Porque nem todos são curados?

Bispo Genésio Marins de Carvalho Jr.

Essa é a pergunta que ecoa aos ouvidos de todos nós, principalmente nós que servimos a Deus há muitos anos e, com certeza vivenciamos histórias de amados irmãos que faleceram em virtude de alguma enfermidade. Para entendermos melhor essa questão, precisaremos analisar uma série de aspectos a fim de chegarmos a uma conclusão madura e equilibrada acerca desse tema. A) Ser curado é a regra. (MC. 16:16) “Imporão as mãos sobre os enfermos e eles serão curados”. A mente crítica sempre tenta fazer da exceção a regra. Para cada pessoa que não foi curada, existem milhares que alcançaram a cura. Todavia é próprio da natureza humana, ressaltar o negativo acima do positivo, o mal acima do bem. Quem nunca ouviu o ditado:“Notícia ruim corre rápido”? Consequentemente a boa notícia encontra dificuldade em ser divulgada. B) Há uma condição estabelecida por Deus para que haja a cura (JO 15:7) “Se as minhas palavras estiverem em vós e vós estiverdes em mim, pedireis o que quiseres e vos será feito”. Podemos nos perguntar: “Como entender essa Palavra de Jesus? Teria Ele exagerado?”. Não haverá cura se não houver a substância da palavra, tanto em quem ministra quanto em quem recebe a oração. Existiu um homem paralítico dos pés, nunca havia andado, ao ouvir a Palavra de Deus obteve fé para ser curado e recebeu a cura. (At 14:9-10) O detalhe é que a Bíblia diz que Paulo viu que ele tinha fé e agiu também com fé dizendo: “Levante-se! Fique em pé!” Com isso o homem deu um salto e começou a andar. Quando estamos Nele e Sua Palavra está em nós, pensamos diferente, agimos no Espírito do Senhor e não vamos pedir de forma infantil ou algo que não esteja dentro do propósito Divino. “Se vivemos no Espírito, andamos também no Espírito.”. (Gl 5:25)

A Palavra de Deus em nós gerará uma palavra de fé, capaz de nos habilitar para receber a cura. Jesus disse a certa mulher: “Por causa dessa palavra vai, sua filha já está curada!”. Observem que a Palavra de Deus gerou nela uma atitude que a levou a alcançar a cura de sua filha. C) Deus é soberano, a última palavra é Dele. Quem cura é Deus, não o homem, porém podemos mudar sentenças, circunstâncias, quadros clínicos através da oração. Não temos o direito de não crer no milagre, temos que orar até o fim. A decisão final é de Deus. Lembram do caso do rei Ezequias? O profeta Isaías, em nome do Senhor, disse-lhe: “Põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás!” ( Is 38:1 e 2) Ezequias poderia se acomodar com essa palavra, afinal ela viera de Deus, era uma sentença, mas ele lutou em oração e conseguiu mudar a decisão Divina. A Bíblia narra que o profeta ainda estava no pátio do palácio indo embora e simultaneamente, em seu quarto, Ezequias orava e pedia a graça e a misericórdia de Deus. Então Deus disse ao profeta: “Volta e dize a Ezequias, ouvi a sua oração e vi suas lágrimas, dar-te-ei mais quinze anos de vida.” Outro caso interessante foi o de Davi, quando Bate-Seba concebeu um filho dele, fruto de um relacionamento ilegítimo. (2Sm 12:14-20) O profeta disse: “O menino morrerá!”. Conhecedor do coração de Deus, Davi pôs-se a orar e implorar ao Senhor em favor da criança, jejuou e passou a noite em vigília, sete dias depois a criança morreu. Os conselheiros de Davi recearam em dar-lhe a notícia da morte da criança, temendo a reação dele. Mas, para a surpresa de todos, o rei ao ser comunicado sobre o acontecido, levantou-se, lavou-se, perfumou-se, trocou de roupa, entrou no santuário e adorou ao Senhor, aceitando a soberania de Deus e a decisão tomada por Ele. Seus conselheiros, curiosos, perguntaram-lhe a respeito de sua atitude após a morte da criança, dizendo eles. “Enquanto a criança estava viva, jejuaste e choraste, mas agora que a criança está morta te levantas e come?” Ao que ele respondeu: “Enquanto a criança ainda estava viva, jejuei e chorei e pensava ‘Quem sabe o Senhor tenha misericórdia de mim e deixe a criança viver’ , mas agora ela morreu, porque deveria eu jejuar? Poderia eu trazê-la de volta à vida. Irei eu até ela, mas ela não voltará até mim.” Davi demonstrou que a decisão final sempre será de Deus, contudo podemos lutar por um milagre, pois Deus pode mudar uma decisão já tomada. Há um equilíbrio a ser alcançado entre aceitar a soberania de Deus e lutar por uma cura. A soberania do Senhor não deverá anular nossa ousadia no espírito. As coisas encobertas são para Deus e as reveladas para nós. (Dt 29:29) Nem sempre saberemos “os porquês” de tudo, nem sempre teremos todas as respostas, nem sempre concordaremos com todos os acontecimentos, foi mais ou menos isso que Jó pensou quando recebeu uma série de notícias negativas, de perdas irreparáveis, ele posicionou-se dizendo: “O Senhor deu, o Senhor tomou. Bendito o nome do Senhor!” (Jó 1:21) Existem algumas histórias na Bíblia que se nós, humanos, pudéssemos mudaríamos o desfecho, ou esconderíamos algumas informações. Porém isso prova ser a Bíblia, Palavra de Deus e não humana. Seria por exemplo o caso de Moisés, depois de tudo que passou durantes quarenta anos no deserto, ele não entrou na terra, apenas a viu por revelação. Penso que qualquer um de nós mudaria o final desse “filme”. E o caso do profeta Eliseu, homem de Deus que operou catorze milagres. Foram tantos outros sinais, revelações, conselhos e ministrações proféticas, no entanto morreu vítima de doença. (2Rs 13:14) Qualquer um de nós mudaria o final deste “filme”. Daríamos a ele longos anos de vida, paz e uma morte natural. Mas sabe qual é a razão disso tudo? Porque somos homens, mortais, falíveis e limitados e Deus é Deus!

Se Deus fizesse tudo o que nós queremos, Ele não seria Deus. Seríamos capazes de ver, pensar e decidir como Ele. Portanto, a Ele seja o louvor, a honra, a glória e o poder para todo o sempre. (Ap 5:13) BISPO GENÉSIO MARINS DE CARVALHO JÚNIOR Fonte da Vida - Europa

Envie um e-mail ao Bispo Genésio: bispogenesio@yahoo.com.br

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