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br

VENDA DIRETA
Fenômeno nacional, modalidade surgida
no século passado depende como
nunca de embalagens convincentes

SUSTENTABILIDADE
Tudo pronto: vem aí a segunda
etapa do Ciclo de Conhecimento

RÓTULOS: A oferta de materiais auto-adesivos irá crescer • ENTREVISTA: Os 45 anos do ITAL


eDiTorial }}} A ESSÊNCIA DA EDIçãO DO MÊS, NAS PALAVRAS DO EDITOR

Estar na luta é em si uma vitória


ificilmente haverá, se é que atingir a marca de 16 000 assinantes. O PrÊ-

D
existe, alguém que não se sin- mIO EmbalagEmmarca – graNDES caSES DE
ta satisfeito e feliz ao ver seu EmbalagEm surgiu como notável referência
trabalho reconhecido. A apro- para o setor já em seu lançamento, no ano
vação ao resultado do empe- passado, e este ano registrou significativo
nho pessoal ou de um grupo articulado é crescimento no número de inscrições. A
sem dúvida um estímulo a fazer as coisas mais recente iniciativa, o cIclO DE cONHE-
sempre mais bem feitas. Assim, a máxima cImENTO, com os Seminários Estratégicos
pregada pelo barão de Coupertin ao criar de Embalagens Flexíveis e de Sustentabi-
os modernos Jogos Olímpicos, de que “o lidade em Embalagens, fixou a plataforma
importante é competir”, faz total sentido: para, no próximo exercício, desenvolvermos
estar na disputa – seja no esporte, seja na uma grade mais intensa e mais profunda de
vida pessoal ou nos negócios – é sempre eventos de transformação, como os denomi-
uma fonte de força desde que haja vontade namos internamente. Aguardem.
de permanecer. Simplesmente, estar na luta Enquanto isso a equipe já está envolvida
é em si uma vitória. no planejamento para 2009, com destaque
Essas reflexões derivam da auto-análise para a edição de junho de EmbalagEm-
permanente daquilo em que nos empenha- marca, quando a publicação completará
mos em produzir. Não nos atemos ao êxito dez anos de lançamento. Além de vir a A equipe já
de EmbalagEmmarca, hoje o carro-chefe da consagrar-se como uma edição histórica por
Bloco de Comunicação e reconhecidamente seu conteúdo e pelo jubileu que simbolizará, está envolvida
a mais importante publicação de negócios do
setor de embalagem no Brasil. Para alegria
a revista será o centro de uma série de ações
conjuntas e convergentes das demais inicia-
no planejamento
da equipe, outras iniciativas da empresa, tivas que giram em torno do título Embala- para 2009, com
que complementam a missão da revista de gEmmarca.
transformar informação em conhecimento, Por ser este um momento do ano em destaque para a
estão consolidadas e são crescentemente
prestigiadas.
que a maioria das empresas se organiza para
planejar suas ações no exercício seguinte,
edição de junho
O site www.embalagemmarca.com.br, deixamos aqui o convite para que entrem em de EMBALAGEMMARCA,
com a versão eletrônica da revista em portu-
guês e castelhano, e com informações atua-
contato com nossa equipe a fim de analisar
a possibilidade de estarem presentes nesse
quando a revista
lizadas diariamente, recebe número cada vez conjunto de oportunidades. Até outubro. completará dez
maior de visitantes brasileiros e estrangeiros.
A newsletter semanal eletrônica acaba de Wilson Palhares anos de lançamento

EMBALAGEMMARCA é Diretor de Redação: Público-Alvo


uma publicação mensal da Wilson Palhares | palhares@embalagemmarca.com.br EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
Bloco de Comunicação Ltda. Reportagem: redacao@embalagemmarca.com.br
Rua Arcílio Martins, 53 Flávio Palhares | flavio@embalagemmarca.com.br ocupam cargos de direção, gerência e super-
CEP 04718-040 Guilherme Kamio | guma@embalagemmarca.com.br visão em empresas integrantes da cadeia de
São Paulo, SP Marcella Freitas | marcella@embalagemmarca.com.br embalagem. São profissionais envolvidos com
Tel.: (11) 5181-6533 Departamento de arte: arte@embalagemmarca.com.br o desenvolvimento de embalagens e com poder
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www.embalagemmarca.com.br assistente de arte: José Hiroshi Taniguti | hiroshi@embalagemmarca.com.br
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trias de bens de consumo, tais como alimentos,
iLustRAçãO dE CAPA: ALEXANdRE CARvALHO

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Ivan Darghan | ivan@embalagemmarca.com.br necessariamente a opinião da revista.
SuMÁrIO }}} Nº 108 }}} SETEMBRO 2008

Cinco perguntas para 8 12


Ciclo do
conhecimento
Antonio Carlos teixeira Álva-
seminário sobre
res, diretor-superintendente da
sustentabilidade foca o
Brasilata e um dos fundadores
mercado de embalagens
do Fórum de inovação da Fgv

Reportagem de capa: Lavanderia 26


Vendas diretas 15 Ariel lança sabão líquido para rou-
pas e aposta na embalagem para
Mesmo livres das guerras do varejo, “aposentar” o detergente em pó
produtos comercializados diretamente ao
consumidor dependem da embalagem

28 Redesign 30 Perfumes
Criação da L’acqua di Fiori
Após 85 anos, fermento é baseada em flor oriental
Royal muda de cara

Tintas 34 Entrevista 36
32
Coral muda nomes e Luís Madi fala das conquistas

Cuidados Pessoais
embalagens para e dos avanços da indústria
agradar às mulheres alimentícia nos 45 anos do
itAL – instituto de tecnologia
Com mudança profunda, embalagem de sundown ganha

52
de Alimentos
tampa translúcida e rótulo de alta complexidade técnica
Perfume
Prêmio EmbalagemMarca 48 Para evitar falsificações,
Cuba Paris muda formato de
frasco que lembrava charuto,
Labelexpo
2008 58
Mais uma vez, ampla divulgação – virtual e no
mas mantém caixa de papel Feira americana mostra
papel – dará destaque aos cases vencedores
cartão que imita charuteira que Brasil está na mira dos

62
grandes players mundiais de
Lynn
Auto-Adesivos
Dornblaser 64 rótulos e etiquetas

68
Entrada de novos fornece-
Especialista explica como
dores no mercado amplia
ofertas de substratos a sonoridade aplicada às Design
embalagens pode ser útil
divulgados os vencedo-
res do Prêmio Abre

72 Internacional
78 Rotulagem
No México e em outros países, cres-
ce o uso de saquinhos oxi-biodegra- Abiea anuncia ganhadores
dáveis para acondicionar pães de prêmio durante encon-
tro de convertedores

4 EmbalagemMarca setembro 2008


Editorial 3
A essência da edição do mês, nas palavras do editor

Na web 6
O que a seção de notícias de www.embalagemmarca.com.br
e a e-newsletter semanal levam aos internautas

Panorama 44
Movimentação do mundo das embalagens e das marcas

Painel gráfico 54
Produtos e processos da área gráfica para a produção de
rótulos e embalagens

Display 74
Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens

Almanaque 82
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens

www.embalagemmarca.com.br
SÓ na WeB
Uma amostra do que a seção diária de notícias de www.embalagemmarca.com.br e a e-newsletter semanal da
revista levam aos internautas

evento
display
Cerveja para Oktoberfest
Sagatiba Pura em A WOW! Comunicação desenvolveu para a Schincariol o
embalagem especial
rótulo da Eisenbahn Oktoberfest, cerveja que será comercia-
A cachaça Sagatiba Pura lizada na Oktoberfest 2008 em Blumenau (SC). O rótulo foi
ganhou um cartucho de inspirado nas cores azul e branca da bandeira da Baviera.
papel colorido, impresso
Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/eisenbahn
pela Rosset Artes Gráficas
e com design criado pela
AlmapBBDO. A tiragem é painel gráfico
limitada.
Indústria gráfica: campanha
Leia mais em pela valorização do impresso
www.embalagemmarca.
A Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), o
com.br/sagatibapura
Sindigraf-SP (Sindicato das Indústrias Gráficas dos Estado de
São Paulo) e a ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia
Gráfica) lançaram o selo “100% dos impressos em papel
fabricado no Brasil provêm de árvores de reflorestamen-
to” como início de uma Campanha Nacional de valoriza-
ção do impresso em papel. O objetivo é mostrar que o
painel gráfico papel e a impressão não são responsáveis pelos atuais
VCP no índice Dow Jones índices de desmatamento no País.
de sustentabilidade Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/papelok

A VCP é a mais recente companhia


brasileira a figurar no índice Dow internacional
Jones de Sustentabilidade, que reúne No Reino Unido, Coca Zero Zero 7
ações das empresas consideradas as
melhores em relação ao desempenho A Coca-Cola alterou o nome da Coca Zero para Coca
econômico, boas práticas ambientais e Zero Zero 7 no Reino Unido. A edição limitada do refri-
sociais. A VCP torna-se a oitava com- gerante faz parte da estratégia de lançamento do pró-
panhia brasileira a compor o índice. ximo filme da série 007, Quantum of Solace. Um rótulo
termoencolhível deu nova cara às garrafinhas de vidro
Leia mais em www.embalagem-
promocionais.
marca.com.br/vcp-dowjones
Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/coca007

panorama

100 000 toneladas de embalagens devolvidas


Desde 2002, ano em que o inpEV (Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias) começou a operar, RECEBA A E-NEWSLETTER
até agosto de 2008, o Brasil já encaminhou mais de 100 000 SEMANAL DE EMBALAGEMMARCA
toneladas de embalagens de defensivos agrícolas vazias para o Visite www.embalagemmarca.com.br/newsletter
destino final (reciclagem ou incineração). Nesse período, o pro- e cadastre seu e-mail.
grama recebeu investimentos superiores a 270 milhões de reais. Nosso boletim eletrônico, gratuito, é
publicado todas as quintas-feiras.
Leia mais em www.embalagemmarca.com.br/inpev100mil

6 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


perguntas
para antonio carlos
Teixeira álvares
diretor-superintendente ngenheiro, pós-graduado em Administração de Empresas

e
da Brasilata fala das e professor há mais de trinta anos no Departamento de

vantagens dos programas Produção da Escola de Administração de Empresas de


São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, onde também é
de incentivo à inovação um dos fundadores do Fórum de Inovação, Antonio Carlos
Teixeira Álvares é presidente do Sindicato Nacional da Indústria de
nas empresas Estamparia de Metais (Siniem).
Teixeira é também diretor-superintendente da Brasilata S/A, empresa
em que está desde 1977 e em que foi um dos responsáveis pela adoção
das técnicas gerenciais japonesas em meados da década de 1980. Os 900
funcionários da Brasilata são tratados como inventores – e registrados
dessa forma em carteira. A empresa sempre teve a inovação como prin-
cípio de crescimento e desenvolvimento, oferecendo a todos os funcio-
nários inúmeros tipos de estímulos. Um deles é a PLR (participação nos
lucros e resultados), que prevê a distribuição de até 15% do lucro líquido
aos funcionários, que implantou em 1991, quase quatro anos antes da
promulgação de lei nesse sentido.
E é justamente sobre os sistemas de sugestões e sua importância
para a geração sistemática de idéias, com a conseqüente
produção de todos os tipos de inovações, que Teixeira
lançou, em agosto último, em parceria com José Carlos
Barbieri, da FGV, e Jorge Emanuel Reis Cajazeira,
executivo da Suzano Papel e Celulose, o livro Gestão
de Idéias para Inovação Contínua (ilustração ao lado),
pela Editora Bookman/Artmed. Na publicação, os
autores demonstram que os personagens principais
das organizações inovadoras são as pessoas. O texto é
complementado com a apresentação de casos de ino-
vação em algumas das grandes empresas brasileiras.

a palavra “inovação” faz parte de praticamente todos

1 os discursos, mas na prática, pelo menos no campo da


embalagem, o que se vê é mesmice. Como estimular
efetivamente a ação inovadora, ou a “gestão de idéias
para inovação contínua”, como propõe o título do livro?
Primeiro é necessário conceituar corretamente o que se entende
por inovação. Inovação é a nova idéia que, implantada, traz resul-
tados positivos à empresa. A idéia nova que não vingou, ou que
não resultou em ganho para a empresa, não é considerada inova-
ção. Dentro desse conceito, a inovação pode ser classificada em
três tipos: radical tipo A, radical tipo B ou incremental. A inovação

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radical A extrapola as necessidades do público consumidor e cria se a mudança foi grande ou pequena, e sim se a idéia nova trou-
uma indústria completamente nova. A inovação radical B muda a xe resultado para a empresa.
base da competição da indústria existente. Como exemplo, pode- Cito novamente o exemplo da lata Abre-Fácil da Rojek. Ela gerou
mos citar o avião a hélice, inventado pelo ilustre brasileiro Alberto um forte crescimento da companhia e hoje essa tecnologia é
dos Santos Dumont em 1906, que veio a permitir, alguns anos exportada para os Estados Unidos. Trata-se de um caso de inven-
depois, o aparecimento da indústria de transporte aéreo – algo ção, por se constituir em uma mudança que produziu resultado
impensável para o consumidor, na época. Já o avião comercial técnico novo, e também de uma inovação radical B, pois mudou
a jato mudou a base de competição dessa indústria em 1952. a base de competição da indústria existente, ao produzir significa-
Entretanto, além das inovações radicais, existe um número muito tivos resultados comerciais.
grande de inovações incrementais estritamente vinculadas às
necessidades do consumidor. Um exemplo típico é o caso da Qual a importância do sistema de sugestões dos

4
Gillette com sucessivos lançamentos de aparelhos de barbear. funcionários de grandes empresas, como a
As inovações radicais são o desejo de todos, mas elas ocorrem Brasilata, para inovações em produtos? Qual a
esporadicamente. Já as inovações incrementais estão sempre média de sugestões apresentadas por funcioná-
presentes. Desde que seja algo novo, ainda que pequeno, mas rio e quantas são adotadas pela empresa?
que traga resultados positivos para a empresa, é inovação. Em O programa de sugestões da Brasilata não visa criar inovações de
nossa opinião, a ação inovadora é estimulada pelo ambiente produtos e sim estabelecer o meio inovador interno, estimulando
empresarial onde os canais de comunicação estão sempre aber- o espírito empreendedor dos funcionários, todos denominados
tos, as novas idéias são respeitadas e os erros tolerados. É o que inventores. Segundo a literatura, o número de sugestões dos
no Fórum FGV de Inovação chamamos de Meio Inovador Interno. funcionários de grandes empresas que mantêm o programa ativo
varia muito. O sistema de sugestões, dito americano puro, que
É verdade ou mito que inovação implica aumen- busca apenas as grandes idéias, apresenta um número de suges-

2 to de custos? O eventual aumento de custos em


função da inovação compensa?
tões baixo, cerca de 0,2 por funcionário/ano.
Já as empresas japonesas que utilizam o sistema onde o impor-
Dependendo do tipo da inovação poderá haver tante é a participação de todos, com idéias de todos os tipos,
aumento de custo. A questão fundamental é focalizar o valor que têm apresentado uma média de 30 idéias por funcionário/ano. A
a nova solução adiciona, na percepção do consumidor. O valor Toyota, segundo informações, teria nas suas fábricas no Japão
adicionado tem de ser superior ao eventual acréscimo de custo, um número superior a 100 idéias por funcionário/ano. O Projeto
para que ocorra o sucesso do novo produto, ou seja, a inovação. Simplificação da Brasilata recebeu, em 2007, 102 867 idéias,
Como exemplos, citaria a lata Abre Fácil da Rojek para alimentos significando a média de 117,7 idéias por funcionário (inventor) no
processados, como molho de tomate, e também o fechamento ano. A percentagem de aprovação foi de 81%. Esse número é
Biplus da Brasilata para as tintas imobiliárias que são coloridas considerado elevado mesmo para os padrões japoneses.
nas lojas no sistema mix machine. Em ambos os casos ocorreram
aumentos de custos, porém o sucesso dos produtos comprova Individualmente, os prêmios para as idéias apro-

5
que o aumento do valor percebido foi maior. vadas são simbólicos. Quando uma sugestão é
É sempre possível a ocorrência de situações onde o aumento do adotada, quem ganha é o time, ou seja, todos os
valor percebido não implica aumento de custo e, às vezes, até o funcionários, com a divisão de parte dos lucros.
reduz. Nos raros casos onde ocorre simultaneamente aumento de Mas se uma idéia resulta em redução de postos
valor e redução de custo, tem-se uma inovação radical tipo B que de serviço, por exemplo, o time não perde?
irá mudar as bases da competição da indústria existente. Temos a convicção de que, na Brasilata, jogamos futebol e não
tênis. No tênis o ponto pertence ao jogador solitário, porém no

3
Temos assistido a vários “innovation day”. Em futebol o gol não é propriedade do centroavante que o marcou
geral saímos com a impressão de que o que é e sim de todos os jogadores, que dividem o “bicho” pela vitória.
considerado inovador não passa de ampliação O prêmio real – 15% do lucro líquido da empresa – é partilhado
de linha, tipo “novo sabor”, ou de mudanças grá- entre todos, proporcionalmente ao salário. Em 2008, foi pago 1,4
ficas nas embalagens (“nova embalagem”). Que ações podem salário como participação nos lucros, a todos os inventores, inde-
ser consideradas de fato inovadoras? pendentemente de sua posição hierárquica. Quanto às idéias que
Voltando ao conceito original da inovação como a nova idéia reduzem postos de serviço, em especial, são motivo de orgulho
implementada que gera resultados positivos, podemos, sim, con- pois são a prova cabal da confiança dos funcionários na empresa.
siderar que a mudança de rótulo possa ser uma inovação se essa Os inventores sabem que não perderão seus empregos, mas sim
modificação resultou em aumento de vendas. O importante não é que serão remanejados para funções mais estimulantes.

