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Tomografia Computadorizada

Alexandre Kuster kusterpetropolis@homail.com

ASPECTOS HISTÓRICOS.
• A tomografia computadorizada como método de diagnóstico por imagem foi apresentada à sociedade científica no ano de 1972 por Godfrey N. Hounsfield - engenheiro eletrônico na Inglaterra.

• O método obteve grande repercussão, particularmente pelas suas propriedades de avaliação de tecidos "moles" como os músculos, as vísceras e o parênquima cerebral, até então difíceis de serem demonstrados.

do acidente vascular cerebral. Até a sua introdução. só podia ser feito de forma clínica ou com maior segurança na abordagem cirúrgica. ou mesmo. .• A introdução desta técnica revolucionou o diagnóstico neurológico. a avaliação do hematoma no trauma cranioencefálico.

O MÉTODO • A tomografia computadorizada é um método de diagnóstico por imagem que combina o uso de raios-X obtidos por tubos de alta potência com computadores especialmente adaptados para processar grande volume de informação e produzir imagens com alto grau de resolução. .

• O tubo de raios-X está disposto no interior do corpo do aparelho em um dispositivo rotatório de forma justaposta a um conjunto de elementos que coletam o residual do feixe de radiação que atravessa o paciente e conhecidos por detectores. .

.• O conjunto de detectores constitui o principal elemento da coleta do sinal da tomografia e é responsável pela transformação da energia residual incidente em correntes elétricas que podem facilmente ser processadas por computador.

na Inglaterra. .O primeiro tomógrafo. engenheiro eletrônico. mas suficientemente potente para suportar o alto "calor" produzido pelos sucessivos bombardeios de elétrons. • O equipamento foi fabricado pela empresa EMI. incidia em dispositivos detectores da radiação residual. Hounsfield. • Foi apresentado por Godfrey N. após atravessar o corpo do paciente. em 1972. e constava de um tubo de raios-X simples de anodo fixo e alvo de dimensões relativamente exageradas (3 X 13 mm). • A construção dos cortes tomográficos (scans) se fazia por meio de um feixe estreito da espessura aproximada de um lápis que.

• Quarta geração. os equipamentos de tomografia são classificados em quatro tipos: • Primeira. .CLASSIFICACAO DOS TOMOGRAFOS • Conforme o movimento de varredura. • Terceira. • Segunda.

Primeira geração. • • • • Feixe em forma de lápis. um detector. tempo de varredura entre 4 a 5 minutos. . movimento de translação do sistema tubo/detector.

• Feixe em forma de leque. • Movimento linear do sistema tubo/detectores com rotações maiores (30°). . • Tempo de varredura em torno de 20 a 60 segundos. Segunda geração. • Múltiplos detectores (cerca de 30).

Terceira geração. . tempo de varredura em torno de 1 a 2 segundos. movimento de rotação do sistema tubo/detectores. múltiplos detectores (288 a 700). • • • • Feixe em forma de leque.

• • • • • Feixe em forma de leque. Tempo de varredura em torno de 1 a 2 segundos. Movimento de rotação somente do tubo de raios X.Quarta geração. . Detectores fixos. Múltiplos detectores (ate 2 mil).

enquanto a mesa é movida para o interior do gantry em uma velocidade constante e com a radiação ionizante desenvolvendo uma trajetória em espiral.TC helicoidal • O diferencial desse tipo de exame é a aquisição volumétrica de dados. . feita de modo continuo.

destacando-se: evolução.Novos conceitos foram introduzidos. . pitch e interpolação.

• E o giro de 360° do conjunto tubo-detectores.Evolução. O tempo de aquisição dos cortes influencia a velocidade de rotação do conjunto. Nos tomógrafos helicoidais o tempo de revolução médio e de 1 segundo. .

dividida pela colimação do feixe de raios X.Pitch • O termo pitch é definido na TC helicoidal como distancia percorrida pela mesa . • Nas aquisições de imagens helicoidais com pitch de 1:1.durante um giro de 360° . • Representa a razão entre o deslocamento da mesa e a espessura de corte. observa-se que a mesa desloca-se na mesma proporção da espessura do corte em cada revolução. .

e possível concluir que o tempo necessário para a aquisição de 20 imagens será de 10 segundos (considerando-se um tempo de revolução de 1 segundo). a mesa se deslocará em uma distancia equivalente ao dobro da espessura do corte por revolução. Nessas circunstancias. • Quanto maior o pitch. . menores serão o tempo de aquisição e a qualidade da imagem.• Se a relação do pitch for alterada para 2:1.

