DE VOLTA AO MEU ACONCHEGO

Francisco Antonio Romanelli De volta ao meu aconchego, depois de uns dias em missões extra urbanas, penso no quão bom e agradável é estar em nossa casa, nosso Lar. E faço, em meus devaneios, uma analogia com o planeta. Imagino o que seria se de volta de uma viagem interestelar, encontrasse o descanso em nossa casa global. Imagino a sensação de ver surgir na escotilha reluzente de minha nave, na escuridão do espaço, uma pérola azul, brilhando ao ser iluminada pela estrela mais próxima, de início pequena, depois aumentando... aumentando... Tanto contentamento, só no campo da imaginação. Nos devaneios de quem se recorda que é morador de uma casa comum, o planeta Terra. Hoje, dia em que escrevo esta coluna, 22 de abril, é dia internacional da Terra. Nosso planeta lar. Uma pérola azul perdida na imensidão do espaço. Um abrigo para algo em torno de alguns milhões de espécies de vida, inclusive para mais de 6 bilhões de indivíduos da espécie dominante, conhecida como humana, que se arvorou em proprietária absoluta e definitiva desse lindo balão azul. No artigo da semana passada, que não chegou a ser publicado, pois se extraviou nas linhas complexas da rede mundial de computadores (ah, essas tecnologias terrestres de ponta...), refletia sobre o dia da conservação do solo, 15 de abril, e constatava que a degradação continuou e continua cada vez mais acelerada. Estamos corroendo nossa mãe Terra, nosso lar, quais vorazes cupins cuja fome é insaciável. Ki, meu imaginário amigo do imaginário planeta Og (se existisse, estaria orbitando a estrela Tetha da Constelação de Centauros), depois de visitar uma vez mais a Terra, para colher materiais para sua dissertação de Mestrado, volta ao seu próprio lar, esboçando um tópico do trabalho (em hologramas de altíssima resolução, já que a tecnologia ogniana superou, há milênios, a necessidade de se fabricar papéis utilizando a celulose da madeira, evitando derrubadas espetaculares e desmatamentos formidáveis), pondera: "Há vida inteligente no Planeta Terra? Provavelmente, sim. Pesquisas recentes, contrariando as linhas de pensamento acadêmicas majoritárias, demonstraram que uma das bilhares de espécies de vida existentes no planeta, conhecida por canina, e que vive se fazendo acompanhar e habitando junto com a espécie dominante, conhecida como humana, tem demonstrado manifestar uma espécie de inteligência, ainda que primária e rude". A pergunta sobre a existência de vida inteligente no espaço não é recente, mas foi retomada após alguns fatos ufológicos da década de 50. As décadas de 60 e 70 viveram momentos de uma fantástica revolução intelectual e de costumes. A pergunta cada vez mais aguçou o pensamento pseudocientífico e científico do período. Mas os olhos estavam voltados para o espaço, para as utopias, para os sonhos, para os ideais e ninguém se olhou. Nem se olhou no espelho.

se assentam nas cadeiras do poder. perguntaram. movimentos culturais e comunidades denominadas hippies. A frase deveria ser "paz é amor". sob a bandeira com o lema Paz e Amor. Os mesmos.. então combatidos. desbastados de suas vastas cabeleireiras.atos iguais aos ancestrais. despidos de suas vestes floridas e da embriaguez sonambúlica dos ideais que trajavam e que foram substituídas por terno e gravata. Ninguém soube responder. substituídas por calvas da idade. se havia inteligência no Planeta Terra. hoje. Hoje fabricam guerras e sugam riquezas . São os dirigentes do mundo. Agitaram a bandeira do "paz e amor". . Mero erro conceitual..Naquele tempo.

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