa moradia. Abração para vocês, Celinha

- Isso mesmo Soninha, vamos nos organizar (as mulheres), Essa proposta foi feita ontem por uma de nossas representantes. Vamos confecçionar burkas - para chamar

mais a atenção da população - e vamos às ruas. Enquanto isso vamos escrevendo aqui, no blog do Tio Molina... enquanto ele deixar. E parece que ele está do nosso lado, pois mandou a mulher dele (que inveja do casaco dela) para ficar na mesa. Célia.

- Tenho lido constantemente o que os colegas escrevem, mas não tenho tido tempo para também participar desse papo eletrônico. Mas o vídeo sobre a "Experiência cruspiana" mexeu comigo. A Sirlene (companheira de muitas lutas e que desfruto de sua amizade até hoje) foi feliz, pois as cenas, as falas, o que foi o Crusp e o que restou do Crusp, tudo isso é muito perturbador. Tudo o que se propalou sobre a vida dos estudantes na Cidade Universitária tornou-se verdade. Afinal de contas, tratava-se de um grupo de "baderneiros", que odiava o país. Eu ouvi isto de um policial no Dops. Recordo-me muito bem do episódio da invasão do Bloco F: todos (Reitoria e Polícia) esperavam pelo começo das férias de julho para desalojar-nos. O que não esperavam é que muitos de nossos companheios -moradores "legais" do Crusp resolveram ficar em solidariedade ao nosso movimento, que reivindicava mais vagas para os estudantes vindos de fora. Muitos (meu caso era este), oriundos de famílias pobres, que não tinham como pagar por moradia. Assim é que no dia 3 de julho, de madrugada, os policiais chegaram, devidamente armados para uma "batalha". E nós tínhamos decidido que não resistiríamos, esperaríamos os policiais, sentados, pacificamente. Claro que não abriríamos as portas simplesmente, se quisessem entrar que arrombassem. Eu estava no apartamento que servia como sala de coordenação do movimento (lembro-me do Martins, do Sallum, do Zé Edson, todos estávamos na sala à espera da polícia). Tomávamos chimarrão, quando ouvimos passos em direção à porta. Aí aconteceu uma coisa engraçada: como colocamos uma pequena barricada na porta, eles tentaram abrir e não

conseguiram, fizeram um buraco na porta e um policial trapalhão, atabalhoado, entrou por cima e caiu de bunda no chão! Todos seguramos o riso, afinal sabíamos do que eles eram capazes. O resultado todos conhecem: fomos levados para a Rodovia Raposo Tavares - em plena madrugada fria - apenas com os cobertores. Pedimos carona aos caminhoneiros e chegamos num Crusp em pé de guerra. Os nossos companheiros responderam à altura àquela violência. Estas eram as marcas do cruspiano: a solidariedade, o companheirismo. Rubens

- Não esqueçam que a Célia está preparando o Sumário. Álvaro

- Amigos Sugiro que a Comissão que organizou o encontro em Novembro com tanta competencia, seja envolvida neste projeto. Abraços Mario - Amigos Até aqui temos falado sobre as lembranças boas e agradáveis do que vivemos no CRUSP. O que voces acham de falar sobre alguns fatos que talvez não sejam tão agradáveis mas que poderão formar um quadro mais completo e real do que aconteceu? Talvez possamos aprender algo com isso. Para levantar a bola , aqui vão 2 tentativas , sem grande arrumação:

1)Falta de orientação - A maioria de nós era recém saído da adolescencia e pela primeira vez saindo de casa, jogados em uma experiencia totalmente nova de vida comunitária; uma pessoa mais amadurecida poderia nos dar o apoio psicológico e emocional necessário nessa fase da vida (essa figura existe no ITA, onde esse orientador também dá apoio na área acadêmica). 2)Liberdade de pensamento - O contexto político exigia um posicionamento, porém aqueles que por razões pessoais preferiam não participar eram alcunhados de "alienados", "burgueses" e mesmo reacionários, sentindo-se marginalizados.Na perspectiva de hoje isso faz sentido? Um abraço Mario

- Nestes dois últimos e-mails o Mario esteve inspirado. Que a comissão organizadora, que preparou aquela festa linda na qual mais do que demostrou sua competencia, se envolva tambem no projeto do livro. Esperamos que neste ela tambem ajude a conseguir uma grande participaçao de cruspianos, como na festa. Rute

- Oi Mário Não há forma de excluir a Comissão, que como você diz, com tanta competência organizou nosso evento. Não poderíamos mesmo que quiséssemos ( e tenho certeza de que queremos o contrário) porque eles estão por trás também de todo este espaço que temos. O "tio Molina", que não fala muito, o Watanabe, o Teco, o Suyama, a Malu, o Gonzalo, etc. etc. etc.

Estão todos eles aí, nos bastidores. Digo mais, acho que sem eles não é possível fazer, porque são eles que têm todas as ferramentas. Nós só estamos dispondo, usando e abusando, algumas vezes, do que eles nos brindaram. Vamos ver se sai. Como Alvaro bem lembrou, ele já tinha pedido à Célia que organizasse o material. Ela ficou de responder, mas vai aceitar, porque nós estamos aqui para ajudá-la. Com um trabalho conjunto, pode sair algo ótimo. Confio plenamente nisso. Agora, se num só livro, não der para colocar os causos, teremos que escrever outro, pois são ótimos. E Alvaro era o próprio "menino travesso". Ele e seu bando. Mas quem viu o video do Crusp (que Sirlene mandou) nas diferentes etapas, pensará: - Que travessuras inocentes..... Beijos a todos. Soninha ` - Ola, 2009 de muitas realizaçoes e concretizacoes com saude, paz, amor e muito carinho para todos nos..... 1o. nao sei onde estao os acentos no computador e nem se ha mais acentos.... 2o. recebi email de Watanabe falando da continuaçao do grupo e de regras para darmos continuidade, li, reli e acjei que estava solto, mas depois abri os emails do CRUSP e entendi sua preocupaçao, portanto coloco minha opiniao pessoal e nao da Comissao que organizou o 29/11/08 da qual fiz parte. a. O trabalho organizado pela COMISSAO foi de muita valia, pois foi o que propiciou todo esse encontro, reencontro e discussoes que

agora surgem. no primeiro momento era importante REUNIR o maior numero de pessoas possiveis, nao foi pensado no que se faria depois do encontro, mesmo porque o trabalho de localizar, convencer a participaçao foi arduo e demandou muito tempo, principalmente de Suyama, Gonzalo, Watanabe, Molina, Vuolo, Formiga, Foroni, Zilda, Fulvia, Krakauer, Lapyda, Helcio, Paulo, Joao Cyro, Remo, Teco.... enfim comecamos a organizar em final de agosto começo de setembro para ter uma lista de mais de 700 nomes em meados de novembro. Nao tinhamos certeza de nada, do que aconteceria no dia 29 de novembro. Hoje sabemos que o trabalho nao foi em vao e valeu a pena. b. o fato de tudo ter acontecido no fim de ano com eleiçoes no meio, festas, ferias etc... nao permitiu a continuidade que foi mantida graças a esse veiculo criado por Molina (principal responsavel). c. o ano começa efetivamente dia 05/janeiro - uma segunda feira, mas temos que dar um tempo um pouco maior pois muitos ainda estao de ferias. d. a comissao organizadora do reencontro abriu espaço para quem quiser participar e dar continuidade ao projeto CRUSP, queiram ou nao,

de suma importancia para a historia da USP e da politica estudantil de S.Paulo e do Brasil. Nao podemos nos esquecer que a historia do CRUSP sempre foi relegada a encontros de botequins e memorias de amigos, nunca foi levantada como um fato importante da historia da politica estudantil da decada de 60, Varias tentativas foram feitas, mas ficaram nas tentativas, mas vejo que hoje temos um gancho importantissimo que nao pode ser ignorado e muito menos deixar a oportunidade passar de novo. Os elementos que fizeram a historia do CRUSP ainda estao vivos e atuantes e estiveram presentes dia 29 de jovembro e dia 17 de dezembro/08. e. eu creio que nao podemos ficar so nas discussoes, mas partirmos para a açao e produçao do que fazer com tudo que temos para contar, um acervo importantissimo nao so da parte politica, mas dos costumes da epoca, da mudança de uma sociedade totalmente machista, para a participaçao mais ativa das mulheres, enfim - sabemos todos o que foi nossa geraçao e a mudança que aconteceu nesses 40/50 anos de pos guerra. f. nao podemos nos esquecer que foi a nossa geraçao que levantou a bandeira da RESPONSABILIDADE SOCIAL e da DEGRADACAO

AMBIENTAL DO PLANETA - temas da atualidade, parece que so agora descobriram isso e que a nossa geraçao ja discutia e se preocupava com o assunto muito antes de estar na grande midia. g. o que acho e que o CRUSP/SP ficou esquecido porque Rio com Gabeira e outros estados souberam dar visibilidade de sua participaçao na luta contra a ditadura, sendo que SP atuou intensamente e foi com certeza o estado mais prejudicado em termos de perdas humanas. Mas o que aconteceu que so agora surgiu na midia e demos inicio de resgatar essa historia? A historia de SP conhecida pela midia e a historia de Jose Dirceu e do PT - como se isso fosse tudo que tivesse acontecido. Eo Lauri, Arantes, Jeova.... entre todos que lutaram contra a ditadura, vai ficar so na nossa memoria? Nao. Eu quero que meus filhos, meus netos, amigos de meus filhos conheçam a historia da epoca em que eu era jovem - nao era atuante politica, mas vivi e presenciei momentos importantissimos dessa historia que nunca foi contada. h. nao podemos cobrar so da Comissao que organizou o reencontro CRUSP 68, temos que nos unir e agregar pessoas dispostas a darem continuidade a um projeto maior. A Comissao cumpriu seu papel,

importantissimo pois se nao fosse o esforço e garra de todos que deixaram muitas vezes os afazeres profissionais para se dedicarem ao projeto do reencontro, essa discussao nao aconteceria. i. nao e tao simples como parece, temos varios temas e assuntos que devem ser discutoidos e montarmos grupos responsaveis por cada proposta - nao posso falar em nome da Comissao, mas sei que todos ou quase todos estao dispostos a continuidade e como disse no ultimo relatorio do balanço do reencontro que ha espaço para quem quiser dar sua contribuiçao pessoal, profissional - so falta marcarmos novo encontro e colocarmos em pauta o que fazer com tudo. Ha muito por fazer, sabemos, entao..... QUANDO?????? A pauta esta aberta. abraços, Malu de Alencar –

- Alvaro Santos, Feliz 2009 e que muitos dos projetos que planejou se concretizem, espero que um deles seja o nosso CRUSP. Concordo com você, o grupo não definhou, respondendo: 01. As festas de fim de ano deram uma truncada na comunicação, é verdade, fica difícil falar em nome da CO pois deixamos em pauta a discussão do futuro do CRUSP 68 e aberto para novos participantes, nosso ultimo encontro foi dia 10/12/08 quando mandei um

relatório que foi colocado no site que utilizamos e aberto para todos, você leu? 02. L. Serrano, R. Watanabe, Remo Fevorini, V. Vuolo e Victor Foroni se manifestaram por email - propondo um encontro no começo do ano para discutirmos o que fazer e como fazer, Krakauer, Teco e Formiga por telefone, Molina contribui com a permanência desse site. 03. Concordo que não temos que mexer nas "feridas" da política, mas nosso papel será maior se colocarmos num projeto nossas experiências de vida, principalmente profissional, a qual nos dedicamos nesses 40 anos. 04. Como disse em email de ontem, o papel da CO foi cumprido com os eventos de 29/11 e 17/12 de 2008. Nas reuniões que tivemos de agosto a novembro não foi discutido o que seria feito depois do reencontro, mas deixamos em aberto para discutirmos em janeiro. O papel da CO foi importantissimo pois garantiu toda discussão feita até agora, quantos não se viam desde longa data? A pauta do grupo era descobrir os "sobreviventes" e foi um trabalho arduo e dificil, agora cabe a todos que participaram e que queiram dar continuidade ao "reencontro" fazerem propostas e tomarem a iniciativa.

05. Temos muito que fazer sim. a. Resgatar a história do CRUSP através de livro, documentário, filme ou uma mini serie de TV. Temos profissionais competentes para tal, entre eles Jorge Okubaro que é um jornalista de peso e com livros publicados, minha experiência é em produção de cinema, documentários. Quantos outros atuam na área? Vamos buscar essas pessoas. b. Responsabilidade Social - Cidadania: Luiz Barco e Wolfgang Leo Maar foram claros no depoimento de 17/12 na Assembléia, colocarmos nossas experiências para que hajam mais CRUSPs em todas universidades do Brasil, não houveram outros centros residenciais como o nosso e quantos estudantes do século 21 ainda tem dificuldades de moradia? Fomos privilegiados vivendo, morando no CRUSP. Vale uma proposta para exigirmos que governos estaduais ou federais cumpram esse papel de construirem moradias como a que tivemos. c. Responsabilidade Ambiental - voce melhor que ninguem pode levantar essa proposta, a discussão sobre a situação do planeta e sua sobrevivencia - e não podemos nos esquecer que fomos os primeiros a nos preocuparmos com as questões ambientais quando nem se discutia o aquecimento global, desmatamentos e erosões, muito menos Educação Ambiental nas escolas. d. Resgatar o CRUSP como patrimonio historico, que Fulvia Molina propos dia 17/12/08. Ontem saiu uma matéria (não me lembro em

que jornal) sobre o predio da FAU que está em vias de desabar por falta de manutenção e responsabilidade da Reitoria e do governo estadual. Imagine o CRUSP que foi abandonado desde 1968. Outros itens que não me ocorrem agora. 06. Não acho justo culparem a CO de não continuidade, como você mesmo escreveu tivemos um hiato por circunstancias de fim de ano, com certeza esse hiato foi bom para pensarmos no que fazer. Pelos emails que tenho lido (e não participado) a discussão ja começou, falta organização. O cadastro de nomes e endereços de cruspianos foi o start e não foi facil conseguir o que se conseguiu. 07. Os responsaveis pelo CRUSP 68 - por ordem alfabetica: Antonio Carlos Molina, Celso Suyama, Fulvia Molina, Gonzalo Castro, Helcio Cremonese, João Cyro, Luiz Serrano, Margarida Cecilia (Formiga), Malu de Alencar, Paulo Negrão, Roberto Watanabe, Remo Fevorini, Rubens Krakauer, Rene Lapyda, Valter Vuolo, Victor Foroni, Walter Silva (Teco) e Zilda Junqueira. PS: No email de ontem omiti os nomes de Gonzalo Castro e Luiz Serrano da CO e me retrato agora. E agora José??? A festa acabou..... Mas o nosso trabalho mal começou. Abraços, Malu de Alencar

- Malu, Tenho para mim que o que a CO nos proporcionou em termos existenciais com o Encontro do dia 29.11.2008 está no status de uma graça divina. Sem nenhuma ironia, isso mesmo, uma graça divina. O que me estranhou é que, diante das propostas, ansiedades e indecisões que aconteciam nas conversas do Grupo, nenhum de vocês, apesar de vários apelos, postou uma mensagem de orientação, que fosse apenas para informar essa decisão anterior (eu não li seu relatório) de voltar a reunir-se para discutir o day after. Isso já nos teria bastado. De resto, acho que todos estamos prontos a colaborar, mas sem dúvida cabe um papel ainda muito importante à CO para que as coisas ganhem corpo e velocidade de cruzeiro. Na CO, indiscutivelmente, estão as lideranças de nosso reencontro. Cabeças e corações privilegiados. Sobre o universo político eu não acho que não devamos considerálo, mesmo nas questões mais delicadas, apenas ponderei que, em minha opinião bem pessoal, não devamos restringir a ele nossas atenções, uma vez que em nossa vivência cruspiana expressaramse várias outra facetas humanas extremamente importantes e ricas. E também porque as relações com o universo político se deram de forma e intensidade muito variadas de pessoa para pessoa. Beijão, e vamos em frente, Álvaro