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}}} CIClO dE COnHECIMEnTO

O que é ser sustentável


no mundo corporativo
Seminário de Sustentabilidade é focado na cadeia produtiva de embalagens

D
ia 14 de outubro ocorrerá em São
Paulo, por iniciativa da revista
EmbalagEmmarca, o SEmINÁrIO
ESTraTÉgIcO DE SUSTENTabIlIDa-
DE – O QUE É SEr SUSTENTÁVEl
NO mUNDO cOrPOraTIVO, com foco na cadeia
produtiva de embalagens. Esse evento é visto
pelos organizadores como um desafio: debater
o tema de forma conseqüente e capaz de acres-
centar ferramentas à atuação das empresas. O
desafio é especialmente atraente pelo fato de
que ultimamente têm se multiplicado os fóruns,
workshops e atividades assemelhadas sob o
rótulo da sustentabilidade. Trata-se, então, de
realizar um seminário que fuja de clichês e que,
ao seu final, os participantes se convençam de
que terá valido a pena ter estado presentes a ele,
aliás objetivo de todas as iniciativas incluídas Patrocínio
no cIclO DE cONHEcImENTO, como essa.
Para isso, em cumprimento do lema de
“fazer melhor do que os outros fazem e sem-
pre melhor do que nós mesmos fazemos”, que
orienta a equipe da Bloco de Comunicação,
empresa editora de EmbalagEmmarca, a pauta
do Seminário mirou-se na necessidade de apon-
tar caminhos efetivos para a consecução do
desenvolvimento sustentável no setor de emba- Apoio
lagem. O eixo das preparações é a consciência,
cada dia mais presente nas empresas, de que já
não se trata de determinar quando, mas como
elas devem operar para permanecer no cenário
de negócios.

Sustentabilidade enquanto negócio


Para responder a esse enfoque, depois de pon- Apoio divulgação
deradas análises, os organizadores convidaram
para fazer apresentações e debater o tema perso-
nalidades que têm a expor experiência e conhe-
cimento capazes de oferecer resultados para a
cadeia produtiva de embalagem. Cabe ressaltar

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que, sem prejuízo do foco nas questões ambien-
tais e sociais, o eixo do seminário será centrado
na sustentabilidade enquanto negócio.
Palestrantes e debatedores
O programa de trabalho está formatado de Aqui são apresentados alguns dos palestrantes e debatedores que já
maneira a extrair uma visão abrangente do que confirmaram presença no SEMINÁRIO ESTRATÉGICO DE SUSTENTABILIDADE – O
sejam práticas produtivas sustentáveis, isto é, QUE É SER SUSTENTÁVEL NO MUNDO CORPORATIVO.
envolvendo os interesses e as possibilidades de
todos os elos da cadeia de embalagem, desde eduardo Vaz – Diretor Industrial da Bertin Higiene & Beleza
fornecedores de matéria-primas e transformado-
fábio cyrillo – Diretor de Marcas Próprias do Wal-Mart
res até a indústria usuária e o varejo. Nesse sen-
tido, entendem os organizadores, no momento João césar rando – Presidente do inpEV – Instituto Nacional de
em que se fala em sustentabilidade como se dá Processamento de Embalagens Vazias, cuja atuação é referência mun-
bom dia, o que se está oferecendo ao mercado dial em coleta e reciclagem de recipientes usados
em termos de informação e conhecimento num José luiz rossi Jr. – Professor em tempo integral, de graduação e
evento interativo é no mínimo diferente, para mestrado, do Ibmec – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais/São
não dizer totalmente novo. Paulo

Martin Bunce – Diretor e consultor sênior da agência Tin Horse


para informações atualizadas sobre Design Limited, de Londres
este evento e como participar, consulte:
luciana Villa nova – Gerente de Desenvolvimento de Embalagens
www.embalagemmarca.com.br/ciclo da Natura

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 13


iLustRAçÕEs: ALEXANdRE CARvALHO
Pois não?
O Brasil é uma mina de ouro para as vendas
diretas, aquelas em que empresas vão ao
encontro do público em vez de esperá-
lo nas lojas. Além da relação de consumo
menos impessoal que no varejo tradicional,
o sucesso da modalidade é creditado à
qualidade dos produtos – ponto em que as
embalagens podem fazer toda a diferença

Por Adilson Augusto


}}} rEPOrTaGEM dE CaPa

C
omercializar bens de consumo
através de contatos pessoais entre O ranking mundial das vendas diretas (em US$)
revendedores e consumidores,
sem o intermédio de lojas, é uma 1º Estados unidos 30,8 bilhões
prática fortemente associada aos
Estados Unidos. É aquele o país onde as vendas
2º Japão 20,39 bilhões
diretas mais prosperam e que mais estimulou
seu alastramento pelo globo, como uma mania,
3º Brasil 9,1 bilhões
a partir de meados do século passado. Mas o
Brasil, um dos cativados pelo modelo, já riva- FONtE: WORLd FEdERAtiON OF diRECt sELLiNg AssOCiAtiONs

liza com os ricos preceptores do norte como


celebridade dessa área. O país ostenta o terceiro sas guerras travadas nos pontos-de-venda para
maior faturamento mundial para o negócio, atrair o olhar do consumidor, os produtos de
resultante de uma força de vendas composta venda direta dependem de apresentações cha-
por quase dois milhões de pessoas – mais que mativas para se destacar nos catálogos, hoje uti-
a população de capitais como Curitiba, Recife e lizados como alavancas comerciais pela maioria
Porto Alegre, por exemplo. das indústrias atuantes do segmento. Nessas
Os atuais representantes das empresas do publicações (e também nos sites das empre-
setor, no entanto, estão longe de lembrar a sas) as embalagens são prévias para o contato
tradicional figura do revendedor com maleta físico com os produtos – o que só acontece no
de amostras, que se tornou emblemática dos momento da entrega.
dourados anos de difusão das vendas diretas. “Ao lado da publicidade, nossa revista pro-
Embora continue alicerçado no tête-à-tête com porciona aquilo que chamamos de primeiro
os clientes, que muitas vezes os conquistam momento de interação com a marca”, comenta
pela relação menos impessoal que no varejo de Luciana Villa Nova, gerente de desenvolvimen-
auto-serviço, o canal se vale de outros artifícios to de embalagens de uma potência do setor, a
para fazer sucesso. Um deles é a embalagem. fabricante de cosméticos Natura. “Nesse está-
Ocorre que, mesmo isentos das silencio- gio, a embalagem é fundamental para despertar

Linha Todo Dia: inspiração


em embalagens de
alimentos matinais

FOtOs: divuLgAçãO

18 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


interesse e convencer visualmente o consumi-
As vendas diretas no Brasil

FONtE: ABEvd
dor, já que ele não pode agarrar os produtos
para analisá-los mais a fundo, como numa
prateleira de supermercado.” Faturamento (em bilhões de reais) 16
14,5
Importância sistêmica
A profissional da Natura argumenta que a 12,3
importância das embalagens persiste nas fases 10,4
subseqüentes que caracterizam as vendas “à
la carte”. Num segundo momento, o da apre- 8,1
6,9
sentação pelas consultoras, os artigos têm que 5,9
atender, em estética e em funcionalidade, às 5,3
4,6
expectativas criadas na ocasião da encomenda.
Por fim, assim como seus conteúdos, as emba-
lagens têm de gerar satisfação no uso, justifi-
cando a opção pelos produtos de oferta menos
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
prosaica que os do grande varejo. “A exigência

1,9 milhão 1,4 bilhão


de qualidade é enorme”, amarra Luciana, impu-
tando a tal pressão o extremo cuidado da Natura
com os projetos de embalagem. Ao todo, 28
profissionais, divididos em “grupos matriciais” de revendedores ativos de itens comercializados
– isto é, vinculados a materiais específicos

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 19


de embalagem –, integram o departamento de
Amor América: frascos
packaging da empresa. Um deles fica em Paris, com formatos de vasilhas
para monitorar tendências e inovações. andinas e patagãs
Todo esse investimento rendeu à Natura
uma série de troféus em prêmios de embala-
gem. Dos casos mais recentes, Luciana destaca
em especial os recipientes plásticos moldados
pela Sinimplast e pela Igaratiba para os cre-
mes faciais e corporais da linha Todo Dia, que
remetem a embalagens de alimentos como leite
e iogurte; os frascos de vidro, da Wheaton, e
de plástico, da MBF Embalagens, que acondi-
cionam os óleos e fragrâncias da família Amor
América, inspirados em vasilhas típicas da cul-
tura andina e patagã; e o sistema de refil criado
para o pote do creme Chronos Flavonóides de
Passiflora, fundado num mecanismo de reposi-
ção por encaixe pelo fundo da embalagem. “Até
então o refil era algo inusitado na praia dos anti-
sinais”, ressalta a profissional da Natura. Este
Chronos
último invólucro é fabricado pela Incom com Flavonóides de
uma sofisticada resina da Eastman, que simula Passilfora inova
ao trazer refil
a aparência do vidro. para a área dos
Caprichar no desenvolvimento das apre- anti-sinais

sentações de itens de higiene pessoal e beleza


vendidos por catálogo não é exclusividade
da Natura. “Instruímos nossas revendedoras a
realçar não só ativos e fórmulas, mas também o
valor que as embalagens agregam aos produtos,
como melhor usabilidade e vantagens em rede-
signs”, informa Júlio César de Oliveira Silva,
projetista de embalagens da Racco Cosméticos.
Ele nota que a mecânica do comércio direto

Embalagens da
Racco, como
fotos: divulgação

as das linhas
LF e Soleil,
levaram em
conta opiniões
do público

20 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


acarreta outra peculiaridade – bem-vinda – aos
trabalhos de personificação das mercadorias.
“Os consumidores sentem-se mais confortáveis
para fazer sugestões de embalagem. Recebemos
feedback através de nosso 0800, mas muito
mais pelas nossas consultoras.”
Segundo Silva, percepções do consumidor
trazidas pelo exército de vendas contribuíram
para a formatação de embalagens de êxito da
empresa. Entre elas as da linha de cosméticos
masculinos Luiz Felipe (LF). “A cor preta que
predomina no frasco da deo-colônia e na bis-
naga, e o revestimento desta última com verniz
fosco, deram uma cara masculina à linha”,
entende o designer. (O frasco, de vidro, é for-
necido pela Expak; a bisnaga, pela Embale).
Opiniões da clientela igualmente ajudaram na
revisão das embalagens da linha de protetores
solares Soleil – frascos da Polosul Plast e fras-
nagas e bisnagas da Embale, ganharam novos
formatos e texturas superficiais para facilitar o
manuseio por mãos com resíduos dos produtos
– e na criação do visual do perfume Emoções,
vinculado ao cantor Roberto Carlos. “O perfil
dos fãs influiu na criação de uma apresentação
mais nobre, principalmente o cartucho de papel
cartão, que a Serzegraf dotou de gofragem e

Emoções: perfume do “Rei”


tem cartucho esmerado

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 21


de acabamento diferenciado em hot stamping”,

fotos: divulgação
detalha Silva.

Atenção aos cosméticos


Responsáveis por 88% da receita do canal, os Caixa nacional
ajuda a dar
cosméticos e perfumes vão se tornando a coque- apelo de kit
luche do setor de vendas diretas. Tendo tornado- aos produtos
NuoriFusion
se célebre por seus itens de limpeza doméstica da Herbalife,
entregues diretamente nos lares dos consumido- importados
res, a americana Amway vai intensificando sua
atuação nessa outra seara. Prestes a lançar uma
nova linha de perfumes, inteiramente desenvol-
vida no Brasil, a empresa recorreu a uma das
mais renomadas agências nacionais de design
de embalagem, a Seragini Farné Guardado, para
dar aos produtos um visual apurado. “Na perfu-
maria, a embalagem é tudo, é ela que vende”,
afirma Cinzia Ribeiro, gerente de marketing da
Amway.
As embalagens das sete novas fragrâncias
da Amway – cinco femininas e duas masculinas
– são providas por fornecedores “top” da área.
Os frascos de vidro são da Wheaton. As tampas,
da Incom e da Bristol e Pivaudran. Os cartu- chos de papel cartão que envolvem os frascos,
da Congraf, são dotados de berços internos da
Tecnopapel.
Outra empresa de vendas diretas que intensi-
fica sua atuação na área de produtos de beleza é
a Herbalife, mais conhecida pelos produtos nutri-
cionais, como sopas e preparados dietéticos. No
que tange às embalagens, porém, a empresa busca
explorar as diferenças com o varejo tradicional
que seu sistema comercial lhe oferece. “Nossas
embalagens são visualmente mais limpas, menos
carregadas de ícones e de cores, porque não preci-
samos de imagens assim, já que nossos produtos
não estão competindo lado a lado com outros na
mesma prateleira”, explica Marcos Assis, gerente
de manufatura da Herbalife. Em compensação, as
embalagens podem ter informações mais detalha-
das para apoiar o revendedor, em vez de ardis de
marketing como dizeres destacados em splashs
coloridos. As informações são mais focadas nos
benefícios para o consumidor, e não em propósi-
tos promocionais.
De acordo com Assis, um grupo de produtos
que exemplifica tal approach é o de cuidados
faciais NouriFusion. Uma loção de limpeza, um
Um dos sete novos perfumes que a Amway está
lançando: desenvolvimento inteiramente tropicalizado
tônico e um hidratante dessa linha, importados

22 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


Cosméticos Soft Green, da Herbalife, têm
embalagens primárias projetadas no Brasil

dos Estados Unidos, são vendidos como kit,


agrupados numa caixa 100% nacional, produzi-
da pela Magistral Impressora e desenhada pela
Pande Design Solutions. O mesmo escritório de
design, que atende a diversas marcas do varejo
tradicional, também desenvolveu, para a linha de
cuidados com o corpo Soft Green, as identidades
visuais das embalagens primárias (frascos da
Bompack e da Oxyplas e bisnagas da C-Pack),
além de uma caixa-kit (também da Magistral).
“As caixas foram lançadas para agregar valor aos
produtos e torná-los presenteáveis”, diz a gerente
de produto Lílian Yoshizaki.

Cargas diferenciadas
Assis, da Herbalife, lembra que a cadeia de supri-
mentos das vendas diretas tem um diferencial
relevante. “Enquanto o varejo movimenta gran-
des cargas iguais, na venda direta o conteúdo das
embalagens não tem padrão. São cargas mistas
para atender a milhares de pedidos diferentes”,
diz o gerente de manufatura. O encaixotamento
de produtos de formas e pesos diferentes obriga
a Herbalife a preencher espaços vazios com
plástico-bolha.
Para darem conta da distribuição, bastante
capilar, as indústrias de vendas diretas costumam
trabalhar com remessas em etapas. Os produtos
seguem para variados centros de distribuição,
que os repassam a hubs menores. “Para cuidar da
logística intrincada, temos uma área de inovação
exclusivamente dedicada a otimizar a expedição
dos produtos para nossos 600 000 consultores”,
conta Luciana, da Natura. As caixas de papelão

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 23


ondulado que abastecem a empresa são proje-
tadas de modo a atender às combinações mais
prováveis dos pedidos. Mesmo sendo um lado
menos glamouroso da embalagem dos produ-
tos de venda direta, a distribuição também é
objeto de inovações. De alguns meses para cá,
por exemplo, as caixas de despacho da Natura
são todas produzidas com papelão ondulado da
Klabin certificado pelo Conselho de Manejo
Florestal (FSC), entidade internacional que ates-
ta a sustentabilidade das indústrias de celulose e
papel. “A preocupação com apresentação de qua-
lidade e responsável segue até o fim da cadeia”,
explica Luciana. Caixa que despacha encomendas para as consultoras da Natura: em
meio à logística complexa, atenção para a questão ambiental

N. da R.: Procurada, a Avon, uma das principais


empresas de vendas diretas do Brasil, preferiu
não se manifestar.

FOtOs: divuLgAçãO
Tupperware com gosto de varejo
Utensílios da multinacional americana agora remetem a marcas de alimentos
Suas vendas baseadas em demonstrações domiciliares, que remontam à déca-
da de 50 e que entraram para o folclore da cultura ocidental de consumo, con-
tinuam sendo realizadas em mais de 100 países, por um batalhão de 900 000
revendedoras. Mas a Tupperware começa a apelar a outras ferramentas para
destacar seus célebres utensílios domésticos. A empresa americana acaba de
lançar, no Brasil seu primeiro produto vinculado a um nome do varejo, ou “pro-
duto autoral”, como ela mesmo define: um pote com a estampa Dona Benta,
desenvolvido para armazenar os farináceos da marca da J.Macêdo. Injetado na
fábrica da Tupperware no Rio de Janeiro, o pote – com base de polipropileno
(PP), tampa de polietileno (PE) e decorado por dry offset – é distribuído pelo
sistema de vendas diretas. “Devido ao grande sucesso de saída do produto, na
primeira campanha de vendas com 50 000 unidades, estamos avaliando esten-
der a ação”, conta Christiane Marcello, gerente de marketing da Tupperware.
“Queremos investir em novas alianças estratégicas, com marcas que tenham os Pote sugere o armazenamento de farinhas da J.Macêdo
mesmos atributos de qualidade que os nossos.”