observa-se que as imagens efetivas apresentam espessura maior que a nominal. resultado do incremento na aquisição espiral.Interpolacão. interpolando dados nos próximos 180°. apresentam a forma de hélice. Para evitar que a espessura dos cortes apresentem variações muito amplas. . embora não perceptíveis ao olho humano. calculados pelo computador com base nas informações obtidas a partir da primeira parte da aquisição. • A aquisição dos dados no sistema helicoidal gera imagens que. • Nos protocolos em que se faz necessário o uso de pitch superior a razão de 1:1. alguns equipamentos fazem a aquisição dos dados em apenas 180° do movimento do tubo. resultado da aquisicdo em espiral.

• Exemplo: para um equipamento com oito fileiras de detectores.dessa forma. a cada revolução (giro do gantry de 360°). .TC multislice (multicorte) • Os equipamentos de tomografia possuem mais de uma fileira de detectores. são gerados vários cortes. serão gerados oito cortes.

O EQUIPAMENTO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA. • Mesa de comandos. • Computador para processamento das imagens. . • Mesa de exames. • Corpo do aparelho (gantry). • Unidade de distribuição de força.

que são grupos de sensores que recebem a radiação atenuada pelo feixe de raios X e transformam-na em impulsos elétricos.EQUIPAMENTOS DA TC Gantry • O gantry constitui-se em um sistema no qual dados são recolhidos para serem processados e transformados em imagens pelo computador. . E composto pelo tubo de raios X e pelos detectores.

. Botões controladores dos movimentos da mesa e do “gantry”. normalmente refrigerado a óleo e com dupla pista focal Conjunto de detectores.tem por função controlar o kv e o mAe ainda receber os dados coletados pelo DAS STC (Stationary Computer).é responsáveis pela interpretação dos comandos do painel de controle com sistema. Motor para rotação do tubo. Painel identificador do posicionamento da mesa e do “gantry”. DAS (Data Aquisition System).Coleta de dados dos cortes tomográficos OBC (On-board Computer).“GANTRY” • • • • • • • • • • • Tubo de raios-X. Motor para angulação do “gantry”. com potência de cerca de 50 KW. Dispositivo “laser” de posicionamento.

T tubo de raios X. R sentido de rotação do tubo de raios x.Figura 11: “gantry” sem a capa de acabamento. D conjunto de detectores. . X feixe de raios x.

.O TUBO DE RAIOS-X DO TC • O tubo de raios X da TC é bastante semelhante ao utilizado nos equipamentos de raios X geral • Possui um sitema de refrigeração muito eficiente.000 cortes. • “mult slice”aproximadamente 500. devido as exposições muito longas e as altas doses de exposição.000 cortes. Normalmente refrigerado a óleo Vida média de: • Helicoidais cerca de 100.

O TUBO DE RAIOS-X DO TC .

DETECTORES • Os detectores nos equipamentos de tomografia são tão importantes quanto o tubo de raios-X. Distinguem-se basicamente dois tipos de detectores: Os de cristais luminescentes e os de câmara de ionização. Estabilidade. . As principais características dos detectores estão relacionadas com: • • • • Custo. Eficiência. • O custo dos detectores é o principal fator dos altos preços dos TCs atuais. Velocidade.

Detectores de Cristais Luminescentes .

Detectores de Câmara de lonização .

Os detectores podem ser: • SÓLIDOS: que se tornam fluorescentes quando irradiados. porem são difíceis de serem produzidos e mais caros. mais baratas e mais rápidas. • PREENCHIDOS POR GÁS: são câmara de ionização preenchidas por xenon. . porem fáceis de produzir. são menos eficientes (40 a 60%). são compostos por elementos de terras-raras e possuem maior eficiência (75 a 80%).

. seu movimento interfere no nível de corte e na sincronização perfeita com o gantry.Mesa • A mesa determina o posicionamento dos pacientes.

Teclado alfa-numérico. . Monitor para processamento das imagens. Mouse.A Mesa de Comando • • • • • Monitor para planejamento dos exames. Sistema de comunicação com o paciente. trackball.

Acessórios .