- Oi amigos Começo contando que nunca escrevi um livro. Mas (ai meu alzheimer!!!!!) como era mesmo o ditado? "........ ....... E COÇAR É SÓ COMEÇAR." Sei que muitos de vocês o fizeram, portanto sabem muito mais do que eu como fazê-lo. Entretanto, não sei porque não se atrevem. Além do mais, vejo neste grupo pessoas com dons especiais para

escrever. Sem falar do Álvaro, que gosto do seu estilo, temos o Watanabe, mais sério e regrado, a Maristela, cuja avó a chamou de Seamostradeira, a Malu, que tem habilidade prá coisa, a Silvia, a Cacilda, a Sirlene.................. a Célia, que tem o dom de escrever de forma simpática e tantos outros que reconheço suas habilidades. como leitora que sou. Entretanto, ninguém começa. Vou lançar alguma coisa, para que critiquem. Adoro críticas, sobretudo se elas conduzem a alguma coisa. Como diz a Malu, vamos trabalhar em equipe. Eu não tenho as qualificações para fazê-lo, mas tenho a ousadia de começar algo, para que tenham uma amostra do que pode sair. E critiquem, sugiram, modifiquem. Isso não é nada. É apenas para distrair minha atenção de outras coisas. Mas talvez sirva para começar a aparecer gente mais entendida, que se atreva a organizar Aqui vai o que pensei: TÍTULO DO LIVRO (ORDENAMENTO POR PARTES OU CAPÍTULOS COM SEUS TÍTULOS) PREFACIO - REFLEXÕES DA ÉPOCA – 1968 TITULO DE CADA CAPITULO. CAPÍTULO I – CONSTRUÇÃO DO CRUSP E JOGOS PAN AMERICANOS CAPITULO II – OS PIONEIROS 1. Aqui os pioneiros contam suas simpáticas estórias do planejamento da invasão 2. O2. Como tomaram o CRUSP ? CAPÍTULO III – A VIDA NO CRUSP 01. O cotidiano 02. Os estudos 03. Festas e namoros

04. Coisas e Causos CAPÍTULO IV – AIVIDADES QUE SE DESENVOLVERAM NO CRUSP 01. Esportes 02. Show Crusp 03. Teatro – Crusp 04. Viagens 05. ETC CAPÍTULO VI – ATIVIDADES POLÍTICAS DOS CRUSPIANOS 01 – Os engajados 02- Os alienados 03 – Os reaccionarios 04 – Os que lutaram 05 – Os que se tornaram clandestinos 05 – Os que pegaram as armas 06 – Os que foram presos 07 – Os que foram torturados 08 – Os que tiveram que sair do país 09- Os que foram perseguidos, em forma posterior 10 – OS QUE DERAM SUA VIDA PELOS SEUS IDEAIS CAPÍTULO VII –

01. O fechamento do Crusp 02. A diáspora cruspiana CAPÍTULO VIII – ENCONTROS DEPOIS DE 1968 01. Encontro clandestino em.... 02. Encontro clandestino em Itapecerica da Serra 03. Encontro na Biblioteca da Faculdade da Formiga – Inauguração do Busto do Lauri 04. Encontro na Pinacoteca ( no dia que soltaram as pombas) 05. Encontro na Maria Antonia

06. Outros encontros 07. Outros encontros 08. Outros encontros 09. Outros encontros CAPÍTULO IX – O REENCONTRO DEPOIS DE 40 ANOS 01- EVENTO SOCIAL 02- ATO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA 03- ESPAÇOS VIRTUAIS POSFACIO – REFLEXÕES DOS CRUSPIANOS NO ANO 2008

- Olá para todos! Soninha, acabei de ler suas sugestões e achei muito boas. Nem preciso comentar mais nada, pois também concordo com o que o Álvaro e o Prandi disseram.

Acrescento que a Celinha está muito quieta e estou achando falta. Um dos pontos que mais concordo com o Álvaro é quando se trata de política. E cada um desse pequeno grupo pode tentar convencer mais cruspianos a aderirem ao grupo. Abraços, Sylvia

- Prezada Sonia Castanheira e demais Título, estrutura, capítulos, etc. não são muito importantes nesse instante e pode até produzir algum tipo de restrição a quem está pensando em contribuir. Apenas devemos observar que cada história, ou estória ou caso ou causo, não importa, seja escrita de forma legível e com consistência, tendo início, meio e fim. Não misturar histórias diferentes. Não fazer textos muito longos. Depois que tivermos um volume considerável de matérias, então trataremos de dar forma ao livro. Nessa hora vamos ver o teor das colaboração conseguidas e aí sim sai o Título e saí também a ordem das matérias. Se vocês quiserem, além desse espaço aqui no Yahoo, o site CRUSP-68 (www.crusp68.org.br) oferece um espaço denominado Relógio do Tempo onde cada um pode colocar suas matérias. A titulo de exemplo, coloquei algumas das matérias que circularam por aqui. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Cara Sonia. Voce deu o punta-pé inicial no jôgo de nossos egos. agora estou encaminhando alguns e-mails para os meus amigos que foram pioneiros, para despertá-los.

Na realidade a maioria deles não participou da festa de confraternização, pois estavam viajando. Mas agora acho que estamos no caminho, tomando chuva e poeira (com ou sem o seu lencinho protetor). Vamos chegar lá. Creio que o título Saga dos Cruspianos é muito forte. Mas seguramente vou sugerir um sub-item do capítulo da repressão: A Saga de Kazuo Tataí. Este foi o politecnico que estava com duas garrafas de groselha e teve a infelicidade de cair na mão da PM, durante a Passeata de Pinheiros. Ele apanhou de dois policiais, armados de cassetete deste o largo de Pinheiros até o Dops. Isso foi bem documentado pelo Estadão, pois um reporter foi prêso junto. Mas não apanhou. Kazuo ficou prêso oito dias, sem nenhuma culpa, pois nem da passeata estava participando. Vamos fazer um "brain storm" para contar a sua saga. Fúlvia tem uma foto, que tirei após a sua soltura. Afoto foi tirada em meu apartamento (E402) com uma câmara que está comigo até hoje, guardada como relíquia. Espero que ao ler esse e-mail voce tenha dormido satisfatoriamente. Ao Álvaro vamos pedir para não deixar o pessoal esmorecer. Ele é bom nisso e melhor ainda em geologia, onde deve contribuir para ajudar salvar o nosso combalido planeta. Todos temos que batalhar juntos pela Terra. Vamos lá. Felicidades. Prandi E-402.

- Soninha Castanheira, Voce é uma ativista nata. Anima, critica, bota fogo na fogueira, pensa, repensa.... te adoro pequena. Seguinte, é isso mesmo que você fez: estruturou um livro. Outro dia assiti Escritores da Liberdade, uma história que aconteceu

na década de 90 numa escola dos EUA - você pode ser a coordenadora do livro e coletar as memórias para cada capítulo, hoje com internet tudo é possível, além de escrever as suas memórias. Tem o depoimento da Sonia Bissoli (ex-Malaman) te passo. Toda comunicação feita já é um começo. Sylvia, que bom que você entrou na discussão. Feliz 2009 para todos. Beijos, Malu de Alencar.

- Alvaro Santos, querido amigo, Li todos os emails antes de te responder. Reparou quantas pessoas estão envolvidas e interessadas em dar continuidade? Soninha fez uma excelente estrutura do livro, já começou.... o livro será a base de todo o resto na comunicação, base para roteiros. Não posso falar em nome da CO, como já disse, mas de maneira tímida estive participando das discussões sim. Acho que a proposta da CO foi cumprida, não sei o que pensam quanto ao futuro e se a CO continuará com as mesmas pessoas - mas o CRUSP não morreu. Victor Foroni ficou de me ligar quando chegasse de viagem, assim como Remo, Serrano. Não falei com Suyama e Zilda, acho que será importante saber de cada um o que pretendem com a continuidade. Sei que Formiga, Mineiro, Krakauer, Teco, Fulvia, Helcio,

Watanabe, Mané Quatá estão dispostos. Vamos convocar um encontro com a CO e demais pessoas? Soninha fica presente via internet. Posso ser a secretaria, tenho o hábito de fazer relatórios (mal de profissão). Abração, Malu de Alencar

- Sylvia Casella, Celinha ficou fora do ar porque estava viajando pelo interior e sem acesso direto a internet. Aprontou uma grande para mim lá na cidade onde temos parentes: Assis, Candido Mota.... com certeza vamos ser notícia por alguns meses, foi muito divertido. Com certeza vai aparecer em breve para nos animar. abração, Malu de Alencar

- Gente, Que saudade de todos vocês. Que bela surpresa chegar e ver o livro quase pronto! E eu que estava na gandaia (em familia), mas sempre pensando no grupo, voltei para pegar firme. Já lavei toda roupa suja da viagem, botei ordem no canil, separei roupas e objetos para doação e guardei todos os presentes que ganhei. Obrigada Soninha, a tarefa que o Álvaro me passou está ótima; senão perfeita, é muito mais do que eu poderia fazer.

Pelo menos está feita e é disso que precisamos, gente decidida! Pensei muito sobre o assunto e acredito que qualquer pessoa com sensibilidade, mesmo não sendo CRUSPIANO, lendo nossos relatos, será capaz de escrever uma bonita estória sobre a juventude dos anos 60. Uma moçada sadia, cuja droga mais usada era a"consciência". Foi só por isso é que o CRUSP foi fechado. Gente consciente não é fácil de direcionar, dobrar ou quebrar; e isso é o que éramos, saímos fora da manada, não poderia ter sido diferente. Me lembro bem de ir para as portas de fabricas fazer trabalho de conscientização. Dá para acreditar? Tão "burrinha" que era e já estava acima da media. Meu Deus, como éramos perigosos!!! Sem ironia, os "caras" sabiam das coisas, nos dispersaram antes que conseguíssemos disseminar a arma letal contra eles. Um beijão para todos, Celia

- Oi amigos! Que saudades de você Célia! Você não imagina a falta que fez ao grupo. Benvinda e uma vez mais um feliz 2009 prá você e toda tua família. O livro só está começando. querida. Chegou bem a tempo de pegar tua tarefa. Até podemos dividi-la e te ajudar. Podemos assumir, em equipe, uma parte do trabalho, já que gostamos do tema. Temos muitas coisas para fazer. É um pouco complexo, mas nada que não possamos enfrentar. Estive lendo agora um tema do Wolfgang, meu querido Wolf, tão inteligente e escrevendo tão bem. Pensei como vamos faremos para compaginar estilos tão diferentes, sem excluir a ninguém.

Outra coisa que me preocupa é se podemos plagiar aos próprios cruspianos que escreveram. Já tem muito material no e-grupo e no Blog, Como compaginar é o problema e outro problema é a autoria. Será que nos permitiriam tomar emprestada (plágio) a idéia central e ao final alguém se encarregaria de uma redação homogênea?????? Eu não sei. Hoje passei o dia no Brasil, do outro lado da ponte, comi arroz, feijão e farofa e isso me bastaria para estar contente. Mas ainda de lambuja, peguei um aniversário aqui do lado paraguaio e estou chegando a esta hora , para minha distração habitual. Uma vez mais, senti tua falta..... Agora, falta o Ernesto. O cara deve ser bom prá caramba. O Álvaro disse que escreveu uns quantos livros , mas o Ernesto parece que escreveu uns 200. Agora ele está em Araçá comendo pão de queijo ( mas segundo ele mesmo explicou e eu entendi, só existem em nossa imaginação: não tem cor, não tem gosto, nada. São subjetivos. Estou esperando sua volta Ernesto. Estamos aqui para escrever um livro subjetivo e sua presença é importante, mesmo que seja para discordar ( do Alvaro ou do Watanabe) E faltam todos aqueles que ainda não apareceram. Por favor, contem suas experiências. Soninha

- Caros todos, Ontem, pela primeira vez, dei uma geral no Blog CRUSP, e tenho observações práticas a fazer: 1) O que esperamos com o Blog e o que esperamos com o Yahoogrupos? No que diz respeito a recolhimento, seleção e arquivamento de informações (qualquer tipo) está havendo uma duplicação de objetivos, o que pode causar desorientação e confusão. Seria muito adequado definirmos quais as "personalidades" desses dois fóruns. 2) Com o ponta-pé inicial da Soninha mais do que nunca precisamos de uma orientação profissional de algum colega da

História. A vontade e a disposição são essenciais, mas não são suficientes. É preciso método de trabalho, e isso só um profissional da área possui. Quem poderia estabelecer contato com a Christina, ela poderia ser nossa Orientadora Geral ou algo no gênero. A Soninha, e todos nós, trabalharíamos sob sua assessoria técnica. Álvaro Não me lembro direito, mas acho que foi no segundo semestre de 1967. Eleição no Grêmio da Filosofia (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP). O Bernardino, da Geologia, era nosso candidato. Quando falo nosso refiro-me à Dissidência, grupo político originário do antigo e saudoso Partidão. Não me lembro do outro candidato, acho que era da Polop (Política Operária), com quem vivíamos às turras (se tivéssemos gasto metade da energia que despendemos nas brigas sem fim entre Dissidência, Polop, AP e Quarta no enfrentamento da Ditadura acho que essa teria caído bem antes...). Pois bem, estava sendo uma eleição disputadíssima e os resultados iniciais apontavam para uma derrota da Dissidência. O Lauri, ali no Centro de Vivência, estava desesperado, aquela eleição era considerada politicamente estratégica (como tudo mais em nossas vidas era naquela época considerado estratégico). De 3 em 3 minutos ele chegava a mim e solicitava informações sobre o que estava acontecendo, o que nós tínhamos feito que os resultados não nos favoreciam, como é que iam ficar as coisas, etc, etc... Eu, para acalmá-lo (e por certo para acalmar minha própria ansiedade) dizia repetidamente mais ou menos o seguinte: "Lauri, sossega o facho, está tudo certo, os cálculos estão perfeitos, nossa estratégia está se confirmando, entrando os votos da Geologia viramos o jogo e o Bernardino será o presidente do Grêmio". Ele se acalmava um pouco, mas os resultados ruins continuavam chegando e seu desespero o trazia novamente, e novamente, e novamente a mim. E eu, me borrando por dentro, insistia com toda a segurança: "Lauri querido, fica frio, está tudo

calculado, a Geologia vai virar o jogo, pode escrever, o Bernardino é o novo presidente do Grêmio. Depois de algum tempo começaram chegar os resultados da Geologia. Para minha alegria e sorte a Glete (onde ficava o curso de Geologia) votou em peso no Bernardino. O resultado inverteuse e, por poucos votos, o Bernardino foi eleito. O Lauri entrou em delírio, comigo junto. Por fim, retomada a compostura, ele me dirigiu essas palavras em um gostoso e divertido abraço: "Alvarão, ou você é o maior estrategista que eu já conheci ou o maior filho da puta que já pisou nesse pedaço". Deixei gostosamente que ele permanecesse com essa dúvida. Mas aqui entre nós, confesso, estrategista nunca fui. - Álvaro

- Alvaro, com certeza você não se lembra de mim. Morava junto com o Celso Nespoli , Quico , Rames e Ze da Palha e èramos seus vizinhos de apartamento no sexto verde. Como militávamos em partidos diferentes, para nós você era o grandão bom de ritmo da dissidencia. A finalidade do presente é apenas tentar mostrar que a AP também tem memória... E que importancia tem hoje as brigas antigas, nâo ? Mas so para continuar, a adversaria do Bernanrdino nas eleições que você se refere foi a CATARINA MELONI. Outra coisa, O Bernardino foi eleito para a presidencia da UEE e não do Gremio. Esse fato ficou bem gravado em minha memória pois o Bernardino foi o sucessor do Ze Dirceu.... Houve também um tremendo desgaste em nossas fileiras. não pela derrota, mas porque houve uma grande fraude montada por alguns companheiros na apuração, e fato foi descoberto e denunciado. A principio não acreditamos muito, mas fomos obrigados a render-nos às evidências.