Bompack Congraf Grossplast Magistral Polosul Plast Tech Sprayer


(11) 4044-5055 (11) 3103-0300 (47) 3203-7000 (41) 2141-0400 (47) 3418-0077 (11) 2198-4888
www.bompack.com.br www.congraf.com.br www.grossplast.com.br www.magistralimpressora.com.br www.polosulplast.com.br www.techsprayer.com.br

Box Print Eastman Igaratiba MBF Embalagens Seragini Farné Guardado Tecnopapel
(11) 5505-2370 (11) 4506-1000 (19) 3821-8000 (44) 3220-6617 (11) 2101-4300 (11) 4156-3159
www.boxprint.com.br www.eastman.com.br www.igaratiba.com.br www.augros.com.br www.seraginifarne.com.br www.tecnopapel.com.br

Bristol e Pivaudran Embale Incom Oxyplas Serzegraf Wheaton


(11) 6465-7000 (47) 3436-5677 (11) 4173-9937 (11) 4786-2322 (41) 3026-9460 (11) 4355-1800
www.bristolepivaudran.com.br www.embalebisnagas.com.br www.incom.com.br www.oxyplas.com.br www.serzegraf.com.br www.wheatonbrasil.com.br

C-Pack Expak Klabin Pande Design Sinimplast


(11) 5547-1299 (11) 3031-8340 (11) 3046-9940 (11) 3849-9099 (11) 4061-8300
www.c-pack.com.br www.expak.com.br www.klabin.com.br www.pande.com.br www.sinimplast.com.br

24 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} lavanderia

Para pulverizar um hábito


Ariel líquido, anunciado como “o futuro”, confia na embalagem
para convencer o brasileiro a aposentar o sabão em pó desde já

L
avar roupas com sabão em pó é
um dos hábitos difundidos no Bra-
sil pelas multinacionais. Agora,
exatamente uma múlti, a Procter
& Gamble, desafia esse costume.
O carro-chefe em sabões em pó da empresa,
Ariel, acaba de ganhar uma versão líquida,
propagandeada como o “futuro da categoria”.
Há tempos os lava-roupas viscosos dominam as
áreas de serviço dos lares americanos e euro-
peus. No mercado nacional, porém, eles nunca
deslancharam, ocupando somente o nicho das
especialidades, como aquelas para roupas deli-
cadas ou com cores específicas.
Para mudar a situação, a P&G aposta em
experimentação de sua novidade, motivada
por um mix de marketing no qual a embala-
gem cumpre papel decisivo. “O lançamento
terá comerciais na TV, anúncios em revistas,
internet e material de ponto-de-venda”, detalha
Fabiana Garcia, gerente de marketing da divi-
são Laundry da Procter & Gamble brasileira. “A
embalagem, no entanto, será vital, pois estará
nas lojas e a consumidora seguramente terá
contato com ela.”

Uniões sul-americanas
A apresentação do Ariel Max Líquido foi defini-
da ao longo de doze meses. Os frascos de PET de
1 litro e de 3 litros que personificam o produto
foram projetados pela divisão de P&D e design
da empresa sediada em Caracas, na Venezuela,
com subsídio de pesquisas feitas pela operação
brasileira. O frasco de 3 litros possui alça presa
ao gargalo e é soprado na Argentina. Já o frasco
menor é produzido tanto no país vizinho como
no Brasil. Ambos os recipientes trazem acopla-
dos às tampas um copo dosador injetado em
polietileno. “A transparência das embalagens
transmite a imagem de limpeza e dá visibilidade
ao produto, de um verde denso que é equity da

26 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


Ariel Max Líquido:
Embalagens e
fornecedores
Versão de 1 litro
Frasco: Alpla (Argentina) e Plastipak (Brasil)
Tampa: Igaratiba
Copo dosador: Doormann
Rótulo auto-adesivo: AGM (Argentina)
Caixa de despacho: Artivinco
Stopper: Gráfica 43
Filme stretch para paletização: Valfilm e
Plastseven

Versão de 3 litros
Frasco: Plastimec (Argentina)
Tampa: Plastimec (Argentina)
Copo dosador: Doormann
Rótulo auto-adesivo: AGM (Argentina)
AGM
Caixa de despacho e separadores: Artivinco
+54 (11) 4482-3766
Filme stretch para paletização: Valfilm e www.agm-sa.com
Plastseven
Alpla
(11) 2104-1400
www.alpla.com
marca Ariel”, comenta Fabiana.
Cada litro do novo Ariel rende o mesmo Artivinco
(16) 3954-9100
que um quilo da versão em pó, mas, segundo www.artivinco.com.br
a P&G, o detergente líquido “dissolve mais
Doormann
rápido na água, penetra mais rápido nas roupas, (51) 3470-3777
não deixa resíduos e remove até 50% mais www.doormann.com.br
manchas”. “Os rótulos auto-adesivos dos fras-
Gráfica 43
cos, impressos na Argentina, têm a missão de (11) 3578-3606
comunicar essas vantagens de modo claro”, diz www.43sagrafica.com.br
a executiva da P&G. Mas, se o detergente líqui-
Igaratiba
do é tão superior, o que será do Ariel em pó? (19) 3821-8000
“A competição interna é inevitável e, se houver www.igaratiba.com.br
‘canibalização’, ela será saudável”, argumenta
Plastimec
Fabiana. “Caso ocorra, a migração representa- +54 (11) 4727-8500
rá uma vontade do consumidor. Tes- www.plastimec.com.ar
tes nos mostraram que, quando a Plastipak
dona de casa experimenta a versão (19) 3844-2100
líquida, ela gosta”. (GK) www.plastipak.com

Plastseven
(19) 3861-7351
www.plastseven.com.br
Lava-roupas viscoso da P&G
chega em duas versões: 1 litro e 3 Valfilm
litros, ambas em frascos de PET (35) 3363-9200
www.valfilm.com.br

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 27


}}} rEdESIGn

Ícone modernizado
Tradicional latinha do fermento Royal dá lugar a embalagem plástica

U
ma das embalagens mais conhecidas
do mercado muda de cara pela pri-
meira vez em 85 anos. O fermento Ergonomia
justificou a mudança
em pó Royal troca a sua tradicional de uma das mais
latinha – na verdade, desde 2003 tradicionais embalagens
do mercado brasileiro
uma lata multifoliada (ver quadro) – por um pote
de polietileno de alta densidade, produzido pela
Graham Packaging, decorado com um rótulo ter-
moencolhível da Sleever International. O design Graham Packaging
(11) 2135-7900
anatômico das duas versões – de 100 gramas e de www.grahampackaging.com.br
250 gramas –, que facilita a pega, foi desenvolvi-
Mondicap
do pela Narita Design. (15) 3225-1650
Mas o que teria levado a Kraft Foods a fazer www.mondicap.com.br
uma mudança tão radical na embalagem de um
Narita Design
produto que é líder absoluto em sua categoria, (11) 3167-0911
com 72,1 % em valor, segundo a Nielsen, e uma www.naritadesign.com.br
embalagem já arraigada na mente das consumi-
Sleever International
doras? Quem responde é a gerente de marketing (11) 2303-2337
de sobremesas e fermento em pó Royal da Kraft www.sleever.com
Foods Brasil, Luciana Pires: “Mudar a identidade

FOtOs: divuLgAçãO
de uma marca é sempre um risco, certamente. Mas
no caso do fermento em Pó Royal, a mudança 85 anos com o mesmo visual
veio a partir de uma percepção do consumidor. As Royal mudou de nome, mas não de rótulo ao longo de sua vida
pessoas estão procurando produtos que facilitem
Quando foi lançado no Brasil, em 1923, A principal mudança na embalagem
sua vida. Por isso desenvolvemos uma embala- ainda importado dos Estados Unidos, o ocorreu em 2003. A embalagem de aço
gem anatômica, mais fácil de manusear, de abrir fermento em pó Royal chamava-se Real esguia foi substituída por uma lata multi-
e fechar.” Mas a antiga latinha não foi esquecida. Fermento Inglez. O rótulo da latinha cilín- foliada (parede de papel cartonado, com
Ela continua aparecendo, com destaque, em uma drica manteve-se igual ao da embala- fundo e tampa de aço), mais gordinha
foto no rótulo, como já acontecia nas embalagens gem original norte-americana, produzida e baixinha. A vantagem da embalagem
anteriores. desde 1863. Em 1931 o produto passou em relação à anterior era o diâmetro de
Outra novidade na embalagem é a introdução a ser fabricado no Brasil, em Petrópolis, abertura, que passou a
de uma tampa dosadora, produzida pela Mondi- no Rio de Janeiro, já com o nome Royal. permitir “entrada” de uma
cap. A medida da tampa corresponde a uma colher Em 1954 foi inaugurada a nova fábrica colher de sopa, medida
de fermento em Pó Royal, na cidade padrão para a maioria
de sopa. O sistema de abertura, por rosca, também
de Jundiaí, em São Paulo. Em 2000 a das receitas preparadas
foi facilitado, pois agora não é necessário utilizar
americana Kraft Foods adquiriu a marca. com fermento em pó.
nenhum utensílio para abrir o pote, como aconte-
cia com a lata. “Este é mais um facilitador para as
pessoas que cozinham e que buscam praticidade”, As primeiras embalagens,
de aço, seguiam o padrão
argumenta Luciana. O logotipo do produto tam- das americanas. Em 2003,
bém foi modernizado. As faixas azuis que sempre mudou o material, mas não a
identidade. Acima, o primeiro
fizeram parte do layout da embalagem desapare- rótulo da Royal no Brasil,
ceram. Ficaram apenas as faixas amarelas sobre o quando ainda se chamava
Real Fermento Inglez
fundo vermelho. (FP)

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}}} perfumes

Um sopro de sofisticação
Flor oriental inspira a criação e a apresentação de perfume da L’acqua di Fiori

S
ofisticação e frescor para mulheres da DuPont. A L’acqua di Fiori se inspirou na ori-
especiais e sedutoras que não abrem gem da palavra “perfume” para definir o desenho
mão de estar sempre bem consigo que ilustra o cartucho do produto. “Buscamos ins-
mesmas. Este é o conceito que a piração na origem da palavra, que vem do latim
mineira L’acqua di Fiori definiu per – através – , e fumum – fumaça –, que traduz
para seu novo perfume Sóffio di Fiori, que, tra- a leveza e sensualidade da fragrância”, afirma
duzido do italiano, quer dizer “sopro de flores”. Célia Anrelink, gerente de produtos da L’acqua
A perfumista Carmita Magalhães, da francesa di Fiori. A cor do cartucho é predominantemente
Casa Mane, criou a fragrância inspirada na flor branca, com desenhos em lilás. “A idéia, criada
de lótus, de cor lilás, que é venerada no Oriente pelo departamento de criação e gerenciamento de DuPont
como símbolo da espiritualidade. A semente de produtos, foi levada até o designer de embalagens 0800-171715
www.dupont.com.br
lótus pode, por exemplo, ficar mais de 5 000 anos da empresa, Abner Brito, que conseguiu represen-
sem água, esperando a condição ideal de umidade tar exatamente o que pretendíamos”, conta Célia. Lavezzo
pra germinar. Nasce na lama e só se abre quando A fumaça que ilustra o cartucho não é apenas (11) 3392-2555
www.lavezzo.com.br
atinge a superfície. O botão da flor tem a forma um desenho. “Fotografamos a fumaça para dar
de um coração, e suas pétalas não caem quando a realismo ao que seria impresso na embalagem”, Packtrade
flor morre, apenas secam. relata a executiva. +39 02 9824-3060
www.packtrade.it
Foi baseada no conceito do perfume que a O cartucho em papel cartão foi feito pela
marca mineira criou a embalagem de Sóffio di paulistana Lavezzo, também responsável pela Tecnopapel
aplicação da marca em hot stamping prateado. O (11) 4156-3159
Fiori. O frasco de vidro lilás translúcido tem for-
www.tecnopapel.com.br
mas arredondadas. O frasco e a válvula foram pro- papel microondulado que protege o frasco den-
duzidos sob encomenda pela italiana Packtrade, tro do cartucho é da Tecnopapel, de Santana do
assim como a tampa, em Surlyn, resina especial Parnaíba (SP). (FP)

foto: divulgação

Vidro e resina
Surlyn se integram
na combinação
frasco-tampa; no
cartucho, desenho
baseado em foto
de fumaça para
dar realismo

30 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} cuidados pessoais

Algo de novo sob o sol


O tradicional Sundown nunca sofrera uma revisão de embalagem tão profunda

Frascos de Sundown agora

N
úmero 1 do mercado brasileiro de Embora não seja radicalmente diferente, o novo são dotados de tampas
translúcidas e rótulos de
protetores solares, tanto por liderá- desenho demandou uma concepção criteriosa. alta complexidade técnica.
lo quanto por tê-lo inaugurado, O projeto das novas embalagens é do Design Designers americanos
“respiraram Brasil” para
24 anos atrás, o Sundown exibirá Studio, fundado há dois anos pela Johnson & projetá-los
visual renovado no próximo verão. Johnson em Nova York, fora do seu quartel-
A atualização não contempla uma troca do tipo general de Nova Jersey, para funcionar como
de invólucro nem inovações de tirar o fôlego, um braço criativo estratégico. Trata-se do pri-
mas é propalada pela fabricante, a Johnson & meiro trabalho da agência para um produto
Johnson, como “a mais significativa mudança regional da companhia (o Sundown só existe
de embalagem da história da marca”. Paradoxo? na América Latina). “Os designers americanos
Não. Historicamente o produto sempre sofreu vieram para cá, fizeram diversas pesquisas
alterações de feitio sutis, calcadas no provérbio para conhecer o consumidor brasileiro e inte-
de que não se deve mexer em time vencedor. ragiram com o nosso departamento local de

32 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


embalagens”, relata Carlos Souto, gerente de sofrido alteração em relação ao desenho
embalagens da divisão Beauty & Baby da J&J técnico estreado no verão 2006/2007, suas
no Brasil. “A integração resultou num projeto tampas flip-top, moldadas pela Seaquist
rápido, de menos de seis meses.” Closures, demandaram ajustes no molde.
Em vez de polidos e com cores opacas, os
Cores: fundamentais fechamentos são agora foscos e translúci- Embalagem
anterior:
Souto conta que a principal modificação está dos. Suas cores seguem o código que ajuda rótulos mais
na decoração das embalagens. Antes, os rótulos a diferenciar os fatores de proteção solar simples
e tampa
auto-adesivos que ornam os frascos de Sun- (FPS) da linha – rosa, lilás, azul, verde e sólida
down eram impressos em quatro cores por offset. roxo representam, respectivamente, os fato-
Agora, a reboque de uma nova diagramação, res 15, 20, 30, 50 e 60.
as etiquetas, confeccionadas pela CCL Label, A manutenção dessa vinculação, aliás,
contam com cinco cores em offset, com uma foi uma premissa na renovação das emba-
sexta cor em serigrafia e com dois vernizes em lagens. “O consumidor utiliza as cores para CCL Label
(19) 3876-9300
flexografia. “O tamanho de pontos e a precisão identificar rapidamente a versão do produto que www.ccllabel.com.br
aumentaram significativamente, colocando os lhe interessa”, explica Souto. De acordo com
Seaquist Closures
rótulos de Sundown entre os de maior complexi- o profissional, essa exploração mais intensa da (11) 4143-8900
dade técnica no portfólio da empresa”, destaca o coloração, juntamente com o refinamento da www.seaquistclosures.com
gerente de embalagens da J&J. rotulagem, demandou uma execução atribulada
Sinimplast
Embora os frascos de polietileno de Sun- – “mas que injetou design em Sundown como (11) 4061-8300
down, guarnecidos pela Sinimplast, não tenham nunca”, ele arremata. (GK) www.sinimplast.com.br

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 33


}}} tintas

É para elas
Coral muda nomes e embalagens
para agradar ao público feminino

A
ssim que sua aquisição pelo grupo
holandês Akzo Nobel foi consolidada,
em janeiro último, a Coral, uma das
mais tradicionais marcas de tintas imo-
biliárias do Brasil, iniciou uma revisão
geral. Tendo como base um estudo realizado em 2007,
que revelou que 70% das decisões de compra de
tintas são tomadas por mulheres, a empresa decidiu
mudar nomes e embalagens de todos os seus pro-
dutos, de modo a descomplicar as apresentações de
cada item. “A categoria de tintas usa uma linguagem
muito técnica”, reconhece o diretor de marketing da
Coral, Eduardo Takara. “Agora, com as alterações, o
consumidor poderá escolher facilmente o produto, de
acordo com suas necessidades.”
As latas de aço das tintas da Coral, fabricadas pela
Brasilata e pela Aro, ganharam projetos gráficos da
agência 100% Design que destacam flores, crianças
e cães – elementos que buscam gerar empatia com o
público feminino. “As novas embalagens trazem um
design contemporâneo e amigável”, ressalta Takara.
Quanto às submarcas, a conhecida linha Coralatex
não existe mais. Ela foi rebatizada de Rende Muito.
A mudança também atingiu as marcas Coralplus
Super Lavável, agora apenas Super Lavável, e Toque
Sublime, que ganhou o nome de Decora Acabamento
Acetinado.
Decora, aliás, é o nome da linha de produtos que
substitui a família Coralplus. Ela terá a opção Cores,
com seis tons prontos (Colour Futures), e a versão
Neutros. “A Coral será a primeira marca de tintas a
lançar uma linha com a opção de neutros em cores
prontas, que são tonalidades curingas no processo de
decoração”, comenta Takara. As inovações da Coral
contemplam ainda o lançamento das tintas Chega de
Mofo, direcionada para o combate do mofo, e Coral
Sol & Chuva, para as paredes externas. A criação dos
nomes ficou a cargo da consultora independente Irene
Knoth. (FP)
100% Design Aro Brasilata
(11) 3032-5100 (11) 6412-7207 (11) 3871-8500 Latas agora trazem nomes mais agradáveis e elementos do universo feminino,
www.100porcento.net www.aro.com.br www.brasilata.com.br como flores e crianças. Motivo: 70% das compras são feitas pelas mulheres

34 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


ENTREVISTA }}} luíS MadI

Os 45 anos do ITAL

FOtO: divuLgAçãO
Luís Madi, diretor geral
do renomado instituto
com sede em Campinas
(SP), fala da iniciativa
que em poucas décadas
dinamizou a indústria
alimentícia no Brasil e
mostra como o país vem
percorrendo caminhos
que – se não houver
desvios – o levarão à
vanguarda mundial