.PDU • O PDU é o dispositivo responsável pela alimentação da corrente elétrica do equipamento principal e dos diversos acessórios que compõem o sistema de tomografia computadorizada.POWER DISTRIBUTION UNIT . • Trifásico com tensão de entrada de 480 Volts. • O PDU pode estar localizado em uma sala a parte do sistema de TC para que possa ser refrigerado com temperaturas mais baixas (17 a 19 graus) e assim obter maior estabilidade de funcionamento do equipamento.

Estação de aquisição e processamento de imagens • Workstation para planejamento. exibição. aquisição. processamento. .documentação e armazenamento de imagens.

geralmente entre 256 e 1024 (512 mais comuns). MATRIZ • Numero de linhas ou colunas de pixels que compõem a imagem. assim. possuem pixel. uma imagem formada por inúmeros pixels. Imagens exibidas em matriz quadrada. é uma imagem tridimensional. representada pela espessura de corte. voxel e matriz como elementos básicos da imagem digital. O conjunto de pixels esta distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. . representado na TC por um ponto (quadrado) em escala de cinza atenuado pelo feixe de raios X.PRINCIPIOS DA RECONSTRUÇÃO DA IMAGEM • As imagens da TC são exibidas em um monitor para observação e gravadas em filme para interpretação e armazenamento. VOXEL • E o pixel com volume e profundidade. PIXEL • É a menor unidade da imagem.

Exemplo: uma matriz baixa, de (256 X 256), gera uma imagem de menor resolução, enquanto uma matriz de 512 X 512 gera uma imagem de maior resolução, ou seja, quanto maior a matriz, melhor a resolução da imagem.

O CAMPO DE VISÃO – FOV (FIELD OF VIEW)
• O campo de visão refere-se à área examinada pela tomografia. Normalmente o FOV é definido em centímetros. Assim, é normal estabelecer um FOV de 22 cm para o estudo tomográfico do crânio.
Exemplos de Campos de Visão (FOV) Crânio 22 cm Tórax 35 cm Abdome 40 em Joelho 18 cm Face 14 cm

Coluna

14 cm

O CAMPO DE VISÃO – FOV (FIELD OF VIEW) .

• Osso +1000 UH – Hiperdensas • Água 0 UH • Ar . assumirão valores negativos.ESCALA DE HOUNSFIELD • Sendo o valor numérico resultante da atenuação dos feixes de raios x. a escala de UH é a maneira que temos de quantificar estas densidades. hipoatenuantes. • Adotando.1000 UH . hiperatenuantes. assumirão valores positivos e estruturas menos densas.Hipodensas . as estruturas mais densas.se a água como referencial de atenuação zero. no voxel.

além de demonstrar zelo com o exame. B: janela “aberta” baixo contraste. • • • • Uma boa documentação. As imagens devem ser documentadas levando-se em consideração qual o tecido de maior interesse (assunto) e. de baixo contraste. O tecido de interesse é estabelecido pelo nível da imagem (Window LeveI) ou WL O contraste da imagem depende da amplitude da janela (Window Width) ou WW. na medida do possível. o contraste da imagem. pode ser decisiva para uma correta interpretação do estudo.A documentação tomográfica A: janela “fechada” alto contraste. . Janelas muito amplas apresentam imagens tomográficas acinzentadas e. evidenciando-se. portanto.

cortical óssea. • Lung: Parênquima pulmonar. Músculos e Vísceras. • Bone: Ênfase aos tecidos ósseos. • Standard: Tecidos moles no adulto. . Músculos e Vísceras. • Edge: Ênfase aos tecidos ósseo densos. • Detail: Tecidos moles no adulto.FILTROS DE IMAGEM • Soft: Tecidos moles em crianças.

Standard: Tecidos moles no adulto. . Músculos e Vísceras.

Lung: Parênquima pulmonar. .

Bone: Ênfase aos tecidos ósseos. .

. • Alta tecnologia computacional.O EQUIPAMENTO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA • Single-slice. • Multi-slice • tubo de raios-X de alta que permite uma rápida dissipação do calor. • Os detectores de cristal luminescente que permite tempos de respostas mais curtos.

com maior números de reações adversas e baixo custo . vesical e retal.com baixa osmolaridade. Em 60 a 80% das TC são utilizados meios de contraste. A dose administrada de contraste iodado iônico ou não iônico é de 2 ml/kg. As vias para sua administração podem ser oral. . é excepcionalmente sensível aos meios de contraste e pode detectar anormalidades relacionadas as doenças pela distribuição de uma dose intravenosa de contraste. No entanto. Na tomografia podem ser utilizados dois tipos de contraste: iônico de alta osmolaridade .e não iônico .MEIOS DE CONTRASTES A TC não pode criar contraste onde não existe. intravenosa. menor número de reações adversas e alto custo.