Antonio Carlos, em briga constante com o teclado do computador, prefiria a minha velha oliveti, primo da Celia Bergamasco e leitor da crônica de todos. Abraços

- Antônio Carlos, Então você também era do glorioso sexto verde? Com uma foto, ou apelido, seguramente me lembrarei do amigo. Você não botou muita gente em seu apartamento? Eu morava no 602, com o Adilson Crioulo e o Bicho Torto. Ao meu lado, no 603 moravam o Fagali, Ulisses e Santelli. Do outro lado do saguão, no 601, juntou-se a tropa santista: Mário Queixo, que morava comigo antes, Nelson Dundum e Idishe. O Bernardino foi presidente do Grêmio da Filosofia antes da UEE. O caso a que me referi, tenho quase certeza (o que não significa muito, pois que já tive quase certeza em muitas situações em que estava redondamente enganado) foi na eleição do Grêmio. Acho até que o outro candidato era o Paeco. Pois é, Antônio Carlos, quanta energia gastamos em quase nos odiar, não? Depois a Ditadura nos deu um pescoção e mostrou didaticamente, à sua moda, que estávamos todos em um mesmo grande barco. Grande abraço, Álvaro

- Bom ano para todos! Eba!...Como a discussão está boa!... Voltei ontem para São Paulo e para a Internet. Dei uma rápida olhada nas mais de 140 mensagens, e acho que talvez possa contribuir com alguma da experiência adquirida nessas últimas décadas (décadas, pois é...), nos trabalhos de escola. Para começar, como anexo, um texto que fiz para uso com pesquisadores, iniciantes ou não, e que tem sido de alguma

utilidade, segundo alguns deles. Creio que pode servir em algo para a discussão de alguns pontos da nossa pesquisa, para a produção de nossos livros. Mesmo tendo sido pensado para trabalhos acadêmicos, talvez ajude a registrar e organizar nossas digressões emocionais, nossos “causos” e flashes ocasionais, nossas concordâncias e discordâncias, tão enriquecedoras do processo. Parece-me de importância a imediata listagem das nossas fontes possíveis, para o devido planejamento e distribuição de tarefas (já aviso: sou mais ou menos em planejamento, e péssima para distribuir e principalmente cobrar tarefas: acho que é minha obrigação dar conta de tudo, e acabo atrapalhando mais que resolvendo; mas posso cuidar de revisões de textos, já que tenho lido montões de trabalhos, e meu olhar está razoavelmente treinado para a função de encontrar erros de digitação – dos outros, porque os meus passam batido). Dependendo das respostas de vocês, disponhome também a já organizar, inicialmente, a pasta de arquivos relativos às fontes de informação, para que vá sendo completada por todos os que tenham alguma nova fonte a acrescentar. Por agora, abraço a todos. Ana Maria Marangoni

- Ana Maravilhosa a tua proposta. Já está contratada, tanto para correções, como para a pasta de arquivos, referentes às fontes de informações. Vou enviar o arquivo do sumário que escrevi , como uma simples proposta, sujeita a todo tipo de críticas e modificações. Como editor de textos estou usando o Word mesmo, que é o que todo mundo usa. Podia fazer com o Publisher, mas em fase mais avançada.

Bom, uma vez feito o sumário fui acrescentando o que encontrava na forma esquema, porque isso é o que temos disponível agora. Não encontrei mais o ' documento maestro", (isso é espanhol) que usei para fazer minhas teses e que me foi muito útil, porque permite sub documentos, dentro do documento principal. Não é a mesma coisa que esquema, mas esquema é o que disponho atualmente. Então, neste sumário básico, nos seus diferentes tópicos, você vai guardando o que for relacionado. Hoje Watanabe usou o exemplo de uma geladeira e Alvaro disse que achava isso bom, porque então já colocávamos repolho no lugar de verduras, sorvete no freeser, etc. Claro que alguém reclamou que ele esqueceu da cerveja.... Bom , a idéia é essa mesma, ir guardando o material que já temos nos diferentes espaços e ir buscando os novos materiais que nos interessam. Fui fazendo um pouquinho disso, mas sabe quando vc põe o repolho, misturado com o tomate, o alface, a cenoura, etc. Bom, mas é algo, porque está na gaveta de verduras e já não tenho que buscar em toda a geladeira. Não sei se voê tem uma idéia melhor. Se tiver, não vacile em nos contar. Tudo está sujeito a críticas e as críticas não são consideradas como tais, senão que são consideradas como aportes muito benvindos. Bom.... é isso Ana. Te comento que você era esperada e foi citada várias vezes, porque vc é pioneira e tem muito que contar. O Paulo Prandi já começou e está registrado no arquivo que enviarei dentro de pouco. Perdoe-me pelo meu português. Moro há 40 anos fora do Brasil e só escrevo em espanhol. Eu sei o que é ler com olhos críticos. Fui professora durante muitos anos e sei que é quase irresiistível a censura...... Beijos Soninha

- Amigos, Concordo com Mario e com Alvaro. Seguinte: . o que se propõe na verdade são histórias de vida, com olhares diferentes, sentimentos.... o que dará sabor serão os temperos que cada um colocará na sua história, no seu depoimento. . não é um livro para academia, mas um livro que vai contar memórias de cada um e não podemos nos esquecer que 40 anos se passaram.... as vezes a gente esquece o ontem, imagine 40 anos! será relatado o que ficou no registro individual. . a documentação existe - vamos ter que pesquisar. tem muita matéria de jornal, temos que revirar os arquivos. . no dia da invasão, 17/12/68 - cada um tem uma lembrança, cada um fez uma coisa diferente do outro e o medo? quem não teve medo? O livro nasceu espontaneamente na troca de emails, era e é uma vontade coletiva - Soninha formatou os tópicos e mandou bala. Vamos ver com que cara ele vai ficar. O importante é começar. abs, Malu de Alencar

- Ana Foi ótimo te ler e descobrir que vc registra o fato, para lembrança até com um nome, o que nos indica tua maneira de organização. Anotar ainda que seja uma palavra para depois contar o fato.

Mas o que descobri e não sabia é que você tem graça para contar, tem humor, lembra de coisas sérias, de coisas engraçadas, de coisas que ninguém pensou em lembrar. Está ótimo. Guardei seu resumo e vou ver quando guardo e como guardo na nossa geladeira. Porque vc não se refere só aos pioneiros. Você fez um apanhado geral, muito bom do que era o Crusp, a Cidade Universitária e até São Paulo, naquela época. Quer dizer, outros viveriam outras coisas, mas os cruspianos frequentavam mesmo esses cinemas, tinham mesmo essas dificuldades, etc; Gostei muito e você me fez lembrar de muitas coisas, inclusive como me protegia, quando me mudei do Bloco D para o A, da Força Aérea do Rio Pinheiros. Eu dormia cobrindo a cabeça com o lençol, mas ainda escutava o barulhinho. Com o tempo a gente se acostumava.... a gente a eles e acho que eles também se acostumavam a nós porque já não atraiamos tanto. Com certeza gostavam mais de sangue novo. Bom Ana,,,,, foi muito bom . Obrigada por esse momento. Soninha

- Não quero parecer pretensiosa, mas todos sabem usar o Word em forma esquema? Ninguém se manifestou o que me faz supor alguma coisa: ou se calam porque consentem ou se calam porque não entendem. Receberam os dois arquivos ou todo mundo já terminou sua jornada pelo dia de hoje? Como eu moro em um PUB, a noite está só começando......

- Soninha, O que que é esse negócio de usar o Word em forma de esquema? Eu trabalho direto com o Word e nunca ouvi falar nisso. Por favor, não exija demais de meus já escassos neurônios.

Lembre-se também que ainda há cruspianos para quem o computador é coisa do imperialismo e o homem ainda não foi à Lua. Talvez seja mais adequado que essas ferramentas computacionais mais elaboradas só sejam necessárias para os colegas que vão por a mão na massa na organização e registro das informações. A todos os outros que participarão com a coleta e produção de colaborações não seriam demandadas tais aptidões. Álvaro

- Grande Alvaro! È isso mesmo. Eu não sabia os nomes em português.Vai firme Alvaro que é fácil. È só não ter medo ou não se achar velho para aprender nada. Podemos.....Vá em frente. Já está saindo. Entretanto, pensei no que você me disse e escrevi um mail que estou só por enviar.Já escrevi. Mando do mesmo modo. Parei para ler o mail do Scaico, que achei lindo, mas me desanimou um pouco. Pensei que ele tem muito de razão. Nós nem nos reencontramos direito, temos ainda tanta coisa para contar, para lembrar , para atualizar de nossas próprias vidas e já estamos querendo mandar ao mundo uma produção nossa. Por outro lado, aí te envolvo na conversa Scaico. A motivação do livro serve de pretexto para comunicações e encontros. Você sabia que o grupo estava se definhando e agora está voltando mais motivado. Quem sabe precisamos trabalhar um pouco juntos. Meu querido, já que não podemos mais agarrar a mochila , ir prá Dutra. esticar o dedo e apontar para onde queremos ir..... façamos outro tipo de viagem. Eu te convido a se encarregar do capítulo de viagens no outro mail. Eu não pretendi coordenar nada Scaico, te juro. Eu só pretendi que o grupo não morresse. Precisava fazer alguma coisa. E estamos fazendo.

Vi que vc está convidado para almoçar no Alvaro e dormir na casa de não sei quem. E sabe que? Vi que vc está convidado a andar de ônibus..... Isso pode ser ótimo....... As viagens em carro são mais solitárias. Nos ônibus você se encontra com uma grande possibilidade de interação. Nós nos esquecemos disso.... Podemos relembrar como era. Vai ser um prazer. Eu adoraria., mas não posso. Beijos aos dois Meus amigos: Espero que não me achem metida, ou exibida, porque não é minha intenção. Eu disse uma vez que minha principal função aqui era empurrar e como acabo de ler um mail do Scaico, depois de já ter escrito este, fico assim meio depre..... Soninha

- Aninha, Acabei de ler seus rabiscos. Fui revivendo cada momento de nossas vidas no CRUSP. Situações e fatos que estavam perdidos na memória foram cutucados. Acho que você está nos dando um bom caminho. Não obrigatório, mas um bom caminho para todos que vão colaborar na recuperação de nossa história. Como exercício individual fazer um rascunhão de lembranças como você fez. Ir trabalhando esse rascunhão expurgando o que for expurgável e detalhando o que for considerado mais importante. Depois esses rascunhões mais elaborados são passados para a Soninha e sua equipe maravilhosa que vão distribuindo as lembranças pelos diversos itens de seu Sumário (ou compartimentos da geladeira do Watanabe). Um grande beijo para você, minha querida amiga, Álvaro

- Salve, amiguinha! Gosto de beijo e de abraço.

Antes de morar no CRUSP, beijos e abraços entre jovens tinham para mim uma conotação exclusivamente sexual. Foi lá que comecei a perceber o quanto eu estava errado, quando conheci o abraço amigo, o abraço carinho. E quando o Fausto me deu o primeiro beijo no rosto, confesso que fiquei meio sem jeito, mas hoje beijo alguns amigos sem constrangimento. Voltei de Floripa logo depois do Natal e estou acompanhando as mensagens. Só não tenho me manifestado porque o assunto tem sido quase que exclusivamente a elaboração de um livro, o que está muito longe do que eu esperava para a nossa lista de discussão. Assim como muitos dos que já se manifestaram, também acho que temos na memória e no coração uma quantidade de dados que podem gerar vários e vários livros, mas, na verdade, eu ainda estava (e estou) na fase de reencontrar os amigos pra conversas absolutamente descompromissadas. Passei 23 anos na Paraíba e tenho uma curiosidade saudável sobre a vida dos que ficaram em Sampa. Ou dos que sairam para outros cantos. Queria lembrar coisas velhas e saber coisas novas. Sim, relembrar nossa experiência, mas de uma forma mais egoísta - como se ainda estivessemos trocando segredos exclusivos de cruspianos. Depois, quem sabe, pensar em tornar essas conversas públicas. Mas entendo que o rumo é outro - sinto que existe um sentimento, quase compromisso, de que um livro deve ser feito por isso me mantenho calado. A despeito do entusiasmo e do esforço de vocês, não creio que esse seja o melhor processo para se elaborar um livro. Nenhum livro. Temo que, por esse processo, a gente venha a ter apenas uma grande colcha de retalhos - que não irá cobrir ninguém de forma satisfatória. Assim, amiguinha, vou ficando calado, torcendo para estar errado. Mas continuo atento. Beijos e abraços. Scaico Ah, Ernesto, minha geladeira está entupida de cerveja. Acho que ninguém comentou o teu texto porque ele é do tipo "definitivo".

Eu gostei e sei que você pode estar certo, mas isso não tem importância, não é mesmo Neo?

- Eu já Ia dormir, mas apareceram umas amigas aqui para tomar um café e voltei. Eu que nem tomo café de noite. Bom, elas acharam que estou louca, porque várias vezes saí da cozinha, onde tomávamos o café, para ver o que vocês estavam escrevendo. Mais louca me acharam ainda , quando me viram rir sózinha. Estava lendo o poema aos mosquitos da Ana Marangoni.Bom, estive pensando no que Alvaro me disse sobre a falta de necessidade de que todos usem as ferramentas do word.Eu pensei que para comunicar-nos , em equipe, seria necessário que todos soubéssemos entender bem a máquina e o editor de texto com o qual vamos trabalhar. Entretanto, refletindo , achei que as funções poderiam ser divididas e vamos organizando e diagramando, na medida de nossas possibilidades . Depois daremos a um profissional para que produza a versão final. Asssim sendo, o importante agora é definir o conteúndo e dividir as funções:.Quem se candidata a fazer que? Definir conteúdo???????????????? `Quem sabe na reunião na casa do Àlvaro. Posso fazer uma tentativa de dividir funções: O s que não estão nomeados se encarregarão de colocar-se no lugar onde queiram estar e nas funções que se identifiquem. Os que estão nomeados terão também o direito supremo de dizer Não, não é isso que quero fazer. Outra vez a crítica é benvinda. Ana Marangoni expôs suas virtudes e já está no exercicio de suas funções: ela vai se encarregar, com ajuda, de buscar as fontes e também se encarregará da correção dos textos. Quem vai ajudá-la?