A
história da tecnologia missão a pesquisa, o desenvolvimento, e abacaxi; o suco de laranja concen-
voltada para os alimen- a inovação, a assistência tecnológica trado e congelado; a farinha láctea; a
tos no Brasil passa pelo e a difusão do conhecimento técnico- garrafa de uso exclusivo para cerveja,
Instituto de Tecnologia cientifico em benefício da sociedade. entre incontáveis outros. Em meio aos
de Alimentos-Agência O ITAL ganhou autonomia em 14 de produtos atuais, é possível destacar:
Paulista de Agronegócios (ITAL- julho de 1969, e hoje conta com 348 chocolate diet em açúcar, light em
APTA), da Secretaria de Agricultura e funcionários e 196 bolsistas e estagi- gordura e com fibras; requeijão light
Abastecimento do Estado de São Paulo. ários, distribuídos em sete unidades com fibras; hambúrguer com coláge-
Em 30 de agosto último, o Instituto técnicas e analíticas, duas administra- no; frutas e hortaliças desidratadas por
completou 45 anos. Criado em 1963 tivas e uma de informação. Entre elas diversos processos etc. O que se pode
como Centro Tropical de Pesquisas está o Cetea – Centro de Tecnologia de afirmar, como lembra o diretor geral
e Tecnologia de Alimentos (CTPTA), Embalagem. do Instituto, Luís Fernando Ceribelli
um anexo do Instituto Agronômico de Na história do ITAL estão importan- Madi, no início desta entrevista é que
Campinas (IAC), o ITAL foi pioneiro tes pesquisas, que se transformaram “boa parte do sistema de pesquisa,
no País no desenvolvimento de tecno- em marcos na indústria de alimentos, desenvolvimento e inovação na área de
logias de processamento de produtos como o leite de soja com sabores de tecnologia de alimentos nasceu dentro
alimentícios. O Instituto tem como chocolate, baunilha, morango, banana do ITAL, já que, na época de sua fun-

36 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


dação, não havia faculdades de Engenharia de mais saudáveis e algo muito importante: a
Alimentos nem centros de pesquisa e desenvol- segurança alimentar. Este é um item extrema-
vimento no setor”. mente estratégico e intimamente ligado à área
de embalagem. Poucas pessoas conseguem
Na cerimônia de comemoração dos 45 anos associar a importância da segurança alimentar
do ITAL, em Campinas, o senhor disse que sua às embalagens.
equipe buscará projetos estratégicos maiores e
de maior duração. Que projetos são esses? Qual era o panorama da indústria de alimen-
O ITAL já busca projetos estratégicos, maiores. tos – vale dizer, do processamento e da conser-
Focalizemos em embalagem: o Projeto de Aná- vação – no Brasil na época em que o ITAL foi
lise do Ciclo de Vida (ACV) de embalagens criado? Quais eram as necessidades básicas,
desenvolvido pelo Cetea foi pioneiro no Brasil as carências do setor?
no sentido de possuirmos um banco de dados A pergunta tem fundo de resgate histórico, e
e análises de diferentes segmentos com dados eu me sinto parte dessa história. O ITAL tem
brasileiros e não internacionais, como a quase 45 anos, e eu 36 dentro do ITAL. Quando
totalidade dos trabalhos similares utiliza. Foi comecei a fazer a Faculdade de Engenharia
um projeto de médio e longo prazo, cuja exe- de Alimentos o ITAL tinha cinco anos. O que
cução levou cerca de três anos e que vai durar “Poucas existia naquela época em produtos alimentícios
dez, quinze, trinta anos. A ACV é uma ferra- processados era muito limitado – e as maiores
menta da ISO 14000, e o Cetea é a única enti- pessoas limitações estavam na indústria de embalagens.
dade no Brasil que nesse campo tem um banco Tinha lata, com uma limitação bastante grande
de dados nacional. A maioria dos trabalhos conseguem e tecnologia atrasada, com solda de estanho;
usa bancos de dados da Europa e dos Estados tinha vidro, papel... Praticamente não existia
Unidos. Eles permitem fazer uma certa aproxi- associar a filme de barreira, só celofane e polietileno.
mação, mas ninguém desenvolveu um trabalho Tanto a indústria de embalagens quanto a de
como o do Cetea, com a participação de oito importância alimentos eram precárias. O ITAL foi uma
entidades setoriais, o que dá uma expressiva marco de dinamização nessa história. Vários
complementaridade ao nosso trabalho.
da segurança trabalhos surgiram no Instituto: suco de laran-
ja industrializado, processamento de palmito,
Quais são os planos para o futuro?
alimentar às suco longa-vida. A Tetra Pak, por exemplo,
Temos necessidade de trabalhar com nanotec- está com projetos no ITAL há 35 anos, fazendo
embalagens”
nologia, com biotecnologia, com embalagens desenvolvimento de produtos em embalagem
inteligentes, interativas, na modernização da asséptica. Quando o ITAL foi criado não exis-
análise do ciclo de vida. Falamos de alimentos tia uma faculdade de engenharia de alimentos.
funcionais, diet, light, com fibras e de uma Hoje se formam mil engenheiros de alimentos
das maiores tendências no mundo, que são os por ano no Brasil. Não havia laboratórios em
alimentos vistos não só como suprimento ali- universidades. Hoje temos várias faculdades
mentar, mas como complemento de uma ação com laboratórios de pesquisa e desenvolvimen-
funcional que melhore a saúde do consumidor. to. Não tínhamos centros privados de pesquisa
Essa visão está sempre integrada à necessidade e desenvolvimento. Hoje temos muitas empre-
de desenvolvimento de embalagens adequa- sas – nacionais, como Sadia e Perdigão, e mul-
das. O ITAL e o Cetea têm de buscar – e já tinacionais, como Unilever, Parmalat, Cargill
buscam hoje – parcerias estratégicas. Se não – com centros de pesquisa e desenvolvimento.
fizermos isso, os vetores do mercado ficam
exageradamente separados, e as indústrias e os Qual é o papel do ITAL nesse cenário?
consumidores não aproveitam sequer o que já É o de interligar essas entidades privadas com
está disponível. O que queremos é que o país as universidades. Para dar idéia, a Embrapa
melhore, que o consumidor tenha alimentos desenvolve uma série de atividades impor-

38 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


tantíssimas, mas não tem uma série de com- que ocorre no mundo mas outras, na frente.
plementaridades que o ITAL tem. A parceria Quando mapearmos o que vai acontecer com
entre o ITAL e a Embrapa é estratégica para o a indústria de alimentos e de embalagens em
desenvolvimento de alimentos e embalagens. 2020, teremos de olhar muito mais para o
É muito importante começarmos a visualizar mercado brasileiro, que hoje puxa o mercado
2013, 2015. Quando, em 1998, desenvolvemos internacional em alguns segmentos.
o trabalho Brasil Packtrends 2005, com proje-
ções de panoramas do setor, identificamos uma Quando ITAL foi fundado, os brasileiros se
série de previsões e dados que estão ocorrendo orgulhavam de que o Brasil seria “o celeiro do
no Brasil. Como fizemos isso? Compramos mundo”. No entanto, parece que desse “celei-
documentos, relatórios confidenciais do mundo ro”, como ocorre com os celeiros em geral,
inteiro, fizemos uma depuração e mostramos o que sai é basicamente commodity: o país
para o mercado o que iria acontecer em 2005. exporta soja, café, carne in natura, sem valor
Nos grandes marcos conseguimos acertar as agregado. A distância ainda é grande para
tendências. Agora queremos fazer isso com que, em vez de “celeiro”, o país venha a ser “o
outro trabalho, o Brasil Foodtrends 2020. Mas supermercado” do mundo, exportando alimen-
hoje é mais difícil. Em 1998 identificávamos tos acondicionados, com valor agregado?
o que ocorreria no mundo e tirávamos nossas Finalmente o Brasil despertou para o café, e
conclusões sabendo que o Brasil iria atrás. começa a exportar café gourmet, café de exce-
Hoje o Brasil está algumas vezes ao lado do lência, torrado, acondicionado em embalagens
sofisticadas, tecnicamente adequadas. Só que negócios, inclusive na cadeia de embalagem,
demorou para chegar nesse ponto. Isso está é sustentabilidade. Como o ITAL entende esse
associado à área de pesquisa, desenvolvimento conceito e como pode ajudar a implementá-lo?
e inovação. O que aconteceu nesse processo? Fico feliz com a crescente colocação do tema
As indústrias deixaram de lado essa questão, do meio ambiente, ou da sustentabilidade de
pois tínhamos problema de instabilidade eco- modo geral, porque se trata de uma problemáti-
nômica. Não tínhamos um mercado interno tão ca de difícil compreensão, pois carrega em sua
bom quanto hoje. Com a mudança de cenário, retaguarda a necessidade de todo um processo
no momento em que o Brasil começar a inves- de educação. É uma questão que não se vai
tir mais em eficiência, tecnologia e inovação resolver de uma hora para outra. Tive a feli-
estaremos muito melhor. cidade de acompanhar toda a trajetória do que
hoje se sintetiza no conceito de sustentabilidade
Em antiga entrevista à nossa revis- quando surgiu na Europa, depois nos Estados
ta (EMBALAGEMMARCA nº 18, dezembro de “Sustenta- Unidos, sobretudo na relação com o segmento
2000), o senhor desenhava um quadro ruim de embalagem e o meio ambiente, com ênfase
nessa área. Referindo-se aos investimentos das bilidade é em reciclagem, em reaproveitamento e redução
empresas em pesquisa e desenvolvimento, cita- do uso de materiais. O ponto importante nisso
va a intenção do governo federal de estimular um processo é que, nas ações para a melhoria junto ao meio
investimentos em ciência e tecnologia e de ambiente, é fundamental lembrar que já exis-
alterar o quadro existente, em que o governo mais amplo tem ferramentas aprovadas internacionalmente
entrava com 80% e o setor privado com 20%. para mensurar modelos que são melhores do
Esse quadro mudou? do que o que outros. Para poder decidir sobre quais as
Muito pouco, apesar de o governo ter feito ações mais adequadas frente a cada problema
uma série de mudanças. Em 1999, no governo design de que se apresenta é importante escolher a fer-
Fernando Henrique Cardoso, foi traçado um ramenta certa. Nesse sentido, o ITAL tem ins-
plano para a mudança real da área de ciência embalagem trumentos estruturados para atuar tanto na área
e tecnologia no Brasil. Foi um avanço, e de de embalagem, que é o Cetea, quanto na de
certa forma é também um mérito do governo e outros tratamento de água, de efluentes, de resíduos.
Lula, que manteve o plano e consolidou a lei Acho oportuno registrar que em 2000 criamos
de inovação tecnológica. Ele criou também o aspectos um grupo para atuar na área de meio ambiente
programa de apoio à exportação e um progra- e ainda hoje encontramos grande dificuldade
ma de apoio à extensão tecnológica. Tudo isso
isolados porque não conseguimos parceiros adequados
está começando a dar ao Brasil uma outra con- dentro das indústrias para levar a coisa adiante.
que pouco
figuração. O governo ainda é o grande partícipe As indústrias não enxergam a importância e a
do processo financeiro de apoio à pesquisa, ao oportunidade que isso representa. Recebemos
significam”
desenvolvimento e à inovação. O Brasil come- da Inglaterra um documento que mostra uma
çou a enxergar que há mecanismos adequados coisa na qual já trabalhávamos no Cetea há
de financiamento, através de subvenção e de quinze anos, que é a perda de alimentos. Quase
outras alternativas, mas ainda não conseguiu se ninguém associa o fato de que ao trabalhar
livrar de certas amarras burocráticas. Estamos o conceito de sustentabilidade, ao lado de se
discutindo de que forma mostrar às indústrias levar em conta a reciclagem, o resproveitamen-
as vantagens de utilizar esses incentivos fiscais to, a redução de uso de materiais na produção
para a área de ciência e tecnologia. Existe nas de embalagem, é fundamental reduzir perdas.
empresas um excesso de desconfiança que
dificulta a viabilização de projetos. Se não eli- Aliás, é consenso que elas ocorrem ao longo de
minarmos isso o Brasil não cresce. toda a cadeia produtiva.
Na verdade, o problema – gravíssimo – vai
Hoje, uma das palavras mais presentes nos muito além da velha história do que se perde

40 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


no campo, no transporte, no mau acondiciona- está em tecnologia, em transporte, em acon-
mento. Estudos mais evoluídos mostram que dicionamento. A outra é adequação de tama-
um terço dos produtos alimentícios comprados nhos, de porções dos produtos alimentícios aos
pelos consumidores é perdido – na verdade, diferentes sistemas de consumo existentes na
jogado fora. É uma questão de reeducação sociedade. As diferenças sociais, étnicas, com-
e também de readequação de hábitos e da portamentais, imprimem diferenças na maneira
capacidade da indústria. Muitas pessoas, des- de consumir. Mesmo numa família as pessoas
conhecendo tecnicamente o assunto, ficam têm gostos, horários, dietas médicas diferentes
indignadas, por exemplo, ante uma embalagem para se alimentar. Se a indústria não se adequar
de biscoitos contendo dez pacotinhos com duas para suprir essas diferentes demandas ocor-
unidades cada um. “É um desperdício!”, elas rerá uma falha muito grande. Ante tudo isso
gritam. Desconsideram todos os custos do que e respondendo à pergunta, o que posso dizer
veio antes – a adubação, o plantio, a colheita, o é que sustentabilidade é um processo muito
armazenamento do trigo, sua transformaçào, o mais amplo do que se vê colocar por aí, como
acondicionamento, novamente o transporte etc. design de embalagem e outros aspectos que
– e não relativizam: numa embalagem de vinte isolados pouco significam. No fundo, no fundo,
biscoitos, a pessoa consome dez e, quando o é um problema educacional. Jogar fora ficou
restante fica murcho, joga tudo fora. Isso tem fácil, até porque o custo dos alimentos baixou
um custo ambiental altíssimo! Além da perda, muito nos últimos anos. Se houver consciência
é resíduo total. Parte das respostas ao problema ambiental disso, aí pesa mais.
Se você se preocupa com a saúde do planeta
e dos negócios, não pode ficar de fora.

Seminário Estratégico de Sustentabilidade


na Área de Embalagem.

O que é ser Sustentável no mundo corporativo

Em um futuro bem próximo não haverá lugar para empresas e negócios isolados dos conceitos
de sustentabilidade, de preocupação com os grupos de interesse e dos conceitos básicos de
sustentação da governança. A cadeia de embalagens não foge a essa nova realidade.
A pressão vinda de várias fontes – consumidores, organizações não-governamentais
e órgãos oficiais – faz com que a adoção de práticas sustentáveis nos negócios
seja uma necessidade, e não mais um conceito abstrato.
A pergunta muda de “quando” para “como trabalhar com essa nova realidade”.
O seminário apresentará formas de abordar a sustentabilidade, na indústria de embalagens,
como elemento de geração de negócios, mostrando que ações que usam o assunto
meramente como elemento de comunicação hoje são, na verdade, insustentáveis.
Ú VAG
Dia 14 de outubro de 2008, na Amcham Brasil, em São Paulo.

LT A
IM S
Programação*

A
S
08h00 - 08h45 Credenciamento e Welcome Coffee
08h45 - 09h00 Abertura
09h00 - 10h00 O que é ser sustentável no mundo corporativo
José Luiz Rossi Jr., professor de Economia da Graduação e
Mestrado do IBMEC - SP, Ph.D. em Economia - Yale University
10h00 - 10h30 Coffee Break
10h30 - 11h30 Varejo: Pressões sobre as embalagens
Fábio Cyrillo, diretor de marcas próprias do Wal-Mart
11h30 - 12h30 A Sustentabilidade, a empresa e o consumidor O Ciclo de Conhecimento é um programa
Eduardo Vaz, diretor industrial da Bertin Higiene & Beleza abrangente e permanente de análise, estudo
12h30 - 14h00 Almoço e difusão de informações relacionadas à
14h00 - 15h00 Case de coleta e reciclagem cadeia de embalagens, desde o fornecimento
João Cesar Rando, presidente do inpEV - Instituto
Nacional de Processamento de Embalagens Vazias de matérias-primas até a indústria usuária
15h00 - 16h00 Ecodesign e inovação no desenvolvimento de embalagens e o varejo. Trata-se de uma ação contínua
Martin Bunce, designer da TinHorse Design Limited, Reino Unido para promover eventos que podem ser
16h00 - 16h30 Coffee Break classificados como “de transformação”. Sua
16h30 - 17h30 A sustentabilidade na cadeia de suprimentos missão é contribuir para o desenvolvimento
Luciana Villa Nova, gerente de
desenvolvimento de embalagens da Natura de profissionais e empresas do setor. O que
17h30 - 18h00 Entrega de certificados e café oferecemos ao setor é mais informação com

* Programação sujeita a alterações


valor agregado.