nesses casos. edema pulmonar. convulsões e parada cardiorrespiratória. fraqueza. • As reações são divididas em leves. edema de glote e crise de bronco espasmo. urticária. como qualquer produto farmacêutico. moderadas e graves. edema facial. com perguntas do tipo: . Porem. Para diminuir o risco de reações adversas. são: náuseas. urticárias e vômitos. é necessária a hospitalização do paciente. elas podem ocorrer. • Reações adversas moderadas envolvem tontura. • São exemplos de reações graves: choque hipotensivo.Reações adversas do meio de contraste • Reações adversas aos meios de contraste modernos para tomografia são muito raras. mais freqüentemente observadas. os profissionais de saúde devem questionar o paciente sobre sua historia medica. • As reações leves.

O EXAME TOMOGRÁFICO .

.

DELAY • Na TC existe o delay. que é o tempo de espera para que o contraste chegue na região a ser estudada. • Fase tardia: após 360 segundos. . • Fase de equilíbrio: 120 a 360 segundos. • Fase venosa: 60 a 120 segundos. • Alguns exemplos de delay: • Fase arterial: 20 a 40 segundos.

Filtro: recurso algoritmo usado nos processos de reconstrução das imagens. Scout: imagem digital usada no planejamento. Espessura: tamanho do corte realizado. Supine: paciente em decúbito ventral. e preciso seguir alguns parâmetros técnicos. Right: referente ao lado direito. . Alguns dos termos mais comuns na especialidade são: FOV ou field of view (campo de visdo): área de interesse. Left: referente ao lado esquerdo.ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE POSICIONAMENTO • • • • • • • • • • • • • • • • • Na aquisição dos exames de TC. Prone: paciente em decúbito dorsal. GAP: espaço sem imagem entre os cortes. Delay: tempo de espera entre o inicio da injeção do contraste e a aquisição dos cortes. WW (window width): janela. Incremento: deslocamento da mesa de exames por corte. WL (window length): nível. Pitch: razão entre o deslocamento e a espessura do corte. Feet first: paciente com os pés dentro do gantry. Head first: paciente com a cabeça dentro do gantry.

• No trauma crânio encefálico. . • Nas doenças vasculares. • Nas doenças degenerativas.TC CRÂNIO A tomografia de crânio está indicada: • Nos tumores do encéfalo. • Nos processos infecciosos. • Nas malformações.

sendo preferível os meios não iônicos. • 1 ml/kg na TC helicoidal. • O contraste utilizado é à base de iodo. • Normalmente: • 2 ml/kg na TC convencional. • O volume a ser administrado é determinado pelo médico que supervisiona o exame. quando o objetivo for o contraste de vasos arteriais e/ou venosos. como nos casos de tumores vascularizados e nos processos infecciosos ou. ainda. .Contraste • O contraste em TC é utilizado sempre que houver uma ruptura da barreira hematoencefálica. pela sua menor toxicidade.

de modo que a LIOM fique a 25° da vertical. cortes linha • Uma posição comum para a obtenção de imagens por TC do crânio é obtida quando o queixo é deprimido e é colocado um apoio sob a cabeça. .Posisionamento • parâmetro paralelos à orbitomeatal.

• Com cortes desta espessura. variando entre 2. • Os cortes supratenporiais são realizados em geral com 8 ou 10 mm. . 3. e podendo chegar até 5 mm.• Os cortes da fossa posterior são em geral mais finos. reduz-se a magnitude dos artefatos produzidos pela massa óssea densa correspondente à porção petrosa do osso temporal.

será importante manter o mesmo posicionamento do paciente antes e após a injeção do meio iodado. indo do forame magno até o córtex cerebral. OBS.: Quando o exame for realizado em duas fases (sem contraste e com contraste). .• • O planejamento abrange um número de cortes entre 15 e 20.

• É conveniente manter na primeira exposição o “scout” com as linhas de referência. • Um filme com 19 imagens + scout (com contraste). • Um filme com janela óssea (se necessário). .Documentação: • Um filme com 19 imagens + scout (sem contraste).

O CRÂNIO EM CORTES CORONAIS O posicionamento do paciente é semelhante à posição de Hirtz. . Neste caso. utilizada na radiologia convencional. Alguns equipamentos permitem o posicionamento em decúbito dorsal. o paciente fica com a cabeça numa posição mais baixa em relação ao corpo.