Maristela, acho que você tem vocação para redação, além de outros dons. Gostaria de se encarregar da arrumação do material que vamos colocando nos diferentes capítulos, ou repartições da geladeira. Celinha, você poderá juntar o material em Word norma,l e me envia para que eu coloque no lugar correto. Por exemplo, buscar tudo o que seja causo que ainda não esteja. Gostaria também que você desse um toque de humor aqui e ali. Quem vai ajudar a Célia nesta tarefa, que é árdua e cansativa? Alvaro, ótimo contador de causos ficaria nesta área com Paulo Prandi, Scaico, Ana outra vez, Mário que tem os flashs maravilhosos. Alvaro tem que ser negociador também, porque vamos ter que negociar com alguém certas coisas. Rute, onde vai ficar.? Você tem muitos dons e nós sabemos disso. Scaico poderia se encarregar das viagens, Você fez muitas e sabe contar. Precisamos de alguém para a parte de política. Watanabe e Teotônio vcs poderiam se encarregar da parte complicada de colocar no site, dar formato, etc, editar, etc. Vcs se falariam para ver o que é necessário. Vocês são nossos informáticos. E além disso, continuem contando coisas, que disso ninguém deve querer escapar, porque este livro tem que sair de nossa conversa diária, com alguns detalhes que mereçam ir para o livro. O resto é para nossa comunicação e distração. Ernesto, Ernesto, o que você fará. Pois eu acho que você seria ótimo para criticar a vontade. Já escreveu vários livros, tem prática, tem sentido de humor, é crítico por natureza. Bom , é só trabalhar.Solte a lingua, freiando, mas não nos breque.....porque queremos acabar.

Eu me ofereço para usar o esquema que o Alvaro não gostou. Me comprometerei de colocar tudo o que me mandem selecionado dos emails ou de outros lugares. Coloquem um título e eu coloco no lugar correto, dando um formato provisório. Tentarei uma diagramação, provisória também. Me encarregarei das atualizações e de enviar-lhes o arquivo atualizado cada 4 dias, com novo índice, que isso sim, quem não sabe vai ter que aprender a usar, porque o índice , nada mais é que uma referencia, um "link", que nos transporta às diferentes páginas. Como o livro vai mudando de aspecto e de conteúdo o link ou a referência do índice é fundamental para evitar a perda de tempo de ter que folhear tudo , todas as vezes. O livro, escrito em equipe , deverá ser mais dinâmico que o livro normal, porque não conhecemos todos os aspectos. Cada vez que eu envie um novo material vocês terão que eliminar o velho, porque senão ficarão com um montão de lixo. Alguém pode se encarregar de guardar a evolução. Como começamos e como vamos nos desenvolvendo? Quem? Eu mesma? Ou alguém se oferece? Eu não sou organizada. Finalmente e sobretudo, todos temos que contar nossas estórias, nossos causos e nossa vivência cruspiana, cada um a sua maneira. O redator depois se encarregará da homogeneidade, de tornar atrativo, de tornar a leitura agradável, etc, etc. Finalmente, Malu, pq vc não fica de relações públicas, tentando atrair gente para o grupo, tratando com possíveis interessados, falando com os que não estão, dando boas vindas aos que chegam e contribuindo com o trabalho geral. Escrevendo todos os dias , é claro, Esse não é um trabalho para de vez em quando. Todos os dias esperaremos tua palavra. Devo ter esquecido alguém..... Claro .Desculpem. Peguei os nomes que estavam hoje na minha lista. Estou lembrando da Silvia, da

Elaine. Elas não escreveram hoje. E é uma lista tão grande de associados. Cacilda? Detrás dos bastidores? Comissão Organizadora do Evento??? Por onde andam? Será que extrapolei ? É que estou ficando seamostradeira como a Maristela..... Beijos a todos e perdão se ofendi a alguém.. Soninha

- Soninha, Voce perguntou onde entro no trabalho do livro. Vou te dizer. Entro naquele clube onde voce já está convidada pra cantar no karaokê. Acredito que muitos livros ainda sairao sobre o CRUSP, com este voces serão os pioneiros. Terão pela frente um trabalho tremendamente absorvente e um livro é sempre trabalho de minoria. Nao quero que o pessoal do grupo que não esteja trabalhando no livro se sinta excluido. Acho então que é hora do clube, que posso ser mais útil convidando todos os interessados para um trabalho de discussao de como seria o clube de cruspianos dos seus sonhos. Acredito que no clube teremos trabalho para todos e que seria ótimo que este clube funcionasse logo, antes que os cruspianos se dispersassem. É isso. Sigo seu exemplo (de quando fez o índice do livro) e coloco aqui meu ideal deste clube para que tenhamos um começo para discussões. Discordancias serao mais bem vindas do que concordancias. 1- Objetivo único: Agrupar interessados em discutir e entender o mundo complicado em que vivemos. Gente que queira se sentir útil,

tomando alguma ação, sempre decidida democraticamente, no grupo. ________________________________________________ ____________________ a)Este clube não seria parte de nenhuma organizaçao de qualquer tipo, exatamente para que possamos contar com uma grande diversidade de ideias como havia no CRUSP. b)Neste grupo haveria a preocupação constante de desenvolver métodos que permitissem a real representatividade dos associados. c)Este clube não teria chefes, diretoria. Acho que no Crusp todos nos tinhamos um pouco de anarquistas (liberdade como bem supremo). d)Esse clube teria futuro, nao terminaria com o fim dos cruspianos que somos, já velhos, mas ele continuaria como um clube de sessentões, que é um grupo de pessoas que cresce no mundo.E, que são os que viram mais do mundo e têm muito com que contribuir. e)Nesse clube a gente se divertiria muito, fazendo só o que quisesse. E, só quem faz o que gosta, pode fazer bem e dar uma contribuição. Os que gostam de cinema poderiam, por exemplo, ver e discutir filmes como Gomorra (Nunca entendi como aquilo possa existir em 2009) Quem gosta de teatro poderia participar de um grupo de teatro de rua para bolar e apresentar peças e constranger quem merece ser constrangido.

f)Nesse grupo a gente se manteria informado para não perder as passeatas de que quisesse participar. g)A gente convidaria sabios para darem palestras sobre assuntos que nos interessassem h)A gente poderia promover jantares dançantes, Pilates e outras coisas para ajudar os cruspianos a permanecerem saudaveis, elegantes e bonitos. i)A gente poderia tomar chazinhos e pilequinhos, trocar experiencias do tempo e do depois do CRUSP e ter muitas, mas muitas outras, ideias sobre tudo que voces quiserem. Já temos o local para reunião dos interessados (perto do metrono centro de Sampa). Terá que ser em horário comercial (não é residencia de ninguem). Marcaremos o dia de acordo com a conveniencia da maioria dos participantes. Rute.

- Rute, O clube teria vida física ou somente virtual? Álvaro

- Soninha e Ruth, A idéia do clube é genial, pois viver em Sampa hoje é viver na solidão, não temos um ponto de encontro como tivemos: Piolim, Bar do

Redondo, Bar do Zé... onde você sabia que encontraria alguém. Na década de 70 montei uma empresa chamada GRIFE, uma escola de cinema e produtora em Super 8mm junto com Abrão Berman e aos sábados fazíamos sessões de cinema, tivemos que fazer 2 sessões de tanta gente que ia, foi um ponto de encontro fantástico, fiz grandes amigos. O GRIFE se tornou um centro cultural, fazíamos festivais de cinema em Super 8mm, muitos cruspianos frequentaram, até hoje as pessoas sentem saudades. O Fausto era habitué, o Vano (seu irmão) trabalhou comigo. Faz falta um ponto. Em Campos do Jordão em 98 montei um restaurante "Cari Amici" que se tornou um ponto de encontro, como a cidade é muito fria as pessoas ficam recolhidas em suas casas, dai fiz um evento: Festival da Colher de Pau durante a semana para que os jordanenses tivessem onde ir, o cozinheiro da vez tinha que fazer tudo lá, nada de "prato comprado", foi muito divertido, começamos com um grupo de 10 e chegamos a 120 pessoas, ficava apertado porque o local tinha poucas mesas. Dançavamos, fazíamos palestras, foi uma experiência inesquecível, fechei em 2001 quando voltei para SP e porque ficar num fogão de 3a. a domingo não é fácil. Fazia torneios de gamão, tinha uma biblioteca e

as pessoas podiam levar os livros para casa e sempre devolveram. Mais uma idéia que nasceu do grupo, isso ai Ruth, foi bem lembrado. É só fazer, se ficarmos pensanso muito ou planejando não dá certo. A bola é sua. beijos, Malu de Alencar

- Prezada Malu Só tem solidão quem quer. Numa cidade como São Paulo com toda a variedade de opões que a cidade oferece, só está só quem quer. Veja, uma coisa dificil de acreditar, eu como descendente de japoneses desfilando numa Escola de Samba do Grupo Especial no Sambódromo de São Paulo. http://www.ebanataw.com.br/4430/carnaval/fotodesf05.htm Não só desfilei como também fui Diretor de Harmonia e coordenei a evolução de uma ala. Cada ala tem um diretor de harmonia. Para quem não conhece carnaval, o desfile não se resume apens no dia do disfile, mas envolve atividades o ano todo, começando em Maio e vai o ano todo. Ensaios, reuniões, coreografia, fantasia, etc. Veja, como curiosidade, como é determinado o Dia do Carnaval. http://www.ebanataw.com.br/4430/carnaval/datacarnaval.htm Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Amigos:

Aqui estou eu aprendendo a fazer capas de livros. Como já expliquei à Célia, costumo me recolher aqui no Computador, para escapar das tarefas que me empurram do Bar. Eu estou apenas brincando para aprender. Não vale nada esta capa, mas fica mais bonitinho nosso livro. Eu não digo nada, mas todos pensam que estou trabalhando em tradução. Já suficiente ceder a maior parte da minha casa para que minha filha faça seu PUB, Já ajudei muito. Agora que anda sózinho, posso me dar esse luxo. O material que envio hoje é o mesmo de ontem, só que comecei a dar formato nas primeiras páginas, escolhi um tamanho para o livro, na medida que gosto de ler e brinquei de colocar um título e fazer uma capa, que fui buscando e já há vários modelos em Power Point. Não sei porque achei que esta capa era digna. Coloquei em um slide de Power Point (nada criativo) uma imagem que tirei da Internet (também não é minha)Temos milhões de imagens nossas à disposição. Também a homenagem foi feita apenas para ter pinta de livro. É realmente o que eu gostaria de dizer, mas acho que nosso prefácio deve ter características leves, para que nossos leitores se sintam atraidos. Entretanto, já tem mais pinta de livro, com páginas numeradas e tudo. Os capítulos estão uma bagunça ainda e o conteúdo também. Só estive enchendo a geladeira ontem. Hoje brinquei de fazer capas. Fiz 4, mas achei esta boa. Apaguem o arquivo que enviei ontem, eliminem e em espanhol se diz para jogar o arquivo velho na "papeleira de reciclagem". Eu não sei onde reciclam. Deve ser nos Estados Unidos, porque aqui no Paraguai não é. Aí deve chamar "Lata de lixo". Entretanto, se não vamos trabalhar todos com documento mestre, seria bom que me avisem o que querem tirar ou por e eu faço isto.

Esta vai ser minha tarefa. As outras funções já estão distribuidas. Beijos a todos Vou praticar pool ou sinuca no bar. Gostaria muito Scaico que vc estivesse aqui com Ernesto para tomar "una caña" e o Alvaro para me ensinar a jogar sinuca, Sou péssima. Todos me ganham. Me falta habilidade, mas algum dia aprendo como acertar as bolas nos buraquinhos. Boa noite a todos Amanhã é dia de filhos e netos e segunda feira tenho trabalho (de verdade) Encontrarei tempo para vir vê-los um pouquinho.. Sobretudo agora, que como alguém disse está pegando fogo com o novo clube e a escola de samba. Inté mais Soninha Castanheira .

- Soninha, Está ficando lindo seu trabalho. A capa está inspiradíssima. Como sempre pondero: há dois fenômenos que nos marcaram profundamente no CRUSP: o político, com a luta contra a Ditadura, e o vivencial, com a experiência inédita de um convívio maravilhoso de muitas centenas de estudantes. Obviamente, como tudo na vida é dialético, o vivencial acaba se expressando no político e vice-versa. Mas, não deixam de ser dois fenômenos diversos. Para mim, a violência do fechamento militar do CRUSP foi tão maior dado que se punha fim pelas armas não só a um foco de luta pela Liberdade, mas a uma linda experiência de vida universitária compartilhada, que certamente traria frutos culturais e espirituais que influenciariam virtuosamente a Universidade e toda a sociedade brasileira. Às vezes percebo que muitos de nós não se deram conta ainda do significado existencial daqueles anos dourados.

Bem, isso tudo para pedir que cuidemos, desde a concepção da capa até o último ponto final, também desse segundo aspecto. Em sua capa, com alguma pequena mexidinha, acho que poderemos alcançar esse objetivo. Beijão, Álvaro

- GREGÓRIO, O PROTETOR DAS VIRGENS Eu e minha querida Maria do Carmo, grande amiga da Estiva, já namorávamos há tempos. E como todos os casais de namorados do CRUSP explorávamos todos os escurinhos do pedaço: Lagoa, Parte de trás do Restaurante, Piscina, Muro da Vergonha, Cinema no Centro de Vivência e outros locais menos votados. Carro para ir a um Drive-In, não tínhamos, dinheiro para um hotelzinho maneiro, nem pensar. Foi então que as deusas do Amor engendraram um grande plano: Emília e Kikuko sairiam para jantar e eu, sorrateiramente, sem que o Gregório percebesse, subiria ao apartamento delas para, pela primeira vez, experimentarmos uma gostosa caminha. Burlando o velho jagunço consegui entrar no prédio (F) e fui direto para o apartamento onde a amada me aguardava. Entrei e começamos os preparativos. Quando íamos no melhor do bem bom, pronto, batem na porta. O que fazer? Maria do Carmo se arruma como pode e vai ver quem é. Porca miséria, era o filho da puta do Gregório. Não sei como desconfiou de alguma coisa, ou então fui solenemente dedado por alguém. E ai começa o diálogo do desespero: MC: O que foi, seu Gregório? G: Eu vim trocar a lâmpada. MC: Que lâmpada, seu Gregório? G: A do banheiro.

Quase morri, eu a essas alturas havia me trancado no banheiro. Bem, o Gregório insistiu tanto que a Maria do Carmo abriu-lhe a porta. Ele veio direto para o banheiro. Porta trancada. Ele pergunta para a MC: “Quem está aí?”. Ao que a MC lhe respondeu a primeira coisa que lhe veio à cabeça: “É a Kikuko, ela não está passando bem.”. O velho Gregório era ardido, desconfiado como um cabra da peste não se deu por vencido, bateu na porta do banheiro: “Dona Kikuko, tudo bem com a senhora?”. Lá dentro, não querendo acreditar ainda que tudo aquilo estivesse acontecendo, eu estava assustadíssimo, pois que temia o pior, uma denúncia para a direção do ISSU e eu e a Maria do Carmo expulsos do CRUSP. Eu ainda me viraria, e a coitadinha? Orei aos santos e afinei ao máximo minha voz: “Tudo bem, seu Gregório, não precisa se preocupar”. Não sei como, deu-se o milagre. Provavelmente ainda muito cabreiro, o velho e zeloso porteiro resolveu aceitar a situação e se retirou. Quando a Maria do Carmo avisou que tudo estava bem, saí do banheiro. Não sabíamos se ríamos ou se chorávamos. Bem, não havia mais clima para as combinadas sensualidades. Saí de fininho, desci com o maior cuidado pela escada de incêndio e sumi. Álvaro.