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Informações sobre
• Palestras e palestrantes • Como patrocinar o evento • Como participar do seminário
ciclo@embalagemmarca.com.br

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panoraMa }}} MOVIMENTAçãO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS

SETOR

A evolução é pequena, mas se mantém


Indústria de embalagens deverá crescer só 2,5% em 2008, mas setor comemora o bis no saldo positivo

No primeiro semestre de 2008 a produção cil crer que um setor cresça a essa taxa puxaram os números para cima nesses
física de embalagens cresceu 6,24% no de forma constante”, alega o economista. primeiros seis meses, e é possível que
Brasil. O número, da Fundação Getúlio “No caso das latas de alumínio, uma pos- eles se devam a questões localizadas,
Vargas (FGV), foi apresentado pelo seu sível explicação é o grande aumento nas a oportunidades que não se repetirão”,
coordenador de análises econômicas, exportações, na ordem de 456,68%.” ressalta Quadros. “Mais importante que os
Salomão Quadros, em evento realizado Apesar do forte ritmo do primeiro semes- números, no entanto, é o cenário de cres-
em São Paulo no fim de agosto. Segundo tre, o estudo – realizado periodicamente cimento com sustentação”, ele comemora,
Quadros, o desempenho deveu-se princi- por encomenda da Associação Brasileira lembrando que o setor já crescera 2,06%
palmente às expedições de embalagens de Embalagem (Abre) – projeta um cres- em 2007. Veja abaixo o desempenho de
metálicas, 20,3% maiores em relação cimento de 2,5% para o setor ao final de cada material no primeiro semestre de
aos primeiros seis meses de 2007. 2008, o que resultaria numa receita total 2008 (as denominações são as fornecidas
“Acreditamos em algo pontual, pois é difí- de 34,7 bilhões de reais. “Alguns fatores pelo estudo da FGV):

FONtE: iBgE / ELABORAçãO: Fgv


-10,01% 2,78% 2,78% -0,53% 20,30%
(2)
MADEIRA PAPEL E PLÁSTICO VIDRO METAL
(1)
PAPELÃO
(1) iNCLui CAiXAs dE PAPELãO ONduLAdO; CAiXAs E CARtONAgENs dOBRÁvEis; sACOs E (2) iNCLui sACOs Ou sACOLAs; gARRAFÕEs, gARRAFAs E FRAsCOs (iNCLusivE As EMBALAgENs PEt); E
sACOLAs dE PAPEL; CHAPAs dE PAPELãO ONduLAdO; E EMBALAgENs divERsAs EMBALAgENs PARA PROdutOs ALiMENtÍCiOs Ou BEBidAs (iNCLusivE BisNAgAs, COPOs E sEMELHANtEs)

O NÚMERO RECICLAGEM

De garrafas a sacolas

96,5%
das latas de alumínio para bebi-
PET reciclado dá origem a um novo tecido para sacolas
Mais um resultado da reciclagem de emba-
lagens plásticas chega ao mercado. Trata-
se do Ecotess, um tecido 100% obtido
de garrafas de PET pós-consumo. O
das comercializadas no Brasil em material é fabricado pela Fivebras
2007 foram recicladas. Recorde, o (www.fivebras.com.br), fabricante
índice, equivalente a 11,9 bilhões de embalagens especiais com vinte
de unidades, mantém o país na anos de mercado, que garante a
liderança mundial da reciclagem sua aplicação “com a mesma qua-
de latinhas pelo sétimo ano con- lidade do poliéster convencional”
secutivo. A energia elétrica econo- na confecção de produtos como
FOtO: CARLOs CuRAdO

mizada com o uso de sucata para mochilas, bolsas e nécessaires. “A


produção de ‘ecobags’ (sacolas
a fabricação de novas embalagens
duráveis para o varejo) é atualmente
equivale ao consumo anual de uma
o principal canal consumidor da novidade”, diz Modelo de
cidade com um milhão de habitan-
FONtE: ABAL E ABRALAtAs

Ricardo Zaguer, diretor da Fivebras. Segundo ele, “ecobag”


tes. O melhor desempenho anterior o Ecotess é impermeável e possui grande varie- fabricado
com o Ecotess
havia sido o de 2005, com 96,2% dade de cores e estampas que utilizam tintas ino-
das latas recicladas. fensivas ao ambiente. O material é reciclável.

44 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


Edição: guilherme kamio ||| guma@embalagemmarca.com.br

FLEXÍVEIS

Novidade francesa no Brasil


Filmes oxi-biodegradáveis da Bolloré são ofertados no mercado local
Lançada na Interpack 2008, mostra os fragmentos do material, fazendo-o
de tecnologias de embalagem ocor- desaparecer deixando apenas água,
rida em abril último na Alemanha, os dióxido de carbono e biomassa”, diz
filmes plásticos “verdes” Bolphane Eliana Rodrigues, da área comercial
BYO, da francesa Bolloré Films, pas- da FR Importação e Exportação, de
sam a ser disponibilizados no Brasil. Campinas (SP), representante para o
Os filmes são oxi-biodegradáveis, mercado nacional da Bolloré Films.
isto é, contam com um aditivo que Informações sobre os materiais podem
acelera sua desintegração após o ser conseguidas pelo telefone (19)
descarte, quando em contato com luz 3241-8087 ou através do e-mail
e calor. “Microorganismos assimilam eliana@frcomex.com.br.

foto: divulgação

Filmes da Bolloré aplicados em envoltórios e em rótulos: rápida desintegração após o descarte

QUÍMICA

Vai dar namoro?


Para se fortificar ainda mais em aditivos para plásticos, Basf quer a Ciba
A química alemã Basf anunciou e dívidas. Logo depois, no entanto,
uma oferta pública para a aqui- a firma de investimentos Bestinver,
sição da suíça Ciba, referência maior acionária da química suíça,
mundial em colorantes e em reves- declarou que rejeitaria a oferta da
timentos de efeitos para plásticos. Basf, por considerá-la baixa. Os
Em comunicado oficial, a Basf alemães prometem não desistir do
declarou ter chegado a um acordo negócio. “A Ciba poderá reforçar
com o conselho diretivo da Ciba, nosso portfólio significativamente,
dispondo-se a pagar 6,1 bilhões de expandindo nossas capacidades”,
francos suíços (cerca de 10 bilhões declarou Jürgen Hambrecht, CEO
de reais), somadas ações nominais da Basf.

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 45


panoraMa }}} MOVIMENTAçãO NO MUNDO DAS EMBALAGENS E DAS MARCAS

GENTE CARTONADAS ASSÉPTICAS

Potência em laminados de Parceiros inteligentes


alumínio utilizados na fabrica- Bebidas poderão ter caixinhas com “canudos inteligentes”
ção de embalagens, a Novelis
anunciou Alexandre Almeida Fazendo sucesso na Oceania, tendo probióticos – as “bactérias
(foto) como seu novo presi- onde há quase um ano são utiliza- do bem”, benéficas à saúde.
dente para as operações na América do Sul. dos com as marcas Sipahh e Mai’a Assim como no caso dos aditivos
Almeida, que ocupava a diretoria financeira na forma de aromatizantes para de sabor, os probióticos seriam
e de planejamento estratégico da companhia leites, os “canudinhos inteligentes” acumulados em microesferas gela-
desde 2005, sucede a Tadeu Nardocci, guin- da australiana Unistraw, capazes tinosas, acomodadas num com-
dado à vice-presidência mundial de Inovação, de armazenar e regular a liberação partimento do canudo selado por
Tecnologia e Estratégia da Novelis. de ingredientes em bebidas, atra- filtros, que se dissolvem à medida
íram a Tetra Pak. A fornecedora que o líquido passa por elas (veja
O Prêmio Homenagem do Ano, sueca acaba de fechar um contrato a ilustração). “Esse novo sistema
da Associação Nacional dos global para associar a inovação de canudos ajudará a tornar leites,
Profissionais de Venda em Ce- às suas embalagens cartonadas sucos e outras bebidas mais atra-
lulose, Papel e Derivados (Ana- assépticas. A idéia é promover entes para o consumidor”, aposta
ve), contemplou neste ano três o desenvolvimento de bebidas Michael Zacka, vice-presidente
agraciados. A International Paper foi eleita Em- funcionais, com os canudos con- mundial de marketing da Tetra Pak.
presa do Ano. Como Personalidade do Ano, o Filtro soldado Microesferas com ingredientes
escolhido foi Antonio Maciel Neto (foto acima),
presidente da Suzano Papel e Celulose. Por
sua vez, Péricles Pereira Druck
(ao lado), diretor-superinten-
dente da Celulose Irani, foi o
premiado na categoria Perso-
Filtro soldado
nalidade do Ano em Gestão
Socioambiental. A Irani é a primeira empresa
brasileira do setor de papel e embalagem, e ENSINO
segunda no mundo, a ter créditos de carbono
emitidos pelo Protocolo de Quioto. Grêmio virtual
Núcleo de Embalagem da ESPM ganha portal na internet
A química Rohm and Haas, importante player
Lançado há dois anos com a turmas poderão manter-se conec-
na área de adesivos para laminação de emba-
proposta de ser o primeiro curso tados, participando de fóruns de
lagens, nomeou Catherine Hunt como diretora
que trata o packaging como um discussão específicos.” Segundo
de sustentabilidade corporativa. Engenheira
organismo industrial estratégico, o Mestriner, a idéia é disponibilizar,
química, Catherine entrou na Rohm and Haas
Núcleo de Estudos da Embalagem no futuro, as conclusões dos deba-
em 1984 e já presidiu a Sociedade Química
da Escola Superior de Propaganda tes virtuais.
Americana (ACS).
e Marketing (ESPM)
agora conta com uma
A KSR Distribuidora, unidade
página na internet (www.
de negócios da VCP (Votoran-
embalagemespm.com.
tim Celulose e Papel) focada na
br). “O portal relaciona as
distribuição de papéis e produ-
atividades desenvolvidas
tos gráficos, tem novo diretor.
pelos alunos e pelo corpo
É Darcio Berni (foto), que ocupava o cargo de
docente, bem como os
gerente-geral de Papéis Gráficos e de Consu-
seus desdobramentos”,
mo e que há 13 anos trabalha na VCP. João
explica o designer Fabio
Lalli Neto, antigo diretor, passa a atuar como
Mestriner, professor coor-
consultor da KSR.
denador do Núcleo. “Além
disso, alunos de todas as

46 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} PrÊMIO EMBalaGEMMarCa

Grande destaque
e largo alcance
Ampla cobertura – impressa e digital – garante
exclente divulgação aos produtos vencedores

Q
uando esta edição de Embala-
gEmmarca estiver circulando, a
cerimônia de entrega dos troféus
do PrÊmIO EmbalagEmmarca –
graNDES caSES DE EmbalagEm
2008 já terá se realizado. Como os votos dos
jurados são informados aos organizadores da
premiação com prazo insuficiente para viabili-
zar a apresentação dos cases vencedores acom-
panhados da fundamentação pormenorizada de “Credibilidade e seriedade”
cada decisão, esse trabalho será apresentado na
edição de outubro próximo da revista. “Apoiamos o PRÊMIO EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM não só com
Tal critério, adotado na primeira edição base na credibilidade alcançada pela revista, através do excelente trabalho rea-
do Prêmio, foi muito bem recebido pelos lei- lizado ao longo dos anos de sua existência, mas também por partilharmos dos
mesmos valores: qualidade do produto, inovação, trabalho sério e transparente, e
tores, dos quais temos inúmeros depoimentos
respeito ao cliente.
atestando dois aspectos que valorizam e dão
Buscando incentivar o aperfeiçoamento e o crescimento da cadeia produtiva de
alta credibilidade à iniciativa: 1) a escolha dos
embalagens, a P.E. Latina Labelers, filial da P.E. Labellers (Itália), uma das líderes
julgadores é feita segundo critérios abrangen- mundiais na fabricação de rotuladoras, se estabeleceu no Brasil com o firme
tes, pelos quais as embalagens concorrentes objetivo de se tornar uma referência no mercado de rotulagem da América Latina.
são analisadas de forma sistêmica e não apenas A P.E. Latina Labelers se orgulha de poder fazer parte deste evento que enriquece
em aspectos isolados; 2) os cases vencedores o mundo da embalagem.”
têm divulgação – sem cobrança de “taxas” ou
“contribuições” – com grande destaque e largo Ilze Ramos – Marketing e
alcance, já que, além de ser destinada uma Marco Antonio Dias Oliveira – Gerente Comercial
página da revista para cada um deles, os resul- P.E. Latina Labelers
tados são apresentados no site específico do
Prêmio, na versão virtual da revista na internet
e na newsletter eletrônica semanal. Sobre este
segundo aspecto, os depoimentos citados acima
indicam que a edição de outubro de 2007 da
revista foi recebida nas empresas como um útil
volume de estudos de casos.

Melhora no nível de inscrições


Um ponto que deixou os organizadores muito
felizes é que, nesta edição do Prêmio, o nível
das inscrições melhorou expressivamente em
relação ao ano anterior. Detalhes que no ano
passado causaram alguma dificuldade no pre-

48 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


enchimento das fichas
de inscrição foram cor-
rigidos, de modo que
“Diferente dos similares”
o trabalho dos jura- “Temos bons motivos para apoiar o PRÊMIO
dos transcorreu com EMBALAGEMMARCA – GRANDES CASES DE EMBALAGEM.
mais facilidade. Cabe Ele se destaca e se diferencia dos similares no
também registrar que setor, pois não homenageia apenas aspectos
houve unanimidade isolados das embalagens, como a excelência em
quanto à alta qualidade impressão, para citar só um exemplo. Acontece
da maioria dos cases que muitas vezes a impressão final de um rótulo
inscritos. ou de uma embalagem não representa o estado da arte que sempre se almeja.
Mas o fato de nela algo ter sido mudado ou acrescentado, de modo a destacar
No entanto, novamente é preciso registrar
o produto no ponto-de-venda ou facilitar seu uso, faz com que atinja o objetivo
que nem todos preencheram alguns pontos for-
de individualizar e atrair a atenção do consumidor. Muitas vezes compramos
mais das fichas de inscrição, e nem todos aten-
produtos e os levamos para casa sem imaginar quanto estudo, desenvolvi-
deram aos termos do Regulamento. Ante essa mento e design está envolvido no processo. O PRÊMIO EMBALAGEMMARCA abrange
constatação, os organizadores, ao registrarem esse aspectos e analisa o desempenho da embalagem em sua extensão plena.
seus agradecimentos a todos os concorrentes Tudo isso, além da tradição da revista, motivou nosso apoio. Congratulamos
e patrocinadores do PrÊmIO EmbalagEmmar- EMBALAGEMMARCA pela iniciativa.”
ca – graNDES caSES DE EmbalagEm, tomarão
providências para no futuro tornar ainda mais Antonio Dalama – Diretor comercial
claras as exigências e, assim, mais precisas as
inscrições. (WP)

Patrocínio Premium Patrocínio Master

Patrocínio Especial

Organização apoio Operacional

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}}} perfumes

Para evitar cópias, frasco ganhou


formato quadrado, mas embalagem
secundária que remete a caixa de
charutos foi mantida

Só o estojo
Congraf
(11) 3103-0300
www.congraf.com.br

Novo perfume da Cuba Paris não é charuto, mas tem charuteira

D
oce no início, o sucesso de co de vidro mais conservador, com for- aspecto de pergaminho envelhecido”, diz
uma embalagem inovadora mato de paralelepípedo. O vínculo com Marquese. A embalagem ainda dispõe de
pode trazer, mais à frente, a marca só é preservado pela embalagem gravações em hot stamping na moldura
desafios para a indústria secundária, um cartucho de papel cartão da logomarca, no nome e nas especifica-
usuária. Veja-se o caso da que imita uma caixa de charutos. ções do produto.
Cuba Paris. Seus frascos com forma- A idéia da charuteira foi da própria Contra clonagens do produto, a caixa
to de charuto tornaram-se verdadeiros Cuba Paris. Após definir as dimensões, incorpora um selo holográfico de auten-
hits do mercado de perfumaria. Mas os a empresa confiou o desenvolvimento da ticação, projetado pela própria empresa.
oportunistas logo entraram em ação, pro- caixa à gráfica paulistana Congraf. Her- “O selo e a etiqueta de importação são
movendo cópias e falsificações, escoadas nani Marquese, funcionário da Congraf importantes armas contra a cópia e a
no varejo popular. A clonagem massiva co-responsável pelo desenvolvimento da pirataria”, diz um porta-voz da Cuba
depreciou a imagem do produto. Reflexos caixa, junto com a direção do cliente, Paris, que preferiu não se identificar e não
desse dissabor podem ser vistos agora, na conta que a meta era criar uma emba- detalhar as origens do frasco, da tampa e
tentativa da Cuba Internacional, detentora lagem com apelo para presentear e que do vaporizador do produto. Segundo ele,
da marca Cuba, de (re)conquistar a faixa fosse guardada, servindo como estojo os dispositivos de segurança defendem a
premium do mercado. Novidade da ope- para o perfume. “Para isso, a caixa dis- sofisticação. “Queríamos transmitir uma
ração brasileira da Cuba Paris, o Eau de põe de um berço para acomodar o frasco imagem mais estilizada, de um perfume
Parfum Gold chega ao mercado num fras- e traz uma textura especial, que lhe dá trabalhado.” (Thiago Comparini)

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}}} feira

Crescimento acelerado
Embala Nordeste espelha potencial da Região

A
terceira edição da Embala De acordo com a empresa, a meta eventos paralelos relacionados à cadeia
Nordeste – Feira Interna- de 700 milhões de reais em negócios foi produtiva do setor. Os organizadores
cional de Embalagens e atingida, comprovando o crescimento da informam que 80% dos expositores desta
Processos, realizada entre região Nordeste acima da média nacional. edição da Embala Nordeste já reservaram
os dias 18 e 21 de agosto “A quantidade de máquinas comercia- espaços para o evento do ano que vem.
no Centro de Convenções de Pernambu- lizadas aqui deverá contribuir para dar Creditam esse bom desempenho ao êxito
co, conseguiu, segundo os organizadores, um salto de qualidade e produtividade obtido por expositores, . Citam como
“superar as expectativas dos 260 expo- na indústria da região”, considera Jaime exemplos a Narita, fabricante paulista
sitores e do público de mais de 12 mil Wiss Jr., também diretor da Greenfield. de rotuladoras e outros equipamentos
pessoas”. Luiz Fernando Pereira, dire- Para ele, a grande procura de empresá- para embalagens, que teria vendido 25
tor da Greenfield Businesse Promotion, rios pela feira foi motivada também pela unidades, num faturamento de mais de
organizadora do evento, destaca que “um expansão de mercados de consumo, além R$ 1,5 milhão, ao lado da Brasilmaq, da
verdadeiro parque industrial foi montado, da necessidade de uma nova logística de Magmar, da Carnevalli e da HT Machine,
com mais de 400 equipamentos vindos de produção e distribuição de produtos por fabricantes de extrusoras e outros equipa-
vários Estados e de outros países, como conta da elevação do custo no frete. mentos, com vendas R$ 2 milhões e R$ 3
Alemanha, Itália e Argentina”. A feira também contou com diversos milhões cada uma. (WP)

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 53


painel gráfico }}} MERCADO DE CONVERSãO E IMPRESSãO DE RóTULOS E EMBALAGENS
Edição:
Edição:Guilherme
Leandro Haberli
Kamio

Multiverde renova site Cresce a família Pantone


Sistema Goe tem dois novos produtos
Empresa funciona em antiga unidade da VCP
A Pantone anunciou dois novos produtos do
Visando valorizar os produtos e o posicionamento de mercado da sistema Pantone Goe: o Pantone GoeBridge
empresa, entrou no ar dia 12 de agosto último o novo site da empresa e o Pantone Color Cue 2.1. O primeiro per-
Multiverde Papéis Especiais, constituída em abril de 2007, a partir da mite a visualização exata e a avaliação de
aquisição da Unidade como as mais de 2 000 cores sólidas do
Mogi da Votorantim sistema Pantone Goe se reproduzirão em
Celulose e Papel. A CMYK em papel revestido. Por meio de
nova página especifica fórmulas de conversão para CMYK, sRGB
as cores, formatos e e HTML em um único guia, o GoeBridge
gramaturas disponíveis proporciona aos designers o desenvolvimen-
de cada papel. to de projetos para diferentes mídias. O Pantone
REPROduçãO

O endereço do novo Color Cue 2.1 inclui agora toda a biblioteca do


site é www.multiverde- Pantone Goe revestido e não revestido, assim
papeis.com como os valores CMYK do GoeBridge.