.Em ambos os posicionamentos. no entanto. se faz necessário angular o “gantry” para que os cortes se aproximem da perpendicularidade da linha orbitomeatal (LOM).

.• Cortes de 5 mm -Incremento 5 mm.

• O exame tomográfico dos seios paranasais deve ser feito em dois planos. 3. • Os cortes axiais com 5 mm de espessura Incremento 0 (zero) são paralelos ao palato duro e iniciam num plano abaixo dos recessos alveolares e ultrapassam o limite superior dos seios frontais (aproximadamente 20 cortes) (Fig.9). • O campo de visão deve estar ajustado às dimensões das cavidades paranasais. Seios Paranasais . O axial e o caronal. (Aproximadamente 15 cm).

• A série coronal deve. preferencialmente. . comuns nos processos agudos. ser obtida com o paciente em decúbito ventral e com o mento apoiado sobre material radiotransparente (isopor) Nesta posição torna-se possível elucidar eventuais níveis líquidos.• Os cortes no plano axial: devem ser documentados com duas janelas: • Partes moles • Tecido ósseo.

• Os cortes no plano coronal frequentemente são de menor espessura que os axiais. • Ou utilizando-se apenas uma janela intermediária.Os cortes coronais • A critério do médico radiologista. 3 mm de espessura com 4 mm de incremento. podem ser documentados com duas janelas: • Partes moles • Tecido ósseo. .

.• Nas sinusopatias. rinites e em outras doenças comuns das vias aéreas. não se faz necessária a administração do meio de contraste. • Estas patologias representam mais de 90% das solicitações.

Documentação • Série Axial  Um filme para partes moles. (Fig.12). 3.11 e 3.13) . (Figs. 3.  Um filme para ossos.

3. • Série Coronal  Um ou dois filmes com janela intermediária (20 a 30 imagens) (Fig.14).• Dezenove imagens por filme + scout com referência. .

tromboembolismo pulmonar. . processos infecciosos e tumores em geral. É também um método altamente eficaz no estudo dos grandes vasos.Tórax • O estudo do tórax na tomografia computadorizada é o método de escolha no diagnóstico diferencial das patologias que afetam o parênquima pulmonar.

• • • • • • Análise do parênquima pulmonar. Integridade do arcabouço ósseo.Principais objetivos do exame do tórax na TC. Análise da distribuição vaso brônquica. Análise das estruturas mediastinais e hílares. Análise dos grandes vasos e área cardíaca. Pesquisa de tromboembolia. .

• O volume de contraste em média é de 1.Contraste. poderá ou não ser realizado com meio de contraste iodado.5 mL por kg de peso. Deve ser administrado por meio de bomba injetora a uma velocidade de 2 a 3 mL por segundo. Os cortes tomográficos são adquiridos aproximadamente com 30 segundos do início da injeção. . • A critério do radiologista.

preferencialmente. são a referência para a conclusão do estudo. . Neste nível observamos com freqüência as glândulas supra. (pitch2:1) Cortes. numa única apnéia.renais. muitas vezes. que. • A varredura inicia-se no plano superior aos ápices pulmonares e ultrapassa os recessos costo-frênicos.• Os cortes são feitos com aproximadamente 10 mm de espessura a cada 10 mm (incremento de 10 mm) em aquisição helicoidal e.

Utilizando o topograma no plano coronal para se marcar o inicio da varredura nos ápices pulmonares e o fim nos seios costofrênicos. O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal. Com membros superiores abduzidos. com o plano coronal em perpendicular ao plano transversal. .Posicionamento do paciente.

nas compressões radiculares. nos processos infecciosos e nos tumores desta região.Coluna Vertebral • O estudo da coluna vertebral por meio da tomografia é indicado nos processos degenerativos. . nos traumas.

isto é: os níveis L3-L4. • O campo de visão deve estar ajustado às pequenas dimensões das vértebras. L4-L5 e L5-S1. cerca de 14 cm. • A aquisição é feita preferencialmente em bloco com cortes em torno de 0.5 mm.• O exame de rotina da coluna lombar compreende os três últimos segmentos. Os cortes são adquiridos em filtro standard. devendo ainda serem reconstruídos com filtro ósseo para documentação própria. .

• Janela.Documentação • Filme formatado 20:1 .óssea . • Janela de partes moles.Com referências dos níveis de corte.