- De minha parte, tá topado. Sou ótimo para criticar (os outros). Achar erros (nos outros). Por isso as editoras usam a leitura crítica. Fico bravo quando o meu texto volta cheio de sugestões e acusação de erros que não vi. Aí, conto até dez e passo a incorporar o que acho pertinente. O processo é esse mesmo:

brain storm, escrever sem super ego, vem a crítica e, daí, sai o texto final. Não tolher idéias, ops! ideias. Ernesto

- Soninha, Acho que a idéia de distribuição de responsabilidades é boa. Mas sugiro que ao invés de partir do nome das pessoas você nomeie as funções e distribua os nomes de acordo com sua visão. Creio que assim teremos mais segurança para não deixar nenhuma função importante de fora e as pessoas poderão mais livremente colocar seus nomes nas funções que mais lhes pareçam adequadas. Álvaro

- Soninha, acho que está na hora de você parar com as desculpas, etc etc etc. sem essa menina, o processo está correndo graças a você e Alvaro que começaram a discussão do que fazer. vamos trabalhar? beijos Malu de Alencar

- Alvaro, concordo com sua opionião, mas acho interessante Soninha colocar os nomes pois ela tem bom conhecimento de cada um, só depois dos primeiros encontros é que o quadro ficará mais definido. abração, Malu de Alencar

- Álvaro: Eu não sei fazer isso, porque não sei todas as funções. Era o que pretendia, mas descobri que não sei. Acho que Watanabe e o Teotônio devem saber. Eu não sei. E continue estudando o menu ver/exibir e o modo esquema, porque alguém terá que ocupar minha função dentro de pouco: viagem , cuidados com minha filha que está em cama, nascimento do meu neto catalãozinho, etc. Vou estar ocupadíssima , com ele, com a mãe, com a casa, etc. Lá não tem empregada e eu estou acostumada com essa mordomia daqui. Estou habituada a fazer muitas coisas, ao mesmo tempo, mas lá não sei se vai dar. Além do mais é a casa do genro e da filha. Não é a minha. Depois de um tempo do nascimento, acho que vai ser possível. . Os bebês dormem e eu preciso mesmo de distrãções, porque senão ficarei como leoa fechada na jaula. Ah! O Ernesto já topou o trabalho. Tenho a certeza de que ele o fará bem. Vai ser de grande ajuda, pois a crítica é fundamental e ele é do "métier". E você pode pretender alguém melhor para a função de crítico??? Bom, mas isso que você pede eu não sei fazer mesmo. Não posso dividir as funções porque não sei quais são elas. A minha prática de escrever e usar o modo esquema vem só de monografias e algumas teses. Inicialmente o processo é o mesmo.....tal como Ernesto explicou, mas depois há outras coisas. Que falem os entendidos. Soninha

- Soninha, por favor me diga onde é esse tal de arquivo: geladeira do Crusp, arquivo vazio, arquivo cheio... Estou correndo aqui dentro desse computador desde manhã . Abro o Word e não encontro nada, só minhas coisas estão lá .

Volto para o grupo e tambem não vejo nada . Corro para o Gmail, fuço tudo... e nada. Caraca meu! (cansei e vou tirar o dia para uma folga!) Na verdade, vou me candidatar à vaga para servir cafézinho enquanto vocês escrevem . Posso até cozinhar que é o meu forte. Bem que quero fazer alguma coisa, mas minha cabeçinha não tá me ajudando muito. Antes da folga, vou correr mais um poquinho aqui dentro, quem sabe eu ainda ache esse tal de sumario vazio e sumario meio cheio. Abraços, Celia .

- Célia Eu mandei dois arquivos do Word em anexo. Em um está o sumário. Nada mais. Este chamei de geladeira vazia, só de brincadeira e porque achei ótima a comparação. O outro está preenchido com algumas coisas, portanto chamei de geladeira cheia e bagunçada. Você tem que abrir meus anexos. Eu mandei ontem. Será que alguém recebeu? Agora, minhas explicações como usar o Word em modo esquema, não dê bola a elas. O meu computador está em espanhol e você não tem mesmo nada disso. O Álvaro poderá te explicar melhor. Mas, em primeiro lugar quero saber se ele recebeu meus arquivos. Tire o dia de folga mesmo..... Beijos Soninha

- Minha cara Célia Este livro está virando uma "salada".

Mas acredito que agora ele saírá. Os apontamentos de Ana Marangoni constituem uma boa base para o pessoal escrever, revisar com alguns colegas da época e ir enviando para que outros opinem. As reuniões que Álvaro sugeriu a muito tempo e agora oferece sua casa seguramente terão que se tornar corriqueiras. Ao meu ver o nosso livro (ou livros) não terão cunho histórico, mas servirão de balizamento para que escritores- historiadores consigam chegar mais próximos da verdade. Abraços ao Adalberto a voce e asua flora e fauna. Aos cruspianos os votos de muito trabalho com os artigos. Prandi.

- Meus queridos Vou tentar dar uma arrumadinha na geladeira, para que vocês possam, na reunião da casa do Alvaro, ter mais coisas nela e colocadas no lugar correto, apesar de que continuarão, por um tempo, misturadas dentro de cada divisão. Por enquanto, estamos na recoleção de materiais para aumentar nosso estoque. Temos depois que separá-los novamente, arrumando dentro de cada estante, ou gaveta. Acho que na reunião da casa do Alvaro, terão algo mais completo. Célia, você poderia separar o material do Teotônio, de acordo aos títulos do sumário. Esqueça outro critério. Esqueça tudo o que disse de esquema. Lembre-se só dos títulos do sumário. Eu te peço porque estou sem tempo. Ando um pouco ocupada. Se você puder me mande que eu coloco dentro do todo. Beijos Soninha

- Soninha, vou consultar uma amiga que tem uma editora e representa o MinC aqui em SP, acho que pode facilitar muito tudo isso, mas quero que alguém me acompanhe, pode ser o Alvaro ou quem quiser. ela sabe o caminho das pedras e sabe onde tem grana para projetos culturais, históricos..... aliás ela foi no dia 17/12 e disse que seu sonho de estudante era morar no Crusp, mas quando chegou já tinha sido fechado, é a Cecília Garçoni - se alguém tiver outras fontes, por favor se manifeste. tem a Summus que é de outro amigo, Raul Wasserman - tem a Imprensa Oficial, Sesc, Senac.... ene fontes para buscarmos. quando estiver tudo mais definido vamos atrás de patrocinios, etc etc etc.... bjs Malu de Alencar

- Meus queridos Hoje procurei encher mais nossa geladeira, colocando as coisas em seus repartimentos, na medida do possível e, lamentavelmente, com meu único critério. Mas como sempre é material para ler e ver o que deve ser colocado e o que não deve. O que deve nos consolar é que esse livro é nosso mesmo, porque quase todo seu conteúdo, foi fornecido por nós mesmos. Introcuzi algumas coisas do Wolf, do site e de alguns cruspianos que escreveram, mas não estão mais aparecendo por aqui. Temos muito trabalho pela frente, mas acho que alguns passos estão sendo dados.

Estou utilizando nosso grupo do Yahoo,ou seja meu proprio serviço de e-mail, como fonte, mas mesmo assim o formato , até para que a leitura seja mais agradável tem que ser muito trabalhado. Nomeei ao final os IPM do Crusp, que tenho em PDF, guardados na pasta Livro do Crusp. Assim a chamei. Não posso copiar , porque é material escaneado, mas sei que há uma maneira de fazê-lo. Eu não tenho como, mas conheço o programa e não gosto.È como os tradutores virtuais. Dão mais trabalho que ajuda. No fim é tão dificil acomodar tudo e mudar o formato, que é mais prático copiar outra vez. Queria dizer prá Célia, que eu não estava planteando nada novo ontem. Ela ficou decaida pelo que indiquei. Acho que ela se confundiu ou não entendeu porque eu estava dizendo os nomes em espanhol. È o mesmo Word, utilizando uma ferramenta mais. O Alvaro depois captou e me disse como era em português. Mas isso não será necessário, pois eu posso fazer. Por favor, vejam o material, È hora de dar uma espiada. Watanabe, volte aqui. Scaico, reveja sua posição. Também todos os que estiveram e já não estão. Hoje li coisas de muitos, que entusiasmados escreveram antes do evento, mas depois....... sumiram. E vejam só , quem não aparecer depois não vai poder frequentar o Clube da Ruth. Ela chama de Clube, assim como rotarianos, seria de cruspianos.... é boa idéia. Como diz o Álvaro, teremos que assumir nossa orfandade ou não faremos nada. Não se assustem com nada, formato, redação, tudo, TUDO VAI MELHORAR Eu costumo ser perseverante. Beijos a todos e boa noite. Soninha

- Amigos, Na entre safra do 29/11 ao 17/12 aconteceu um evento para o lançamento da Revista Direitos Humanos 01, comemorando os 60 anos do dito cujo. Pois bem, coloquei no sitedo Crusp 68, convidei a CO, avisei quem podia, não apareceu NINGUÉM dos convidados, mas tive o gde prazer de reencontrar Bibiane (Bibi) contemporânea da História e reencontrei outras pessoas que não tiveram nada a ver com o Crusp mas estavam envolvidas com a luta contra a ditadura, uma delas a Malu Ferreira que trabalhou anos na Cinemateca. No discurso oficial falaram do nosso encontro de 29/11 e da importância do Crusp, fui intimada a falar da ação na Assembléia Legislativa dia 17/12/08 (sem aparecer no palco, mas via um microfone sem fio pedindo um momento de atenção para o aviso). No evento estava Persival (figura conhecida por todos, estou confundido os sobrenomes de Caropreso com Maricato, é isso?, com certeza não é o Caropreso), entreguei o convite do evento de 17/12. Conheci uma pessoa interassantissima de Sta Catarina, Derlei De Luca, nossa contemporanea, trocamos varias idéias sobre o que fazer com nossa história pessoal, coletiva e do Crusp, ela se comprometeu a me mandar seu livro que conta sua história de exílio. Hoje por volta das 18hs recebi o livro "No Corpo e na Alma" (sua autoria) e um DVD dos imigrantes italianos em Sta Catarina. Começei a

ler o livro e no primeiro capítulo começei a chorar e parei, o que farei agora, porque nossa história, da nossa juventude é uma coisa que ainda não consegui trabalhar direito, é uma ferida que sempre dói . Gente, não podemos ficar ligados em Comissões, Organizações ou seja lá o que for, temos que contar a nossa história: coletiva e individual vou levar o livro na reunião na casa do Alvaro. No 1o. capítulo ela fala do Rafael de Falco que foi levar pessoalmente (pós AI5) notícias de SP (acho que nem ele sabe disso). Vamos parar com censuras ou qualquer outra coisa e deixar rolar o projeto que nasceu de uma maneira tão espontânea e tão verdadeira. Por que medos? Isso tivemos muitos. Tudo está rolando, as pessoas se falando contando causos, casos, apontando ene coisas. Na minha opinião se ficarmos com regras, normas... etc - o livro não vai sair. Está sendo uma manifestação individual e coletiva. Sem censura, sem cobranças, vamos continuar com o que começamos naturalmente. Eu sou visionária, graças ao signo e à vida que levei, puxa, estou realizando um sonho pessoal, não de contar a minha história, mas a da minha geração, dos meus amigos, conhecidos, da USP, do CRUSP, a nossa história. Falei com o coração, talvez motivada pelo vinho que tomei no jantar, mas é isso que penso. Beijos, Malu de Alencar

- Soninha, acho que o assunto está ficando muito crítico, muitas ponderações, muitos cuidados e nos esquecemos que somos crianças que estamos falando com o coração. eu já disse a CO cumpriu seu papel de nos dar todas ferramentas do reencontro, nada foi planejado, o que planejamos aconteceu. qual o problema? não houve eleição, não temos diretorias nem uma empresa formada, foi tudo natural e espontâneo. o site está disponível, Molina e mais gente por tras estão permitindo que essa comunicação aconteça. deixa rolar, qual o problema? bjs, Malu de Alencar

- Companheiros cruspianos. A minha referência à geladeira foi uma tentativa de alertar que há coisas que devemos nos preocupar agora e há coisas que só merecem atenção depois. Infelizmente alguns não entenderam nem essa metáfora e já sairam dizendo que a geladeira deve ter gaveta de legumes, etc. Gente! Seja uma boquinha ou seja um grande banquete, nós só vamos à geladeira quando a mesma tiver "coisas dentro". No caso do nosso "produto" não temos ainda o material. Temos é claro significativas contribuições como a viagem a Manaus e outras, mas veja, se queremos ter um representação do que foi o

CRUSP devemos dar a chance de todos os 700 contatados se manifestarem. Esse é o caminho. Por isso não recomendo definir agora o título. Isso restringe muito. Outra coisa que não acho esperto é definir que o "produto" venha a ser um livro. Eu acho que o livro será a pior das alternativa. Livro custa caro. Muito caro. Uma editora só vai querer encarar a sua produção se tiver a garantia de uma grande tiragem. Diagramação, Edição, Impressão, Encadernagem, Distribuição, Frete, Comissão de Venda, etc. Temos muitas outras opções para a divulgação da história. Além disso, os patrocinadores vão querer meter o bedelho. Aconteceu com o Folder do evento CRUSP-68 40 ANOS. A FAU queria censurar a foto da janela com o furo de bala. Uma censura ridícula que ainda existe nos dias de hoje. O mesmo aconteceu no Espaço Mariantonia. Eu entendo que o Governdo do Estado, quero dizer Serra, tenha que zelar pelo "bom" investimento mas isso não deixa de ser censura e eu sou contra qualquer tipo de censura. Temos alternativas nossas que não dependem de mais ninguém. Outra coisa que não acho adequado é definir o roteiro, a seqüência de apresentação. Esse critério "cronológico" dizendo que no principio foram os jogos, etc. é anti-pedagógico e antimercadológico - Fica com uma cara muito acadêmica, parece tese de doutorado, e isso Não Vende. Eu acho uma perda de tempo ter um trabalhão para "vender" apenas 700 exemplares, isto é, os consumidores serão apenas nós. E veja bem que ainda assim uma quantidade considerável de nós não terá condições financeiras de adquirir o livro. Digo isso pelas dificuldade que tivemos ao tentar fixar um preço para no nosso Encontro 40 Anos. Foi por isso que fixamos em R$ 35,00 para um serviço que custaria no mínimo R$ 90,00. Livro, para mim é coisa para 200.000 exemplares para cima. Outra coisa que é pura perda de tempo é a tentativa de ficar fixando a ferramenta, se vai ser no Word, se vai ser no Excel, no

Page-Maker, no Publisher ou seja lá o que for. Isso é pura perda de tempo. Devemos dar a cada um a liberdade de escrever até no papel de pão ou até em guardanapo de restaurante. Lembro mais uma vez que uma parte significativa de nós não tem email nem mesmo computadores em casa. Mas eles têm história ou causo para contar. E querem contar. Só não sabem como. Seja uma boquinha ou seja um grande banquete, nós só iremos à geladeira quando a mesma tiver "coisas dentro". Por isso que volto a reafirmar que devemos ser espertos e produzir o material enquanto estamos vivos, com saúde e motivação para escrever. Não podemos perder a emoção do que foi o evento 40 ANOS. Que cada um de nós que estamos nessa discussão inconsequente para esse instante, saia atrás de outros cruspianos que querem contar mas que têm algum tipo de dificuldade ou barreira. Vamos descobrir quais são ajudá-los. E não importa como isso vai ser feito, pode até ser uma fita K-7 gravada, não importa. pode ser em portunhol ou cruspês. Com regra ortografica (nova ou velha) ou mesmo sem regras ortográticas. Não importa. Dei até o exemplo (real) de minha participação em uma escola de samba. Isso para mostrar que esse pequeno grupo de 60 está declinando para o lado pessoal, do apoio pessoal. Dai a pouco estaremos montando grupos de baile, de bocha, de dança, isto é, seremos mais um grupo de terceira idade. E quem morou no CRUSP e participou de tudo quanto é loucura que participamos não podemos investir nossa esperiência profissional e pessoal em estruturar um grupo apenas para o nosso consumo, para a nossa vivência senil. Estou paralelamente empenhado em fundar ou uma ONG ou um Partido Político, como já detalhei em outro email. Tenho a certeza que nosso grupo tem muito a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e devemos criar mecanismos para que isso possa acontecer. Enquanto a gente não consegue estruturar o grupo nesse sentido, vamos escrevendo as nossas histórias e causos.