Klabin inaugura projeto de expansão Heidelberg completa


Investimento de 2,2 bilhões de reais é o maior da história da empresa dez anos de Brasil
A Klabin inaugurou no dia 15 de e celulose do mundo. Empresa lança campanha para comemorar
setembro, em Telêmaco Borba (PR), Com a ampliação concluída, a
A Heidelberg do Brasil completou dez anos de
o Projeto de Expansão MA-1100, Klabin passa a ser a sexta maior
atividades no final de agosto. Inaugurada em
maior investimento de seus 109 fabricante global de cartões de
1998 como parte de uma estratégia mundial
anos de história e um dos mais fibras virgens. “O investimento da
da empresa para marcar presença nos mer-
importantes já feitos por uma Klabin em produção de papéis para
cados emergentes, sua sede brasileira tem
empresa brasileira do setor de papel embalagens, em especial de papel
hoje cerca de 270 funcionários, dos quais 84
e celulose. cartão, mostra que o Brasil pode
completaram dez anos de registro. No início,
Com investimentos de R$ 2,2 ser um grande fornecedor mundial
a Heidelberg tinha a sede em São Paulo e
bilhões, o Projeto eleva a capacida- de papéis de alto valor agregado”,
escritórios em Porto Alegre, Curitiba, Belo
de da Unidade Monte Alegre (PR) afirmou o diretor geral da empresa,
Horizonte, Recife e Rio de Janeiro para garan-
de 700 mil toneladas de papéis por Reinoldo Poernbacher.
tir a cobertura e o atendimento em todos os
ano para 1,1 milhão de toneladas/ Com a conclusão do Projeto, a
pontos do país. Em 2007, o apoio foi reforça-
ano e amplia a capacidade total Klabin, que é a maior exportadora
do com a presença de um gerente regional e
da empresa de 1,6 milhão para 2 de papéis do Brasil, com embarques
um gerente de serviços em cada região.
milhões de toneladas/ano de papéis para mais de 50 países, pretende
Para comemorar a data, a companhia lançou
para embalagens. Coloca também a elevar a participação das expor-
uma campanha que tem o slogan “Heideberg
unidade, atualmente a maior fábrica tações de 27% para 35% na sua
do Brasil: 10 anos ajudando a construir o futu-
de papéis do Brasil, entre as dez receita líquida. A nova Máquina de
ro gráfico”.
maiores fábricas integradas de papel Papel número 9, a MP9, considerada
a mais moderna do mundo Prédio da
para a produção de papel Heidelberg
em São Paulo
cartão, é o ponto central do
Projeto MA-1100. “Desde
1996 não se instalava uma
máquina deste porte no
divuLgAçãO HEidELBERg

mundo para a produção


FOtOs: divuLgAçãO

de papel cartão de fibras


virgens”, afirma Francisco
Razzolini, diretor do Projeto
de Expansão MA-1100.

54 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


Edição: flávio palhares ||| flavio@embalagemmarca.com.br

VCP e Aracruz anunciam fusão Adesivo da Coim tem


Negócio entre Votorantim e Safra cria gigante da celulose
alto teor de sólidos
Os grupos Votorantim e Safra anun- mente, 57,23% e 42,77% do capital
Produto diminui o envio de
ciaram acordo que une a Votorantim total.
solventes ao meio ambiente
Celulose e Papel (VCP) e a Aracruz A Aracruz tem cerca de 24% do mer-
Celulose. O acordo acontece depois cado mundial de celulose branqueada A Coim Brasil apresentou ao mercado um
que a Votorantim acertou, em agosto, de eucalipto, voltada para a produção adesivo base solvente com alto teor de
a compra da participação de 28% do de papéis de imprimir e escrever, sólidos, o Alto Sólido, desenvolvido na
grupo Lorentzen na Aracruz por 2,71 papéis sanitários e papéis especiais. Alemanha. A formulação do adesivo per-
bilhões de reais. A operação abriu A empresa tem capacidade anual de mite a aplicação na máquina laminadora
caminho para que o Safra avaliasse 3,2 milhões de toneladas de celulose com teor de sólidos entre 55% e 60%, o
sua posição no grupo de controle da e meta de mais que dobrar essa pro- que diminui o nível de solventes enviados
maior fabricante de celulose de euca- dução, para 7 milhões de toneladas, ao meio ambiente. Com isso, há redução
lipto do mundo. Com isso, a Arainvest, até 2015. A VCP tem plano de chegar também dos gastos com a recuperação de
que reúne a participação do Safra na a uma capacidade de produção de solventes. Segundo o fabricante, uma van-
Aracruz, desistiu do direito de prefe- celulose de mercado de cerca de 3,5 tagem adicional do produto é a baixíssima
rência e venda conjunta, optando por milhões de toneladas até 2012. Em retenção de solventes quando o adesivo
uma parceria com a Votorantim. Com o 2007, a empresa vendeu 1,1 milhão de é utilizado em máquinas laminadoras em
negócio foi criada uma holding em que toneladas. A holding controlará cerca altas velocidades. O adesivo é utilizado em
a Votorantim e a Arainvest terão 50% de dois terços da produção de celulo- estruturas filme/filme para embalagens de
do capital votante cada e, respectiva- se brasileira. massas, biscoitos, temperos e snacks.

Em 2009 EmbalagemMarca completa 10 anos.


A comemoração será com
uma edição especial em junho.
Não perca a oportunidade de participar.
Consulte nosso departamento comercial.
(11) 5181-6533
comercial@embalagemmarca.com.br
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painel gráfico }}} mercado de conversão e impressão de rótulos e embalagens
Edição: Guilherme Kamio

Leitura on-the-go
Rótulos com mini-revistas, já utilizados na Austrália e na Europa, chegam ao Brasil

E
tiquetas do tipo folheto, com páginas que ampliam
o espaço para levar informações ao consumidor,
não são exatamente novidades no campo da rotu-
lagem. Mas uma notícia fresca, inspirada nesse
tipo de adorno, é protagonizada pela australiana
On Product Publishing (OPP). A empresa patenteou mundial-
mente a idéia de transformar os rótulos multipáginas em mini-
revistas. Lançada há quase dois anos com o nome Labelzine, a
solução já foi adotada na Oceania e na Europa, e agora passa a
ser oferecida no Brasil, através de um representante autorizado.
“O produto é composto por três componentes: uma etiqueta-
face auto-adesiva, um livreto que pode ter de oito a 32 páginas e,
sobre este, uma sobrecapa retirável através de uma aba”, explica,
em português fluente, o dinamarquês Niels Haslund, respon- Primeira “revista de garrafa” do
mundo, a australiana iLove tem
sável pelo licenciamento da tecnologia no mercado brasileiro. reportagens e dicas de compras
Segundo ele, as etiquetas podem ser produzidas “por qualquer para mulheres. Acima, como retirar
a publicação do rótulo de água
bom convertedor de auto-adesivos” e aplicadas por rotuladoras
automáticas convencionais. As Labelzines são fornecidas em
bobinas com até 1 000 unidades cada.

Diversas maneiras
Os rótulos-revista vêm sendo utilizados de diversas formas.
Na Europa, editoras fecharam parcerias com a Coca-Cola On Product Publishing
(11) 9442-6609
para colocar miniaturas de suas revistas em garrafas de PET www.onproductpublishing.com
de refrigerante. “A circulação das revistas aumentou cerca de
30% e as vendas da Coca-Cola, quase 5%”, diz Haslund.
Para comemorar seus cinqüenta anos de atuação no
mercado suíço, a Tetra Pak produziu revistinhas
institucionais e as distribuiu acopladas a caixinhas
de leites de seus clientes. Uma rede dinamarquesa
de supermercados utiliza Labelzines para divulgar
receitas e sugestões de uso dos alimentos com sua
marca própria.
O caso mais curioso é o da revista australiana
iLove, lançada como “a primeira revista on-the-go para
mulheres”. Ela é exclusivamente encontrada em garrafas
de PET de 600 mililitros da água mineral Yarra Valley
comercializadas em lojas de conveniência, aeroportos
e paradas do transporte público. “Além de reportagens,
as mini-revistas oferecem dicas de compras e tíquetes
de desconto, servindo como práticos guias de bolso
para o público feminino”, diz o agente da OPP para o
mercado brasileiro. (GK)

56 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} laBElEXPO 2008

Somos a bola da vez


Alto potencial de crescimento da cadeia de conversão
de rótulos e etiquetas no Brasil coloca definitivamente
o país na mira de grandes players mundiais do setor
Por Marcos Palhares

N
em o obrigatório entusiasmo dos tais como o avanço das impressoras digitais
organizadores da Labelexpo, tra- (consolidado com o recente crescimento na
dicional feira do setor de rótulos oferta e na qualidade das jato de tinta), a onipre-
(marcadamente os auto-adesivos) sença dos equipamentos híbridos e cada vez mais
realizada entre 9 e 11 de setembro produtivos, e uma diminuição das barreiras que
em Chicago (EUA), foi capaz de esconder a tradicionalmente separavam convertedores de
apreensão que a crise do subprime espalhou no rótulos dos de embalagens flexíveis, o que se viu
mercado americano. nesta edição da Labelexpo foi um olhar desejoso
Com um dia a menos do que em suas edições para o mercado sul-americano, tendo o Brasil
anteriores, o que se viu nos pavilhões do evento como ponto focal.
foram corredores esvaziados, e o que se ouviu Não que esse interesse já não tivesse se mani-
foram comentários, de diversos expositores, de festado nos últimos anos, nem que a consolidação
que “ninguém está investindo”. Isso, é bom frisar, das tendências tecnológicas acima citadas tenha
uma semana antes de a concordata do banco de sido interrompida. Muito pelo contrário. Mas a
investimentos Lehman Brothers ser anunciada. seqüência de eventos que trazem como protago-
Se em anos anteriores o que se conseguiu nistas o Brasil e seus vizinhos evidenciam que a
extrair da feira foram tendências tecnológicas, entrada da região no mercado global de rótulos e

58 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


etiquetas é uma questão de tempo. Pouco tempo.
Somos a bola da vez.

Consolidação em curso
Nos últimos três anos, por exemplo, o mercado
sul-americano assistiu a algumas movimentações
importantes. A canadense CCL Label adquiriu a
Prodesmaq. Depois, foi a vez de a francesa Bic
Label abocanhar a Pimaco. Na seqüência, a ame-
ricana Brady comprou a Asterisco. A também
americana York Labels, no início deste ano, levou
as chilenas Etiprak e Etiquetas Industriales. São
indícios claros de que a consolidação entre os
convertedores, já anunciada há alguns anos por
EmbalagemMarca, está mais viva do que nunca.
E, segundo rumores ouvidos na Labelexpo, que
se espere mais nos próximos meses.

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 59


A explicação para esse fenômeno está nos
números, principalmente no segmento de auto-
adesivos. Enquanto os mercados mais desen- “Enquanto os mercados mais
volvidos, como o americano e o europeu, têm desenvolvidos têm baixo
baixo crescimento (entre 2% e 4% ao ano), no crescimento, no Brasil registram-se
Brasil registram-se seguidamente avanços anuais taxas superiores a 10%”
superiores a 10% – índices polpudos que atraem
não apenas os convertedores estrangeiros, mas
também fornecedores de peso.

Modernização do parque gráfico


Na área de máquinas, por exemplo, o Brasil viu
dois grandes fabricantes vencerem o temor de
investir num país com arcabouço legal que faz
arrepiar os cabelos dos estrangeiros. A dinamar-
quesa Nilpeter criou uma linha de impressoras
(batizada de FBR, e mais simples do que a FB,
seu modelo básico até então) para ser produzida
nas instalações da Uderigo Rossi em Ribeirão
Preto (SP). Abordagem diferente teve a con- a taxa de câmbio até há pouco muito favorável
corrente italiana Gidue, que passou a produzir incentivou o aumento na importação de equipa-
o mesmo modelo S-Combat feito na Itália em mentos sofisticados de banda estreita e média
Petrópolis (RJ), na fábrica da Raeder. Na Labe- para impressão de rótulos auto-adesivos, termo-
lexpo, a holandesa MPS anunciou que produzirá encolhíveis e até embalagens flexíveis e carto-
um equipamento no Brasil, em parceria com a nadas. Vieram também, nessa onda, máquinas
brasileira Etirama (ver quadro), o que configura de acabamento e inspeção, e uma modernização
um terceiro modelo de negócios. Em comum há nos sistemas de pré-impressão e de controle dos
o fato de as três máquinas serem flexográficas, fluxos de trabalho. Os altos investimentos não
entry-level, e de poderem ser financiadas pelo passaram desapercebidos lá fora, e chamaram
Finame. a atenção de outros fornecedores em busca de
O certo é que o parque brasileiro de máquinas expansão dos seus negócios.
está melhorando. Além das iniciativas citadas, A área de substratos (papéis e filmes) para

Casamento consumado, com filho anunciado


MPS e Etirama anunciam que produzirão, no Brasil, impressora flexográfica em conjunto
Em meio a uma pouco animada Labelexpo, sócio da MPS. O nova máquina, batizada valor à marca Etirama, pois construiremos
um anúncio – que talvez tenha passado de Etiprint – powered by MPS, será toda máquinas com o sistema da MPS, uma das
desapercebido por grande parte das pesso- servo-acionada, mas será posicionada como melhores empresas em tecnologia flexo”,
as que ali estavam – circulou rapidamente entry-level. As impressoras mais complexas comenta Ronnie Schröter, diretor comercial
entre os visitantes e expositores brasileiros. continuarão a ser importadas. “É o pri- da Etirama.
A holandesa MPS, fabricante de impressoras meiro acordo desse tipo, de transferência No Brasil, a Etiprint será comercializada
flexográficas, divulgou acordo de parceria de tecnologia, que a MPS faz no mundo”, exclusivamente pela Etirama (os demais
com a brasileira Etirama. revela van den Brink. “Depositamos gran- produtos do portifólio da MPS continuarão
“O resultado dessa cooperação será um des esperanças no sucesso dessa parceria a ser comercializados pela Coras do Brasil).
novo equipamento, uma impressora feita no estratégica.” A MPS usará sua estrutura de distribuição
Brasil, na fábrica da Etirama, com tecno- Do lado brasileiro, também há motivos para para comercializar a impressora “made in
logia da MPS”, explica Bert van den Brink, comemoração. “Esse projeto agregará muito Brazil” em outros países.

60 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


auto-adesivos é emblemática. Com grandes
empresas já instaladas por aqui – Avery Den-
nison, Braga, Colacril, Flexcoat e Gumtac, para
ficar em apenas algumas –, e uma oferta teo-
ricamente mais que suficiente para abastecer
nosso mercado, além de gerar excedentes para
exportação, o setor observou, nos últimos meses,
anúncios que prometem fazer barulho (ver pági-
na 62). Portas abertas
O que se conclui de tudo isso é que o setor Brasileiros visitam empresas da cadeia de rotulagem nos EUA
de rótulos no Brasil está se aprimorando. Isso
Um grupo de brasileiros, composto com idas à planta da fabricante
é uma conseqüência, entre outras coisas, do
em sua maioria por empresários da de substratos auto-adesivos UPM
momento de estabilidade econômica e política área de conversão de rótulos e etique- Raflatac, em Dixon, e à convertedora
por que passa o país, hoje visto como um porto tas auto-adesivas, aproveitou a via- RR Donnelley, em St. Charles (ambas
mais confiável para os investimentos diretos do gem aos Estados Unidos para visitar em Illinois).
exterior. Novas empresas virão para apimentar algumas empresas do setor. Ao final da feira, o grupo se deslocou
o ambiente competitivo, e os resultados serão Organizadas pela Abiea – Associação para St. Louis, no Missouri, onde este-
positivos. Há que se caminhar, contudo, para um Brasileira das Indústrias de Etiquetas ve no planta em que são produzidas
maior nível de profissionalização das empresas, Adesivas, e operacionalizadas pela as impressoras flexográficas Mark
principalmente no elo dos convertedores. Esse Lisboa Turismo, as “visitas técnicas”, Andy, na convertedora Prime Package
será um passo vital para quem quiser sobreviver como foram chamadas, começaram & Label e na Rotometrics, fábrica de
um dia antes do início da Labelexpo, ferramentas rotativas.
– ou ser comprado por um bom valor...