O momento é de escrever, é de gravar, é de produzir material. Celia, a mensagem da geladeira é a mensagem de Nº 677 no Yahoo Groups. Muitas vezes há falhas de envio e você pode ficar sem receber uma ou outra mensagem. Já aconteceu de pessoas aqui do grupo ficar achando que estava sendo boicotada. Habitue-se a ler as mensagens diretamente a partir do Yahoo Groups http://br.groups.yahoo.com/group/CRUSP68 Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Álvaro, agora estou começando a entender... E não é que vocês, não estão escondendo de mim a tal geladeira da Soninha? Fui longe por esse caminho, até que a recebi ontem, diretamente da Sonia. Mas continuei com a orelha em pé... As fotos ótimas do folião Watanabe chegaram, mas a sua não. O que recebo é um negócio assim: Anexo(não armazenado) Emíia, M.Carmo e Kikuko.JPG Tipo: image/jpeg Será porque estou pedindo só resumo no meu Gmail? Ou será porque o Watanabe é que sabe das coisas? Ou será porque... ? será... será... ? Será que dá para manda-la no meu Gmail? Estou curiosa, confusa e perdida.

Será que dá prá você me achar e me botar de volta na confecção do livro? Quase deixei o Beto louco! O coitado está tentando resolver esse problema não matemático, desde ontem. Abração, Celinha

- Watanabe, Se você tem um projeto na cabeça, ou seja criar uma ONG ou um Partido Político, toca seu projeto. Entenda que para tanto você não precisa destruir o que outras pessoas vêm formulando e desenvolvendo. Em sua mensagem você não deixa pedra sobre pedra dessas ações primeiras que estão nos ocupando, unindo e entusiasmando. Penso que muitos de nós não concordam com suas idéias de criar essas entidades, mas tenho certeza de que não vamos procurar desanimá-lo. Pelo contrário, vamos ajudá-lo. Mesmo porque não vamos cair no erro que você está caindo de achar que somos os donos exclusivos da verdade e que as diversas iniciativas são excludentes. Não vou comentar suas afirmações. Apenas, para que uma delas não corra o risco de ser interpretada como decisão nossa, registro que ninguém está pensando em um livro comercial, com grandes tiragens e vendagens. Só estamos pretendendo nesse primeiro momento documentar, registrar de alguma forma a história e o significado do CRUSP da década de 60. O que vai acontecer depois, se do livro também se faz um filme, um documentário, de que forma vamos divulgá-lo e distribuí-lo, etc., pode-se ter alguma idéia agora, mas será um passo seguinte. Grande abraço, Álvaro

- Prezado Álvaro Não tenho projeto nenhum na cabeça. Apenas acho que o entusiasmo decorrente do sucesso do evento CRUSP-68 40 ANOS não deva ficar restrito ao deleite de meia dúzia. Também não disse que não fosse válida a idéia de um livro. Também não sou contra um grupo de terceira idade. Procurei, e não foi uma ou duas vezes, dar a minha modesta contribuição para organizar o grupo. Já que vou sempre encontrar barreiras suas estou me rertirando de qualquer iniciativa com este grupo. Gosto de trabalhar com pessoas que somam. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Oi, Malu. Pelo visto, você o Watanabe vão fazer o clube funcionar. Gostei das suas idéias. Você mostrou várias possibilidades . Cinema com debate é ótimo. Podemos fazer excursões, tem um mundo de possibilidades. Se agregarmos um número suficiente, poderemos ter a nossa sede. Ernesto.

- Prezado Ernesto. Já que meu nome foi citado, se a idéia é formar um CLUBE não contem comigo pois não acredito que o caminho seja este. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Prezada Ana Podes ficar tranquila. O Álvaro foi mais direto. Estou retirando meu cavalinho da chuva. Não vou mais dar palpites. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Watanabe, Todos somos maiores de idade (e bota maiores nisso). Acho que está lhe faltando um pouco de humildade, não é que você gosta de trabalhar com pessoas que somam, pelo jeito você só aceita trabalhar com pessoas que concordam com você. Reflita, meu caro, não seja tão turrão. Não temos mais tanto tempo em nossas vidas para gastá-lo em querelas que não levam a nada. Vamos todos agir positivamente, agregando, estimulandonos mutuamente. Se as suas idéias não são bem assimiladas hoje, abaixa o farol, espere uma ocasião mais adequada. Abração, Álvaro

- Watanabe, Soninha e outros interessados, CLUBE DE CRUSPIANOS- Cada um entra no partido que quiser, funda um se quiser, fica sem partido se preferir, participa da ong que lhe interessar, entra em mais meia duzia de clubes se achar que o dos cruspianos não está sendo suficiente. Mas, ESSE CLUBE DE CRUSPIANOS SERVE ENTAO PARA QUE? Exatamente para facilitar aos cruspianos maiores oportunidades de interação de uns com os outros.

Conversando mais, eles poderão decidir, com mais clareza, o que querem fazer. Só isso. ________________________________________________ _________________ (HOUAISS), PARTIDO- organização social que se fundamenta numa concepção política ou em interesses politicos e sociais comuns e que se propõe a alcançar o poder. ________________________________________________ ______________ (WIKIPEDIA), ONG- sigla de organização nao governamental, são associações do terceiro setor, da sociedade civil, que se declaram de utilidade publica, sem fins lucrativos, que desenvolvem ações em diferentes areas. ________________________________________________ ___________________ Me parece que agora é hora do clube. Mas é sempre possivel se fazer um plebiscito e perguntar aos cruspianos o que é que eles querem (democratico, né?). Acho que é relativamente facil se fazer isso, com voto aberto, pela internet. Os computeiros que se pronunciem. Eu tenho uma ideia, meio medieval, de como isso poderia ser feito. ________________________________________________ ________________ Soninha.....FALANDO DO LIVRO- acho que Watanabe tem razao. Seria muito bom pedir que todos contribuissem com um texto.

Certamente isso dará muitos volumes de livros. Provavelmente nao será possivel fazer todos agora. Eu entendo que o negocio é caprichar no que está sendo feito que será propaganda para os outros. Mas os textos de todo mundo poderiam ser publicados na internet muito logo, sob responsabilidade dos autores. E tambem a gente poderia gravar esses textos em CDs, o que fica bem mais barato que livro. CDs de estorias de amor, de politica, de maldades no crusp, de viagens..... etc.Precisariamos de voluntarios para a digitação dos textos e outros, com belas vozes, para ler e gravar os CDs. O que voces acham? E quem colabora só com um texto, que eu acredito será a maioria, pode muito bem ir agitando o Clube e fazendo grandes programas com cruspianos. Hoje já fiz o meu, na categoria dos protestos.Valeu. Watanabe, ainda tenho esperanças de que voce dê as coordenadas do nosso Carnaval cruspiano. Isso pode até ser o começo do seu sonhado partido. Abraço, Rute

- Watanabe, fico tranqüila, coisa nenhuma. Não sei o porque dessa resposta. Até parece que tentei dar alguma indireta. Não é o meu estilo, não foi essa, de maneira alguma, a intenção. Se dei a entender algo ofensivo, foi por pura incapacidade de expressão, e por ela peço desculpas. E continua minha pergunta: podemos continuar a

conversar? Tenho feito algum trabalho voluntário, em planejamento e legislação municipal, pré e pós Estatuto da Cidade e o "politicamente correto", e gostaria de ter um canal mais efetivo de discutir e passar adiante minha experiência: seria o caso da tal ONG. Abraços. Ana Maria

- Gente, Eu não acredito em tudo o que está acontecendo aqui. Ou melhor, não quero acreditar... Estão falando de coisas que não existem. Onde estão os 500/600 cruspianos? Nesse grupinho temos uns 60 associados e a cada dia um pula fora. Acho que somos uns 10/12 tentando fazer alguma coisa, e não estamos conseguindo nos manter unidos. Que cada um lance a sua proposta e batalhe por ela, essa é minha proposta. Vamos fazer tudo que der, e tentar nos ajudar uns aos outros no projeto de cada um ? Por um momento senti minha ira de mãe, despertada. Que molecagem é isso aqui? Isso também deverá ir para a geladeira? Hoje, ninguém merece nem beijo nem abraço. Celia

- Celinha, Já aceitei sua proposta:" Que cada um lance sua proposta e batalhe

por ela." Legal.Acho que voce tocou no ponto crítico, o que precisamos é de mais participação. Propostas? Abraço, Rute

- Calma, Watanabe. Não há um único caminho. Também não devemos nos dispersar em várias propostas. No começo é assim, várias idéias, depois naturalmente, algumas vão se impondo e outras ficando para outro momento. Não liga pro Álvaro, que eu vou dar um jeito nele. Penso que, por enquanto, o centro seria o site. Ali ficariam os textos históricos e crônicas sobre o CRUSP para todos terem acesso e criticarem. Pode ter uma página para poesias e textos pessoais. Chat, murais, página de trabalhos de artes plásticas. Álbum de fotos etc. Algum dia poderemos reunir material para publicação para nós mesmos (Fica nuns 4 ou 5 reais por livro, numa tiragem de 1000 exemplares) ou mesmo para livrarias. Depende do que acontecer. Um clube é ótima idéia, para um grupo desse, com algo tão forte em comum. Além do mais, estamos nos aproximando da idade de virar um traste isolado no meio dos jovens da família. Seria ótimo ter aonde ir. Outro dia fui ao clube com meu filho e fomos jogar bola ao cesto dentro da piscina com ums amigos dele. Tudos da mesma idade, só eu de velho. Toda vez que eu recebia a bola, ninguém se aproximava, por respeito. Quer dizer, eu estava no jogo, mas sem competir! Mandei todo mundo ir tomar no fiofó e saí do jogo. Tomar no fiofó no bom sentido, porque eram todos amigos do meu filho. É preciso conviver com iguais. Nesse caso o clube parecerá uma ONG, o que é bom, porque chovem doações e verbas. Acho que me perdi um pouco nesse papo. - Ernesto

- Prezado Ernesto

Obrigado pela consideração. Sei que há tendências, vertentes, preferências, etc. Mas a diretriz para a realização do Encontro 40 Anos foi a de contemplar TODOS OS CRUSPIANOS DE TODOS GRUPOS. Embora houvesse muitas opiniões como agora, fizemos muita questão de manter o mais alto nível na convocação sem privilegiar este ou aquele grupo. Conseguimos trazer mais de 600 pessoas. Para assegurar essa meta, a Comissão Organizadora teve diversos "rachas" nas muitas reuniões que realizamos às quintasfeiras no Parque do Ibirapuera. Prevalesceu o bom senso. Neste instante estamos (eu pensava) que o Yahoo Group seria um príncípio para O QUE FAZER COM O GRUPO e eu estava quendo tirar do grupo (embora pequeno, creio que suficientemente representativo) uma diretriz geral para poder enviar a cada um dos mais de 600 contatados. Essas insistências todas em torno do livro (que já tem título, roteiro e até capa - portanto já é um assunto fechado) creio que se levado a todos os 600 não será aceita por todos. O grupo Yahoo com 60 membros e apenas uns seis na discussão PRECISA SER REPRESENTATIVO dos 600 e não pode ser um grupo formado por pessoas que só olham o próprio umbigo. Mas parece que esses seis já estão "fechados" e vão até realizar uma reunião só entre eles. Como já disse mais de uma vez, não sou contra o livro, mas já que esses seis não querem discutir uma diretriz para o grupo todo dos 600, eu estou me retirando do grupo Yahoo pois não tenho nada a colaborar na elaboração do livro. Estou tremendamente calmo e não tenho nada contra ninguém. Você não me conhece, não sou de guardar mágoa nem tenho melinhdres. O fato de me desligar pode parecer que aconteceu alguma coisa ruim mas nada disso. Apenas constatei que neste grupo não tenho com o que colaborar. Com relação ao site, já entreguei para a Comissão Organizadora do evento 40 Anos, faz tempo, uma Proposta com diretrizes para continuidade do mesmo. Você sabe que site é uma coisa cara e

complicada. Uma coisa que todo mundo quer ter mas quase niguém consegue pois é muito caro manter. Jà disse mais de uma vez, mas parece que não entendem ou não querem entender que precisamos de um espaço nosso para armazenar as nossas memórias, nossas fotos, inclusive este Grupo em vez de ser no Yahoo deveria ser no Crusp-68, um site nosso. A Fulvia colocou as fotos no Yahoo e outros colocaram as fotos no PIcasa e nós não temos nenhuma garantia da integridade dessas fotos. Vão todas para o lixo com o tempo. Tenho acesso à INTERNET desde 1987 e já tive muito trabalho com servidores que simplesmente sairam do ar deixando-nos a ver navios. O livro não acredito que fique em apenas 4 ou 5 reais pois terá umas 2.000 páginas pois além das histórias e causos terá fotos. Faço questão que tenha um álbum com as fotos (da época) de todos, sem excessão. Lugar para ir armazendo as histórias e causos já tem desde que o site CRUSP 68 foi colocado no ar em outubro, chama-se Relógio do Tempo. É tão democrático que cada um pode ir colocando seus textos diretamente. Abraços, Roberto Massaru Watanabe

- Watanabe e Álvaro, Está na hora de sentarem e "olho no olho" conversarem. Tem espaço para todo mundo, todas idéias, umas vingarão, outras não, de repente outras nascerão, portanto nada de retirar "time de campo". O grupo ou grupos estão em processo, nada foi definido. Temos urgencia de um encontro. Afinal somos livres, maiores de idade e espaço para todos. abração, Malu de Alencar

- Deposite seu voto hoje! Verifique a nova pesquisa de opinião do grupo CRUSP68: Quem é a favor do que? o Do livro o Do clube o Da Ong ou partido politico Para votar, visite a seguinte web page: http://br.groups.yahoo.com/group/CRUSP68/polls Nota: Não responda a esta mensagem. Votos de pesquisas não são coletados por e-mail. Para votar, é preciso ir ao site do Yahoo! Grupos listado acima. Obrigado!

- Rute, então vamos lá ! Você já votou na enquete?

- Celinha, Não votei, nem vou votar na enquete, porque acho que estao misturando alho com bugalhos. No clube ( que eu entendo simplesmente como uma proposta de aglutinar cruspianos) se pode fazer livros, partidos, ongs,etc....Eu nao entendo aquelas tres opçoes como

coisas excludentes. Concordo com voce que temos um problema de baixa participação, acho que a hora é de aglutinar. Mas, não vejo nenhum problema que cada um faça o que quiser. Quem não gostar do livro que está sendo feito que faça outro, em minha opinião. Sou contra partido ou Ong de cruspianos agora, porque estas organizações falariam em nome de uma maioria que não foi consultada. Tambem acho que isso não combina com a diversidade cruspiana. Se eu me lembro do que era o CRUSP, de lá sairiam muitos partidos e muitas ongs. É isso que penso. Mas sei que não sou dona da verdade e aceito críticas.

- Perdão. Eu li que não era para responder essa mensagem. Mas era necessário. Faltou a alternativa: o Nenhuma das anteriores. Scaico, aguardando para votar.

- Scaico, Voce disse tudo. Assino embaixo. Rute

- Muito engraçado Scaico, mas hoje não estou pra brincadeiras. Vai lá e vota no que tem, vote aproximado, vote no" menos pior".

Na próxima enquete poremos o "nenhuma das alternativas". Agora o que temos é isso aí e precisa ser votado. Tá rindo do que menino? Vai lá e cumpre com seu dever. abração , Celinha

- Quem está fazendo esta pesquisa?????????? Porque devemos excluir qualquer coisa??? Este grupo foi criado por uma Comissão Organizadora , com mais de 800 cruspianos em sua lista. Nunca nenhum dos 800 foi impedido de participar. A Comissão Organizadora, (os pais do grupo) deveria mesmo participar. Talvez, se tiivesse estado presente em sua casa., isto que me horroriza, não estaria acontecendo Os que aqui estão não foram invasores de espaço, não limitaram as idéias e não impediram que ninguém faça nada. Uma idéia não exclui a outra e somos livres. Nos deram este espáço e nos sentimos em casa, pensando que realmente o era. Não irei ao site e respondo aqui. Sou a favor do livro sobre o Crusp, sou a favor do livro de poemas de cruspianos que Ana Maramgoni sugeriu (dispondo-me a ajudar os poetas, no que meu conhecimento de operária permitir. Sou a favor do Clube da Rute, (porque não). Eu não moro em São Paulo, mas até pouco tempo atrás passava um bom tempo aí. Encontrava pessoas isoladas e poucos grupos. Acho que só fica sózinho quem quer, mas entendo que é mais fácil formar um grupo em São Carlos ou no lugar em que moro, que na gigante São Paulo, sobretudo um grupo que compartilhe idade, interesses, etc, etc. Além do mais, apesar de ter chamado Clube da Rute ela foi bem clara que não era essa sua idéia. Sua idéia era de um clube de cruspianos.

Alguém quer uma ONG. Excelente. O Ernesto bem explicou porque isso seria bom. Eu gostaria antecipadamente de saber os objetivos da ONG. Partido Político estou fora. Estou a favor da paz, do amor, da não exclusão, da participação, da crítica não ofensiva, da utilização de nossas capacidades em pró de um bem comum, etc. etc

- Salve, Rute. Que bom que não estou só. Já participei de algumas listas de discusão e não me espanto mais com a dinâmica da coisa - primeiro vem a alegria do encontro, depois os grandes planos, em seguida algumas divergências, alguns melindres e depois uma esvaziada braba, ficando a lista restrita apenas a um grupo menor que se entende ou se tolera. Só não esperava que com a gente isso fosse acontecer tão depressa, antes mesmo de termos realizado a etapa mais básica e simples: conversar um pouco pra matar a saudade. Existe agora uma cobrança por um número maior de participantes. Em primeiro lugar, é preciso entender que a CO, que realizou um trabalho impecável na organização do encontro real, já fez bem feita a sua parte para esse nosso encontro virtual - criou a lista de discussão e convidou todos os que tinham e-mail para participar. Quem tinha interesse e condições entrou, quem não tinha ficou fora. Se nós, que estamos mais ou menos ativos na lista, acharmos que o grupo é pequeno, podemos fazer novo convite aos demais ainda temos os e-maisl da maioria naquela planilha Excel que todos recebemos. Além disso, trocamos figurinhas e endereços durante o encontro, de modo que não me parece justo cobrar da CO essa tarefa. Podemos até pedir uma relação atualizada de emails, mas não que eles façam esse contato, porque

essa atividade é de quem quer manter a lista ativa e não da CO do encontro. Assim como alguns outros, penso que a lista deve, sim, ser ampliada. Mas não acredito que essa seja a solução para a sobrevivência do grupo. Somos quase sessenta? Por que apenas sete ou oito escrevem? Acho que é porque a conversa está muito chata. Faltou a etapa inicial, aquela fase descompromissada de troca de amenidades, que amplia, agrega e consolida o grupo, preparando o campo para ações mais ousadas, como criar um clube virtual num site próprio, criar um clube real em Sampa, organizar pequenos encontros ou viagens e, quem sabe, escrever vários livros sobre nossas propostas, nossas estórias e nossa história. Perdão pelo longo moído. Beijão procê. Abraços a todos. Scaico.

- Que pena meus amigos, ou seja , aqueles que se consideram meus amigos. Estou totalmente de acordo com o Alvaro, e com o que a Célia escreveu . Passei o dia fora e não acredito no que estou lendo agora, quase uma hora da manhã de segunda feira.Enquanto estamos lutando, com nosso pequeno conhecimento, com nossa imensa boa vontade, para que esse grupo continue, existem pessoas que evidentemente o estão boicoteando. Não só isso. Estão ridicularizando nossas iniciativas, chamando-nos de ineptos e incapazes de comprender metáforas.Realmente, apesar, de entender algumas, como a da geladeira, que achei excelente, não utilizo metáforas em minhas comunicaçõse. Uso linguagem simples, talvez um pouco de portunhol, mas direta, sem alusões metafóricas.Estou meditando..... Agora realmente não posso escrever e pensar ao mesmo tempo, porque tenho que ver o que existe atrás disso tudo..... Não sou boa prá isso. Sou simples,

direta, digo o que penso, além de romântica e idealista. Mas, devo refletir. Não pode ser isso..... Lembro-me que disseram que Alvaro jogou um balde de agua na expectativa de todos. Todos quem?Em nome de quem estão falando? Que expectativa era essa?Repito - Todos quem?????? Por favor, identifiquem-se. Além do mais digam o que pretendiam. Porque então , poderemos ficar e continuar tentando fazer alguma coisa , ou podemos retirar-nos.Será que existiam algumas intenções para nosso encontro que nós não estamos em conhecimento?Será que nos queriam usar e nossa conduta se desviou do que tinham pretendido?Onde está a Comissão Organizadora? Agora mesmo posso fazer um levantamento das vezes que os chamamos, identificando todos os mails nos quais invocamos e quase rogamos sua assistência, seu apoio e sua orientação, porque esperávamos uma continuidade depois do evento, mais ainda depois de saber que havia um blog , um fotolog e um egrupoAlvaro mencionou que ficamos órfãos e concordo com isso. . Ficamos órfãos daqueles que criaram este espaço e nunca apareceram.Ficamos órfãos daqueles que pensamos que queriam compartilhar conosco alguma coisa e não quiseram .Quem se sentiu excluido aqui? Fomos ofensivos com alguém?Por exemplo, o Scaico não é a favor nem do livro, nem do Clube, nem de nada disso, mas está incluido em tudo.Isto é democrático ou é ditatorial e devemos fazer somente, como títeres, as tarefas, que mentalmente esperavam que fossem feitas? Jogar o jogo que seria obrigatório? O que é isso? Realmente não me aconteceu nunca em nenhum dos grupos que participei. Estou também no yahoo-grupo do Rotary Clube. Estava em outro, internacional e saí para poder participar deste. Bom, fizemos o que achamos, aqueles que ficamos, sem exclusões. Sei que o esvaziamento realmente acontece nos grupos humanos: grande expectativa, euforia inicial, e depois ficam os que querem fazer alguma coisa . Tem razão o Ernesto. Bem, vou dormir dizendo que adoro os casos do Alvaro, estou encantada com a Ana Marangoni e suas idéias, adoro os poemas

escritos e a idéia de juntá-los em um livro. Amo toda esta gente boa que por aqui passa e deixa seu causo, seu flash, seu humor , seus pensamentos saudosos ou bondosos,. sua afetividade. O resto, considero incomprensível. Isto, escrevi ontem à noite, ou hoje de madrugada (uma hora) e , como nunca sou, fui: ..... prudente. Guardei sem mandar, porque minha tristeza era grande. Hoje é segunda feira, 10 horas da manhã aqui no Paraguai. Leio outros e-mails que chegaram e fico sabendo que estou num grupo dos seis. Sim, eu estou, porque de brincadeira fui eu que fiz a capa provisória, sem nenhuma pretensão de usá-la em um livro definitivo,, tal como expliquei no mail que enviei o que chamamos de " livro" modificado, no qual carreguei um pouco mais do que os demais escreveram, neste grupo. Me limitei a carregar nos diferentes espaços, sem arrumá-los. Fui clara nisso, como fui clara , atá para mal entendedor, que botei um nome no pretenso livro, que não está na lista enviada dos nomes para ser votados. Coloquei uma dedicatória e esta dedicatória não só não é válida, como é falha e já escrevi isso em um mail. Ela reflete o que sinto em relação à repressão e à ditadura, mas não reflete o que sinto sobre as vivências, as maravilhosas vivências no Crusp, que também devem ser incluidas. Dei também um formato, o formato que eu achei bom. medindo dois livros do Humberto Ecco. Fiquei intrigada porque usou o mesmo tamanho, apesar de que eram de editoriais diferentes. Medi e achei bom este tamanho para colocar provisóriamente , mas alguém pode querer que seja maior e com letras maiores, que fazem a leitura mais agradável , considerando nossa idade. Tudo está no princípio e não só sujeito a mudanças, mas tendo essas mundanças como absolutamente obrigatórias. Fiz isso, como passatempo e como disse claramente, para que tenha pinta de livro e tenham mais prazer ao lê-lo. Essse foi o único objetivo. Sem metáforas, em linguagem pura e simples: o livro não tem capa, o livro não tem formato, o livro não tem conteúdo definido, estamos juntando material, estamos buscando mais fontes e dentro dele há uma

mistura danada das colaborações de cruspianos que escreveram e que me limitei a juntar. E, finalmente o livro não tem nome. O nome colocado, foi minha idéia do momento e não está sequer entre os nomes sugeridos que já mandei num e-mail para que votem pelo que preferem. Já ouviram falar de que todos os caminhos conduzem a Roma? Não existe um só caminho. CONVIDAMOS TODOS OS 800 CRUSPIANOS CONTACTADOS A SOMAR-SE A NOSSA INICIATIVA. JÁ O FIZEMOS VÁRIAS VEZES., POR MEIO DESTE NOSSO SIMPLES VEÍCULO. NÃO TEMOS A LISTA COMPLETA DE CRUSPIANOS. ALGUÉM DEVE TÊ-LA E DEVERIA PASSAR ESTE CONVITE QUE TEMOS FEITO REPETIDAMENTE. Em relação à reunião da casa do Alvaro, querem que faça um levantamento do número de vezes que ele mandou mails convidando a todos aqueles que queiram assistir. Se isso não é democrático, como deve ser? .Finalmente, fiquei curiosa de saber quem são os outros membros do grupo dos seis..... Sinceramente Watanabe..... pensei que você fosse diferente.. Gostaria e pedi muito que você, com seu conhecimento se some ao nosso grupo , incorporando suas boas idéias. Tenho certeza de que elas seriam bem vindas. Entretanto.....Adoro somar e adoro seguir idéias com as quais concordo, mas não sou muito boa para seguir coisas impostas. E não gosto de críticas destrutivas e despectivas. SONIA CASTANHEIRA

- Deposite seu voto hoje! Verifique a nova pesquisa de opinião do grupo CRUSP68:

Você é a favor do que? o Do livro o Da Ong e/ou partido politico o Do clube o De todas alternativas o De nenhuma alternativa o Da ong o Do partido politico o Do clube de bocha o De continuar papo:cabeça, furado,etc... o De fechar o grupo

Para votar, visite a seguinte web page: http://br.groups.yahoo.com/group/CRUSP68/polls Nota: Não responda a esta mensagem. Votos de pesquisas não são coletados por e-mail. Para votar, é preciso ir ao site do Yahoo! Grupos listado acima. Obrigado!

- O QUE É ISSO? APELAÇÃO? Rute

- Caro Scaico, Eu até já disse aqui que concordava com suas ponderações a respeito dessa expectativa nossa de nos reencontrarmos e simplesmente conversarmos e estarmos juntos. Mas o que está impedindo o amigo de criar essas oportunidades? Porque isso não pode estar ocorrendo desde já e simultaneamente às coisas que alguns de nós tão empenhadamente estão se propondo a desenvolver? É preciso que sejamos mais generosos e tolerantes e participativos. O Watanabe quer organizar seu partido político, eu não entraria nessa, mas que vá em frente, tente, ponha suas idéias na prática. Outro não que participar do livro, não participe, ora bolas. O que não pode acontecer é esse vício de alguns ficarem acomodadamente empoleirados e seus galhos somente criticando as iniciativas que outros tomam. Temos uma baita dificuldade em agregar mais gente no grupo, e até conseguir que mais gente do próprio grupo participe das atividades; o que menos precisamos agora é das aves de agouro jogando azar em tudo. Confesso que estou no meu limite para, com muita tristeza, mandar tudo às favas. Não é possível que a cada dia apareça uma nova crítica destrutiva e bagunce tudo o que já esteja sendo conversado e desenvolvido. Quero dizer que se as coisas chegarem no meu limite de paciência, esqueço o grupo mas não vou esquecer os tão gratificantes contatos com alguns queridos amigos que o encontro e esse grupo me proporcionaram. Abraços, Álvaro

- Que confusão fizemos nisso aqui. Isso é o que nós somos . Só podemos agradecer à CO de

nos proporcionar, esse espaço, para que nos conheçamos a nós mesmos. Esqueçam essa comissão ! Ela existiu para fazer o evento. Consequiu, teve sucesso e agora é com a gente. Pelo que vejo, nós não temos as mesmas habilidades que eles . Conseguiram organizar um grupo grande para trabalhar em pouco tempo, e mais : - conseguiram fazer o evento. A eles devemos só dar os parabens e nossos agradecimentos. Temos que ter maturidade suficiente para nos organizarmos nesse grupinho, e pelo que vejo não temos. Vamos continuar e ver no que vai dar, que cada um trabalhe no seu objetivo, que com certeza alguma coisa de bom vai sair disso. Muito triste lhes abraço. E mais : toda vez que invocamos ou acusamos a CO, ESTAMOS ADMITINDO NOSSA INCAPACIDADE, de continuarmos por nós mesmos. Celia

- Scaico, Voce diz na sua carta coisas que me parecem bastante sensatas. Nada de cobranças, bola pra frente. A CO já fez mesmo um grande trabalho promovendo o Encontro. Que cada um faça o que lhe deixa feliz. Se pintarem varios livros, ótimo. A Historia agradecerá. Acho que é péssima ideia bater em quem está trabalhando pelo que acha certo. Gostei especialmente do último paragrafo do seu texto porque combina

com o que eu penso e só tem a ver com o clube que imagino. Abraço, Rute

- Arvinho, Arvão, Que brabeza é essa? Não estou impedindo nem agourando nada. Pelo contrário, quero que a coisa funcione. E não fiz nenhuma crítica destrutiva também. Apenas disse que a nossa conversinha anda muito chata. E anda mesmo! Você sugere que "sejamos mais generosos, tolerantes e participativos" para depois dizer que está no seu "limite para, com muita tristeza, mandar tudo às favas". Essa parte eu não entendi direito, mas não tem importância - prometo que não vou ficar moendo o assunto. Estou mais interessado em saber como anda meu velho amigo da estiva. E aí? Você só joga bilhar ou enche a cara de cerveja andando em volta da mesa? Ainda não se aposentou por que? Fazer nada é bom demais. Vi a foto que você mandou - Maria do Carmo continua lindona! É isso aí. Scaico, em paz.

- Meu querido amigo Scaico Para variar, assino embaixo do que o Alvaro escreveu. Acreditamos em algumas coisas, como no que você propõe de sabermos uns dos outros, mas também acreditamos que fazer um livro do Crusp ou sobre o Crusp seria uma coisa boa e não um pecado. É verdade que não sabemos a melhor maneira de fazê-lo, mas tenho a confiança de que poderemos ir descobrindo.