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 61


}}} auto-adesivos

Base para o crescimento


Investimentos e novos players ampliam oferta de substratos auto-adesivos

E
ntre os diversos tipos de e distribuição em Jaguariúna (SP), colo-

fotos: divulgação
decoração de embalagem, cando pela primeira vez os pés na Amé-
os rótulos auto-adesivos, rica do Sul, uma das únicas regiões do
há décadas, destacam-se globo em que não atuava com força. E
por suas consistentes taxas promete avançar nos próximos anos (ver
de crescimento, sempre acima da média EmbalagemMarca 108).
do setor de embalagens. Trata-se de um A italiana Arconvert, do Grupo Fedri-
fenômeno global. goni, tornou público seu projeto de mon-
Nos últimos anos, contudo, esse tar, em Jundiaí (SP), uma fábrica – a ser
ímpeto começou a arrefecer nos países concluída no segundo trimestre de 2009
avançados (onde, ainda assim, o cres- – em parceria com o Grupo Gafor, seu
cimento desse sistema de rotulagem é atual distribuidor de materiais auto-ade-
cerca de 1% superior à média de todos sivos na América do Sul. Ao nacionalizar
os outros tipos de rótulos). Em contrapar- a produção, a empresa espera ficar mais
Braga: “Brasil ganhou visibilidade”
tida, nos mercados em desenvolvimen- próxima de seus clientes, e ainda elimina
to, como o brasileiro, os auto-adesivos o custo representado pelos impostos de a saída para o Pacífico ajudaram a definir
vivem momento de expansão acelerada, importação, hoje de 12% sobre o papel geograficamente o investimento.
o que explica a grande onda de investi- e 15% sobre os filmes. Alguns itens da
mentos que se consolida fora dos grandes linha da Arconvert, porém, cujo volume Resposta imediata
centros. Só nos últimos três meses, dois não justificar a produção local, continua- A reação das empresas já estabelecidas
gigantes mundiais anunciaram que dese- rão a ser importados. por aqui foi rápida. Sediada em Louveira
jam ter maior presença no Brasil. A nova planta terá capacidade de (SP), a Flexcoat, hoje apta a fornecer anu-
A finlandesa UPM Raflatac, hoje produzir 90 milhões de metros quadrados almente 72 milhões de metros quadrados
o segundo maior provedor mundial de de materiais auto-adesivos por ano. “O de laminados auto-adesivos, inicia as
laminados auto-adesivos (atrás da Avery mercado de auto-adesivos na América operações de sua segunda linha (um coa-
Dennison), montou um centro de corte do Sul cresce mais de 12% ao ano, sobre ter e dois equipamentos de acabamento)
uma base de cerca de 900 milhões de em fevereiro de 2009. Com isso, amplia
metros quadrados”, explica Sílvio Fagun- sua capacidade produtiva em 400 milhões
des, diretor geral da Gafor Distribuidora, de metros quadrados. Para que se tenha
braço do Grupo Gafor, que detém 40% uma idéia do que representa esse número,
da Arconvert Brasil. “Só o crescimento hoje o consumo estimado do mercado
do mercado ocuparia essa máquina que brasileiro é pouco superior a 500 milhões
estamos colocando”, completa. Fagundes de metros quadrados por ano.
informa ainda que, em dois anos, uma Em comunicado, a Flexcoat informa
segunda linha com a mesma capacidade que o interesse dos grandes grupos nos
deve ser concluída. mercados emergentes era bastante pre-
A investida das multinacionais não visível, e avalia que vem acontecendo
se restringe ao mercado brasileiro. A de maneira relativamente tímida. Fábio
também italiana Ritrama deverá concluir, Braga, membro do conselho administra-
em janeiro do ano que vem, sua fábrica tivo da Braga Produtos Adesivos, insta-
em Valparaiso, no Chile. Inicialmente, o lada em Hortolândia (SP), concorda com
Fagundes, da Gafor: Arconvert
objetivo é abastecer o mercado local, mas a avaliação da concorrente, e considera
Brasil inicia produção em 2009 o potencial dos demais países da região e natural a entrada de novos players no

62 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


mercado brasileiro, em função da visi- continente desde 1969, a Avery foi pio-
bilidade que o país vem alcançando no neira entre as multinacionais a reconhe-
cenário internacional. “Há pouco tempo cer o potencial da região. “Nesses quase
o Brasil era incluído, nas análises globais quarenta anos, investimos no que há de
de consumo de auto-adesivos, na chance- melhor em tecnologia de laminação de
la de ‘resto do mundo’”, lembra. “Hoje, produtos auto-adesivos e em ferramen-
já somos avaliados isoladamente.” tas de melhora contínua, e ajudamos a
O executivo acredita que a entra- desenvolver o mercado.”
da de novas empresas é positiva, pois
o conhecimento adquirido por elas em Muito a avançar
mercados mais maduros contribui para Ao que tudo indica, o bolo deve mesmo
o desenvolvimento do setor no Brasil. crescer. “No Brasil, a participação dos
“Depois disso, cada um defende seu ter- auto-adesivos no total dos rótulos é de
ritório de acordo com estratégias locais. 25%, contra a média mundial de 40%”,
Nossa vantagem é oferecer uma linha conta Sílvio Fagundes. O consumo per
de especialidades e customizações que, capita do material no Brasil gira em
por motivos econômicos, essas empresas torno de 2,5m² por ano. Na Europa e nos
não trarão ao Brasil.” Para não perder Estados Unidos está em 15m². “Aqui há
espaço, a Braga instalou, este ano, um oportunidades de crescimento com base
novo coater que elevou sua capacidade na melhora da economia e na inserção de
produtiva em cerca de 30%. Um fôlego novos consumidores, mas existe também
extra para quem trabalhava praticamente um imenso potencial de substituição de
sem ociosidade. E promete mais investi- rótulos de papel com cola por auto-ade-
mentos para breve. sivos”, ressalta o diretor da Gafor.
Outra empresa que adota o discurso “O Brasil é o maior mercado da
da boa vizinhança com a concorrência América do Sul, com potencial de cres-
é a líder de mercado, Avery Dennison. cimento para muitos setores da econo-
“Concorrência é saudável para todos os mia, e não apenas para o segmento de
setores e segmentos do mercado”, afirma auto-adesivos”, diz Isabela, da Avery
Isabela Monteiro Galli, diretora regional Dennison. “Há boas perspectivas para
de marketing da divisão materiais da muitos setores, tais como o eletrônico,
América do Sul da empresa. Presente no o automobilístico e distintos segmentos
das indústrias de bens de consumo. O
que temos de fazer é identificar, decorar,
promover esses produtos.”
De qualquer maneira, tantos investi-
mentos entre os laminadores permitem
avaliar que os próximos anos serão pro-
missores para o setor de auto-adesivos.
Base para crescer não faltará, literal-
mente. (MP)

Arconvert Flexcoat
www.gafor.com.br (19) 3848-4303
www.flexcoat.com.br
Avery Dennison
0800 701 7660 UPM Raflatac
www.averydennison.com.br (19) 3837-9570
www.upmraflatac.com
Braga
Isabela, da Avery Dennison: “Boas (19) 3897-9720
oportunidades em diversas indústrias” www.braga.com.br

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 63


ARTIGO }}} LYNN DORNBLASER

A embalagem
pode emitir sons?
E
mbalagens, é claro, podem emi-
tir sons – basta lembrar do baru-
lho de um saquinho de bata-
tinhas fritas sendo aberto ou
do “clique” de uma tampa de
rosca quando o lacre de uma garrafa de suco
é rompido. Mas a embalagem pode evocar
a idéia de som de maneiras diferentes? Às
vezes, sim...
O melhor exemplo de embalagem que
“Trabalhada incorpora a idéia de som é o do cereal mati-
em conjunto nal Rice Krispies, da Kellogg (ao lado). As
mascotes do produto – Snap, Crackle e Pop
com os demais – dizem, com seus nomes onomatopéicos,
qual será o efeito sonoro de se despejar leite
sentidos, a sobre o produto. Os grafismos da embalagem
audição pode brincam com essa linha temática, assim como
as propagandas da marca.
aumentar o Existem outros exemplos que usam a idéia
de som para mostrar benefícios do produto.
apelo de um Talvez um dos casos mais interessantes seja
o da cervejaria Coors, em lançamento
produto” feito recentemente nos Estados Unidos
e no Canadá.
Com o aumento das vendas de
cerveja no mercado norte-americano
estimado em modestos 0,8% (segundo
dados da Mintel), é fundamental que as
empresas desse mercado busquem todos
os caminhos possíveis para atrair novos
consumidores e reter os atuais. Em minha
opinião, a Coors fez um excelente trabalho
de entender os compradores e os seus hábi-
tos de consumo, criando uma embalagem
que não só reflete esses comportamentos
e atitudes, mas que também se diferencia
daquelas da concorrência.
A empresa introduziu aquilo que cha-
mou de lata Vented Wide Mouth (algo como
“Bocal Largo Ventilado”, em tradução livre

64 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


para o português). A abertura da embalagem que tem se expandido, nos últimos meses,
é um pouco maior que a da maioria das para novos mercados, surgindo em alguns
latas de refrigerante e de cerveja, ajudando o países latino-americanos.
consumidor a sorver o produto e reforçando Os consumidores simplesmente adicionam
o posicionamento de “golabilidade” (“gul- água na garrafa que contém a mistura seca e a
pability”) da marca. Já vimos bocais largos chacoalham. O som (e a sensação) de se agitar
no passado, portanto essa não é a verdadeira a embalagem, nesse caso, comunica alguns
inovação. O que torna tal lançamento único é dos principais benefícios para os consumido-
que, quando aberta, uma parte da embalagem res. Pode-se, por exemplo, escutar o produto
fica levemente levantada, facilitando o fluxo sendo misturado no frasco, o que indica se a
de ar e melhorando a experiência de se beber massa já está no ponto ideal. É um produto
a cerveja num movimento longo e suave. simples, com benefícios simples.
Como se encaixa, aqui, a idéia de som? O fato é que existe uma oportunidade
Simples. É possível poder imaginar com faci- significativa para empresas desenvolverem e
lidade o “glug glug glug” de um consumidor usarem embalagens que apelem para os cinco
bebendo a cerveja num grande gole. A idéia sentidos. Visão, sabor, tato, e mesmo chei-
desse som comunica um dos pontos-chave de ro, podem ser facilmente transmitidos pelos
venda da Coors – a de que se trata de uma cer- grafismos das embalagens, e às vezes por sua
veja macia, voltada para matar a sede e para própria estrutura (por janelas que permitem a
ser apreciada em ocasiões em que o consumo visualização do conteúdo, por exemplo).
se estende por longo tempo. O sentido da audição pode ser um pouco
mais difícil de transmitir. Porém, se trabalha-
Shake, shake, shake do em conjunto com os demais sentidos, pode
Outro produto que transmite a sensação de aumentar o apelo de um produto. A sonori-
sonoridade é feito pela General Mills: a mis- dade pode melhorar o status de um produto,
tura para panquecas Bisquick Shake ‘n Pour, ou fornecer benefícios mais intangíveis (tais
como o a contribuição que a sugestão do som
gerado pelo consumo de uma cerveja gelada
e macia pôde dar à marca Coors). Transmitir
o sentido da audição pode, ainda, ajudar os
consumidores a entender melhor como um
produto funciona – tal como explicitado pelo
caso do Shake ‘n Pour.

Lynn Dornblaser é diretora da divisão CPG Trend


Insight da consultoria Mintel International, com
escritórios em Chicago e Londres. Com mais de
vinte anos dedicados a análises de tendências glo-
bais de consumo, ela pode ser contatada pelo
e-mail lynnd@mintel.com

66 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} Design

Os escolhidos pela associação


Abre anuncia os ganhadores de 2008 do seu Prêmio de Design & Embalagem

E
m cerimônia no Buffet os vencedores da 8ª edição do Prêmio em 29 categorias, incluindo Voto Popu-
Tôrres em São Paulo, a Abre de Design & Embalagem. lar, Sustentabilidade, Empresa do Ano e
Associação Brasileira de Os trabalhos concorreram nos módu- Personalidade do Ano.
Embalagem (Abre) anun- los Design de Embalagem, Tecnologia Confira a seguir a lista das embala-
ciou, no dia 27 de agosto, de Embalagem e Estudante, divididos gens premiadas.

módulo design

Alimentos Doces Bebidas Não-alcoólicas Alimentos Salgados Bebidas


Lata Retrô Água Mineral Natural- Maggi Creme Supreme Alcoólicas
FutureBrand BC&H PET 240 ml kids Alcan Packaging DJ Cachaça
Lindoya Verão Mineira
DJ Cachaça
Mineira

Higiene e Limpeza Cosméticos e Embalagem para Perfumes Saúde e Farmacêutico


Kitchen Multi - toalhas Cuidados Pessoais Zaad Diamond
em caixinha Natura Chronos – Wheaton Brasil Design Inverso
M Design Flavonóides de Passiflora
Natura

Bricolagem Embalagem para Família de Produtos Miscelânea


Coral Tira-Teima MPEs (micro e Natura Amor Ice Blocks
Superbiplus pequenas América
empresas) Caso Design
Brasilata Natura Comunicação
Batidas
Piratinha
PET
Design
Inverso

68 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


módulo tecnologia de embalagem

Redesign Alimentos e Bebidas Redesign Produtos em Geral Alimentos Bebidas


Nescau Talheres Platinum Embalagem de pizza Nescau
HAL9000 para microondas
Nestlé Nestlé
Comunicação Sadia
e Design

Saúde e Farmacêuticos Cosméticos e Cuidados Pessoais Embalagem para Perfumes Embalagem para Food
G500 Balsâmico Elsie Claire Radiance Linked Service, Delivery e Take Away
Design Inverso MN Design Wheaton Brasil Box delivery para
comida japonesa
Saberpack

Embalagem Promocional Inovação Tecnológica Embalagem para Exportação Design Industrial


Natura Faces Estojo Mágico Embalagem Flexível Embalagem Nescafé Exportação Case para sistema
Natura Prática e Inovadora Nestlé buco maxilo facial
Nestlé SIN-Sistema de Implante

módulo estudante categorias especiais

Beepack Voto Popular Sustentabilidade


Diego Paulino Silvério O pedaço mais Sacola 100% PET Fundação Empresa do Ano
e Helder Filipov divertido da pizza O Boticário Grupo Pão de Açúcar
Packostakis Mídia Antilhas Soluções
Integradas
para
Embalagens

Personalidade
do Ano
Fabio Mestriner

70 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} internacional

Pão lá, pão cá?


Saquinhos oxi-biodegradáveis são adotados por pães no
México e em outros países. Iniciativa pode chegar ao Brasil

G
igante mexicano em pães e bolos, o grupo
Bimbo descortinou no fim de agosto uma
iniciativa “verde” para o acondicionamento
de produtos no seu país natal. Os pães de
forma da empresa ganharão embalagens flexí-
veis produzidas com filme de polietileno oxi-biodegradável.
Por conter um aditivo especial, o material, obtido de resina
plástica comum, desintegra-se em meses quando em contato
com agentes como água, raios solares e microorganismos. É
a primeira vez que essa tecnologia é utilizada em embalagens
Linha Pan Blanco
no México. é a primeira da
“A idéia é migrar para as novas embalagens degradáveis Bimbo a adotar
embalagens
de forma escalonada”, informa Ramón Rivera, diretor de ope- de rápida
rações do Grupo Bimbo. Os primeiros produtos da empresa a degradação
empregar as embalagens oxi-biodegradáveis são aqueles da
linha Pan Blanco. “Posteriormente iremos incorporar essas
embalagens às linhas de bolos, para então partirmos para todos
os nossos produtos e depois para aqueles comercializados em
outras regiões da América Latina”, disse Rivera. Procurado
por EmbalagemMarca, o departamento de comunicação da
Bimbo no México não soube precisar quando – nem se – a ini-
ciativa engolfará o mercado brasileiro, onde a Bimbo detém,
entre outras, as marcas de pães e bolos Pullman e Plus Vita.

Especiaria inglesa RES Brasil


As novas embalagens flexíveis da Bimbo desintegram-se num (19) 3871-5185
www.resbrasil.com.br
prazo de três a cinco anos quando descartadas em aterros ou
na natureza. A rápida desintegração é fruto do emprego do Symphony
www.degradable.co.uk
aditivo d2w, da inglesa Symphony, o mesmo que já é utilizado
no Brasil em sacolas e outras embalagens. De acordo com a
Symphony, o aditivo d2w já é utilizado em mais de 60 países,
tendo sido aplicado em mais de 5 bilhões de embalagens
plásticas nos últimos doze meses. Para o mercado nacional, a Sul-africana Tiger
Brands também já
tecnologia é licenciada pela RES Brasil, empresa sediada em acondiciona seus
Cajamar (SP). pães em sacos
oxi-biodegradáveis
Embalagens para pães de forma parecem configurar um
campo promissor para a aplicação dos plásticos oxi-biodegra-
dáveis. No Reino Unido, as redes varejistas Tesco e Coop têm
pães com suas próprias marcas acondicionados nesse tipo de
embalagem. Cerca de três meses atrás a Tiger Brands, gigante
sul-africana em alimentos, destacou com pompa uma iniciati-
va parecida, lançada para sua linha de pães Albany. (GK)

72 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} incentivo

Estímulo às idéias
Concurso para estudantes
premia criação de embalagens

N
o final de agosto foi realizada, no Centro
Brasileiro Britânico, em São Paulo, a ceri-
mônia de premiação do Embala Idéias,
concurso para estudantes de design de
produto e de design gráfico do Estado de
São Paulo.
Realizado pela SPR International, em parceria
com a ADP – Associação dos Designers de Produto, o
concurso tem por objetivo incentivar o interesse pelo
design de embalagens e sua correta aprendizagem. O
tema proposto foi a criação das embalagens de uma
linha de perfumaria masculina para um público jovem
com o nome ILOS, composta por eau de toilette, deso-
dorante, xampu e sabonete.
O regulamento exigia que os estudantes não levas-
sem em conta somente os elementos gráficos, mas
conceituassem o projeto em função do público-alvo e
desenvolvessem as embalagens aproveitando as tecno-
logias mais atuais, em termos de materiais.
Vinte e duas instituições de ensino se inscreveram
no concurso, das quais nove realizaram o proces-
so seletivo, encaminhando
dezenove projetos para o
júri final (cada escola pode-
ria ter até três trabalhos
selecionados). O projeto
ganhador foi o da equipe
formada pelos estudantes
Maralise Lopes Silva, Lígia
de Freitas Françoso, Victor
Leonardo Pereira, Juliano
Peghini, do curso de Design
Gráfico da Universidade
Estadual Paulista – Unesp,
de Bauru. (FP)

Projeto dos
alunos da Unesp
de Bauru foi
o vencedor
do concurco
Embala Idéias

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 73


DISPLAy }}} lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagem

Fraldas decoradas
Relançamento ganha personagens

As fraldas da linha Baby embalagens, são impres-


Looney Tunes estão de sos em flexografia e privile-
embalagem nova, redese- giam as cores e o posicio-
nhada nas versões stan- namento das figuras, para
dard e premium. Os invó- facilitar a identificação dos Aveia colorida
lucros de polietileno (PE), tamanhos. Linha da Ferla tem novas embalagens
fornecidos pela Canguru O design é da Fullpack.
O mix de aveias da Ferla chega às gôndolas com
visual renovado. Os cartuchos de papel cartão
impressos pela Gráfica Romiti ganharam as cores
verde, amarela, azul e laranja, que auxiliam na iden-
tificação das variantes. Além disso, foram inseridas
imagens de frutas, aludindo ao conceito de alimento
saudável. No verso há receitas e sugestões de utili-
zação. A agência responsável pelas mudanças foi a
Haus Design.