Existem várias possibilidades de participação, existem várias possibilidades de atuação e cada um escolhe onde quer ficar e se quiser ficar no grupo só rememorando, maravilhoso. Disfrutaremos com suas lembranças. Sim, quero te pedir uma colaboração para a viagem do Amazonas - Expedição Amazônia, como você a nomeou. Agora, não posso deixar de ficar triste, ao ver que fizemos o que achávamos bom para que este grupo não definhasse, convocamos, chamamos e poucos apareceram. Então decidimos fazer o livro, que como expliquei não tem nome, não tem capa, não tem formato e ainda não tem conteúdo definido. E, sobretudo, não tem intenções lucrativas. Estava sendo proposto em nome do Crusp68. Estávamos fazendo este trabalho, não em nosso nome, sem ressaltar nosso trabalho, nossos nomes próprios, mas sim em nome de todos. Escrevi ao Teotônio, que considerando o fato de que ele tinha uma idéia anterior, de também fazer um livro, que esse também seria benvindo, assim como outros , que porventura aparecerem. Teríamos que combinar para não repetir as mesmas coisas. Teríamos também que pedir a autorização das pessoas que contribuiram com esse grupo para publicar o que escreveram, teríamos que juntar, escrever, redigir, corregir, criticar, enfim fazer tudo. Este livro não está nem começado, mas eu gostaria que ele saisse. Sempre li, aqui no Paraguai, os livros que escreveram sobre esta época. O mais relacionado a mim foi o Iara, da Iara Iavelberg e isso porque eu a conhecia da Faculdade de Filosofia. Se interferimos com outras intenções, que sei que não são as suas, já que você muito bem explicitou o que quer e estamos de acordo, pedimos que essas intenções sejam explícitas.

O que me fez chorar, subir minha pressão e chegar ao ponto de limite é sentir que estava disfrutando deste grupo. Soninha.

- Caros amigos cruspianos, Hoje voltei das férias, para dar plantão de uma semana. O que signifca dizer, que na próxima semana, volto para o meu descanso "merecido". Levei quase três horas para ler e analisar todos os e-mails. Confesso que o material encontrado desde o Natal, já daria para escrever um livro. Certamente, são muitas as idéias e as sugestões. Todas importantes e de muita abrangência. Como membro da Comissão Organizadora CRUSP 68, pensava em retomar as iniciativas após o mês de Janeiro e, acredito que os demais membros não tenham se manifestado, pelo mesmo motivo: estão viajando, em férias. É preciso haver disciplina e planejamento para que a reunião dos cruspianos não passe em vão. Está claro que o reencontro não foi por acaso e muito mais do que isso, a maioria sente a necessidade de dar prosseguimento (amarrar esse reencontro) a novos projetos, mantendo esse laço de união que fêz parte de nossa vida e mostrou que poderá continuar integrando cada vez mais a nossa amizade. A sugestão do livro é uma das iniciativas. A Soninha tem demonstrado muita competência. A Maristela apontou um caminho a seguir. No entanto, não podemos nos esquecer que temos muitos historiadores, sociólogos, geógrafos e escritores

entre os cruspianos, todos capacitados, para dar um ordenamento e uma sequência a esse trabalho, seja científico ou romancista. Agora, não devemos ficar apenas omitindo opiniões na internet, com ou sem direito a réplica, que possa criar um clima de desunião entre o grupo. Como bons cruspianos, sabemos que a divergência sempre fez parte das nossas discussões, mas que são necessárias para chegarmos a um lugar comum. Com isso, quero dizer, que no momento, se faz necessário uma reunião de todos, para definirmos um projeto de futuro. Pelo levantamento do cadastro dos cruspianos e das manifestações do pequeno grupo do yahoo, dá para vislumbrar a imensidão de "inteligências" incrustadas no CRUSP 68. E, a bem da verdade, todos trabalhando para terceiros (direta ou indiretamente). Apesar do Álvaro lembrar da nossa idade (como se estivéssemos expirando) e ele, com todo aquele fôlego, está demonstrando que vai passar dos 80, com um pé nas costas, podemos unir as nossas "inteligências" para trabalhar para a sociedade, seja com iniciativas, críticas, com a ética e a vivência cruspiana, sugestões, idéias etc, etc. Um exemplo: se nenhum iluminado acatar a teoria do Álvaro sobre as enchentes, os cruspianos vão brigar para que ela avance em setores significativos da sociedade. Mas, para que as "inteligências" cruspianas possam intervir, interferir e até mudar contextos da sociedade, é preciso que estejamos representados numa instituição. A palavra de nossas "inteligências" pode ter valor num determinado momento, mas só poderá alterar a ordem das coisas, se houver organização e mobilização. O próprio livro, será importante para as futuras gerações. No entanto, se entrar nas escolas, se fizer parte de um marketing (cruspiano), o avanço será muito mais significativo.

De modo que, os lances que estão ocorrendo nos e-mails fazem parte da ponta de um "iceberg" adormecido. Nós temos que sacudir os 700 cruspianos cadastrados e convocá-los para uma reunião ampla. Vejam, são seguramente "700 inteligências" e talvez uns 50 ou mais "iluminados" , mas com o mesmo coração cruspiano que, de alguma forma, pretendem colaborar para manutenção do nosso espírito. E por falar em espírito, está passando despercebido a figura do "Nelsinho Vilhena", que tem muito a nos ensinar na construção da nossa existência, que a bem da verdade, ainda capenga ( o Álvaro vê apenas como expectativa de vida - certamente, não é a visão da sua e da nossa querida Maria do Carmo). Portanto, chegou a hora de passarmos das sugestões para as vias de fato e isso demanda uma ou várias reuniões, para se chegar a um consenso quanto ao futuro do CRUSP 68 (seja Clube, Associação, Ong, time de futebol etc, etc.). A solução seria um Convite para todos os cruspianos cadastrados, a fim de comparecerem a uma reunião no mês de fevereiro (quem não puder estar presente, poderá se manifestar, posteriormente). Como o número poderá ser maior do que imaginamos e a reunião não será social (apesar de ter fins sociais), coloco à disposição Salas ou Plenarinhos da Assembléia (longe de qualquer conotação política), com o objetivo de uma integração efetiva e eficaz dos cruspianos. Qualquer outro local, com amplo espaço (o próprio Notre Dame) será de bom tamanho. A União faz a Força (os corinthianos jamais serão vencidos)! Aquele Abraço, Teco

- Caro Teco,

O que mais todos queríamos desde o início era a participação organizadora e orientadora da Comissão Organizadora do encontro. Eu falei aqui e repito, vocês nos deixaram órfãos após o encontro. Em nenhum momento nos foi dito explicitamente que iriam tirar férias e promoveriam uma reunião geral em fevereiro para discutir o day after. E teria sido tão fácil vocês terem nos informado isso, e essa informação teria nos privado de tanta queimação de cabeça sobre como, com que tínhamos à mão naquele momento, qual seja algumas poucas dezenas de cruspianos reunidos no Grupo Yahoo, desenvolvermos atividades que nos pareceram naturais como sequência de nossa história cruspiana. Dentre elas, o livro de memórias, do qual, com a colaboração de muitos e a enorme dedicação da Soninha, estamos apenas na primeira fase, ou seja, coleta e organização de colaborações e informações. Ótimo que a CO volte a respirar e nos convoque todos para a referida reunião. Acho isso um passo entusiasmante. Não estou entre aqueles que acham que o papel da CO esgotou-se com a realização do encontro. Ela teria mesmo que dar esse passo adiante. Após isso poderá até se renovar, aumentar o número de participantes, etc. Mas esse "Reencontro" é parte intrínseca de sua responsabilidade. Bem, quanto ao livro eu acho que nada deve ser interrompido. Porque não continuar a produzir e coletar material?. No Reencontro é apresentado o estágio em que o projeto se encontra, como sua estrutura está pensada, etc. E o Reencontro então toma suas decisões, muda alguma coisa, agrega especialistas, discute-se pontos que ainda estão indefinidos, como o que se pretende do livro em termos de tamanho, forma, divulgação/distribuição, financiamentos, etc. De forma alguma o trabalho feito até agora será perdido, e seria uma pena interrompê-lo. Da mesma forma, penso que as outras idéias devem também continuar a ser maturadas. Claro que, com a expectativa da reunião do Reencontro (essa expectativa, tão desejada, não

existia até então) diz-nos o bom senso que não devem ser tomadas decisões de difícil retorno (como por exemplo, o aluguel de uma sede para um Cube Cruspiano), mas de resto minha idéia é que devamos dar continuidade à maturação de alguns projetos, apenas agora sabendo que tudo deverá ser discutido e referendado no Reencontro. Abraços cruspianos, Álvaro

- Querido Álvaro, Continuamos falando a mesma língua, com o mesmo espírito cruspiano. É evidente que tudo que foi falado, apresentado e sugerido a respeito do livro, não só significa um avanço, mas também, o início de um trabalho concreto. O problema é que após o CRUSP 68, alguns ainda estão de ressaca (afinal, foram dois meses de preparação) e curtindo as merecidas férias. Outros, retornaram ao trabalho e não desgrudaram do banho cívico do CRUSP 68. O fato é, que estamos juntos nesta empreitada, não por acaso (você precisa ouvir mais a Maria do Carmo e olhe que eu nem conversei com ela), mas por algo mais forte que você teima em não conseguir definir. É vivendo que se aprende e ainda temos muito a aprender. Como eu lembrei do Nelsinho, também temos muito a aprender com o Molina e a Fúlvia, o Sílvio Preto e tantos outros que já estão incorporados em novas missões. Não nos esqueçamos nunca, que fomos e seremos uma eterna família cruspiana. Um forte abraço, Teco

- Caros colegas. Parece-me que estou de volta ao Crusp de 63 a 66. Diversos grupos brigando com o vento. Vejam que não me referí aos dois últimos anos. Nesses o Crusp involuiu

Na nossa pobre opinião criamos ou não uma forma de viver? Era boa? Se a resposta em suas cabeças for sim, então temos muito que passar para as juventudes que virão. Aos govêrnos e dirigentes escolares, teremos que convencê-los, pois a mim eles continuam refratários aos agrupamentos. A forma de fazer é através da palavra documentada (seja na forma de livro,jornal, mídias eletrônicas, palestras, etc). Nos dias que iniciamos o nosso bate papo atual, percebí que muitos acharam que haviam passado um apagador no que ocorreu no Crusp em 1968. Agora temos excelente oportunidade de sanar isso. Todos sabem como fazer Portanto parem de divergir e passem a relatar as coisas que ocorreram na estada de cada um no Crusp, mesmo sem o rigor documental. Isso dará todo os subsídios necessários para que futuramente os historiadores e outros "experts" possam traçar um perfil mais próximo do real. Hoje o pouco que está escrito não é completo. Mesmos os nossos relatos ficarão incompletos. Caberão aos estudiosos posteriormente fazerem essas justaposições. Por favor podem até continuar esssas divergências, mas enviem os seus relatos, os mais fiéis possíveis, para ficarem registrados e passíveis de discussão e complementações. Muito obrigado, meus eternos cruspianos. (Lembro-me de ASterix e Obelix) Avante moçada. Prandi

- Queridos Amigos, O tempo está quente de verdade e acho que esquentou os ânimos. Talvez seja ansiedade ou vontade de fazer acontecer, mas nem sempre é possível fazer tudo, sabemos disso. Vejam, Teco Silva se manifestou, assim como ele quase todos da

CO todos estão fora de SP e muitas vezes sem acesso a internet. Remo Fevorini chegou na 6a e não cobseguiu entrar no site do CRUSP68 para saber o que esta acontecendo. Temos que baixar a bola, ninguém é dono da verdade, está faltando diálogo, olho no olho, o encontro. Se Soninha quiser escrever um livro ela escreve; se Watanabe quiser montar um partido ou uma ONG ele monta; Rute sugeriu um ponto de encontro - perfeito; Ana Marangoni o livro de poemas; Alvaro com livro de causos, ele escreve. "Santos" Deus, somos livres, independentes, maiores de 60... Temos que ser empreendedores, uma ação não invalida a outra. Qual o problema? abraços, Malu

- Que é isso Malu? O livro da Soninha???? Você só pode estar brincando.... Eu, hein! Escrever um livro sózinha? Nunca pretendi..... Acho que nesta vida tudo é nosso. Muito mais as memórias de um grupo....... Trabalho em conjunto é o que foi proposto e é o que aceitei. Nada mais. Nem a idéia foi minha. Nem esse mérito eu tenho..... Mas, apesar disso eu a defendo.... trabalho em equipe, participativo, onde todos podem ter seu espaço para opinar, criticar, decidir, mudar, etc. Tudo dentro de uma atitude democrática, de cumplicidade e respeito..... Confesso que lancei um sumário tentativo, explicando que estava absolutamente sujeito a mudanças, confesso que fiz uma capa, mas isso foi só pela minha preocupação estética e porque gosto

de brincar com o computador. Jamais passou pela minha cabeça usá-la , muito menos o nome que coloquei, que nem sequer sugeri para votação. Poderia ter feito se estivesse convencida dele. Nada disso era válido. Era estético para que tenha pinta de livro, para que tenham outras idéias e façam como deve ser feito. Compartilho totalmente a idéia de que nosso livro não deve ter um conteúdo exclusivamente político. Se quiserem me chamar de defensora da idéia do livro, aceito. Qualquer um pode escrevê-lo. Se for outro grupo, está bem também. Soninha

- Aqui em casa, filhos e pais nos conhecemos por uma característica humana que nos tem ajudado muito, a qual apelidamos de "5 minutos". É que em qualquer situação de altercação há a fase dos primeiros 5 minutos em que parece que a casa vem abaixo e se diz qualquer tipo de besteira que vem à boca. Passados os 5 minutos é um tal de beijar e pedir desculpas..., que na maior parte das vezes nos põe todos a rir. > E assim vamos levando a vida... E como dizia o grande Barão de Itararé "a gente leva da Vida a vida que a gente leva". > Então para todos nós, o Don't Worry, Be Happy, do Bob Marley: http://www.youtube.com/watch?v=eWOKB4CoAg&feature=related > E vamos levando a vida... > Álvaro > > Don t Worry, Be Happy (Bob Marley) Reggae Adicionar aos Favoritos do Ilhado

- isso mesmo Álvaro... vou ser feliz!!! Vou pôr meu biquini, lavar o quintal, curtir minhas cachorras e os canários. Depois abrirei uma cervejinha e curtirei passar a roupa acumulada por causa da chuva e viagens. Alguém tem que fazer o trabalho "sujo" aqui em casa, e esse alguém sobrou pra mim. (que bom!) Nada melhor que musica e cerveja para fazer esse tipo de trabalho; a vizinhança até vai pensar que contratei empregada nova. Isso porque, enquanto trabalho: eu danço, canto, converso com os bichos etc... etc. Não aparecerei por aqui até que tudo se acalme, afinal estava aqui para me divertir com um trabalho legal. Já deu para ver que lidar com gente é MUUUUITO mais difícil. Não tenho essa habilidade e talvez por isso me dê tão bem com os animais. Pois bem , como dizia a XUXA : foi bom brincar com vocês... foi bom ficar com vocês... mas agora amiguinhos... Para todos vocês: muito trabalho, muita sorte, muito saco, muita paciência, muito "tudo" que precisarem e quiserem. Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim... (musicado) Celinha

Aqui termina minha parte nessa estória... E quem quiser que conte outra... outras... muitas outras.