Canguru Embalagens Fullpack Gráfica Romiti Haus Design


(48) 3461-9000 (21) 3219-8900 (11) 2065-1514 (11) 3742-2228
www.canguru.com.br www.fullpack.net www.romiti.com.br www.hausdesign.com.br

Produto ambientalmente correto


Embalagens de papel de escritório contam com selo de certificação florestal

As embalagens de BOPP da linha de os padrões da ABNT (Associação para reforçar a informação de que o
papel Chamex, da International Paper Brasileira de Normas Técnicas) e é papel é fabricado a partir de flores-
(IP), ostentam desde a segunda quin- reconhecida internacionalmente pelo tas 100% plantadas e renováveis. O
zena de agosto o selo de certificação PEFC (Program for Endorsement on verso destaca que a empresa segue
florestal Cerflor do Inmetro (Instituto Forestry Certification), que permite princípios de sustentabilidade, como
Nacional de Metrologia, Normatização rastrear a matéria-prima desde a a conservação de florestas nativas
e Qualidade Industrial), garantindo origem da madeira até a etapa final – a IP mantém 24 000 hectares de
que o produto é ambientalmente cor- de produção. Além do selo Cerflor, matas protegidas como reserva legal.
reto. É o primeiro papel brasileiro com as embalagens da linha Chamex As embalagens são fornecidas pela
essa certificação florestal, que segue têm no centro outro selo metalizado Papéis Amália e pela Finepack.

Finepack
(11) 4496-8808
www.finepack.com.br

Papéis Amália
(19) 3272-0311
www.teruel.com.br

74 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


Edição: flávio palhares ||| flavio@embalagemmarca.com.br

Estilhaços de vidro
Frascos plásticos se inspiram em outro material

A marca francesa Anna Pegova dades são acondicionadas em


lança uma nova linha de produ- frascos plásticos, moldados por
tos, composta por óleo de banho sopro pela MBF Embalagens,
com chá verde e verbena, dema- em Maringá (PR), com resina da
quilante 4 em 1, óleo de banho Eastman que simula a aparência
com extrato de maracujá, deso- do vidro. O designer francês
dorante corporal hipoalergênico Jacques Llorente projetou as
e o sabonete líquido hidratante embalagens com detalhes que
com lichia e chá verde. As novi- lembram estilhaços de vidro.

Eastman Jacques Llorente MBF Embalagens


(11) 4506-1000 +33 1 4785-7958 (44) 3220-6617
www.eastman.com jacques.llorente@wanadoo.fr www.augros.com.br

Embalados um a um
Sabão de coco chega ao mercado em flow packs

Com foco nas famílias pequenas, é de fácil abertura. O novo layout


a União Fabril Exportadora lança segue as cores branca e verde
uma embalagem individual de do visual original. As embalagens
fotos: divulgação

polipropileno (PP), tipo flow pack, são fornecidas pela Faropel.


para o sabão de coco Ruth.
O fechamento dos invólucros

Faropel
(21) 2560-4900
www.faropel.ind.br

www.embalagemmarca.com.br setembro 2008 EmbalagemMarca 75


DiSplay }}} LANçAMENTOS E NOVIDADES – E SEUS SISTEMAS DE EMBALAGEM

Misturas finas
Fleischmann troca amarelo por dourado nas embalagens

O projeto gráfico para as novas das no segmento premium, trocou requintes de decoração. O projeto, da
misturas para bolo Fleischmann o amarelo tradicional da marca por B+G Designers, inclui uma tipografia
ChocoMousse e Petit Gateau, foca- dourado e usou fotos de bolos com diferente para os nomes dos bolos
e abrange as duas outras misturas
premium da marca, Cappuccino e
ChocoMenta. As embalagens são

FOtOs: divuLgAçãO
produzidas com filme de polietile-
no (PE) laminado pela Santa Rosa

B+G Designers
(11) 5041-5727
www.bmaisg.com.br

Santa Rosa Embalagens


(11) 3622-2300
www.santarosaembalagens.com.br

Toffee aos potes Bem-estar angelical


Dori Alimentos amplia portfólio Óleos essenciais e chás ganham nova apresentação

A Dori Alimentos amplia sua Apostando no segmento de saúde e bem-estar, a Surya


família de produtos com o Brasil lança a linha Botica dos Anjos, que inclui óleos
Toffee Dod’s Supremo, uma Apacê essenciais e ervas para chás. São vinte óleos apresenta-
variante premium da linha (11) 5011-7611 dos em frascos de vidro, produzidos pela Frascolex, deco-
Toffee Dod’s. www.apace.com.br
rados com rótulos auto-adesivos de polipropileno biorien-
As gulosei- Frascolex tado (BOPP), impressos pela Gráfica Tatoni. As tampas de
mas são (11) 2618-2122 polietileno (PE) são fornecidas pela Apacê. As ervas de
www.frascolex.com.br
acondicio- infusão são acondicionadas em sachês de polipropileno
nadas em Gráfica Tatoni (PP) envolvidos por uma estrutura de papel cartão com
(19) 3641-5000
potes de www.graficatatoni.com.br certificação FSC, produzida pela Hawaii Gráfica. Graças
polipropileno a uma dobra na base da estrutura, o invólucro pode ser
(PP), deco- Hawaii Gráfica colocado em pé nas prateleiras. A identificação das ervas
(11) 4234-1110
rados pelo www.hawaiigrafica.com.br é feita por uma cinta de papel na parte de cima da emba-
sistema in- lagem. O design foi desenvolvido pela Surya.
mold label (que
aplica o rótulo no
momento em que a embala-
gem é injetada) pela Pavão. O
design é da Benchmark.

Benchmark Pavão
(11) 3057-1222 (11) 2967-3337
www.bench.com.br www.pavao.ind.br

76 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


}}} rOTulaGEM

Os destaques em auto-adesivos
Anunciados os dezenove vencedores da primeira edição do Prêmio Abiea
Marketing – produto final

A
Associação Brasileira das Indús-
trias de Etiquetas Adesivas (Abiea) prêmio especial de inovação
Bebidas
realizou de 21 a 24 de agosto, em Empresa: Metiq Soluções Comerciais
Angra dos Reis (RJ), o 11º Encon- Empresa: Gráficos Sangar Produto: Singular Nebbiolo
tro Nacional dos Convertedores, Produto: Trip Liquid
que teve a presença de mais de 300 participantes,
entre fornecedores e gráficas. Durante o evento,
tomou posse a nova diretoria, que continua com
Davidson Thomé como presidente. Também foi
entregue o 1º Prêmio Abiea – Excelência em Eti-
quetas e Rótulos Auto-Adesivos, organizado pela
Abiea e coordenado pela Associação Brasileira
de Tecnologia Gráfica (ABTG). Confira a seguir
os dezenove vencedores do concurso.

Farmacêuticos Industrial Higiene e Limpeza


Empresa: Gráficos Sangar Empresa: Stickolor Ind. Com. de Auto Adesivos Empresa:
Produto: Rótulo Avotan La – 500ml Produto: Painel De Controle – Pratice 6 Kg Mack Color
Etiquetas
Adesivas
Produto:
Amonix Citrus

Cosméticos e Cuidados Pessoais Segurança


Empresa: Vilac Rótulos Empresa: Tyrex Mercantil e Industrial
e Etiquetas Adesivas Produto: Lacre Void Spider – Pirelli
Produto: Shampoo Biofort
Produtos Alimentícios
Empresa: Vilac Rótulos e
Etiquetas Adesivas
Produto: Muscle Whey Protein No2

Etiquetas
Empresa: RR Ind.
E Com. de Etiquetas
Produto: Tag Acesso –
Cristo Redentor

78 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


processos de impressão

Serigrafia
Empresa: Tyrex
Mercantil e Industrial
Produto: Latina
Le 4.6 Ms

Flexografia Letterpress
Empresa: Pantone Empresa: Mack Color
Gráfica e Editora Etiquetas Adesivas
Produto: Chateau Produto: Mon Bijou Harmonia
Lacave – Vinho Tinto
Seco Fino

Digital
Empresa: Mack Color Etiquetas Adesivas
Produto: Araras – Grand Food

Híbrida (Combinada)
Empresa: Gráfica Nova
Fátima – Catuaí Print
Produto: Condicionador
H2o – Evolution Orquídea
Gloss 350 Ml

Offset
Empresa: Pantone Gráfica e Editora
Produto: Microondas – Facilite Middi 25 L – Consul

fornecedores
Substrato Máquinas e Equipamentos Tintas Facas
Avery Dennison Etirama Indústria Flint Ink do MLC Indústria
do Brasil de Máquinas Brasil – Xsys Mecânica

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}}} índice de anunciantes

Anunciante Página Telefone Site


Abeaço 23 (11) 3842-9512 www.abeaco.org.br
Amazon Coding 33 (11) 3133-7666 www.amazoncoding.com.br
Arco Convert 77 (11) 2061-8099 www.arco.ind.br
Armor 49 (92) 4009-3555 www.armor-brasil.com
Avery Dennison 57 0800 701 7660 www.fasson.com.br
Betim Química 39 (31) 3358-8500 www.betimquimica.com.br
BIC Label 13 0800 260434 www.biclabel.com.br
Bluestar Silicones 69 (11) 3747-7887 www.bluestarsilicones.com
Braga 37 (19) 3897-9720 www.braga.com.br
Braskem 25 (11) 3576-9000 www.braskem.com.br
Clariant 35 (11) 5683-7834 www.clariant.com
Cobrirel 79 (11) 2081-6555 www.cobrirel.com.br
Comprint 65 (11) 3371-3371 www.comprint.com.br
Congraf 7 (11) 3103-0300 www.congraf.com.br
EMCR 75 (11) 5934-3183 www.emcrinducao.com.br
Frasquim 79 (11) 6412-8261 www.frasquim.com.br
GiroNews 71 (11) 3675-1311 www.gironews.com.br
Gráfica Rami 41 (11) 4587-1100 www.ramiprint.com.br
Grand Pack 67 (11) 4053-2143 www.grandpack.com.br
Gysscoding 27 (11) 5622-6794 www.gysscoding.com.br
Indemetal 53 (11) 4013-6644 www.indemetalgraficos.com.br
Indexflex 11 (11) 3618-7100 www.indexflex.com.br
Kromos 63 (19) 3879-9500 www.kromos.com.br
Lamipack 19 (49) 3563-0033 www.lamipack.com.br
Limer-Cart 21 (19) 3404-3900 www.limer-cart.com.br
Loop 79 (19) 3404-6700 www.loop.ind.br
Metrolabel 73 (11) 3603-3888 www.metrolabel.com.br
Mintel 14 +1 (312) 450-6103 www.mintel.com
Moltec 75 (11) 5693-4600 www.moltec.com.br
Müller-Martini 61 (11) 3613-1000 www.mullermartini.com.br
Nilpeter 51 (11) 3729-9207 www.nilpeter.com.br
Novelprint 75 (11) 3760-1500 www.noveltech.com.br
NZ Philpolymer 23 (11) 4716-3141 www.gruponz.com.br
Owens-Illinois 4ª capa (11) 2542-8084 www.oidobrasil.com.br
Pantone 45 (11) 4072-4100 www.pantonegrafica.com.br
Poli Paper 75 (11) 6412-3550 www.polipaper.com.br
Propack 59 (11) 4785-3700 www.propack.com.br
Qualipack 29 (11) 2066-8500 www.qualipack.com.br
Quattor 2ª capa (11) 3583-5900 www.quattor.com.br
Rotatek 59 (11) 3215-9999 www.rotatek.com.br
Simbios-Pack 79 (11) 5687-1781 www.simbios-pack.com.br
Sonoco For-Plas 5 (11) 5097-2750 www.sonocoforplas.com.br
Tetra Pak 3ª capa (11) 5501-3205 www.tetrapak.com.br
Tyrex 47 (11) 3612-4255 www.tyrex.com.br
Videojet 31 (11) 4689-8800 www.videojet.com
Wheaton 9 (11) 4355-1800 www.wheatonbrasil.com.br

80 EmbalagemMarca setembro 2008 www.embalagemmarca.com.br


Tenho contato com EmbalagemMarca desde os tempos em que atuava em
agência de publicidade. Mas fui conhecer efetivamente a publicação quando
comecei a trabalhar na Prakolar. Quem atua no mercado de embalagens não
pode deixar de anunciar na revista, não importa em que elo da cadeia esteja.
EmbalagemMarca é uma revista conceituada e efetiva, que prima pela quali-
dade desde o atendimento aos clientes até a impressão e a distribuição.
No planejamento de marketing da Prakolar não tem como faltar uma progra-
mação de inserções na revista, pois é através dela que muitas vezes levamos
aos nossos clientes e prospects alguma novidade ou desenvolvimento espe-
cial, pois temos a certeza que chegará às mãos dos decisores de compras de
cada empresa.

Karina Spina, Coordenadora de Marketing e Novos Negócios

(11) 2291-6033 É liDa porQUe É Boa. É Boa porQUe É liDa.


www.prakolar.com.br www.embalagemmarca.com.br • (11) 5181-6533
Almanaque
Fitas para abrir melhor As origens
Em 1911, o empresário Percy Philip
Payne criou a PP Payne, indústria
Era o primeiro fitilho – que fica na
parte de dentro do filme que reveste da Melitta
que fornecia fitas de algodão para a a embalagem e o rasga – voltado a Em 8 de julho de 1908, uma dona
indústria têxtil de Nottingham, na embalagens destinadas ao consumi- de casa alemã criou um utensílio
Inglaterra. Em 1950, desenvolveu dor final. Hoje o fitilho está presente que mudou a forma de tomar café
uma fita adesiva de fibras de algodão, em embalagens de biscoitos, cigarros, no mundo: o coador descartável.
que passou a ser usada para facilitar balas, vinhos e papel higiênico, entre Como recebia queixas de seu
a abertura de caixas de papelão e muitas outras. Em 1996 a PP Payne marido quanto ao gosto do café
sacos de pano. Na década de 1980, a foi comprada pela Filtrona e em 2005 que preparava, ela percebeu que
companhia criou uma fita plástica com se fundiu à Morane e à Laminex, que a causa era o resíduo acumulado
revestimento adesivo para a abertura faziam parte do mesmo grupo, dando dos preparados anteriormente
de embalagens, ou sistema abre-fácil. origem à atual Payne. no coador de pano. Melitta Bentz
(era esse seu nome) recortou um
pedaço redondo de mata-borrão
e com ele cobriu o fundo de uma
caneca de latão na qual fizera
vários furos. O resultado foi o pri-
meiro filtro de papel do mundo.
A inovação só chegou ao Brasil
sessenta anos depois, junto com
Você Silhueta eternizada os porta-filtros de plástico que
passaram a ser produzidos pela
sabia? A silhueta que aparece na logomarca da Dr. indústria que se fortaleceu com
De 1892 a 1894 foram Oetker é de uma trabalhadora da empresa alemã, o nome de Melitta, hoje uma das
patenteados, só nos criada em 1891 pelo farmacêutico August Oetker
Estados Unidos, mais maiores exportadoras mundiais
de 1 500 tipos de (ver EMBALAGEMMARCA 74, seção Almanaque). de café processado. Aqui, o suces-
tampas para garrafas. A funcionária – cujo nome ninguém sabe – foi so da empresa levou-a a adquirir,
Apenas em 1894 foi
inventado o abridor,
vencedora de um concurso interno de beleza no em 1977, a Celupa – Industrial
pelo norte-americano começo do século XX. O prêmio era a reprodução Celulose e Papel Guaíba. Só então
William Painter, tam- da silhueta na logomarca da companhia. Com o
bém criador da tampa o Brasil atingiu a auto-suficiência
tipo crown (chapinha). passar dos anos, o logo foi mudando, mas a silhue- em papel filtrante.
Até então, as tampi- ta continuou presente. No Brasil, a filial da empre-
nhas eram retiradas
das garrafas com a
sa foi aberta na década de 1930, com o nome
ajuda de utensílios, “Cabeça Branca” – uma referência à logomarca.
como facas ou ferra- Os produtos passaram a ser comercializados
mentas de beirada fina.
com a marca “Otker” nas embalagens em 1984.
A partir de 1996, a marca passou a ser “Oetker”.
Somente em 2001 houve o alinhamento à marca
internacional “Dr. Oetker”.

82 EmbalagemMarca www.embalagemmarca.com.br/almanaque setembro 2008